Material Complementar – Contabilidade de Custos

Custos Variáveis É aquele cujo valor total aumenta ou diminui na mesma proporção do aumento ou diminuição da produção. O valor do custo variável mantém uma relação direta com a produção. Ex: Matérias Primas, Materiais Direitos e Mão de Obra Direta.

Observe que o custo total aumenta com o aumento de produção em proporção direta. Se produzirmos uma unidade, o custo variável será R$ 5,00, se produzirmos duas unidades o custo será R$ 10,00 e assim sucessivamente. Características - O custo total variável aumenta ou diminui em proporção direta ao volume de produção. - O custo por unidade produzida é constante independente da quantidade produzida. Podemos verificar esta característica facilmente pelo gráfico. Se produzirmos uma unidade o custo unitário é de R$ 5,00, se produzirmos duas unidades o custo variável total é de R$ 10,00; o custo unitário é de 10 ÷ 2 = R$ 5,00 Para três unidades = 15 ÷ 3 = R$ 5,00.

Custos Fixos São aqueles que não alteram com a variação da quantidade produzida. São os mesmos independentes do volume de produção. Ex: Aluguel da fábrica, seguros, imposto predial, etc.

Para a produção de uma unidade, o custo fixo é de 60, para duas unidades, o custo fixo continua 60 e assim sucessivamente.

Características - O valor do custo total fixo é constante, independente do volume de produção. - O custo por unidade produzida diminui a medida que a produção aumenta. Há uma relação inversa entre o custo unitário fixo e a produção. Se produzirmos uma unidade, o custo unitário fixo é de R$ 60. Se produzirmos duas unidades, o custo unitário fixo é de 60 ÷ 2 = R$ 30. Para a produção de três unidades = 60 ÷ 3 = R$ 20. Atenção: O custo total pode ser definido como a soma do custo fixo com o custo variável C.T. = C.F. + C.V. O custo fixo unitário é a relação entre o custo fixo total e a quantidade produzida. O custo variável unitário é a relação entre o custo variável total e a quantidade produzida. Assim teríamos: Custo Fixo Unitário (C.F.U.) = Custo Fixo (C.F.) Quantidade (Q)

Custo Variável Unitário (C.V.U.) =

Custo Variável (C.V.) Quantidade (Q)

O custo unitário total (também conhecido como custo médio) pode ser calculado da seguinte forma:

Custo Médio = CF + CV = Q

CF + Q

CV Q

 Custo Médio = CFU + CVU Existe uma relação inversa entre o custo médio e a produção. Podemos resumir isto da seguinte forma: Custo Unitário Variável: É fixo com a produção Custo Unitário Fixo: Variável com a produção (proporção inversa) Custo Total Variável: Variável com a produção (proporção direta) Custo Fixo Total: Fixo com a produção Custo Médio: Variável com a produção (proporção inversa)

..... Mas ao fazermos isto.............200 Total... 100................Complemento Pag....600 unidades foram totalmente acabadas ........ 139. o que nos daria um preço unitário de 400............800 Custos Indiretos de Fabricação ............. Enterrada apresentou os seguintes dados no mês de julho: Estoque Inicial de Produtos em Elaboração e Acabados ....Foram vendidos 80% dos produtos acabados Calcular o saldo final de produtos em elaboração e produtos acabados..... Resolução O problema principal aqui........... O procedimento correto é calcular a produção equivalente: 600 unid...... 160.... Por isso é necessário saber quanto equivale a quantidade de peças em processo em termos de quantidade acabada..... é saber qual foi o valor creditado na conta produtos em elaboração... estaremos atribuindo às peças 50% acabadas... o mesmo custo de uma unidade totalmente (100%) acabada....1.. Exemplo: A Cia.000 Dados Adicionais: ........................... a conta produto em elaboração apresentará um determinado saldo já que alguns produtos não estarão totalmente acabados...... prontas ..000 Mão de Obra Direta ......... Em um primeiro momento poderíamos achar o custo médio (custo unitário) dividindo-se 400....Geral Quando a produção é por processo (não há sentido em se falar em produção equivalente quando a produção é por ordem)...... 400...... ao final de um período...zero Material Direto .400 unidades estão 50% acabadas ............ 81 Produção Equivalente .. x 100% prontas = 600 unid...000 por 100.....000 unidades de X foram iniciadas no período ......

...000 e 60..............000 60........ Produção Equivalente quando há estoque inicial de Produtos em Elaboração Quando há estoque inicial de produtos em elaboração procedente do período anterior.... a empresa terá de optar entre dois critérios: P.... Custo Unit.P.....000 = 500 800 Como 600 unidades foram terminadas...... = Custo de produção do período Produção Equivalente Custo Unit..000 O C................ para calcular o valor a ser debitado em produtos acabados.. Dados Complementares: 80...... prontas Produção Equivalente = 800 unid........000 .......400 unid. o custo da produção acabada é de 600 x 500 = 300.........000 Os saldos finais são 100......... Exemplo: Considere os seguintes gastos no período da Cia. = 400. seria 80% x 300....V....E.. Caldeirão da Amargura: Material Direto ...P. Custos Indiretos ....000... O saldo de produtos em elaboração é de 200 x 500 = 100. ou custo médio....000 = 240.....000.. x 50% prontas = 200 unid..000 60.........S......... Mão de Obra Direta .

