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Introdução

Os sensores são dispositivos que tem a função

de detectar uma mudança ao longo do tempo e assim informar essa mudança.

mudança ao longo do tempo e assim informar essa mudança. Prof. Brenno Ferreira de Souza –
mudança ao longo do tempo e assim informar essa mudança. Prof. Brenno Ferreira de Souza –

Características

O sinal de um sensor pode ser usado para detectar e

corrigir desvios em sistemas de controle, e nos instrumentos de medição, que frequentemente estão associados aos sistemas de controle de malha aberta (não automáticos), orientando o usuário, sendo caracterizados

por:

Linearidade

Faixa de atuação

Histerese

Sensibilidade

Superfície Ativa

Fator de Correção

Frequência de Comutação

Distância Sensora

Linearidade:

Características

É o grau de proporcionalidade entre o sinal gerado e a grandeza física.

Quanto maior, mais fiel é a resposta do sensor ao

estímulo.

Os sensores mais usados são os mais lineares,

conferindo mais precisão ao sistema de controle.

Os sensores não lineares são usados em faixas limitadas, em que os desvios são aceitáveis, ou com

adaptadores especiais, que corrigem o sinal.

Características

Faixa de atuação:

É o intervalo de valores da grandeza em que pode

ou

ser usado o sensor, sem

imprecisão.

destruição

Histerese:

É a distância entre os pontos de comutação do sensor, quando um atuador dele se aproxima e se afasta.

Sensibilidade:

Características

É a distância entre a face do sensor e o atuador no instante em que ocorre à comutação.

As medidas na tabela são determinadas para um atuador de chapa de aço quadrada com 1 mm de espessura, cujo lado é igual ao diâmetro do sensor.

Superfície Ativa:

É a superfície através da qual o campo eletro-magnético de

alta frequência se irradia no meio externo.

Esta área é definida pela superfície do núcleo e corresponde aproximadamente à superfície da área externa deste núcleo.

Fator de correção:

Características

Fornece a redução da distância sensora em presença de materiais cujas características apresentam desvios em relação ao ferro Fe 360 (definido pela ISO 630).

Freqüência de Comutação:

Corresponde à quantidade máxima de comutações por segundo.

Baseado nas características operacionais de cada

dispositivo, os transdutores são elementos de campo mais utilizados para controle, enquanto que os sensores, também elementos de campo, são utilizados

mais especificamente em automação de processos.

Distância Sensora:

Características

Distância em que aproximando-se o acionador da face sensora, o sensor muda o estado da saída.

Distância Sensora Nominal:

Distância sensora teórica, a qual utiliza um alvo padrão como acionador e não considera as variações

causadas pela industrialização, temperatura de

operação e tensão de alimentação.

É o valor em que os sensores de proximidade são

especificados.

Tipos de Sensores

De acordo com a tabela a seguir, é possível ter

visão

uma

abordados:

geral

dos

sensores

a

serem

Visão Geral das famílias de sensores e seus principais tipos:

 

Família

Tipo

Princípio de funcionamento

Indutivos

Proximidade

Geração de campo eletro-magnético em alta freqüência

Capacitivos

Proximidade

Geração de campo magnético desenvolvido por oscilador

 

Difusão

 

Retroreflexivo

Transmissão e recepção de luz infravermelha que pode ser refletida ou interrompida por um objeto a ser detectado

Óticos

Barreira

Sensores

 

Difusão

 

Reflexivo

Transmissão ou recepção de onda sonora que pode ser refletida ou interrompida por um objeto a ser detectado

Ultra-sônicos

Barreira

Sensores de Proximidade

Os sensores de proximidade são dispositivos

construídos para detectar a presença ou passagem de materiais metálicos ou não

metálicos, por proximidade ou aproximação,

sem contato físico.

pela face sensora do

sensor, que ao serem acionados ativam as entradas dos equipamentos de controle.

