PUGNA

Busquei alguém que pugnasse contra mim em favor desta terra

INQUISIÇÃO - DESFAZENDO O PRECONCEITO ANTICATÓLICO
“A inquisição em seu mundo”, de João B. Gonzaga, Ed. Saraiva, 1993. Disponível em: <http://www.saopiov.org/2009/08/inquisicao-em-seu-mundo-profjoao_16.html> “La Vera Storia dell Inquisizione”, Rino Camilleri , Ed. Piemme. “Para entender a Inquisição”, de Felipe Aquino, Ed. Cléofas. “Em defesa da Santa Inquisição”, Dr. Roman Konik.. Cf: <www.escritoscatolicos.blostpot.com/inquisição> “Atas do simpósio sobre ‘A Inquisição’”, organizado por Agostino Borromeu, outubro de 1998,Roma.

Instituição e necessidade
Martírio de São Pedro de Verona, inquisidor

uem nunca se deparou com a “calorosa argumentação" (acusação) de que "a Igreja matou milhares de pessoas" na Inquisição? Ou mesmo, com um fervoroso professor em sala de aula normalmente de algum ramo marxista, ateu, agnóstico, maçônico, protestante, ou, seja lá o que for, adepto de qualquer ideologia contrária ao catolicismo julgando e declarando, sem maiores detalhes, que a Igreja fora cruel com pobres hereges mandando-os para a fogueira só por serem de “livre pensamento”!? Será que, além dos preconceitos devido a ideologia, estes argumentadores leram algum livro sério sobre a Inquisição?

Q

A Inquisição foi instituída pelo papa Gregório XI no ano de 1231 para combater o catarismo, seita de origem gnóstica que defendia a tese de que a mulher, por permitir a perpetuação da humanidade, através da geração, era um ser nocivo. Os cátaros eram contra a procriação e contra o matrimônio, consideravam possessas as mulheres grávidas. Defendiam também o suicídio por inanição e destruíam propriedades. Até mesmo um autor protestante, inimigo da Inquisição, o americano Lea, considera que a Igreja, combatendo os cátaros, salvou a humanidade do domínio deles e da grande confusão. Percebe-se então que, naquela ocasião, o termo “heresia” possuía também uma conotação social, ou seja, não era um mero “pensar diferente”, implicava uma desordem na sociedade medieval. O estado era o maior interessado em combater estes desmandos. Infelizmente, usaram da Inquisição como pretexto para obter certa dominação sobre os indivíduos e seus bens. Por causa desse mau uso da instituição consequentemente houvera injustiças, o que é de se lastimar tal interferência laica. A inquisição veio equilibrar a sociedade e na maioria dos casos serviu para livrar muitos que eram acusados injustamente de heresia pelo poder civil, ou, mesmo conter e impedir a população de fazer justiça com as próprias mãos contra aqueles que lhes eram intoleráveis. Para Gustav Henningsen (La inquisición y lasbrujas), por exemplo, a caça às bruxas se iniciou, ao contrário do que comumente se pensa, nos tribunais civis nos Alpes e na Croácia, motivadamente por crenças populares, e não pela Inquisição da igreja. O que é comprovado claramente com uma vasta documentação. “A inquisição podia haver causado um holocausto de bruxas nos países católicos do Mediterrâneo, mas a história demonstra algo muito diferente, a Inquisição foi aqui a salvação de milhares de pessoas acusadas de um crime impossível.” (p. 594).

