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Potência em Circ. CA

® Clever Pereira / UFMG

Eletrotécnica – TEXTO Nº 4

POTÊNCIA EM CIRCUITOS EM CORRENTE ALTERNADA

1.

INTRODUÇÃO

Seja o par de grandezas elétricas senoidais dado por

⎧ v t ⎨ ( ) = V cos ω t m ⎩ i t
⎧ v t
( )
=
V
cos
ω t
m
⎩ i t
()
=
I
cos
(
ω
t
θ
)
m
ω t m ⎩ i t () = I cos ( ω t − θ )
⎧ V m V = ∠ 0 2 ⎪ ⎪ ⎨ I ⎪ ⎪ m
V
m
V =
∠ 0
2
⎪ ⎪
I
m
I =
∠−
θ
2
ℑm V ω ℜe θ I ω
ℑm
V
ω
ℜe
θ
I
ω

Potência Instantânea

()

st

=

=

()

vt

VI

m

.

= VI

m

.

.

m

m

( )

it

=

V

m

.

I

m

. cos

ω

.

cos

2

t

[

cos

ω

t

.

cos

ω

t

cos

(

ωθ

t

)

−=

ωθωθ

t

cos

sen

t

sen

]

+=

cos

θ

+

cos

t

ωω

sen

t

sen

θ

 
 

cos 2

a

=

cos(

aa

+=

)

cos

a

cos

a

sen

a

sen

a

=

cos

2

a

sen

2

a

=

 

=

cos

2

a

(

1

−−

cos

22

2cos

)

aa

=

1

Mas sabe-se que

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Ou seja

cos

2 1

a =

+ cos 2 a

2

Sabe-se também que

sen 2a = sen(aa+=)

sen a cos a + cos a sen a = 2sen a cos a

Ou seja

sen 2 a

2

sen

a cos

a =

Substituindo estas duas expressões na equação de s(t) vem que

⎡+⎛ 1 cos 2 ω t ⎞ ⎛⎞ sen 2 ω t ⎤ st (
⎡+⎛
1
cos 2
ω
t
⎛⎞ sen 2
ω
t
st
( )
=
V
.
I
.cos
θ
+=
.sen
θ
⎜⎟
m
m
⎢⎜ ⎣⎝
2
⎠ ⎟
⎝⎠ 2
V
.
I
m
m
=
⎡ ⎣ cos
θ
.
(
1
++ cos 2
ω
t
)
sen
θω
.
()
sen 2
t
⎤ ⎦ =
2
V
I
m
m
=
⎡ ⎣ cos
θ
.
(
1
++ cos 2 t
ω
)
sen
θω
.
()
sen 2
t
⎤ ⎦ =
2
2
=
VI
cos
θ
(
1
++ cos 2 t
ω
)
VI
sen
θω
()
sen 2
t
=
ef
ef
ef
ef
pt ()
qt ()
=
V I co s
θ (
1
+
cos 2
ωt
)
+ VI
sen
θωt
()
sen 2
pt
()
qt
()

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Vê-se que a

potência instantânea s(t) em circuitos CA é formada

por dois termos: o primeiro termo p(t) possui freqüência angular 2ω

e

valor médio P

dado por

P ==P

VI

cos

θ =V

ef

I

ef

cos

θ

Este termo recebe o nome de

efetivamente

médio nulo

.

P .
P
.

Isto

e retrata uma potência

entregue (ou absorvida) e é em geral representada

potência ativa

apenas pela letra

O segundo termo também possui freqüência angular 2ω, mas

valor
valor

indica que nada é

efetivamente

entregue (ou

 

sua identificação

absorvido). Em razão de possuir valor médio nulo,

é feita pelo seu valor de pico

, dado por

Q ==Q VI sen θ =V I sen θ m ef ef
Q
==Q
VI
sen
θ =V
I
sen
θ
m
ef
ef

é

representada normalmente pela letra

reativa é muito importante, principalmente no estabelecimento de campos eletromagnéticos em máquinas elétricas (rotativas ou estacionárias), campos estes necessários para a operação adequada destas máquinas, bem como no estabelecimento de perfis de tensão na transmissão de energia elétrica.

