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Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC Centro de Ciências Agrárias – CCA Disciplina: Plantas ornamentais e medicinais – FIT Professores

: Enio Pedrotti e Marcelo Maraschin Acadêmica: Vanessa Stainbach Albino – 08186040 Segmento de plantas ornamentais – Prova com consulta 1 – A) Através da palestra, ou “bate-papo”, como a palestrante costuma se referir aos encontros com acadêmicos ou futuros profissionais de outras áreas, foi possível perceber como se torna importante conhecer o curso que se frequenta, mas do que isso a universidade na qual você faz parte. Conhecendo a universidade é possível você tornar o seu curso em algo mais multidisciplinar fugindo de uma visão sistêmica e cartesiana. Foi o que aconteceu com a profissional em questão. Esta aproveitou ao máximo o curso de biologia, fazendo mais de 15 matérias, aprendendo sobre diferentes plantas, como cultivá-las e mais do que isso quais as exigências específicas de cada planta. Dessa forma, fica claro que não só os futuros profissionais de agronomia, mas todos os alunos que frequentam a Universidade Federal de Santa Catarina deveriam aproveitar ao máximo as disciplinas dos diferentes cursos que são ofertadas, diversificando e multidisciplinando a sua formação. 1 – B) Com a sua formação específica o profissional de agronomia poderá ajudar de forma ativa em uma equipe multidisciplinar de paisagismo. Através de sua origem de formação, a qual trata mais afundo diferentes temáticas como: doenças, insetos, exigências climáticas e questões pertinentes de cada espécie, este atuará de forma mais eficiente, tendo em vista o sistema em si e não somente questões pontuais, sendo, portanto um profissional mais apto as diferentes situações que possam surgir no cotidiano de uma empresa. 2 – A) Os principais substratos tratados em sala de aula foram fibra de coco, turfa, vermiculita, casca de arroz e argila expandida. A escolha do substrato adequado requer o conhecimento das exigências de cada planta, pois a diferente capacidade de retenção de água, por exemplo, pode interferir diretamente no desenvolvimento da planta, ou ainda proporcionar diferentes condições de porosidade, permitindo um melhor ou pior desenvolvimento do sistema radicular das plantas, e as condições químicas ainda podem interferir drasticamente influenciando o pH, a capacidade de troca dos cátions e a salinidade (GRUSZYNSKI, 2002).

A altura do vaso é outro ponto chave para que se possa gerar mudas de boa qualidade. Este tratava os diferentes tempo de fervura das sementes e posterior repouso na água utilizada para ferver. não foi possível gerar nenhum dado e nenhuma semente. Os fatores que levaram a não germinação podem ter sido desde o substrato em questão. . que era casca de arroz carbonizada e vermiculita na mistura de 1:1. não é possível passar nenhum resultado ao produtor. situação esta que acabou ocorrendo na estufa do Centro de Ciências Agrárias – CCA. Portanto. fazendo com o que o recipiente fique mais seco. qualquer semente de planta espontânea foi degradada. pela disputa de nutrientes. enquanto para outras o ideal seria ter mais umidade. Além disto. através do uso dos diferentes substratos com as suas devidas particularidades. a equipe ainda tentou estabelecer outro tratamento a base de em ácido sulfúrico em diferentes tempos de imersão. inviabilizando o seu desenvolvimento.. esta passou por um processo de alta temperatura. cabendo ao profissional da área. deve-se lembrar. para tentar remediar a questão do desenvolvimento de mudas para o campus de Joinville. saber identificar estas particularidades. 3 – B) O delineamento dos diferentes tratamentos foi de acordo com o relatado em Costa (2010). Portanto. para algumas plantas isto possa ser mais interessante. quando se esta vendendo um substrato. maior será a coluna de água impulsionando-a para fora do mesmo. pois não ocorreu a germinação em nenhum dos tratamentos propostos. pois quanto maior for à altura do vaso. nenhum laboratório do CCA quis disponibilizar. 3 – A) Quanto aos resultados obtidos com o experimento das sementes de Adenanthera pavonina L. Todavia. cabe ao engenheiro agrônomo o detalhamento e conhecimento da produção de mudas e plantas ornamentais. pois alegaram que este material era muito perigoso para ser manuseado. Assim.Dessa forma. Entretanto não se obteve sucesso com o experimento proposto. que na verdade esta se comercializando “espaços vazios. poros”. possibilitando confiança ao comprador que sabe que não estará comprando substrato mais semente de plantas daninhas o que pode prejudicar as suas mudas ou sementes. fazendo com que o ambiente se tornasse propício ao desenvolvimento de fungos na semente. Todavia. Porém. questões como disponibilidade de nutrientes para a semente no momento certo se tornam extremamente importante para que não ocorra a “queima” da semente. ou o excesso de água em decorrência do sistema de irrigação estar mal calibrado. No caso do substrato a base de casca de arroz carbonizada. conhecida popularmente como olho-de-dragão.