....... Custo unitário = 300.Metade da produção acabada foi vendida.000 = 60. já que o custo do período precedente foi somado ao custo do período..... mais 300 unidades totalmente acabadas e as 200 restantes 50% acabadas..... x 100% = 300 unid......... 100....000 200..000 Total = 240...... correspondendo a 100 unidades 50% acabadas..Desconsiderar casas decimais. x 50% = 100 unid.... ...000 No cálculo da produção equivalente...240.. .. Resolução Custo Médio: Por este critério..000 ... Prod...... (+) Custo do período ... Produtos em Elaboração é de R$ 100..Foi iniciada a fabricação de 500 unidades no período sendo que 300 unidades foram totalmente acabadas e 200 unidades estão 50% acabadas.... Calcular o saldo da conta produtos em elaboração pelo custo médio e pelo P.. Custo do período anterior ...000 300. 200 unid. devemos somar o custo do período anterior com o custo do período........................ .... Logo: 100 unid..... 300 unid......000 Logo o saldo de Produtos em Elaboração será: 300..000 ....O Estoque Inicial (período anterior) da conta.. TOTAL .....000.. Equivalente = 500 As 100 unidades do período anterior são consideradas 100% acabadas...........000 300 x 600 = 180.... todas as peças do período anterior foram 100% acabadas.P.E.000 = 600 500 Custo da produção acabada = 100 x 600 = 60......S........ X 100% = 100 unid..

........ x 50% = 50 unid................... Equivalente = 450 O custo unitário será: 200...200 (+) 100 x ½ x 444 (100 peças 50% acabadas) .400 = 44..............133................ não somamos o custo do período anterior com o atual. 200 unid........000 = 444 450 No cálculo do custo da produção acabada devemos considerar apenas aquilo que o custo do período “fez”.... 300 unid......000 (+) 300 x 444 (custo de 300 peças prontas) ...000 – 255...............S.... 22.. x 100% = 300 unid... Prod............... Logo: 100 unid.000 No cálculo da produção equivalente as 100 unidades do período anterior são consideradas 50% acabadas......P.400 O saldo de produtos em elaboração será:: 300....... Neste critério.E.. Logo: Custo do período = 200.. x 50% = 100 unid.......... Assim: Saldo do período anterior ........600 ......... 100......200 (=) Custo da produção acabada . pois o custo do período só ajudou a acabar a metade.P..... 255......

600 .Razonete: Produtos em Elaboração 100.000 200.000 255.400 44.

pag. Do petróleo. . Subprodutos Os subprodutos têm as seguintes características: . etc. surgem os co-produtos coque. etc.Material Complementar. . . geralmente utilizado em provas de concursos. não compensa atribuir custos aos subprodutos. como citado anteriormente. e. . que de boi abatido surge os diferentes tipos de carne que são os Co-Produtos (filé.etc. sulfato de amônia. alcatra.Receita apresentada como dedução dos custos das vendas . Sua receita pode ser lançada em: . etc. óleo.Surgem de forma natural no processo produtivo. É o caso do frigorífico. a gasolina.Receita Adicional de Vendas . Como exemplo de subprodutos temos os ossos e chifres em um frigorífico ou a glicerina na fabricação de sabão. O ponto antes da “separação” dos co-produtos é chamado ponto de cisão. serragem nas madeireiras.Outras Receitas Operacionais . por exemplo. graxas. limalhas. logo seu faturamento é significativo para a empresa. por exemplo. Os Co-Produtos ou Produtos Conjuntos. patinho. Segundo alguns autores. são os próprios produtos principais.87 Produção Conjunta A produção conjunta ocorre quando mais de um produto surge a partir da mesma matéria prima.Redução do Custo de Produção (procedimento mais recomendável).Seu faturamento é insignificante em relação aos produtos principais. alcatrão.) Do carvão. etc.Sua comercialização é estável (tem venda certa).

.000. são sobras da produção ou produtos com defeito ou imprestáveis. Não tem mercado garantido. e surgem 100 Kg de subprodutos que são vendidos a $ 2. As sucatas são contabilizadas como “Outras Receitas Operacionais”. Observe que o estoque de subproduto é avaliado pelo preço de venda Sucatas Também chamado de resíduos. Não recebem custos e não aparecem como estoques.Ex: Supondo um custo de produção de um período seja de $ 20.000. o custo de produção seria de $ 18.000.

Material Complementar – Pag. Nesse ponto. 99 Custeio Variável Uma empresa encontra-se no ponto de equilíbrio contábil ou ponto crítico ou ponto de ruptura (Break even Point) quando apresenta um lucro contábil igual a zero.CV . A Demonstração do Resultado apresentaria a seguinte forma: Vendas (–) Deduções de Vendas (=) Vendas Líquidas (–) Custos e Despesas Variáveis (=) Margem de Contribuição (–) Custos e Despesas Fixos (=) Zero Graficamente teríamos: Matematicamente o ponto de equilíbrio pode ser calculado da seguinte forma: MC = PV . o total dos custos e despesas se iguala ao total das receitas.

