UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DEPTO DE BIOLOGIA ANIMAL E VEGETAL MORFOLOGIA DO CAULE CONCEITO: órgão vegetativo

da planta que apresenta estreita relação com as folhas. É muito mais diversificado que as raízes, pois o ambiente aéreo apresenta maior variação frente ao subterrâneo. FUNÇÕES: transporte, sustentação e reserva. ORIGEM: meristema apical caulinar do embrião e gemas axilares. PARTES CONSTITUINTES: Ápice caulinar - é constituído por um meristema cônico, protegido pelos primórdios foliares Gemas axilares - na axila das folhas aparecem às gemas axilares ou laterais. Estas gemas podem desenvolver-se e originar os ramos ou flores. Nó - região do caule onde se inserem as folhas e estão presentes uma ou mais gemas axilares. Entrenó - região do caule compreendida entre dois nós sucessivos. Sua estrutura anatômica é diferente daquela do nó. DIREÇÃO DE CRESCIMENTO: Ortótropos - como consequência da ação unilateral de um estímulo (luz, gravidade, etc.), o caule cresce em posição vertical em relação a direção do mesmo. Ex: caule principal das árvores. Plagiótropo - quando o crescimento é obliquo ou transversal em relação a direção do estímulo. Ex: ramos das árvores. TIPOS BÁSICOS DE RAMIFICAÇÃO DAS ESPERMATÓFITAS: Monopódio - quando o eixo principal é formado pela atividade de uma gema. O eixo principal difere, acentuadamente, em espessura em relação aos ramos laterais. Ex: pinheiros e palmeiras. Simpódio - quando o eixo principal é formado pelo desenvolvimento sucessivo de várias gemas. Ou seja, o eixo principal constitue um corpo axial integrado por vários segmentos monopódicos unidos por seus extremos. Não há grande diferença na espessura dos ramos. Este tipo de ramificação é próprio da grande maioria das árvores. CONSISTÊNCIA: Herbáceos - caules flexíveis por apresentar poucas células lignificadas. Ex: ervas em geral. Lenhosos - caules rígidos por apresentar grande desenvolvimento de células com paredes lignificadas (xilema secundário). Ex: árvores e arbustos em geral. ALONGAMENTO DOS ENTRENÓS: Caulescentes - os entrenós alongam-se consideravelmente, formando um caule aparente com folhas nitidamente separadas. Ex: árvores, arbustos e ervas. Acaulescentes - o alongamento dos entrenós é desprezível. Neste caso, as folhas aparecem muito juntas (roseta) sobre um caule muito curto, aparentemente inexistente. Ex: alface, acelga, repolho, etc. TIPOS DE CAULE: Tronco ou fuste - caule aéreo, lenhoso e maciço, de estrutura secundária, característico de árvores e arbustos. Ex: manga, imbuia, mogno, etc.

