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Norma

Código

Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo   SM01.00-00.002

Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

 

SM01.00-00.002

Processo

Edição

Folha

Atendimento aos Clientes

 

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Atividade

Data

07/08/2009

HISTÓRICO DE MODIFICAÇÕES

Edição

Data

Alterações em relação à edição anterior

28/10/2002

Edição inicial.

25/01/2005

Padronização do barramento blindado e caixas plásticas.

28/07/2005

Padronização dos centros de medição CM6 e CM9, do Centro de Distribuição CD metálicos e adequação aos requisitos da NR10.

15/07/2006

Alteração do ramal de ligação em média tensão com apenas três condutores, estabelecimento da distância máxima de 40 m entre ponto de entrega/subestação e CDM, inclusão de reagrupamento de unidades consumidoras, exigência de projeto apenas a partir de seis unidades ou 75 kW, restrição do CM com caixas plásticas polifásicas para apenas seis unidades, exigência do prontuário de instalações elétricas e revisão de materiais se subestação abrigada.

31/07/2007

Adequação ao novo padrão de normativos no SGN; Alteração no limite de demanda máxima para atendimento em Baixa Tensão a Edificações de Múltiplas Unidades Consumidoras de 112,5 kVA para 225 kVA; Padronização de Subestação com Dupla Transformação; Recomendação do uso de DPS e DR; Padronização do fornecimento à unidade consumidora do Grupo A através de entrada de serviço distinta.

19/12/2007

Inclusão do item 4.9, que padroniza, para as unidades consumidoras do grupo B trifásicas, o medidor eletrônico, o qual permite medição de energia consumida ativa e reativa; definição das classes de faturamento para as quais a CELPE deve passar a faturar o consumo de energia elétrica ativa e reativa excedente, conforme resolução ANEEL 456/2000; alteração do limite máximo de 20 metros para até 40 metros entre o CDM e o limite de propriedade com a via pública, para as edificações de múltiplas unidades consumidoras atendidas a partir da rede de distribuição em baixa tensão da CELPE; limitação da distância máxima em 20 metros entre a subestação interna ao imóvel e o CDM.

07/08/2009

Atualização dos quadros QDG, CD, CM e CDM para tipo I e tipo II; padronização do CD tipo III; opção para a unidade consumidora "condomínio" das edificações com demanda entre 75 e 112,5 kVA ser ligada em baixa tensão (grupo B); padronização da dupla entrada de serviço em média tensão; adequação ao novo sistema comercial SAP x CCS; padronização da caixa de inspeção na base do QDG ou CD; unidades consumidoras do grupo A atendidas com transformador até 300 kVA, podem ser ligadas sem a necessidade de instalação do cubículo de proteção fusível.

GRUPOS DE ACESSO

Nome dos grupos

Diretor-Presidente, Superintendentes, Gerentes, Gestores, Funcionários e Prestadores de Serviços.

 

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NORMATIVOS ASSOCIADOS

Nome dos normativos

SM01.00-00.001 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária de Distribuição a Edificações Individuais.

SM01.00-00.004 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Primária de Distribuição Classe 15 kV.

SM01.00-00.006 Instalação de Geradores Particulares em Baixa Tensão.

SM01.00-00.007 Paralelismo Momentâneo de Gerador com o Sistema de Distribuição, com Operação em Rampa.

VR01.01-00.004 Especificação de Caixas para Medidores.

VR01.01-00.007 Especificação de Cubículos Modulares 15 kV.

VR01.01-00.074 Especificação Sucinta de Caixa Modelo F3 - Uso Externo.

VR01.01-00.075 Especificação Sucinta de Caixa Modelo F4 - Uso Externo.

VR01.01-00.078 Especificação Sucinta de Centro de Distribuição - CD (Tipo 01).

VR01.01-00.079 Especificação Sucinta de Centro de Medição para 6 Medidores - CM-6 (Tipo 01).

VR01.01-00.080 Especificação Sucinta de Centro de Medição para 9 Medidores - CM-9 (Tipo 01).

VR01.01-00.199 Especificação Sucinta de Caixa Modelo F6.

VR01.01-00.220 Especificação Sucinta de Quadro de Distribuição Geral - QDG (Tipo 01).

VR01.01-00.223 Especificação Sucinta de Centro de Medição para 6 Medidores - CM-6 (Tipo 02).

VR01.01-00.224 Especificação Sucinta de Centro de Medição para 9 Medidores - CM-9 (Tipo 02).

VR01.01-00.225 Especificação Sucinta de Centro de Distribuição - CD (Tipo 02).

VR01.01-00.226 Especificação Sucinta de Quadro de Distribuição Geral - QDG (Tipo 02).

VR01.01-00.227 Especificação Sucinta de Centro de Distribuição - CD (Tipo 03).

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Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo ÍNDICE   Página 1. OBJETIVO 3 2.

ÍNDICE

 

Página

1. OBJETIVO

3

2. RESPONSABILIDADES

3

3. DEFINIÇÕES

3

4. CRITÉRIOS

3

5. REFERÊNCIAS

3

6. APROVAÇÃO

3

ANEXO I. TABELAS

33

TABELA

TABELA

06

07

POTÊNCIA DOS APARELHOS ELETRODOMÉSTICOS

3

ELOS FUSÍVEIS

TABELA 08 – POSTE PARTICULAR EM BAIXA TENSÃO

3

3

TABELA 09 – ESCOLHA DO TRANSFORMADOR E POSTE PARA SUBESTAÇÃO AÉREA

3

TABELA 10 – BARRAMENTO DE COBRE PARA O QDG

3

– TABELA 12 – DEMANDA INDIVIDUAL DO APARTAMENTO EM FUNÇÃO DA ÁREA ÚTIL

TABELA

11

CONDUTORES PARA ATERRAMENTO

3

3

TABELA 13 – FATOR DE DIVERSIDADE EM FUNÇÃO DO NÚMERO DE APARTAMENTOS

3

TABELA 14 – FATORES DE POTÊNCIA TÍPICOS

3

TABELA 15 – FATORES DE DEMANDA PARA ILUMINAÇÃO E TOMADAS

3

TABELA 16 – DEMANDA DIVERSIFICADA EM KVA PARA MOTORES

3

TABELA 17 – DIMENSIONAMENTO DO RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO

3

TABELA 18 – FATORES DE DIVERSIDADE PARA CONDICIONADORES DE AR

3

TABELA 19 - FUSÍVEIS EM MÉDIA TENSÃO PARA CUBÍCULO MODULAR

3

TABELA 20 – DISPOSITIVOS DE PARTIDA PARA MOTORES TRIFÁSICOS

3

TABELA 21 – QUADROS DE MEDIÇÃO EM EDIFICAÇÕES DE USO COLETIVO

3

ANEXO II - DESENHOS DE REFERÊNCIA

3

DESENHO 01 – PADRÃO DE ENTRADA E PONTO DE ENTREGA EM BAIXA TENSÃO

3

DESENHO 02 – ENTRADA DE SERVIÇO E PONTO DE ENTREGA EM BAIXA TENSÃO

3

DESENHO 03 – ENTRADA DE SERVIÇO COM RAMAL DE ENTRADA EMBUTIDO NA PAREDE

3

DESENHO 04 – RAMAL DE ENTRADA SUBTERRÂNEO EM BAIXA TENSÃO

3

DESENHO 05 – LIGAÇÃO DE UNIDADES CONSUMIDORAS INDIVIDUAIS LOCALIZ. EM VIELAS

3

DESENHO 06 – AFASTAMENTOS MÍNIMOS PARA REDES DE BAIXA E MÉDIA TENSÃO

3

DESENHO 07 – DETALHES CONSTRUTIVOS PARA CAIXA DE INSPEÇÃO DE BT

3

DESENHO 08A – CAIXA DE INSPEÇÃO METÁLICA BT (RAMAL DE ENTRADA APARENTE)

3

DESENHO 08B - CAIXA DE INSPEÇÃO METÁLICA INSTALADA NA BASE DO QDG OU CD

57

DESENHO 09 – CAIXA DE INSPEÇÃO METÁLICA (RAMAL DE LIGAÇÃO EM MT APARENTE)

58

DESENHO 10 – CAIXA DE INSPEÇÃO EM ALVENARIA PARA MÉDIA TENSÃO

3

DESENHO 11A – RAMAL DE LIGAÇÃO SUBTERRÂNEO EM MÉDIA TENSÃO

3

RELAÇÃO DE MATERIAL PARA ENTRADA DE SERVIÇO SUBTERRÂNEA EM MÉDIA TENSÃO

3

DESENHO 11B - ENTRADA DE SERVIÇO DUPLA SUBTERRÂNEA EM MÉDIA TENSÃO

3

RELAÇÃO DE MATERIAL PARA ENTRADA DE SERVIÇO DUPLA SUBTER. EM MÉDIA TENSÃO

3

DESENHO 11C - ENTRADA DE SERVIÇO DUPLA SUBTERRÂNEA EM MÉDIA TENSÃO

64

DESENHO 12 – SUBESTAÇÃO AÉREA COM DUPLA TRANSFORMAÇÃO NA ÁREA DE RECUO DA

65

RELAÇÃO DE MATERIAL PARA SUBESTAÇÃO AÉREA COM DUPLA TRANSFORMAÇÃO NA ÁREA

3

DESENHO 13 – SUBESTAÇÃO AÉREA COM DUPLA TRANSFORMAÇÃO NA ÁREA DE RECUO DA

3

RELAÇÃO DE MATERIAL PARA SUBESTAÇÃO AÉREA COM DUPLA TRANSFORMAÇÃO NA ÁREA DE RECUO (DERIVAÇÃO DE RD CONVENCIONAL) DESENHO 14 – CAIXA DE INSPEÇÃO E CONECTORES DE ATERRAMENTO PADRONIZADOS DESENHO 15 – SISTEMA DE DRENAGEM E COLETA DE ÓLEO PARA SUBESTAÇÃO ABRIGADA DESENHO 16 – CAIXA SELADA COM VISOR PARA GUARDA DA CHAVE DA SUBESTAÇÃO DESENHO 17 – PLACA DE ADVERTÊNCIA - PERIGO DE MORTE DESENHO 18 – PLACA DE ADVERTÊNCIA - BLOQUEIO DE EQUIPAMENTO DESENHO 19 – MODELO DE LIGAÇÃO DE CASAS GEMINADAS EM BAIXA TENSÃO

3

3

3

3

3

3

EDIFICAÇÃO (DERIVAÇÃO DE RD CONVENCIONAL)

DE RECUO DA EDIFICAÇÃO (DERIVAÇÃO DE RD COMPACTA)

EDIFICAÇÃO (DERIVAÇÃO DE RD COMPACTA)

3

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo DESENHO 20 – MODELO DE LIGAÇÃO PARA DUAS

DESENHO 20 – MODELO DE LIGAÇÃO PARA DUAS UNIDADES CONSUMIDORAS SITUADAS EM UM

MESMO TERRENO SEM ÁREA DE USO COMUM

3

DESENHO 21A – QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO GERAL - QDG TIPO I

3

DESENHO 21B – QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO GERAL - QDG TIPO II

3

DESENHO 22A – CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO (CD) COM BARRAMENTO BLINDADO - TIPO I

3

DESENHO 22B – CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO (CD) COM BARRAMENTO BLINDADO - TIPO II

3

DESENHO 22C – CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO (CD) COM BARRAMENTO BLINDADO - TIPO III DESENHO 23 – CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO E MEDIÇÃO (CDM) COM CAIXAS DE MEDIÇÃO

3

PLÁSTICAS INDIVIDUAIS MONOFÁSICAS

3

DESENHO 24 - CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO E MEDIÇÃO (CDM) COM CAIXAS DE MEDIÇÃO

PLÁSTICAS INDIVIDUAIS TRIFÁSICAS DESENHO 25 - BARRAMENTO BLINDADO PARA O CENTRO DE MEDIÇÃO - CM DESENHO 26 – TERM. DE PRESSÃO PARA CONEXÃO DOS CONDUTORES AO BARRAM. DO QDG DESENHO 27 – ARRANJOS PARA MONTAGEM DO CDM DESENHO 28A – CDM - CAIXAS DE MEDIÇÃO PLÁSTICAS PADRONIZADAS DESENHO 28B – CDM - CAIXAS DE MEDIÇÃO PLÁSTICAS PADRONIZADAS - CD TIPO III DESENHO 29 – AMARRAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE CONDUTORES DO RAMAL DE ENTRADA

DESENHO 30 – MEDIÇÃO AGRUPADA EM MURETA

88

3

87

86

3

3

3

3

DESENHO 31 – CAIXAS DE MEDIÇÃO PLÁSTICAS PADRONIZADAS DESENHO 32A – CENTRO DE MEDIÇÃO - ARMÁRIO MODULAR METÁLICO (CM-6) - TIPO I DESENHO 32B – CENTRO DE MEDIÇÃO - ARMÁRIO MODULAR METÁLICO (CM-6) - TIPO II DESENHO 33A - CENTRO DE MEDIÇÃO - ARMÁRIO MODULAR (CM-9) - TIPO I DESENHO 33B - CENTRO DE MEDIÇÃO - ARMÁRIO MODULAR (CM-9) - TIPO II DESENHO 34 – ATERRAMENTO DO QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO GERAL (QDG) E CENTRO DE

3

3

3

3

3

DISTRIBUIÇÃO E MEDIÇÃO (CDM)

3

DESENHO

35 – DIAGRAMAS UNIFILARES

3

DESENHO 36A – CUBÍCULO MODULAR FUSÍVEL 15 KV

3

DESENHO 36B – SUBESTAÇÃO PARA TRANSFORMADOR A PARTIR DE 500 KVA EQUIPADA COM

CUBÍCULO MODULAR

3

DESENHO 37 – DIAGRAMA UNIFILAR PARA SUBESTAÇÃO DE POTÊNCIA 500 KVA

3

DESENHO 38 – SUBESTAÇÃO ABRIGADA PARA DOIS TRANSFORMADORES DE 225 KVA

3

DESENHO 39 – DIAGRAMA UNIFILAR PARA SUBESTAÇÃO DE DOIS TRANSFORMADORES DE

POTÊNCIA 225 KVA

3

DESENHO 40 – SUBESTAÇÃO COM BASE RESERVA PARA INSTALAÇÃO DE FUTURO

3

DESENHO 41 – SUBESTAÇÃO ABRIGADA COM TRANSFORMADOR PARTICULAR (CONSUMIDOR

DO GRUPO "A" LOCALIZADO EM EDIFICAÇÃO DE USO COLETIVO) DESENHO 42 – DIAGRAMA UNIFILAR PARA SUBESTAÇÃO COM TRANSFORMADOR PART DESENHO 43 – SUBESTAÇÃO COM BASE RESERVA PARA INSTALAÇÃO DE FUTURO