Este segundo termo recebe o nome de

. Dentre outros, a potência

potência reativa

e

Q
Q

Pode-se

 

a

estes

dois

termos

 

P

S

P

=+

jQ

 

=

VI

cos

θ

+

j V I

sen

θ

 

=

V I

(

cos

θ

)

sen

+=

j

θ

VI

e

j

θ

=

(

Ve

j

0

)(

I e

j

θ

)

=

V

.

I

*

associar

0 )( I e j θ ) = V . I * associar complexa S dada

complexa S dada por

e

Q

uma

potência

A equação anterior mostra a principal razão para se utilizar os

e não os fasores valores máximos. Os fasores

para o

cálculo do valor médio P de p(t) e do valor de pico Q de q(t), através

de uma nova grandeza denominada

eficazes permitem a obtenção de uma

fasores eficazes

expressão simples

potência complexa S.

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A

figura a seguir mostra a representação gráfica desta nova

grandeza

no

plano

polar

através

do

chamado

triângulo

das

potências

, onde o ângulo θ, que antes tinha

sentido negativo

, pois

se tratava do ângulo da corrente em relação à tensão, passa a ter

, em razão do conjugado aplicado à corrente na

expressão da potência complexa S.

sentido positivo

ℑm V ω θ I ω
ℑm
V
ω
θ
I
ω

e

Q S Q θ P
Q
S
Q
θ
P

volt-ampere (VA). A unidade

de

Assim, se em corrente contínua (CC), a potência consumida por um resistor ideal era calculada por

A unidade da potência complexa

P
P

é o

watt (W)

e de

Q
Q

é o

S é o volt-ampere reativo (VAr).
S é o volt-ampere reativo (VAr).

S é o

S é o volt-ampere reativo (VAr).
volt-ampere reativo (VAr).
volt-ampere reativo (VAr).
volt-ampere reativo (VAr).

volt-ampere reativo (VAr).

S é o volt-ampere reativo (VAr).
S é o volt-ampere reativo (VAr).

P

=

vi ⋅=

Ri

2

=

v

2

R

em corrente alternada (CA)

resistor ideal

a potência complexa consumida por um

vai ser dada por

* S = P + jQ = V ⋅ I = V ∠ α ⋅
*
S
=
P
+
jQ
=
V
I
=
V ∠
α ⋅
I ∠−
α =
V
⋅ I

onde, na expressão

acima,

α é o ângulo

de fase da tensão

ℑm V ω I α
ℑm
V
ω
I
α
ℑm S = P ℜe só existe a parcela real de
ℑm
S = P
ℜe
só existe a parcela real de

aos terminais do resistor ideal e também da corrente que circula pelo resistor ideal. O leitor pode perceber que

, sendo nula a parcela imaginária de potência

reativa Q, mostrando que o resistor ideal só consome potência ativa.

e

potência ativa P

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A

A função da corrente
função da corrente

função da corrente

A função da corrente
A função da corrente

potência complexa S pode também ser calculada apenas

que circula pelo resistor, dada por

* * S = VI ⋅ = RII ⋅⋅ = R ⋅ I 2 =
*
*
S
=
VI
=
RII
⋅⋅
=
R
I
2 = P

Também pode ser calculada apenas terminais do resistor ideal, dada por

em função da tensão

S

=⋅ VI

* =⋅ V

2 * V V = R R
2
*
V V
=
R
R

= P

em
em

aos

O leitor pode verificar que as expressões de potência P em circuitos CC são idênticas às expressões de potência complexa S em circuitos CA, trocando-se o valor da corrente i pelo módulo do fasor I.

Por outro lado, a potência complexa consumida por um indutor ideal será

* S = P + jQ = V ⋅ I = V ∠ α ⋅
*
S
=
P
+
jQ
=
V
I
=
V
α
I
∠−
(
α
90 )
°
= jV
I
= jQ
L

O

leitor

pode

verificar

que

existe

a

parcela

imaginária

 

de

potência

reativa

Q

,

ℑm V ω α -90° I
ℑm
V
ω
α
-90°
I
ℑm S = j Q ℜe
ℑm
S = j Q
ℜe

e

que esta parcela é positiva, sendo nula

a parcela real de potência ativa P, mostrando que o indutor ideal só consome potência reativa (indutiva).

