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RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA

Aula 1 - Proposições e conectivos lógicos

I. 2 1. 2 2. 11 3. 15 4. PROPOSIÇÕES Reconhecimento de proposições Proposições compostas e
I.
2
1.
2
2.
11
3.
15
4.
PROPOSIÇÕES
Reconhecimento de proposições
Proposições compostas e conectivos lógicos
Tabela verdade dos conectivos
Ordem de precedência entre os conectivos
Condição necessária e suficiente
Outros conectivos lógicos
TAUTOLOGIA, CONTRADIÇÃO E CONTINGÊNCIA
Tautologia
Contradição
Contingência
EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS
42
5.
45
6.
48
II.
54
1.
54
2.
55
3.
55
III.
60
5.
Outros exercícios sobre equivalências
LEITURA OPCIONAL: ÁLGEBRA DE PROPOSIÇÕES
69
IV.
84
V.
LISTA DAS QUESTÕES DE CONCURSO
GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSO
92
VI.
108

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I. PROPOSIÇÕES

  • 1. Reconhecimento de proposições

Proposição é um conjunto de palavras (ou símbolos) que exprimem um pensamento de sentido completo e que pode ser julgado em verdadeiro (V) ou falso (F).

Exemplo:

P: A seleção brasileira de futebol é pentacampeã mundial.

Sabemos que esta proposição é verdadeira. É comum utilizarmos letras para representar proposições. Acima teríamos a proposição "P".

Outro exemplo:

Q: Fernando Henrique Cardoso é o atual presidente do Brasil. Sabemos que esta proposição é falsa.

Então é isso. Sempre que tivermos um conjunto de palavras e for possível julgar em verdadeiro ou falso, pronto, temos uma proposição.

Uma coisa importante: uma proposição só pode ser julgada em verdadeiro ou falso. Não tem uma terceira opção!

E

uma

proposição será

só verdadeira

ou

falsa

(não

para

ser

verdadeiro e falso ao mesmo tempo).

 

É

claro

que,

em contextos diferentes,

a

mesma

proposição

pode

ter

valores lógicos distintos. Assim, a

proposição Q acima, em

1999, seria

verdadeira.

Em 2011,

é falsa.

Mas,

em

um dado contexto,

a

proposição

assume um valor lógico único: ou é verdadeira, ou é falsa.

Mais um exemplo:

A lei Eusébio de Queirós foi assinada em 1850.

A

gente

até

pode

não

saber se

a

lei

mesmo em 1850 ou não. Concorda?

Eusébio de Queirós foi assinada

Agora, o simples fato de não sabermos isso, que estamos diante de uma proposição.

não

nos impede de afirmar

Por quê?

 

Porque é possível julgá-la em verdadeiro ou falso.

 

Ou

é verdade

que

a

lei

Eusébio

de

Queirós

 

foi

assinada

em

1850

(proposição verdadeira),

ou

é

falso

que

a

lei

foi

assinada

naquele ano

(proposição falsa). Não tem outra opção: ou isso é verdadeiro ou é falso. E mais: não podemos ter as duas situações simultaneamente.

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É impossível

que

a

lei tenha sido assinada

em

1850 e,

além disso,

não

tenha sido assinada em 1850.

 

O mais comum é que a

gente

relacione proposições a frases.

Isso é feito

porque,

de

fato,

frases escritas são os exemplos

mais corriqueiros de

proposições.

 

Mas, como dissemos no começo, uma proposição pode ser qualquer outro conjunto de símbolos que possua um significado, e que pode ser julgado em verdadeiro ou falso.

Exemplo:

2 > 6

Estamos afirmando que o

número .dois é

maior que

o

número 6. Temos

símbolos

numéricos,

o

que

não

nos

impede de

dizer que

isto

é

uma

proposição. No caso, é uma proposição falsa.

De forma geral, as proposições são frases declarativas. Declaramos algo, declaração esta que pode ser verdadeira ou falsa.

Existem

alguns tipos

de

frase

que

não são consideradas

proposições,

justamente porque não podem ser julgadas em verdadeiro ou falso.

Exemplo:

Que dia é hoje?

Temos uma pergunta. Não foi feita qualquer declaração. A pessoa apenas quer uma informação, sobre a data atual. Isso não pode ser julgado em verdadeiro ou falso.

Outro exemplo:

Saia do meu quarto!

Temos uma ordem, uma frase imperativa. Também não pode ser julgada em verdadeiro ou falso.

Estes exemplos não são proposições lógicas porque não podem ser nem verdadeiros nem falsos.

Um

importante tipo de sentença

que

não

é

proposição

é

a

chamada

sentença aberta ou função proposicional.

 

Exemplo:

 
 

x - 5 = 0

Não

para julgar esta

frase em verdadeiro

ou

falso,

simplesmente

porque não é possível descobrir o valor de x. Se x valer 5, de fato,

x - 5 = 0

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Caso contrário, se x for diferente de 5, a igualdade acima está errada. "x" é uma variável, pode assumir inúmeros valores.

Quando a sentença

possui uma variável,

nós

dizemos que ela

é

uma

sentença aberta. Ela tem um termo que varia, o que impede julgá-la em

verdadeiro ou falso. Logo, não é proposição.

Basicamente

é

isto:

sempre que

a

frase

não

puder ser julgada

em

verdadeiro ou falso, não é uma proposição.

Às vezes, podemos ficar em dúvida se uma sentença é ou não proposição. Isso ocorre por conta das múltiplas funções da linguagem.

O autor Irving Copi, de forma simplificada, aponta três funções básicas da linguagem: informativa (transmite informações), expressiva (expressa sentimentos) e diretiva (tem o propósito de "causar ou impedir uma ação manifesta"; exemplos: ordens, pedidos).

A

nossa

matéria

trataria

apenas

da

primeira

forma

de

utilização

da

linguagem (informativa), que se dá por meio de proposições e argumentos

lógicos, que podem ser verdadeiros ou falsos, válidos ou inválidos.

Evidentemente,

esta

divisão

simplória

não

pode

ser

mecanicamente

aplicada

em

qualquer

caso.

É

comum

que

textos

tenham,

simultaneamente,

mais

de

uma

função

(pode-se informar e expressar

sentimentos ao mesmo tempo; pode-se tentar convencer e informar ao

mesmo

tempo

etc.).

Além

disso,

uma

mesma

frase,

em

um dado

contexto,

pode

ter

uma

função

informativa,

em

outro

contexto,

uma

função expressiva, e em outro contexto, uma função diretiva.

