Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas

As ROTAM são unidades operacionais das polícias militares que atuam em vários estados brasileiros, sendo que em cada estado suas siglas possuem diferentes significados, em Minas Gerais Rondas Táticas Metropolitanas.

Missão
As Rondas Táticas Metropolitanas tem por missão atuar preventiva e/ou repressivamente contra a chamada "criminalidade violenta". Realizar "ações nas operações de controle de distúrbios civis, ocupação, defesa e retomada de pontos sensíveis, repressão a rebeliões ou motins em presídios e retomada de locais de homízio de grupos criminosos".

Minas Gerais
É uma força especial pronta para atuar em qualquer parte de Minas Gerais mediante acionamento do Comando-Geral da PMMG ou do Comando de Policiamento Especializado (CPE). De ágil deslocamento, esta força atua diuturnamente recobrindo as unidades de área (Batalhões) e atuando principalmente no combate à criminalidade violenta e ao tráfico de drogas. Dotada de policiais bem treinados, possui armamento de combate urbano como Fuzis de Calibre 556 e 762, Pistolas 9mm e .40, Carabinas FAMAE (Cal .40) e Espingardas Calibre 12, em sua maioria de fabricação IMBEL, CBC e TAURUS. Como o seu deslocamento de grande agilidade, atua também na missão de controlar disturbios civis, retomada de pontos criticos, unidades prisionais, locais de homizio de criminosos de alta periculosidade e na restauração da ordem pública quando as unidades de área já não detém o controle da situação. A unidade foi criada dia 1º de fevereiro de 1978 ápos a extinção do antigo Batalhão de Rádio-patrulha (BRp). O Batalhão hoje é o Batalhão ROTAM, fruto do desmembramento do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), no ano de 1997. A frota de viaturas é dotada de veiculos de quatro rodas, geralmente Caminhonetes GM Blazer, e de duas rodas, sendo motos modelo Honda Falcon 400cc, Honda Shadow 500cc e Honda CB 500cc. As viaturas de quatro rodas são adaptadas para o tipo de patrulhamento ROTAM e são equipadas com sistema de posicionamento global (GPS). Os computadores de bordo instalados nas viaturas proporcionam maior agilidade na verificação de prontuários dos cidadão abordados, placas de veículos e lavraturas de Boletins de Ocorrência (BO) possibilitando que as redes de rádio sejam desafogadas. A missão da ROTAM em Minas Gerais é ímpar e contribui para a paz em todo o Estado, sendo o lema principal da tropa: "ROTAM, PARA SERVIR E PROTEGER".

Polícia Militar do Estado de Mato Grosso
Polícia Militar do Mato Grosso
Brasão da PMMT

País

Brasil Mato Grosso Mato Grosso Polícia Militar do Estado de Mato Grosso Secretaria de Estado de Segurança Pública Artº 144 § 5º CF/88 Segurança Publica Policiamento Ostensivo PMMT 5 de setembro de 1835 José Francisco da Silva Xavier "Tiradentes" Canção da PMMT Servindo e Protegendo ---História

Estado Corporação

Subordinação

Missão Denominação

Sigla Criação Patrono

Marcha Lema Mascote

Guerras/batalhas

Guerra do Paraguai Revolução de 1924 Revolução de 1930 Revolução de 1932 Contato

Guarnição

Cuiabá

A Polícia Militar do Estado de Mato Grosso ( PMMT ) tem por função primordial o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública do Estado. É uma força auxiliar e reserva do Exército Brasileiro e integra o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social brasileiro. Seus integrantes são denominados Militares Estaduai (artigo 42 da CF-88).

Resumo Histórico da PMMT
É bastante conhecido o axioma de que a história da Polícia Militar se confunde com a própria história do Estado de Mato Grosso, portanto, entendemos que a cultura policial militar é apenas uma fração da cultura mato-grossense, esta sim, uma cultura completa na qual a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso está inserida. Para tanto, destacamos as palavras de Tavares (1993, p.58): ―A cultura de uma organização não nasce com a sua fundação, ela é constituída ao longo do tempo, evolui com a história da organização e para que as pessoas se identifiquem com esta cultura é necessário a sua permanência na instituição por longo tempo.‖ Passamos, então, a seguir, a relatar alguns acontecimentos que, ao longo do tempo, foram lapidando a cultura do Estado de Mato Grosso e da Polícia Militar para que possamos melhor compreender ao dias atuais. Foi com a fundação de Vila Bela da Santíssima Trindade, em 1.753, que a segurança pública em Mato Grosso começou a se revelar. Daí para cá a história da Polícia Militar passou por três fases, a saber: 1. Fase Colonial (1.753 a 1.835) Com a recém criada Capitania de Mato Grosso, desmembrada de São Paulo, Dom Antônio Rolim de Moura, 1º Governador, criou e organizou, em 1.753, a segurança pública na capital Vila Bela, com o nome de COMPANHIA DE ORDENANÇAS, com 80 (oitenta) homens. Dezesseis anos mais tarde (1.769), no governo do Capitão-General Luiz P. de Souza Coutinho, é transformada em FORÇA PÚBLICA, com o efetivo de 620 (seiscentos e vinte) homens, dos quais mais da metade da Companhia de Ordenanças. A partir daí a segurança pública de então passou por várias situações no decorrer de 82 (oitenta e dois) anos, dos quais 70 (setenta) anos foram de BrasilColônia. Suas atividades limitavam-se, basicamente, à Vila Bela e Cuiabá. Os principais acontecimentos desta fase foram: a) PROCLAMAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA – em 1.822; e b) RUSGA – movimento nacionalista contra os portugueses, em 1.834, no qual a Força Pública participou sem vacilar. 2. Fase Provincial (1.835 a 1.891) O início desta fase é marcado pela criação da Polícia Militar que, por meio da decretação da Lei n.º 30, de 05 de setembro de 1.835, cria o corpo policial com a denominação de HOMENS DO MATO. Nesta fase, a função da polícia era basicamente caçar escravos fugidos, daí o nome homens do mato, e atendia aos interesses políticos do governo da época, sendo adotadas várias denominações como: CORPO MUNICIPAL PERMANENTE, GUARDA PROVISÓRIA DE SEGURANÇA, COMPANHIA DE PEDESTRES e SEÇÃO DE COMPANHIA DE FORÇA POLICIAL. Durante a Guerra do Paraguai passou a denominar-se VOLUNTÁRIOS DA

PÁTRIA e esta fase finda com a denominação pós-Guerra, ou seja, COMPANHIA POLICIAL. Os principais acontecimentos desta fase foram: a) GUERRA DO PARAGUAI: • Os VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA – em 1.864 Mato Grosso é invadido pelos paraguaios e a polícia e outras tropas existentes são transformadas em Voluntários da Pátria pelo então governador (presidente na época) José Vieira Couto Magalhães, a fim de oferecer resistência aos invasores de nossas fronteiras. • A RETOMADA DE CORUMBÁ – a grande maioria dos Voluntários da Pátria marcharam para o sul do Estado e retomaram, em 1.867, a cidade de Corumbá que estava nas mãos dos paraguaios. Cabe ressaltar que no retorno de Corumbá uma peste trazida de lá, denominada ―Bexiga‖, dizimou grande parte dos soldados e acabou contaminando milhares de cuiabanos e, por isso, a imprensa da época, de oposição como os jornais ―O Cuiabano‖, ―A Situação‖ e especialmente o ―Notícias sobre a Província de Mato Grosso‖, do português Joaquim Ferreira Moutinho, criticavam e culpavam o Governo e os Comandantes da Tropa. • A CRIAÇÃO DE VÁRZEA GRANDE – uma pequena minoria de Voluntários da Pátria permaneceu em Cuiabá, os mais velhos e semi-inválidos, os quais, como precaução estratégica foram deslocados para a outra margem do Rio Cuiabá, onde foram armadas barracas junto a um grande banhado conhecido como Várzea Grande, a fim de montarem guarda à prisioneiros paraguaios, próximo de onde passava a estrada de boiadeiros que iam para o norte do Estado. Portando, hoje o que é a próspera cidade de Várzea Grande, surgiu forjada por três humildes classes sociais: os soldados da polícia, presos paraguaios e boiadeiros. b) ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA – período de agitação no Brasil, o movimento eclodiu em 1.888 mas não teve muita repercussão em Mato Grosso onde a maioria da elite política da época era favorável a manutenção do regime escravocrata pois os Senhores de Engenho não poderiam sobreviver sem a força da mão de obra barata dos escravos e a Polícia não tinha acesso às fazendas e o poder político e as leis eram ditados por esses senhores. c) PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA – Com a Proclamação da República, assume o governo de Mato Grosso o General Antônio Maria Coelho, é criada a atual Bandeira de Mato Grosso e é nomeado o Congresso Constituinte do Estado de Mato Grosso. 3. Fase Republicana (a partir de 1.891) Em 1.891 é promulgada a Constituição do Estado de Mato Grosso e, em seu Art. 62 é criada a POLÍCIA MILITAR e, em seguida, é promulgado o Regulamento da Força Pública do Estado de Mato Grosso (Dec n.º 32, de 24/12/1.892). Citamos que nesse mesmo decreto existe as seguintes denominações para a então Polícia Militar: FORÇA PÚBLICA, CORPO DE POLÍCIA, CORPO MILITAR e

FORÇA POLICIAL, esta última a mais utilizada por ter sido utilizada no Decreto Federal n.º 07, de 20/11/1.889, que cria nos Estados a Força Policial. Em 1.917 a Polícia foi reorganizada, com a criação do Comando Geral e de dois Batalhões e Infantaria e dois Regimentos de Cavalaria, recebendo o nome de FORÇA PÚBLICA. Em julho de 1.940 a Polícia voltou a denominar-se FORÇA POLICIAL e, após a 2ª Guerra Mundial, por força da Lei n.º 337, de 25/07/1.947, voltou a ter a denominação do começo do século e que perdura até hoje: POLÍCIA MILITAR. O Decreto Federal n.º 9.208, de 20/04/1.946, instituiu o Dia das Polícias Civis e Militares – o dia 21 de abril – e o Alferes Joaquim José da Silva Xavier (O TIRADENTES), tornou-se Patrono das Polícias Brasileiras. Os principais acontecimentos desta fase foram: a) REVOLUÇÃO DE TOTÓ PAES – iniciada em 1.889 com a deposição do governo poncista; em 1.902, no governo do Capitão-de-Mar-e-Guerra Antônio Pedro Alves de Barros, foi criado o Batalhão de Polícia Militar pela Lei n.º 202. Foi uma fase de transição de século tumultuada com muita interferência administrativa e mando político junto à Polícia Militar. Essa fase termina com o assassinato de Totó Paes na fábrica de pólvora do Coxipó do Ouro em 1.906. b) A CAETANADA – com a posse do General Caetano Manuel Faria de Albuquerque no governo de Mato Grosso recomeçou a badernada política motivada pelo desentendimento dos poderes constituídos Executivo e legislativo, sendo que foi confiada a Polícia Militar o restabelecimento da Ordem Pública, missão difícil devido as circunstâncias do momento. Os parlamentares, alegando perigo de vida, embarcaram para Corumbá e, de lá, deram posse ao então vice-governador Manoel Escolástico Virgílio (dezembro/1.916), condenando o General Caetano à perda do cargo. A ordem somente foi restabelecida com a nomeação, pelo Presidente Wenceslau Braz, do interventor Camilo Soares de Moura, em 10/01/1.917, voltando, assim, a paz e o sossego para a Polícia Militar. c) O PÓS 1ª GUERRA MUNDIAL – o pós-guerra, assim como grande parte da década de 20 foi marcada pelo aperto dos cintos dos policiais, culminando em uma intentona, em 1.924, encabeçada por três oficiais e alguns políticos, visando a deposição do governo, que estava com 08 (oito) meses de salários atrasados. O movimento fracassou e os cabeças foram punidos. d) OS GARIMPOS – na década de 20 intensificou-se os conflitos nas regiões de garimpo de diamantes do leste mato-grossense, em especial a do Rio Garças, onde maranhenses e baianos disputavam o controle da região na qual o governo não possuía voz ativa. A Força Pública era, então, a única representação da autoridade estatal e por vezes via-se em conflitos que resultava em vítimas entre os garimpeiros e, não raro, policiais. Na época, vários migrantes, principalmente, baianos, mineiros e pernambucanos, deixavam os garimpos e se alistavam nas fileiras da Força Pública, alguns, inclusive, galgando o oficialato e se projetando.

e) A COLUNA PRESTES – em 1.925 e 1.926 quando a Coluna Prestes invadiu Mato Grosso surge um dos grandes episódios da Polícia Militar de Mato Grosso, quando o Tenente Neteslau Brachtel Dewulsky, sozinho, deteve por três horas a Coluna, manuseando uma metralhadora, só parando com sua morte na região do Córrego Seco em 24/12/1.926. O próprio Capitão Siqueira Campos, um dos comandantes da Coluna Prestes, numa de suas declarações, pronuncia: Como falar do valor dos generais do Exército, se nunca os via? Como provar sua capacidade e sua bravura? Mas um herói verdadeiro surgiu no meio de tanta ignomínia e fazem-no justiça os revolucionários. Foi em Mato Grosso. Houve ali um combate sério. Durante esse combate uma metralhadora não se calava por mais que tropas revolucionárias se aproximassem, por mais que alvejassem o herói que a manobrava. Certo momento, porém, a metralhadora calou-se. Correram a ela. Ao lado uma montanha de balas deflagradas e sobre essa montanha de balas deflagradas, cravejado de projéteis, jazia o corpo do herói. Era o Tenente Neteslau, da Polícia do Estado de Mato Grosso. f) A REVOLUÇÃO DE 30 – com a entrada de Getúlio Vargas no poder, em 1.930, o Estado passa por 06 (seis) interventores até a Constituinte de 1.935. O Coronel Antonino Mena Gonçalves, substituiu o Major Rabelo, Comandante da Polícia que andava ―segurando‖ o Governo do Estado depois da revolução de Getúlio. Com ele vieram vários Sargentos do Exército, que haviam participado da revolução e eram de sua confiança absoluta, os quais foram promovidos a Tenente, e um a Capitão. Não houve protestos pois havia forte censura à imprensa. Em fevereiro de 1.931 mandou a Polícia invadir as usinas açucareiras, quebrando os aparelhos de tortura e trazendo presos os ―poderosos coronéis‖ proprietários das usinas. Resultado: acabou a escravização nas usinas, mas, por força de políticos do próprio Getúlio, Antonino foi demitido. A década de 30 foi um período em que a Polícia era extremamente autoritária, era comum encontrar oficiais com um 44 na cintura, bem a mostra, mesmo nas horas de lazer, agindo assim para atemorizar, prática que a sociedade condenava sigilosamente. g) O ESTADO NOVO – em 1.937 Getúlio Vargas consolidou o Poder Discricionário no Brasil até 1.945. O Bacharel Júlio Strubing Muller foi interventor em Mato grosso durante 08 (oito) anos. Apesar da ditadura, a Polícia passou por um período de crescimento, de reestruturação, com melhores efetivos, com oficiais e sargentos matriculados nas escolas de São Paulo e Rio de Janeiro. Também em 1.937, foi criada a Caixa de Previdência da Polícia. Entretanto, nessa época a Polícia enfrentou os seguintes problemas: 1) Os jagunços de Doninha em Poconé; 2) As badernadas dos garimpeiros no Leste; 3) A intentona contra Senadores em 1.936; e 4) A onda de crimes nos municípios do Sul mato-grossense. A Polícia foi reorganizada em todos os Estados por força da Lei n.º 192, de 17/01/1.936. h) A DÉCADA DE 40 – em 1.943 chegaram os primeiros oficiais diplomados pelas escolas do Rio de Janeiro e de São Paulo, um Capitão com Curso de Aperfeiçoamento e Sargentos monitores, e nos anos de 1.944 e 1.945 duas turmas de aspirantes se diplomaram. Nessa época, todos os anos os comandantes expulsavam das fileiras da Instituição os praças refratários – os maus elementos.

i) A DÉCADA DE 50 – nesse período, funcionou em Cuiabá o Curso de Formação de Oficiais, onde, em 06 (seis) turmas, foram diplomados 52 (cinqüenta e dois) oficiais até 1.960, quando o Curso deixou de funcionar. Essa década foi marcada por disputas político-partidárias acirradas, sendo os dois partidos mais fortes o PSD e a UDN, e não raro o policial, principalmente o oficial, era ―arrastado‖ para a prática da política. Tanto é que nas eleições de 1.958, pela primeira vez a Instituição teve candidato a Deputado e o elegeu. Essa fase perdurou até 1.964. j) O GOLPE DE 64 – em 1.964 vieram os governos militares e, de imediato, foi criada a IGPM (Inspetoria Geral das Polícias Militares), a cargo de um General de Brigada, destinada a controlar e fiscalizar as tropas milicianas dos Estados. Em 1.966 foi criada a SSP (Secretaria de Segurança Pública) que veio substituir a Chefatura de Polícia. Em 1.967 foram matriculados 25 (vinte e cinco) alunos a oficial nas Escolas de Formação de Oficiais de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o maior número em um só ano. A 2ª metade da década de 60 foi marcado pelos Atos Institucionais, mudança da moeda, cassação de mandatos e autoritarismo estatal, sendo que a Polícia Militar de Mato Grosso obedeceu as ordens emanadas dos superiores. Durante essa fase, nos anos 70, foram admitidos vários oficiais oriundos do Exército (NPOR / CPOR), a fim de preencherem claros abertos em seus quadros. Em 1.973 foi criado o C.F.A.P. (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças), com sede própria em Várzea Grande e destinado a formar e aperfeiçoar as praças da Polícia Militar. l) A DIVISÃO DO ESTADO – na década de 70 a Polícia Militar veio paulatinamente aumentando o seu efetivo, porém sempre insuficiente, e aumentando o número de unidades distribuídas em todo o Estado, assim como a criação de unidades especializadas como o Trânsito, a Rádio-patrulha e o S.A.R.A. (Serviço de Apoio e Repressão Armada), ativado somente em 1.984. Porém, em 1º de janeiro de 1.979, o velho Estado de Mato Grosso de dividiu e o efetivo da Polícia Militar ficou fracionado. Foi uma fase de difícil transição e economia curta e a Polícia Militar perdurou nela até 1.982 sem alterar nada em sua organização, procurando resolver alguns problemas surgidos na separação, como: o direito da opção do oficial de pertencer a este ou aquela Instituição; os direitos do inativos com relação aos proventos etc. m) A REDEMOCRATIZAÇÃO – em 15 de março de 1.983 empossa o governador eleito Júlio José de Campos, após 18 (dezoito) anos sem eleições. Seguem algumas das conquistas da Polícia Militar da época: • Lei Federal n.º 88.777, aprovou o Regulamento para as Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil; • Lei n.º 4.639, de 10/01/1.984, declarou de utilidade pública o Clube dos Oficiais da Polícia Militar. • Medalhas ―Mérito Homens do Mato‖, ―Major Ramos de Queiroz‖, ―Serviços Extraordinários‖ e ―Cruz de Bravura‖, com o respectivo diploma, destinadas a premiar milicianos que se sobressaem no cumprimento do dever; • Decreto n.º 1.160/84, cria o Brasão D’armas da Polícia Militar;

• Criação do Colégio Tiradentes; • Criação do Hino da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso; • Lei n.º 5.177/87, cria a Academia de Polícia Militar (APM), com ativação em 1.993, ocupando as instalações do CFAP e destinada a formar os Oficiais da Polícia Militar; • Inauguração do Quartel do Comando Geral (QCG) em 21/04/94.

Missão
Proporcionar proteção à sociedade, preservando a ordem pública, assegurando o bem comum e garantindo os direitos individuais e coletivos.

Visão
A PMMT será uma instituição referência pela excelência na prestação de serviços junto à sociedade.

Valores

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Sentimento de servir á comunidade estadual, levado pela vontade inabalável de cumprir o dever militar e pelo integral devotamento à preservação da ordem pública, garantindo os direitos individuais e coletivos, mesmo com o risco da própria vida; Hierarquia e disciplina; O civismo e o culto das tradições históricas; A fé na elevada missão da Polícia Militar; Espírito de corpo, orgulho do militar pela organização onde serve; Amor à profissão militar e o entusiasmo com que é exercida; Profissionalismo; Comprometimento com os valores humanitários.

Unidades Operacionais
A Polícia Militar do Estado de Mato Grosso está organizada operacionalmente em Batalhões de Poloícia Militar (BPM), Regimento de Cavalaria (RCav) e Companhias Independentes de Polícia Militar (CIPM), distribuídos em 10 (dez) Comandos Regionais (CRs) e 01 (um) Comando Especializado (CESP), além de grupos integrados com outras forças de segurança ligados diretamente à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) e outros órgãos como o GAECO do Ministério Público (MP).
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1º BPM - Cuiabá; (CR-Í) 2º BPM - Barra do Garças; (CR-V) 3º BPM - Cuiabá; (CR-I) 4º BPM - Várzea Grande; (CR-II) 5º BPM - Rondonópolis; (CR-ÍV) 6º BPM - Cáceres; (CR-VI)

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7º BPM - Rosário Oeste; (CR-II) 8º BPM - Alta Floresta; (CR-IX) 9° BPM - Cuiabá; (CR-I) 10° BPM - Cuiabá; (CR-I) 11° BPM - Sinop; (CR-III) 12° BPM - Sorriso; (CR-III) 13° BPM - Lucas do Rio Verde; (CR-III) 14° BPM - Primavera do Leste; (CR-IV) 16° BPM - Água Boa; (CR-V) 17° BPM - Mirassol D'oeste; (CR-VI) 18° BPM - Pontes e Lacerda; (CR-VI) 19° BPM - Tangará da Serra; (CR-VII) 20° BPM - Juína; (CR-VIII) 21° BPM - Juara; (CR-VIII) 22° BPM - Peixoto de Azevedo; (CR-IX) 23° BPM - Vila Rica; (CR-X) BPMTran - Batalhão de Polícia Militar de Trânsito Urbano e Rodoviário Cuiabá; (CESP) BPMPA - Batalhao de Policia Militar de Proteção Ambiental - Várzea Grande; (CESP) BOPE - Batalhão de Operações Especias - Cuiabá; (CESP) BPMGda - Batalhão de Polícia Militar de Guardas - Cuiabá (CESP) RCav - Regimento de Cavalaria - Várzea Grande (CESP) ROTAM - Batalhão de Rondas Ostensivas Taticas Movel - Cuiabá (CR-I) GRAer - Grupamento de Rádio-patrulhamento Aéreo - Várzea Grande - (SESP) GEFron - Grupo Especial de fronteiras - Porto Esperidião (SESP) GAECO - Grupo de Atuaçao Especial Contra o Crime Organizado - Cuiabá (MP) CIOSP - Centro Integrado de Operações de Segurança Pública - Cuiabá (SESP)

Além de 10 Comandos Regionais (CR)e o Comando de Policiamento Especializado (CESP), distribuídos por Cidades Pólo de Mato Grosso.

Unidades de Ensino
Unidades de Ensino e Formaçao Da PMMT.

DEIP - Diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa - Cuiabá;

Unidades Subordinadas.
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APMCV - Academia de Polícia Militar Costa Verde (Formação de Oficiais) Várzea Grande; CFAP - Centro de Formaçao e Aperfeiçoamento de Praças (Formação de Praças) - Cuiabá; EEPMT - Escola Estadual de 1º e 2º Graus Tiradentes (Escola regida pela Polícia Militar) - Cuiabá;

Polícia Civil do Estado de Mato Grosso
Polícia Civil do Estado de Mato Grosso

Visão geral Nome completo Fundação Tipo Subordinação Direção superior Chefe Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso 1808 (204 anos) Força policial civil - polícia judiciária Governo do Estado de Mato Grosso Secretaria de Estado de Segurança Pública Diretor-Geral da Polícia Judiciária Estrutura jurídica Legislação Constituição Federal, art. 144, IV e §§ 4º e 6º Estrutura operacional Sede Website Cuiabá Mato Grosso, Brasil

http://www.policiacivil.mt.gov.br Portal da polícia
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A Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso é uma das polícias de Mato Grosso, Brasil, órgão do sistema de segurança pública ao qual compete, nos termos do artigo 144, § 4º, da Constituição Federal e ressalvada competência específica da União, as funções de polícia judiciária e de apuração das infrações penais, exceto as de natureza militar.[1]

Histórico

A origem da Polícia Civil de Mato Grosso vai ser encontrada na Intendência Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil, criada em 10 de maio de 1808, no Rio de Janeiro. Após a Independência do Brasil, a Carta Magna de 1824 dispôs sobre a formação de posturas policiais para as províncias do Império. A autoridade policial era representada pelo juiz de paz, a quem cabia atribuições de polícia. Com a reforma do Código de Processo Criminal em 1841, separaram-se as funções policiais da justiça, passando aquelas aos Chefes de Polícias e aos Delegados. A polícia civil em Mato Grosso foi criada em 24 de maio de 1842, por portaria do Presidente da Província, sendo escolhido o Chefe de Polícia dentre os desembargadores, juízes de direito, delegados ou cidadãos, sendo obrigatória a aceitação do encargo. A partir da República, a polícia estadual foi reestruturada pelo Decreto nº 08, de 26 de outubro de 1891, dando origem à Chefatura de Polícia e preservando o cargo de delegado de polícia. Em 1967 a Secretaria de Segurança Pública substituiu a antiga Chefatura de Policia. No dia 7 de junho de 1972 o Bacharel Sérgio Adib Hage foi nomeado Diretor Geral de Polícia, se tornando, assim, o primeiro Diretor Geral do Departamento Geral de Polícia Civil. A Polícia Civil de carreira foi instituída pela Lei nº 4.721, de 1984 e, finalmente, a Lei Complementar nº 155, de 14 de janeiro de 2004, dispôs sobre a organização e o Estatuto da Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso, que passou a ter essa denominação[2].==

Valores
A Polícia Judiciária Civil norteia-se pelos seguintes princípios:
     

Ética – agir com responsabilidade, honestidade, moralidade, lealdade e respeito às normas. Dignidade – tratar com urbanidade, respeito e lealdade as pessoas. Compromisso social e institucional – agir em consonância com os anseios da sociedade e zelar pelas diretrizes da Instituição. Imparcialidade – tratar os cidadãos com igualdade. Determinação – agir com destemor, energia, convicção e constância de propósitos na execução das ações de Polícia Judiciária. Qualidade – assegurar a execução dos serviços prestados de forma qualitativa, buscando padrões de excelência.[3]

[editar] Planos de carreira
Delegado de Polícia Classe A Escrivão de Polícia Classe A Investigador de Polícia Classe A

Classe B Classe C Classe Especial

Classe B Classe C Classe Especial

Classe B Classe C Classe Especial[4]

Organização policial
Viaturas durante uma diligência policial [editar] Estrutura organizacional

Nível de decisão colegiada:[5]. Conselho Superior de Polícia Judiciária Civil

Nível de decisão superior Diretor-Geral de Polícia Judiciária Civil

Nível de apoio estratégico e especializado Corregedoria-Geral de Polícia Judiciária Civil

Nível de assessoramento superior Gabinete de Direção

Nível de execução programática Coordenadoria de Execução Estratégica Diretoria de Atividades Especiais Gerência de Operações Especiais Gerência de Inteligência Policial Gerência de Armas, Explosivos e Munições Gerência Estadual de Polinter Gerência de Combate ao Crime Organizado Academia de Polícia Judiciária Civil Diretoria de Polícia Judiciária Civil Metropolitana Diretoria de Polícia Judiciária Civil do Interior

Delegacia de polícia

A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, dirigida pelo Diretor-Geral da Polícia Judiciária Civil, desenvolve os serviços públicos da sua competência, basicamente, através das delegacias policiais. As delegacias distribuídas pelo território estadual, são, nas suas circunscrições, o centro das investigações e dos demais atos de polícia judiciária e pontos de atendimento e proteção à população. São 17 delegacias na Capital e 61 no Interior do Estado
Investigação especializada

Em apoio as delegacias distritais, surgiram as delegacias especializadas decorrentes do desenvolvimento da atividade criminosa que também se especializou, organizou-se em quadrilhas e estendeu as suas ações por largas faixas territoriais. As principais delegacias especializadas reprimem o tráfico de entorpecentes, o roubo e o furto, inclusive de automóveis, as fraudes ou defraudações, sendo certa a inclusão das delegacias de homicídios dentre essas unidades pela importância do bem jurídico protegido que é a vida humana. A Polícia Civil de Mato Grosso conta com as seguintes especializadas:

Delegacia móvel da Polícia Civil Delegacia Especializada de Defesa da Mulher Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Administração Pública Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores Delegacia Especializada do Meio Ambiente Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor Delegacia Especializada do Adolescente Delegacia Especializada do Direito da Criança Delegacia Especializada de Roubos e Furtos

Delegacia Especializada da Infância e Juventude Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes G.C.C.O. - Grupo de Combate ao Crime Organizado Operações especiais

Existe uma unidade especializada de apoio operacional para pronto emprego nas situações em que as demais unidades policiais necessitem de reforços durante diligências ou prisões de marginais, principalmente, em áreas de criminalidade violenta. Essa unidade de operações especiais, o GOE - Grupo de Operações Especiais, pelo preparo profissional para as situações de risco e a presença permanente na linha de frente dos confrontos com a criminalidade, tende a desenvolver um forte compromisso institucional e Departamento de Polícia Federal
Departamento de Polícia Federal

Visão geral Nome completo Sigla Fundação Tipo Subordinação Direção superior Chefe Departamento de Polícia Federal DPF 1944 (68 anos) polícia judiciária e preventiva federal Governo do Brasil Ministério da Justiça Diretor-Geral do DPF Estrutura jurídica Legislação Constituição Federal, art. 144, I e § 1º Estrutura operacional Sede Força de elite Website Brasília, Distrito Federal, Brasil

COT - Comando de Operações Táticas http://www.dpf.gov.br Portal da polícia
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O Departamento de Polícia Federal (DPF) ou simplesmente Polícia Federal (PF) é um órgão subordinado ao Ministério da Justiça, cuja função é, de acordo com a Constituição de 1988, exercer a segurança pública para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A Polícia Federal, de acordo com o artigo 144, parágrafo 1º da Constituição Brasileira, é instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira. Atua, assim, na clássica função institucional de polícia.

Atribuições
Ainda de acordo com o artigo 144, parágrafo 1º da CF, são funções adicionais da Polícia Federal:
1. Apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei; 2. Prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência; 3. Exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; 4. Exercer, com exclusividade, as funções de Polícia Judiciária da União.

A maioria dos cidadãos tem contato com a Polícia Federal pelo fato desta ser o órgão responsável pela emissão de passaportes e pelo controle dos postos de fronteira. A sede da Polícia Federal situa-se na capital da Federação, havendo unidades (superintendências) em todas as capitais dos estados da federação e delegacias e postos avançados em várias outras localidades do país. Desde 2011 a Direção-Geral do Departamento é exercida pelo delegado gaúcho Leandro Daiello Coimbra, que sucedeu o também gaúcho Luis Fernando Correia. Como se vê não se pode dizer exclusivamente que a Polícia Federal é uma polícia judiciária, pois esta função auxiliar do Poder Judiciário, ainda que seja priorizada em relação às demais, é apenas uma dentre inúmeras outras atribuições constitucionais e infra-constitucionais do órgão, sendo a única polícia brasileira a deter o ciclo completo de polícia, exercendo atividades de polícia preventiva e repressiva.

[editar] Antecedentes

Galeria de Valores do DPF, com todos o símbolos da instituição; todas as superintendências, delegacias e postos avançados possuem a Galeria de Valores no rol entrada

A origem nominal do Departamento de Polícia Federal remonta à ditadura de Getúlio Vargas, quando este, no ano de 1944, altera a denominação da Polícia Civil do Distrito Federal (atual Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) para Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), por meio de um decreto-lei. A mudança nominal procurava superar uma limitada atuação da polícia do Rio de Janeiro em outros estados brasileiros, embora esta continuasse a conservar a sua integridade institucional herdada do período da sua criação, que remonta ao início do século XIX. O DFSP foi crescendo em tamanho, importância e atribuições, até que em 1960, o Rio de Janeiro deixa de ser a capital federal e Brasília passa a exercer aquela função. Nessa ocasião, a maioria dos integrantes do DFSP, policiais civis cariocas, declinou de uma transferência para a nova capital, preferindo permanecer no Rio de Janeiro, fieis a sua sesquicentenária instituição, o que deixou a corporação de Brasília carente de pessoal. Assim, houve uma fusão com o outro órgão de segurança pública da cidade, a Guarda Especial de Brasília (GEB), responsável pela vigilância dos canteiros de obras da NOVACAP, ainda que o nome do DFSP fosse mantido. Suas atribuições foram sendo regulamentadas com o passar dos anos, inclusive tendo suas funções definidas na Constituição de 1967. Por fim, em fevereiro de 1967, o DFSP recebe a nomenclatura atual, passando a ser chamado de Departamento de Polícia Federal.

Unidades

A bandeira do DPF, um de seus símbolos

Polícia Federal, regional no Rio Grande do Norte.

Além das unidades centrais, que ficam situadas em Brasília, existem três tipos de unidades no Departamento de Polícia Federal:
  

Superintendência — há uma na capital de cada Estado do Brasil e no Distrito Federal, e elas estão diretamente subordinadas à Direção Geral em Brasília; Delegacia — criadas em cidades de grande e médio porte onde haja necessidade, estão subordinadas à superintendência do estado; Posto avançado — unidades menores, sem efetivo policial próprio, recebem policiais de outras unidades em regime de rotatividade.

Operações
Após 2003,[1] houve uma intensificação dos trabalhos da Polícia Federal a partir de uma reestruturação iniciada pelo Governo Federal, o que desencadeou uma onda de prisões de quadrilhas de criminosos especializados em fraudes eletrônicas na internet e em cartões de débito e crédito, de sonegadores ligados à corrupção e à lavagem de dinheiro, entre outros, e esbarrou em políticos, tanto ligados ao Governo quanto em adversários. Alguns analistas chegam a afirmar que a pressão da Polícia Federal teria levado Roberto Jefferson a denunciar o Mensalão.[2][3] Em novembro de 2010, a Polícia Federal participou da operação que resultou na reconquista do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro.[4]A ocasião também deu visibilidade aos Grupos de Pronta Intervenção (G.P.I.), que desde 2008 vêm sendo criados nas superintendências estaduais para atuação em situações de risco diferenciado.

De onde vêm os nomes?

Brasão da Polícia Federal

As operações da Polícia Federal recebiam nomes para identificá-las no âmbito interno do órgão, de forma a referenciá-las de modo rápido e sigiloso. Com o tempo, os nomes das operações passaram a ser também divulgados através da assessoria de imprensa do DPF, e a denominação das operações tornou-se tradição. A primeira operação a ter nome foi a Operação Arca de Noé, de 2002, batizada pelo então responsável pelas investigações, o delegado Zulmar Pimentel.[5] Não há critério para escolha dos nomes — que, geralmente, são escolhidos pelos responsáveis pelas investigações —, a não ser fato de serem um termo relacionado ao contexto da operação de forma geral.

Comando de Operações Táticas
O Comando de Operações Táticas, ou COT, é o grupo operacional de elite da Polícia Federal brasileira, tendo sido criado em 1987 com a missão de responder a ataques terroristas em território nacional. A sede do COT fica em Brasília, no Setor Policial Sul, de onde envia operadores para missões em todo o Brasil. Para ingressar no COT é necessário ser Agente de Polícia ou Delegado de Polícia, e o treinamento envolve disciplinas táticas e físicas de grande intensidade.

Coordenação de Aviação Operacional

Hangar da CAOP em Brasília

A CAOP(Coordenação de Aviação Operacional) é a unidade da Polícia Federal, responsável pela coordenação, planejamento e execução das ações táticas em que sejam empregados meios aéreos. Foi criada em 1986, devido a demanda de transporte para qualquer lugar, com rapidez, além da necessidade de apoio aéreo nas ações táticas e sem precisar depender das Forças Armadas. Em 1995 a unidade tinha o nome de assessoria de assuntos operacionais quando recebeu três aeronaves, 2 Bell 412 e 1 HB-350 Esquilo. Já em 1996 a Assessoria virou a Divisão de Aviação Operacional. No ano de 1999 a unidade ganhou as presentes atribuições e em 2001, finalmente, recebeu a atual denominação de CAOP. Está previsto que por volta de 2011, seja construída uma segunda base para a CAOP. A base será instalada na Amazônia, e para isso já está em processo de aquisição de dois Bell 412 além de um Cessna Caravan 208B. A unidade é divida em dois esquadrões, um de asas fixas e outro de asas rotativas. Sua frota atual conta com:
Aeronave Helibras AS.350B2 Esquilo Helibras AS.355N Esquilo Bell 412 Embraer ERJ-145 Cessna Caravan 208B Quantidade 02 Observação

02 02 02 Mais 2 desse modelo em processo de aquisição Sendo um desses operado em conjunto com a Força Nacional de Segurança Pública Mais um está previsto para ser comprado.

