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SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL

COMENTÁRIOS FEITOS À LUZ DA OBRA DIREITO TRIBUTÁRIO NA CONSTITUIÇÃO E NO STF, DE MARCELO ALEXANDRINO E VICENTE PAULO

MÓDULO III

DOS IMPOSTOS DA UNIÃO

1. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO:

Imposto com função extrafiscal, cuja prestação se destina a regular o comércio exterior.

Desse modo, as alíquotas podem ser modificadas por ato do Executivo, nos limites e condições que a lei autorizar, sem observância aos princípios da anterioridade comum, da noventena ou da legalidade. Vale lembrar que assim como qualquer tributo, precisa ser instituído através de lei.

a) Fato gerador: a entrada de produto estrangeiro no território nacional (art. 19, CTN).

b) Base de cálculo: quando a alíquota for específica, a unidade adotada pela lei tributária; quando a alíquota for ad valorem, o preço de mercado do produto; quando levado a leilão por apreensão ou abandono, o preço da arrematação (art. 20, CTN).

c) Contribuinte: o importador ou quem a lei a ele equiparar, ou o arrematante.

2. IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO:

Imposto com função extrafiscal, cuja prestação se destina a regular o comércio exterior. Desse modo, as alíquotas podem ser modificadas por ato do Executivo, nos limites e condições que a lei autorizar, sem observância aos princípios da anterioridade comum, da

noventena ou da legalidade.

a) Fato gerador: a exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados.

b) Base de cálculo: quando a alíquota for específica, a unidade de medida adotada pela lei tributária; quando a alíquota for ad valorem, o preço de mercado do produto, deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a exportação e, nas vendas a prazo superior aos correntes no mercado internacional, o custo do financiamento (art. 24, CTN).

c) Contribuinte: o exportador ou quem a lei a ele equiparar.

3. IMPOSTO SOBRE RENDAS E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA:

Possui função preponderantemente fiscal, visando à arrecadação. Lembre-se de que o IR não se sujeita noventena.

a) Fato gerador: aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda e proventos de qualquer natureza (art. 43, CTN). Assim, não é necessário o efetivo recebimento da renda em dinheiro, apenas o crédito (disponibilidade jurídica) é o bastante. É essencial que haja acréscimo patrimonial.

b) Base de cálculo: tratando-se de pessoa física, é o rendimento bruto mensal, admitidas as deduções pela legislação. Em caso de pessoa jurídica, o lucro real ou presumido das empresas. O lucro presumido é uma forma de tributação mais simples para as empresas menores, obtida através do percentual aplicado sobre a receita bruta da empresa. Observe, ainda, que o Fisco pode arbitrar o lucro quando o sujeito passivo não oferecer a ele as informações necessárias para apuração do imposto, ou quando fornecer, as informações fornecidas não mereçam credibilidade. Contribuinte: é o titular da disponibilidade jurídica ou econômica, sem prejuízo da lei atribuir essa condição ao possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda ou dos proventos tributáveis (art. 45, CTN). Contudo, a lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam.

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3.1

Generalidade e Universalidade do IR:

a) Generalidade: o imposto deve incidir sobre todos e todos devem pagá-lo (evidentemente

os que possuam capacidade econômica para tanto);

b) Universalidade: o imposto incide sobre a totalidade dos rendimentos auferidos a qualquer título, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção (art. 43, § 1º, CTN). Isso significa que até mesmo a renda proveniente de atividades ilícitas, como o tráfico de entorpecentes, poderá ser tributada.

3.2 Progressividade do IR:

É obrigatória e trata-se de instrumento de pessoalização do imposto e de sua graduação

conforme a capacidade econômica dos contribuintes. Deve se dar em razão da sua base de cálculo, ou seja, deverão ser maiores as alíquotas quanto maior for a base de cálculo do imposto.

3.3 O IR e a indenização por dano moral:

A questão da incidência ou não do IR sobre a indenização por dano moral sempre se

mostrou bastante controvertida na jurisprudência pátria. Todavia, segundo entendimento recente da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, a indenização por dano estritamente moral não é fato gerador do Imposto de Renda, pois se limita a recompor o patrimônio imaterial da vítima, atingido pelo ato ilícito praticado (Resp 963387). No mesmo sentido, seguiu a Segunda Turma:

IR. DANOS MORAIS E MATERIAIS.

