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ATUALIDADES (CEF TECNICO)16-2-2012

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ATUALIDADES

BRAD PÁGHANNI

ROUSSEFF: SAIBA TUDO QUE ROLOU ATÉ AGORA! BRAD PÁGHANNI Sobre Dilma Rousseff: Dilma Vana Rousseff tomou

Sobre Dilma Rousseff:

Dilma Vana Rousseff tomou posse da presidência em 1 de Janeiro de 2011. Ela derrotou o candidato do PSDB, José Serra, com 56,05% dos votos válidos. Isso, no segundo turno. Antes de se tornar presiden- ta, ela fazia parte do governo Lula, e sua eleição foi um fato histórico e inédito, pois, antes, o Brasil nunca havia elegido um presidente do gênero feminino. Ainda no governo Lula, Dilma atuou como Ministra de Minas e Energia e depois, Ministra-Chefe da Casa Civil.

Características de Seu Governo:

1 Economia:

Todos nós sabemos que a gestão do governo Dilma se deu partida em continuidade à gestão do governo Lula. Tudo começou com a exoneração de Henrique Meirelles da presi- dência do Banco Central. Então, Alexandre Tombini, ex-presidente do BC voltou ao cargo. Guido Mantega continuou no Ministério da Fazenda.

2 Inflação:

Mesmo tendo ficado dentro da meta do CMN (Conselho Monetário Nacional), de 4,5% com tolerância de dois pontos para cima ou para baixo, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2010 (do governo Lula), registrou alta acumulada de 5,91% (o maior desde 2004).

Já em Janeiro de 2011 que foi o primeiro mês do Governo Dilma,

o índice de inflação registrou taxa de 0,83% mensal e, foi o maior resul-

tado desde Abril de 2005 que registrou 0,87%, que levou a taxa acu- mulada em um ano para 5,99%.

O IPCA foi mantido elevado no mês de Março de 2011 com forte

pressão e motivação dos grupos de Transporte e Alimentação. O nível

foi de 0,79% - que espelhou a maior taxa para o mês, desde 2003. O resultado mensal levou a taxa de um ano para 6,30%.

Isso fez com que ficasse um nível bem próximo do teto da meta “perseguida” pelo Banco Central. Isso gerou dor de cabeça para alguns economistas do mercado financeiro. Logo, tomaram novas medidas de advertências ao crédito para controlar o aquecimento da economia.

Houve uma desaceleração no mês de Abril para uma taxa de 0,77% (mostra o IBGE). Toda via, nada impediu que o resultado acumu- lado em um ano ultrapassasse o teto da meta da inflação. Atingiu 6,51%. Foi o primeiro rompimento do nível perseguido pelo Banco Central desde o ano de 2005.

3 Taxa de Juros:

O governo Dilma promoveu o aumento da taxa de juros. Essa foi uma medida para evitar que a inflação chegasse a níveis ruins para cumprir a meta de 2011 justificada pelo CMN. Houve então a reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária). A diretoria do Banco Central decidiu elevar a taxa Selic em 0,50 ponto percentual para 11,52% - que representa a maior colocação desde 2009. Depois, os juros foram elevados novamente, após uma segunda reunião do comitê do BC. Só que dessa vez em 0,50% para 11,75% a cada 12 meses: o maior desde Janeiro de 2009 (12,75%). Com isso, o Brasil seguiu em um dos postos mais altos nas taxas e juros no ranking mundial. Depois, houve mais dois aumentos de 0,25 p.p fazendo com que a Selic ficasse em

12,50%.

Um susto com a diretoria

do Banco Central devido um corte de 0,50 p.p na taxa Selic para 12% ao ano, enquanto economistas em unanimidade trabalhavam com 12,50%. A desculpa foi que os países europeus e suas economias tinham fortes influencias sobre o Brasil. Essa foi a chave para que a oposição caísse em cima, com ‘dois quentes e três fervendo’.

O mercado financeiro levou um baque

4 PIB:

Houve crescimento de 1,3 no primeiro trimestre, ‘ante’ o quarto tri- mestre de 2010 que havia se expandido para 0,8%. Comparando os dois, houve uma expansão de 4,20%.

5 Salário Mínimo:

No segundo mês de governo o CN aprovou a proposta de aumento do salário mínimo de 510 reais para 545, mesmo com a oposição que- rendo 560 e 600 reais. O reajuste foi superior a inflação acumulada de 2010 quando o INPC foi de 6,47%. Mesmo assim, o povo ‘reclamou’. Especialistas disseram que se as projeções para o INPC estivessem confirmadas para o primeiro bimestre, o salário de 545 reais teria no terceiro mês poder de compra de 1,3% inferior ao de 2010. Para repor então a inflação de um ano e dois meses, precisaria aumentar para 552 reais. Foi o primeiro reajuste anual do mínimo desde 97.

6 Cortes no Orçamento:

No segundo mês de 2011, houve um corte de 50 bilhões no orça- mento federal o que corresponde a 1,2% do PIB. A justificativa foi combater os imprevistos inflacionários fazendo então, uma política mais leve para a taxa básica de juros. Segundo Mantega isso evitaria os efeitos negativos da crise internacional. Durante as eleições, tanto Dilma quanto Serra negaram que fariam reajustes desta magnitude.

O programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ recebeu um contentamento de 5 bilhões com o corte do orçamento, apesar do o Governo afirmar

Nivela-

que investimentos sociais, tais como o PAC seriam mantidos dos, contínuos.

Segundo o Wikipédia

“De acordo com Miriam Belchior, ministra escolhida por Dilma para o Planejamento, a redução de despesa teve relação com o fato de a segunda parte do Minha Casa ainda não ter sido aprovada pelo Con- gresso. Dilma suspendeu a contratação do aprovados em concursos públicos e

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a realização de novos processos seletivos durante o ano de 2011, como forma de conter os gastos do governo, considerados elevados nos últimos anos. Durante sua campanha nada foi falado sobre a suspen- são”.

7 Reservas Internacionais:

Segundo o site Wikipédia

A gestão Dilma Rousseff atingiu, no início de fevereiro, um to-

tal de US$ 300 bilhões em reservas, o que representou nova marca histórica. Economistas avaliam que, se por um lado, um valor alto das reservas possibilita uma maior segurança para o país enfrentar crises externas, por outro lado, a compra de dólares por parte do governo brasileiro tende a aumentar a dívida interna nacional ( )” Retirado do Wikipédia:

“(

)

Relações Comerciais com o Exterior

Em abril de 2011 viajou para a China e realizou ampliação nos ne- gócios com aquele país. Possibilitou a produção de aeronaves da Em- braer em território chinês, além de ganhar aval inédito para a exportação da carne de suínos, com a habilitação de três unidades frigoríficas. Ao todo foram assinados mais de 20 acordos comerciais. A Huawei anunci- ou investimentos de US$ 350 milhões no Brasil. Numa rápida visita ao Uruguai em maio de 2011, Dilma e Mujica assinaram acordos envolvendo nano, TI e biotecnologia. Estabeleceu projetos para a instalação de uma linha de transmissão de 500 qui- lowatts entre San Carlos, no Uruguai, e Candiota, no Brasil, além da adoção, pelo governo uruguaio, do padrão de TV Digital nipo-brasileiro.

Política Externa

O Governo Dilma começou a gestão da política externa com algu- mas mudanças de posição em relação ao governo anterior. Uma delas foi relacionada às questões dos direitos humanos do Irã, já que no governo anterior o representante do país na ONU se abstinha de votar a favor de sanções. Dilma deixou claro que estaria disposta a mudar o padrão de votação do Brasil em resoluções que tratassem das violações aos direitos humanos no país do Oriente Médio.

Relações com a imprensa

Nos primeiros meses de governo, Dilma contrariou a vontade de se- tores do próprio partido de regular a imprensa e declarou que "a impren- sa livre é imprescindível para a democracia".

Substituições de Ministros:

Casa Civil da Presidência da República: Antônio Palocci por Gleisi Hoffmann em 8 de junho de 2011.

Ministério da Pesca e Aquicultura: Ideli Salvatti por Luiz Sérgio Oliveira em 10 de junho de 2011

Secretaria de Relações Institucionais: Luiz Sérgio Oliveira por Ideli Salvatti em 10 de junho de 2011

Ministério dos Transportes: Alfredo Nascimento por Paulo Sérgio Passos em 11 de julho de 2011

Ministério da Defesa: Nelson Jobim por Celso Amorim em 4 de agosto de 2011

Abastecimento:

Wagner Rossi por Mendes Ribeiro Filho em 18 de agosto de 2011

Ministério do Turismo: Pedro Novais por Gastão Vieira em 14 de setembro de 2011

Ministério

da

Agricultura,

Pecuária

e

Popularidade

Nos primeiros três meses no poder, o Governo Dilma Rousseff re- cebeu aprovação de 47% da população brasileira com o conceito de "ótimo" ou "bom", conforme pesquisa divulgada pelo institu- to Datafolha em março de 2011, que também registrou 7% das pessoas considerando a gestão Dilma como "ruim" ou "péssima" e outros 34% com a classificação de "regular". O resultado positivo igualou tecnica-

mente (segundo a margem de erro de 2 pontos porcentuais) a marca recorde para um início de governo, de 48%, obtida pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva nos primeiros três meses de 2007, referentes ao segundo mandato do ex-presidente. Também superou em popularidade todos os antecessores de Lula, quando se considera esta fase inicial do mandato, de acordo com a série histórica iniciada pelo Datafolha em 1990. No levantamento, a população entrevistada respondeu que as áreas de melhor desempenho do Governo Dilma nos primeiros três meses foram a Educação e o combate à fome e à miséria. Quanto às áreas de pior desempenho, os entrevistados citaram a Saúde e a parte ligada à violência e à segurança.

Controvérsias

Acusações de corrupção

Em abril de 2011, matéria publicada no jornal Folha de S.Paulo, afirma que o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), é investigado no STF sob a suspeita de ter participado do esquema de cobrança de propina de empresas com contratos no porto de Santos, em São Paulo. O caso chegou ao STF no dia 28 de fevereiro e seguiu para a apreciação da Procuradoria-Geral da República. Temer é acusa- do de ter recebido mais de 600 mil reais, mas negou a acusação.

ter recebido mais de 600 mil reais, mas negou a acusação. O ex-ministro chefe da Casa

O ex-ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

Em 15 de maio, matéria também publicada na Folha de S.Paulo, afirma que o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci (PT), multiplicou por 20 seu patrimônio em quatro anos. Entre 2006 e 2010, passou de 375 mil para 7,5 milhões de reais. Palocci disse que declarou os bens à Receita Federal e negou irregularidades. O caso teve repecussão e a oposição exigiu explicações do ministro, inclusive acionou à Procurado- ria da República e ao STF. No entanto, manobras dos governistas que são maioria, impediram que o ministro se apresentasse à Câmara dos Deputados. A brindagem dos deputados ao ministro e o silêncio de alguns principais opositores, provocou protestos na internet, pois os usuários da rede Twitter mostraram descontentamento contra alguns políticos (tanto da base governista, como o presidente do Senado, José Sarney; quanto da oposição, como o senador Aécio Neves e o ex- governador José Serra, ambos do PSDB), que afirmaram não ver irregu- laridades. No dia 7 de junho, Palocci pediu demissão do cargo que ocupava no governo.

Em julho de 2011, a presidente Dilma Rousseff determinou o afas- tamento da cúpula do Ministério dos Transportes, depois de denúncias de superfaturamento em obras públicas apontadas em reportagem da revista Veja, que trouxe informações de que representantes do PR, partido do ministro Alfredo Nascimento (PR), e a maior parte da cúpula do ministério, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de recebimento de propina por meio de emprei- teiras. O ministro foi o único que permaneceu no cargo e determinou a instauração de uma sindicância interna para apurar as supostas irregu- laridades envolvendo os funcionários do ministério. Com o agravamento da crise no Ministério dos Transportes após suspeitas de enriquecimen- to ilícito de seu filho, Alfredo Nascimento entregou carta de demissão à Presidência da República no dia 6 de julho.

Mais de 30 pessoas ligadas diretamente ou indiretamente ao Ministério do Turismo foram presas pela Polícia Fderal, acusados de terem desviado 4,4 milhões de reais entre o ministério e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).

Atualidades

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Entre elas estavam o secretário-executivo Frederico Silva da Costa, o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo(Embratur) Mário Moysés, o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo,Colbert Martins da Silva Filho (PPS), e diretores e funcionários da Ibrasi e empresários. Após cerca de uma semana, todos foram soltos com habeas corpus ou liberados após prestarem depoimento à polícia.

errado nas nomeações. E quem os elegeu foi a Dilma, foi ela quem os escolheu. Ela tem a responsabilidade pelo que está ocorrendo. Ninguém é obrigado a aceitar de um governo anterior a nomeação de futuros ministros. José Serra, candidato derrotado à Presidência da República pelo PSDB.

 
      Em dezembro de 2011, foi a vez de reportagens da imprensa brasi- leira
   

Em dezembro de 2011, foi a vez de reportagens da imprensa brasi- leira levantarem suspeitas sobre a conduta do ministro do Desenvolvi- mento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Conforme matéria do jornal O Estado de S. Paulo, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), principal cliente da empresa de consultoria do ministro, emplacou uma indicação política na Pasta comandada por ele:

responsável pela definição de benefícios à indústria.

Fonte - Wikipédia

Governo e política

De acordo com a Constituição de 1988, o Brasil é uma república fe- derativa presidencialista. A forma de Estado foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do Direito Positivo. O federalismo no Brasil é mais centralizado do que o federalismo estadunidense; os estados brasileiros têm menos autonomia do que os estados norte-americanos, especial- mente quanto à criação de leis.

Simultaneamente às eleições presidenciais, vota-se para o Con- gresso Nacional, sede do Poder Legislativo, dividido em duas casas

parlamentares: a Câmara dos Deputados, que tem mandato de quatro anos, e o Senado Federal, cujos membros possuem mandatos de oito

anos e elegem-se em um terço e dois terços alternadamente a cada quatro anos. Adota-se o sistema majoritário para a eleição dos senado- res e o proporcional para os deputados. Os estados mais populosos têm direito a eleger uma quantidade maior de deputados federais, entretanto as regras dão um peso relativo muito maior aos estados menos populo- sos. Além disto, o número de deputados é, limitado a, no mínimo, oito e, no máximo, setenta para cada estado; e há três senadores representan- do cada unidade da federação (atualmente 27), independentemente da população.

Os poderes são divididos em Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário, totalmente independentes e com igual peso político. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, que acumula as funções de chefe de Estado e chefe de Governo, eleito quadrienal- mente, com possibilidade de apenas um reeleição consecutiva.

O Poder Judiciário, cuja instância máxima é o Supremo Tribunal Federal, por sua vez é responsável por interpretar a Constituição Fede- ral. É composto de onze ministros indicados pelo presidente sob apro- vação do Senado, dentre indivíduos de renomado saber jurídico. A composição dos ministros do Supremo Tribunal Federal não é comple- tamente renovada a cada mandato presidencial: o presidente somente indica um novo ministro quando um deles se aposenta ou vem a falecer.

 

O

ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi.

 

No dia 17 de agosto de 2011, o ministro da Agricultura Wagner Rossi (PMDB) pediu demissão após denúncias envolvendo sua gestão e sua conduta na pasta. Em entrevista à revista "Veja", Oscar Jucá Neto chamou o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), partido do ministro Wagner Rossi e do vice-presidente, Michel Temer, de “cen- tral de negócios". Oscar Jucá Neto é ex-diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Ele foi exonerado do cargo por autorizar um pagamento irregular de cerca de 8 milhões de reais à empresa de um laranja. Segundo Neto, a Conab estaria atrasando o repasse de 14,9 milhões de reais à empresa Caramuru Alimentos para aumentar o montante a ser pago em 20 milhões de reais. Desse total, 5 milhões de reais seriam repassados por fora a autoridades do ministério. O ministro negou todas as acusações. Em outra denúncia, reportagem da Folha de S.Pauloapontou que Rossi transformou a Conab num cabide de empregos para acomodar parentes de líderes políticos do PMDB. Sobre as nomeações, o ministro disse que colocou “pessoas qualificadas” no estatal.

A

revista "Época" publicou reportagem com base em vídeos, docu-

mentos e cheques, que integram uma investigação sigilosa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal sobre irregularidades na ANP

(Agência Nacional do Petróleo), autarquia especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Edison Lo- bão (PMDB). Em uma das gravações, dois assessores da agência exigem propina de 40 mil reais para resolver um problema de um clien- te. A reportagem também obteve a cópia de um cheque que um dos assessores da ANP recebeu de um advogado ligado ao maior adultera- dor de combustível do país.

O Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo.

O Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo.

No dia 26 de outubro de 2011, o ministro do Esporte Orlando Silva Jr. (PCdoB), deixou o governo, também depois de uma sequência de acusações de corrupção que foram divulgadas pela imprensa. A princi- pal delas foi a de que ele teria participação em um esquema de desvio de dinheiro público do Segundo Tempo, programa do governo federal destinado a promover o esporte em comunidades carentes. Segundo Silva Jr., não houve nem haveria qualque tipo de prova de seu envolvi- mento. A demissão do ministro aconteceu um dia depois de o Supremo Tribunal Federal autorizar a instauração de inquérito para investigá-lo, a pedido da Procuradoria Geral da República.

Para um governo recém-formado, do total de ministérios, que são

Os tribunais se organizam em diversos ramos separados por com- petências, havendo um para a justiça comum, e outros para justiça

pouco mais de 20, quase um terço já foi comprometido. [

]

Houve algo

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militar, trabalhista (relações entre empregados e empregadores) e eleitoral (organização e fiscalização de eleições). Assuntos de justiça comum que envolvem interesses da União devem ser julgados em tribunais federais. Os estados possuem seus tribunais para a justiça comum, organizados em uma primeira instância de julgamento por um juiz, e uma segunda instância de julgamento colegiado (em grupo) por um tribunal.

Abaixo do Supremo Tribunal Federal, que só atua em matérias de interesse constitucional, as instâncias máximas são o Superior Tribunal de Justiça (para a justiça comum), Tribunal Superior do Trabalho, Tribu- nal Superior Eleitoral e o Superior Tribunal Militar.

Lei

nal Superior Eleitoral e o Superior Tribunal Militar. Lei Interior do edifício do Supremo Tribunal Federal,

Interior do edifício do Supremo Tribunal Federal, sede do Poder Ju- diciário.

A lei brasileira é baseada na tradição romano-germânica. Assim, os conceitos de direito civil prevalecem sobre práticas de direito comum. A maior parte da legislação brasileira é Codificada, apesar de os estatutos não-codificados serem uma parte substancial do sistema, desempe- nhando um papel complementar. Decisões do Tribunal e orientações explicativas; no entanto, não são vinculativas sobre outros casos especí- ficos, exceto em algumas situações. Obras de doutrina e as obras de juristas acadêmicos têm forte influência na criação de direito e em casos de direito. O sistema jurídico baseia-se na Constituição Federal, que foi promulgada em 5 de Outubro de 1988 e é a lei fundamental do Brasil. Todos as outras legislações e as decisões do Tribunal devem corres- ponder a seus princípios. Os estados têm suas próprias Constituições, que não devem entrar em contradição com a Constituição federal. Municípios e o Distrito Federal não têm constituições próprias; em vez disso, eles têm leis orgânicas.[62] Entidades legislativas são a principal fonte dos estatutos, embora, em determinadas questões, organismos do poder judiciário e executivo podem promulgar normas jurídicas.

A jurisdição é administrada pelas entidades do poder judiciário, em- bora em situações raras a Constituição Federal permita que o Senado Federal interfira nas decisões jurídicas. Existem também jurisdições especializadas como a Justiça Militar, a Justiça do Trabalho e a Justiça Eleitoral. O Tribunal mais alto é o Supremo Tribunal Federal. Este sistema tem sido criticado nas últimas décadas devido à lentidão, em que as decisões finais são emitidas. Ações judiciais de recurso podem levar vários anos para se resolver e, em alguns casos, mais de uma década para expirar antes das decisões definitivas serem feitas.

Política externa

das decisões definitivas serem feitas. Política externa Mapa-mundi com a localização das embaixadas brasileiras

Mapa-mundi com a localização das embaixadas brasileiras (em a-

zul).

Embora alguns problemas sociais e econômicos impeçam o Brasil de exercer poder global efetivo, o país é hoje um líder político e econô- mico na América Latina. Esta alegação, porém, é parcialmente contes- tada por outros países, como a Argentina e o México, que se opõem ao objetivo brasileiro de obter um lugar permanente como representante da região no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Entre a II Guerra Mundial e a década de 1990, os governos democráticos e militares procuraram expandir a influência do Brasil no mundo, prosseguindo com uma política externa e industrial independente. Atualmente o país tem como objetivo reforçar laços com outros países da América do Sul e exercer a diplomacia multilateral, através das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos. A atual política externa do Brasil

é baseada na posição do país como uma potência regional na América

Latina, um líder entre os países em desenvolvimento e uma superpotên- cia mundial emergente. A política externa brasileira em geral tem refleti- do multilateralismo, resolução de litígios de forma pacífica e não inter- venção nos assuntos de outros países. A Constituição brasileira deter- mina também que o país deve buscar uma integração econômica, política, social e cultural com as nações da América Latina. O Brasil tem buscado também diversificar seus parceiros econômicos em nível mundial. As reuniões do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) buscam fortalecer os acordos multilaterais.

Forças armadas

buscam fortalecer os acordos multilaterais. Forças armadas O NAe São Paulo da Marinha do Brasil. As

O NAe São Paulo da Marinha do Brasil.

As Forças Armadas do Brasil compreendem o Exército Brasileiro, a Marinha do Brasil, e a Força Aérea Brasileira. A Polícia Militar é descrita como uma força auxiliar ao Exército pela Constituição, mas sob o con- trole de cada estado e de seus respectivos governadores.[ As forças armadas brasileiras são as maiores da América Latina. A Força Aérea Brasileira é o ramo de guerra aérea das Forças Armadas Brasileiras, sendo a maior força aérea da América Latina, com cerca de 700 aviões tripulados em serviço. A Marinha do Brasil é responsável pelas opera- ções navais e pela guarda das águas territoriais brasileiras. É a mais antiga das Forças Armadas brasileiras e a única Marinha da América Latina que opera um porta-aviões, o NAe São Paulo (antigo FS Foch da Marinha Francesa). Já o Exército brasileiro é responsável pelas opera- ções militares por terra, contando com uma força de cerca de 190.000 soldados. Por fim, como o Brasil adota o serviço militar obrigatório, sua força militar é uma das maiores do mundo com efetivo calculado em mais de 1.600.000 homens em idades de reservista por ano.

Subdivisões

O Brasil é uma Federação constituída pela união indissolúvel de 26 estados-membros, um Distrito Federal e municípios.

Os estados e municípios possuem natureza de pessoa jurídica de direito público, portanto, como qualquer pessoa em território nacional (cidadão ou estrangeiro), possuem direitos e deveres estabelecidos pela

Constituição Brasileira de 1988. Estados e municípios possuem auto- administração, autogoverno e auto-organização, ou seja, elegem seus líderes e representantes políticos e administram seus negócios públicos sem interferência de outros municípios, estados ou da União. De modo

a permitir a auto-administração, a Constituição Federal define quais

tributos podem ser coletados por cada unidade da federação e como as

verbas serão distribuídas entre eles.

