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BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL n o b a e 2 0 0
BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL n o b a e 2 0 0

BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL

BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL n o b a e 2 0 0 9
BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL n o b a e 2 0 0 9

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a Série Histórica RS – 30 anos

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BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL

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1 0

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2 0 0 9

Governadora do Estado

Yeda Rorato Crusius

Secretário de Infra-Estrutura e Logística

Daniel de Moraes Andrade

Secretário Adjunto de Infra-Estrutura e Logística

Adalberto Silveira Netto

Presidente do Grupo CEEE

Sérgio Camps de Morais

Diretor de Planejamento e Projetos Especiais

Olavo Sebastião Lautert Valendorff

Coordenação Executiva

Regina Telli

Equipe Técnica

Gilberto José Capeletto Gustavo Humberto Zanchi de Moura

Apoio Técnico

Jaques Alberto Bensussan João Carlos Felix

Apoio Logístico

Mara Ione Guerra de Medeiros Natália Weber

Grupo CEEE Av. Joaquim Porto Villanova, 201

91.410-400 - Bairro Jardim Carvalho Porto Alegre - RS www.ceee.com.br e-mail: bers@ceee.com.br

55

51 3382 5717

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51 3382 6525

C238b

Capeletto, Gilberto José Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2010: ano base 2009 / Gilberto José Capeletto e Gustavo Humberto Zanchi de Moura. - Porto Alegre, Grupo CEEE / Secretaria de Infra-Estru- tura e Logística do Rio Grande do Sul, 2010. 240p. ; il.

1. Energia - Rio Grande do Sul - 2009. 2. Recursos Energéticos - Produção, Transformação e Consumo. 3. Energia - Dados Nacionais e Internacionais. I. Título II. Moura, Gustavo Humberto Zanchi de

CDD: 338.47671 CDU: 620.91 (816.5)

Bibliotecária responsável: Cristina Volz Pereira - CRB 10/1265

Realizado de fevereiro a agosto de 2010. Copyright© 2010 - Grupo CEEE Autorizada a reprodução do conteúdo deste documento, desde que, obrigatoriamente, citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são rigorosamente proibidas.

BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL

2010

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BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL 2010 a n o b a s e 2

Nossos agradecimentos aos profissionais que contribuíram na realização deste trabalho:

Ademir Koucher, Alex Fabiane Silveira Menezes, Andreia Fantinel, Antonio Hein, Antonio Paulo Cargnin, Antonio Paulo Lima de Carvalho,Augusto Saporiti Sehnem, Balala Campos, Camila Dahmer, Carla Tomaschewski Bartz, Carlos Berwanger Carlan, Carlos Daniel Gazzana, Carlos Roberto Martins Silva, Cláudio Joel de Quadros, Cleiton Luis Rezende Cabral, Cleonice Freitas, Clovis Coimbra Teixeira, Cristina Volz Pereira, Cristine Anversa, Dagmar Sehn, Daniel Machado, Débora Moraes Hillig, Eder Fabiano Muller, Eduardo Bess Ferraz, Eduardo Jandt Tavares, Eduardo Knor, Eduardo Souto Montes, Elenice Bratz, Elisa Helena Porto Gayer, Elvindo Possebon, Elvio Luis Lopes Käfer, Everson Remi Malysz, Fabiano Terres Matte, Fabio Quevedo, Fernando Dal Bello, Fernando Wendt, Flávio Girardelo, Flavio Roberto Soares Pereira da Silva, Gilberto Wageck Amato, Gildo Bratz, Guido Canto Alt, Hedio Bittencourt Lovatto, Hélio Weiss, Humberto Luis Alves Batista, Idelmo Mastella, Itamara Henrique de Oliveira, Jair dos Santos Silveira, Janine Ponte, Jenifer Galafassi, João Batista Coronet, Jose Emilio Steffen, José Enoir Loss, José Lopes, José Wagner Maciel Kaehler, José Zordan, Juarez Tambeiro , Julio Cezar Silva, Leandro Couto Bujes, Luciano Manetti, Luis Alexandre Rodrigues, Luiz Filipe Hillesheim, Maira Magalhães Capeletto, Marcelo Wasem, Marcos Prudente, Margarete Ribeiro Sinnott, Maria Carolina Abreu Lima da Rosa Homrich, Maria de Goreti Brand , Mario Marcio Torres, Mário Pilla Rosito , Mauricio Simon, Mauro Roberto Leite Medina, Mayra Regina Neres Rocha, Michela Dutra Gonçalves, Oni Luiz Montagner, Otemar Alencastro dos Santos, Paula Marcondes Ferrari Diez, Paulo Recena Grassi, Paulo Ricardo Ribeiro Camargo, Paulo Rogério da Luz Soares, Paulo Vicente, Paulo Westphalen, Pedro Moraes, Roberto Ferreira Borba, Rosa Maria Amaral, Rosane Klafke Kozlowski, Rosiclei Aparecida Damião, Rui Dick, Saionara Franco, Sérgio Bordignon, Vanessa Marques, Wilson Lacerda Feijó Junior.

Ao Péricles Gomide (in memorian), nossa homenagem ao excelente profissional responsável pela diagramação do Balanço Ener- gético do Rio Grande do Sul 2005/2006/2007 e do Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2009 - Ano Base 2008.

A P R E S E N T A Ç Ã O O Grupo CEEE
A P R E S E N T A Ç Ã O O Grupo CEEE

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O Grupo CEEE tem a grata satisfação de apresentar mais esta publicação do Balanço Energético do Rio Grande do Sul, reiterando o compromisso de sua publicação anual. Com a colaboração e apoio da Secretaria de Infra-Estrutura e Logística do Rio Grande do

Sul, SEINFRA, e das instituições envolvidas na matriz energética estadual, foi possível a disponibilização dos dados neste anuário.

O Balanço Energético 2010 - Ano Base 2009 traz a contabilização da oferta e consumo de energia e é uma das principais fontes

de consulta de dados referente ao Estado do Rio Grande do Sul. Nesse sentido, o Balanço torna-se referência de estudo e de planejamento do setor energético. Nessa 31ª edição do Balanço Energético consolidado do Rio Grande do Sul, é apresentada a conversão da série histórica dos balan-

ços energéticos, de 1979 a 2004, para a metodologia internacional.Anteriormente, a série histórica de 1979 a 2004 era apresentada na metodologia RS, disponibilizada no sítio do Grupo CEEE (www.ceee.com.br) em formato digital e publicada no Balanço Energéti-

co do RS 2005-2007. Com a conversão para a metodologia internacional e a consequente padronização da série nos 30 anos, pode

ser traçada a evolução da matriz energética do RS. Com isso, tem-se a possibilidade de realizar análises e comparações de forma

dinâmica e prática entre os anos da série ou entre diferentes fontes de energia. No anexo I são apresentados os dados dos principais energéticos produzidos e consumidos no Estado, considerando as principais linhas

de

totalização do Balanço em unidades originais. O objetivo é facilitar os estudos de séries históricas da evolução de energéticos.

O

Balanço Energético referente ao ano 2008 sofreu ligeiras modificações, em virtude da atualização dos dados da Usina Hidrelé-

trica de Barra Grande e da consideração mais refinada do biodiesel. No Balanço Energético do RS 2010 - Ano Base 2009, houve

a

preocupação mais acurada em relação à computação do biodiesel.

O

Grupo CEEE realizou e publicou o BERS 2005 - 2007 e o BERS 2009 - Ano Base 2008. A alteração na nomenclatura tem a

intenção de padronizar com o formato empregado pelo Balanço Nacional - BEN, pelos Balanços Energéticos de outras Unidades Federativas, bem como pela AIE - Agência Internacional de Energia. A realização pelo Grupo CEEE está em acordo com a portaria 11/2008, da Secretaria de Infra-Estrutura e Logística, SEINFRA, expedida em 23 de abril de 2008. Nesta edição, é apresentado o Balanço Energético referente ao ano de 2009, bem como assuntos relacionados às matrizes energéticas estadual, nacional e mundial. Com a realização de pesquisas em empresas, órgãos, instituições e entidades setoriais, são levantados os montantes de produção

de recursos energéticos primários, sua transformação em fontes secundárias, a importação e exportação (considera-se a fronteira estadual) e o uso final dessas energias.

A pesquisa realizada para a consolidação dos dados é extensa e uma parcela dos energéticos produzidos e consumidos no Estado não

possui contabilização oficial, ou seja, uma parcela da produção e consumo de energia exige estimativas e pesquisas por amostragem

desses montantes. Para as próximas publicações, serão necessárias novas pesquisas direcionadas e uma maior colaboração de órgãos responsáveis para obtenção dos dados estimados nesta edição.

A apresentação procura trazer uma linguagem agradável, gráficos, fotos, ilustrações e outros recursos que atendam aos interes-

ses dos técnicos do setor, bem como de outros segmentos que possam, de alguma forma, usá-lo como fonte de informação e pesquisa, ampliando o público ao qual se destina.

O Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2010 - Ano Base 2009 e a série histórica na metodologia internacional estão dispo- nibilizados no sítio do Grupo CEEE.

Esta publicação compõe-se de nove capítulos e de onze anexos, com o seguinte conteúdo:

Capítulos:

Capítulo 1 - Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia. Examina a situação energética mundial, com ênfase em cená- rios prováveis do panorama mundial em 2030. Para elaboração deste capítulo, a equipe técnica baseou-se principalmente nos estudos da Agência Internacional de Energia (International Energy Agency - IEA).

Capítulo 2 - Panorama Energético Nacional. Apresenta um panorama nacional da situação energética, com base nos textos da Empresa de Pesquisa Energética - EPE e nas projeções efetuadas pela IEA para o Brasil.