3

3

TRANSFORMADOR (2BASES)

TRANSFORMADOR (3 BASES)

DESENHO 44 – DIAGRAMA UNIFILAR PARA SUBESTAÇÃO ABRIGADA COM BASE RESERVA PARA

3

INSTALAÇÃO DE FUTURO TRANSFORMADOR (3 BASES) DESENHO 45 – SUBESTAÇÃO COM QUATRO TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA 225 KVA

3

3

DESENHO 46 – DIAGRAMA UNIFILAR PARA SUBESTAÇÃO COM QUATRO TRANSFORMADORES DE

POTÊNCIA 225 KVA DESENHO 47 – SUBESTAÇÃO COM TRÊS TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA 500 KVA DESENHO 48 – DIAGRAMA UNIFILAR PARA SUBESTAÇÃO DE POTÊNCIA 1500 KVA DESENHO 49 - CANALETA E GRADE PARA SUBESTAÇÃO ABRIGADA DESENHO 50 - CAIXA PARA PRONTUÁRIO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DESENHO 51 - CAIXA DE MEDIÇÃO TIPO F6 PARA MEDIÇÃO DO CONDOMÍNIO - OPCIONAL DESENHO 52 - CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO E MEDIÇÃO TIPO I - 12 MEDIDORES - CDM 12 DESENHO 53 - CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO E MEDIÇÃO TIPO II - 12 MEDIDORES - CDM 12 DESENHO 54 - CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO E MEDIÇÃO TIPO I - 18 MEDIDORES - CDM 18 DESENHO 55 - CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO E MEDIÇÃO TIPO II - 18 MEDIDORES - CDM 18 ANEXO III – MODELO DE REQUERIMENTO PARA ANÁLISE DE PROJETO ANEXO IV - MODELO DE REQUERIMENTO PARA INSPEÇÃO E LIGAÇÃO ANEXO V - MODELO DE PROTOCOLO DE ENTREGA DE DOCUMENTAÇÃO DE PROJETO

3

3

3

3

3

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 1.OBJETIVO Padronizar as entradas de serviço e estabelecer

1.OBJETIVO

Padronizar as entradas de serviço e estabelecer as condições para o fornecimento de energia elétrica a unidades consumidoras localizadas em edificações de uso coletivo.

2.RESPONSABILIDADES

Competem aos órgãos de planejamento, suprimento, segurança, engenharia, projeto, construção, ligação, operação, manutenção, comercial e atendimento a clientes, assim como aos consumidores, cumprir o estabelecido neste instrumento normativo.

3.DEFINIÇÕES

3.1Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT Associação privada sem fins lucrativos responsável pela elaboração das normas no Brasil.

3.2Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL Autarquia em regime especial, vinculada ao Ministério de Minas e Energia - MME criada pela lei 9.427 de 26/12/1996, com a finalidade de regular e fiscalizar a geração, transmissão, distribuição e comercialização da energia elétrica.

3.3Aterramento

Ligação elétrica intencional e de baixa impedância com a terra.

3.4Carga Especial Equipamento que, pelas suas características de funcionamento ou potência, possa prejudicar a qualidade do fornecimento a outros consumidores.

3.5Carga Instalada Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora, em condições de entrar em funcionamento, expressa em quilowatts (kW).

3.6Centro de Distribuição e Medição Módulo constituído de proteção geral alimentado diretamente da rede de distribuição secundária, da subestação do edifício ou de um Quadro de Distribuição Geral.

3.7Centro de Medição Agrupamento de caixas de medição ou armário modular em chapa metálica, destinado à instalação dos equipamentos de medição de energia elétrica da concessionária.

3.8Circuito Alimentador Condutores instalados entre o Quadro de Distribuição Geral e o Centro de Distribuição e Medição.

3.9Concessionária

Agente titular de concessão ou permissão federal para prestar serviço público de energia elétrica.

3.10Consumidor

Pessoa física ou jurídica, ou comunhão de fato ou de direito, legalmente representada, que solicitar a CELPE o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas pelas normas e regulamentos da ANEEL, assim vinculando-se aos contratos de fornecimento, de uso, e de conexão ou de adesão, conforme cada caso.

3.11Cubículos Modulares Equipamentos de reduzidas dimensões, para aplicação em média tensão, com função específica de proteção e seccionamento, independentes de outros equipamentos.

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 3.12 Demanda Média das potências ativas ou reativas,

3.12Demanda

Média das potências ativas ou reativas, solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora, durante um intervalo de tempo específico.

3.13Demanda Máxima Máxima potência elétrica, expressa em kVA, solicitada por uma unidade consumidora durante um período de tempo especificado.

3.14Dispositivo de Proteção contra Surtos - DPS Dispositivo destinado a prover proteção contra sobretensões transitórias (de origem atmosférica ou surtos de manobra, transmitidas pela rede de distribuição) nas instalações elétricas da edificação.

3.15Dispositivo de Proteção Diferencial-Residual - DR Dispositivo destinado a prover proteção contra correntes de fuga residuais nas instalações elétricas internas da unidade consumidora.

3.16Edificação de Uso Coletivo Conjunto vertical ou horizontal com duas ou mais unidades consumidoras que ocupam o mesmo terreno privado.

3.17Entrada de Serviço Conjunto de componentes elétricos, compreendidos entre o ponto de derivação da rede de distribuição e o quadro de distribuição geral, constituído portanto pelo ramal de ligação e o ramal de entrada.

3.18Faixa de Servidão Área de terreno que permite à concessionária o direito real de gozo, de natureza pública, instituído sobre imóvel de propriedade alheia, com base em lei, por entidade pública ou por seus delegados, em favor de um serviço público ou de um bem afetado a fim de utilidade pública.

3.19Grupo “A” Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão igual ou superior a 2,3 kV, ou, ainda, atendidas em tensão inferior a 2,3 kV a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo, caracterizada pela estruturação tarifária binômia.

3.20Grupo “B” Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão inferior a 2,3kV, ou, ainda, atendidas em tensão superior a 2,3 kV e faturadas neste Grupo, caracterizada pela estruturação tarifária monômia.

3.21Limite de Propriedade Demarcação que determina o limite de uma área privada com a via pública no alinhamento designado pelos poderes públicos.

3.22Padrão de Entrada Conjunto de condutores, equipamentos de medição e acessórios compreendidos entre a conexão com a rede da concessionária e o dispositivo de proteção da unidade consumidora.

3.23Caixa de Inspeção Compartimento enterrado, destinado a facilitar a passagem dos condutores e execução de emendas, permitindo sua inspeção e quando necessário, usado para aterramento.

3.24Ponto de Entrega Ponto de conexão do sistema elétrico da concessionária com as instalações elétricas da unidade consumidora, caracterizando-se como o limite de responsabilidade do fornecimento.

3.25Ponto de Medição Local de instalação dos equipamentos de medição de energia elétrica da concessionária.

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Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 3.26 Poste Particular Poste situado na propriedade do

3.26Poste Particular Poste situado na propriedade do consumidor, com a finalidade de fixar, elevar ou desviar o ramal de ligação, permitindo também a instalação do ramal de entrada e a medição.

3.27Quadro de Distribuição Geral Módulo de proteção geral e barramento de distribuição para os circuitos alimentadores dos centros de distribuição e medição.

3.28Ramal de Distribuição Conjunto de componentes elétricos compreendidos entre a medição e o quadro de distribuição.

3.29Ramal de Entrada Conjunto de condutores e acessórios compreendidos entre o ponto de entrega e o ponto de medição.

3.30Ramal de Ligação Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede da concessionária e o ponto de entrega.

3.31Subestação

Parte das instalações elétricas da unidade consumidora atendida em tensão primária de distribuição que agrupa os equipamentos condutores e acessórios destinados à proteção, medição, manobra e transformação de grandezas elétricas.

3.32Subestação Aérea com Dupla Transformação Conjunto formado por duas subestações aéreas, geralmente instaladas na área de recuo da edificação, alimentadas por um mesmo ramal de ligação, dotada de um transformador instalado pela concessionária, para atendimento exclusivo às unidades consumidoras em baixa tensão e outro transformador, instalado exclusivamente para atender unidade consumidora do grupo A ou carga especial.

3.33Terminais Desconectáveis Dispositivos de conexão em média tensão tipo “plug-in”, isolados, que permitem fácil conexão ou desconexão, possuem contatos inacessíveis a animais, poeira e umidade, instaláveis em áreas submersas.

3.34Unidade Consumidora Conjunto de instalações e equipamentos elétricos caracterizado pelo recebimento de energia elétrica em um só ponto de entrega, com medição individualizada e correspondente a um único consumidor.

3.35Zona de Agressividade Industrial Deve ser considerada como zona de agressividade industrial, um círculo, cuja origem é o ponto gerador da poluição, com um raio de 500 m.

3.36Zona de Agressividade Salina

Deve ser considerada como zona de agressividade salina, uma faixa compreendida entre o limite de preamar e uma linha imaginária em terra situada conforme abaixo:

a) Até 0,5 km em áreas com anteparos naturais ou construções com alturas superiores a 3 vezes a

altura do poste.

b)

Até 1,0 km em áreas com anteparos naturais ou construções com alturas até 03 vezes a altura do

poste.

c)

Até 3,0 km em áreas livres (sem anteparos).

4.CRITÉRIOS

4.1Esta Norma se aplica às instalações novas, alteração de carga, reforma de instalações existentes, inclusive mudança de medição monofásica para trifásica.

4.2As Edificações de Uso Coletivo são atendidas em tensão secundária, diretamente da rede de distribuição da CELPE, quando a demanda máxima (De) calculada para a edificação estiver dentro dos limites da tabela

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 01, indicando potência nominal para o transformador de

01, indicando potência nominal para o transformador de distribuição até 225 kVA e não possuírem unidades consumidoras do grupo A ou cargas especiais.

4.3As Edificações de Uso Coletivo devem ser atendidas em tensão primária, através de subestação aérea com dupla transformação, instalada em área de recuo interna do imóvel, dispondo de condições adequadas de acesso, quando a demanda máxima (De) calculada para a edificação superar o limite superior definido na tabela 01, indicando potência nominal para o transformador acima de 225 kVA e abaixo de 500 kVA e haja previsão de atendimento a unidades consumidoras do grupo A ou cargas especiais, com transformador exclusivo.

4.4 As Edificações de Uso Coletivo devem ser atendidas em tensão primária, através de subestação abrigada, quando a demanda máxima (De) calculada para a edificação for igual ou superior a 500 kVA, e/ou possuírem unidades consumidoras do grupo A ou cargas especiais, atendidas com transformador exclusivo. Devem dispor de compartimento interno em condições adequadas de acesso, ventilação, iluminação e segurança para instalação, pela CELPE, de equipamentos de transformação, operação, proteção e outros destinados ao suprimento de energia elétrica exclusivamente à edificação.

4.5Caso a edificação seja atendível em tensão secundária e haja previsão de ligação de unidade consumidora do grupo A, incluindo o condomínio, o atendimento deve ser através de subestação aérea com dupla transformação ou abrigada, observando o disposto nos itens 4.3 e 4.4.

4.5.1Excepcionalmente, a critério da CELPE, havendo concordância do interessado e condições técnicas da rede de distribuição, pode o condomínio, com demanda máxima calculada entre 75 e 112,5 kVA (inclusive) ser atendido em tensão secundária de distribuição, em conformidade com o artigo 7º da resolução 456 da ANEEL.

4.6Caso o interessado ou responsável pela edificação, em princípio atendível em tensão secundária, optar por ser atendido em tensão primária ou ocorrer as condições previstas no item 4.5, o investimento adicional necessário ao atendimento deve ficar a cargo do mesmo, havendo viabilidade técnica.

4.7Consideram-se condições adequadas de acesso:

4.7.1Área de recuo ao nível da rua, com afastamento suficiente, destinada à instalação de subestação aérea com dupla transformação, que possibilite a demarcação de uma área mínima exclusiva de 12 m² (4 m x 3 m), com os afastamentos mínimos previstos nesta norma, acesso direto e sem empecilhos à rede de distribuição em média tensão da CELPE, exclusivamente através de ramal de ligação aéreo;

4.7.2Compartimento interno, para instalação de subestação abrigada localizada a, no máximo, 01 (um) andar de desnível, entre o nível da rua que dá acesso à edificação e o andar onde está situada a subestação e desde que respeitado o comprimento máximo para o ramal de ligação em média tensão. Quando localizada no subsolo ou área sujeita a inundação, deve ser previsto sistema de bombeamento d’água;

4.7.3A área de recuo ou o compartimento interno, destinado à subestação, não pode estar contíguo à central de gás, lixeira, depósito de óleo ou de qualquer outro produto combustível.

4.8O fornecimento de energia elétrica a unidades consumidoras em edificações de uso coletivo é realizado em tensão secundária de distribuição de 380/220 V, na freqüência de 60 Hz.

4.9O medidor utilizado para o faturamento de energia elétrica nas unidades consumidoras trifásicas do grupo B, deve ser do tipo eletrônico, que permite a medição da energia consumida ativa e reativa.

4.9.1Para as unidades consumidoras do grupo B trifásicas, cadastradas sob as seguintes classes de faturamento: comercial, industrial, poder público, iluminação pública, rural, serviço público e residencial (subclasse condomínio) a CELPE deve faturar o consumo da energia elétrica ativa e reativa excedente, conforme prescreve a resolução ANEEL 456/2000;

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Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.9.2 Recomenda-se às unidades consumidoras enquadradas nas

4.9.2Recomenda-se às unidades consumidoras enquadradas nas classes de faturamento acima relacionadas providenciar as necessárias adaptações em suas instalações, visando a manutenção do fator de potência de referência no limite mínimo de 0,92;

4.9.3Para as unidades consumidoras do grupo B, cadastradas sob a classe de faturamento residencial normal, a CELPE deve faturar apenas o consumo da energia elétrica ativa, conforme prescreve a resolução ANEEL 456/2000;

4.10As unidades consumidoras em edificações de uso coletivo, com carga instalada superior a 75 kW e demanda contratada ou estimada pelo interessado igual ou inferior a 2.500 kW são atendidas em tensão primária de distribuição, na freqüência de 60 Hz, em conformidade com a norma SM01.00-00.004 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Primária de Distribuição Classe 15 kV.