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Estados e municípios, atendendo ao desejo de sua população ex- presso em plebiscitos, podem dividir-se ou se unir. Porém, não têm assegurado pela constituição o direito de se tornarem independentes.

Municípios

Os municípios são uma circunscrição territorial dotada de personali-

dade jurídica e com certa autonomia administrativa, sendo as menores

unidades autônomas da Federação. Cada município tem sua própria Lei Orgânica que define a sua organização política, mas limitada pela Constituição Federal.

Os municípios dispõem apenas do poder Executivo, exercido pelo

prefeito, e Legislativo, sediado na câmara municipal (também chamada

de câmara de vereadores). O Poder Judiciário organiza-se em forma de

comarcas que abrangem vários municípios ou parte de um município muito populoso. Portanto, não há Poder Judiciário específico de cada

município.

Há cerca de 5.564 municípios em todo território nacional, alguns

com população maior que a de vários países do mundo (cidade de São

Paulo com cerca de 11 milhões de habitantes), outros com menos de 1.000 habitantes, alguns com área maior do que vários países no mun-

do (Altamira no Pará é quase duas vezes maior que Portugal), outros

com menos de 4 km². O estado-membro com menos municípios é Roraima com apenas quinze, enquanto o estado de (Minas Gerais) possui 853 ou mais municípios.

Estados

Os estados brasileiros são entidades subnacionais autônomas (au-

togoverno, auto-legislação e auto-arrecadação) dotadas de governo e

constituição próprios que juntas formam a República Federativa do

Brasil. Atualmente o Brasil é dividido política e administrativamente em 27 unidades federativas, sendo 26 estados e um distrito federal. O Poder Executivo é exercido por um governador eleito quadrienalmente.

O Poder Judiciário é exercido por tribunais estaduais de primeira e

segunda instância que cuidam da justiça comum.

Cada estado possui uma Assembleia Legislativa unicameral com deputados estaduais que votam as leis estaduais. As Assembleias Legislativas fiscalizam as atividades do Poder Executivo dos estados e municípios. Para isto, possuem um Tribunal de Contas com a finalidade de prover assessoria quanto ao uso de verbas públicas. Apenas 2 municípios (São Paulo, Rio de Janeiro) possuem Tribunais de Contas separados e ligados às suas Câmaras de Vereadores.

Distrito Federal

O Distrito Federal tem características comuns aos estados-

membros e aos municípios. Ao contrário dos estados-membros, não pode ser dividido em municípios. Também não possui tribunais próprios sendo este poder exercido pelo Judiciário Federal. Por outro lado, pode arrecadar tributos atribuídos como se fosse um estado e, também, como município.

Regiões

As unidades da federação são agrupadas em regiões com o propó-

sito de ajudar as interpretações estatísticas, implantar sistemas de gestão de funções públicas de interesse comum ou orientar a aplicação

de política públicas dos governos federal e estadual. As regiões, mesmo

quando definidas por lei, não possuem personalidade jurídica própria, nem os cidadãos elegem representantes da região. Não há, portanto, qualquer tipo de autonomia política das regiões brasileiras como há em outros países.

Os estados brasileiros são agrupados em cinco regiões geográficas:

Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul.

Essa divisão tem caráter legal e foi proposta, na sua primeira forma, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1969. Além

da proximidade territorial, o IBGE levou em consideração apenas aspec-

tos naturais na divisão do país, como clima, relevo, vegetação e hidro-

grafia; por essa razão, as regiões também são conhecidas como "regi- ões naturais do Brasil". Há uma pequena exceção com relação à região

Sudeste, que foi criada levando-se parcialmente em conta aspectos humanos (desenvolvimento industrial e urbano).

Há também uma outra forma de regionalização não-oficial criada por especialistas em geografia, na qual o Brasil é dividido em três com- plexos geoeconômicos, chamados de Amazônia, Nordeste e Centro-Sul. Essas regiões não se baseiam em fronteiras mas sim os aspectos histórico-econômicos. Existe ainda a regionalização proposta pelo geógrafo Milton Santos, baseada na diferenciação pelo meio técnico- científico-informacional, que divide o país em quatro regiões.

Antigos territórios

A Constituição brasileira prevê a existência de territórios incorpora-

dos, governados diretamente pelo governo federal e com menos auto- nomia do que os estados, porém, atualmente não existem territórios no país. O primeiro território a ser criado foi o Acre, em 1904, quando a antiga região boliviana tornou-se brasileira. Em 1943, quando o Brasil foi para a Segunda Guerra Mundial, por razões estratégicas, o regime de Getúlio Vargas criou mais seis territórios de fronteira e zonas periféricas do país, a fim de administrá-los diretamente: Amapá, Rio Branco, Gua- poré, Ponta Porã, Iguaçu, bem como o arquipélago de Fernando de Noronha.

Em 1946, dois dos sete territórios tornaram-se extintos, voltando a pertencer ao seu estado original: Mato Grosso incorporou o território de Ponta Porã e a parte setentrional do território de Iguaçu, enquanto a região de Iguaçu foi para o estado do Paraná e o sul de Iguaçu para o estado de Santa Catarina.

Os outros territórios (Acre, Amapá, Guaporé, Rio Branco, e Fernan- do de Noronha), permaneceram como tal por muitos anos mais. Em 1956, o nome do território do Guaporé foi alterado para Rondônia e, em 1962, Rio Branco foi rebatizado para território Roraima. Também em 1962, criou-se o estado do Acre.

Em 1988, com a nova Constituição, Amapá, Rondônia e Roraima tornaram-se estados da federação brasileira, enquanto que Fernando de Noronha tornou-se parte do estado de Pernambuco, não restando, assim, mais territórios remanescentes no Brasil.

Antártida Brasileira

Há uma suposta reivindicação territorial brasileira para uma região do continente Antártico localizado a Sul do Paralelo 60°S, originalmente proposta por Therezinha de Castro e Delgado de Carvalho, que nunca foi reconhecida pelo governo apesar de ter tido razoável aceitação entre círculos militares. O Brasil jamais fez uma reivindicação territorial: por um lado porque isso traria um desnecessário conflito com argentinos e britânicos, que reivindicam o setor proposto por Castro e Carvalho, por outro, porque a Teoria da Defrontação não tem o menor fundamento jurídico (chega a invocar o Tratado de Tordesilhas em seus argumen- tos).

Em 1986 o Brasil estabeleceu uma base no continente, base essa que passou a ter o nome de "Comandante Ferraz" e que serve de base para pesquisas científicas no continente. A população é de cerca de 48 pessoas no inverno e 100 durante o verão.

Zona Econômica Exclusiva

A zona econômica exclusiva do Brasil, também chamada de Ama-

zônia azul ou águas territoriais brasileiras, é uma área de aproximada- mente 3,5 milhões de quilômetros quadrados e poderá ser ampliada a 4,4 milhões de quilômetros quadrados em face da reivindicação brasilei- ra perante a Comissão de Limites das Nações Unidas, que propõe prolongar a plataforma continental do Brasil em 900 mil quilômetros

quadrados de solo e subsolo marinhos que o país poderá explorar.

O Brasil é a oitava maior economia mundial e maior da América La-

tina, de acordo com o Produto Interno Bruto calculado com base no método da paridade do poder de compra segundo o Fundo Monetário Internacional. Seu PIB per capita, no entanto, é inferior a alguns países da América do Sul (Argentina, Chile e Uruguai).

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O primeiro produto que moveu a economia do Brasil foi o açúcar, na

capitania de Pernambuco, durante o período de colônia, seguindo pelo ouro na região de Minas Gerais. Já independente, um novo ciclo eco- nômico surgiu, agora com o café. Esse momento foi fundamental para o

desenvolvimento do estado de São Paulo, que acabou por tornar-se o mais rico do país.

Apesar de ter, ao longo da década de 1990, um salto qualitativo na produção de bens agrícolas, alcançando a liderança mundial em diver- sos produtos, com reformas comandadas pelo governo federal, a pauta de exportação brasileira foi diversificada, com uma enorme inclusão de bens de alto valor agregado como jóias, aviões, automóveis e peças de vestuário.

Atualmente o país está entre os 20 maiores exportadores do mun- do, com US$ 142 bilhões (em Abril 2007) vendidos entre produtos e serviços a outros países. Mas com um crescimento de dois dígitos ao ano desde o governo Fernando Henrique, em poucos anos a expectati- va é que o Brasil esteja entre as principais plataformas de exportação do mundo.

Em 2004 o Brasil começou a crescer, acompanhando a economia mundial. Isto deve-se a uma política adotada pelo presidente Lula, no entanto, grande parte da imprensa reclama das altas taxas de juros

adotadas pelo governo. No final de 2004 o PIB cresceu 5,7%, a indústria cresceu na faixa de 8% e as exportações superaram todas as expectati- vas. Porém em 2005 a economia desacelerou, com um crescimento de 3,2%, sendo que em 2006 houve pequena melhoria, com um crescimen-

to de 3,7%, muito abaixo da média mundial para países emergentes, de

6,5%. Em 2007, superando as expectativas dos especialistas, a econo- mia se mostrou aquecida e voltou a crescer como em 2004, com cres- cimento previsto de 5,4%, após 4,5% inicialmente, tendo a indústria o maior crescimento. A taxa de investimento no Brasil situa-se em torno dos 17% do PIB, muito inferior ao índice de seus pares emergentes. Em

2006 o PIB atingiu R$ 2,322 trilhões (US$ 1,067 trilhão).

O Brasil é visto pelo mundo como um país com muito potencial as-

sim como a Rússia, Índia e China, as economias BRICs. A política externa adotada pelo Brasil prioriza a aliança entre países subdesenvol-

vidos para negociar com os países desenvolvidos. O Brasil, assim como

a Argentina e a Venezuela vêm mantendo o projeto da ALCA em dis-

cussão, conjuntamente com os Estados Unido. Existem também iniciati- vas de integração na América do Sul, cooperação na economia e nas áreas sociais.

Alguns especialistas em economia, como o analista Peter Gutmann, afirmam que em 2050 o Brasil poderá vir a atingir estatisticamente o padrão de vida verificado em 2005 nos países da Zona Euro. De acordo com dados do Goldman Sachs, o Brasil atingirá em 2050 um PIB de US$11 366 000 e PIB per capita de US$49 759.

Economia

Componentes

Plataforma petrolífera P-51 da estatal brasileira Petrobras. Desde

2006 o país é auto-suficiente na produção de petróleo.

A economia brasileira (recentemente classificada como "grau de in-

vestimento") é diversa, abrangendo a agricultura, a indústria e uma multiplicidade de serviços. Atualmente o país tem conseguido impor sua liderança global graças ao desenvolvimento de sua economia. A força econômica que o país tem demonstrado, deve-se, em parte, ao boom mundial nos preços de commodities e de mercadorias para exportação, como a carne bovina e a soja. A perspectivas da economia brasileira têm melhorado ainda mais graças a descobertas de enormes jazidas de petróleo e gás natural na bacia de Santos.Potência mundial na agricultu-

ra e em recursos naturais, o Brasil desencadeou sua maior explosão de prosperidade econômica das últimas em três décadas.

A agricultura e setores aliados, como a silvicultura, exploração flo-

restal e pesca contabilizaram 5,1% do produto interno bruto em 2007, um desempenho que põe o agronegócio em uma posição de destaque na balança comercial do Brasil, apesar das barreiras comerciais e das políticas de subsídios adotadas pelos países desenvolvidos.

de subsídios adotadas pelos países desenvolvidos. Colheitadeira em uma plantação de soja brasileira. A

Colheitadeira em uma plantação de soja brasileira.

A indústria de automóveis, aço, petroquímica, computadores, aero-

naves e bens de consumo duradouros contabilizam 30,8% do produto interno bruto brasileiro. A atividade industrial está concentrada geografi- camente nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Campinas, Porto Alegre, Belo Horizonte, Manaus, Salvador,

Recife e Fortaleza. Indústrias de alta tecnologia também estão concen- tradas nessas áreas.

O país responde por três quintos da produção industrial da econo-

mia sul-americana e participa de diversos blocos econômicos como: o Mercosul, o G-22 e o Grupo de Cairns. Seu desenvolvimento científico e tecnológico, aliado a um parque industrial diversificado e dinâmico, atrai

empreendimentos externos. Os investimentos diretos foram em média da ordem de vinte bilhões de dólares por ano, contra dois bilhões por ano durante a década passada.

Embraer ERJ-135, jato desenvolvido pela empresa brasileira Em- braer. Aviões são um dos produtos sofisticados exportados pelo Brasil.

O Brasil comercializa regularmente com mais de uma centena de

países, sendo que 74% dos bens exportados são manufaturas ou se- mimanufaturas. Os maiores parceiros são: União Europeia (com 26% do saldo); Mercosul e América Latina (25%); Ásia (17%) e Estados Unidos (15%). Um setor dos mais dinâmicos nessa troca é o de agronegócio, que mantém há duas décadas o Brasil entre os países com maior produ- tividade no campo.

Dono de sofisticação tecnológica, o país desenvolve de submarinos a aeronaves, além de estar presente na pesquisa aeroespacial, pos- suindo um Centro de Lançamento de Veículos Leves e sendo o único país do Hemisfério Sul a integrar a equipe de construção da Estação Espacial Internacional (ISS). Pioneiro na pesquisa de petróleo em águas profundas, de onde extrai 73% de suas reservas, foi a primeira econo- mia capitalista a reunir, no seu território, as dez maiores empresas montadoras de automóveis.

Turismo

as dez maiores empresas montadoras de automóveis. Turismo Fernando de Noronha, um dos principais polos turísticos

Fernando de Noronha, um dos principais polos turísticos do país.

O Brasil atraiu, em 2005, cerca de cinco milhões de turistas estran-

geiros. Da Argentina vieram 991 mil, dos Estados Unidos 792 mil e de Portugal 373 mil turistas, ocupando respectivamente os primeiro, se- gundo e terceiro lugares no ranking dos principais emissores de turistas

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para o Brasil. Os visitantes deixaram US$ 4 bilhões no país, tornando o turismo uma importante atividade econômica para o Brasil, gerando 678 mil novos empregos diretos.

Eventos em datas e locais específicos, como o Reveillon e o Carna- val do Rio de Janeiro, Salvador e Recife, o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, a Parada do Orgulho LGBT, o Carnaval e o Réveillon de São Paulo são os maiores chamarizes para turistas nacionais e estrangeiros.

Os estados mais visitados pelos turistas costumam ser o Rio de Ja- neiro (34,7%), Santa Catarina (25,1%), Paraná (20,3%), São Paulo (16%), e Bahia (15,5%). As cidades mais visitadas foram Rio de Janeiro (31,5%), Foz do Iguaçu (17%), São Paulo (13,6%), Florianópolis (12,1%), Salvador (11,5%) e Natal (9.3%). Espera-se que com políticas regionais de estímulo ao turismo esse fluxo seja diversificado, com o incremento do turismo ecológico, focado em regiões como a Amazônia e o Pantanal; o turismo histórico, com destaque para a Estrada Real de Minas Gerais; e o turismo cívico, em Brasília.

Infraestrutura

Educação

e o turismo cívico, em Brasília. Infraestrutura Educação Universidade Federal do Paraná, uma das mais antigas

Universidade Federal do Paraná, uma das mais antigas instituições de ensino superior do país, fundada em 1912.

A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) determinam que o Governo Federal, os Estados, o Distrito Federal e os municípios devem gerir e organizar seus respecti- vos sistemas de ensino. Cada um desses sistemas educacionais públi- cos é responsável por sua própria manutenção, que gere fundos, bem como os mecanismos e fontes de recursos financeiros. A nova constitui- ção reserva 25% do orçamento do Estado e 18% de impostos federais e taxas municipais para a educação.

Segundo dados do PNAD, em 2007, a taxa de literacia da popula- ção brasileira foi de 90%, o que significa que 14,1 milhões (10% da população) de pessoas ainda são analfabetas no país, já o analfabetis- mo funcional atingiu 21,6% da população. O analfabetismo é mais elevado no Nordeste, onde 19,9% da população é analfabeta. Ainda segundo o PNAD, o percentual de pessoas na escola, em 2007, foi de 97% na faixa etária de 6 a 14 anos e de 82,1% entre pessoas de 15 a 17 anos enquanto o tempo médio total de estudo entre os que têm mais de 10 anos foi, em média, de 6,9 anos.

O ensino superior começa com a graduação ou cursos sequenciais, que podem oferecer opções de especialização em diferentes carreiras acadêmicas ou profissionais. Dependendo de escolha, os estudantes podem melhorar seus antecedentes educativos com cursos de pós- graduação Stricto Sensu ou Lato Sensu.

Para frequentar uma instituição de ensino superior, é obrigatório, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, concluir todos os níveis de ensino adequados às necessidades de todos os estudantes dos ensinos infantil, fundamental e médio,desde que o aluno não seja portador de nenhuma deficiência, seja ela física, mental, visual ou auditiva.

Ciência e tecnologia

física, mental, visual ou auditiva. Ciência e tecnologia Fotografia panorâmica do Laboratório Nacional de Luz

Fotografia panorâmica do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, estado de São Paulo, o único acelerador de partículas do hemisfério sul.

A produção científica brasileira começou, efetivamente, nas primei-

ras décadas do século XIX, quando a Família Real Portuguesa, chefiada por Dom João VI, chegou no Rio de Janeiro, fugindo da invasão do exército de Napoleão em Portugal, em 1807. Até então, o Brasil era uma

pobre colônia portuguesa, sem universidades e organizações científicas, em flagrante contraste com as ex-colônias americanas do império espanhol, que apesar de terem uma grande parte da população analfa- beta, tinham um número considerável de universidades desde o século

XVI.

pesquisa tecnológica no Brasil é em grande parte realizada em

universidades públicas e institutos de pesquisa. No entanto, mais de 73% dos financiamentos para a pesquisa de base ainda vem de fontes governamentais. Alguns dos mais notáveis polos tecnológicos do Brasil são os institutos Oswaldo Cruz, Butantan, Comando-Geral de Tecnolo-

gia Aeroespacial, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e o

A

INPE.

O

Brasil tem o mais avançado programa espacial da América Lati-

na, com recursos significativos para veículos de lançamento, e fabrica- ção de satélites. Em 14 de Outubro de 1997, a Agência Espacial Brasi- leira assinou um acordo com a NASA para fornecer peças para a ISS. Este acordo possibilitou o Brasil treinar seu primeiro astronauta. Em 30 de Março de 2006 o Cel. Marcos Pontes a bordo do veículo Soyuz se transformou no primeiro astronauta brasileiro e o terceiro latino- americano a orbitar nosso planeta. O urânio enriquecido na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), de Resende, no estado do Rio de Janeiro, atende a demanda energética do país. Existem planos para a constru- ção do primeiro submarino nuclear do país, além disso, o Brasil é um dos três países da América Latina com um laboratório Síncrotron em operação, um mecanismo de pesquisa da física, da química, das ciên- cias dos materiais e da biologia.

Saúde

O sistema de saúde pública brasileiro é gerenciado e fornecido por

todos os níveis do governo, enquanto os sistemas de saúde privada atendem um papel complementar. Há vários problemas no sistema de saúde público do Brasil. Em 2006, as principais causas de mortalidade infantil, taxa de mortalidade materna, mortalidade por doença não- transmissível e mortalidade causado por causas externas: transporte, a violência e o suicídio.

Transportes

externas: transporte, a violência e o suicídio. Transportes Atualidades 7 A Opção Certa Para a Sua

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Aeroporto Internacional do Recife

sobretudo a energia hidrelétrica e o etanol, além de fontes não- renováveis de energia, como o petróleo e o gás natural. Ao longo das últimas três décadas o Brasil tem trabalhado para criar uma alternativa viável à gasolina. Com o seu combustível à base de cana-de-açúcar, a nação pode se tornar energicamente independente neste momento. O Pró-álcool, que teve origem na década de 1970, em resposta às incerte- zas do mercado do petróleo, aproveitou sucesso intermitente. Ainda assim, grande parte dos brasileiros utilizam os chamados "veículos flex", que funcionam com etanol ou gasolina e permite que o consumidor possa abastecer com a opção mais barata no momento, muitas vezes o etanol.

Existem cerca de 2.498 aeroportos no Brasil, incluindo as áreas de desembarque. O país tem o segundo maior número de aeroportos em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O Aeroporto Internaci-

onal de São Paulo, localizado nas proximidades de São Paulo, é o maior

e

mais movimentado aeroporto do país, grande parte dessa movimenta-

ção deve-se ao tráfego comercial e popular do país e ao fato de que o

aeroporto liga São Paulo a praticamente todas as grandes cidades de todo o mundo. O Brasil tem 34 aeroportos internacionais e 2464 aero- portos regionais.

 
  Os países com grande consumo de combustível como a Índia e a China estão seguindo

Os países com grande consumo de combustível como a Índia e a China estão seguindo o progresso do Brasil nessa área. Além disso,

países como o Japão e Suécia estão importando etanol brasileiro para ajudar a cumprir as suas obrigações ambientais estipuladas no Protoco-

lo

de Quioto.

 

O

Brasil possui a segunda maior reserva de petróleo bruto na Amé-

Viadutos da Rodovia dos Imigrantes atravessando a Serra do Mar, entre São Paulo e a Baixada Santista, no estado de São Paulo.

rica do Sul e é um dos produtores de petróleo que mais aumentaram sua produção nos últimos anos. O país é um dos mais importantes do mundo na produção de energia hidrelétrica. Da sua capacidade total de geração de eletricidade, que corresponde a 90.000 megawatts, a ener- gia hídrica é responsável por 66.000 megawatts (74%). A energia nucle- ar representa cerca de 4% da matriz energética do Brasil. O Brasil pode se tornar uma superpotência mundial na produção de petróleo, com grandes descobertas desse recurso nos últimos tempos na Bacia de Santos.

 

Possuindo cerca de 1.355.000 quilômetros de rodovias, as estradas

 

Comunicação

são as principais transportadoras de carga e de passageiros no tráfego brasileiro. Desde o início da república os governos sempre priorizaram o transporte rodoviário em detrimento ao transporte ferroviário e fluvial.O Presidente Juscelino Kubitschek (1956-1960), que concebeu e construiu

Os meios de comunicação no Brasil estão hoje presentes em prati- camente todo o território nacional, sendo o maior exemplo dessa pre- sença a televisão.

capital Brasília, foi outro incentivator de rodovias. Kubitscheck foi

responsável pela instalação de grandes fabricantes de automóveis no país (Volkswagen, Ford e General Motors chegaram ao Brasil durante seu governo) e um dos pontos utilizados para atraí-los era, evidente- mente, o apoio à construção de rodovias. Hoje, o país tem instalado em seu território outros grandes fabricantes de automóveis como Fiat, Renault, Peugeot, Citroën, Chrysler, Mercedes-Benz, Hyundai e Toyota. Atualmente, porém, o governo brasileiro, diferentemente do passado, procura incentivar outros meios de transporte, principalmente o ferroviá- rio, um exemplo desse incentivo é o projeto do Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo, um trem-bala que vai ligar as duas principias metrópoles do país. O Brasil é o 7º mais importante país da indústria automobilísti- ca. Há 37 grandes portos no Brasil, dentre os quais o maior é o Porto de Santos.

a

 

Televisão

A

televisão no Brasil começou, oficialmente, em 18 de setembro de

1950, trazida por Assis Chateaubriand que fundou o primeiro canal de televisão no país, a TV Tupi. Desde então a televisão cresceu no país,

criando grandes redes como a Globo, Record e SBT. Hoje, a televisão representa um fator importante na cultura popular moderna da socieda- de brasileira. A TV Digital no Brasil teve início às 20h30 do dia 2 de dezembro de 2007, inicialmente na cidade de São Paulo, pelo padrão japonês.

