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manual técnico, 27

ISSN 1983-5671

27
CULTIVO DE PLANTAS MEDICINAIS

GUIA PRÁTICO
celma Domingos de azevedo maria aparecida de moura

niterói-RJ

Julho de 2010

PROGRAMA RIO RURAL Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento Superintendência de Desenvolvimento Sustentável Alameda São Boaventura, 770 - Fonseca - 24120-191 - Niterói - RJ Telefones : (21) 3607-5398 e (21) 3607-6003 E-mail: microbacias@agricultura.rj.gov.br

Governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral

Secretário de Estado de Agricultura, Pecuária,Pesca e Abastecimento Alberto Mofati Superintendente de Desenvolvimento Sustentável Nelson Teixeira Alves Filho

Azevedo, Celma Domingos de Cultivo de plantas medicinais: guia prático / Celma Domingos de Azevedo, Maria Aparecida de Moura. -- Niterói: Programa Rio Rural, 2010. ¬¬¬¬¬19 p. ; 30 cm. – (Programa Rio Rural. Manual Técnico; 27). Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável em Microbacias Hidrográficas do Estado do Rio de Janeiro. Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento. Projeto: Gerenciamento Integrado em Microbacias Hidrográficas do Norte-Noroeste Fluminense. ISSN 1983-5671 1. Planta medicinal – Cultivo. 2. Planta medicinal – Custo de produção. 3. Planta medicinal – Comercialização. I. Moura, Maria Aparecida. II. Título. III. Série. CDD 581.634

. 2..... 12................................. Endereços para contato............................................................ Farmácia viva..................................... 6.......... Secagem................................... 7...................... Legislação dos fitoterápicos...................................................................................... Técnicas agronômicas para o plantio.............. Recomendações para o plantio......................................................................................... 9............. Formas de utilização e preparo das plantas......... 5.. Colheita...................... 5 6 6 12 13 14 15 15 16 17 18 18 19 ........................................... Referências bibliográficas.................................. Principais pragas e doenças.................... 3...................................... Introdução........... 13.......... 8..................... Noções sobre fatores climáticos...........................................................................................Sumário 1................................................................................................... 11.. 10...................................................................... 4....... Cuidados no preparo das ervas.....

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com. a saúde humana. Ex-estagiária da PESAGRO-RIO/Experimental de Seropédica.CULTIVO DE PLANTAS MEDICINAIS Guia Prático Celma Domingos de Azevedo Maria Aparecida de Moura 1 2 1.000 anos. que contribui para o aumento do efeito estufa. a economia. Por volta de 1. 1995. Pesquisadora da PESAGRO-RIO/Estação Experimental de Seropédica. 1991. associada a ricas diversidades étnicas e culturais. a maior parte das plantas medicinais comercializadas é proveniente do extrativismo. 2001. 2004. CORRÊA JÚNIOR et al. Com relação às plantas importadas.. africana e européia. os chineses. 2006). E-mail: mariaparecidademoura@yahoo. citado por SOUZA. respectivamente (AZEVEDO. o alimento. visando suprir a necessidade de demanda no mercado interno (AZEVEDO. 5 . a participação social. porém. os fitofármacos movimentam US$ 3 bilhões/ano (NOGUEIRA. km 7 – 23890-000 .600 a. com temperaturas médias variando de 16º C a 20º C.. os egípcios já faziam uso de plantas medicinais na cura de doenças. O uso de plantas no tratamento de doenças no Brasil tem influências das culturas indígena.br.C. Quando se fala de cultivo de plantas medicinais está-se conservando a biodiversidade. no Cerrado e na Mata Atlântica. o resgate do conhecimento popular. o cultivo de plantas medicinais é de importância fundamental. 2 Economista Doméstica da UFRuralRJ. HERTWIG.500mm. Cerca de 80% do país recebem chuvas entre 1.Seropédica . Atualmente. TORRES. há mais de 5. Com isso. __________________________________________ 1 Engenheira Agrônoma.br. O cultivo de plantas medicinais visando à comercialização exige planejamento. 1986). a organização. 2005). entre outras (MARTINS et al.000 e 2. Somente na Alemanha. observa-se o crescimento no consumo de plantas medicinais ou de medicamentos à base de plantas em todas as classes sociais no Brasil e no mundo.RJ. WOLFF.200 metros acima do nível do mar. de modo a manter produção constante e de boa qualidade. considerando que as terras brasileiras se estendem da latitude de 5º N a 34º S. No Brasil. utilizavam os princípios ativos das plantas medicinais. BR 465. 2002). com a maior parte do território em altitudes de 1. o gênero e a geração.com. Introdução O Brasil tem a maior biodiversidade de plantas do planeta. E-mail: celmamiminha@yahoo. com o maior percentual de plantas medicinais encontradas na Amazônia. muitas delas poderiam ser produzidas no país.