Exemplificando, a frase "Você sabia que João foi aprovado no concurso do TRT?" poderia, dependendo do contexto, ter uma função informativa. Quem diz a frase, no fundo, poderia estar apenas querendo informar que João foi aprovado. A frase seria, portanto, uma proposição, apesar de se tratar de uma interrogação.

Apesar da complexidade da matéria, as provas de concurso cobram este assunto de maneira bem simplória. A questão típica relaciona diversas

frases.

Em seguida,

temos que identificar quais delas são

Para tanto, seguimos o resumo abaixo:

proposições.

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ATENÇÃO:

Não são proposições: frases exclamativas, interrogativas, opinativas, as expressões de desejo, as expressões de sentimentos, as

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA ATENÇÃO: Não são proposições: frases exclamativas, interrogativas, opinativas,

interjeições, orações imperativas, e aquelas que contenham variáveis (sentenças abertas).

Ressalva: é possível transformar uma sentença aberta em proposição por meio da inclusão de quantificadores (matéria da aula 2).

Pelo

que

vimos

acima,

podemos

concluir

que

este

resumo

é

extremamente simplório e não dá conta das nuances existentes no uso da

linguagem, envolvendo o contexto em que é empregada e suas utilizações com funções múltiplas (diretiva, informativa e expressiva). Contudo, para concurso público, este quadrinho é mais que suficiente.

EC 1. MRE 2008 [CESPE]

Proposições são sentenças que podem ser julgadas como verdadeiras — V —, ou falsas — F —, mas não cabem a elas ambos os julgamentos.

As proposições simples são freqüentemente simbolizadas por letras maiúsculas do alfabeto, e as proposições compostas são
As
proposições
simples
são
freqüentemente
simbolizadas
por
letras
maiúsculas do alfabeto,
e
as
proposições compostas são conexões de
Uma
argumentação
lógica
correta
consiste
de
uma
seqüência
de

proposições em que algumas são premissas, isto é, são verdadeiras por

hipótese, e as outras, as conclusões, são obrigatoriamente verdadeiras por conseqüência das premissas.

Considerando as informações acima, julgue o item abaixo. 1. Considere a seguinte lista de sentenças:

I

-

Qual

é

o

nome

pelo qual

é conhecido

o

Ministério das Relações

Exteriores? II - O Palácio Itamaraty em Brasília é uma bela construção do século XIX.

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III - As quantidades de embaixadas e consulados gerais que o Itamaraty possui são, respectivamente, x e y.

IV - O barão do Rio Branco foi um diplomata notável.

Nessa situação, é correto afirmar que, entre as sentenças acima, apenas uma delas não é uma proposição.

Resolução.

A sentença I é uma pergunta. Perguntas, exclamações, ordens, desejos,

expressões de sentimentos e/ou opinião, tudo isso não pode ser

classificado como

proposição.

São todos

exemplos

de frases

que

não

podem ser julgados em verdadeiro .ou falso, não sendo classificados como proposição.

Na sentença II temos uma expressão de sentimento,

de opinião

sobre o

Palácio do Itamaraty. Alguém está dizendo expressando sua opinião de

que o Palácio é belo. Novamente, não é proposição.

Na sentença III, temos duas variáveis (x e y).

Quando temos variáveis, estamos diante de uma sentença aberta, que não pode ser julgada em verdadeiro ou falso.

Logo, não é uma proposição.

Como já dissemos,

 

as

sentenças

com

variáveis

 

são

chamadas

de

sentenças abertas. Às vezes,

em

vez

de variáveis "x",

"y",

"z",

as

questões

de

concursos

utilizam

palavras

que

passam

a

idéia

de

indeterminação.

 

Exemplo:

"Ele foi eleito, pela FIFA, o melhor jogador de futebol do mundo

em 2005". palavra "ele" dá

A

o

teor de

indefinição.

Não

sabemos quem

é

ele.

Ou

seja, temos uma variável.

A

sentença

acima

é

aberta,

podendo,

dependendo de quem for "ele", ser julgada em verdadeiro (caso ele seja o

Ronaldinho Gaúcho) ou falso (caso "ele" seja qualquer outra

pessoa).

Certamente, se, pelo contexto, "ele" for uma determinada pessoa, não há

mais variáveis; passamos a ter uma proposição.

Na

sentença

IV,

temos

outra

expressão

de opinião.

Também

não

é

proposição.

 

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Gabarito: errado.

Agora, uma observação. Note que as sentenças II e IV, dependendo do contexto, poderiam ser vistas como proposições.

Para

melhor entendimento, vamos focar na

sentença

II.

Temos uma

função expressiva,

pois

a

pessoa

nos

passa

o

seu sentimento quanto à

beleza do palácio. Mas também temos uma função informativa. Somos

informados que o prédio foi construído no século XIX.

E

agora vem

o

mais

importante:

 

na

hora

da

prova,

não

é

para

sair

brigando com o enunciado. Não!

Faça aquilo que o examinador quer que

você faça.

 

0

adjetivo "bela" não está aí à toa.

Este adjetivo está aí justamente para

remeter a uma expressão de sentimento/opinião. Se o examinador fez

questão

de

colocar

o

adjetivo

"bela",

é

porque

ele

quer que você

classifique a frase como "não proposição". Pronto. Simples assim. Se ele quisesse que tal frase fosse proposição, ele certamente tiraria o adjetivo

"bela".

 

Para a sentença IV os comentários são análogos. Somos informados que o

Barão

foi

um

diplomata

e,

além

disso,

uma expressão de

sentimento/opinião quanto à sua notabilidade. A palavra "notável" está lá

justamente

para

nos

remeter

à

função

expressiva.

Logo,

não

é

proposição.

 

EC 2. FINEP 2009 [CESPE] Acerca de proposições, considere as seguintes frases:

 

1

Os

Fundos

Setoriais

de

Ciência

e Tecnologia

são

instrumentos

de

financiamento de projetos. II O que é o CT-Amazônia?

III Preste atenção ao edital!

IV Se o projeto for de cooperação universidade-empresa, então podem ser pleiteados recursos do fundo setorial verde-amarelo.

São proposições apenas as frases correspondentes aos itens

  • a) I e IV.

  • b) II e III.

  • c) III e IV.

  • d) I, II e III.

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e) I, II e IV.

Resolução

A frase II é uma pergunta, não podendo ser julgada em V ou F. A frase III

é

uma

ordem,

que também

não é proposição.