C. x P.eq = CF + CVU x Q.u. x PVU MCU onde: MC = Margem de Contribuição PV = Preço de Venda CV = Custos e Despesas Variáveis MCU = Margem de Contribuição unitária PVU = Preço de Venda unitário RT = Receita Total C T = Custos e Despesas Totais CF = Custos e Despesas Fixos CV = Custos e Despesas Variáveis Q.  Q.T CT = CF + CV RT = CF = CV PU x Q. Maracanã apresenta os seguintes saldos em seus livros contábeis e registros auxiliares de custos: Custos e Despesas Fixos durante o ano (em R$): .F.eq.eq.CVU x Q.CVU = C.F. . C. = (PVU . .F MCU P. = Quantidade no ponto de equilíbrio CVU = Custos e Despesas Variáveis Exemplo: A Cia.eq.MCU = PVU. = CF.eq. P.V.eq = C.CVU RT = C. = Q.CVU) Q.eq.eq.eq. = PVU. x Q. PVU .eq.F.

......................... 7.....25. Outros ....................................................................000 b) $ 62...........................000 Despesas com Vendas ........................... Comissão de Vendedores ...................................... Embalagem .000 b) $ 600.......000 Mão de Obra Direta e Indireta ...........750 d) $ 187.000 3) (ICMS) A quantidade de unidades que a empresa deve produzir e vender durante o ano caso queira obter 25% de lucro sobre as receitas totais: a) 150 b) 800 c) 375 d) 750 (ICMS O lucro obtido (de 25%): a) $200...................................................................500 Resolução .500 c) $ 93.000 Custos e Despesas Variáveis por unidade: Material Direto ...................... 450 105 30 15 Pede-se 1) (ICMS) A quantidade de unidades que devem ser produzidas e vendidas por ano para se atingir o ponto de equilíbrio: a) 200 b) 600 c) 300 d) 75 2) (ICMS) O valor da receita no ponto de equilíbrio: a) $ 300....000 c) $ 200.........Depreciação de Equipamentos .........................18...................................Custos e Despesas ..................000 d) $ 120..................000 Impostos e Seguros da Fábrica ...................................................................70.......................

...........000 ..............000 = 0.....000 3) Nessa situação a DRE ficaria: Vendas (Receitas Totais) .1) Total dos custos e despesas fixos: Total dos custos e despesas variáveis: Q.000 ......................... (120............................000 600/unidade = 300 unidades 2) 300 unid....................... = CF PVU ......600 120..000 Q Logo: 1....120........000 1.......000 Q = 250 Q Lucro = 250 x 800 = 200..... x 1...25 x 1...000 Q .........000 Q = 800 4) Lucro = 0........25 x 1................000 x Q (-) Custos e Despesas Variáveis .........120.600 Q ......eq...000 Q 400 Q ..........000 = 250 Q 150 Q = 120......................000) (=) Lucro .. 1.....25 x 1..CVU = 120..................... (600 x Q) (-) Custos e Despesas Fixos ..............000 = 300.... 0......

indiretos.Princípio da Competência: As receitas e despesas devem ser reconhecidas quando ocorrer o “fato gerador”.Custeio por Absorção É um método de custeio em que são apropriados aos produtos fabricados todos os custos incorridos sejam eles diretos. enquanto os custos.Custo Padrão 1 .Material Complementar – Pag 100 Sistemas de Apropriação de Custos Apropriar custo significa o modo em que os custos serão atribuídos aos produtos Trataremos aqui das seguintes formas: . . atribuídos aos produtos. . O importante nesse método é a separação entre custos e despesas já que as despesas serão todas lançadas ao resultado.Princípio da Confrontação: As despesas devem ser reconhecidas à medida que são realizadas as receitas que ajudaram a gerar. fixos ou variáveis. Os custos indiretos são rateados entre os produtos e os custos dos produtos acabados e produtos em elaboração que não tenham sido vendidos estarão ativados.ABC . É o sistema de custeio aceito pela legislação e obedece aos princípios da realização da receita. . confrontação e competência.RKW .Custeio Variável ou Direto . .Custeio por Absorção .Princípio da Realização da Receita: Ocorre a realização da Receita quando há transferência do bem ou serviço.

administrativas. Inicialmente os gastos são transferidos aos centros de . usando-se o custeio por absorção (nesse caso é aceito pela legislação). 4 . etc. pois considera as despesas para a avaliação de estoques. financeiras.Custeio Variável ou Direto Aloca aos produtos somente os custos variáveis.ABC – Activity Based Costing Direciona os custos indiretos aos produtos por atividade (não por departamentos ou centros de custos). Isto porque este método admite que os custos fixos sejam deduzidos do resultado mesmo que os produtos não sejam vendidos. Observações: É o método mais indicado para tomada de decisões (utilização na contabilidade gerencial). Este sistema. Mas nada impede que se utilize o rateio somente dos custos indiretos pelo sistema ABC.RKW – Reichskuratorium fur Wirtschaftlichtkeit Consiste em ratear custos e despesas (comerciais. A Demonstração do Resultado assume a seguinte forma quando da utilização do custeio variável: Vendas: (–) Deduções de Vendas (=) Vendas Líquidas (–) Custo dos Produtos Vendidos (=) Margem de Contribuição (Lucro Bruto Marginal) (–) Custos e Despesas Fixos (=) Lucro Líquido. Para cada atividade teremos um direcionador de custo. não é aceito pela legislação. confrontação e competência. em regra. pois fere os princípios da realização da receita. Os custos fixos são considerados despesas já que vão ocorrer independente do volume de produção. Este método não é aceito pela legislação do imposto de renda.) aos produtos. 3 .2 . diminuindo as distorções causadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos do custeio por absorção. Seu maior benefício é para fins gerenciais.