ou seja. desenvolve pesquisas com propagação de mudas visando obter espécies corretamente identificadas. sem a adição de agrotóxicos e de boa qualidade. • A escolha da semente deve ser feita de acordo com os fatores climáticos. 2.RIO. (AZEVEDO. pelo menos.o aumento da temperatura faz aumentar também a velocidade de crescimento da planta. • Latitude . • O terreno deve ter pouca inclinação. • Temperatura .à medida que aumenta a altitude (acima de 100 metros). A capacidade de germinação das sementes também pode estar associada à iluminação. época de floração e teor de princípios ativos. A deficiência de água no solo (“stress” hídrico) pode aumentar ou diminuir os princípios ativos de acordo com a cultivar estudada. Técnicas agronômicas para o plantio • A área para cultivo deve dispor de. • Deve ser feita análise química do solo. • A área deve ficar distante de fontes de poluição. influenciando na fotossíntese. • Luz . 3. 2003). porém.a água é um elemento essencial para a vida e para o metabolismo das plantas. Cada planta possui uma temperatura ótima de crescimento (em torno de 25ºC para as plantas tropicais). podendo variar com a espécie estudada. A maioria das plantas medicinais produz melhor em solo férteis. dependendo da espécie a ser cultivada.desempenha papel fundamental na vida das plantas. tendo em vista que a produção de princípios ativos pode diminuir ou aumentar. 6 . o fotoperíodo é responsável pela germinação das sementes. apresentam maior teor de princípios ativos. a temperatura diminui 1ºC e aumenta a insolação.teoricamente. que interfere no desenvolvimento das plantas e na produção de princípios ativos. desde 1995. • O solo deve ter boa drenagem. desenvolvimento e forma das plantas. Assim. com a demanda local ou regional e sem adição de agrotóxicos. uma faixa de temperatura que fará com que a planta se desenvolva no tempo certo. • Umidade .0 e 6. cinco horas de sol.5. Noções Sobre Fatores Climáticos Quando se cultiva planta medicinal deve-se observar a influência que os fatores climáticos têm sobre o seu desenvolvimento. como crescimento. quando em baixas altitudes. não necessitam tanto da luz para germinarem. sem perda na produção.A Estação Experimental de Seropédica da PESAGRO. leves e arejados. • Recomenda-se utilizar cobertura morta e adubação orgânica. Plantas produtoras de alcalóides. a irrigação deve estar de acordo com a tolerância de cada espécie. Algumas necessitam de luz para brotar (a semente não deve ser totalmente enterrada). outras. • Altitude . com pH variando entre 6. • A área deve ser protegida contra ventos fortes e ter boa disponibilidade de água para irrigação. como culturas que usam agrotóxicos e estradas poeirentas. pelo desenvolvimento das espécies e pela formação de flores e bulbos. Em muitas variedades. plantas cultivadas em latitudes equivalentes (Norte e Sul) têm o mesmo desenvolvimento.

. quanto mais intensos forem o uso de máquinas e equipamentos e os excessos de preparo. Para isso.30m Nº de mudas necessárias = 10. é necessário calcular a quantidade de sementes a ser comprada ou produzida. restos de culturas e dejetos de animais. têm sua massa verde incorporada ao solo. Os mais utilizados são: .devido à facilidade de produção nas propriedades. Geralmente. . É um adubo orgânico muito rico em nutrientes.40 x 0. Adicionar na linha. o espaçamento entre as fileiras e o espaçamento entre as plantas no local definitivo da cultura e saber quanto pesa o grama da semente que será plantada.800 = 100. Propagação por sementes Poderá ser feita em sementeiras para posterior transplante ou no local definitivo. é utilizado o calcário. é uma alternativa de enriquecimento do esterco. que pode ser necessário para não comprometer a absorção de nutrientes.Preparo do solo A planta alimenta-se quase que exclusivamente pelas raízes. mais prejudicada será a fertilidade do solo (erosão e perda de microrganismos.000 + 16. plantados no local da cultura.40m x 0. Podem ser incorporados ou mantidos como cobertura morta. Assim. é necessário calcular a área que será produzida (hectare). A planta que servir de adubo verde não deve competir com a espécie plantada.Esterco de animais . . 7 . Métodos de propagação As mudas para a instalação de uma lavoura podem ser obtidas através da reprodução natural da própria planta ou através de sementes.Composto orgânico ou compostagem . 84. Cálculo do número de mudas Exemplo: Planta: hortelã (Mentha piperita) Área total: 1 ha (10.800 84. que também são responsáveis por sua fixação. .Húmus de minhoca . Em geral. entre outros) que é depositado numa pilha ou leira que deve ser molhada uma vez por semana para manter a umidade e acelerar a decomposição. Assim.dejetos sólidos e líquidos de aves.800 mudas de hortelã. melhorando suas condições nutricionais. A correção da acidez é feita de acordo com a análise do solo. bovinos e suínos que. Considerações iniciais sobre sementes Antes do início da construção dos canteiros para a produção de mudas e da semeadura direta.são vegetais que. entre outros). o esterco de ave é mais rico em nutrientes.fornecem matéria orgânica ao solo. de preferência.Adubação verde .000 (mudas) x 20% = 16. na cova ou em cobertura.é o processo de transformação dos resíduos através de microrganismos. quando a planta estiver com floração. por isso deve ser plantada nas entressafras.Restos de cultura . Assim.000 0. Tipos de adubos Adubo orgânico é todo produto proveniente da decomposição de resíduos de origem animal e vegetal com elevados teores de componentes orgânicos. A incorporação do adubo verde deve ser feita. contribuindo para melhorar sua fertilidade.000m2 = 84. são utilizados como adubo.30 É preciso produzir ou adquirir mudas em número pouco maior do que o calculado para prevenir eventuais perdas. depois de curtidos. Obtido a partir de lixo (resto de alimentos. Aplicação do adubo O adubo pode ser aplicado de 15 a 20 dias antes do plantio para evitar perda de nutrientes do solo.000 m2) Espaçamento: 0. aconselha-se acrescentar mais 20% ao número obtido. incorporado ao solo.