 

Rádio

 

A

rádio surge no Brasil em 7 de setembro de 1922, sendo a primeira

transmissão um discurso do então presidente Epitácio Pessoa, porém a

 

Energia

instalação do rádio de fato ocorreu apenas em 20 de Abril de 1923 com

 

a

criação da "Rádio Sociedade do Rio de Janeiro". Na década de 1930

Usina Hidrelétrica de Itaipu, a maior usina hidrelétrica do planeta por produção de energia.

Usina Hidrelétrica de Itaipu, a maior usina hidrelétrica do planeta por produção de energia.

começa a era comercial do rádio, com a permissão de comerciais na programação, trazendo contratação de artistas e desenvolvimento técnico para o setor. Com o surgimento das radionovelas e da populari-

zação da programação, na década de 1940, começa a chamada era de

ouro do rádio brasileiro, que trouxe um impacto na sociedade brasileira semelhante ao que a televisão produz hoje. Com a criação da televisão

o

rádio passa por transformações, os programas de humor, os artistas,

as novelas e os programas de auditório são substituídos por músicas e

serviços de utilidade pública. Na década de 1960 surgem as rádios FM que trazem muito mais músicas para o ouvinte.

 

Imprensa

A

imprensa brasileira tem seu início em 1808[129] com a chegada

da família real portuguesa ao Brasil, sendo até então proibida toda e qualquer atividade de imprensa fosse a publicação de jornais, livros ou panfletos. Esta era uma peculiaridade da América Portuguesa, pois, nas demais colônias europeias no continente, a imprensa se fazia presente desde o século XVI.

O Brasil é o décimo maior consumidor da energia do planeta e o terceiro maior do hemisfério ocidental, atrás dos Estados Unidos e Canadá. A matriz energética brasileira é baseada em fontes renováveis,

 

A

imprensa brasileira nasceu oficialmente no Rio de Janeiro em 13

de maio de 1808, com a criação da Impressão Régia, hoje Imprensa

Nacional, pelo príncipe-regente dom João.

Atualidades

8 A Opção Certa Para a Sua Realização

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A Gazeta do Rio de Janeiro, o primeiro jornal publicado em território

e pintura corporal dos índios Wajapi do Amapá também já foram reco- nhecidas como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Também os

nacional,[130] começa a circular em 10 de setembro de 1808, impressa em máquinas trazidas da Inglaterra.

Atualmente a imprensa escrita consolidou-se como um meio de co- municação em massa e produziu grandes jornais que hoje estão entre as maiores do mundo como a Folha de S. Paulo, O Globo e o Estado de S. Paulo.

Cultura

Devido às suas dimensões continentais, o Brasil é um país com uma rica diversidade de culturas, que sintetizam as diversas etnias que formam o povo brasileiro. Por essa razão, não existe uma cultura brasi- leira homogênea, e sim um mosaico de diferentes vertentes culturais que formam, juntas, a cultura do Brasil. É notório que, após mais de três séculos de colonização portuguesa, a cultura do Brasil é, majoritaria- mente, de raiz lusitana. É justamente essa herança cultural lusa que compõe a unidade do Brasil: são diferentes etnias, porém, todos falam a mesma língua (o português) e, quase todos, são cristãos, com largo predomínio de católicos. Esta igualidade linguística e religiosa é um fato raro para um país imenso como o Brasil.

Embora seja um país de colonização portuguesa, outros grupos ét- nicos deixaram influências profundas na cultura nacional, destacando-se os povos indígenas, os africanos, os italianos e os alemães. As influên- cias indígenas e africanas deixaram marcas no âmbito da música, da culinária, do folclore, do artesanato, dos caracteres emocionais e das festas populares do Brasil, assim como centenas de empréstimos à língua portuguesa. É evidente que algumas regiões receberam maior contribuição desses povos: os estados do Norte têm forte influência das culturas indígenas, enquanto algumas regiões do Nordeste têm uma cultura bastante africanizada, sendo que, em outras, principalmente no sertão, há uma intensa e antiga mescla de caracteres lusitanos e indí- genas, com menor participação africana.

Quanto mais a sul do Brasil nos dirigimos, mais europeizada a cul- tura se torna. No Sul do país as influências de imigrantes italianos e alemães são evidentes, seja na culinária, na música, nos hábitos e na aparência física das pessoas. Outras etnias, como os árabes, espa- nhóis, poloneses e japoneses contribuíram também para a cultura do Brasil, porém, de forma mais limitada.

estados e alguns municípios já possuem instâncias próprias de preser- vação e o interesse nesta área tem crescido nos últimos anos.

Mesmo com a intensa atividade dos órgãos oficiais, o patrimônio nacional ainda sofre frequente depredação e tem sua proteção e susten- tabilidade limitadas pela escassez de verbas e pela falta de consciência da população para com a riqueza de sua herança cultural e artística e para com a necessidade de um compartilhamento de responsabilidades para sua salvaguarda efetiva a longo prazo.

e para com a necessidade de um compartilhamento de responsabilidades para sua salvaguarda efetiva a longo

O

Palácio da Alvorada em Brasília, obra de Oscar Niemeyer.

patrimônio histórico brasileiro é um dos mais antigos da América,

sendo especialmente rico em relíquias de arte e arquitetura barrocas, concentradas sobretudo no estado de Minas Gerais (Ouro Pre- to,Mariana, Diamantina, São João del-Rei, Sabará, Congonhas, etc) e em centros históricos de Recife, São Luis, Salvador, Olinda, Santos, Paraty, Goiana, Pirenópolis, Goiás, entre outras cidades. Também possui nas grandes capitais numerosos e importantes edifícios de arquitetura eclética, da transição entre os séculos XIX e XX.

O

A

partir de meados do século XX a construção de uma série de o-

bras modernistas, criadas por um grupo liderado por Gregori Warcha- vchik, Lucio Costa e sobretudo Oscar Niemeyer, projetou a arquitetura brasileira internacionalmente.[ O movimento moderno culminou na

Arquitetura e patrimônio histórico

realização de Brasília, o único conjunto urbanístico moderno do mundo reconhecido pela UNESCO como Patrimônio

realização de Brasília, o único conjunto urbanístico moderno do mundo reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.

o único conjunto urbanístico moderno do mundo reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Parque Nacional Serra da Capivara

Obra de Mestre Ataíde na abóbada da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, símbolo do Barroco brasileiro.

O interesse oficial pela preservação do patrimônio histórico e artísti- co no Brasil começou com a instituição em 1934 da Inspetoria de Mo- numentos Nacionais. O órgão foi sucedido pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e hoje o setor é administrado nacionalmen- te pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que já possui mais de 20 mil edifícios tombados, 83 sítios e conjuntos urbanos, 12.517 sítios arqueológicos cadastrados, mais de um milhão de objetos arrolados, incluindo o acervo museológico, cerca de 250 mil volumes bibliográficos e vasta documentação arquivística. Tradições imateriais como o samba de roda do Recôncavo Baiano e a arte gráfica

Também há diversidade em sítios arqueológicos, como o encontra- do no sul do estado do Piauí: serra da Capivara. Os problemas enfren- tados pela maioria dos sítios arqueológicos brasileiros não afetam os mais de 600 sítios que estão no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. Localizado em uma área de 130 mil hectares o Parque Nacio- nal da Serra da Capivara é um exemplo de conservação do patrimônio histórico e artístico nacional. Em 1991, foi consagrado patrimônio mun- dial pela Unesco.

A

serra da Capivara é uma das áreas mais protegidas do Brasil,

pois está sob a guarda do Iphan, Ministério do Meio Ambiente (MMA),

Fundahm e do Ibama local, que tem poder de polícia. Nesta mesma área se localiza o Museu do Homem Americano, onde se encontra o mais velho crânio humano encontrado na América.

Atualidades

9 A Opção Certa Para a Sua Realização

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Problemas econômicos do Brasil

se

a figura do interventor, diretamente nomeado pelo chefe do governo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Os fatores que levam o Brasil a ser colocado em posição privilegia-

e

sob suas ordens. Essa tendência centralizadora adquiriu novo ímpeto

com o golpe de 1937. A partir daí, a União passou a dispor de muito mais força e autonomia em relação aos poderes estaduais e municipais.

da em comparação a outros países refletem características regionais, geográficas, comerciais e de recursos extrativistas e energéticos. Dessa maneira, podemos citar a diversidade de regiões geográficas, a vastidão de espaço, a potencialidade de mercado interno e a variedade

governo central ficou com competência exclusiva sobre vários itens,

como a decretação de impostos sobre exportações, renda e consumo de qualquer natureza, nomear e demitir interventores e, por meio des- tes, os prefeitos municipais, arrecadar taxas postais e telegráficas etc. Firmou-se assim a tendência oposta à estrutura antiga.

O

de recursos minerais e hidrelétricos

Apesar de todas essas vantagens,

o

país também enfrenta alguns problemas colossais. Esses problemas

Outra característica do processo foi o aumento progressivo da parti- cipação das massas na atividade política, o que corresponde a uma ideologização crescente da vida política. No entanto, essa participação era moldada por uma atitude populista, que na prática assegurava o controle das massas pelas elites dirigentes. Orientadas pelas manobras personalistas dos dirigentes políticos, as massas não puderam dispor de autonomia e organização suficientes para que sua participação pudesse determinar uma reorientação político-administrativa do governo, no sentido do atendimento de suas reivindicações. Getúlio Vargas personi- ficou a típica liderança populista, seguida em ponto menor por João Goulart e Jânio Quadros.

Sociedade moderna. O processo de modernização iniciou-se de forma mais significativa a partir da década de 1950. Os antecedentes centralizadores e populistas condicionaram uma modernização pouco espontânea, marcadamente tutelada pelo estado. No espaço de três décadas, a fisionomia social brasileira mudou radicalmente. Em 1950, cerca de 55% da população brasileira vivia no campo, e apenas três cidades tinham mais de 500.000 habitantes; na década de 1990, a situação se alterara radicalmente: 75,5% da população vivia em cida- des. A industrialização e o fortalecimento do setor terciário haviam induzido uma crescente marcha migratória em dois sentidos: do campo para a cidade e do norte para o sul. Em termos de distribuição por setores, verifica-se uma forte queda relativa na força de trabalho empre- gada no setor primário.

exigem superação imediata. Todos os outros problemas estão atrelados

a esses contrastes. Trata-se de questões relacionadas

à alimentação, educação, saúde, saneamento,habitação e transporte. E

 

sses

problemas são de caráter econômico, devido à colonização portu-

guesa no Brasil.

Por muitos anos, o Brasil conviveu com uma alta taxa de inflação. Essa taxa de inflação ampliou os já graves problemas de distribuição de renda. Ao mesmo tempo, uma dívida externa batia recordes. Mas isso intimidou a entrada de investimentos no país. Durante toda a década de 1980, o crescimento econômico teve uma redução catastrófica. Isso levou muitos economistas a afirmar que houve crise econômica na época em que o Brasil sofreu um revés financeiro. Uma formidável capacidade de reação tem sido mostrada na década de 1990. Em 1994,

o

Plano Real entrou em vigor. O principal objetivo desse plano econômi-

co foi estabilizar a inflação em patamares baixos. Antes disso, diversos

planos econômicos tentavam equilibrar a situação interna, o que não surtiu efeito até certo momento. Tal medida tomada pelo Plano Re-

al

possibilitou o início de reformas estruturais mais profundas. Essas

reformas visavam alterar o quadro de abandono em que se encontra- vam as áreas de saúde, educação e saneamento, principalmente. O

governo é responsável pelo progresso do Brasil, embora os empresários epolíticos não possam cansar dessa luta. Mais do que nunca, é hora de parar de pensar em objetivos imediatos e colaborar

 

para

que as boas condições de vida, desfrutadas por alguns brasileiros,

 

sejam estendidas a toda a população do país.

O segundo governo Vargas (1951-1954) e o governo Juscelino Ku- bitschek (1956-1960) foram períodos de fixação da mentalidade desen- volvimentista, de feição nacionalista, intervencionista e estatizante. No entanto, foram também períodos de intensificação dos investimentos estrangeiros e de participação do capital internacional. A partir do golpe militar de 1964, estabeleceu-se uma quebra na tradição populista, embora o governo militar tenha continuado e até intensificado as fun- ções centralizadoras já observadas, tanto na formação de capital quanto na intermediação financeira, no comércio exterior e na regulamentação do funcionamento da iniciativa privada. As reformas institucionais no campo tributário, monetário, cambial e administrativo levadas a efeito sobretudo nos primeiros governos militares, ensejaram o ambiente propício ao crescimento e à configuração moderna da economia. Mas não se desenvolveu ao mesmo tempo uma vida política representativa, baseada em instituições estáveis e consensuais. Ficou assim a socie- dade brasileira marcada por um contraste entre uma economia comple-

Há muito que se fazer pelo Brasil se a população do país quiser transformá-lo em um dos mais extraordiná- rios países do mundo. Iniciada essa luta, os brasileirospodem chegar a

superar as desigualdades na distribuição de riqueza, equilibrando a oferta de energia, transporte e habitação em todas as regiões. Há mais de duzentos anos, Tiradentes, ao lutar para libertar o país das amarras

 

que

impediam seu progresso, já lembrava que, caso a população quis-

sese, os brasileiros poderiam fazer desta terra uma formidável nação.

Sociedade

As bases da moderna sociedade brasileira remontam à revolução de 1930, marco referencial a partir do qual emerge e implanta-se o processo de modernização. Durante a República Velha (ou primeira república), o Brasil era ainda o país essencialmente agrícola, em que predominava a monocultura. O processo de industrialização apenas

xa

e uma sociedade à mercê de um estado atrasado e autoritário.

começava, e o setor de serviços era muito restrito. A chamada "aristo- cracia rural", formada pelos senhores de terras, estava unida à classe

Ao aproximar-se o final do século xx, a sociedade brasileira apre- sentava um quadro agudo de contrastes e disparidades, que alimenta-

 

dos

grandes comerciantes. Como a urbanização era limitada e a indus-

trialização, incipiente, a classe operária tinha pouca importância na caracterização da estrutura social. A grande massa de trabalhadores pertencia à classe dos trabalhadores rurais. Somente nas grandes cidades, as classes médias, que galgavam postos importantes na admi- nistração estatal, passavam a ter um peso social mais significativo.

No plano político, o controle estatal ficava nas mãos da oligarquia rural e comercial, que decidia a sucessão presidencial na base de acordos de interesses regionais. A grande maioria do povo tinha uma

participação insignificante no processo eleitoral e político. A essa estru-

vam fortes tensões. O longo ciclo inflacionário, agravado pela recessão

e

pela ineficiência e corrupção do aparelho estatal, aprofundou as

desigualdades sociais, o que provocou um substancial aumento do número de miseráveis e gerou uma escalada sem precedentes da violência urbana e do crime organizado. O desânimo da sociedade diante dos sucessivos fracassos dos planos de combate à inflação e de retomada do crescimento econômico criavam um clima de desesperan-

ça. O quadro se complicava com a carência quase absoluta nos setores

públicos de educação e saúde, a deterioração do equipamento urbano e

da

malha rodoviária e a situação quase falimentar do estado.

 

tura

social e política correspondia uma estrutura governamental extre-

mamente descentralizada, típica do modelo de domínio oligárquico.

 

Educação

Durante a década de 1930 esse quadro foi sendo substituído por um modelo centralizador, cujo controle ficava inteiramente nas mãos do presidente da república. Tão logo assumiu o poder, Getúlio Vargas baixou um decreto que lhe dava amplos poderes governamentais e até mesmo legislativos, o que abolia a função do Congresso e das Assem- bleias e câmaras municipais. Ao invés do presidente de província, tinha-

Os problemas da educação no Brasil estão afetos, em nível nacio- nal, ao Ministério da Educação, que funciona por meio das delegacias sediadas nas capitais dos estados. Em nível estadual e municipal, às secretarias de Educação.

Atualidades

10 A Opção Certa Para a Sua Realização

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O modelo de substituição de importações, adotado desde o governo Juscelino Kubitschek e reforçado no período militar, deu prioridade apenas ao ensino superior, a fim de melhor preparar a elite para gerir as grandes obras de infra-estrutura e absorver rapidamente tecnologias importadas. A ausência de uma perspectiva em que a educação das massas fosse vista como complemento indispensável à formação e ao fortalecimento de um estado nacional explica em parte a falência geral do ensino de primeiro e segundo graus no Brasil.

No campo da educação de base, foi criado no governo Costa e Sil- va, em 1967, o Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), com a

meta de alfabetizar adultos, na faixa de 12 a 35 anos. Sem atuar direta- mente na alfabetização, o Mobral orientava, supervisionava, coordenava

e financiava supletivamente tudo que fosse feito nesse sentido pelo

município ou comunidade interessada. O programa propunha-se à extinção do analfabetismo, ou pelo menos a sua redução para um nível residual inferior a dez por cento, índice considerado satisfatório pela

unesco. Mas tanto o Mobral quanto a Fundação Educar, que o substi- tuiu, e o Plano Nacional de Alfabetização e Cidadania (pnac), criado no governo Collor, ficaram muito aquém do pretendido, e o número de analfabetos continuou bastante elevado.

A partir da redemocratização, iniciou-se no Rio de Janeiro, por inici- ativa do governo Leonel Brizola, um plano do sociólogo Darci Ribeiro, com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, denominado Centro Integrado de Educação Pública (ciep). Cada unidade se destina a ofere- cer educação integral aos alunos da rede pública, além de quadras de esporte e refeições. No governo Fernando Collor, esse projeto foi ampli- ado em escala nacional para o Centro Integrado de Apoio à Criança (ciac), projeto ainda mais ambicioso e destinado aos mesmos fins. Tanto um como outro projeto, porém, não deram a mesma atenção aos pro- blemas cruciais do corpo docente, desde sua preparação e treinamento até sua remuneração em níveis condizentes com a importância do magistério. A profissão tornou-se assim uma espécie de emprego com- plementar, no qual o profissional não tem condições de investir o tempo adequado.

Segundo dados estatísticos do final do século xx, mantido o ritmo

observado por ocasião da pesquisa, o país somente conseguiria dar o primeiro grau completo a 95% de sua juventude por volta do ano 2100; e

o segundo grau completo para noventa por cento de uma geração, no

ano 3080. Como esses percentuais eram já observados nos países desenvolvidos e nos países do bloco denominado "tigres asiáticos", os dados colocavam o Brasil em uma situação de falência em relação ao problema. O quadro agravou-se com o aumento das disparidades entre

a rede pública e a particular, essa última somente franqueada às famí- lias de poder aquisitivo muito acima da média brasileira. Em termos práticos, a consequência foi a elitização vertiginosa do ensino.

Ensino superior. A expansão, a partir de 1971, do ensino superior destinou-se a resolver dois problemas básicos: por um lado, formar recursos intelectuais suficientes para a demanda de quadros que deve- ria ser sempre crescente, a julgar pela euforia dos planos de crescimen-

to econômico; por outro lado, deter a avalanche de protestos da classe

estudantil, para a qual a exiguidade de vagas na rede pública de ensino

superior fechava qualquer possibilidade de acesso às melhores fatias do mercado de trabalho. O resultado dessa política foi a proliferação de cursos superiores isolados, depois transformados em universidades, na maioria dos casos sem os requisitos acadêmicos mínimos. O corpo docente, recrutado às pressas e sem um critério seletivo rigoroso, encontrou nessas novas unidades de ensino grande deficiência de equipamentos e recursos didáticos. Para a universidade pública, além do inchamento do quadro funcional, foram incluídos cursos de pouco conteúdo acadêmico, que por serem eminentemente técnicos, poderiam ser supridos por cursos profissionalizantes e complementados com a prática profissional.

No final do século xx, o Ministério da Educação criou a Comissão Nacional de Avaliação de Universidades, com a finalidade de acompa- nhar o panorama acadêmico e incentivar a auto-avaliação e a avaliação externa das escolas. A despeito da crise, algumas universidades brasi- leiras apresentavam níveis de excelência em muitos dos seus cursos, como a Universidade de São Paulo (usp) e a Universidade de Campinas (Unicamp), ambas públicas e estaduais, e as universidades federais de

Viçosa (ufv), do Rio de Janeiro (ufrj) e de Santa Catarina (ufsc); a Fun- dação Getúlio Vargas (fgv), a Universidade Nacional de Brasília (UnB) e algumas particulares, como a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (puc), o Instituto Metodista de Ensino Superior de São Bernardo do Campo (ims) e o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (impa), localizado no Rio de Janeiro e subordinado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (cnpq).

Saúde

Todos os problemas ligados à saúde, desde a prevenção de surtos epidêmicos e o controle de endemias, até a fabricação de medicamen- tos e a fiscalização do exercício da medicina e de outras profissões paramédicas, estão afetos em nível nacional ao Ministério da Saúde e, em nível estadual e municipal, às secretarias de Saúde. Na linha adota- da pela constituição de 1988, as ações e serviços de saúde pública passaram a obedecer a uma política de descentralização, visando o atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas. Foi assim constituído um Sistema Único de Saúde (sus), com a finalidade de controlar e fiscalizar produtos, procedimentos e substâncias de interesse para a saúde, executar vigilância sanitária, ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde, participar da política de sane- amento básico, incrementar o desenvolvimento científico e tecnológico e colaborar na proteção do meio ambiente. A Central de Medicamentos (Ceme) encarrega-se da compra de matéria-prima e fabricação de medicamentos básicos, a serem repassados à população carente atra- vés do sus. A previdência está centralizada no Ministério da Previdên- cia, que age por meio do Sistema Nacional da Previdência e Assistência Social (Sinpas), criado em 1976, e que atua através do Instituto Nacio- nal de Seguro Social (inss), responsável pela arrecadação de contribui- ções e pagamento de benefícios.

A intenção de casar a ação pública à participação comunitária, ex- pressa nos artigos constitucionais que definem o sus, esbarrou na dificuldade em obter o concurso efetivo da comunidade, devido à des-

confiança generalizada em relação ao sistema. A municipalização visava criar sistemas locais inseridos no contexto comunitário, de forma

a facilitar o acesso dos usuários ao atendimento médico e permitir que o próprio usuário participe do controle de qualidade do sistema. Mas ao cabo de apenas uma década de implantação, verificou-se que o sus não só falhara em obter tal participação, como na maioria dos casos, a transferência para a autoridade estadual e municipal da gerência das unidades médico-hospitalares resultou no sucateamento e quase aban- dono de tais unidades. Dessa forma, ao final do século xx o país apre- sentava um quadro de saúde extremamente deteriorado e com dispari- dades aberrantes: as regiões Sul e Sudeste concentravam 55% dos 6.532 hospitais existentes; 35% de toda a rede estava instalada nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná; do total da população brasileira, 76% serviam-se da precária rede de medicina pública, e desse percentual, 35% eram miseráveis, outros 21% possuíam planos supletivos de saúde e apenas 3% tinham acesso a médicos particulares.

