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Universidade Federal do Ceará Centro de Tecnologia Departamento de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica Disciplina de

Universidade Federal do Ceará Centro de Tecnologia Departamento de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica Disciplina de Aplicações de Eletrônica de Potência em Sistemas de Potência

Trabalho Comum 05 – Controle Vetorial Utilizado para Controlar a Potência Ativa de Geradores DFIG Conectados à Turbina Eólica.

Aluno: Dante Victor Shimoda Pereira, 2011110407

Prof. Kleber Lima

Fortaleza, 06 de junho de 2011

Índice

Índice

2

1. Introdução

3

2. Analise Teórica

3

2.1. Geração Eólica e DFIG

 

3

2.2. Controle do conversor Back-to-back

7

2.2.1. Controle

do

GSC

7

2.2.2. Controle

do

RSC

10

3. Simulação

13

4. Conclusão

29

5. Referências Bibliográficas

 

29

1.

Introdução

Devido à grande utilização, atualmente, de fazendas eólicas com geradores de indução duplamente alimentados, far-se-á, neste trabalho, um estudo sobre o controle de potência utilizado em um DFIG controlado através de um conversor back-to-back.

Primeiramente a teoria do controle vetorial para o GSC e o RSC será mostrada juntamente com todo o equacionamento. Em seguida, uma simulação em PSCAD será realizada para comprovar o equacionamento.

Devido a vários problemas de convergência, teve-se que adotar outros parâmetros de referência, tanto para o gerador como para a rede, diferentes dos valores estipulados no escopo do Trabalho Comum 05.

2. Analise Teórica

2.1. Geração Eólica e DFIG

Devido aos graves efeitos que a ação do homem vem causando a biosfera terrestre desde a revolução industrial, é de extrema necessidade que se busque fontes de energia alternativa para diminuir as emissões de CO 2 e outros gases nocivos, de tal forma, que esse efeitos possam ser anulados e revertidos, garantindo-se a existência das futuras gerações. A Tabela 1 mostra a análise de sustentabilidade das fontes de energia alternativa que existem atualmente.

Tabela 1 – Análise de sustentabilidade das fontes de energia.

fontes de energia alternativa que existem atualmente. Tabela 1 – Análise de sustentabilidade das fontes de

Desse modo, a energia eólica mostra-se como uma das fontes mais promissoras para substituir as fontes baseadas em combustíveis fósseis. Na Tabela 2, temos as usinas eólicas já instaladas no Brasil com suas respectivas potências de geração.

Tabela 2 - Usinas eólicas instaladas no Brasil.

geração. Tabela 2 - Usinas eólicas instaladas no Brasil. Dentre os tipos de gerados utilizados, o

Dentre os tipos de gerados utilizados, o DFIG (Doubly-Fed Induction Generator) se apresenta como o tipo mais promissor e mais utilizado no mundo (Oliveira, 2009). O DFIG utiliza um gerador de indução com rotor bobinado e é alimentado através de dois circuitos. O estator da máquina é alimentado diretamente à rede enquanto o rotor é ligado ao sistema elétrico através de dois conversores estáticos em topologia back-to-back, conectados por um barramento de corrente contínua (CC). Na Figura 1, tem-se a topologia DFIG adotada nesse trabalho.

Figura 1 – Topologia DFIG adotada. Uma das grandes vantagens do DFIG é a respeito

Figura 1 – Topologia DFIG adotada.

Uma das grandes vantagens do DFIG é a respeito dos seus conversores. Eles permitem o fluxo bidirecional de potência e são dimensionados apenas para uma fração do valor nominal do gerador. Devido ao fato do estator ser ligado diretamente à rede, a maior parte da potência da máquina flui por esse circuito. Os conversores ligados ao rotor possuem apenas cerca de 25% a 30% da potência nominal da máquina. O uso dos conversores ainda garante menor impacto na rede elétrica, em comparação com outras tecnologias como o gerador de indução em gaiola (Silva et al., 2006). Os dois conversores estáticos do DFIG são denominados de Conversor do Lado da Rede (GSC – “Grid Side Converter”) e Conversor do Lado do Rotor (RSC – “Rotor Side Converter”). Em regime normal de geração, o GSC como um retificador e controla a tensão do barramento CC e a potência reativa que flui desse barramento para a rede. O RSC funciona como um inversor e alimenta o rotor da máquina, controlando as potências ativa e reativa que fluem do estator para a rede. O controle dos dois conversores permite uma excursão na velocidade da máquina limitada em +- 30% em torno do valor nominal. Isso é possível uma vez que o DFIG permite o funcionamento nas duas regiões de velocidade, ilustrados na Figura 2 (Rabelo, 2009).