02

Neiva NE-821 Carajá 01 Beech King Air 01

rande devotamento à causa da sociedade.

Polícias militares estaduais brasileiras.
Polícia Militar

Emblema nacional das polícias militares.[1]

País Corporação Subordinação Missão Denominação

Brasil Gendarmaria Governos Estaduais Segurança Pública Força Auxiliar e Reserva do Exército Brasileiro PM ou BM 1834 21 de abril Joaquim José da Silva Xavier - Tiradentes História

Sigla Criação Aniversários Patrono

Guerras/batalhas

1835 - Guerra dos Farrapos 1835 - Revolta dos Malês 1835 - Cabanagem 1838 - Balaiada 1842 - Revolução Liberal 1848 - Revolta Praieira 1851 - Ronco da Abelha 1864 - Guerra do Paraguai 1874 - Quebra-Quilos 1874 - Revolta dos Muckers 1893 - Revoltas da Armada 1893 - Revolução Federalista 1893 - Guerra de Canudos 1899 - Revolução Acreana Combate ao Cangaço 1912 - Guerra do Contestado 1914 - Sedição de Juazeiro 1922 - Revolta Tenentista 1924 - Revolta de 1924 1925 - Coluna Prestes

1930 - Revolução de 1930 1932 - Revolução de 1932 1935 - Intentona Comunista Guerra de Guerrilhas Combate ao Narcotráfico Logística Efetivo Aproximadamente 400.000[2] Insígnias Distintivo[3]

No Brasil, as Polícias Militares estaduais são as 27 forças de segurança pública que têm por função primordial o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública no âmbito dos estados (e do Distrito Federal).[4] Subordinam-se aos governadores[4] e são, para fins de organização, forças auxiliares e reserva do Exército Brasileiro, e integram o sistema de segurança pública e defesa social do Brasil. São custeadas por cada estado-membro e, no caso do Distrito Federal, pela União[5]. Seus integrantes são denominados militares estaduais,[6] assim como os membros dos Corpos de Bombeiros Militares.

Origens
Até o início do século XIX não existiam instituições policiais militarizadas em Portugal (o Brasil ainda era apenas uma colônia), e a Coroa Portuguesa fazia uso de unidades do exército quando necessário. A primeira corporação com essas características foi a Guarda Real de Polícia de Lisboa, criada pelo Príncipe Regente D. João em 1801;[7][8] tomando-se por modelo a Gendarmaria Nacional (em francês: Gendarmerie Nationale) da França, instituída em 1791.

Representação do uniforme da Guarda Real de Polícia de Lisboa. O conceito de uma gendarmaria nacional surgiu após a Revolução Francesa, em consequência da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, na qual se prescrevia que a segurança era um dos direitos naturais e imprescindíveis; contrapondose à concepção vigente, de uma força de segurança voltada unicamente aos interesses do Estado e dos governantes. Com a vinda da Família Real para o Brasil, a Guarda Real de Polícia permaneceu em Portugal; sendo criada outra equivalente no Rio de Janeiro, com a denominação de Divisão Militar da Guarda Real de Polícia do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1809.

Uniforme do Corpo Policial da Província do Pará. A legislação imperial registra a criação de outros Corpos Policiais nas províncias. Em 1811 em Minas Gerais, 1818 no Pará, em 1820 no Maranhão, e em 1825 na Bahia e em Pernambuco.

O ―Corpo‖ de Minas não era um corpo de tropas (unidade militar), mas apenas um pequeno grupamento com vinte policiais, possivelmente não militarizados. Os Corpos de Polícia do Pará e do Maranhão pertenciam a uma região com administração independente; não sendo encontradas maiores informações sobre suas estruturas. Os Corpos Policiais da Bahia[9] e de Pernambuco[10] eram realmente tropas militarizadas, pois consta no documento de criação que deveriam ser constituídos com estados maiores, companhias de infantaria, e de cavalaria; e que seus uniformes[11] seriam semelhantes ao usado pelo Corpo de Polícia da Corte. Com a abdicação de D. Pedro I em abril de 1831, a Regência realizou uma grande reformulação nas forças armadas brasileiras. As Milícias e as Ordenanças foram extintas,[12] e substituídas por uma Guarda Nacional.[13] A Guarda Real da Polícia do Rio de Janeiro foi também extinta,[14] e em seu lugar foi autorizado a formação de um Corpo de Guardas Municipais Voluntários;[15] sendo igualmente permitido às províncias criarem corporações assemelhadas, caso julgassem necessário. Tudo isso devido ao temor de sublevações armadas e a subversão dos poderes constituídos. Até mesmo o Exército Imperial (antiga designação do Exército Brasileiro) esteve sob ameaça de desmobilização, pois se acreditava que instituições de defesa formadas por cidadãos comuns seriam mais confiáveis que tropas profissionais.

Forças Policiais das Províncias
Com a morte de D. Pedro I em 1834, afastou-se em definitivo o receio de um possível retorno do antigo monarca, e o temido realinhamento com Portugal. Ocorrendo-se então, a rejeição e o afastamento dos extremismos, e efetivando-se uma reforma constitucional; na qual sobreveio uma relativa descentralização político-administrativa, sendo instituídos Corpos Legislativos nas províncias. Com esse redirecionamento político, o Legislativo é que passou a fixar, anualmente, e sobre informação do Presidente da Província, as forças policiais respectivas.[16] As Guardas Municipais foram lentamente desativadas (algumas permaneceram até a Guerra do Paraguai) e transformadas ou substituídas por Corpos Policiais. A mudança não foi apenas uma troca de denominação, mas de fato uma completa reestruturação do aparato policial existente. Guarda Municipal Subordinada ao juiz de paz, e este ao Ministro da Justiça. Jurisdição restrita aos distritos de paz. Proibida de se reunir, sob pena de ser punida por reunião ilícita (conspiração). Formação paramilitar. Efetivo cadastrado, principalmente pelas paróquias do município. Corpo Policial Subordinado ao Presidente da Província, e indiretamente ao Ministério da Guerra. Jurisdição sobre toda a Província. Tropa aquartelada. Formação militar modelada no Exército. Efetivo recrutado voluntariamente, ou forçado, nos momentos de crise.

O guarda municipal possuía outra ocupação A ocupação era profissionalizante, e o principal, e não deveria receber tarefas que efetivo o podia ser destacado, temporariamente ou

distanciasse muito de sua residência.

em definitivo, para qualquer região da Província. O efetivo era assalariado às expensas da Província.

O guarda somente recebia pagamento quando mobilizado por mais de três dias consecutivos de serviço.

Pela formação e estrutura, os corpos policiais são os que mais se aproximam das atuais policiais militares; legítimos antecessores, com as quais possuem ligação direta e ininterrupta. Durante e após a Guerra do Paraguai, os Corpos Policiais por muito pouco não sofreram completa extinção, inicialmente por falta de efetivos, enviados para a guerra como parte dos Voluntários da pátria, e posteriormente pela carência de recursos financeiros. Entretanto, foi justamente a guerra que lhes deu uma relativa homogeneidade nacional, fortaleceu o espírito de corpo, e estabeleceu os fortes vínculos com o Exército que duram até os dias de hoje.

República

Quartel da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. Após combate à Intentona Comunista em 1935.

Batalhão de Infantaria - 1938. Polícia Militar do Estado do Paraná. Com a Proclamação da República foi acrescentada a designação Militar aos CPs, os quais passaram a denominarem-se Corpos Militares de Polícia.[17] Em 1891 foi promulgada a Constituição Republicana, que inspirada na federalista estadunidense, passou a dar grande autonomia aos Estados (denominação dada às antigas Províncias do Império).

Pela nova Constituição os Corpos Militares de Polícia deveriam subordinarem-se aos Estados, administrados de forma autônoma e independente; os quais passaram então a receber diversificadas nomenclaturas regionais (Batalhão de Polícia, Regimento de Segurança, Brigada Militar, etc.). Os Estados mais ricos investiram em suas corporações, transformando-as progressivamente em pequenos exércitos regionais, com o objetivo de impressionar os adversários, e também de afastar a possibilidade de intervenções federais no Estado. Nesse momento, acirradas pelas divergências da política, as polícias militares afastaram-se entre si, cada uma estabelecendo suas próprias particularidades. Em 1915, as dificuldades apresentadas no Conflito do Contestado (1913) e a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914), despertaram no Exército a urgente necessidade de uma reformulação nas forças armadas brasileiras. Nesse ano a legislação federal passou a permitir que as forças militarizadas dos Estados pudessem ser incorporadas ao Exército Brasileiro, em caso de mobilização nacional.[18] Em 1917 a Brigada Policial e o Corpo de Bombeiros da Capital Federal tornaram-se oficialmente Reservas do Exército;[19] condição essa a seguir estendida aos Estados. A aceitação desse acordo isentava o efetivo da Força Estadual do serviço militar obrigatório, implantado em 1916. Entretanto, a negação implicava o não reconhecimento dos postos e graduações pelo governo federal, podendo os oficiais e sargentos ser convocados como simples soldados. A partir desse momento ocorreu uma reaproximação das corporações, passando a existir uma progressiva padronização de uniformes, armas e equipamentos. Após as Revoluções de 1930 e de 1932 as corporações praticamente fundiram-se num mesmo modelo.

Pós-guerra
Com a queda do governo ditatorial de Getúlio Vargas, as polícias militares retornaram ao completo controle dos Estados.[20] A designação como Polícia Militar já era usada de forma extra-oficial desde o início da República. A denominação oficializou-se após a Segunda Guerra Mundial, devido à divulgação e prestígio do termo ao final do conflito.

Policiamento ciclístico - 1950. Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. A partir dessa época foi dado um novo direcionamento no emprego das polícias militares, sendo diversificadas suas atividades e criados novos serviços especializados; progressivamente, desenvolvendo a configuração que possuem atualmente. Até então elas atuavam como autênticas gendarmarias, exercendo principalmente a segurança de prédios públicos, e fornecendo destacamentos policiais ao interior do estado. Nos grandes centros urbanos, o clássico policiamento como é conhecido atualmente, era realizado pelas Guardas Civis, segmentos uniformizados das Polícias Civis Estaduais. Essa sobreposição não agradou a todos, e a cidade de São Paulo, por exemplo, teve de ser dividida entre a Guarda Civil e a Força Pública (antiga denominação da PMESP). Novas modificações foram inseridas com instituição do Governo Militar de 1964. Em 1967 foi criada a Inspetoria Geral das Polícias Militares (IGPM) subordinada ao Exército. O policiamento fardado[21] passou a ser considerado exclusividade das polícias militares, e foram extintas as Guardas Civis e outras organizações similares. Na década de setenta ocorreu um acirramento da resistência ao Governo Militar, e a maioria das polícias militares sofreu intervenções, tendo sido nomeados oficiais do Exército para comandá-las. Nessa época novamente ocorreu uma homogeneização, na qual foi regulamentada uma classificação hierárquica única, e até se tentou estabelecer um uniforme padronizado para todo país.

Atualidade

GRPAe e GATE da PMSP - 2007. Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Com o fim do Governo Militar na década de oitenta, as polícias militares voltaram-se para o objetivo de recompor suas próprias identidades, fortemente marcadas pela imagem da repressão dos dois longos períodos de regime de exceção (de 1930 a 1945, e de 1964 a 1988). Passou-se a investir numa reaproximação com a sociedade; tentandose recuperar antigas modalidades de policiamentos, e desenvolver outras novas. Atualmente dois programas têm merecido especial atenção nas polícias militares. Policiamento Comunitário Polícia comunitária é uma filosofia e uma estratégia organizacional que proporciona uma parceria entre a população e a polícia. Baseia-se no princípio de que tanto a polícia quanto a comunidade devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver problemas como crimes, drogas, medos, desordens físicas, morais e até mesmo a decadência do ambiente. Com o objetivo de melhorar a qualidade geral de vida de todos, o policiamento comunitário baseia-se na premissa de que os problemas sociais terão soluções cada vez mais efetivas, na medida em que haja a participação de todos na sua identificação, análise e discussão. PROERD Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, que tem por base o D.A.R.E. (Drug Abuse Resistance Education), criado pela Professora Ruth Rich, em conjunto com o Departamento de Polícia da cidade de Los Angeles, EUA, em 1983. No Brasil o programa chegou em 1992 através da Polícia Militar do Rio de Janeiro; sendo que desde 2002 se encontra em aplicação em todas as polícias militares do país. O Programa é pedagogicamente estruturado em lições, ministradas obrigatoriamente por um policial militar fardado. Além da sua presença física em sala de aula como educador social, propicia um forte elo de ligação na comunidade escolar em que atua, estabelecendo uma sólida base de apoio no trinômio: Polícia Militar, Escola e Família.

Estrutura Operacional
As polícias militares estão estruturadas operacionalmente de maneia similar ao Exército, organizadas em comandos intermediários, batalhões, companhias e pelotões. Os batalhões são baseados nos grandes centros urbanos, e suas companhias e pelotões são distribuídos de acordo com a densidade populacional nas cidades circunvizinhas. Normalmente os pelotões são também subdivididos em destacamentos ou postos de policiamento. A polícia montada está organizada em regimentos, divididos em esquadrões e pelotões. Em escala decrescente, a estrutura operacional se subordina da seguinte forma:

Comando de Policiamento de Área (CPA) ou Região de Polícia Militar (RPM); o Batalhão de Polícia Militar (BPM);  Companhia de Polícia Militar (Cia PM);  Pelotão de Polícia Militar (Pel PM);

Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) ou de Polícia Militar (DPM);  Posto de Policiamento Comunitário (PPC) ou Base de Policiamento Comunitário (BPC).

Existem ainda outras denominações intermediárias, tais com: Grupamentos Especiais, Guarnições e também Companhias Independentes de Polícia Militar (CIPM ou Cia PM Ind) que estão no mesmo nível de autonomia administrativa dos batalhões; tendo, entretanto, efetivo e áreas de policiamento menores.

Uniformes

Companhia de Policia Feminina da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte. As forças armadas brasileiras herdaram muitas das tradições militares portuguesas, e durante o período do Império e parte do da República, com poucas exceções, as polícias militares utilizaram uniformes azuis (azul ferrete). Em 1903 o Exército Brasileiro adotou o uniforme cáqui;[22] sendo então copiado pelas PMs. Em 1934 o Ministério da Guerra determinou, obrigatoriamente, a cor cáqui para todas as forças de reserva militar (PMs e Tiros de Guerra).[23] Após a Segunda Guerra Mundial as polícias militares adquiriram autonomia para escolher as cores de seus próprios uniformes, entretanto, a maioria optou por permanecer com o cáqui. Durante o regime militar, em 1976, a IGPM sugeriu que as PMs adotassem a cor azul petróleo (a cor do fardamento da Polícia Militar do Distrito Federal). Por esse motivo algumas PMs mudaram seus uniformes. Atualmente a cor cáqui, com variações para o bege, e a cor azul, com variações do cinza ao azul escuro, são as principais cores dos uniformes das polícias militares brasileiras.

Polícias militares com uniformes cáqui:

BMRS, PMAC, PMAL, PMBA, PMCE, PMGO, PMMG, PMPB, PMPR, PMPE, PMPI, PMSC, e PMTO.

Polícias militares com uniformes azuis:

PMAP, PMAM, PMDF, PMES, PMMA, PMMS, PMMT, PMPA, PMERJ, PMRN, PMRO, PMRR, PMSE, e PMESP. Observação: Isso se aplica somente aos uniformes de serviço. Os fardamentos de gala, passeio, cerimoniais e outros possuem características próprias em cada uma das corporações.

Telefone de Emergência
Em todo o Brasil o número do telefone de emergência é único e gratuito. Para solicitar o auxílio da Polícia Militar basta discar UM (1), NOVE (9), ZERO (0).

Hierarquia
As polícias militares possuem, em regra, a mesma classificação hierárquica do Exército Brasileiro, com modelos diferenciados de insígnias.[24] Porém, algumas corporações promoveram a supressão legal de alguns graus hierárquicos.

Modalidades de Policiamento
Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Aéreo - com helicópteros: - salvamentos e resgate; - acompanhamento tático e policiamento ostensivo em geral; - com aviões: patrulhamento ambiental e transporte de emergência;

Ambiental - prevenção e repressão a crimes ambientais;

Com cães - combate ao tráfico de drogas (cães farejadores); - controle de distúrbios civis; - resgate de pessoas perdidas, soterradas, etc.;

 

De choque - restabelecimento da ordem social; De guarda - segurança a presídios, consulados, prédios públicos, etc.;

     

De trânsito - policiamento e controle do trânsito urbano e em vias sob competência estadual; Escolar - segurança às escolas e universidades; Escolta - proteção especial a pessoas ou bens; Ferroviário - segurança em trens e estações ferroviárias; Fluvial, lacustre e marítimo - patrulhamento com embarcações; Montado - a cavalo, destinado principalmente a patrulhamento de parques, áreas rurais, regiões de acesso restrito, etc.; - controle de distúrbios civis; - muitas vezes os animais são usados também para equoterapia;

    

Motorizado - patrulhamento com veículos automóveis e motocicletas; Ostensivo a pé - patrulhamento básico, em geral com o uso de radiotransmissores; Rodoviário - controle do trânsito em estradas rodoviárias; Turístico - segurança e apoio a turistas. Velado - desuniformizado e descaracterizado, para a preservação da ordem pública.

Patrono Nacional das Polícias Militares
O patrono nacional das polícias militares é Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Ele nasceu no distrito de Pombal, no atual Estado de Minas Gerais. Foi Alferes de Milícia, e comandante do destacamento de Dragões na patrulha do Caminho Novo, estrada que servia como rota de escoamento da produção mineradora da Capitania das Minas Gerais ao porto do Rio de Janeiro. Participou do movimento denominado Inconfidência Mineira, e foi executado em 21 de abril de 1792, data em que se comemora o Dia da Polícia Militar no Brasil (e também o da Polícia Civil). Tiradentes é considerado Patrono Cívico, sendo a data de sua morte, 21 de abril, feriado nacional. Seu nome consta no Livro de Aço do Panteão da Pátria e da Liberdade, como Herói Nacional do Brasil.

Viatura blindada da PMERJ.

Policiamento de choque da PMPR.

Inspetoria Geral das Polícias Militares
Inspetoria Geral das Polícias Militares

Sede Sigla Criação

Distrito Federal IGPM 1967 Comando

Comandante

General Williams José Soares Contato

Endereço E-mail

QGEx - Bloco H - 4º piso igpm@coter.eb.mil.br

A Inspetoria Geral das Polícias Militares (IGPM) é um órgão do Exército Brasileiro; cujo objetivo é coordenar e conduzir, de acordo com a legislação vigente, ações de controle sobre as Polícias Militares e os Corpos de Bombeiros Militares. Suas atribuições estão previstas na Constituição Federal[1] de 1988.

Histórico

A IGPM foi criada em 1967[2] subordinada ao Departamento Geral de Pessoal (DGP) do Exército Brasileiro. Inicialmente constituída como uma Diretoria, exercida por um General de Brigada. Após algumas modificações,[3] passou em 1983 a integrar o Estado Maior do Exército (EME); estruturada no mesmo nível das demais Subchefias do Exército. Em 1990[4] foi reorganizado o Comando de Operações Terrestres (COTER); passando a IGPM a ser subordinada a esse Comando em 01 de abril de 1991.

Missão
Considerando-se que a Carta Magna de 1988 recepcionou como Lei Ordinária Federal o Decreto-Lei N° 667, pode-se afirmar que as atribuições da IGPM são as seguintes:

 

O estabelecimento de princípios, diretrizes e normas para a efetiva realização do controle e da coordenação das Polícias e Corpos de Bombeiros Militares por parte do Comando do Exército, através de seus Comandos Militares de Área, Regiões Militares e demais Grandes Comandos; A centralização dos assuntos da alçada do Comando do Exército, com vistas ao estabelecimento da política conveniente e à adoção das providências adequadas; O controle da organização e legislação, dos efetivos e de todo material bélico das Polícias e Corpos de Bombeiros Militares; tais como: o Armamento; o Munição; o Material de Motomecanização; o Material de Comunicações; o Material de Guerra Química; o Material de Engenharia de Campanha. o Inclui-se ainda no rol acima, cuja transcrição não é taxativa, as aeronaves e embarcações que porventura façam parte do material empregado pelas PM. A colaboração nos estudos visando aos direitos, deveres, justiça e garantias das Polícias Militares, e ao estabelecimento das condições gerais de convocação e de mobilização; Apreciar os quadros de mobilização para as Polícias e Corpos de Bombeiros Militares de cada Unidade da Federação, com vistas ao emprego como participantes da Defesa Territorial. Cabe à IGPM, neste aspecto, estreitar relações com a Diretoria do Serviço Militar (DSM), a qual detém incumbências na área de mobilização dos efetivos das PM, devendo ser de conhecimento da IGPM tal sistemática; Orientar as Polícias e Corpos de Bombeiros Militares, cooperando no estabelecimento e na atualização da legislação básica relativa a essas Corporações, bem como coordenar e controlar o cumprimento dos dispositivos da Legislação Federal e Estadual pertinentes; Proceder inspeções regulares com objetivo de verificar, para fins de controle.

Gendarmaria

Gendarmes franceses.

Uma gendarmaria (em francês: gendarmerie) é uma força militar, encarregada da realização de funções de polícia no âmbito da população civil. Os seus membros são designados "gendarmes". Ocasionalmente, as gendarmarias podem também exercer funções de preboste ou polícia militar no âmbito das forças armadas, sobretudo nos teatros de operações do estrangeiro.

Etimologia e história

Gendarmes russos, no final do século XIX.

A palavra "gendarmaria" tem origem no termo francês "gendarmerie", o qual deriva do termo "gendarme". Por sua vez, "gendarme" tem origem no francês antigo "gens d'armes", significando "homens de armas". Historicamente, o termo "homem de armas" referia-se a um cavaleiro dotado de armadura pesada, normalmente de origem nobre, que servia nos exércitos europeus da Idade Média. O termo ganhou conotações policiais no âmbito da Revolução Francesa, altura em que a anterior Maréchaussée (literalmente "marechalato") do Antigo Regime foi reorganizada e redesignada "Gendarmerie". O conceito e a criação de uma gendarmaria nacional surgiu assim, na Revolução Francesa, em consequência da Declaração dos Direitos do

Homem e do Cidadão, na qual se prescrevia que a segurança era um dos direitos "naturais e imprescindíveis" e que, para preservá-la, era necessária a constituição de uma força pública, em benefício de todos. A criação da gendarmaria francesa inspirou e serviu de modelo para a criação de instituições semelhantes em outros países, como foram os casos da Guarda Real da Polícia de Portugal (1801), da Marechaussee dos Países Baixos (1814), dos Carabinieri do Reino da Sardenha (1814), da Zhandarmov do Império Russo (1836), da Guardia Civil da Espanha (1844) e da Gendarmerie do Império Austro-Húngaro (1848).

Capacidades policiais e militares

Militares da Guarda Nacional Republicana portuguesa em grande uniforme.

Tal como as polícias civis, as gendarmarias desempenham funções policiais no âmbito da população civil, incluindo as tarefas de manutenção da ordem pública, de combate ao terrorismo e de fiscalização do trânsito rodoviário. Nos países onde existem tanto gendarmarias como polícias civis, as responsabilidades policiais de ambas as corporações são frequentemente repartidas com base em critérios territoriais ou funcionais. Por exemplo, segundo um critério territorial, nomalmente as gendarmarias são responsáveis pelo policiamento das regiões rurais e dos pequenos centros urbanos, enquanto que o policiamento das grandes cidades fica a cargo das polícias civis. Segundo um critério funcional, frequentemente são atribuídas às gendarmarias responsabilidades em relação a funções policiais específicas como é o caso da guarda cerimonial dos chefes de Estado, da segurança de instalações críticas, do socorro em florestas e montanhas, da vigilância aduaneira e costeira e da proteção ambiental. Para além da capacidade policial, a natureza militar de uma gendarmaria implica normalmente que ela também disponha de uma capacidade para a realização de operações de combate, o que não acontece com uma polícia civil. No âmbito desta capacidade, para além do treino militar do seu pessoal, uma gendarmaria pode estar dotada de equipamento específico de combate como é o caso de blindados e de armas de guerra. Em virtude da sua dupla capacidade policial e militar, as gendarmarias estão especialmente habilitadas a desempenharem um importante papel nos conflitos modernos, assumindo a responsabilidade pelo re-estabelecimento da lei e da ordem nas zonas de guerra. Unidades de gendarmaria de vários países foram largamente utilizadas

em funções deste tipo, no âmbito de operações de manutenção de paz, na ex-Iugoslávia e no Iraque.

Título e estatuto

Elementos do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Brasil.

Elementos femininos dos Carabineiros do Chile.

Os diversos corpos nacionais do tipo gendarmaria incluem, normalmente, o termo "gendarmaria" na sua designação oficial. No entanto, ocasionalmente isso não acontece, como são os casos dos carabineiros italianos e chilenos, da Guarda Nacional Republicana portuguesa ou das polícias militares estaduais brasileiras. Por outro lado, alguns corpos policiais mantém na sua designação oficial o título "gendarmaria" meramente por razões de tradição, uma vez que já não têm o caráter militar original que os levava a ser classificados como instituições do tipo gendarmaria. É o caso da Real Polícia Montada do Canadá, cuja designação oficial em francês é "Gendamerie royale du Canada" (Gendarmaria Real do Canadá), que perdeu o seu caráter original de força militar na década de 1960. Em virtude da liberdade que cada país tem de usar o termo "gendarmaria", existem casos desse uso que se podem tornar confusos. Por exemplo, nos cantões da Suíça de língua francesa, as polícias civis uniformizadas são designadas "gendarmarias" apesar de nunca terem tido as características clássicas de gendarmarias. Igualmente, no Chile, o título "gendarmaria" designa a guarda prisional, enquanto que a verdadeira força de

gendarmaria chilena é designada "carabineiros". Já na Alemanha, o termo "gendarmaria" era usado como título da força de polícia militar do exército, a qual não tinha quaisquer funções de policiamento civil inerentes a uma verdadeira gendarmaria. Devido às suas funções junto da população civil, as gendarmarias são frequentemente classificadas como forças paramilitares e não como forças militares, sobretudo nos países anglo-saxónicos onde o policiamento civil raramente está associado a instituições militares. No entanto, as forças de gendarmaria são frequentemente empregues em funções estritamente militares, tanto nos seus próprios países como no exterior, sobretudo no âmbito de operações humanitárias. Conforme o país, uma gendarmaria pode ser tutelada pelo ministério da Defesa (ex.: Itália) ou pelo ministério do Interior (ex.: Argentina e Roménia). Também poderá ter uma tutela conjunta de ambos os ministérios (ex.: Chile, França e Portugal), existindo uma coordenação entre os dois para o seu emprego. As gendarmarias constituem forças policiais. No entanto, em muitos países (ex.: França), a palavra "polícia" normalmente é usada apenas para designar polícias civis. Por outro lado, as gendarmarias são frequentemente classificadas como "polícias militares", mas esta classificação pode ser ilusória, uma vez que este termo está associado sobretudo ao policiamento no âmbito interno das forças armadas, o qual não constitui a função básica de uma gendarmaria, apesar de algumas delas também terem essa função (ex.: Itália e França). Em alguns casos, o estatuto militar de alguns corpos policiais é ambíguo para ser claro se esse corpo deve ser ou não classificado como gendarmaria. Casos como estes incluem os da Real Polícia Montada do Canadá, da Polícia Federal do México, das polícias militares do Brasil ou da antiga Polícia Sul-Africana. Por outro lado, as Tropas Internas da Rússia dependem do Ministério do Interior e desempenham funções quase policiais, mas há dúvidas em classificá-las como gendarmaria uma vez que são unidades estritamente militares. Já a Guarda de Finanças italiana e a antiga Guarda Fiscal portuguesa, apresentam todas as características de gendarmarias, com exceção do facto de não terem funções de polícia geral, mas apenas funções específicas de polícia aduaneira e fiscal.

Organizações internacionais de gendarmaria
Associação FIEP

██ Países que dispõem de uma gendarmaria

██ Países que disposeram de uma gendarmaria no passado

A Associação das Forças de Segurança de Natureza Militar da Europa e do Mediterrâneo ou FIEP (de "França, Itália, Espanha e Portugal", países de origem dos quatro primeiros membros) é a associação internacional que reúne as gendarmarias dos países da Europa e do Mediterrâneo. Fundada em 1994, a FIEP agrupa a Gendarmerie nationale francesa, a Arma dei Carabinieri italiana, a Guardia Civil espanhola, a Guarda Nacional Republicana portuguesa, a Jandarma Genel Komutanlığı turca, a Koninklijke Marechaussee neerlandesa, a Gendarmerie Royale marroquina e a Jandarmeria Română romena, para além da Gendarmería Nacional Argentina e dos Carabineros de Chile como membros associados. Tem como fim o de promover a cooperação e as especificidades dos seus membros.
Força de Gendarmaria Europeia

A Força Europeia de Gendarmaria (Eurogendfor ou EGF) constitui força de intervenção da União Europeia vocacionada para a realização de funções de polícia de natureza militar em situações de crise internacional. É composta por forças das gendarmarias da Espanha, França, Itália, Países Baixos, Portugal e Roménia.

Corpos nacionais de gendarmaria
Lista de gendarmarias atualmente existentes

Brasão da Força de Gendarmaria Europeia.

Brasão da Gendarmaria da Roménia.

Insígnia da Gendarmaria da Sérvia.

Insígnia dos Carabineiros do Chile

Insígnia da Polícia Militar do Brasil.

Brasão da Guarda Nacional Republicana de Portugal.

Emblema da Gendarmaria de Marrocos.

Notas

Apesar da designação que - na terminologia de uso internacional corresponde às polícias internas das forças armadas, as polícias militares brasileiras têm apenas funções de policiamento da população civil. Cada unidade federativa do Brasil tem a sua própria polícia militar estadual. A polícia militar do Estado do Rio Grande do Sul designa-se "Brigada Militar". Em âmbito federal, existe a Força Nacional de Segurança Pública que é uma força de intervenção policial que reúne elementos das várias polícias militares estaduais.

Apesar da designação, é a instituição encarregada das prisões do Chile, não sendo uma gendarmaria no sentido clássico. A função de gendarmaria no Chile é assegurada pelos Carabineros.

Não deve ser confundida com o Serviço de Polícia Iraquiano de natureza civil, apesar de ambos serem altamente militarizados

Dependente do Ministério das Finanças e limitada apenas ao policiamento de âmbito aduaneiro e fiscal, em comparação com os ‘’Carabinieri’’ que têm funções de polícia geral.

Conhecida por "El Darak"

Dispõe de um estatuto civil, mas é composta maioritariamente por pessoal transferido da polícia militar.

O Corpo de Sapadores-Bombeiros também está treinado para usar armas e pode prestar auxílio aos Carabineiros.

O Níger dispõe também das Forces nationales d’intervention et de sécurité (Forças Nacionais de Intervenção e de Segurança) de caráter paramilitar, responsáveis pela

Notas realização de operações especiais de segurança interna.

É uma força paramilitar destinada a manter a segurança em zonas de guerra ou de conflitos violentos, sendo composta por elementos do Exército, mas sob comando do Ministério do Interior. Em 1995, incorporou a antiga Mehran Force de características idênticas.

Força paramilitar, dependente do Ministério do Interior, responsável pela segurança, vigilância e fiscalização das fronteiras.

Apesar da designação, desempenha apenas funções de polícia militar, não exercendo policiamento no âmbito civil.

Formados e empregues no âmbito da República Democrática do Afeganistão com o apoio da União Soviética

Vários estados alemães dispuseram das suas próprias gendarmarias, a primeira das quais foi a da Prússia, criada em 1812. A gendarmaria de Vurtemberga designava-se Landjägerkorps (Corpo de Caçadores do Estado). Durante o regime Nazi, as diversas gendarmarias estaduais foram fundidas num único corpo nacional de gendarmaria. Depois da Segunda Guerra Mundial foram reestabelecidas as gendarmarias separadas

Notas nos vários estados, as quais foram sendo posteriormente fundidas, em cada estado, com a polícia de ordem (Ordnungspolizei), formando uma polícia estadual (Landpolizei) unificada.

Constituiu a polícia militar do Exército Alemão, durante o Segundo e o Terceiro Reich, sendo a antecedente dos atuais Feldjäger (Caçadores de Campanha). Apesar da designação, não constituía uma gendarmaria no sentido clássico do termo, uma vez que não exercia o policiamento no âmbito da população civil.

Bundesgendarmerie 1849 2005

Criada no âmbito do Império AustroHúngaro como Imperial-Real Gendarmaria (k. k. Gendarmerie). Foi extinta durante o regime Nazi, sendo reestabelecida a seguir à Segunda Guerra Mundial. Em 2005, foi fundida

Notas com outros corpos policiais, formando a nova Bundespolizei (Polícia Federal).

Formada sob o domínio francês no território que viria a ser a Bélgica, ainda antes do seu estabelecimento como estado independente em 1830. Extinta na sequência da reformulação do sistema policial belga em 2001.

Guarda de Assalto Espanha

Guardia de Asalto

Designação corrente do Cuerpo de Seguridad y Asalto (Corpo de Segurança e Assalto), sendo os seus membros conhecidos 1932 1937 como "guardias de asalto" (guardas de assalto) ou simplesmente "asaltos". Foi criado, durante a Segunda República Espanhola, como uma força

Notas militarizada de intervenção policial, vocacionada para a manutenção da ordem pública nas áreas urbanas.

EUA

Cavalaria dos EUA

U.S. Cavalry

A cavalaria do Exército dos EUA desempenhou funções de gendarmaria no Velho Oeste, 1832 1877 antes da implementação da lei e ordem e do estabelecimento das autoridades civis.

Grécia

Gendarmaria Grega

Ελληνική Χωροφυλακή 1833 1984 [Elliniki Chorofylaki]

Hungria

Gendarmaria

Csendőrség

Criada durante a Monarquia Dual Austro-Húngara como Gendarmaria 1881 1945 Real da Hungria (k.u. Gendarmerie), em moldes semelhantes à Imperial-Real

Notas Gendarmaria (k.k. Gendarmerie) da Áustria.

Irão

Gendarmaria

Zhandarmiri

Ao longo dos tempos, sofreu várias 1911 1990 reformulações e designações até ser dissolvida em 1990.

Irlanda

Polícia Real Irlandesa

Na sequência da separação da Irlanda do Norte da do Sul, deu origem ao Royal Ulster Royal Irish 1822 1922 Constabulary Constabulary (Polícia Real do Ulster) e à Garda Síochána (Polícia da Irlanda) em 1922.

Itália

Guarda Nacional Republicana

Formada no âmbito da República Social Italiana, fruto da Guardia fusão dos Nazionale 1943 1945 Carabinieri com Repubblicana a Milizia Volontaria per la Sicurezza Nazionale.

Notas

Japão

Soldados da Lei

憲兵隊 [Kempeitai]

Parte do Exército Imperial Japonês, desempenhando 1881 1945 tanto funções de polícia militar como de polícia da população civil.

Japão

Polícia Especial

特警隊 [Tokkeitai]

Correspondente à Kempetai na 1945 Marinha Imperial Japonesa.

Japão

Polícia Superior Especial

A sua designação é frequentemente abreviada para "Tokkō". Foi estabelecida principalmente 特別高等警察 1911 1945 para combater [Tokubetsu as ideologias e Kōtō Keisatsu] movimentos politicos considerados uma ameaça para a ordem pública

Japão

Polícia Rural Nacional

Força policial nacional que 1947 1954 funcionou no pós-Guerra até à criação da Agência de

Notas Polícia Nacional.

Luxemburgo

Gendarmaria Grã-Ducal

Fundiu-se com a Gendarmerie 1733 2002 Polícia Grã-Ducal grand-ducale em 2002.

México

Guarda Rural

Os seus membros eram conhecidos como “Rurales”. Este termo é Guardia Rural 1861 1914 ainda utilizado para designar os membros do Corpo de Defesa Rural do México.

Nicarágua

Guarda Nacional

Guardia Nacional

1909 1979

Substituída pela Polícia Nacional.

Palestina

Substituída pela Transjordan British Frontier Force Gendarmaria Britânica 1920 1926 Gendarmerie (Força de Fronteira Transjordana).

Peru

Tornou-se na Gendarmería Gendarmaria Nacional base da Guardia Nacional del 1852 1924 do Peru Civil (Guarda Perú Civil).

Portugal

Guarda Fiscal

Dependente do Ministério das 1885 1993 Finanças e limitada ao policiamento no

Notas âmbito aduaneiro e fiscal. Em 1993, foi integrada na Guarda Nacional Republicana, como Brigada Fiscal.

Filipinas

Polícia Filipina

Hukbong Tornou-se na Pamayapa ng base da atual Pilipinas / 1901 1991 Polícia Nacional Philippine Filipina. Constabulary

Rússia

Отдельный корпус Corpo Independente de жандармов 1836 1917 Gendarmes [Otdelnyi Korpus Zhandarmov]

Teritório Índio dos Cavalaria Ligeira EUA

Lighthorse

Designação dada pelas cinco tribos civilizadas de índios dos EUA à sua força de polícia a cavalo.