O Brasil ocupava no início da década de 1990 o 63º lugar na lista dos países que mais investiam em saúde. Mas ao mesmo tempo em que a população crescia, diminuíam os recursos destinados à área.

Nesse quadro, a saúde pública no Brasil padecia de uma fraca medicina preventiva e de péssimas condições de higiene para a grande maioria da população, o que explica por que muitas epidemias tornaram-se endêmicas, como ocorreu com a cólera na primeira metade da década de 1990. O atendimento hospitalar público era precário, com permanen-

te falta de medicamentos e equipamentos mínimos, agravada pela baixa

remuneração dos médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde

e pela má gerência dos recursos existentes.©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Energia.

Como país de clima tropical temperado, o Brasil apresenta certas particularidades na disponibilidade e utilização de seus recursos energé- ticos. O crescimento econômico acarreta sucessivos aumentos da demanda de energia, a taxas correspondentes. A orientação geral da política energética brasileira, desde a crise mundial de petróleo ocorrida na década de 1970, é a de buscar diminuir a importação de petróleo, utilizando outras fontes disponíveis no país -- petróleo, energia hidrelé- trica, gás natural, carvão mineral e álcool carburante. Nesse sentido, ao

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final do século XX o Brasil conseguia suprir quase a metade de suas necessidades de petróleo, percentagem que tende a crescer com a confirmação das reservas provadas da bacia do litoral fluminense.

Foram feitos dez contratos com empresas nacionais e estrangeiras, mas nenhuma achou petróleo. Desde 1988, com promulgação da última

 

A

pesquisa, lavra, refino, importação e exportação de petróleo são

realizadas pela Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobrás), empresa controlada pelo estado; as atividades de energia elétrica são coordenadas pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás). Os demais segmentos energéticos e a distribuição de derivados de petróleo são abertos à iniciativa particular. A produção offshore de petróleo angariou para o Brasil uma posição de vanguarda nessa tecnologia -- a Petrobrás é uma das poucas empresas no mundo capaz de produzir em lâminas d'água de até mil metros de profundidade.

Constituição, esses contratos estão proibidos, o que significa a volta do monopólio de extração da Petrobrás.

Em 1995, foi quebrado o monopólio da Petrobrás na extração, transporte, refino e importação de petróleo e seus derivados. O estado pode contratar empresas privadas ou estatais que queriam atuar no setor.

 

Possuindo treze refinarias, onze delas pertencendo a União, o Bra-

 

sil

é auto-suficiente no setor, precisando importar pequenas quantidades

Mais de noventa por cento da produção brasileira de energia elétri- ca é de origem hidráulica. O setor hidrelétrico contribui com mais de trinta por cento no total da energia primária. O maior projeto brasileiro nessa área é a usina de Itaipu, empresa estatal binacional do Brasil e Paraguai, com capacidade total prevista de 12.600mw. A principal fonte alternativa de energia para o combustível automotivo é o álcool carbu- rante, produzido desde a criação do Programa Nacional do Álcool (Proálcool) em 1975. No final do século XX o consumo brasileiro de álcool correspondia aproximadamente ao de gasolina. Paralelamente o

que não são produzidas internamente. O petróleo sempre é refinado junto aos centros, ou seja, próximo aos grandes centros consumidores, isso ajuda a diminuir os gastos com transportes.

 

O

consumo interno vem diminuindo desde 1979, com o segundo

choque mundial. O governo passou a incentivar industrias que substitu-

íssem esse combustível por energia elétrica.

 

Em 1973, o Brasil produzia apenas 14% do petróleo que consumia,

Brasil tratou de criar usinas de energia nuclear para fins civis, sobretudo tendo em vista as reservas estimadas de urânio, da ordem de 200.000 toneladas. A energia é produzida e fornecida aos estados de São Paulo

o

que nos colocava nessa posição bastante frágil e tornava a nossa

economia muito suscetível as oscilações externas no preço do barril do

petróleo. Já em 1999, o país produzia aproximadamente 62% das necessidades nacionais de consumo.

e

Rio de Janeiro pela usina de Angra dos Reis RJ, com capacidade

nominal de 657MW. O país possui também grandes reservas de carvão mineral, mas de baixa qualidade, e produz carvão vegetal, destinado

Essa diminuição da dependência externa, relaciona-se a descoberta de uma importante bacia petrolífera em alto-mar, na plataforma conti-

sobretudo à siderurgia.

 
 

nental de Campos, litoral norte do estado do Rio de janeiro. Essa bacia

   
 

As fontes de energia podem ser convencionais ou alternativas.

é

responsável por mais de 65% da população nacional de petróleo.

Energia convencional é caracterizada pelo baixo custo, grande impac-

 

to

ambiental e tecnologia difundida. Já a energia alternativa é aquela

Ainda na plataforma continental, destaca-se nos estados de Alago- as, Sergipe e Bahia, que juntos são responsáveis por cerca de 14% da produção do petróleo bruto. No continente a área mais importante é Massoró, seguida do Recôncavo baiano.

originada como solução para diminuir o impacto ambiental. Com essas

duas fontes de energia, surgem também duas distinções: renováveis e não-renováveis. Fonte: Enciclopédia Barsa

Renovável: é a energia que é extraída de fontes naturais capaz de se regenerar, consequentemente inesgotável. Ex: energia solar, energia eólica, etc.

Mais da metade do petróleo consumido no Brasil é gasto no setor de transporte, cujo modelo de desenvolvimento é o rodoviarismo. Essa opção é a que mais consome energia no transporte de mercadorias e pessoas pelo território. Por isso há uma necessidade de o país investir nos transportes ferroviários e hidroviários para diminuir custos e o consumo de uma fonte não-renovável de energia.

Não-renovável: é a energia que se encontra na natureza em quantidades limitadas, que com sua utilização se extingue. Ex: petró- leo, carvão mineral, etc.

 

Consumo de energia

 

Energia Elétrica

A

estrutura geológica do Brasil é privilegiada em comparação com

Em 1994, estimava-se que o país possuía potencial hidrelétrico em mais de 260 mil MW e a capacidade nominal instalada de produção encontrava-se na casa dos 60 mil MW de energia elétrica. Desse total, 90% era obtido em usinas hidrelétricas e 10% em termelétricas.

outros países. O potencial hidrelétrico brasileiro é elevado, as possibili-

dades de obtenção de energia usando a biomassa como parte primária são enormes e a produção do petróleo e gás natural vem aumentando gradualmente. O que falta para atingir a auto-suficiência energética é a política energética com planejamento e execução bem intencionados. No setor petrolífero o Brasil já é auto-suficiente.

Petróleo

 

O

Rio Grande do Sul e Santa Catarina, possuem usinas termelétri-

cas devido a disponibilidade de carvão mineral, tornando básicos os gastos com transportes. Há usinas termelétricas também, em São Paulo, por apresentar duas vantagens: o custo de instalação de uma usina termelétrica é bem menor do que de uma hidrelétrica, e a localiza- ção de uma usina hidrelétrica é determinada pela topografia do terreno, enquanto uma termelétrica pode ser instalada em locais mais conveni- entes.

Em 1938, foi perfurado o primeiro poço de petróleo em território na- cional. Foi no município de Lobato, na bacia do Recôncavo Baiano, que

a

cidade de Salvador. Com a criação do CNP (Conselho de Petróleo) o

governo passou a planejar, organizar e finalizar o setor petrolífero.

   

Em 1953, Getulio Vargas criou a Petrobrás e instituiu o monopólio estatal na extração, transporte e refino de petróleo no Brasil; monopólio exercido em 1995. Com a crise do petróleo, em 1973, houve a necessi- dade de se aumentar a produção interna para diminuir o petróleo impor- tado, mas a Petrobrás não tinha capacidade de investimento.

Atualmente, no estado de São Paulo, muitas usinas de açúcar e ál- cool estão usando a queima de bagaço da cana-de-açúcar como fonte primaria para a produção de energia e tornaram-se auto-suficientes.

 

O

maior potencial hidrelétrico instalado no Brasil encontra-se na ba-

cia do rio Paraná. Essa bacia drena a região onde se iniciou efetivamen-

 

te

o processo de industrialização brasileiro e que por isso conseguiu

governo brasileiro, diante dessa realidade, autorizou a extração

por parte de grupos privados, através da lei dos contratos de risco. Se

O

receber mais recursos investidos em infra-estrutura. Mas, o maior po- tencial disponível do país está nos afluente do rio Amazonas, na região norte, onde a básico adensamento de ocupação humana e econômica não atraiu investimentos.

uma empresa encontrasse petróleo, os investimentos feitos seriam reembolsados e ela se tornaria sócia da Petrobrás naquela área. Caso a procura resultasse em nada, a empresa arcaria sozinha com os prejuí- zos da prospecção, por isso o nome contratado de risco.

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Durante a década de 70 e inicio da década de 80, foi dão grande impulso ao setor. A partir dos dois choques do petróleo de 1973 e 1979, a produção de energia elétrica passou a receber grandes investimentos, por se tratar de fonte alternativa ao petróleo. Apolítica governamental estabeleceu como prioridade a construção de grandes usinas.

Quando analisamos seus aspectos técnicos essas obras são pole- micas e questionáveis. Usinas com grande potencial exigem a constru- ção de uma enorme represa, que causa sérios danos ambientais, além de exigir a instalação de uma extensa, sofisticada e caríssima rede de transmissão de energia, que chega a estender-se por um raio de mais de 2 mil quilômetros.

A construção de pequenas e medias usinas ao longo da área aten-

dida pelos grandes projetos de extensão mineral e siderúrgicas causaria

um impacto ambiental menor e diminuiriam as perdas na transmissão da energia.

O Álcool

O álcool é uma fonte renovável de energia e sua queima em moto-

res a explosão é menos poluentes, se comparada com a queima dos derivados do petróleo.

Em 1975, o Brasil criou o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), com a intenção de substituir o petróleo por outras fontes de energia. Tratou-se de um programa bem custoso aos cofres públicos, que só se estruturou e continua existindo a custa de enormes subsídios. A partir de 1989, quando o governo diminuiu os subsídios para a produção e consumo do álcool, o setor entrou em crise e o país passou a importar o combustível da Europa.

No interesse de enfrentar a crise do petróleo, foram dados emprés- timos a juros subsidiados aos maiores produtoras de cana-de-açúcar, para que construíssem usinas de grande porte para a produção de álcool.

Em função do Proálcool, as alterações ocorridas no campo para que alguns cidadões circulassem com carros a álcool foram desastro- sas. Por não estabelecer preço mínimo para a tonelada cana-de-açúcar até 1989, o governo praticamente abandonou os pequenos e médios produtores as mãos da ganância dos grandes usineiros. O governo não compra cana apenas álcool produzido nas usinas. Os donos das usinas costumavam pagar um preço muito baixo pela cana-de-açúcar, levando milhares de pequenos e médios proprietários a falência, obrigando-os a vender suas terras.

Essa dinâmica provocou o aumento do mínimo de trabalhadores di- aristas, incentivo maior a monocultura e êxodo rural.

O programa foi implantado, em escala nacional, em uma época em

que sua produção e consumo apresentam custos maiores que os verifi- cados pela gasolina, por isso a necessidade de subsídios. Atualmente, após o desenvolvimento tecnológico obtido no setor, o álcool tornou-se economicamente viável, pelo menos se for consumida próxima a região produtora. Mas, seu consumo está espalhado por todo o Brasil, e seu transporte é feito em caminhões movidos a dissel, analisar a sua totali- dade, causa enormes prejuízos aos cofres públicos.

Tecnologia

Tecnologia (do grego τεχνη "ofício" e λογια "estudo") é um termo que envolve o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimen- to. Dependendo do contexto, a tecnologia pode ser:

As ferramentas e as máquinas que ajudam a resolver pro-

blemas;

As técnicas, conhecimentos, métodos, materiais, ferramen- tas, e processos usados para resolver problemas ou ao menos facilitar a solução dos mesmos;

Um método ou processo de construção e trabalho (tal como a tecnologia de manufatura, a tecnologia de infra-estrutura ou a tecnologia espacial);

A aplicação de recursos para a resolução de problemas;

O termo tecnologia também pode ser usado para descrever o nível de conhecimento científico, matemático e técnico de uma determi- nada cultura;

Na economia, a tecnologia é o estado atual de nosso conhe- cimento de como combinar recursos para produzir produtos desejados (e nosso conhecimento do que pode ser produzido).

A tecnologia é, de uma forma geral, o encontro entre ciência e en-

genharia. Sendo um termo que inclui desde as ferramentas e processos simples, tais como uma colher de madeira e a fermentação da uva respectivamente, até as ferramentas e processos mais complexos já criados pelo ser humano, tal como a Estação Espacial Internacional e a dessalinização da água do mar respectivamente. Frequentemente, a tecnologia entra em conflito com algumas preocupações naturais de nossa sociedade, como o desemprego, a poluição e outras muitas questões ecológicas, filosóficas e sociológicas.

Tecnologia e economia

Existe um equilíbrio muito tênue entre as vantagens e as desvanta- gens que o avanço da tecnologia traz para a sociedade. A principal vantagem é refletida na produção industrial: a tecnologia torna a produ- ção mais rápida e maior e, sendo assim, o resultado final é um produto mais barato e com maior qualidade. As desvantagens que a tecnologia traz são de tal forma preocupantes que quase superam as vantagens, uma delas é a poluição que, se não for controlada a tempo, evolui para um quadro irreversível. Outra desvantagem é quanto ao desemprego gerado pelo uso intensivo das máquinas na indústria, na agricultura e no comércio. A este tipo de desemprego, no qual o trabalho do homem é substituído pelo trabalho das máquinas, denominamos desemprego estrutural. Um dos países que mais sofrem com este problema é o Japão, sendo que um dos principais motivos para o crescimento da economia deste país ter freado a partir da década de 90 foi, justamente, o desemprego estrutural.

Ciência e tecnologia

A ciência e a tecnologia sempre estiveram muito próximas uma da

outra. Geralmente, a ciência é o estudo da natureza rigorosamente de acordo com o método científico. A tecnologia, por sua vez, é a aplicação de tal conhecimento científico para conseguir um resultado prático. Como exemplo, a ciência pôde estudar o fluxo dos elétrons em uma corrente elétrica. Este conhecimento foi e continua sendo usado para a fabricação de produtos eletrônicos, tais como semicondutores, compu- tadores e outros produtos de alta tecnologia. Esta relação próxima entre ciência e tecnologia contribui decisivamente para a crescente especiali-

zação dos ramos científicos. Por exemplo, a física se dividiu em diver- sos outros ramos menores como a acústica e a mecânica, e estes ramos por sua vez sofreram sucessivas divisões. O resultado é o surgi- mento de ramos científicos bem específicos e especialmente destinados ao aperfeiçoamento da tecnologia, de acordo com este quesito podemos citar a aerodinâmica, a geotecnia, a hidrodinâmica, a petrologia e a terramecânica.

Engenharia molecular

A engenharia molecular são todos os meios de manufaturar molé- culas . Pode ser usada para criar em uma escala extremamente peque- na as moléculas que não podem existir na natureza.

A engenharia molecular é uma parte importante da ciência farma-

cêutica da pesquisa e de materiais . O emergente de microscópios da

exploração , mais a descoberta de aplicações novas do nanotubo do carbono para motivar a produção maciça destas moléculas feitas sob encomenda.

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A

engenharia molecular é chamada às vezes genérica " nanotecno-

plutônio nestas centrais propiciou o surgimento de grandes quantidades de resíduos radioativos de longa vida que devem ser enterrados conve- nientemente, sob fortes medidas de segurança, para evitar a contami- nação radioativa do meio ambiente. Atualmente os movimentos ecológi- cos têm pressionado as entidades governamentais para a erradicação das usinas termonucleares, por entenderem que são uma fonte perigosa de contaminação do meio ambiente.

logia ", já que é a escala do nanometro em que seus processos básicos

devem se operar.

Os desenvolvimentos futuros na engenharia molecular prendem na promessa de grandes benefícios, sem riscos .

Nanotecnologia

A

nanotecnologia está associada a diversas áreas (como a medi-

As

novas gerações de centrais nucleares utilizam o tório como fonte

cina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia dos materiais) de pesquisa e produção na escala nano (escala atômica). O princípio básico da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos (os tijolos básicos da natureza). É uma área promissora, mas que dá apenas seus primei- ros passos, mostrando, contudo, resultados surpreendentes (na produ- ção de semicondutores, Nanocompósitos, Biomateriais, Chips, entre outros). Um dos instrumentos utilizados para exploração de materiais nessa escala é o microscópio eletrônico de varredura, o MEV.

de combustível adicional para a produção de energia ou decompõem os resíduos nucleares em um novo ciclo denominado fissão assistida. Os defensores da utilização da energia nuclear como fonte energética consideram que estes processos são, atualmente, as únicas alternativas viáveis para suprir a crescente demanda mundial por energia ante a futura escassez dos combustíveis fósseis. Consideram a utilização da energia nuclear como a mais limpa das existentes atualmente.

Bioetanol

O

objetivo principal é chegar em um controle preciso e individual

Bioetanol é o gênero que compreende todos os processos de ob- tenção de etanol cuja matéria-prima empregada seja a biomassa, como por exemplo a cana-de-açúcar, o milho e a celulose. É um tipo de bio- combustível. No Brasil ele é produzido em grande escala utilizando como matéria prima a cana-de-açucar . Há também a produção em outros países como os EUA e a França que utilizam o milho e a beterra- ba respectivamente . Entretanto o processo brasileiro é o mais avança- do pois para cada unidade de energia utilizada no processo é gerado cerca de 8 unidades de energia na forma de etanol enquanto no proces- so americano essa relação é de cerca de 1 para 1,3 atualmente . O processo francês alcança a marca de 1 para 1,5 . Alem disso no proces- so brasileiro começa a tornar-se cada vez mais comum a utilização do bagaço da cana , sobra do processo , para a geração de eletricidade.

Biotecnologia

Biotecnologia é tecnologia baseada na biologia, especialmente quando usada na agricultura, ciência dos alimentos e medicina. A Con- venção sobre Diversidade Biológica da ONU possui uma das muitas definições de biotecnologia:

"Biotecnologia significa qualquer aplicação tecnológica que use sistemas biológicos, organismos vivos ou derivados destes, para fazer ou modificar produtos ou processos para usos específicos."

A

definição ampla de biotecnologia é o uso de organismos vivos ou

 

parte deles, para a produção de bens e serviços. Nesta definição se enquadram um conjunto de atividades que o homem vem desenvolven- do há milhares de anos, como a produção de alimentos fermentados (pão, vinho, iogurte,cerveja, etc.). Por outro lado a biotecnologia moder- na se considera aquela que faz uso da informação genética, incorporan- do técnicas de DNA recombinante.

A biotecnologia combina disciplinas tais como genética, biologia molecular, bioquímica, embriologia e biologia celular, as quais, por sua vez, estão vinculadas a disciplinas práticas tais como engenharia quími- ca, tecnologia da informação e robótica.

Fonte: Wikipedia

Relações internacionais do Brasil

A política externa do Brasil é fundamentada no artigo 4º da Cons- tituição Federal de 1988, que determina, nas relações do Brasil com outros países e organismos multilaterais, os princípios da não- intervenção, da autodeterminação dos povos, da cooperação internacio- nal e tentativa de solução pacífica de conflitos. Ainda segundo a Consti- tuição Federal de 1988, a política externa é de competência exclusiva do Poder Executivo federal, cabendo ao Legislativo federal as tarefas de ratificação de tratados internacionais e aprovação dos embaixadores designados pelo Presidente da República.

Energia nuclear

Energia nuclear consiste no uso controlado das reações nucleares para a obtenção de energia para realizar movimento, calor e geração de eletricidade.

Características gerais

O

Ministério das Relações Exteriores (MRE), também conhecido

Alguns isótopos de certos elementos apresentam a capacidade de, através de reações nucleares, emitirem energia durante o processo. Baseia-se no princípio (demonstrado por Albert Einstein) que nas rea- ções nucleares ocorre uma transformação de massa em energia. A reação nuclear é a modificação da composição do núcleo atômico de um elemento, podendo transformar-se em outro ou em outros elemen- tos. Esse processo ocorre espontaneamente em alguns elementos; em

como Itamaraty, é o órgão do Poder Executivo responsável pelo asses- soramento do Presidente da República na formulação, desempenho e acompanhamento das relações do Brasil com outros países e organis- mos internacionais. A atuação do Itamaraty cobre as vertentes política,

comercial, econômica, financeira, cultural e consular das relações externas, áreas nas quais exerce as tarefas clássicas da diplomacia:

representar, informar e negociar.

 

As

prioridades da política externa são estabelecidas pelo Presidente

outros deve-se provocar a reação mediante técnicas de bombardeamen- to de nêutrons ou outras.

Existem duas formas de aproveitar a energia nuclear para convertê- la em calor: A fissão nuclear, onde o núcleo atômico se subdivide em duas ou mais partículas, e a fusão nuclear, na qual ao menos dois núcleos atômicos se unem para produzir um novo núcleo.

da República. Anualmente, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, geralmente no mês de setembro, o Presidente da República, ou o Ministro das Relações Exteriores, faz um discurso onde são apresentados, ou reiterados, os temas de maior relevância para o governo brasileiro. Ao longo das últimas duas décadas, o Brasil tem dado ênfase à: integração regional (onde se destacam dois proces- sos basilares: o do Mercosul e o da ex-Comunidade Sul-Americana de Nações, a atual Unasul); às negociações de comércio exterior em plano multilateral (Rodada de Doha, Organização Mundial de Comércio, solução de contenciosos em áreas específicas, como algodão, açucar, gasolina, exportação de aviões); e à expansão da presença brasileira na África, Ásia, Caribe e Leste Europeu, por meio da abertura de novas representações diplomáticas (nos últimos seis anos foram instaladas Embaixadas em 18 países); reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, cujo formato e composição o governo brasileiro consi- dera anacrônicos e injustos (o Brasil deseja ser incluido, juntamente

A

fissão nuclear do urânio é a principal aplicação civil da energia

nuclear. É usada em centenas de centrais nucleares em todo o mundo, principalmente em países como a França, Japão, Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Suécia, Espanha, China, Rússia, Coréia do Norte, Paquistão e Índia, entre outros. A principal vantagem da energia nuclear obtida por fissão é a não utilização de combustíveis fósseis, não lançan- do na atmosfera gases tóxicos, e não sendo responsável pelo aumento do efeito estufa.