Figura 2 – Modo de operação do DFIG. • Velocidade subsíncrona: neste modo de operação

Figura 2 – Modo de operação do DFIG.

• Velocidade subsíncrona: neste modo de operação a velocidade do rotor é menor que a

velocidade síncrona da máquina. O circuito de rotor consome potência ativa do estator. A potência total gerada (P TOT ) é a diferença entre a potência gerada pelo estator (P S ) e a potência

consumida pelo rotor (P n );

• Velocidade supersíncrona: neste modo de operação a velocidade do rotor é maior que a

velocidade síncrona da máquina. O rotor e o estator geram potência. A potência total gerada (P TOT ) é então a soma da potência gerada pelo estator (P S ) com a potência gerada pelo rotor (P n );

Como desvantagens desta tecnologia, têm-se o uso da caixa de transmissão conectando a turbina ao gerador, representando uma fragilidade mecânica do sistema e a conexão direta do estator à rede elétrica, tornando o WECS bastante susceptível a distúrbios da rede, tais como afundamentos e desequilíbrios de tensão.

2.2.

Controle do conversor Back-to-back

Utilizar-se-á, para controlar as potências ativa e reativa do estator do DFIG, a teoria do

controle vetorial através do conversor back-to-back. Para isso, adotar-se-ão referenciais móveis dq

obtidos utilizando-se as transformadas de Clark e Park, mostradas nas equações 2.1 e 2.2,

respectivamente.

v   

d

v

q

Primeiramente,

=

o

v


v β

0

v

α

=

 1 1 1  2 2 2  2 1  1 ⋅ 1
1
1
1
2
2
2
2 1
1
1
3 2
2
3
3
0
2
2



 

v

v

  v

a

 

b

c

  2 ⋅ 3   
2
⋅
3

cos

θ

θ

sen

2

π

cos(

sen

θ

θ

(

3

2

π

3

)

)

4

π

cos(

sen

θ

θ

(

3

4

π

3

)

)

 

v


 

⋅ v

  v

a

b

c

equacionamento

do

controle

do

conversor

do

 

2.1

2.2

lado

da

rede

será

implementado e, em seguida, o controle do lado do rotor será desenvolvido.

As notações adotadas para referenciar cada variável a um referencial são:

x S : grandeza referenciada ao estator;

x R : grandeza referenciada ao rotor;

x: grandeza referenciada ao sistema de referencial síncrono;

x r

S

=

x r

S

S

e

δ

j

;

x r

R

=

R

x r

R

e

j

µ

2.2.1. Controle do GSC

Para o modelamento, serão tomadas as referências de tensão e correntes mostradas no

inversor conectado à rede elétrica da Figura 3.

Figura 3 – Referências de tensão e corrente no conversor conectado à rede. Desse modo,

Figura 3 – Referências de tensão e corrente no conversor conectado à rede.

Desse modo, tem-se:

v

R i

=

a a

v

b

=

R i

b

v

c

=

R i

c

+

+

+

L

L

L

di

a

dt

di

b

dt

di

c

dt

+

+

+

v

a

v

b

v

c

v r = v r

e

v r

e

=

e θ

j

r

R i

e

+

L

r

di

e

dt

+

v r

e

2.3

2.4

Convertendo a equação 2.3 para o referencial girante (síncrono), tem-se:

r

v

=

r

R i

+

L

r

di

dt

r

j Li v

+ ω

+

r

v=v r r + jv r

d

.

q

2.5

2.6

Baseando-se na definição 2.6, a equação 2.5 dará origem a duas equações, como segue:

v

d

v

q

=

=

R i

d

R i

q

+

+

L

L

di

d

dt

di

q

dt

ω

Li v

q

+

d

ω

Li v

d

+

q

Da teoria de potência, sabe-se que:

p= v i +v i

3

2

d

d

q

q

q= −v i +v i

3

2

q

d

d

q

2.7

2.8

2.9

2.10

De acordo com a escolha do referencial síncrono, tem-se:

v

v

d

q

r

= v

= 0

3

2

3

2

d

d

p

= v

q

= v

i

d

i

q

Do inversor ponte - completa, sabe-se que:

v    v = 2 ⋅ p d = 2 v  
v
 
v
=
2
p
d
= 2
v
  E
p

E

=

2

2
2

v

d

m

=

2 2 v d
2
2 v
d

E

2.11

2.12

Onde m é o índice de modulação e v p é o valor de pico da tensão senoidal de saída.

