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UNIV ERSIDAD E DO ESTA DO DO A MAZONA S

C U RSO DE LIC ENCIATUR A EM MAT E MÁTICA

RELATÓ R IO TÉCNI C O CIENT I FICO P lano Nac ional de E ducação PNE

N ovo Aripua – AM

2012

Thiago Moreira Bianeck

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RELATÓRIO TÉCNICO CIENTIFICO Plano Nacional de Educação PNE

Relatório Técnico Cientifico do Plano Nacional de Educação PNE, destina se para fins de avaliação final da Disciplina de Estrutura e Funcionamento do Ensino Básico, solicitado pela Professora Osmarina Guimarães, Curso de Licenciatura Plena em matemática, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Professor Assistente:

Jenner Araújo

Novo Aripuanã – AM

2012

Thiago Moreira Bianeck

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RELATÓRIO TÉCNICO CIENTIFICO Plano Nacional de Educação PNE

Relatório Técnico Cientifico, do Plano Nacional de Educação PNE, destina se para fins de avaliação final da Disciplina de Estrutura e Funcionamento do Ensino Básico, solicitado pela Professora Osmarina Guimarães, Curso de Licenciatura Plena em matemática, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Osmarina Guimarães de Lima (Orientadora) – UEA

Carlos Alberto Farias Jennings (Orientador) UEA

Jenner Pinto de Araújo (Professor Assistente) – UEA

Novo Aripuanã AM, 24 de Abril de 2012.

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Á Minha família, Pelo incentivo e carinho

AGRADECIMENTOS

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5

A todos que contribuíram para a realização deste trabalho, fica expresso aqui a

minha gratidão, especialmente:

Aos Professores, pela orientação, pelo aprendizado e apoio em todos os momentos necessários. Aos meus colegas de classe, pela rica troca de experiências.

A Todos que de alguma forma, contribuíram para esta construção.

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Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta. (MANDELA,

2010).

SUMÁRIO

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LISTA DE FOTOGRAFIAS

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LISTA DE TABELAS

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APRESENTAÇÃO

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1 INTRODUÇÃO

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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

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2.1. A MESA REDONDA E A PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS

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2.2. A NECESSIDADE DA REALIZAÇÃO DE EVENTOS UNIVERSITÁRIOS

ABORDANDO A EDUCAÇÃO NO

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2.3. RESULTADOS E ENTRAVES OBTIDOS PÓS MESA REDONDA

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2.4. PROFESSORA ROSICLÉIA DE SÁ VINHOTE, MEMBRO DA EQUIPE

PEDAGÓGICA DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO RELATA A RESPEITO DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO

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2.5. A PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS E DOS ESTADOS NA FORMAÇÃO

DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – PNE

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2.6.

ANÁLISE E NECESSIDADE DE ORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA

EDUCACIONAL NO

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2.7.

A ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE ESCOLAR E A LDB

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2.8.

DEVER DA UNIÃO DE ACORDO COM A LDB/96

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2.9.

DEVER DOS ESTADO CONFORME A LDB/96

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2.10.

O MUNICÍPIO E A LDB/96

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2.11.

OS NÍVEIS E MODALIDADES DE ENSINO EM CONSONÂNCIA COM A

LDB

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2.12.

O IDEB COMO FATOR DETERMINANTE AO CRESCIMENTO

EDUCACIONAL

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2.12.1. O QUE É O IDEB

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2.12.2. PARA QUE SERVE O IDEB

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2.12.3. O QUE SÃO AS METAS

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2.12.4. COMO O IDEB É CALCULADO

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2.13.

O DESENVOLVIMENTO E CUMPRIMENTO DAS METAS DO IDEB

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3 CONCLUSÃO

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4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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5 ANEXOS

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LISTA DE FOTOGRAFIAS

FIGURA 1 – GERENTE LOCAL DA UEA, GESTORES DE ESCOLAS ESTADUAIS E PREFEITO MUNICIPAL NA COMPOSIÇÃO DA MESA

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FIGURA 2 - ROSICLÉIA DE SÁ VINHOTE - COORDENADORA PEDAGÓGICA DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

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FIGURA 3 - MAPA DOS ESTADOS QUE POSSUEM PEE

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LISTA DE TABELAS

TABELA 1 - IMPLANTAÇÃO DOS PEE´S NOS ESTADOS

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APRESENTAÇÃO

Este relatório técnico científico, tem como objetivo apresentar trabalho acadêmico desenvolvido no dia 09 de Abril de 2012 na sala da Turma de Licenciatura Plena em Matemática da UEA – Universidade do Estado do Amazonas, onde foi transmitida a realização da mesa redonda, tendo como Tema o Plano Nacional de Educação – PNE. Para afirmar os objetivos e metas em âmbito municipal e para destacar as diferenças entre os municípios foi sugerido que fossem convidados as autoridades em educação no município. Em principal, membros da secretaria municipal de educação.

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1 INTRODUÇÃO

O Objetivo da Realização do Evento: Mesa Redonda, era tratar a educação a nível municipal, verificando as necessidades e dificuldades de cada município e em foco principal o Plano Nacional de Educação – PNE, Intermediado por meio de tecnologia IPTV. Assim reduzindo as distâncias entre os municípios do amazonas que compõe o sistema de ensino do curso de licenciatura plena em matemática. A Realização deste evento serviu para ampliar os conhecimentos dos universitários e das autoridades presentes quanto à implementação das leis de âmbito municipal, estadual e federal e para sua melhor aplicação. Serviu também para ampliar os horizontes e conhecer realidades além da situação municipal, revelando aspectos educacionais de outras localidades do estado.