00 4. sem ser muito argiloso ou arenoso.00 80.00 160.00 30.00 5.00 80. têm baixo poder de germinação.00 22.097.00 12. Geralmente.00 Cultivo Adubo de Hortelã orgânico (Mentha piperita) (esterco bovino) Preparo do solo Sementes Mão-de-obra Ancinho (10 dentes) Barbante/nailon Bandeja de isopor (162 células) Balde (20 litros) Carrinho-de-mão Kit de jardinagem Enxada com cabo Enxadão Sacho Pá Regador Mangueira (3/4) Total 2 4 6 4 2 20 519 2 1 2 4 2 2 2 2 200 tonelada h/máq. 8 .00 6.00 20.00 12.Cálculo da quantidade de sementes Exemplo: Planta: hortelã (Mentha piperita) Área total: 1 ha (10.228.000 = 6 gramas Memória de cálculo do custo da produção Relação de todo custo gasto com insumos.00 120.30m = 0.000 Espaçamento = 0.40 Valor Total Estimado (R$) 100.000 m2 : 0.00 65.00 0.000 mudas Quantidade de sementes = nº de mudas : nº de sementes por grama = 84.12 m2 Nº de mudas = 10.00 40.00 7. entre outros.00 8.00 80.00 15. Estimativa para o cultivo de 84.000m2) Preparo da sementeira O solo da sementeira deve ser fértil.00 65.00 40.00 24.00 8. Quadro 1.30m Área que cada planta ocupa = 0. entre outros (Quadro 1).00 30.12 m2 = 84.). mão-de-obra e ferramentas.00 20.000 m2) Nº de sementes por grama = 15. sementes.00 22.00 20.00 6. utiliza-se sementeira quando as sementes são muito pequenas. Prática Insumos Quantidades Unidade Valor Individual Estimado (R$) 50.40m x 0. g d/h unidade metro unidade unidade unidade unidade unidade unidade unidade unidade unidade metro Área: 1 ha (10.00 4.00 11.40m x 0. como local sombreado e irrigação.00 11.000 : 15.000 mudas de planta medicinal (Mentha piperita L. demoram muito tempo para germinar e necessitam de cuidados especiais.

A cova deve manter a mesma altura que a planta tinha na sementeira ou no recipiente. dependendo do tamanho das sementes e das características de cada planta. por isso devem ser semeadas em local definitivo. ao serem transplantadas. evitando contaminações na cultura. . É recomendável fazer uma cobertura (jirau) para proteger as sementes de predadores.Sementeira Pode ser feita em caixas. plantimax®. . Transplante É a transferência da muda dos recipientes ou da sementeira para o local definitivo. devem ser adotados os mesmos procedimentos utilizados para os canteiros.Exige pouca quantidade de substrato. 162 células).A planta deve ser transplantada quando atingir de 10 a 15cm de altura e apresentar de 4 a 6 folhas definitivas. entre outros) antes de colocar a planta no local definitivo. de coqueiro. para que a planta não morra.Um dia antes do transplante não se deve irrigar a planta para facilitar a adaptação da muda ao local definitivo. entre outros. areia e composto orgânico ou esterco curtido. . como pássaros e roedores. Pode ser semeada a lanço ou em linhas.Algumas espécies não toleram o transplante.Reduz a necessidade de mão-de-obra e materiais. todos peneirados e livres de ervas invasoras).Permite o desenvolvimento das mudas que.Dispensa capina e retém a umidade.Facilidade no manuseio. ou em dias nublados ou à tarde. Outra forma de proteção é fincar estacas nas bordas e fazer um trançado de barbante. vasos. Na construção das sementeiras. Vantagens: .Deve ser realizado pela manhã.Após o transplante. bandeja de isopor. quando a temperatura está amena. . . bandejas de isopor (72. irrigar a planta. . A cobertura pode ser feita com folhas de capim. caixotes. 200. ou seja. de bananeira ou sombrite. . com cobertura de terra ou não. . Utilizada tanto para o semeio quanto para o enraizamento de estacas. . pois as mudas podem ser plantadas diretamente no local definitivo. . . entre outros. As bandejas podem ser parcialmente sombreadas para aumentar a sua durabilidade. . mantêm o torrão com raízes. mantendo a planta intacta. 9 .Eliminar os recipientes (sacos plásticos. Manter a sementeira em estufa também oferece proteção. Bandeja de isopor Composta por diversas células. palha de arroz queimada. embalagens de UHT ou garrafas PET.Possibilidade de reutilização após desinfecção e lavagem (hipoclorito de sódio diluído em água).Maior número de mudas por espaço. por orifícios preenchidos com o substrato (solo. dentre outros. 128. vasos. . húmus de minhoca e compostagem. sacos plásticos.