Capítulo 3 - Setor Energético do Rio Grande do Sul. Procura dar uma visão panorâmica do setor energético do Rio Grande do Sul, desde

o setor petróleo e derivados até os diferentes tipos de biomassa, como lenha, casca de arroz, bagaço de cana, carvão vegetal e outros,

passando obviamente pela eletricidade, gás natural, carvão mineral e demais. Neste capítulo, o leitor encontrará comparações de con- sumos de combustíveis entre o RS e Estados selecionados, bem como poderá examinar os preços médios pagos pelos consumidores gaúchos pelas energias que consomem.

Capítulo 4 - Metodologia e Conceituação. Apresenta a metodologia e conceitos empregados no BERS 2009 - Ano Base 2008, funda- mentados na metodologia internacional, também utilizada pelo BEN. Além da metodologia e conceituação, efetuam-se as explanações sobre as operações que redundam na execução completa das matrizes do BERS.

Capítulo 5 - Oferta e Demanda de Energia. Com base nos Balanços Energéticos, examina-se a oferta e demanda de energia por fontes primárias e secundárias.

Capítulo 6 - Centros de Transformação. Analisa a energia nos centros de transformação, com base nos dados das tabelas dos Balanços.

Capítulo 7 - Consumo de Energia Setorial. Demonstra o consumo de energia por setor das diferentes fontes de energia.

Capítulo 8 - Energia e Sociedade. Aborda, de forma resumida, a situação do RS em relação aos principais indicadores socioeconômicos

e de relacionamento do consumo de energia per capita e de energia pelo Produto Interno Bruto - PIB, e faz comparação dos principais indicadores do Estado com os correspondentes nacionais.Traz também a espacialização de consumos de energéticos nos municípios do Estado.

Capítulo 9 - Recursos e Reservas Energéticas. Apresenta os recursos e reservas de energias disponíveis no Rio Grande do Sul.

Anexos:

Anexo A - Capacidade Instalada. Encontra-se a capacidade instalada no Brasil e no RS das fontes de energia.

Anexo B - Dados Mundiais de Energia. Apresenta dados econômicos e energéticos de diferentes países e regiões selecionados.

Anexo C - Unidades. São apresentadas tabelas de unidades de conversão utilizadas no Balanço.

Anexo D - Fusão Nuclear. Apresenta o estudo sobre a fusão nuclear, seus enormes desafios tecnológicos e extraordinárias possibilidades de geração para benefício da humanidade.

Anexo E - Fator de Carga. Além da definição, são apresentados exemplos práticos de cálculo de fator de carga para usinas hídricas, térmicas e eólicas.

Anexo F - Energia dos Oceanos. Demonstra como funciona a geração de energia elétrica nos oceanos, suas vantagens e desvantagens e

a abordagem de novas tecnologias em desenvolvimento.

Anexo G - Série Histórica do BERS 1979 - 2008 na Metodologia Internacional - 30 Anos. Apresenta a série histórica do Balanço Energé- tico do Rio Grande do Sul na metodologia internacional, referente aos anos de 1979 a 2008.

Anexo H - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas. Demonstra, por meio de tabelas, a evolução da produção, transformação

e consumo das principais fontes de energia no Estado. As séries são apresentadas em unidades originais no período de 1979 a 2008.

Anexo I - Balanço Energético Mundial 2007. Apresenta o mais recente Balanço Energético mundial disponível para situar o RS em âm- bito mundial. É apresentado na unidade milhões de tep.

Anexo J - Balanço Energético Nacional 2008. Para situar o RS no Brasil, é apresentado o último Balanço Nacional disponível. É apresen- tado na unidade mil tep.

Anexo K - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2009. Seguindo critérios internacionais de elaboração de Balanços Energéticos, é apresentado o BERS referente ao ano de 2009 nas unidades originais, bilhões de kcal e mil tep.

Índice

Índice PANORAMA E TENDÊNCIA MUNDIAL DO CONSUMO DE ENERGIA 15 1.1 - Panorama Econômico Mundial  

PANORAMA E TENDÊNCIA MUNDIAL DO CONSUMO DE ENERGIA

15

1.1 - Panorama Econômico Mundial

 

19

1.2 - Cenários Alternativos de Crescimento Econômico Mundial de 2006 a 2030

20

1.3 - Evolução do Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionado

21

 
 

PANORAMA ENERGÉTICO NACIONAL

 

25

2.1

- Situação em 2008 dos Energéticos que Compõe a OIE do País

26

2.1.a - Energia Elétrica

 

26

2.1.b - Petróleo

27

2.1.c - Gás Natural

27

2.1.d - Produtos da Cana-de-Açúcar

28

2.1.e - Carvão Mineral

28

2.1.f - Lenha e Carvão Vegetal

28

2.2 - Destaque do Brasil na Produção de Energia

29

2.3 - Redução da Dependência Externa de Energia

29

2.4 - Crescimento do PIB Brasileiro e da Oferta Interna de Energia - OIE

29

2.5 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil

 

30

2.6 - Balanço de Energia Útil - BEU

30

  30 2.6 - Balanço de Energia Útil - BEU 30 SETOR ENERGÉTICO DO RIO GRANDE

SETOR ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL

 

33

3.1

- Petróleo e seus Derivados

34

3.1.a - Óleo Diesel

36

3.1.b - Biodiesel (B100) vendido na mistura com o óleo diesel

37

3.1.c - Gasolina C

37

3.1.d - GLP

38

3.1.e - Óleo Combustível

39

3.1.f - QAV (Querosene de Aviação)

40

3.1g - Gasolina de Aviação

40

3.1.h - Preços Médios dos Derivados do Petróleo aos Consumidores

41

3.2

- Eletricidade

 

43

3.2.a - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica no RS

44

3.2.b - Setor de Geração de Energia Elétrica no RS

44

3.2.c - Setor de Transmissão de Energia Elétrica no RS

46

3.2.d - Evolução das Demandas Máximas e da Capacidade de Atendimento no RS

3.3

Biogás

47

3.2.e - Setor de Distribuição de Energia Elétrica no RS -

48

50

3.4

- Lenha, Carvão Vegetal e Madeira

 

51

3.4.a - Silvicultura no RS e em Estados Brasileiros Selecionados

51

3.4.b - Florestas Plantadas com Outras Espécies

52

3.4.c - Produção de Lenha e Carvão Vegetal Segundo o IBGE

54

3.4.d - Carvão Vegetal

55

3.5

- Carvão Mineral

56

3.5.a - A Produção de Carvão Mineral do RS

57

3.5.b - Previsão de Crescimento da Produção de Carvão no RS

58

3.5.c - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS

58

3.6 - Energia Eólica

Lixívia

59

3.7 -

60

3.8 - Gás Natural

61

3.8.a - Demanda e Oferta de Gás Natural no Rio Grande do Sul

62

3.8.b - Preços Médios do GNV aos Consumidores

62

3.8.c - Suprimento do Gás Natural para o Rio Grande do Sul

63

3.8.d - Gás Natural Boliviano

64

3.8.e - A Importância de um Anel de Gasodutos no RS

65

3.8.g - Considerações sobre o GNL

66

3.9

- Casca de Arroz

67

3.10

- Biocombustíveis

67

3.10.a - Biodiesel (B100) 12

67

3.10.b - Álcool Etílico Anidro e Hidratado

67

3.10.c - Bagaço da Cana

69

3.10.d - Polietileno Verde

70

3.11

- Energia Solar Fotovoltaica

70

Verde 70 3.11 - Energia Solar Fotovoltaica 70 METODOLOGIA E CONCEITUAÇÃO 73 4.1 - Descrição Geral

METODOLOGIA E CONCEITUAÇÃO

73

4.1 - Descrição Geral

73

4.2 - Conceituação

73

4.2.a - Energia Primária

73

4.2.b - Energia Secundária

74

4.2.c - Total Geral

74

4.2.d - Oferta

74

4.2.e - Transformação

75

4.2.f - Perdas

75

4.2.g - Consumo Final

76

4.2.h - Ajustes Estatísticos

76

4.2.i - Produção de Energia Secundária

76

4.3 - Convenção de Sinais

76

4.4 - Operações Básicas da Matriz Balanço Energético

77

4.4.a - Energia Primária e Secundária

77

 

4.4.b -

Transformação

77

4.4.c - Consumo Final de Energia

77

4.5

- Execução na Prática do Balanço Energético 2010 - Ano Base 2009 em tep

79

4.5.a - Primeira Etapa

79

4.5.b - Segunda Etapa

81

Para os energéticos primários:

81

Para os energéticos secundários, consideram-se as seguintes conversões:

82

4.6 - Execução na Prática do Balanço Energético 2009 em kcal

83

4.7 - Classificação Setorial

83

 
 

OFERTA E DEMANDA DE ENERGIA

87

5.1

- Oferta e Demanda de Energia por Fontes Primárias

87

5.1.a - Petróleo

87

5.1.b - Gás natural

87

5.1.c - Carvão Vapor

87

5.1.d - Energia hidráulica

 

88

5.1.e - Lenha

88

5.1.f - Produtos da cana

88

5.1.g - Outras fontes primárias

88

5.2

- Oferta e Demanda de Energia por Fontes Secundárias

91

5.2.a - Óleo Diesel

91

5.2.b - Óleo combustível

91

5.2.c - Gasolina A

91

5.2.d - Gasolina C (gasolina automotiva)

91

5.2.e - Gás Liquefeito do Petróleo - GLP

92

5.2.f - Nafta

92

5.2.g - Querosene (de aviação e iluminante)

92

5.2.h - Eletricidade

92

5.2.i - Carvão vegetal

92

5.2.j - Álcool etílico (anidro mais hidratado)

92

5.2.k - Biodiesel (B100)