Logo, são proposições as

frases I e IV.

 

Gabarito: A

EC 3. TRT 17 - 2009 [CESPE] Julgue o item a seguir:

.

Na sequência de frases abaixo, há três proposições. - Quantos tribunais regionais do trabalho há na região Sudeste do Brasil? - O TRT/ES lançou edital para preenchimento de 200 vagas.

- Se o TRT/ES.

candidato estudar muito,

então ele será aprovado

no concurso do

- Indivíduo com

50

anos de

concurso do TRT/ES.

idade ou

mais não

poderá se inscrever no

Resolução

Observem que a

primeira sentença é uma

pergunta, que não

pode ser

julgada em verdadeiro ou falso. Logo, não é proposição.

As demais sentenças são proposições, pelo que o item é verdadeiro.

Gabarito: certo

EC 4. SEFAZ/SP 2006 [FCC] Das cinco frases abaixo,

quatro delas têm

uma

mesma característica

lógica em comum, enquanto uma delas não tem essa característica.

I - Que belo dia! II - Um excelente livro de raciocínio lógico.

III - O jogo terminou empatado? IV - Existe vida em outros planetas do universo.

V -

Escreva uma poesia.

A frase que não possui esta característica comum é a:

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  • a) I

  • b) II

  • c) III

  • d) IV

  • e) V

Resolução:

A frase I é uma exclamação. logo não é proposição.

Não pode ser julgada em verdadeiro ou falso,

A frase II contém uma opinião sobre o livro, não sendo possível julgar em verdadeiro ou falso. Não é proposição.

A frase III é uma pergunta, que também não é proposição.

A frase IV pode ser julgada em verdadeiro ou falso. É uma proposição.

A frase V é uma ordem.

Não é proposição.

Só a frase IV é proposição.

Gabarito: D

EC 5. SEBRAE 2010 [CESPE] Julgue o item a seguir.

Entre as frases apresentadas a seguir, identificadas por letras de A a E, apenas duas são proposições.

A: Pedro é marceneiro e Francisco, pedreiro. B: Adriana, você vai para o exterior nessas férias? C: Que jogador fenomenal! D: Todos os presidentes foram homens honrados. E: Não deixe de resolver a prova com a devida atenção.

Resolução.

Em

B temos

uma

pergunta, que não

pode ser julgada

em V ou

F.

Não é

proposição. Em C temos uma exclamação, também não é proposição.

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Em

D temos

uma

opinião sobre os

presidentes.

A pessoa

expressa sua

opinião de que os presidentes são honrados.

 

Em "E" podemos ter, dependendo do contexto,

uma ordem,

um pedido,

um conselho. Seria a função diretiva da linguagem. Em qualquer um

destes casos, não é proposição. Apenas "A" é proposição.

Assim, eu marcaria "errado". Contudo, no gabarito definitivo, a questão foi dada como certa.

Gabarito: certo

EC 6. BB/2007 [CESPE]

Na

lógica sentenciai, denomina-se proposição uma frase que pode ser

julgada como verdadeira

(V)

ou falsa

(F),

mas não como ambas. Assim,

frases como "Como está o tempo hoje?" e "Esta frase é falsa" não são

proposições porque a

primeira é pergunta e a segunda

não

pode ser nem

V

nem

F.

As proposições são

representadas simbolicamente por letras

maiúsculas do alfabeto — A, B, C, etc.

Uma proposição da forma "A ou B"

é F se A e B forem F, caso contrário é V; e uma proposição da forma "Se A então B" é F se A for V e B for F, caso contrário é V.

Considerando

as

informações contidas

no

texto

acima, julgue

o

item

subsequente.

 

1.

Na

lista

de frases

apresentadas

a

seguir,

exatamente três

proposições. "A frase dentro destas aspas é uma mentira."

A expressão X + Y é positiva.

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Em D temos uma opinião sobre os presidentes.

Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira. O que é isto?

Resolução

"A frase dentro destas aspas é uma mentira."

É uma oração declarativa, ou falso.

mas não

pode ser classificada em verdadeiro

Suponhamos que a frase seja verdadeira. Neste caso, concluímos que é verdade que a frase dentro das aspas é mentira.

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Ou

seja,

supor que

a

frase é verdadeira

nos leva

a

concluir que ela

é

mentirosa.

 

Diferentemente, se supormos que a frase é falsa, vamos concluir que ela é verdadeira.

Qualquer

que

seja

o

valor

lógico

atribuído,

chegaremos

a

uma

contradição.

Portanto, não é possível julgá-la em verdadeiro ou falso. Por este motivo, não é uma proposição.

Vamos para a próxima frase:

A expressão X + Y é positiva.

Temos

variáveis.

Trata-se

de

uma

sentença

aberta.

 

Logo,

não

é

proposição. Em seguida temos:

 
Temos variáveis. Trata-se de uma sentença aberta. Logo, não é proposição. Em seguida temos: Estamos declarando
 

Estamos declarando que o valor da

conta

acima

é

igual

a

7.

Trata-se de

uma proposição.

No caso,

sabemos

que

é

uma

proposição falsa,

pois

o

resultado da soma seria 5 (e não 7).

Na sequência:

"Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira" Nova frase declarativa. É uma proposição.

Por fim:

O que é isto? É uma frase interrogativa e, portanto, não é uma proposição. O item está errado porque há exatamente duas proposições. Gabarito: errado

  • 2. Proposições compostas e conectivos lógicos

Geralmente simbolizamos proposições por letras do alfabeto. P: A seleção brasileira de futebol é pentacampeã mundial. Q: Fernando Henrique Cardoso é o atual presidente do Brasil.

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As duas proposições acima são simples. Elas não podem ser divididas em outras proposições menores.

Quando juntamos duas ou mais proposições simples, formamos outra proposição, maior, chamada de proposição composta. Exemplo:

R:

Pedro é alto.

S: Júlio é baixo.

Acima temos duas proposições simples. Podemos juntá-las por um conectivo, formando uma proposição composta.

T:

Pedro é alto e Júlio é baixo.

Observem que a proposição T é formada pelas proposições simples R e S, unidas pelo conectivo e. Além do conectivo e há diversos outros:

Além disso, é importante saber que existe a negação,
Além disso,
é
importante saber que existe
a
negação,
RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA As duas proposições acima são simples. Elas não

que

pode

ser

Várias questões de prova

pedem

que

a

gente transforme uma frase

escrita para a simbologia lógica, ou vice versa.