Esta detecção é feita

Sensores Indutivos

Dispositivos de indução operam segundo o

princípio de que havendo um movimento relativo entre um campo magnético e um

condutor, uma corrente poderá ser induzida

no condutor.

um condutor, uma corrente poderá ser induzida no condutor. Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro
um condutor, uma corrente poderá ser induzida no condutor. Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro

Sensores Indutivos

Usualmente, o condutor é um fio, esse fio é

enrolado

bobina.

de

tal

maneira

a

produzir

uma

Assim que o campo magnético passa pela

bobina, ele induz nessa mesma bobina uma

tensão que é proporcional à intensidade do

campo magnético, à velocidade do movimento e ao número de voltas do fio da

bobina.

Sensores Indutivos

A

relutância

em

circuitos magnéticos é o

equivalente

à

resistência em circuitos

elétricos.

Um caminho de baixa relutância é um bom

condutor magnético.

Como exemplo, se um material ferromagnético é

aproximado de um imã permanente, o campo que circunda o imã aumenta em intensidade, fazendo

com que o fluxo seja redirecionado para passar

através do material.

Funcionamento:

Sensores Indutivos

Geração de um campo eletromagnético de alta

freqüência, que é desenvolvido por uma bobina ressonante instalada na face sensora.

por uma bobina ressonante instalada na face sensora. Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Sensores Indutivos

A bobina faz parte de um circuito oscilador, que em

condição normal (desacionada), gera um sinal senoidal.

Quando um metal aproxima-se do campo, este por

correntes de superfície, absorve a energia do campo,

diminuindo a amplitude do sinal gerado no oscilador.

Esta diminuição do valor original aciona o estágio de saída.

Os sensores de proximidade indutivos são equipamentos eletrônicos capazes de detectar a aproximação de peças,

componentes, elementos de máquinas, em substituição às

tradicionais chaves fim de curso.

A detecção ocorre sem que haja o contato físico entre o acionador e o sensor, aumentando a vida útil do sensor por

não possuir peças móveis sujeitas a desgastes mecânicos.

Aplicações:

Sensores Indutivos

 Aplicações: Sensores Indutivos Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico 16

Sensores Capacitivos

A capacitância depende da área das placas A, da constante dielétrica do meio, εr, e da

distância entre as placas, d:

C = εr A / d
C = εr A / d

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Sensores Capacitivos

Nos sensores Capacitivos podemos variar qualquer

destes fatores, sendo mais prático alterar a distância

entre uma placa fixa e uma móvel, ou a área, fazendo uma placa móvel cilíndrica ou em semicírculo (ou

várias paralelas, como no capacitor variável de

sintonia) se mover em direção à outra fixa.

A variação na capacitância pode ser convertida num

desvio na freqüência de um oscilador, ou num desvio

do equilíbrio (tensão) numa ponte feita com dois

capacitores e dois resistores, alimentada com corrente

alternada.

Sensores Capacitivos

O desvio de tensão será inversamente proporcional ao

desvio na capacitância, neste caso e, usando um sensor

de distância entre as placas, será proporcional ao deslocamento entre as placas.

Este método é usado em sensores de posição, força e

pressão, havendo uma mola ou diafragma circular suspenso por borda elástica (como o cone de um alto-

falante), suportando a placa móvel.

Há também o sensor por diferença de capacitância, que é um capacitor duplo, com duas placas fixas e uma

móvel no centro.

Sensores Capacitivos

Princípio de Funcionamento:

Baseia-se

na

desenvolvido

capacitor.

geração

por

um

de

um

oscilador

campo

elétrico,

controlado

por

O lado sensível de um sensor capacitivo é formado por dois eletrodos metálicos dispostos concentricamente que se equivalem a um capacitor.

As superfícies dos eletrodos são conectadas em uma

ramificação de alimentação de um oscilador de alta freqüência sintonizado de tal maneira que não

oscilem quando a superfície está livre.

Sensores Capacitivos

Quando um objeto se aproxima da face ativa do

sensor, ele entra no campo elétrico sob a superfície do

eletrodo e causa uma mudança na capacitância do

conjunto, ocorrendo uma oscilação com uma

amplitude tal que seja detectada por um circuito e

convertida em um comando de chaveamento.

Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico 21
Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico
21

Sensores Capacitivos

Características Técnicas e Aplicações:

A distância nominal é definida com uma placa quadrada de aço doce, com 1 mm de espessura,

similar à usada nos sensores indutivos.

A dimensão da lateral da placa é igual à dimensão da face sensora.

