A Civilização Muçulmana tem origem na península da Arábia. Este território era habitado por tribos nómadas e independentes.

As suas principais formas de subsistência eram a pastorícia e o comércio. As travessias pelo deserto em grandes caravanas eram muito comuns no dia-a-dia dos Árabes. Havia fortes rivalidades entre as tribos árabes. O assalto às caravanas de tribos rivais é um bom exemplo da falta de união entre este povo. A Península Arábica era um ponto de passagem no comércio entre a Ásia e a Europa, principalmente, a zona mediterrânica. O Poder Islâmico tinha estado vinculado a famílias de origem árabe que, com muita frequência, estavam directamente relacionadas com Maomé. Todavia, essa situação tornava-se cada vez mais difícil de manter, na medida em que a maioria dos povos que tinham abraçado o Islão não eram árabes, e os respectivos súbditos pretendiam uma distribuição mais equitativa do poder.

A quebra mais significativa dessa regra não escrita do poder islâmico produziu-se com o aparecimento do império otomano. A primeira manifestação deste surgiu num pequeno principado situado no Noroeste da Anatólia, nascido após a derrocada do sultanato de Rum. Por volta de 1325, os otomanos, ardentes entusiastas da ideia de uma guerra santa, conquistaram Bursa, que se converteu na sua capital, e em 1338 expulsaram os bizantinos da Anatólia. A partir desse momento, a expansão otomana tornou-se

mas o deflagrar da Primeira Guerra Mundial veio mudar radicalmente a situação. os otomanos expandiram-se pelo Irão. Enquanto a Turquia. . sofria uma revolução dirigida por Mustafá Kemal (Ataturk. incluindo a promulgação de uma Constituição que apenas duraria dois anos. Síria e Egipto. outro defendia um processo de ocidentalização que permitisse modernizar o império. sob a tutela da Grã-Bretanha e da França. sendo depois reposta em 1908 graças à sublevação militar dos Jovens Turcos. Este passo poderia ter significado a modernização da única potência islâmica importante do século XIX. mas transformaram-se. A partir da primeira metade do século XIX. onde se chegou a pensar que poderiam ser o sinal que anunciava o final dos tempos. sob a liderança de Mahmud II. Paralelamente. finalmente. se impôs. a partir de 1919. Ao longo do século XVI. ambicionavam a independência. as recentes ou futuras nações árabes abraçavam uma espécie de "legitimidade" islâmica. em especial. Na década de 60 do século XIX. que. mas para poder levá-las a cabo teve de se endividar extraordinariamente. foram surgindo em diferentes partes do império governantes que possuíam uma autonomia quase total em relação ao governo central. "o pai dos turcos") com o claro objectivo de a modernizar. A derrota otomana no conflito representou o fim do seu império asiático e.imparável. o império otomano foi alvo de grandes reformas. o aparecimento de uma série de protectorados de população islâmica no Médio Oriente. As consequências deste fenómeno foram bem diversas. Foi esta visão que. Esta situação provocou uma dupla reacção que viria a encontrar paralelo no Islão do século XX Enquanto um sector do império otomano considerava que semelhantes desastres só poderiam ser conjurados se verificasse um regresso firme ao Islão. um grupo conhecido como "os Novos Otomanos" reivindicou e obteve uma série de reformas. num pesadelo para a Europa. o que teve como consequência directa a adopção de medidas mais liberais. sobretudo. Em 1453. o sultão Maomé II chegou mesmo a conquistar Constantinopla. como as de outorgar aos não muçulmanos os mesmos direitos e deveres dos muçulmanos. Semelhante circunstância contribuiu para acentuar o peso das potências estrangeiras.

que era diferente ao imposto que os muçulmanos pagavam. a mudança da sua liberdade e da sua protecção. a administração). Durante o reinado dos Omeyas. A agitação é ao mesmo tempo política e religiosa. Os Mouros são detidos na batalha de Poitiers em 732. Palestiniana e Egipto (as províncias mais ricas do Império Bizantino). Kabul. e atingiram a fronteira da Índia. Este imposto chamava-se jizya ou jizaya. Depois se expandirem para a Ásia central. . construíram uma frota e atacarão Constantinopla sem sucesso em três ocasiões. e ao oeste até Síria.Durante suas primeiras décadas. os julgamentos são levados a cabo para responder ao direito muçulmano. o mar Cáspio e o Cáucaso ao norte. estabeleciam . a moeda. Bujara. e chegam a costa espanhola começando no século VIII. Limitarão com o Império Bizantino. as conquistas fazemse por via terrestre até o Magreb a fins do século VII. Quando os árabes conquistavam um território. que é um dos cinco pilares do islão. mas sobretudo converteu-se num mar de comércio. mantendo de todas formas o comércio com eles. o islão estendeu-se rapidamente para o nordeste até Mesopotâmia e Pérsia. a expansão continua.se em acampamentos à parte e viviam do fruto de suas conquistas e dos impostos aplicados aos não muçulmanos. O mar constituiu-se uma fronteira. O mar Mediterrâneo é controlado pelo Império Bizantino depois da ameaça das conquistas árabes. Em 712 superam o estreito de Gibraltar e conseguem chegar a Espanha. Observa-se então a unificação e a arabização do Império (pela língua. mas também no interior do mundo muçulmano. chamado Zakat. como consequência de sua islamização as escolas são instituídas para aprender o Corán (livro sagrado com as palavras de Alá). Os bizantinos eram mestres do mar e bloquearam a expansão muçulmana. O islão penetrou no mundo cristão e greco-romano pouco depois da morte de Mahoma. O mapa não mudou mais até o século XI. O século VIII caracteriza-se pela férrea resistência do Império Bizantino.

o Império árabe . Há então uma deslocação do centro político para o este. mas também significará um desequilíbrio pois o centro está afastado do oeste do Império. No século IX e no século X. estando submetido a pressões exteriores crescentes.muçulmano não se expande mais. Efectivamente. que por consequência transferir-lhe-ão correntes chegadas desde o extremo oriente.Mas há numerosas secessões político-religiosas. os Abbásidas fundaram Bagdá. .

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