4.11A CELPE pode, a seu critério, estabelecer tensão de fornecimento sem observar os limites de que trata o item 4.10, em conformidade com o artigo 7º, § I da resolução 456/2000 da ANEEL.

4.12Não se caracterizam como edificações de uso coletivo, aquelas sem área de uso comum, formadas por unidades consumidoras contíguas ou geminadas e dispostas em alinhamento com a via pública e no limite desta, devendo ser ligadas direta e individualmente da rede de distribuição de baixa tensão da CELPE, não configurando, portanto, condomínio horizontal com agrupamento de medidores, em conformidade com a norma SM01.00-00.001 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária de Distribuição a Edificações Individuais.

Ponto de Entrega

4.13Até o ponto de entrega é responsabilidade da CELPE executar as obras necessárias ao fornecimento, participar financeiramente nos termos da legislação vigente, bem como operar e manter o sistema.

4.14Cada edificação é ligada através de uma única entrada de serviço e um só ponto de entrega.

4.15Caso haja previsão de ligação de unidade consumidora do grupo A ou carga especial, deve ser prevista entrada de serviço adicional na edificação, exclusiva para atendimento a essa unidade. Essa condição só é permitida para entradas de serviço (da edificação e da unidade consumidora do grupo A ou carga especial) em média tensão. Deve ser afixada ao poste da derivação uma placa de advertência alertando, de forma clara, que a edificação possui duas entradas de serviço, conforme desenho 01 do ANEXO II da norma SM01.00-00.004 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Primária de Distribuição Classe 15 kV.

4.16O ponto de entrega é localizado em função do fornecimento adotado, conforme abaixo:

4.16.1Nas edificações de uso coletivo ligadas em baixa tensão, o ponto de entrega situa-se no limite de propriedade com a via pública, podendo ser na fachada, em poste particular ou nos bornes secundários do transformador de distribuição, conforme desenhos 01, 02, 03 e 04 do ANEXO II.

4.16.2Em condomínio horizontal ou unidades consumidoras situadas em vielas, o ponto de entrega situa-se no limite da via interna com cada fração integrante do parcelamento (unidade consumidora), conforme legislação em vigor e detalhe no desenho 05 do ANEXO II.

4.16.3Em área servida por rede de distribuição aérea, havendo interesse do consumidor em ser atendido por ramal de entrada subterrâneo, o ponto de entrega deve situar-se na conexão deste ramal com a rede aérea, conforme desenho 04 do ANEXO II.

4.16.4Nos casos de edificações de uso coletivo, cuja transformação pertença à CELPE e esteja instalada no interior do imóvel, o ponto de entrega para as unidades de baixa tensão situa-se na entrada do barramento geral, conforme desenhos 23 e 24 do ANEXO II.

4.16.5No caso de unidade consumidora do grupo A ou carga especial com transformador particular ocupando área da subestação abrigada, o ponto de entrega para esta unidade consumidora situa-se na conexão do ramal de entrada em média tensão com a estrutura de seccionamento (chave fusível), no poste de derivação da rede de distribuição, conforme desenhos 11a, 11b e 11c do ANEXO II.

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.16.6 No caso de unidade consumidora do grupo

4.16.6 No caso de unidade consumidora do grupo A ou carga especial com transformador particular ocupando espaço na subestação aérea com dupla transformação, o ponto de entrega desta unidade consumidora situa-se na conexão do ramal de ligação em média tensão com a estrutura de seccionamento (chave fusível) localizada no poste da subestação, conforme desenhos 12 e 13 do ANEXO II.

Entrada de Serviço

4.17Os ramais de ligação e de entrada em baixa tensão e a proteção constam da Tabela 01.

4.18A entrada de serviço para as Edificações de Uso Coletivo deve atender as seguintes condições:

4.18.1Quando destinada à ligação dos Centros de Distribuição e Medição, deve ser projetada e dimensionada a partir da demanda máxima da edificação (De).

Tabela 01 – Dimensionamento da Entrada de Serviço

DIMENSIONAMENTO DA ENTRADA DE SERVIÇOS DE EDIFICAÇÕES DE USO COLETIVO

Demanda Máxima da Edificação (De) (kVA) Tensão 380/220 V

Condutores de cobre

     

Ramal de

Ramal de Entrada Subterrâneo ou embutido

Corrente

Máxima

Disjuntor

ligação Aéreo

Seção (mm²)

(A)

Seção

Duto PVC

Duto Aço

(A)

 

(mm²)

Ø(mm)

Ø (mm)

 
 

De 26

10

16

40

32

60

60 ou 63

26

< De 44

16

16

40

32

68

70

44

< De 58

25

25

50

40

89

80

58

< De 73

25

35

60

50

111

100

73

< De 88

35

50

60

50

134

125

88 < De 112

70

70

85

80

171

150

112

< De 136

70

95

85

80

207

200

136

< De 157

95

120

100

100

239

250

157

< De 242

120

240

100

100

369

350

Notas:

a)

No dimensionamento acima foi considerado isolamento e cobertura dos cabos em XLPE 90 °C;

b)

Os condutores devem ser de dupla isolação, classe de encordoamento 2, tensão nominal 0,6/1kV;

c)

A demanda máxima da edificação deve ser calculada por método definido nesta norma;

d)

Em função de características específicas da instalação tais como modo de instalação dos

condutores, distância para o quadro de distribuição geral, tipo de isolante dos condutores, temperatura

ambiente, etc., outros valores podem ser aceitos desde que justificados no projeto;

e) Permite-se a instalação de disjuntor dotados de regulagem de corrente. Os disjuntores a partir de

250 A, possuem relé de sobrecorrente ajustável, na faixa de 0,9<In<1,2. Portanto, para a última faixa da tabela 01 o ajuste recomendado para o relé é 0,9 In;

f) As seções dos condutores são as mínimas exigidas. Permite-se uma tolerância, para cada faixa de

demanda, de no máximo uma seção acima da indicada na tabela 01, desde que mantido o disjuntor de

proteção correspondente à faixa;

g) Para fins exclusivos de cálculo de coordenação da proteção, considerar o Fator de Segurança

Mínimo (Fr), no dimensionamento da entrada de serviço, conforme a tabela 05.

4.19Caso a potência nominal do transformador esteja no intervalo entre 112,5 kVA e 225 kVA, a subestação transformadora de distribuição, projetada para atender a edificação deve estar localizada no mesmo lado da via pública no qual a mesma estiver situada. Caso necessário, deve-se executar uma extensão em média tensão, derivando da rede existente, a fim de atender a esta condição.

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.20 Caso a rede de distribuição secundária existente

4.20Caso a rede de distribuição secundária existente situe-se do mesmo lado da edificação, deve ser projetada área de transformador com um vão de rede de distribuição para cada lado da subestação transformadora, visando atender às condições de segurança e operação da rede de distribuição.

4.21Caso a edificação a ser atendida situe-se no lado da via pública sem rede de distribuição, a subestação transformadora deve ser projetada como exclusiva para a edificação. Quando houver necessidade de estender a rede de distribuição secundária, deve-se proceder conforme item 4.20.

4.22A CELPE se reserva o direito de não efetuar ligação de unidade consumidora localizada em edificação que, quando da realização da vistoria, comprovadamente estiver situada dentro de faixa de servidão de linha de distribuição e/ou linha de transmissão, ou quando detectada a existência de paredes, janelas ou sacadas construídas sem obedecer aos afastamentos mínimos de segurança, em relação à rede de distribuição.

Ramal de ligação

4.23Condições Específicas do Ramal de Ligação Aéreo:

4.23.1Não cruzar terreno de terceiros ou passar sobre ou sob área construída;

4.23.2Entrar pela frente do terreno, ficando livre de obstáculos e visível em toda a sua extensão;

4.23.3Ter comprimento máximo de 40 m;

4.23.4Respeitar as legislações municipais, estaduais e federais, especialmente quando atravessar vias públicas ou áreas preservadas;

4.23.5Não ter emendas nem derivações;

4.23.6Quando em baixa tensão, deve ser em cabo de cobre multiplexado, isolado em polietileno reticulado XLPE, fixado através de armação secundária dotada de isolador roldana ou olhal instalado em poste particular, pontalete ou diretamente na fachada da edificação;

4.23.7O ramal de ligação em baixa tensão deve manter as seguintes distâncias mínimas para o solo na pior condição de trabalho:

a) 6,00 m em travessias de ferrovias (não eletrificadas ou não eletrificáveis);

b) 7,00 m em travessias de rodovias;

c) 5,50 m em ruas e avenidas;

d) 4,50 m em local de passagem de veículo (entradas particulares);

e) 3,50 m em locais de circulação exclusiva de pedestres.

4.23.8O ramal de ligação em média tensão pode ser em cobre nu, alumínio nu ou protegido, conforme o

padrão de rede de distribuição local e manter as seguintes distâncias mínimas para o solo na pior condição de trabalho:

a) 9,00 m em travessias de ferrovias (não eletrificadas ou não eletrificáveis);

b) 7,00 m em travessias de rodovias;

c) 6,00 m em ruas e avenidas;

d) 6,00 m em locais restritos a veículos;

e) 5,50 m em locais de circulação exclusiva de pedestres.

4.23.9Quando existirem cercas, portões ou grades metálicas passando sob o ramal, os mesmos devem ser seccionados e aterrados;

4.23.10O ramal deve obedecer às distâncias mínimas para paredes, janelas e sacadas conforme NBR 15688, transcrito para o desenho 06 do ANEXO II.

4.24Condições específicas para o Ramal de Ligação Subterrâneo em Média Tensão:

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.24.1 Ser em cabo de cobre unipolar 12/20

4.24.1Ser em cabo de cobre unipolar 12/20 kV, seção mínima 50 mm², isolado em EPR. Deve ser dimensionado de acordo com a demanda calculada;

4.24.2Quando radial, ser formado por três condutores com comprimento máximo de 40 m, medidos entre a caixa de inspeção junto ao poste e a 1ª caixa de inspeção dentro da subestação abrigada;

4.24.3Quando em anel, formado por duas descidas espaçadas em pelo menos um vão da rede aérea e devem convergir para única cabine de proteção e manobra. Cada descida deve ser formada por três condutores e ter comprimento máximo de 40 m, medidos entre a caixa de inspeção junto ao poste e a 1ª caixa de inspeção dentro da subestação abrigada;

4.24.4Quando na edificação de uso coletivo existir previsão de unidade consumidora do grupo A, esta deve ser atendida através de ramal subterrâneo exclusivo, dimensionado de acordo com a demanda calculada, instalado em poste independente ou, opcionalmente, instalado no mesmo poste da derivação que atende à edificação, conforme desenho 11a, 11b ou 11c do ANEXO II;

4.24.5Os condutores da descida devem ser protegidos por eletroduto de aço carbono galvanizado, com a respectiva bucha, diâmetro mínimo 100 mm ( 4”), espessura mínima 3,75 mm, altura mínima de 6,0 m em relação ao solo, fixados no poste por fitas de aço inoxidável. A extremidade superior do eletroduto deve ser protegida contra penetração de água, utilizando-se massa de calafetar ou material similar;

4.24.6Ser instalado em banco formado por dois eletrodutos de PVC ou PEAD (Polietileno de Alta Densidade) corrugado com diâmetro mínimo de 100 mm, profundidade mínima de 800 mm. Os condutores do ramal devem ser instalados em um mesmo eletroduto, permanecendo o eletroduto reserva vazio;

4.24.7Não cruzar terreno de terceiros, nem vias públicas:

4.24.8Devem ser construídas base e caixa de inspeção padronizadas para subida em poste, utilizando curva 90º curta de 100 mm ( 4”). A caixa de inspeção deve ser dotada de tampa em concreto armado com duas alças, conforme desenho 10 do ANEXO II;

4.24.9Ter obrigatoriamente caixas de inspeção, com dimensões mínimas de 1000 mm x 1000 mm x 1200 mm, conforme desenho 10 do ANEXO II, que permitam raios de curvatura dos cabos de no mínimo 10 vezes seu diâmetro externo ou conforme a especificação do fabricante, ter fundo falso com pedra britada, apresentar o nome CELPE em baixo relevo e ser instalada nos seguintes pontos:

a) A uma distância de 500 mm, da face do poste de transição da rede aérea para subterrânea;

b) Nos pontos onde houver curva de ângulo, em relação à direção do ramal, maior que 45 graus. A

distância máxima entre caixas, em trechos retilíneos, deve ser de 25 m.

4.24.10Os cabos devem ter comprimento reserva entre 1e 2 m, pelo menos, nas caixas localizadas nas extremidades do ramal;

4.24.11Nas edificações em que o ramal de ligação seja instalado de forma aparente, sob o teto do pavimento subsolo, as caixas de inspeção devem ser construídas em chapas metálicas de ferro galvanizado nº 18 USG (mínimo), com dimensões mínimas internas de 600 mm x 600 mm x 500 mm e dotadas de tampas constando o nome CELPE em alto relevo, conforme desenho 09 do ANEXO II;

4.24.12Os condutores do ramal de ligação devem estar protegidos por eletroduto de aço carbono galvanizado, fixados ao teto através de abraçadeiras metálicas, convenientemente instaladas a espaços regulares a fim de manter o eletroduto perfeitamente nivelado em relação ao teto. As extremidades do eletroduto entre duas caixas devem ser fixadas às mesmas através de bucha e arruela de alumínio;

4.24.13As extremidades dos condutores devem ser protegidas por muflas terminais de forma, dimensões e dimensionamento adequados;

4.24.14O suporte de fixação das muflas terminais de 15 kV, no poste, deve ser feito em cruzeta de concreto tipo T de 1200 mm, a uma altura mínima de 7,0 m, conforme desenho 11a, 11b ou 11c do ANEXO II;

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo Ramal de Entrada e Padrão de Entrada em

Ramal de Entrada e Padrão de Entrada em Baixa Tensão

4.25Quando a edificação for atendida diretamente da rede secundária de baixa tensão, o ramal e o padrão de entrada devem ser instalados pelo interessado obedecendo aos padrões da CELPE. A partir do ponto de entrega, deve ser observado o valor máximo de queda de tensão admissível, conforme NBR 5410.