EC 7. STF 2008 [CESPE]

Considere as seguintes proposições lógicas representadas pelas letras P, Q, R e S:

P:

Nesse país o direito é respeitado.

Q: O país é próspero. R: O cidadão se sente seguro.

S: Todos os trabalhadores têm emprego. Considere também que os símbolos

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA As duas proposições acima são simples. Elas não

representem os

conectivos lógicos "ou", "e", "se

então" e "não", respectivamente.

... Com base nessas informações, julgue os itens seguintes.

1. A proposição "Nesse país o direito é respeitado,

mas o cidadão não se

sente seguro" pode ser representada simbolicamente por

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA As duas proposições acima são simples. Elas não

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2.

A proposição "Se o país é próspero, então todos os trabalhadores têm

emprego" pode ser representada simbolicamente por

emprego" pode ser representada simbolicamente por

3.

A

proposição "O

país

ser

próspero e todos os trabalhadores terem

emprego é uma conseqüência de, nesse país, o direito ser respeitado" pode ser representada simbolicamente por

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA 2. A proposição "Se o país é próspero,

Resolução.

Primeiro item. Temos:

"Nesse país o direito é respeitado, mas o cidadão não se sente seguro" Vamos colocar parêntesis para delimitar as proposições simples:

(Nesse país o direito é respeitado), mas (o cidadão não se sente seguro) As duas parcelas são unidas pela palavrinha "mas", que acrescenta uma

informação.

Ela tem um papel análogo ao do "e". É como se afirmássemos

que o direito é respeitado e o cidadão não se sente seguro.

Além disso, vemos que a segunda parcela apresenta uma negação. Portanto, a proposição mencionada pode ser representada por:

Item certo

Segundo item. A sentença é:

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA 2. A proposição "Se o país é próspero,

Se (o país é próspero), então (todos os trabalhadores têm emprego). Em símbolos:

Item certo

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA 2. A proposição "Se o país é próspero,

Terceiro item.

A proposição é:

"O

país ser próspero

e todos os trabalhadores terem emprego

é

uma

conseqüência de, nesse país, o direito ser respeitado".

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Vamos usar parêntesis para delimitar as proposições simples:

((O país ser próspero) e (todos os trabalhadores terem emprego)) é uma conseqüência de, (nesse país, o direito ser respeitado).

A expressão "é uma conseqüência", remete ao condicional (se Podemos reescrever a frase assim:

...

então).

Se (nesse país, o direito é respeitado), então ((o país é próspero) e (todos os trabalhadores têm emprego)).

Em símbolos, ficamos com:

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Vamos usar parêntesis para delimitar as proposições simples:

Não foi essa a simbologia indicada pelo enunciado. Item errado.

Gabarito: certo, certo, errado

EC 8. TRT 1 a Região 2008 [CESPE]

Proposições são sentenças que podem ser julgadas como verdadeiras — V

— ou falsas — F —, mas não se admitem os julgamentos V e F simultaneamente.
ou
falsas
F
—,
mas
não
se
admitem
os julgamentos V
e
F
simultaneamente. As letras maiúsculas do alfabeto, A,
B,
C
etc.,
são
freqüentemente utilizadas para
representar proposições simples e,
por
isso,
são
denominadas
letras
proposicionais.
Alguns
símbolos
lógicos

Considerando as definições apresentadas no texto anterior, as letras proposicionais adequadas e a proposição "Nem Antônio é desembargador nem Jonas é juiz", assinale a opção correspondente à simbolização correta dessa proposição.

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Vamos usar parêntesis para delimitar as proposições simples:

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RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Resolução: Reescrevendo a frase: (Antônio não é desembargador)

Resolução:

Reescrevendo a frase:

(Antônio não é desembargador) e (Jonas não é juiz). Sejam A e B as proposições a seguir:

A: Antônio é desembargador. B: Jonas é juiz.

Representando a proposição composta em símbolos:

Gabarito: C

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Resolução: Reescrevendo a frase: (Antônio não é desembargador)
  • 3. Tabela verdade dos conectivos

Devemos ter muito clara em nossa cabeça a tabela-verdade de cada conectivo. Uma tabela-verdade é uma tabela em que combinamos todas as possibilidades das proposições simples para ver quais são os resultados das proposições compostas.

Para entendermos como funciona a tabela para cada conectivo, veremos exercícios mais simples, por mim elaborados (exercícios propostos - sigla EP). Em seguida, veremos as questões de concurso.

EP 1. João

vai

viajar.

Antes de

pegar a estrada,

passou na oficina

para

que fosse feita uma revisão nos freios e na suspensão de seu carro.

No

dia

seguinte, João vai

à oficina

buscar seu carro.

Em cada

uma das

situações abaixo, como João classificaria o atendimento da oficina?

  • a) foram checados os freios e a suspensão

  • b) foram checados só os freios; a suspensão não foi checada

  • c) foi checada só a suspensão; os freios não foram checados

  • d) não foi checada a suspensão; os freios também não foram checados

Resolução:

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O que João quer é realizar uma viagem segura.

Ele só estará seguro se os

dois itens mencionados forem checados.

Não adianta

nada

estar com

os

freios bons e a suspensão ruim. João continuará correndo risco de

acidente.

Da mesma forma,

não é seguro ele viajar com a

ordem se os freios não estiverem ok.

suspensão em

Deste modo, a

única situação em que João vai aprovar o atendimento da

oficina será na letra "a", em que os dois itens são checados.

Em qualquer

outra hipótese, o atendimento terá sido falho.

João só estará satisfeito com o atendimento quando os dois itens forem checados (suspensão e freios). Ele só estará satisfeito com o atendimento quando for checado o freio e também for checada a suspensão.

Analogamente, uma proposição com o conectivo "e" só será verdadeira quando todas as suas "parcelas" forem verdadeiras. Ou ainda, quando todos os seus termos forem verdadeiros.

ATENÇÃO:

Existe apenas uma

situação

em

que

a

conjunção

é

verdadeira:

quando todas as suas "parcelas" são verdadeiras (ou ainda, quando

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA O que João quer é realizar uma viagem

todas as proposições simples são verdadeiras).

Em outras palavras: para que a proposição composta seja verdadeira, as proposições simples devem ser conjuntamente verdadeiras (por isso o nome: conjunção)

EP 2.

Hoje é feriado

e

Maria quer fazer um almoço especial.