Custeio Padrão Os custos são apropriados aos produtos não pelo seu valor efetivo. não é contabilizado. mas por uma estimativa. 5 . Geralmente. .custos e depois aos produtos. Não é aceito pela legislação. pois considera as despesas para avaliação de estoques. Pode ser utilizado quer a empresa adote o custeio por absorção ou custeio variável.

São possíveis de serem alcançados. Pode ser utilizado quer a empresa adote o custeio por absorção ou o custeio variável. Observação: .Corrente 1 . É uma meta que a empresa deseja atingir em um determinado período de tempo.Material Complementar – Pag. 2 . pelo menos a curto e médio prazo. Na prática é muito difícil de ser alcançado. como quebras de equipamentos. Expressa o objetivo da empresa a longo prazo (planejamento estratégico).Custo Padrão Ideal É aquele determinado dentro das condições ideais de qualidade e eficiência de mão de obra. Situa-se entre o ideal e o estimado. Não aponta defeitos ou ineficiências. Todos os custos são tomados por estimativa. 3 . É o custo que a empresa deveria ter alcançando certos níveis de desempenho. perdas etc. Geralmente não é contabilizado.Ideal . O uso deste custo padrão é muito restrito e teórico. 124 Custeio Padrão Nesse sistema de custeio os custos são predeterminados. Supõe a utilização máxima de todos os recursos disponíveis com um mínimo de desperdícios e são desprezados os imprevistos. Leva em conta apenas os aspectos práticos da produção.Custo Padrão Estimado É aquele determinado através da observação da produção passada (custo histórico). É uma estimativa de custo a curto prazo e geralmente os valores encontrados são bem próximos da realidade. Parte da hipótese que a média do passado é um número válido e somente introduz algumas modificações esperadas.Estimado .Custo Padrão Corrente Leva em consideração que certas deficiências não podem ser solucionadas. antes da produção. Há três tipos de custo padrão: . Faz a união entre aspectos teóricos e práticos da produção.

Exemplo 1: Dados os custos de produção de uma empresa.000 20.000 desfavorável 700. Estudar as variações. a diferença é desfavorável já que os custos foram maiores que o previsto. Resolução Nesse problema temos um padrão de preço e outro de quantidade.000 360. Periculosa gastou 100 kg na fabricação de seus produtos a um custo de R$ 150. Quando o custo padrão for maior que o real. Neste caso temos: Real: CUSTO REAL CUSTO PADRÃO VARIAÇÃO 150.00 menor. Por exemplo.000 desfavorável 350.000 120.00 660. em um determinado período.00.000 10. um padrão para mão de obra e outro para materiais.000 40.Na prática as empresas combinam os padrões descritos acima. Quando o custo real é maior que o custo padrão. A previsão foi que a quantidade foi 20% menor que o real a um custo de R$ 10. 4 .000 favorável 200.000 30. O estudo das variações é de melhor visualização através de gráfico. Nessa situação o custo real > custo padrão (situação desfavorável).000 desfavorável .000 180. Direito MOD CIF TOTAL Exemplo 2: A Cia. a diferença é favorável. estudar as variações: ITENS Mat. Custo Padrão > Custo Real  Situação Favorável Custo Padrão < Custo Real  Situação Desfavorável Observação: Em uma economia inflacionária é difícil a utilização do custo padrão.Custo Real O custo real é aquele que ocorreu efetivamente na empresa.

Esta diferença pode ser explicada através do gráfico a seguir: As variações de preço e quantidade estão demonstradas no gráfico acima.800 (d) Variação do Preço = Diferença de Preço x Quantidade Padrão = (150 – 140) x 80 = 800 (d) Se somarmos a variação da quantidade com o preço obteremos 3. Observe que há uma diferença de 200 em relação ao cálculo inicial (3.800 (desfavorável) Podemos calcular esta variação por quantidade e preço: Variação da Quantidade = Diferença de Quantidade x Preço Padrão = (100 – 80) x 140 = 2.00 Previsão (padrão): Quantidade: 80 kg Custo: R$ 140.600 desfavorável (2.00 A variação total é calculada a seguir: 150 x 100 = 15.000 – 11. Para calcularmos a variação mista basta calcularmos a área acima representada: (150 – 140) – (100 – 80) = 10 x 20 = 200 desfavorável .Quantidade: 100 kg Custo: R$ 150.200 = 3.800).200 (padrão) Variação = 15.800 + 800). Observe que está faltando a área representada pela variação mista.000 (real) 140 x 80 = 11.

000 (padrão) 40 x 130 = 5. Exemplo 3 Padrão: Quantidade = 50 m Preço = R$ 100/m Real: Quantidade = 40 m Preço = R$ 130/m Cálculo da Variação Total: 50 x 100 = 5. .200 – 5. metros com preço por metro.500 – 1.200 (real) Variação Total = 5. pode-se comparar dois padrões de qualquer tipo. Variação da Quantidade = (50 – 40) x 100 = 1. Graficamente teríamos: Calculando a variação mista: (130 – 100) x (50 – 40) = 30 x 10 = 300 favorável.000 (f) Variação do Preço = (130 – 100) x 50 = 1. quantidade de horas para produzir uma peça (hora/peça) com custo horário da mão de obra.500 (d) A variação Total é de 500.000 = 200 desfavorável. Exemplo: Eficiência da mão de obra (horas trabalhadas previstas) com custo de mão de obra.Observação: Nos problemas. Há uma diferença de 200 em relação ao cálculo inicial. em geral.000). etc. desfavorável (1.

calcular a variação do custo unitário. 20 x 1.000 unidades e para uma produção de 500 unidades.Exemplo 4 A Cia Suicida apresenta os seguintes dados padrões mensais: Produção Total: 1.00 por unidade Custos Fixos: $26.00 Para uma produção real de 500 unidades.000 = 46. devemos calcular o custo unitário para uma produção de 1. Resolução Para resolvermos o problema.000 20 x 500 + 26.000 + 26.00 desfavorável (real > padrão) .000 = 36.000 = $46/u (Padrão) 1.000 = $72/u (Real) 500 Variação: $26.000 unidades Custos Variáveis: $20.000.

Material Complementar – Pag. O custo é atribuído à atividade através de: Alocação Direta: Quando há uma clara identificação entre o custo e a atividade (ex: viagens. o ABC (Activity Based Costing) procura reduzir a arbitrariedade do rateio dos custos indiretos. viagens. Inclui. aluguéis. 130 Custeio ABC – Custo Baseado em Atividades Como comentado anteriormente. em cada departamento (vide departamentalização) são identificadas as atividades relevantes realizadas. Pode-se obter o custo da atividade no razão geral da empresa ou através de estudos da engenharia. por exemplo.Atribuição de Custos às Atividades Cada atividade deve ser custeada com todos os gastos necessários para desempenhá-la. salários. etc. Exemplos: Departamento Controle de Qualidade Pintura Acabamento Almoxarifado Atividade Inspecionar a produção Calibrar Equipamentos de inspeção Pintar Envernizar Acabar Embalar Receber Materiais Contabilizar (controle de estoque) Movimentar Materiais 2 . O importante é a atividade e não o departamento. etc) . Para aplicação do ABC. depreciação. Uma atividade pode começar em um departamento e terminar em outro (o que não é a regra). seguimos os seguintes passos: 1 – Identificar as Atividades Relevantes: Um conjunto de tarefas é uma atividade. Assim.

como já visto.000.00 . calibrados Tempo de pintura Tempo p/ envernizar no de recebimentos Tempo de contabilização no de requisições Exemplo Prático: A Cia Flu dedica-se à fabricação de dois produtos com os seguintes custos diretos (totais): Produto A $200.00. Direcionador é o fator que determina a ocorrência de uma atividade.Rastreamento: Procura identificar. conseqüentemente.00 Produto B $ 100. da melhor forma possível. cujo custo é alocado proporcionalmente à área. com rastreamento com base nas horas-máquina).000.00 e B.000. O rateio. Portanto o direcionador de custos deve refletir a causa básica da atividade e.00 $ 50. Os custos indiretos totalizam $500.00 $100.000.000. ou energia elétrica.000. da existência de seus custos. A é vendido ao preço de $700. Rateio: Utilizado quando não há possibilidade de usar a alocação direta ou rastreamento. leva uma alta carga de arbitrariedade. Estes custos referem-se às seguintes atividades: Inspecionar a Produção Calibrar Equipamentos Receber Materiais Movimentar Materiais $200. a relação entre o custo e a atividade (Ex: Aluguel.000 unidades e de B. deduz-se que o direcionador é a verdadeira causa dos custos.000. $400.000.000. Exemplos: Departamento Controle de Qualidade Pintura Almoxarifado Atividade Inspecionar a Produção Calibrar Equipamentos Pintar Envernizar Receber Materiais Contabilizar Movimentar Materiais Direcionador Tempo de Inspeção no de Equip.00 $ 40.000.000.00 $ 60.00 Material Direto Mão de Obra Direta A produção de A é de 10.000. 3 – Identificar e Selecionar os Direcionadores de Custo De acordo com Eliseu Martins. Como atividades exigem recursos para serem realizados.00. 30. Supor que toda a produção é vendida.00 $150.

000 = 20% 700.4 x 500. Pelo Sistema Tradicional Custo Direto de A: $260.000 (B) 100.000 + 200.000 Custo total de B = 140.000 = 340.000 = 300.000) 60.000 = 15% 400.000 Rateio dos custos indiretos: 60.000 = 0.O levantamento de dados refere-se às atividades (direcionadores) são os seguintes: A N de horas de inspeção No de Equipamentos Calibrados No de Recebimentos No de Requisições o B 30 horas 20 200 10 70 horas 30 300 40 a) Calcular o custo e a margem bruta (Lucro Bruto/Vendas) utilizando o sistema tradicional (absorção) usando a mão de Obra direta como critério de rateio b) Calcular o custo e a margem bruta pelo ABC. Pelo Sistema ABC . temos: Custo total de A = 260.000 MB (A) = 140.000 Observe que pelo sistema tradicional o produto A tem uma lucratividade maior que o produto B.000 + 300.000 = 200.000 = 0.6 x 500.000 40.000 (560.000) 140.000 (340.000 MB(B) = 60.000 (A): 100.000 Custo Direto de B: $140.000 Assim.000 = 560.000 B 400.000 DRE: Vendas (-) CPV (=) LB A 700.

000 DRE Vendas (-) CPV (=) LB A 700.000 B 400.000 80.000 20.000 + 340.000 (300.000 90.000 = 25% 400. Pode-se utilizar o sistema ABC alocando somente os custos indiretos aos produtos por meio dos direcionadores.000 30 = 0. o lucratividade menor que o produto B.000 160. geralmente.000 MB(B) = 100. Neste caso.000 Custo Total de B = 140.3% 700.7 x 200.Inicialmente vamos alocar os custos proporcionalmente aos direcionadores.000 MB(A) = 100.000 = 140. • . quando há um grande número de custos indiretos.000 B 60.000 = 600.000 30. complexidade dos produtos e diferentes volumes de produção. Observações: • Para se efetuar o custeio ABC é necessário grande conhecimento do sistema produtivo e administrativo em nível de atividade de cada departamento já que os direcionadores de uma determinada atividade de uma empresa podem ser totalmente diferentes dos direcionadores de outra empresa.000 + 160.000 60.000 100 Com o mesmo raciocínio acima.000 = 60. No de horas de inspeção: A 100 B 70 = 0.000) 100.000 Inspecionar Produção Calibrar Equipamentos Receber Materiais Movimentação de Materiais Total Assim teremos: Custo Total de A = 260.000) 100.000 (600. o sistema obedeceria à legislação em vigor já que não há regra para rateio de custos indiretos. Isto ocorre. neste exemplo.000 20.3 x 200.000 = 14.000 = 300. apresentamos o quadro abaixo: A 140.000 Observe que o produto A (que se pensava ser mais lucrativo que o produto B pelo sistema tradicional) apresenta.000 340.

Neste caso. . o sistema não é aceito pela legislação do imposto de renda.Normalmente utiliza-se o ABC alocando aos produtos custos e despesas.

Em uma economia inflacionária. saídas e saldos em cada operação de compra e venda realizada. O problema surge quando a empresa tem um determinado produto comprado a preços distintos em datas distintas. utilizamos a ficha de controle de estoque que é uma representação da conta Mercadoria indicando as entradas.Análise de Custos Material Complementar – Pag. Quando utilizamos os três primeiros critérios. Sabemos calcular o custo de aquisição. por exemplo. a cada operação. o Custo da Mercadoria Vendida (CMV) e o saldo da conta mercadoria que é debitada ou creditada nas operações de compras e vendas.Apuração do Custo Vimos anteriormente que o Inventário pode ser periódico ou permanente (Parte V). compra a mesma quantidade de mercadoria a um preço maior. primeiro a sair) MÉDIA PONDERADA MÓVEL MÉDIA PONDERADA FIXA Obviamente tais critérios somente são utilizados quando o inventário é permanente já que no inventário periódico o controle de estoque é feito somente por contagem física. Existem vários critérios de apuração de custo. primeiro a sair) UEPS (último a entrar. Daí surge a necessidade de apurar o custo na saída de mercadoria de estoque. 32 1 – Inventário de Mercadoria . aqui veremos os seguintes: — — — — PEPS (primeiro a entrar. porém. SÃO registrados na ficha de Controle de Estoque: — — — — — Custo de aquisição (componente do custo) Abatimento s/Compras Devolução de Compras Descontos Incondicional s/Compras Devolução de vendas NÃO são registrados na ficha de Controle de Estoque: — — Desconto financeiro s/Compras Desconto financeiro s/Vendas . A característica do Inventário Permanente é que sabemos. uma empresa compra uma determinada quantidade de mercadoria a um determinado preço e depois de um período de tempo.

Compra de 50 unidades pelo preço total de R$ 180 sendo R$ 150 pelas mercadorias e R$ 30. 7. Devolução ao fornecedor de 20 unidades relativa à compra acima. uma para cada critério. Compra de 80 unidades a R$ 2. Compra de 100 unidades a R$ 2. 5. A seguir.50 cada (líquido de ICMS) 1. faremos o mesmo problema. Considere os seguintes dados da CIA GASTRITE: (Todas as Compras e Vendas a prazo com ICMS à alíquota de 10%) — Saldo Inicial: 80 unidades a R$ 1. e depois. Venda de 130 unidades a R$ 300 3. .— — — — — Abatimento s/Vendas Desconto incondicional s/Vendas Fretes e Seguros s/Vendas Preço de Venda dos Produtos Outras Despesas s/Vendas Vale a pena lembrar que no Brasil. o estoque final e o resultado do exercício utilizando os métodos PEPS. Abatimento obtido sobre a compra acima: R$ 20 6. Venda de 80 unidades ao preço de R$ 400. 10.20 cada 2. Recebimento em devolução de 20 unidades relativa à venda acima. UEPS a média ponderada móvel. com as devidas contabilizações e fichas de Controle de Estoque. É concedido um abatimento s/Vendas (operação 2) no valor de R$ 30.50 cada. 9. Primeiro a Sair) é proibido.00 pelo frete e seguro. o critério UEPS (Último a Entrar. as devidas comparações entre os métodos. Venda de 90 unidades por R$ 300 8. 4. — Calcule o CMV. quatro vezes. de acordo com a legislação do imposto de renda.

25 1.24 CMV = 542.1.6 60 20 2 60 50 60 30 60 2 184.8 SALDO Vl.2 – 32.24 3.98 1.98 178.6 120 282 217.98 (20) 1.98 2 2 2 3.40 1.24 162 (64.6 298.24 3.8 10 20 3.4 198 80 2. Unitário 1.6) 70 70 80 70 80 70 1.4 CMV = 542.20 32.6 318.98 2.98 (39.5 1. 2.24 TOTAL TOTAL 120 318 99 138.98 1.24 2 3. de Unitário 100 1.25 180 (20) 50 (20) 3.5 1.98 1.1 – PEPS ENTRADA Quantida Vl.5 219 50 50 1.98 FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE SAÍDA Quantida Vl.20 OBSERVAÇÕES: Estoque Final = 32. Quantida TOTAL de Unitário de 80 80 100 80 1.8) Entrada (compras) Líquidas 455. Para verificarmos se não houve algum erro.8 . podemos aplicar a fórmula do inventário periódico: CMV = EI + C – EF CMV = 120 + 455. A operação nº 6 não é registrada na ficha de Controle de Estoque (Abatimento s/Vendas).

24 1.5 1.5 3. de Unitário 100 1.1.5 1.5 1. Unitário 1.24 1.20 Estoque Final = 15 .24 172.5 TOTAL TOTAL 120 318 75 105 285 265 90 252 187.98 243 50 30 1.5 (30) 70 70 80 70 80 80 2 175 60 10 1.5 60 50 60 30 30 3.2 10 50 1.25 1.25 180 (20) 50 (20) 3. Quantida TOTAL de Unitário de 80 80 100 100 1.5 1.5 (20) 1.98 1.5 3.8) Entrada (compras) Líquidas 455.24 3.2 SALDO Vl.5 2.98 FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE SAÍDA Quantida Vl.2 15 198 80 2.5 2 1.5 1.24 162 (64.2 – UEPS ENTRADA Quantida Vl.5 CMV = 560.

66 (35.1. apresenta o maior CMV e o menor Estoque Final.024 1. CMV 542.20 ESTOQUE FINAL 32.891 1.80 551.20 300. O critério UEPS.Mercadorias — No quadro abaixo podemos visualizar melhor a diferença entre os critérios adotados: (Obs: O lucro não foi calculado nos exemplos).20 2.504 2. Obviamente quanto maior o CMV.766 2.8 187.40 15. A média apresenta valores entre o PEPS e o UEPS.8) 80 Entrada (compras) Líquidas 455.66 113. de Unitário 100 1. menor o Lucro (LB = VL – CMV) .766 1. O critério PEPS apresenta o menor CMV e o maior estoque final. verificamos que a única diferença entre os critérios é o valor do CMV que é tirado da ficha de Controle de Estoque.66 23.33 123.66 303.80 PEPS MÉDIA UEPS No quadro acima verificamos que há uma relação inversa entre o CMV e o Estoque Final.CMV C .4 – Observações Importantes — As entradas (compras) líquidas apresentam o mesmo valor (R$ 455.33) 1.40 1.3407 TOTAL 198 TOTAL TOTAL 120 318 88.3407 CMV = 551.80 560.40 23.20 1.466 210.766 229.66 283.3 – Média Ponderada Móvel FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE CRITÉRIO: MÉDIA PONDERADA MÓVEL ENTRADA Quantida Vl.00 LUCRO 309.766 1.466 275.407 130 (20) 80 2.20 291.25 180 (20) 90 50 (20) 3. Unitário 1. — Na contabilização. Unitário Quantida de 80 180 50 70 150 150 60 110 90 10 SALDO Vl.891 170.3407 2.891 2. Logicamente o valor do Estoque Final de Mercadoria é afetado devido ao lançamento: D .24 3.24 162 (64.98 Quantida de SAÍDA Vl. ao contrário.20) qualquer que seja o critério adotado.26 Estoque Final = 23.766 1.5 1.

Com este valor calcula-se o Estoque Final e o CMV. se a economia for de estabilidade de preços. Este quadro é válido somente para economias inflacionárias onde o preço de custo da mercadoria ou produto sobe com o tempo. Se a economia for deflacionária devemos inverter os valores acima. seriam os mesmos.983 = 19. E. 1. por exemplo.36 .983 290 Valor do Estoque Final: 10 x 1. O quadro abaixo mostra uma maneira simples de memorizar: CMV 1 2 3 ESTOQUE FINAL 3 2 1 LUCRO 3 2 1 PEPS MÉDIA UEPS Pelo quadro acima verificamos.20 (Entradas Líquidas) + 120. tanto faz o método utilizado já que os valores do CMV.983 = 555. geralmente os valores encontrados são próximos dos valores da média ponderada móvel. EF e Lucro.00 (Estoque Inicial) 575.5 – Média Ponderada Fixa Este critério fixa o valor do custo do produto levando em consideração um determinado período de tempo. NO EXEMPLO DADO: 455. que o CMV do PEPS é menor que o da Média.20 Custo Médio Fixo = = 1. O valor da média é calculado dividindo-se o valor total das entradas (considerando-se o estoque inicial) pelo valor total de mercadorias ou produtos comprados.20 Entrada total da mercadoria (considerando o estoque inicial): 80 + 100 + 80 + 50 – 20 = 290 575.Uma maneira simples de memorizar as relações é saber apenas um dos valores. finalmente.83 CMV = 280 X 1.

F.P.A.Inserir pag.P.D.F.E.) (–) Estoque Final de Material Direto (E.) (–) Estoque Final de Produtos em Elaboração (E.F.A.G.) (+) Compras de Material Direto (C.I.O.F.M.V.M.) (=) Custo de Produção do Período (+) Estoque Inicial de Produtos em Elaboração (E.) (–) Estoque Final de Produtos Acabados (E.M.P.) A apuração do resultado segue o mesmo modelo visto na contabilidade geral: Apuração do Resultado Vendas Brutas (–) Deduções de Vendas (=) Vendas Líquidas (–) Custo dos Produtos Vendidos (=) Resultado Industrial (Lucro Bruto) (+) Receitas Operacionais (–) Despesas Operacionais (=) Lucro Operacional (+) Receitas não Operacionais (–) Despesas não Operacionais (±) Saldo da Correção Monetária (=) Resultado antes dos Impostos e Participações (–) Participações (–) Contribuição Social (–) Imposto de Renda (=) Lucro Líquido do Exercício .) (+) Gastos Gerais de Fabricação (G.I.E.D. 54 – Material Complementar Custeio pro Absorção 1 .) (=) Custo dos Produtos Vendidos (C.Apuração do CPV Estoque Inicial de Material Direto (E.) (=) Material Direto Consumido (+) Mão de Obra Direta (M.) (=) Custo de Produção Acabada (+) Estoque Inicial de Produtos Acabados (E.I.D.P.P.D.

Todos os gastos gerais de fabricação (custos indiretos) são debitados em conta própria e encerrados ao fim do período. A conta mão de obra direta é encerrada em contrapartida com a conta produtos em elaboração. Encerrada a conta produtos em elaboração. o que facilita a visualização da alocação dos custos e dos lançamentos.V.P. o valor creditado é transportado à conta produtos acabados. O valor creditado em produtos acabados é o valor do C. Inicialmente abre-se a conta matéria prima (ou materiais diretos) e com as compras do período e o saldo final credita-se à conta debitando-se na conta produtos em elaboração.2 .Apuração do CPA (Custo do Produto Acabado) e CP (Custo de Produção) A apuração dos custos pode ser feita com a utilização direta de razonetes. Graficamente teríamos . A contrapartida é produtos em elaboração.

= Saldo Final O valor 1 é o custo de fabricação ou o custo de produção do período......G..............I.. 300 Compra de Materiais Diretos ...................... 300 Estoque final de Produtos em Elaboração .. O valor 2 é o custo do produto acabado.. Feito isso transportamos os valores entre os razonetes.................. 600 Estoque Inicial de Produtos em Elaboração .............D... Como visto anteriormente........ 500 Mão de Obra Direta Aplicada .....F.......)........I...... Custo de Produção = M..................................... 1........................................600 Pede-se: a) Custo Direto b) Custo de Produção do Período c) Custo dos Produtos Acabados d) Custo dos Produtos Vendidos e) Resultado Industrial f) Contabilizar as operações pertinentes Resolução Primeiramente vamos “armar” o problema abrindo os razonetes necessários............ O valor 3 é o custo do produto vendido................................ os saldos iniciais (S.......D................................. 600 Gastos Gerais de Fabricação .....S........ = Saldo Inicial S.......................O...........F. Suicídio em Massa (em R$) Estoque Inicial de Material Direto . 400 Estoque Inicial de Produtos Acabados ........ + M................... + G........................... 200 Vendas do Período ............................ .... 500 Estoque Final de Material Direto .................. Exemplo: Dados da Cia............................. como vimos no esquema gráfico.............F.........................)............................. 100 Estoque Final de Produtos Acabados ................. se os saldos finais (S....................

.F.. Direto + M.....) (G. e) Res..... 1.. a Material Direto ...O................D.) c) Custo dos produtos acabados: É o valor creditado na conta produtos em elaboração...........P.......D.....700 800 500 400 Produto Acabado a Produtos em Elaboração ...... a G...... 1..O.... 1400 d) Custo dos produtos vendidos: É o valor creditado na conta produtos acabados = 1.................200 b) O custo de produção do período é o somatório dos valores debitados na conta produtos em elaboração......300.) (M.. isto é.O..... pois se refere ao período passado.F...........a) Custo Direto = Mat. ......... O saldo inicial desta conta não entra no cálculo...... Industrial = V ...G...V. = 800 + 400 = 1.......700 (M...D..400 .. Custo de produção do período = 800 + 500 + 400 = 1.D... = 1600 – 1300 =300 f) Produtos em Elaboração .......G...C. ........... a M.

............................P..... 600 (–) E.............................D.....................................I.......................................300 ..........................M..300 Caixa (ou Clientes) a Vendas .............................. .............D............ ...........E..................................... (300) (=) Material Direto Consumido ..D.... 1................................................................................M...................................................M....................................... ............. ........................................F.....I....... . (200) (=) Custo dos Produtos Vendidos ..E.......................... 1...... 300 (–) E.............................I......... 1..................... ...............600 Observe que o custo dos produtos vendidos poderia ser calculado através do esquema dado inicialmente: E..............P....Custos dos Produtos Vendidos a Produtos Acabados ..............................................................A.. 500 (+) C............. 500 (=) Custo de Produção do Período ............. 1.................................F. 100 (–) E........1... ..............................................700 (+) E..............................................P........400 (+) E..................A.......... ............F................ (600) (=) Custo da Produção Acabada ........D..........................................................................P.F..G.. ............ 800 (+) M..... 400 (+) G.................O..................................................................................

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