4.26O ramal de entrada em baixa tensão deve ser único e individual para cada edificação, podendo ser aéreo, subterrâneo ou embutido em parede, conforme desenhos 02, 03 e 04 do ANEXO II.

4.27Para as edificações que, por legislação devem ser atendidas em tensão secundária a partir de transformador instalado na via pública, nas quais o consumidor manifeste o interesse de ser atendido através de ramal de entrada subterrâneo, cabe ao mesmo a construção e manutenção do referido ramal. Especificamente neste caso, o ponto de entrega localiza-se na conexão dos bornes secundários do transformador com o ramal de entrada, conforme desenho 04 do ANEXO II.

4.28O poste particular do padrão de entrada, para unidades consumidoras situadas em vias internas de condomínios horizontais ou vielas, deve situar-se no limite entre a unidade consumidora e a via interna, sendo dimensionado conforme tabela 08 do ANEXO I.

4.29O padrão de entrada tem no máximo três curvas de 90 graus. A distância máxima entre curvas é 3 m.

4.30Os condutores para os ramais de entrada devem ser de cobre, classe de encordoamento 2, com isolação mínima para 750 V. Se subterrâneos ou embutidos devem ser cobertos em polietileno reticulado XLPE ou EPR, isolados para 0,6/1 kV.

4.31No caso de condomínios horizontais, a seção dos condutores da unidade consumidora deve ser dimensionada a partir de sua carga instalada ou demanda máxima, conforme a norma SM01.00-00.001 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária de Distribuição a Edificações Individuais.

4.32Não é permitida a emenda de condutores do ramal de entrada dentro de eletrodutos.

4.33Os eletrodutos e caixas de inspeção do ramal de entrada não podem ser utilizados para fins não elétricos.

4.34Quando subterrâneo e derivando diretamente dos bornes secundários do transformador de distribuição, não deve cruzar terrenos de terceiros nem vias públicas. Deve ser construída base e caixa de inspeção padronizadas para subida em poste, utilizando curva 90 graus. A caixa de inspeção deve ser dotada de tampa em concreto armado com duas alças e dotada de subtampa interna metálica, conforme desenho 07 do ANEXO II.

4.35Os condutores da descida vertical em poste devem ser protegidos exclusivamente por eletroduto de aço carbono galvanizado, do tipo pesado, espessura mínima 3,75 mm, com a respectiva bucha, diâmetro mínimo de 40 mm, fixados ao poste por meio de fita de aço inoxidável.

4.36No trecho subterrâneo, devem ser utilizados eletrodutos de PVC rígido ou PEAD, instalados a uma profundidade mínima de 300 mm, com declividade mínima entre caixas de passagem de 1%.

4.37Nas edificações em que o ramal de entrada seja instalado de forma aparente, sob o teto do pavimento subsolo, as caixas de inspeção devem ser construídas em chapas metálicas de ferro galvanizado nº 18 USG (mínimo), com dimensões mínimas internas de 400 mm x 400 mm x 300 mm e dotadas de tampas constando o nome CELPE em alto relevo e munidas de dispositivo para aplicação de lacre da CELPE, conforme desenho 08a do ANEXO II.

4.38Nesta condição, os condutores do ramal de entrada devem estar protegidos por eletroduto de aço carbono galvanizado, fixados ao teto através de abraçadeiras metálicas, convenientemente instaladas a espaços regulares a fim de manter o eletroduto perfeitamente nivelado em relação ao teto. As extremidades do eletroduto entre duas caixas devem ser fixadas às mesmas através de bucha e arruela de alumínio.

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.39 Devem ser construídas caixas de inspeção à

4.39Devem ser construídas caixas de inspeção à distância de 500 mm do poste, junto ao centro de medição e onde houver curva com ângulo superior a 45 graus em relação à direção do ramal. A distância máxima entre caixas, em trechos retilíneos, deve ser de 25 m.

4.40Os cabos devem ter comprimento reserva entre 1 e 2 m, pelo menos, nas caixas localizadas nas extremidades do ramal.

4.41É vedado o uso de qualquer dispositivo de interrupção no condutor neutro.

4.42As caixas de inspeção devem ser construídas em alvenaria com dimensões mínimas internas de 600 mm x 600 mm x 700 mm de modo que permitam raios de curvatura dos cabos de no mínimo 10 vezes seu diâmetro externo ou conforme a especificação do fabricante e ter fundo falso com pedra britada, conforme desenho 07 do ANEXO II.

4.43As caixas de inspeção devem dispor de tampa de concreto armado, apresentando o nome CELPE em baixo relevo, subtampa em chapa de ferro galvanizado nº 12 USG e chumbadores. Para fins de lacre da CELPE, a chapa deve dispor de 04 (quatro) furos e pelo menos dois dos quatro chumbadores devem ter furo transversal na extremidade do mesmo, para permitir a instalação do lacre da CELPE. Devem ser instalados em disposição diagonal em relação à chapa, conforme desenho 07 do ANEXO II.

4.44Circuitos medidos e não medidos não podem coexistir nos mesmos eletrodutos e nem nas mesmas caixas de inspeção.

Subestação

Condições Gerais

4.45A área exclusiva e delimitada ou o compartimento destinado à subestação da CELPE não pode ser utilizado para outros fins diferentes da transformação, operação e proteção da transformação.

4.46Na montagem da subestação, não se deve utilizar materiais de fácil combustão.

4.47Em caso de subestação com mais de um transformador, que atenda às múltiplas unidades e/ou unidade consumidora do grupo A, deve ser pintado nos respectivos centros de medição, de forma legível, o número do código operativo do transformador que alimenta o respectivo centro ou caixa de medição do consumidor do grupo A. Analogamente, a cada transformador deve ser aplicada a identificação correspondente à unidade que atende (edificação de múltiplas unidades, condomínio ou cliente do grupo A).

4.48As potências padronizadas para transformadores de uso coletivo são 75, 112,5, 150, 225, 300 e 500 kVA.

4.49O transformador de potência 300 kVA está padronizado exclusivamente para fins de substituição do transformador de 225 kVA, quando ocorrer eventual necessidade de aumento de potência para edificações existentes.

4.50No poste da CELPE do qual derivar o ramal de ligação aéreo ou subterrâneo deve ser instalado um jogo de chaves fusíveis, classe 15 kV, tendo capacidade de interrupção mínima de 10 kA, dimensionado e instalado pela mesma, e os elos fusíveis de acordo com a tabela 07 do ANEXO I.

4.51Deve ser instalado um jogo de pára-raios classe 12 kV, capacidade de interrupção mínima 10 kA, em todos os pontos onde houver transição da rede aérea para subterrânea ou vice-versa, solidamente aterrado.

Subestação Aérea com Dupla Transformação

4.52Deve ser reservada uma área mínima de 12,0 m² (4 m x 3 m), na área de recuo da edificação, isolada, visando não permitir o estacionamento de veículos. Esta área deve ser delimitada por no mínimo quatro piquetes interligados por corrente ou cordoalha, instalados nos vértices da referida área.

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.53 Deve ser montada em 2 (dois) postes

4.53Deve ser montada em 2 (dois) postes de concreto duplo T, dimensionados conforme tabela 09 do ANEXO I e instalado no centro da área reservada, com o lado de menor esforço (gaveta) do poste voltado para a via pública, conforme desenhos 12 ou 13 do ANEXO II.

4.54Deve ter localização e características construtivas que ofereçam boas condições de acessibilidade, operação e manutenção.

4.55Deve estar localizada o mais próximo possível da via pública, observada uma distância mínima de 2,0

m do limite com a mesma, e de 2,0 m para a lateral do terreno.

4.56O transformador utilizado deve ser trifásico, do tipo distribuição.

4.57Os pára-raios devem ser instalados solidamente aterrados no sistema de aterramento da subestação.

4.58O sistema de aterramento da subestação aérea deve ser composto, no mínimo, dos seguintes

elementos:

4.58.1Uma haste de aço cobreada de dimensões 2400 mm x 16 mm, instalada a uma distância mínima de 1,50 m da base do poste;

4.58.2Cabo de cobre de seção dimensionada conforme tabela 11 do ANEXO I (seção mínima 25 mm² ou aço cobreado seção 2 AWG), interligando o ponto comum dos pára-raios, neutro e carcaça do transformador à haste de aterramento, protegido por eletroduto fixado ao poste ou embutido neste;

4.58.3Conector haste-cabo, tipo TGC, conector de aterramento em bronze para conexões com duas porcas (grampo de aterramento tipo U) ou conector tipo cunha para aterramento, conforme desenho 14 do ANEXO

II;

4.58.4A conexão de aterramento deve estar acessível para efeito de inspeção e medição da resistência de terra, conforme desenho 14 do ANEXO II.

Subestação Abrigada

4.59Deve existir compartimento interno, com uma área mínima de 12 m², tendo o menor lado 3 m.

4.60A subestação deve ser dotada de iluminação artificial de acordo com os níveis de iluminamento previstos pela NBR 5413.

4.61Caso a edificação possua sistema de iluminação de emergência, a subestação deve ter um ponto de luz ligado ao mesmo.

4.62Deve existir proteção contra incêndio através de extintor de CO2 de 12 kg, na parte externa da subestação, próximo à porta de entrada, devidamente protegido contra intempéries e sinalizado conforme norma do Corpo de Bombeiros.

4.63A ventilação da subestação deve ser feita através de janelas protegidas por combogós, tipo veneziana, devidamente telados, com malha de 5 a 13 mm, em arame galvanizado, bitola 12 BWG, e com acesso para

o ar livre ou área adjacente com esse acesso.

4.64As aberturas para ventilação natural devem ser no mínimo duas. Sendo uma para entrada de ar situada

a, no mínimo, 0,50 m do piso exterior e outra, para saída de ar, situada o mais próximo possível do teto da

subestação.

4.65No caso que não seja possível ventilação natural, deve ser feita a instalação de um sistema de exaustão que garanta, no máximo, 15 ºC de diferença de temperatura entre o ambiente interno e o externo da subestação.

4.66A área em [m²] para cada janela de ventilação deve ser calculada pela fórmula: A = 0,002* P, onde P é

a potência instalada no centro de transformação em kVA. A área mínima é 1 m².

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Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.67 O piso da subestação deve ter uma

4.67O piso da subestação deve ter uma inclinação de 2% na direção de pelo menos um dreno de água com diâmetro mínimo de 100 mm.

4.68Subestação com uma ou mais unidades transformadoras cujo volume de líquido isolante seja superior a 100 litros (que equivale aproximadamente ao volume de óleo contido em um transformador de 150 kVA) deve possuir sistema de drenagem com eletroduto de aço galvanizado diâmetro mínimo de 100 mm ( 4”) e caixa de coleta de óleo, com capacidade volumétrica mínima compatível com o volume de óleo dos transformadores, conforme desenho 15 do ANEXO II.

4.69As paredes de alvenaria devem ter espessura não inferior a 0,15 m, o teto da subestação deve ser em concreto armado e a cobertura acima do mesmo impermeável.

4.70Deve existir acesso à subestação que assegure a largura mínima para circulação de modo a permitir a

fácil instalação ou retirada dos transformadores e equipamentos conforme tabela 02, não sendo permitido

escadas com mais de três degraus.

4.71As portas da subestação devem ser metálicas, em chapa de ferro galvanizado nº 18 USG, tela com malha de 5 a 13 mm, em arame galvanizado bitola 12 BWG, com duas folhas abrindo para fora, possuírem trinco tipo ferrolho com cadeado e dispositivo que permita o lacre da CELPE.

4.72Para garantir que a abertura da porta possa se processar a qualquer tempo devem ser instalados, pelo

lado de fora da subestação, no mínimo, dois piquetes a pelo menos 0,80 m da porta da subestação.

Tabela 02 – Acesso, Circulação e Base para Subestação Abrigada - Dimensões mínimas

DIMENSÕES VARIÁVEIS COM A POTÊNCIA DO TRANSFORMADOR

Potência do

Transformador

Dimensões da Porta

Área de Circulação

Dimensões da Base

Até 300 kVA

1,5 x 2,10 m

1,5 m

1,0 m x 1,5 m

500 kVA

1,8 x 2,10 m

1,8 m

1,5 m x 2,0 m

4.73Deve ser instalada, pelo lado externo, a uma altura mínima de 1,80 m, uma caixa de dimensões 100

mm x 100 mm x 50 mm, dotada de visor para guarda de uma chave reserva de abertura da porta em caso

de emergência, conforme desenho 16 do ANEXO II.

4.74A porta e a área de circulação no interior da subestação devem permitir a retirada dos equipamentos avariados independentemente de manuseio dos demais equipamentos.

4.75Deve ser previsto um cubículo modular, com dimensões aproximadas de 1,0 m x 0,50 m x 1,80 m, para proteção e seccionamento de cada unidade transformadora, conforme desenho orientativo simplificado 36a do ANEXO II. Os fusíveis de proteção devem ser dimensionados de acordo com a potência do transformador, conforme tabela 19 do ANEXO I. O cubículo modular metálico deve estar conforme a norma VR01.01-00.007 Especificação de Cubículos Modulares 15 kV.

4.76Caso haja previsão de instalação de futura unidade consumidora do grupo A, deve ser prevista uma base reserva para instalação de cubículo modular, além de uma entrada de serviço adicional, conforme desenho 40 do ANEXO II. Para unidade consumidora do grupo A com previsão de transformador até 300 kVA não é exigida instalação de cubículo de proteção fusível. A proteção em média tensão é feita apenas através da chave fusível no poste da derivação.

4.77Na frente dos cubículos, deve existir espaço de pelo menos 1,20 m para operação das chaves e manuseio das terminações.

4.78A base para instalação do transformador deve situar-se a pelo menos 0,50 m de qualquer parede, e a 1,0 m de outra base.

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.79 O pé direito mínimo para subestação abrigada

4.79O pé direito mínimo para subestação abrigada que utiliza cubículos modulares e transformadores com buchas para terminais desconectáveis isolados é 2,60 m.

4.80Os transformadores utilizados em subestação abrigada de uso coletivo devem ser trifásicos e ter buchas especiais para conexão com terminais desconectáveis de média tensão, tipo "plug-in", inclusive transformadores de unidades consumidoras do grupo A, que eventualmente compartilhem o mesmo espaço da subestação.