Para tanto,

incumbiu José, seu marido, de ir comprar a "mistura".

 

Como eles moram

numa

cidade

pequena,

Maria

sabe

que muitos

estabelecimentos comerciais estarão fechados (ou seja, José pode ter dificuldades para "cumprir sua missão"). Por isso ela deixou opções para ele: José pode comprar carne ou peixe.

Em cada uma das situações abaixo, como Maria avaliaria o cumprimento da tarefa de José?

  • a) José comprou a carne, mas não comprou o peixe.

  • b) José comprou o peixe, mas não comprou a carne.

  • c) José comprou a carne e o peixe.

  • d) José não comprou nem carne nem peixe.

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Resolução:

A

ideia

de

Maria

é

ter algo

 

pra

fazer de almoço.

Se

o José comprar

qualquer um

dos dois

itens

(peixe ou

carne), terá cumprido sua tarefa

com êxito e Maria poderá fazer o almoço.

 

Assim,

nas

letras

"a"

e

"b",

Maria ficará

satisfeita

com José,

tendo em

vista que ele comprou almoço estará garantido.

pelo menos uma

das duas opções de mistura.

O

Na letra "c" José teve, igualmente, êxito. Comprou ambos:

peixe e carne.

Maria

não

poderá

fazer

o

almoço de

hoje

como também já

poderá

planejar o almoço do dia seguinte.

 

na

letra

"d" é

que

Maria ficará

insatisfeita com seu marido.

Na

letra

"d", José voltou

para casa de mãos abanando. José voltou sem

nada

e o

almoço ficou prejudicado.

 

Neste exemplo, José precisava comprar a carne ou o peixe.

Isto significa

que ele precisava

comprar pelo menos um

dos dois.

Poderia

ser

a

carne, só o peixe, ou ambos, carne e peixe.

A única situação em que José não cumpre sua tarefa é aquela em que ele não compra nada: nem carne nem peixe.

Analogamente, uma

proposição com

o

conectivo "ou"

será falsa

se

todas as suas "parcelas" forem falsas (ou ainda: se todas as proposições

simples que a compõem forem falsas).

ATENÇÃO:

Existe apenas uma situação em que a disjunção é falsa: quando

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Resolução: A ideia de Maria é ter algo

todas as suas "parcelas" são falsas proposições simples são falsas).

(ou

ainda,

quando todas

as

Em outras palavras, a proposição composta será verdadeira mesmo

que

as

proposições

simples

sejam

separadamente

(ou

disjuntamente) verdadeiras, ou seja, mesmo que apenas uma delas

seja verdadeira.

EP 3. Augusto contratou

um seguro

de carro.

O seguro protegia contra

batidas. Assim, se Augusto bater o carro, então a seguradora indenização. Como Augusto avaliaria a seguradora em cada situação abaixo:

paga

a

a) Augusto bate o carro e a seguradora paga a indenização

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b) Augusto bate o carro e a seguradora não paga a indenização c) Augusto não bate o carro e a seguradora paga a indenização d) Augusto não bate o carro e a seguradora não paga a indenização

Resolução

Na

letra "a", temos a situação normal de contrato. Augusto

bateu o carro

e a seguradora

paga a indenização. A seguradora cumpriu com seu papel

e Augusto ficará satisfeito com o serviço prestado pela seguradora.

Na

letra "b", Augusto

bateu

novamente o carro. A seguradora deveria

pagar o seguro.

Deveria,

mas

não

o

fez.

Augusto

certamente ficará

insatisfeito com a seguradora, podendo acionar o Procon, a justiça, etc.

 

Na

letra "c",

temos uma

irreal. Augusto

nem

bateu

o

carro

e

a

situação até meio dando dinheiro

seguradora está

para ele.

Ô seguradora boa,

prêmio, ou

hein!

Podemos

pensar que se trata

 

de

um

desconto, alguma

vantagem.

Seria

a

situação

em

que

as

seguradoras

premiam

bons

clientes.

 

Na

letra

"c",

novamente

o

Augusto

ficará

satisfeito

com

o

atendimento da seguradora. Muito satisfeito, por sinal.

 

Na

letra

"d",

Augusto

não

bate

o

carro

e

a

seguradora

não

paga

a

indenização. Augusto tem o direito de ficar insatisfeito? Não,

não tem.

A

seguradora não tinha obrigação de pagar indenização nenhuma. Afinal de

contas, Augusto não bateu o carro.

Na

letra "d", Augusto

não tem motivo algum para dizer que a seguradora

prestou um mal serviço. Portanto, ele, não tendo motivos concretos para

fazer uma avaliação

 

negativa, diria

que a Seguradora

presta

um

bom

serviço (ou seja, contrário).

presume-se que seja uma

boa empresa,

até

prova em

Observe

a

situação

inicial.

Temos

exatamente

uma

frase

com

"se ...

então".

Se

Augusto

bater o

carro,

então

a

seguradora

paga

a

indenização.

Vamos dividir esta

frase em

duas "parcelas".

A primeira

parcela

se

refere

a

Augusto

bater

o

carro.

A

segunda

se

refere

à

seguradora pagar a indenização.

 

A

única

possibilidade

de

Augusto

ficar

insatisfeito

ocorre

quando

a

primeira "parcela" acontece (ou seja,

quando ele

bate

o

carro)

e

a

segunda "parcela" não acontece (ou seja, quando a seguradora não paga

a indenização).

 

De modo análogo, uma proposição:

se "p",

então "q",

é falsa

quando

"p" é verdadeiro e "q" é falso.

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Como os alunos costumam ter um pouco de dúvidas neste conectivo condicional, vejamos outro exemplo.

EP 4. Júlia, hoje pela manhã, disse à sua amiga:

ao clube.

hoje, se fizer sol, eu vou

Ao final do dia, temos as situações descritas abaixo. avalie se Júlia disse a verdade ou se Júlia mentiu.

Em cada

uma delas,

  • a) fez sol e Júlia foi ao clube.

 
  • b) fez sol e Júlia não foi ao clube.

 
  • c) não fez sol e Júlia foi ao clube.

  • d) não fez sol e Júlia não foi ao clube.

Resolução:

 

Na

letra

"a" fez

sol.

E

Júlia

disse que,

se fizesse sol,

ela

iria

ao clube.

Como ela de fato foi ao clube, então ela disse a verdade.

Na

letra "b",

novamente, fez sol.

E Júlia disse que, se fizesse sol, ela

iria

ao clube. Como ela não foi ao clube, ela mentiu.