Esta interação é de fato importante, pois o conhecimento de outras gestões educacionais faz com que busquemos o aprimoramento educacional, e que desempenhemos de fato o trabalho de educadores que buscam o cumprimento das metas educacionais estabelecidas pelo governo, a fim de melhorar os índices de aprendizagem dos alunos.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Comporam a mesa no local de transmissão a Professora THERESINHA RUIZ, Ex-deputada estadual e Professora no TRT - Tribunal Regional do Trabalho, Professora Ruth, Membro da Academia de Letras e Ciências, Professora Osmarina Guimarães, Professor Carlos Alberto Farias Jennings e também contou com a participação do membro da comissão legislativa de educação da assembleia legislativa do estado, Deputado Sidney Leite. A Organização da mesa redonda no município de Novo Aripuanã ficou por parte do Gerente local da UEA: Adelson Alves de Lima, da secretária: Delzinei Carvalho e do Professor Assistente: Jenner Pinto. Foram convidados para o evento: O Prefeito Municipal Aminadab Meira de Santana, A Secretária Municipal de Educação: Clícia de Paula Coutinho, O membro da comissão de educação da Câmara Municipal: Vereador Neto Carvalho, O Gestor da Escola Estadual Julieta Lopes de Albuquerque: Prof. José Saraiva da Costa, O Gestor da Escola Estadual Guilherme Buzaglo: Prof. Everaldo Nascimento, O Gestor

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da

Coo rdenador

Escola

E stadual

Professor

Francisc o

Sá:

Pr of.

Local da S EDUC, Pr of. Almeriz o Marque s.

Franc isco

Gou vêa

e

o

Pr of. Almeriz o Marque s. Fran c isco Go u vêa e o Figu ra

Figu ra 1 – Gerent e Local da UE A, gestores d e escolas est aduais e Pref eito Municipa com posição da m esa

na

Dos C onvidados

não com parecera m: o Gest or da Esc ola Franci sco Sá, O

Coo rdenador

da SEDU C, e a Se cretária M unicipal d e Educaçã o, esta q ue de fato

era primordial.

Fizera m parte d esta mes a redonda , os mun icípios de

Itamarati,

Borba, Apu uí, São Se bastião do

Codajás,

Mar aã, Irandu ba, Tapau á, Japurá, Anori, No vo Airão,

Uatu mã, Uarin i, Itapiran ga, Juruá,

Novo Ari puanã, Fo nte Boa,

Barcelos,

São Paulo

de

Olivença,

Jutaí e

Beruri, se ndo que

a maioria

dos part icipantes

tiveram a

opor rtunidade

de manifes tar suas o piniões de forma ab erta e dem ocrática.

 

A Abe rtura da

nossa tur ma e apre sentação

dos convi dados foi

feita pelo

aca dêmico Ja nderson M arinho.

A Me sa redond a foi bas tante pro veitosa, p ois foi u sado o s stema de

nos inter iores, con tando com outros m unicípios, assim nós

saber das necessida des e pro blemas en frentados por outros

vide oconferên cia, atingin do todas as unidad es da UEA

os r epresenta ntes munic ipais na á rea da ed ucação em

univ ersitários

pudemos

mun icípios do estado.

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Ao Final da Mesa redonda e da transmissão via IPTV, o Prefeito Municipal deu suas considerações e falou sobre a educação no município. O Professor José Saraiva da Costa, Gestor da Escola Julieta, falou do futuro da educação no município e a importância do uso da tecnologia na educação, O Vereador Neto Carvalho relembrou o processo de implantação do Centro Acadêmico da UEA e fechando a Mesa Redonda o Gerente da UEA: Adelson Alves de Lima, falou sobre a extensão territorial da UEA e a importância de preservar a área, visando futuras instalações, e também falou da importância do trabalho acadêmico e dos universitários para a cidade de Novo Aripuanã. Ressaltada a importância de tal evento para engrandecer a educação no município e ao mesmo tempo houve indignação com a ausência da representação da secretaria de educação municipal.

2.1. A MESA REDONDA E A PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS

Os Municípios que interagiram no tempo normal estipulado pela programação

do evento, destacaram diversas atividades voltadas ao âmbito do desenvolvimento da educação em seus vários aspectos. A Maioria abordou a questão da participação em eventos organizados pela Secretaria de Estado da Educação - SEDUC, e em seguida, nos eventos de nível Nacional, onde abordaram aspectos legais e de planejamento.

O Objetivo principal de tais conferências e reuniões estratégicas é o

fortalecimento da educação a nível nacional. Muitos municípios citaram a qualificação dos profissionais da educação e a

questão salarial também foi abordada com o Plano de Cargos e Salários que em alguns municípios está acima da média nacional.

A Participação dos membros das entidades educacionais estaduais e

municipais em cada município foi deveras razoável. Em alguns municípios comparecerem vereadores, membros de comissões de educação, membros de Conselhos Municipais de Educação, Gestores de Escolas Públicas de âmbito estadual e municipal, alguns ex-secretários de educação também compareceram em alguns municípios para relatar sobre suas experiências. Alguns Coordenadores Municipais de Educação relataram sobre a educação em âmbito estadual e suas dificuldades.

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O Tempo estipulado de apresentação era limitado, não sendo possível prolongamento do assunto abordado e ficando os apresentadores voltados a uma apresentação resumida e objetiva. Também houve a participação de membros do SINTEAM em alguns municípios, como colaboradores de informações na realização do evento, um dos representantes citou a importância do planejamento e da formação profissional de cada docente, direcionado ao Deputado Sidney Leite para reflexão de apoio voltado à valorização da profissão junto à Assembleia Legislativa do Estado. Foi abordado o PARFOR e também as iniciativas municipais quanto à realização de Conferências que busquem a participação da comunidade, alunos e pais de alunos.