4.81O circuito de interligação entre os terminais de baixa tensão dos transformadores e a proteção geral do barramento deve ser dimensionado e construído de forma a suportar a demanda máxima prevista com a queda de tensão máxima de 1%, na formação mínima e seções apresentadas na tabela 03.

4.82O número de unidades transformadoras previstas para uma subestação é função da demanda da edificação e da potência individual dessas unidades.

4.83Além das recomendações acima, em caso de edificações com cargas comerciais, deve ser prevista base de reserva conforme tabela 04.

Tabela 03 – Dimensionamento de cabos

 

Dimensionamento dos Cabos de Saída dos Transformadores

 

Potência do

Tensão

 

Código

 

Transformador

Secundária

Condutor de BT

Conector

75 kVA

380/220 V

1 x 95 mm² por fase + 1 x 95 mm² neutro

2223029

-

112,5 kVA

380/220 V

1 x 150 mm² por fase + 1 x

   

150

mm² neutro

2223036

2420167

150

kVA

380/220 V

1 x 150 mm² por fase + 1 x

 

150

mm² neutro

   

225

kVA

380/220 V

1 x 240 mm² por fase + 1 x

   
 

240

mm² neutro

500

kVA

380/220 V

3 x 240 mm² por fase + 2 x 240 mm² neutro

2223009

2425149

4.84A subestação abrigada deve possuir malha de terra com, no mínimo, 04 hastes de aço cobreado de 2400 mm x 16 mm, dispostas retangularmente e interligadas com cabo de cobre nu de seção circular, dimensionada conforme tabela 11 do ANEXO I ou utilizando a fórmula constante no item 6.4.3 da NBR 14039, sendo no mínimo 25 mm². O esquema de aterramento adotado deve ser o TN-C, conforme item 4.2.3.2 da citada norma.

4.85Os pontos de conexão às hastes devem estar acessíveis para fins de inspeção e medição da resistência de terra, em pelo menos quatro pontos, através de caixas de inspeção, conforme desenhos 14 e 38 do ANEXO II. A resistência de aterramento não deve superar 10 ohms.

4.86Não devem existir partes vivas nos barramentos, nem nas conexões dos equipamentos existentes no interior da subestação.

Tabela 04 – Número de bases

Arranjos para Montagem de Subestações Abrigadas

Demanda da Instalação

Número de Transformadores

Potência Máxima do Transformador

Número de Bases para Transformadores

Até 150 kVA

1 150

 

kVA

01

Acima de 150 até 225 kVA

1 225

 

kVA

02

Acima de 225 até 450 kVA

2 225

 

kVA

03

Acima de 450 até 900 kVA

3 ou 4

225

kVA

04

Acima de 900 kVA

N

500

kVA

n +1

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.87 Os terminais de baixa tensão dos transformadores

4.87Os terminais de baixa tensão dos transformadores devem ser protegidos contra contato acidental através de fita ou manta isolante.

4.88Todas as partes metálicas não energizadas da subestação, tais como portas, janelas de ventilação, grades, suportes, carcaça do transformador, além do neutro do mesmo e a blindagem metálica dos cabos de média tensão devem ser interligadas à malha de terra existente através de cabo de cobre nu seção mínima 25 mm². Todas as conexões de condutores à malha devem ser feitas através dos conectores padronizados conforme desenho 14 do ANEXO II, ou utilizando-se solda exotérmica.

4.89O aterramento dos pára-raios, instalados no poste da derivação, deve ser feito através de condutor e haste exclusivos, não conectados à malha de aterramento da subestação.

4.90A subestação construída em pavimento superior deve ter sua malha de terra construída conforme itens 4.84 e 4.85 e interligada por condutor a uma malha de aterramento constituída de pelo menos duas hastes diretamente fincadas no solo e também interligadas entre si. Os pontos de conexão devem estar disponíveis para fins de inspeção e medição da resistência de aterramento.

4.91Deve ser instalada uma placa de advertência, com os dizeres "PERIGO DE MORTE" afixada na porta de acesso à subestação, conforme desenho 17 do ANEXO II.

4.92Deve estar disponível, no recinto da subestação, placa de aviso de sinalização do travamento ou bloqueio do cubículo de proteção modular, conforme desenho 18 do ANEXO II, quando de realização de manutenção preventiva ou corretiva, pela CELPE.

4.93A canaleta de passagem dos condutores de média e baixa tensão, localizada no interior do recinto da subestação, deve ser construída em alvenaria, bem como a tampa, conforme desenho 49 do ANEXO II.

4.94Dentro da subestação e nos terminais, os condutores de média e baixa tensão devem ser identificados através de fitas coloridas, conforme o seguinte código de cores:

a) Fase A – cor vermelha;

b) Fase B – cor branca;

c) Fase C – cor marrom;

d) Neutro – cor azul claro.

4.95Nos desenhos 36b a 48 do ANEXO II, estão disponíveis os modelos de subestação e diagramas unifilares que devem orientar os projetos de subestações abrigadas para as diversas situações do sistema de distribuição.

Instalação de Unidades Consumidoras do Grupo A em Edificações de Uso Coletivo

4.96A instalação de unidades consumidoras do grupo A em Edificações de Uso Coletivo deve obedecer às seguintes condições:

4.96.1As unidades consumidoras do grupo A, interessadas em se instalar em Edificações de Uso Coletivo devem atender em linhas gerais às prescrições da norma SM01.00-00.004 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Primária de Distribuição, Classe 15 kV, especialmente quanto aos requisitos de proteção, além das condições específicas desta norma;

4.96.2A edificação deve disponibilizar espaço físico adequado à ampliação da subestação existente ou para construção de uma nova subestação e atender aos itens 4.3, 4.4 e 4.5 desta norma, conforme o caso;

4.96.3A participação financeira do consumidor deve ser calculada conforme resolução ANEEL nº250/2007;

4.96.4 É facultado ao interessado a instalação de transformador a óleo ou a seco, desde que atenda às tensões padronizadas, os requisitos de segurança, as normas pertinentes da ABNT e demais recomendações prescritas nesta norma de fornecimento;

4.96.5Em subestações abrigadas onde a potência nominal individual dos transformadores (da unidade consumidora do grupo A e da edificação) não superar 300 kVA, a proteção contra sobrecorrente e curto-

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo circuito em média tensão deve ser feita apenas

circuito em média tensão deve ser feita apenas com chaves fusíveis no poste da derivação, conforme desenho 38 do ANEXO II.

Geradores Particulares

4.97É permitida a instalação de geradores particulares desde que seja instalada uma chave reversível de acionamento manual, elétrico e/ou automatizado, dotado de intertravamento mecânico e/ou elétrico, separando os circuitos alimentadores do sistema da CELPE e do gerador particular, de modo a reverter o fornecimento.

Inspeção e Testes de Geradores Particulares

4.97.1A execução física do sistema deve obedecer fielmente ao projeto analisado, sendo a instalação recusada caso ocorra discrepâncias;

4.97.2Devem ser verificados e testados todos os mecanismos e equipamentos que compõem o Sistema de Transferência Automática, com acompanhamento de pessoal técnico da Celpe;

4.97.3Devem ser realizadas diversas operações de entrada e saída do grupo motor gerador, para certificar- se do bom desempenho do sistema, com acompanhamento de pessoal técnico da Celpe;

4.97.4À Celpe é reservado o direito de efetuar em qualquer momento, inspeções nas instalações do consumidor para averiguação das condições do Sistema de Transferência Automática Rede/Gerador.

4.98Conforme disposto na NBR 13534, é obrigatória a disponibilidade de geração própria (fonte de segurança) para as unidades consumidoras que prestam assistência à saúde, tais como hospitais, centros e postos de saúde, clínicas, etc.

4.99Os circuitos de emergência supridos por geradores particulares devem ser instalados independentemente dos demais circuitos, em eletrodutos exclusivos, passíveis de serem vistoriados pela CELPE até a chave reversível.

4.100A existência de geradores particulares deve ser prevista em projeto que deve ser enviado para análise

e inspeção da CELPE e a critério desta, ser lacrado o quadro de manobras, ficando disponível para o cliente somente o acesso ao comando da chave reversível.

4.101Em princípio, não é permitido o paralelismo entre gerador particular e o sistema elétrico da CELPE. Para evitar este paralelismo entre o sistema da CELPE e do consumidor, os projetos das instalações elétricas devem atender ao disposto na norma SM01.00-00.006 Instalação de Geradores Particulares em Baixa Tensão.

4.102Em situações excepcionais que sejam objeto de estudo a ser apresentado com subseqüente liberação da CELPE, permite-se o paralelismo momentâneo de geradores com o sistema da mesma, desde que atendam ao disposto na norma SM01.00-00.007 Paralelismo Momentâneo de Gerador com o Sistema de Distribuição, com Operação em Rampa.

Edificação

4.103As edificações, que ao todo ou em parte possuam locais de afluência de público, devem atender aos requisitos da NBR 13570.

4.104O dimensionamento, especificação e construção das instalações elétricas internas das unidades

consumidoras devem atender às prescrições da NBR 5410 da ABNT e da NR-10, do Ministério do Trabalho

e Emprego. Ressalte-se principalmente a necessidade de cumprimento:

4.104.1Do disposto nos itens 5.4.2 e 6.3.5 da NBR 5410, no que se refere à instalação de Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS), o qual deve ser instalado após a medição de cada unidade consumidora;

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.104.2 Do disposto nos itens 5.1.3.2.2 e 6.3.6

4.104.2Do disposto nos itens 5.1.3.2.2 e 6.3.6 desta mesma norma, o qual se refere à instalação de Dispositivo de Proteção Diferencial-Residual (DR) de alta sensibilidade, no circuito interno de cada unidade consumidora, observando-se as recomendações quanto à coordenação e seletividade.

4.105As instalações elétricas internas da edificação devem possuir sistema de aterramento compatível com

a utilização do condutor terra de proteção, bem como tomadas com o terceiro contato (pino) correspondente, conforme estabelece a lei federal nº11.337, de 26/09/2006.

4.106 A responsabilidade quanto ao dimensionamento, especificação e construção das instalações internas é exclusiva do responsável técnico, expressa através da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, emitida pelo CREA.

4.107Devem ser atendidas as recomendações dos fabricantes quanto aos aspectos de segurança e proteção dos equipamentos eletro-eletrônicos instalados nas unidades consumidoras.

4.108Cada unidade consumidora deve ser alimentada por circuito exclusivo.

4.109Casas geminadas devem ser consideradas edificações individuais se não possuírem área de uso comum, conforme desenho 19 do ANEXO II.

4.110Prédios de até duas unidades consumidoras situadas no mesmo terreno, com a mesma projeção horizontal, sem área de uso comum não devem ser considerados de uso coletivo, conforme desenho 20 do ANEXO II.

4.111A partir de duas unidades consumidoras com área de uso comum, a edificação deve ser considerada

de uso coletivo.

Ligação de obra

4.112Caracteriza-se como ligação de obra, aquela efetuada com medição com prazo definido, para atendimento de obra de construção civil ou reforma de edificação.

4.113Edificações de uso coletivo regularmente atendidas pela rede de distribuição da CELPE que solicitem ligação de obra podem ser atendidas através de uma entrada de serviço em baixa tensão, de caráter provisório, que deve ser desativada ao fim do prazo informado quando do pedido de ligação.

4.114Para esse tipo de fornecimento a CELPE exige que o interessado apresente a autorização de funcionamento (alvará) emitida pela Prefeitura, bem como a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART),

do responsável técnico pelo serviço, com o visto do CREA e devidamente quitada.

Quadro de Distribuição Geral e Centro de Distribuição e Medição

Quadro de Distribuição Geral (QDG)

4.115Deve ser previsto, para cada edificação de uso coletivo, um Quadro de Distribuição Geral - QDG com dispositivo de proteção e seccionamento, constituído por um armário em chapa de ferro galvanizado nº18 USG (parte externa) e 20 USG (parte interna), conforme desenhos 21a e 21b do ANEXO II e instalado em local de fácil acesso e livre de inundação. As cotas indicadas são as mínimas exigidas.

4.116 No caso de edificações ligadas diretamente da rede de distribuição de baixa tensão, deve estar localizado o mais próximo possível do ponto de entrega, no limite de propriedade com a via pública.

4.117No caso de edificações ligadas através de subestação deve estar localizado preferencialmente em parede próxima ou contígua à mesma.

4.118QDGs padronizados:

4.118.1QDG tipo I, previsto para ser aplicado em edificações de uso coletivo ligadas em baixa tensão, diretamente da rede de distribuição da CELPE ou edificações ligadas em média tensão com subestação

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo própria (interna ao imóvel), no qual o circuito

própria (interna ao imóvel), no qual o circuito que interliga os bornes secundários do transformador ao QDG seja composto de no máximo 04 (quatro) condutores (1 por fase + 1 neutro) com seção até 240 mm², conforme VR01.01-00.220 Especificação Sucinta de Quadro de Distribuição Geral - QDG (Tipo 01) e desenho orientativo simplificado 21a do ANEXO II;

4.118.2QDG tipo II, previsto para ser aplicado em edificações de uso coletivo ligadas em média tensão, com subestação interna ao imóvel (abrigada) no qual o circuito que interliga os bornes secundários do transformador ao QDG seja composto de condutores de seção igual ou superior a 240mm² sendo mais de 1 por fase, conforme VR01.01-00.226 Especificação Sucinta de Quadro de Distribuição Geral - QDG (Tipo 02) e desenho orientativo simplificado 21b do ANEXO II;

4.118.3O QDG tipo II pode ser usado também em função de alguma peculiaridade de projeto ou quando ocorrer situação especial inerente à edificação, indicando a necessidade de sua instalação. Nesta condição, recomenda-se uma consulta à CELPE por parte do interessado.

4.119O QDG deve prever dispositivo para selagem com parafusos de segurança padronizados e instalados pela CELPE, além de disjuntor de proteção geral dos alimentadores dos centros de distribuição e medição fornecidos pelo consumidor.

4.120O dispositivo de proteção geral deve ser um disjuntor termomagnético tripolar dimensionado pela demanda máxima calculada para a edificação, capaz de atuar com a corrente de curto-circuito do local e suportar a corrente de curto-circuito mínima de 10 kA, conforme NBR NM 60898.