A Turma reafirmou o entendimento de que os valores recebidos a título de danos morais e materiais não constituem acréscimo patrimonial e, por isso, não estão sujeitos à incidência de imposto de renda. Entendeu ainda que o dano moral e material ocasionam uma indenização, o que não aumenta o patrimônio lesado, sendo voltado à reparação, por meio da substituição monetária, da situação em que a vítima encontrava-se antes do evento danoso. Se é indenização, não pode haver incidência de imposto de renda. Para incidir imposto de renda, o fato gerador deve ser proveniente do trabalho ou da aplicação de capital ou de ambos. É necessário que haja efetiva geração de riqueza. Assim, a Turma negou provimento ao recurso. REsp 1.068.456-PE, Rel. Min. Eliana Calmon, julgado em 18/6/2009.

4. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS:

Imposto com função extrafiscal, devendo, obrigatoriamente, ser seletivo em função da essencialidade do produto. Pode ter sua alíquota modificada por ato do Executivo, nos limites e condições que a lei autorizar, sem observância aos princípios da anterioridade comum e da legalidade. Todavia, atenderá ao princípio da noventena. Considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que

lhe modifique a natureza ou a finalidade, ou o aperfeiçoe para consumo (art. 46, parágrafo único, CTN).

a) Fato gerador: o desembaraço aduaneiro, quando de procedência estrangeira; a sua saída dos estabelecimentos dos contribuintes (com circulação econômica; ao consumo no próprio estabelecimento não incide IPI); a sua arrematação, quando apreendido ou abandonado e levado a leilão.

b) Base de cálculo: no caso de importação, o seu preço normal, acrescido dos encargos tributários e cambiais; no caso da saída do estabelecimento do contribuinte, o valor da operação ou, na falta do valor ou operação envolvendo empresas com relação de interdependência, o preço corrente da mercadoria, ou sua similar, no mercado atacadista da praça do remetente; no caso de leilão por apreensão ou abandono, o preço da arrematação.

c) Contribuinte: o importador ou quem a lei a ele equiparar; o industrial ou quem a lei a ele equiparar; o comerciante de produtos sujeitos ao imposto, que os forneça ao

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contribuinte definido na hipótese anterior; o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados, levados a leilão (art. 51, CTN).

4.1 Seletividade do IPI (art. 153, § 3º, I, CF):

Deve ser seletivo em razão da essencialidade do produto sob o qual incida. A seletividade

é de observância obrigatória no caso do IPI e facultativa para o ICMS.

4.2 O Princípio da não cumulatividade (art. 153, § 3º, II, CF):

É de observância obrigatória para o IPI, ICMS, para os impostos que venham a ser

instituídos com base na competência residual da União e para as contribuições de seguridade social não previstas no art. 195 e que venham a ser criadas. A não- cumulatividade é uma autorização dada ao sujeito passivo para que compense o montante de imposto devido em uma operação sua com o imposto cobrado nas operações anteriores.

4.3 Imunidade do IPI na exportação (art .153, § 3º, III, CF):

O IPI não incidirá sobre produtos destinados à exportação. É regra auto aplicável.

4.4 Redução de IPI nas aquisições de bem de capital (art. 153, § 3º, IV, da CF):

Necessita de regulamentação por lei ordinária, apesar de ser um comando imperativo da

CF.

5.

IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGURO E SOBRE

OPERAÇÕES RELATIVAS A TÍTULOS DE CRÉDITO E VALORES MOBILIÁRIOS (IOF):

Possui função extrafiscal, de interferência no mercado bancário e financeiro. Desse modo, as alíquotas podem ser modificadas por ato do Executivo, nos limites e condições que a lei autorizar, sem observância aos princípios da anterioridade comum, da noventena ou da legalidade.

a) Fato gerador: quanto às operações de crédito, a sua efetivação pela entrega total ou parcial do montante ou do valor que constitua o objeto da obrigação, ou sua colocação à disposição do interessado; quanto às operações de câmbio, a sua efetivação pela entrega de moeda nacional ou estrangeira, ou de documento que a represente, ou sua colocação à disposição do interessado em montante equivalente à moeda estrangeira ou nacional entregue ou posta à disposição por este; quanto às operações de seguro, a sua efetivação pela emissão da apólice ou do documento equivalente, ou recebimento do prêmio, na forma da lei aplicável; quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários, a emissão, a transmissão, pagamento ou resgate destes, na forma da lei aplicável. A incidência da operação de crédito exclui a relativa a títulos e valores mobiliários, e reciprocamente, quanto à emissão, ao pagamento ou resgate do título representativo de uma mesma operação (art. 63, CTN).

