Crise econômica de 2008-2012

A crise econômica de 2008-2012, também chamada de Grande Recessão,[1] é um desdobramento da crise financeira internacional precipitada pela falência do tradicional banco de investimento estadunidense Lehman Brothers, fundado em 1850. Em efeito dominó, outras grandes instituições financeiras quebraram, no processo também conhecido como "crise dos subprimes".

Alguns economistas, no entanto, consideram que a crise dos subprimes tem sua causa primeira no estouro da "bolha da Internet" (em inglês, dot-com bubble), em 2001, quando o índice Nasdaq (que mede a variação de preço das ações de empresas de informática e telecomunicações) despencou.[2]

De todo modo, a quebra do Lehman Brothers foi seguida, no espaço de poucos dias, pela falência técnica da maior empresa seguradora dos Estados Unidos da América, a American International Group (AIG). O governo norte-americano, que se recusara a oferecer garantias para que o banco inglês Barclays adquirisse o controle do cambaleante Lehman Brothers,[3] alarmado com o efeito sistêmico que a falência dessa tradicional e poderosa instituição financeira - abandonada às "soluções de mercado" - provocou nos mercados financeiros mundiais, resolveu, em vinte e quatro horas, injetar oitenta e cinco bilhões de dólares de dinheiro público na AIG para salvar suas operações. Mas, em poucas semanas, a crise norte-americana já atravessava o Atlântico: a Islândia estatizou o segundo maior banco do país, que passava por sérias dificuldades.[4]

As mais importantes instituições financeiras do mundo, Citigroup e Merrill Lynch, nos Estados Unidos; Northern Rock, no Reino Unido; Swiss Re e UBS, na Suíça; Société Générale, na França declararam ter tido perdas colossais em seus balanços, o que agravou ainda mais o clima de desconfiança, que se generalizou. No Brasil, as empresas Sadia,[5] Aracruz Celulose[6] e Votorantim[7] anunciaram perdas bilionárias.

Para evitar colapso, o governo norte-americano reestatizou as agências de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac, privatizadas em 1968,[8] que agora ficarão sob o controle do governo por tempo indeterminado.

Em outubro de 2008, a Alemanha, a França, a Áustria, os Países Baixos e a Itália anunciaram pacotes que somam 1,17 trilhão de euros (US$ 1,58 trilhão /≈R$ 2,76 trilhões) em ajuda ao seus sistemas financeiros. O PIB da Zona do Euro teve uma queda de 1,5% no quarto trimestre de 2008, em relação ao trimestre anterior, a maior contração da história da economia da zona.[9]

Índice [esconder] 1 História 1.1 Origem 1.2 A superexpansão (super-boom) de 60 anos 1.3 Riscos e poderes regulatórios 1.4 Crise do subprime

2 O socorro governamental 3 Consequências 3.1 Mundo 3.2 Brasil

4 Análises e prognósticos 5 Crise das dívidas soberanas

presidente da Reserva Federal Americana. Entretanto. As bolhas começam quando as pessoas passam a comprar casas na expectativa de que sua valorização permitirá a elas refinanciar suas hipotecas. Alan Greenspan. com o furo da "bolha da Internet". e envolvem uma concepção errônea. Segundo Soros. com lucros. é muito similar às crises que ocorreram desde a Segunda Guerra Mundial. considerando a crise atual como o clímax de uma superexpansão ("super-boom") que ocorreu nos últimos 60 anos. que consiste na incapacidade de se reconhecer a conexão circular reflexiva entre o desejo de emprestar e o valor das garantias colaterais. induziu os intermediários financeiros e imobiliários a incitar uma clientela cada vez maior a investir em imóveis. Soros faz uma importante distinção entre essa crise e as anteriores. presidente do conselho da Soros Fund Management. principalmente através da Fannie Mae e da Freddie Mac. Isso foi o que aconteceu nessa última crise. decidiu orientar os investimentos para o setor imobiliário. Crédito fácil cria uma demanda que aumenta o valor das propriedades.6 Ver também 7 Referências 8 Ligações externas [editar] História Segundo George Soros. o que por sua vez aumenta o valor do crédito disponível para financiá-las. Para proteger os investidores. os processos de expansão-contração ("boom-bust") giram ao redor do crédito. em certos aspectos. que já vinham crescendo muito desde que diferentes governos e políticos dos Estados . em intervalos de quatro a 10 anos. a crise atual foi precipitada por uma "bolha" no mercado de residências e.[11] Adotando uma política de taxas de juros muito baixas e de redução das despesas financeiras.[10] [editar] Origem Tudo começou em 2001.