93

5.2.l - Outras fontes secundárias do petróleo

93

5.2.m - Produtos não energéticos do petróleo

93

5.3

- Energias Renováveis e não-Renováveis - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS

96

 
 

CENTRO DE TRANSFORMAÇÃO

 

99

6.1 Refinarias de Petróleo

99

6.2 - Centrais Elétricas de Serviços Públicos

100

6.3 - Centrais Elétricas Autoprodutoras

103

6.4 - Destilarias

 

104

6.5 - Carvoarias

 

104

- Destilarias   104 6.5 - Carvoarias   104 CONSUMO DE ENERGIA SETORIAL   107 7.1

CONSUMO DE ENERGIA SETORIAL

 

107

7.1 - Setor Energético

Setor

Agropecuário

108

7.2 - Setor Residencial (Inclui os domicílios urbanos e rurais)

108

7.3 - Setor comercial

108

7.4 - Setor Público 7.5 -

108

109

7.6 -

Setor Transportes

109

7.7 - Setor Industrial

109

- Setor Transportes 109 7.7 - Setor Industrial 109 ENERGIA E SOCIEDADE   113 8.1 -

ENERGIA E SOCIEDADE

 

113

8.1 - Energia e Socioeconomia

113

8.2 - Espacialização do Consumo dos Principais Energéticos no RS

116

8.3 - Indicadores Sociais do RS Indiretamente Relacionados com a Energia

120

8.3 - Indicadores Sociais do RS Indiretamente Relacionados com a Energia 120 RECURSOS E RESERVAS ENERGÉTICAS

9.1. - Carvão Mineral

127

9.2

- Turfa

128

9.3

- Xisto Betuminoso

129

9.4

- Potencial Hidrelétrico

130

9.8

- Definições

136

9.8.a - Recursos

 

136

9.8.b - Reservas

136

9.8.c - Reserva Medida

136

9.8.d - Reserva Indicada

137

9.8.e - Reserva Inferida

137

9.8.f - Reserva Lavrável

137

9.8.g - Remanescente

137

9.8.h - Individualizado

137

9.8.i - Inventário

137

9.8.j - Viabilidade

137

9.8.k - Projeto Básico

138

9.8.l - Construção

138

9.8.m - Operação

138

138 9.8.l - Construção 138 9.8.m - Operação 138 ANEXO A - CAPACIDADE INSTALADA 141 ANEXO

ANEXO A - CAPACIDADE INSTALADA

141

ANEXO B - DADOS MUNDIAIS DE ENERGIA

150

ANEXO C - UNIDADES

155

C.1 - Poder Calorífico

159

C.1.a - Poder Calorífico Superior

159

C.1.b - Poder Calorífico Inferior

159

ANEXO D - FUSÃO NUCLEAR

161

A Humanidade Abandonando o Paradigma da Escassez Energética?

161

D.1 - Considerações Físicas Preliminares

161

D.1.a - Tipos Principais de Confinamentos Magnéticos

162

D.1.b - Princípio de Funcionamento

162

D.1.c - Fator de Segurança ‘Q’

162

D.1.d - Instabilidades

162

D.1.e - Alguns Tipos de Reação de Fusão Nuclear

163

D.1.f - Peculiaridades do Deutério e do Trítio

163

D.1.g - Custos dos Combustíveis

163

D.1.h - Reservas

163

D.1.i - Vantagens e Desvantagens da Fusão Nuclear Controlada

164

D.1.j - Grande Economia de Combustível

164

D.1.k - Custos 2

164

D.2 - Tecnologia de Fusão Nuclear

164

D.3 - Confinamento Magnético

165

D.4 - Configuração Inicial

166

D.5 - Pesquisas em Fusão Nuclear Controlada

166

D.6 - Esforço Conjunto de Várias Nações: o Projeto ITER

166

D.6.a - ITER - O Maior Tokamak do Mundo

168

D.6.b - Magnetos

169

D.6.c - Sistema de Campo Toroidal

170

D.6.d - Sistema de Campo Poloidal

170

D.6.e - Solenoide Central

171

D.6.f - Recipiente a Vácuo

172

D.6.g - Paredes Modulares

173

D.6.h - O Desviador do ITER

174

D.6.i - Sistemas de Medição

174

D.6.l - Aquecimento por Ciclotron de Íon

176

D.6.m - Aquecimento por Ciclotron de Elétron

177

D.6.n – Criostatos

177

D.6.o - Sistema de Vácuo

178

D.6.p - Alavanca Remota

178

D.6.q - Fonte de Potência Elétrica

179

D.6.r - Ciclo do Fluido

179

D.6.s - Célula Quente

180

D.6.t - Água Fria

181

D.6.u - Criação de Trítio

181

D.7 - JET

182

D.8 - KSTAR

182

D.9 - TRTF

182

D.10 - Dispositivo Helicoidal Grande

183

D.11 - Equipamento Nacional de Ignição e Laser Megajoule

183

D.12 - Petal e Hiper

183

D.13 - Máquina Z

183

D.14 - Outros Projetos de Fusão

184

D.15 - Fusão a Frio

184

D.15.a - A Experiência de Fusão a Frio em Bolonha - Itália

184

D.16 - Utilizando a Fusão para Gerar Energia

185

ANEXO E - FATOR DE CARGA

186

ANEXO F - ENERGIA DOS OCEANOS

188

Aproveitamento da Energia dos Oceanos

188

F.1 - Produção de Energia com as Ondas do Mar

188

F.1.a - Sistemas Dentro do Mar

188

F.2 - Sistemas em Terra

189

F.2.a - Coluna de Água Oscilante

189

F.2.b - Canal Engarrafado

189

F.2.c - Dispositivo Pendular

189

F.2.d - Desafios ambientais e econômicos

189

F.4 - Energia das Marés

190

F.4.a - Barragem ou Represa

190

F.4.b - Cercamento das Marés

190

F.4.c - Turbinas para Aproveitar as Correntes Marinhas

191

F.4.d - Desafios Ambientais e Econômicos

192

F.5 - Produção de Energia Elétrica a partir da Conversão de Gradientes Térmicos dos Oceanos

192

F.5.a - Outras Tecnologias da OTEC

193

F.6 - O Conversor de Energia do Movimento das Ondas Pelamis Portugal

193

F.6.a - Operação

193

ANEXO G - SÉRIE HISTÓRICA DO BERS 1979 - 2008 NA METODOLOGIA INTERNACIONAL - 30 ANOS

226

ANEXO H - SÉRIE HISTÓRICA DE FONTES DE ENERGIA SELECIONADAS

226

ANEXO I - BALANÇO ENERGÉTICO MUNDIAL 2007

228

ANEXO J - BALANÇO ENERGÉTICO NACIONAL 2008

229

ANEXO K - BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL 2009

230

Sub-Índice

233

Referências Bibliográficas

238

2010 - ANO BASE 2009

BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL

- ANO BASE 2009 BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL Panorama e Tendência Mundial do

Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia

Dragline na Mina de Carvão em Candiota - RS

Foto: Fernando Dias

PANORAMA E TENDÊNCIA MUNDIAL DO CONSUMO DE ENERGIA O consumo mundial de energia em 1990
PANORAMA E TENDÊNCIA MUNDIAL DO CONSUMO DE ENERGIA O consumo mundial de energia em 1990

PANORAMA E TENDÊNCIA MUNDIAL DO CONSUMO DE ENERGIA

O consumo mundial de energia em 1990 foi de 8,755 bilhões de toneladas equivalentes de petróleo - tep (347,4 quadrilhões de Btu) conforme o International Energy Outlook 2009 - IEO 2009¹. Em 2006, esse valor atingiu 11,905 bilhões de tep. Considerando-se uma taxa de crescimento média de 1,5% no período 2006 a 2030, podemos estimar que em 2030 o consumo mundial seja de 17,094 bilhões de tep. Isto representa um crescimento de 43,59 % no mercado mundial de energia. Podemos observar no gráfico 1.1 que se trata de um crescimento robusto, mesmo considerando um cenário muito provável de preços altos dos combustíveis derivados do petróleo e do gás natural. Prevê-se que o crescimento mais significativo no consumo de energia se dará nos países não pertencentes à Orga- nização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE 2 , com taxas médias de crescimento do consumo de energia de 2,3% contra uma taxa de 0,6% dos países da Organização. Estima-se que praticamente dobrará em 2030 o consumo de energia desses países (crescimento de 73,34%) em comparação com o ano de 2006. Observa- se que em 2010 o consumo de energia dos países da OCDE passará a ser ligeiramente ultrapassado pelos países não pertencentes (6,12 bilhões contra 6,69 bilhões de tep). O consumo dos países não pertencentes à OCDE será 43,82% maior em relação aos países da OCDE em 2030.

será 43,82% maior em relação aos países da OCDE em 2030. Gráfico 1.1 - Mercado Mundial

Gráfico 1.1 - Mercado Mundial de Consumo de Energia de 1990 a 2030

1990 2006 2010 2015 2020 2025 2030 18 18 .000 .000 17.094 16 16 .000
1990
2006
2010
2015
2020
2025
2030
18
18
.000
.000
17.094
16
16
.000
.000
16.061
15.013
14
14
.000
.000
13.899
12.810
12
12
.000
.000
11.905
10.083
9.269
10
10
.000
.000
8.427
8.763
7.538
8.00
8.00
0
0
7.011
6.689
6.792
6.585
6.091
6.00
6.00
0
0
4.982
6.361
6.119
5.817
4.00
4.00
0
0
3.778
2.00
2.00
0
0

Fonte: International Energy Outlook 2009

No gráfico 1.2 é apresentada a situação de evolução dos consumos de energia de alguns países selecionados (no caso do continente africano, considerou-se o continente como um todo). Em termos relativos, é visível que o Brasil perde terreno especialmente no cotejo com os países não pertencentes à OCDE.