b) Base de cálculo: quanto às operações de crédito, o montante da obrigação, compreendendo o principal e os juros; quanto às operações de câmbio, o respectivo montante em moeda nacional, recebido, entregue ou posto à disposição; quanto às operações de seguro, o montante do prêmio; quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários: a) na emissão, o valor nominal acrescido do ágio, se houver; b) na transmissão, o preço ou valor nominal, ou o valor da cotação em Bolsa, como determinar a lei; c) no pagamento ou resgate, o preço (art. 64, CTN). Dessa maneira, caberá ao legislador ordinário estabelecer, em cada caso, quem é o contribuinte.

c) Contribuinte: qualquer das partes na operação tributada, como dispuser a lei (art. 66, CTN).

5.1

Hipóteses de incidência do IOF – jurisprudência:

O

STF entende legítima a incidência de IOF sobre operações de factoring (operações de

desconto de títulos de crédito para empresas mercantis, com o fim de disponibilizar numerário para o capital de giro destas).

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Por outro lado, sumulou (Súmula 664) como inconstitucional a incidência do imposto sobre saques efetuados em caderneta de poupança, entendendo que o saque em caderneta de poupança não consubstancia operação de crédito, câmbio ou seguro, nem operação relativa

a títulos ou valores mobiliários.

5.2 IOF sobre o ouro como ativo financeiro ou instrumento cambial (art. 153, § 5º, CF):

O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial, sujeita-se

exclusivamente à incidência de IOF, sendo imune a qualquer outro tributo.

6. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL:

Possui função extrafiscal, pois suas alíquotas serão fixadas com o intuito de desestimular a

manutenção de propriedades improdutivas e não incidirá sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando o proprietário não possua outro imóvel.

a) Fato gerador: é a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel localizado fora da zona urbana do município.

b) Base de cálculo: o valor fundiário (art. 30, CTN), ou seja, o valor da terra nua, desconsiderando-se qualquer benfeitoria.

c) Contribuinte: o proprietário do imóvel, o titular do domínio útil ou o possuidor a qualquer título (art. 31, CTN).

6.1 Progressividade do ITR (art. 153, § 4º, I, CF):

A progressividade se dá em função do grau de utilização da propriedade (quanto menor o

índice de utilização, maiores as alíquotas). As alíquotas também podem ser progressivas em

função do tamanho da propriedade rural.

6.2 Imunidade do ITR para as pequenas glebas rurais (art. 153, § 4º, II, CF):

Para fazer jus a essa imunidade, o proprietário não pode ter outro imóvel (urbano ou rural).

Entretanto, a terra não precisa ser explorada diretamente pelo proprietário ou sua família. Ele pode celebrar contratos como de arrendamento ou parceria e mesmo assim ter a imunidade da pequena gleba reconhecida.

6.3 Fiscalização e cobrança de ITR pelos Municípios (art. 153, § 4º, III, CF):

Apesar de ser imposto de competência da União, o Município pode (facultativo) exercer a capacidade tributária ativa sobre esse imposto, ou seja, pode ficar encarregado de fiscalizar

e cobrar. Nesse caso, terá direito a 100% da receita. Caso essas atribuições fiquem a cargo

da

União, o Município receberá apenas 50%.

7.

IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS:

A

CF exige lei complementar para sua instituição. Nunca foi criado.

8.

COMPETÊNCIA RESIDUAL DA UNIÃO (art. 154, I, CF):

É

exclusiva da União, sendo a autorização para instituir impostos novos e criar contribuições

de seguridade social incidentes sobre fontes diversas das previstas no art. 195. Em ambos os casos, exige-se lei complementar, inovação nas hipóteses de incidência e não- cumulatividade. No caso da instituição de impostos residuais, 20% do produto da arrecadação pertencerão aos Estados e ao DF. Essa competência jamais foi utilizada pela União na criação de impostos. Na criação de contribuições de seguridade social já foi utilizada uma vez, quando instituiu contribuição incidente sobre o valor pago pelas empresas aos trabalhadores autônomos e avulsos, bem como a empresários segurados.