sem emprego e sem patrimônio"). companhias de seguros e fundos de pensão pelo mundo afora. a partir de agosto de 2007.a esses títulos. Por uma razão que se desconhece. empréstimos hipotecários de alto risco e de taxa variável concedidos às famílias "frágeis". o que desencadeou um efeito dominó. instrumentos sofisticados para securitizá-las. a qualquer preço. atraídos pelas garantias do governo. instituições financeiras.Unidos as usaram para financiar casas aos mais pobres. que estavam autorizadas a captar empréstimos em qualquer lugar do mundo. que se tornaram inadimplentes em massa. o preço dos imóveis caiu. concedidos a famílias que os bancos sabiam de antemão não ter renda familiar suficiente para poder arcar com suas prestações. isto é.que passaram a ser vendidos para outros bancos. O governo garantia os investimentos feitos por essas duas empresas.a mais alta . para os clientes apelidados de "ninja" (um acrônimo para "sem renda. Foi assim criado o sistema das hipotecas subprimes. fazendo balançar o sistema bancário internacional. por ignorar fatores como salários por hora e extrato de conta bancária. Num passo seguinte. eram financiamentos de casas. ou seja. em 2005. e esses títulos derivativos se tornaram impossíveis de ser negociados. aumentou a taxa de juros para tentar reduzir a inflação. as agências mundiais de crédito deram a chancela de AAA . bem como causa e efeito. os bancos que criaram essas hipotecas criaram derivativos negociáveis no mercado financeiro.por elas lastreados .[12] . Na realidade. que causou a crise econômica de 2008-2009. em favor de "milagres financeiros e a idéia de que o dinheiro é uma substância mágica que vem como um dom do alto". tornando impossível seu refinanciamento para os clientes ninja. e um cálculo prudente dos gastos oferecidos. transformá-las em títulos livremente negociáveis . Quando a Reserva Federal. muitas vezes conjugados com a emissão de cartões de crédito. A jornalista Hanna Rosin argumenta que os milhões de adeptos da teologia da prosperidade podem ter influenciado o problema no mercado imobiliário. desregulou-se a máquina. Bancos de vários países do mundo. acabaram emprestando dinheiro a imobiliárias através da Fannie Mae e da Freddie Mac.

e os Estados Unidos passaram a ter um déficit em conta-corrente". intervindo . George Soros comenta: "O sistema foi tão bem sucedido que as pessoas passaram a acreditar naquilo que o então presidente Reagan chamava de "a mágica dos livres-mercados" e que eu chamo de fundamentalismo de livre mercado. quando os mercados financeiros começaram a ser globalizados. Isso criou um sistema de 'incentivos assimétricos'. conhecido nos Estados Unidos como moral hazard.[10] A superexpansão (super-boom) saiu dos trilhos quando os instrumentos financeiros se tornaram tão complicados que as autoridades financeiras governamentais se tornaram tecnicamente incapazes de avaliar os riscos desses instrumentos financeiros.2% do PIB em 2006.[editar] A superexpansão (super-boom) de 60 anos Nos últimos 60 anos. tendo seu défict em conta-corrente atingido 6. Seus mercados financeiros 'empurravam' os consumidores a tomar emprestado. que evitou que os sistemas financeiros entrassem em colapso. que encorajava uma expansão de crédito cada vez maior.para injetar liquidez . Não obstante. o fundamentalismo de livre mercado emergiu como a ideologia econômica dominante na década de 1980.cada vez que o sistema financeiro global se visse em risco. e consumir muito mais do que produzia. As autoridades financeiras colaboravam e incentivavam esse processo. e . não a ação livre dos mercados. Os fundamentalistas de livre mercado acreditam que os mercados tendem a um equilíbrio natural e que os interesses de uma sociedade serão alcançados se cada indivíduo puder buscar livremente seus próprios interesses. Essa é uma concepção obviamente errônea porque foi a intervenção nos mercados. cada vez que a expansão do crédito entrou em crise as autoridades financeiras agiram injetando liquidez no sistema financeiro e adotando medidas para estimular a economia.[10] A globalização permitiu aos Estados Unidos sugar a poupança mundial. A partir de 1980 os mercados financeiros mundiais começaram a ser desregulamentados. tendo sua supervisão governamental progressivamente relaxada até virtualmente desaparecer. criando cada vez mais instrumentos sofisticados e condições favoráveis ao endividamento.

e seu quase colapso indica que não apenas a regulamentação então vigente foi ineficaz como o governo norte-americano. que "provavam" que os riscos eram muito menores do que veio a se verificar na realidade. que passaram a nelas se fiar. essas agências ainda classificavam os derivativos de empréstimos subprime como um risco AAA. À medida que os ativos financeiros se tornaram mais e mais complexos.de impossível compreensão para a maioria das pessoas . Da mesma maneira. O caso do Citigroup é emblemático: o banco sempre esteve sob fiscalização do Federal Reserve. às vésperas da quebra da Fannie Mae. a primeira metade da década de 2000 será relembrada como a época em que as inovações financeiras superaram a capacidade de avaliação de riscos tanto dos bancos como das agências reguladoras de crédito. subestimou sua severidade. e cada vez mais difíceis de serem avaliados. "Foi uma chocante abdicação de responsabilidade".[14] [editar] Crise do subprime Ver artigo principal: Crise do Subprime .[13] O Citigroup não esteve sozinho dentre as instituições financeiras que se tornaram incapazes de compreender totalmente os riscos que estavam assumindo.usados pelos criadores dos produtos financeiros sintéticos. a posição das agências reguladoras financeiras estadunidenses demonstrou "uma chocante abdicação de suas responsabilidades". mesmo depois de deflagrada a crise. os investidores passaram a ser reassegurados pelo fato de que tanto as agências internacionais de avaliação de crédito de bônus (bonds) como os próprios agentes reguladores. as agências de análise de crédito internacionais se baseavam nas informações fornecidas pelos próprios criadores dos instrumentos sintéticos.passaram a se utilizar dos sistemas de gerenciamento de riscos dos próprios bancos privados. classificou Soros.[10] [editar] Riscos e poderes regulatórios Para alguns analistas.[13] Na opinião de George Soros. aceitavam como válidos os complexos modelos matemáticos .