caule: forma mais utilizada para a maioria das plantas medicinais. .Devem ser preparadas com antecedência. Covas Largura e profundidade devem ser de acordo com o tamanho da planta. A semeadura pode ser feita a lanço ou em linhas. e complete com a terra de baixo. raízes ou folhas.Encha as covas misturando a terra de cima com o adubo orgânico. . Geralmente.) Herbácea: manjericão (Ocimum basilicum L. manual ou com equipamentos. que pode ser em recipientes ou diretamente no local definitivo. ainda. recomenda-se aplicar calagem com aproximadamente um mês de antecedência do plantio.folhas: plantas com folhas carnosas (folha-da-fortuna). Também serve como adubo orgânico e repelente de insetos. classi-ficadas de acordo com a lenhosidade da planta. Todas as estacas devem ser deixadas sobre a areia úmida para o enraizamento.O espaçamento linha x plantas varia de acordo com cada espécie (Quadro 2). para plantas que não produzem sementes numa determinada região ou.raiz: todas as plantas que possuem filhotes ou rebentos (babosa.Se houver a necessidade de corrigir o pH do solo. . .Ao cavar. Propagação vegetativa É a multiplicação da planta utilizando galhos. entre outros. O tamanho dependerá do número de plantas a serem transplantadas e do tamanho do terreno. A planta deve ser sadia e a ferramenta utilizada para cortar deve estar limpa para evitar contaminações.20m de altura e 5m de comprimento. .Locais para o transplantio Canteiro É o local onde se plantam as mudas transplantadas das sementeiras. separe a terra de cima da terra de baixo.) Semilenhosa: alecrim (Rosmarinus officinalis L. confrei e outras). Semeadura direta É feita no local definitivo quando a planta não requer cuidados especiais.Aguar diariamente até o dia do plantio. . cuja quantidade varia de acordo com a análise do solo. O tamanho da semente é que irá determinar a melhor forma de semeadura. possuem 1m de largura por 0.) 10 . para se obter material com as mesmas características da planta-mãe ou matriz. a distância entre os canteiros deve ser de pelo menos 1m para facilitar os tratos culturais. As estaquias podem ser: . Esse método é utilizado para aumentar o número de mudas da espécie desejada. Cobrir a planta com cobertura morta para manter a umidade e evitar o crescimento de ervas invasoras e erosão. como madeiras e varas. Lenhosa: erva-cidreira (Lippia alba L. . Os canteiros podem ser de alvenaria. Estaquia É a retirada do caule da planta-mãe para o enraizamento. A coleta pode ser em qualquer época. dependendo da capacidade da planta-mãe e da necessidade de material. Exige bom preparo do solo. . pedras ou de materiais retirados da própria região.

resistentes a pragas e livre de doenças. em viveiros ou em sacos plásticos. da parte intermediária (mediana) ou basal (parte inferior) da planta. em geral. 11 .Estacas herbáceas devem ser destacadas com a mão ou tesouras de poda. com substratos (conserva a umidade. separe a muda da planta-mãe e plante-a no local definitivo. plantar em covas e regar bem. O corte é feito abaixo de um nó (gema). é realizada com cultura de importância econômica e de difícil germinação. Cuidados importantes . O plantio pode ser feito diretamente no campo ou em viveiros. Podem ser plantadas diretamente no local definitivo. no sentido transversal. dependendo da facilidade do enraizamento da espécie. contendo dois nós (gema). para evitar a transpiração.Produção de espécies saudáveis. A hidroponia não é considerada manejo orgânico por utilizar substâncias químicas na propagação de novas mudas. Micropropagação Propagação realizada através de tecido vegetativo ou semente. . .Estaquia de galho Pode ser feita com galhos duros ou verdes da ponta (apical). Utiliza a biotecnologia na produção de mudas (clones) in vitro. Divisão por touceira Deve-se desenterrar a planta com as raízes. indicando a formação de raízes. faça um corte na parte da casca que ficará em contato com o solo (enraizamento). . .A coleta deve ser em horário mais fresco do dia para evitar que a planta perca água até o momento do plantio. O tamanho das estacas.Espécies de difícil enraizamento devem ser retiradas de plantas mais novas ou podá-las para forçar novas brotações. Após o enraizamento. . as mudas devem ser irrigadas para uma rápida recuperação. a brotação pode aparecer antes das raízes estarem completamente formadas. . Vantagens: . Mergulhia Deve ser utilizada com culturas de difícil propagação por estaquia. devem ser cortadas ao meio. podar as folhas.Após o transplante.O enraizamento das estacas deve ser feito à sombra. livre de doenças e pragas. . Após esse período. quando começam a aparecer ramificações e brotações.As estacas semilenhosa e herbáceas devem ter folhas na parte superior. Consiste no cultivo da planta sob estufas. permite a aeração e dá sustentabilidade à estaca). separar as mudas com as mãos ou com uma faca. em água corrente. regando para manter o solo úmido.Em estacas lenhosas. Selecione os ramos que serão enraizados. .O enraizamento leva de 1 a 5 semanas. . é de 10 a 25cm. faz-se o transplante das mudas para o local definitivo ou para os recipientes.A planta-mãe deve ter bom aspecto. Hidroponia Os estudos de produção hidropônica de plantas medicinais são escassos. Geralmente. Estaquia de raiz As partes utilizadas são as partes que estão enterradas. num sistema em que as raízes das espécies cultivadas ficam submersas (tubo) em solução nutritiva. Deve-se preparar o solo ao redor da planta da qual se pretenda enraizar os ramos. encoste o corte no chão.Diminuição do ciclo de produção da planta. Caso a planta apresente folhas muito grandes. fixe-o com uma forquilha e cubra com terra.