9. OS IMPOSTOS EXTRAORDINÁRIOS DE GUERRA (art. 154, II, CF):

Podem ser instituídos por lei ordinária. São impostos temporários e excepcionam o princípio da anterioridade e da noventena, mas não o da legalidade. Podem inclusive ser criados ou modificados por MP, produzindo efeitos a partir da sua data de publicação. A

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União pode eleger qualquer base econômica para delinear seus fatos geradores, estejam ou não estes fatos compreendidos em sua competência tributária.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

indústria consome parte dos produtos por ela

industrializados. Neste caso, há incidência do IPI?

a) Não, pois o seu fato gerador é a saída dos produtos industrializados do estabelecimento

industrial.

1.

(OAB/SP

110)

Determinada

b)

Não, pois não houve alienação dos produtos industrializados a terceiros.

c)

Sim, pois ocorreu o consumo dos produtos industrializados.

d)

Sim, porque houve a circulação econômica dos produtos industrializados.

2.

(OAB/SP 114) A imunidade relativa ao Imposto Territorial Rural abrange

a)

todas a glebas, quando o proprietário só tem um imóvel.

b)

algumas glebas improdutivas.

c)

todas a glebas em que o proprietário trabalhe com a família.

d)

pequenas glebas que o proprietário explore só ou com a família e não tenha outro imóvel.

3. (OAB/SP 115) Determinada pessoa jurídica aliena bem imóvel pertencente a seu

ativo fixo, por um preço substancialmente menor do que o seu valor de aquisição. Posteriormente, é autuada pelo Fisco porque não ofereceu a receita da venda desse bem à tributação pelo Imposto de Renda. A atitude do Fisco é

a)

correta, pois o recebimento do preço significou um ingresso de caixa e o lucro tributável é

a

diferença entre as entradas e as saídas.

b)

correta, pois a venda do bem do ativo fixo consiste em receita operacional da empresa.

c)

errada, pois a venda de bem do ativo nunca é tributada pelo imposto de renda.

d)

errada, pois o lucro tributável deve refletir o acréscimo patrimonial da empresa.

4.

(OAB/SP 117) As alíquotas do IPI

a)

são seletivas, em função da essencialidade dos produtos, e, por outro lado, somente

poderão ser alteradas por lei editada pela União.

b) são alteradas, em função da procedência do produto, e, por outro lado, poderão ser

alteradas pelo Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei.

c) são seletivas, em função da procedência do produto, e, por outro lado, não poderão ser

alteradas pelo Poder Executivo.

d) são seletivas, em função da essencialidade do produto, e, por outro lado, somente

poderão ser criadas por lei editada pelo Poder Legislativo da União.

5. (OAB/SP 118) Numa venda para empresa com a qual a vendedora mantenha relação

de interdependência, a base de cálculo legal do IPI consiste:

a) no preço de venda constante da respectiva nota fiscal, diminuído do valor do ICMS.

b) no custo total de fabricação, acrescido de 30%.

c) em valor correspondente ao preço corrente do produto no mercado atacadista da praça

do remetente.

d)

no preço constante da tabela de vendas em vigor.

6.

(OAB/SP 121) É equiparado ao contribuinte do Imposto de Importação

a)

aquele que recebe a mercadoria sob o regime especial de admissão temporária, ou seja,

a

que deve retornar ao exterior sem qualquer modificação que altere a sua individualidade.

b)

o viajante que traz em sua bagagem bens desclassificados como tal.

c)

o industrial que transforma matéria-prima estrangeira em produto acabado.

d)

aquele que recebe mercadoria sob o regime especial de drawback, ou seja, a que retorna

ao exterior após sofrer alteração que modifique a sua individualidade.

7. (OAB/SC – novembro 2003) Assinale a alternativa correta:

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a) O contribuinte do Imposto sobre Produtos Industrializados é: 1 – o importador e o

exportador; 2 – o industrial; 3 – o comerciante de produtos sujeitos ao imposto, que os

forneça ao consumidor final; e 4 – cooperativas que pratiquem com habitualidade venda de mercadorias.

b) O contribuinte do Imposto de Renda é o titular da disponibilidade econômica ou jurídica

da renda ou proventos de qualquer natureza, vedado à lei atribuir essa condição ao

possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda ou dos proventos tributáveis.

c) O contribuinte do Imposto sobre Importação é o importador, ou quem a lei a ele equiparar,

e o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados.

d) O contribuinte do Imposto sobre Serviços é o prestador dos serviços, incluindo-se as

pessoas jurídicas que prestam serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de

comunicação.

8.