A

A função da corrente
função da corrente

função da corrente

A função da corrente
A função da corrente

potência complexa S pode também ser calculada apenas

que circula pelo indutor ideal, dada por

 

*

(

 

)

 

**

 
I
I

2

S

=

V

I

 

=

jX

 

I

I

=

jX

I

⋅⋅

I

=

 

L

L

 

jX

= jQ

LL

X

L

=ω L

 

onde

é a reatância indutiva

em
em

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A

A função da tensão
função da tensão

função da tensão

A função da tensão
A função da tensão

potência complexa S pode também ser calculada apenas

aos terminais do indutor ideal, dada por

em
em

S

=⋅ V

I

*

 

=⋅ V

* 2 ⎛ V ⎞ 1 V * = ⋅⋅ VV = j ⎜ ⎟
*
2
V
1
V
*
=
⋅⋅ VV
= j
jX
jX
X
LL
L

= jQ

L

Por sua vez, a potência complexa consumida por um capacitor ideal será

* S = P + jQ = V ⋅ I = V ∠ α ⋅
*
S
=
P
+
jQ
=
V
I
=
V
α
I
∠−
(
α
+
90 )
° =− jV
I
= jQ

C

O leitor pode perceber que para o capacitor ideal, como acontecia para o indutor

ideal,

só existe

a

parcela

imaginária

de

potência reativa

Q,

de

valor

negativo,

sendo

I

ℑm V ω 90° α
ℑm
V
ω
90°
α

e

valor negativo, sendo I ℑm V ω 90° α ℜ e ℑm S = - j
ℑm S = - j Q
ℑm
S = - j Q

e

também nula a parcela real de potência ativa P, mostrando que o capacitor ideal só consome potência reativa negativa (capacitiva), ou seja, ele fornece potência reativa (indutiva).

A

A função da corrente
função da corrente

função da corrente

A função da corrente
A função da corrente

potência complexa S pode também ser calculada apenas

que circula pelo capacitor ideal, dada por

 

*

(

 

)

 

**

 
I
I

2

S

=

V

I

 

=

jX

 

I

I

=

jX

I

⋅⋅

I

=

 

C

C

 

jX

= jQ

CC

X

C

= −

1

ωC

 

onde

em
em

é a reatância capacitiva.

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A

A função da tensão
função da tensão

função da tensão

A função da tensão
A função da tensão

potência complexa S pode também ser calculada apenas

aos terminais do indutor ideal, dada por

em
em

S

=⋅ VI

*

=⋅ V

* 2 2 ⎛ V ⎞ V V = = j ⎜ ⎟ jX −
*
2
2
V
V
V
=
= j
jX
jX
X
C
CC

= jQ

C

FATOR DE POTÊNCIA EM CIRCUITOS CA

2.

O

como o

fator de potência

em circuitos de corrente alternada é definido

 

cosseno do ângulo de fase da tensão em relação à

m

cosseno do ângulo de fase da tensão em relação à ℑ m corrente. Considere pois o

corrente. Considere pois o par de grandezas elétricas senoidais v(t)

e i(t) representados pelos fasores V e I abaixo

⎧= V V ∠ θ ω ⎪ V V ⎨ θ V ⎪ I =
⎧=
V
V
θ
ω
V
V
θ
V
I =
I
θ
I
θ I
I
Seguindo a definição acima vem que
ω
⎞⎤
fator de potência
=
fp cos arg
=−
θ
θ
)
⎜ ⎝
V cos(
I
V
I
⎟⎥ ⎠⎦

e

Por outro lado, o par de fasores V e I definem uma impedância aparente Z dada por

V V Z ∠= θ Z I I
V
V
Z
∠=
θ
Z
I
I

Z ==

θ

∠−

V

θ

I

Logo, o

pode ser definido como o

fator de potência, ou seja
fator de potência, ou seja
fator de potência, ou seja

fator de potência, ou seja

fator de potência, ou seja
fator de potência, ou seja

cosseno do ângulo da impedância aparente Z também

fp cos arg( Z ⎤ ==θ ) cos cos( θ −θ ) ⎣ ⎡ ⎦
fp cos arg( Z ⎤ ==θ
)
cos
cos(
θ
−θ
)
⎣ ⎡
Z
V
I

