DBO - DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO

1. Introdução: A demanda bioquímica de oxigênio é definida como a quantidade de oxigênio requerida pelos microorganismos aeróbicos para estabilizar a matéria orgânica biodegradável proveniente de despejos domésticos, industrial, efluentes de estações de tratamento, água poluída, etc. O destino final das águas residuárias tem sido desde muitos anos os mares, rios e lagos. Isto se deve não somente a localização das cidades e indústrias, em geral, próximas daqueles receptores mas, também porque as águas naturais são submetidas a um processo de autopurificação, durante a qual a matéria inorgânica pode ser diluída ou depositada, e a matéria orgânica, oxida. A avaliação da carga orgânica poluente é feita através de dois parâmetros: demanda bioquímica de oxigênio (DBO), demanda química de oxigênio (DQO) e oxigênio consumido (OC). Outros parâmetros estão sendo introduzidos: TOC (Carbono orgânico total); TOD (Demanda total de oxigênio); ODI (Índice de demanda de oxigênio); TbOD (Demanda diológica total de oxigênio).

   

2. Significado Sanitário: A presença de um alto teor de matéria orgânica pode induzir à completa extinção de oxigênio na água, provocando o desaparecimento de

peixes e outras formas aquáticas. Um alto valor da DBO pode também indicar um incremento de microflora presente e interferir no equilíbrio da vida aquática, uma quantidade excessiva de algas, além de produzir sabores e odores desagradáveis, pode obstruir os filtros de areia utilizados nas estações de tratamento. De uma forma geral, as principais fontes poluidoras, além das urbanas, são as indústrias cervejarias, têxteis, açucareiros e as indústrias de papel. 3. Natureza de reação de DBO: Cinética: A matéria orgânica biodegradável serve como fonte de alimento e energia aos microorganismo que a decompõem. O teste de DBO mede a matéria orgânica biodegradável e dá portanto uma medida da poluição característica de um despejo, em termos de demanda de oxigênio. A DBO, de cinco dias a 20 ºC, dá somente informações limitadas relativas à carga poluente. final é exercida no período de cinco dias. Para se obter informações completas da carga e velocidade da decomposição, deve-se determinar as constantes L e K. Existem vários métodos gráficos para cálculo de L e K, a parti de dados obtidos no laboratório: a) Método de momentos; b) Método das diferenças diárias; c) Método da razão (Sheely). Geralmente, para a grande maioria dos despejos, uma percentagem elevada (60-90%) da DBO

etc. (demanda imediata). nas estações de tratamento de despejos domésticos ou industrial. podendo diferir quando aos nutrientes exigidos para a atividade microbiológica. Fatores de Influência: Assim. os compostos orgânicos vão sendo progressivamente decompostos em função da sua maior ou menor . sais ferrosos. 5.4. A demanda de oxigênio é exercida por três classes de matérias. b) Verificação do grau de auto. Teste da DBO: Importância: a) Como medida de carga orgânica (biodegradável) poluidora.depuração dos cursos d’água. b) Matéria orgânica carbonácea (primeira etapa). c) Controle do processo de tratamento da matéria orgânica disponível. c) Matéria nitrogenado suscetível de oxidação microbiológica (segunda etapa). Desenvolvimento da DBO: Os despejos em geral envolvem substratos mistos de naturezas diversas. e no sistema cujo mecanismo é de primeira ordem podemos admitir as seguintes etapas: a) Alguns compostos químicos redutores como os sulfetos. estabilidade. sulfitos.

sendo as enzimas suscetíveis de inativação térmica. No entanto. Assim. e a velocidade da reação aumenta com a elevação e diminui com a queda da temperatura. porém o catalizador é destruído. .. o período de 20 dias é muito longo. o teste é então efetuado na base de um período de cinco dias de incubação. é bom lembrar que a DBO de cinco dias representa apenas uma fração da DBO total. a reação pode ser considerada completa em 20 dias. para fins práticos.As reações de oxidação que envolvem a DBO são o resultado de uma atividade biológica. um tempo infinito é requerido para completa oxidação biológica da matéria orgânica mas. portanto. a regra é válida dentro do que se considera o “limite ótimo” de temperatura. As reações catalizadas pelas enzimas não fazem exceção. este valor é cerca de 70 . pois irá depender do espaço de tempo em que transcorrerá a reação. estão controladas pelos mesmos fatores que governam as reações enzimáticas. Já vimos que .80% da DBO total. a reação transcorre mais rapidamente. A percentagem dependerá do caráter da “semente” e da natureza da matéria orgânica do substrato. A temperatura acima do limite ótimo de temperatura . Teoricamente. no caso de despejo doméstico e alguns despejos industriais. b) Temperatura: A maior parte das reações químicas sofre influência da temperatura. Assim a temperatura ótima de uma enzima não é uma característica fixa e imutável . a) Tempo: A equação básica Yt = L( 1-10-kt) da DBO indica o tempo como a maior variável. No entanto.