(OAB/SP 123) O Imposto sobre Produtos Industrializados

a)

é não cumulativo e progressivo.

b)

é não cumulativo e seletivo em função da essencialidade do produto.

c)

é progressivo e informado pelos critérios da generalidade e universalidade.

d)

é não cumulativo e seletivo em função da procedência do produto.

9.

No sistema da Constituição de 1988 o IPI se distingue do ICMS

(a)

por serem espécies tributárias distintas

(b)

pela aplicação diferenciada do princípio da irretroatividade

(c)

pelos diferentes instrumentos normativos utilizados para instituição de um e de outro

(d)

pela obrigatoriedade de observância da seletividade para um e facultatividade para o

outro

(e) pela obrigatoriedade da aplicação da técnica da não-cumulatividade para um e

facultatividade para o outro

10.

O imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza é informado pelo critério

da:

(a)

generalidade

(b)

regressividade

(c)

impessoalidade

(d)

seletividade

(e)

não-cumulatividade

11.

A empresa Aurum Ltda importou dos Estados Unidos da América uma tonelada de

ouro definido em lei como ativo financeiro. Esta importação está sujeita ao:

(a)

IOF

(b)

II

(c)

IPI

(d)

ICMS

(e)

Imposto sobre grandes fortunas

12.

Qual dos seguintes elementos está relacionado com o caráter pessoal do Imposto

de Renda:

(a)

proporcionalidade

(b)

não-cumulatividade

(c)

seletividade

(d)

anterioridade

(e)

deduções

13.

(OAB/AM 1º 2007 – CESPE) João auferiu renda superior a R$ 100.000,00 no ano

calendário de 2005, mas não apresentou declaração ao fisco federal em virtude de

essa renda ter sido proveniente da prática de tráfico ilícito de substâncias

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entorpecentes. Em regular atividade fiscal, João foi compelido a pagar multa pecuniária pelo atraso na entrega de sua declaração de renda. Considerando a situação hipotética apresentada acima e as normas do sistema tributário nacional, assinale a opção correta:

a) Constitui tributo a multa imposta a João pelo atraso na entrega de sua declaração de

renda.

b) João não está obrigado a pagar o imposto de renda em razão de os valores por ele

auferidos terem sido provenientes de atividade ilícita.

c) O imposto de renda poderá ser instituído por lei complementar, lei ordinária, medida

provisória ou decreto. d) O imposto de renda deve ser informado pelos critérios da universalidade, da

progressividade e da generalidade.

14. (OAB/AM 1º 2007 – CESPE) Um navio cargueiro, em trânsito para a Argentina,

atracou em porto brasileiro com três lotes de automóveis com as características a

seguir. Lote 1 – automóveis fabricados nos Estados Unidos para serem vendidos no Brasil;

Lote 2 – automóveis fabricados no Brasil, reimportados para a realização de reparos em razão de defeitos técnicos; Lote 3 – automóveis em trânsito, para serem vendidos na Argentina. Com relação ao imposto de importação, assinale a opção correta, tendo como referência inicial a situação hipotética acima apresentada.

a) Incide II apenas sobre os automóveis dos lotes 1 e 2.

b) Incide II apenas sobre os automóveis do lote 3.

c) O II é de caráter marcadamente fiscal.

d) A alteração de alíquotas do II não se sujeita aos princípios constitucionais tributários da

legalidade e da anterioridade.

15. (OAB/AM 1º 2008 – CESPE) Do conceito de competência residual deduz-se que

a) os estados não podem criar taxas que tenham base de cálculo idêntica a dos impostos.

b) os estados só podem criar impostos que não tenham fato gerador ou base de cálculo

idênticos aos dos impostos previstos na Constituição.

c) a União não pode criar empréstimos compulsórios que tenham base de cálculo idêntica a

dos impostos previstos na Constituição.

d) a União não pode criar impostos cumulativos.

16. (OAB/AM 1º 2008 – CESPE) O imposto sobre produtos industrializados, de

competência da União, não incide sobre

a) a importação de produtos industrializados.

b) a arrematação de produtos industrializados apreendidos e levados a leilão.

c) o retorno de mercadoria industrializada anteriormente exportada, independentemente do

motivo do retorno.

d) a exportação de produtos industrializados.

17. (OAB/AM 2º 2008 – CESPE) Consoante o CTN, a base de cálculo do imposto de

renda da pessoa jurídica corresponde ao montante da renda e dos proventos tributáveis. Nesse caso, não está prevista no CTN a base de cálculo na forma de lucro

A líquido.