a partir da quebra de instituições de crédito dos Estados Unidos que concediam empréstimos hipotecários de alto risco (em inglês: subprime loan ou subprime mortgage). determinadas no momento do pagamento das dívidas. a clientes sem comprovação de renda e com histórico ruim de crédito -. culminando na Crise econômica de 2008. As taxas de juros eram pós-fixadas.Em Birmingham. sem condições de pagar as suas dívidas aos bancos. isto é. desde 1860. isto é. com a disparada dos juros nos Estados Unidos. eram concedidos. Desde outubro de 2008 a crise financeira global levou à falência muitas instituições financeiras nos EUA e dos países europeus. no início de 2007. Por esta razão. nos Estados Unidos. A crise do subprime foi desencadeada em 2006. o primeiro banco a sofrer intervenção no Reino Unido. que incluem desde empréstimos hipotecários até cartões de créditos e aluguéis de carros.a chamada clientela subprime.[15][16] Subprimes são créditos bancários de alto risco. fila de clientes diante do Banco Northern Rock. arrastando vários bancos para uma situação de insolvência e repercutindo fortemente sobre as bolsas de valores de todo o mundo. ameaçando o sistema financeiro global. A crise foi revelada ao público a partir de fevereiro de 2007. . muitos mutuários ficaram inadimplentes.

multitrilionário em dólares. adotava uma estratégia arriscada . Repentinamente.[18] os bancos centrais foram conduzidos a injetar liquidez no mercado interbancário. As obrigações dos bancos de investimentos em compras alavancadas se tornaram um passivo. em cadeia. O banco britânico Northern Rock.[17] Na sequência. e os instrumentos especialmente criados pelos bancos para tirar as hipotecas de seus balanços já não conseguiam mais encontrar fontes externas de financiamento (funding). Os hedge-funds. e tipos de instituições. que. essa crise do crédito hipotecário provocou uma crise de confiança geral no sistema financeiro e falta de liquidez bancária (falta de dinheiro disponível para saque imediato pelos correntistas do banco). se provaram não tão neutros e tiveram que ser resgatados. pôs em perigo as empresas municipais de seguros e resseguros e ameaçou arrasar o mercado de swaps. aos compradores de imóveis. assim. . criados para ser supostamente neutros em relação aos mercados.A partir do 18 de julho de 2007. desde 1860. e a estender créditos para uma variedade de papéis financeiros. vinte anos). as instituições financeiras deixaram de emprestar dinheiro ao Northern Rock.[10] Mesmo os bancos que não trabalhavam com os chamados "créditos podres" foram atingidos. e que a crise se ampliasse em escala mundial. O golpe final veio quando o mercado de empréstimos interbancário . Porém. acabou por se tornar o primeiro banco britânico a sofrer intervenção governamental. temendo que a crise tocasse a esfera da chamada "economia real". jamais socorridos anteriormente. para evitar o efeito dominó. no início de 2007.paralisou-se. para emprestá-lo a longo prazo (em média. O problema que se iniciou com as hipotecas subprime espalhou-se por todas as obrigações com colateral. Os bancos centrais de todos os países desenvolvidos se viram obrigados a injetar rapidamente no sistema financeiro mundial um volume de recursos jamais injetado antes. com a quebra de outros bancos. por exemplo.tomar dinheiro emprestado a curto prazo (a cada três meses) às instituições financeiras. não tinha hipoteca-lixo em seus livros. O mercado de commercial-papers paralisou-se.que é o núcleo do sistema financeiro .

paralisando o sistema de empréstimos interbancário mundial. Um pacote. [editar] Consequências . anunciou a injeção de US$ 1 trilhão na economia mundial de maneira a combater a crise financeira global. [editar] O socorro governamental Desde que a crise de confiança se agravou e se generalizou. destinou setecentos bilhões de dólares de dinheiro do contribuinte americano a socorro dos banqueiros. Desde a quebra do Bear Stearns[19] até outubro de 2008.3 trilhões. o governo estadunidense decidiu pôr de lado suas teorias neoliberais e passou a socorrer ativamente as empresas financeiras em dificuldades. Os países da UE também despenderam várias centenas de bilhões de euros na tentativa de salvar seus próprios bancos.Segundo o FMI declarou em 7 de outubro de 2008. Em abril de 2009. aprovado às pressas pelo congresso estadunidense. as perdas decorrentes de hipotecas do mercado imobiliário subprime já realizadas contabilizavam 1.4 trilhão de dólares e o valor total dos créditos subprime ainda em risco se elevava a 12. o que corresponde a 89% do PIB estadunidense. reunido em Londres. o governo estadunidense e a Reserva Federal já haviam despendido cerca de dois trilhões de dólares na tentativa de salvar instituições financeiras. o G-20.