Vaticano

Designado, até 1856, “Corpo dei Carabinieri Pontifici” (Corpo Gendarmeria Gendarmaria Pontifica 1816 1971 dos Carabineiros Pontificia Pontífices). Substituído pelo Ufficio Centrale di Vigilanza

Notas (Gabinete Central de Vigilância) de natureza civil, o qual se transformou no Corpo di Vigilanza dello Stato della Città del Vaticano (Corpo de Vigilância do Estado da Cidade do Vaticano). Em 2002, foi redesignado “Corpo de Gendarmeria dello Stato della Città del Vaticano” (Corpo de Gendarmaria do Estado da Cidade do Vaticano).

Constituída por militares do Exército dos EUA.

Polícia

Agentes da Polícia Federal da Áustria.

Em termos gerais, polícia é a atividade de assegurar a segurança das pessoas e bens, sobretudo através da aplicação da lei. Por extensão, o termo "polícia" é também utilizado para designar as corporações e as pessoas que têm como principal função o exercício daquela atividade. Hoje em dia, o termo "polícia" está normalmente associado aos serviços e agentes do estado nos quais o mesmo delega a autoridade para o exercício dos seus poderes de polícia, dentro de um limite definido de responsabilidadade legal, territorial ou funcional. A função de autoridade policial implica normalmente a aplicação da lei, a proteção das pessoas e da propriedade e a manutenção da ordem pública. Normalmente, aos agentes de autoridade policial é concedido o poder para o uso legítimo da força no âmbito do cumprimento da sua missão. A polícia é frequentemente associada a uma atividade civil, desempenhada por agentes e corporações civis. No entanto, isso nem sempre acontece. Exemplos flagrantes são polícias militares e as gendarmarias - segundo o conceito internacional. Ambos os tipos são corporações militares, sendo o primeiro tipo responsável por uma atividade militar de polícia (policiamento interno das forças armadas) e o segundo tipo por uma atividade civil de polícia (policiamento da população civil). Apesar de ser normalmente associada exclusivamente à atividade de aplicação da lei, a atividade policial é bastante mais abrangente. Para além da preservação da lei e da ordem, a polícia pode incluir outras atividades como o socorro em situações de acidente ou catástrofe, o planeamento urbano, a educação de menores e até a assistência social As designações das corporações policiais podem variar bastante e incluir ou não o vocábulo "polícia". Designações alternativas incluem os termos "gendarmaria",

"guarda", "autoridade", "patrulha", "força pública" e "força de segurança". Os seus membros podem ser designados por termos como "polícias", "policiais", "agentes", "guardas" ou "patrulheiros". Alguns países têm designações peculiares para as suas corporações e agentes de polícia. Nos EUA, os agentes das polícias urbanas, rurais e estaduais são normalmente designados, respetivamente, "police officers" (oficiais de polícia), "sheriffs" (xerifes) e "troopers" (de "troop", significando "tropa"). Na antiga União Soviética, a polícia era designada militsiya] (milícia), denominação ainda mantida em alguns dos países da Europa de Leste. No Reino Unido, os agentes policiais são genericamente designados "constables" (condestáveis), sendo, por extensão, algumas corporações de polícia designadas "constabularies".

Etimologia
A palavra "polícia" tem origem no vocábulo latino "politia", que, por sua vez, resultou da latinização da palavra grega πολιηεία politeia], esta derivada de πόλις polis] que significa "cidade". Tanto "politia como πολιηεία significavam governo de uma cidade", "cidadania", "administração pública" ou "política civil". Na Grécia antiga, o termo πολιζζόος polissoos] ( πόλις polis] + ζῴζω sōizō], significando "eu guardo uma cidade") referia-se a uma pessoa encarregue da guarda urbana.

História
[editar] China antiga

A aplicação da lei na antiga China era realizada por "prefeitos". Estes consistiam em funcionários do governo, que reportavam a autoridades superiores como os governadores, os quais, por sua vez, eram nomeados pelo Imperador ou outro chefe do respetivo estado. Os prefeitos superintendiam na administração civil da respetiva prefeitura, sendo alguns deles responsáveis pela realização de investigação criminal nas suas jurisdições, com uma função semelhante às dos modernos agentes de polícia judiciária. Tal como os modernos agentes policiais respondem perante os juízes, os prefeitos respondiam perante os magistrados locais. Subordinados a cada prefeito, funcionavam subprefeitos, que os auxiliavam na aplicação da lei. O sistema de prefeituras desenvolveu-se em ambos os reinos de Chu e Jin, durante o Período das Primaveras e Outonos (771 a 403 a.C.). Em Jin, espalhados por todo o estado, existiam dúzias de prefeitos, cada qual dispondo de uma autoridade limitada e cumprindo uma comissão de serviço durante um período de tempo igualmente limitado. Posteriormente, o conceito do sistema de prefeituras viria a alargar-se a outros estados da região, como a Coreia e o Japão. O sistema de aplicação da lei na antiga China era também consideravelmente progressista para a época, permitindo, por exemplo, que mulheres exercessem o cargo de prefeitas.
[editar] Grécia antiga

Na Grécia antiga, os magistrados usavam escravos de propriedade do estado como agentes de polícia. Em Atenas, existia um corpo especial de polícia, composto por 300

escravos citas - conhecidos por ῥαβδοῦχοι pabloucoi] (portadores de varas) - que era empregue na manutenção da ordem pública em reuniões populares e em distúrbios, bem em outras funções policiais como eram o caso das detenções de criminosos e na guarda dos presos. A investigação criminal e outras tarefas associadas à polícia moderna eram desempenhadas pelos próprios cidadãos.
[editar] Império Romano

Na maior parte do Império Romano, a segurança pública era assegurada pelo Exército e não por uma polícia dedicada. As autoridades municipais também contratavam vigilantes para complementar a segurança. A investigação criminal estava a cargo de magistrados tais como os procuradores e os questores. Não existia o conceito de acusação pública, tendo que ser a própria vítima de um crime ou a sua família a encarregar-se da acusação. Durante o reinado do Imperador Augusto (época em que a capital do Império tinha atingido quase um milhão de habitantes), a cidade de Roma foi dividida em 14 regiones (regiões), cada qual era protegida por sete cohortes vigilum (coortes de vigilância), sendo cada uma das quais composta por 1000 vigiles (vigilantes). Os vigiles atuavam como bombeiros e guardas nocturnos, com funções que incluiam a detenção de ladrões e a captura de escravos fugidos. Eram apoiados pelas cohortes urbanae (coortes urbanas) que funcionavam como forças de intervenção antidistúrbios, e mesmo - quando necessário - pela Guarda Pretoriana.
[editar] Espanha medieval

Em vários reinos da Espanha medieval, especialmente no de Leão e Castela, a manutenção da paz estava a cargo de associações de indivíduos armados, conhecidas por "hermandades", que se viriam a dar origem ao primeiro corpo policial nacional moderno. Uma vez que os reis espanhóis, muitas vezes, não conseguiam oferecer uma proteção adequada às suas populações, no século XII começaram a nascer ligas protetoras locais dedicadas ao combate contra o banditismo e outra criminosidade rural, bem como contra o desrespeito das leis e garantias locais por certos membros da nobreza. Além disso, dedicavam-se ocasionalmente a apoiar certos candidatos ao trono. Estas organizações surgiram inicialmente a título temporário, mas acabaram por se tornar em instituições permanentes. O primeiro caso registado da formação de uma hermandadade ocorreu quando as vilas e os camponeses do Norte de Espanha se uniram para policiar os caminhos de Santiago e proteger os peregrinos que se deslocavam a Santiago de Compostela. Estas alianças foram frequentes durante a Idade Média, sendo formadas por combinações de vilas e dedicadas à proteção das estradas que as uniam, ocasionalmente estendendo o seu âmbito para fins políticos. Entre as mais poderosas, estava a Liga dos Portos Bascos e Castelhanos do Norte e a Hermandad de las Marismas (formada por Toledo, Talavera de la Reina e Vila-real). Um dos primeiros actos do governo dos Reis Católicos Fernando e Isabel foi o de criar o um eficiente e centralizado corpo de polícia sob a forma da Santa Hermandade. A Santa Hermandade - a primeira corporação de polícia nacional moderna - foi criada a

partir da adaptação de uma hermandade já existente com a função de polícia geral, sendo composta por agentes nomeados pela própria, aos quais foram concedidos amplos poderes de jurisdição sumária, mesmo em casos de importância capital. As hermandades originais continuaram a funcionar como pequenas polícias locais, até à sua extinção em 1835.
[editar] França

Guardas da Polícia de Paris, França em 1900.

Tiveram origem na França dois tipos de corporações policiais que viriam a servir de exemplo a corpos do mesmo tipo em inúmeros países do mundo: a gendarmaria e a polícia urbana. A gendarmaria tem as suas origens em dois corpos policiais existentes desde a Idade Média. Durante a Idade Média, existiam dois oficiais-mores do Reino da França com funções policiais: o maréchal de France (marechal de França) e o connétable de France (condestável de França). O marechal de França exercia a sua autoridade - por intermédio de um preboste - através de um corpo de polícia militar designado "maréchaussée" (Marechalato). Por sua vez, o condestável de França exercia as suas funções policiais através da connétablie, organizada como um corpo militar em 1337. No reinado de Francisco I (1515-1547) a maréchaussée foi fundida com a connétablie, dando origem à connétablie et maréchaussée de France, abreviadamente conhecida como "maréchaussée". Na Revolução Francesa, os comandantes da maréchaussée tomaram, geralmente, o partido revolucionário. Como tal, a corporação foi mantida, mas o seu título - associado à monarquia - foi alterado para "gendarmerie nationale" (Gendarmaria Nacional) em fevereiro de 1791. O seu pessoal e as suas funções mantiveram-se inalteradas, mas, a partir de então passou a ter um estatuto totalmente militar. O primeiro corpo de polícia urbana, organizado segundo um modelo moderno, foi criado durante o reinado de Luís XIV, em 1667, para policiar Paris, na época a maior cidade da Europa. O édito real - registado pelo Parlamento de Paris a 15 de março daquele ano - criou o cargo de lieutenant général de police (tenente-general de Polícia), ao qual competia dirigir a nova polícia de Paris e definia a função de polícia como a de "assegurar a paz e a tranquilidade pública e privada dos indivíduos, livrar a cidade do que possa vir a causar distúrbios, procurar a abundância e garantir que cada um e todos possam viver de acordo com o seu estatuto e deveres". Este cargo foi inicialmente

preenchido por Gabriel Nicolas de la Reynie, o qual dispunha - sob a sua autoridade - de 44 commissaires de police (comissários de polícia). Em 1709, estes comissários passaram a ser auxiliados por inspecteurs de police (inspetores de polícia). A cidade de Paris foi dividida em distritos policiais, cada qual a cargo de um comissário de polícia, assistido por um número, cada vez maior, de funcionários. O sistema policial de Paris foi estendido ao resto da França, por édito real de outubro de 1699, resultando na criação de tenentes-generais de polícia em todas as grandes cidades francesas. O cargo de tenente-general de Polícia de Paris foi transformado, por Napoleão Bonaparte a 17 de fevereiro de 1800, no de prefeito de Polícia. A 12 de março de 1829, subordinados à Prefeitura de Polícia, foram criados os sergents de ville (sargentos de cidade), talvez os primeiros agentes policiais civis uniformizados do mundo.
[editar] Ilhas Britânicas

Agente da Polícia Metropolitana de Londres, Reino Unido, na década de 1850.

O desenvolvimento de corpos policiais segundo um modelo moderno foi mais lento nas Ilhas Britânicas do que na maioria das restantes regiões europeias. Durante o período anglo-saxão, desenvolveu-se um sistema de reeves (magistrados locais, representantes da Coroa) que se encarregavam da segurança pública e da aplicação da lei. O reeve de cada shire (condado administrativo da Inglaterra) denominava-se "shire-reeve", designação que acabou por se transformar em "sheriff" (xerife). Subordinados aos xerifes, existiam os constables (condestáveis), cada qual responsável por assegurar o policiamento de uma "centena" (um grupo de 100 pessoas). Por sua vez, cada "centena" organizava-se em dez tithing (grupos de dez pessoas), cujos integrantes eram responsáveis por se policiarem uns aos outros e por levarem a julgamento qualquer seu integrante que infrigisse a lei. Este sistema policial continuou e desenvolveu-se depois da invasão normanda. A primeira corporação com a designação de "polícia" nas Ilhas Britânicas foi a Marine Police (Polícia Marinha), criada em 1798, com a função de proteger as mercadorias no Porto de Londres. No entanto, muitas forças policiais britânicas continuaram a ser oficialmente conhecidas como "constabulary", designação derivada de "constable", o título tradicional dos agentes policiais britânicos. Em 1800, foi criada a City of Glasgow Police (Polícia da Cidade de Glasgow), o primeiro corpo de polícia urbana da GrãBretanha.

Na Irlanda, em 1822 foi criado o Irish Constabulary (mais tarde "Royal Irish Constabulary"), encarregue essencialmente do policiamento rural. Ao contrário das outras polícias britânicas, o Irish Constabulary foi constituído como uma espécie de gendarmaria, uma vez que era uma corporação armada com uma organização de tipo paramilitar. A 29 de setembro de 1829, por proposta de Robert Peel, secretário de Estado dos Negócios Domésticos do Reino Unido, foi criada a Metropolitan Police (Polícia Metropolitana) de Londres, que viria promover o papel da polícia como um dissuasor contra o crime urbano e as desordens públicas. A Polícia Metropolitana de Londres acabou por servir de modelo para inúmeras outras corporações policiais, sobretudo do mundo anglo-saxónico, mas também de outros países.

[editar] Ramos da polícia

Patrulhamento ostensivo em bicicleta pela Polícia Metropolitana de Londres, Reino Unido.

Investigador do CID (polícia judiciária do Exército dos Estados Unidos) recolhendo provas.

Hoje em dia, segundo a natureza da atuação, na maioria dos países, a polícia é dividida funcionalmente em dois grandes ramos: polícia preventiva e polícia judiciária. Basicamente, o primeiro ramo destina-se a atuar antes do crime ou outra infração à lei ocorrer, e o segundo destina-se a atuar depois da ocorrência. A divisão funcional entre polícia preventiva e polícia judiciária não implica uma igual divisão em termos organizativos. Assim, uma determinada corporação policial pode

desempenhar ambas as funções, sendo considerada como polícia de ciclo completo. Por outro lado, tanto a função de polícia preventiva como de polícia judiciária podem estar repartidas por diversos corpos policiais distintos.
[editar] Polícia preventiva

A polícia preventiva constitui o ramo da polícia encarregado de prevenir a infração à lei, através do patrulhamento ostensivo e da resposta a situações de emergência ou outros incidentes. Este ramo também é conhecido por termos como "polícia administrativa", "polícia uniformizada", "polícia de segurança" ou "polícia de ordem". Na maioria dos casos, os membros da polícia preventiva prestam serviço uniformizados de modo a serem facilmente identificados como tal pelo público. Em termos de número de efetivos, a polícia preventiva constitui normalmente o grosso dos serviços policiais de um país.
[editar] Polícia judiciária

A polícia judiciária destina-se essencialmente a investigar os crimes depois dos mesmos ocorrerem, com o objetivo de descobrir os culpados e levá-los à justiça. Normalmente, atua depois de uma atuação inicial por parte da polícia preventiva, a qual é geralmente encarregue de realizar a primeira resposta a um incidente. Este ramo policial é também referido como "polícia de investigação criminal" ou simplesmente "polícia criminal" e os seus membros são muitas vezes referidos como "investigadores" ou "detetives". Ao contrário dos membros da polícia preventiva, os agentes da polícia judiciária não atuam normalmente uniformizados. Os mesmos usam roupas civis em serviço, uma vez que, dada a natureza do trabalho de investigação, é conveniente uma atuação discreta e pouco intimidante. A polícia judiciária está muitas vezes incumbida de funções de recolha de informações, o que implica muitas vezes a atuação de agentes sob disfarce, que escondem a sua identidade policial.

[editar] Tipos especiais de polícia
[editar] Polícia militar

Soldado da polícia militar da Força Aérea dos Estados Unidos.

Gendarmes da França.

Unidade de polícia de choque de Zurique, Suíça.

Formação de assalto da unidade de operações especiais da polícia de Tenafly, EUA.

Polícia de trânsito de Xangai, China.

A polícia militar ou preboste constitui um serviço das forças armadas encarregue do seu policiamento interno. Conforme o país e a organização das suas forças armadas, a polícia militar assume tanto funções de polícia preventiva como de polícia judiciária, com jurisdição limitada ao pessoal e às instalações militares. Em situações de guerra ou de grave emergência, a polícia militar pode também alargar a sua jurisdição à população civil. O termo "polícia militar", muitas vezes, é usado num sentido mais lato, abrangendo também as gendarmarias, as quais têm um estatuto militar, mas são responsáveis pelo policiamento da população civil (nalguns casos, tendo também funções de polícia interna das forças armadas). Inclusive, no Brasil, ao contrário da prática internacional, o termo "polícia militar" refere-se apenas aos corpos policiais estaduais do tipo gendarmaria com funções limitadas ao policiamento da população civil.
[editar] Gendarmaria

Uma gendarmaria é uma força de segurança de natureza militar, encarregada da realização de funções de polícia no âmbito da população civil. Ocasionalmente, as gendarmarias podem também exercer funções polícia âmbito interno das forças armadas (polícia militar) de um país, sobretudo nos teatros de operações do estrangeiro.
Polícia política

Uma polícia política constitui uma corporação policial encarregue combater os inimigos de um partido ou grupo político que ocupe o poder num país. Uma polícia política não se destina a combater o crime "convencional", mas sim o crime político, no qual são normalmente integradas as atividades de dissidência e oposição ao poder político instituído. Dadas as suas características, normalmente só existem nos regimes totalitários. A designação "polícia política" como título oficial é raramente utilizada, sendo mais comum o uso de figuras de estilo como "polícia de segurança do estado", "polícia de informações" ou "polícia de defesa social".
[editar] Polícia científica

A polícia científica ou polícia técnica constituiu normalmente um departamento polícial associado à polícia judiciária, especializado em obter provas periciais, por meio da análise técnica e científica de vestígios produzidos e deixados durante a prática de

delitos. Normalmente é composta por cientistas ou por pessoal com uma elevada especialidade técnica.
[editar] Polícia de choque

A polícia de choque constitui normalmente uma unidade de polícia preventiva especializada no controlo de multidões e na dispersão de manifestações violentas. Pode também atuar em outras situações de especial violência onde é necessária a utilização da força policial num escalão superior ao convencional. As unidades de polícia de choque são frequentemente designadas alternativamente como "polícia de intervenção" ou "polícia antimotim".
[editar] Polícia secreta

Uma polícia secreta é um corpo policial responsável pela recolha de informações e pela realização de investigações com vista a garantir a segurança do estado contra as ameaças de subversão, de terrorismo, de espionagem e de sabotagem. Nos regimes totalitários, as funções de polícia secreta confundem-se com as de polícia política e incluem a repressão de elementos politicamente antagónicos ao partido ou grupo que ocupa o poder. No entanto, também existem polícias secretas nos países democráticos, as quais não atuam normalmente no plano político, excepto no que toca à defesa do estado de direito democrático. As polícias secretas são também referidas como "polícias de segurança do estado", "polícias de informações", "polícias especiais" ou "polícias preventivas".
[editar] Força de operações especiais policiais

Uma força de operações especiais policiais é uma unidade especial de polícia treinada e equipada para a realização de operações de alto risco. Entre essas operações estão o resgate de reféns, o combate ao terrorismo e o enfrentamento de criminosos altamente armados. Entre as forças de operações especiais da polícia podem incluir-se também unidades especializadas em desativação de engenhos explosivos, em descontaminação NBQR, em proteção pessoal e em cinotecnia.
[editar] Polícia de trânsito

A polícia de trânsito ou polícia rodoviária é uma corporação ou unidade policial especializada no controlo do trânsito e no policiamento das estradas. Entre as funções especializadas que lhes estão normalmente atribuídas incluem-se a investigação de acidentes, a fiscalização das condições de circulação dos veículos automóveis, a resposta a emergências, a aplicação da lei nas estradas, o reporte de anomalias técnicas nas estradas e o ordenamento do tráfego rodoviário.

[editar] Polícia religiosa

Uma polícia religiosa é uma corporação policial responsável pela garantia da aplicação das leis religiosas de um país, sobretudo no que diz respeito aos usos e costumes. Polícias deste tipo, normalmente, apenas existem em estados de natureza teocrática. Hoje em dia, existem polícias religiosas sobretudo em alguns países islâmicos que se regem pela lei da charia.

[editar] Polícia por países
Em Angola, os orgãos policiais são os seguintes:

Polícia Nacional - é força de segurança pública que concentra quase todos os ramos de actividade policial, desde a ordem pública à investigação criminal.

[editar] Brasil

Policial Militar da Bahia - Brasil

Veículo da Polícia do Senado Ficheiro:Viatura da policia militar de são paulo em boituva.jpg Agente e viatura da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Brasil

No Brasil, são os seguintes os órgãos policiais:

Polícia Militar - forças de segurança pública de cada uma das unidades federativas que têm por função primordial a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública nos Estados brasileiros e no Distrito Federal. Polícia das Forças Armadas, incluindo

Polícia do Exército - Constituída de unidades de infantaria às quais compete assegurar o respeito à Lei, ordens, bem como o cumprimento dos regulamentos militares, Polícia da Aeronáutica - Integra os Batalhões de Infantaria da Aeronáutica Especiais (BINFAE) e possui as mesmas atribuições da Polícia do Exército no âmbito da Força Aérea Brasileira, Companhia de Polícia do Batalhão Naval - Exerce as mesmas atribuições das organizações policiais do Exército e da Força Aérea no âmbito da Marinha de Guerra.

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Polícia Civil - cabe à Polícia Civil dos Estados, também, responsável pela preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, atuar como polícia judiciária, praticar atos de auxílio ao Poder Judiciário na aplicação da Lei e desenvolver ações de inteligência policial. Polícia Federal - destina-se a: I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei; II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência; III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União. Polícia Rodoviária Federal - tem como principal função combater os crimes nas rodovias e estradas federais do Brasil. Polícia Ferroviária Federal - destina-se ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. Polícia Legislativa Federal - designação única para dois órgãos policiais distintos que atendem às Casas do Legislativo Federal, ou seja, ao Senado Federal e à Câmara dos Deputados. Polícia do Senado Federal - órgão policial do Senado Federal Polícia da Câmara dos Deputados - órgão policial da Câmara dos Deputados, .

Guardas municipais - São corporações civís uniformizadas, subordinadas ao Executivo Municipal e destinadas à proteção dos bens, serviços e instalações municipais, conforme dispuser a lei (Art.144 § 8º, da Constituição Federal). Polícia científica- São órgãos estaduais presentes na maioria dos estados brasileiros e especializados na produção de provas técnicas (ou provas periciais), por meio da análise científica de vestígios produzidos e deixados durante a prática de delitos.

[editar] Cabo Verde

Posto Móvel da POP - Cabo Verde

O Ministério da Administração Interna do Governo de Cabo Verde é a entidade tutora de todas as corporações de segurança, ordem pública, fiscalização e monitorização interna do país. No país os orgãos policiais são:

Polícia de Ordem Pública - atualmente, o policiamento ostensivo, manutenção da ordem pública, controlo de distúrbios e fiscalização rodoviária estão-lhe subordinados. O mesmo actua sob a orientação do Comando Nacional sediado na Cidade da Praia, orgão que gere a aplicação dos meios e recursos centrais. Também fazem parte da Polícia de Ordem Pública, Grupos de Moto, Patrulha Auto, Direcção dos Transportes, Tecnologia e Informação, Protecção de Identidades, Grupo Antidistúrbios e Polícia Marítima. Polícia Judiciária - é a polícia de investigação criminal e actua em auxilio ao Ministério da Justiça na averiguação das infrações penais e seus responsáveis. Também trata de questões do Estado como a segurança Interna, o Antiterrorismo, a Investigação e Fiscalização Económica. Forças Especiais do Comando Central da Policia Nacional de Cabo Verde: o Polícia Florestal o Polícia Ambiental o Brigada Anticrime-BAC o Polícia Fiscal o Serviços Estrangeiros e Fronteira o Brigada de Investigação Criminal-BIC

] Guiné-Bissau

Na Guiné-Bissau, existem seguintes polícias:
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Polícia de Ordem Pública - Força de segurança pública uniformizada, responsável pelo policiamento ostensivo. Polícia Judiciária - Polícia de investigação criminal.

[editar] Macau

Em Macau existem as seguintes polícias:
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Polícia Judiciária - polícia de investigação criminal.[1] Corpo de Polícia de Segurança Pública - força de segurança pública uniformizada, responsável pelo policiamento ostensivo.[2]

[editar] Moçambique

Em Moçambique os orgãos policiais são:

Polícia da República de Moçambique - instituída pela Lei nº 19, de 31 de dezembro de 1992, é uma força policial subordinada ao Ministério do Interior. Com a sua criação foram extintas a Polícia Popular de Moçambique (PPM) e também a Polícia de Investigação Criminal (PIC). Chefiada por um Comandante-Geral, a PRM subdivide-se em três departamentos principais: Direção da Ordem e Segurança Pública, Polícia de

Investigação Criminal (PIC) e Forças Especiais e de Reserva (que incluem a Força de Intervenção Rápida – FIR). [editar] Portugal

Em Portugal, existem os seguintes órgãos policiais, cada um especializado em uma determinada área de actuação. Os principais são:

Agente da PSP - Portugal

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Polícia Judiciária - polícia de investigação criminal especializada na repressão ao crime organizado, terrorismo, tráfico de estupefacientes, corrupção e criminalidade económica e financeira. Depende do Ministério da Justiça;[3] Polícia de Segurança Pública - corpo policial civil de segurança pública, actuando fundamentalmente em grandes áreas urbanas, dependente do Ministério da Administração Interna.[4] Guarda Nacional Republicana - é uma força segurança de natureza militar, constituída por militares organizados num corpo especial de tropas, actuando fundamentalmente em áreas rurais, estradas nacionais e zona costeira, dependente dos Ministérios da Administração Interna e da Defesa Nacional.[5] Corpo da Guarda Prisional - é uma força de segurança uniformizada e armada que tem por missão garantir a segurança e tranquilidade da comunidade, nomeadamente, mantendo a ordem e segurança do sistema prisional, dependente do Ministério da Justiça através da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais. Serviço de Estrangeiros e Fronteiras - serviço policial responsável pela vigilância e controle das fronteiras e combate à imigração ilegal, dependente do Ministério da Administração Interna.[6] Autoridade de Segurança Alimentar e Económica - polícia especializada no combate aos delitos económicos e contra a saúde pública, dependente do ministério responsável pelas actividades económicas.[7] Polícia Marítima - órgão policial criminal da Autoridade Marítima Nacional, dependente do Ministério da Defesa Nacional, através da estrutura da Marinha; patrulha o mar, rios, e costa nacional.[8] Polícia do Exército, Polícia Aérea e Polícia Naval - garantem a ordem e a disciplina nas Forças Armadas, bem como a segurança do seu pessoal e instalações. Polícias municipais - Órgãos municipais de fiscalização do cumprimento dos regulamentos locais.

Polícia Judiciária Militar - órgão policial de investigação criminal no âmbito militar, a ela só cabe investigar eventuais infrações cometidas por militares, dependente do Ministério da Defesa Nacional.[9]

[editar] São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe divide-se nas seguintes polícias:
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Polícia Nacional - Força de segurança pública uniformizada, responsável pelo policiamento ostensivo. Polícia de Investigação Criminal - polícia judiciária.

[editar] Timor-Leste

Polícia do Timor-Leste em festividade pública

Em Timor-Leste as forças policiais são:

Polícia Nacional de Timor-Leste - foi criada em maio de 2002 pela Organização das Nações Unidas, após a independência do país, com a missão de promover a segurança pública, manter a lei e a ordem em todo território nacional, prestando um serviço policial confiável, profissional e isento. A corporação iniciou as suas atividades em 10 de agosto de 2001, sob a denominação de Força Policial Civil das Nações Unidas – CivPol, nome posteriormente mudado para Serviço Policial de Timor-Leste e, finalmente, Polícia Nacional de Timor-Leste, em 10 de dezembro de 2003.

  

Por que o Brasil tem duas polícia
No Brasil, diferentemente de vários países do mundo, são duas as polícias, a civil e a militar, e cada uma tem uma função. A civil é chamada de polícia judiciária e a ela compete fazer a investigação depois que os crimes aconteceram. Os delegados e investigadores (agentes) não usam uniformes. Os delegados são os responsáveis pelo “inquérito policial”, que é a investigação de um crime. Eles têm que ouvir testemunhas, conseguir provas e chegar ao autor do delito. Aí o inquérito é mandado para o Ministério Público e para a Justiça. À Polícia Militar cabe o papel de polícia preventiva, encarregada do policiamento ostensivo, com integrantes uniformizados que circulam pelas ruas para tentar evitar que os crimes aconteçam. Ambas servem e são subordinadas aos governos estaduais e têm chefias e comandos diferentes.

Imagens da Agência de Notícias do governo do Paraná

As polícias civil e militar estão separadas há muitos anos 

A Polícia Civil já existia nas antigas “províncias” e fazia o trabalho local de investigação, enquanto cabia ao Exército o trabalho de repressão. No início do século 20, depois da a instauração da República, as províncias se constituíram em Estados autônomos e logo os governadores destes Estados passaram a constituir pequenos exércitos estaduais, as chamadas “Forças Públicas” ou as “Brigadas”, que depois se transformaram na Polícia Militar. Eles usavam uniformes para se diferenciar da Polícia Civil, que desde seu início trabalhava com roupas comuns. Assim, com a criação de seus próprios mini-exércitos os Estados criaram uma segunda polícia no país, e passamos a ter duas polícias, como é até hoje. Muitos criticam a existência destas duas polícias ou por ser um modelo antigo e ultrapassado de segurança pública ou por gastos excessivos, já que tendo duas policiais, tudo é em dobro: o número de pessoas, o número de imóveis, o número de viaturas... Aqui cada polícia segue sua carreira distintamente, em academias diferentes, com treinamento diferente. Não há uma “sintonia” entre elas. Ao contrário, ambas criticam a atuação uma da outra. Não há uma integração: se um policial civil quiser ser militar ele não pode simplesmente ser transferido. Vai ter que começar tudo de novo: fazer concurso, fazer curso. Vice-versa também é verdadeiro: um PM não pode virar policial civil por simples transferência. Nos Estados Unidos, para se ter idéia, a polícia tem como chefe oficial o prefeito e não o governador, como é no Brasil. Também tem os policiais de rua e os dos distritos, mas a polícia é uma só. Os policiais que trabalham nas ruas usam uniformes e nos distritos trabalham à paisana. Mas o policial de rua, após um ano de trabalho, pode prestar concurso e passar para a área investigativa, ocupando cargos de agentes ou delegados. É uma polícia só, com “diferentes” carreiras. Outra diferença entre a policia americana e a brasileira: aqui um soldado da PM de São Paulo, por exemplo, começa a carreira ganhando R$ 1.500, lá, o policial começa ganhando US$ 2.500. No Canadá todos os policiais são de caráter civil e os que trabalham nas ruas usam uniformes para que sejam identificados mais rapidamente pela população.

Os que trabalham nos postos policiais trabalham à paisana durante as investigações. Lá a polícia não é judiciária, ou seja, não cabe a ela a instalação de inquéritos policiais. Os crimes são sempre apurados pela promotoria. Já aconteceram aqui no Brasil algumas tentativas de unificar as polícias, mas só ficaram no papel. Há resistências de ambas as polícias, que preferem continuar como estão. A civil reluta na mudança porque ela também prevê que fique para o Ministério Público a competência da investigação. A militar teme que, a exemplo do que acontece na Franca, Itália e Portugal, por exemplo, a unificação resulte no fim dos tribunais e auditorias militares, que hoje permitem aos policiais militares do Brasil, em caso de prática de crimes, serem julgados por estes tribunais e não pela justiça comum. Ou seja: hoje eles são julgados por eles mesmos e a unificação das policias acabaria com esta exceção, já que os policiais civis não têm tribunais próprios e, no caso, de praticar crimes são julgados pela justiça comum. Há ainda uma terceira polícia no país, a Polícia Federal, que é como se fosse uma polícia civil para crimes de âmbito nacional, como investigação de fraudes e corrupção, tráfico de armas e drogas, contrabando, imigração entre outros crimes. A Polícia Federal, como o próprio nome diz é subordinada ao governo federal. A Polícia Civil dos Estados não é subordinada a PF e, se chamada, pode auxiliar nas investigações em seu Estado. Os Estados Unidos também têm sua polícia federal, que é a FBI.

Quando nos vemos em perigo, ou na iminência dele, Introdução a primeira coisa em que pensamos é em ligar para a Polícia Militar. Seja onde estivermos no Brasil, os três números parecem mágicos no momento do desespero, e estão gravados na cabeça de todos nós: 190. A função e dever da Polícia Militar – chamada popularmente de PM – é patrulhar, fazer rondas pela cidade na tentativa de inibir e evitar a ação de criminosos e, é claro, quando não conseguir impedir que o crime aconteça, tentar prendê-los, logo após eles terem cometido o crime.

A Polícia Militar é a polícia que mais se confronta com os bandidos (normalmente trocando tiros com eles) porque é a polícia que anda pelas ruas com o objetivo de identificar pessoas suspeitas e é também a que recebe a quase totalidade dos telefonemas da população, de forma que, geralmente, chega primeiro aos locais, onde, muitas vezes, o crime ainda está acontecendo. Às vezes, ao acionar a PM, o cidadão fica frustrado porque ela tem limites de atuação. Por exemplo: um assaltante aponta a arma, manda você descer do carro e foge com o veículo. A sua primeira providência, claro, é ligar para o 190, da PM. Logo que eles recebem o telefonema, avisam, em rede, todas as viaturas, que o veículo acaba de ser roubado e são passadas as
Posto da Polícia Militar em São Paulo

características e placa do carro para que todas as unidades fiquem de “olho” na tentativa de encontrar o ladrão e reaver o seu carro. Uma viatura, a que estiver mais próxima do local onde você está, é escalada para ir ao seu encontro e no local eles fazem um Registro de Ocorrência (R.O.) e encaminham você para a delegacia mais próxima. É claro que, se a PM encontrar o bandido com o seu carro, ela vai persegui-lo e se possível, prendê-lo em flagrante. Mas se isso não acontecer, o trabalho da PM se encerra ali, ao deixar você na delegacia, onde será feito um Boletim de Ocorrência (B.O.) pelo delegado de plantão, que encaminhará o caso para investigação, a ser feita pelos investigadores da delegacia. Os PMs usam fardas. Ao vê-los você já percebe que são policiais. Em geral, usam carros bem coloridos com sirenes. É algo pra chamar a atenção mesmo, para que você enxergue de longe e sinta uma sensação de segurança quando a vê passar. Além disso, espantam o criminoso das proximidades. É o que eles chamam de patrulhamento ostensivo. A PM é um órgão regido pelos princípios militares e os policiais militares são considerados pela Constituição Brasileira como força auxiliar e reserva do Exército. De acordo com o artigo 144 da Constituição Federal de 1988, são denominadas policias militares no Brasil as forças de segurança pública das unidades federativas que têm como função primordial a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública nos Estados brasileiros e no Distrito Federal. As Polícias Militares são subordinadas aos governadores dos Estados, e cada governador tem o poder de indicar e escolher quem será o comandante da PM, (o Comandante Geral), escolhido dentre os oficiais que tem o posto de coronel.

As divisões e especializações da Polícia Militar
Conforme a população aumenta e, principalmente, conforme a criminalidade aumenta a polícia vai acompanhando as mudanças e se adaptando a elas, criando novas divisões e, especialmente, as polícias especializadas. Assim nasceu, em todo o Brasil, as polícias de Elite, como o Bope (Batalhão de Operações Especiais), COE (Comando de Operações Especiais), Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) e outras, que hoje existem em todos os comandos da PM em todo país.

Cavalaria da Polícia Militar do Paraná

São policiais especiais para tratar de crimes e casos especiais, como combate ao tráfico, casos de assaltos com reféns e desativação de bombas.