Façamos algumas considerações importantes sobre a Inquisição. Muitas questões são omitidas quanto a este assunto, ou mesmo ignoradas. O fato é que, normalmente, as pessoas possuem um conhecimento superficial sobre a Igreja. Veremos que nós, católicos, muito longe de envergonharmos perante a história da Inquisição, devemos sim, nos orgulharmos pelo Tribunal do Santo Ofício, sumamente importante em seu tempo. Graças a ele desenvolvemos uma base de processo inquisitório (investigatório) e de julgamento mais justo e moderado que o da antiguidade. O Santo Ofício evitou injustiças feitas pelo Estado ainda que usado pelo mesmo. Também, evitou o caos na civilização medieval em muitas ocasiões onde a sociedade sofria por causa de grupos anárquicos. Levemos em conta também que, os dados reais de procedimentos e penas máximas em seis séculos de inquisição não se comparam em numero de condenações (que nem sequer tiveram julgamento) de algumas semanas de Revolução Francesa ou alguns dias de genocídio em países comunistas, fatos estes tão omitidos nas aulas de história. Indicaremos a seguir boas fontes para desmitificar a muitos com relação ao assunto:

BOLETIM - SOCIEDADE DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA – Nº I – ANO mmxii

Sobre a tortura
A tortura era o método normalmente aplicado por vários países e exércitos, e permitido por códigos legais até o século passado. Embora, sempre lembrado que se seguira tal procedimento também na Inquisição, foi a Igreja a primeira a não aceitar a confissão sob tortura como prova de culpa. Na Inquisição, ao contrário do que se fazia em todas as partes, a tortura só podia ser aplicada uma vez, sem derramamento de sangue, só com a aprovação do Bispo e com a assistência de um médico. Os papas sempre preveniram os inquisidores de que eles eram pastores e não torturadores nem carrascos. A visar à conversão e não a punição do acusado, a inquisição era o único tribunal do mundo que começava dando um prazo para que o réu confessasse o delito a fim de obter o perdão. “Em uma época em que o uso da tortura era geral nos tribunais penais europeus, a Inquisição espanhola [tida como a mais rigorosa] seguiu uma política de benignidade e circunspeção que a deixa em lugar favorável se se compara com qualquer outra instituição. A tortura era emprega somente como último recurso e se aplicava em pouquíssimos casos.” (Henry Kamen, La Inquisición Española: una revisión histórica. Barcelona: Crítica, 2004).

Alguns números sobre as condenações
Segundo Rino Camilliere, a principal cidade medieval centro da heresia cátara que atormentou católicos por mais de 200 anos com saques, assassinatos, destruição de igrejas e conventos “houvera em um século 1% de sentenças de pena de morte” (pág. 36 de seu livro). Para Borromeu, a Inquisição na Espanha que era dirigida pelos Reis celebrou entre 1540 e 1700, 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram 1,8%, desses, muitos eram substituídos por bonecos queimados de maneira simbólica, procedimento comum na idade média. Percebemos que tudo isso está muito longe do que as propagandas anticatólicas, feitas por alguns professores, lançam por aí. “O número proporcionalmente pequeno de execuções constitui um argumento eficaz contra a “leyenda negra de um tribunal sedento de sangue”.” (Henry Kamen, La Inquisición Española: una revisión histórica. Barcelona: Crítica, 2004, p. 197).

Gregório XI, o Papa que instituiu a Inquisição

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Conclusão
Mesmo havendo alguns erros, comuns em todo tribunal, aqueles não tiraram a legitimidade e utilidade da Inquisição. Lembremos que ocorrera também a Inquisição Protestante (contra anabatistas e bruxas). Chegaram, inclusive a perseguir e matar vários religiosos católicos. Houveram grandes santos entre os inquisidores, a exemplo de S. Domingos de Gusmão. Santos que morreram na Inquisição, a exemplo de santa Joana D’Arc, grande heroína católica da França. Podemos concluir que o maior erro atualmente é o preconceito que muitos promovem ao falar da Inquisição para censurar moralmente a Igreja Católica sem ao menos ler um livro sério sobre o assunto. Na raiz disso estão posições ideológicas malsãs julgando acontecimentos fora de seu contexto histórico. Felizmente, não faltam historiadores contemporâneos para desmentir as calúnias e desfazer a lenda negra da inquisição.

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