Os fatos históricos demonstram que as centrais nucleares foram projetadas para uso duplo: civil e militar. A primazia na produção de

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com a Índia, Japão e Alemanha, no grupo de países com assento per-

manente no Conselho e com direito a veto em qualquer votação, atual-

Na América do Sul, o Brasil tem buscado adequar sua atuação às dimensões econômica, demográfica e territorial que ocupa no subconti- nente (o Brasil responde por metade da produção econômica, da popu-

lação e do território da América do Sul). O exercício de uma liderança,

que os números indicam ser natural, é constrangida, porém, pela pouca

consistência de um projeto brasileiro de organização continental, defici-

ência que resulta em engajamento apenas retórico das lideranças políticas, acadêmicas e econômicas nacionais, e em concreta escassez de recursos financeiros para gastos externos com projetos de integração

física (hidrovias, estradas, aeroportos), energética (gasodutos, refinari- as), financeira (consolidação de entidades que poderiam ser instrumen-

tais para a arrecadação de rescursos, como a Corporação Andina de

Fomento, o Fonplata, e um eventual Banco da América do Sul proposto

Parlatino

G4

BRIC

tina e Caribe e da União Européia - América Latina e Caribe + União

Europeia

Ecologia

Durante muito tempo desconhecida do grande público e relegada a segundo plano por muitos cientistas, a ecologia surgiu no século XX como um dos mais populares aspectos da biologia. Isto porque tornou- se evidente que a maioria dos problemas que o homem vem enfrentan- do, como crescimento populacional, poluição ambiental, fome e todos os problemas sociológicos e políticos atuais, são em grande parte ecológi- cos.

A palavra ecologia (do grego oikos, "casa") foi cunhada no século

XIX pelo zoólogo alemão Ernst Haeckel, para designar a "relação dos

animais com seu meio ambiente orgânico e inorgânico". A expressão meio ambiente inclui tanto outros organismos quanto o meio físico circundante. Envolve relações entre indivíduos de uma mesma popula-

ção e entre indivíduos de diferentes populações. Essas interações entre

os indivíduos, as populações e os organismos e seu ambiente formam sistemas ecológicos, ou ecossistemas. A ecologia também já foi definida

como "o estudo das inter-relações dos organismos e seu ambiente, e vice-versa", como "a economia da natureza", e como "a biologia dos ecossistemas".

Histórico. A ecologia não tem um início muito bem delineado. En- contra seus primeiros antecedentes na história natural dos gregos, particularmente em um discípulo de Aristóteles, Teofrasto, que foi o primeiro a descrever as relações dos organismos entre si e com o meio. As bases posteriores para a ecologia moderna foram lançadas nos primeiros trabalhos dos fisiologistas sobre plantas e animais.

O aumento do interesse pela dinâmica das populações recebeu im-

pulso especial no início do século XIX e depois que Thomas Malthus chamou atenção para o conflito entre as populações em expansão e a capacidade da Terra de fornecer alimento. Raymond Pearl (1920), A. J. Lotka (1925), e Vito Volterra (1926) desenvolveram as bases matemáti- cas para o estudo das populações, o que levou a experiências sobre a interação de predadores e presas, as relações competitivas entre espé-

cies e o controle populacional. O estudo da influência do comportamento sobre as populações foi incentivado pelo reconhecimento, em 1920, da territorialidade dos pássaros. Os conceitos de comportamento instintivo

e agressivo foram lançados por Konrad Lorenz e Nikolaas Tinbergen, enquanto V. C. Wynne-Edwards estudava o papel do comportamento social no controle das populações.

No início e em meados do século XX, dois grupos de botânicos, um na Europa e outro nos Estados Unidos, estudaram comunidades vege- tais de dois diferentes pontos de vista. Os botânicos europeus se preo- cuparam em estudar a composição, a estrutura e a distribuição das comunidades vegetais, enquanto os americanos estudaram o desen- volvimento dessas comunidades, ou sua sucessão. As ecologias animal

e vegetal se desenvolveram separadamente até que os biólogos ameri-

canos deram ênfase à inter-relação de comunidades vegetais e animais como um todo biótico.

Alguns ecologistas se detiveram na dinâmica das comunidades e populações, enquanto outros se preocuparam com as reservas de energia. Em 1920, o biólogo alemão August Thienemann introduziu o conceito de níveis tróficos, ou de alimentação, pelos quais a energia dos alimentos é transferida, por uma série de organismos, das plantas verdes (produtoras) aos vários níveis de animais (consumidores). Em 1927, C. S. Elton, ecologista inglês especializado em animais, avançou nessa abordagem com o conceito de nichos ecológicos e pirâmides de números. Dois biólogos americanos, E. Birge e C. Juday, na década de 1930, ao medir a reserva energética de lagos, desenvolveram a ideia da produção primária, isto é, a proporção na qual a energia é gerada, ou fixada, pela fotossíntese.

A ecologia moderna atingiu a maioridade em 1942 com o desenvol-

vimento, pelo americano R. L. Lindeman, do conceito trófico-dinâmico

de ecologia, que detalha o fluxo da energia através do ecossistema. Esses estudos quantitativos foram aprofundados pelos americanos Eugene e Howard Odum. Um trabalho semelhante sobre o ciclo dos nutrientes foi realizado pelo australiano J. D. Ovington.

O estudo do fluxo de energia e do ciclo de nutrientes foi estimulado

pelo desenvolvimento de novas técnicas -- radioisótopos, microcalorime- tria, computação e matemática aplicada -- que permitiram aos ecologis- tas rotular, rastrear e medir o movimento de nutrientes e energias espe- cíficas através dos ecossistemas. Esses métodos modernos deram início a um novo estágio no desenvolvimento dessa ciência -- a ecologia dos sistemas, que estuda a estrutura e o funcionamento dos ecossiste- mas.

Conceito unificador. Até o fim do século XX, faltava à ecologia uma base conceitual. A ecologia moderna, porém, passou a se concentrar no conceito de ecossistema, uma unidade funcional composta de organis- mos integrados, e em todos os aspectos do meio ambiente em qualquer área específica. Envolve tanto os componentes sem vida (abióticos) quanto os vivos (bióticos) através dos quais ocorrem o ciclo dos nutrien- tes e os fluxos de energia. Para realizá-los, os ecossistemas precisam conter algumas inter-relações estruturadas entre solo, água e nutrientes, de um lado, e entre produtores, consumidores e decomponentes, de outro.

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Os ecossistemas funcionam graças à manutenção do fluxo de e- nergia e do ciclo de materiais, desdobrado numa série de processos e relações energéticas, chamada cadeia alimentar, que agrupa os mem- bros de uma comunidade natural. Existem cadeias alimentares em todos os habitats, por menores que sejam esses conjuntos específicos de condições físicas que cercam um grupo de espécies. As cadeias alimen- tares costumam ser complexas, e várias cadeias se entrecruzam de diversas maneiras, formando uma teia alimentar que reproduz o equilí- brio natural entre plantas, herbívoros e carnívoros.

pela sinecologia são aqueles ligados ao ciclo de nutrientes, reservas energéticas, e desenvolvimento dos ecossistemas. A sinecologia tem ligações estreitas com a pedologia, a geologia, a meteorologia e a antropologia cultural.

A

sinecologia pode ser subdividida de acordo com os tipos de am-

biente, como terrestre ou aquático. A ecologia terrestre, que contém subdivisões para o estudo de florestas e desertos, por exemplo, abrange aspectos dos ecossistemas terrestres como microclimas, química dos solos, fauna dos solos, ciclos hidrológicos, ecogenética e produtividade.

Os ecossistemas tendem à maturidade, ou estabilidade, e ao atingi- la passam de um estado menos complexo para um mais complexo. Essa mudança direcional é chamada sucessão. Sempre que um ecos- sistema é utilizado, e que a exploração se mantém, sua maturidade é adiada.

Os ecossistemas terrestres são mais influenciados por organismos e sujeitos a flutuações ambientais muito mais amplas do que os ecossis- temas aquáticos. Esses últimos são mais afetados pelas condições da água e possuem resistência a variáveis ambientais como temperatura. Por ser o ambiente físico tão importante no controle dos ecossistemas aquáticos, dá-se muita atenção às características físicas do ecossistema como as correntes e a composição química da água. Por convenção, a ecologia aquática, denominada limnologia, limita-se à ecologia de cur- sos d'água, que estuda a vida em águas correntes, e à ecologia dos lagos, que se detém sobre a vida em águas relativamente estáveis. A vida em mar aberto e estuários é objeto da ecologia marinha.

Outras abordagens ecológicas se concentram em áreas especiali- zadas. O estudo da distribuição geográfica das plantas e animais deno- mina-se geografia ecológica animal e vegetal. Crescimento populacio- nal, mortalidade, natalidade, competição e relação predador-presa são abordados na ecologia populacional. O estudo da genética e a ecologia das raças locais e espécies distintas é a ecologia genética. As reações comportamentais dos animais a seu ambiente, e as interações sociais que afetam a dinâmica das populações são estudadas pela ecologia comportamental. As investigações de interações entre o meio ambiente físico e o organismo se incluem na ecoclimatologia e na ecologia fisioló- gica.

principal unidade funcional de um ecossistema é sua população.

Ela ocupa um certo nicho funcional, relacionado a seu papel no fluxo de energia e ciclo de nutrientes. Tanto o meio ambiente quanto a quantida- de de energia fixada em qualquer ecossistema são limitados. Quando uma população atinge os limites impostos pelo ecossistema, seus números precisam estabilizar-se e, caso isso não ocorra, devem decli- nar em consequência de doença, fome, competição, baixa reprodução e outras reações comportamentais e psicológicas. Mudanças e flutuações no meio ambiente representam uma pressão seletiva sobre a popula- ção, que deve se ajustar. O ecossistema tem aspectos históricos: o presente está relacionado com o passado, e o futuro com o presente. Assim, o ecossistema é o conceito que unifica a ecologia vegetal e animal, a dinâmica, o comportamento e a evolução das populações.

Áreas de estudo. A ecologia é uma ciência multidisciplinar, que en- volve biologia vegetal e animal, taxonomia, fisiologia, genética, compor- tamento, meteorologia, pedologia, geologia, sociologia, antropologia, física, química, matemática e eletrônica. Quase sempre se torna difícil delinear a fronteira entre a ecologia e qualquer dessas ciências, pois todas têm influência sobre ela. A mesma situação existe dentro da própria ecologia. Na compreensão das interações entre o organismo e o meio ambiente ou entre organismos, é quase sempre difícil separar comportamento de dinâmica populacional, comportamento de fisiologia, adaptação de evolução e genética, e ecologia animal de ecologia vege- tal.

A

A

parte da ecologia que analisa e estuda a estrutura e a função dos

ecossistemas pelo uso da matemática aplicada, modelos matemáticos e análise de sistemas é a ecologia dos sistemas. A análise de dados e resultados, feita pela ecologia dos sistemas, incentivou o rápido desen- volvimento da ecologia aplicada, que se ocupa da aplicação de princí- pios ecológicos ao manejo dos recursos naturais, produção agrícola, e

 

problemas de poluição ambiental.

A

ecologia se desenvolveu ao longo de duas vertentes: o estudo

das plantas e o estudo dos animais. A ecologia vegetal aborda as rela- ções das plantas entre si e com seu meio ambiente. A abordagem é altamente descritiva da composição vegetal e florística de uma área e normalmente ignora a influência dos animais sobre as plantas. A ecolo- gia animal envolve o estudo da dinâmica, distribuição e comportamento das populações, e das inter-relações de animais com seu meio ambien- te. Como os animais dependem das plantas para sua alimentação e abrigo, a ecologia animal não pode ser totalmente compreendida sem um conhecimento considerável de ecologia vegetal. Isso é verdade especialmente nas áreas aplicadas da ecologia, como manejo da vida

selvagem.

Movimento ecológico. A intervenção do homem no meio ambiente ao longo da história, principalmente após a revolução industrial, foi sempre no sentido de agredir e destruir o equilíbrio ecológico, não raro com consequências desastrosas. A ação das queimadas, por exemplo, provoca o desequilíbrio da fauna e da flora e modifica o clima. Várias espécies de animais foram extintas ou se encontram em risco de extin- ção em decorrência das atividades do homem.

Já no século XIX se podia detectar a existência de graves proble- mas ambientais, como mostram os relatos sobre poluição e insalubrida- de nas fábricas e bairros operários. Encontram-se raciocínios claros da vertente que mais tarde se definiria como ecologia social na obra de economistas como Thomas Malthus, Karl Marx e John Stuart Mill, e de geógrafos como Friedrich Ratzel e George P. Marsh. Mesmo entre os socialistas, porém, predominava a crença nas possibilidades do indus- trialismo e a ausência de preocupação com os limites naturais. Também contribuiu o fato de a economia industrial não ter ainda revelado as

A

ecologia vegetal e a animal podem ser vistas como o estudo das

inter-relações de um organismo individual com seu ambiente (auto- ecologia), ou como o estudo de comunidades de organismos (sinecolo- gia).

A

auto-ecologia, ou estudo clássico da ecologia, é experimental e

 

indutiva. Por estar normalmente interessada no relacionamento de um organismo com uma ou mais variáveis, é facilmente quantificável e útil nas pesquisas de campo e de laboratório. Algumas de suas técnicas são tomadas de empréstimo da química, da física e da fisiologia. A auto-

ecologia contribuiu com pelo menos dois importantes conceitos: a constância da interação entre um organismo e seu ambiente, e a adap- tabilidade genética de populações às condições ambientais do local onde vivem.

contradições ecológicas inerentes a seu funcionamento, evidenciadas no século XX.

De fato, a maioria das teorias econômicas recentes traduz essa ati- tude e raciocina como se a economia estivesse acima da natureza. A economia, no entanto, pode até mesmo ser considerada apenas um capítulo da ecologia, uma vez que se refere somente à ação material e à demanda de uma espécie, o homem, enquanto a ecologia examina a ação de todas as espécies, seus relacionamentos e interdependências.

A

A

radicalização do impacto destrutivo do homem sobre a natureza,

sinecologia é filosófica e dedutiva. Largamente descritiva, não é

facilmente quantificável e contém uma terminologia muito vasta. Apenas recentemente, com o advento da era eletrônica e atômica, a sinecologia desenvolveu os instrumentos para estudar sistemas complexos e dar início a sua fase experimental. Os conceitos importantes desenvolvidos

provocada pelo desenvolvimento do industrialismo, inspirou, especial- mente ao longo do século XX, uma série de iniciativas. A mais antiga delas é o conservacionismo, que é a luta pela conservação do ambiente natural ou de partes e aspectos dele, contra as pressões destrutivas das sociedades humanas. Denúncias feitas em congressos internacionais

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geraram uma campanha em favor da criação de reservas de vida selva- gem, que ajudaram a garantir a sobrevivência de muitas espécies ameaçadas.

Existem basicamente três tipos de recursos naturais: os renováveis, como os animais e vegetais; os não-renováveis, como os minerais e fósseis; e os recursos livres, como o ar, a água, a luz solar e outros elementos que existem em grande abundância. O movimento ecológico reconhece os recursos naturais como a base da sobrevivência das espécies e defende garantias de reprodução dos recursos renováveis e de preservação das reservas de recursos não-renováveis.

No Brasil, o movimento conservacionista está razoavelmente esta- belecido. Em 1934, foi realizada no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, a I Conferência Brasileira de Proteção à Natureza. Três anos mais tarde criou-se o primeiro parque nacional brasileiro, na região de Itatiaia RJ.

Além dos grupos conservacionistas, surgiu no movimento ecológico um novo tipo de grupo, o dos chamados ecologistas. A linha divisória entre eles nem sempre está bem demarcada, pois muitas vezes os dois tipos de grupos se confundem em alguma luta específica comum. Os ecologistas, porém, apesar de mais recentes, têm peso político cada vez maior. Vertente do movimento ecológico que propõe mudanças globais nas estruturas sociais, econômicas e culturais, esse grupo nasceu da percepção de que a atual crise ecológica é consequência direta de um modelo de civilização insustentável. Embora seja também conservacio- nista, o ecologismo caracteriza-se por defender não só a sobrevivência da espécie humana, como também a construção de formas sociais e culturais que garantam essa sobrevivência.

Um marco nessa tendência foi a realização, em Estocolmo, da Con- ferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, em 1972, que oficializou o surgimento da preocupação ecológica internacional. Segui- ram-se relatórios sobre esgotamento das reservas minerais, aumento da população etc., que tiveram grande impacto na opinião pública, nos meios acadêmicos e nas agências governamentais.

Em 1992, 178 países participaram da Conferência das Nações Uni- das para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro. Embora com resultados muito aquém das expectativas dos ecologistas, foi mais um passo para a ampliação da consciência ecoló- gica mundial. Aprovou documentos importantes para a conservação da natureza, como a Convenção da Biodiversidade e a do Clima, a Decla- ração de Princípios das Florestas e a Agenda 21.

A Agenda 21 é talvez o mais polêmico desses documentos. Tenta unir ecologia e progresso num ambicioso modelo de desenvolvimento sustentável, ou seja, compatível com a capacidade de sustentação do crescimento econômico, sem exaustão dos recursos naturais. Prega a união de todos os países com vistas à melhoria global da qualidade de vida. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Extinção das espécies

Quando falamos em extinção de espécies, sempre nos lembramos dos animais. Mas um estudo recente feito por dois botânicos america- nos levanta a alarmante hipótese de que metade das plantas do planeta podem estar ameaçadas de extinção.

Com base em pesquisa, dois botânicos americanos fizeram uma descoberta que, apesar de ser trágica, certamente é curiosa. Até hoje, por incrível que pareça, divulgavam-se as espécies de plantas em extinção, mas sem que fossem consideradas as florestas tropicais. Ignorava-se o fato de que qualquer aluno de 5.ª série aprende, nas aulas de ecologia, que as florestas tropicais, ao mesmo tempo em que cobrem apenas 2% da superfície da Terra, são habitat de cerca de metade das espécies vegetais e animais do planeta.

A pesquisa realizada pelos botânicos Nigel Pitman, da Universi- dade de Duke, na Carolina do Norte e Peter Jorgensen, do Missouri Botanical Garden, de Saint Louis, e publicada na revista norte- americana Science revela que quase metade das espécies de plan- tas podem estar em processo de extinção. Essa previsão pode triplicar as estimativas anteriores. Até sua divulgação, acreditava-se que o número de plantas ameaçadas, de acordo com a Liga Internacional para

a Conservação da Natureza (IUCN), era de apenas uma em cada oito espécies.

Para os pesquisadores, o número de plantas inscritas na lista ver- melha da IUCN não condiz com a totalidade das plantas em extinção porque não contém informações sobre as florestas tropicais. Quando estas são consideradas na estimativa, a porcentagem de espécies sob ameaça de extinção passa de 13% para valores entre 22% e 47%.

Pitman afirma que o custo para se manter um banco de dados glo-

bal de plantas ameaçadas custaria em torno de 100 dólares por ano e por espécie. O orçamento anual estaria próximo dos 12 milhões de dólares para todos os pontos que apresentam problemas. Ou seja, não

é um valor absurdo.

Ameaça

Trabalhando em países tropicais, Pitman e Jorgensen descobriram que o número de espécies únicas a cada país (que somente existem naquela região) é um indicador aproximado do número de plantas ameaçadas nesse mesmo país.

No Equador, por exemplo, existem 4 mil espécies únicas. Cerca de 3,5 mil estão sob ameaça de extinção porque estão limitadas a peque- nas áreas nas quais um desastre natural, como fogo ou deslizamento de terra, pode as eliminar.

Para encontrar uma proporção global de plantas ameaçadas, Pit- man e Jorgensen calcularam o número total de espécies únicas a de- terminado país. Segundo eles, o número exato é difícil de ser obtido porque as estimativas oscilam entre 310 mil e 422 mil. “No pior dos cenários, metade de todas as plantas do planeta estão em risco de extinção”, afirma Jorgensen.

Características das florestas tropicais

- Cobrem 2% da superfície do planeta (ou 6% da superfície de ter-

ras aparentes), mas são habitat para cerca de metade de suas espécies vegetais e animais.Originalmente, cobriam pelo menos o dobro da área atual.

- Constituem os ecossistemas mais antigos da Terra.

- São destruídas em um ritmo assustador. De acordo com a Aca-

demia Nacional de Ciências Americana, cerca de 200 mil quilômetros quadrados de floresta são abatidos por ano, o equivalente a uma área aproximadamente igual aos territórios da Inglaterra, País de Gales e Escócia juntos.

- Cerca de 25% dos medicamentos utilizados atualmente foram de-

senvolvidos com base em componentes químicos retirados de plantas. Apenas 1% das espécies vegetais encontradas em florestas tropicais foi investigado em termos de composição química.

- As florestas tropicais desempenham papel fundamental na ma- nutenção da atmosfera e dos climas terrestres.

por Patrícia Martinelli

As florestas tropicais estão distribuídas nos trópicos, sendo que quatro países (Brasil, Indonésia, Zaire e Peru) contêm mais da metade dessa formação vegetal.

Nos últimos 150 anos, o homem modificou cerca de 47% da super- fície terrestre, comprometendo a biodiversidade no planeta, principal- mente nas florestas tropicais, onde as populações animais e vegetais estão bem-representadas, dada a grande variedade de alimento e habitat disponíveis para a adaptação de várias espécies.

A extinção de espécies vegetais pode comprometer a vida no plane- ta porque provoca desde o desaparecimento dos próprios vegetais

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como também de espécies que dependem deles, como epífitas, insetos, pássaros e pequenos roedores.

Também a estrutura do solo pode ficar comprometida, já que, em muitas florestas, a camada fértil do solo está relacionada com o aprovei- tamento dos nutrientes produzidos pela decomposição de folhas, tron- cos, animais mortos, etc.

Com o solo danificado e a diminuição da biodiversidade, muitas es- pécies podem desaparecer, comprometendo também o campo medici- nal. Na Floresta Amazônica, por exemplo, existem cerca de 1,3 mil tipos de vegetais com reconhecido valor terapêutico. De lá são retirados diferentes princípios ativos para a fabricação de medicamentos. Além disso, podem desaparecer espécies vegetais que ainda não foram analisadas quimicamente com vistas à extração de componentes.

Para diminuir o impacto da extinção de espécies vegetais, existem locais como jardins botânicos e estações ambientais, onde podem ser mantidos exemplares de diferentes plantas. Outra forma de se controlar

a perda da biodiversidade consiste no armazenamento de embriões e sementes em laboratórios especializados.

Desenvolvimento sustentável

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Desenvolvimento Sustentável, segundo a Comissão Mundial so- bre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) da Organização das Nações Unidas, é aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.

A ideia deriva do conceito de ecodesenvolvimento, proposto nos

anos 1970 por Maurice Strong e Ignacy Sachs, durante a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvi- mento (Estocolmo, 1972), a qual deu origem ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA.

Em 1987, a CMMAD, presidida pela Primeira-Ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, adotou o conceito de Desenvolvimento Susten- tável em seu relatório Our Common Future (Nosso futuro comum), também conhecido como Relatório Brundtland.

O conceito foi definitivamente incorporado como um princípio, du-

rante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desen- volvimento, a Cúpula da Terra de 1992 - Eco-92, no Rio de Janeiro. O Desenvolvimento Sustentável busca o equilíbrio entre proteção ambien- tal e desenvolvimento econômico e serviu como base para a formulação da Agenda 21, com a qual mais de 170 países se comprometeram, por ocasião da Conferência. Trata-se de um abrangente conjunto de metas para a criação de um mundo, enfim, equilibrado.