Ainda considerando o par de fasores V e I, define-se também uma potência complexa S associada a este par dada por

S ∠ θ = V ∠ θ ⋅ ( I S V
S
θ
=
V
θ
(
I
S
V

I

* ) = V ⋅∠ I
*
)
=
V
⋅∠
I

VI

S

=⋅

VI

*

=

θ

θθ

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Logo, o

ser definido como o

cosseno do ângulo da potência complexa S
cosseno do ângulo da potência complexa S

cosseno do ângulo da potência complexa S

cosseno do ângulo da potência complexa S fator de potência, ou seja

fator de potência, ou seja

cosseno do ângulo da potência complexa S fator de potência, ou seja

também pode

fp cos arg( S ⎤ ==θ ) cos cos( θ −θ ) ⎣ ⎡ ⎦
fp cos arg( S ⎤ ==θ
)
cos
cos(
θ
−θ
)
⎣ ⎡
S
VI

Uma vez que o

cos cos( θ −θ ) ⎣ ⎡ ⎦ S VI Uma vez que o cosseno é

cosseno é uma função par, tem-se que

cosθ = cos(θ )

Desta forma é impossível determinar o ângulo que a tensão faz em relação à corrente simplesmente pelo fator de potência. Deve-se agregar mais uma informação, ou seja, se a corrente está adiantada ou atrasada em relação á tensão. Desta forma, chamando

θ

−=θθθθ=

Z

S

=

VI

então podem existir três situações distintas

     

m

Fator de potência indutivo ou atrasado

V θ > 0 I
V
θ
> 0
I

e

   

Corrente atrasada

   

θ > 0

em relação à tensão

     

m

I V θ = 0
I
V
θ
= 0

e

 

Corrente em fase

 

Fator de potência unitário

θ = 0

com a tensão

     

m

Fator de potência capacitivo ou adiantado

I θ < 0 V
I
θ
< 0
V

e

 

Corrente adiantada

 

θ < 0

em relação à tensão

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Exemplo

: Certa instalação possui uma potência nominal instalada

de 128 kW, com fator de potência 0,8 indutivo, quando alimentada por uma tensão de 8,0 kV. Sabendo-se que a freqüência de serviço é 60 Hz, pede-se calcular:

(a)

a corrente nominal desta instalação para carga completa;

(b)

sua expressão no tempo;

(c)

a potência reativa que esta instalação absorve.

(d)

Desenhar o triângulo de potências correspondente à esta situação.

(e)

Especificar um capacitor para ser ligado em paralelo com esta instalação tal que o fator de potência resultante seja de 0,95 capacitivo.

(f)

Qual vai ser o novo valor da corrente fornecida pela fonte à instalação?

Solução:

A figura abaixo mostra a situação inicial (1) da instalação descrita no problema, onde P 1 , Q 1 , S 1 e θ 1 são respectivamente a potência ativa, a potência reativa, a potência complexa e o ângulo de fase da tensão em relação à corrente, para a condição descrita.

+

E

_

I 1 V 1
I 1
V 1

R

j X L

ℑm S 1 Q 1 θ 1 = arccos 0,8 P 1
ℑm
S 1
Q 1
θ 1 = arccos 0,8
P 1

e

(a) Sabe-se que a potência ativa P 1 é dada por

P =

1

VI 11
VI
11

cos

θ

1

Assim, o módulo da corrente a plena carga vai ser

P 128000 1 I == 1 V 1 cos θ 1 8000 0,8 ⋅
P
128000
1
I
==
1
V 1 cos
θ 1 8000 0,8

= 20 A

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O ângulo de fase entre da tensão em relação à corrente é

θ 1 = arccos0,8 36,87

Considerando a tensão na referência, ou seja

EV=

1

= 8000∠°0 V

E como o fator de potência é indutivo, então a corrente está atrasada em relação à tensão, ou seja,

(b)

(c)

I 1 = 20∠− 36,87° A

A onda de corrente no tempo vai ser

it( ) = 20

1

2 cos 377 t − 36,87 °= 28,28cos 377 t − 36,87 ° ( )