Foram criadas unidades especiais como a Cavalaria, a de Cães e os grupos de Choque, que têm como função acabar com motins e rebeliões em presídios e também a de manter a ordem nas ruas, durantes protestos e manifestações. É uma das polícias mais criticadas porque agem com rigor, muitas vezes, com violência desnecessária. Em São Paulo a PM tem até um Canil, onde treina seus cães para serem usados nestas situações. Hoje a PM, integrada ao mundo moderno e para acompanhar os bandidos que se usam de tecnologia para planejar seus crimes, tem um departamento de Inteligência, cujo trabalho é, através de escutas telefônicas, monitorar as conversas de bandidos, descobrir seus planos e impedir que cometam os crimes que pretendam, sejam assaltos ou ataques, como os que aconteceram em São Paulo, orquestrados pelo PCC – Primeiro Comando da Capital, em 2006 e que vitimou muitos policiais. Informações exclusivas, obtidas pelo ComoTudoFunciona, dão conta de que o comando criminoso iria repetir a dose e fazer outros ataques em São Paulo, em fevereiro de 2008. Mas desta vez o Setor de Inteligência da PM estava alerta e, através de escutas telefônicas, descobriu o plano, que foi frustrado com a prisão de pessoas aqui do lado de fora e transferência de presos ligados ao PCC para presídios de Segurança Máxima. As PMs têm ainda batalhões especiais para cuidar do trânsito nas cidades e multar os que não cumprem as leis de trânsito. Igualmente a PM tem a Polícia Rodoviária que cuida das estradas e dos motoristas que insistem em burlar as leis. E, a partir de junho de 2008, a PM também ficou responsável por fiscalizar os que bebem antes de dirigir. Com a Lei Seca (que proíbe motoristas de dirigirem se tiverem ingerido qualquer quantidade de álcool) os policiais militares passaram a ter mais trabalho nas ruas e estradas dos estados brasileiros.

A Polícia Militar também é chamada para segurar a raiva das torcidas

Com a maior consciência do brasileiro da necessidade de preservação da natureza e de seus animais, foi criada, em todo o país as polícias Ambientais ou Florestais, que também são de batalhões especiais da PM e que tem a função de tentar inibir o corte ilegal de árvores, o tráfico de animais silvestres e a destruição de nossas florestas. Estas polícias, ao contrário do que se possa pensar, não trabalham só nas matas não. Nas grandes cidades há batalhões e postos das polícias ambientais e florestais porque, principalmente os traficantes de animais, trazem os bichinhos para as grandes cidades para revendê-los aos que ainda não têm consciência de que estes animais devem ficar em seu habitat natural e não para ornamentar gaiolas. Um policial florestal de um posto na zona leste de São Paulo, contou ao ComoTudoFunciona que as apreensões são constantes: “apreendemos ao menos uma vez por semana, cargas com jabutis, araras, e outras aves

muitas raras e outros animais que são tirados da natureza e trazidos para São Paulo pelos traficantes de animais, que são levados para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que os reconduzem a natureza, ou, em caso de estarem muito machucados, os entregam a criadouros para que sejam tratados. É triste de ver como o homem destrói a natureza por causa do dinheiro”. A Polícia Montada, aquela que anda a cavalo, é também uma especialização da PM que existe em todos os Estados brasileiros. Em alguns destes estados o Esquadrão de Polícia Montada ou Regimento da Cavalaria, vem ajudando na reabilitação de deficientes físicos e mentais, através da Equoterapia, como acontece em São Paulo e no Piauí. É um método terapêutico que é usado paralelamente a terapia tradicional, que usa o cavalo e a equitação para ajudar estes pacientes buscando o desenvolvimento bio-psico-social de pessoas portadoras de deficiências. É a PM fazendo trabalhos sociais além de ostensivos. Na ilha do Marajó, no Pará, a Polícia montada tem ainda outra peculiaridade. Além dos cavalos, eles usam búfalos para o seu trabalho. Todas estas divisões especiais têm seus próprios batalhões que funcionam em prédios distintos e cada uma tem um comando especifico e cada um dos comandantes destas unidades da PM estão subordinados ao Comandante Geral da PM, sempre um coronel, que fica no Quartel General, chamado popularmente de “QG”. O que difere um PM comum, aquele responsável pelo patrulhamento ostensivo e estes policiais de batalhões especiais, é o tipo de treinamento e o limite de ação. Um PM de um batalhão especializado, como o do Choque, por exemplo, recebe mais treinamento do que um policial comum que trabalha no dia-a-dia, circulando pela cidade em sua viatura. São treinamentos mais cansativos e especiais, além disso os policiais militares comuns só podem atuar dentro de uma determinada área, numa região determinada, circundada por onde fica seu batalhão de trabalho. Já os policiais de batalhões especiais podem atuar em qualquer lugar do Estado ou da cidade, sem limites, ba Hierarquia da Polícia Militar Cada Polícia Militar é independente de Estado para Estado e não tem, além de troca de informações, dependência entre si. Elas são subordinadas ao Governo de cada um dos Estados, embora a estrutura seja igual nos Estados, quanto a hierarquia e as divisões, em seus postos e graduações. A maior diferença é mesmo em relação ao número de policiais que formam o efetivo de cada PM em cada Estado. Elas diferem em relação ao tamanho de cada Estado e, é claro, ao número de seus habitantes. Quanto maior a cidade, maior o número de policiais militares em trabalho. Em todo o Brasil há cerca de 420 mil policiais militares. São Paulo, a maior cidade do país, tem o maior número de policiais militares em serviço, cerca de 110 mil no Estado. (efetivo de Julho de 2008 e incluindo o Corpo de Bombeiros). A hierarquia das Polícias Militares do Brasil nos estados seguem o mesmo padrão e é assim dividida:

Oficiais Superiores
Coronel Tenente-Coronel

Major

Oficial Intermediário
Capitão

Oficiais Subalternos
Primeiro Tenente Segundo Tenente

Praça Especial
Aspirante-a-Oficial

Aluno-oficial ou Cadete (4ºAno)

Aluno-oficial ou Cadete (3ºAno)

Aluno-oficial ou Cadete (2ºAno)

Aluno-oficial ou Cadete (1ºAno)

Praças Graduados
Subtenente

Primeiro Sargento

Segundo Sargento

Terceiro Sargento

Praças
Cabo

Soldado 1ª Classe

Soldado 2ª Classe

Soldado PM Temporário

stando ser designado pelas chefias. Capelão, dentista, músico e PM Quem já não ouviu falar na Banda da PM? Nas solenidades ela sempre está lá, tocando o Hino Nacional, da Bandeira, da própria Polícia Militar. São homens e mulheres que, com seus instrumentos, mostram sua arte e talento para a música. No dia-a-dia são soldados comuns, que fazem patrulhamento como qualquer outro, mas também são pessoas, em geral, formadas em música e, quando surge uma vaga, candidatam-se a fazer parte da Banda da PM. Se aprovados, depois de rigoroso exame, passam a integrá-la mas continuam com seu trabalho de policial comum, ou seja, a banda é uma segunda função. A PM também tem policiais-dentistas, médicos, farmacêuticos ou veterinários, que são os chamados oficiais de Saúde. Estes profissionais devem ter formação universitária superior e registro nos órgãos correspondentes (por exemplo, no Conselho Regional de Medicina (CRM) no caso de Oficial-Médico) e tem que prestar concurso público na PM para conquistar a vaga. A mesma coisa acontece com o capelão, o padre da PM. Ele tem que fazer a faculdade especial para padre e também ser policial militar. Não é só ser padre, ter o ministério e ir rezar a missa na Capela da PM: ele tem que ter carreira dentro da instituição, e só pode se candidatar a capelão da PM quando chegar ao posto de Major. Aí sim, assume a Igreja da PM e reza as missas para os companheiros policiais. Também é muito comum policiais militares que têm aptidões e talentos especiais, fora seu trabalho de farda e que, fora do dia-a-dia são pintores, poetas, músicos. Em São Paulo, policiais militares que são pintores nas horas vagas, fazem até exposições de seus quadros. É claro que, nestes casos, isso é uma opção pessoal e não tem nada com o trabalho dentro da PM.

Como ingressar na PM
Para ingressar na PM é necessário fazer concurso público e ser aprovado. Homens ou mulheres devem ter de 18 a 23 anos, ser brasileiro e ter altura mínima, descalço, de 1,66 metros no caso dos homens e 1,60, as mulheres.

Policiais militares durante fiscalização em estrada no Pará 

Para o cargo de soldado, o candidato deve ter ensino médio completo (antigo segundo grau) e fará exame de matemática, português, história, geografia. Também terá que passar por exames físicos onde será analisado, se ele tem ou não capacidade física para suportar o trabalho do dia-a-dia. Se aprovado o candidato ainda terá que fazer um curso dentro da PM, que em geral é de 90 dias (há estados em que este período é de 120 dias). O salário de um soldado vai de R$ 800 a R$ 1.500 em média, dependendo do Estado. O Distrito Federal tem o maior salário mais de R$ 3 mil. Em São Paulo, Rio Grande do Sul e alguns outros Estados, os governos adotaram a figura do “soldado-temporário”, o que causa polêmica. A maioria dos policiais militares são contra, embora os Estados estejam amparados pela Lei Federal 10.029/2002 que institui o “serviço auxiliar voluntário”, com a “finalidade de admitir trabalhadores voluntários para a execução de atividades administrativas, de saúde e de defesa civil”. As exigências são as mesmas pedidas no caso de soldados comuns e também têm que prestar concurso público. As diferenças são que, no caso de soldado-temporário, o candidato deverá obrigatoriamente estar desempregado e o salário a receber, caso aprovado, será de no máximo, dois salários mínimos (que em 2008 era de R$ 830). E é claro, por ser “ temporário” ele prestará serviço a PM por um ano, sendo possível, terminado este prazo, se ele desejar, ter sua permanência prorrogada por mais um ano e daí terá que sair, diferente dos outros soldados comuns que podem permanecer e seguir carreira. Só em São Paulo mais de 18 mil homens e mulheres já foram admitidos como soldados-temporários. “Estas pessoas entram na PM apenas porque estão no “sufoco” e precisam de dinheiro. Não é por amor a farda, a PM. Como sabem que um dia terão que sair, não trabalham com o mesmo empenho que a gente e só servem mesmo para serviços administrativos. Na rua, a maioria já mostrou que não serve para a profissão”, diz um soldado da Polícia Militar de São Paulo que atua há 8 anos. Para ser oficial da PM, é preciso primeiro ser aprovado em concurso público (ter idade máxima de 26 anos). Também é obrigatório o Ensino Médio completo e as provas são de História, Língua Estrangeira e Português (com prova de Redação). Passa também por exames físico e psicológico. Se aprovado, o candidato vai então passar por um curso de formação nas Academias de Polícia Militar, que são em regime de internato e podem durar, dependendo do Estado, de dois a quatro anos. Em todos os casos, os candidatos a vagas na PM não podem ter antecedentes criminais incompatíveis com o exercício da função.

 

PMs fora da lei
Não são raros, em todo o país, casos envolvendo Policiais Militares em corrupção, tráfico de drogas, abuso de poder e até assassinatos, que podem ocorrer no dia-adia ou em grupos de extermínios formados por policiais militares. A violência na conduta dos policiais é uma constante e são muitos os casos e queixas contra eles em todo o país. Quem não se lembra do caso da Favela Naval, em Diadema, na Grande São Paulo, em 1997? Policiais militares (liderados pelo policial Otávio Gandra que ficou

conhecido como “Rambo”) foram flagrados fazendo uma blitz na favela, onde batiam violentamente em pessoas que abordavam. Durante a ação, uma pessoa foi morta com um tiro disparado por dos PMs. Foi em 07 de março de 1997 e toda a barbárie foi gravada por um cinegrafista, escondido em um barraco da favela. As imagens divulgadas no mundo inteiro passaram a ser um exemplo de como, muitos policiais militares agem durante o trabalho.

Ex-pm Otávio Gambra, o Rambo, segura Bíblia na mão após seu julgamento 

Há dezenas de casos, em todo o país, envolvendo PMs e violência. Veja outros casos. Em março de 2007, em São Luís, no Maranhão, o cantor Jeremias da Silva, o “Gero”, foi espancado até a morte por dois soldados da Polícia Militar. Os policiais, disseram, em depoimento que “confundiram Gero com um traficante da região”. Em dezembro de 2007, em Bauru, interior de São Paulo, seis policiais militares invadiram a casa de um adolescente de 15 anos, Carlos Rodrigues Junior, que, após preso, foi torturado até a morte. Havia denúncia de que o rapaz teria furtado uma moto. O Instituto Médico Legal confirmou, no corpo do garoto, cerca de 30 lesões causadas por choque elétrico. Os choques foram dados no rosto, região genital e peito do menino. O médico João Segura, diretor do IML, disse que a morte foi causada pelos dois ferimentos no peito. Os choques conduziram a corrente elétrica direto ao coração do jovem, causando arritmia seguida de morte. Punição A punição de policiais militares que cometem abusos depende do próprio comando-geral da Polícia Militar e da Justiça Militar de um lado e da Justiça comum de outro. Em casos como os de “Rambo”, a Polícia Militar acabou expulsando-o da corporação, o que fez com que ele fosse julgado pela Justiça comum. No seu primeiro julgamento, em 1998, foi condenado a 65 anos de prisão. A partir de recursos, o ex-PM conseguiu anular o primeiro julgamento, mas voltou a ser condenado (47 anos de prisão), mas houve uma diminuição da pena para 15 anos. Em 2008, Rambo estava em regime semi-aberto. Há casos em que a conveniência junto com o comando da Polícia Militar acaba não punido ninguém. E em alguns, há também a participação do alto comando como no caso do massacre de Eldorado do Carajás.

A cadeia dos PMs

Os policiais militares que viram “bandidos” são levados para presídios especiais e ficam longe dos bandidos comuns, em cadeias comuns. A justificativa é a de que os PMs não podem ser colocados junto a prisioneiros comuns porque seriam assassinados por eles. Todos os Estados têm cadeias separadas para os PMs que saíram da linha e se tornaram criminosos. Em São Paulo os PMS ficam presos no Presídio Romão Gomes, na Zona Norte da cidade. Há muitas denúncias de que o “corporativismo” impera e que os policiais são tratados de maneira diferenciada. O Presídio Romão Gomes é um “cofre” fechado onde a imprensa não tem permissão para entrar. Sabe-se que os PMS lá não ficam atrás das grades, têm espécies de “quartos particulares”, onde cada um tem seu próprio dormitório. No presídio deles, há quadra poliesportiva e campo de futebol.

Como funciona a Polícia Militar
Erros fatais
Em muitos casos também ocorrem crimes gerados pelo despreparo dos policiais. Muitos deles saem atirando sem lembrar que há, em sua volta, pessoas inocentes, e casos bárbaros acabam acontecendo. Em 2008 foram vários os casos de “erros” graves, que terminaram com a morte de pessoas que eram inocentes. Veja abaixo: 06 de Junho - Policiais militares do Rio de Janeiro perseguiram um veículo suspeito. No meio do caminho confundiram o carro dos bandidos e dispararam 17 tiros. No carro estava a mãe, Alessandra, e seus dois filhos. Um deles, João Roberto Soares, de 3 anos, morreu baleado na cabeça. O pai do menino morto, o taxista Paulo Roberto Barbosa Soares, em entrevista a emissoras de TV, desabafou: “ estes policiais são uns assassinos!’. 28 de junho - um PM que fazia a segurança do filho de uma promotora do Rio de Janeiro, baleou, na porta de uma boate carioca, o estudante Daniel Duque, de 18 anos, que morreu na hora. 14 de Julho - numa operação desastrada a PM carioca mata a vítima. Luiz Carlos Soares da Costa, administrador de empresa de 35 anos, foi feito refém por um assaltante em Bonsucesso, zona norte do Rio de Janeiro. O bandido entrou em seu carro, um Siena e obrigou Luiz a sentar no banco de passageiros. A polícia passou pelo veículo e desconfiou de algo e passou a perseguir o veículo. Contaram os policiais que ao se aproximar do Siena o bandido (de 18 anos) teria atirado contra a viatura e os PMs revidaram, acertando dez tiros no Siena, três dos quais atingiram e mataram Luís, a vítima. O bandido, que levou um tiro no abdome, foi socorrido e sobreviveu. 19 de Julho - quatro policiais militares, em ação no Morro Azul, no Rio de Janeiro, atingiram o motoboy Edson Vaz do Nascimento, de 36 anos. Edson, que era funcionário de uma farmácia, na Zona Sul do Rio, saiu de casa para comprar um lanche e não voltou. Passava por uma operação da PM no local quando foi atingido mortalmente. 20 de Julho - Cristiane de Sousa Silva, de 8 anos, levou um tiro no olho e morreu. O autor do disparo foi um policial militar, conhecido como soldado Ramos. De acordo com testemunhas o soldado, à paisana, bebia num bar quando foi avisado que ali perto tinha ocorrido um esfaqueamento. Quando chegou ao local, próximo de um rio, o soldado sacou a arma e disparou cinco tiros. Não acertou os envolvidos no esfaqueamento, que fugiram, mas acertou a pequena Cristiane, filha de lavradores, que brincava no quintal de sua casa,

do outro lado do rio. A tragédia aconteceu em Igarapé do Meio, no Maranhão, cidade que fica a mais de 300 km de São Luís.

Onde denunciar o mau policial
As Policiais Militares de todos os estados têm uma corregedoria, que é uma espécie de “polícia da polícia”, cujo objetivo é acompanhar os casos de denúncias contra policiais militares. A Corregedoria da PM tem um comandante que também é PM e todos que trabalham no órgão pertencem aos quadros da Polícia Militar. Só em São Paulo, de janeiro a junho de 2008, 140 policiais foram afastados da corporação, após sindicâncias abertas pela Corregedoria da Polícia Militar. Sessenta e nove foram expulsos da corporação por cometerem crimes considerados gravíssimos, inclusive homicídios intencionais. Os outros 64 foram demitidos após sindicâncias internas (que apuraram denúncias de violência, abuso de poder e corrupção) e os sete restantes foram afastados por problemas psicológicos ou excesso de falta ao trabalho. A Ouvidoria das Polícias (órgão que recebe denúncias da população contra maus policiais civis ou militares) recebeu, nos últimos quatro anos, só em relação a policiais militares que atuam na capital paulista, 1.044 reclamações envolvendo PMs. Poucos estados brasileiros, além de São Paulo, tem ouvidoria. Embora seja um orgão do Governo do Estado de São Paulo a Ouvidoria não está ligada nem a PM nem a Polícia Civil e responde diretamente ao governador. A idéia é que a ouvidoria tenha autonomia e possa receber, inclusive denúncias contra a Corregedoria da PM, se houverem. Para você denunciar qualquer abuso de um policial militar, é preciso procurar as corregedorias ou ouvidorias do seu Estado por email, telefone ou pessoalmente. É necessário detalhar o máximo possível o fato ocorrido para que a denúncia seja investigada, colocando datas, hora, nomes, locais. Há a possibilidade da denúncia ser anônima ou que sua identidade seja preservada, mas em alguns casos, como no caso de agressão física, se esconder não ajuda, já que não há como fazer, por exemplo, um exame de corpo delito, se você não aparecer.

Muitas vezes lendo um artigo, reportagem ou na compra de um carro nos deparamos com os termos técnicos utilizados pelos especialistas em automobilismo.

São expressões que fogem do linguajar do dia a dia usado nas oficinas e até em bate papos. O Blog pesquisou alguns desses termos com seus significados ou conceitos. Torque: É a força envolvida para fazer o carro andar, ou seja, é o trabalhado executado pelo motor deslocando o veículo de um ponto a outro, não importa o tamanho do carro, quanto maior mais força necessária para deslocar; Potência: É o menor ou maior tempo obtido para percorrer o deslocamento de um trabalho, se colocarmos uma Ferrari e um carro popular 1.0 para subir uma serra, obviamente a Ferrari fará o deslocamento mais rápido por ter mais Torque e consequentemente precisa de mais Potência; Calço hidráulico: É quando literalmente há entrada de líquido no motor ocasionados principalmente quando o carro é submetido a funcionar em alagamentos, ou seja, forçar o motor a andar através de partidas ou trancos;

Coeficiente aerodinâmico: É a unidade(Cx) capaz de medir com que facilidade o carro rompe o ar. Quanto menor o Cx maior a facilidade de rompimento influenciando diretamente no consumo do carro; Direção com assistência elétrica ou direção elétrica: É a substituíção da bomba hidráulica por um motor elétrico, tendo como vantagem o menor consumo de energia e a ausência de fluídos; Híbrido: São veículos que utilizam dois motores, sendo um elétrico e outro convencional. Os dois motores trabalham de forma em que um possa ajudar o outro. O elétrico em baixas rotações e o convencional em altas rotações; Injeção sequencial: Se você possui um carro com motor flex ele é de injeção sequencial. É quando há a injeção de combustível em sequência no momento da admissão de cada cilindro, obtendo um ganho significativo de potência; Lâmpadas de xenônio: São luzes de alta densidade obtidos pelo gás xenônio, tem como vantagem o baixo consumo e alto poder de claridade sem ofuscar o motorista do sentido contrário; LED: É um diodo emissor de luz com enorme vida útil, utilizados em luz de freio e painel. É isso aí pessoal, em outro momento o Blog disponibilizará o conceito de outros termos para que possamos ficar familiarizados.

Relação de perguntas mais freqüentes sobre o Mercado de Seguros e suas respostas:

Qual o papel do corretor na relação segurado e seguradora? A figura do corretor é imprescindível na contratação de qualquer tipo de seguro. Ele é o representante legal do segurado perante à seguradora, já que não é possível contratar nenhum tipo de seguro sem a sua intermediação. O corretor busca a melhor relação custo/benefício para o seu segurado. O que é prêmio? Prêmio é o valor pago pelo seguro contratado, é quanto vale o seu seguro. O que é sinistro? É a ocorrência de prejuízo ou dano (colisão, incêndio, acidente, roubo etc.) em algum bem segurado. O que é franquia? É o valor pago pelo segurado no sinistro de perda parcial. No caso de perda total ou sinistro com terceiros, o segurado não contribui com esse valor. O que é endosso? É o documento emitido pela seguradora comprovando alterações na apólice (substituição do veículo, inclusão de acessórios, aumento da importância segurada etc.). O que é bônus? Bônus é um desconto progressivo que é dado para o segurado que reduz o preço do seu seguro, caso o mesmo não apresente nenhum sinistro para indenização durante a vigência da apólice.

O que são coberturas? São os riscos contratados pelo segurado que estão expressos na apólice de seguro. Nas apólices de automóveis as coberturas mais comuns são: - Compreensiva: cobertura contra incêndio, roubo e colisão sofridos pelo veículo; - Incêndio/roubo: cobre somente danos causados por incêndio ou roubo do veículo; - Incêndio/colisão: cobre somente danos causados por incêndio ou colisão do veículo; - Responsabilidade Civil Facultativa: a Responsabilidade Civil do proprietário ou do motorista (autorizado) está coberta até o limite especificado na apólice e cobre danos causados a terceiros, sejam eles corporais ou materiais. O que é indenização? É o valor pago pela seguradora ao beneficiário em caso de sinistro, indenizando-o pelo prejuízo sofrido. Os acessórios instalados no carro - toca-fitas, CD-player etc. - estão cobertos pela apólice de seguros? Não, mesmo que sejam originais, de fábrica. Nestes casos, deve-se contratar uma garantia opcional, específica para esse tipo de cobertura. No caso de perda total do veículo é obrigatório o pagamento total da apólice? O pagamento total do valor da apólice em casos de perda total do veículo não é obrigatório, pois a Importância Segurada constante no contrato é meramente referencial e representa o valor máximo indenizável, prevalecendo como parâmetro para as indenizações, o valor médio de mercado do automóvel. Esse foco de conflito tende a não mais existir, a partir da adoção pelas seguradoras, das modalidades de apólices com "Valor de mercado referenciado" e "Valor determinado", onde as premissas para o valor a se indenizar nos casos de perda total estão claramente definidas no contrato. O bônus é preservado quando se solicita à seguradora o ressarcimento parcial do prêmio em caso de venda do veículo? Sim, pois a perda do bônus, somente está vinculada ao recebimento de indenização em caso de sinistro com o veículo segurado. Qual o limite (percentual) do bônus? Na prática, não há limitação no percentual do bônus, ficando a critério de cada seguradora, após a aprovação da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) estabelecer as suas faixas de bonificação.Atualmente, o mercado tem trabalhado com o máximo de 30%. Qual o motivo da franquia? A definição conceitual da franquia é: "Valor inicial da Importância Segurada, pelo qual o segurado fica responsável como segurador de si mesmo", ou seja, o segurado em caso de sinistro, também participa dos prejuízos, acreditando-se assim que aumente a sua preocupação em preservar o seu patrimônio. Que são equipamentos nos seguros de automóveis? Não se deve confundir "Acessórios" com "Equipamentos", pois "Acessórios" para fins de seguro, são os rádios toca-fitas,Cd players,TVs, etc...Já os "Equipamentos" seriam os guinchos Munck, unidades frigoríficas, compactadores de lixo, etc. O que é subscrição? "Processo de exame, resultando na aceitação ou rejeição do risco proposto." "Classificação dos riscos selecionados para a formação do preço adequado". Toda seguradora possui sua politíca de subscrição própria. O que é seguro? Contrato pelo qual uma das partes se obriga, mediante cobrança de prêmio, a indenizar a outra pela ocorrência de determinados eventos ou por eventuais prejuízos. O contrato

de seguro é aleatório, bilateral, oneroso, solene e da mais estrita boa-fé. O seguro possui algumas características básicas: Incerteza, mutualismo, previdência, possibilidade de causar prejuízos futuros etc... Em caso de sinistro, é necessário que o condutor esteja relacionado na apólice? Não necessariamente, mas com a utilização dos questionários (perfil) elaborados pelas seguradoras, é fundamental que sejam informados os possíveis condutores do veículo segurado, sob pena de em alguns casos de omisssão, ocorrer até a perda do direito à indenização. Qual a origem do seguro? Há controvérsias sobre a origem do seguro, mas existem registros de pactos feitos por cameleiros do extremo oriente, no sentido de cotizarem-se para cobrir a perda de animais ocorrida no decurso das viagens de caravana, em forma de mutualismo embrionário. Há também registros de navegadores fenícios e hebreus que firmavam pactos de reposição de embarcações perdidas em aventuras marítimas. Todos as formas precursoras do seguro estavam ligadas às aventuras marítimas e o primeiro contrato de seguro foi firmado em 1374, que se encontra em ata lavrada no arquivo nacional genovês. No Brasil o seguro só teve expressão a partir de 1808, com a transferência da corte imperial portuguesa e a fundação da primeira seguradora, a Companhia de seguros Boa-Fé, sediada na capitania da Bahia. Por que o perfil do condutor? Pelas estatísticas existentes nas seguradoras, é possível diferenciar o preço ou até mesmo não se aceitar o risco, em função do perfil do condutor. Portanto, a existência do perfil, aliada a outros fatores, tipo: Modelo e ano de fabricação do automóvel, local de maior circulação do veículo etc..., permitem a melhor seleção do risco e uma melhor "precificação" do seguro. Qual o prazo legal que uma companhia tem para liquidar um seguro após ter recebido e aprovado toda a documentação? Pela Circular 90, de 27/05/1999, a SUSEP estabelece que "Nas Condições do seguro deverá ser estabelecido prazo para liquidação dos sinistros, limitado a trinta dias, contado a partir do cumprimento de todas as exigências por parte do segurado". Portanto, cada seguradora, para cada ramo, poderá estipular o prazo máximo para o pagamento da indenização, desde que esse prazo não ultrapasse 30 dias.

GLOSSÁRIO
A ACASO Acontecimento independente da vontade humana. De acordo com a teoria do acaso, que consiste em reduzir todos os acontecimentos do mesmo gênero a um certo número de casos igualmente possíveis, e que se aplica a todos os domínios do conhecimento, é possível, por meio de cálculos matemáticos relativos a cada espécie de acidente e suas causas, suprimir, até certo ponto, o acaso que os determinou. Daí o corolário de que o acaso não existe senão para os fatos isolados; os fatos numerosos de uma ordem comparável estão sujeitos a leis e, graças à estatística, podem as empresas de seguro, em suas operações, senão suprimir o acaso, pelo menos diminuir seus efeitos. ACEITAÇÃO/ACEITAÇÃO DE RISCO Ato de aprovação, pelo segurador, de proposta efetuada pelo segurado para cobertura de seguro de determinado(s) risco(s) e que servirá de base para emissão da apólice. Para o ressegurador a aceitação de risco, ou subscrição, significa a transferência de parte da responsabilidade dos riscos aceitos pelo segurador. V. th. Seleção de Riscos e Subscrição. ACIDENTE

Acontecimento imprevisto ou fortuito do qual resulta um dano causado à coisa ou à pessoa. ACIDENTE PESSOAL Para os fins do Seguro Acidentes Pessoais, é todo acidente súbito, com data caracterizada, exclusiva e diretamente externo, involuntário e violento, causador de lesão física que, por si só e independentemente de toda e qualquer outra causa, tenha como conseqüência direta a morte ou a invalidez permanente, total ou parcial, ou torne necessário tratamento médico. ADITIVO Condição suplementar incluída no contrato de seguro. O termo aditivo também é empregado no mesmo sentido de endosso. ÂMBITO DE COBERTURA Significa a abrangência da cobertura em determinado tipo de seguro, ou seja, a delimitação entre os riscos que estão cobertos e os que não estão. APÓLICE DE PRAZO CURTO Apólice em que o prazo do seguro é inferior a 1 (um) ano. APÓLICE DE PRAZO LONGO Apólice em que o prazo do seguro é superior a 1 (um) ano. V. Apólice Plurianual. AVARIA Termo empregado no Direito Comercial para designar os danos às mercadorias, em qualquer circunstância, especialmente em trânsito. No Direito de Seguros Marítimos designa todos os danos extraordinários acontecidos ao navio e à carga em viagem e todas as despesas extraordinárias feitas com eles. As avarias são de duas espécies: grossas ou comuns e simples ou particulares. AVISO DE SINISTRO É a comunicação da ocorrência de um sinistro que o segurado é obrigado a fazer ao segurador, assim que tenha o seu conhecimento. A omissão injustificada anula o contrato, se o segurador provar que, oportunamente avisado, lhe poderia ter sido possível evitar ou atenuar as conseqüências do sinistro. Também no resseguro existe a obrigação do ressegurado avisar ao ressegurador a ocorrência de sinistro, tão logo dele tenha conhecimento, sob pena de não ter direito à recuperação (Notice of Loss, cláusula sempre presente nos contratos de resseguro).

B BRASIL SALVAGE Sociedade Brasileira de Vistorias e Inspeções. Empresa brasileira criada em 1973 sob a forma de empresa particular e que adquiriu particularidades que a tornam adaptada a suas funções institucionais. V. tb. Salvage Association. BRIGADA DE INCÊNDIO Grupo de funcionários preparados para prevenir incêndios e que, em caso de sinistro, toma as primeiras providências necessárias ao seu combate. BROKER Pessoa física ou jurídica que intermedia os negócios entre segurado e segurador ou entre segurador e ressegurador.

C

CANCELAMENTO DE APÓLICE É a dissolução antecipada do contrato de seguro, de comum acordo, ou em razão do pagamento do valor da apólice ao segurado. O cancelamento quando decidido só pelo segurado ou pelo segurador quando o contrato o permite, chama-se rescisão. CAPITAL SEGURADO É a importância em dinheiro fixada na apólice, correspondente ao valor máximo estabelecido para o objeto do seguro. Pode ser fixo, quando a indenização é paga integralmente (seguros Vida, por exemplo) ou proporcional, quando a indenização é apurada segundo os prejuízos sofridos pelo objeto segurado (ramos elementares, em geral). V. tb. Importância Segurada e Objeto do Seguro. CARREGAMENTO DO PRÊMIO Acréscimo ao prêmio puro ou à taxa pura de seguro para fazer face às despesas administrativas, às comissões de corretagem e ao lucro do segurador. CARTA-PATENTE Documento oficial que concedia às seguradoras o direito de operar em seguros. Na atualidade, a formação de seguradoras prescinde deste documento, não mais utilizado. CARTEIRA Denominação dada ao conjunto de contratos de seguros, de um mesmo ramo ou de ramos afins, emitidos por uma seguradora ou cobertos por um ressegurador. CASCOS Cobertura de seguro oferecida no Ramo Cascos Marítimos, quando se tratar de embarcações, Ramo Automóveis, no caso de veículos automotores, e no Ramo Aeronáuticos, quando se tratar de casco de aeronave. CATÁSTROFE 1) Acontecimento súbito de conseqüências trágicas e calamitosas. No seguro diz-se, genericamente, da acumulação de sinistros em conseqüência de um mesmo evento ou série de eventos decorrentes de uma mesma causa. 2) Cobertura de resseguro não proporcional onde a responsabilidade do ressegurado fica limitada a um valor pré-acordado, no caso de sinistro ou série de sinistros resultantes de um mesmo evento. O prêmio pago por tal cobertura corresponde a um percentual fixo ou ajustável sobre os prêmios retidos do ressegurado. V. tb. Resseguro Catástrofe. CLÁUSULA É a denominação dada aos parágrafos e capítulos contendo as condições gerais, especiais e particulares dos contratos de seguro. CLÁUSULA ADICIONAL Cláusula suplementar, adicionada ao contrato, estabelecendo condições suplementares. Em geral, as apólices de seguros já trazem impressas as cláusulas reguladoras do contrato, daí a necessidade de cláusulas adicionais para a estipulação de novas condições, conforme a natureza do seguro. CLÁUSULA DE AJUSTAMENTO DO PRÊMIO Cláusula utilizada em seguros com apólices ajustáveis e que dispõe sobre a época de apuração da importância segurada real e o prêmio correspondente, a fim de compará-lo com o prêmio depósito provisionado anteriormente pelo segurado. V. tb. Ajustamento de Prêmio, Apólice Ajustável. CLÁUSULA DE DUPLA INDENIZAÇÃO Cláusula Adicional, do ramo Vida, contratada mediante pagamento de prêmio adicional, dispondo que o capital segurado será pago em dobro, caso o segurado venha a falecer em conseqüência de morte de causa externa, súbita, involuntária e violenta, conforme conceituada

e especificada no ramo Acidentes Pessoais. CLÁUSULA DE EXCLUSÕES 1) Cláusula invariavelmente presente nas condições das apólices de seguro, com a nomenclatura de Riscos Excluídos ou Prejuízos não Indenizáveis, relacionando todos aqueles riscos que não ficarão sob a responsabilidade da seguradora. Nas apólices All Risks a cláusula de Riscos Excluídos merece, por parte da seguradora, cuidado redobrado, na medida em que, se o risco não estiver clara e expressamente excluído, ela ficará responsável por ele. 2) Nos contratos de resseguro, onde o ressegurador não aceita qualquer das condições da apólice original ressegurada pela cedente, aplica-se a Cláusula de Exclusões, especificando aquelas que o ressegurador não irá garantir. V. tb. Apólice All Risks. CLÁUSULA DE EXTENSÃO DE COBERTURA Cláusula que, uma vez inserida em apólice de seguro, ou contrato de resseguro, garante a extensão do prazo de vigência, ou do âmbito da cobertura, diferentemente das condições gerais da apólice (em caso de seguro), ou garantindo que o ressegurador aceita acompanhar a responsabilidade da cedente na extensão da cobertura (em caso de resseguro). CLÁUSULA DE IMPORTÂNCIA SEGURADA Cláusula sempre presente nas condições ou especificações das apólices de seguro. Suas disposições fixam os valores de responsabilidade da seguradora na apólice. Não é rara a utilização dessa cláusula definindo, limitando ou ampliando os valores para fins de conceituação contratual da importância segurada. Muito freqüente, também, é a conjugação, numa só cláusula, das definições de importância segurada e limite de responsabilidade. O limite de responsabilidade pode ser superior à importância segurada, como é o caso do limite agregado, ou inferior e, nessa hipótese, subdividido em parcelas ou percentuais da importância segurada. V. tb. Limite Agregado, Limite de Responsabilidade. CLÁUSULA DE INVALIDEZ TOTAL E PERMANENTE Cláusula adicional do ramo Vida Individual estipulando que o segurado, caso venha a tornar-se total e permanentemente inválido para o exercício de qualquer atividade da qual lhe advenha remuneração, ficará dispensado de pagar os prêmios vincendos (Invalidez Dispensa) ou receberá uma indenização (Invalidez Pagamento). CLÁUSULA DE LIMITE DE RESPONSABILIDADE Cláusula empregada para fixar o limite de responsabilidade que o segurador ou ressegurador irá suportar na apólice ou no contrato de resseguro, respectivamente. As disposições dessa cláusula variam conforme o ramo ou modalidade, podendo ser aplicada em conjugação com a cláusula de Importância Segurada. V. tb. Cláusula de Importância Segurada, Limite Agregado e Limite de Responsabilidade. CLÁUSULA DE LUCROS ESPERADOS Disposição do ramo Transportes excluindo da cobertura os lucros esperados com as mercadorias transportadas, salvo quando houver expressa declaração na apólice ou averbação da quantia ou percentagem certa, subordinada esta cobertura ao risco principal e sujeita a determinadas limitações. V. tb. Cláusula Especial de Lucros Esperados para Seguros de Importação. CLÁUSULA DE MÚLTIPLA INDENIZAÇÃO Cláusula adicional do ramo Vida, contratada mediante pagamento de prêmio adicional, estabelecendo que, em caso de morte de causa externa, súbita, involuntária e violenta, conforme conceituada e especificada no ramo Acidentes Pessoais, a indenização a ser paga pela seguradora será obtida pela aplicação de um múltiplo à importância segurada básica, múltiplo este, em geral, limitado ao máximo de 5 (cinco) vezes aquela importância. CLÁUSULA DE OBRIGAÇÕES DO SEGURADO (DUTY OF ASSURED CLAUSE) Em alguns ramos, como por exemplo Transportes, utiliza-se cláusula específica estabelecendo, como obrigação do segurado, a tomada de providências para evitar, ou reduzir, os prejuízos

cobertos pela apólice. Em outros, tais obrigações são também convencionadas em várias cláusulas, algumas das quais chegam a eximir a seguradora da obrigação de pagar qualquer indenização em caso da inobservância de tais obrigações. Por outro lado, como incentivo ao segurado, a seguradora também se obriga a reembolsar quaisquer despesas adequadas feitas pelo segurado e devidamente comprovadas, para o cumprimento de suas obrigações. CLÁUSULA DE OUTROS SEGUROS Utilizada para estabelecer regras eximindo, ou limitando, a responsabilidade do segurador, em caso de sinistro, quando houver outro(s) contrato(s) de seguro, cobrindo o(s) mesmo(s) bem(ns) e o(s) mesmo(s) risco(s). V. tb. Contribuição Proporcional e Seguro a Segundo Risco. CLÁUSULA DE PAGAMENTO DO PRÊMIO Cláusula obrigatoriamente inserida nas Condições Gerais das apólices, estipulando que quaisquer indenizações somente serão devidas após o pagamento do respectivo prêmio, até a data limite prevista para este fim, na Nota de Seguro. Esta disposição não se aplica aos seguros contratados por meio de bilhetes e nem ao Seguro Compreensivo Especial do Sistema Financeiro da Habitação. CLÁUSULA DE PARTICIPAÇÃO OBRIGATÓRIA DO SEGURADO Disposição utilizada em alguns ramos de seguro prevendo que o segurado absorva parte dos prejuízos, como se co-segurado fosse. Aplicada nos casos onde se pretenda engajar o segurado nas medidas preventivas ou de atenuação dos prejuízos, assim como naqueles onde se verifique uma perda constante e inevitável (transporte de determinadas mercadorias, por exemplo). CLÁUSULA DE RATEIO PARCIAL Cláusula disponível em vários ramos, mediante pagamento de prêmio adicional, com a finalidade de atenunar ou eliminar os efeitos do rateio integral, desde que a importância segurada seja, pelo menos, igual a determinada percentagem estabelecida do Valor em Risco, na data do sinistro. CLÁUSULA DE REINTEGRAÇÃO DA IMPORTÂNCIA SEGURADA/RESSEGURADA Alguns ramos e modalidades admitem, em caso de sinistro, a recomposição automática da importância segurada original reduzida pelo pagamento da indenização. Em alguns casos, tal recomposição fica sujeita a pagamento de prêmio adicional; em outros a seguradora admite, observado certo limite, reintegrar a importância segurada sem pagamento de prêmio adicional. A existência da cláusula destina-se a estabelecer o critério de recomposição a ser adotado. A mesma prática se dá nas coberturas de resseguro. V. tb. Reintegração. CLÁUSULA DE RENDA VITALÍCIA Cláusula utilizada no ramo Vida Individual estabelecendo que a importância segurada seja paga em forma de renda, enquanto viver o beneficiário. Usa-se denominar este tipo de renda como pensão. CLÁUSULA DE VALOR DE MERCADO Cláusula empregada em alguns ramos que operam seguros de danos materiais estipulando que a indenização, em caso de sinistro do bem segurado, será procedida com base no seu valor de mercado. CLÁUSULA DE VALOR DE NOVO Disposição aplicada em alguns tipos de seguros prevendo que a indenização a ser paga, em caso de sinistro, não tomará como base o valor atual do bem, mas o seu valor de reposição, em estado de novo. Esta cláusula só tem aplicação para bens em bom estado de conservação e funcionamento, com presumível longa vida útil futura, prevendo, não obstante a sua designação, emprego da regra proporcional a limitação do valor indenizável, a depender do valor atual e do nível de depreciação do objeto do seguro. Em termos práticos, e em princípio, a indenização máxima é limitada ao dobro do valor atual do bem segurado. V. tb. Valor de