[21] [editar] Brasil Este artigo ou seção pode conter informações desatualizadas.[20] Por outro lado. forçando o pagamento de indenizações maiores pelas demissões. [editar] Mundo As demissões decorrentes da crise têm gerado reações desesperadas na França.Oferta de empréstimos sem comprovação de renda. sediado em Oslo. e no dia 31. Em março de 2009. funcionários da Sony detiveram o presidente da empresa no país por uma noite. o diretor de operação da 3M foi detido por um dia. . em três oportunidades trabalhadores franceses fizeram reféns devido a demissões: dia 13. os funcionários da Caterpillar fizeram quatro diretores da empresa reféns. Se sabe algo sobre o assunto abordado. edite o artigo e inclua informações mais recentes. nos Estados Unidos. sendo libertado após aceitar oferecer melhores condições aos 110 empregados demitidos. no dia 25. após o anúncio do plano de cortar 733 empregos na unidade. de acordo com o instituto de pesquisa Point Corbon. as emissões de CO² na União Europeia foram reduzidas em 6% em 2008 em decorrência da crise.

ocorreu também uma súbita e expressiva alta do dólar. em algum momento. . que têm seus faturamentos altamente dependentes de vendas ao exterior.[22] De todo modo. A recessão que atingiu uma grande parte dos países desenvolvidos também afetou o comércio externo. pelos feitos da crise deflagrada nos Estados Unidos. tiveram que cortar postos de trabalho e reduzir drasticamente o ritmo de produção. empresas menores fornecedoras desses grandes conglomerados também foram atingidas. Em efeito cascata. Grandes empresas siderúrgicas no Brasil também desligaram alguns fornos. todos os países do mundo serão tocados. devido à globalização dos negócios entre países. que se atropelaram para repatriar seus capitais a fim de cobrir suas perdas nos países de origem. Em razão disso.Evolução do índice Ibovespa entre 1994 e julho de 2009. em maior ou menor grau. segundo a maioria dos analistas. grandes empresas brasileiras exportadoras sentiram o baque da falta de crédito no mercado mundial para concretizar seus negócios com parceiros estrangeiros. Alguns economistas defendem que a crise do subprime não afetará significativamente o Brasil. Posteriormente. Empresas como Embraer e Cummins por exemplo. provocada pela venda maciça de ações de especuladores estrangeiros. É possível observar a forte queda do Ibovespa durante o auge da crise. o efeito mais imediato foi a baixa das cotações das ações em bolsas de valores. No Brasil.

Houve pressão ainda para que os bancos estatais comprassem bancos . desde que oferecessem garantias. houve uma paralisação quase total dos empréstimos normalmente concedidos pelos grandes bancos aos menores. tende a aumentar a competitividade internacional das exportações do país. De imediato entretanto. a economia brasileira encontra-se numa posição bem mais confortável para enfrentar essa tempestade mundial do que em crises anteriores. por estar incluso no comércio mundial.fez com que um colchão de proteção. salvaguardasse a economia. Não obstante. como o PROER. embora possa eventualmente causar alguma pressão inflacionária. câmbio flutuante e responsabilidade fiscal . com dinheiro público. o Banco Central decidiu adquirir as carteiras de crédito de que os bancos pequenos desejassem se desfazer. devido ao clima de quase pânico que se instaurou nos mercados financeiros em geral.e fizeram a aposta errada. A alta do dólar. para os setores da economia brasileira que dependem de importações de produtos industrializados sem similar nacional (máquinas e equipamentos. Assim.Como o Brasil realizou profundas reformas econômicas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Num primeiro momento. como o trigo. No entanto. o Brasil ficou menos exposto ao cerne da crise. já que o preço dos produtos brasileiros. os maiores prejuízos com a crise foram das empresas que especulavam com derivativos de câmbio. Além disso. a qual deveria ser destinada a empréstimos aos bancos menores. implementando sistemas mais rígidos de controle ao sistema financeiro doméstico. Mas. que foi a contaminação sistêmica do mercado financeiro internacional. o Banco Central do Brasil decidiu isentar os grandes bancos de uma parte do depósito compulsório. em dólares. decorrentes de apostas mal-sucedidas. cai. as milionárias perdas privadas. através da obtenção consistentes reservas cambiais e de forte credibilidade internacional. No mercado interbancário.[5][6][7] O governo anunciou que não pretende cobrir. sobretudo produtos de alta tecnologia) ou mesmo de algumas commodities. tal medida não se revelou suficiente: os grandes bancos continuavam não concedendo empréstimos aos menores. o dólar alto é um problema.metas de inflação. O modelo econômico adotado pelo país desde fins dos anos 1990 . o país ainda assim sentiu efeitos colaterais pesados.

