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CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA

CONTRATO DE TRABALHO

Professor Orientador: Ana Maria Esch

RIO DE JANEIRO ABRIL 2008

.CONTRATO DE TRABALHO Trabalho apresentado à Universidade Estácio de Sá como requisito parcial para aprovação na disciplina de Legislação trabalhista previdenciária GRUPO André Luís da silva Capella Biaget Reis Denise Hall Genicélia Santos ... -2007 RIO DE JANEIRO ABRIL 2009 ..200701028907 ..2007.......... ..2007..

..Desenvolvimento 3..Conclusão 4..... ....Referências bibliográficas .Sumário 1. .Introdução 2..

mas será esta que estabelecerá as bases para a teoria contratual. Tentando clarear o tema para uma fácil compreensão com base nos artigos e livros de diversos autores. passando pelo conceito do trabalho e sua origem. Seriam os chefes das tribos ou os comissários por eles designados que pactuavam em nome de toda a tribo. Introdução Antes de começar a falar dos contratos de trabalhos vamos fazer uma pequena viagem na história. Daí o surgimento da boa – fé contratual. 317. definindo requisitos. Mas foi em Roma que se começa a sistematizar a regulação contratual. juntamente com o liberalismo do Código Civil Francês e a escola Pandectística Alemão. Só que diante desta visão. Isto significa que contratos específicos receberam tratamento normativo em sociedades anteriores à romana. admitiam que sempre existia um fim para os contratos: a justiça. garantias e classificações. não era à vontade entre as partes a natureza e a fonte das obrigações mas sim o próprio contrato. Dizer que o contrato surgiu como garantia para o cumprimento de uma obrigação. para fornecimento de algum produto ou cessão de um direito. Uma tribo ou clã celebrava um acordo com outra tribo.1. . criando algumas categorias de contratos. A teoria contratual individualista sofre um aprimoramento no século XIX. O direito primitivo já havia estabelecido costumes que regulavam contratos. É nítida a vocação para eticidade e sociabilidade do Código Civil de 2002 onde se reafirma a teoria da revisão como instrumento de readequação contratual. a justiça substancial no contrato conforme seus arts. No Brasil o Código Civil de 2002 deu relevante ênfase. Os juristas medievais treinados na escolástica. 421 e 422 que estabeleceram a função social do contrato e o da boa-fé objetiva. aplicável a todos os contratos. consagrando também a teoria da imprevisão em seu art. Desde a antiguidade o homem sentiu necessidades de organizar as suas relações de trabalho. juntamente com a tradição anglo – americana. vencem a teoria romanogermânica dos contratos.

Desenvolvimento A teoria tradicional dos contratos basea-se na manifestação de vontades. Em outras palavras: não pode ser eventual.2º. rejeitado. (1) Empregado : é toda pessoa física que presta serviço de natureza não eventual a empregador.). entretanto . O instrumento contratual é fruto desta manifestação. assumindo os riscos da atividade econômica. pelo ordenamento jurídico vigente. induzindo na liberdade de contratar. profissionalmente. Essa obediência . na medida em que o direito tem por escopo proteger e resguardar a convivência social. na medida em que não há como recepcionar. Os requisitos para a caracterização da relação de emprego são: * Pessoalidade .2. Recebimento do salário : devemos entender por salário o pagamento efetuado pelo empregador ao empregado em troca dos seus serviços. há de ser observado que não somente as leis servem de limitação aos termos contratuais. desta forma o instrumento contratual que importe em violação dos bons costumes é. à sua direção.  Subordinação profissional : na execução do seu trabalho. é apenas de caráter profissional e não pessoal . portanto decorrente da livre negociação. Esse pagamento não poderá ser inferior ao salário mínimo estabelecido por lei. subordinando-se. Este princípio decorre da autonomia da vontade das partes. art. pagam salários e dirigem a prestação de serviços do empregado (CLT . sob a dependência deste e mediante salário. presta serviço continuados ao empregador. As características fundamentais do contrato de trabalho são:   Prestação de serviços continuados : o trabalho do empregado na empresa deve ser permanente e contínuo . o empregado deve obedecer às ordens do empregador . É um instrumento jurídico que estabelece as condições do trabalho. sendo. O contrato de trabalho envolve dois sujeitos: o empregado e o empregador. Tinhase como objetivo que esta liberdade de contratar teria como parâmetro e limite o ordenamento jurídico. igualmente. em troca de salário. Nesse contexto. (2) Empregador : são as empresas e outras pessoas que. conforme acordo prévio firmado entre contratante e contratado. Contrato de trabalho é o acordo pelo qual o empregado. um acordo de vontades que contrarie o dispositvo em lei. admitem.