Novo. CLÁUSULA ESPECIAL DE FALTA DE PAGAMENTO DO PRÊMIO Cláusula empregada no ramo Transportes prevendo a cobrança judicial, pela seguradora, do prêmio referente às averbações, sempre que o segurado deixe de quitá-lo nos prazos regulamentares. CLÁUSULA ESPECIAL DE FRACIONAMENTO DO PRÊMIO É a cláusula a ser utilizada, obrigatoriamente, pelas seguradoras, sempre que o pagamento do prêmio venha a ser fracionado, definindo as condições em que tal parcelamento se dará. CLÁUSULA PARTICULAR DE EXTENSÃO DO ÂMBITO DE COBERTURA É utilizada para limitar, ou ampliar, a extensão dos âmbitos de cobertura e geográfico da apólice. V. tb. Âmbito de Cobertura, Âmbito Geográfico/Âmbito do Seguro. CLÁUSULA SUPLEMENTAR DE INCLUSÃO DE CÔNJUGE Cláusula do seguro de Vida em Grupo que define a inclusão na apólice dos cônjuges dos compromissos principais, podendo ser automática, quando abranger todos os cônjuges dos componentes principais, ou facultativa, quando se estender apenas aos cônjuges dos componentes principais que assim o autorizarem. O capital segurado da garantia básica do cônjuge não pode superar o do segurado principal permitindo-se, ainda, a cobertura para todas as garantias adicionais do ramo, à exceção da Garantia Adicional de Invalidez Permanente por Doença. CLÁUSULA SUPLEMENTAR DE INCLUSÃO DE FILHOS Cláusula do seguro de Vida em Grupo definindo a inclusão na apólice dos filhos do componente principal e/ou do cônjuge segurado pela Cláusula Suplementar de Inclusão de Cônjuge. A concessão da Cláusula só é permitida nos grupos de Classe A (empregado/empregador ou correlatos) que possuam Cláusula Suplementar de Inclusão de Cônjuge na forma automática. Os enteados do segurado principal, bem como os menores considerados dependentes pela legislação pertinente, podem ser incluídos na cobertura. O capital segurado não pode ser superior as do segurado principal e, no caso dos filhos menores de 14 (quatroze) anos, destinar-se-á o seguro apenas ao reembolso de despesas com funeral.

D DANO É todo prejuízo material ou pessoal sofrido por um segurado, passível de indenização, de acordo com as condições de cobertura de uma apólice de seguro. DANO CORPORAL É todo e qualquer dano causado o corpo humano. V. Seguro Acidentes Pessoais e Seguro Vida. DANO DIRETO É todo e qualquer dano material causado ao próprio objeto ou a parte do objeto segurado. V. tb. Seguro de Danos Materiais. DANO ELÉTRICO 1) É um desarranjo interno que se verifica nos equipamentos elétricos, caracterizando-se pela ação de dentro para fora por superaquecimento, derretimento de metais e plásticos, inutilização de dielétricos ou isolantes, etc., e pelo surgimento de chamas em progressão, mas apenas residuais. 2) TSIB - É toda perda ou dano em fios, enrolamentos, lâmpadas, válvulas, chaves, circuitos e aparelhos elétricos, causados pelo calor gerado acidentalmente por eletricidade, salvo se em conseqüência de queda de raio. DANO ESTÉTICO

É todo e qualquer dano causado a bens e pessoas, implicando em redução ou eliminação dos padrões de beleza ou estética estabelecidos. V. tb. Cobertura de Dano Estético. DANO FÍSICO V. tb. Dano Corporal ou Dano Material. DANO MATERIAL É todo e qualquer dano que atinge os bens móveis ou imóveis. DANO MORAL É toda e qualquer ofensa ou violação que não venha a ferir os bens patrimoniais de uma pessoa, mas aos seus princípios de ordem moral, tais como os que se referem à sua liberdade, à sua honra, à sua pessoa ou à sua família. DANO PESSOAL V. Dano Corporal. V. tb. Seguro Vida e Seguro Acidentes Pessoais. DANOS FÍSICOS AO IMÓVEL É juntamente com a morte ou invalidez do segurado (MIP), a cobertura básica do seguro Habitacional, também conhecida como DFI. DANOS PESSOAIS CAUSADOS POR EMBARCAÇÕES V. Seguro de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por Carga, a Pessoas Transportadas ou Não, DPEM e Seguro Cascos Marítimos. DANOS PESSOAIS CAUSADOS POR VEÍCULOS AUTOMOTORES TERRESTRES V. Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ou por sua carga, a Pessoas Transportadas ou Não. V. tb. Seguro Automóveis. DATA DA OCORRÊNCIA V. Data do Sinistro. DATA DE RETROATIVIDADE PARA OCORRÊNCIAS É a data anterior ao início do seguro, a partir da qual uma ocorrência geradora de reclamação, apresentada durante ou após a vigência da apólice, encontra amparo nos seguros de Responsabilidade Civil Geral e Global de Bancos. DATA DO SINISTRO 1) É a data em que tiver se materializado um dano gerador de evento garantido por apólice de seguros. 2) É a data em que um dano pessoal do segurado tiver sido confirmado, pela primeira vez, por médico especializado no assunto, caracterizando um sinistro garantido por apólice de seguros. DECLARAÇÃO PESSOAL DE SAÚDE É o formulário no qual o proponente do Seguro Vida, Individual ou em Grupo, presta as informações sobre o seu estado de saúde e por elas se responsabiliza, sob as penas previstas no Código Civil, substituindo o exame médico. DEPARTAMENTO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS E CAPITALIZAÇÃO É a denominação do órgão federal que precedeu a SUSEP-Superintendência Nacional de Seguros Privados. DEPENDENTE É toda e qualquer pessoa física, assim considerada com relação a uma outra pessoa, conforme legislação do Imposto de Renda e/ou Previdência Social. DEPRECIAÇÃO

É a redução do valor de um bem, móvel ou imóvel, segundo critérios matemáticos e financeiros, considerando, dentre outros, a idade e as condições de uso, funcionamento ou operação. V. tb. Valor de Novo. DESPESAS ESPECIFICADAS São as despesas fixas, discriminadas na apólice de Lucros Cessantes, ou seja, as despesas seguradas que, além de perdurarem no Período Indenitário, sejam necessárias ao funcionamento do negócio e feitas, normalmente, em cada exercício financeiro. DESPESAS EXTRAORDINÁRIAS São as despesas realizadas para custear horas extras, como também aquelas resultantes de frete expresso ou afretamento para transportes nacionais, excluído o afretamento de aeronaves, até um limite da IS para a cobertura básica, desde que tais despesas decorram de sinistros cobertos pela apólice, mas de valores superiores ao da franquia aplicável. V. Cláusula Adicional de Despesas Extraordinárias e Seguro Riscos de Engenharia. DESVIO DE SINISTRALIDADE É a diferença, favorável ou desfavorável, na taxa de sinistralidade, em relação à taxa tecnicamente esperada, aferida a partir da taxa pura da carteira. DH - DIÁRIAS HOSPITALARES V. Garantia Acessória de Danos Hospitalares. DIÁRIAS DE INCAPACIDADE TEMPORÁRIA São as diárias pagas pela impossibilidade contínua e ininterrupta de o segurado exercer qualquer atividade relativa à sua profissão ou ocupação durante o período em que se encontrar sob tratamento, em conseqüência de acidente coberto. V. Garantia Adicional de Diárias de Incapacidade Temporária. DIÁRIAS HOSPITALARES São as diárias pagas ao segurado como reembolso de internação hospitalar, a critério médico e realizado em conseqüência de acidente coberto. Cobertura não mais concedida no ramo Acidentes Pessoais. V. Garantia Acessória de Diárias Hospitalares. DIMINUIÇÃO DO RISCO É toda e qualquer providência tomada pelo segurado, trazendo, como conseqüência imediata, a redução do risco, em virtude de desativação ou exclusão de locais cobertos, bem como pela melhoria da proteção dada ao objeto do seguro. DIREITO DE REGRESSO É a possibilidade ou direito constitucional de qualquer pessoa em buscar nas mãos de outrem aquilo de que se desfalcou ou foi desfalcado o seu patrimônio, para reintegrá-lo na posição anterior, com a satisfação do pagamento ou da indenização devida. DIREITO DO SEGURO É o estudo das leis, regulamentos, normas e resoluções que constituem a legislação de seguros. DISPOSIÇÕES ESPECIAIS São os capítulos e parágrafos de uma apólice de seguro que formam as condições básicas de todas as modalidades de cobertura operadas por um mesmo ramo. DOLO É toda espécie de artifício, engano ou manejo astucioso promovido por uma pessoa, com a intenção de induzir outrem a prática de um ato jurídico, em prejuízo deste e proveito próprio ou de outrem, ou seja, é um ato de má-fé, fraudulento, visando prejuízo pré-concebido, quer físico

ou financeiro. DOTAÇÃO V. Seguro Dotal de Criança. DOTAL V. Seguro Dotal e Seguro Vida. DOUBLE INDEMNITY V. Cláusula de Dupla Indenização e Seguro Vida. DPEM - DANOS PESSOAIS CAUSADOS POR EMBARCAÇÕES. V. Seguro Danos Pessoais Causados por Embarcações, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não. DPVAT - DESPESAS COM DANOS PESSOAIS CAUSADOS POR VEÍCULOS AUTOMOTORES TERRESTRES V. Seguro Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestres, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não. DUPLA INDENIZAÇÃO V. Cláusula de Dupla Indenização e Seguro Vida. DURAÇÃO DO SEGURO É a expressão utilizada para indicar o prazo de vigência.

E ELEMENTOS ESSENCIAIS DO SEGURO É o conjunto de elementos essenciais e distintivos de qualquer contrato de seguro, ou seja, além do segurado e segurador, temos o risco (objeto do seguro e objeto segurado), o prêmio e a indenização. ELIMINAÇÃO DO RISCO É todo e qualquer ato ou metodologia utilizada para a eliminação de um risco, geralmente praticado durante as fases de planejamento de uma instalação ou operação. EMISSÃO V. Emissão de apólice. EMISSÃO DE APÓLICE É o conjunto de providências para a preparação da apólice pelo segurador, servindo também como manifestação de que aceita o seguro que lhe foi proposto pelo corretor. EMOLUMENTOS É o conjunto de despesas adicionais que o segurador cobra ao segurado, correspondente às parcelas de impostos e outros encargos a que está sujeito o seguro, tal como o custo de apólice. EMPRÉSTIMO SOBRE A APÓLICE É o empréstimo concedido ao segurado de apólice de Vida Individual, que tem a possibilidade de contrair empréstimo em dinheiro, em qualquer época, desde que a apólice tenha, no mínimo, 3 (três) anos de vigência e o pagamento dos prêmios esteja em dia, tendo a própria apólice como garantia da dívida e a soma do empréstimo não excedendo ao valor de resgate da mesma.

ENDOSSO É o documento expedido pelo segurador, durante a vigência do contrato pelo qual este e o segurado acordam quanto a alteração de dados, modificam condições ou objetos da apólice ou o transferem a outrem. ENTIDADE ABERTA DE PREVIDÊNCIA PRIVADA É toda entidade constituída com a finalidade única de instituir planos de pecúlios e/ou rendas, mediante contribuição regular de seus participantes, organizando-se sob a forma de entidade de fins lucrativos ou entidade sem fins lucrativos, respectivamente, segundo se formem sob a caracterização mercantil de sociedade anônima ou como sociedade civil, na qual os resultados alcançados são levados ao patrimônio da entidade. ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA PRIVADA Entidade constituída sob a forma de sociedade civil ou fundação, com a finalidade de instituir planos privados de concessão de benefícios complementares ou assemelhados aos da previdência social, acessíveis aos empregados ou dirigentes de uma empresa ou grupo de empresas, as quais, para os efeitos do regulamento que as rege, são denominadas patrocinadoras. ENTRADA EM VIGOR É a data do efetivo início de vigência das apólices de seguro. ERRO MÉDICO V. Seguro Responsabilidade Civil Profissional-Estabelecimentos Médicos e/ou Odontológicos. ERROS E OMISSÕES 1) É a denominação utilizada para todas as inexatidões, desacertos ou enganos cometidos involuntariamente pelo segurado, ou por quem o represente, nas declarações para o ajuste do seguro ou para a reclamação da indenização. 2) É a denominação dada a uma cláusula dos contratos de resseguro (requerendo algum ato afirmativo do segurador cedente para ativar a proteção do resseguro), a qual estipula que, no caso de inadvertido evento de erro ou omissão, o ressegurador não deverá ser prejudicado no acordo, providenciando que tal erro ou omissão seja corrigido tão logo seja descoberto. V. tb. Cláusula de Erros e Omissões. ESCALA DE CAPITAIS SEGURADOS É a gradação dos capitais segurados dos participantes de uma apólice de Vida em Grupo, quando o capital segurado não é único para todos os componentes, fixando-se classes, determinadas em função de fatores objetivos, tais como a idade, salários, etc. EVENTO 1) É toda e qualquer ocorrência ou acontecimento passível de ser garantido por uma apólice de seguro. 2) É o resultado de um experimento ou amostra, sendo a probabilidade da sua ocorrência expressa por um número que pode variar de 0 (zero) a 1 (um). EXAME MÉDICO É o procedimento na aceitação dos seguros Vida Individual, visando selecionar os candidatos, garantindo a escolha de segurados sadios e compensando, mediante o agravamento das taxas, aqueles que apresentam subnormalidades, assim como recusando as propostas dos candidatos cujo estado de saúde tornem desaconselhável a emissão do seguro. V. tb. Seguro Vida Individual. EXAGERAÇÃO DO DANO É o ato deliberadamente tomado para encarecer o dano havido em conseqüência do sinistro, sendo anulável o seguro, quando o segurado, de má fé, exagera o dano sofrido. EXCEDENTE

É a denominação utilizada para designar a parcela da responsabilidade do seguro/resseguro que ultrapassa a retenção do segurador/ressegurador direto. EXCEDENTE DE RESPONSABILIDADE V. Resseguro Excedente de Responsabilidade. EXCEDENTE TÉCNICO É a diferença positiva entre os resultados auferidos e os resultados tecnicamente esperados pela seguradora, em uma operação global ou coletiva de seguro, principalmente nas operações das entidades abertas de Previdência Privada, com o propósito de reduzir o valor das contribuições futuras dos participantes e, no Seguro Vida em Grupo, para restituir parte dos prêmios que, tecnicamente, teriam sido pagos em excesso. EXCLUSÃO DE COBERTURA É a cláusula ou seção da apólice de seguro/resseguro ou de um contrato de fiança, que menciona os riscos, circunstâncias ou bens não cobertos. EX GRATIA É todo e qualquer pagamento de indenização efetivado por interesses comerciais da seguradora, em função de sinistro não coberto pelo contrato de seguro. EXISTÊNCIA DE OUTROS SEGUROS É a denominação genérica utilizada para designar a menção obrigatória nas apólices de seguros, da existência de outros seguros, cobrindo os mesmos eventos, nos seguros de riscos elementares. V. tb. Cláusula de Outros Seguros. EXPECTATIVA DE MORBIDADE É a expectativa de acidentar-se ou adoecer em uma determinada categoria de expostos ao risco, em um período determinado de tempo. EXPECTATIVA DE MORTALIDADE É a mortalidade, ou as mortes esperadas, em período determinado de tempo, segundo os números de uma tábua de mortalidade. EXPECTATIVA DE VIDA É a média de anos que uma pessoa pode ainda viver, avaliada em função da sua idade e os dados contidos numa tábua de mortalidade. V. tb. Tábua de Mortalidade e Seguro Vida. EXPERIÊNCIA É a apuração da relação entre os montantes dos prêmios auferidos e indenizações pagas, em função de sinistros ocorridos num grupo de objetos, interesses ou pessoas expostas aos mesmos riscos, em determinados períodos de tempo. EXPERIÊNCIA DE MORTALIDADE É o conjunto de dados obtidos a partir da observação de grupos populacionais ou de grupos de pessoas selecionadas, sendo este último caso o das tábuas de mortalidade utilizadas pelas seguradoras. V. tb. Tábua de Mortalidade e Seguro Vida. EXPIRAÇÃO É a data na qual a apólice de seguros deixará de ter validade, salvo EXPOSIÇÃO AO RISCO. É a situação de quaisquer objetos, pessoas ou interesses seguráveis, diante da maior ou menor possibilidade de materialização do risco. EXPOSTO AO RISCO É todo objeto ou serviço, tais como: coisa, pessoa, bem, responsabilidade, obrigação, garantia ou direito, que está sujeito a sofrer um dano futuro e incerto ou de data incerta.

EXTENSÃO DE COBERTURA V. Cláusula de Extensão de Cobertura. EXTENSÃO DO ÂMBITO DE COBERTURA V. Cláusula de Extensão de Cobertura. EXTENSÃO DO SEGURO É a extinção do contrato de seguro que se dá normalmente na data de vencimento da apólice, com a ocorrência de um sinistro ou ainda com a sua rescisão, anulação ou suspensão/ encerramento da exposição ao risco. EXTRA PRÊMIO É o prêmio suplementar que se adiciona ao prêmio normal, a fim de fazer frente às agravações apresentadas pelo risco.

F FAIXA DE RETENÇÃO Designa, em termos de seguro, a zona de responsabilidade a cargo de um segurador, ressegurador ou de um conjunto de retrocessionárias. FENACOR Federação Nacional dos Corretores de Seguros e de Capitalização. FEDERAÇÃO NACIONAL DAS EMPRESAS DE SEGUROS PRIVADOS E DE CAPITALIZAÇÃO (FENASEG) É a entidade representativa de todas as companhias seguradoras habilitadas a operar pelo Sistema Nacional de Seguros Privados. FIANÇA É a garantia que uma pessoa, denominada fiadora, oferece a outra, designada devedora, para responder pelo cumprimento de uma obrigação ante uma terceira pessoa, denominada beneficiária. V. tb. Seguro Fiança Locatícia. FIDELIDADE V. Seguro Fidelidade, Seguro Global de Bancos e Seguro Riscos Diversos. FNESPC Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização, antiga denominação da FENASEG. V. tb. FORÇA MAIOR Evento que tem como principais características a inevitabilidade e a irresistibilidade. Na força maior, a previsibilidade pode ser admitida, embora os seus efeitos não possam ser evitados ou impedidos. Do ponto de vista operacional do seguro não parece relevante determinar se um evento deriva de força maior ou de caso fortuito, mas predominantemente se está ao abrigo da cobertura. FRACIONAMENTO DE PRÊMIO V. Prêmio Parcelado. FRANQUIA É um valor inicial da importância segurada, pelo qual o segurado fica responsável como segurador de si mesmo, podendo ser simples ou dedutível. FRANQUIA BÁSICA

É o valor de franquia, partindo-se da franquia mínima, ajustado ao valor da importância segurada da apólice de riscos de Engenharia, considerando-se o fator multiplicador constante na tarifa. FRANQUIA COMBINADA É a modalidade de franquia, especificada em valores monetários, aplicada tanto à seção de Danos Materiais quanto a de Lucros Cessantes/Perda de Receita das apólices do tipo All Risks e Named Perils, emitidas para os riscos industriais. FRANQUIA DEDUTÍVEL É a modalidade de franquia que obriga o segurador a indenizar tão somente os prejuízos que excedem ao valor da franquia, que sempre será deduzido da indenização total. FRANQUIA DEDUZÍVEL V. Franquia Dedutível. FRANQUIA FACULTATIVA É toda e qualquer franquia solicitada pelo segurado. FRANQUIA MÍNIMA É o menor valor de franquia admitido pelas tarifas, na contratação de um seguro do ramo de Riscos Diversos ou de Engenharia. FRANQUIA OBRIGATÓRIA É a participação compulsória do segurado nos prejuízos advindos de um sinistro. FRANQUIA SIMPLES É a modalidade de franquia que desobriga o segurador de indenizar, quando os prejuízos forem inferiores a mesma e o faz indenizar integralmente os prejuízos, desde que estes excedam a importância estabelecida para a franquia. FRAUDE O Código Penal, no art. 171, capitula como crime a fraude para recebimento de indenização ou valor de seguro. (Pena: reclusão de um a cinco anos). FROTA É o conjunto de veículos, aeronaves ou embarcações pertencentes a um mesmo país, companhia ou pessoa física. FUNDAÇÃO ESCOLA NACIONAL DE SEGUROS É uma entidade mantida pelo Sistema Nacional de Seguros Privados, responsável pelo aprimoramento profissional do mercado segurador, através do ensino e outras atividades técnico-culturais, inclusive a pesquisa e operações estatísticas ligadas ao seguro. FUNENSEG Fundação Escola Nacional de Seguros. FURTO QUALIFICADO V. Seguro Roubo, Seguro Valores em Caixa-Forte, Seguro Joalherias, Seguro Global de Bancos e Seguros de Riscos Diversos.

G GARANTIA É a designação genérica utilizada para designar as responsabilidades pelos riscos assumidos

por um segurador ou ressegurador, também empregada como sinônimo de cobertura. GARANTIA ACESSÓRIA DE DIÁRIAS HOSPITALARES V. Garantia Adicional de Despesas Médico-Hospitalares. GARANTIA ADICIONAL DE DESPESAS MÉDICO-HOSPITALARES É a garantia, dada no Seguro Acidentes Pessoais, que tem por objetivo reembolsar o segurado das despesas médicas e dentárias, bem como diárias hospitalares incorridas a critério médico, que o segurado venha efetuar para o seu restabelecimento, em conseqüência de um acidente pessoal. GARANTIA ADICIONAL DE INDENIZAÇÃO ESPECIAL DE MORTE POR ACIDENTE É a garantia, dada no Seguro Vida em Grupo, de pagamento de um capital proporcional ao da garantia básica, limitado a 100% (cem por cento) deste, em caso de morte acidental do segurado, devendo a proporcionalidade constar da apólice. GARANTIA ADICIONAL DE INVALIDEZ PERMANENTE TOTAL POR DOENÇA É a garantia, dada no Seguro Vida em Grupo, prevendo o pagamento da indenização relativa à garantia básica, ao próprio segurado, de uma só vez ou em parcelas, caso ele venha a se tornar total e permanentemente inválido para o exercício de qualquer atividade, em conseqüência de doença. GARANTIA ADICIONAL DE INVALIDEZ PERMANENTE TOTAL OU PARCIAL POR ACIDENTE É a garantia, dada no Seguro Vida em Grupo, de pagamento de uma indenização proporcional à garantia básica, limitada a 200% (duzentos por cento) desta, relativa à perda ou à impotência funcional e definitiva total ou parcial, de um membro ou órgão em virtude de lesão física causada por acidente coberto. GARANTIA ADICIONAL HOSPITALAR-OPERATÓRIA É a garantia, hoje descontinuada, de reembolso ao segurado das despesas de intervenção cirúrgica efetuadas com o seu tratamento ou o de seus dependentes devidamente incluídos na apólice, desde que para a realização da cirurgia haja necessidade de internação hospitalar. V. Seguro Grupal de Assistência Médica e/ou Hospitalar. GARANTIA ALL RISKS V. Seguro Todos os Riscos. GARANTIA BÁSICA V. Cobertura Básica. GARANTIA CONTRATUAL É a formalização de uma responsabilidade assumida através de contrato. GARANTIA DE INVALIDEZ V. Garantia Adicional de Invalidez Permanente Total por Doença, Garantia Adicional de Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente, Seguro Vida e Seguro Acidentes Pessoais. GARANTIA DE INVALIDEZ PERMANENTE POR ACIDENTE É uma das garantias básicas do ramo Acidentes Pessoais, a outra é morte, que cobre a perda, redução ou impotência funcional definitiva, total ou parcial, de membros ou órgãos. GARANTIA DE MORTE É a garantia básica dos Seguros Vida em Grupo (morte, qualquer que seja a causa), Acidentes Pessoais (morte acidental). V. Seguro Vida em Grupo e Seguro Acidentes Pessoais. GARANTIA ÚNICA

É a denominação dada ao seguro Responsabilidade Civil Geral, onde foi estipulada uma importância única para garantir tanto os danos materiais ou pessoais, quer para uma ou mais pessoas. GERÊNCIA DE RISCOS É um conjunto de técnica administrativas, financeiras e de engenharia empregado para o correto dimensionamento dos riscos, visando definir o tipo de tratamento a ser dispensado aos mesmos, quer seja através da transferência/aceitação para fins de seguro, da constituição de reservas e, principalmente, da prevenção de perdas. GRAU DE INVALIDEZ É a qualidade da incapacidade permanente produzida ao segurado por um acidente garantido pelo contrato. GRUPO V. Seguro Vida em Grupo. GRUPO SEGURADO É todo agrupamento de pessoas (empregados, associados, etc. ) coberto por uma ou mais apólices de seguro Vida em Grupo e/ou de Acidentes Pessoais Coletivo. GRUPO SEGURÁVEL É todo agrupamento de pessoas vinculadas a um estipulante, passível de contratar seguro Vida em Grupo e/ou de Acidentes Pessoais Coletivo. GUARDA DE VEÍCULOS DE TERCEIROS É a denominação dada às coberturas de garantia do reembolso de indenização a ser paga pelo responsável pela guarda de veículos (condomínios, postos de gasolina, garagens públicas, etc.) por danos materiais, inclusive roubo ou furto total dos mesmos. V. tb. Seguro Guarda de Veículos de Terceiros.

H HOMOGENEIDADE DE RISCOS É a característica de similaridade que um conjunto de riscos apresenta, relacionada ao tipo, natureza, valor, ou objeto do seguro.

I IDADE ATUARIAL É a idade do segurado, computada segundo a sua probabilidade de vida, sendo, nos seguros normais, equivalente à idade de contratação, renovação ou reavaliação, com aproximação de 6 (seis) meses. IMPACTO DE VEÍCULOS É um dos riscos cobertos por diferentes modalidades praticadas no ramo Riscos Diversos ou nas apólices compreensivas trabalhadas no ramo de Incêndio (Riscos Nomeados) e no de Riscos de Engenharia (Riscos Operacionais), garantindo a indenização por perdas e danos materiais, causados aos bens segurados por impacto de veículos terrestres. IMPORTÂNCIA SEGURADA É o valor monetário atribuído ao patrimônio ou às conseqüências do risco sob expectativa de prejuízos, para o qual o segurado deseja a cobertura de seguro, ou seja, é o limite de responsabilidade da seguradora, que, nos seguros de coisas, não deverá ser superior ao valor do bem. Também designada por Capital Segurado, Quantia Segurada e Soma Segurada.

IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS V. Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos e Valores Imobiliários (IOF). IMPRORROGABILIDADE DA APÓLICE É a condição que veda a prorrogação da vigência da apólice por endosso. INCAPACIDADE É, na terminologia de seguros, a impossibilidade de trabalhar ou de executar certos atos ou movimentos, transitória ou definitivamente, em decorrência de doença ou de acidente sofrido. INCÊNDIO É toda e qualquer combustão fora do controle do homem, tanto no espaço quanto no tempo, ou melhor, é um fogo anormal seguido de conflagração, que destrói ou danifica os bens e objetos. V. Seguro Incêndio. Causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem é capitulado no Código Penal (Título VIII, Capítulo I, Artigo 250) como Crime contra a Incolumidade Pública, sujeitando os seus autores à pena de reclusão de 3 (três) a 6 (seis) anos e multa, aumentando-se a pena de um terço se o crime for cometido com o intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio. INCÊNDIO CRIMINOSO É o incêndio provocado intencionalmente. V. Incêndio. INCERTEZA Uma das três características básicas do seguro, consistindo no aspecto aleatório quanto à ocorrência de determinado evento ou quanto à época em que este virá a ocorrer. V. tb. Mutualismo e Previdência. INCLUSÃO É o termo utilizado para designar uma alteração na apólice de seguro, acrescentando bens aos já segurados ou incluindo coberturas ou cláusulas novas. INCLUSÃO AUTOMÁTICA É toda equalquer inclusão efetuada nas apólices pelo segurador direto, sem autorização expressa do ressegurador, envolvendo acréscimos e/ou extensões de objetos do seguro, desde que respeitados os interesses das partes intervenientes e os termos de cada contrato estabelecido. INCONTESTABILIDADE É a circunstância de caráter específico que se manifesta nas apólices de Seguro Vida, em virtude da qual não podem os segurados ser prejudicados por omissões ou dúvidas em que, sem má-fé, hajam incorrido ao efetuar a declaração de seguro que deu origem à apólice emitida. V. tb. Cláusula de Incontestabilidade. INDENIZAÇÃO É a contraprestação do segurador ao segurado que, com a efetivação do risco (ocorrência de evento previsto no contrato), venha a sofrer prejuízos de natureza econômica, fazendo jus à indenização pactuada. INDENIZAÇÃO DUPLA V. Cláusula de Dupla Indenização. INDENIZAÇÃO MÚLTIPLA V. Cláusula de Mútipla Indenização. INDEXAÇÃO É a aplicação de um índice de correção automática para a atualização das importâncias

seguradas, franquias e prêmios das apólices de seguro. Atualmente abolida no Brasil. ÍNDICE DE SINISTRALIDADE É o coeficiente ou percentagem que indica a proporção existente entre o custo dos sinistros, ocorridos num conjunto de riscos ou carteira de apólices, e o volume global dos prêmios advindos de tais operações no mesmo período. V. tb. Limite de Perda e Resseguro Excesso de Sinistralidade. INDIVISIBILIDADE DO PRÊMIO Conceito teórico mundial segundo o qual o prêmio do seguro é uno e indivisível, devendo ser pago por inteiro, ainda que fracionado, uma vez que o segurador baseia a sua experiência estatística no recebimento integral da massa de prêmios puros, ademais de ter que constituir as provisões técnicas ou matemáticas garantidoras da operação. Nesta conformidade a ocorrência do sinistro não desobrigaria o segurado ou o beneficiário do pagamento das parcelas vincendas do prêmio fracionado, que deveriam ser abatidas da indenização, sempre que esta representasse o encerramento do contrato. Na prática, contudo, as seguradoras agem de maneira diferente, permitindo o cancelamento da apólice sem a exigência do pagamento das parcelas vincendas do prêmio, ou fazendo a restituição do prêmio já pago e não consumido, parcial ou integralmente, bem como não exigindo, em caso de sinistro, o recolhimento das parcelas de prêmio ainda pendentes. INSOLVÊNCIA DE SEGURADORA É a situação financeira de falta de liquidez, que se produz quando uma seguradora não pode honrar os pagamentos devidos, utilizando as reservas disponíveis. INSPEÇÃO DE RISCO É o exame do objeto que está sendo proposto ou em renovação de apólice, visando o seu perfeito enquadramento tarifário e também com o objetivo de atenuar e prevenir os efeitos dos riscos cobertos sobre os bens segurados. INSPEÇÃO PARA RENOVAÇÃO DE SEGURO É toda inspeção de risco direcionada para qualquer modalidade de seguro/resseguro, efetuada em local cuja cobertura esteja vencida ou por vencer, e assim devem ser comparadas e/ou complementadas as informações básicas para a atualização da planta/instalação segurada e para a correta cotação do risco. INSPEÇÃO PRÉVIA É toda inspeção de risco direcionada para quaisquer modalidades de seguro/resseguro, efetuada em local nunca segurado por ser novo ou por ser desconhecido pelo segurador/ressegurador em questão, ou seja, quando não exista nenhuma apólice relativa às coberturas solicitadas e assim devem ser levantadas todas as informações sobre a atividade desenvolvida, características para a confecção da planta a segurar e dados para a correta cotação do risco. INSPETOR DE RISCOS É o técnico, de formação superior ou não, encarregado de examinar o objeto do seguro, descrevendo a atividade e instalações, examinando os pontos críticos, avaliando suscetibilidades ao risco coberto, bem como propondo ações e medidas que minimizem a materialização de sinistros. INSTITUTO DE RESSEGUROS DO BRASIL É uma sociedade de economia mista, com personalidade jurídica própria de direito privado e gozando de autonomia para regular o co-seguro, o resseguro e a retrocessão, bem como promover o desenvolvimento das operações de seguro no país, segundo as diretrizes do CNSP. INTERMEDIAÇÃO DE SEGURO É a presença e participação do corretor de seguros na colocação dos negócios no mercado

segurador. V. tb. Broker e Corretor de Seguros. INTERMEDIÁRIO É a designação genérica dada aos profissionais que angariam os contratos de seguro. V. tb. Broker e Corretor de Seguros. INVALIDEZ É a incapacidade para o exercício pleno de atividades das quais advenham remuneração ou ganho, em caráter permanente ou temporário, total ou parcial, resultante de acidente, de doença ou de senilidade. V. Seguro Vida e Seguro Acidentes Pessoais. INVALIDEZ POR ACIDENTE É uma das conseqüências de caráter permanente, total ou parcial, da lesão corporal de natureza súbita, externa, involuntária e violenta, que redunde na redução ou abolição da capacidade para o exercício pleno das atividades normais inerentes ao ser humano e/ou, daquelas das quais advenham remuneração ou ganho. V. Garantia de Invalidez Permanente por Acidente, Garantia Adicional de Invalidez Permanente, Total ou Parcial, por Acidente e Garantia Adicional de Diárias de Incapacidade Temporária. INVALIDEZ POR DOENÇA É a incapacidade total, permanente ou temporária, para o exercício de atividades laborativas. V. tb. Garantia Adicional de Invalidez Permanente Total por Doença. INVALIDEZ PROFISSIONAL É a incapacidade ocasionada por lesão corporal, perturbação funcional ou doença, produzida pelo exercício de atividades laborativas, determinando a suspensão ou limitação, permanente ou temporária, total ou parcial, da capacidade para o trabalho. V. Seguro Acidentes do Trabalho e Seguro Acidentes Pessoais. INVALIDEZ SENIL É a incapacidade provocada pelo desgaste orgânico próprio do processo de envelhecimento, acarretando a diminuição de forças e/ou das capacidades mentais. V. tb. Seguro Social. IOF Imposto sobre Operações Financeiras. V. Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos e Valores Imobiliários. IPA Garantia Adicional de Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente. IPD Garantia Adicional de Invalidez Permanente Total por Doença. IRB Instituto de Resseguros do Brasil. ISENÇÃO Exclusão ou dispensa do cumprimento de uma obrigação.