3

P=EI = v i

.

cc

2 d

d

Substituindo 2.12 em 2.13, tem-se:

Da Figura 3, tem-se:

I =

cc

I cap

I

cap

3 m⋅i d 4 2 = I − I cc 1 dE = C
3
m⋅i
d
4
2
= I − I
cc
1
dE
= C

dt

Substituindo 2.14 e 2.16 em 2.15, tem-se:

E

=

1  3  Cs .  4 2
1
3
Cs
.
4
2

mi

d

I

1

2.13

2.14

2.15

2.16

2.17

Desse modo, para o controle do GSC, temos as equações 2.18 e 2.19 e o diagrama de

blocos da Figura 4.

v

d

*

v

q

=

*

v

d

+

Li

ω

=−

Li

ω

d

q

Ri

d

+

Ri + L

q

L

di

d

dt

di

q

dt

2.18

2.19

+ -
+
-

vd

vd Vcc + - -
vd
Vcc
+
-
-
+ - vd vd Vcc + - - Vcc Id vd + - Id L Iq

Vcc

Id vd + - Id L Iq vq + - - Iq L Id
Id
vd
+
-
Id
L
Iq
vq
+
-
-
Iq
L
Id

Iq

-
-

vq vq

Figura 4 – Diagrama de blocos do GSC.

2.2.2. Controle do RSC

Para a modelagem do controle do RSC, serão tomadas como referências as tensões e correntes mostradas na Figura 5.

referências as tensões e correntes mostradas na Figura 5. Figura 5 - Referências de tensão e
referências as tensões e correntes mostradas na Figura 5. Figura 5 - Referências de tensão e

Figura 5 - Referências de tensão e corrente no conversor conectado ao rotor.

Pela aproximação adotada de perpendicular ao eixo d do fluxo do estator, tem-se:

θδ

π

2

2.20

Equações das tensões das tensões do estator no referencial do estator:

S

r

v

S

=

R

S

r

i

S

S

+

S

S

r

d

ψ

dt

2.21

Passando a equação 2.21 para o referencial síncrono:

Desse modo, tem-se:

r

v

S

v Sd

v Sq

= R

S

= R

S

= R

S

r d

i

r

ψ

S

S

+

+

dt

d

ψ

Sd

dt

+ ω ψ

S

S

j

r

i

Sd

ω ψ

S

Sd

i

Sq

+

d

ψ Sq

dt

+ω ψ

S

Sd

As equações do fluxo do estator são dadas por:

r

r

r

ψ =L i +L i

S

S

S

m

R

ψ

Sd

ψ

Sq

=L i +L i

S

Sd

m

Rd

=L i +L i

S

Sq

m

Rq

As tensões do rotor podem ser expressas por:

R

r

v

R

=

R

R

r

i

R

R

+

R

R

r

d

ψ

dt

Convertendo para o referencial síncrono, tem-se:

r

v

R

v

Rd

v

Rq

= R

R

R

= ⋅

R

=

R

R

r d

i

r

R

+

ψ

R

dt

r

+ ω ψ

Slip

R

j

i

Rd

i

Rq

+

+

d

ψ

Rd

dt

d

ψ Rq

dt

ω

Slip

+ω

Slip

ψ

Rd

ψ

Rd

2.22

2.23

2.24

2.25

2.26

2.27

2.28

2.29

As equações do fluxo do rotor no referencial síncrono podem ser expressas por:

r ψ =L i +L i

r

R

R

r

R

m

S

ψ

Rd

ψ

Rq

=L i +L i =L i +L i

R

S

Rd

Rq

m

m

Sd

Rq

A potência ativa do estator é dada por:

P =v i +v i

S

sd

sd

sq

sq

2.30

2.31

2.32

A potência reativa do estator é dada por:

Q =−v i +v i

S

sq

sd

sd

sq

2.33

Pela aproximação adotada conforme 2.20, tem-se:

v =

sq

0

Substituindo 2.34 em 2.26, tem-se:

Desse modo, tem-se:

P

S

=

i

sq

=−

L

m

L

S

i

Rq

v

sq

i

sq

=−

v

sq

L

m

L

S

Q =−v i

S

sq

sq

i

Rq

2.34

2.35

2.36

2.37

Isolando-se i sd de 2.25 e substituindo em 2.37, finalmente tem-se:

Q

S

=−

L

m

2

Sq

v

L

S

Lω

m S

{

Potência Reativa

de Magnetização

v

Sq

i

Rd

 

2.38

Portanto, pode-se retirar desse equacionamento o diagrama de blocos da Figura 6 que resume o controle vetorial utilizado para fazer o controle da potência ativa e reativa do estator através das correntes do rotor.

iRd vRd slip qs + + - - T1 dq T2 qs iRd T3 PW
iRd
vRd
slip
qs
+
+
-
-
T1
dq
T2
qs
iRd
T3
PW
T5
abc
T4
T6
vRq
iRq
ps
+
+
-
-
ps
iRq
slip
vsa
dq
iRa
vsb
PW
iRd
slip
+
+
iRb
vsc
-
-
iRq
abc
iRc
2
Eixo do
Encoder
rotor

Figura 6 – Diagrama de blocos do controle do RSC.