o Banco do Brasil comprou 49% das ações do banco Votorantim. o Banco Central tem-se mostrado atento a quaisquer indícios de falta de liquidez no sistema bancário brasileiro.menores em dificuldades. em outubro de 2008. o que ainda poderia provocar pressões inflacionárias. em vez de reduzir os juros básicos (taxa Selic). Em setembro de 2009.[23] Por outro lado. desde a deflagração da crise econômica de 2008/2009. em tese. Se a economia mundial entrar em uma conjuntura de deflação. utilizando as reservas internacionais do Brasil.[24] [editar] Análises e prognósticos Soros George Soros. a agência Moody's informou sobre a elevação de rating da dívida do governo para grau de investimento. mas não ficando com o controle acionário da instituição. ter sido evitada: . só então os juros poderão ser reduzidos sem medo. realizou até mesmo vários leilões de venda de dólar físico à vista (moeda). o que não era feito desde 2003. Assim. o BC não pretendia derrubar as cotações do dólar. tendo liberado. em seu livro The New Paradigm for Financial Markets (2008). várias dezenas de bilhões de reais dos depósitos compulsórios. A classificação também foi dada pelas agências Fitch Ratings e a Standard & Poor's. por mais de uma vez. o que não é impossível. para evitar especulações. o Banco Central tem realizado leilões de venda de swaps cambiais e. mas somente aumentar a liquidez do mercado. Com isto. Para evitar a falta de liquidez (falta de dólares) nos mercados de câmbio. preferindo dessa forma irrigar o sistema bancário. nem lhes impor um teto. injetando liquidez. Assim. o Brasil foi o primeiro país a receber a elevação de categoria. especialmente para os bancos médios e pequenos. diz que "estamos em meio a uma crise financeira não vista desde a crise de 1929"[25] e declara que essa crise poderia. em 2008.

para citar três. Freddie Mac e outros. ou organizam empresas para fazê-lo. fez a seguinte análise: Mas isto (a crise) foi causado pelo governo. que hoje é a ideologia dominante.desgraçadamente temos a idéia de fundamentalismo de livre mercado. As autoridades têm precedentes nos quais se basear. em entrevista ao programa de televisão Milênio. do canal Globo News. e isso é falso porque geralmente é a intervenção das autoridades que salvam os mercados quando eles se atrapalham. e pelas regulamentações do governo americano. Desde 1980 tivemos cinco ou seis crises: a crise bancária internacional de 1982. essa idéia de que os mercados tendem ao equilíbrio e que seus desvios são aleatórios ganhou aceitação geral e todos estes instrumentos sofisticados de investimentos foram baseados nela. Foi a chamada Lei de . são as autoridades que salvam os mercados. de alguma maneira. Mas. e que pressupõe que os mercados se corrigem.[25] Walter Williams O professor e economista americano Walter Williams. pela Fannie Mae. a falência do banco Continental Illinois em 1984 e a falência do Long-Term Capital Management. A cada vez. em 1998. que obrigam os bancos a concederem empréstimos a quem eles não concederiam de outra maneira.

falando na abertura da reunião do G20 financeiro.Reinvestimento Comunitário que possibilitou aos pobres comprarem casa própria. Por muitos anos. ecoando George Soros. que se realizou em novembro de 2008. [.. também criticou a crença dogmática na autoregulação dos mercados: Ela (a crise) é conseqüência da crença cega na capacidade de auto-regulação dos mercados e. Esse sistema ruiu como um castelo de cartas e com ele veio abaixo a fé dogmática no princípio da não intervenção do Estado na economia. Todos estamos pagando por essa aventura.. especuladores tiveram lucros excessivos.] Foi causada (a crise) pelo governo. Luiz Inácio Lula da Silva O presidente Lula. . Muitos dos que antes abominavam um maior papel do Estado na economia passaram a pedir desesperadamente sua ajuda. tem que nos mostrar que concedeu empréstimos a pobres. em São Paulo. investindo o dinheiro que não tinham em negócios mirabolantes. em grande medida.] Eles disseram aos bancos: "Se quiser abrir outra agência.." E fizeram chantagem com os bancos. Obrigaram os bancos a fazer empréstimos. para debater alternativas para a crise internacional. na falta de controle sobre as atividades de agentes financeiros. [.. negros ou minorias.

Em nações como o Japão . fez crescer a especulação internacional sobre a real capacidade de solvência americana[34]. A principal consequência da crise das dívidas soberanas foi a grande instabilidade social causada pelos cortes dos benefícios sociais[27]. em que montante. Após a sua aprovação no Congresso e Senado. Irlanda e Portugal. a Itália e o Reino Unido[31] também não consigam honrar seus compromissos. Nos Estados Unidos. o estopim da segunda crise . A crise forjou um fim quando um acordo complexo entre ambas as partes conseguiu elevar o limite de gastos em 31 de julho de 2011. o mercado financeiro sofreu um forte abalo[32]. aliado às recentes crises de insolvência na Grécia.que já vem sendo chamada de "déjà vu de 2008"[33]. foi ratificado pelo Presidente Barack Obama. que já supera os 14.[editar] Crise das dívidas soberanas Ver artigos principais: Crise do limite de dívida dos Estados Unidos de 2011 e Crise da dívida pública da Zona Euro O desdobramento mais recente da crise financeira e econômica internacional de 20082009 foi o da insolvência das nações desenvolvidas. entretanto.se deu pela desconfiança de que talvez os EUA não conseguissem honrar seus compromissos. por acontecer exatamente três anos depois do primeiro estouro da crise do subprime . ficando o acordo conhecido . está a maior dívida bruta entre todas as nações do mundo.3 trilhões de dólares[30]. caso afirmativo. A crise do limite de dívida dos EUA. O grande acúmulo da dívida governamental fez estourar a capacidade de endividamento dessas nações e causou uma enorme turbulência financeira ao provocar o temor de que essas nações não pudessem honrar com seus compromissos e decretassem o calote da dívida[26].que detém o maior percentual de endividamento . e ao temor de que a Espanha. e. Porém. que levou a um longo processo negocial e de debate no Congresso Americano sobre se o país deveria aumentar o limite de dívida.a relação dívida-PIB já ultrapassa os 200% [28][29]. Nesse ponto.