Outros elementos são também necessário ao metabolismo celular mas em quantidades mínimas (“traços”). É o caso do cobre. Na execução do teste de DBO assegura-se a reprodução celular. Os organismos envolvidos nas conversões bioquímicas. zinco. As enzimas são mais estáveis nas proximidades do pH ótimo. magnésio. . Este crescimento requer nitrogênio suficiente para produzir as células das bactérias que contêm cerca de 12% de nitrogênio. d) Nutrientes: A reprodução das bactérias está condicionada à presença de certos elementos essenciais. enriquecendo-se o meio diluente (água de diluição) com todos os nutrientes requeridos. sendo aceitáveis variações que vão de 6. c) pH: A concentração hidrogeniônica é um dos fatores que afetam a velocidade das reações bioquímicas. O fósforo e o enxofre são elementos essenciais para a formação de algumas proteínas conjugadas. ferro. selênio. os efeitos adversos das temperaturas altas podem ser explicados pelo fato de que as enzimas são desnaturadas.Em um sistema contento organismo vivos . ou pela perda da capacidade do organismo de produzi-las. Um excesso de acidez ou de alcalinidade pode produzir a desnaturação irreversível das proteínas. devendo-se trabalhar nessa faixa. etc. consequentemente a inativação da maioria das enzimas.0. é importante o conhecimento de como o pH afeta a atividade enzimática.5 a 8. aparentemente respondem satisfatoriamente ao pH = 7. cobalto. quer sob forma de íons ou sais inorgânicos ou não. manganês. e desde que tais reações são induzidas e controladas por enzimas . enriquecendo-se celular.

a sua reprodução será retardada. Em contrapartida. Sabe-se que se o número de bactérias atingir valores menores que 1 x 103/l. certas bactérias autotróficas. em alguns casos. normalmente. no entanto. Para assegurar essa exigência. elas contêm. pois a demanda de oxigênio torna-se mínima quando a concentração de bactérias cai a um certo limite. uma só reação. Isso significa que uma enzima pode catalisar um grupo de reações e. que oxidam substâncias não carbonadas como fonte de energia.Assim o potássio. Os primeiros cinco dias em que decorre o teste seria o período de adaptação do microorganismo ao meio. • Adaptação dos organismos: A importância da população microbiana já foi estudada se fez referência a influência do número de microorganismo presentes no teste da DBO. particularmente as nitrobactérias. Também é importante que essa população mista seja significativa. Não é de surpreender portanto que muitos estudos enfatizam a necessidade de uma biota mista no teste de DBO. utiliza-se no teste de DBO culturas provenientes do solo ou de despejo domésticos que contêm grande número de bactérias saprófitas e outros organismos que utilizam a matéria orgânica carbonada presente. e) População Microbiana: • Necessidade de flora e fauna completa: Uma das propriedades mais significativas das enzimas é a sua especificidade. o cálcio e o magnésio são adicionados à água de diluição não só para tamponar o meio ou fornecer condições osmóticas próprias. bem como sua atividade. o crescimento dos protozoários reduzido. . mas também para favorecer o crescimento e o metabolismo dos microorganismo.

Alguns incubam as amostras em garrafas escuras a fim de evitar as trocas devidas à fotossíntese. a aclimatação da “somente” poderá ser feita aerando-se. O desenvolvimento de algas introduz uma outra variável que torna difícil a interpretação da DBO dos rios e estuários. podendo levar meses para se conseguir microorganismo adaptados. caindo acentuadamente nas horas de menor iluminação. Costuma-se. a um certo volume de despejo doméstico juntamente com o despejo a ser estudado. os resultados da DBO seriam mais baixos. Em virtude da fotossíntese. a adaptação é um processo exaustivo.Como conseqüência. se as bactérias não forem adaptadas à matéria orgânica que lhes servirá de substrato. No caso de despejos industrias. eliminar as algas presentes. f) Precipientes das proteínas. Observação: Muitas vezes. antes de se efetuar o teste da DBO. Para despejos industrias apresentado toxidez alta. submetendo-se a amostra a ser analisada a variação bruscas de pH ou à pasteurização. todas essas tentativas são ineficientes e a determinação de DBO torna-se impraticável.substâncias tóxicas: . • Algas: A presença de algas em um corpo d’água produz variação acentuada no teor de oxigênio dissolvido. este valor irá depender da intensidade luminosa. elas cairão em número (ou desaparecerão) até que se adaptem ao meio. Também. até que se obtenha bactérias e protozoários em número suficiente capaz de metabolizar completamente a matéria orgânica presente no despejo. em geral.