Nas letras "c" e "d", não fez sol. Ora, Júlia não prometeu nada para o caso de não fazer sol. O compromisso dela era apenas para o caso de fazer sol. Ela assumiu um compromisso de, fazendo sol, ir ao clube.

Ora, se não fez sol, então Júlia está liberada de seu compromisso. prometeu nada caso chovesse, ou ficasse nublado.

Ela não

Portanto, não interessa o que ela tenha feito nas letras "c" e "d". Você não pode dizer que ela mentiu.

Se considerarmos que a situação inicial é composta de duas "parcelas", teríamos o seguinte: primeira parcela - fazer sol; segunda parcela - Júlia ir ao clube.

Novamente, a

única

situação em

que dizemos

que Júlia

mente ocorre

quando a

primeira

parcela acontece (ou

seja,

faz

sol)

e

a

segunda

não

acontece (Júlia não vai ao clube).

De modo análogo,

proposição com o conectivo "se

então" só

... falsa quando a primeira proposição for verdadeira e a segunda for falsa.

uma

é

No condicional, a

primeira

parcela

recebe o

nome

de antecedente

e

a

segunda parcela recebe o nome de conseqüente.

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RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA ATENÇÃO: Existe apenas uma situação em que o

ATENÇÃO:

Existe apenas uma situação em que o condicional é falso:

quando a

primeira proposição for verdadeira e a segunda, falsa.

Em outras palavras:

o condicional

será falso

se o antecedente for

verdadeiro e o conseqüente for falso.

RESUMINDO TUDO! Sejam duas proposições simples proposições compostas são:

P

e

Q.

As

tabelas

verdades

das

Tabela verdade do conectivo e:

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA ATENÇÃO: Existe apenas uma situação em que o

Tabela verdade do conectivo ou:

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA ATENÇÃO: Existe apenas uma situação em que o

Tabela verdade do conectivo "se

então":

...
...

Nas tabelas verdades acima, apresentamos qual o valor lógico de cada uma das proposições compostas, conforme o valor lógico de P e Q.

Por

fim,

falta

ver

a

tabela

verdade

da

negação.

A

negação

tem

propriedade de transformar o que era verdadeiro em falso (e vice versa).

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA ATENÇÃO: Existe apenas uma situação em que o

a

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Por enquanto, vamos ficar só com estes conectivos acima estudados. O bicondicional e a disjunção exclusiva, por serem pouco exigidos em prova, serão vistos posteriormente.

Para praticar, vejamos alguns exercícios de concursos.

EC 9. INSS 2008 [CESPE]

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Por enquanto, vamos ficar só com estes conectivos

ambas, F; nos demais casos, será V.

Considere as proposições simples e compostas apresentadas abaixo, denotadas por A, B e C, que podem ou não estar de acordo com o artigo 5.° da Constituição Federal.

A: A prática do racismo é crime afiançável. B: A defesa do consumidor deve ser promovida pelo Estado.

C: Todo cidadão estrangeiro que cometer crime político em território brasileiro será extraditado.

De

acordo

com

as

valorações

V

ou

F

atribuídas

corretamente

às

proposições A,

B

e C,

a

partir da Constituição Federal, julgue os itens a

seguir.

  • 1. Para a simbolização apresentada acima e seus correspondentes valores

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Por enquanto, vamos ficar só com estes conectivos

2.

De acordo

com

a

notação apresentada acima, é correto afirmar que a

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Por enquanto, vamos ficar só com estes conectivos

Resolução.

Para

a

resolução

da

questão,

o

candidato

precisaria

lembrar alguma

coisinha do artigo 5° da CF. Vamos reproduzir alguns de seus incisos:

XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;

XLII

-

a

prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível,

sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;

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LII

-

não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou

de opinião.

 

Deste modo,

temos condições

de

saber se

as

proposições A,

B

e

C são

verdadeiras ou falsas.

 

A:

Falsa

B: Verdadeira C: Falsa

 

Vamos ao primeiro item:

 

Queremos saber o valor lógico do condicional:

 
 

Se B então C.

 

Sabemos que a

primeira parcela é verdadeira e a segunda é falsa.

 

Esta é

a única situação em que o condicional é falso.

Item errado

Segundo item:

Sabemos que A é falsa.

Sabemos que C é falsa.

Logo, a negação de A é verdadeira. Logo, a negação de C é verdadeira. verdadeira verdadeira

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA LII - não será concedida extradição de estrangeiro

A proposição solicitada foi:

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA LII - não será concedida extradição de estrangeiro

Temos um "ou" em que as duas "parcelas" são verdadeiras, o que faz com que a proposição composta seja verdadeira.

Item errado. Gabarito: errado, errado

EC 10.TRE ES 2010 [CESPE]

Considere que a proposição "O professor Carlos participou do projeto ou a

aluna

Maria

é

eleitora" seja

falsa.

Nesse

caso,

a

proposição "Se o

professor Carlos participou do projeto, então a aluna Maria é eleitora" será verdadeira.

Resolução:

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Vamos dar nomes às proposições simples. p: O professor Carlos participou do projeto. q: a aluna Maria é eleitora.

A proposição inicialmente fornecida é:

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Vamos dar nomes às proposições simples. p: O

Esta proposição é falsa. Uma proposição composta pelo conectivo "ou" só é falsa quando suas duas parcelas são falsas. Logo:

p: falso q: falso Em seguida, temos que analisar a seguinte proposição:

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Vamos dar nomes às proposições simples. p: O

Temos um condicional em que a

primeira parcela é falsa

(p é falso).

Isso

já faz com que o condicional seja verdadeiro.

 

Gabarito: certo.

 

EC 11. PREVIC 2010 [CESPE]

 

Se

a

proposição

P

for falsa,

então

a

proposição

a proposição

será

uma

proposição verdadeira.

 

Resolução.

 

De

fato,

em

um

condicional,

quando

a

primeira

parcela

é

falsa,

o

condicional será verdadeiro, parcela.

independente do valor lógico

da

segunda

Gabarito: certo.

EC 12. Bahia Gás 2010 [FCC]

"Se a soma dos dígitos de um número inteiro n é divisível por 6, então n é divisível por 6". Um valor de n que mostra ser falsa a frase acima é

  • (A) 30.

  • (B) 33.

  • (C) 40.

  • (D) 42.

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(E) 60.

Resolução. A sentença dada não é uma proposição, pois contém uma variável (n).