e nos dias que se seguiram. recuperados após o rebaixamento da nota da dívida estadunidense[39]. Índice [esconder] 1 História 2 Socorro financeiro 2. Diante do quadro da crise. sendo que algumas já estavam em profunda recessão[38]. as bolsas de valores mundiais calcularam altíssimas perdas.como Budget Control Act of 2011 em 2 de agosto. devido à crescente dívida e ao pesado déficit de orçamento[37].1 Empréstimo à Grécia 2. a agência de classificação de notas de crédito Standard & Poor's (S&P) rebaixou pela primeira vez na sua história a nota da dívida pública dos Estados Unidos de AAA para AA+. Seguiu-se ainda que os dados divulgados no mês de agosto apontavam que as economias da Zona do Euro haviam crescido menos do que o previsto. Imediatamente ao rebaixamento da nota de crédito dos EUA. data limite para o acordo[35]. em parte.2 Empréstimo a Portugal 3 Protestos nas ruas . com os mercados acionários globais. algumas ações de bancos se recuperaram nas semanas seguintes de agosto. Depois de inúmeras perdas. a maior parte das bolsas de valores mundiais fecharam em forte queda[36]. Porém o mercado não reagiu positivamente ao acordo. A crise da dívida pública da Zona Euro é uma crise econômica iniciada na Grécia e que se estendeu aos demais países da Europa desde 2010.

quando saiu a público a falência da Lehman Brothers. . No entanto. naquela altura. ficando a situação sem controlo. Com isto. que superaram 20% do PIB mundial. dessa forma. Os governos de alguns estados lançaram. conseguiram ganhar tempo. uma operação para salvar os bancos. Esta "bomba" empurrou o sistema financeiro global para a beira do abismo e a economia ficou muito próxima de uma nova Grande Depressão. impedir o agravamento da situação e o consequente colapso dos mercados financeiros. A origem da crise das dívidas públicas remonta a 2007. colocando assim um ponto final a anos de desenfreada especulação financeira mundial.4 Referências [editar] História Dívida pública em razão do PIB em 2007. não conseguiram reverter a crise. somas enormes de fundos públicos. Dívida pública em razão do PIB em 2009/2010. comprometendo.

[7] Os ataques especulativos . A situação foi agravada pela falta de transparência por parte do país na divulgação dos números da sua dívida e do seu déficit. acabando por se concentrar com muita violência na União Europeia.[6] Segundo alguns analistas.Esta intervenção. a União Europeia adotou um plano de ajuda . essa crise poderia significar rebaixamento das dívidas de todos os países da Europa.forte endividamento (cerca de 120% do PIB) e déficit orçamentário superior a 13% do PIB. o que contrariava os acordos econômicos europeus. nos últimos dez anos. gastando descontroladamente.[4][5] levou-os a tomar medidas de austeridade.2% [1] do PIB. nomeadamente Portugal e Espanha.[2] Diante das sérias dificuldades econômicas da Grécia. em última instância. em especial nos Estados-membro periféricos.[3] A ameaça de extensão da crise a outros países. Segundo o economista Jean Pisani-Ferry. A crise da dívida grega teria sido iniciada no final de 2009. que pretendia recuperar as taxas de lucro. a Europa e o Japão. incluindo empréstimos e supervisão do Banco Central Europeu. a diferença média entre o déficit orçamentário real e a cifra notificada à Comissão europeia foi de 2. o déficit orçamental subiu e os investidores exigiram taxas muito mais altas para emprestar dinheiro à Grécia. Tornou-se público que durante anos o governo grego assumiu profundas dívidas. O Conselho Europeu também declarou que a UE realizaria uma operação de bailout do país. como os Estados Unidos (com um terço do total mundial). se fosse necessário. A crise começou com a difusão de rumores sobre o nível da dívida pública da Grécia e o risco de suspensão de pagamentos pelo governo grego. Quando chegou a crise financeira global. deu no entanto. que por sua vez permitiriam abrir um novo ciclo histórico de crescimento. mas só se tornou pública em 2010. que afeta em particular os grandes estados. Resultou tanto da crise econômica mundial como de fatores internos ao próprio país . lugar a uma nova fase da crise: a da dívida pública.