¹ No IEO 2009 utilizou-se a unidade btu, que aqui foi convertida para TEP (Tonelada Equivalente de Petróleo), considerando-se que 1tep=39.680.000 btu, conforme anexo C. Mesmo sendo

o Joule a unidade do sistema métrico internacional de energia, emprega-se em balanços energéticos a unidade tep, provavelmente por sermos a civilização do petróleo, bem como pelo fato

de que se expressos em Joule os valores seriam numericamente muito grandes.

² Fazem parte da OCDE 30 países, a saber: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia, Suíça e Turquia.

C A P Í T U L O

1

15

Pode-se observar o enorme salto de crescimento do consumo de energia na China que ultrapassará o consumo ame- ricano um pouco antes de 2025, e estará consumindo 37,13% a mais de energia que os Estados Unidos em 2030. Já a Índia, consumia apenas 38,60% a mais de energia que o Brasil em 1990, e passará a consumir aproximadamen- te 80% a mais em 2030. Obviamente, tais projeções baseiam-se na expectativa de que tanto a Índia como a China continuarão a ter taxas elevadas em relação ao PIB brasileiro.

Gráfico 1.2 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionadosa ter taxas elevadas em relação ao PIB brasileiro. 1990 2006 2015 2030 4.50 0 4.00

1990 2006 2015 2030 4.50 0 4.00 0 3.50 0 3.00 0 2.50 0 2.00
1990
2006
2015
2030
4.50
0
4.00
0
3.50
0
3.00
0
2.50
0
2.00
0
1.50
0
1.00
0
50
0
0

Fonte: International Energy Outlook 2009

Tabela 1.1 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados1.00 0 50 0 0 Fonte: International Energy Outlook 2009 Unidade: milhões de tep País 1990

Unidade: milhões de tep

País

1990

2006

2010

2015

2020

2025

2030

Estados Unidos

2.135

2.523

2.518

2.593

2.656

2.749

2.863

Canadá

277

353

368

393

416

439

461

México

126

186

166

186

209

229

249

Japão

471

575

552

577

590

585

580

Coréia do Sul

96

237

277

292

302

320

333

Rússia

993

766

811

864

907

930

950

China

680

1860

2281

2669

3125

3546

3926

Índia

199

446

481

577

675

746

814

África

239

365

408

446

481

519

549

Brasil

146

242

287

325

365

411

454

Fonte: International Energy Outlook 2009

Se considerarmos o setor de utilização de energia, a predominância poderá variar de forma significativa no tempo entre os países da OCDE e países não pertencentes. No caso específico do setor industrial, a intensidade energética (relação entre taxa de crescimento do consumo de energia e a taxa de crescimento do PIB) continuará crescendo mais inten- samente nos países não pertencentes à Organização do que nos países pertencentes (conforme gráfico 1.3), já que os investidores serão atraídos por menores custos e menores restrições ambientais em relação aos países da OCDE. Em 1980, 52% de toda energia industrial mundialmente consumida ocorria no setor industrial dos países da OCDE. Em 2006, a parcela de participação do consumo industrial destes países caiu para 41,77%, sendo projetada para 2030 uma participação de 31,39% no consumo. A taxa média anual de crescimento do consumo de energia no setor industrial é de 0,2% ao ano, contra 2,1% para os países não pertencentes à Organização no período de 2006 a 2030. Da mesma forma nos setores comercial, residencial e de transportes projeta-se um crescimento mais lento do con- sumo de energia nos países pertencentes à Organização. Tal fato prende-se a vários fatores, entre eles, destaca-se a redução populacional ou o pequeno crescimento desses países. Prevê-se um crescimento do consumo de energia no setor residencial de 0,6% e no setor comercial de 1,0% ao ano. Historicamente, o crescimento do setor transportes tem uma forte correlação com a renda per capita e com o número de automóveis per capita. Projeta-se de 2006 a 2030 uma taxa de crescimento de 2,7% ao ano no consumo de energia para o setor transportes das nações não pertencentes à OCDE, e de 0,3 % para os países pertencentes. O crescimento mundial será de 1,4%.

16 BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL 2010 - ANO BASE 2009

Gráfico 1.3 - Consumo de Energia Industrial nos Países da OCDE e não-OCDE de 2006 a 20302006 2010 2015 2020 2025 2030 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500

2006

2010

2015

2020

2025

2030

4.500

4.000

3.500

3.000

2.500

2.000

1.500

1.000

500

0

2030 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 Fonte: International Energy Outlook 2009
2030 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 Fonte: International Energy Outlook 2009
2030 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 Fonte: International Energy Outlook 2009
2030 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 Fonte: International Energy Outlook 2009
2030 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 Fonte: International Energy Outlook 2009
2030 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 Fonte: International Energy Outlook 2009
2030 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 Fonte: International Energy Outlook 2009
2030 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 Fonte: International Energy Outlook 2009
2030 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 Fonte: International Energy Outlook 2009
2030 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 Fonte: International Energy Outlook 2009
2030 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 Fonte: International Energy Outlook 2009
2030 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 Fonte: International Energy Outlook 2009

Fonte: International Energy Outlook 2009

1.500 1.000 500 0 Fonte: International Energy Outlook 2009 No período 2006 - 2030, prevê-se um

No período 2006 - 2030, prevê-se um crescimento do consumo de todas as fontes de energia (gráfico 1.4). Espera-

se que os combustíveis fósseis (petróleo e outros combustíveis líquidos , gás natural e carvão) continuem suprindo a

maior parte da energia consumida no mundo até 2030. Considerando um cenário do custo de combustíveis líquidos não declinantes até 2030, espera-se que a parcela de 36,49% de participação global dos combustíveis líquidos em 2006 caia para 31,80% em 2030.

A produção mundial de combustíveis líquidos crescerá de 84,6 milhões de barris equivalentes de petróleo por dia

em 2006 para 106,6 milhões de barris equivalentes de petróleo em 2030, sendo predominante até 2030, mas com participação na matriz energética mundial caindo de 36,49% em 2006 para 31,80% em 2030 (gráfico 1.5). No setor transportes, ainda existem poucas alternativas econômicas para substituir os combustíveis líquidos. Projeta-se que o setor transporte absorverá 57,92% do crescimento total projetado do consumo de combustíveis líquidos no período

de 2005 a 2030. Por sua vez, o setor industrial responderá por 31,40% do crescimento.

Gráfico 1.4 - Utilização por Tipo de Combustível no Mercado Mundial de Energia de 1990 a 2030o setor industrial responderá por 31,40% do crescimento. 1990 2006 2015 2030 18 .000 16 .000

1990 2006 2015 2030 18 .000 16 .000 14 .000 12 .000 10 .000 8.00
1990
2006
2015
2030
18
.000
16
.000
14
.000
12
.000
10
.000
8.00
0
6.00
0
4.00
0
2.00
0
0
Fonte: International Energy Outlook 2009
0 2.00 0 0 Fonte: International Energy Outlook 2009 ³ O estudo do IEO 2007 inclui

³ O estudo do IEO 2007 inclui diversos combustíveis líquidos como o etanol e o biodiesel como combustíveis líquidos fósseis, a rigor combustíveis renováveis como o etanol deveriam ser examinados em separado. Inclui-se aqui petróleo, derivados líquidos do petróleo, etanol, biodiesel, líquidos oriundos da liquefação do carvão, líquidos oriundos da liquefação de gás natural, gás natural liquefeito, óleo combustível e hidrogênio líquido.

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1

17

Gráfico 1.5 - Produção Mundial de Energéticos Líquidos de 2006 a 2030 Fonte: International Energy

Gráfico 1.5 - Produção Mundial de Energéticos Líquidos de 2006 a 2030

Produção Mundial de Energéticos Líquidos de 2006 a 2030 Fonte: International Energy Outlook 2009 Nota: No
Produção Mundial de Energéticos Líquidos de 2006 a 2030 Fonte: International Energy Outlook 2009 Nota: No

Fonte: International Energy Outlook 2009 Nota: No total mundial e nos totais parciais da OCDE e Não-OCDE estão inclusos os montantes de biocombustíveis

No tocante ao consumo mundial de gás natural, projeta-se para o período de 2006 a 2030 uma taxa média anual de crescimento de 1,6%, saindo de 2,95 trilhões de metros cúbicos em 2006 para 4,33 trilhões de metros cúbicos em 2030. Há uma tendência clara de crescimento do preço médio internacional do gás, o que tornará o carvão

mais competitivo. Entre os setores usuários do gás natural como energético, destaca-se o setor industrial que, segundo previsões, consumirá 40,0% do total mundial em 2030.

O carvão provavelmente será a fonte mundial de energia que terá a segunda maior taxa de crescimento (perdendo apenas para a taxa de crescimento dos energéticos renováveis) no período de 2006 a 2030. O consumo mundial

de carvão crescerá de 3,213 trilhões de tep para 4,793 trilhões de tep em 2030, com uma taxa anual de cresci- mento de 1,7%. O crescimento maior do consumo de carvão ocorrerá principalmente nos países não pertencentes

OCDE, especialmente a China e a Índia. A participação do carvão na matriz energética mundial está projetada para passar de 27% em 2006 para 28% em 2030.

à

O

setor elétrico mundial será responsável por aproximadamente 42% do consumo mundial de carvão no período,

e

o setor industrial por cerca de 25%. A China tem abundantes recursos de carvão e absorverá nada menos que

73,84% de todo acréscimo do consumo mundial de carvão mineral do período 2006 - 2030.