2.2. A

NECESSIDADE

DA

REALIZAÇÃO

DE

EVENTOS

UNIVERSITÁRIOS

ABORDANDO A EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO.

A Realização da mesa redonda foi de fato um fator de engrandecimento aos

níveis de conhecimento a respeito da realidade da educação no estado do amazonas pois tais eventos reafirmam a necessidade da formação do professor voltada aos anseios da comunidade, obedecendo a regras estabelecidas através de estudos realizados em conferências de âmbitos municipal, estadual e nacional, como o Plano Nacional de Educação – PNE. Adequar o futuro professor à realidade do ensino é de fato prepara-lo para o futuro, o despertar da criticidade concreta, aperfeiçoa os desígnios de uma sociedade mais justa e igualitária, e neste contexto, o conhecimento das leis da

educação, faz com que os universitários acabem por observar as principais falhas contidas em tais leis, e rebusquem o aperfeiçoamento das mesmas.

O Papel da universidade, exemplificando os cursos de licenciatura, é formar

cidadãos capazes de formar outros cidadãos, priorizando não apenas o repasse dos conhecimentos contidos nos currículos, mas também ampliando o conhecimento para que o aluno desenvolva um papel na sociedade. Foi proveitosa a abordagem dos professores e dos membros componentes da mesa redonda, não apenas para os universitários, mas também para os participantes, componentes das mais altas esferas de organização municipal da educação.

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Em algumas entrevistas e conversas informais, observou-se em alguns líderes educacionais, o desconhecimento do PNE e de suas metas, nestes casos é necessária à adequação destes professores com capacitações constantes para adequá-los ao cumprimento de normas legais, pois não depende apenas dos gestores da educação a implementação real das metas, pois grande parte é de responsabilidade do professor. Foi abordada em muitos municípios a questão da valorização do profissional da educação. A Nível estadual, recentemente o professor recebeu aumento salarial, equiparado aos níveis nacionais estipulados por lei. Observando em nosso município tal equiparação ainda não aconteceu, os professores da rede municipal no decorrer da história sempre foram desvalorizados, pois muitos governantes que não vêm a real importância desse profissional para o desenvolvimento municipal. O Profissional da rede municipal de educação trabalha descontente, pois as leis que deveriam ser cumpridas, acabam sendo esquecidas.

2.3. RESULTADOS E ENTRAVES OBTIDOS PÓS MESA REDONDA

Esperava-se obter informações de vários municípios, coletadas nas interações para comparar com dados municipais, a visto de nosso município o aprendizado dos alunos foi mais externo do que interno. Aprendemos com a realidade de outros municípios, vendo seus problemas e seus progressos, nas áreas das modalidades educacionais diversas. Tais interações nos fizeram refletir a respeito da educação como nível de formação de uma sociedade mais justa. Também há de se perceber que as leis servem em si para planejar o crescimento ordenado, e com a qualificação dos professores a educação tem evoluído gradativamente até o ponto em que nos encontramos atualmente. Não estamos equiparados ainda aos países do Primeiro mundo, mas temos atingido ao passar dos anos a superação nos índices educacionais mundiais, superando alguns outros países. Em pesquisas percebe-se que a Realidade do Brasil começou a ser modificada através das leis e dos manifestos em prol da educação, como o Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova de 1932, que tem como um de seus ilustres membros Anísio Teixeira que difundiu os pressupostos do movimento da Escola

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Nova, tendo como princípio a ênfase no desenvolvimento do intelecto e na capacidade de julgamento, em preferência à memorização. Anísio Teixeira reformou o sistema educacional da Bahia e do Rio de Janeiro, exercendo vários cargos executivos. Foi um dos mais destacados signatários do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Em Nível de pesquisa e entrevistas para analisar a educação em nosso município encontramos entraves por parte da Secretária de Educação, que apenas

atendeu a alguns alunos, por conta de comentários feitos por alunos em rede social na internet, quanto à ausência da Secretaria Municipal de Educação e de seus representantes no evento realizado pela universidade. Destacou-se a ausência da representatividade da secretaria municipal de educação, por ser esta instituição a responsável pelo planejamento educacional no município e por ter esta secretaria o resumo das leis específicas que vigoram atualmente. Foram preparados questionamentos sobre o Sistema Municipal de Educação no município que acabaram ficando sem respostas.

O Grupo de pedagogas da Secretaria para a realização deste relatório foi

entrevistada em data posterior à realização do evento, sendo que obtivemos

proveitosas informações.

A Coordenadoria de educação no estado na pessoa do representante no

município não compareceu, também deixando dúvidas quanto a Organização da Educação em nível de estado, seus projetos futuros e ações presentes.

2.4. PROFESSORA ROSICLÉIA DE SÁ VINHOTE, MEMBRO DA EQUIPE PEDAGÓGICA DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO RELATA A RESPEITO DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO.