L LAUDO DE AVALIAÇÃO Laudo pericial no qual o avaliador fundamenta, por escrito, a estimativa de preços ou valores de coisas avaliadas. LAUDO DE REGULAÇÃO

Laudo, ou relatório, elaborado, em caso de sinistro pelo regulador, fundamentando a estimativa dos prejuízos indenizáveis e cobertos pela apólice. Esse laudo, ou relatório, é o documento hábil para a seguradora efetivar a liquidação do sinistro. LAUDO DE VISTORIA V. Laudo de Vistoria Prévia, Laudo de Vistoria de Sinistro. V. tb. De Longo Curso. LAUDO DE VISTORIA DE SINISTRO Laudo, ou relatório, emitido por perito naval, estabelecendo a natureza, causa e extensão dos danos sofridos pela embarcação e/ou carga. Tal laudo, ou relatório, servirá de base para a regulação e liquidação do sinistro. LAUDO DE VISTORIA PRÉVIA Laudo, ou relatório, emitido por perito naval, atestando as condições da embarcação o qual servirá de base para o segurador firmar posição quanto à aceitação do risco. LEASING Ato de arrendar, ceder ou alugar, geralmente com opção de compra, qualquer tipo de bem. LEGISLAÇÃO Conjunto de leis dadas a um povo. Em acepção mais ampla, significa o conjunto de leis decretadas ou promulgadas, seja em referência a certa matéria, ou em caráter geral. Mas, extensivamente, o vocábulo é empregado na acepção de ato de legislar, isto é, a ação de elaborar as leis, ou seja, a feitura das leis. LEI No conceito jurídico, no seu sentido originário, é a regra jurídica escrita, instituída pelo legislador, no cumprimento de um mandato, que lhe é outorgado pelo povo. É a ordem obrigatória que, emanando de uma autoridade competente reconhecida, é imposta coletivamente à obediência de todos. LESÃO CORPORAL Ofensa, ou dano, à integridade física do corpo humano. V. tb. Seguro Acidentes Pessoais. LÍCITO Exprime tudo aquilo que é permitido, ou não é proibido, tanto por lei como pela moral ou pela religião. Do ponto de vista legal o seguro somente pode ser feito sobre objetos ou interesses lícitos, sob pena de nulidade. LIMITE DE IDADE É o limite estabelecido nos seguros de Vida e Acidentes Pessoais, máximo, ou mínimo, para contratação de seguros individuais, ou inclusão nas apólices grupais. LIMITE DE RESPONSABILIDADE É o limite máximo, fixado nos contratos de seguro e resseguro, representando o máximo que a seguradora, ou ressegurador, irá suportar num risco ou contrato. LIQUIDAÇÃO V. Liquidação de Seguradora, Liquidação de Sinistro. LIQUIDAÇÃO DE SEGURADORA É a cessação definitiva das operações de uma seguradora. A liquidação, sempre procedida pela SUSEP, pode ser voluntária, por deliberação da assembléia geral, ou compulsória por ato do ministro da Fazenda nos casos previstos em lei. LIQUIDAÇÃO DE SINISTRO É o processo para pagamento de indenizações ao segurado, com base no Relatório de

Regulação de Sinistros. V. tb. Regulação de Sinistro, Árbitro Regulador. LIQUIDADOR DE SINISTROS É o técnico, também chamado de ajustador ou regulador, indicado pelos seguradores, ou resseguradores, nos seguros em que participam, para proceder a liquidação dos sinistros. V. tb. Árbitro Regulador, Liquidação de Sinistros. LIQUIDANTE Pessoa física ou jurídica encarregada da liquidação de uma sociedade civil ou comercial. V. tb. Liquidação de Seguradora. LIVRE DE FRANQUIA Condição especial que permite ao segurado, mediante acordo com o segurador e pagamento de prêmio adicional, transferir ao segurador a responsabilidade decorrente da franquia. Utilizada principalmente no Seguro Marítimo. V. tb. Seguro Cascos Marítimos, Franquia. LLOYD'S (LONDRES) - LLOYD'S OF LONDON Corporação que congrega os subscritores e corretores membros, regulando e coordenando as suas atividades, bem como coletando e repassando informações pertinentes aos negócios. V. tb. Lloyd's Association. LLOYD'S ASSOCIATION Grupamento de subscritores individuais que contribuem para um fundo comum, sendo responsáveis pela parcela do risco que é colocada no nome de cada um, proporcionalmente às respectivas contribuições. Cada subscritor individual é responsável apenas pela sua parte, não respondendo pelas participações de outro. V. tb. Lloyd's (Londres) - Lloyd's of London.

M MEDICARE É o plano de Seguridade Governamental Norte-Americano para promover a assistência a idosos. MEDICINA DE SEGUROS É o estudo e aplicação de metodologia médica especializada na área de investigação e bioestatística necessárias ao embasamento de seguros de pessoas. Funciona basicamente na aceitação e seleção de riscos e na liquidação de sinistros dos ramos Vida e Acidentes Pessoais, porém os médicos de seguro podem dar seus pareceres em qualquer ramo, desde que nele exista o risco de danos pessoais. MEDICINA LEGAL Parte da medicina que estuda e fornece os meios de auxiliar a Justiça no estabelecimento da verdade, acerca dos fatos que somente a medicina poderá desvendar ou esclarecer. MÉDICO DE SEGUROS V. Medicina de Seguros. MEDIDAS DE PREVENÇÃO V. Prevenção, Gerência de Riscos. MENOR DE IDADE Diz-se daquele que, não tendo alcançado ainda o mínimo de idade que a lei determina carece de plena capacidade civil. A incapacidade determinada pela menoridade cessa aos 21 (vinte e um) anos completos, idade em que o indivíduo atinge sua maioridade. Não só a maioridade, porém, faz cessar tal incapacidade. Esta cessa também para os menores de 21 (vinte e um) anos e maiores de 16 (dezesseis) anos, pela emancipação, pelo casamento, pelo exercício de emprego público e pelo estabelecimento civil ou comercial, com economia própria. É proibida a

estipulação de qualquer contrato sobre a vida de menores de 14 (quatorze) anos de idade, sendo permitida porém a constituição de seguros pagáveis em caso de sobrevivência (dotal de criança, p.ex.), bem como a de reembolso com despesas de traslado de corpo e funeral. Na modalidade de Seguro Valores, de Riscos Diversos, existe resolução homologada pelo Conselho Técnico do IRB admitindo a cobertura para Portadores de Valores acima de 18 (dezoito) anos, embora a Tarifa exclua da cobertura Portadores de Valores menores de 21 (vinte e um) anos. V. tb. Portador. MODALIDADE Denominação dada às subdivisões dos ramos de Seguro, de forma a atender às várias particularidades específicas dos riscos. MODELO É aquilo que serve como padrão. No Brasil, os modelos de propostas, bilhetes, apólices, certificados, etc. devem ser previamente aprovados pela SUSEP. MONOPÓLIO Regime em que se dá o direito ou a faculdade a uma pessoa, estabelecimento ou instituição para que, com exclusividade, produza, venda ou exerça determinadas atividades. O monopólio diz-se de direito quando é fundado numa autorização legal. De fato, quando resulta de circunstâncias de ordem econômica ou administrativa. O resseguro, no Brasil, é legalmente, monopólio do IRB. MONTEPIO Deriva de monte (fundo) e pio (de finalidade piedosa). Designa a instituição formada com o objetivo de dar às pessoas que nela ingressam, mediante contribuição mensal ou como for estabelecido, assistência em caso de moléstia e/ou pecúlio, ou pensão à família, em caso de morte. MUTUALIDADE Sistema de previdência, cujos sócios contribuem com certa soma de dinheiro para os encargos do grupo e se unem pelos deveres de solidariedade recíproca. V. tb. Entidade Aberta de Previdência Privada, Entidade Fechada de Previdência Privada. MUTUALISMO É um dos princípios fundamentais que constitui a base de toda a operação de seguro. A reunião de um grande número de expostos aos mesmos riscos possibilita estabelecer o equilíbrio aproximado entre as prestações do segurado (prêmio) e as contraprestações do segurador (responsabilidade). V. tb. Seguro.

N NACIONALIZAÇÃO DO SEGURO Reserva aos naturais do país, e a estrangeiros nacionalizados, a propriedade de ações de empresas de seguros e de resseguros. No Brasil, a nacionalização foi prescrita nas Constituições de 1934 e de 1937. NATUREZA DO RISCO É a expressão usada para indicar a espécie ou qualidade, tanto do objeto segurado como do evento aleatório, cuja ocorrência acarreta prejuízo de ordem econômica. NECRÓPSIA Exame cadavérico. Designação dada à perícia médico-legal, que tem a finalidade de, pelo exame cadavérico, determinar a causa da morte, no interesse da Justiça. NORMAS Em sentido amplo designa as regras, os modelos, os paradigmas ou tudo aquilo que se

estabeleça em lei, ou regulamentos, para servir de pauta ou padrão na maneira de agir. Enquanto legalmente monopolista, cabe ao IRB estabelecer normas para as operações de resseguro e retrocessão. V. tb. Normas Gerais de Resseguro e Retrocessão, Normas Específicas de Resseguro e retrocessão, Normas para Exclusão e Inclusão de Sociedade nas Participações de Retrocessões, Normas de Operações do Excedente Único de Riscos Extraordinários. NOTA DE SEGURO É um documento de cobrança que acompanha as apólices e endossos, remetido ao banco cobrador. NOTA TÉCNICA É o estudo matemático e atuarial, feito por técnico capacitado, que serve para fixar as taxas dos prêmios de seguro. Por exigência da Susep as Notas Técnicas de prêmios deverão explicitar o prêmio puro, o carregamento, a taxa de juros, o fracionamento e todos os demais parâmetros concernentes à mensuração do risco e dos custos agregados, observando-se, em qualquer hipótese, a equivalência atuarial dos compromissos futuros. NULIDADE Defeito ou vício próprio do ato nulo, do ato que é natimorto,e, por isso, não tem qualquer valia jurídica. É o ato, portanto, que não pode produzir qualquer espécie de efeito jurídico. Existem disposições no Código Civil Brasileiro prevendo a nulidade do seguro.

O OBJETO DO SEGURO É a designação genérica de qualquer interesse segurado, sejam coisas, pessoas, bens, responsabilidade, obrigações, direitos e garantias. OBRIGAÇÃO É, em sentido jurídico, um ajuste pelo qual uma pessoa se obriga para com outra a dar, fazer ou não fazer, alguma coisa. OCORRÊNCIA No seguro é qualquer acaso ou acontecimento, que altera ou agrava o risco, devendo sempre ser comunicado ao segurador. OMISSÃO No seguro, é a ocultação de fato ou circunstâncias que, se fossem revelados, levariam o segurador a recusar o contrato,ou a aceitá-lo com agravações tarifárias e/ou outras condições. V. tb. Cláusulas de Erros e Omissões. ORÇAMENTO Estimativa, avaliação, fixação ou determinação de qualquer valor. Em termos financeiros é o ato de previsão da receita e fixação das despesas.

P PRÊMIO Prêmio é o valor pago pelo seguro contratado, é quanto vale o seu seguro.

Q QUEBRA DE VIDROS

V. Seguro Vidros. QUESTIONÁRIOS Série de perguntas contidas na proposta de seguro e que devem ser respondidas pelo segurado, de modo claro e preciso, sem omissões ou reticências. QUITAÇÃO Ato pelo qual o credor desonera seu devedor da obrigação que tinha para com ele. No seguro, a quitação se opera por ocasião da liquidação do sinistro, com o pagamento da correspondente indenização.

R RAIO Fenômeno atmosférico que se verifica quando uma nuvem carregada de eletricidade atinge um potencial eletrostático tão elevado que a camada de ar existente entre ela e o solo deixa de ser isolante, permitindo assim que uma descarga elétrica a atravesse. O raio pode ocasionar danos consideráveis e é uma das garantias principais do ramo Incêndio. RAMO Denominação dada às subdivisões do seguro, oriundas diretamente dos diversos grupos. São os seguintes os ramos operados no Brasil: Acidentes Pessoais, Aeronáuticos, Animais, Automóveis, Cascos, Crédito (Interno e Externo), DPEM, DPVAT, Fiança Locatícia, Fidelidade, Garantia, Global de Bancos, Habitacional (do DFH e fora do SFH), Incêndio, Lucros Cessantes, Penhor Rural, Responsabilidade Civil, Riscos Diversos, Riscos de Engenharia, Riscos de Petróleo, Riscos Nucleares, Roubo, Rural, Satélites, Saúde, Transportes (Nacionais e Internacionais), Tumultos, Turísticos, Vida e Vidros. RAMOS ELEMENTARES São assim chamados os ramos que têm por finalidade a garantia de perdas, danos ou responsabilidades sobre objetos ou pessoas (acidentes pessoais, inclusive), excluída desta classificação o ramo Vida. O Decreto-lei nº 73, de 21.11.66, mudou a antiga classificação que dividia os seguros em dois blocos: Ramos Elementares e Ramo Vida. Atualmente (Decreto nº 60. 589, de 23.10.67) os ramos são grupados em três blocos, a saber: Ramos Elementares, Ramo Vida e Ramo Saúde. RATEIO V. Cláusula de Rateio. RC Responsabilidade Civil. RCFV Seguro Responsabilidade Civil Facultativo de Proprietário de Veículos Automotores de Vias Terrestres. RCOVAT Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil dos Proprietários de Veículos Automotores de Via Terrestre. RC PROFISSIONAL V. Seguro Responsabilidade Civil Profissional. RCT Seguro Responsabilidade Civil do Transportador e Seguro Responsbilidade Civil do

Transportador Rodoviário-Carga. RCTA-C Seguro Responsabilidade Civil do Transportador Aéreo-Carga. RCTR-C Seguro Responsabilidade Civil do Transportador-Carga. RCTR-VI Seguro Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário em Viagem Internacional. REABILITAÇÃO Faculdade concedida ao segurado, no seguro de Vida Individual, de fazer voltar a vigorar a apólice caduca, ou seja, cancelada por falta de pagamento dos prêmios, mediante o seu pagamento ou, quando a interrupção for mais dilatada, sem este pagamento, "avançando-se" porém o início do seguro e, conseqüentemente, a idade do segurado, mediante a cobrança do diferencial do prêmio necessário ao ajustamento da provisão matemática. Este último procedimento é conhecido como Reabilitação Especial com Avanço. REASONABLE DISPATCH CLAUSE V. Cláusula de Razoável Presteza. RECIPROCIDADE Troca de negócios de resseguro. A reciprocidade é praticamente sinônimo de operações internacionais de resseguro. A reciprocidade admite várias definições, desde a mais estrita de intercâmbio de operações com apoio numa unidade de base lucrativa, até o simples acordo entre duas companhias que oferecem intercâmbio de operações, não costumando este procedimento relacionar diretamente a rentabilidade de uma série de contratos com a de outra. RECOMS Rede de Comunicação de Seguros. RECUPERAÇÃO É o ato pelo qual o segurador, depois de pagar a indenização devida ao segurado, cobra do ressegurador a parte correspondente ao resseguro realizado. REEMBOLSO Restituição do dinheiro desembolsado. Indenização de despesas com liquidação de sinistro, socorro, salvamento e outros procedimentos destinados a minorar os efeitos de um sinistro. Em alguns tipos de seguro a forma de reembolso pode ser utilizada, como nos seguros Vida, Acidentes Pessoais e Saúde. REEMBOLSO DE DESPESAS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA E/OU HOSPITALAR V. Garantia Adicional de Despesas Médico-Hospitalares, Seguro Grupal de Assistência Médica e Hospitalar e Seguro Saúde. REEMBOLSO DE DESPESAS COM FUNERAL Condição da Cláusula Suplementar de Incêndio de Filhos do Seguro de Vida em Grupo. Também utilizada no Seguro Acidentes Pessoais Coletivo. Dispõe que os filhos menores de 14 (quatorze) anos não podem ter fixada indenização pecuniária por morte, mas apenas o reembolso das despesas havidas com funeral, inclusive traslado de corpo. REGULAÇÃO V. Árbitro Regulador, Liquidação de Sinistro e Regulação de Sinistro. REGULAÇÃO DE SINISTRO É o exame, na ocorrência de um sinistro, das causas e circunstâncias para caracterização do

risco ocorrido e, em face dessas verificações, se concluir sobre a sua cobertura, bem como se o segurado cumpriu todas as suas obrigações legais e contratuais. V. Árbitro Regulador, Liquidação de Sinistros e Salvage Association. REGULADOR DE SINISTRO É o técnico indicado pelosseguradores ou pelo IRB, nos seguros de que participam, para proceder à liquidação dos sinistros. V. Árbitro Regulador, Liquidação de Sinistros. REGULAMENTOS Conjunto de dispositivos destinados a regular a execução de uma lei, de um decreto, ou mesmo de um serviço. REINTEGRAÇÃO Restabelecimento da importância segurada, após o sinistro e o pagamento de uma indenização. Esta reintegração é prevista em alguns ramos de seguro. RENOVAÇÃO É o restabelecimento ou a continuidade da cobertura de um seguro, geralmente por meio da emissão de nova apólice, novo bilhete ou endosso na apólice, nas mesmas condições que vigoravam anteriormente ou sob novas condições, neste último caso sempre que tenha havido mutações no objeto do seguro, no interesse segurado ou nas bases tarifárias do seguro. V. tb. Renovação Automática. RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA Modalidade de renovação na qual o seguro permanece em vigor, sempre que não exista manifestação em contrário de uma ou de ambas as partes contratantes. Utilizada, geralmente, nas apólices coletivas de Acidentes Pessoais e de Vida em Grupo. Também utilizada nas operações de resseguro, onde os contratos podem ser automaticamente restabelecidos, após o vencimento do seu prazo de vigência. RESCISÃO É o rompimento do contrato de seguro ou do resseguro, antes do seu término de vigência. No Brasil é legalmente vedada a inscrição nas apólices de cláusulas que permitam rescisão unilateral dos contratos de seguro ou, por qualquer modo, subtraiam sua eficácia e validade além das situações previstas em lei. RESERVAS Sistema técnico-econômico do qual se valem as seguradoras para se precaverem, no tempo, dos riscos assumidos. São os fundos que as seguradoras constituem para garantia de suas operações. RESGATE Uma das formas de extinção do contrato de Seguro Vida Individual de longa duração. Faculdade que também existe nos planos das Entidades de Previdência Privada, Abertas e Fechadas. V. Valor de Resgate. RESPONSABILIDADE Termo empregado muitas vezes, inclusive na própria regulmentação das operações de seguros, para designar a importância segurada, ou ressegurada. O valor máximo de responsabilidade que a seguradora poderá reter, em cada risco isolado, segundo a legislação brasileira, é de 3% (três por cento) do seu Ativo Líquido. RESPONSABILIDADE CIVIL É a obrigação imposta por lei, a cada um,de responder pelo dano que causar a outrem. A responsabilidade civil pode provir de ação praticada pelo próprio indivíduo ou por pessoas sob sua dependência. V., tb. Seguro Responsabilidade Civil Geral. RESSARCIMENTO

É o reembolso dos prejuízos suportados pelo segurador ao indenizar dano causado por terceiro. RESSEGURADOR É a pessoa jurídica, seguradora e/ou resseguradora que aceita, em resseguro, a totalidade ou parte das responsabilidades repassadas pela seguradora direta, ou por outros resseguradores, recebendo esta última operação o nome de retrocessão. V. tb. Co-Seguro, Resseguro, Retrocessão, Seguradora Cedente e Seguradora Direta. RESSEGURADOR PROFISSIONAL É aquele que se dedica unicamente à atividade resseguradora, não atuando como segurador direto. Conceito oira caindo em desuso, aplicando-se atualmente ao ressegurador que concentra a maior parte das suas operações em resseguro. Também um agente, ou uma agência, cuja única atividade é prover cobertura de resseguro ou serviços correlatos. RESSEGURO Operação pela qual o segurador, com o fito de diminuir sua responsabilidade na aceitação de um risco considerado excessivo ou perigoso, cede a outro segurador uma parte da responsabilidade e do prêmio recebido. O resseguro é um tipo de pulverização em que o segurador transfere a outrem, total ou parcialmente, o risco assumido, sendo, em resumo, um seguro do seguro. No Brasil essa operação só pode ser feita com o IRB. O ressegurador tanto pode conceder comissões à seguradora cedente, ou retrocedente, acompanhando o padrão tarifário original, como utilizar tarifas próprias, geralmente inferiores àquelas, nos casos de resseguros proporcionais. No que concerne aos resseguros não proporcionais, em que se desconsidera o exposto ao risco de forma isolada, computando-se carteiras ou sinistralidade global, as bases tarifárias são ajustadas por processos diferentes dos utilizados no resseguro proporcional. A principal função do ressegurador é, por conseguinte, a de promover a estabilidade das carteiras das cedentes ou retrocedentes. V. tb. Resseguro e Retrocessão, nas suas diferentes formas. RESSEGURO (RESUMO HISTÓRICO) Segundo registros históricos a primeira operação de resseguro, lavrada em contrato, teria ocorrido no ano de 1370. A primeira referência legislativa estaria consignada no Guidon de la Mer de Rouen. Por se tratar de operação complementar e indispensável, sua evolução foi semelhante à do seguro, sendo os primeiros resseguros feitos sobre riscos marítimos. A exemplo do seguro, o resseguro, em seus primórdios, também teve caráter meramente especulativo, comportamento este que casionou a sua proibição na Inglaterra, pelo Marine Insurance Act, de 1745. Esta proibição foi mantida por mais de um século. Somente em meados do século seguinte é que o resseguro tomou impulso, como conseqüência da difusão do seguro contra incêndio. Grandes incêndios ocorridos na Europa, notadamente o de Hamburgo, ocorrido em maio de 1842, e que durou vários dias, causando imensos prejuízos, chamaram a atenção para a necessidade da organização de empresas resseguradoras. A Alemanha, considerada o berço do resseguro moderno, teve a hegemonia destas operações até a deflagração da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Em conseqüência desta guerra, perdida com o armistício de 1918, a Alemanha foi alijada de muitas posições que internacionalmente mantinha, além de ver reduzido o seu volume interno de negócios, em face do debilitamento da sua economia, ademais de assistir o surgimento ou robustecimento de muitos concorrentes externos, principalmente suíços. A primeira entidade exclusiva de resseguros de que se tem notícia foi a Koelner Ruck em 1846. No Brasil o resseguro era praticado, principalmente, por empresas estrangeiras, até o advento do Instituto de Resseguros do Brasil, criado pelo Decreto-lei nº 1.186, de 03.04.1929. RESTITUIÇÃO DE PRÊMIOS É a obrigação imposta ao segurador de restituir, ao segurado, o excesso do prêmio pago, quando o valor do seguro excede o valor da coisa segurada, ou quando do cancelamento da apólice, por mútuo consentimento. RESULTADO OPERACIONAL É a parte do resultado do exercício relativa, exclusivamente, às operações de seguro e/ou de

resseguro. RETA Responsabilidade Civil do Transportador Aéreo. RETROCESSÃO Operação feita pelo ressegurador e que consiste na cessão de parte das responsabilidades por ele aceitas a outro, ou outros resseguradores. Em outro enfoque: é o resseguro de um resseguro. Os planos de retrocessão são, basicamente, da mesma natureza dos utilizados em operações de resseguro, delas diferindo apenas na condição dos participantes, pois enquanto o segurador direto faz cessões em resseguro, o ressegurador faz retrocessões a outros resseguradores. Em qualquer caso, tanto nas operações de resseguro quanto nas de retrocessão, o ressegurador e o retrocessionário obrigam-se apenas com as entidades que lhes fizeram cessões ou retrocessões, nunca com os segurados. No Brasil as seguradoras autorizadas a operar no País são retrocessionárias, obrigatórias, do IRB. V. tb. Co-Seguro e Reseguro. RISCO É o evento incerto ou de data incerta que independe da vontade das partes contratantes e contra o qual é feito o seguro. O risco é a expectativa de sinistro. Sem risco não pode haver contrato de seguro. É comum a palavra ser usada, também, para significar a coisa ou pessoa sujeita ao risco. RISCO COBERTO É aquele que está ao abrigo de uma apólice em vigor e em consonância com todas as suas cláusulas. Em suma: não é nulo, excluído ou impossível. RISCO EXCLUÍDO É, geralmente, aquele que se encontra relacionado dentre os riscos não seguráveis pelas Condições da Apólice, ou seja, aqueles que o segurador não admite cobrir ou que a lei proíbe que possam ser objeto do seguro. Tem dupla natureza, podendo ser terminantemente excluído ou podendo ser incluído na cobertura do seguro, em casos especiais, geralmente mediante a cobrança de prêmio adicional. RISCO MORAL Avaliação que se faz do candidato a seguro sob o prisma de honorabilidade pessoal, comercial ou profissional. Também se diz do candidato que é recusado por mau conceito pessoal, comercial ou profissional. RISCO NÃO COBERTO É o risco que o contrato retira da responsabilidade do segurador. RISCO NORMAL É aquele que apresenta um perfil de risco julgado padrão em face dos eventos que se pretende cobrir. RISCO PROFISSIONAL É o risco inerente a uma determinada profissão. RISCO RECUSÁVEL É, em princípio, todo risco que uma seguradora se recusa a aceitar, por razões de ordem técnica ou comercial. No seguro de Vida, a denominação é aplicável aos candidatos que não reúnem condições de segurabilidade, seja por más condições de saúde ou por falta de honorabilidade pessoal. RISCO SEGURADO

V. Risco Coberto. RISCO SEGURÁVEL É o risco passível de ser coberto pelo seguro, devendo ser possível, futuro e incerto, salvo no seguro Vida, quanto à última característica, vez que a incerteza existe tão somente quanto à época em que o evento ocorrerá (morte ou sobrevivência), ou não existe (caso dos seguros a Termo Fixo). RISCOS DE DANOS PESSOAIS V. Dano Corporal. RISCOS DE ENGENHARIA V. Seguro Riscos de Engenharia. RISCOS DE INVALIDEZ PERMANENTE V. Invalidez. RISCOS DIVERSOS V. Seguro Riscos Diversos. ROUBO Subtração violenta de coisa alheia. A violência tanto pode ser dirigida contra coisas como contra pesoas. Distingue-se do furto por este não ser violento. V. tb. Seguro Roubo.

S SALVADOS São os objetos que se consegue resgatar de um sinistro e que ainda possuem valor econômico. Assim são considerados tanto os bens que tenham ficado em perfeito estado ou parcialmente danificados pelos efeitos do sinistro. SALVAMENTO Ação de salvar, durante o sinistro, pessoas e objetos, segurados ou não. SAÚDE (EM TERMOS DE SEGURIDADE) De conformidade com dispositivo constitucional brasileiro as ações e serviços de saúde são considerados como de relevância pública, devendo ser prestados diretamente pelo Estado ou por terceiros, pessoas físicas ou jurídicas de direito privado, cabendo ao Poder Público a sua regulamentação, fiscalização e controle. As ações públicas da Saúde estão inseridas no SUS Sistema Único de Saúde. A prestação de serviços médicos e hospitalares fora do SUS, quando não de iniciativa do paciente para casos isolados, engloba duas principais formas de prestações de serviços no Brasil, a saber: Entidades de Pré-Pagamento e Seguro Saúde. As Entidades de Pré-Pagamento exercem a chamada Medicina de Grupos, congregando-se em uma entidade de classe denominada Associação Brasileira de Medicina de Grupo - ABRAMGE. A Medicina de Grupo é exercida por diferentes entidades dentre as quais destacam-se as Cooperativas Médicas e as Empresas de Saúde, não estando elas sujeitas à legislação aplicável às Empresas de Seguro Saúde (Seguradoras), que estão inseridas no Sistema Nacional de Seguros Privados. Deixa-se de enfatizar as Entidades Hospitalares que vendem títulos de saúde exclusivos, bem como as Clínicas Médicas que operam à base de cobrança de mensalidades. A Cobertura de Saúde proporcionada pelas seguradoras distingue-se daquela prestada pelas Entidades de Pré-Pagamento por realçar a livre escolha pelo paciente dos prestadores de serviços médicos e ser, neste caso, de reembolso, sendo-lhes vedado prestar diretamente a assistência médica, embora seja-lhes garantido o direito de estabelecer acordos ou convênios com prestadores de serviços médico-hospitalares e odontológicos, a fim de facilitar a prestação da assistência ao segurado, desde que preservada a livre escolha. V. tb. Seguro Saúde.

SBCS Sociedade Brasileira de Ciências do Seguro. SEGURADO É a pessoa física ou jurídica que, tendo interesse segurável, contrata o seguro, em seu benefício pessoal ou de terceiros. Hamilcar Santos preferiu defini-lo como "A pessoa em relação à qual o segurador assume a responsabilidade de determinados riscos." Embora esta segunda definição não trate diretamente da contratação, acaba por remeter a ela. Em ambos os casos o relacionamento com a contratação está de acordo com as disposiçõesdo Código Civil Brasileiro. Em muitos países, contudo, o enfoque é diferente. O norte-americano Lewis E. Davids, em seu Dictionary of Insurance, define o segurado (insured ou assured) como "A pessoa ou empresa protegida pela cobertura de uma apólice de seguro, para os casos de perdas materiais ou eventos relacionados com a vida". O mesmo autor define, também, o contratante ou detentor da apólice (policyholder) como "A pessoa ou a firma em cujo nome uma apólice de seguro é emitida. Sinônimo d e segurado. "Trata-se, sem dúvida, de matéria controversa mas, mesmo no Brasil, não se pode apriorioristicamente considerar como equivocada a conceituação de segurado para a pessoa, física ou jurídica, que desfrute da cobertura proporcionada por uma apólice de seguro, na qualidade de objeto do seguro e não de beneficiário, ainda que não sendo o contratante de tal proteção. É o caso, por exemplo, do seguro Vida em Grupo, no qual o proponente e contratante do seguro, sempre pessoa jurídica, recebe a denominação de estipulante e não é segurável por esta cobertura, enquanto os segurados são efetivamente os componentes do grupo segurado que, muitas vezes são incluídos na apólice automaticamente, no caso de seguros integralmente custados pelo estipulante. Pode ser mencionada ainda a cobertura de responsabilidade Civil Principal Cruzada, onde existe a figura do Segurado Principal (contratante e segurado) e dos cosegurados (seus empreiteiros, subempreiteiros, etc.) que estão cobertos p ela apólice, mas não participaram da sua contratação. E, finalmente, pode ser citado o caso dos seguros pessoais inominados, que estendem sua proteção a usuários de serviços, bem como a cobertura territorialmente ampla proporcionada pelo seguro DPVAT. V. tb. Interesse Segurável. SEGURADO DEPENDENTE É a pessoa que é incluída na apólice de Seguro de Vida em Grupo em razão de possuir vínculo com a segurado principal, tais como cônjuges, filhos e enteados. No caso de cônjuge não se exige, necessariamente, que haja relação de dependência. SEGURADO PRINCIPAL É o segurado que dá causa ao Seguro de Vida em Grupo, por estar diretamente vinculado ao estipulante do seguro. SEGURADOR V. Seguradora. SEGURADORA É uma instituição que tem o objetivo de indenizar prejuízos involuntários verificados no patrimônio de outrem, ou eventos aleatórios que não trazem necessariamente prejuízos, mediante recebimento de prêmios. No Brasil as seguradoras são organizadas sob a forma de sociedades anônimas, sempre por ações nominativas, não estando sujeitas a falência nem podendo impetrar concordata, embora possam ser liquidadas, voluntária ou compulsoriamente . As cooperativas também podem atuar, como se seguradoras fossem, mas unicamente com seguros agrícolas e de saúde. V. tb. Liquidação de Seguradora. SEGURANÇA Em termos de seguro designa o elenco de dispositivos destinados a conferir proteção a pessoas ou bens contra os riscos que podem ocasionar perdas ou danos e, assim, agravar a responsabilidade do segurador. SEGURO Contrato pelo qual uma das partes se obriga, mediante cobrança de prêmio, a indenizar outra

pela ocorrência de determinados eventos ou por eventuais prejuízos. É a proteção econômica que o indivíduo busca para prevenir-se contra necessidade aleatória. É uma operação pela qual, mediante o pagamento da remuneração adequada uma pessoa se faz prometer para si ou para outrem, no caso da efetivação de um evento determinado, uma prestação de uma terceira pessoa, o segurador, que, assumindo o conjunto de eventos determinados, os compensa de acordo com as leis da estatística e o princípio do mutualismo. É a compensação dos efeitos do acaso pela mutualidade organizada segundo as leis da estatística. O contrato de seguro é aleatório, bilateral, oneroso, solene e da mais estrita boa-fé sendo essencial, para a sua formação, a existência de segurado, segurador, risco, objeto do seguro, prêmio (prestação do segurado) e indenização (prestação do segurador). SEGURO (CARACTERÍSTICAS BÁSICAS) Todo e qualquer seguro possui três características básicas, a saber: incerteza, mutualismo e previdência. Porém, nos seguros que têm como base a duração da vida humana a incerteza é relativa. SEGURO (RESUMO HISTÓRICO) As raízes do seguro perdem-se na noite dos tempos, sendo tarefa nada fácil estabelecer com precisão os seus primeiros e vacilantes passos. Existem registros provenientes da Antigüidade feitos sobre pactos entre cameleiros do Extremo Oriente, no sentido de cotizarem-se para cobrir a perda de animais ocorrida no decurso das viagens das caravanas, em uma forma de mutualismo embrionário. Também os navegantes fenícios e hebreus firmavam um pacto de reposição de embarcações perdidas em aventuras marítimas. Mais tarde, no século XII, surgiu o chamado Contrato de Dinheiro risco Marítimo, onde um financiador emprestava ao navegante uma soma de dinheiro sobre a embarcação e a carga transportada. Se a viagem chegasse a bom termo o navegante restituía o dinheiro, acrescido de um prêmio substancial. Em caso de viagem parcial ou totalmente malsucedida, o financiador recuperava parte ou perdia totalmente o valor emprestado. Era uma operação de natureza essencialmente especulativa. Porém, em 1243, o papa Gregório IX promulgou decreto proibindo a concessão de empréstimos usuários, dentre os quais arrolava-se o Contrato de Dinheiro a Risco Marítimo. Esta interdição gerou uma nova forma de operação denominada Gratis et Amore, também conhecida como "Feliz Destino", a fim de contornar a proibição. Consistia a operação em um contrato de compra da embarcação e da sua carga, contendo porém uma cláusula rescisória, aplicável no caso de a embarcação e as mercadorias chegarem bem ao seu porto de destino, hipótese em que o navegante recobrava a posse original dos seus bens, mediante a restituição do dinheido da "venda", acrescido de pesada "multa" pela rescisão do contrato. Era, em verdade, a mesma operação anteriormente praticada, sob nova roupagem. Apenas em 1374 foi firmado o primeiro contrato de seguro digno deste nome, como se colhe de ata lavrada no arquivo nacional genovês. Registra-se que, em 1293, o rei D. Diniz estabeleceu em Portugal uma organização seguradora, dedicada aos riscos marítimos, mas que padeceria de vícios da época. Outros progressos foram registrados a seguir, consubstanciados nas Ordenanças de Barcelona (1435), Ordenanças de Veneza (1468), Estatutos de Gênova (1498) e Guidon de la Mer, obra de comerciantes franceses de Rouen. Passo importante foi dado com a edição da Ordenança da Marinha Francesa, em 1681, com um título dedicado ao contrato de seguro e que teria servido de fonte ao Código de Comércio Francês, de 1808. Até o século XVII o comércio de seguros era praticado, exclusivamente, por particulares. Em 1692, Edward Lloyd, comerciante londrino, muda o seu Café de localização e funda o Lloyd's Coffee, trazendo com ela a sua clientela composta, principalmente, por banqueiros e financistas, organizando-se, então, uma bolsa de seguros de navios e das suas cargas, precursora do atual Lloyd's de Londres. O século XVII marcou o surgimento das primeiras empresas de seguros que, então, operavam em bases precárias e empíricas. Somente no século XIX é que se teria operado a completa substituição dos seguradores particulares por empresas de seguros. No Brasil o seguro só teve expressão a contar de 1708, com a transferência da Corte Imperial portuguesa e a fundação da primeira seguradora, a Companhia de Seguros Boa-Fé, sediada na capitania da Bahia. O seguro então praticado regia-se pelas "Regulações da Casa de Seguros de Lisboa", baixadas em 1791 e reformuladas em 1820. Das seguradoras estrangeiras autorizadas a operar no Brasil, após a Independência, a primeira teria sido a portuguesa Garantia, do Porto, cujas operações remontam a 1682. A segunda a Royal Insurance, com início de operações em 1864. O Código Comercial Brasileiro, de 1850, proibia o seguro sobre a vida de pessoas livres, admitindo-o, contudo, sobre a vida de escravos, por serem eles objeto de propriedade. É desta