A geração de energia elétrica crescerá 77%, conforme mostra o gráfico 1.6, saindo de uma produção mundial de

18,0 trilhões de kWh em 2006 para 31,8 trilhões de kWh em 2030. A maior parte do crescimento da geração de energia elétrica acontecerá nos países não pertencentes à OCDE, onde se prevê que a taxa média anual de cres- cimento da produção de energia elétrica será de 3,5%. Já a taxa anual média prevista para os países da OCDE é

de 1,2%. Gás natural e carvão seguirão sendo os mais importantes combustíveis.

A energia elétrica gerada em usinas termonucleares crescerá de 2,7 trilhões de kWh em 2006 para 3,8 trilhões de kWh

em 2030. Espera-se que haja avanços tecnológicos nas centrais termonucleares, especialmente na questão da seguran- ça. Em face a tais aspectos, projeta-se que o setor elétrico termonuclear irá crescer de uma capacidade instalada de 377 GW em 2006 para 509 GW em 2030; mesmo prevendo-se um declínio do setor elétrico dos países da OCDE (especial- mente na Alemanha e na Bélgica) por questões de na natureza ambiental. Já a previsão de crescimento da capacidade instalada para os países não pertencentes à OCDE é de 4,2% ao ano e 1,2% para os países da OCDE. Espera-se que a China acrescente 47 GW de usinas ao seu setor elétrico, a Índia 17 GW e a Rússia 21 GW. A

geração de eletricidade renovável (hidroelétricas, eólicas, solares) poderá crescer a taxas anuais de 2,9%. O crescimento do preço do gás natural poderá tornar competitiva a produção de energia elétrica renovável, como

a energia eólica e outras, podendo contar com apoio governamental onde não for competitiva com a energia

elétrica produzida com carvão e gás natural. A maior parte do crescimento da produção de energia elétrica renovável provavelmente virá de usinas hidroelétricas de médio e grande porte a serem construídas em países não pertencentes à OCDE, na Ásia e na América do Sul (caso das usinas a serem construídas nos Rios Madeira, Tocantins e outras) e América Central, onde existem inúmeras plantas de usinas hidroelétricas projetadas. Com exceção da Turquia e do Canadá, não se espera a instalação de novas usinas hidroelétricas nos países da OCDE, já que os recursos hidroelétricos já foram explorados. Nos países da Organização, a energia elétrica renovável virá de aproveitamentos eólicos, solar, geotérmico, lixo municipal e biomassa, especialmente do etanol celulósico.

18 BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL 2010 - ANO BASE 2009

Gráfico 1.6 - Geração Mundial de Eletricidade por Tipo de Combustível de 2006 a 2030Fonte: International Energy Outlook 2009 A preocupação mundial com a emissão de gases como o

de Eletricidade por Tipo de Combustível de 2006 a 2030 Fonte: International Energy Outlook 2009 A

Fonte: International Energy Outlook 2009

de 2006 a 2030 Fonte: International Energy Outlook 2009 A preocupação mundial com a emissão de

A preocupação mundial com a emissão de gases como o CO 2 , o chamado efeito estufa, também foi produto de previ-

são para o período 2006 - 2030, especialmente se levando em conta que a emissão desses gases tem registrado cres-

cimento médio anual de 1,9%. Essas emissões são causadas em grande parte pela ação do homem, especialmente na produção das mais diferentes formas de energia. Projeta-se que o crescimento mundial de emissões de gases do efeito estufa saltará de 29 bilhões de toneladas em 2006 para 40,4 bilhões de toneladas em 2030. O maior cresci-

mento provavelmente ocorrerá nos países não pertencentes à OCDE, em particular em face ao elevado crescimento do carvão para produção de energia. Já em 2006 a emissão de gases do efeito estufa pelos países não pertencentes

à Organização superou a emissão oriunda dos países pertencentes. Em 2030, a produção de gases do efeito estufa será 76,84% maior nos países não pertencentes à OCDE (gráfico 1.7).

Gráfico 1.7 - Emissão Mundial de Dióxido de Carbono OCDE e não-OCDE de 1990 a 2030maior nos países não pertencentes à OCDE (gráfico 1.7).   1990 2006 2010 2015 2020 2025

 

1990

2006

2010

2015

2020

2025

2030

45.000

 

40.000

 

35.000

 

30.000

 

25.000

 

20.000

 

15.000

 

10.000

 

5.000

 

0

 

1990

2006

2010

2015

2020

2025

2030

Fonte: International Energy Outlook 2009

1.1 - Panorama Econômico Mundial

Energy Outlook 2009 1.1 - Panorama Econômico Mundial O crescimento econômico tem um relevante papel no

O crescimento econômico tem um relevante papel no crescimento da demanda de energia. Considerou-se no IEO

2009, para projeção de taxas de crescimento econômico, tópicos como: crescimento populacional, taxas de participa- ção da força de trabalho na renda, crescimento da produtividade (via tecnologia e demais processos), acumulação de capital, bem como o desenvolvimento da infraestrutura e os mecanismos regulatórios de mercado estabelecidos pe- los governos, especialmente na criação de regras estáveis que permitam investimentos e crescimento a longo prazo. De 2006 a 2030, o crescimento mundial anual médio projetado foi de 3,5% (tabela 1.2). Para os países da OCDE, o crescimento anual previsto foi de 2,2%; enquanto que para os países não pertencentes o crescimento previsto foi de 4,9% (especialmente em função da China e da Índia). Tais cenários foram traçados já levando em conta a crise econômica mundial.

C A P Í T U L O

1

19

Tabela 1.2 - Taxa de Crescimento Médio Anual para o PIB do Mundo, de Regiões e de Países Selecionados de 1980 a 2030Previsão - Percentagem por ano Região/País 1980-2005 2005 2006 2007 2006-2030 Estados Unidos 3,1

Previsão - Percentagem por ano

Região/País

1980-2005

2005

2006

2007

2006-2030

Estados Unidos

3,1

3,1

2,9

2,1

2,4

Canadá

2,8

3,1

2,8

2,5

2,2

México

2,5

2,8

4,8

3,3

3,4

Japão

2,3

1,9

2,2

2,0

0,8

Coréia do Sul

6,8

4,2

5,0

4,9

3,3

Austrália / Nova Zelândia

3,3

2,7

2,6

3,3

3,0

Total OCDE

2,7

2,6

3,1

2,7

2,2

Rússia

0,1

6,4

6,7

7,0

3,6

China

9,8

10,4

11,1

11,5

6,4

Índia

5,9

9,2

9,4

9,0

5,6

África

2,9

5,2

5,5

6,0

4,0

Brasil

2,5

2,9

3,7

4,6

3,6

Total Não-OCDE

4,0

7,5

8,0

8,1

4,9

Total Mundial

3,3

4,9

5,4

5,4

3,5

Fontes: International Energy Outlook 2009 para valores 2006-2030. Demais valores IEO 2008.

Com relação ao PIB mundial, o cenário de referência projeta que o PIB mundial será de 137,48 trilhões de dólares (gráfico 1.8). Já no cenário de alto crescimento econômico, o valor atingirá 153,38 trilhões de dólares em 2030; enquanto que no cenário de baixo crescimento econômico será de 122,81 trilhões de dólares.

Gráfico 1.8 - Crescimento do PIB Mundial para os Cenários de Referência, de Elevado Crescimento e de Baixo Crescimento de 1990 a 2030econômico será de 122,81 trilhões de dólares. 1990 2006 2010 2015 2020 2025 2030 180, 00

1990 2006 2010 2015 2020 2025 2030 180, 00 153,38 160, 00 137,48 140, 00
1990
2006
2010
2015
2020
2025
2030
180,
00
153,38
160,
00
137,48
140,
00
128,50
120,
00
106,63
122,81
108,24
100,
00
87,17
94,38
69,77
80
,0
0
80,74
59,94
67,95
60
,0
0
40
,0
0
35,66
20
,0
0
0, 00

Fonte: International Energy Outlook 2009

20 ,0 0 0, 00 Fonte: International Energy Outlook 2009 1.2 - Cenários Alternativos de Crescimento

1.2 - Cenários Alternativos de Crescimento Econômico Mundial de 2006 a 2030

Em face das incertezas de projetarem-se taxas de crescimentos futuros para a economia mundial, o IE0-2009 apre- senta, além do cenário de referência, as hipóteses de elevado crescimento econômico mundial e de baixo crescimento econômico mundial. No caso de crescimento elevado, 0,5% de taxa de crescimento é acrescido ao cenário de refe- rência; e, no caso de baixo crescimento, 0,5% é subtraído (gráfico 1.9). No cenário de referência em 2030 (taxa média de 3,5% de crescimento da economia mundial no período de 2006 a 2030), o mercado mundial de energia atingirá 17,09 bilhões de tep (sendo 10,10 bilhões de tep nos países não per- tencentes à OCDE). Já no cenário de elevado crescimento econômico (taxa média anual de crescimento da economia mundial de 4,0%) o mercado mundial atingirá 18,48 bilhões de tep. No cenário de baixo crescimento econômico (taxa média de crescimento da economia mundial de 3,0%), o mercado mundial atingirá 15,82 bilhões de tep.

20 BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL 2010 - ANO BASE 2009

Gráfico 1.9 - Mercado Mundial de Consumo de Energia em Três Cenários de Crescimento Econômico de 1990 a 20301990 2006 2010 2015 2020 2025 2030 20 ,00 18,48 18 ,00 17,02 17,09 15,63

1990 2006 2010 2015 2020 2025 2030 20 ,00 18,48 18 ,00 17,02 17,09 15,63
1990
2006
2010
2015
2020
2025
2030
20
,00
18,48
18
,00
17,02
17,09
15,63
16
,00
14,22
15,82
15,16
12,87
14
,00
14,43
11,91
13,59
12,76
12
,00
10
,00
8,00
8,76
6,00
4,00
2,00
0,00

Fonte: International Energy Outlook 2009

4,00 2,00 0,00 Fonte: International Energy Outlook 2009 1.3 - Evolução do Consumo de Energia por

1.3 - Evolução do Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados

No IEO 2009 prevê-se uma taxa de crescimento anual da população mundial de 1%, sendo que em alguns países, como Japão e Rússia, espera-se inclusive um decréscimo da população. Isto significa que a previsão é de que a população mundial de 6,590 bilhões de habitantes em 2006 chegará a 8,327 bilhões de habitantes em 2030. Para

o Brasil, a previsão é de uma taxa de crescimento populacional anual de 0,9% (ligeiramente inferior à taxa média anual de crescimento da população mundial). A tabela 1.3 apresenta o consumo mundial de energia por habitante no período 1990-2030, incluindo-se regiões e países selecionados.