3. Simulação

Para validar a formulação desenvolvida no tópico anterior, realizou-se uma simulação em PSCAD utilizando-se uma turbina eólica e um gerador DFIG de 1 W. Nessa simulação investigou-se o comportamento do controle das potências ativa e reativa do estator e a tensão do elo CC do conversor back-to-back através de degraus nas referências de cada grandeza, respeitando a ordem da Tabela 3.

Tabela 3 – Procedimento de teste da simulação

t [s]

Ps [pu]

Qs [pu]

Vcc [kV]

Vw [m s]

0

-0,7

-0,3

2,5

11

2

-0,7

0,0

2,5

11

3

-0,7

0,3

2,5

11

4

-1,0

0,3

2,5

11

5

-1,0

-0,3

2,5

11

6

-1,0

-0,3

2,0

11

7

-0,7

0,0

2,0

11

8

-0,7

0,0

2,5

11

9

-1,0

0,0

2,5

12

10

-1,0

0,0

2,5

11

Na Figura 7 encontra-se o circuito de potência montado para simular o conversor back-to- back conectado ao gerador DFIG.

DFIG Power Control by Decoupled Vector Control - Eng. Dante Shimoda Circuito de Potência Timed
DFIG Power Control by Decoupled Vector Control - Eng. Dante Shimoda
Circuito de Potência
Timed
Conversor do Lado da Rede
(CLR).
Breaker
Logic
Conversor do Lado da Máquina
(CLM).
Cp
BRK
Closed@t0
0.28
Tm
Vw
TL
Wind Park
1
3
5
5
3
1
1
3
5
5
3
1
Vw
Wm
2
2
2
2
2
2
W
gS1
gS3
gS5
gR5
gR3
gR1
iSa
iRa
Esta turbina está produzindo 1 MW.
iSb
iRb
Vcc
iSc
iRc
Vs
Vr
4
6
2
2
6
4
4
6
2
2
6
4
2
2
2
2
2
2
gS4
gS6
gS2
gR2
gR6
gR4
vSa
vRa
vSb
vRb
S2TMODE
Qs
Ps
TIME
vSc
vRc
Muda de controle de velocidade para
controle de torque.
Ir
W
3 [MVA]
0.69 [kV] / 20.0 [kV]
I M
Is
S
#2
#1
S2TMODE
Vs
TL
Rede - 20 kV.
TL
A
Qr
Pr
N
1e-4 [H] 0.05 [ohm]
Vrede R=0
B
Vr
C
A
P
Power
B
Q
P
A
BRK
Power
Q
B
2e-3
1
2
3
1
2
3
A
B
C
R=0
7800 [uF]
1.0541

Figura 7 – Circuito de potência simulado.

Para poder rastrear a fase e a freqüência da rede onde o gerador esta conectado, foi utilizada a estratégia apresentada na Figura 8, que consta de um circuito PLL com PI ajustado em 57,8 (ganho proporcional) e 2890 (ganho integral).

PLL

Vsa

PLL Vsa Vsb Vsc Va PLL Vb theta + D - Vc F Pi by 2

Vsb

PLL Vsa Vsb Vsc Va PLL Vb theta + D - Vc F Pi by 2

Vsc

PLL Vsa Vsb Vsc Va PLL Vb theta + D - Vc F Pi by 2
Va PLL Vb theta + D - Vc F Pi by 2
Va
PLL
Vb
theta
+
D
-
Vc
F
Pi by 2
Angle Resolver theta
Angle
Resolver
theta
2 Pi * wrede f_rede
2 Pi
*
wrede
f_rede

Figura 8 – Circuito de rastreamento de fase da rede.

A Figura 8 mostra a geração dos sinais de tensão e corrente do estator e corrente do rotor no referencial dq, além da mudança para o referencial abc das tensões de referência para o chaveamento do GSC.

Alfa-Beta / DQ

theta

theta

 
 

vSa

A

 
alfa
alfa
 
 

alfa

   

D

  alfa     D
B 3 to 2   Stator vdS
B 3 to 2   Stator vdS

B

3

to 2

 

Stator

vdS

vSb

Transform

vSb Transform to Rotor beta Q

to Rotor

beta

Q

vSb Transform to Rotor beta Q
  beta   vqS
 

beta

 

vqS

C

   

vSc

 
 

theta

 
 
 

iSa

A

 
alfa
alfa
 
 

alfa

   

D

 
B 3 to 2   Stator  
B 3 to 2   Stator  

B

3

to 2

 

Stator

 

iSb

Transform

iSb Transform to Rotor beta Q

to Rotor

beta

Q

  beta    
 

beta

   

C

   

iSc

 
   