tiveram que tomar medidas para reajustar as suas contas. como Portugal. anunciada a 10 de maio.através do seu elo mais fraco.à Grécia foram considerados por alguns. todos os maiores países europeus tiveram que adotar os seus próprios planos de ajuste das finanças publicas. Finalmente. a desconfiança aumentou nos mercados financeiros. sendo apontadas as faltas de um tesouro e de um orçamento consolidado da Zona Euro como problemas mais importantes. a Zona Euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) debateram conjuntamente um pacote de medidas destinadas a resgatar a economia grega. a Grécia. Durante essas negociações e perante a incapacidade da Zona Euro de chegar a um acordo. tal como a Grécia. economia líder da zona. Ao mesmo tempo. e os outros países membros. em 2 de maio de 2010. Itália e Espanha que. enquanto o euro teve uma queda regular e as praças bolsistas apresentavam fortes quedas. A partir de março de 2010. República da Irlanda. que foi bloqueado durante semanas devido em particular a divergências entre a Alemanha. inaugurando uma era de austeridade. Houve receios de que os problemas gregos nos mercados financeiros internacionais despoletassem um efeito de contágio que fizesse tremer os países com economias menos estáveis da Zona Euro.[10][11] [editar] Socorro financeiro .[9] A crise provocou nova discussão sobre a coordenação econômica e integração fiscal da zona. A essa medida adicionou-se a criação. a União Europeia (UE) e o FMI acordaram um plano de resgate de 750 bilhões de euros para evitar que a crise se estendesse por toda a Zona Euro. como ataques à Zona Euro .[8] Todos os países da Zona Euro foram afetados pelo impacto que teve a crise sobre a moeda comum europeia. inclusive pelo governo grego. de um fundo de estabilização coletivo para a Zona Euro.

Já o presidente Sarkozy declarou que "o euro é um elemento essencial da Europa. os países da Zona Euro. envolvendo empréstimos no valor de 110 bilhões de euros ao país e condicionado à execução de um programa de ajuste estrutural da economia grega. os ministros das finanças da Zona Euro aprovaram oficialmente o empréstimo de 78 bilhões de euros a Portugal. o Conselho. a taxa de juro média do empréstimo deverá rondar os 5. até a abertura dos mercados.[12] Em 8 de maio. que estipula que "quando um estado-membro experimentar dificuldades. Merkel ressaltou a necessidade de uma regulação mais forte para o mercado financeiro.[16] Portugal torna-se assim no terceiro . sob certas condições. em razão de catástrofes naturais ou de acontecimentos excepcionais que escapem ao seu controle.[14] [editar] Empréstimo a Portugal Em 16 de maio de 2011.[editar] Empréstimo à Grécia Em 2 de maio. a partir de proposta da Comissão. Segundo ela. pode conceder. no dia 10. O empréstimo será dividido igualmente pelo Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira. todos os membros da Zona do Euro devem "de forma segura e rápida" reduzir seus déficits orçamentais. A base jurídica para tal plano repousa no artigo 122-2 do tratado europeu. Merkel disse também que os líderes europeus estão indo além do plano de resgate para a Grécia.[15] De acordo com o ex-ministro das finanças português. ou uma séria ameaça de graves dificuldades. Nós não podemos deixá-lo na mão de especuladores". pois avaliam que "a estabilidade da Zona do Euro como um todo ainda não está assegurada apenas com o programa grego".1%. o FMI e a Grécia chegaram a um acordo. para evitar novos ataques especulativos à moeda europeia. Teixeira dos Santos. pelo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira e pelo Fundo Monetário Internacional. o presidente francês Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel anunciaram que os 16 países da Zona Euro iriam elaborar um plano de defesa da moeda europeia."[13] A chanceler Merkel ressaltou a determinação dos líderes europeus em blindar o euro contra a especulação. assistência financeira da União ao estado-membro em questão.

pensionistas e estudantes . segundo a análise do filósofo político Slavoj Žižek. em menor escala. isto é. recessão é uma fase de contração no ciclo econômico.[23 Em economia. após a Irlanda e a Grécia.[19][20][21][22] [editar] Protestos nas ruas Ao longo do ano de 2010. De acordo com a primeira perspectiva.000 e 70. aparece como agente opressivo do capital global.país da Zona Euro. na Itália e na Espanha. Já segundo a visão dos trabalhadores.as medidas de austeridade constituem uma nova tentativa do capital financeiro internacional de desmantelar o que resta do estado social. aumento do desemprego.[1][2][3][4][5][6] .aqueles que protestam nas ruas . na Irlanda. foram feitos muitos protestos populares contra as medidas de austeridade adotadas na Zona Euro — na Grécia e. construíram-se duas perspectivas acerca da crise. com queda no nível da produção (medida pelo Produto Interno Bruto). se queremos estabilizar nossas economias. mas como imperativos de uma lógica financeira neutra. simplesmente temos que engolir a pílula amarga. redução da taxa de lucro e aumento do número de falências e concordatas. o Fundo Monetário Internacional aparece como um agente neutro da disciplina e da ordem. a receber apoio financeiro internacional para suplantar dificuldades financeiras. isto é. A visão dominante propõe uma naturalização despolitizada da crise: medidas regulatórias são apresentadas não como decisões baseadas em escolhas políticas. Nesse período. na segunda perspectiva. Estima-se que entre 30. aumento da capacidade ociosa e queda do nível de investimento. queda na renda familiar. de retração geral na atividade econômica por um certo período de tempo.000 portugueses passaram a trabalhar nas excolônias (principalmente Brasil[17] e Angola[18]) durante a época da crise financeira.