B presumido.

C real.

D arbitrado.

18. (OAB/SP 134 – CESPE) Os princípios constitucionais que informam a cobrança do

IPI são

A a não-cumulatividade e a seletividade.

B a não-cumulatividade e a progressividade.

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C a seletividade e a generalidade.

D a progressividade e a generalidade.

19. (OAB/SP 135 – CESPE) Assinale a opção correta quanto ao imposto sobre

operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários

(IOF).

A O IOF tem função predominantemente extrafiscal.

B Constitui uma das hipóteses de incidência do IOF a posse de um título mobiliário.

C As alíquotas do IOF somente podem ser modificadas por lei em sentido estrito.

D O lançamento do IOF deve ser sempre executado de ofício pela autoridade administrativa.

20. (OAB/SP 136 – CESPE) Suponha que, na iminência de guerra externa, a União

institua um imposto extraordinário cujo fato gerador seja a propriedade predial e territorial urbana. Considerando essa hipótese e as normas relativas à competência tributária, assinale a opção correta.

A É lícito que o imposto extraordinário seja instituído por lei ordinária.

B A instituição desse imposto caracterizaria bitributação.

C A cobrança do imposto extraordinário deve obediência ao princípio da anterioridade.

D A iminência de guerra externa somente dá ensejo à instituição de empréstimo

compulsório.

21. (OAB/AM 2º 2008 – CESPE) Considerando que Júnior, Júlio e Augusto tenham

diferentes ocupações profissionais, exerçam diferentes funções e percebam remunerações de diferentes denominações jurídicas, assinale a opção correta à luz do princípio constitucional tributário da isonomia.

A Os três devem ser tributados com a mesma carga de imposto de renda.

B As normas somente permitem diferenciar a carga tributária de imposto de renda em

benefício de um dos três indivíduos citados em razão da ocupação profissional.

C Caso um dos indivíduos citados ocupe função pública especial, o benefício quanto à carga

do imposto de renda poderá ser-lhe concedido.

D As normas somente permitem diferenciar a carga tributária de imposto de renda em prejuízo de um dos indivíduos citados, em razão da denominação jurídica de sua remuneração.

22. (OAB/SP 136 – CESPE) A CF determina que o imposto de renda será informado

pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade, na forma da

lei. É correto afirmar que o critério da generalidade

A constitui técnica de incidência de alíquotas por meio da qual se procura variá-las em uma

razão proporcional à base de cálculo.

B determina que a totalidade da renda do sujeito passivo deve sujeitar-se à tributação,

independentemente da denominação jurídica dos rendimentos.

C tem por finalidade implementar a isonomia na tributação da renda, onerando mais

gravosamente os contribuintes que tenham maior capacidade contributiva.

D impõe a sujeição de todos os indivíduos à tributação do imposto de renda,

independentemente de quaisquer características do contribuinte.

23. (OAB/SP 137 – CESPE) De acordo com o CTN, a base de cálculo do imposto sobre

operações de crédito, câmbio e seguro e sobre operações relativas a títulos e valores mobiliários (IOF) é,

A na emissão, exclusivamente o valor nominal.

B na transmissão, somente o valor da cotação em bolsa.

C na repactuação, apenas o valor da diferença objeto do negócio.

D no pagamento ou resgate, o respectivo preço.

QUESTÃO 90

24. (OAB/SP 136 – CESPE) O imposto sobre grandes fortunas poderá ser instituído

pelo exercício da competência

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A residual da União.

B extraordinária dos estados.

C privativa da União.

D privativa da União e dos estados.

25. (OAB/AM 1º 2010 - CESPE) Caso determinada empresa se dedique exclusivamente

à produção de manufaturados destinados à exportação, a ela se imputa a obrigação de pagar

A o IPI.

B o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza.

C a contribuição social sobre o faturamento, destinada à seguridade social (COFINS).

D a contribuição social destinada ao Programa de Integração Social (PIS).

GABARITO

1 – A, 2 – D, 3 – D, 4 – D, 5 – C, 6 – B, 7- C, 8 – B, 9 – D, 10 – A, 11 – A, 12 – E, 13 – D, 14

– D, 15 – D, 16 – D, 17 – A, 18 – A, 19 –A, 20 – A, 21 – A, 22 – D, 23 – D, 24 – C, 25 - B

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