água. Ex: feijão de porco.caule aéreo. geralmente não ramificado. o crescimento é indeterminado. lenhoso. Ex: palmeiras.caule aéreo. São responsáveis pela propagação vegetativa destas espécies. ramos aéreos e raízes adventícias. apresentando apenas folhas protetoras. amilífero e normalmente composto por um único entrenó Tubérculo . possuindo catafilos (folhas escamiformes). herbáceo. São freqüentes nas monocotiledôneas. com um tufo apical de folhas. herbáceo ou lenhoso. Armazenam amido. com grande desenvolvimento de parênquima aquífero. de estrutura primária. aspargo.o eixo aparece engrossado e coberto pelas bases membranosas ou papiráceas das folhas (açafrão. OUTRAS ESTRUTURAS CAULINARES: Estolho .). Bulbo escamoso . radicial ou ambas. Haste .caules aéreos. mas podem ser aéreos (Monstera sp).são ramos laterais modificados. etc. tiririca). etc. Muito comum em plantas de clima árido. dispostas concentricamente e carregadas de substâncias de reserva (cebola). Um bulbo é sempre um órgão de reserva. Típico das Graminae.caule aéreo. feijão de corda. de forma variada. de estrutura primária. cilíndrico e maciço. Geralmente são subterrâneos (espada de são jorge. Em determinados nós. que depende de um suporte e de estruturas especiais de sustentação para atingir a zona de luz. Caules suculentos . Prostrado ou rastejante . Ex: moranguinho. Podem transportar folhas rudimentares ou flores. Ex: laranjeira.caule herbáceo ou lenhoso. É uma porção caulinar engrossada devido ao acúmulo de substâncias de reserva. herbáceo ou lenhoso. É próprio de climas áridos. Cladódio . lignificado. observam-se gemas e. aguapé. Bulbo tunicado . Bulbo . etc.o prato é rodeado pelas bases persistentes das folhas. bananeira.sarmentoso como na melancia. Em sua superfície. gladíolo). Eles podem ser dextrorsos ou sinistrorsos. Pode ser sólido (cana-de-açúcar) ou fistuloso (bambu). alongado. especializado na fotossíntese devido à redução da superfície foliar. responsáveis pela formação de novos bulbos. Ex: figo da india. Colmo . Ex: uva Espinhos . Bulbo sólido ou cormo . Escapo . Posteriormente o estolho se rompe e as plantas se individualizam. herbáceo ou lenhoso. É comum nas plantas do cerrado. com aspecto de folha.caule aéreo. Ex: cactos. Geralmente são subterrâneos (batatinha. podendo ser de natureza caulinar. possuindo gema apical desenvolvida e catafilos ou base de folhas. desprovido de folhas típicas que transporta em seu ápice. Nas axilas destas folhas formam-se gemas axilares. Túbera – Caule principal intumescido. pontiagudos e endurecidos. Alguns autores o distinguem do filocládio. especializados na defesa contra os herbívoros. a planta enraíza e produz ramo aéreo vertical. mas podem ser aéreos (cará de árvore .caule aéreo.é um ramo que se origina de um bulbo. é incapaz de sustentar-se. samambaias. .caule aéreo. gemas. catafilos. delgado. enquanto naquele. enraizando apenas em um no ponto .são ramos laterais atrofiados.órgão subterrâneo.Estipe . Trepador .estolonífero como na abóbora.sobre o prato.caule de crescimento horizontal. de estrutura primária. Ex: gavinhas (maracujá. Xilopódio . que cresce apoiando-se no solo. uva) ou raízes grampiformes (hera). as flores.caule propriamente dito). enrola-se em suportes podendo atingir a zona de luz. com nós e entrenós visíveis. densamente dispostas no prato (parte axial disciforme . São freqüentes nos trópicos. capazes de fixar-se a suportes mantendo erguido o caule principal. os catafilos dispõem-se densamente imbricados e carregados de substâncias de reserva (açucena).nesta espécie os tubérculos são formados a partir de gemas axilares).não constitue o caule principal da planta.ramo lateral que nasce na base do caule e cresce sobre o solo.sistema caulinar subterrâneo curto.. Rizoma . rizoma. Ex: lírio Gavinhas . chuchu. Ex: ervas em geral. Volúvel . achatado. ou produzindo raízes em nós subseqüentes . às vezes. por este ter crescimento determinado. promovendo a propagação vegetativa.

que representam estruturas de armazenamento e brotamento. Caméfitos – apresentam gemas de brotamento no sistema aéreo. estando protegida durante a estação climática desfavorável (especialmente hídrica). seus ramos secam e caem periodicamente. em sistemas aéreos bem expostos. porém abaixo de certa altura (até no máximo 50 cm). Hemicriptófitos – apresentam gemas de brotamento no sistema subterrâneo. Suas sementes sobrevivem a estação desfavorável (especialmente hídrica) protegidas pelo substrato. Fanerófitos – gemas de brotamento acima de 25 cm (50 cm de acordo com outros autores). É típica de desertos e semidesertos frios (secos) e região ártica. mas em nível do solo. Na estação desfavorável.OBS: As gavinhas e os espinhos também podem ser de origem foliar. geralmente protegidas por escamas. acima da superfície do solo. É típica de climas fortemente sazonais como os climas temperados frios e altas montanhas. enterradas no solo. . FORMAS DE VIDA DE RAUNKIAER (Classes) Terófitos – completam seus ciclos de vida dentro de uma mesma estação climática favorável. Podem ocorrer nas savanas (xilopódios). Geófitos – apresentam gemas de brotamento no sistema subterrâneo. folhas ou bainhas foliares vivas ou mortas. pela serapilheira ou pela neve. As gemas são protegidas pelos restos mortos do sistema aéreo.

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