Provocam o aparecimento de manchas nas plantas. O controle é realizado através da desinfecção de ferramentas. alimentando-se de ovos e larvas e. atraindo as formigas e criando condições favoráveis para o aparecimento da fumagina (escurecimento das folhas). que ficam com aparência crespa e amarelada.4. Para evitar o ataque das viroses. folhas. portanto. As culturas atacadas por virose devem ser imediatamente eliminadas. Na fase inicial. Existem ainda as formigas predadoras. se alimentam de vegetais e causam prejuízo à plantação.são vermes que existem no solo. . Besouros . porém. Cochonilhas . Podem ser transmitidas também por insetos e ferramentas.podem apresentar cores amarelas.os que provocam a “queima” das folhas. causando prejuízos. Principais pragas e doenças Pragas Para a classificação correta do inseto.alguns são predadores de insetos.fase jovem da borboleta. causando deformações. é necessário o auxílio de um profissional. flores e frutos. Ácaros . as partes afetadas do vegetal soltam grande quantidade de esporos de cor negra. Em seu último estágio larval. que ficam de pardo-avermelhadas a negras e o apodrecimento de frutos e hastes verdes (Antracnose). quando o adubo não está bem curtido ou quando há excesso de adubação. Os mais importantes nas plantas cultivadas são: . é necessário o controle de pragas que transmitem o vírus. De acordo com a espécie. Alguns provocam a formação de galhas ou pipocas nas raízes. como por exemplo. o que acontece quando o solo está pobre de nutrientes. que são benéficas (formiga-cabaça e formiga-de-ferro) à agricultura. . As da espécie doceira se alimentam das substâncias secretadas pelas cochonilhas e pulgões. Provocam a formação de galhas e morte da planta. são aliados do agricultor.são insetos que sugam as partes mais tenras dos vegetais. Bactérias .são insetos sugadores que excretam uma substância açucarada sobre as plantas. Lagartas . Outros. atacam brotações novas. além de se alimentarem da seiva das plantas.são organismos pequenos que penetram na planta através de suas aberturas naturais ou através de ferimentos. protegendo-os de seus inimigos naturais. são muito vorazes.geralmente transmitidos por insetos sugadores ou por sementes contaminadas. Pulgões .conhecidos popularmente como mofos ou bolores. Doenças Há vários agentes causadores de doenças. que ficam com manchas (pústulas) que se espalham por todo o vegetal (Ferrugem). vermelhas ou brancas. entre outros. manejo adequado do solo e rotação de cultura. Os mais comuns são: Fungos . provocando desequilíbrios bioquímicos no solo. que lembram o pó de carvão (Carvões). Nematóides .os que atacam a parte produtiva das plantas na fase inicial. Formigas . possuem vários tamanhos e cores de acordo com a espécie. entre outros.os que atacam principalmente as folhas. a joaninha. como gigantismo e tumores. podem atacar desde as raízes até as folhas.as da espécie cortadeira cortam as partes tenras das plantas e levam para o formigueiro para o cultivo de um fungo do qual se alimentam. Vírus . 12 . contaminando-os com vírus e causando deformações na planta.

textura grossa (arenoso) Rico em material orgânico e levemente úmido Leve.700 3 70 15 14 4 7 Manjericão/ alfavaca/ basilicão vermelho Melissa/erva cidreira Orégano verdadeiro Fonte: ISLA (2007) 30 x 30 650 70 4 Rico em matéria orgânica. Arenoso. levemente úmido Levemente alcalino e permeável 40 x 30 50 x 30 1. fértil e bem destorroado.000 20 3 7 7 13 . Recomendações para o plantio Quadro 2. argiloso.000 650 4. fértil e bem drenado Fértil e permeável Leve. Nome comum Espaçamento Número de Necessidade Número de (cm) sementes (g/1.300 15 7 50 x 20 390 100 7 40 x 30 30 x 30 30 x 20 15. rico em matéria orgânica e bem drenado Fértil e permeável Alecrim Arruda Camomila verdadeira/ maçanilha Erva doce de cabeça/ funcho doce Hortelã/ menta Manjericão/ alfavaca/ basilicão Manjerona 30 x 20 5. bem drenado Levemente alcalino.000m2) dias de linha x planta (g) germinação 120 x 90 50 x 40 750 550 6 40 7 7 Tipo de solo Seco.650 9. textura média. Necessidades de sementes de plantas medicinais para o plantio. bem drenado.5.

