FACIME CURSO: PÓS-GRADUAÇÃO EM FISIOLOGIA E BIOMECÂNICA APLICADA AO EXERCÍCIO FÍSICO PROFESSOR: IVALDO COELHO DISCIPLINA: BIOLOGIA HUMANA

TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES

FÁBIO MOTA MATOS Mª DA CONCEIÇÃO BARBOSA DA SILVA

TERESINA/PI

O tecido conjuntivo que cobre cada fibra muscular é denominado endomísio. fibras ST. Numerosas células (fibras) musculares estão agrupadas e formam feixes musculares ou fascículos. ou fibras tônicas. Os nervos destinados a um músculo contêm fibras tanto motoras (eferentes) quanto sensoriais (aferentes). estriado. ou ainda fibras fásicas do tipo II. e do tipo de concentração rápida. e orientam-se paralelamente a cada fibra muscular. Segundo Mcardle. F. Katch. por sua vez. actina. (1998). dividem-se em subcategorias específicas da função. existe outro componente o epimísio. Artérias e veias penetram e saem do músculo juntamente com os tecidos conjuntivos. por um tecido conjuntivo conhecido por perimísio. Ramificam-se repetidamente em numerosas arteríolas. Esses feixes. e Katch. que. também chamadas de slow twitch. que é composto de filamentos espessos e finos. O interior da célula muscular é formado por um protoplasma especializado denominado sarcoplasma ou citoplasma (líquido celular). o músculo esquelético não é apenas um grupo homogêneo de fibras com propriedades metabólicas e funcionais semelhantes. capilares e vênulas. diante do bloqueio de sítios ativos presentes na molécula de actina. ou ainda fibras do tipo I. A unidade funcional do músculo esquelético. V. são mantidos juntos. penetrando habitualmente no músculo. também chamada de fast twitch. ou seja. . ou sarcolema. A miosina e a actina promovem a contração muscular. O músculo individualmente contém uma combinação de diferentes tipos de fibras. juntamente com os vasos sanguíneos. miosina. A troponina e a tropomiosina são proteínas reguladoras que. ou seja. Os sarcômeros em série formam as miofibrilas. Envolvendo todo o músculo. Os filamentos são constituídos de proteínas: filamentos espessos. tropomiosina e troponina.FIBRAS MUSCULARES O músculo esquelético é formado por milhares de fibras contráteis individuais mantidas juntas por uma bainha de tecidos conjuntivos. Em seguida por dentro e presa ao endomísio existe uma membrana da célula. impedem a interação actina-miosina no músculo em repouso. e saem dele. Estas fibras musculares são diferenciadas em do tipo de contração lenta. filamentos finos. cujo conjunto em paralelo forma a célula muscular. A irrigação dos músculos é feita ricamente por vasos sanguíneos. que contêm várias fibras musculares. é o sarcômero. fibras FT.

podemos afirmar que as fibras rápidas são adaptadas para as contrações musculares fortes e rápidas. Normalmente. todas as fibras musculares. alto teor de mioglobina e coloração vermelha. Caracteristicamente apresenta baixa resistência à fadiga e participa das grandes unidades motoras. Em síntese. São fibras de resposta rápida. o que as tornam mais aptas para as atividades que dependem do tipo de fibras predominante. Algumas pessoas possuem predomínio de um tipo de fibra sobre o outro. brancas ou glicolíticas. com metabolismo predominante anaeróbio. as fibras tipo I tem: grande diâmetro. baixo teor de mioglobina e coloração pálida. por possuírem atividade mais anaeróbica que as fibras oxidativas. tendem a ser menos resistentes à fadiga. como as do salto e a da corrida forte por curtas distâncias.De acordo com Tessitore et al (2008). A predominância de certos tipos de fibras em um grupo muscular afeta assim o seu desempenho. tendo em vista a sua alta tolerância ao esforço e resistência à fadiga. Exercícios com intensidades maiores recrutam maior quantidade de fibras. Na ativação muscular voluntária nunca é possível ativar. O treinamento resistido realizado na musculação esportiva e em reabilitação estimula aumento de volume tanto nas fibras brancas como nas fibras vermelhas. ou seja. No treinamento com pesos e em exercícios menos intensos. Cargas maiores do que as necessárias para ativar todas as fibras vermelhas começarão a solicitar fibras brancas. são ativadas preferencialmente nas atividades de velocidade e nas tarefas de força. os exercícios de curta duração (tempo menor que três minutos) tendem a utilizar mais as fibras glicolíticas. As vermelhas são normalmente solicitadas em atividades de baixa intensidade. cargas em níveis de treinamento para hipertrofia entre 70% e 90% de carga máxima ativam todas as fibras vermelhas e a maior parte das fibras brancas. também chamadas oxidativas. Ao mesmo tempo. quando a tensão muscular durante a contração é pequena e quando o metabolismo energético predominante é o aeróbio. mas todas vermelhas. Estas são comumente chamadas de fibras tipo II. ou vermelhas. resistentes à fadiga. Atividades que exigem uma exposição longa em tempo maior que três minutos tendem a recrutar maior atividade aeróbica. As fibras brancas. Já as fibras tipo II: diâmetro intermediário entre o da fibra I e o da fibra III. simultaneamente. As fibras lentas são adaptadas para as atividades musculares prolongadas . o alto teor de vascularização. As fibras tipo II são também classificadas em fibras tipo IIa (tendência a atividade mista glicolíticooxidativa. mitocôndrias e atividade enzimática oxidativa. Este tipo de metabolismo é mantido principalmente por fibras musculares do tipo I. recrutam-se poucas unidades motoras e utilizam-se apenas fibras vermelhas.) e fibras tipo IIb (atividade mais predominantemente glicolítica).

há um aumento nas fibras tipo I. IIB e IIC. IIA E IIB constitui um processo que inicia no útero à medida que os sistemas neurológico e muscular amadurecem. corridas de maratona. IIA. . Em seguida após o nascimento. A diferenciação das fibras IIIC em fibras tipo I. Foss (1986) classifica os tipos de fibras em I. a qual é extremamente importante para manter a postura da coluna vertebral.e contínuas como o suporte do corpo contra a gravidade e os eventos atléticos de longa duração. Quando a quantidade de fibras se equilibram em percentuais. as alterações acontecem no diâmetro das fibras. por exemplo.

. J. Rio de Janeiro: Guanabara. Aspectos Neurofisiológicos da Musculatura Facial visando a Reabilitação na Paralisia Facial. 2010.. Fisiologia do exercício. jan-mar.. KATCH. W. M. Rev CEFAC. Avaliação da performance vocal antes e após a vibração sonorizada de língua. et al. L. L. KATCH. I. v. 1986. 68-75. . 1998. 4 ed. L. 2008. L. KETEYIAN. TESSITORE. F. A. São Paulo. 6. Bases Fisiológicas do Exercício e do Esporte. V.15(3):343-8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara.10. n.REFERÊCIAS BIBLIOGRAFICAS AZEVEDO. D. Rev Soc Bras Fonoaudiol.1. FOSS. et al. S. McArdle.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful