Vygotsky Atual Vygotsky era um educador renomado em seu meio profissional.

Entre seus feitos, realizou pesquisas e práticas sobre os problemas com os quais o sistema educacional soviético, se confrontava em sua época. Incluindo a passagem do ensino “complexo” para o ensino por disciplinas escolares na escola primária. Em seu trabalho, apontava problemas pedagógicos como, os que dizem respeito às relações entre desenvolvimento e aprendizagem, dizia que em primeiro lugar, era um problema teórico. Afirmava que a educação estava diretamente ligada ao desenvolvimento, o qual ocorre no meio sociocultural e suas análises recaem sobre a educação escolar. Para Vygotsky, a educação não se resuma à aquisição de um conjunto de informações. Ele define o papel essencial da educação como o de assegurar o desenvolvimento da criança, proporcionando os instrumentos, as técnicas interiores e as operações intelectuais. Assim, pode-se afirmar que Vygotsky atribuía a maior importância ao conteúdo dos programas educacionais, destacando seus aspectos estruturais e instrumentais. Nessa linha de pensamento, afirma que o estabelecimento escolar representa, mesmo que de forma abstrata uma certa estruturação do tempo e do espaço, em um sistema de relações sociais (entre aluno e professor, entre os próprios alunos, entre a escola e o entorno, etc.).Por outro lado, Vygotsky é criticado por ter apontado falhas quanto ao conteúdo educativo, mas pouco ter se atentado aos métodos psicológicos. Quanto a noção vygotskyana de “zona de desenvolvimento proximal”, entende-se que os vínculos que as crianças mantém com os outros, fazem parte da sua própria natureza e não devem ser ignorados quando forem analisadas quanto a suas aptidões. Esta zona é definida como a diferença entre o desempenho da criança agindo sozinha e com a assistência de um adulto. Aplicada à pedagogia, essa noção permite esclarecer o dilema da educação: deve-se esperar que a criança atinja um nível de desenvolvimento para ingressar no seu processo educacional, ou deve-se prepará-la para tal? Vygotsky aponta a segunda, como sendo mais produtiva para criança, pois em colaboração com o adulto, a criança poderá facilmente adquirir o que não seria capaz de fazer se fosse deixada por si mesma. Ainda sobre a necessidade de apoio à criança, na zona de desenvolvimento proximal, é ressaltada a importância da educação na família e na escola. Por meio de indicações baseadas na realidade, muitos pais orientam espontaneamente as crianças na fase de zona proximal. De acordo com Vygotsky, nessa fase a criança tem experiências de contato com a cultura, apoiada por um adulto. Primeiramente, no papel de parceiro nas construções comuns, depois como organizador da aprendizagem.

3 Por isso. tanto que. ao que lhe faltava. 1. (p. 17) A linguagem e o pensamento da criança da teoria de Piaget 1. para expor seus conceitos no estudo do pensamento e da linguagem. Analises da psicologia científica. 4-5) 1. o significado é visto igualmente como um fenômeno da linguagem. Não podemos separar o pensamento da palavra. Antes o interesse se concentrava no que a criança não tinha em relação. ao mesmo tempo. em meio às diferentes modalidades de atividade da consciência. a qual gira em torno do pensamento e da palavra. (p. Nestas novas investigações. e como fenômeno do campo do pensamento. onde as questões conexas são consideradas secundárias e logicamente subordinadas a esta idéia central. em comparação com o adulto. Fazendo assim. durante o último decênio. devem ser consideradas como um projeto de renovação da educação. onde estudar tal questão significa.1) 1.10) 1. apontaram que: funções psicológicas particulares foram objeto de análise isolada e a relação interfuncional e sua organização em uma estrutura integral da consciência permaneceu sempre fora do campo de atenção dos pesquisadores.1 O tema do pensamento e da linguagem encontra-se em primeiro plano das nossas funções psicológicas. TEXTOS SELECIONADOS O problema e o método de investigação No campo de pesquisa da psicologia. o que há em seu pensamento como peculiaridades e .Às obras de Vygotsky na educação. com que seja necessário que sua investigação seja por meio de uma análise semântica. definiu uma atitude oposta à então dominante: a caracterização positiva do pensamento infantil. sua teoria formulada há mais de meio século. pode ser um instrumento de renovação da escola de hoje.2 Quem une pensamento com linguagem fecha para si a chave para questionar a relação entre os mesmos e antecipa a impossibilidade de resolver a questão.4 A partir daqui vamos traçar os problemas concretos da moderna psicologia do pensamento e da linguagem e colocá-los no contexto do conhecimento psicológico vivo de nossos dias. (p. analisamos Vygotsky. Uma solução adotada pela maioria dos estudiosos é decompor o pensamento dos elementos que o constituem para analisá-lo em sua forma pura. passou-se a considerar o que a criança tinha. agem da mesma forma com a linguagem. (PP.5 Piaget em uma nova abordagem do pensamento infantil. Iniciamos com a premissa que o pensamento e a linguagem são a o ponto crucial de toda a psicologia do homem e leva o pesquisador a uma nova relação teórica e psicológica da consciência. por natureza. porque linguagem e pensamento são unificados como uma unidade de pensamento verbalizada. desenvolver uma luta ideológica com as concepções teóricas opostas. tratando-os como elementos heterogêneos e posteriormente interpretam sua relação como mecanismos ligados por uma dependência externa.