Rosicléia Sá, falou sobre o Plano Nacional de Educação e deu detalhes sobre o sistema municipal de educação no município. Rosicléia Sá nos explicou que o Plano Nacional de Educação é elaborado em decênios, o ano de 2011 foi o ultimo ano de vigência do plano que estava sendo executado e que nem todas as ações acabam sendo comtempladas no período estipulado, e no mesmo ano de 2011 foi iniciada a elaboração do novo plano, e

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qua ndo se faz um novo plano a m aioria das ações sã o repetida s, isso se denomina rein cidência, p ara que s ejam exec utadas em um novo decênio.

p ara que s e jam exec u tadas e m um novo d ecênio. Fig

Fig ura 2 - Rosicl éia de Sá Vin hote - Coorde nadora Peda Mu nicipal de Edu cação

ógica da Sec retaria

de con ferências,

prim eiramente

Arip uanã foi r ealizada

conf erência m unicipal v ão para a conferênci a estadua l, em segu uida a níve l estadual

e as pro postas viá veis são e nviadas p ara serem debatidas

na C onferênci a Naciona l, uma del egação é d esignada nas confe rências m unicipais e

conferenci a nacional

postas qu e foram e laboradas.

onde são

dirigente s municip ais e esta duais para participar em juntam ente com

de 2011 a Conferen cia Estadu al foi reali zada na A ssembleia ano, sen do que d o municíp io a únic a particip ante foi a

a participa ção foi mí nima na c onferência

preparada uma min uta que fo i entregue aos secr etários de educação

naci onal. Foi

Sec retaria mu nicipal de educação estadual

Legi slativa ao

parl amentares . No Ano

conv idados os

em Novo

as propo stas elab oradas na

As pre liminares

do

pla no

são

realizadas

através

as conf erências

municipais , sendo

que a co nferência

no ano d e 2009, s endo que

é re alizada um a seleção

esta duais, sen do que ca da estado

envia su a delegaçã o para a

que é realizad a em Bras ília, onde serão vota das as pr

Disc ussões s ão levant adas em

universida des, secr etarias m unicipais,

final do

mun icipais. Até hoj e ainda n ão se sab e em que

níve l das prop ostas que foram ela boradas n a conferên cia munici pal, o res ultado final

sair á quando

fato prep arado. De pois de fi nalizado o

municípi o foi cont emplado e

termos o

o Plano

Nacional e stiver de

18

PNE, será colocado em prática nos âmbitos municipal, estadual e nacional. O Plano que está sendo elaborado irá até o ano de 2021, No ano de 2022 comemora-se o bicentenário da educação, e até este ano o governo tem metas para cumprir, sendo

a primordial o IDEB, onde o Brasil pretende alcançar a meta de países

desenvolvidos que é 6.0, tal meta será alcançada através de melhorias na qualidade de ensino. Qualificando professores, aplicando novas metodologias, fazendo uso dos instrumentos legais criados pelo sistema de educação maior, o MEC e também pelas esferas estadual e municipal que também criam suas leis para a melhoria da qualidade de ensino.

O Plano Municipal de Educação ainda não foi implantado pelo fato de Novo

Aripuanã ainda não ter o seu próprio sistema de educação, todo o sistema do

município é regido pelo sistema estadual de educação, onde utilizamos as propostas do estado, todas as leis estaduais no âmbito educacional e fazemos algumas adequações.

O Conselho Municipal de Educação é recente e ainda está em fase de

implantação, sendo que o mesmo não tem regimento interno e ainda não foi realizada mais de uma reunião, assim que for estabelecido de fato o conselho, começaremos a elaborar de fato o Plano Municipal de Educação.

2.5. A PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS E DOS ESTADOS NA FORMAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – PNE

Os Municípios e os Estados são os membros principais para a formação da Estrutura Organizacional e legal do sistema de educação nacional, e para tanto, ao passar dos anos é primordial que se dê a devida atenção aos procedimentos utilizados para a gestão da educação municipal e Estadual. As Secretarias juntamente com os poderes executivo e legislativo, por iniciativa do governo federal, têm implementado políticas para abranger a população e a gestão dos municípios e estados para construir as diretrizes e metas que permeiam e irão permear no futuro e no presente, visando à melhoria da educação, para alcançarmos assim alguns degraus nos patamares educacionais a nível internacional, visto que ainda estamos em situação desfavorável, dado o tamanho do país e os recursos utilizados.

A Realidade das regiões no constante à educação é bastante desigual, pois a

realidade do sul é diferente da realidade do Norte, por isso se fez necessária à

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realização de Conferências Municipais, seguidas de conferências estaduais e ao fim a realização de uma conferência nacional, onde se trata de debater assuntos que tenham interesses comuns no tangente à educação a todos os municípios e estados. A Partir da elaboração do Plano Nacional de Educação - PNE, deu-se o início da elaboração dos Planos Estaduais de Educação - PEE em alguns estados, haja vista que alguns estados ainda estão em fase de elaboração e alguns já têm seus Projetos de Lei esperando a aprovação das Assembleias Legislativas.

Estado / Distrito

Situação Atual

Acre

Não tem PEE. Segundo a secretária de educação do estado, Maria Corrêa da Silva, há um documento com diretrizes educacionais elaborado em 1999 pela própria Secretaria. A intenção é elaborar um novo plano no ano que vem, à luz do Plano Nacional de Educação.

Alagoas

Possui PEE. Foi aprovado pela Lei 6.757, de 3 de agosto de 2006, com vigência até 2015.

Amapá

Não possui PEE. Houve uma conferência estadual de educação em abril de 2010 para elaborar as diretrizes. A secretaria foi responsável por sistematizar e enviar a proposta de Plano para a Assembleia Legislativa.

Amazonas

Aprovou o plano em julho de 2008, com vigência de 10 anos, pela Lei nº 3.268/2008. Plano Estadual de Educação - Amazonas

Bahia

Lei 10.330 de 15 de setembro de 2006

Ceará

Não possui PEE. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, há um Plano interno que está sendo reformulado de acordo com as diretrizes da CONAE.