A Declaração de Política de 2002, da Cúpula Mundial sobre Desen-

volvimento Sustentável, realizada em Joanesburgo, afirma que o De- senvolvimento Sustentável é construído sobre “três pilares interdepen- dentes e mutuamente sustentadores” — desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental. Esse paradigma reconhe- ce a complexidade e o interrelacionamento de questões críticas como pobreza, desperdício, degradação ambiental, decadência urbana, cres- cimento populacional, igualdade de gêneros, saúde, conflito e violência aos direitos humanos. O PII (Projeto de Implementação Internacional) apresenta quatro elementos principais do Desenvolvimento Sustentável sociedade, ambiente, economia e cultura.

Sociedade: uma compreensão das instituições sociais e seu papel na transformação e no desenvolvimento.

Ambiente: a conscientização da fragilidade do ambiente físico

e os efeitos sobre a atividade humana e as decisões.

Economia: sensibilidade aos limites e ao potencial do cresci- mento econômico e seu impacto na sociedade e no ambiente, com o comprometimento de reavaliar os níveis de consumo pessoais e da sociedade.

Cultura: é geralmente omitido como parte do DS (Desenvol- vimento Sustentável). Entretanto, valores, diversidade, conhecimento, línguas e visões de mundo associados à cultura formam um dos pilares do DS e uma das bases da EDS (Educação para o Desenvolvimento Sustentável).

Responsabilidade socioambiental

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Responsabilidade socioambiental é a responsabilidade que a empresa tem com a sociedade e com o meio ambiente além dasobri- gações legais e econômicas.

Conceito

Apesar de ser um termo bastante utilizado, é comum observarmos erros na conceitução de responsabilidade socioambiental, ou seja, se uma empresa apenas segue as normas e leis de seu setor no que tange ao meio ambiente e a sociedade esta ação não pode ser considerada responsabilidade socioambiental, neste caso ela estaria apenas exer- cendo seu papel de pessoa jurídica cumprindo as leis que lhe são impostas.

O movimento em prol da responsabilidade socioambiental ganhou forte impulso e organização no início da década de 1990, em decorrên- cia dos resultados da Primeira e Segunda Conferências Mundiais da Indústria sobre gerenciamento ambiental, ocorridas em 1984 e 1991.

Parâmetros

Nos anos subsequentes às conferências surgiram movimentos co- brando por mudanças socias, científicas e tecnológicas. Muitas empre- sas iniciaram uma nova postura em relação ao meio ambiente refletidas em importantes decisões e estratégias práticas, segundo o autor Melo Neto (2001) tal postura fundamentou-se nos seguintes parâmetros:

Bom relacionamento com a comunidade;

Bom relacionamento com os organismos ambientais;

Estabelecimento de uma política ambiental;

Eficiente sistema de gestão ambiental;

Garantia de segurança dos empregados e das comunidades

vizinhas;

Uso de tecnologia limpa;

Elevados investimentos em proteção ambiental;

Definição de um compromisso ambiental;

Associação das ações ambientais com os princípios estabe- lecidos na carta para o desenvolvimento sustentável;

A questão ambiental como valor do negócio;

Atuação ambiental com base na agenda 21 local;

Contribuição

para

o

desenvolvimento

dos municípios circunvizinhos.

Adesão

sustentável

Atualmente, muitas empresas enxergam a responsabilidade sócio- ambiental como um grande negócio, são duas vertentes que se desta- cam neste meio:

Primeiramente, as empresas que investem em responsabilidade sócio-ambiental com intuito de motivar seus colaboradores e principalmente ao nicho de mercado que preferem pagar mais por um produto que não viola o meio ambiente e investe em ações sociais;

A segunda vertente corresponde a empresas que investem em responsabilidade sócio-ambiental com o objeti- vo de ter materiais para poderem investir emmarketing e passar a imagem que a empresa é responsável sócio-

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ambientalmente. Esta atitude não é considerada ética por muito autores que condenam empresas que tentam passar a imagem de serem éticas, porém na realidade estão preocu- padas apenas com sua imagem perante aos consumidores.

Apesar de ser um tema relativamente novo, o número de empresas que estão aderindo a responsabilidade sócio-ambiental é grande e a tendência é que este número aumente cada dia mais.

História

Em 1998, o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (World Business Council for Sustainable Development - WBCSD), primeiro organismo internacional puramente empresarial com ações voltadas à sustentabilidade, definiu Responsabilidade socioam- biental como "o compromisso permanente dos empresários de adotar um comportamento ético e contribuir para o desenvolvimento econômi- co, melhorando, simultaneamente, a qualidade de vida de seus empre- gados e de suas famílias, da comunidade local e da sociedade como um todo". Pode ser entendida também como um sistema de gestão adotado por empresas públicas e privadas que tem por objetivo providenciar a inclusão social (Responsabilidade Social) e o cuidado ou conservação ambiental(Responsabilidade Ambiental).

É adotado por empresas e escolas. As principais ações realizadas

são: inclusão social, inclusão digital, coleta seletiva de lixo, educação ambiental, dentre outras.

Este tipo de prática ou política tem sido adotado desde a década de 1990, entretanto a luta pela sociedade e principalmente pela natureza é mais antiga, por volta dadécada de 1920.

dos anos

70 quando organizações não governamentais ganharam força e influên- cia no mundo.

Com a internacionalização do capital (globalização), o uso dos re- cursos naturais pelas empresas de maneira intensa e quase predatória, ou seja, sem a devida preocupação com os possíveis danos, foi forte- mente combatida desde a década de 1970 pelos movimentos ambienta- listas. As empresas, no intuito de ganhar a confiança do novo público mundial (preocupado com a preservação e o possível esgotamento dos recursos naturais), procuraram se adaptar a essa nova tendência com programas de preservação ambiental - utilização consciente dos recursos naturais. Muitas buscam seguir as regras de qualidade ideali- zadas pelo programa ISO 14000 e pelo Instituto Ethos.

A partir da Revolução Industrial ocorrida na Europa no século XIX, a

utilização de materiais, dos recursos naturais e a emissão de gases poluentes foram desenfreados. Em contrapartida, no inicio do séc. XX alguns estudiosos e observadores já se preocupavam com a velocidade da destruição dos recursos naturais e com a quantidade de lixo que a humanidade estava produzindo. O movimento ambientalista começou a engatinhar na década de 1920. Passados os anos, este movimento ganhou destaque na década de 1970 e tornou-se obrigatório na vida de cada cidadão no momento atual. Conceitos como Gestão Ambiental, Desenvolvimento Regional Sustentável, Biodiversidade, Ecossistema, Responsabilidade Socioambiental ganharam força e a devida importân- cia.

Responsabilidade socioambiental (RSA) é um conceito empregado por empresas e companhias que expressa o quão responsáveis são as mesmas para com as questões sociais e ambientais que envolvem a produção de sua mercadoria ou a realização de serviços, para com a sociedade e o meio ambiente, buscando reduzir ou evitar possíveis riscos e danos sem redução nos lucros.

A Responsabilidade Socioambiental corresponde a um compromis-

so das empresas em atender à crescente conscientização da sociedade, principalmente nos mercados mais maduros. Diz respeito à necessidade de revisar os modos de produção e padrões de consumo vigentes de tal forma que o sucesso empresarial não seja alcançado a qualquer preço, mas ponderando-se os impactos sociais e ambientais conseqüentes da atuação administrativa da empresa.

São exemplos de programas e projetos de Responsabilidade Soci- oambiental: inclusão social, inclusão digital, programas de alfabetização,

O

ápice

da

luta

ambiental

se

deu

por

volta

ou seja, assistencialismo social, coleta de lixo, reciclagem, programas de coleta de esgotos e dejetos, e questões que envolvem: lixo industri- al, reflorestamento X desmatamento, utilização deagrotóxicos, poluição, entre outros.

Em 1987, o documento Our Common Future (Nosso Futuro Co- mum), também conhecido como Relatório Brundtland, apresentou um novo conceito sobre desenvolvimento definindo-o como o processo que “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. Assim fica conhecido o conceito de desenvolvimento sustentável.

Linha do Tempo - Crescimento do Conceito de Responsabilidade Social e Responsabilidade Ambiental

1929- Constituição de Weimar (Alemanha) Função Social da Propriedade;

1960- Movimentos pela Responsabilidade Social (EUA);

1971- Encontro de Founex (Suíça)

1972- Singer publica o que foi reconhecido como o primeiro ba- lanço social do mundo;

1972- ONU resolução 1721 do Conselho Econômico e Social estudos sobre o papel das grandes empresas nas relações internacio- nais;

1973- PNUMA Programa das Nações Unidas para o Meio Am- biente (Genebra)

1977- determinação da publicação do balanço social - relações do trabalho (França);

1992- ECO 92 ou CNUMAD (Conferencia das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento) Criação do Projeto Agen- da 21;

1997- Betinho de Souza e IBASE incentivam publicação do ba- lanço social;

1999- Criação do Selo “Empresa Cidadã”;

1999- 1ª Conferência Internacional do Instituto Ethos;

2000- ONU e o Pacto Global;

Sustentabilidade começa a ser vista como algo presente no dia a dia da empresa, pois além das atividades produtivas, envolve o trata- mento dado ao meio ambiente e sua influência e relacionamento com fornecedores, público interno e externo e com a sociedade, práticas de governança corporativa, transparência no relacionamento interno e externo, postura obrigatória para as empresas de âmbito mundial, cuja imagem deve agregar o mais baixo risco ético possível.

Não é correto confundir responsabilidade socioambiental com filantropia, pois esta se realiza de forma aleatória e não sistemati- zada ao contrario da RSA ou do DRS que busca contribuir de forma acertiva em seus projetos.

O tema em questão coloca em discussão alguns de seus con- ceitos chaves e suas relações nas mais variadas formas e métodos de trabalhos, pensamentos e suas transformações ocorrido no século passado e atualmente contrapondo os principais pontos inerentes ao tema o que diferênica um do outro no Brasil.

Por Josias Pedro

Em algum momento de sua vida já deve ter feito um boa ação, exemplo trabalho de voluntariado, algum tipo de projeto em filantropia enfim em qualquer que seja a uma grande distorção ao tema agora elencado pois é facilmente confundido Responsabilidade Social Ambien- tal com ações sociais com boa ações. E o que se pretende com a Res- ponsabilidade Social Ambiental é que as empresas façam mais do que a lei prevê nas suas dependências entorno de sua região, microregião e macroregião tornando-se realmente uma empresa que tenha Respon- sabilidade Sócio Ambiental efetivamente sólida.

Atualidades

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Assim começo o trabalho mostrando a relação de Responsabilidade Sócio ambiental envolvendo todas as partes os Sócios, Acionistas, Consumidores e demais interessados pela empresa. Pois bem é preciso entender o termo Responsabilidade Social o mesmo agregou-se lenta- mente ao mundo corporativo e atualmente traduz em forma ética de conduzir os negócios. Em definição dada pelo mini dicionário Aurélio Século XXI pág:602 Responsabilidade: Que responde pelos próprios atos ou pelos de outrem.

É possível falar que a evolução da Responsabilidade SócioAmbien-

tal

é marcante no início da década de 70, A grande depressão econômi-

ca

e os efeitos do pós guerra são fatos marcantes para o capitalismo,

demonstram as fragilidades do sistema e um dos maiores impactos

sentidos pelos próprios capitalistas.

Mudanças provocam alterações no modelo de desenvolvimento econômico fazendo grande número de desemprego. Por tantas trans-

formações ocorridas no século vinte (XX), a década de 90 foi preconiza-

da com organizações organizadas e estrategicamente voltadas ao tema

Responsabilidade Social Empresarial ( RSE ).

A noção de Responsabilidade Social Empresarial atrelada ao mun-

do Empresarial como forma de Gestão, pode ser considerado recente- mente visto que, o que havia antes destas incorporações de conceito ao mundo dos negócios era a prática da filantropia que se diferencia em vários aspectos das práticas de "RSE", outro momento histórico impor- tante para a disseminação do conceito de "RSE" foi a década de 60. Os movimentos Jovens e Estudantis dessa época questionavam com veemência o capitalismo excludente.

Outro fato que intensificou a reflexão sobre o papel das empresas

na sociedade foi o período da Guerra Fria. Neste momento, as preocu-

pações estavam voltadas ao futuro do sistema econômico no Ocidente.

O conselho empresarial mundial para o desenvolvimento sustentá-

vel abriu espaço para o questionamento da relação entre empresa e cidadão. Gradativamente, as empresas incorporam práticas e dinâmicas

voltadas aos anseios da comunidade na qual a empresa esta inserida, assumindo desta forma o atributo da Responsabilidade Social como mais um requisito Indispensável para as organizações empresariais.

Outro fato que abriu caminho para as práticas de Responsabilidade Social no Brasil foi a criação do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), criado no ano de 1981, surgiu como proposta de democratização da informação sobre a realidade econômicas, políticas e sociais no Brasil. Instituição de caráter suprapartidário e suprareligio- so, o Ibase tem como missão o aprofundamento da democracia, seguin-

do os princípios de igualdade, liberdade, participação cidadã, diversida-

de e solidariedade. Contribuindo para a construção de uma cultura democrática de direitos, no fortalecimento do tecido associativo, no monitoramento e influência sobre políticas públicas o Ibase foi fundado pelo Sociólogo Hebert de Souza.

Em 1992 foi criado o Prêmio ECO Empresa e Comunidade da Câ- mara Americana de Comércio de São Paulo, Destaca o prêmio como

um marco para o reconhecimento dos esforços realizados por empresas que desenvolvem projetos sociais em busca da promoção da cidadania.

O Prêmio ECO Empresa desde a sua criação segmentava As Ações

realizadas por meio de projetos sociais: Cultura, Educação, participação comunitária, educação ambiental e Saúde.

O Pacto Global foi proposto pela Organização das Nações Unidas

(ONU) com diretrizes voltadas para a promoção do Desenvolvimento Sustentável e Cidadania a serem adotados pelos lideres empresariais

de maneira voluntária.

Caso Alguma empresa queira aderir ao pacto global deverá preen- cher uma carta modelo que serve como termo de adesão além do cadastramento organizacional. A partir deste cadastramento no site a empresa deverá informar os acionistas, Funcioná- rios,Consumidores sobre sua adesão ao pacto global desta forma ela

deverá declarar os princípios na missão da empresa e em diversos documentos oficiais da empresa. O compromisso deverá se tornar público, para isso deverá emitir um comunicado à imprensa e a partir destas ações deverá assumir os dez princípios nos programas de de-

senvolvimento

empre-

corporativo

da

sa:Respeitar,Assegurar,Apoiar,Eliminar,Erradicar,Estimular.Assumir,Des envolve,Incentivar e Combater.

Diante do estudo realizado sobre o tema abordado, foi possível per- ceber que algumas empresas estão (confundindo o conceito "socioam- biental" com "social"). Responsabilidade social é uma outra área total- mente fora deste contexto.

Responsabilidade Socioambiental é muito mais do que as pessoas precisam efetivamente e é além daquilo amparado ou oferecido por lei. Uma empresa Socioambiental é, em suma, uma empresa à frente do seu tempo, que busca o bem-estar dos indivíduos ou de grupos cujo conceito denominou-se "Responsabilidade Social" que quase sempre é voltado a projetos de âmbitos educacionais, ambientais ou de outra natureza, justamente pela diversidade de comportamentos e ações assumidas pela organização.

As empresas possuem uma relação diferente das sociedades. Nas

ações de Responsabilidade Social, é exigência básica a condução de ações de forma ética através de práticas que apresentem uma cultura organizacional focada nos princípios de solidariedade e compromisso social.

Nesse contexto, empresários e empresas divulgam sua participação através projetos sociais, apoio cultural e doações. A gestão de respon- sabilidade social abrange muito mais do que simples doações materiais ou financeiras. As ações de responsabilidade social precisam atender a todas as partes envolvidas com a organização: sócios, acionistas, proprietários, diretores, funcionários, fornecedores, clientes, prestadores de serviço, meio ambiente e comunidade.

A organização tem que desenvolver a capacidade de ouvir os dife-

rentes interesses de todas as partes envolvidas para incorporá-los no planejamento de suas atividades melhorando como um todo a qualidade de vida, ou seja, responsabilidade social é um requisito indispensável para obter níveis bons efetivamente por parte da organização.

Responsabilidadesocialeambientaldaempresa

1- INTRODUÇÃO

Os principais agentes do desenvolvimento econômico de um país são as empresas, onde seus avanços tecnológicos e a grande capaci- dade de geração de recursos fazem com que cada vez mais precisem de ações cooperativas e integradas onde possam desenvolver proces- sos que tem por objetivo a Gestão Ambiental e a Responsabilidade Social.

As empresas socialmente responsáveis, têm uma postura ética onde o respeito da comunidade passa a ser um grande diferencial. O reconhecimento destes fatores pelos consumidores e o apoio de seus colaboradores faz com que se criem vantagens competitivas e, conse- qüentemente, atinja maiores níveis de sucesso.

A responsabilidade empresarial frente ao meio ambiente é centra-

da na análise de como as empresas interagem com o meio em que habitam e praticam suas atividades, dessa forma, uma empresa que possua um modelo de Gestão Ambiental já está correlacionada à responsabilidade social. Tais eventos irão, de certa forma, interagir com as tomadas de decisões da empresa, tendo total importância na estra- tégia empresarial.

Assim, a Gestão Ambiental e a Responsabilidade Social são atu- almente condicionadas pela pressão de regulamentações e pela busca de melhor reputação perante a sociedade. A sociedade atual está reconhecendo a responsabilidade ambiental e social como valor per- manente, consideradas fatores de avaliação e indicadores de preferên- cia para investidores e consumidores. Os investimentos destinados a Gestão Ambiental e a consciência da Responsabilidade Social pelas empresas são aspectos que fortalecem a imagem positiva das organi- zações diante dos mercados em que atuam, dos seus colaboradores, concorrentes e fornecedores.

O mundo Global, a despeito de todos os males causados aos mais

fracos, trouxe uma inovação interessante: A responsabilidade Social e

Ambiental como diferenciais de mercado.

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2- RESPONSABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL

A Responsabilidade Social em uma corporação representa o com-

promisso contínuo da empresa com seu comportamento ético e com o desenvolvimento econômico, promovendo ao mesmo tempo a melhoria da qualidade de vida de sua força de trabalho e de suas famílias, da comunidade local e da sociedade como um todo, sendo hoje um fator tão importante para as empresas como a qualidade do produto ou do serviço, a competitividade nos preços, marca comercialmente forte etc. Estudos mostram que atualmente mais de 70% dos consumidores preferem marcas e produtos envolvidos em algum tipo de ação social.

A Responsabilidade Social é uma forma de conduzir os negócios

da empresa de tal maneira que a torna parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social. A empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consu-

midores, comunidade, governo e meio-ambiente) e conseguir incorpo- rá-los no planejamento de suas atividades, buscando atender às de- mandas de todos e não apenas dos acionistas ou proprietários.

A atuação baseada em princípios éticos elevados e a busca de

qualidade nas relações são manifestações da responsabilidade social empresarial. Numa época em que os negócios não podem mais se dar em segredo absoluto, à transparência passou ser a alma do negócio:

tornou-se um fator de legitimidade social e um importante atributo positivo para a imagem pública e reputação das empresas. Empresas socialmente responsáveis estão mais bem preparadas para assegurar a sustentabilidade em longo prazo dos negócios, por estarem sincroni-

zadas com as novas dinâmicas que afetam a sociedade e o mundo empresarial.

As enormes carências e desigualdades sociais existentes em nos- so país dão à responsabilidade social empresarial relevância ainda maior. A sociedade brasileira espera que as empresas cumpram um novo papel no processo de desenvolvimento: sejam agentes de uma nova cultura, sejam atores de mudança social, sejam construtores de uma sociedade melhor.

A empresa é sócio-ambientalmente responsável quando vai além

da obrigação de respeitar as leis, pagar impostos e observar as condi- ções adequadas de segurança e saúde para os trabalhadores, e faz

isso por acreditar que assim será uma empresa melhor e estará contri- buindo para a construção de uma sociedade mais justa, agregando valor à imagem da empresa.

As transformações sócio-econômicas dos últimos 20 anos têm afe- tado profundamente o comportamento de empresas até então acostu- madas à pura e exclusiva maximização do lucro. Se por um lado o setor privado tem cada vez mais lugar de destaque na criação de riqueza; por outro lado, é bem sabido que com grande poder, vem grande responsabilidade. Em função da capacidade criativa já existen- te, e dos recursos financeiros e humanos já disponíveis, empresas têm uma intrínseca responsabilidade social e ambiental.

A responsabilidade social e ambiental nos negócios é um conceito

que se aplica a toda a cadeia produtiva. Não somente o produto final deve ser avaliado por fatores ambientais ou sociais, mas o conceito é de interesse comum e, portanto, deve ser difundido ao longo de todo e qualquer processo produtivo. Assim como consumidores, empresas também são responsáveis por seus fornecedores e devem fazer valer seus códigos de ética aos produtos e serviços usados ao longo de seus processos produtivos.

Responsabilidade social anda de mãos dadas com o conceito de desenvolvimento sustentável. Uma atitude responsável em relação ao ambiente e à sociedade, não só garante a não escassez de recursos, mas também amplia o conceito a uma escala mais ampla. O desenvol- vimento sustentável não só se refere ao ambiente, mas por via do fortalecimento de parcerias duráveis, promove a imagem da empresa como um todo e por fim leva ao crescimento orientado. Uma postura sustentável é por natureza preventiva e possibilita a prevenção de riscos futuros, como impactos ambientais ou processos judiciais.

A globalização traz consigo demandas por transparência. Não mais

nos bastam mais os livros contábeis. Empresas são gradualmente

obrigadas a divulgar sua performance social e ambiental, os impactos de suas atividades e as medidas tomadas para prevenção ou compen- sação de acidentes. Nesse sentido, empresas serão obrigadas a publi- car relatórios anuais, onde sua performance é aferida nas mais diferen- tes modalidades possíveis. Muitas empresas já o fazem em caráter voluntário, mas muitos prevêem que relatórios sócio-ambientais serão compulsórios num futuro próximo.

3- EMPRESAS BRASILEIRAS

No Brasil, o movimento de valorização da responsabilidade social empresarial ganhou forte impulso na década de 90, através da ação de entidades não governamentais, institutos de pesquisa e empresas sensibilizadas para a questão.

A obtenção de certificados de padrão de qualidade e de adequa-

ção ambiental, como as normas ISO, por centenas de empresas brasi- leiras, também é outro símbolo dos avanços que têm sido obtidos em alguns aspectos importantes da responsabilidade sócio-ambiental.

Muito do debate sobre a responsabilidade social empresarial já foi desenvolvido mundo afora, mas o Brasil tem dado passos largos no sentido da profissionalização do setor e da busca por estratégias de inclusão social através do setor privado.

O Índice Dow Jones Mundial de Sustentabilidade (DJSI) foi criado

em 1999 e, neste ano, 81 empresas mundiais do setor de petróleo e gás e 20 brasileiras tentaram seu ingresso O questionário aborda questões de sustentabilidade, como governança corporativa, gestão da marca e de risco, até as mais específicas para a indústria de petróleo e gás, como mudança climática, padrões para fornecedores e gestão de

projetos sociais.

A Petrobrás conquistou o direito de compor, o Índice Dow Jones

Mundial de Sustentabilidade (DJSI), o mais importante índice internaci-

onal de sustentabilidade, usado como parâmetro para análise dos investidores sócios e ambientalmente responsáveis.

No Brasil integram Índice Dow Jones Mundial de Sustentabilidade (DJSI): Aracruz Celulose, Banco Bradesco, Banco Itaú, Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG). No setor de petróleo e gás estão incluídas: BG Group, BP PLC, EnCana, Nexen Inc, Repsol YPF, Royal Dutch Shell, Shell Canada Ltd., Statoil, Suncor Energy Inc., Total S.A.

O levantamento da Market Analysis de 2007 aponta as dez melho-

res corporações em Responsabilidade Social atuantes no Brasil. Entre as melhores avaliadas estão Petrobras, Nestlé, Coca-Cola, Rede Glo- bo, Unilever, Natura, Vale do Rio Doce, AmBev, Bom Preço e Azaléia.

4- CONCLUSÃO

É fundamental uma conscientização de mudança cultural no ambi-

ente da célula social em relação ao seu entorno e a comunidade preci-

sa de uma transformação cultural para que a vida possa ser de melhor qualidade. Urgente se faz, também, o cuidado com a natureza.

E sobre isto ensina o Prof. Lopes de Sá: "Pouco adianta, para fins

humanos, que estejamos a apenas demonstrar que se investiu tanto ou quanto na solução de problemas ecológicos ou em interesses sociais, se não conhecemos, pela reflexão, as bases lógicas de uma interação entre a célula social e os seus estornos, entre a empresa e o meio em que vive, entre a instituição e a sociedade."

Autora: Cecília de Assis Garnier

Poluição

Fonte: Enciclopédia Barsa

Fenômeno estreitamente vinculado ao progresso industrial, a de- gradação das condições ambientais tem aumentado de maneira consi- derável e preocupante nas regiões mais desenvolvidas do mundo, sobretudo a partir de meados do século XX.

Poluição é o termo empregado para designar a deterioração das condições físicas, químicas e biológicas de um ecossistema, que afeta negativamente a vida humana e de espécies animais e vegetais. A poluição modifica o meio ambiente, ou seja, o sistema de relações no

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qual a existência de uma espécie depende do mecanismo de equilíbrio entre processos naturais destruidores e regeneradores.

Os casos mais dramáticos de poluição marinha têm sido originados por derramamentos de petróleo, seja em acidentes com petroleiros ou em vazamentos de poços petrolíferos submarinos. Uma vez no mar, a mancha de óleo, às vezes de dezenas de quilômetros, se espalha, levada por ventos e marés, e afasta ou mata a fauna marinha e as aves aquáticas. O maior perigo do despejo de resíduos industriais no mar reside na incorporação de substâncias tóxicas aos peixes, moluscos e crustáceos que servem de alimento ao homem. Exemplo desse tipo de intoxicação foi o ocorrido na cidade de Minamata, Japão, em 1973, devido ao lançamento de mercúrio no mar por uma indústria, fato que causou envenenamento em massa e levou o governo japonês a proibir a venda de peixe. A poluição marinha tem sido objeto de preocupação dos governos, que tentam, no âmbito da Organização das Nações Unidas, estabelecer controles por meio de organismos jurídicos internacionais.

Do meio ambiente depende a sobrevivência biológica. A atividade clorofiliana produz o oxigênio necessário a animais e vegetais; a ação de animais, plantas e microrganismos garante a pureza das águas nos rios, lagos e mares; os processos biológicos que ocorrem no solo possi- bilitam as colheitas. A vida no planeta está ligada ao conjunto desses fenômenos, cuja inter-relação é denominada ecossistema. Processo natural recuperável, a poluição resulta da presença de uma quantidade inusitada de matéria ou energia (gases, substâncias químicas ou radioa- tivas, rejeitos etc) em determinado local. É, por isso, principalmente obra do homem em sua atividade industrial.

Mesmo antes da existência do homem, a própria natureza já produ-

zia materiais nocivos ao meio ambiente, como os produtos da erupção de vulcões e das tempestades de poeira. Na verdade, materiais sólidos no ar, como poeira ou partículas de sal, são essenciais como núcleos para a formação de chuvas. Quando, porém, as emanações das cidades aumentam desmedidamente tais núcleos, o excesso pode prejudicar o regime pluvial, porque as gotas que se formam são demasiado peque- nas para cair como chuva. Alguns tipos de poluição, sobretudo a precipi- tação radioativa e a provocada por certas substâncias lançadas ao ar pelas chaminés de fábricas, podem disseminar-se amplamente, mas em geral a poluição só ocorre em limites intoleráveis onde se concentram as atividades humanas. Desde a antiguidade há sinais de luta contra a poluição, mas esta só se tornou realmente um problema com o advento da revolução industri- al. Já no início do século XIX registraram-se queixas, no Reino Unido, contra o ruído ensurdecedor de máquinas e motores. As chaminés das fábricas lançavam no ar quantidades cada vez maiores de cloro, amô- nia, monóxido de carbono e metano, aumentando a incidência de doen- ças pulmonares. Os rios foram contaminados com a descarga de grande volume de dejetos, o que provocou epidemias de cólera e febre tifóide. No século XX surgiram novas fontes de poluição, como a radioativa e, sobretudo, a decorrente dos gases lançados por veículos automotores.

A poluição e seu controle são em geral tratados em três categorias naturais: poluição da água, poluição do ar e poluição do solo. Estes três elementos também interagem e em consequência têm surgido divisões inadequadas de responsabilidades, com resultados negativos para o controle da poluição. Os depósitos de lixo poluem a terra, mas sua incineração contribui para a poluição do ar. Carregados pela chuva, os poluentes que estão no solo ou em suspensão no ar vão poluir a água e substâncias sedimentadas na água acabam por poluir a terra.

A

poluição da água tem causado sérios problemas ecológicos no

Brasil, em especial em rios como o Tietê, no estado de São Paulo, e o

Paraíba do Sul, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A maior responsabilidade pela devastação da fauna e pela deterioração da água nessas vias fluviais cabe às indústrias químicas instaladas em suas margens.

Poluição do ar

Embora a poluição do ar sempre tenha existido -- como nos casos das erupções vulcânicas ou da morte de homens asfixiados por fumaça dentro de cavernas -- foi só na era industrial que se tornou problema mais grave. Ela ocorre a partir da presença de substâncias estranhas na atmosfera, ou de uma alteração importante dos constituintes desta, sendo facilmente observável, pois provoca a formação de partículas sólidas de poeira e fumaça.

Em 1967, o Conselho da Europa definiu a poluição do ar nos se- guintes termos: "Existe poluição do ar quando a presença de uma substância estranha ou a variação importante na proporção de seus constituintes pode provocar efeitos prejudiciais ou criar doenças." Essas substâncias estranhas são os chamados agentes poluentes, classifica- dos em cinco grupos principais: monóxido de carbono, partículas, óxidos de enxofre, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio. Encontram-se suspensos na atmosfera, em estado sólido ou gasoso.

As causas mais comuns de poluição do ar são as atividades indus- triais, combustões de todo tipo, emissão de resíduos de combustíveis por veículos automotivos e a emissão de rejeitos químicos, muitas vezes tóxicos, por fábricas e laboratórios.

 

O

principal poluente atmosférico produzido pelo homem (o dióxido

Poluição da água

de carbono e o vapor d'água são elementos constitutivos do ar) é o dióxido sulfúrico, formado pela oxidação do enxofre no carvão e no petróleo, como ocorre nas fundições e nas refinarias. Lançado no ar, ele dá origem a perigosas dispersões de ácido sulfúrico. Às vezes, à polui- ção se acrescenta o mau cheiro, produzido por emanações de certas indústrias, como curtumes, fábricas de papel, celulose e outras.

Considera-se que a água está poluída quando não é adequada ao consumo humano, quando os animais aquáticos não podem viver nela, quando as impurezas nela contidas tornam desagradável ou nocivo seu uso recreativo ou quando não pode ser usada em nenhuma aplicação industrial.

Os rios, os mares, os lagos e os lençóis subterrâneos de água são o destino final de todo poluente solúvel lançado no ar ou no solo. O esgoto doméstico é o poluente orgânico mais comum da água doce e das águas costeiras, quando em alta concentração. A matéria orgânica transportada pelos esgotos faz proliferar os microrganismos, entre os quais bactérias e protozoários, que utilizam o oxigênio existente na água para oxidar seu alimento, e em alguns casos o reduzem a zero. Os detergentes sintéticos, nem sempre biodegradáveis, impregnam a água de fosfatos, reduzem ao mínimo a taxa de oxigênio e são objeto de proibição em vários países, entre eles o Brasil.

O

dióxido de carbono, ou gás carbônico, importante regulador da

atmosfera, pode causar modificações climáticas consideráveis se tiver alterada a sua concentração. É o que ocorre no chamado efeito estufa, em que a concentração excessiva desse gás pode provocar, entre outros danos, o degelo das calotas polares, o que resulta na inundação das regiões costeiras de todos os continentes. O monóxido de carbono, por sua vez, é produzido sobretudo pelos automóveis, pela indústria siderúrgica e pelas refinarias de petróleo. Outros poluentes atmosféricos são: hidrocarbonetos, aldeídos, óxidos de azoto, óxidos de ferro, chum- bo e derivados, silicatos, flúor e derivados, entre outros.

Ao serem carregados pela água da chuva ou pela erosão do solo, os fertilizantes químicos usados na agricultura provocam a proliferação dos microrganismos e a consequente redução da taxa de oxigênio nos rios, lagos e oceanos. Os pesticidas empregados na agricultura são produtos sintéticos de origem mineral, extremamente recalcitrantes, que se incorporam à cadeia alimentar, inclusive a humana. Entre eles, um dos mais conhecidos é o inseticida DDT. Mercúrio, cádmio e chumbo lançados à água são elementos tóxicos, de comprovado perigo para a vida animal.

No final da década de 1970, descobriu-se nova e perigosa conse- quência da poluição: a redução da camada de ozônio que protege a superfície da Terra da incidência de raios ultravioleta. Embora não esteja definitivamente comprovado, atribuiu-se o fenômeno à emissão de gases industriais conhecidos pelo nome genérico de clorofluorcarbo- nos (CFC). Quando atingem a atmosfera e são bombardeados pela radiação ultravioleta, os CFC, muito usados em aparelhos de refrigera- ção e em sprays, liberam cloro, elemento que destrói o ozônio. Além de prejudicar a visão e o aparelho respiratório, a concentração de poluen- tes na atmosfera provoca alergias e afeta o sangue e os tecidos ósseo, nervoso e muscular.

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Poluição do solo

cia ecológica e preservacionista, que manifestou preocupação crescente com os efeitos destruidores de certas modalidades da produção indus- trial e da agricultura e pecuária extensivas.

Na Europa, o desmatamento teve início na Idade Média, quando o homem já derrubava florestas para expandir as terras cultiváveis. A devastação das florestas tropicais em ritmo vertiginoso, no entanto, começou muito mais tarde. No início da década de 1990, elas represen- tavam apenas nove dos 16 milhões de quilômetros quadrados de super- fície originalmente ocupados.

A poluição pode afetar também o solo e dificultar seu cultivo. Nas grandes aglomerações urbanas, o principal foco de poluição do solo são os resíduos industriais e domésticos. O lixo das cidades brasileiras, por exemplo, contém de setenta e a oitenta por cento de matéria orgânica em decomposição e constitui uma permanente ameaça de surtos epi- dêmicos. O esgoto tem sido usado em alguns países para mineralizar a matéria orgânica e irrigar o solo, mas esse processo apresenta o incon- veniente de veicular microrganismos patogênicos. Excrementos huma- nos podem provocar a contaminação de poços e mananciais de superfí- cie. Os resíduos radioativos, juntamente com nutrientes, são absorvidos pelas plantas. Os fertilizantes e pesticidas sintéticos são suscetíveis de incorporar-se à cadeia alimentar.

Fator principal de poluição do solo é o desmatamento, causa de de- sequilíbrios hidrogeológicos, pois em consequência de tal prática a terra deixa de reter as águas pluviais. Calcula-se que no Brasil sejam abati- dos anualmente trinta mil quilômetros quadrados de florestas, com o objetivo de obter madeira ou áreas para cultivo.

Outra grande ameaça à agricultura é o fenômeno conhecido como chuva ácida. Trata-se de gases tóxicos em suspensão na atmosfera que são arrastados para a terra pelas precipitações. A chuva ácida afeta regiões com elevado índice de industrialização e exerce uma ação nefasta sobre as áreas cultivadas e os campos em geral.

Resultado do emprego de técnicas agrícolas e pecuárias ultrapas- sadas, a devastação afeta principalmente as nações do chamado Ter- ceiro Mundo, mas, do ponto de vista das consequências climáticas e ambientais, os prejuízos são universais. O mais importante talvez seja a perda irreversível da diversidade biológica. Acredita-se que as florestas tropicais abriguem metade das espécies do planeta, algumas com propriedades medicinais e outras resistentes a pragas, cujo material genético pode ser aproveitado para a melhora de outras espécies.

Nos países industrializados, a tendência de recuperação das flores- tas ao longo das últimas décadas do século XX, principalmente na Europa, revelava a preocupação em conter os efeitos do desmatamento. No mesmo período, o reflorestamento no Terceiro Mundo ainda era inexpressivo se comparado às áreas devastadas. Estimava-se em 5,9 milhões de quilômetros quadrados a superfície de florestas em todo o

Poluição radioativa, calor e ruído

mundo que seriam transformados em fazendas, estradas e cidades na primeira metade do século XXI.

Um tipo extremamente grave de poluição, que afeta tanto o meio aéreo quanto o aquático e o terrestre, é o nuclear. Trata-se do conjunto de ações contaminadoras derivadas do emprego da energia nuclear, e se deve à radioatividade dos materiais necessários à obtenção dessa energia. A poluição nuclear é causada por explosões atômicas, por despejos radioativos de hospitais, centros de pesquisa, laboratórios e centrais nucleares, e, ocasionalmente, por vazamentos ocorridos nesses locais.

Também podem ser incluídos no conceito de poluição o calor (polu- ição térmica) e o ruído (poluição sonora), na medida em que têm efeitos nocivos sobre o homem e a natureza. O calor que emana das fábricas e residências contribui para aquecer o ar das cidades. Grandes usinas utilizam águas dos rios para o resfriamento de suas turbinas e as devol- vem aquecidas; muitas fábricas com máquinas movidas a vapor também lançam água quente nos rios, o que chega a provocar o aparecimento de fauna e flora de latitudes mais altas, com consequências prejudiciais para determinadas espécies de peixes.

O som também se revela poluente, sobretudo no caso do trânsito urbano. O ruído máximo tolerável pelo homem, sem efeitos nocivos, é de noventa decibéis (dB).Diversos problemas de saúde, inclusive a perda permanente da audição, podem ser provocados pela exposição

Desmatamento no Brasil. Trinta por cento das áreas de floresta tro- pical do planeta estão concentradas no Brasil, em especial na bacia amazônica. Essa riqueza vegetal foi encarada, no entanto, como obstá- culo para o desenvolvimento do país, principalmente a partir da década de 1970. Fotografias de satélite tiradas em 1988 revelaram que o des- matamento realizado em pouco mais de dez anos na Amazônia atingia 12% da região - uma área maior do que a França. Esse ritmo de devas- tação, segundo os ambientalistas, levaria ao desaparecimento da flores- ta até o final do século XX. No início da década de 1990, no entanto, as taxas de desmatamento apresentaram uma redução, mais atribuída à recessão econômica do que à consciência ecológica. As principais causas do desmatamento na região eram a criação de gado, exploração de madeira, construção de estradas e hidrelétricas, mineração, agricul- tura em pequenas propriedades e crescimento urbano.

O

desmatamento é uma das principais causas da seca, porque a

derrubada de árvores destrói as bacias hidrográficas e empobrece o solo. É, portanto, um fator intensificador da pobreza em países da América Latina, Ásia e África. Exemplo óbvio é o da Etiópia, onde a devastação da vegetação natural reduziu a capacidade de armazena- mento de umidade da terra e agravou os efeitos da estiagem sobre a agricultura.

 

O

grande desafio ambiental do mundo contemporâneo consiste em

prolongada a barulhos acima desse limite, excedido por muitos dos ruídos comumente registrados nos centros urbanos, tais como o som das turbinas dos aviões a jato ou de música excessivamente alta.

No Brasil, além dos despejos industriais, o problema da poluição é agravado pela rápida urbanização (três quartos da população do país vivem nas cidades), que pressiona a infra-estrutura urbana com quanti- dades crescentes de lixo, esgotos, gases e ruídos de automóveis, entre outros fatores, com a consequente degradação das águas, do ar e do solo. Já no campo, os dois principais agentes poluidores são as quei- madas, para fins de cultivo, pecuária ou mineração, e o uso indiscrimi- nado de agrotóxicos nas plantações. Tais práticas, além de provocarem desequilíbrios ecológicos, acarretam riscos de erosão e desertificação. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

recuperar, por meio de programas de reflorestamento, o que já foi degradado; impedir que o processo de desmatamento indiscriminado tenha continuidade e desenvolver projetos que, mesmo ao incluírem a exploração econômica da floresta, favoreçam sua recuperação gradual, com a reposição garantida do que for retirado e respeito aos ciclos biológicos das diversas espécies. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Voçoroca

O

desmatamento e a falta de proteção dos solos arenosos e pobres

são as principais causas das voçorocas, que podem ameaçar estradas e cidades, além de inutilizarem vastas áreas para as culturas.

Desmatamento

Voçoroca é a forma de erosão do solo em que se conjugam os efei- tos da água subterrânea e da água superficial. O fenômeno ocorre com frequência nos solos onde as queimadas se repetiram por longo tempo, caso em que as propriedades coloidais do solo baixam ao ponto de não mais reter as chuvas e, durante as estações chuvosas, surgirem cursos subterrâneos pelo acúmulo das águas nas profundidades. Também há voçorocas oriundas apenas da erosão superficial. Aparentemente o nome deriva-se do tupi-guarani ib-çoroc, "terra rasgada", "rasgão do solo".

Habitats mais ricos e diversificados do planeta, as florestas foram progressivamente destruídas em favor da agricultura e pecuária preda- tórias e pela extração abusiva de seus recursos.

Desmatamento é o ato ou efeito de derrubar árvores e plantas nati- vas, destruir a mata ou a floresta de forma desordenada, para desenvol- ver atividade pecuária, agrícola ou madeireira. A palavra só passou a ter uso frequente a partir da década de 1970, com o advento da consciên-

Atualidades

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Há casos em que uma voçoroca alcança trinta metros de profundi- dade e várias centenas de comprimento. No início, pode ser combatida mediante drenagem adequada das águas superficiais. Problema mais complexo é o da voçoroca em fase mais avançada de desenvolvimento, quando, além dos cuidados com a drenagem superficial, faz-se neces- sário a construção de barreiras ao longo do vale de erosão e a redução simultânea do ângulo do talude dos barrancos. O emprego de plantas de raízes profundas, como o bambu, às vezes traz bons resultados. No Brasil, as áreas de Casa Branca, Itapetininga e Mococa, no estado de São Paulo, são particularmente afetadas pelas voçorocas, que também ocorrem em outras regiões. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publi- cações Ltda.

III

- vigiar e proteger o patrimônio ecológico, cultural, arquitetônico e

ambiental do Município, adotando medidas educativas e preventivas;

IV

- exercer o poder de polícia com o objetivo de proteger a tranqui-

lidade e segurança dos cidadãos;

 

V

- colaborar, com os órgãos estaduais para o desenvolvimento e o

provimento da Segurança Pública no Município, visando cessar ativida- des que violarem as normas de saúde, higiene, segurança, funcionali- dade, moralidade e quaisquer outros de interesse do Município;

VI

- Participar das atividades de Defesa Civil.

Crise econômica de 2008-2011

Queimada.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Prática agrícola do cultivo em roçado, consiste no desbravamento pelo fogo de terreno coberto de mato. Herança indígena, data do neolíti- co primitivo.

consiste no desbravamento pelo fogo de terreno coberto de mato. Herança indígena, data do neolíti- co

Segurança pública

Segundo a Constituição Federal, em seu artigo 144, cinco organiza- ções pliciais são responsáveis pela segurança pública no Brasil: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Ferroviária Federal, na esfera de competência da União.

Na esfera de atribuição das Unidades Federativas (Estados e Distri- to Federal), encontramos a Polícia Civil e a Polícia Militar.

Em São Paulo, a Polícia Estadual é subordinada ao Governador do Estado e sua direção e coordenação estão afeas à Secretaria da Segu- rança Pública, à qual também se reporta o Departamento Estadual ade Trânsito - DETRAN.

Mapa-múndi mostrando taxas de crescimento real do PIB para 2009. (Países em marrom estão em recessão econômica.)

A

crise econômica de 2008-2011, também chamada de Grande

Recessão,[1] é um desdobramento da crise financeira internacional precipitada pela falência do tradicional banco de investimen-

A

polícia Civil é a Instituição responsável pela investigação e apura-

to

estadunidense Lehman Brothers, fundado em 1850. Em efeito domi-

ção de infrações penais (exceto as militares), indicando sua autororia.

Suas conclusões, em forma de inquérito policial são enviadas à Justiça para que possa processar e levar a julgamento o possível autor do delito.

Fazem parte da Polícia Civil, entre outros, a título de exemplo, o De- legado de Polícia, o Escrivão, o Investigador de Polícia, o Fotógrafo Policial, o Médico Legista e o Carcereiro.

nó, outras grandes instituições financeiras quebraram, no processo também conhecido como "crise dos subprimes".

Alguns economistas, no entanto, consideram que a crise dos subprimes tem sua causa primeira no estouro da "bolha da Internet" (em inglês, dot-com bubble), em 2001, quando o índiceNasdaq (que mede a variação de preço das ações de empresas de informática e telecomunicações) despencou.[2]

A

Polícia Militar é a Instituição responsável opela polícia ostensiva e

De todo modo, a quebra do Lehman Brothers foi seguida, no espa- ço de poucos dias, pela falência técnica da maior empre- sa seguradora dos Estados Unidos da América, a American International Group (AIG). O governo norte-americano, que se recusara a oferecer

garantias para que o banco inglês Barclays adquirisse o controle do cambaleante Lehman Brothers,[3] alarmado com o efeito sistêmico que

pela preservação da ordem pública, prevennindo e reprimindo os cri- mes, auxiliando, orientado e socorrendo os cidadãos, atuando, por meio do Corpo de Bombeiros, em ações de defesa civil, no combate a incên- cios, atuando, por meio do Corpo de Bombeiros, em ações de defesa civil, no combate a incêndios, em calamidades, realizando buscas e salvamentos e, por meio do policiamento florestal e de mananciais, na preservação ambiental.