   
D alfa Rotor   alfa   A vSa_ref
D
D

alfa

Rotor

 

alfa

 

A

vSa_ref

   

2 to 3

    2 to 3  
 
to Stator B Transform vSb_ref

to Stator

B

Transform

vSb_ref

Q beta  

Q

beta

 
   

beta

 
    beta    
 
   

C

vSc_ref

 

Theta_slip

   
 

A

alfa

 
alfa
alfa

Stator

D

 
  A alfa   alfa Stator D  

B

3 to 2

Transform

   

idR

 
  to Rotor beta Q

to Rotor

beta

Q

  to Rotor beta Q

C

beta

   

iqR

   

vdS_ref

vqS_ref

iRa idS iRb iqS iRc
iRa
idS
iRb
iqS
iRc

Figura 9 – Transformadas abc/dq.

Para a estimação do ângulo de escorregamento, utilizou-se o circuito da Figura 10.

Flux and Slip angles.

 
theta + D - F Pi by 2
theta
+
D
-
F
Pi by 2
ang_flux Angle C Resolver + - Theta_rotor D
ang_flux
Angle
C
Resolver
+
-
Theta_rotor
D
ang_flux Angle C Resolver + - Theta_rotor D
 
theta + D - F Pi by 2 ang_flux Angle C Resolver + - Theta_rotor D

Angle

Theta_slip

Theta_slip
 

Resolver

  Resolver  
 
   
 

Ângulo do fluxo do estator.

 

Ângulo de escorregamento.

Figura 10 – Estimação do ângulo de escorregamento.

O controle do RSC foi implementado utilizando-se o circuito da Figura 11, onde os controladores PI foram sintonizados segundo a Tabela 4.

Rotor Side Control P - * + D D + - I Qs_ref F F
Rotor Side Control
P
-
*
+
D
D
+
-
I
Qs_ref
F
F
Qs
Start
idR
P
-
*
+
D
D
+
-
I
Ps_ref
F
F
Ps
Start

iqR

Controle do Conversor do Lado da Máquina (CLM). P Theta_slip * I A vRa_ref alfa
Controle do Conversor do Lado da Máquina
(CLM).
P
Theta_slip
*
I
A
vRa_ref
alfa
D
alfa
Start
Rotor
2 to 3
to Stator
B
vRb_ref
Transform
Q
beta
beta
P
C
vRc_ref
*
I

Start

Figura 11 – Controle do RSC.

Tabela 4 – Sintonização dos PIs do RSC.

PI

P

I

Qs

0,5

0,2

idR

2,0

0,01

Ps

1,0

0,1

iqR

2,0

0,01

O controle do GSC foi implementado utilizando-se o circuito da Figura 12, onde os controladores PI foram sintonizados segundo a Tabela 5. Importante salientar que a malha de potencia reativa do GSC foi retirado devido a não necessidade, nessa aplicação e conforme (Qu et all - 2011). Desse modo, a referência de i qS foi fixada em 0, o que melhorou muito a performance do sistema.

Grid Side Control

Start

vdS

Controle do Conversor do Lado da Rede (CLR).

B P P + * + * + - * D D D vdS_ref -
B
P
P
+
*
+
*
+
-
*
D
D
D
vdS_ref
-
-
-
I
I
Vcc_ref
F
F
F
Vcc
Start
idS
Start
*
*
iqS
2e-3
S2TMODE
Start
wrede
Start
P
*
0.0
+
-
*
D
D
vqS_ref
-
-
I
F
F
iqS
Start
*
*
idS
2e-3
wrede

Figura 12 - Controle do GSC.

Tabela 5 – Sintonização dos PIs do GSC.

PI

P

I

Vcc

0,4

0,1

idS

2,0

0,01

Qr

0,0

0,0

iqS

2,0

0,01

Os sinais de chaveamento para o conversor back-to-back foram gerados conforme a Figura

13.

PWM Circuits

Chaveamento do Conversor do Lado da Máquina (CLM). A vRa_ref gR1 B Compar- ator Delay
Chaveamento do Conversor do
Lado da Máquina (CLM).
A
vRa_ref
gR1
B
Compar-
ator
Delay
A
vRb_ref
gR4
T
B
Compar-
ator
A
vRc_ref
gR3
B
Compar-
ator
Delay
gR6
T
TriR
gR5
Delay
gR2
T
Chaveamento do Conversor do Lado da Rede (CLR). A vSa_ref gS1 B Compar- ator Delay
Chaveamento do Conversor do
Lado da Rede (CLR).
A
vSa_ref
gS1
B
Compar-
ator
Delay
A
vSb_ref
gS4
T
B
Compar-
ator
A
vSc_ref
gS3
B
Compar-
ator
Delay
T gS6
TriS
gS5
Delay
T gS2

Figura 13 – Circuito PWM.