Distrito Federal

Não possui plano distrital.

Espírito Santo

Não há PEE. A Secretaria da Educação possui um documento chamado “Plano Estratégico Nova Escola” e o estado possui um Plano Estadual de Desenvolvimento, que traz metas para a educação no estado até 2025.

Goiás

Possui PEE, aprovado pela Lei Complementar 62/2008. Vigência até 2017. Prevê a instalação de uma comissão de avaliação, monitoramento

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no 4º ano de vigência e boletins periódicos.

Maranhão

Não possui PEE. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, o plano foi finalizado em 2008, mas houve mudança de governo (quando a Roseana Sarney assumiu) e não houve encaminhamento.

Mato Grosso

Possui PEE. Foi aprovado pela Lei 8.806, de

10

de janeiro de 2008. Um Fórum Estadual de

Educação foi constituído para avaliar o plano,

composto por organizações da sociedade civil, pelo governo e poder legislativo. Os próximos planos plurianuais do estado e dos municípios devem ser elaborados de forma a dar suporte aos objetivos e metas do PEE.

Mato Grosso do Sul

Possui PEE. Aprovado pela Lei n. 2.791, de 30 de dezembro de 2003, com vigência até o final deste ano (2010).

Minas Gerais

Não tem PEE. Há um Projeto de Lei (PL n. 2.215/08) em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado. O projeto foi analisado por Comissões e submetido a audiências públicas.

Pará

Possui PEE. Foi aprovado pela Lei n. 7.441 de

2010.

Paraíba

Possui PEE. Foi aprovado pela Lei n. 8.043, de

30

de junho de 2006, e tem vigência até 2015.

Paraná

Não possui PEE, embora um processo de construção participativa tenha ocorrido em 2005. O projeto de lei não foi aprovado pela Assembleia.

Pernambuco

Possui PEE, criado pela Lei n. 12.252/2002, com vigência de 10 anos.

Piauí

Não tem PEE. A Secretaria Estadual de Educação informou que está em elaboração.

Rio de Janeiro

Possui PEE, instituído pela Lei n. 5.597, de 18 de dezembro de 2009. Estabelece a revisão do plano de 2 em 2 anos, com a realização de um Congresso Estadual de Educação.

Rio Grande do Norte

Não possui PEE.

Rio Grande do Sul

Um processo de construção teve início em 2003, mas o Projeto de Lei n. 259, de 2005, que estabelecia o Plano Estadual do RS, foi arquivado na Assembleia em 2006.

Rondônia

Não tem PEE. O governo do Estado já

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elaborou a proposta que será encaminhada a Assembleia Legislativa do Estado.

Roraima

Não tem PEE. Ressalte-se que não foi possível contato direto com a SEDUC, mas em pesquisa realizada na internet constatou-se que o estado não possui um PEE. Nesta nota do Ministério Público Estadual, há a declaração de uma promotora de justiça sobre a ausência de plano, que não teria sido aprovado pelo Conselho Estadual.

Santa Catarina

Não possui PEE. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, há seis anos um processo participativo construiu uma proposta, nunca enviada para a Assembleia. A informação é de que a Casa Civil considerou as propostas inviáveis.

São Paulo

Não possui PEE. Em 2003, o Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública e o governo estadual apresentaram duas propostas à Assembleia. Nenhuma delas chegou a ser apreciada. Em outubro de 2009, o PL 1.066/2003 do governo foi arquivado. De acordo com o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL), o atual governo elaborou uma nova proposta de plano e, em 2010, enviou ao Conselho Estadual de Educação, mas o texto ainda não foi tornado público.

Sergipe

Não possui PEE. Possui um Plano de Desenvolvimento da Educação, interno, preparado pela Secretaria da Educação.

Tocantins

Possui PEE, regulamentado pela Lei n. 1.859, de 6 de dezembro de 2007, com vigência até

2015.

Tabela 1 - Implantação dos PEE´s nos Estados Fonte: Site Observatório da Educação,

22

22 Figura 3 - Ma pa dos Estad os que possu e m PEE Fonte: Si

Figura 3 - Ma pa dos Estad os que possu em PEE

Fonte: Si t te Observató rio da Educ a ção

A Elabo ração dos Planos M unicipais d e Educaç ão - PME, ainda é d e fato uma

sua imple mentação

o que tai s recursos em muito s municípi ios são es cassos ou

que stão a se r observa da em ca da munic ípio pequ

dem anda recu rsos, sen mal administra dos.

no, pois

2 .6. ANÁLI SE

E

N ECESSID ADE

DE

ORGAN IZAÇÃO

EDUC ACIONAL NO MUNI PIO.

DA

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análise de

seus

eve ntos de âm bito estad ual e naci onal, send o importa nte para a implemen tação das

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municípi os e citara m realiza ção de co nferências municipai is e partici pação em

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da mesa

redonda fi izeram a

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da educa ção em s eus muni cípios, co mo a elab oração de

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entã o

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a

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deste

educacio nal. Pois

a necess idade da

os esforç os emana dos da C onstituição

princípio

que

23

Federal de 1988, definidos no Artigo 206, rebusca a implementação de formas inovadoras de administrar os seus sistemas municipais de ensino, que se dá através da descentralização. O Município é tido como formulador de políticas educacionais, sendo que lhe é conferida uma grande carga de responsabilidade, imposta às demandas sociais da educação básica, além das visíveis fragilidades técnico- científicas e de cunho financeiro. Há de ser analisada a organização do sistema próprio de educação municipal, sendo que este tema é ponto forte nos debates a níveis estadual e nacional no tangente às políticas educacionais brasileiras, Observando isto Gadotti (1999) entende que devem existir duas condições básicas para o desenvolvimento e organização de um novo sistema educacional: o conhecimento dos problemas educacionais de uma dada realidade histórico-geográfica e uma teoria de educação.