4.121O compartimento que abriga os barramentos deve possuir tampa cega de aço ou alumínio com dispositivo para permitir no mínimo a colocação de dois parafusos de segurança. A tampa deve abrir lateralmente e ser fixada através de dobradiças. Nessa tampa deve estar pintado “USO EXCLUSIVO DA CELPE”. A alavanca de acionamento do disjuntor geral deve estar acessível para manobra, sem violação do lacre.

4.122Os barramentos podem ser feitos em barras de cobre nu ou blindados. Quando construído em barras de cobre nu, conforme tabela 10 do ANEXO I, deve-se utilizar, para as conexões, o terminal de pressão padronizado conforme desenho 26 do ANEXO II. Os barramentos blindados devem atender às seguintes exigências específicas:

4.122.1Serem fabricados em liga de cobre estanhado com espessura mínima de 8 µm, com condutividade mínima de 95% IACS a 20°C. O corpo envolvente deve ser de material polimérico de alta resistência mecânica e às intempéries, conforme desenho 25 do ANEXO II;

4.122.2Ser apropriados para permitir a conexão de condutores de cobre de seção entre 6 mm² e 50 mm² e corrente máxima de 300 A.

4.122.3Serem identificados pelas cores Vermelha, Branca e Marrom; sendo o neutro de cor Azul;

4.122.4Serem fixados à caixa com parafusos de latão, aço inoxidável ou aço bicromatizado.

4.123Os condutores de interligação do barramento do QDG aos Centros de Distribuição e Medição – CDM são instalados pelo consumidor. As conexões devem ser feitas utilizando-se conector apropriado e especificado pela CELPE, conforme desenho 26 do ANEXO II.

Centro de Distribuição e Medição (CDM)

4.124O Centro de Distribuição e Medição – CDM se constitui de dois módulos:

4.124.1Centro de Distribuição – CD;

4.124.2Centro de Medição – CM (agrupamento de caixas plásticas individuais ou CM6 e CM9 – armário modular metálico).

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.125 Os medidores das unidades consumidoras são instalados

4.125Os medidores das unidades consumidoras são instalados em CDM projetados e instalados pelo interessado, cujos projetos devem atender às seguintes recomendações:

4.125.1O CDM pode ser alimentado diretamente a partir da rede de distribuição secundária, da subestação do edifício ou interligado a esta através de um QDG, quando existir mais de um CDM a ser alimentado;

4.125.2O CDM deve ser instalado em parede, muro ou mureta, localizado a uma distância máxima de até

40 (quarenta) metros em relação ao limite de propriedade com a via pública, para as edificações atendidas

a

partir da rede de distribuição em baixa tensão da CELPE, observados os limites de queda de tensão para

o

ramal de entrada;

4.125.3 Para as edificações atendidas por subestação exclusiva, aérea com dupla transformação ou abrigada, o CDM deve ser instalado em parede, muro ou mureta, localizado a uma distância máxima de até

20 (vinte) metros em relação à mesma, prevalecendo o disposto no item 4.116. Sempre que possível, o

CDM deve ser construído no limite de propriedade, voltado para a via pública ou instalado no muro lateral

da edificação;

4.125.4Os barramentos devem ser do tipo blindado para ramais de distribuição cuja seção não supere 50 mm². Acima dessa seção o barramento deve ser de cobre nu.

4.126O CDM, quando instalado em área externa, deve ter proteção em alvenaria contra chuva.

4.127O consumidor é responsável pela guarda do medidor de energia elétrica e dos equipamentos auxiliares mantidos sob lacre.

4.128Os centros de medição e seus acessórios são fornecidos e instalados pelo interessado, cabendo à CELPE instalar os medidores e demais equipamentos necessários à medição.

4.129Os locais onde se situam os CDM devem permitir um espaço livre mínimo de circulação de 0,70 m da face externa do quadro, com as portas abertas, à parede oposta, caso esta parede esteja livre. No caso dela estar ocupada por outro quadro, esse espaçamento deve ser de no mínimo 0,70 m na pior condição, considerando as portas de ambos abertas.

4.130Os CDM devem prever disjuntor geral e barramento do tipo blindado para interligação dos circuitos alimentadores das unidades consumidoras individuais.

4.131Cada unidade consumidora deve possuir apenas 01 (um) ramal de distribuição e 01 (uma) única medição.

4.132Os pontos de medição devem ser agrupados em um ou mais CDM, em locais facilmente acessíveis aos leituristas e serem identificados por unidade consumidora através de placas. O recinto onde se localiza os CDM deve ser dotado de ventilação adequada e iluminação artificial de acordo com os níveis de iluminamento previstos pela NBR 5413.

4.133Faz-se necessária a instalação de um QDG apenas quando o número de unidades consumidoras superar doze ou dezoito unidades, dependendo do tipo de arranjo escolhido. Atingindo-se a ocupação máxima por arranjo, as unidades adicionais devem ser alojadas em novo agrupamento de medição. Os desenhos 27, 52, 53, 54 e 55 do ANEXO II apresentam os arranjos e as opções disponíveis para os CDMs modulares metálicos.

Centro de Distribuição (CD)

4.134O Centro de Distribuição – CD é alimentado a partir do QDG através de um circuito alimentador exclusivo. Caso não exista o QDG, o CD é alimentado diretamente da rede de baixa tensão da CELPE ou da subestação da edificação. Constitui-se de um armário montado em chapa metálica galvanizada nº 18 USG (parte externa) e 20 USG (parte interna), onde estão contidos os barramentos blindados e um disjuntor termomagnético tripolar, dimensionados pela demanda calculada para o agrupamento, conforme desenhos orientativos simplificados 22a, 22b e 22c do ANEXO II. As cotas indicadas são as mínimas exigidas.

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.135 O CD também pode ser montado utilizando-se

4.135O CD também pode ser montado utilizando-se caixa plástica ou metálica padronizada onde devem ser alojados os barramentos blindados, cuja tampa permita condições de lacre através do uso de dois parafusos de segurança e por uma caixa exclusiva para o disjuntor de proteção geral, conforme desenhos 28a e 28b, do ANEXO II.

4.136A interligação do barramento até o medidor e disjuntor geral da unidade consumidora deve ser feita com condutores de cobre, com classe de encordoamento 2 e de isolação 750 V ou 0,6/1 kV. Esses condutores devem ser amarrados através de cinta plástica e identificados por anilhas com numeração correspondente ao número de identificação da unidade consumidora, conforme desenho 29 do ANEXO II. No caso de unidades consumidoras monofásicas, essa ligação também pode ser feita em cabo isolado de cobre tipo concêntrico, classe de isolação 750 ou 0,6/1 kV.

4.137Os condutores de interligação do barramento para os medidores são instalados pelo consumidor.

4.138Os circuitos de alimentação das unidades consumidoras, incluindo os condutores neutros e de proteção, devem ser individuais para cada unidade consumidora a partir do barramento.

4.139O CD deve ter compartimento para alojar o disjuntor e os barramentos, cuja tampa permita condições de lacre, através do uso de dois parafusos de segurança pela CELPE. A tampa deve abrir lateralmente e ser fixada através de dobradiças.

4.140Um CD pode atender até dois Centros de Medição (CM). Estão disponíveis em 03 tipos: CD tipo I, conforme VR01.01-00.078 Especificação Sucinta de Centro de Distribuição CD - (Tipo 01) para ser utilizado em conjunto com o CM tipo I; CD tipo II, conforme VR01.01-00.225 Especificação Sucinta de Centro de Distribuição CD - (Tipo 02), para ser utilizado em conjunto com o CM tipo II e o CD tipo III, conforme VR01.01-00.227 Especificação Sucinta de Centro de Distribuição CD - (Tipo 03) para ser utilizado em edificações de múltiplas unidades consumidoras de pequeno porte, alimentando agrupamentos de caixas plásticas individuais. Detalhes nos desenhos orientativos simplificados 22a, 22b e 22c do ANEXO II.

4.141Na tampa interna deve estar pintado “USO EXCLUSIVO DA CELPE”. A alavanca de acionamento do disjuntor deve estar acessível para manobra, sem violação do lacre.

Centro de Medição (CM)

4.142Em situações onde existam até cinco unidades consumidoras monofásicas, em um mesmo terreno ou imóvel, pode-se utilizar a disposição em mureta de alvenaria, conforme mostrado no desenho 30 do ANEXO II. Neste caso, cada unidade consumidora tem entrada de serviço distinta e não é necessária a instalação do CD.

4.143O Centro de Medição – CM pode ser montado através de caixas de medição plásticas individuais justapostas e agrupadas ou através de armário modular metálico. Alguns tipos de arranjos são mostrados no desenho 27 do ANEXO II.

4.144Permite-se executar o centro de medição em arranjo de caixas plásticas de seis ou nove unidades quando a edificação possuir unidades consumidoras monofásicas, com exceção do condomínio. Caso o número de unidades seja superior a nove, um novo CM deve ser previsto.

4.145No arranjo com caixas plásticas monofásicas, estas devem ser dispostas de modo que a face inferior da caixa mais baixa situe-se a partir de 0,30 m do nível do solo e que a face superior da caixa mais alta não exceda 1,70 m do nível do solo, conforme desenho 23 do ANEXO II.

4.146Permite-se executar o centro de medição em arranjo de caixas plásticas até seis unidades quando a edificação possuir unidades consumidoras trifásicas, conforme desenho 24 do ANEXO II. Caso o número de unidades seja superior a seis, um novo CM deve ser previsto.

4.147Caso a edificação possua unidades consumidoras monofásicas e trifásicas, excetuando-se o condomínio, recomenda-se que estas sejam dispostas em CM distintos. Não se permitem arranjos mistos de caixas monofásicas e trifásicas em um mesmo CM.

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.148 As caixas plásticas individuais devem obedecer à

4.148As caixas plásticas individuais devem obedecer à norma VR01.01-00.004 Especificação de Caixas para Medidores, conforme modelos do desenho 31 do ANEXO II.

4.149As caixas plásticas devem ser fixadas diretamente na parede, através de três buchas nº 8 com parafusos, conforme desenhos 23, 24 e 28 do ANEXO II.

4.150Todas as interligações entre as caixas devem ser aparentes, feitas através de “niple” ou de eletroduto de PVC rígido rosqueáveis, especificados conforme a NBR 15465. Quando for utilizado eletroduto, a distância entre as caixas não deve ser superior à conseguida quando utilizado o niple, salvo na interligação da caixa com o centro de distribuição.

4.151Os niples ou eletrodutos de interligação devem ser travados com buchas e arruelas de aço zincado.

4.152Os CM tipo armário modular metálico são padronizados para abrigar seis (CM-6) ou nove (CM-9) medidores monofásicos ou trifásicos indistintamente. Devem ser construídos em chapa de ferro galvanizado nº18 USG (parte externa) e 20 USG (parte interna), conter em seu interior cubículos de medição individual, dotados de tampa com visor e parafuso de segurança com dispositivo para aplicação de lacre da CELPE, bem como suporte destinado à instalação da proteção individual (Disjuntor) e do DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos) de cada unidade consumidora, conforme desenhos orientativos simplificados 32a, 32b, 33a e 33b do ANEXO II.

4.153Os CM tipo armário modular metálico estão disponíveis em dois tipos: tipo I conforme VR01.01-00.079 Especificação Sucinta de Centro de Medição para 6 Medidores - CM-6 (tipo 01) e VR01.01-00.223 Especificação Sucinta de Centro de Medição para 6 Medidores - CM-6 (tipo 02) e tipo II conforme VR01.01- 00.080 Especificação Sucinta de Centro de Medição para 9 Medidores - CM-9 (tipo 01) e VR01.01-00.224 Especificação Sucinta de Centro de Medição para 9 Medidores - CM-9 (tipo 02), sendo que o tipo I permite ligação de unidades consumidoras com ramal de entrada de seção até 16mm²; o tipo II permite ligação de unidades consumidoras com ramal de entrada de seção até 35 mm².

4.154Os CM tipo armário modular metálico devem ser instalados em base de alvenaria com altura mínima de 0,50 m em relação ao solo.

4.155A instalação de CM tipo armário modular metálico está restrita às edificações que contenham no mínimo seis unidades consumidoras, estando condicionada à apresentação de projeto à CELPE.

4.156No CM devem ser alojados os medidores, disjuntores de proteção individual e o DPS de cada unidade consumidora.

4.157As unidades consumidoras monofásicas devem possuir disjuntor termomagnético monopolar para proteção de sobrecorrente, dimensionado de acordo com a carga instalada.

4.158As unidades consumidoras trifásicas devem possuir disjuntor termomagnético tripolar para proteção de sobrecorrente, dimensionado de acordo com a demanda máxima prevista.

4.159Quando o CM for executado em agrupamento de caixas plásticas individuais, a medição do condomínio deve ser instalada em caixa para medição individual, padronizada pela CELPE, conforme norma VR01.01-00.004 Especificação de Caixas para Medidores, para carga instalada até 75 kW ou norma SM01.00-00.004 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Primária de Distribuição 15 kV, para demanda superior a 75 kW. A tabela 21 do ANEXO I apresenta os modelos de caixas padronizadas para o condomínio.

4.160Em edificações constituídas por mais de um bloco, a medição do condomínio pode ser individual por bloco ou geral para todos os blocos.

4.161Quando o centro de medição for do tipo armário modular metálico, a medição do condomínio, se em baixa tensão e/ou com demanda máxima até 75 kW, pode ser instalada em um dos cubículos existentes ou em caixa padronizada individual.

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Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.162 Se o cálculo da demanda máxima do

4.162Se o cálculo da demanda máxima do condomínio indicar uma seção do condutor de alimentação até

35 mm², deve-se prever a instalação de caixa de medição plástica polifásica tipo 2 ou caixa metálica modelo

F6, conforme VR01.01-00.199 Especificação Sucinta de Caixa Modelo F6 e desenho orientativo simplificado

51 do ANEXO II. Valores de seção do condutor de alimentação do condomínio acima de 35 mm² exigem a

instalação de caixas de medição metálicas, tipo F3 ou F4, respectivamente conforme VR01.01-00.074 Especificação Sucinta de Caixa Modelo F3 - Uso Externo e VR01.01-00.075 Especificação Sucinta de Caixa Modelo F4 - Uso Externo e de acordo com a tabela 21 do ANEXO I.

4.163Em edificações constituídas por um único bloco e mais de um CDM instalado, a medição do condomínio deve ser derivada diretamente dos barramentos do QDG.