14 . Família botânica Lamiaceae Rutaceae Asteraceae Umbeliferae Lamiaceae Lamiaceae Lamiaceae Lamiaceae Nome inglês Rosemary Rue Chamomile. Quadro 4. Melissa officinalis L. Colheita O cultivo de plantas medicinais deve ser planejado de acordo com a época da colheita da espécie. para não haver acúmulo e necessidade de contratação de mão-de-obra. Origanum majorana L. Lamiaceae Greek Origan White Flower 80 no verão Fonte: ISLA (2007) 6. Parte utilizada Flores Folhas e caules Planta inteira Casca e entrecasca Raízes e rizomas Sementes e frutos Plantas aromáticas Ponto de colheita No início da floração (abertas) Antes do florescimento No início da floração Quando a planta estiver florida Quando a planta estiver adulta Quando maduros Deve ser feita no final da tarde ou no início da manhã. Sweet Albahaca Italian Large Red Leaf Toronjil Balm Orégano Verdadero Ciclo (dias) 90 no verão 90 no verão 90 no verão 80 no verão 90 no verão 60 no verão 60 no verão 60 no verão 90 no verão Lamiaceae Orégano verdadeiro Origanum vulgare subsp.Quadro 3. Ruta graveolens L. Foeniculum vulgare Mill. para que os princípios ativos da planta usada sejam adequados e tenham eficácia (Quadro 4). de acordo com cada espécie para evitar perda de princípios voláteis. Na fitoterapia. Sweet Basil. Descrição botânica das 10 espécies medicinais para o plantio. Mentha piperita L. Partes utilizadas da planta medicinal e ponto de colheita. Matricaria recutita L. Sweet Peppermint Nome espanhol Romero Ruda Manzamilla Verdadera Hinojo Menta Época de semeadura Outono/ primavera Todo o ano Primavera Outono/ primavera Todo o ano Primavera Todo o ano Primavera Clima frio – primavera Ameno – outono Todo o ano Basil. aumentando o custo da produção final. a planta é utilizada integralmente ou partes dela. Ocimum baslium L. Hirtum L. True Fennel. Nome comum Alecrim Arruda Camomila verdadeira/ maçanilha Erva doce de cabeça/ funcho doce Hortelã/ menta Manjericão/ alfavaca/ basilicão Manjerona Manjericão/ alfavaca/ basilicão vermelho Melissa/erva cidreira Nome científico Rosmarinus officinalis L. Ocimum basilicum L. de acordo com a espécie. Sweet ItaAlbahaca lian Large Leaf Manjerone Marjoram.

. ● Caso haja secagem irregular..Gera renda para o agricultor. 2004). preservando ao máximo os seus princípios ativos e aromáticos. 15 . evitando infestações com mofos e fermentações. . protegido de poeira e de ataque de insetos e de outros animais. as folhas. Secagem Tem por finalidade reduzir a ação das enzimas pela desidratação. .Possibilita a integração da comunidade com os profissionais. . tornando-se segura a sua utilização. Antes da utilização de qualquer fitoterápico. sementes. folhas e flores) e entre 50º e 60ºC (cascas e raízes). Vantagens: . flores e galhos floridos devem ter de 5 a 10% de umidade. As temperaturas de secagem em estufas com ventilação. INSTITUTO CENTRO DE ENSINO E TECNOLÓGICO. em processo multidisciplinar. ● A parte mais suculenta deve ser separada da parte mais fina da planta devido ao tempo de secagem diferente. Na agricultura familiar. . devem ficar entre 20º e 40ºC (galhos floridos.7. de acordo com o tipo de secagem (secador ou temperatura ambiente). Cuidados na secagem ● A área de secagem pode ocupar de 10 a 20% da área cultivada. pois permite a obtenção de produtos de ótima qualidade.Pode ser implantada em pequena área. . ● As bandejas podem ser sobrepostas com um intervalo de 30cm. cascas e raízes de 12 a 20%. podendo até tornar-se a sua atividade principal. recomenda-se consultar um médico. permitindo a conservação das plantas por período maior.. a mulher se destaca no resgate da cultura local das plantas medicinais (AZEVEDO et al. permitindo que o ar circule entre os vegetais. experiência do agricultor com a biodiversidade da região. O processo de secagem deve ser iniciado no mesmo dia da colheita. ● As camadas devem ser finas. 2002. 8.A utilização de medicamento eficiente e barato. ● Ao final da secagem. . que requer apenas vontade e dedicação e porque todos os membros da família podem participar. .Detenção dos conhecimentos tradicionais. pois requer pequeno esforço físico. 2006. permitindo a circulação de ar.Ajuda a proporcionar saúde à família. alternar as posições e não revolver o material para não danificar o produto.É uma alternativa de baixo custo devido à disponibilidade de terra e mão-de-obra (membros da família). ● Plantas aromáticas devem ser secas separadas para evitar misturar os cheiros. em geral. . ● O material pode ser colocado sobre ripados ou bandejas de tela. possibilitando melhor qualidade de vida e interação com a natureza. Aproximadamente 3cm para folhas e de 15 a 20cm para flores e galhos floridos. Farmácia viva Dá-se o nome de farmácia viva ao cultivo de plantas medicinais e aromáticas no sistema de policultivo.2006).É uma atividade simples. MOURA et al. sem a utilização de agrotóxicos (AZEVEDO. O cultivo deve ser realizado com plantas previamente identificadas e de efeitos curativos pesquisados e conhecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde (ANVISA/MS). 2006. O local deve ser bem ventilado.Conservação e recuperação de área degradada. TEIXEIRA et al.