2.7. A ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE ESCOLAR E A LDB

As alterações organizacionais dos Planos de educação em esferas: nacional,

estadual e municipal representa grande destaque em discussões nas reformas de âmbito escolar, pois representam grande importância no desenvolvimento educacional se forem colocadas em prática nas salas de aula.

A Organização do ambiente escolar dentro de sala de aula envolve ideias,

opiniões e tradições contidas em seus componentes. Universidades, grupos de pesquisas, Ongs, meios de comunicação e etc., acabam por sua vez a influenciar o currículo disciplinar e a organização da escola. A escola é modelo de formação de políticas de ensino no Brasil. Os currículos, levando a diversas interpretações dos mais variados documentos oficiais tinham o objetivo de orientar o ensino brasileiro sendo necessário conhecer o contexto histórico nas quais foram tomadas as iniciativas

governamentais, para entender algumas características do sistema educacional.

A área de pesquisa em políticas públicas no Brasil é grande e cresceu muito

na última década onde se observa a criação de vários centros e núcleos de estudo no país, que buscam analisar a questão político-institucional do estado brasileiro na

formulação e gestão de políticas sociais sob vários aspectos. Portanto, trabalhar com políticas públicas exige muita investigação para se chegar aos motivos mais próximos da verdade que ajudem a explicar porque apesar

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do Brasil possuir uma rede de políticas sociais ainda permanece com tanta desigualdade social, com tantas pessoas passando necessidades diversas que podiam ser atendidas pelo Estado. Conforme (Vicente Martins, 2006):

“A Lei de Diretrizes e Bases da educação Nacional (LDB), promulgada em 1996, é uma lei emanada do Congresso Nacional. Como lei 9.394/96, deve ser cumprida e respeitada. No entanto, para os educadores, deve ser tomada, também, como uma espécie de livro sagrado e, sendo assim, reverenciada. Na Lei da Educação, são muitas as acepções de aprender que podemos depreender a partir da leitura de seus dispositivos legais referentes à educação escolar, porém a lei pode ser mudada para proporcionar melhorias e um ensino de melhor qualidade.”

2.8. DEVER DA UNIÃO DE ACORDO COM A LDB/96

Conforme a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, mais conhecida por LDB/96, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, organiza-se a educação nacional por escala hierárquica, cabendo a União como instituição chefe da educação nacional a organização das leis e custeamento dos planos, e estabelecimento de metas através da elaboração do PNE - Plano Nacional de Educação em colaboração com os estados e municípios, estabelecendo competências aos níveis de ensino: infantil, fundamental e médio, níveis estes que norteiam os currículos e seus conteúdos mínimos que asseguram a formação básica comum. A União conforme a LDB é responsável por: autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar cursos de nível superior de seus sistemas de ensino. Na Estrutura Educacional da União há o Conselho Nacional de educação que serve como órgão de supervisão permanente com funções normativas criadas por lei.

2.9. DEVER DOS ESTADO CONFORME A LDB/96

Cabe ao estado o planejamento e manutenção de seus órgãos oficiais de seu sistema de ensino, cabendo também a organização e planejamento de todos os municípios, de forma com que toda a população seja atendida, mantendo os anseios e metas pré-estabelecidas em leis vigentes, assegurando o direito à educação e galgando as metas planejadas no PNE.

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Também cabe ao estado a elaboração de leis estaduais que visem abranger a oferta de ensino de forma planejada, visando as dificuldades regionais, tais metas podem ser estabelecidas no PEE - Plano Estadual de Educação. Hoje a realidade dos Planos educacionais de educação é complexa, pois a maioria dos estados ainda luta para a implantação legal de seus planos.

É dever do estado, assegurar cursos de ensino fundamental e priorizar o

ensino médio.

2.10.

O MUNICÍPIO E A LDB/96

O

Município deve organizar seu sistema de ensino, sendo ele de acordo com

normas estaduais e nacionais.

É dever primário do município a oferta do acesso da população à educação

infantil, oferecendo creches e pré-escolas, e também dando prioridade ao ensino fundamental, sendo também permitida a atuação em outros níveis de ensino assim que forem atendidas as demandas conforme percentual de recursos mínimos vinculados pela constituição federal.

O Município não é obrigado a instituir seu próprio sistema de ensino, ele pode

optar por integrar-se a um sistema único de educação básica.

2.11. OS NÍVEIS E MODALIDADES DE ENSINO EM CONSONÂNCIA COM A LDB VIGENTE.

A Educação escolar de acordo com o texto da LDB vigente é composta de

dois níveis: Ensino Básico e Ensino Superior, sendo a educação básica subdividida em educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. A Educação básica tem como principal objetivo a formação do cidadão, fornecendo-lhe conteúdos para a sua progressão em estudos posteriores e progressão no trabalho. Quanto à organização, conforme art. 23 da LDB/96:

Art. 23º. A educação básica poderá organizar -se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de

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organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar.

A Educação Infantil é oferecida em Creches atendendo crianças de até 3

anos de idade e nas Pré-escolas para as crianças de 4 a 6 anos de idade.

O Ensino Fundamental antes tinha a duração de 8 anos, agora recentemente

por nova lei estabelecida pelo Conselho Nacional de Educação, o ensino fundamental passou a ter a duração 9 anos.