Uma

é

regulagem

nominal

da

sensibilidade

efetuada em fábrica.

Sensores Capacitivos

Dependendo da aplicação, um ajuste da

sensibilidade poderá ser necessário, dependendo de:

aumento da sensibilidade para os objetos de fraca

influência(εr baixo): papel, papelão, vidro, plástico;

manutenção ou diminuição da sensibilidade para os

objetos de forte influência (εr elevado): metais,

líquidos;

Os sensores capacitivos possuem eletrodos de compensação, que permitem eliminar as influências

das variações do meio ambiente (umidade, poluição).

Sensores Capacitivos

Com variações acentuadas do meio ambiente,

deve-se tomar a precaução de que o aumento da sensibilidade não coloque o produto em

uma faixa crítica de funcionamento.

O aumento da sensibilidade corresponde a um

alongamento da histerese de comutação.

Classes de Saída dos Sensores

Os sensores de proximidade possuem

diferentes classes de saída, o que chamamos de configuração elétrica do sensor.

A configuração elétrica em corrente contínua

é muito usual na área de automação de

processos, e sempre deve ser a primeira

opção durante o projeto.

Classes de Saída dos Sensores

Normalmente Aberto - NA:

Onde o transistor de saída está normalmente cortado, ou seja: com o sensor desatuado (sem o

acionador na região de sensibilidade), a carga está

desenergizada, pois o transistor de saída está aberto (cortado).

A carga só será energizada quando o acionador

entrar na região de sensibilidade do sensor.

Classes de Saída dos Sensores

Normalmente Fechado - NF:

Onde o transistor de saída está normalmente saturado, ou seja: com o sensor desatuado (sem o acionador na região de sensibilidade), a carga está

energizada, pois o transistor de saída está fechado

(saturado). A carga só será desenergizada quando o acionador entrar na região de sensibilidade do sensor.

Saída Reversora:

Em um mesmo sensor, podemos ter uma saída normalmente aberta e outra normalmente fechada,

que permutam quando o sensor é acionado.

2 condutores:

Classes de Saída dos Sensores

 2 condutores: Classes de Saída dos Sensores Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

3 condutores:

Classes de Saída dos Sensores

 3 condutores: Classes de Saída dos Sensores Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

4 condutores:

Classes de Saída dos Sensores

 4 condutores: Classes de Saída dos Sensores Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Sensores de Proximidade

Configuração de saída do tipo pnp e npn com 3

condutores

Os sensores de proximidade de corrente contínua

são alimentados por uma fonte em CC. Possuem

no estágio de saída um transistor que tem como função chavear (ligar e desligar) a carga

conectada ao sensor.

Existe, ainda, dois tipos de transistor de saída, um que chaveia o terminal positivo da fonte de

alimentação, conhecido como PNP; e o tipo que

chaveia o negativo da fonte, conhecido como NPN.

Sensores de Proximidade

Sensores de Proximidade Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico 32

Sensores Óticos

Baseiam-se na transmissão e recepção de luz

infravermelha, que pode ser refletida ou interrompida pelo objeto a ser detectado.

ser refletida ou interrompida pelo objeto a ser detectado. Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro

Tipos de Sensores Óticos

Difusão

O transmissor e o receptor são montados na mesma unidade, sendo que o acionamento da saída ocorre quando o objeto a ser detectado entra na região de sensibilidade e reflete para o receptor o feixe de luz emitido pelo transmissor.

para o receptor o feixe de luz emitido pelo transmissor. Prof. Brenno Ferreira de Souza –

Tipos de Sensores Óticos

Sensores reflexivos

O transmissor e o receptor são montados em uma única unidade. O feixe de luz chega ao receptor após a incidência em um espelho e o acionamento da saída ocorre quando o objeto interrompe o feixe.

da saída ocorre quando o objeto interrompe o feixe. Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro

Tipos de Sensores Óticos

Sensores reflexivos em espelho de 3 vias

Tipos de Sensores Óticos

Sensor de barreira

Tipos de Sensores Óticos  Sensor de barreira Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Tipos de Sensores Óticos

Sensor com Condutores de Fibra Ótica

Sensores Óticos  Sensor com Condutores de Fibra Ótica Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro

Tipos de Sensores Óticos

Sensor à Laser com Saída Analógica

Sensores Óticos  Sensor à Laser com Saída Analógica Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro

Tipos de Sensores Óticos

Sensor Marca Cor

Tipos de Sensores Óticos  Sensor Marca Cor Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Tipos de Sensores Óticos

Sensor Fenda

Tipos de Sensores Óticos  Sensor Fenda Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico 41

Tipos de Sensores Óticos

Sensor de Cor

Tipos de Sensores Óticos  Sensor de Cor Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Aplicações

Contagem de

garrafas

utilizando sensor difuso

Controle de rasgos no rolo de tear

usando um

sensor

difuso

de rasgos no rolo de tear usando um sensor difuso Prof. Brenno Ferreira de Souza –
de rasgos no rolo de tear usando um sensor difuso Prof. Brenno Ferreira de Souza –

Contagem de CI's

usando um sensor de fibra ótica

Controle de tampas

usando um

sensor de fibra

ótica do tipo barreira

Aplicações

um sensor de fibra ótica do tipo barreira Aplicações Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro
um sensor de fibra ótica do tipo barreira Aplicações Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro

Medição do comprimento de rolo em mesa de corte com um sensor de fibra ótica de barreira

Aplicações

corte com um sensor de fibra ótica de barreira Aplicações Prof. Brenno Ferreira de Souza –

Sensores Ultrassônicos

Princípio de Funcionamento:

O sensor emite pulsos cíclicos ultra-sônicos que refletidos por um objeto incidem no receptor, acionando a saída do sensor.

Sensores Ultrassônicos

Definição da faixa de medição:

Ultrassônicos  Definição da faixa de medição: Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Sensores Ultrassônicos

Alinhamento Angular:

Sensores Ultrassônicos  Alinhamento Angular: Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico 48

Sensores Ultrassônicos

Alinhamento Angular - Aplicação:

Ultrassônicos  Alinhamento Angular - Aplicação: Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Sensores Ultrassônicos

Formas de atuação:

Sensores Ultrassônicos  Formas de atuação: Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico 50

Zona Livre:

Sensores Ultrassônicos

 Zona Livre: Sensores Ultrassônicos Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico 51

Sensores Ultrassônicos

Vantagens:

Para detecção de objetos a distâncias determinadas;

Detecção de objetos de diferentes materiais, formas e

cores;

Detecção de objetos pequenos em longa distância;

Pode ser usado:

como sensor de proximidade com supressão de fundo

como barreira de reflexão

para

saída

da

distância

de

objeto

de

forma

digital

analógica

ou

Funcionamento constante sem manutenção

Sensores Ultrassônicos

Comparação

entre

Sensores

Ultrasônicos e Óticos:

de

proximidades

Ultrasônico

Ótico

Características típicas

Ponto de operação independente da superfície de materiais, cor, intensidade de luz e contrastes

Ponto de operação dependente da superfície de materiais, cor, intensidade de luz e contrastes

óticos

óticos

Insensível a poluição, por isso não necessita manutenção

Sensível a poluição, por isso necessita manutenção

Exatidão > 1 mm

Exatidão > 0,25 mm

Freqüência 8 Hz

Freqüência 1000 Hz

Sensível a turbulências atmosféricas e temperatura

Insensível a turbulências atmosféricas e temperatura

Insensível a turbulências atmosféricas e temperatura Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Aplicações

Aplicações Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico 54

Aplicações

Aplicações Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico 55

Como Especificar um Sensor

1. Distância sensora SN

2. Tensão de alimentação: VCA / VCC

Tipos de saída: CA

CC

NPN Saídas: NA, NF ou NANF

PNP

4. Material a ser detectado:

- Metal (ferroso, não-ferroso, opaco,

translúcido, transparente) - Não metal

5. Dimensões do alvo:

Como Especificar um Sensor

- Diâmetro

- Final alvo: brilhante / escuro

6. Conexão elétrica: cabo, conector

7. Temperatura de operação ambiente: ºC

8. Ambiente: poeira, óleo, umidade/névoa

9. Detecção cores

- Proteção contra água

- Tipo de Excitação: LO e DO

OBRIGADO!

Niquelândia, 2011

brenno.senai@sistemafieg.org.br