o próprio conceito de necessidade.6 Os fatos estão inseparavelmente entrelaçados com a filosofia. como supõe Stern. de dinâmicas e leis. 1. e.12 O sistema de Stern tem como ponto referencial a concepção puramente intelectualista da linguagem infantil e seu desenvolvimento.9 Piaget afirma que os objetos não elaboram a mente da criança. isto é um processo de raízes naturais e formas transitórias. São contrapostas as formas de pensamentos de satisfação de necessidades interiores e de funções de adaptação da realidade. antes de tudo. 85) O desenvolvimento da linguagem na teoria de Stern 1. 68) 1. não havendo dificuldade.13 Tudo que sabemos sobre o perfil intelectual de uma criança entre 1 ano e meio e 2 anos tem pouquíssimo a ver com a “consciência do significado da linguagem”. Essa idéia simples deixa uma luz grandiosa sobre todo conteúdo enriquecido pelas pesquisas de Piaget. (pp. O que não apresenta ao nosso espírito nenhum problema.propriedades distintivas. (p. que por sua vez. 69) 1. (p. advém da consciência da criança com outras consciências. incorpora a concepção segundo a qual uma necessidade é satisfeita através da certa adaptação à realidade. 1. descobrir a filosofia do fato. qualitativas e funcionais. uma com a qual a criança se depara no processo da sua prática. (p. não há consciência (p. (pp. È produto do desenvolvimento tardia a mesma separação da realidade que se observa no desenvolvimento do pensamento autístico. Cita ainda que o domínio da relação entre o signo e o significado e o emprego funcional do signo surge na criança bem mais tarde. uma vez que do ponto da teoria do desenvolvimento.10 Desta forma.7 A primeira tese deste fundamento é: achamos incorreta a própria colocação do problema das duas diferentes formas de pensamento na psicanálise e na teoria de Piaget. 100-101) . 84-85) 1. em camadas primitivas do comportamento os quais formam uma “história natural de signos”. o espírito não toma consciência das categorias. do que a idade administrada por Stern. por isso quem quiser encontrar a chave desse rico acervo de fatos novos deve. Não se pode perguntar: o que move o pensamento da criança. quando se revela o seu conteúdo. quando tenta demonstrar que a criança descobre apenas uma vez e em uma classe de palavras a essência fundamental do símbolo (6. Ao contrário. instintiva. Falando do desenvolvimento da causalidade na criança.8 As necessidades básicas para sobrevivência. p. não são as forças que dominam todo o processo de adaptação à realidade. mas não uma realidade que se reflete de forma abstrata. logo. 72) 1. Piaget estabelece que: a tomada de consciência vem depois de uma ação e surge quando a adaptação automática esbarra em dificuldades. significam realidade.194).11 Quando a adaptação é automática. não há necessidade. sim. fica claro que o pensamento lógico e o conhecimento da verdade. que se procura na imaginação a satisfação de aspirações que não são saciadas na realidade. Pesquisas experimentais têm mostrado que o desenvolvimento da compreendem de uma só vez o significado da linguagem para toda vida. de crescimento e metamorfoses. 1. é dotada de uma série de mudanças quantitativas.

seus gestos não significam nada objetivo. de inversão no desenvolvimento. (pp. a relação entre pensamento e linguagem não é constante para todos os casos de perturbação. não exercem a função de signo. de mudança patológica do intelecto ou da linguagem. (p. As raízes genéticas do pensamento e da linguagem 1.116) .16 Contudo. semelhantes a fonética dos homens. Köhler descreveu diversas formas de “comunicação por linguagem”. de retardamento. 111) 1.14 É perfeitamente possível que semelhante concepção. Porém Köhler afirma que. não possa deixar de levar o autor à teoria personalista da linguagem.15 O principal fator da análise genética do pensamento e da linguagem é sua grandeza variável. (p. encontramos um número elevado de elementos sonoros.17 Os chimpanzés tem seu comportamento linguístico compreendido quando esta na companhia de outros animas. Adiante será relatado que. de involução e mudança patológica. especialmente metafísica e idealista (“monadologia”) do indivíduo. Em primeiro lugar devem ser colocados os movimentos emotivo-expressivos. A relação do pensamento e da linguagem modifica-se de forma não paralela e desigual. nos processos de desintegração. na fonética dos chimpanzés. Depois vêm os movimentos expressivos de emoções sociais. Delacroix afirma que os gestos e a mímica dos macacos não são periféricos por algumas causas: não significam algo objetivamente. como seus sons expressivos. isto é.1. 115-116) 1. que se pode supor que a ausência de uma linguagem “semelhante à do homem” no chimpanzé não se deve a causas periféricas.

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