O Ensino fundamental regular é ministrado em língua portuguesa, sendo que

é assegurado à utilização de línguas indígenas maternas e seus processos próprios de aprendizagem, neste campo alguns governos estaduais têm oferecido cursos de pedagogia indígena, para atender esta demanda.

O Ensino Médio é a complementação e etapa final da educação básica, tendo

a duração de 3 anos, é a consolidação dos fundamentos, que já preparam o cidadão para o prosseguimento dos estudos no nível Superior.

A Educação de Jovens e Adultos - EJA, é destinado àqueles que não tiveram

acesso ou não terminaram seus estudos na idade adequada nos ensinos fundamental e médio. Destaca-se a obrigatoriedade do poder público na manutenção de trabalhadores na escola mediante ações integradas. È dever do poder público manter exames supletivos que habilitam o prosseguimento dos estudos em caráter regular. As normas são estabelecidas conforme Art. 38 da LDB/96:

Art. 38º. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que

compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular.

§ 1º. Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão:

I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os maiores de quinze

anos;

II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de dezoito anos.

§ 2º. Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios

informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames.

A Educação Profissional é voltado ao trabalho, a ciência e a tecnologia, e visa

desenvolver aptidões técnicas destinadas a ramos distintos.

A Educação a nível superior, conforme a LDB tem por objetivos:

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Art. 43º. A educação superior tem por finalidade:

I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;

II - formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a

inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;

III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o

desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;

IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos

que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino,

de publicações ou de outras formas de comunicação;

V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e

possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração;

VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em

particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e

estabelecer com esta uma relação de reciprocidade;

VII - promover a extensão, aberta à participação da população, visando à

difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição.

A Educação Especial destina-se a educandos portadores de necessidades

Especiais. A LDB em si, conforme todos os artigos referentes às modalidades de ensino é bem abrangente e ao mesmo tempo discutível, pois há aspectos a serem melhorados para ampliar o desempenho da oferta educacional a nível nacional.

2.12.

O

IDEB

COMO

EDUCACIONAL

FATOR

DETERMINANTE

AO

CRESCIMENTO

O IDEB foi criado pelo Inep em 2007, em uma escala de zero a dez. Sintetiza

dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: aprovação e média de desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática. O

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indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Saeb e a Prova Brasil.

A série histórica de resultados do IDEB se inicia em 2005, a partir de onde

foram estabelecidas metas bienais de qualidade a serem atingidas não apenas pelo País, mas também por escolas, municípios e unidades da Federação. A lógica é a de que cada instância evolua de forma a contribuir, em conjunto, para que o Brasil atinja o patamar educacional da média dos países da OCDE. Em termos numéricos, isso significa progredir da média nacional 3,8, registrada em 2005 na primeira fase do ensino fundamental, para um IDEB igual a 6,0 em 2022, ano do bicentenário da Independência.

2.12.1. O QUE É O IDEB

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foi criado pelo Inep

em 2007 e representa a iniciativa pioneira de reunir num só indicador dois conceitos

igualmente importantes para a qualidade da educação: fluxo escolar e médias de desempenho nas avaliações. Ele agrega ao enfoque pedagógico dos resultados das avaliações em larga escala do Inep a possibilidade de resultados sintéticos, facilmente assimiláveis, e que permitem traçar metas de qualidade educacional para os sistemas. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Saeb – para as unidades da federação e para o país, e a Prova Brasil – para os municípios.

2.12.2. PARA QUE SERVE O IDEB

Com o IDEB, ampliam-se as possibilidades de mobilização da sociedade em favor da educação, uma vez que o índice é comparável nacionalmente e expressa em valores os resultados mais importantes da educação: aprendizagem e fluxo. A combinação de ambos tem também o mérito de equilibrar as duas dimensões: se um sistema de ensino retiver seus alunos para obter resultados de melhor qualidade no Saeb ou Prova Brasil, o fator fluxo será alterado, indicando a necessidade de melhoria do sistema. Se, ao contrário, o sistema apressar a aprovação do aluno sem

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qualidade, o resultado das avaliações indicará igualmente a necessidade de melhoria do sistema. O IDEB vai de zero a dez.

O IDEB também é importante por ser condutor de política pública em prol da

qualidade da educação. É a ferramenta para acompanhamento das metas de qualidade do PDE para a educação básica. O Plano de Desenvolvimento da Educação estabelece, como meta, que em 2022 o IDEB do Brasil seja 6,0 – média que corresponde a um sistema educacional de qualidade comparável a dos países desenvolvidos.

2.12.3. O QUE SÃO AS METAS

O IDEB é mais que um indicador estatístico. Ele nasceu como condutor de

política pública pela melhoria da qualidade da educação, tanto no âmbito nacional, como nos estados, municípios e escolas. Sua composição possibilita não apenas o diagnóstico atualizado da situação educacional em todas essas esferas, mas também a projeção de metas individuais intermediárias rumo ao incremento da qualidade do ensino. As metas são exatamente isso: o caminho traçado de evolução individual dos índices, para que o Brasil atinja o patamar educacional que têm hoje a média dos países da OCDE. Em termos numéricos, isso significa evoluir da média nacional 3,8, registrada em 2005, para um IDEB igual a 6,0, na primeira fase do ensino fundamental. Foi o Inep quem estabeleceu parâmetros técnicos de comparação entre a qualidade dos sistemas de ensino do Brasil com os de países da OCDE. Ou seja, a referência à OCDE é parâmetro técnico em busca da qualidade, e não um critério externo às políticas públicas educacionais desenvolvidas pelo MEC, no âmbito da realidade brasileira. Metas são diferenciadas para cada rede e escola. As metas são diferenciadas para todos, e são apresentadas bienalmente de 2007 a 2021. Estados, municípios e escolas deverão melhorar seus índices e contribuir, em conjunto, para que o Brasil chegue à meta 6,0 em 2022, ano do bicentenário da Independência. Mesmo quem já tem um bom índice deve continuar a evoluir. No caso das redes e escolas com maior dificuldade, as metas preveem um esforço mais concentrado, para que elas

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melhorem rapidamente, diminuindo assim a desigualdade entre esferas. O Ministério da Educação prevê apoio específico para reduzir essa desigualdade.