Já vimos

que

este tipo

de sentença

é chamado de função

proposicional.

Isto ocorre porque,

a

cada valor assumido

por

n

,

tem-se uma

nova

proposição, que pode ser julgada em V ou F.

Muito bem. Queremos substituir n por um valor tal que a proposição assim originada seja falsa.

Para que um condicional seja falso, a primeira parcela deve ser verdadeira e a segunda parcela deve ser falsa.

A função proposicional dada foi:

"Se a soma dos dígitos de um número inteiro n é divisível por 6, então n é divisível por 6".

Primeira parcela:

A soma

dos

dígitos de um

por 6 Segunda parcela: n é divisível por 6.

número

inteiro

n

é divisível

Quando substituirmos n por um certo valor, a proposição será falsa.

Isso

ocorrerá quando a

primeira parcela for verdadeira e a segunda for falsa.

Ou seja, estamos procurando um número tal que:

- a soma dos seus dígitos seja divisível por 6 (1 a parcela verdadeira)

- o número não seja divisível por 6 (2a parcela falsa).

Agora devemos nos dirigir às alternativas para ver qual delas fornece um valor de n que obedeça a estas condições.

Letra A: 30

A soma dos dígitos é:

3 + 0

= 3.

A soma dos dígitos não é múltipla de 6.

Este número não serve,

pois não

torna verdadeira a 1a parcela do condicional.

Letra B: 33. A soma dos dígitos é:

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3 + 3

= 6.

A soma dos dígitos é múltipla de 6, o que torna verdadeira a 1a parcela.

Além disso, 33 não é múltiplo de 6, o que torna falsa a 2a parcela. Pronto. Achamos um número que satisfaz às nossas condições (primeira parcela verdadeira e segunda parcela falsa), fazendo com que o condicional seja falso.

Gabarito: B

EC 13. MRE 2009 [FCC]

Questionados sobre a falta ao trabalho no dia anterior, três funcionários

do

Ministério

das

Relações

Exteriores

prestaram

os

seguintes

depoimentos:

 
  • - Aristeu: "Se Boris faltou, então Celimar compareceu."

  • - Boris: "Aristeu compareceu e Celimar faltou."

  • - Celimar: "Com certeza eu compareci, dois faltou."

mas pelo

menos um dos outros

Admitindo que os três compareceram afirmar que

ao trabalho

em

tal

dia,

é correto

  • (A) Aristeu e Boris mentiram.

  • (B) os três depoimentos foram verdadeiros.

  • (C) apenas Celimar mentiu.

  • (D) apenas Aristeu falou a verdade.

  • (E) apenas Aristeu e Celimar falaram a verdade.

Resolução.

Para treinarmos a simbologia lógica, vamos dar nomes às proposições:

a: Aristeu compareceu b: Boris compareceu c: Celimar compareceu.

Sabemos que os três compareceram ao trabalho no dia em questão. seja, todas as proposições simples acima são verdadeiras.

Ou

Agora vamos analisar cada fala dos três funcionários. Aristeu diz:

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Se Boris faltou, então Celimar compareceu.

Em símbolos:

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Se Boris faltou, então Celimar compareceu. Em símbolos:

Notem que o antecedente é falso, pois sabemos que Boris compareceu (b é verdadeiro; portanto, ~b é falso).

O

fato

de

o

antecedente ser falso já

nos

garante que o condicional

é

verdadeiro,

independente

do

valor

lógico

do

conseqüente.

Portanto,

Aristeu falou a verdade.

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Se Boris faltou, então Celimar compareceu. Em símbolos:
RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Se Boris faltou, então Celimar compareceu. Em símbolos:

Boris diz:

 

Aristeu compareceu e Celimar faltou.

 

Em símbolos:

 
 
Boris diz: Aristeu compareceu e Celimar faltou. Em símbolos: Temos uma conjunção em que a primeira
 

Temos

uma

conjunção

em

que

a

primeira

parcela é verdadeira

(pois

realmente Aristeu compareceu; a é verdadeiro)

e

a

parcela é

falsa (pois Celimar compareceu; c é verdadeiro,

logo

segunda ~c é falso).

Se uma

das

parcelas é falsa,

então

a

conjunção é falsa.

Concluímos que Boris

mentiu.

Celimar diz:

 

"Com certeza eu compareci, mas pelo menos um dos outros dois faltou." Vamos traduzir esta frase para a forma a que estamos acostumados?

A expressão "pelo menos um" está relacionada com o conectivo "ou". Isto porque, para que o "ou" seja verdadeiro, pelo menos uma das suas parcelas deve ser verdadeira.

Com isso, podemos reescrever a frase de Celimar assim:

(Celimar compareceu) e (Aristeu faltou ou Boris faltou). Em símbolos:

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Se Boris faltou, então Celimar compareceu. Em símbolos:

Entre parêntesis temos uma disjunção com duas parcelas falsas. Logo, a disjunção é falsa.

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Vamos substituir a proposição entre parêntesis por seu valor lógico:

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Vamos substituir a proposição entre parêntesis por seu

Agora

restou

uma

conjunção em

que

a

segunda

parcela é falsa.

Isto

é

suficiente para que a conjunção seja falsa.

Portanto, Celimar mentiu.

Concluímos que apenas Aristeu disse a verdade.

Gabarito: D

EP 5. Construa a tabela verdade para a proposição abaixo:

Resolução.

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Vamos substituir a proposição entre parêntesis por seu

Vamos começar pela proposição p. Ela pode ser verdadeira ou falsa.

Fixado o valor lógico

de p, vamos para q. Em cada
de
p,
vamos
para
q.
Em
cada

uma das situações

acima, podemos ter q sendo verdadeiro ou falso.

Isto está representado no diagrama abaixo.

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Vamos substituir a proposição entre parêntesis por seu

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E,

para

cada

combinação

de valores

lógicos

de

p

e

q,

temos

duas

possibilidades para r: verdadeiro ou falso. Veja diagrama abaixo:

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA E, para cada combinação de valores lógicos de

Ou seja, há 8 cominações possíveis de valores lógicos para p, q e r. Uma forma sistemática de abranger todos eles é assim. Para a proposição r, trocamos o valor lógico de linha em linha.

Pronto. Fomos alternando os valores lógicos. Primeiro V, depois F, depois V, depois F.

Ok,

agora vamos para

a

proposição q.

lógicos de duas em duas linhas.

Vamos alternando os valores

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RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Primeiro colocamos V e V. Depois F e

Primeiro colocamos V e V. Depois F e F. Depois V e V. E assim por diante.