Desse modo, pode-se realizar a simulação utilizando todos os circuitos mostrados anteriormente e o procedimento de teste mostrado na Tabela 3. Para a simulação, ajustou-se o tempo de simulação para 13s, o passo de solução em 10us e o passo dos gráficos em 100us. Na Figura 14 tem-se o gráfico com a tensão do elo CC do conversor back-to-back. Percebe- se que a tensão segue bem a referência, passando por alguns transitórios devido aos degraus nas referencias das potências.

Main : Graphs Vcc_ref Vcc 3.00 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 0.00 0.0 2.0 4.0
Main : Graphs
Vcc_ref
Vcc
3.00
2.50
2.00
1.50
1.00
0.50
0.00
0.0
2.0
4.0
6.0
8.0
10.0
12.0
Figura 14 – Tensão no barramento CC.
y
A Figura 15 traz o ângulo da rede e o ângulo do escorregamento. Percebe-se que
A Figura 15 traz o ângulo da rede e o ângulo do escorregamento. Percebe-se que eles não
apresentam ruído e estão bem uniformes, o que mostra que estão bem sintonizados.
Main : Graphs
Theta_slip
Theta
7.0
6.0
5.0
4.0
3.0
2.0
1.0
0.0
4.800
4.825
4.850
4.875
4.900
4.925
4.950
4.975
5.000
y

Figura 15 – Ângulo do escorregamento e ângulo da rede, respectivamente.

O perfil da velocidade do rotor é apresentado pela Figura 16. Não foi encontrado ruidos em alta freqüência, o que mostra que o controle da potência ativa está bem projetado.

Main : Graphs W 1.450 1.400 1.350 1.300 1.250 1.200 1.150 1.100 1.050 0.0 2.0
Main : Graphs
W
1.450
1.400
1.350
1.300
1.250
1.200
1.150
1.100
1.050
0.0
2.0
4.0
6.0
8.0
10.0
12.0
14.0
Figura 16 – Velocidade do rotor.
A Figura 17 mostra a moduladora do RSC e a referencia de tensão do rotor.
Main : Graphs
TriR
vRa_ref
1.50
1.00
0.50
0.00
-0.50
-1.00
-1.50
0.0
2.0
4.0
6.0
8.0
10.0
12.0
14.0
y
y

Figura 17 – Moduladora do RSC e tensão de referência do rotor.

O resultado obtido em relação à potência ativa do estator está no gráfico da Figura
O resultado obtido em relação à potência ativa do estator está no gráfico da Figura 18.
Percebe-se que a referencia foi bem seguida e que não há oscilações, o que mostra em controle
bem projetado.
Main : Graphs
Ps_ref
0.25
Ps
0.00
-0.25
-0.50
-0.75
-1.00
-1.25
-1.50
-1.75
-2.00
0.0
2.0
4.0
6.0
8.0
10.0
12.0
14.0
y

Figura 18 – Potência ativa do estator.

A Figura 19 mostra a potência reativa do estator. Como a ativa, ela segue bem a referencia imposta, sem erro e oscilações consideráveis, mostrando o bom controle que foi projetado.

Main : Graphs Qs_ref Qs 2.00 1.75 1.50 1.25 1.00 0.75 0.50 0.25 0.00 -0.25
Main : Graphs
Qs_ref
Qs
2.00
1.75
1.50
1.25
1.00
0.75
0.50
0.25
0.00
-0.25
-0.50
0.0
2.0
4.0
6.0
8.0
10.0
12.0
y

Figura 19 – Potência reativa do estator.

Na Figura 20 tem-se a moduladora do GSC e a tensão de referência do estator.
Na Figura 20 tem-se a moduladora do GSC e a tensão de referência do estator.
Main : Graphs
TriS
5.0
vSa_ref
4.0
3.0
2.0
1.0
0.0
-1.0
-2.0
-3.0
-4.0
-5.0
0.0 2.0
4.0
6.0
8.0
10.0
12.0
14.0
y

Figura 20 – Moduladora do GSC e tensão de referência do estator.

As correntes do estator no referencial dq são mostradas na Figura 21, onde não há
As correntes do estator no referencial dq são mostradas na Figura 21, onde não há
presença de oscilações, o que mostraria instabilidades no sistema.
Main : Graphs
idS
0.75
iqS
0.50
0.25
0.00
-0.25
-0.50
-0.75
-1.00
-1.25
0.0 2.0
4.0
6.0
8.0
10.0
12.0
14.0
y

Figura 21 – Correntes do estator no referencial dq.