Fica claro, na comparação com os países desenvolvidos, que o consumo per capita de energia dos brasileiros é baixo

e continuará assim em 2030. Enquanto a média mundial sairá de 1,81 tep por habitante em 2006 para 2,05 em

2030, o Brasil chegará em 2030 com modestos 1,96 tep por habitante, valor muito aquém dos 5,52 tep por habi- tante dos países da OCDE.

Tabela 1.3 - Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados de 1990 a 2030aquém dos 5,52 tep por habi- tante dos países da OCDE. Unidade: tep por habitante Região/País

Unidade: tep por habitante

Região/País

1990

2006

2010

2015

2020

2025

2030

Estados Unidos

8,40

8,40

8,10

7,93

7,74

7,66

7,63

Canadá

9,90

10,69

10,82

11,23

11,24

11,54

11,83

México

1,50

1,78

1,51

1,61

1,73

1,83

0,08

Japão

3,80

4,49

4,31

4,54

4,76

4,79

4,91

Coréia do Sul

2,23

4,94

5,66

5,97

6,17

6,53

6,93

Austrália/Nova Zelândia

5,67

6,55

6,49

6,81

6,93

6,95

7,06

Total OCDE

4,75

5,18

5,08

5,15

5,22

5,28

5,36

Rússia

6,66

5,36

5,80

6,36

6,87

7,27

7,66

China

0,59

1,41

1,69

1,92

2,20

2,45

2,69

Índia

0,23

0,39

0,39

0,44

0,49

0,52

0,54

África

0,38

0,39

0,40

0,39

0,38

0,37

0,36

Brasil

0,97

1,28

1,44

1,55

1,66

1,79

1,92

Total Não-OCDE

0,89

1,07

1,17

1,24

1,32

1,38

1,44

Total Mundial

1,65

1,81

1,86

1,91

1,96

2,00

2,05

Fonte: International Energy Outlook 2009

C A P Í T U L O

1

21

2010 - ANO BASE 2009

BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL

- ANO BASE 2009 BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL Panorama Energético Nacional Unidade de

Panorama Energético Nacional

Unidade de Hidrotratamento de Instáveis - REFAP - Canoas - RS

Foto: Acervo Petrobras

PANORAMA ENERGÉTICO NACIONAL O Balanço Energético Nacional de 2009 - BEN 2009 - Ano Base
PANORAMA ENERGÉTICO NACIONAL O Balanço Energético Nacional de 2009 - BEN 2009 - Ano Base

PANORAMA ENERGÉTICO NACIONAL

O Balanço Energético Nacional de 2009 - BEN 2009 - Ano Base 2008 informa que o consumo brasileiro de energia em 2008 atingiu 226,39 milhões de tep (gráfico 2.1). Considerando-se as projeções do IEO 2009 de um crescimento de consumo de energia de 2,6% ao ano (no período de 2006 a 2030), o País consumirá 398,2 milhões de tep em 2030. Em 2008, o consumo de energia por habitante no Brasil foi de 1,194¹ tep por habitante. Os 226,39 milhões de tep consumidos pelo Brasil em 2008 correspondem a 89,63% da Oferta Interna de Energia - OIE, sendo um consumo 3,65 vezes superior ao verificado em 1970.

Gráfico 2.1 - Consumo Final de Energia no Brasil de 1970 a 2030sendo um consumo 3,65 vezes superior ao verificado em 1970. Fonte: Até 2008 - Balanço Energético

2.1 - Consumo Final de Energia no Brasil de 1970 a 2030 Fonte: Até 2008 -

Fonte: Até 2008 - Balanço Energético Nacional 2009 - Ano Base 2008

No tocante à matriz energética de consumo (gráfico 2.2), observou-se em 2008 que o setor industrial foi responsável por 36,4% do consumo; enquanto que o setor transporte foi responsável por 27,6%; o setor residencial por 10,0%; o setor comercial por 2,7%; e o setor agropecuário por 4,4%. Sendo que esses cinco setores somados foram respon- sáveis por 81,1% do consumo de energia verificado no país em 2008.

Gráfico 2.2 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Setor de 1991 a 2008por 81,1% do consumo de energia verificado no país em 2008. 100,00 90,0 Ag ro pecu

100,00 90,0 Ag ro pecu ário 80,0 Públ ic o Co merc ia l 70,0
100,00
90,0
Ag ro
pecu ário
80,0
Públ ic o
Co
merc ia l
70,0
Resi de ncia l
60,0
50,0
Tr an
sp or te
40,0
30,0
20,0
In du st rial
10,0
0,0
1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008

Fonte: Balanço Energético Nacional 2009 - Ano Base 2008

¹ Valor informado no BEN 2009 - Ano Base 2008, que não coincide com o valor apresentado no IEO 2009.

C A P Í T U L O

2

25

Do ponto de vista das fontes (gráfico 2.3), observou-se em 2008 que os derivados do petróleo foram responsáveis por 40,8% do consumo; a eletricidade por 16,3%; o álcool por 5,2%; e a lenha, que já teve uma participação de 11,8% em 1991, apresentou em 2008 um consumo de 7,4%. Já o gás natural foi responsável por 7,4%, valor que era de 2,4% em 1991. A participação do bagaço de cana é expressiva na matriz energética, atingindo 12,7% em 2008. Ao contrário de países como China e Índia, a participação do carvão mineral na matriz energética brasileira é baixa, de apenas 1,7%.

Gráfico 2.3 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Fonte de 1991 a 2008na matriz energética brasileira é baixa, de apenas 1,7%. 100,0 90,0 80,0 70,0 60,0 50,0 40,0

100,0 90,0 80,0 70,0 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 0,0 1991 1992 1993 1994
100,0
90,0
80,0
70,0
60,0
50,0
40,0
30,0
20,0
10,0
0,0
1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008

Fonte: Balanço Energético Nacional 2009 - Ano Base 2008

2.1 - Situação em 2008 dos Energéticos que Compõe a OIE do País

2.1.a - Energia Elétrica

Na tabela 2.1, pode-se verificar a Oferta Interna de Energia Elétrica - OIEE, a Geração Interna de Energia Elétrica e o Consumo Final das principais fontes para o caso brasileiro em 2008. Em 2008, as importações brasileiras de energia elétrica atingiram 42,9 TWh, que, somada com a geração interna do País de 463,1 TWh, e subtraindo-se os 0,69 TWh de exportação, fizeram com que a OIEE fosse de 505,3 TWh (43,5 milhões de tep). O consumo final de energia elétrica foi de 428,3 TWh, apresentando, assim, 15,25% da energia ofertada em perdas.

Tabela 2.1 - Energia Elétricaapresentando, assim, 15,25% da energia ofertada em perdas.   TWh milhões tep Oferta Interna de Energia

 

TWh

milhões tep

Oferta Interna de Energia Elétrica - OIEE

505,3

43,5

Geração de Energia Elétrica

463,1

39,8

Importação líquida

42,9

3,7

Consumo Final

428,3

36,8

Exportação Líquida

0,69

Perdas em relação a OIEE

15,25

Capacidade instalada das centrais de geração de energia elétrica (inclusive autoprodutores)

103.962 MW

Fonte: Balanço Energético Nacional 2009 - Ano Base 2008

A estrutura da oferta de energia elétrica brasileira (tabela 2.2) foi proveniente em 73,4% de usinas hidroelétricas (sendo 3,4% de pequenas centrais hidroelétricas - PCHs); 15,4% de centrais termoelétricas; 2,8% de centrais nucle- ares; e 8,5% de importação líquida. Há uma diferença significativa entre a estrutura brasileira e a estrutura média mundial de energia elétrica. Na estrutura mundial (tabela 2.3), 41,5% da energia elétrica provem de centrais a carvão mineral; 20,9% de centrais a gás natural; 15,6% de centrais hidroelétricas; 13,8% de centrais termonucleares; e 5,6% de centrais com derivados de petróleo.

26 BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL 2010 - ANO BASE 2009

Tabela 2.2 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Brasil em 2008  

Tabela 2.2 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Brasil em 2008

 

%

Centrais hidroelétricas

73,4

Centrais termoelétricas

15,4

Importação líquida

8,5

Centrais nucleares

2,8

Fonte: Balanço Energético Nacional 2009 - Ano Base 2008

 
Tabela 2.3 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Mundo em 2007

Tabela 2.3 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Mundo em 2007

 

%

Centrais a carvão mineral

41,5

Centrais a gás natural

20,9

Centrais hidroelétricas

15,6

Centrais termonucleares

13,8

Centrais com derivados de petróleo

5,6

Fonte: Key World Energy Statistcs IEA - 2009

2.1.b - Petróleo

Em 2008, foram produzidos no Brasil (tabela 2.4) 1,82 milhões de barris por dia - bbl/d de petróleo e gás natural li- quefeito - LGN. O consumo final de derivados energéticos do petróleo chegou a 1,60 milhões bbl/d. Desse montante,

a maior parcela, 48,21%, foi o consumo de óleo diesel rodoviário com 771.300 bbl/d, ficando na segunda posição o consumo de gasolina veicular com 433.800 bbl/d, com uma fatia de 27,11%.