E o jeito de fazer é sempre assim, vamos sempre dobrando. Vamos agora para a proposição p. Novamente dobramos. Alternamos os valores lógicos de 4 em 4 linhas.

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Primeiro colocamos V e V. Depois F e

Observem que:

  • - para "p", alternamos o valor lógico a cada 4 linhas

  • - para "q", alternamos o valor lógico a cada 2 linhas

  • - para "r", alternamos o valor lógico a cada 1 linha.

Esta

é

uma forma

sistemática de abranger todos os casos possíveis.

No

fundo, simplesmente transformamos o diagrama em uma tabela.

E isso ajuda a lembrar que a tabela-verdade de uma proposição composta por n proposições simples terá 2 n linhas.

Exemplo:

se

a

proposição for composta por 2 proposições simples, ela

terá

2 2

= 4

linhas.

Se a proposição for composta por 3 proposições simples, a tabela verdade

terá

2 3

= 8

linhas.

 

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Se a proposição for composta por 4 proposições simples, a tabela verdade

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Se a proposição for composta por 4 proposições

Viu? Vai sempre dobrando (4, 8, 16, 32, ...)

ATENÇÃO:

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Se a proposição for composta por 4 proposições

Se uma proposição é composta por n proposições simples, sua tabela

Agora que já conseguimos relacionar todas as combinações de valores lógicos para p, q e r, podemos continuar montando a tabela verdade.

A proposição composta é:

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Se a proposição for composta por 4 proposições

O parêntesis nos indica que devemos, primeiro, fazer o "e".

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Se a proposição for composta por 4 proposições

V

V

V

 

V

V

F

 

V

F

V

 

V

F

F

 

F

V

V

 

F

V

F

 

F

F

V

 

F

F

F

 

Para tanto, consultamos as colunas p e q. Quando p e q são verdadeiros, a conjunção também é verdadeira.

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Se a proposição for composta por 4 proposições
 

V

V

V

V

 

V

V

F

V

V

F

V

 

V

F

F

 

F

V

V

 

F

V

F

 

F

F

V

 

F

F

F

 

Em qualquer outro caso, ou seja, quando

pelo menos uma das parcelas é

falsa, a conjunção será falsa (em vermelho o que preenchemos agora, em

azul o que já havia sido preenchido).

azul o que já havia sido preenchido).
 
 

V

V

V

V

V

V

F

V

V

F

V

F

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V

F

F

F

F

V

V

F

F

V

F

F

F

F

V

F

F

F

F

F

Pronto. Já fizemos a parcela que está entre parêntesis.

Agora

podemos

finalmente

fazer

a

coluna

da

proposição

composta

desejada.

desejada.
 

V

V

V

 

V

   

V

V

F

 

V

   

V

F

V

 

F

   

V

F

F

 

F

   

F

V

V

 

F

   

F

V

F

 

F

   

F

F

V

 

F

   

F

F

F

 

F

   

Temos um condicional. Suas parcelas são:

1 a parcela: 2 a parcela:
1 a
parcela:
2 a parcela:

O condicional

é

falso

quando a

primeira

parcela é verdadeira

e

segunda é falsa.

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA V F F F F V V F

a

Em qualquer outro caso, o condicional é verdadeiro.

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA V F F F F V V F

V

V

V

V

V

V

V

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V

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V

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V

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V

F

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F F V F V F F F F V
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V

Pronto. Montamos a tabela-verdade da proposição composta Para praticar, vejamos alguns exercícios de concursos.

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA F F V F V F F F

EC 14. Sebrae 2008 [CESPE]

Julgue os itens a seguir:

1.

Considere o quadro abaixo,

que contém algumas colunas da tabela

verdade da proposição

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA F F V F V F F F
RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA F F V F V F F F

V

V

V

 

V

V

V

F

 

V

V

F

V

 

V

V

F

F

 

F

F

V

V

 

V

F

V

F

 

V

F

F

V

 

V

Nesse caso, pode-se afirmar que a última coluna foi preenchida de forma totalmente correta.

2. Considere o quadro abaixo, que apresenta algumas colunas da tabela verdade referente à proposição

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA F F V F V F F F

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RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA V V V V V V F F

V

V

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V

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F

F

V

V

 

V

F

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F

 

F

F

F

V

 

F

F

F

F

 

F

Nesse caso, pode-se afirmar que a última coluna foi preenchida de forma totalmente correta.

Resolução.

Primeiro item.

Note que a tabela-verdade do enunciado tem apenas 7 linhas (faltou uma linha). Este fato, contudo, não fez com que a banca anulasse o item.

A ideia aqui, para ganhar tempo, é não preencher a tabela inteira.

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA V V V V V V F F

V

V

V

   

V

V

F

   

V

F

V

   

V

F

F

   

F

V

V

   

F

V

F

   

F

F

V

   

F

F

F

   

Antes de iniciarmos, é conveniente frisar a forma como foi

construída a

tabela. Observem que,

para a

proposição R, o valor lógico vai alternando

de linha em linha. Para a proposição Q, o valor lógico muda de 2 em 2

linhas. Para P o valor lógico muda de 4 em 4 linhas. Isso é uma forma sistemática de abranger todas as combinações de valores lógicos das três proposições. Caso tivéssemos uma quarta proposição, seus valores lógicos seriam trocados a cada 8 linhas. Sempre assim, sempre dobrando.

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Isso até ajuda

a

lembrar que uma tabela-verdade precisa sempre ter 2 n

linhas, onde n é o número de proposições simples. Se for uma proposição

simples, a tabela terá

2 linhas.

Se forem 2 proposições simples, a tabela

terá 4 linhas, e assim por diante, sempre dobrando.

Continuando a questão. Na última coluna, temos um condicional.

Sua

primeira

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Isso até ajuda a lembrar que uma tabela-verdade

segunda parcela é O único caso em que o condicional é falso é quando a

parcela

é P e sua

primeira parcela é

verdadeira e a segunda é falsa. Logo, o condicional só será falso quando:

P: Verdadeiro

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA TRIBUNAIS PROFESSOR: VÍTOR MENEZE SANTANA Isso até ajuda a lembrar que uma tabela-verdade

A segunda

parcela do condicional é:

A segunda parcela do condicional é: Temos um "ou". Ele só será

Temos um "ou".

Ele

será

falso quando

Q

e

R

forem

falsas.

Logo,

o

único