4.164QDG e CDM devem ter seus elementos neutros e massas conectados a uma malha de terra formada pelo menos por uma haste de aço cobreado de 16 mm x 2400 mm, e conector de aterramento padronizado pela CELPE, conforme desenhos 14, 23 e 34 do ANEXO II. Permite-se, excepcionalmente neste caso, que

a caixa de inspeção do circuito de baixa tensão seja utilizada para instalação da haste de aterramento.

4.165É obrigatório o aterramento do QDG e CDM. Caso existam QDG e CDM instalados em um mesmo recinto, todos os pontos de aterramento devem ser interligados com cabos de seção mínima 25 mm² dispostos longitudinalmente ao comprimento do CDM, a uma distância frontal de 0,50 m deste e profundidade mínima de 0,07 m.

4.166Junto à base do QDG ou CD, no piso, deve existir obrigatoriamente uma caixa de inspeção em alvenaria, destinada à passagem dos condutores do circuito alimentador dos mesmos. Não são permitidas construções que impeçam ou inviabilizem a construção dessas caixas de inspeção, tais como: caixas d'água, fossas, tubulações de água ou de esgoto, etc.

4.167Excepcionalmente, quando existir impedimentos físicos estruturais ou características do solo que impossibilitem ou dificultem a construção de caixas de inspeção em alvenaria junto ao QDG ou CD (p.ex.:

existência de base, sapata ou lençol freático passível de provocar inundação nas caixas), permite-se a instalação de caixa metálica na base de alvenaria dos referidos quadros de medição, de modelo e dimensões conforme padronizada no item 4.37 e desenhos 08a e 08b do ANEXO II.

4.168Em edificações de uso coletivo pertencentes ao poder público, como mercados públicos, feiras livres e outros, o CM deve ser instalado em recinto fechado, com iluminação e ventilação adequadas, de forma que

o acesso às caixas de medição seja controlado.

Reagrupamento de Unidades Consumidoras

4.169O reagrupamento de medição ocorre quando se unifica a medição de parte ou todas as unidades consumidoras de uma edificação, classificada originalmente como de Múltiplas Unidades Consumidoras, em uma única medição.

4.170Permite-se o reagrupamento de unidades consumidoras atendidas em média tensão, quando a entrada de serviço e a medição da edificação estão em conformidade com a norma SM01.00-00.004 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Primária de Distribuição – Classe 15 kV.

4.171 Permite-se o reagrupamento de unidades consumidoras atendidas em baixa tensão, quando a entrada de serviço e a medição estão em conformidade com a norma SM01.00-00.001 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária de Distribuição a Edificações Individuais.

4.172Cumulativamente, para que seja possível o reagrupamento, o proprietário ou responsável pela edificação deve atender integralmente ao disposto no artigo 14 da resolução 456 da ANEEL.

Projeto Elétrico

4.173Para novas instalações, alteração de carga, reforma de instalações existentes e reagrupamento de medição em edificações de uso coletivo, com mais de cinco unidades consumidoras ou carga instalada superior a 75 kW, deve ser apresentado projeto elétrico elaborado conforme as disposições desta norma.

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Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.174 Também se faz necessário a apresentação de

4.174Também se faz necessário a apresentação de projeto elétrico para as edificações que contemplem a partir de três unidades consumidoras trifásicas, independentemente da carga instalada ou demanda.

4.175Os projetos devem ser elaborados utilizando-se os padrões de desenhos e simbologia recomendados pela norma NBR 5444 da ABNT.

4.176Os projetos da subestação devem obedecer aos documentos de normalização dos órgãos de licenciamento ambiental, de uso e ocupação do solo, de regulação, da ABNT, do Corpo de Bombeiros e do Ministério do Trabalho e Emprego.

4.177Os projetos devem ser apresentados em 03 (três) vias nas seguintes escalas mínimas:

4.177.1Escala 1:25 ou 1:50 para cortes e plantas baixas;

4.177.2Escala 1:1000 ou 1:2000 para a planta de situação;

4.177.3Escala 1:200 ou 1:500 planta de locação.

4.178Os projetos devem ser apresentados com a seguinte documentação:

4.178.1Memorial descritivo;

4.178.2Plantas de situação, locação, cortes, esquema vertical e plantas baixas;

4.178.3Vistas e cortes da área ou compartimento exclusivo, destinado à subestação, quando for o caso;

4.178.4Projeto civil do banco de eletrodutos entre o limite de propriedade e a subestação, quando for o caso;

4.178.5Diagrama unifilar geral e dos CDM, conforme modelos do desenho 35 do ANEXO II, confeccionado em prancha única, destacando todos os elementos relevantes do circuito, tais como equipamentos de transformação, proteção e seccionamento em AT e BT, proteção contra descargas atmosféricas, tipo e seção dos condutores e barramentos, sistema de aterramento, geração própria (se houver), etc., entre o ponto de derivação na rede da CELPE e a medição;

4.178.6Especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção;

4.178.7Quadros de cargas por quadro de distribuição;

4.178.8Projeto detalhado do sistema gerador de emergência, quando existente;

4.178.9Projeto e cálculo da malha de terra se a demanda máxima for igual ou superior a 1 MVA;

4.178.10Anotação de Responsabilidade Técnica quitada referente ao projeto, assinada por engenheiro eletricista ou profissional habilitado pelo CONFEA/CREA;

4.178.11Certificado de Licença Ambiental emitido pelo órgão de controle ambiental, quando a edificação estiver situada em área de proteção ambiental ou a legislação exigir;

4.178.12Autorização do IBAMA em caso de obras com atividades de supressão vegetal.

4.179No memorial descritivo devem constar os seguintes itens:

4.179.1Finalidade do Projeto;

4.179.2Localização do imóvel;

4.179.3Derivação, características do condutor e comprimento do ramal de ligação;

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.179.4 Carga a instalar e dimensionamento das

4.179.4Carga a instalar e dimensionamento das instalações;

4.179.5Tipo da subestação;

4.179.6Proteção elétrica;

4.179.7Medição;

4.179.8Especificação das características relativas à proteção contra choques elétricos, queimaduras e outros riscos adicionais;

4.179.9Indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos: (verde -“D”, desligado e vermelho – “L”, ligado);

4.179.10Descrição do sistema de identificação de circuitos elétricos e equipamentos, incluindo dispositivos de manobra, de controle, de proteção, de intertravamento, dos condutores e os próprios equipamentos e estruturas, definindo como tais indicações devem ser aplicadas fisicamente nos componentes das instalações;

4.179.11Recomendações de restrições e advertências quanto ao acesso de pessoas aos componentes das instalações;

4.179.12Precauções aplicáveis em face das influências externas;

4.179.13O princípio funcional dos dispositivos de proteção, constantes do projeto, destinado à segurança das pessoas; e

4.179.14Descrição da compatibilidade dos dispositivos de proteção com a instalação elétrica.

4.180As edificações de uso coletivo devem constituir e manter o Prontuário de Instalações Elétricas, conforme recomendações da NR 10, formado pelo diagrama unifilar (subitem 4.178.5) e especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção (subitem 4.178.6).

4.181O prontuário de instalações elétricas deve estar disponível em local abrigado, visível, de fácil acesso e acondicionado em caixa exclusiva, conforme desenho 50 do ANEXO II.

4.182Os desenhos referentes aos subitens 4.178.3, 4.178.4 e 4.178.5 anteriores devem constar na mesma planta que é analisada e carimbada pela CELPE, liberando-a para construção e a inspeção que antecede a energização final.

4.183O dimensionamento da instalação elétrica da edificação deve atender às normas da ABNT e ser efetuado com base na demanda máxima prevista para a carga instalada, assinada por profissional habilitado pelo CONFEA/CREA.

4.184O projeto deve ser apresentado acompanhado do Requerimento para Análise de Projeto, assinado pelo interessado, com firma reconhecida em cartório, conforme ANEXO III.

4.185Após a análise, não havendo exigências, uma via do projeto é devolvida ao interessado, carimbada e assinada, acompanhada de carta de conformidade com as normas da CELPE e ABNT.

4.186Opcionalmente, o interessado pode fornecer inicialmente apenas uma via do projeto e, após a análise, caso não haja exigências, as duas vias restantes devem ser entregues, para complementação do processo de conformidade.

4.187Havendo alguma exigência, o interessado recebe uma carta de não conformidade do projeto. Após efetuadas as devidas correções o mesmo deve apresentar uma via corrigida do projeto e, não havendo exigências, o interessado fornece as duas vias restantes, assinando, no ato da entrega, um Protocolo de Entrega de Documentação de Projeto, conforme ANEXO V.

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.188 A validade do projeto é de trinta

4.188 A validade do projeto é de trinta e seis meses contados da data de conclusão de sua análise pela CELPE, ressalvada as modificações impostas pela legislação em vigor.

4.189Quaisquer alterações que se fizerem necessárias, após a liberação do projeto, não devem ser executadas sem que sejam analisadas pela CELPE, razão pela qual o interessado deve encaminhar três vias dos desenhos modificados e aguardar a devolução de uma via, constando o parecer.

4.190Para edificações de uso coletivo atendidas pela CELPE, é obrigatória a apresentação de projeto

elétrico pelo condomínio, para fins de análise pela CELPE, com a respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) com o visto do CREA e quitada, obedecendo às prescrições dos itens 4.177, 4.178 e 4.179 no que couber e for pertinente, conforme o tipo da solicitação acima discriminado, que solicitem os seguintes serviços:

a) Inclusão / reagrupamento de unidades consumidoras;

b) Alteração do tipo de ligação de unidades consumidoras (monofásica para trifásica);

c) Aumento de carga instalada, para qualquer das unidades e/ou para o condomínio;

d) Modificação da localização da entrada de serviço, dos Centros de Distribuição e Medição (CDM)

e/ou da subestação.

4.190.1Edificações de uso coletivo atendidas pela CELPE, que apresentem, quando da análise de conformidade do projeto ou nas inspeções realizadas pela CELPE alguma irregularidade em sua entrada de serviço e/ou nos CDMs que possam vir a comprometer a segurança, o funcionamento e/ou o faturamento

da energia elétrica devem ser regularizadas, como pré-condição necessária para a conformidade do projeto

e de suas instalações.

Ligação com Necessidade de Estudo

4.191São elaborados estudos, antes da ligação, para verificar a necessidade de reforço de rede e evitar possíveis perturbações nos seguintes casos:

a)

Ligações com motor ou máquina de solda a motor superior a 3 cv por fase nas tensões de 380/220

V;

b)

Ligações com cargas especiais, tipo raios X de qualquer potência, máquinas de solda de qualquer

potência em ligações monofásicas ou máquinas de solda a transformador com potência superior a 5 kVA em ligações trifásicas.

4.192A ligação de motores trifásicos está condicionada à aplicação de dispositivos de limitação da corrente de partida, conforme tabela 20 do ANEXO I. Não é permitida a ligação de motor trifásico com carga superior

a 40 cv, em tensão secundária de distribuição.

Demanda da Edificação

4.193A demanda máxima da Edificação (De) para fins de projeto da instalação elétrica até o ponto de entrega é calculada por critério definido pela CELPE.

4.194A partir do ponto de entrega, a instalação elétrica deve ser dimensionada pelo responsável técnico obedecendo às exigências da NBR 5410 em sua última versão.

4.195O método recomendado para cálculo da demanda da edificação considera a diferença entre as curvas de carga para áreas residencial e comercial.

Edifícios Residenciais

4.196O cálculo da demanda total da edificação para edifícios residenciais constitui-se das seguintes etapas:

4.196.1Determinação da demanda dos apartamentos;

4.196.2Determinação da demanda do condomínio;

4.196.3Determinação da demanda total do edifício através da adição da demanda dos apartamentos com a demanda do condomínio.

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo Edificações de Uso Residencial - Determinação da demanda

Edificações de Uso Residencial - Determinação da demanda dos apartamentos

4.197A carga instalada para consumidores monofásicos ou demanda para consumidores trifásicos é calculada com base na potência nominal dos equipamentos declarados pelo consumidor ou conforme tabela 06 do ANEXO I.

4.198Para fins de dimensionamento do ramal de distribuição de cada unidade consumidora, deve-se considerar a queda de tensão máxima admissível a partir do CDM. A tabela 17 do ANEXO I apresenta, como sugestão, a seção do ramal de distribuição e a corrente nominal do disjuntor de proteção por faixa de carga instalada (unidade consumidora monofásica) ou demanda (unidade consumidora trifásica).

4.199A demanda individual em kVA dos apartamentos é calculada em função da área útil. Neste método, já estão incluídas as cargas específicas, tais como iluminação, tomadas de uso geral, chuveiros elétricos, aparelhos de ar condicionado, aquecedores, etc. conforme tabela 12 do ANEXO I.

4.200Para edificações onde existam unidades consumidoras com diferentes áreas úteis, determina-se a área útil através da média ponderada das áreas envolvidas.

4.201Em seguida, determina-se o fator de diversidade, em função do número de apartamentos residenciais da edificação com base na tabela 13 do ANEXO I.

4.202Multiplica-se a demanda individual obtida, pelo fator de diversidade em função do número total de apartamentos residenciais da edificação.

4.203Assume-se a demanda residencial (Dr) igual a 26 kVA como o valor mínimo da demanda quando os cálculos acima forem inferiores a este valor. Tal medida tem como objetivo dotar o sistema de proteção das instalações internas da edificação de seletividade mínima necessária, garantindo que a proteção de cada unidade consumidora tenha capacidade de corrente inferior à da proteção geral.

Determinação da demanda do condomínio

4.204A demanda da área de serviço (Ds) deve ser calculada pelo critério da potência instalada.

4.205A demanda do condomínio é determinada considerando-se, individualmente, as seguintes cargas:

4.205.1Cargas de iluminação;

4.205.2Cargas de tomadas;

4.205.3Motores de elevadores e bombas d’água;

4.205.4Outras cargas, tais como saunas, equipamentos de piscina, portões automáticos, etc.

4.206A potência instalada, em kW, é calculada com base na potência nominal dos equipamentos declarados pelo consumidor ou, na falta desta, conforme tabela 06 do ANEXO I.

4.207A potência em kVA é calculada com base nos fatores de potência típicos apresentados na tabela 14 do ANEXO I.