A capacidade nominal instalada de refino de derivados do petróleo em 2008 atingiu 2,044 milhões bbl/d.

derivados do petróleo em 2008 atingiu 2,044 milhões bbl/d. Tabela 2.4 - Produção, Importação Líquida, Consumo,

Tabela 2.4 - Produção, Importação Líquida, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada

 

Bbl / dia

Bbl

Produção petróleo

1,817 milhões

Produção de derivados

1,87 milhões

Consumo de derivados

1,60 milhões

Consumo de gasolina veicular

433,8 mil

Consumo de óleo diesel rodoviário

771,3 mil

Consumo de óleo combustível

89,1 mil

Consumo de GLP residencial

211,2 mil

Capacidade instalada nominal de refino

2,044 milhões

Reservas provadas de petróleo

12,8 bilhões

Fontes: BEN 2009 - Ano Base 2008 e Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis 2009

2.1.c - Gás Natural

Em 2008, a produção brasileira de gás natural (tabela 2.5) atingiu 59,2 milhões de metros cúbicos por dia, sendo importados 31 milhões de m³ por dia de gás. Na matriz energética de 2008, o gás natural apareceu com 10,3%.

A estrutura de consumo do gás natural apresentou a predominância do consumo industrial com³9,58%, sendo que

18% do gás natural foi reinjetado e 10% queimado e perdido. Para o uso veicular, foi consumido 7,43% de gás natural.

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2

27

Tabela 2.5 - Produção, Importação, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada   m³ / dia m³

Tabela 2.5 - Produção, Importação, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada

 

m³ / dia

Produção

59,2 milhões

Importação

31 milhões

Uso térmico do setor energético

17,6 milhões

Consumo industrial

35,7 milhões

Consumo transporte

6,7 milhões

Consumo geração elétrica (Centrais elétricas de serviços públicos)

14,2 milhões

Consumo na geração elétrica (centrais elétricas autoprodutoras)

3,6 milhões

Uso não energético

2,2 milhões

Reservas totais de gás natural

589,2 bilhões

Reservas provadas

364,0 bilhões

Fontes: BEN 2009 - Ano Base 2008 e Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis 2009

2.1.d - Produtos da Cana-de-Açúcar

Em 2008, a produção brasileira de etanol (soma de anidro e hidratado), tabela 2.6, atingiu 467.500 bbl/d (barris/dia). Os produtos energéticos resultantes da cana representaram 17% da matriz energética brasileira.

Tabela 2.6 - Produtos da cana-de-açúcar no Brasil em 2008da cana representaram 17% da matriz energética brasileira.   Bbl / dia toneladas Produção de etanol

 

Bbl / dia

toneladas

Produção de etanol (anidro mais hidratado)

467,5 mil

Produção de etanol hidratado

302,5 mil

Produção de etanol (anidro mais hidratado)

165 mil

Consumo final de etanol hidratado

229 mil

Consumo final de etanol anidro

108,6 mil

Exportação de etanol

88,3 mil

Consumo de álcool anidro – setor transporte

114 mil

Consumo de álcool hidratado – setor transporte

252,7 mil

Consumo de etanol em outros usos (consumo não energético)

26,2 mil

Consumo térmico de bagaço

225,73 milhões

Rendimento do etanol de cana: 87,7 l por tonelada de cana Rendimento do etanol do melaço: 339,1 litros por tonelada de melaço Fontes: BEN 2009 - Ano Base 2008 e Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis 2009

2.1.e - Carvão Mineral

O carvão mineral e seus derivados apresentaram uma participação de 5,8% na matriz energética brasileira em 2008,

percentual muito abaixo do que se verifica mundialmente.

O carvão vapor (energético) é nacional e seu consumo predomina nas centrais elétricas de serviços públicos. Já o carvão meta- lúrgico é importado, se expande quando ocorre combustão incompleta e é consumido na indústria siderúrgica. No tocante ao carvão vapor, o consumo industrial representou uma parcela de 83,8%, e o consumo na geração de energia elétrica, 16,2%.

83,8%, e o consumo na geração de energia elétrica, 16,2%. Tabela 2.7 - Carvão Mineral  

Tabela 2.7 - Carvão Mineral

 

carvão metalúgico

carvão vapor

(toneladas)

(toneladas)

Produção

260.000

6.351.000

Importação

15.311.000

0

Consumo industrial e transformação em coqueria

15.195.000

758.000

Consumo na geração elétrica

0

4.696.000

Consumo em outras áreas

133.000

221.000

Fonte: Balanço Energético Nacional 2009 - Ano Base 2008

2.1.f - Lenha e Carvão Vegetal

Em 2008, a lenha e o carvão vegetal (tabela 2.8) corresponderam a 11,60% da matriz energética do País. O consumo de lenha foi de 41,25% em carvoarias; 26,37% no residencial; e 31,05% no agropecuário e industrial.

28 BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL 2010 - ANO BASE 2009

Tabela 2.8 - Lenha e Carvão Vegetal toneladas

Tabela 2.8 - Lenha e Carvão Vegetal

toneladas

Produção de lenha

94.279.000

Consumo em carvoarias

38.892.000

Consumo final energético da lenha

54.385.000

Consumo residencial da lenha

24.857.000

Consumo de carvão vegetal

9.892.000

Fonte: Balanço Energético Nacional 2009 - Ano Base 2008

2.2 - Destaque do Brasil na Produção de Energia

Em termos de produção de energia o grande destaque do Brasil no cenário internacional continua sendo a expressiva parti- cipação de energia renovável na matriz energética do País. Em 2008, nada menos que 45,9% da Oferta de Energia Interna

- OIE do País foi originária de fontes renováveis. No âmbito mundial, em 2007, de acordo com o Key World Energy Statistcs

- 2009, esse percentual foi de 12,7%, enquanto que nos países da OCDE foi de apenas 7,2%. O Brasil é o segundo maior

produtor de hidroeletricidade do mundo, atrás da China e tendo ultrapassado o Canadá em 2007. Na produção de etanol,

o Brasil disputa a liderança mundial com os Estados Unidos, que emprega o milho para produzir o álcool, acarretando sérios problemas de elevação nos preços mundiais dos alimentos, o que não ocorre na situação brasileira.

2.3 - Redução da Dependência Externa de Energia

A maior dependência externa de energia no caso brasileiro ocorreu em meados da década de 70, sendo que a refe- rida dependência, em 2008, ficou pouco acima de 8,3%, que representa um valor confortável.

2.4 - Crescimento do PIB Brasileiro e da Oferta Interna de Energia - OIE

De 1970 a 1980, o PIB brasileiro cresceu em média 8,6%, enquanto o crescimento da oferta interna de energia foi de

5,5% (gráfico 2.4). Já no período de 1980 a 1985 a taxa de crescimento do PIB brasileiro foi de apenas 1,3% ao ano em média, enquanto que

a taxa de crescimento da OIE foi de 2,7%, uma situação bem pior que a verificada no período anterior. No período de 1985 a 1993, enquanto o PIB cresceu 1,8% ao ano, a OIE cresceu 1,7%. De 1993 a 1997, o PIB cresceu 3,8% e a OIE 4,8%, enquanto que de 1997 a 2007 para um crescimento do PIB de 2,8% a OIE cresceu 2,8%. Já de 2007 para 2008 o PIB cresceu 5,2% e

a OIE 3,6%.

Olhando-se o período de 38 anos (de 1970 a 2008), a média anual de crescimento do PIB ficou em 4,4% e a OIE cresceu 3,6% ao ano.

Gráfico 2.4 - Taxas Médias de Crescimento do PIB e OIE no Brasil de 1970 a 2008do PIB ficou em 4,4% e a OIE cresceu 3,6% ao ano. 1970-2008 - Taxa média

Médias de Crescimento do PIB e OIE no Brasil de 1970 a 2008 1970-2008 - Taxa

1970-2008 - Taxa média no período Fonte: Balanço Energético Nacional 2009 - Ano Base 2008 Nota: Cálculo 1970-2008 e variação 2007-2008, elaboração BERS 2010 - ano base 2009

C A P Í T U L O

2

29

2.5

- Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil

No período de 1970 a 2008, a relação entre a variação da taxa OIE e do PIB do Brasil (tabela 2.9) foi de 0,82. No caso da relação entre a variação da taxa de eletricidade total produzida e do PIB, a relação no mesmo período foi de 1,48.

Tabela 2.9 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasile do PIB, a relação no mesmo período foi de 1,48. 1980-1970 1985-1980 1993-1985 1997-1993 2007-1997

1980-1970

1985-1980

1993-1985

1997-1993

2007-1997

2007-1970

2007-2008

1970-2008

OIE/PIB

0,64

2,11

0,92

1,26

1,03

0,87

1,11

0,82

Eletricidade Total/PIB

1,39

5,64

2,31

1,35

1,24

1,63

0,75

1,48

Eletricidade Industrial/PIB

1,54

5,59

1,68

0,67

1,30

1,59

0,46

1,44

Derivados Petróleo/PIB

0,95

-1,49

1,71

1,84

0,40

0,90

0,22

0,81

Biomassa/PIB

0,06

3,34

0,55

0,53

1,36

0,43

1,43

0,45

Carvão mineral de aço/PIB

1,23

7,15

1,93

0,83

0,70

1,41

0,03

1,50

Energia industrial/PIB*

1,01

3,06

0,93

1,17

1,35

1,17

0,10

1,08

“Consumo combustíveis

0,37

0,11

2,51

2,49

0,64

0,83

1,60

0,97

ciclo OTTO/PIB**”

* Inclui setor energético ** Inclui gasolina, álcool e gás natural Fonte: Balanço Energético Nacional 2009 - Ano Base 2008 Nota: Cálculo 1970-2008 e variação 2007-2008, elaboração BERS 2010 - ano base 2009

2.6 - Balanço de Energia Útil - BEU

No gráfico 2.5, observa-se a variação da energia final, útil e economia de energia para o caso brasileiro nos anos de 1984, 1994 e 2004. Observa-se que a energia final e a útil aumentaram ao longo do tempo; porém, o potencial de economia de energia diminui à medida que os rendimentos vão se aproximando de seus pontos ótimos. A relação entre a energia final e a útil tem a dimensão de rendimento energético. Pelos números do BEN 2009, o rendimento energético do País em 1984 foi de 46,9%, em 1994 de 53,9% e em 2004 de 57,5%.