2.12.4. COMO O IDEB É CALCULADO

O IDEB é calculado a partir de dois componentes: taxa de rendimento escolar (aprovação) e médias de desempenho nos exames padronizados aplicados pelo Inep. Os índices de aprovação são obtidos a partir do Censo Escolar, realizado

anualmente pelo Inep. As médias de desempenho utilizadas são as da Prova Brasil (para Idebs de escolas e municípios) e do Saeb (no caso dos Idebs dos estados e nacional).

As metas intermediárias para o IDEB em todas as esferas foram calculadas

pelo Inep no âmbito do programa de metas fixadas pelo Compromisso Todos pela Educação, eixo do Plano de Desenvolvimento da Educação, do Ministério da Educação, que trata da educação básica. A lógica é a de que para que o Brasil chegue à média 6,0 em 2021, período estipulado tendo como base a simbologia do

bicentenário da Independência em 2022, cada sistema deve evoluir segundo pontos de partida distintos, e com esforço maior daqueles que partem em pior situação, com um objetivo implícito de redução da desigualdade educacional. A definição de um IDEB nacional igual a 6,0 teve como referência a qualidade dos sistemas em países da OCDE. Essa comparação internacional só foi possível graças a uma técnica de compatibilização entre a distribuição das proficiências observadas no Pisa (Programme for Internacional Student Assessment) e no Saeb.

A meta nacional norteia todo o cálculo das trajetórias intermediárias

individuais do IDEB para o Brasil, unidades da Federação, municípios e escolas, a partir do compartilhamento do esforço necessário em cada esfera para que o País atinja a média almejada no período definido.

2.13. O DESENVOLVIMENTO E CUMPRIMENTO DAS METAS DO IDEB

Observa-se nos anexos deste trabalho acadêmico que as metas planejadas nos anos foram cumpridas satisfatoriamente, em todos os níveis. Os gestores das escolas estaduais têm se preocupado com a evolução e o alcance das metas planejadas.

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De acordo com professores da rede estadual de ensino, a pontuação do IDEB nas escolas tem caído consideravelmente. E esta queda deve-se á crescente evasão escolar. E mesmo com o declínio da pontuação as escolas do estado tem atingido o índice esperado. As escolas estaduais no município, Joaquim Canamary Gualberto e

Guilherme Buzaglo já receberam premiações em dinheiro a nível estadual, por terem atingido o nível de escolas de valor pelo SADEAM que é o Sistema de Avaliação do Desempenho Educacional do Amazonas, sendo que nos dois primeiros anos avaliou os alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio e EJA médio, e também pretende avaliar:

• Coordenadores;

• Gestores;

• Professores;

• SEDUC-sede.

3

CONCLUSÃO

Chega-se a conclusão neste relatório que as políticas educacionais em alguns dos municípios do estado amazonas, principalmente em Novo Aripuanã, não são bem gerenciados, e que a maioria dos educadores desconhece a maioria das lei vigentes no contexto educacional. Verifica-se a importância da análise sucinta e da realização constante de aperfeiçoamento dos educadores para atender aos preceitos dispostos em tais leis. A área de pesquisa em políticas públicas no Brasil é grande e cresceu muito na última década onde se observa a criação de vários centros e núcleos de estudo no país, que buscam analisar a questão político-institucional do estado brasileiro na formulação e gestão de políticas sociais sob vários aspectos. Portanto, trabalhar com políticas públicas exige muita investigação para se chegar aos motivos mais próximos da verdade que ajudem a explicar porque apesar do Brasil possuir uma rede de políticas sociais ainda permanece com tanta desigualdade social, com tantas pessoas passando necessidades diversas que podiam ser atendidas pelo Estado. O Plano Nacional de Educação - PNE institui metas a serem alcançadas no decênio vigente, se tais metas forem cumpridas, o país alcançará assim os países

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desenvolvidos quanto ao índice internacional, portanto deve ser cumprido e respeitado. No entanto, para os educadores, deve ser tomada, também, como uma espécie de livro sagrado e, sendo assim, reverenciada. Na Lei da Educação, são muitas as acepções de aprender que podemos depreender a partir da leitura de seus dispositivos legais referentes à educação escolar, porém a lei pode ser mudada para proporcionar melhorias e um ensino de melhor qualidade.

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4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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http://www.frazz.com.br/frase/nelson_mandela/ninguem_nasce_odiando_outra_pess oa_pela_/66288>. Acesso em: 20 abr. 2012.

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2012.

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AÇÃO EDUCATIVA, Sugestões de Pautas, Acompanhe a situação do plano de

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BRASIL. Lei de diretrizes e bases da educação nacional, LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996.

GOVERNO FEDERAL, IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, Disponível em: http://portalideb.inep.gov.br/>. Acesso em 22 abr. 2012.

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5

ANEXOS