.Desconhecimento sobre os efeitos tóxicos das plantas produzidas para a venda ou utilização. .Falta de conhecimento sobre a legislação que rege os produtos produzi-dos como fitofármacos. Cuidados no preparo das ervas Muitas plantas medicinais de conhecido uso popular apresentam propriedades tóxicas. Assim. acarretando aumentando no custo da produção.Desvantagens: .1995). O Quadro 5 relaciona a unidade de medida do material a ser utilizado e seu respectivo peso fresco ou seco. ● Não colher plantas em dias de chuva. . 9. para evitar que percam as suas propriedades medicinais. ● Utilizar imediatamente as plantas colhidas ou colocá-las para secar o mais rápido possível.Conhecimento sistematizado para o estudo do solo e do clima onde será implantada a farmácia viva. . Unidade de medida em grama de acordo com material utilizado da planta. ● Não colher plantas doentes. .Muitos agricultores não dispõem de adubo orgânico suficiente e necessi-tam comprar. ● Usar sempre panela de vidro ou ágata para o preparo de chás. ● Plantas das quais se utilizam apenas as folhas ou hastes devem ser colhidas antes da floração (Quadro 4). 2006). Medidas domésticas Sempre há divergências sobre dosagens. Unidade de medida e material 1 colher de chá de raízes secas 1 colher de chá de folhas verdes 1 colher de sopa de raízes ou cascas 1 colher de sopa de folhas verdes 1 colher de sopa de folhas secas Fonte: Martins. (p. sob sol forte ou úmidas devido ao orvalho. podendo causar graves riscos à saúde (AZEVEDO. Quadro 5. deve-se ter cuidado com suas dosagens e também na hora da compra para não levar a planta errada. .Preços altos dos insumos. ● Conhecer a planta para saber que partes devem ser utilizadas no preparo de chás. MORAES FILHO. 28.Desconhecimento sobre a dosagem dos princípios ativos. atacadas por insetos ou muito jovens. et al. 2002. principalmente quanto se trata da medição de pesos e volumes e seus respectivos valores.Falta de pesquisa direcionada para o assunto. Peso (g) 4 2 20 5 2 16 .

inalado. usado para afecções de garganta. aproximadamente. de preferência frescas e picadas. O recipiente deve permanecer tampado por 10 a 15 minutos. Maceração . podendo ser frescas ou secas. substitua o açúcar pelo mel. Não se deve colocar no chá aquecido.10.após uma decocção forte.espremem-se as folhas da erva através de um tecido limpo.coloca-se a planta picada no fundo do recipiente e despeja-se água fervente sobre a planta. as ervas frescas podem ser aplicadas soltas. Lavar bem as ervas em água corrente antes de consumi-las.chá forte de ervas aromáticas que deve ser respirado. Unguento e pomada . os frutos. Cataplasma . Lavagem . Banho . ou batese no liquidificador. Excelente para flores. esmagadas diretamente sobre a pele ou ainda sustentadas por gaze.mistura de erva com substância gordurosa (vaselina).os chás podem ser utilizados em distúrbios digestivos. através de um funil de papelão. Suco ou sumo .quando indicadas. as folhas.Podem ser consumidas frescas ou com outros alimentos. 17 .maceração das plantas a frio. em fogo baixo. podem ser mergulhados panos finos. poderá ser utilizada. as sementes e as flores.a planta deve ser colocada de molho em uma vasilha contendo álcool.calda com açúcar a qual se adicionam as plantas. Após 15 a 20 dias. Xarope . frutos. Inalação . As partes tenras da planta ficam macerando por 10 a 12 horas e as partes mais duras devem ficar de 18 a 24horas. em álcool de cereais a 60º ou a 70º C. Sua conservação deve ser em recipiente de vidro escuro. Excelente para raízes. por 3 a 5 minutos. as cascas.a planta é colocada de molho em água fria. pétalas e folhas. período em que serão extraídas as substâncias medicamentosas. coando-se em seguida e diluindo-se em água. Formas de utilização e preparo das plantas As partes utilizadas das plantas são as raízes. Depois é levada ao fogo para ser fervida por 5 a 20 minutos em recipiente tampado. sementes e cascas.algumas plantas podem ser acrescentadas na água do banho de imersão ou chuveiro. concentrada. com tampa hermética. Para uso externo. Gargarejo . que devem ser reduzidos em partes menores para diminuir o tempo de cozimento. Decocção . Saladas . os ramos. lavagens intestinais e ginecológicas. Infusão .chá preparado por decocção ou infusão. Não é aconselhável o uso do mel para crianças menores de 2 anos de idade. por algumas horas. retirandose o excesso de liquido e aplicando na região afetada. Tinturas . Coar e guardar em frasco de vidro. água fria ou óleo. Manter o cozimento coberto por mais 20 minutos. fino e de algodão. Se preferir. Compressa .