pode resultar em nova crise. publicado em 1974 pelo New York Times. a "regra prática" mostrou-se falha. dando lugar à crise do subprime.[9] enquanto que a expansão do gasto público engendrou. e. por exemplo.7 milhões de empregos . acredita-se que a recessão seja causada por uma queda generalizada nos gastos. assim.expansão da oferta de meios de pagamento e do gasto público.[8] Da mesma forma. Índice [esconder] 1 Tipos de recessão 2 Recessão e depressão 3 Referências 4 Ver também [editar] Tipos de recessão . na recessão de 2001 (estouro da bolha das empresas ponto com e o surpreendente colapso da chamada "nova economia").[7] Entretanto. algum tempo depois.o que. a exemplo do que ocorreu após o colapso das pontocom. os governos costumam responder à recessão com políticas macroeconômicas expansionistas .mais do que em qualquer recessão pós-guerra. costuma-se considerar que uma economia entra em recessão após dois trimestres consecutivos de queda no PIB.De maneira um tanto simplista. a das hipotecas. entretanto. a crise da dívida soberana na zona euro. redução de tributos . Tal idéia surgiu a partir de um artigo de Julius Shiskin. quando uma grande expansão do crédito inflou uma outra bolha. quando desapareceram 2.

a alternância de períodos de queda e de crescimento define recessões em forma de V. segundo a forma assumidas pela curva de evolução do PIB em cada caso. tal como a que ocorreu em 1990.[10] A curva em forma de U (recessão prolongada) ocorreu em 1973 com a guerra do Yom Kipur e o primeiro choque do petróleo. aumento do deficit público e lento crescimento do PIB. Já os tigres asiáticos experimentaram recessões do tipo U entre 1997 e 1998. seguida de recuperação acelerada e sustentada. logo após a Revolução Iraniana. aumento da inflação.[11] A recessão em forma de L ocorre quando a economia não volta a crescer por muitos anos (a chamada "década perdida"). Pode ser considerada como o tipo mais severo de recessão ou. a partir da Guerra do Golfo. mas rapidamente volta a cair em recessão. quando a economia entra em recessão. exceto a Tailândia. que se afundou em uma recessão tipo L. durante o segundo choque do petróleo. mais apropriadamente. Uma . emerge por um curto período em que há algum crescimento. A curva em V expressa uma curta e aguda contração. elevado desemprego. L ou W. como a que ocorreu em 1980. pelo menos até 1992 ou 1993. com a resultante alta dos preços do petróleo. os economistas se referem a diferentes tipos de recessão. sendo bem menos severa que a depressão. [editar] Recessão e depressão Caracterizada por uma redução expressiva do nível de atividade econômica. U. Assim. Já a curva em W caracteriza a chamada recessão double-dip. como depressão.Informalmente. A recessão do Japão em 1993-1994 foi do tipo U e a de 1997-1999 foi do tipo L. a recessão é todavia considerada como uma fase normal dos ciclos econômicos próprios da economia capitalista.

desde então. e o melhor que se pode esperar é mesmo que. como a da Grande Depressão dos anos 30. a dependência em relação ao exterior é quase total. se Portugal conseguir travar a recessão a partir de 2009 será porque. Os mais pessimistas. Em Portugal." [13] Dois dias depois.queda acentuada do PIB (cerca de 10%). que. como o Nobel Paul Krugman. já se iniciou uma recuperação. dizem que o mais provável é que o mesmo aconteça agora. o Japão e a Europa Ocidental. Por isso. entretanto. Para uma economia pequena como Portugal. no resto do Mundo. Os mais optimistas defendem que os governos e os bancos centrais já aprenderam com os erros do passado e estão a resolver a situação. o Primeiro-Ministro José Sócrates admitiu que Portugal provavelmente entraria em recessão. se possa iniciar logo a seguir uma recuperação. o jornalista Sérgio Aníbal comentava as perspectivas da economia do país: "Recessão forte e rápida ou depressão prolongada e dolorosa: na actual conjuntura económica as escolhas não são muitas para Portugal e para o resto do mundo ocidentalizado. numa entrevista dada à SIC. . Tecnicamente. por um período relativamente longo (três ou quatro anos) já caracteriza uma depressão[12] A crise econômica de 2008 afetou particularmente os EUA. uma crise financeira de grandes proporções levou a uma década de estagnação económica. este cenário é mais um desejo do que uma previsão. depois de um ano de 2009 negativo. por muitos estímulos económicos que o Governo apresente. Em ocasiões anteriores. Neste momento. entraram em um período recessivo. com crescimento abaixo de zero e subida do desemprego. no início de Janeiro de 2009. ainda não se configura uma depressão econômica nesses países.

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