Gráfico 2.5 - Variação da Energia Útil, Final e Economia de Energia no Brasil de 1984 a 2004em 1984 foi de 46,9%, em 1994 de 53,9% e em 2004 de 57,5%.   1984

 

1984

1994

2004

20

0

 

18

0

 

16

0

 

14

0

 

12

0

 

10

0

 

80

 

60

 

40

 

20

 
 

0

 

Fonte: Balanço Energético Nacional 2009 - Ano Base 2008

Fonte: Balanço Energético Nacional 2009 - Ano Base 2008 30 BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO

30 BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL 2010 - ANO BASE 2009

2010 - ANO BASE 2009

BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL

- ANO BASE 2009 BALANÇO ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL Setor Energético do Rio Grande

Setor Energético do Rio Grande do Sul

UHE Passo Real - RS

Foto: Grupo CEEE

SETOR ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL Neste capítulo, será examinado o setor energético do
SETOR ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL Neste capítulo, será examinado o setor energético do

SETOR ENERGÉTICO DO RIO GRANDE DO SUL

Neste capítulo, será examinado o setor energético do Rio Grande do Sul, sendo apresentados os dados das fontes energéticas utilizadas no Estado. A evolução do consumo final de energia no Rio Grande do Sul no período de 2005 a 2009, e a projeção de crescimento até 2030, é apresentada no Gráfico 3.1 a seguir. Para os anos de 2010, 2015, 2020, 2025 e 2030 foram estabelecidas projeções nas seguintes hipóteses:

i) O RS terá a mesma taxa de crescimento do consumo final de energia de 2,6% ao ano, valor previsto para o Brasil no IEO 2009 (período 2006-2030);

ii) O RS terá uma taxa de crescimento do consumo final de energia de 5% ao ano, aproximadamente igual a taxa de cresci- mento verificada no período de 2005 a 2009.

taxa de cresci- mento verificada no período de 2005 a 2009. Gráfico 3.1 - Valores Verificados

Gráfico 3.1 - Valores Verificados do Consumo Final de Energia no RS, no Período de 2005 a 2009, e Projeção de Crescimento até 2030

de 2005 a 2009, e Projeção de Crescimento até 2030 Fonte: Balanço Energético do Rio Grande

Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2010 - Ano Base 2009

No tocante à produção de energia em 2009, o RS destacou-se na produção de carvão vapor: foram 4,68 milhões de toneladas equivalentes¹ produzidas, ficando na primeira posição no cenário nacional. Nesse mesmo ano, foram produzidos 18.483 GWh de energia elétrica no Estado (centrais elétricas de serviço público e autoprodutoras), ficando na décima posição entre os estados brasileiros. A produção de álcool etílico hidratado² nas destilarias foi de 2.458 m³, volume abaixo da potencialidade do Estado. Nas tabelas 3.1, 3.2 e 3.3, apresentam-se a produção de cada energético por Estado da federação.

¹ O conceito de toneladas equivalentes está desenvolvido no item 3.5.a.

² De acordo com a tabela 3.2, elaborado pelo Balanço Energético Nacional 2009.

C A P Í T U L O

3

33

Tabela 3.1 - Produção de Petróleo e Gás Natural em Estados Selecionados e no Brasil, em 2008 e 2009unidade: mil barris unidade: milhões m³   2008 2009   2008 2009 Petróleo Total Gás

unidade: mil barris

unidade: milhões m³

 

2008

2009

 

2008

2009

Petróleo

Total

Gás Natural

Total

Rio de Janeiro

547.348

605.213

Rio de Janeiro

8.763

10.497

Espírito Santo

42.241

35.958

Amazonas

3.733

3.780

Rio Grande do Norte

22.332

21.307

Bahia

3.365

3.053

Bahia

15.440

14.981

Rio Grande do Norte

928

761

Sergipe

17.194

16.098

Espírito Santo

2.802

1.076

Amazonas

11.657

12.351

Alagoas

814

742

Ceará

3.487

3.300

Sergipe

858

956

Alagoas

2.248

2.342

São Paulo

242

218

Paraná

1.029

0

Ceará

66

56

São Paulo

302

333

Paraná

22

0

Rio Grande do Sul

0

0

Rio Grande do Sul

0

0

Total Brasil

663.275

711.883

Total Brasil

21.593

21.142

Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural - 2009 - dados de 2008 ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2009 foram acessados em 05/03/2010

Tabela 3.2 - Geração de Energia Elétrica e Produção de Álcool em Estados Selecionados e no Brasil, em 2008- os dados de 2009 foram acessados em 05/03/2010 unidade: GWh unidade: mil m³ Energia Elétrica*

unidade: GWh

unidade: mil m³

Energia Elétrica*

Total

Álcool

Total

Paraná

88.262

São Paulo

16.635

São Paulo

64.953

Paraná

1.900

Minas Gerais

60.178

Minas Gerais

2.201

Pará

38.315

Goiás

1.744

Goiás

26.143

Mato Grosso do Sul

945

Rio de Janeiro

42.094

Mato Grosso

899

Bahia

19.916

Alagoas

893

Alagoas

15.505

Pernambuco

559

Mato Grosso do Sul

21.303

Paraíba

401

Santa Catarina

19.164

Espírito Santo

250

Rio Grande do Sul

18.753

Rio Grande do Sul

6

Total Brasil

463.120

Total Brasil

27.133

* Inclui geração de autoprodutores Fontes: Balanço Energético Nacional 2009 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2009 - Ano Base 2008

Energético do Rio Grande do Sul 2009 - Ano Base 2008 Tabela 3.3 - Produção de

Tabela 3.3 - Produção de Carvão Vapor na Região Sul e no Brasil, em 2008

unidade: mil toneladas

Carvão Vapor

Total

Paraná

88

Santa Catarina

3.059

Rio Grande do Sul

3.203

Total Brasil

6.351

Nota: Soma bruta em massa dos diferentes tipos de carvão Fonte: Balanço Energético Nacional 2008

Cabe examinar, de forma mais detalhada, a configuração dos principais energéticos, como petróleo e derivados, energia elétrica, gás natural, carvão vapor, lenha, outras biomassas, além de biocombustíveis e energia eólica.

3.1 - Petróleo e seus Derivados³

O petróleo que chega ao Estado é refinado na Refinaria Alberto Pasqualini em Canoas e na Refinaria Riogranden- se em Rio Grande. Na tabela 3.4, consta a capacidade de refino das duas refinarias e a capacidade total do País. Observa-se que a capacidade nominal de refino de petróleo total do RS corresponde a 9,91% da capacidade nominal de refino do País.

Tabela 3.4 - Capacidade das Refinarias de Petróleo do RS, em 2008unidade: m³/dia Refinaria Município Capacidade Nominal Riograndense Rio Grande 2.200 REFAP Canoas

unidade: m³/dia

Refinaria

Município

Capacidade Nominal

Riograndense

Rio Grande

2.200

REFAP

Canoas

30.000

Total RS

32.200

Total Brasil

325.050

Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural - 2009

Nas tabelas 3.5 e 3.6, são apresentados o volume de carga nas refinarias do RS e a capacidade de armazenamento nas refinarias por produto, respectivamente. Observa-se que o volume total de petróleo processado no Estado foi de 10,35% do processado em âmbito nacional em 2009.

Tabela 3.5 - Volume de Carga Processada por Origem (Nacional e Importada) nas Refinarias do RS, em 2009foi de 10,35% do processado em âmbito nacional em 2009. unidade: barril/dia Refinaria Total Geral Petróleo

unidade: barril/dia

Refinaria

Total Geral

Petróleo Nacional

Petróleo Importado

 

2008

2009

2008

2009

2008

2009

Riograndense

7.836

13.704

2.741

3.440

4.562

10.263

REFAP

145.860

166.530

53.167

73.296

88.485

93.234

Total RS

153.696

180.233

55.908

76.736

93.047

103.497

Total Brasil

1.762.032

1.741.461

1.333.785

1.353.889

394.224

387.572

Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural - 2009 - dados de 2008 ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2009 foram acessados em 08/03/2010

- os dados de 2009 foram acessados em 08/03/2010 Tabela 3.6 - Capacidade de Armazenagem por

Tabela 3.6 - Capacidade de Armazenagem por Produto nas Refinarias do RS, em 31/12/2008

 

unidade: barril

unidade: m³

Refinaria

Petróleo

Derivados de Petróleo e Álcool

Ipiranga

754.303

40.914

REFAP

3.557.435

629.741

Total RS

4.311.738

670.655

Total Brasil

33.373.318

6.990.335

Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural - 2009

As capacidades de armazenamento de petróleo e seus derivados no RS no ano de 2008 são apresentadas na tabela 3.7 a seguir:

RS no ano de 2008 são apresentadas na tabela 3.7 a seguir: Tabela 3.7 - Capacidade

Tabela 3.7 - Capacidade de Armazenamento de Petróleo e seus Derivados nos Terminais do RS, em 31/12/2008

unidade: m³

Local e Operador

Número de Tanques

Petróleo

Derivados

GLP

Total

 

(exceto GLP)

Canoas Supergasbrás¹