É contrato que surge a partir de uma relação caracterizada pelos requisitos da relação jurídica. não existe forma para contratação de empregado. O contrato expresso pode ser escrito ou verbal.* * * * Habitualidade Subordinação Onerosidade Deve ter presença cumulativa. permanece livre e independente . É a realidade do dia a dia que é levada em conta “princípio da primazia da realidade”. E construção doutrinária. Isso significa que a subordinação do empregado diz respeito ao seu trabalho dentro da empresa e não à sua pessoa. assim. O tácito é a situação caracterizada sem formalização. Modo de celebração: O contrato pode ser expresso ou tácito. . b) Contrato realidade: É aquele que acontece efetivamente na relação entre empregado e empregador. que. Assim basta a presença dos elementos caracterizadores da relação de emprego para a existência de contrato de trabalho. c) Objeto do contrato: O mais marcante é a subordinação. Exemplo: Contrato de frete para entregas em geral. a) Forma: Como regra.

. mas impedir que seja meio egoísta de opressão da parte mais fraca. Partindo-se da premissa de que o contrato de trabalho nada mais é do que a formalização básica de uma relação naturalmente conflituosa entre capital e trabalho. o contrato assumiu um caráter mais geral com os romanos. O contrato é instrumento de realização de interesses privados. a intervenção do Estado nas relações entre empregados e empregadores encontra justificativa. Todavia estes interesses só podem ser tutelados se não ofenderem interesses sociais. funções diversas das que perpassaram este instituto ao longo de séculos. O contrato de trabalho tem sua origem na locação de serviços. Ao afirmarmos que o contrato é elemento contribuinte da dignidade humana. eles próprios. estar de acordo com o interesse social é satisfazer o interesse particular. não estamos reiterando posições acerca do ocaso do direito privado. na maioria das vezes. às vezes cumprir a função social do contrato é tão-somente adimplir com a obrigação. a evolução das atividades produtivas e a intensa conectividade existente entre os atores do mercado globalizado ensejam reflexão no tocante à ingerência do poder público nas relações privadas entre empregadores e empregados. Dito de outra forma. recebeu influência voluntarista do direito canônico e do Iluminismo. alguns pugnam pela flexibilização do Direito do Trabalho acarretando uma intervenção mínima do Estado para que patrões e empregados possam. Entretanto. onde o homem era considerado como coisa. Não devemos descaracterizar o contrato como instrumento de realização privada. Essa mesma flexibilização. não se encontra em iguais condições de negociação. Este é integrante daquele e. onde o trabalho.3 Conclusão O contrato de trabalho na atualidade é um dos temas que mais suscitam discussão entre aqueles que estudam o Direito do Trabalho é o limite que deve ser imposto ao jus variandi do empregador. condicionado pela função social. satisfazendo o credor. não raras vezes. pois sua satisfação pode ser parte integrante e essencial na construção da sociedade livre e fraterna. baseadas principalmente nos prejuízos que podem existir para os trabalhadores. e acabou por ser devidamente instrumentalizado na busca pela efetivação da dignidade da pessoa humana. com preocupação precipuamente processual. É evidente que o contrato de trabalho assume atualmente. contudo. à luz da realidade de cada mercado. prevalente mente. Daí o grande erro em se afirmar que o interesse social sobrepõe-se ao interesse particular. Da solidariedade clínica dos tempos antigos. De um lado. posta constitucionalmente. é também alvo de críticas. negociar e deliberar livremente sobre as condições da relação empregatícia1. durante a relação empregatícia.

Referências Bibliográficas: CASTRO. Orlando. História do direito: geral e Brasil. Bibliografia Consultada: GOMES. 2. rev. ed. VENOSA. Elson. Curso de direito do trabalho. Sílvio de Salvo. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Lumen Juris. GOTTSCHALK. ed. 2002. Flávia Lages de. Direito Civil: teoria geral das obrigações e teoria geral dos contratos. 16. e atual ed. .