Ok COMO RESOLVER PROBLEMAS DE FÍSICA

Por Alberto Ricardo Präss O seu professor passa problemas numéricos para que você possa aumentar a sua capacidade em resolvê-los ou possa compreender alguma lei cientifica. Por exemplo, uma das primeiras equações que aprendemos é:

Resolvendo esta equação, você aprende a relação entre a força necessária para mover um objeto e o peso deste. Sugerimos seis etapas para resolver os problemas 1. Leia o seu problema cuidadosamente; compreenda o que está enunciado. 2. Escreva cada item que é dado. 3. Escreva o que pretende determinar. 4. Desenhe um diagrama simples com os dados do problema e do que pretende determinar. 5. Pense num modo de resolver o problema. (Use uma equação, se possível). 6. Resolva o problema, eliminando tudo aquilo que for desnecessário, onde for possível e aconselhável. Verifique a resposta obtida Pergunte a si mesmo se a solução encontrada é lógica ou não. Se a sua resposta a um problema sobre movimento é que um automóvel se move com uma velocidade de 1.500 km/h, (!) provavelmente a solução encontrada não está certa e o melhor que tem a fazer é verificar tudo novamente. Todas as vezes que você usa uma equação, pode verificar, até certo ponto, a correção do seu resultado substituindo a resposta na equação. Elimine os termos semelhantes em ambos os membros da equação. Finalmente, se obtiver dois membros iguais, você pode concluir que a solução algébrica está correta. Deve, pois, procurar o erro noutra parte do problema. Texto adaptado e ampliado de: “Física Na Escola Secundária” De Oswald H. Blackwood, Wilmer B. Herron & William C. Kelly Tradução de José Leite Lopes e Jayme Tiomno Editora Fundo de Cultura

Testes de Cinemática – Lista 1 1. Um corpo, no instante de tempo t0 = 0 , é lançado verticalmente para cima e alcança uma altura “H” num instante de tempo “t”. Supondo nula a resistência do ar, identifique entre os gráficos abaixo, o que melhor representa a variação do deslocamento do corpo, em função do tempo, desde “t0” até “t”. As curvas são ramos de parábola.

2. Um trem que possui 100 m de comprimento atinge a boca de um túnel e, 30 s após, a extremidade de seu último vagão abandona o túnel. Sabendo que a velocidade do trem é constante e igual a 20 m/s, podemos concluir que o comprimento do túnel é (A) 4,5x102 m. (B) 5,0x102 m. (C) 6,0x102 m. (D) 7,0x102 m. (E) 7,5x102 m. 3. Um corpo, que se movimenta retilineamente, tem sua velocidade variando em função do tempo, conforme mostra o gráfico abaixo.

Pode-se afirmar que aceleração que atuou neste corpo foi (A) maior no intervalo "C" do que no intervalo "A". (B) nula no intervalo de tempo "B". (C) nula no intervalo de tempo "D". (D) variável nos intervalos de tempo "B" e "D". (E) constante no intervalo de tempo "D".

4. Quando um corpo se movimenta retilineamente, sua velocidade varia de acordo com o tempo, conforme mostra a seguinte tabela:

O Gráfico que melhor representa o comportamento da aceleração deste corpo em função do tempo é:

5.

O esquema abaixo representa um corpo que desliza, sem atrito.

No instante de tempo tA=0 , o corpo encontra-se no ponto A com velocidade vA . O ponto C é o ponto mais alto da superfície inclinada atingido pelo corpo; ele o atinge no instante t=tC. O ponto B é eqüidistante de A e C. Na subida, quando o

corpo passa por B, pode-se afirmar que:

6. Um corpo de massa m movimenta-se sobre uma estrada retilínea, partindo de uma posição inicial -10m. O gráfico representa a velocidade deste corpo em função do tempo.

A equação da velocidade que descreve este movimento é

7. Lança-se um corpo para cima com uma velocidade inicial v i e este leva um tempo t1 para atingir a altura máxima. Pode-se afirmar, desprezando as forças de resistência do ar: (A) Na metade da altura v=vi/2 (B) Na metade da altura t=t1/2 (C) Para t=t1 a aceleração é zero. (D) Para t=2t1 o corpo estará no ponto de partida. (E) Na metade da altura t=3t1/2 . 8. Considere o gráfico posição (x) em função do tempo (t) para um móvel em movimento retilíneo. Qual é o gráfico velocidade (v) em função do tempo (t)

correspondente?

9. O gráfico em função do tempo mostra dois carros A e B em movimento retilíneo. Em t= 0s os carros estão na mesma posição.

Um corpo é lançado de baixo para cima sobre um plano inclinado.0 m/s.0 s (C) 6.0 m/s. A equação de velocidade que melhor se adapta a este movimento é (A) v = 6 . .5t/3 (B) v = 5 .5t/3 (C) v = 1 .2 m está ligado. Uma polia A de raio RA = 0.O instante em que os carros novamente se encontram na mesma posição é (A) 2. a outra polia B de raio RB = 0.4 m sem nenhum deslizamento entre as polias e a correia.0 s (E) 10 s 10. descrevem respectivamente um movimento retilíneo.5t/3 (D) v = 6 . livre de atrito. A e B. Dois móveis. através de uma correia.0 s (B) 4. representados pelo gráfico v=f(t) abaixo.0 s (D) 8.3t (E) v = 6 –t 11. Após 5/3 s ele atinge o topo do plano com velocidade de 1. com velocidade inicial de 6. A razão entre os deslocamentos dos móveis A e B durante os respectivos intervalos de tempo é (A) 5/6 (B) 3/4 (C) 1/2 (D) 1/3 (E) 4/3 12.

(E) igual à velocidade tangencial da polia B. projetando-se no vácuo. Se o movimento descrito pelas polias A e B for movimento circular uniforme. Uma esfera está deslizando sobre uma mesa sem atritos. (A) igual à velocidade angular da polia B. Sendo constante a aceleração do móvel. O móvel gasta um intervalo de tempo igual a 1/10 de segundo na passagem entre duas posições sucessivas. Um móvel descreve um movimento retilíneo sob a ação de uma força constante. Qual a velocidade . (A) 1 (B) 2 (C) 3 (D) 4 (E) 5 14. 13. em m/s2. (B) igual à velocidade tangencial da polia A . podemos afirmar que esta aceleração vale.durante o movimento. partindo da origem com velocidade inicial nula e passando sucessivamente pelas posições x1 . x4 e x5 . com certa velocidade v0 . então a velocidade angular da polia A é numericamente. Quando a esfera abandona a superfície da mesa. (D) maior do que a velocidade angular da polia B. x2 . descreve a trajetória representada na figura abaixo. x3 . (C) menor do que a velocidade angular da polia B. A altura da mesa Y é de 5 m e o alcance horizontal X é 10 m.

5 (D) 4. No intervalo de tempo compreendido entre t = 0 s e t = 2 s . em função do tempo t. em m/s? (A) 2 (B) 4 (C) 5 (D) 8 (E) 10 15. Entre os instantes t = 4 s e t = 8 s . de uma pedra lançada verticalmente para cima? (A resistência do ar é desprezível. é de: (A) 170 . 16. Qual dos gráficos abaixo representa a variação da velocidade v.2 s após o disparo e que a velocidade do projétil tem valor constante de 680 m/s. em metros.0 (E) 5. a aceleração. em m/s2 .) . a distância entre o atirador e o alvo. é de (A) 5 (B) 10 (C) 20 (D) 30 (E) 40 18. Considerando que a velocidade do som no ar é de 340 m/s. Sabe-se que o ruído do impacto é ouvido pelo atirador 1. em metros. Para responder às duas próximas questões. (C) 300 . (D) 480 .inicial v0 da esfera. Um projétil é disparado contra um alvo por um atirador.0 17. (E) 560 . (B) 272 . é igual a (A) zero (B) 2. (C) 3. utilizar o gráfico v = f(t) abaixo. a distância percorrida pelo móvel.

animado de um MCU. Ao final de 15 min contados a partir da passagem pelo referencial. A e B.8 (E) 81. a distância entre os automóveis.3 21. no sentido horário. Os pontos 1 e 2. passam pelo mesmo referencial.4t2 (B) x = 10 + 30t + 2t2 (C) x = 10 + 30t . Sabendo que R1=1/2R2.4t2 (E) x = 30t . A posição inicial de um móvel que descreve um movimento retilíneo. A equação horária que melhor representa o movimento considerado é: (A) x = 10 + 30t . Num determinado instante t 0 = 0 . animados. O eixo C é perpendicular ao plano da figura. O disco da figura gira no plano da folha em torno do eixo C. será (A) 10. na mesma direção e em sentidos opostos.0 (B) 37.2t2 20. respectivamente. situados às distâncias R 1 e R2 do eixo C.7 (D) 54.2t2 (D) x = 30t .19. a relação entre as velocidades lineares v 1 e v2 dos pontos 1 . vale 10 m. em km. das velocidades constantes vA = 90 km/h e vB = 60 km/h. se deslocam sobre uma mesma estrada. Dois automóveis. giram solidários com o disco.5 (C) 42. representado pelo gráfico v = f(t) a seguir.

as posições B. inicialmente em repouso.25 (B) 3. sucessivamente. Um motor aciona o eixo 1.0 m. (A) 2. Um móvel. ocupando. imprimindo a este uma velocidade angular constante de módulo w .75 (D) 4. podemos afirmar que as velocidades periféricas . A aceleração do móvel. D e E de segundo em segundo. vale.00 (C) 3.25 23. no instante t = 0 .50 (E) 5. C. Com relação aos sistema. em m/s 2.e2é (A) v1 = 1/3v2 (B) v1 = 1/2v2 (C) v1 = v2 (D) v1 = 2v2 (E) v1 = 3v2 22. parte do referencial A da figura. Cada divisão do papel milimetrado corresponde a 1. As polias B e C estão ligadas através de uma correia e as polias A e B estão ligadas por um eixo.

tangenciais (A) vB > (B) vB = (C) vB = (D) vB < (E) vB < de módulo vC vC vC vC vC v e angulares de módulo w de cada polia são wB = wA wB = wA wB > wA wB > wA wB = wA 24. em metros. B. H e 2H. Se a partir do ponto D a aceleração da partícula for duplicada. As figuras abaixo representam quadrados nos quais todos os lados são formados por vetores de módulos iguais. com velocidades horizontais iniciais iguais. Quando a partícula A estiver sobre a posição 3. Duas partículas são lançadas de alturas diferentes. então a distância DE valerá. (A) 4 (B) 5 (C) 6 (D) 7 (E) 8 25. percorrendo os pontos A. . a partícula B estará simultaneamente sobre a posição (A) 2 (B) 3 (C) 4 (D) 5 (E) 6 26. Uma partícula parte do repouso com aceleração constante. C e D em intervalos de tempos iguais (1 segundo) . através de duas calhas conforme a figura.

(D) cresce com o tempo.0 m/s . (E) decresce com o tempo. partindo do repouso. Considerando nula a resistência do ar e a aceleração da gravidade g = 10 m/s2 . executa um movimento retilíneo uniformemente variado. (B) é maior que a do carro A. após 5. em metros. em metros. Dois carros. deslocam-se numa estrada retilínea como mostra o gráfico abaixo. 29. quando abandona uma bomba de uma altura vertical de 405 m acima do solo. Um avião está voando na horizontal em relação ao solo. com velocidade constante de 50 m/s. Podemos afirmar que a velocidade do carro B (A) é menor que a do carro A. onde x representa a distância percorrida durante o tempo t. Um móvel. Qual a distância percorrida. A e B. Ao término dos 2. igual a (A) 50 (B) 100 (C) 200 (D) 450 (E) 900 28.A resultante do sistema de vetores é nula na figura de número (A) 1 (B) 2 (C) 3 (D) 4 (E) 5 27.0 s de movimento? . terá percorrido na horizontal uma distância. a bomba ao atingir o solo. (C) é igual à do carro A.0 s iniciais a sua velocidade é de 8.

. A e B. o que melhor representa a variação da velocidade do objeto enquanto se manteve em movimento é 31. Duas esferas. executam movimento circular uniforme conforme mostra a figura. A e B. a seguir apresentados.5vB (B) vA = 1. Qual é a relação entre as velocidades lineares v A e vB dos pontos da periferia das respectivas polias. Duas polias. unidas através de um eixo rígido. sabendo-se que o raio da polia A vale a metade do raio da polia B? (A) vA = 0. respectivamente. deslocam-se com velocidades constantes vA e vB . sendo 2t0 o tempo necessário para voltar ao ponto de partida. ocupando sucessivas posições ao longo do percurso indicado a seguir.5vB (D) vA = 2. Dos gráficos da velocidade v em função do tempo t. Um objeto é lançado verticalmente para cima.0vB (C) vA = 1. com velocidade inicial v0 .5vB 32.0vB (E) vA = 2.(A) (B) (C) (D) (E) 30 40 50 60 70 30.

Sabendo-se que vA=2.0 34.0 s . apresenta.0 3. (D) tem componente tangencial diferente de zero. O gráfico da velocidade v em função do tempo t. (E) tem direção constante. concluí-se que a esfera A alcançara a esfera B na posição (A) 16 (B) 17 (C) 18 (D) 19 (E) 20 Instrução: Responda às 2 questões seguintes considerando o gráfico abaixo.0 s iniciais de movimento. O deslocamento da partícula no intervalo de tempo de 4. 36.vB e que num dado instante elas ocupam as posições indicadas. aceleração (a) e posição (d) como funções do tempo (t).0 s a 8. (B) é variável em módulo.0 5. 33. em m/s 2 . em metros. Em relação à aceleração de um móvel que executa um movimento circular uniforme. pode-se afirmar que (A) é constante em módulo. aceleração 2. nos 2. (C) é nula.0 4. Nos gráficos abaixo estão representadas velocidade (v). mostra o deslocamento retilíneo de uma partícula. O gráfico que representa um movimento uniformemente acelerado é o .0 6. é de: (A) 15 (B) 18 (C) 20 (D) 22 (E) 25 35. de (A) (B) (C) (D) (E) A partícula.

O gráfico abaixo representa a posição x ocupada por um móvel em movimento retilíneo e uniforme. (E) B tem velocidade linear menor que A. (C) em cada segundo a aceleração do móvel aumenta de 5 m/s. (B) em cada segundo a velocidade do móvel aumenta de 5 m/s. (D) em cada 5 segundos a velocidade aumenta de 1 m/s. (D) os dois têm a mesma velocidade angular. Dizer que um movimento se realiza com aceleração constante de 5 m/s2significa que (A) em cada segundo o móvel se desloca 5 m. (B) A tem velocidade angular menor que B. em função do tempo t. Ao considerar o disco em movimento de rotação. (C) os dois têm a mesma velocidade linear. está representado na figura. podemos afirmar que (A) A tem velocidade angular maior que B. 38. Um disco de gravação em que há dois pontos. .37. A e B. (E) a velocidade é constante e igual a 5 m/s. 39.

era (A) 30 (B) 50 . A e B. em segundos. A equação horária da posição x de uma partícula material em movimento uniformemente variado é dada pela expressão x = 3t + 2t 2 . (B) o móvel B percorre maior distância do que o móvel A. Dois móveis. (E) os móveis têm a mesma aceleração. Considerando-se os 8 segundos iniciais de movimento. 41. No instante t = 0 s . conforme as equações horárias xA = 30 + 20t e xB = 90 . o móvel adquire velocidade. é correto afirmar que (A) o móvel A tem aceleração menor do que o móvel B. Após 5s de movimento. sendo a posição x em metros e o tempo t.2t 40. (D) os móveis percorrem distâncias iguais.10t .A expressão matemática desta função é (A) x = 2 + 1t (B) x = -1 + 2t (C) x = 2 + 3t (D) x = 2 + 2t (E) x = 4 . igual a (A) 10 (B) 13 (C) 17 (D) 23 (E) 25 Instrução: Responder às 2 próximas questões baseando-se no enunciado abaixo. a distância entre os móveis. em m/s. (C) o movimento do móvel A é uniforme. onde x está em metros e t em segundos. O gráfico da velocidade v em função do tempo t representa movimentos retilíneos de dois móveis A e B. percorreram uma trajetória retilínea. em metros. 42.

A aceleração imprimida à motocicleta pelos freios foi. 46. Um atirador ouve o ruído da bala atingindo um alvo 4.8 km/h2 45. em módulo.0 km/h. Um rapaz estava dirigindo uma motocicleta a uma velocidade de 72.0 s. (A) (B) (C) (D) (E) 60 80 120 O instante de encontro dos dois móveis. No gráfico abaixo está representada a velocidade v = f(t) de um determinado movimento.0 m/s2 (D) 15 m/min2 (E) 4.0 segundos após dispará-la com velocidade média de 1020 m/s. e cinco alternativas para a aceleração a = f(t) correspondente. em metros é (A) 340 (B) 680 (C) 1020 (D) 1360 (E) 1700 . a distância entre o atirador e o alvo. Supondo-se que a velocidade do som no ar seja 340 m/s.0 m/s2 (C) 5. quando acionou os freios e parou em 4. Assinale a correta. igual a (A) 72 km/h2 (B) 4.(C) (D) (E) 43. em segundos foi 1 2 3 4 5 44.

O vetor velocidade tem direção constante. II . estão representadas velocidade v e aceleração a. 49. (D) constante e negativa na subida e na descida. (B) negativa na subida e positiva na descida. A alternativa que representa corretamente o movimento retilíneo é (A) I. I .O vetor velocidade tem sempre módulo constante. (B) somente III. Um pequeno objeto é lançado verticalmente para cima realizando na descida um movimento de queda livre. (C) somente II (D) II e III (E) I e III 48. Supondo-se positiva a velocidade do objeto na subida. O par de gráficos que representa o mesmo movimento é o da alternativa .O vetor velocidade pode mudar de sentido. Nos pares de gráficos a seguir.47. II e III. III . (C) constante e positiva na subida e na descida. (E) variável e negativa na subida e na descida. As afirmações a seguir referem-se a um movimento retilíneo realizado por um objeto qualquer. ambas em função do tempo t. pode-se afirmar que sua aceleração será (A) positiva na subida e negativa na descida.

Gabarito 1A 2B 11B 12D 21B 22D 31A 32C 41D 42C 3E 13A 23B 33D 43B 4B 14E 24E 34E 44C 5B 15B 25B 35A 45A 6E 16E 26C 36C 46C 7D 17D 27D 37B 47E 8B 18E 28C 38D 48D 9D 19C 29C 39D 49B 10D 20B 30D 40B .

de massa total MT e de raio RT. aproximadamente. A força mede-se em kg m s 2 - -2 que corresponde à unidade Newton (N). De facto. Como é que a maçã cai? Qual a lei que rege o seu movimento? Newton deduziu que uma única força está aplicada à maçã. aceleração da gravidade e forças de reacção Intermédio Publicado em 07/04/2004 (revisto em 25/08/2010) Quando largamos um corpo perto da superfície da Terra. cujo significado é a aceleração da gravidade e cujo valor medido em laboratório é de. esta aceleração é constante. . estamos a falar dequilogramas-força (pois sentimos a força que o corpo exerce sobre nós). Assim. a inspiração de Newton para a postulação da sua segunda lei foi provocada pela observação da queda de uma simples maçã.Peso. um corpo com 10 kg de massa terá um peso de 98 N. qualquer que seja a massa do corpo. A Terra cria em todo o espaço que o rodeia um campo gravitacional. Se assimilarmos a Terra a uma esfera homogénea. Assim.OP -2 = r > RT tem por expressão: com G = 6.1 kgf = 9.8 kg m s . se a maçã tiver uma massa m. uma unidade diferente do kg e que se escreve kgf. Para corpos em queda livre.8 N = 9. de centro O. Estas duas unidades (kgf e kg) são fundamentalmente diferentes e têm dimensões e aplicabilidade muito diferentes. Essa força é designada por peso do corpo. na linguagem de todos os dias. ele acelerará em direcção e perpendicularmente ao solo . dizemos que um corpo pesa dez quilogramas. Quando. o campo gravítico criado num ponto P tal que a distância de O a P.8 m s . força essa que se traduz por uma aceleração. . a força nela aplicada será: em que representámos essa aceleração por g. encostado a uma árvore.67 × 10 -11 . enquanto ele meditava ou descansava. Segundo a lenda. isto é. 9. em que: é um vector unitário (ou de norma 1) com a mesma direcção e sentido que o vector que une O a P. 3 -1 -2 A constante G é chamada constante de gravitação universal e exprime-se no sistema internacional em m kg s . o seu movimento será uniformemente acelerado com aceleração da gravidade.

A partir da segunda lei de Newton. podemos obter o valor de g. se medimos o peso de um corpo (em N) e a sua massa (em kg). O vector campo gravitacional aceleração da gravidade) e o vector campo de gravidade (ou vector podem ser considerados aproximadamente iguais e pode   se assimilar a força de atracção gravitacional da Terra sobre o corpo ao peso do corpo.O peso de um corpo equivale à força exercida à distância pela Terra sobre esse corpo. 1 2 > . força essa que se pode medir com um dinamómetro (dispositivo graduado que funciona com a ajuda de uma mola).

Esse movimento também é um movimento uniformemente variado como na queda livre. altura livre: Onde: Equação de v Torricelli é para a a queda velocidade livre. Equação horária do espaço na queda livre: Onde: g é t S Equação é horária a é da o aceleração tempo velocidade da a na de queda gravidade queda. Na queda o módulo da velocidade do corpo aumenta. o movimento é acelerado. quando um corpo de massa m é abandonado no vácuo ou em uma região onde desprezamos a resistência do ar. e. A queda livre é um movimento uniformemente variado. próximo à superfície da Terra. Lançamento vertical para cima. o sinal da aceleração é positivo.8 m/s2 (ao nível do mar). com uma velocidade inicial não nula. chamamos o movimento de Lançamento vertical. sua aceleração é constante e igual a 9. . Isso ocorre porque o movimento é retardado. sua velocidade escalar diminui até que se anule no ponto de altura máxima. Quando um corpo é arremessado para cima ou para baixo. onde a aceleração é a da gravidade. portanto. o movimento se dá contra a ação da gravidade. ou seja.Denomina-se Queda Livre o movimento vertical. chamada de aceleração gravitacional. À medida que um corpo lançado para cima sobe.

Assim.Lançamento vertical para baixo. Ao contrário do lançamento vertical para cima. a velocidade de um corpo lançado verticalmente para baixo aumenta à medida que o corpo desce. Por Kleber G Cavalcante . o lançamento vertical para baixo é um movimento acelerado. pois está na mesma direção e sentido da aceleração gravitacional. As Função funções horárias horária do lançamento do vertical são: espaço Função horária da velocidade Equação de Torricelli Para o lançamento para baixo a aceleração é positiva (g > 0). enquanto para o lançamento para cima a aceleração é negativa (g < 0).

9. aproximadamente. Lançamento Vertical Considere a gravura acima na qual temos o lançamento de uma bola verticalmente para cima. As equações que determinam o lançamento vertical são as mesmas do movimento uniformemente variado com pequenas diferenças. fossem abandonadas da mesma altura. São essas as equações: S V = V0 + gt = S0 + v0t +1/2gt 2 Onde g é o módulo da aceleração da gravidade local. pois sua velocidade decresce à medida que varia sua posição. Somente por volta do século XVII que um físico italiano chamado Galileu Galilei contestou essa afirmação.8 m/s2. Considerado o pai da experimentação. Ao observar tal situação podemos concluir que existe um instante no qual a velocidade da bola cessa (V = 0).C. Como o lançamento vertical é um movimento uniformemente variado. a mais pesada atingiria o solo mais rapidamente. com o filósofo grego Aristóteles. Esse afirmava que se duas pedras.Lançamento de uma bola. uma mais pesada do que a outra. que na Terra vale. podemos dizer ainda que esse movimento descrito por essa bola é um movimento uniformemente retardado. Queda Livre O estudo de queda livre vem desde 300 a. Como a velocidade é decrescente. Galileu acreditava que só se . a aceleração do móvel é constante. A afirmação de Aristóteles foi aceita como verdadeira durante vários séculos.

Observando o fato dessa diferença de instantes de tempo de queda. e tem valor aproximadamente igual a 9. de massas diferentes e livres da resistência do ar (vácuo) é possível observar que o tempo de queda é igual para ambos. duas esferas de pesos diferentes. O que ele fez foi abandonar. Ao realizar um experimento bem simples Galileu percebeu que a afirmação de Aristóteles não se verificava na prática. As equações que definem a queda livre de um corpo são: Onde g é o módulo da aceleração da gravidade local. Por Marco Aurélio da Silva . Após a realização de outros experimentos de queda de corpos. Ao abandonar da mesma altura dois corpos. Anos mais tarde foi comprovada experimentalmente a hipótese de Galileu.8 m/s2.podia fazer afirmações referentes aos comportamentos da natureza mediante a realização de experimentos. ele lançou a hipótese de que o ar tinha a ação retardadora do movimento. e acabou por comprovar que ambas atingiam o solo no mesmo instante. Galileu percebeu que os corpos atingiam o solo em diferentes instantes. da mesma altura.

durante a queda efetua um movimento uniformemente acelerado e. ele não sofrerá nenhuma oposição ao seu movimento.Deslocamentos no ar – Observe as figuras abaixo: Sempre que um corpo efetua qualquer tipo de movimento no ar ele sofre uma força de resistência exercida pelo ar sobre ele. não haverá meio material para impedir seu deslocamento. ausência de matéria). pois. a borracha chega ao solo . quando abandonado de certa altura. de uma mesma altura. uma borracha e uma folha de árvore. Deslocamento no vácuo: Se um corpo se locomover no vácuo (sem ar. Aceleração da gravidade (g) Um corpo sólido. Se você abandonar ao mesmo tempo. quando lançado verticalmente para cima efetua um movimento uniformemente retardado na subida e uniformemente acelerado na descida. que depende da velocidade com que o corpo está se movendo e da superfície(área) do corpo que está exposta ao ar. sem nada.

normalmente representada pela letra g. o que foi feito por Galileu. Próximos à superfície da Terra. os corpos ficam sujeitos a uma aceleração . quando abandonou do alto da torre de Pisa diversas esferas densas e compactas. . No entanto. desde que os corpos sejam bastante densos e compactos. Nos exercícios de vestibulares.primeiro. mesmo porque seus estudos ultrapassam o nível do ensino médio. retardando os corpos lançados verticalmente para cima e acelerando os que se encontram em queda livre. quando não especificados. verificando que atingiam o solo ao mesmo tempo. denominadaaceleração da gravidade. pois o ar exerce maior efeito retardador sobre a folha de árvore (maior área) do que sobre a borracha. que tem as seguintes características: Não depende do corpo em estudo Varia ligeiramente com o local da experiência Tem direção vertical e sentido para baixo. podemos desprezar os efeitos retardadores do ar. são desprezadas as resistências do ar.

o movimento é progressivo. Esse valor será especificado em cada exercício. pois o deslocamento ocorre no sentido crescente da trajetória. e retardado. pois o módulo da velocidade está diminuindo. com velocidade escalar Vo O que você deve saber Na subida. Lançamento vertical para cima Equações – Considere um corpo lançado verticalmente para cima.8m/s2 e até g=10m/s2 para simplificar os cálculos.Apesar do valor de g variar um pouco conforme o local da experiência. . a partir de um ponto A. convenciona-se como valor normal de g a grandeza g=9.

pois o módulo da velocidade está aumentando. que deve-se substituir em AS para continuar a resolução do exercício. pois é o ponto em que o corpo inverte o sentido de seu movimento e nesse ponto a altura atingida pelo corpo é máxima. mas de sinal contrário (-Vo).Na descida. e acelerado. No ponto mais alto da trajetória. . Se um móvel A partir um tempo x antes de um móvel B. têm-se: tA – tB=x --. a velocidade do corpo se anula (V=0).tA=tB + x. uma positiva na subida e uma negativa na descida. O tempo de subida é igual ao tempo de descida A velocidade (Vo) de lançamento na origem é igual à mesma velocidade de chegada à origem. o movimento é retrogrado. pois o deslocamento ocorre no sentido decrescente da trajetória. Em qualquer ponto da trajetória o corpo tem duas velocidades de mesmo módulo.

Representação gráfica do movimento: .

podemos usar sem muita perda nos valores: g=10m/s² Lançamento Vertical Um arremesso de um corpo. onde antes era horizontal (S) e com aceleração da gravidade (g). portanto. Quando um corpo é lançado nas proximidades da Terra. como um bom arredondamento. e. recebe o nome de Lançamento Vertical. com velocidade inicial na direção vertical.80665m/s² No entanto. se desprezarmos a resistência do ar. . que é orientada sempre na vertical. cairão com uma aceleração constante: a aceleração da Gravidade. independente de massa ou formato. Assim. o movimento classifica-se com Uniformemente Variado. todos os corpos. é tomado como constante e seu valor médio no nível do mar é: g=9.Movimento Vertical Se largarmos uma pena e uma pedra de uma mesma altura. o movimento será acelerado negativamente. concluímos que. devido à gravidade. mas durante fenômenos de curta duração. em direção ao centro do planeta. Porém. pensamos que quanto mais pesado for o corpo. até parar em um ponto. Sua trajetória é retilínea e vertical. mais rápido ele cairá. O valor da gravidade (g) varia de acordo com a latitude e a altitude do local. são as mesmas do movimento uniformemente variado. quando jogamos algo para cima. revistas com o referencial vertical (h). se colocarmos a pedra e a pena em um tubo sem ar (vácuo). sujeito à gravidade. observaremos que ambos os objetos levam o mesmo tempo para cair. dependendo da direção do movimento: Lançamento Vertical para Cima g é negativo Como a gravidade aponta sempre para baixo. Por isso. As funções que regem o lançamento vertical. o qual chamamos Altura Máxima. fica então. Sendo que g é positivo ou negativo. observamos que a pedra chegará antes ao chão.

tanto a gravidade como o deslocamento apontam para baixo. Logo. Exemplo Uma bola de futebol é chutada para cima com velocidade igual a 20m/s. (b) Qual a altura máxima atingida pela bola? Dado g=10m/s². o movimento é acelerado positivamente. (a) Calcule quanto tempo a bola vai demorar para retornar ao solo. o movimento é uma combinação de um lançamento vertical para cima + um lançamento vertical para baixo (que neste caso também pode ser chamado de queda livre). Então.Lançamento Vertical para Baixo g é positivo No lançamento vertical para baixo. Recebe também o nome de queda livre. o mais indicado é calcularmos por partes: Movimento para cima: . (a) Neste exemplo.

então t=2s ou . o tempo de subida é igual ao de decida. Lembre-se de que estamos considerando apenas a subida. (b) Sabendo o tempo da subida e a velocidade de lançamento. que nesta situação. a velocidade final será igual à velocidade com que a bola foi lançada. onde a resistência do ar é desprezada.Movimento para baixo: Como não estamos considerando a resistência do ar. podemos utilizar a função horária do deslocamento. ou então utilizar a Equação de Torricelli. Observamos. então.

O módulo de se indica por | |. a totalidade dos vetores do espaço. Consequentemente. através de representantes. isto é: o módulo. Um mesmo vetor é determinado por uma infinidade de segmentos orientados. chamados representantes desse vetor.A ou . Assim.b+d) Propriedades da Soma de vetores . e qualquer um destes representantes determina o mesmo vetor.Vetores Determinado por um segmento orientado AB. por: v + w = (a+c. cada um destes segmentos é um representante de um só vetor.b) e w=(c. Se indicarmos com este conjunto. simbolicamente poderemos escrever: onde XY é um segmento qualquer do conjunto. O vetor determinado por AB é indicado por ou B . a direção e o sentido do vetor são o módulo. a direção e o sentido de qualquer um de seus representantes. estaremos caracterizando.d). As características de um vetor são as mesmas de qualquer um de seus representantes. se considerarmos todos os infinitos segmentos orientados de origem comum. definimos a soma de v e w. todos os vetores se acham representados naquele conjunto que imaginamos. os quais são todos equipolentes entre si. Usando um pouco mais nossa capacidade de abstração. Ora. Soma de vetores Se v=(a. um segmento determina um conjunto que é o vetor. é o conjunto de todos os segmentos orientados equipolentes a AB.

b) é um vetor e c é um número real.w = (a-c.b) e w=(c.v = (ca.1) .Diferença de vetores Se v=(a. que são dados por: i = (1. por: v .b-d) Produto de um número escalar por um vetor Se v=(a. v e w vetores: Módulo de um vetor O módulo ou comprimento do vetor v=(a.d). definimos a multiplicação de c por v como: c.cb) Propriedades do produto de escalar por vetor Quaisquer que sejam k e c escalares. definido por: Vetor unitário Vetor unitário é o que tem o módulo igual a 1.0) j = (0. definimos a diferença entre v e w. Existem dois vetores unitários que formam a base canônica para o espaço R².b) é um número real não negativo.

Decomposição de vetores em Vetores Unitários Para fazer cálculos de vetores em apenas um dos planos em que ele se apresenta. é possível redesenhá-lo. onde c é um escalar não nulo. Caso apareça um terceiro componente. respeitando que sempre o primeiro componente entre parênteses é a projeção em x e o segundo é a projeção no eixo y. pode-se decompor este vetor em vetores unitários em cada um dos planos apresentados. então u terá comprimento menor do que v. c < 0. Sendo simbolizados. basta dividir o vetor v pelo seu módulo. isto é: Observação: Para construir um vetor u paralelo a um vetor v. ou então descontar a parte do plano onde o vetor não é projetado. então u terá comprimento maior do que v. a projeção do vetor no eixo x do plano cartesiano será dado por . . então u terá sentido oposto ao de v. î como vetor unitário do plano x e como vetor unitário do plano y. para que esteja na origem. Nesse caso. u e v serão paralelos: Se Se Se Se c = 0. será o componente do eixo z. Então. basta tomar u=cv. 0 < c < 1. Caso o problema a ser resolvido seja dado em três dimensões. c > 1. então u será o vetor nulo. ).Para construir um vetor unitário u que tenha a mesma direção e sentido que um outro vetor v. e sua projeção no eixoy do plano será: =( . por convenção. No caso onde o vetor não se encontra na origem. o vetor utilizado para o plano z é o vetor unitário . Este vetor pode ser escrito como: .

7) e v=(2.d Exemplos: O produto escalar entre u=(3.5) é: u. como o número real obtido por: u.v = 1. u v e w e k escalar: Ângulo entre dois vetores O produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na forma: .(-2) + 4.(5) = -6+20 = 14 O produto escalar entre u=(1.-3) é: u.v = a.Produto escalar Dados os vetores u=(a.v = 3.b) e v=(c.d) definimos o produto escalar entre os vetores u e v.c + b.(-3) = 2-21 = -19 Propriedades do produto escalar Quaisquer que sejam os vetores.(2) + 7.4) e v=(-2.

podemos obter o ângulo x entre dois vetores genéricos u e v. Através desta última definição de produto escalar. desde que nenhum deles seja nulo.v = |u| |v| cos(x) onde x é o ângulo formado entre u e v. como.u. .

então poderemos localizar o móvel nesta trajetória por meio de um vetor. Sabendo que a velocidade média é igual ao quociente do vetor deslocamento pelo intervalo de tempo: Observação: . com uma origem O. Se colocarmos um plano cartesiano situado nesta origem. O vetor é chamado vetor deslocamento e possui módulo. ocupando posições e nos instantes e . respectivamente. =P-O Velocidade Vetorial Vetor Velocidade Média: Considere-se um móvel percorrendo a trajetória do gráfico acima. direção e sentido.Aceleração e Velocidade Vetoriais Vetor Posição Imagine um móvel deslocando-se em uma trajetória aleatória.

sua Observação: Assim como para o vetor velocidade. pois é obtido quando multiplicamos um número positivo pelo vetor .O vetor velocidade média tem a mesma direção e sentido do vetor deslocamento. quando o intervalo de tempo tender a zero ( ). Vetor Velocidade Instantânea: Análogo à velocidade escalar instantânea. deslocamento em função do tempo e a equação de Torricelli para notação vetorial: . ) por um número Vetor Aceleração Instantânea: A aceleração vetorial instantânea será dada quando o intervalo de tempo tender a zero ( ). . o vetor aceleração terá o mesmo sentido e mesma direção do vetor velocidade. pois é resultado do produto deste vetor ( escalar positivo. podemos definir as funções de velocidade em função do tempo. então: Aceleração Vetorial Vetor Aceleração Média: Considerando um móvel que percorre uma trajetória qualquer com velocidade em um instante e velocidade aceleração média será dada por: em um instante posterior . Sabendo esses conceitos. a velocidade calculada será a velocidade instantânea.

e aceleração constante . precisamos decompor os vetores velocidade inicial e aceleração em suas projeções em x e y: Assim. podemos dividir o movimento em vertical(y) e horizontal(x): Em x: Em y: A partir destes valores podemos calcular o vetor velocidade: .Por exemplo: Um corpo se desloca com velocidade forma como está descrita abaixo: . da (a)Qual o vetor velocidade após 10 segundos? (b)Qual a posição do móvel neste instante? (a)Para calcularmos a velocidade vetorial em função de um tempo.

Pela Função horária da Posição: na mesma direção e sentido dos vetores aceleração e velocidade. podemos calcular o vetor posição pela equação de Torricelli. .(b)Sabendo o vetor velocidade. ambas na forma de vetores: Por Torricelli: na mesma direção e sentido dos vetores aceleração e velocidade. ou pela função horária do deslocamento.

Para estudar este movimento. . Na direção vertical o corpo realiza um Movimento Uniformemente Variado. formando uma trajetória parabólica. sabe-se que. chega a um ponto (altura máxima) onde . Lançamento Oblíquo ou de Projétil O móvel se deslocará para a frente em uma trajetória que vai até uma altura máxima e depois volta a descer. (a) Qual o alcance máximo (b) e a altura máxima atingida? . onde y=0. O alcance máximo é a distância entre o ponto do lançamento e o ponto da queda do corpo. o movimento de uma pedra sendo arremessada em um certo ângulo com a horizontal. Na direção horizontal o corpo realiza um movimento uniforme com velocidade igual a Observações:    Durante a subida a velocidade vertical diminui. quando a resistência do ar é desprezada. cada momento.Movimento Oblíquo Um movimento oblíquo é um movimento parte vertical e parte horizontal. O vetor velocidade é tangente à trajetória em Exemplo: Um dardo é lançado com uma velocidade inicial v0=25m/s. Com os fundamentos do movimento vertical. o corpo sofre apenas a aceleração da gravidade. A velocidade instantânea é dada pela soma vetorial das velocidades horizontal e vertical. deve-se considerar o movimento oblíquo como sendo o resultante entre o movimento vertical (y) e o movimento horizontal (x). e desce aumentando a velocidade. ou uma bola sendo chutada formando um ângulo com a horizontal. com velocidade inicial igual a e aceleração da gravidade (g) . ou seja. formando um ângulo de 45° com a horizontal. Por exemplo. ou seja.

Para calcular este movimento deve-se dividir o movimento em vertical e horizontal. Para decompor o vetor trigonometria: em seus componentes são necessários alguns fundamentos de Genericamente podemos chamar o ângulo formado de Então: . logo: e: logo: (a) No sentido horizontal (substituindo o s da função do espaço por x): sendo .

e substituir em (2): (1) e . Então temos: mas .temos: (1) No sentido vertical (substituindo h por y): sendo temos: (2) E o tempo é igual para ambas as equações. então podemos isolá-lo em (1). então: onde substituindo em (2): (2) e onde o alcance é máximo . então: resolvendo esta equação por fórmula de Baskara: mas .

obtemos: . partindo da equação de e substituindo os dados do problema na equação. Então.então: mas Então Substituindo os dados do problema na equação: (b) Sabemos que quando a altura for máxima Torricelli no movimento vertical: .

então: . devido ao movimento ser no mesmo sentido da aceleração. a aceleração da gravidade (g) vai ser positiva. considerando a posição horizontal inicial do móvel zero. quando uma criança chuta uma bola que cai em um penhasco. Após sair da mesa.Lançamento Horizontal Trata-se de uma particularidade do movimento oblíquo onde o ângulo de lançamento é zero. (b) o tempo gasto pela bola para atingir o solo.2m dos pés da mesa. mas sen0°=0. (a) . então: . Por exemplo. determine: (a) a altura da mesa. .2m/s. é lançado horizontalmente. Considerando g=10m/s² e a resistência do ar desprezível. e cos0°=1. considerando a posição vertical inicial zero e substituindo t: (b) Sabendo a altura da mesa é possível calcular o tempo gasto pela função horária do deslocamento: . cai. atingindo o chão a uma distância de 0. ou seja. e isolando t: Porém neste caso. ou quando um jardineiro está regando um jardim com uma mangueira orientada horizontalmente. Por exemplo: (Cefet-MG) Uma bola de pingue-pongue rola sobre uma mesa com velocidade constante de 0.

mas sen0°=0.. então: .

devemos introduzir novas grandezas. São elas:    deslocamento/espaço angular: φ (phi) velocidade angular: ω (ômega) aceleração angular: α (alpha) Saiba mais. y). x. eram úteis quando o objetivo era descrever movimentos lineares.Movimento Circular Grandezas Angulares As grandezas até agora utilizadas de deslocamento/espaço (s. h. mas na análise de movimentos circulares. Da definição de radiano temos: Desta definição é possível obter a relação: E também é possível saber que o arco correspondente a 1rad é o ângulo formado quando seu arco S tem o mesmo comprimento do raio R. quando um móvel encontra-se a uma abertura de ângulo φ qualquer em relação ao ponto denominado origem.. medidas sempre em radianos. . que são chamadas grandezas angulares. de velocidade (v) e de aceleração (a).. Espaço Angular (φ) Chama-se espaço angular o espaço do arco formado.

temos um deslocamento angular se calcularmos a diferença entre a posição angular final e a posição angular inicial: Sendo: Por convenção: No sentido anti-horário o deslocamento angular é positivo. definimos aceleração angular médiacomo: Algumas relações importantes Através da definição de radiano dada anteriormente temos que: mas se isolarmos S: . rev/min. Velocidade Angular (ω) Análogo à velocidade linear. podemos definir a velocidade angular média. Também é possível definir a velocidade angular instantânea como o limite da velocidade angular média quando o intervalo de tempo tender a zero: Aceleração Angular (α) Seguindo a mesma analogia utilizada para a velocidade angular. No sentido horário o deslocamento angular é negativo. rev/s.E é calculado por: Deslocamento angular (Δφ) Assim como para o deslocamento linear. como a razão entre o deslocamento angular pelo intervalo de tempo do movimento: Sua unidade no Sistema Internacional é: rad/s Sendo também encontradas: rpm.

que no movimento circular é tangente à trajetória. No movimento circular a frequência equivale ao número de rotações por segundo sendo equivalente a velocidade angular. ou seja. hora. e a derivada da velocidade angular em função do tempo é igual a aceleração angular. Para converter rotações por segundo para rad/s: sabendo que 1rotação = 2πrad. Sua unidade é a unidade de tempo (segundo. Sua unidade mais comum é Hertz (1Hz=1/s) sendo também encontradas kHz. logo: onde podemos novamente derivar a igualdade em função do tempo e obteremos: mas a derivada da velocidade linear em função do tempo é igual a aceleração linear. MHz e rpm. Movimento Circular Uniforme Um corpo está em Movimento Curvilíneo Uniforme.) Frequência(f) é o número de vezes que um fenômeno ocorre em certa unidade de tempo. minuto.. a mesma em todos os pontos do percurso. se sua trajetória for descrita por um círculo com um "eixo de rotação" a uma distância R. e sua velocidade for constante..derivando esta igualdade em ambos os lados em função do tempo obteremos: mas a derivada da Posição em função do tempo é igual a velocidade linear e a derivada da Posição Angular em função do tempo é igual a velocidade angular. . então: Então: Linear S v a = = = Angular φR ωR αR Período e Frequência Período (T) é o intervalo de tempo mínimo para que um fenômeno ciclico se repita.

como uma roda gigante. Esta aceleração é relacionada com a velocidade angular da seguinte forma: Sabendo que e que para o espaço angular: . mas como esta aceleração não influencia no módulo da velocidade. logo existe uma aceleração.No cotidiano. pode-se converter a função horária do espaço linear então: . chamamos deAceleração Centrípeta. Embora a velocidade linear seja constante. um carrossel ou as pás de um ventilador girando. observamos muitos exemplos de MCU. ela sofre mudança de direção e sentido.

que descreve trajetória circular. então este corpo tem aceleração angular (α).Movimento Circular Uniformemente Variado Quando um corpo. Assim: MUV Grandezas lineares MCUV Grandezas angulares E.4 metros gira. (a) Qual será a sua velocidade angular depois de 10 segundos? (b) Qual será o ângulo descrito neste tempo? (c) Qual será o vetor aceleração resultante? (a) Pela função horária da velocidade angular: (b) Pela função horária do deslocamento angular: . As formas angulares das equações do Movimento Curvilíneo Uniformemente Variado são obtidas quando divididas pelo raio R da trajetória a que se movimenta o corpo. com aceleração angular igual a 2rad/s². e sofre mudança na sua velocidade angular. aceleração resultante é dada pela soma vetorial da aceleração tangencial e da aceleração centípeta: Exemplo: Um volante circular como raio 0. partindo do repouso.

(c) Pelas relações estabelecidas de aceleração tangencial e centrípeta: .

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