época a Cia. de Seguros Mútuos sobre a Vida de Escravos, fundada em 1858. Não obstante a proibição, os seguros sobre a vida de pessoas livres era prat icado, sendo a Cia. Tranqüilidade, fundada em 1855, a primeira seguradora constituída para operar em seguros sobre a vida, tanto de pessoas livres quanto de escravos. As primeiras referências à regulamentação dos seguros na legislação brasileira datam de 1860. A primeira regulamentação abrangente somente veio, porém, em 10.12.1901, pelo Decreto nº 4.270, conhecido como "Regulamento Murtinho", regulando as operações de seguros e criando a Superintendência Geral dos Seguros. Em face das medidas restritivas contidas no "Regulamento", principalmente em relação à constituição das reservas técnicas e matemáticas, a serem feitas exclusivamente no país, as seguradoras estrangeiras opuseram-se fortemente, razão pela qual foi promulgado o Decreto nº 5.072, de 12,12,1902, reduzindo consideravelmente as disposições contidas naquele. Em 01.01.1916 foi promulgado o Código Civil Brasileiro, regulando os seguros em geral, à exceção dos Marítimos, já então regulados. Em 1934 foi extinta a Inspetoria de Seguros, sucessora da Superintendência Geral dos Seguros, criando-se então o Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização (DNSPC), cujo regulamento foi aprovado pelo Decreto nº 24.783, de 14.07.34. Em 03.04.1939 foi criado o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), cujos estatutos foram aprovados pelo Decreto-lei nº 1.805, de 27.11.1939. Em 07.03.1940 foi baixado o Decreto-lei nº 2.063, regulando as operações de seguros sob os moldes da nacionalização, de conformidade com as disposições contidas na Constituição de denominado Estado Novo, promulgada em 1937. Em 23.11.1966 foi editado o Decreto-lei nº 73, dispondo sobre o Sistema Nacional de Seguros Privados e regulando as operações de seguros e resseguros, bem como criando o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), extinguindo o Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização (DNSPC) e criando, no seu lugar, a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). SEGURO A PRAZO CURTO É o seguro contratado por prazo inferior a 1 (um) ano, sendo o seu custo determinado, geralmente, pelos índices constantes de uma tabela de prazo curto, propocionalmente mais elevados que o custo anual, a fim de prever a maior exposição relativa ao risco e os custos comerciais agravados. Em alguns casos não se utiliza a tabela de prazo curto, mas o cálculo proporcional na base pro rata temporis. V. tb. Pro Rata Temporis. SEGURO A PRAZO LONGO Também conhecido como seguro plurianual, é aquele que é contratado por período superior a 1 (um) ano e, geralmente, com duração máxima de 5 (cinco) anos. Seu custo é calculado por uma tabela de prazo longo, sendo tanto menor, relativamente, quanto maior for a duração do seguro, em virtude de contemplar desconto pela antecipação do prêmio. Nos ramos de cunho expressamente atuarial (Vida, por exemplo) não existem a prazo longo. V. tb. Seguro de Longa Duração. SEGURO A PRÊMIO É o seguro no qual os riscos são reunidos e assumidos por um terceiro, distinto dos segurados e que, mediante o recebimento de um prêmio fixo, se obriga a pagar àqueles uma prestação convencionada ou indenizar-lhes os prejuízos sofridos, no caso de realizar-se o risco previsto. Na realidade, os prêmios pagos pelos segurados representam a importância necessária ao pagamento ou a importância necessária ao pagamento ou a indenização devida, acrescida das despesas do negócio e do lucro do seguro. SEGURO ACIDENTES DO TRABALHO É o seguro que cobre um dano ou uma lesão na pessoa do trabalhador. No Brasil este seguro pertence à área social governamental e tem a sua cobertura mais ampla do que faz prever a sua denominação, aplicando-se, também, às moléstias profissionais. SEGURO ACIDENTES PESSOAIS É o seguro que tem por fim garantir ao segurado, quando vitimado por um acidente coberto, indenização em dinheiro por invalidez permanente, total ou parcial, diárias de incapacidade temporária, prestação de assistência médica ou reembolso das despesas com esta assistência, bem como indenização pecuniária aos beneficiários do segurado no caso de sua morte, também por acidente. São praticados neste ramo, em Condições Especiais, os seguintes tipos

de seguros coletivos: Períodos de Viagem; Hóspedes de Hotel e Estabelecimentos Similares; Estudante; Compradores em Firmas Comerciais; Assinantes e Anunciantes de Jornais; Revistas e Similares; Passageiros de Ônibus, Microônibus e Automóveis em Geral; Passageiros de Estradas de Ferro em Viagens de Médio e Longo Percurso; Espectadores, com Ingressos Pagos, de Jogos e Treinos de Futebol Profissional; Empregados; Visitantes, com Ingressos Pagos, de Feiras de Amostras e/ou Exposições e Passageiros de Metropolitanos. Coberturas Especiais: Treinos e Competições Automobilísticas; Treinos e Competições em Motocicletas; Riscos Decorrentes de Assaltos, em Favor de Empregados e Estabelecimentos Bancários. SEGURO ACIDENTES PESSOAIS COLETIVO Emitido para garantir duas ou mais pessoas aparecendo, neste seguro, obrigatoriamente, a figura do estipulante, pessoa física ou jurídica, que contrata o seguro com a seguradora e assume a condição de mandatário dos componentes segurados. SEGURO ALL-RISKS V. Seguro Todos os Riscos. SEGURO AUTOMÓVEIS É o seguro destinado a garantir perdas ou danos ocasionados aos veículos terrestres de propulsão a motor, bem como a seus reboques, desde que não trafeguem sobre trilhos. As coberturas básicas deste seguro são numeradas e assim se apresentam: nº 1 (Cobertura Compreensiva) - Colisão, Incêndio e Roubo; nº 2 - Incêndio e Roubo e nº 3 - Incêndio. SEGURO BENS É o que indeniza o segurado das perdas materiais, em conseqüência da incidência do risco coberto. É indenitário, isto é, repara o prejuízo patrimonial do segurado. São seguros de bens ou coisas: o seguro contra incêndio, roubo ou furto, transportes, etc. SEGURO CASAL Modalidade do Seguro Vida Individual para a cobertura de cônjuges, em uma única apólice. V. tb. Seguro de Duas ou Mais Cabeças. SEGURO CAUÇÃO É aquele que garante o portador de um título de crédito contra o inadimplemento do devedor. SEGURO COLETIVO V. Seguro Acidentes Pessoais Coletivo e Seguro de Frota. SEGURO COLETIVO MISTO Designação utilizada para nomear os seguros que têm como objetivo a cobertura coletiva de Vida e Acidentes Pessoais. SEGURO COMPREENSIVO DE IMÓVEIS DIVERSOS RESIDENCIAIS OU COMERCIAIS Modalidade do ramo de Riscos Diversos, criada especialmente para unidades autônomas que, geralmente, já possuam seguro compreensivo do Sistema Financeiro da Habitação, ou para ss casos de unidades comerciais. V. tb. Seguro Edifícios em Condomínios e Sistema Financeiro da Habitação. SEGURO COMPREENSIVO DE TÁXIS É um seguro que conjuga as coberturas dos ramos Acidentes Pessoais, Automóveis e Lucros Cessantes, dirigido aos associados dos sindicatos de motoristas autônomos proprietários de táxis, assumindo os sindicatos a condição de estipulante. SEGURO COMPREENSIVO ESPECIAL Modalidade do Seguro Habitacional do SFH, sob titulação A, compreendendo os riscos de morte e invalidez permanente do adquirente da casa própria, além dos danos físicos sofridos

pelas habitações financiadas. SEGURO CONTRA DANOS É aquele que tem como objeto os riscos que podem afetar o patrimônio do segurado, sendo sua finalidade indenizá-lo dos prejuízos patrimoniais causados pelo sinistro. Também chamado de seguro de interesses e seguro de coisas. SEGURO CONTRA DANOS CAUSADOS A TERCEIROS V. Seguro Responsabilidade Civil Geral. SEGURO CONTRA TERCEIROS V. Seguro Responsabilidade Civil Geral. SEGURO CUMULATIVO DE PESSOAS A acumulação de apólices no seguro de Vida e de Acidentes Pessoais, na mesma ou em diversas seguradoras, é normal e freqüente, considerando que a vida e as faculdades do ser humano não são suscetíveis de avaliação monetária, não existindo, por conseguinte, valores em risco. Existe apenas a precaução seletiva normal de limitar as importâncias seguradas em função da capacidade de custeio do segurado e dos legítimos interesses seguráveis. SEGURO DE ANUIDADE b. Seguro de Renda. SEGURO DE BENS DADOS EM GARANTIA DE EMPRÉSTIMOS OU FINANCIAMENTOS DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PÚBLICAS Seguro legalmente obrigatório que tem a finalidade de dar cobertura aos bens garantidores de empréstimos ou financiamentos concedidos por instituições financeiras públicas. SEGURO DE COISAS V. Seguro Bens. SEGURO DE DANOS FÍSICOS AO IMÓVEL Cobertura concedida na Apólice Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação, garantindo as perdas ocorridas em conseqüência de incêndio, explosão, impacto de veículos de qualquer natureza, bem como desmoronamento, qualquer que seja a causa. SEGURO DE DANOS MATERIAIS É aquele que cobre os prejuízos por danos aos bens móveis ou imóveis. SEGURO DE DANOS PESSOAIS V. Seguro de Pessoas. SEGURO DE DANOS PESSOAIS CAUSADOS POR VEÍCULOS AUTOMOTORES DE VIAS TERRESTRES, OU POR SUA CARGA, A PESSOAS TRANSPORTADAS OU NÃO (DPVAT) Seguro instituído pela Lei nº 6.194, de 19.12.74, em substituição ao Seguro RCOVAT. Inovou ao estabelecer a prevalência da Teoria do Risco sobre a Teoria da Culpa. Cobre os riscos de morte e de invalidez permanente e garante o reembolso dos gastos com assistência médica e despesas suplementares, até certo limite. SEGURO EM EDUCAÇÃO DE CRIANÇA É um seguro de Vida Individual, de renda temporária, pagável ao beneficiário indicado, com a finalidade de garantir a continuidade dos estudos de uma criança. Também denominado de "mensalidade escolar" prevê, no caso de a criança falecer antes de iniciado o pagamento da renda, a devolução dos prêmios pagos, assim como que, se o seu falecimento ocorrer durante o pagamento dos termos da renda, as prestações restantes serão comutadas e pagas, de uma só vez, ao segurado ou a quem de direito. V. tb. Seguro Vida Individual.

SEGURO DE ESPOSA V. Cláusula Suplementar de Inclusão de Cônjuge e Seguro Casal. SEGURO DE FROTA É o seguro de um conjunto de dois ou mais veículos, contratado na mesma seguradora, por apólice emitida em nome de uma única pessoa física ou jurídica. Quando se tratar de pessoa jurídica poderão ser considerados, além dos veículos da própria empresa segurada, os veículos dos seus diretores, dos seus empregados e de firmas subsidiárias. SEGURO DE PESSOAS São os seguros que têm como base as pessoas, suas vidas e suas faculdades. Típicos são os Seguros de Vida, Acidentes Pessoais e Saúde. SEGURO DE RENDA Também conhecido como "Seguro de Anuidade". Subdivide-se em seguros de renda vitalícia e renda temporária, consistindo numa série de pagamentos cuja continuidade depende da sobrevivência do segurado ou do beneficiário, no caso de renda vitalícia, ou numa série de pagamentos temporalmente denominada, no caso de renda temporária. SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL DOS PROPRIETÁRIOS DE VEÍCULOS AUTOMOTORES DE VIA TERRESTRE (RCOVAT) Seguro que cobria danos pessoais causados a passageiros e a terceiros não transportados, danos materiais (mais tarde esta cobertura foi suprimida) causados a bens não transportados e danos causados por veículo ilicitamente subtraído de seu proprietário. Tinha como base a Teoria de Culpa. Substituído pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de via Terrestre, ou por Sua Carga, a Pessoas Transportadas ou não (DPVAT). (V. tb.). SEGURO DE VIDA TEMPORÁRIO Seguro com duração determinada. Subdivide-se em Temporário de Capital, no qual só há obrigação de pagamento de um capital se a morte ocorrer dentro de determinado período e Seguro Temporário de renda no qual , ocorrendo a morte do segurado, dentro do prazo determinado, há obrigação do pagamento de uma renda temporária ao beneficiário indicado. O Seguro de Vida em Grupo no Brasil nada mais é - na grande maioria dos casos - que um Seguro Temporário de Capital, anualmente renovável. SEGURO DESEMPREGO Seguro - em geral da área social governamental - prevendo o pagamento de uma renda temporária, em caso de desemprego do trabalhador. SEGURO DESMORONAMENTO Modalidade do ramo Riscos Diversos que tem como objetivo indenizar as perdas e danos materiais diretamente causados por desmoronamento total ou parcial do imóvel, decorrente de qualquer causa, exceto incêndio, raio e explosão, salvo quando o incêndio ou a explosão forem conseqüentes de convulsões da natureza. SEGURO DIREITO É aquele contratado pelo titular do legítimo interesse sobre as coisas seguradas, em seu nome e benefício. Também designa o seguro obrigatório que dá margem a resseguro. SEGURO DOTAL Deriva de dote. Modalidade de Seguro de Vida Individual que tinha a finalidade, originalmente, de prover um capital ou uma renda a um beneficiário, em função de algum ato ou expectativa (maioridade, cumprimento de alguma finalidade, etc.) Na atualidade designa um seguro pagável ao beneficiário (o próprio segurado ou terceiro) por sobrevivência, unicamente (Dotal Puro) ou por morte ou sobrevivência do segurado (Dotal Misto e Dotal de Criança). SEGURO DOTAL DE CRIANÇA

Seguro de Vida Individual, Misto, resultante da combinação de dotal puro com temporário, tendo como beneficiária na sua contratação uma crianca, em geral filha do segurado. Na realidade é um seguro a Termo fixo, sendo a indenização em forma de capital ou de renda, pagáveis em data certa, geralmente quando o beneficiário atinge a idade de 18 (dezoito) ou 21 (vinte e um) anos, independentemente de o segurado estar ou não vivo. A morte da criança beneficiária, ocorrida antes do prazo de vencimento do seguro, enseja a restituição dos prêmios pagos. SEGURO DOTAL MISTO Modalidade de seguro de Vida Individual resultante da combinação de dotal puro com temporário, pelo mesmo período de duração. Quer o segurado faleça ou sobreviva, pagará o segurador a indenização ao beneficiário indicado na apólice que, no caso de sobrevivência, poderá ser o próprio segurado. A duração mais comum deste seguro é de 20 (vinte) anos, podendo ele porém, em geral, ser contratado para durações entre 5 (cinco) e 30 (trinta) anos. SEGURO DOTAL PURO Modalidade de seguro de Vida Individual na qual o segurado paga prêmios por um período de antemão estabelecido (salvo o caso de prêmio único), só havendo a obrigação de o segurador pagar a indenização se o segurado sobreviver ao referido período. SEGURO EDIFÍCIOS EM CONDOMÍNIOS É uma modalidade do ramo Riscos Diversos, criada para atender à Lei do Condomínio em Edificações e Incorporações Imobiliárias. O seguro só pode ser realizado quando abranger todo o edifício, isto é, partes privativas e comuns. Os principais riscos cobertos são: incêndio, raio, explosão, desmoronamento, alagamento, vendaval, furacão, ciclone, tornado e granizo. V. tb. Seguro Compreensivo de Imóveis Diversos Residenciais ou Comerciais. SEGURO EM GRUPO V. Seguro Vida em Grupo. SEGURO EM OUTRA SOCIEDADE SEGURADORA É a denominação dada à declaração que o segurado deve, obrigatoriamente, fazer ao contrair uma apólice de seguro, quanto à existência de outras apólices que garantam os mesmos riscos, emitidas por outras seguradoras. SEGURO EQUIPAMENTOS ARRENDADOS OU CEDIDOS A TERCEIROS É a modalidade de seguro do ramo Riscos Diversos destinada a cobrir perdas e danos e equipamentos arrendados ou cedidos a terceiros, em conseqüência de acidentes decorrentes de causas externas. SEGURO EQUIPAMENTOS ESTACIONÁRIOS É a modalidade de seguro do ramo Riscos Diversos que tem por objetivo garantir indenização por perdas e danos a máquinas e equipamentos industriais, comerciais eagrícolas de "tipo fixo", máquinas e equipamentos de contabilidade, processamento de dados, máquinas de escritório, material de xerografia, fotocópia, telex, raios-x, etc., desde que não instalados ao ar livre ou em veículos, aeronaves ou embarcações. SEGURO EQUIPAMENTOS MÓVEIS É a modalidade de seguro do ramo Riscos Diversos que garante indenização por perdas e danos materiais causados a equipamentos de nivelamento, escavação e compactação de terra, concretagem e asfaltamento, estaqueamento, britagem, solda, sucção e recalque, compressores, geradores, ganchos, guindastes, empilhadeiras, equipamentos agrícolas, veículo DART (caminhões basculantes especiais pesados para serviços fora de estrada e transporte de terra e rocha) e outros semalhantes. SEGURO ESPOSA V. Cláusula Suplementar de Inclusão de Cônjuge e Seguro Casal.

SEGURO FACULTATIVO É todo o seguro que não é legalmente obrigatório. SEGURO FIANÇA Contrato pelo qual uma seguradora, mediante cobrança de prêmio, protege o segurado do não cumprimento de uma obrigação específica a cargo do devedor principal ou afiançado. No Brasil opera-se apenas o Seguro Fiança Locatícia. (V. tb.). SEGURO FIANÇA LOCATÍCIA É o seguro que tem por objetivo desobrigar o locatário de conseguir um fiador, ou de efetuar um depósito, a fim de garantir o seu contrato de locação de imóvel. SEGURO FIDELIDADE Tem por objetivo garantir o empregador por prejuízos que venha a sofrer em conseqüência de roubo, furto, apropriação indébita ou quaisquer outros delitos contra o seu patrimônio, previstos no Código Penal Brasileiro, cometidos por seus empregados, com vínculo empregatício. SEGURO FLUTUANTE No seguro Incêndio é o seguro contratado por verba única, para cobertura de bens móveis situados em dois ou mais locais (riscos isolados). No seguro Marítimo é aquele feito por quantia fixa, suficiente para dar cobertura a diversas remessas, que são declaradas à medida que o segurado contrata seus transportes. A quantia declarada na apólice diminui à medida em que são feitas as declarações de embarque até o esgotamento, se o segurado não a restaurar, pagando o prêmio correspondente. As respectivas apólices têm sempre cláusula de cancelamento, distinguindo-se das apólices abertas. SEGURO FURTO QUALIFICADO V. Seguro Global de Bancos, Seguro Roubo e Seguro Valores.

SEGURO GARANTIA Seguro anteriormente com a denominação de Seguro Garantia de Obrigações Contratuais (GOC). É um seguro destinado aos órgãos públicos da administração direta e indireta (federais, estaduais e municipais) que por força de norma legal devem exigir garantias de manutenção de oferta (em caso de concorrência) e de fiel cumprimento dos contratos (Decreto-lei n 2.300) e também para as empresas privadas que, nas suas relações contratuais com terceiros (fornecedores, prestadores de serviços e empreiteiros de obras), desejam anular o risco de descumprimento. V. tb. Seguro Garantia de Concorrência, Seguro Garantia de Perfeito Funcionamento, Seguro Garantia do Executante, Seguro Garantia de Retenções de Pagamento e Seguro Garantia de Adiantamentos de Pagamento. SEGURO GRUPAL DE ASSISTÊNCIA MÉDICA E/OU HOSPITALAR Seguro operável isolada ou conjuntamente com o seguro de Vida em Grupo e que tem por objetivo garantir, dentro dos limites estabelecidos na apólice para cada evento, o pagamento das despesas médicas e hospitalares efetuadas com o tratamento do segurado ou de seus dependentes, em conseqüência de doença ou de acidente. É garantida ao segurado a livre escolha dos prestadores de serviços médico-hospitalares e odontológicos podendo a seguradora, desde que preservada a livre escolha, estabelecer convênios com prestadores de serviços, a fim de facilitar a prestação da assistência ao segurado. O seguro não é, em princípio, de reembolso, devendo a seguradora pagar diretamente as despesas, à vista dos comprovantes e relatórios do médico assistente. Este seguro é regulado pelas normas expedidas com a Circular SUSEP n 005, de 09.03.89 e determina dentro de prazos estabelecidos na Circular n 017, de 17.07.92, a extinção da cobertura concedida pela Garantia Adicional Hospitalar-Operatória (HO) do ramo Vida em Grupo. SEGURO GRUPAL DE REEMBOLSO DE DESPESAS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA E HOSPITALAR

V. Seguro Grupal de Assistênjncia Médica e/ou Hospitalar. SEGURO INCÊNDIO É o seguro que cobre perdas e danos materiais diretamente causados por incêndio, raio e explosão ocasionada por gases domésticos e iluminantes e suas conseqüências, tais como desmoronamento, impossibilidade de remoção ou proteção dos salvados, por motivo de força maior, deterioração de bens guardados em ambientes refrigerados, bem como despesas com providências para o combate ao fogo, salvamento e proteção dos bens segurados e desentulho do local. Podem ainda ser cobertos riscos acessórios - mediante cobrança de taxas adicionais tais como: explosão por outras causas que não as cobertas no risco básico, dano elétrico, terremotos, queimadas em zonas rurais, vendaval, furacão, ciclone, tornado, granizo, queda de aeronave, impacto de veículos, fumaça, etc. SEGURO INDEXADO Mecanismo pelo qual a importância segurada tem seu valor em moeda corrente reajustado de acordo com os índices econômicos oficiais do governo. Atualmente a indexação dos seguros não é permitida no Brasil. SEGURO INDUSTRIAL É todo aquele suscetível de cobrir os diferentes riscos a que se acham expostos os diversos elementos (pessoais, materiais e imateriais) que integram as atividades e o patrimônio de uma empresa industrial ou qualquer outro complexo profissional assemelhado a ela para efeito do seguro. SEGURO INVALIDEZ Indeniza o segurado caso ele venha a ficar inválido. A invalidez indenizável pode ser total ou parcial, permanente ou temporária, só por doença profissional ou por qualquer doença e também unicamente por acidente. A indenização pode ser paga sob a forma de capital ou em forma de renda. O seguro pode ser social ou privado, neste caso, como cláusula adicional (Seguro Vida), cobertura principal (Seguro Acidentes Pessoais) ou integrar bouquet de coberturas. SEGURO INVALIDEZ PROFISSIONAL Cobre o risco de o segurado tornar-se inválido em conseqüência de acidente de trabalho ou de moléstia profissional. É utilizado, principalmente, na área de seguros sociais. SEGURO - JURISPRUDÊNCIA Interpretação reiterada que os tribunais superiores dão às leis relativas ao seguro, nos casos concretos submetidos a seu julgamento. SEGURO-LEGISLAÇÃO É o conjunto de dispositivos legais e regulametares referentes ao seguro. SEGURO LUCROS CESSANTES Destina-se a pessoas jurídicas (indústria, comércio e prestadores de serviço). Tem como objetivo a preservação do movimento de negócios do segurado, a fim de manter sua operacionalidade e lucratividade nos mesmos níveis anteriores à ocorrência de um sinistro. A garantia concedida por esse seguro tem início imediatamente após a ocorrência do sinistro e está limitada ao número de meses estabelecido pelo segurado("período indenitário"), que deverá corresponder ao tempo necessário para o retorno ao nível normal do movimento de negócios da empresa. A cobertura básica abrange as Despesas Fixas: aquelas que perduram após o evento, independentemente do nível de produção/vendas; o Lucro Líquido: lucro decorrente da operação principal do Segurado; e os Gastos Adicionais: despesas efetuadas pelo Segurado para reduzir ou evitar a queda do movimento de negócios. V. tb. Seguro Incêndio, Seguro Tumultos, Seguro Quebra de Máquinas, Seguro Riscos de Engenharia. SEGURO OBRIGATÓRIO É aquele cuja contratação é imposta por lei. São os seguintes os seguros obrigatórios pelo

Decreto-lei n 73, de 21.11.66, art. 20: danos pessoais a passageiros de aeronaves comerciais, responsabilidade civil do proprietário de aeronaves e do transportador aéreo, nova redação Lei n. 8.374, de 03.12.91; responsabilidade civil do construtor de imóveis em zonas urbanas por danos a pessoas ou coisas; bens dotados em garantia de empréstimos ou financiamentos de instituições financeiras públicas; garantia do cumprimento das obrigações do incorporador e construtor de imóveis; garantia do pagamento a cargo de mutuário da construção civil, inclusive obrigação imobiliária, edifícios divididos em unidades autônomas, ver Decreto-lei n. 528 de11.04.69; incêndio e transporte de bens pertencentes a pessoas jurídicas, situados no país ou nele transportados; crédito rural; crédito à exportação, quando julgado conveniente pelo CNSP, ouvido o Conselho Nacional do Comércio Exterior (CONCEX), nova redação -Decretolei n. 826 de 05.09.69; danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não; danos pessoais causados por embarcações, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não; responsabilidade civil dos transportadores terrestres, marítimos, fluviais e lacustres, por danos à carga transportada, criado pela lei n 8.374 de 30.12.91. SEGURO OBRIGATÓRIO DE DANOS PESSOAIS CUSADOS POR VEÍCULOS AUTOMOTORES DE VIA TERRESTRE, OU POR SUA CARGA, A PESSOAS TRANSPORTADAS OU NÃO - DPVAT Obrigatório para qualquer pessoa física ou jurídica que possuir os veículos relacionados nos arts. 52 e 63 da Lei n. 5.108, de 21.09.66. Garante os danos causados pelo veículo e pela carga transportada a pessoas transportadas ou não. SEGURO OBRIGATÓRIO DE RESPONSABILIDADE CIVIL V. Seguro Obrigatório, Seguro Responsabilidade Civil Geral. SEGURO OPERAÇÕES DE EMPRÉSTIMOS GARANTIDOS POR DESCONTO EM FOLHA DE PAGAMENTO Condições especiais do Seguro Crédito Interno, cujo objetivo é indenizar o segurado pelas perdas líquidas definitivas que possa sofrer em conseqüência da falta de pagamento por seus devedores, de qualquer das prestações referentes a empréstimos concedidos, mediante a garantia de consignação em folha de pagamento. Considera-se caracterizada a falta de pagamento quando houver decorrido o prazo de trinta dias a contar da data em que deveria ter sido paga a prestação viculada à operação segurada. A morte do devedor está equiparada à falta de pagamento coberta pelo seguro. SEGURO ORDINÁRIO DE VIDA Denominação dada aos seguros de Vida Inteira e Vida Pagamentos Limitados. SEGURO PENSÃO Tem por objetivo assegurar aos dependentes uma renda vitalícia ou temporária, atualizada monetariamente. O benefício se inicia com a morte da pessoa segurada, e somente os beneficiados indicados recebem o benefício assegurado pelo contrato. É o seguro morte dentro da Previdência Privada. V. tb. Entidade Aberta de Previdência Privada, Entidade Fechada de Previdência Privada. SEGURO PRESTAMISTAS V. Seguro Vida em Grupo de Prestamistas, Seguro Crédito Interno. SEGURO PRIVADO Abrange todos os seguros, com exceção apenas dos seguros sociais. No Brasil, de conformidade com o Decreto n. 60.589, de 23.10.67, os seguros privados são grupados em três blocos: Ramos Elementares, Ramo Vida e Ramo Saúde. SEGURO PROPORCIONAL É, no seguro de coisas, aquele em que o segurado é co-participante dos prejuízos, toda vez em que o valor do seguro for insuficiente, isto é, inferior ao valor em risco. Consiste, em essência, dos seguros efetuados com a cláusula de rateio. Na forma de contratação

proporcional, o segurado deve sempre estar atento à adequação dos valores de importância segurada ao valor em risco. SEGURO QUEBRA DE GARANTIA Modalidade do ramo Crédito Interno que tem por objeto garantir o segurado contra a insolvência de seus devedores (garantidos), com os quais tenha efetuado operações de crédito. Considera-se caracterizada a insolvência quando for declarada judicialmente a falência do garantido; ou for deferida judicialmente sua concordata preventiva; ou for concluído um acordo particular do garantido com a totalidade dos seus credores, para pagamento de todas as dívidas com redução dos débitos; ou quando, na cobrança judicial ou extrajudicial da dívida, os bens dados em garantia ou os bens do garantido revelem-se insuficientes ou fique evidenciada a impossibilidade de busca e apreensão, reintegração, arresto ou penhora dos bens. Essa modalidade se subdivide nas seguintes submodalidades: Seguro de Garantia para Cobertura das Operações de Empréstimos Hipotecários, Seguro Quebra de Garantia para Consórcios de Bens - Grupos Novos (Crédito Liberado e Saldo Devedor) e Seguro Quebra de Garantia para Consórcios de Bens Conjugado com Prestamistas. A submodalidade de Quebra de Garantia para Operações de Empréstimos Garantidos por Desconto em Folha de Pagamento está em desuso. V. tb. Seguro Crédito Interno. SEGURO RAMOS ELEMENTARES Para efeitos regulamentares, são todos os ramos dos seguros privados, com exceção dos ramos Vida e Saúde. V. tb. Seguro Privado. SEGURO REEMBOLSO DE DESPESAS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA E/OU HOSPITALAR V. Seguro Saúde. SEGURO RENDA VITALÍCIA Modalidade do ramo vida, pela qual o segurado, mediante o pagamento de um prêmio previamente fixado, garante, para si ou para os seus beneficiários, o recebimento de uma pensão ou renda vitalícia. Tal renda, conforme o plano adotado, pode ser imediata ou diferida. Imediata, quando o pagamento dos termos da renda se inicia logo em seguida ao acontecimento que a determinou. Diferida, quando só começa a produzir efeito algum tempo depois da realização do acontecimento que a determinou. V. tb. Seguro Vida. SEGURO RESPONSABILIDADE CIVIL DANOS MATERIAIS Na apólice de Responsabilidade Civil Geral, dano material é entendido como dano físico ou destruição de um bem tangível, inclusive e conseqüente perda do uso deste bem. O dano é considerado como ocorrido no dia em que sua existência ficou evidente para o reclamante, ainda que sua causa não seja conhecida. V. tb. Seguro Responsabilidade Civil Geral. SEGURO RESPONSABILIDADE CIVIL ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS E/OU INDUSTRIAIS Garante a responsabilidade civil do segurado relacionada com o seu imóvel: operações comerciais e/ou industriais; painéis de propaganda, letreiros; realização de eventos sem cobrança de ingresso; danos causados à mercadoria transportada pelo segurado ou a seu mando. V. tb. Seguro Responsabilidade Civil Geral. SEGURO RESPONSABILIDADE CIVIL ESTABELECIMENTOS DE ENSINO Garante a responsabilidade civil do segurado decorrente de acidentes relacionados com seu imóvel e com as atividades nele desenvolvidas. Nesse seguro, são considerados como terceiros os alunos do próprio estabelecimento. V. tb. Seguro Responsabilidade Civil Geral. SEGURO RESPONSABILIDADE CIVIL FACULTATIVO PROPRIETÁRIOS DE VEÍCULOS AUTOMOTORES DE VIAS TERRESTRES - RCFV Seguro que funciona em excesso às indenizações previstas no seguro obrigatório DPVAT. Garante o desembolso a que o segurado esteja sujeito em virtude de danos pessoais e/ou materiais causados por seu veículo a terceiros. V. tb. Seguro Automóveis.

SEGURO RESPONSABILIDADE CIVIL FAMILIAR Garante a responsabilidade civil do segurado, decorrente de danos causados a terceiros pelo próprio segurado, seu cônjuge, filhos menores em seu poder ou companhia, empregados serviçais no exercício do trabalho; por animais domésticos sob a posse do segurado; pela queda de objetos ou seu lançamento em lugar indevido. V. tb. Seguro Responsabilidade Civil Geral. SEGURO RESPONSABILIDADE CIVIL GARAGISTA V. Seguro Responsabilidade Civil Geral, Seguro Responsabilidade Civil Guarda de Veículos de Terceiros. SEGURO RESPONSABILIDADE CIVIL GERAL Responsabilidade civil é a que decorre de um ilícito, este definido pelo Código Civil como a "ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência" que viole direito ou cause prejuízo a outrem. Em geral é fundada na culpa do autor do dano, que fica obrigado a recuperar as conseqüências de sua ação ou omissão. O seguro concede cobertura ao segurado pelas indenizações que ele seja obrigado a pagar pelos danos pessoais ou materiais que cause a terceiros. SEGURO RESPONSABILIDADE CIVILGUARDA DE VEÍCULOS DE TERCEIROS Garante a responsabilidade civil do segurado decorrente de acidentes relacionados com a existência, conservação e uso do imóvel especificado no contrato de seguro. Abrange a responsabilidade civil do segurado pelos danos causados aos veículos sob sua guarda, bem como roubo ou furto total dos mesmos. Somente cobre veículos terrestres que não trafeguem sobre trilhos. Não abrange nenhum bem deixado sob a guarda ou custódia do segurado, que não sejam veículos. V. tb. Seguro Responsabilidade Civil Geral, Seguro Responsabilidade Civil Operacional. SEGURO RESPONSABILIDADE CIVIL OBRIGATÓRIO Cobre as obrigações e responsabilidades sujeitas à avaliação, interpretação e imposição de tribunal ou lei. O seguro de responsabilidade civil oferece cobertura para um segurado contra uma ação de responsabilidade civil legal, responsabilidade legal não criminal, danos intencionais ou responsabilidade por quebra de contrato. V. tb. Seguro Responsabilidade Civil Geral. SEGURO RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL Reembolsa o segurado das quantias a que for civilmente responsável, desde que verificadas simultaneamente as seguintes condições: os danos ocorridos sejam reclamados no território brasileiro, e, em algumas profissões, no exterior; as falhas profissionais do segurado, bem como os danos daí decorrentes, não sejam anteriores a data-limite para ocorrência; e as reclamações por tais danos sejam apresentadas pelos terceiros prejudicados na vigência do contrato ou durante seus prazos suplementares. Responsabilidade criada para quem oferece serviços especializados ao público em geral. Têm sido freqüentes as ações movidas contra profissionais, como médicos, advogados e engenheiros, por ato de omissão ou negligência no desempenho de suas atividades. Para alguns profissionais, tais como aqueles ligados a especialidades médicas, a aquisição de seguro tem alcançado preços proibitivos, justamente por causa da grande quantidade de ações movidas contra essa categoria. V. tb. Seguro Responsabilidade Civil Geral. SEGURO RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL CORRETOR DE SEGUROS E FIRMAS DE AUDITORIA Cobre a responsabilidade civil do segurado, decorrente de falhas ou acidentes relacionados com seu imóvel: ações ou omissões inerentes ao exercício da profissão; painéis de propaganda, letreiros e anúncios; e eventos programados pelo segurado sem cobrança de ingressos, limitados a seus familiares, empregados e pessoas convidadas. V. tb. Seguro Responsabilidade Civil Geral, Seguro Responsabilidade Civil Profissional. SEGURO RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL EMPRESAS PRESTADORAS DE

SERVIÇOS DE PROCESAMENTO DE DADOS Cobre a responsabilidade civil do segurado, decorrente da falhas cometidas na prestação dos serviços de processamento de dados, por ele contratados com seus clientes. Não cabe qualquer indenização quando existir participação acionária, direta ou indireta, entre o segurado e o terceiro reclamante, até o nível de pessoas físicas que, isoladamente ou em conjunto, exerçam ou tenham possibilidade de exercer controle comum da empresa segurada e da empresa reclamante. V. tb. Seguro Responsabilidade Civil Geral, Seguro Responsabilidade Civil Profissional. SEGURO RESPONSABILIDADE CIVIL RISCOS CONTIGENTES DE VEÍCULOS TERRESTRES MOTORIZADOS Garante a responsabilidade civil do segurado, decorrente de acidentes relacionados com a circulação de veículos, quando comprovadamente a serviço eventual do segurado. Essa cobertura só se aplica em proteção aos interesses do segurado, mas em nenhuma hipótese em benefício dos proprietários dos veículos. V. tb. Seguro Responsabilidade Civil Geral. V. tb. Seguro Responsabilidade Civil Geral. SEGURO RISCOS DIVERSOS Ramo constituído de várias modalidades com cobertura multirrisco, sendo que sua grande característica é a de cobrir perdas e danos materiais contra quaisquer acidentes decorrentes de causa externa, exceto aqueles expressamente excluídos. É possível realizar, portanto, através de uma Apólice Mestra e de condições especiais muito variadas, seguro que abranja todas as modalidades de cobertura para as quais não existam condições gerais específicas. SEGURO SAÚDE Garante o pagamento em dinheiro ou o reembolso das despesas com a assistência médicohospitalar. É efetuado pela seguradora à pessoa física ou jurídica que prestou os serviços ou ao próprio segurado, à vista dos comprovantes das despesas médicas, quando em caso de reembolso. SEGURO TODOS OS RISCOS Cobre toda e qualquer perda, exceto aquelas especificamente excluídas. Tipo mais amplo de cobertura que se pode adquirir, porque se o risco não estiver claramente excluído, estará automaticamente coberto. SEGURO VIDA É aquele em que a duração da vida humana serve de base para o cálculo do prêmio devido ao segurador para que este se obrigue a pagar ao beneficiário do seguro um capital ou uma renda determinados, por morte do segurado ou no caso de o segurado sobreviver a um prazo convencionado. SEGURO VIDA COMBINADO Resulta da combinação de diferentes planos de seguro de vida, quis sejam: Vida Inteira com Outros; Temporários com Dotais Puros (chamados de Dotais Mistos) e Temporários com Outros. V. tb. Seguro Vida, Seguro Vida Inteira, Seguro Temporário de Capital, Seguro Dotal, Seguro Temporário de renda. SEGURO VIDA EM GRUPO É um contrato temporário, geralmente por períodos anuais, e automaticamente renovável, pelo qual o segurador, numa mesma apólice denominada Apólice-Mestra, cobre o risco de morte de um grupo predeterminado de pessoas unidas entre si por interesse comum e/ou que mantenham vínculo com o estipulante. SEGURO VIDA EM GRUPO DE PEQUENAS FIRMAS OU ENTIDADES Garante um conjunto de pessoas homogêneas em relação a uma ou mais características expressas por um vínculo concreto a um empregador. O termo empregado é extensivo aos dirigentes da empresa, desde que exerçam regularmente suas atividades na firma ou entidade.

