20-04-2012 13:14 | Política Fonte: Agência Lusa Trofa: AR aprova projeto de resolução do PCP que recomenda prolongamento da linha do metro

Lisboa, 20 abr (Lusa) -- Os deputados na Assembleia da República aprovaram hoje um projeto de resolução do PCP que recomenda o prolongamento da linha do metro até à Trofa, no mesmo dia em que foi debatida uma petição assinada por mais de oito mil pessoas. O Bloco de Esquerda (BE) e o PS apresentaram também dois outros projetos de resolução sobre esta matéria, mas que foram rejeitados pelos deputados. Numa sessão a que assistiram mais de 100 trofenses, o deputado Honório Novo, do PCP, colocou-se do lado dos trofenses, defendendo que a "ligação à Trofa volte a integrar a segunda fase da rede do metro". Para o deputado, a petição "mostra que trofenses não desistem de ter metro, mostra que não esquecem que há 12 anos lhe tiraram o comboio, não esquecem que na altura lhes disserem que o metro chegava à trofa na primeira fase da construção". "A Trofa está a ser enganada há uma dúzia de anos: primeiro pelo Governo Guterres, depois pelo Governo Barroso e voltou a ser enganada pelo PS em 2007". Votar contra esta petição tem para Honório Novo um "significado muito claro: voltar a enganar a Trofa e que não quererem nunca mais que o metro chegue à Trofa". A deputada do Bloco de Esquerda (BE) Catarina Martins anunciou na sua intervenção que o BE apresentou um projeto de resolução para que "seja adjudicado imediatamente o concurso para o metro da Trofa". Sublinhando que são "12 anos de espera", a deputada lembrou que o que está em causa é "o direito à mobilidade da população da Área Metropolitana do Porto". Do lado do PS, Fernando de Jesus criticou algumas decisões da Junta Metropolitana do Porto que impediram que a linha do metro chegasse à Trofa e disse ter esperança que este Governo encontre "meios financeiros para concretizar obra". Pelo PSD, Adriano Rafael Moreira disse aos deputados que o PSD e do CDS-PP apresentaram um "projeto de resolução único para dar resposta a uma causa que exige que a política e a demagogia sejam colocadas de parte".

No projeto defendem que é "necessário retomar de imediato o projeto do metro da trofa" e que "têm de ser avaliados os rácios de custo/benefício" da obra. Adriano Rafael Moreira criticou o PS, afirmando que "pretende desresponsabilizar-se" pela falta de metro na Trofa, bem como o BE e PCP por considerar que "mas recusam a realidade: qualquer português sabe que não é possível começar a construir o metro amanhã". No entanto, assegurou que "com a aprovação do projeto de resolução do PSD e CDS-PP saem daqui com uma certeza: o projeto do metro da Trofa é de imediato retomado". O deputado do CDS-PP Michael Seufert mostrou-se solidário com a causa dos trofenses, afirmando que a não construção do metro é uma "grande injustiça para com Trofa". A petição pública foi entregue na AR em novembro de 2011 e reivindica aquele meio de transporte, uma vez que o metro foi prometido aquando da desativação do comboio, em 2002, que ligava o Porto a Guimarães e servia, essencialmente, as populações de Muro e Santiago de Bougado (Trofa). A linha da Trofa chegou a estar prevista para a segunda fase da rede, mas esta foi suspensa pelo anterior governo socialista devido às dificuldades económicas do país. Os utentes daquela linha dispõem de um serviço alternativo, em autocarros, entre o centro da Trofa e o ISMAI, na Maia, cujos custos anuais de cerca de 170 mil euros são suportados pela Metro do Porto. Segundo fonte da empresa, em 2011, aquele serviço registou "126 mil validações". Nos autocarros ao serviço da Metro viajam diariamente uma média de 550 pessoas por dia útil, acrescentou a mesma fonte. MCL (JAP). Lusa/fim

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