p. v. 2. Goiânia. Anais. foi renomeada como Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). jul. no cumprimento de suas atribuições de coordenação do Sistema Único de Saúde (SUS).. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso. 162 p.gov. Porto Alegre. Não se considera medicamento fitoterápico aquele que. 1991. 12. 1 CD-ROM. Referências bibliográficas AZEVEDO. 2003. curativas.. por deliberação deste Conselho. D. C. 1991.11. AZEVEDO. Plantas medicinais e aromáticas. SEMINÁRIO SOBRE AGROECOLOGIA. SOBRAFITO (Sociedade Brasileira de Fitomedicina). 1. na sua composição. HERTWIG. 2006. M. aprovada no Conselho Nacional de Saúde.. nem as associações destas com extratos vegetais. Legislação sobre fitoterápicos. Associação Brasileira de Horticultura. 24. 81). F. paliativas ou para fins de diagnóstico. 18 . Edição dos resumos do 46º CONGRESSO BRASILEIRO DE OLERICULTURA. colheita. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE AGROBIOLOGIA.. Rio de Janeiro: UFRRJ. em 15 de dezembro de 2005. 4. com participação de representantes da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/DAB. SCHEFFER. Anais. ed.anvisa. p.. Brasília. coordenada pelo Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF/SCTIE/MS). C. 08. ANVISA. Cultivo de plantas medicinais.. 2007. Curitiba: EMATER-Paraná. Dentre os serviços relacionados a medicinas alternativas. destaca-se a fitoterapia (RODRIGUES. 2006). C. 2004. CORREA JÚNIOR. Porto Alegre: PUCRS. SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE AGROECOLOGIA. Cultivo orgânico de plantas medicinais da família LABIATAE (LAMIACEAE) sob telado na Estação Experimental de Seropédica da PESAGRO-RIO. assim como pela reprodutividade e constância de sua qualidade. 234. C. et al. São Paulo: Ícone. I. 5. e_legis. LIN. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Rio de Janeiro. inclua substâncias ativas isoladas. Legislação dos fitoterápicos Quando a planta medicinal é industrializada para se obter um medicamento. C. tem-se como resultado o fitoterápico. condimentares e aromáticas. que deve ser registrado na Anvisa/Ministério da Saúde antes de ser comercializado. Niterói: PESAGRO-RIO. 2006. DAE/MS). RELIPLAM (Rede Latino-Americana de Plantas Medicinais) e IBPM (Instituto Brasileiro de Plantas Medicinais). FIOCRUZ e entidades como a ASSOCIOFITO (Associação Brasileira de Fitoterapia em Serviços Públicos). 1. Coleção de plantas medicinais sob manejo orgânico no município de Seropédica. von. 2003. comercialização. Disponível em:<http://www.. de qualquer origem.. 2004. jul.br/leisref/public/showacctphp>. secagem. 4 p.. diz que: Fitoterápico é o medicamento obtido empregando-se exclusivamente matérias-primas ativas vegetais. Suplemento ref. In: CONGRESSO IBERO AMERICANO DE PLANTAS MEDICINAIS. Horticultura Brasileira. n. p. elaborou a Política Nacional de Medicina Natural e Práticas Complementares no SUS. et al. AZEVEDO. 30-31.. D. 2004) O Ministério da Saúde. BRASIL. Acesso em: 19 ago. 15-16. Documentos. a qual. Pesagro-Rio/Estação Experimental de Seropédica: educando e orientando o consumidor da terceira idade como ação social. et al. 1. 2004. Plantas aromáticas e medicinais: plantio. com finalidades profiláticas. (PESAGRO-RIO. C. (BRASIL. AZEVEDO. D. 2002. A Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 48/04.. M. D. Ministério da Saúde. 1 CD-ROM.. Secretaria Executiva/MS. 414 p.

. RODRIGUES. Plantas medicinais. ed. 72-73. V. 5. TEIXEIRA. Plantas medicinais e agricultura familiar: ampliando caminhos. D. 58-59. 220 p. In: JORNADA CATARINENSE. no grupo da 3ª Idade no município de Seropédica. Joinville. 1995. Produtor de plantas medicinais..163..br. 2006. MORAES FILHO. Joinville. p. Endereços para contato PESAGRO-RIO/EES (Estação Experimental de Seropédica) Endereço: BR 465.br Televendas: 0800-7095050 E-mail: isla@isla. p. Santa Catarina: Nova Letra.FORNECEDORA DE SEMENTES ORGÂNICAS Internet: www. Telefone: (21) 2682-1196 (Olericultura). R. Economia doméstica em plantas medicinais.br 19 . Imprensa Universitária. Joinville: Nova Letra. Seropédica.isla. Porto Alegre: Rígel. 2006. G. JORNADA INTERNACIONAL DE PLANTAS MEDICINAIS. 15-16. Bairro Ecologia. Joinville. et al. 13. 48 p.com.. 2007. Brasília: Ministério da Ciência e Tecnologia. In: JORNADA CATARINENSE. L et al..INSTITUTO CENTRO DE ENSINO TECNOLÓGICO. ISLA SEMENTES LTDA . In: JORNADA CATARINENSE. MARTINS. 2006. Resumos. Resumos. Levantamento e utilização de plantas com fins medicinais. Viçosa. 2006. P. MG: UFV. 2. M. 2007.. CEP 23890-000. (Cadernos Tecnológicos). Fitoterapia no Sistema Único de Saúde.isla. Acesso em: 20 jul. ISLA SEMENTE. 84. 5. rev. A. TORRES. km 7. p. 2006. Joinville.. 1. In: JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFRRJ. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha. Seropédica. Resumos.. 64-65.. MOURA. SOUZA. Santa Catarina: Nova Letra. 5. Anais. 1 CD-ROM. 2006. Rio de Janeiro: editor. M.. p. 1.. 1.... 2006. 5. 1. G. JORNADA INTERNA-CIONAL DE PLANTAS MEDICINAIS. Segurança e eficácia de plantas medicinais: evidência científica e tradicional. 2006. et al.com.. 2006. O.com. E.. p. 2004.. RJ. Porto Alegre. 2005.. Disponível em: http://www. p. Santa Catarina: Nova Letra . 15. A. 144 p. aromáticas & condimentares: uma abordagem prática do dia-a-dia.. E. Resumos. 2006. JORNADA INTERNACIONAL DE PLANTAS MEDICINAIS. JORNADA INTERNACIONAL DE PLANTAS MEDICINAIS. F. In: JORNADA CATARINENSE. Plantas medicinais. Catálogo.

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