2 cos 377t 36,87°= 28,28cos 377t 36,87°

(

)

(

)

A

 

Q

A potência reativa Q 1 vai ser

Q 1 sen = VI θ = 1 8000 20 sen(36,87) ⋅⋅ = 11 =
Q 1 sen
=
VI
θ =
1 8000 20 sen(36,87)
⋅⋅
=
11
=
96000
VAr indutivos
(
)
=
96
kVAr indutivos
(
)

(d)

(e)

De acordo com os valores calculados, a representação gráfica dos fasores e do triângulo de potências vão ser

ℑm V = 8000 V ω θ = – 36,87° I = 20 A ω
ℑm
V = 8000 V
ω
θ = – 36,87°
I = 20 A
ω

e

ℑm S = 160 kVA Q = 96 kVAr θ = 36,87° ℜe P =128
ℑm
S = 160 kVA
Q = 96 kVAr
θ = 36,87°
ℜe
P =128 kW

A figura a seguir mostra o novo circuito a ser analisado com a introdução do capacitor em paralelo com a carga. Ela também mostra, em termos das potências, a condição inicial (1) e a final (2), após a instalação do capacitor em paralelo com a carga. Pela figura pode-se verificar que condição final (2) é tal que a potência ativa permanece a mesma e muda-se apenas a potência reativa, de forma que o ângulo da potência complexa final (2) é igual ao arccos(0,95), lembrando que, neste caso, este

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ângulo é negativo, pois o fator de potência para a condição final é capacitivo. Já a potência ativa permanece a mesma na condição final (2), pois a introdução de um capacitor em paralelo com a carga não vai implicar em consumo de potência ativa, que permanece a mesma.

I 2 I L I C + R E j X C _ j X
I 2
I L
I C
+
R
E
j X C
_
j X L
Efetuando-se os cálculos vem que
θ
=− arccos0,95 =−18,20°
2
ℑm S 1 Q 1 Q C θ 1 = 36,87° P 1 = P
ℑm
S 1
Q 1
Q C
θ 1 = 36,87°
P 1 = P 2
ℜe
θ 2 = - arccos 0,95
Q 2
S 2

A potência reativa para a condição final vai ser

Q 2

= P tan 18,20° =128 ⋅ −0,329 =−42,072 kVAr

2

(

)

(

)

A potência reativa capacitiva necessária para se alcançar a

condição final (2) é

= Q + Q ⇒ Q = Q − Q =− 42,072 − 96 =−
= Q
+ Q
Q
= Q
− Q =−
42,072
96
=−
138,072
kVAr
Q 2
1
C
C
21

A potência reativa consumida por um capacitor em função da

tensão aos seus terminais é da forma

2 V Q = 2 X C
2
V
Q
=
2 X
C

Logo, a reatância capacitiva deste capacitor vai ser dada por

X

2 2 V 8000 = = C Q 2 − 138072
2
2
V
8000
=
=
C Q
2 − 138072

=−

463,53

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O valor da capacitância do capacitor vai ser então

1

11 =−

X

=−

C

=−

= 5,73

µ F

C

ω

C

ω

X

C 377

(

463,53

)

Este é o valor da capacitância do capacitor que, se colocado em paralelo com a carga, vai transformar o fator de potência da instalação de 0,8 indutivo para 0,95 capacitivo.

(f) A nova corrente fornecida pela fonte à carga total na condição final (2) vai ser dada por

 

*

(

P

2

+

jQ

2

) *

 

S

 

=⋅

VI

*

I

*

S

2

S

2

     

=

=

 
 

2

22

 

2

V

2

I

2

=

VV

22

*

*

 
 

(

P

2

+

 

)

*

*

I

 

jQ

2

 

(

128000

j

42072

)

 

A

=

=

 

=

2

 

V

2

*

 

(

8000

0

°

)

*

16,84

∠° 18,2

   

Ou seja

O leitor pode verificar que a corrente passou de um valor inicial

de 20-36,87° A, para um valor final de 16,8418,2 ° A. Para as companhias concessionárias esta redução é benéfica tendo em vista que menos corrente irá circular pelos cabos dos seus sistemas de transmissão e distribuição, resultando em menores perdas joulicas (= R I 2 ).