passando o mesmo para gotejamento. evitando os atravessadores. eliminando assim o uso de carrinhos. especializações de mercado. determinarem um ponto para venda. evitando doenças.plantaram-se sementes de Tabebuia roseoalba. Leis municipais. dificultando a comercialização e acesso ao consumidor. pelo menos. incentivar o desenvolvimento da região e mais do que isso permitir uma segurança quanto à produção e escoamento final. se levar em consideração as questões levantadas no item A. surgimento de novos agentes e eliminação de produtores menos adaptados nos pólos tradicionais (JUNQUEIRA & PEETZ. como os engenheiros agrônomos que devem se preocupar com a diversificação. em diferentes substratos. estes podem obter mais lucros através desta medida. pois assim além de vender no atacado os seus produtos. que depois são vendidos no varejo. 2008). O escoamento da produção deve ser feito com cabos de aço. Para isso. sendo que os atuais são extremamente pesados o que dificulta o seu manuseio pelos trabalhadores. sendo eles: vermiculita. ipê-branco. gerando assim fluxos de abastecimento. rearranjar a base produtiva que. apoiada por órgãos de fomento e promoção. No momento o sistema de produção da empresa visitada é o atacadista ou para empresas que precisam de grande volume de plantas não tendo atendimento para pessoas que queiram comprar no varejo. este deverá contar com assessoria de boa qualidade. que favoreçam o produtor são de extrema importância para assegurar a sobrevivência da população local. . pois atualmente este é feito por aspersão. Assim. pragas e desperdício de água. nos corredores centrais. uma vez que este citou que a concorrência hoje é muito mais forte do que no início da atividade. 4 – B) O produtor se manterá no mercado de forma mais sólida. casca de arroz e vermiculita e casca de arroz (1:1). escoamento de produção para que não ocorra cada vez mais o afunilamento do ramo de produção. Desta forma. o produtor deve rever o seu sistema de irrigação. 4 – A) As perspectivas que podem ser apresentadas ao produtor visitado são que este deve impulsionar o crescimento do consumo. tipificação de consumo. se torna importante instalar um entreposto de venda da produção na região. Como este fica próximo a BR-101 seria interessante os produtores da região.

n.revistas. Fábio. Pesquisa Agropecuária Tropical. PEETZ./mar. 2002. v. Quebra de dormência em sementes de Adenanthera pavonina L. jan. Goiânia – UFG. v. 37 – 52. ZANELLA. 40.Referências COSTA. p. 1. p. 2008. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.83-88. 2010. ISSN 1983-4063. C. Revista Brasileira de Horticultura Ornamental. Ana Lúcia da Silva. 99 f.br/index. Mercado interno para os produtos da floricultura brasileira: características. tendências e importância socioeconômica recente. GRUSZYNSKI. In: http://www.php/pat/article/view/4092 Acesso em: 12/11/2011. Dissertação (Mestrado em Fitotecnia) – Faculdade de Agronomia. . 1. n. 14. LIMA.ufg. Hélice de. Resíduo agro-industrial “Casca de Tungue” como componente de substrato para plantas. Porto Alegre. 2002. Pedro Alves. JUNQUEIRA. Antônio Hélio. Marcia da Silva. FREITAS.