O estipulante é a entidade empregadora. SEGURO VIDA EM GRUPO DE PRESTAMISTAS Cobertura de pessoas que convencionaram pagar prestações a pessoa jurídica com o objetivo de amortizar a dívida contraída para atender a compromisso assumido. Em caso de morte ou de invalidez permanente total do segurado, as prestações são liquidadas pela seguradora e o bem fica liberado. V. tb. Seguro Vida em Grupo, Seguro Crédito Interno. SEGURO VIDA EM GRUPO PARA GARANTIA DA MANUTENÇÃO, TRATAMENTO, TREINAMENTO OU EDUCAÇÃO DE PESSOAS EXCEPCIONAIS Plano de Seguro Vida em Grupo que cobre os pais de excepcionais. Aprovado pela Circular SUSEP-49/73, de 20.12.73. Tal plano não encontrou receptividade, tanto pelo mercado segurador quanto pelo público a que se destinava. SEGURO VIDA EM GRUPO PARA GARANTIA DO CUSTEIO EDUCACIONAL Garante a educação de crianças no caso de morte prematura de seus provedores. O grupo segurável é o conjunto de pessoas caracterizadas pelo vínculo de paternidade ou responsabilidade legal sobre educandos, alunos de uma ou mais entidades de ensino ou de uma ou mais unidades de ensino filiadas a uma mesma entidade. SEGURO VIDA EM GRUPO PARA PAQUENOS RURALISTAS Para produtores rurais que não possuem a propriedade da terra e, portanto, não podem oferecer garantias para os empréstimos junto ao governo. Em caso de morte, as famílias têm a dívida quitada, podendo inclusive levantar parte do financiamento no caso de o mutuário não ter recebido toda sua cota. V. tb. Seguro Vida, Seguro Vida em Grupo, Seguro Temporário de Vida do Produtor. SEGURO VIDA EM GRUPO PARA RURALISTA V. Seguro Vida em Grupo para Pequenos Ruralistas. SEGURO VIDA INDIVIDUAL Cobre a morte ou a sobrevivência de um único segurado, embora possa ser realizado sobre mais de uma vida sob a mesma apólice (casais, sócio, etc.). Suas indenizações podem ser pagas sob a forma de capital, de renda ou combinadas (capital e renda). Embora seja também praticado na modalidade temporária isolada (seguros hipotecários ou complementares), seus planos mais usuais estão voltados para longa duração, por toda a vida ou por períodos que podem ser menores mas, ainda assim, consideráveis (casos de sobrevivência). É baseado em prêmios nivelados e geração de provisões matemáticas (também conhecidas como prêmios de poupança). É um tipo de seguro extremamente vulnerável a taxas inflacionárias constantemente elevadas, porque anulam as vantagens da poupança nele embutidas e a invariabilidade do custo. Por ser individual, é uma forma de seguro extremamente amoldável às necessidades de disponibilidades financeiras dos seus adquirentes, mercê das combinações individualizadas que propicia e que podem cobrir toda uma existência, ao contrário do Seguro de Vida em Grupo, rígido e transitório, originalmente concebido para cobrir a fase laborativa dos segurados e, portanto, geralmente contratado na modalidade temporária. V. tb. Seguro Vida, Seguro Vida em Grupo. SEGURO VIDA INTEIRA Modalidade do Seguro Vida para casos de morte, a prêmios vitalícios, onde ocorre o pagamento da indenização pela morte do segurado em qualquer época. V. tb. Seguro Vida. SEGURO VIDA TEMPORÁRIO Seguro com duração determinada. Subdivide-se em Temporário de Capital, no qual só há obrigação de pagamento de um capital se a morte ocorrer dentro de determinado período, e Temporário de Renda, no qual, ocorrendo a morte do segurado dentro do prazo determinado, há a obrigação do pagamento de uma renda temporária ao beneficiário indicado. O seguro de vida em grupo nada mais é do que um seguro temporário de capital, anualmente renovável. V.

tb. Seguro Vida, Seguro Vida em Grupo. SEGURO VIDROS Concede ao segurado indenização pelas perdas e danos resultantes de quebra de vidros, causados por imprudência ou culpa de terceiros ou por fato involuntário do segurado, de membros de sua família ou de seus empregados e prepostos. SEGURO VULTOSO Seguro de grande porte em que as importâncias seguradas geralmente ultrapassam a capacidade de retenção do mercado nacional, o que torna necessário o resseguro de excedente de responsabilidade por risco isolado. SEGURO DE RISCOS Método através do qual o subscritor escolhe os segurados que irá aceitar. O trabalho do subscritor é distribuir os custos equivalentemente entre os membros de um grupo a ser segurado. Portanto, o subscritor deve determinar quais riscos são normais ou padrão, para cobrar taxas padrão; quais são subnormais, para cobrar taxas mais elevadas; e quais são preferenciais, para oferecer um desconto. V. tb. Risco, Subscrição, Subscritor. SINISTRALIDADE Número de vezes que os sinistros ocorrem e seus valores. Mede a expectativa de perda, que é imprescindível para estabelecer o prêmio básico ou o custo de proteção. V. tb. Sinistro. SINISTRO Ocorrência do acontecimento previsto no contrato de seguro e que, legalmente, obriga a seguradora a indenizar. V. tb. Apólice, Seguro. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIAS DO SEGURO Criada em 1953 com o objetivo de suprir a ausência da cátedra de Economia do Seguro. Dentre seus objetivos estão a promoção de cursos de Seguros e a criação de cátedras da ciência do seguro nas faculdades de ensino superior. SOLVÊNCIA Qualidade ou condição de solvente. Diz-se da situação de companhia de seguros que paga ou pode pagar seus compromissos. Devedor que possui seu ativo maior do que o passivo. SUB-ROGAÇÃO No que diz respeito ao seguro, é o direito que a lei confere ao segurador, que pagou a indenização ao segurado, de assumir seus direitos contra os terceiros responsáveis pelos prejuízos. SUBSCRIÇÃO Processo e exame, resultando na aceitação ou rejeição dos riscos de seguros. Classificação dos riscos selecionados para cobrança do prêmio adequado. O objetivo da subscrição é a distribuição do risco entre um grupo de seguradores, de modo que fique justo para os segurados e lucrativo para o segurador/ressegurador. V. tb. Seleção de Riscos, Subscritor, Risco. SUBSCRITOR Pessoa que executa a função de subscrever. Determina que um potencial segurado é segurável a taxas-padrão, subnormais, preferenciais, ou não é segurável. V. tb. Riscos, Seleção de Riscos, Subscrição. SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS - SUSEP Entidade autárquica integrante do Sistema Nacional de Seguros Privados, à qual compete a fiscalização da constituição, organização, funcionamento e operação das seguradoras. V. tb.

Sistema Nacional de Seguros Privados. SUSEP V. Superintendência Nacional de Seguros Privados.

T TABELA DE PRAZO CURTO É aplicada, principalmente, para calcular o prêmio de seguros com duração inferior a 1 (um) ano, onde a exposição ao risco é presumivelmente maior, embora também se aplique a restituições, em caso de cancelamento do seguro. TÁBUA DE MORTALIDADE Definida como o "o instrumento destinado a medir as probabilidades de vida e de morte". Consiste, na sua forma mais elementar, em uma tabela que registra, de um grupo inicial de pessoas da mesma idade, o número daqueles que vão atingindo as diferentes idades, até a extinção completa do referido grupo. A Tábua de Mortalidade possui, na generalidade dos casos, quatro colunas com algarismos, sendo a primeira relativa às idades (x), a segunda ao número de sobreviventes, (l)x, a terceira ao número de mortos (d)x, e a quarta, e última, (q)x ao quociente da divisão de dx por lx, em cada linha. As Tábuas de Mortalidade admitidas no Brasil para o cálculo dos prêmios do Seguro Vida em Grupo, são: SGB-71, CSO-58, MALE, CSO-80, MALE, SCSG-60, GKM-70 MALE, ALLG-72 MALE E AT-49 MALE, podendo ser utilizadas outras tábuas, desde que reconhecidas pelo Instituto Brasileiro de Atuária (IBA). V. tb. Seguro Vida. TARIFA Relação das taxas correspondentes a cada classe de risco. É de acordo com a taxa constante da tarifa, que o segurador calcula o prêmio relativo ao seguro que lhe é proposto. Prêmio padrão de seguro estabelecido para uma determinada classe de risco. TARIFAÇÃO Avaliação do risco de pessoa física ou jurídica. Procedimento de cálculo do prêmio de forma a que ele seja adequado: suficiente para pagar sinistros de acordo com a freqüência esperada, salvaguardando a capacidade de solvência da seguradora; razoável: a seguradora não deve auferir lucros excessivos; e justo ou não discriminador. V tb. Tarifação Especial. TARIFAÇÃO ESPECIAL Critério específico, não previsto nas tarifas vigentes, aplicável a um determinado tipo de segurado ou de risco. TAXA Elemento necessário à fixação das tarifas de prêmios, cálculo de juros, reservas matemáticas, etc. A taxa é uma percentagem fixa, que se aplica a cada caso determinado, estabelecendo a importância necessária ao fim visado. V. Taxação. TAXA BÁSICA Taxa da tarifa, a partir da qual são calculados os prêmios. As taxas podem sofrer deduções ou acréscimos, dependendo da natureza do risco. TAXA COMERCIAL Taxa referencial para a geração dos prêmios comerciais, sendo obtida a partir da incorporação de margens (custos da seguradora) à taxa pura. TAXA DE MORTALIDADE Relação entre a freqüência de mortes de membros de um determinado grupo e a quantidade

de membros do grupo, em determinado período de tempo. TAXA ESTATÍSTICA Expressa a relação entre o total de prejuízos incorridos em determinados sinistros e a totalidade dos seguros em Carteira expostos aos mesmos riscos (capital segurado médio). TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO Certificados emitidos pelas sociedades de capitalização em favor dos respectivos tomadores. Os portadores dos títulos pagam à sociedade, durante um certo tempo, uma mensalidade correspondente ao valor dos títulos, formando, assim, um capital que, acrescido dos juros acumulados, será recuperado pelos portadores em prazos previamente fixados. Os títulos de capitalização comportam, também, a eventualidade de um reembolso antecipado, por sorteio. V. tb. Capitalização.

V VALOR DE NOVO O valor em risco denomina-se "valor de novo" sempre que se refira ao custo de reposição do bem sinistrado, sem que se leve em conta a depreciação do mesmo pelo tempo, uso ou desgaste, sujeito este processo a limitações. VALOR DE REPOSIÇÃO Valor do custo de reposição do bem destruído ou inutilizado pelo sinistro. VALOR DE RESGATE Importância em dinheiro que o segurado pode obter em conseqüência da rescisão do contrato de Vida Individual. Esse valor só está disponível após ter a apólice vigorado por um determinado período de tempo, devendo corresponder a um percentual mínimo do valor da provisão matemática constituída. V. tb. Seguro Vida Individual. VALOR EM RISCO É o valor da obrigação do segurador, do ressegurador ou do retrocessionário, no momento da conclusão do contrato. Também o somatório destes valores, quando a referência é feita ao valor integral do objeto que tenham reservas matemáticas constituídas, o valor em risco deverá levar em conta o abatimento destas importâncias. VALOR SEGURADO Importância que figura na apólice como valor do contrato, e serve para fixar o limite da responsabilidade do segurador caso ocorra o sinistro. VALOR SEGURÁVEL É o valor do objeto ou do interesse sobre o qual se contrata o seguro. representando dinheiro, bens ou interesses nos mesmos. Quaisquer documentos nos quais esteja o segurado interessado ou tenha assumido a custódia, ainda que gratuitamente. Os bens acima especificados não serão considerados valores quando se tratar de mercadoria inerente ao ramo de negócio do segurado. V. tb. Seguro Valores, Seguro Riscos Diversos, Seguro Global de Bancos. VALORES GARANTIDOSSão garantias concedidas no Seguro Vida Individual e, saldamento e prolongamento da apólice. VENDAVAL Vento de velocidade igual ou superior a 15 (quinze) metros por segundo. V. tb. Seguro Riscos Diversos, Seguro Incêndio. VIGÊNCIA

É o período de tempo fixado para validade do seguro ou cobertura. VISTORIA DE SINISTRO Inspeção feita por peritos habilitados, após o sinistro, para verificar e estabelecer os danos ou prejuízos sofridos pelo objeto segurado. VISTORIA DO RISCO Inspeção feita por peritos habilitados para avaliar as condições do risco a ser segurado, com a finalidade de estabelecer o valor do risco. VMI V. Valor Máximo Indenizável.

ACEITAÇÃO Aprovação da proposta - base para a emissão da apólice - apresentada pelo Segurado para a contratação do seguro. Topo ACESSÓRIO Peça desnecessária ao funcionamento do veículo e nele instalada para sua melhoria, sua decoração ou para o lazer do usuário. Topo ACIDENTE Acontecimento imprevisto e involuntário do qual resulta um dano causado ao objeto ou à pessoa segurada.Topo ACIDENTES PESSOAIS DE PASSAGEIROS Evento súbito, involuntário e violento, causador de lesão física que, por si só e independentemente de outra causa, tenha como conseqüência direta a morte ou a invalidez permanente, total ou parcial, dos passageiros ou do condutor do veículo segurado. Tal evento, com data caracterizada, é exclusivo e diretamente provocado por acidente de trânsito com o veículo segurado. Topo APÓLICE Documento emitido pela Seguradora, em função da aceitação do risco, que formaliza o contrato de seguro, no qual constam os dados do Segurado, bem como os da cobertura que identifica o risco e o patrimônio segurado. APROPRIAÇÃO INDÉBITA Ato ilícito que consiste em apossar-se de coisa alheia móvel de quem tem a posse ou a detenção. Topo AVARIA Termo empregado para designar os danos ao bem segurado. AVARIA PRÉVIA Dano existente no veículo segurado, antes da contratação do seguro, e que não está por este coberto. Topo AVISO DE SINISTRO Comunicação efetuada através de contato telefônico ou de formulário específico
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com a finalidade de dar conhecimento ao Segurador da ocorrência de um sinistro.
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Beneficiário Bônus

BENEFICIÁRIO Pessoa física ou jurídica a favor da qual a indenização deve ser efetuada.Topo BÔNUS Desconto obtido pelo Segurado na renovação do seguro, desde que não tenha havido um dos seguintes fatos: ampliação de cobertura, ocorrência de sinistro durante o período de vigência da apólice anterior, qualquer transferência de direitos e obrigações ou qualquer interrupção no contrato de seguro. Este indicador é avaliado a cada período de um ano de vigência de seguro, sendo único para as coberturas de casco, acessórios, carrocerias, equipamentos especiais, responsabilidade civil facultativa e acidentes pessoais passageiros.Topo CANCELAMENTO Dissolução antecipada da apólice de seguro.Topo CARROCERIA Parte que fica sobre o chassi e onde se alojam os passageiros, em veículos coletivos e de passeio. Em caminhões, parte traseira, destinada à carga. Topo CLASSE DE LOCALIZAÇÃO Local definido pelo Segurado para a taxação do risco. Deve ser onde o veículo circula e/ou permanece, no mínimo, 85% do tempo da semana. Nos casos em que o veículo circular por mais de uma classe de localização, não permanecendo em uma delas por mais de 85% do tempo da semana, será definida dentre elas a classe de maior risco. Em se tratando de caminhões, rebocadores e semi-reboques que circulem por mais de uma classe de localização, não ficando 85% do tempo da semana em apenas uma delas, a definição da classe deverá ser feita considerando a base (local onde o caminhão/rebocador/semi-reboque permanece quando não está a serviço).Topo CLÁUSULA Definição de cada uma das disposições contidas no contrato de seguro.Topo CLÁUSULA PARTICULAR Disposição, inserida na apólice, cuja finalidade é destacar ou especificar determinados aspectos da cobertura do seguro.Topo COLISÃO Qualquer choque, batida ou abalroamento sofrido ou provocado pelo veículo segurado.Topo

CONDIÇÕES GERAIS Conjunto de cláusulas contratuais que estabelecem obrigações e direitos, do Segurado e da Seguradora, de um mesmo contrato de seguro.Topo CORRETOR Intermediário, pessoa física ou jurídica, legalmente autorizado a representar o Segurado, angariar e promover contratos de seguro entre as Seguradoras e as pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado. Na forma do Decreto-Lei nº 73/66, o Corretor é o responsável pela orientação ao Segurado sobre as coberturas, obrigações e exclusões do contrato de seguro. A situação cadastral do Corretor poderá ser consultada no site www.susep.gov.br, com o número de seu registro na SUSEP, nome completo, CNPJ ou CPF.Topo DANO CORPORAL Lesão exclusivamente física causada a uma pessoa em razão de acidente de trânsito envolvendo o veículo segurado. Danos classificáveis como mentais, morais, estéticos ou psicológicos não estão abrangidos por esta definição. DANO ESTÉTICO Dano físico/corporal que, embora não acarrete seqüelas que interfiram no funcionamento do organismo, implique redução ou eliminação dos padrões de beleza ou estética de uma pessoa.Topo DANO MATERIAL Tipo de dano causado exclusivamente à propriedade material da pessoa.Topo DANO MORAL Ofensa ou violação que, mesmo sem ferir ou causar estragos aos bens patrimoniais de uma pessoa, ofenda seus princípios e valores morais, tais como os que se referem a sua liberdade, a sua honra, a seus sentimentos, a sua dignidade e/ou a sua família. Em contraposição ao patrimônio material, é tudo aquilo que não seja suscetível de valor econômico, ficando a cargo do Juiz, no processo, o reconhecimento de tal dano, bem como a fixação de sua extensão e eventual reparação, devendo ser sempre caracterizado como uma punição que se direciona especificamente contra o causador dos danos.Topo DOLO Ato consciente de má-fé em proveito próprio ou de terceiro, para induzir outrem à prática de um ato jurídico que lhe é prejudicial.Topo ENDOSSO Documento expedido pela Seguradora, durante a vigência da apólice, pelo qual esta e o Segurado acordam quanto à alteração de dados e modificam condições da apólice. Topo EQUIPAMENTOS Qualquer peça instalada no veículo em caráter permanente, não relacionada a sua
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locomoção, destinada a um fim específico que não à melhoria ou decoração do bem ou ao lazer do usuário.Topo ESTELIONATO Manobra fraudulenta que uma pessoa emprega contra outra com o fim de obter vantagem em proveito próprio ou de terceiro.Topo ESTIPULANTE Pessoa física ou jurídica que contrata apólice de seguro, ficando investido dos poderes de representação dos Segurados perante a Seguradora.Topo FATOR DE AJUSTE Fator acordado quando da contratação do seguro para aplicação sobre o valor que constar na tabela de referência estipulada na apólice, vigente na data da ocorrência do sinistro.Topo FRANQUIA Participação obrigatória do Segurado, expressa em reais (R$) na apólice, dedutível em cada evento (sinistro) reclamado por ele e coberto pela apólice, exceto nos prejuízos provenientes de raio e suas conseqüências, de incêndio, de explosão acidental, ou de Indenização Integral.Topo FURTO Subtração, para si ou para outrem, de coisa móvel alheia, sem cometer violência contra a pessoa e sem deixar vestígios.Topo FURTO QUALIFICADO: Ação cometida para subtração de coisa móvel, com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa, com emprego de chave falsa ou mediante cooperação de duas ou mais pessoasTopo INCÊNDIO Evento destrutivo caracterizado pela ação do fogo.Topo INDENIZAÇÃO INTEGRAL Indenização que se caracteriza sempre que os prejuízos e/ou as despesas relativas ao conserto do veículo forem iguais ou superiores a 75% (setenta e cinco por cento) do valor contratado.Topo INDENIZAÇÃO PARCIAL Dano sofrido pelo veículo segurado cujo custo para reparação ou reposição não atinge 75% (setenta e cinco por cento) do seu valor estabelecido na apólice, no ato da contratação.Topo INVALIDEZ PERMANENTE POR ACIDENTE Perda ou impotência funcional definitiva, total ou parcial, de um membro ou órgão, em decorrência de acidente com o veículo segurado.Topo

LIMITE MÁXIMO DE INDENIZAÇÃO (LMI) Limite máximo, fixado nos contratos de seguro, representando o máximo que a Seguradora irá suportar em um risco coberto.Topo LIQUIDAÇÃO DE SINISTRO Processo para pagamento da indenização ao Segurado, com base no relatório de regulação de sinistro. Topo NEXO CAUSAL Relação da ação com o dano sofrido, ou seja, a relação que une a causa ao efeito.Topo PLURIANUAL Contrato de seguro com vigência superior a (1) ano.Topo PRÊMIO Importância paga pelo Segurado à Seguradora para que esta garanta o risco a que ele está exposto.Topo PROPONENTE Pessoa que pretende fazer um seguro e que já firmou, para esse fim, a proposta.Topo PROPOSTA DE SEGURO Instrumento mediante o qual o Proponente expressa a intenção de aderir ao seguro, especifica seus dados cadastrais e declara conhecimento e concordância em relação às regras estabelecidas nas respectivas Condições Gerais. A proposta é parte integrante do contrato.Topo QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DO RISCO Formulário de questões, que é parte integrante da proposta de seguro, e que deve ser respondido pelo Segurado, de modo claro e preciso, sem omissões. Trata-se de uma das referências que determinam o prêmio do seguro.Topo REGULAÇÃO DE SINISTRO Exame das causas e circunstâncias do sinistro para se concluir sobre a cobertura e para apurar se o Segurado cumpriu todas as obrigações legais e contratuais.Topo RESPONSABILIDADE CIVIL FACULTATIVA DE PROPRIETÁRIOS DE VEÍCULOS AUTOMOTORES DE VIAS TERRESTRES (RCF-V) Responsabilidade do Segurado decorrente de acidente causado pelo veículo segurado ou pela sua carga durante o transporte.Topo RESSARCIMENTO Reembolso dos prejuízos assumidos pela Seguradora ao indenizar dano causado por terceiros ao veículo segurado.Topo RISCO Evento, em data incerta, que independe da vontade das partes contratantes e

contra o qual é feito o seguro. O risco é a expectativa de sinistro. Sem risco não pode haver contrato de seguro.Topo ROUBO Subtração do bem, ou de parte dele, com ameaça ou violência à pessoa.Topo SALVADOS Objetos resgatados de um sinistro e que ainda possuem valor econômico. Assim são considerados tanto os bens que tenham ficado em perfeito estado, como os parcialmente danificados pelos efeitos do sinistro.Topo SEGURADORA Pessoa jurídica, legalmente constituída, que emite a apólice, assumindo o risco de indenizar o Beneficiário/Segurado na ocorrência de um dos eventos cobertos pelo seguro.Topo SINISTRO Ocorrência de um evento coberto e indenizável, previsto no contrato de seguro.Topo SUB-ROGAÇÃO Transferência de direitos e obrigações entre duas pessoas.Topo SUSEP Superintendência de Seguros Privados. Autarquia federal responsável pela regulação e fiscalização do mercado de seguros.Topo TERCEIRO Pessoa culpada ou prejudicada no acidente, exceto o próprio Segurado ou seus ascendentes, descendentes, cônjuge, irmãos e pessoas que com ele residam ou que dele dependam economicamente.Topo VALOR DETERMINADO Quantia fixa, garantida ao Segurado, na Indenização Integral do veículo. Esse valor é fixado em moeda corrente nacional, e determinado pelas partes no ato da contratação.Topo VALOR DE MERCADO REFERENCIADO Quantia variável, garantida ao Segurado, na Indenização Integral do veículo. Esse valor é fixado em moeda corrente nacional, determinado de acordo com o percentual ? previamente fixado na proposta de seguro ? aplicado sobre a tabela de referência de cotação para o veículo. Essa tabela, sempre escolhida pela Seguradora, constitui a base de cálculo do valor da indenização, na data da liquidação do sinistro.Topo VIGÊNCIA Prazo que determina o início e término da validade das garantias contratadas.Topo

VISTORIA PRÉVIA Inspeção que a Seguradora realiza, antes da aceitação do risco, para verificação das características e do estado de conservação do veículo.Topo VISTORIA DE SINISTRO Inspeção que a Seguradora efetua, por intermédio de peritos habilitados, para verificar, na hipótese de sinistro, os danos ou prejuízos do veículo.Topo BENEFICIÁRIO Pessoa física ou jurídica a favor da qual a indenização deve ser efetuada.Topo BÔNUS Desconto obtido pelo Segurado na renovação do seguro, desde que não tenha havido um dos seguintes fatos: ampliação de cobertura, ocorrência de sinistro durante o período de vigência da apólice anterior, qualquer transferência de direitos e obrigações ou qualquer interrupção no contrato de seguro. Este indicador é avaliado a cada período de um ano de vigência de seguro, sendo único para as coberturas de casco, acessórios, carrocerias, equipamentos especiais, responsabilidade civil facultativa e acidentes CANCELAMENTO Dissolução antecipada da apólice de seguro.Topo CARROCERIA Parte que fica sobre o chassi e onde se alojam os passageiros, em veículos coletivos e de passeio. Em caminhões, parte traseira, destinada à carga. Topo CLASSE DE LOCALIZAÇÃO Local definido pelo Segurado para a taxação do risco. Deve ser onde o veículo circula e/ou permanece, no mínimo, 85% do tempo da semana. Nos casos em que o veículo circular por mais de uma classe de localização, não permanecendo em uma delas por mais de 85% do tempo da semana, será definida dentre elas a classe de maior risco. Em se tratando de caminhões, rebocadores e semi-reboques que circulem por mais de uma classe de localização, não ficando 85% do tempo da semana em apenas uma delas, a definição da classe deverá ser feita considerando a base (local onde o caminhão/rebocador/semi-reboque permanece quando não está a serviço).Topo CLÁUSULA Definição de cada uma das disposições contidas no contrato de seguro.Topo CLÁUSULA PARTICULAR Disposição, inserida na apólice, cuja finalidade é destacar ou especificar determinados aspectos da cobertura do seguro.Topo COLISÃO Qualquer choque, batida ou abalroamento sofrido ou provocado pelo veículo segurado.Topo

CONDIÇÕES GERAIS Conjunto de cláusulas contratuais que estabelecem obrigações e direitos, do Segurado e da Seguradora, de um mesmo contrato de seguro.Topo CORRETOR Intermediário, pessoa física ou jurídica, legalmente autorizado a representar o Segurado, angariar e promover contratos de seguro entre as Seguradoras e as pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado. Na forma do Decreto-Lei nº 73/66, o Corretor é o responsável pela orientação ao Segurado sobre as coberturas, obrigações e exclusões do contrato de seguro. A situação cadastral do Corretor poderá ser consultada no site www.susep.gov.br, com o número de seu registro na SUSEP, nome completo, CNPJ ou CPF.Topo
Aceitação - Aprovação pela seguradora da proposta apresentada pelo segurado e a emissão da respectiva apólice de seguro. Acessórios - Elementos instalados no veículo para lazer do usuário. Considera-se, para efeito do seguro, somente os componentes de áudio/vídeo desde que instalados de maneira permanente no veículo. Ex. rádio, toca-fitas, telefone... Acidentes pessoais - Eventos ocorridos a pessoas de forma súbita, involuntária e externa.

Apólice - É o contrato de seguro que contém os dados do segurado e do veículo, coberturas, franquias e valores contratados, além das condições gerais e particulares que identificam as garantias e obrigações tanto do segurado como da seguradora

Assistência - Garantias adicionais constantes em alguns seguros com serviços emergenciais, tais como: ambulância, coberturas provisórias de telhados, chaveiros, hospedagem, carro reserva, guincho, etc.

Avaria (preexistente) - Danos existentes no veículo antes da contratação do seguro ou antes de um acidente. Exemplos: ferrugem e amassamentos. Aviso de Sinistro - Formulário que o segurado preenche com a finalidade de dar conhecimento ao segurador da ocorrência de um sinistro, citando dia, hora, circunstâncias da ocorrência, etc...

Beneficiário - Pessoa a quem o segurado reconhece o direito de receber a indenização estipulada na apólice.

Bônus - Desconto progressivo na apólice de automóvel que reduz o preço do

seguro daqueles segurados que não apresentarem para indenização, qualquer sinistro durante a vigência da apólice.

Capital Segurado - Valor máximo de indenização (Seguro de vida).

Casco - O automóvel propriamente dito, excluindo acessórios, equipamentos adicionais e carrocerias.

Cobertura - No contrato de seguro (apólice) o segurado está transferindo os riscos aos quais ele e seus bens estão expostos.

Estes riscos estão "cobertos" no contrato através de coberturas especificadas na apólice. Os mais comuns na apólice de automóveis são: • Compreensivo - cobrindo os danos sofridos pelo veículo e os danos causados pelo veículo. • Incêndio e roubo - cobre somente os danos causados por incêndio ou roubo do veículo. • Responsabilidade Civil Facultativa - A Responsabilidade Civil do dono ou do motorista (autorizado) está coberta até o limite especificado na apólice e cobre os danos causados a terceiros para Danos Corporais e Danos Materiais

Condições Gerais - Condições que regem o contrato de seguro, estabelecendo inclusive os direitos e obrigações do segurado e da seguradora.

Contrato de boa fé - O conceito de boa fé está afirmado no Código Civil Brasileiro. O Artigo 1.443 diz que segurado e segurador "são obrigados a guardar no contrato a mais estrita boa fé e veracidade, assim a respeito do objeto, como das circunstâncias e declarações a ele concernentes". Já o artigo 1.444, diz que o segurado perderá o direito ao valor do seguro "se não fizer declarações verdadeiras e completas, omitindo circunstâncias que possam influir na aceitação da proposta ou na taxa do prêmio".

Corretor de seguros - Perante a legislação brasileira o corretor é o intermediário legalmente autorizado a angariar e a promover contratos de seguro entre as seguradoras e pessoas físicas ou jurídicas. A habilitação do corretor no exercício da profissão depende da obtenção de um diploma de aprovação em exame promovido pela FUNENSEG.

Danos Corporais - Morte ou lesões causadas a pessoas.

Danos Materiais - Perdas ou danos causados a coisas ou objetos. Danos Morais - Entende-se por dano moral a dor pela perda do ente querido, o sofrimento, a lesão que causar cicatrizes, a injúria, a difamação, a vergonha, isto é, qualquer lesão abstratamente considerada, inclusive danos de natureza psicológica.

Estipulante - É a pessoa física ou jurídica que contrata um seguro a favor do segurado. O beneficiário é a pessoa física ou jurídica designada pelo segurado para receber as indenizações devidas pelo segurador. Em principio, o segurado é o beneficiário do seguro, mas também há casos em que ele indica um beneficiário situação comum nos seguros de vida - onde o risco coberto é a morte do próprio segurado. Endosso - Documento emitido pela seguradora comprovando alterações na apólice (substituição do veículo, inclusão de acessórios, aumento da Importância Segurada, cancelamento do seguro, mudança de endereço, etc).

Franquia - Participação do segurado nos prejuízos em caso de sinistro. É citada na apólice de acordo com as coberturas contratadas. Furto - Subtração de um bem, sem ameaça ou violência. Furto Qualificado - Para efeito de cobertura, entende-se por furto qualificado, exclusivamente, o ato de subtrair para si ou para outrem, coisa alheia móvel, com destruição ou rompimento de obstáculo, conforme definido no art. 155, parágrafo quarto, inciso I, do Código Penal. A seguradora somente considerará o furto qualificado quando houver vestígios materiais inequívocos de destruição ou rompimento de obstáculos.

Importância Segurada - Valor estabelecido pelo segurado que é o valor máximo de indenização a ser pago pela seguradora em caso de sinistro para as coberturas contratadas. Indenização - Valor que a seguradora deve pagar ao segurado, beneficiário ou terceiro em caso de sinistro coberto pelo contrato de seguro.

Prêmio - Preço do seguro, incluindo impostos.

Proposta - É um instrumento que representa a vontade do segurado de transferir o risco para a seguradora. Pode ser preenchida pelo próprio segurado, pelo seu representante legal ou pelo corretor de seguros.

Pró-rata - Critério utilizado para cálculo de devolução de prêmio ou cobrança de prêmio adicional. Leva em consideração o tempo a decorrer até o término do seguro ou o tempo decorrido desde o início da vigência até o momento da alteração.

Reembolso - Devolução, pela seguradora, dos valores totais ou parciais pagos com recursos próprios do segurado no caso de eventos e/ou sinistros cobertos pelo seguro.

Risco - Possibilidade de um acontecimento inesperado, causador de danos materiais ou pessoais, contra o qual é feito o seguro. Roubo - é a subtração do veículo ou parte dele mediante grave ameaça ou violência à pessoa.

Salvado - Veículo ou parte do mesmo encontrado após o pagamento da indenização por roubo ou furto total. Refere-se também ao que restou de um veículo após acidente indenizável pela seguradora. Segundo Risco - Seguro cujas coberturas funcionarão somente no caso dos prejuízos ultrapassarem a importância prevista para o primeiro seguro. Exemplo: O seguro de Responsabilidade Civil Facultativa - Danos Corporais é 2º Risco do DPVAT. Segurado - Pessoa que contrata o seguro e/ou exposta aos riscos previstos nas coberturas indicadas na apólice. Seguradora - Empresa que, mediante a emissão de um contrato de seguro e cobrança de prêmio, assume a responsabilidade de indenizar o segurado pelos prejuízos sofridos - desde que estejam de acordo com as condições do seguro contratado. Sinistro - Evento que gera danos ou prejuízos cobertos pela apólice de seguros.

Terceiro - Qualquer pessoa, física ou jurídica, que não tenha parentesco em 1º grau com o segurado dependência econômico-financeira ou vínculo empregatício.

Vigência do seguro - Período de tempo de validade do seguro (início e término da apólice).

Valor de mercado - Atualiza o valor da indenização no dia do pagamento de acordo com o preço de mercado. Valor Determinado - Uma cláusula na apólice em que a Seguradora garante ao Segurado, quando caracterizada a perda total do veículo sinistrado, o pagamento da quantia estipulada pelas partes no ato da contratação. Valor Indenizável - Valor a ser pago na ocorrência de sinistro.

Vistoria Prévia - avaliação, por pessoa autorizada pela seguradora, do estado do veículo antes da formalização do contrato de seguro, que servirá de base para a definição do estado geral do veículo e fará parte integrante do contrato. Vistoria de Sinistro - Visita ao local onde se encontram os bens sinistrados a fim de apurar o montante dos prejuízos sofridos pelo segurado decorrente do evento previsto e coberto pelo contrato de seguro. Parte inferior do formulário