Fazem parte da Polícia Militar (ou PM), entre outros, os Coronéis, Majorores, Capitães, Tenentes, Sargentos, Cabos e Soldados.

falência dessa tradicional e poderosa instituição financeira - abando- nada às "soluções de mercado" - provocou nos mercados financeiros mundiais, resolveu, em vinte e quatro horas, injetar oitenta e cinco bilhões de dólares de dinheiro público na AIG para salvar suas opera- ções. Mas, em poucas semanas, a crise norte-americana já atravessava

a

Mas a segurança pública, no dizer do Professor José Afonso da Sil-

va, "não é problema apenas de polícia, pois a Constituição, ao estabele- cer que a segurança é dever do Estado, direito e responsabilidade de

Atlântico: a Islândia estatizou o segundo maior banco do país, que passava por sérias dificuldades.[4]

o

As

mais

importantes instituições financeiras do mun-

todos (art.144), acolheiu a comcepção

de que é preciso que a questão

do, Citigroup e Merrill Lynch,

nos Estados Unidos; Northern Rock,

da segurança pública seja discutida e assumida como tarefa e respon- sabilidade permanente de todos, Estado e população".

Prossegue o Professor José Afonso, citando o "I Ciclo de Estudos

no Reino Unido; Swiss Re e UBS, na Suíça; Société Générale, na França declararam ter tido perdas colossais em seus balanços, o que agravou ainda mais o clima de desconfiança, que se generalizou. No Brasil, as empresas Sadia,[5] Aracruz Celulo- se[6] eVotorantim[7] anunciaram perdas bilionárias.

sobre Segurança", afirmando que "

se

faz necessária uma nova con-

cepção de ordem pública, em que a colaboração e integração comunitá-

ria seja os novos e importantes referenciais". (SSP-SP).

Para evitar colapso, o governo norte-americano reestatizou as a- gências de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac, privatizadas em 1968,[8] que agora ficarão sob o controle do governo por tempo indeterminado.

Em outubro de 2008, a Alemanha, a França, a Áustria, os Países Baixos e a Itália anunciaram pacotes que somam 1,17 trilhão

de euros (US$ 1,58 trilhão /R$ 2,76 trilhões) em ajuda ao seus siste-

Às Guardas Civis Municipais, corporações uniformizadas e armadas sendo seus integrantes servidores policiais no âmbito do território muni- cipal onde servem, e agentes da Autoridade Policial para todos os efeitos legais, compete:

I - prevenir, proibir, inibir e restringir ações nefastas de pessoas que atentem contra os bens, serviços e instalações municipais;

- educar, orientar, fiscalizar, controlar e policiar o trânsito nas vias e logradouros municipais, visando a segurança e a fluidez no tráfego;

II

mas financeiros. O PIB da Zona do Euro teve uma queda de 1,5% no quarto trimestre de 2008, em relação ao trimestre anterior, a maior contração da história da economia da zona.[9]

Atualidades

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História

Segundo George Soros, presidente do conselho da Soros Fund Management, a crise atual foi precipitada por uma "bolha" no mercado de residências e, em certos aspectos, é muito similar às crises que ocorreram desde a Segunda Guerra Mundial, em intervalos de quatro a

10 anos. Entretanto, Soros faz uma importante distinção entre essa crise

e as anteriores, considerando a crise atual como o clímax de uma

superexpansão ("super-boom") que ocorreu nos últimos 60 anos. Se- gundo Soros, os processos de expansão-contração ("boom-bust") giram ao redor do crédito, e envolvem uma concepção errônea, que consiste na incapacidade de se reconhecer a conexão circular reflexiva entre o desejo de emprestar e o valor das garantias colaterais. Crédito fácil cria uma demanda que aumenta o valor das propriedades, o que por sua vez aumenta o valor do crédito disponível para financiá-las. As bolhas começam quando as pessoas passam a comprar casas na expectativa de que sua valorização permitirá a elas refinanciar suas hipotecas, com

lucros. Isso foi o que aconteceu nessa última crise.[10]

Origem

Tudo começou em 2001, com o furo da "bolha da Internet". Para proteger os investidores, Alan Greenspan, presidente da Reserva Fede- ral Americana, decidiu orientar os investimentos para o setor imobiliá-

rio.[11] Adotando uma política de taxas de juros muito baixas e de redução das despesas financeiras, induziu os intermediários financeiros

e imobiliários a incitar uma clientela cada vez maior a investir em imó- veis, principalmente através da Fannie Mae e da Freddie Mac, que já vinham crescendo muito desde que diferentes governos e políticos dos Estados Unidos as usaram para financiar casas aos mais pobres. O governo garantia os investimentos feitos por essas duas empresas. Bancos de vários países do mundo, atraídos pelas garantias do gover- no, acabaram emprestando dinheiro a imobiliárias através da Fannie Mae e da Freddie Mac, que estavam autorizadas a captar empréstimos em qualquer lugar do mundo.

Foi assim criado o sistema das hipotecas subprimes, empréstimos hipotecários de alto risco e de taxa variável concedidos às famílias "frágeis", ou seja, para os clientes apelidados de "ninja" (um acrônimo para "sem renda, sem emprego e sem patrimônio"). Na realidade, eram financiamentos de casas, muitas vezes conjugados com a emissão de cartões de crédito, concedidos a famílias que os bancos sabiam de antemão não ter renda familiar suficiente para poder arcar com suas prestações.

Num passo seguinte, os bancos que criaram essas hipotecas cria- ram derivativos negociáveis no mercado financeiro, instrumentos sofisti- cados para securitizá-las, isto é, transformá-las em títulos livremente negociáveis - por elas lastreados - que passaram a ser vendidos para outros bancos, instituições financeiras, companhias de seguros e fundos de pensão pelo mundo afora. Por uma razão que se desconhece, as agências mundiais de crédito deram a chancela de AAA - a mais alta - a esses títulos.

Quando a Reserva Federal, em 2005, aumentou a taxa de juros pa- ra tentar reduzir a inflação, desregulou-se a máquina; o preço dos imóveis caiu, tornando impossível seu refinanciamento para os clien- tes ninja, que se tornaram inadimplentes em massa, e esses títulos derivativos se tornaram impossíveis de ser negociados, a qualquer preço, o que desencadeou um efeito dominó, fazendo balançar o siste- ma bancário internacional, a partir de agosto de 2007.

A jornalista Hanna Rosin argumenta que os milhões de adeptos

da teologia da prosperidade podem ter influenciado o problema no

mercado imobiliário, que causou a crise econômica de 2008-2009, por ignorar fatores como salários por hora e extrato de conta bancária, bem

como causa e efeito, e um cálculo prudente dos gastos oferecidos, em favor de "milagres financeiros e a idéia de que o dinheiro é uma subs- tância mágica que vem como um dom do alto".[12]

A superexpansão (super-boom) de 60 anos

Nos últimos 60 anos, cada vez que a expansão do crédito entrou em crise as autoridades financeiras agiram injetando liquidez no sistema financeiro e adotando medidas para estimular a economia. Isso criou um sistema de 'incentivos assimétricos', conhecido nos Estados Uni-

dos como moral hazard, que encorajava uma expansão de crédito cada vez maior. George Soros comenta: "O sistema foi tão bem sucedido que as pessoas passaram a acreditar naquilo que o então presiden- te Reagan chamava de "a mágica dos livres-mercados" e que eu chamo de fundamentalismo de livre mercado. Os fundamentalistas de livre mercado acreditam que os mercados tendem a um equilíbrio natural e que os interesses de uma sociedade serão alcançados se cada indiví- duo puder buscar livremente seus próprios interesses. Essa é uma concepção obviamente errônea porque foi a intervenção nos mercados, não a ação livre dos mercados, que evitou que os sistemas financeiros entrassem em colapso. Não obstante, o fundamentalismo de livre mer- cado emergiu como a ideologia econômica dominante na década de 1980, quando os mercados financeiros começaram a ser globalizados, e os Estados Unidos passaram a ter um déficit em conta-corrente".[10]

A globalização permitiu aos Estados Unidos sugar a poupança mundial, e consumir muito mais do que produzia, tendo seu défict em conta-corrente atingido 6,2% doPIB em 2006. Seus mercados financei- ros 'empurravam' os consumidores a tomar emprestado, criando cada vez mais instrumentos sofisticados e condições favoráveis ao endivida- mento. As autoridades financeiras colaboravam e incentivavam esse processo, intervindo - para injetar liquidez - cada vez que o sistema financeiro global se visse em risco. A partir de 1980 os mercados finan- ceiros mundiais começaram a ser desregulamentados, tendo sua super- visão governamental progressivamente relaxada até virtualmente desa-

parecer.[10]

A superexpansão (super-boom) saiu dos trilhos quando os instru- mentos financeiros se tornaram tão complicados que as autoridades financeiras governamentais se tornaram tecnicamente incapazes de avaliar os riscos desses instrumentos financeiros, e passaram a se utilizar dos sistemas de gerenciamento de riscos dos próprios bancos privados. Da mesma maneira, as agências de análise de crédito interna- cionais se baseavam nas informações fornecidas pelos próprios criado- res dos instrumentos sintéticos; às vésperas da quebra da Fannie Mae, essas agências ainda classificavam os derivativos de emprésti- mos subprime como um risco AAA. "Foi uma chocante abdicação de responsabilidade", classificou Soros.[10]

Riscos e poderes regulatórios

Para alguns analistas, a primeira metade da década de 2000 será relembrada como a época em que as inovações financeiras superaram a capacidade de avaliação de riscos tanto dos bancos como das agên- cias reguladoras de crédito. O caso do Citigroup é emblemático: o banco sempre esteve sob fiscalização do Federal Reserve, e seu quase colap- so indica que não apenas a regulamentação então vigente foi ineficaz como o governo norte-americano, mesmo depois de deflagrada a crise, subestimou sua severidade.[13] O Citigroup não esteve sozinho dentre as instituições financeiras que se tornaram incapazes de compreender totalmente os riscos que estavam assumindo. À medida que os ativos financeiros se tornaram mais e mais complexos, e cada vez mais difíceis de serem avaliados, os investidores passaram a ser reassegurados pelo fato de que tanto as agências internacionais de avaliação de crédito de bônus (bonds) como os próprios agentes reguladores, que passaram a nelas se fiar, aceitavam como válidos os complexos modelos matemáti- cos - de impossível compreensão para a maioria das pessoas - usados pelos criadores dos produtos financeiros sintéticos, que "provavam" que os riscos eram muito menores do que veio a se verificar na realida- de.[13] Na opinião de George Soros, a posição das agências regulado- ras financeiras estadunidenses demonstrou "uma chocante abdicação de suas responsabilidades".[14]

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Crise do subprime

Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Crise do subprime Em Birmingham, no início de 2007, fila

Em Birmingham, no início de 2007, fila de clientes diante do Banco Northern Rock, o primeiro banco a sofrer intervenção no Reino Unido, desde 1860.

A crise do subprime foi desencadeada em 2006, a partir da quebra de instituições de crédito dos Estados Unidos que concediam

empréstimos hipotecários de

to risco (em inglês: subprime loan ou subprime mortgage), arrastando váriosbancos para uma situação de insolvência e repercutindo fortemen- te sobre as bolsas de valores de todo o mundo. A crise foi revelada ao público a partir de fevereiro de 2007, culminando na Crise econômica de

2008.[15][16]

Subprimes são créditos bancários de alto risco, que incluem desde empréstimos hipotecários até cartões de créditos e aluguéis de carros, eram concedidos, nos Estados Unidos, a clientes sem comprovação de renda e com histórico ruim de crédito -- a chamada clientela subprime. As taxas de juros eram pós-fixadas, isto é, determinadas no momento do pagamento das dívidas. Por esta razão, com a disparada dos juros nos Estados Unidos, muitos mutuários ficaram inadimplentes, isto é, sem condições de pagar as suas dívidas aos bancos.

al-

sem condições de pagar as suas dívidas aos bancos. al- Desde outubro de 2008 a crise

Desde outubro de 2008 a crise financeira global levou à falência mui- tas instituições financeiras nosEUA e dos países europeus, ameaçando o sistema financeiroglobal.

A partir do 18 de julho de 2007, essa crise do crédito hipotecário provocou umacrise de confiança geral no sistema financeiro e falta de liquidez bancária (falta de dinheiro disponível para saque imediato pelos correntistas do banco).

O problema que se iniciou com as hipotecas subprime espalhou-se por todas as obrigações com colateral, pôs em perigo as empresas municipais de seguros e resseguros e ameaçou arrasar o mercado de swaps, multitrilionário em dólares. As obrigações dos bancos de investimentos em compras alavancadas se tornaram um passivo. Os hedge-funds, criados para ser supostamente neutros em relação aos mercados, se provaram não tão neutros e tiveram que ser resgatados. O

mercado de commercial-papers paralisou-se, e os instrumentos especi- almente criados pelos bancos para tirar as hipotecas de seus balanços já não conseguiam mais encontrar fontes externas de financiamento (funding). O golpe final veio quando o mercado de empréstimos inter- bancário - que é o núcleo do sistema financeiro - paralisou-se. Os bancos centrais de todos os países desenvolvidos se viram obrigados a injetar rapidamente no sistema financeiro mundial um volume de recur- sos jamais injetado antes, e a estender créditos para uma variedade de papéis financeiros, e tipos de instituições, jamais socorridos anterior-

mente.[10]

Mesmo os bancos que não trabalhavam com os chamados "créditos podres" foram atingidos. O banco britânico Northern Rock, por exemplo, não tinha hipoteca-lixo em seus livros. Porém, adotava uma estratégia arriscada - tomar dinheiro emprestado a curto prazo (a cada três meses) às instituições financeiras, para emprestá-lo a longo prazo (em média, vinte anos), aos compradores de imóveis. Repentinamente, as institui- ções financeiras deixaram de emprestar dinheiro ao Northern Rock, que, assim, no início de 2007, acabou por se tornar o primeiro bancobritâni- co a sofrer intervenção governamental, desde 1860.[17]

Na sequência, temendo que a crise tocasse a esfera da chamada "economia real",[18] os bancos centrais foram conduzidos a inje- tar liquidez no mercado interbancário, para evitar o efeito dominó, com a quebra de outros bancos, em cadeia, e que a crise se ampliasse em escala mundial.

Segundo o FMI declarou em 7 de outubro de 2008, as perdas de- correntes de hipotecas do mercado imobiliário subprime já realizadas contabilizavam 1,4 trilhão de dólares e o valor total dos crédi- tos subprime ainda em risco se elevava a 12,3 trilhões, o que corres- ponde a 89% do PIB estadunidense.

O socorro governamental

Desde que a crise de confiança se agravou e se generalizou, parali- sando o sistema de empréstimos interbancário mundial, o governo estadunidense decidiu pôr de lado suas teorias neoliberais e passou a socorrer ativamente as empresas financeiras em dificuldades.

Um pacote, aprovado às pressas pelo congresso estadunidense, destinou setecentos bilhões de dólares de dinheiro do contribuinte americano a socorro dos banqueiros. Desde a quebra do Bear Ste- arns[19] até outubro de 2008, o governo estadunidense e a Reserva Federal já haviam despendido cerca de dois trilhões de dólares na tentativa de salvar instituições financeiras.

Os países da UE também despenderam várias centenas de bilhões de euros na tentativa de salvar seus próprios bancos.

Em abril de 2009, o G-20, reunido em Londres, anunciou a injeção de US$ 1 trilhão na economia mundial de maneira a combater a crise financeira global.

Consequências

maneira a combater a crise financeira global. Consequências Oferta de empréstimos nos Estados Unidos. sem comprovação

Oferta

de

empréstimos

nos Estados Unidos.

sem

comprovação

de

renda,

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Mundo

As demissões decorrentes da crise têm gerado reações desespera- das na França. Em março de 2009, em três oportunidades trabalhadores franceses fizeram reféns devido a demissões: dia 13, funcionários da Sony detiveram o presidente da empresa no país por uma noite, forçando o pagamento de indenizações maiores pelas demissões; no dia 25, o diretor de operação da 3M foi detido por um dia, sendo liberta- do após aceitar oferecer melhores condições aos 110 empregados demitidos; e no dia 31, os funcionários da Caterpillar fizeram quatro diretores da empresa reféns, após o anúncio do plano de cortar 733 empregos na unidade.[20]

Por outro lado, as emissões de CO² na União Europeia foram redu- zidas em 6% em 2008 em decorrência da crise, de acordo com o institu- to de pesquisa Point Corbon, sediado em Oslo.[21]

Brasil

to de pesquisa Point Corbon, sediado em Oslo.[21] Brasil Evolução do índice Ibovespa entre 1994 e
to de pesquisa Point Corbon, sediado em Oslo.[21] Brasil Evolução do índice Ibovespa entre 1994 e

Evolução do índice Ibovespa entre 1994 e julho de 2009. É possível observar a forte queda do Ibovespa durante o auge da crise.

Alguns economistas defendem que a crise do subprime não afetará significativamente o Brasil.[22] De todo modo, segundo a maioria dos analistas, todos os países do mundo serão tocados, em algum momen- to, em maior ou menor grau, pelos feitos da crise deflagrada nos Estados Unidos, devido à globalização dos negócios entre países.

No Brasil, o efeito mais imediato foi a baixa das cotações das ações em bolsas de valores, provocada pela venda maciça de ações de especuladores estrangeiros, que se atropelaram para repatriar seus capitais a fim de cobrir suas perdas nos países de origem. Em razão disso, ocorreu também uma súbita e expressiva alta do dólar. Posteriormente, grandes empresas brasileiras exportadoras sentiram o baque da falta de crédito no mercado mundial para concretizar seus negócios com parceiros estrangeiros. A recessão que atingiu uma grande parte dos países desenvolvidos também afetou o comércio externo. Empresas como Embraer e Cummins por exemplo, que têm seus faturamentos altamente dependentes de vendas ao exterior, tive- ram que cortar postos de trabalho e reduzir drasticamente o ritmo de produção. Grandes empresas siderúrgicas no Brasil também desligaram alguns fornos. Em efeito cascata, empresas menores fornecedoras desses grandes conglomerados também foram atingidas.

Como o Brasil realizou profundas reformas econômicas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, como oPROER, implementan- do sistemas mais rígidos de controle ao sistema financeiro doméstico, o Brasil ficou menos exposto ao cerne da crise, que foi a contaminação sistêmica do mercado financeiro internacional. Além disso, a economia brasileira encontra-se numa posição bem mais confortável para enfren- tar essa tempestade mundial do que em crises anteriores. O modelo econômico adotado pelo país desde fins dos anos 1990 - metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal - fez com que um

colchão de proteção, através da obtenção consistentes reservas cambi- ais e de forte credibilidade internacional, salvaguardasse a economia. Não obstante, por estar incluso no comércio mundial, o país ainda assim sentiu efeitos colaterais pesados.

De imediato entretanto, os maiores prejuízos com a crise foram das

empresas que especulavam com derivativos de câmbio- e fizeram a aposta errada.[5][6][7] O governo anunciou que não pretende cobrir, com dinheiro público, as milionárias perdas privadas, decorrentes de apostas mal-sucedidas.

A alta do dólar, embora possa eventualmente causar algu-

ma pressão inflacionária, tende a aumentar a competitividade internacional das exportações do país, já que o preço dos produtos brasileiros, em dólares, cai. No entanto, para os setores da economia brasileira que dependem de importações de produtos indus- trializados sem similar nacional (máquinas e equipamentos, sobretudo

produtos de alta tecnologia) ou mesmo de algumas commodities, como o trigo, o dólar alto é um problema.

No mercado interbancário, houve uma paralisação quase total dos

empréstimos normalmente concedidos pelos grandes bancos aos meno- res. Num primeiro momento, o Banco Central do Brasil decidiu isentar os grandes bancos de uma parte do depósito compulsório, a qual deve- ria ser destinada a empréstimos aos bancos menores. Mas, devido ao clima de quase pânico que se instaurou nos mercados financeiros em geral, tal medida não se revelou suficiente: os grandes bancos continua- vam não concedendo empréstimos aos menores. Assim, o Banco Cen- tral decidiu adquirir as carteiras de crédito de que os bancos pequenos

desejassem se desfazer, desde que oferecessem garantias. Houve pressão ainda para que os bancos estatais comprassem bancos meno- res em dificuldades. Assim, o Banco do Brasil comprou 49% das ações do banco Votorantim, injetando liquidez, mas não ficando com o controle acionário da instituição.

Para evitar a falta de liquidez (falta de dólares) nos mercados de câmbio, o Banco Central tem realizado leilões de venda de swaps cambiais e, para evitar especulações, em outubro de 2008, realizou até mesmo vários leilões de venda de dólar físico à vista (moe- da), utilizando as reservas internacionais do Brasil, o que não era feito desde 2003. Com isto, o BC não pretendia derrubar as cotações do dólar, nem lhes impor um teto, mas somente aumentar a liquidez do

mercado.[23]

Por outro lado, o Banco Central tem-se mostrado atento a quaisquer indícios de falta de liquidez no sistema bancário brasileiro, tendo libera- do, por mais de uma vez, várias dezenas de bilhões de reais dos depó- sitos compulsórios, especialmente para os bancos médios e pequenos, preferindo dessa forma irrigar o sistema bancário, em vez de reduzir os juros básicos (taxa Selic), o que ainda poderia provocar pressões infla- cionárias. Se a economia mundial entrar em uma conjuntura de deflação, o que não é impossível, só então os juros poderão ser reduzidos sem medo.

Em setembro de 2009, a agência Moody's informou sobre a eleva- ção de rating da dívida do governo para grau de investimento, desde a deflagração da crise econômica de 2008/2009. A classificação também foi dada pelas agências Fitch Ratings e a Standard & Poor's, em 2008. Assim, o Brasil foi o primeiro país a receber a elevação de categoria.[24]

Análises e prognósticos

Soros

George Soros, em seu livro The New Paradigm for Financial Mar- kets (2008), diz que "estamos em meio a uma crise financeira não vista desde a crise de 1929"[25]e declara que essa crise poderia, em tese, ter sido evitada:

desgraçadamente temos a idéia de fundamentalismo de livre mercado, que hoje é a ideologia dominante, e que pressupõe que os mercados se corrigem; e isso é falso porque geralmente é a intervenção das autori- dades que salvam os mercados quando eles se atrapalham. Desde 1980 tivemos cinco ou seis crises: a crise bancária internacional de 1982, a falência do banco Continental Illinois em 1984 e a falência do Long-Term Capital Management, em 1998, para citar três. A cada

ATUALIDADES (CEF TECNICO)16-2-2012

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vez, são as autoridades que salvam os mercados, ou organizam empre- sas para fazê-lo. As autoridades têm precedentes nos quais se basear. Mas, de alguma maneira, essa idéia de que os mercados tendem ao equilíbrio e que seus desvios são aleatórios ganhou aceitação geral e todos estes instrumentos sofisticados de investimentos foram baseados

Diante do quadro da crise, a agência de classificação de notas de crédito Standard & Poor's (S&P) rebaixou pela primeira vez na sua história a nota da dívida pública dos Estados Unidos de AAA para AA+, devido à crescente dívida e ao pesado déficit de orçamento[37]. Imedia- tamente ao rebaixamento da nota de crédito dos EUA, as bolsas de valores mundiais calcularam altíssimas perdas. Seguiu-se ainda que os dados divulgados no mês de agosto apontavam que as economias da Zona do Euro haviam crescido menos do que o previsto, sendo que algumas já estavam em profunda recessão[38]. Depois de inúmeras perdas, algumas ações de bancos se recuperaram nas semanas seguin- tes de agosto, com os mercados acionários globais, em parte, recupera- dos após o rebaixamento da nota da dívida estadunidense[39].

Referências