4.208O cálculo da demanda pelo critério da potência instalada utiliza a seguinte fórmula:

Ds = a + b + c + d

4.208.1A primeira parcela (a) representa a soma das demandas referentes à iluminação e tomadas das áreas não residenciais (serviço) da edificação.

Cálculo da parcela de demanda referente às cargas de iluminação:

a) 100% para os primeiros 10 kW;

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo b) 25% para o que exceder a 10

b) 25% para o que exceder a 10 kW.

Ao valor encontrado em kW, deve ser aplicado o fator de potência específico apresentado na tabela 14 do ANEXO I.

Cálculo da parcela de demanda referente às cargas de tomadas de uso geral:

c) 20% aplicado sobre a carga total em kW;

Ao valor encontrado em kW, deve ser aplicado o fator de potência igual a 1,0 (um).

4.208.2A segunda parcela (b) representa a parcela de demanda referente a elevadores e bombas d’água, devendo ser utilizados os fatores da tabela 16 do ANEXO I separadamente, para os grupos de motores de elevadores e de bombas d’água, adotando-se o fator de diversidade 1,0 para este grupo;

4.208.3A terceira parcela (c) representa a parcela referente a outras cargas motrizes, monofásicas ou trifásicas, tais como portões automáticos, equipamentos de piscina, etc., devendo ser utilizados os fatores da tabela 16 do ANEXO I para cada tipo de carga, adotando-se o fator de diversidade 1,0 para este grupo;

4.208.4A parcela (d) representa a demanda de outros tipos de cargas, tais como saunas, aquecedores, centrais de ar condicionado, banheiras de hidromassagem, etc. Estas cargas devem ser analisadas em particular, aplicando-se às mesmas, fatores de diversidade que são função de suas características particulares de utilização, definidas no projeto. Para estas cargas devem ser aplicados fatores de potência específicos, conforme definido no projeto.

Determinação da demanda total do edifício residencial

4.209A demanda total do edifício é determinada pela soma das demandas dos apartamentos mais a demanda do condomínio, conforme abaixo:

D e = D r. F r + D s

Onde:

De= demanda total da edificação Dr= demanda total dos apartamentos residenciais, calculado pelo método da área útil. Ds= demanda do condomínio, calculada pelo método da potência instalada. Fr= fator de segurança mínimo.

4.210Os fatores de segurança mínimos constam da tabela 05.

Tabela 05 – Fator de Segurança Mínimo

Dr (Dem. Aptos.)

Dr 26kVA

26kVA<Dr 50kVA

50kVA<Dr 100kVA

Dr > 100kVA

Fr mínimo

1,4

1,3

1,2

1,0

Edifícios comerciais ou mistos

4.211A demanda dos edifícios comerciais (Dc) é calculada pelo método da potência instalada, portanto utilizando a mesma fórmula e mesmas tabelas utilizadas no cálculo da demanda da área de serviço.

D c = a + b + c + d + e + f

4.211.1As parcelas a, b, c e d correspondem às mesmas parcelas do cálculo da demanda da área de serviço (Ds), supra. Neste caso, para determinação do fator (a), devem ser utilizados os fatores de demanda constantes na tabela 15 do ANEXO I.

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo 4.211.2 Dentro da parcela “d”, quando o projeto

4.211.2Dentro da parcela “d”, quando o projeto da edificação contemplar aparelhos de ar condicionado individuais, deve-se aplicar a tabela 18 do ANEXO I, para determinação da demanda dessas cargas. Para centrais de ar condicionado, deve ser considerado o fator de diversidade unitário.

4.211.3A parcela (e) representa a demanda das máquinas de solda a transformador, calculada conforme seguinte critério:

a) 100% da potência do primeiro maior aparelho;

b) 70% da potência do segundo maior aparelho;

c) 40% da potência do terceiro maior aparelho;

d) 30% da potência dos demais aparelhos.

4.211.4A parcela (f) representa a demanda dos aparelhos de raios X, calculada da seguinte forma:

a) 100% da potência do maior aparelho;

b) 10% da potência dos demais aparelhos.

4.212A demanda total da edificação deve ser calculada aplicando-se a fórmula:

D e = D r. F r + D s + D c

Onde:

De

= demanda total da edificação

Dr

= demanda total dos apartamentos residenciais, calculado pelo método da área útil.

Ds

= demanda do condomínio calculada pelo método da potência instalada.

Dc

= demanda das cargas comerciais, calculada pelo critério da potência instalada.

Fr = fator de segurança mínimo.

4.213Com base na Demanda Máxima da edificação (De) calculada acima, devem ser dimensionados o circuito alimentador do Quadro de Distribuição Geral (QDG), os Centros de Distribuição e Medição (CDM) e seus respectivos circuitos alimentadores, os transformadores e configurado o arranjo da subestação.

5.REFERÊNCIAS

Os equipamentos e as instalações de consumidor devem atender às exigências da última revisão das normas da ABNT, resoluções dos órgãos regulamentadores oficiais, em especial as listadas a seguir:

GS01.03-02.001 Emissão de Instrumentos Normativos NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão NBR 5413 – Iluminância de interiores NBR 15688 - Redes de Distribuição Aérea de Energia Elétrica com Condutores Nus NBR 5444 - Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais NBR 6233 – Eletroduto de PVC Rígido e Respectiva Junta - Verificação da Estanqueidade à Pressão Interna NBR 15465 - Sistemas de eletrodutos plásticos para instalações elétricas de baixa tensão - Requisitos de desempenho NBR 13534 - Instalações elétricas de baixa tensão - Requisitos específicos para instalação em estabelecimentos assistenciais de saúde NBR 13570 – Instalações Elétricas em locais de afluência de público – requisitos específicos NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1.0 a 36,2 kV NBR ISO 9001-Sistemas de Gestão da Qualidade NBR NM 280 – Condutores de cabos isolados (IEC 60228) NBR NM 60898 – Disjuntores para proteção de sobrecargas para instalações domésticas e similares NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade

Na

ausência de normas específicas da ABNT ou em casos de omissão das mesmas, devem ser observados

os

requisitos das últimas edições das normas e recomendações das seguintes instituições:

ANSI

- American National Standard Institute, inclusive o National electric Safety Code (NESC);

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo NEMA - National Electrical Manufacturers Association NEC

NEMA - National Electrical Manufacturers Association

NEC

- National Electrical Code

IEEE

- Institute of Electrical and Electronics Engineers

IEC

- International Electrotechnical Commission.

6.APROVAÇÃO

BRUNO DA SILVEIRA LOBO Departamento de Planejamento de Investimentos - EPI

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de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo ANEXO I. TABELAS TABELA 06 – POTÊNCIA DOS

ANEXO I. TABELAS

TABELA 06 – POTÊNCIA DOS APARELHOS ELETRODOMÉSTICOS

ITEM

TIPO

POTÊNCIA W

1

AMACIADOR DE CARNE

890

2

AMALGAMADOR

200

3

AMPLIFICADOR DE SOM

50

4

AMPLIFICADOR/CODIFICADOR - PARABOLICA

30

5

APARELHO DE ENDOSCOPIA

45

6

APARELHO DE ULTRASSONOGRAFIA

500

7

AQUECEDOR DE ÁGUA (200 L)

2000

8

AQUECEDOR DE ÁGUA (50 A 175 L)

1500

9

ARCONDICIONADO 6000 BTUS

800

10

ARCONDICIONADO 7000 BTUS

900

11

ARCONDICIONADO 7500 BTUS

950

12

ARCONDICIONADO 8000 BTUS

1000

13

ARCONDICIONADO 9000 BTUS

1100

14

ARCONDICIONADO 10000 BTUS

1200

15

ARCONDICIONADO 11000 BTUS

1300

16

ARCONDICIONADO 12000 BTUS

1400

17

ARCONDICIONADO 14000 BTUS

1600

18

ARCONDICIONADO 15000 BTUS

1800

19

ARCONDICIONADO 16000 BTUS

1950

20

ARCONDICIONADO 18000 BTUS

2350

21

ARCONDICIONADO 21000 BTUS

2400

22

ARCONDICIONADO 26000 BTUS

2850

23

ARCONDICIONADO 30000 BTUS

3200

24

ASPIRADOR DE PO COMERCIAL

2240

25

ASPIRADOR DE PO RESIDENCIAL

750

26

ASSADEIRA GRANDE

1000

27

ASSADEIRA PEQUENA

500

28

BALANÇA ELÉTRICA

20

29

BALCÃO FRIGORÍFICO GRANDE

1000

30

BALCÃO FRIGORÍFICO PEQUENO

500

31

BANHEIRA DE HIDROMASSAGEM

6600

32

BANHO MARIA ( RESTAURANTE )

1800

33

BARBEADOR ELÉTRICO

50

34

BATEDEIRA DE BOLO

100

35

BEBEDOURO

200

36

BETONEIRA

1000

37

BOMBA D’AGUA (PISCINA)1/4 CV

184

38

BOMBA D’AGUA (PISCINA)1/3 CV

245

39

BOMBA D’AGUA (PISCINA)1/2 CV

368

40

BOMBA D’AGUA (PISCINA)3/4 CV

552

41

BOMBA D’AGUA (PISCINA)1 CV

736

42

BOMBA D’AGUA (PISCINA)2 CV

1472

43

BOMBA D’AGUA (PISCINA)3 CV

2208

44

BOMBA D’AGUA (PISCINA)5 CV

3680

45

BOMBA D’AGUA (PISCINA)7,5 CV

5520

46

BOMBA D’AGUA (IRRIGAÇÃO)1/4 CV

184

SM01.00-00.002

7ª Edição

07/08/2009

33 de 120

Norma

Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo ITEM   TIPO POTÊNCIA W 47 BOMBA D’AGUA

ITEM

 

TIPO

POTÊNCIA W

47

BOMBA D’AGUA (IRRIGAÇÃO)1/3 CV

245

48

BOMBA D’AGUA (IRRIGAÇÃO)1/2 CV

368

49

BOMBA D’AGUA (IRRIGAÇÃO)3/4 CV

552

50

BOMBA D’AGUA (IRRIGAÇÃO) 1 CV

736

51

BOMBA D’AGUA (IRRIGAÇÃO) 2 CV

1472

52

BOMBA D’AGUA (IRRIGAÇÃO) 3 CV

2208

53

BOMBA D’AGUA (IRRIGAÇÃO) 5 CV

3680

54

BOMBA D’AGUA (IRRIGAÇÃO) 7,5 CV

5520

55

BOMBA D’AGUA 1/3 HP

245

56

BOMBA D’AGUA ¼ HP

184

57

BOMBA D’AGUA 2 HP

COND=3HS

1472

58

BOMBA D’AGUA ½ HP

368

59

BOMBA D’AGUA 3 HP

2208

60

BOMBA DE AR P/ AQUARIO

65

61

BOMBA DE COMBUSTÍVEL

740

62

CADEIRA DE DENTISTA

190

63

CAFETEIRA ELÉTRICA - PEQ.

500

64

CAFETEIRA ELÉTRICA - MED.

750

65

CARREGADOR DE BATERIA

1200

66

CARREGADOR DE TELEFONE CELULAR

5

67

CENTRAL DE AR TRANE XE 1000 (MONOF.)

170

68

CENTRAL DE AR TRANE XE (MONOFASICA)

5060

69

CENTRAL DE AR HITACHI (MONOFASICA)

1200

70

CENTRAL DE AR ( 1 TR ) =12000BTU

1700

71

CENTRAL TELEFÔNICA

30

72

CHUVEIRO ELÉTRICO

2500

73

CHUVEIRO ELÉTRICO (DUCHA CORONA)

4400

74

CHUVEIRO 4 ESTAÇÕES

6500

75

CILINDRO (PADARIA)

2200

76

COMPACT DISC PLAYER

30

77

COMPRESSOR - PEQ.

370

78

COMPUTADOR DOMÉSTICO

250

79

CONJ SOM PROFISSIONAL

500

80

CONJ SOM RESIDENCIAL

100

81

CORTADOR DE GRAMA

1600

82

DECK (TOCA FITAS)

30

83

DEPENADOR DE GALINHA 1CV

736

84

DEPENADOR DE GALINHA 2CV

1472

85

DEPENADOR DE GALINHA 3CV

2208

86

DESCASCADOR DE BATATAS

250

87

EQUIPAMENTO DE DVD

50

88

ELEVADOR GRANDE (CONDOMINIO = 3HS)

10300

89

ELEVADOR DE CARRO 2CV

1472

90

ELEVADOR DE CARRO 3CV

2208

91

ENCERADEIRA RESID.

400

92

ESMERIL

2200

93

ESPREMEDOR DE LARANJA (ALTO)

250

94

ESPREMEDOR DE LARANJA (BAIXO)

150

95

ESTEIRA ROLANTE - PARA CARGA

1470

SM01.00-00.002

7ª Edição

07/08/2009

34 de 120

Norma

Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo ITEM TIPO POTÊNCIA W 96 ESTERILIZADOR 1000

ITEM

TIPO

POTÊNCIA W

96

ESTERILIZADOR

1000

97

ESTUFA

1000

98

ESTUFA DE DENTISTA

1000

99

ETIQUETADORA

70

100

EXAUSTOR GRANDE

400

101

EXAUSTOR PEQUENO

200

102

EXAUSTOR PARA FOGAO

100

103

FACA ELÉTRICA

140

104

FATIADOR PARA FRIOS

740

105

FAX

240

106

FERRO DE SOLDA GRANDE

600

107

FERRO DE SOLDA MÉDIO

400

108

FERRO DE SOLDA PEQUENO

100

109

FERRO ELÉTRICO

550

110

FERRO ELÉTRICO AUTOMÁTICO

1000

111

FLIPERAMA

90

112

FOGÃO COMUM COM ACENDEDOR

90

113

FOGÃO ELÉTRICO

2000

114

FORNO DE MICRO ONDAS

1150

115

FORNO ELÉT. ABC C/ 1 CÂMARA

2000

116

FORNO ELÉT. CAPITAL C/ 2 CÂMARAS

10000

117

FORNO ELÉT. CURITIBA

38000

118

FORNO ELÉT. ELETRO GRANT C/ 3 CÂMARA

24400

119

FORNO ELÉT. ESPECIAL C/ 2 CÂMARAS

30000

120

FORNO ELÉT. HIPER VULCÃO C/ 4 CÂMARA

22000

121

FORNO ELÉT. ITAL BRAS C/ 2 CÂMARAS

25000

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