As correntes do estator no referencial dq são mostradas na Figura 22, onde não há
As correntes do estator no referencial dq são mostradas na Figura 22, onde não há
presença de oscilações, o que mostraria instabilidades no sistema.
Main : Graphs
idR
2.00
iqR
1.50
1.00
0.50
0.00
-0.50
-1.00
-1.50
-2.00
-2.50
-3.00
0.0
2.0
4.0
6.0
8.0
10.0
12.0
14.0
y

Figura 22 – Correntes do rotor no referencial dq.

A tensão no PCC é mostra através da Figura 23, onde, percebe-se que a tensão
A tensão no PCC é mostra através da Figura 23, onde, percebe-se que a tensão está
balanceada, sem defasagens e apenas com um pouco de ruído em alta freqüência devido ao
chaveamento do conversor back-to-back.
Main : Graphs
vSc
vSb
vSa
0.80
0.60
0.40
0.20
0.00
-0.20
-0.40
-0.60
-0.80
12.4600
12.4650
12.4700
12.4750
12.4800
12.4850
12.4900
y

Figura 23 – Tensão no PCC.

Para testar a robustez do controle, uma carga não linear (retificador trifásico) de 500kW foi conectado a rede após 2 segundos de simulação, conforme pode ser visto na.

D D D Timed Breaker Logic D D D Open@t0 800 [ohm] 10000.0 [uF] BRK1
D
D
D
Timed
Breaker
Logic
D
D
D
Open@t0
800 [ohm]
10000.0 [uF]
BRK1
Logic D D D Open@t0 800 [ohm] 10000.0 [uF] BRK1 BRK1 Figura 24 – Carga não

BRK1

Figura 24 – Carga não linear de 500kW.

A Figura 25 mostra a tensão no elo CC. Percebe-se um pequeno transitório na entrada da carga, mas logo o sistema volta ao estado de operação normal.

Main : Graphs Vcc_ref Vcc 3.00 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 0.00 0.0 1.0 2.0
Main : Graphs
Vcc_ref
Vcc
3.00
2.50
2.00
1.50
1.00
0.50
0.00
0.0
1.0
2.0
3.0
4.0
5.0
y

Figura 25 - Tensão no elo CC.

A entrada da carga não causa nenhum distúrbio na estimação do ângulo da rede e
A entrada da carga não causa nenhum distúrbio na estimação do ângulo da rede e no
ângulo do escorregamento, como pode ser visto na Figura 26.
Main : Graphs
Theta_slip
Theta
7.0
6.0
5.0
4.0
3.0
2.0
1.0
0.0
1.800
1.850
1.900
1.950
2.000
2.050
2.100
2.150
2.200
y

Figura 26 - Ângulo do escorregamento e ângulo da rede, respectivamente.

A velocidade do rotor sofre um pequeno distúrbio, mas logo volta ao seu estado normal de

operação, como mostrado na Figura 27.

Main : Graphs W 1.220 1.200 1.180 1.160 1.140 1.120 1.100 1.080 1.060 1.040 0.0
Main : Graphs
W
1.220
1.200
1.180
1.160
1.140
1.120
1.100
1.080
1.060
1.040
0.0
1.0
2.0
3.0
4.0
5.0
y

Figura 27 – Velocidade do rotor.

A potência ativa apresentasse bem controlada, com pequeno transitório na entrada da carga, conforme a Figura 28.

Main : Graphs Ps_ref Ps 0.25 0.00 -0.25 -0.50 -0.75 -1.00 -1.25 -1.50 -1.75 -2.00
Main : Graphs
Ps_ref
Ps
0.25
0.00
-0.25
-0.50
-0.75
-1.00
-1.25
-1.50
-1.75
-2.00
0.0
1.0
2.0
3.0
4.0
5.0
y

Figura 28 – Potência ativa do estator.

Do mesmo modo, a potência reativa também apresenta um bom comportamento e um pequeno transitório na entrada da carga, como pode ser visto na Figura 29.

Main : Graphs Qs_ref Qs 2.00 1.75 1.50 1.25 1.00 0.75 0.50 0.25 0.00 -0.25
Main : Graphs
Qs_ref
Qs
2.00
1.75
1.50
1.25
1.00
0.75
0.50
0.25
0.00
-0.25
-0.50
0.0
1.0
2.0
3.0
4.0
5.0
y

Figura 29 – Potência reativa do estator.

A Figura 30 mostra a tensão no PCC no momento em que a carga é acionada. Houve um pequeno transitório e rapidamente ela volta para o regime permanente.

Main : Graphs vSc vSb vSa 0.80 0.60 0.40 0.20 0.00 -0.20 -0.40 -0.60 -0.80
Main : Graphs
vSc
vSb
vSa
0.80
0.60
0.40
0.20
0.00
-0.20
-0.40
-0.60
-0.80
1.960
1.970
1.980
1.990
2.000
2.010
2.020
2.030
2.040
2.050
y

Figura 30 – Tensão no PCC.

A Figura 31 mostra a corrente da carga não linear de 500kW.

Main : Graphs Inl 0.250 0.200 0.150 0.100 0.050 0.000 -0.050 -0.100 -0.150 -0.200 -0.250
Main : Graphs
Inl
0.250
0.200
0.150
0.100
0.050
0.000
-0.050
-0.100
-0.150
-0.200
-0.250
2.9250
2.9300
2.9350
2.9400
2.9450
2.9500
2.9550
y

Figura 31 – Corrente da carga não linear de 500kW.

Tem-se nas Figura 32 e Figura 33 as moduladoras do RSC e GSC e as referencias de tensão do rotor e do estator, respectivamente.

Main : Graphs TriR vRa_ref 1.50 1.00 0.50 0.00 -0.50 -1.00 -1.50 0.0 1.0 2.0
Main : Graphs
TriR
vRa_ref
1.50
1.00
0.50
0.00
-0.50
-1.00
-1.50
0.0
1.0
2.0
3.0
4.0
5.0
y
Figura 32 – Moduladora do RSC e tensão de referência do rotor. Main : Graphs
Figura 32 – Moduladora do RSC e tensão de referência do rotor.
Main : Graphs
TriS
vSa_ref
5.0
4.0
3.0
2.0
1.0
0.0
-1.0
-2.0
-3.0
-4.0
-5.0
0.0
1.0
2.0
3.0
4.0
5.0
y

Figura 33 – Moduladora do GSC e tensão de referência do estator.

As correntes do rotor e do estator no referencial dq mostradas nas Figura 34 e
As correntes do rotor e do estator no referencial dq mostradas nas Figura 34 e Figura 35
mostram-se bem estáveis, sem oscilações e com um pequeno transitório no instante em que a
carga não linear é conectada à rede.
Main : Graphs
idR
iqR
2.00
1.50
1.00
0.50
0.00
-0.50
-1.00
-1.50
-2.00
-2.50
-3.00
0.0 1.0
2.0
3.0
4.0
5.0
y
Figura 34 - Correntes do rotor no referencial dq. Main : Graphs idS 0.75 iqS
Figura 34 - Correntes do rotor no referencial dq.
Main : Graphs
idS
0.75
iqS
0.50
0.25
0.00
-0.25
-0.50
-0.75
-1.00
-1.25
0.0 1.0
2.0
3.0
4.0
5.0
y

Figura 35 - Correntes do estator no referencial dq.

4.

Conclusão

Nesse trabalho foi desenvolvido um controle vetorial para controlar a potência ativa e reativa do estator de um gerador DFIG conectado a uma turbina eólica. Através das simulações realizadas pode-se validar o controle projetado e testar a sua robustez através da última simulação onde uma carga não linear de 500kW foi introduzida ao sistema sem softstart. O sistema mostrou-se estável com e sem a carga não linear, com pequenos transitórios e uma ótima controlabilidade. Portanto, o controle vetorial apresenta-se como uma boa e indicada estratégia para se controlar a potência ativa e reativa do estator em um sistema de geração eólica baseado em máquinas DFIG.

5. Referências Bibliográficas

[1]

Notas de aula da disciplina de Aplicações de Eletrônica de Potência em Sistemas de Potência, Prof. Kleber Lima, abril de 2011, Universidade Federal do Ceará;

[2]

Constant Power Control of DFIG Wind Turbines With Supercapacitor Energy Storage, Liyan Qu and Wei Qiao, IEEE Transactions on Industry Applications, 2011;

[3]

Controle Direto de Potência em Gerador de Indução Duplamente Alimentado, Silas Yunghwa Liu, Dissertação de estrado, Universidade Federal de inas Gerais, 2011;

[4] Oliveira, R. G. (2009). Contribuição ao Controle de um Sistema de Geração a Velocidade Variável Utilizando Gerador de Indução Duplamente Excitado. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, Universidade Federal de inas Gerais.

[5] Silva, S. R.; Parma, G. G.; Bambirra, G. P.; Brasil, D. O. C.; and edeiros, F. C. (2006). 1º Relatório Técnico: Desenvolvimento e Caracterização Técnica das Tecnologias em Turbinas Eólicas e seus odelos Dinâmicos. Operador Nacional do Sistema - OIS e Universidade Federal de inas Gerais - UF G.

[6]

Rabelo, B. (2009). Optimal Reactive Power Sharing with the Doubly-Fed Induction Generators in Wind Turbines. Tese (Doutorado) - Technische Universitat Chemnitz.

[7]

Aplicação de Aerogeradores do Tipo Indução Duplamente Alimentado no Controle da Freqüência de Sistemas Elétricos, Tchiarles Coutinho Hilbig, Dissertqção de mestrado, Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2006;