poderá ser uma fonte de erro na avaliação bastante. e a velocidade máxima atingida na reação é menor do que a verificada na ausência do inibidor. Incluem-se aí os sais dos metais pesados e os chamados “reativos dos alcalóides”(ácido tricloro-acético. Os primeiros. h) Nitrificação: Em geral. muitos precipitantes das proteínas produzem a inativação das enzimas. Existem duas maneiras de se contornar este problema. as bactérias nitrificantes estão presente em quantidades relativamente pequenas nos despejos domésticos e sua velocidade de reprodução. ácido tânico. etc. as enzimas podem ser inibidas por vários agentes físicos que produzem a desnaturação as proteínas. carregados negativamente.Como foi mostrado. é tal . à temperatura em que é realizado o teste da DBO (20 oC).). no entanto. as amostras são diluídas para então se efetuar o teste da DBO. ao se efetuar o teste da DBO: adaptação dos microorganismo e/ou diluição da amostra. Os exemplos citados caracterizam a inibição dita não competitiva. obtendo-se apenas um valor aproximado da DBO. Também. g) Efeito da diluição: Quando um despejo contém substâncias tóxicas ou carga orgânica elevada. Isto significa que a inativação dependerá apenas da concentração do inibidor. A diluição da amostra. precipitam as proteínas em virtude dos íons pesados de carga positiva que produzem quando estão em solução e os últimos atuam em virtude de seus íons pesados.

0 mg/l O. É recomendável que a análise seja feita num período não superior a seis horas após a coleta. até o período de oito a dez dias. Seleção do método: Analisar-se à. Amostragem: As amostras para determinação da DBO podem ser coletadas em frascos de vidro ou de polietileno e mantidas sob refrigeração a 4 oC. havendo demanda de oxigênio nos primeiros dias. não há nenhum procedimento que possa ser recomendado. que são os mais comumente usados: • Método direto: é utilizado para amostras cujas DBO de cinco dias não exceda a 7. apenas o método direto e o método da diluição. . as águas de rios onde efluentes de tratamento secundário são ricas em bactérias nitrificantes. 7. A ação das bactérias nitrificantes pode ser eliminada pelo uso de inibidores específicos como o azul de metileno. a menos que o problema seja contornado. 6. Muitas vezes. A interferência causada pelos organismos nitrificantes torna impossível a medida real da DBO total. ou reduzindo a população a níveis mais baixos. porém. submetendo-se a amostra a uma pasteurização. corresponde a matéria carbonada. pelo menos.que uma população não se torna suficiente a ponto de exercer uma apreciável demanda de oxigênio. cloração ou tratamento ácido. No caso de amostras de rios.

o seu uso para controle imediato da população de um copo d’água é limitado. • Presença de uma população mista de organismo provenientes do solo e em quantidade significante. a utilização do oxigênio. em ambos os métodos. o controle de todos os fatores que influenciam a DBO. b) São requeridos cinco dias para o teste. • Ausência de material tóxico. e que sejam observados em cada teste. em uma amostra diluída a 10 %.• Método da diluição: é fundamentado no conceito de que a velocidade de degradação da matéria orgânica remanesce. é feita a uma velocidade que será dez vezes menor do que a amostra não diluída. c) Não fornece nenhuma idéia de velocidade de oxidação da matéria orgânica. • pH padronizado: 7 (meio tampado). Assim. uma vez que não podemos reproduzir no laboratório as mesmas condições do local onde a amostra foi coletada. . É indispensável. Consequentemente. • Nutrientes presentes em quantidade adequada. Assim. • Temperatura padronizada: 20oC. d) A diluição da amostra poderá ser uma fonte de erro na avaliação da carga poluente. Limitação do teste da DBO: a) O teste da DBO tem um valor relativo. são importantes: • Tempo padronizado: 5 dias.

Procedimento: .25 g de FeCl3. • Bombas de ar comprimido.7H2O).6H2O em água destilada e diluir a um litro. 21.5 g de CaCl2.4 g de fosfato de sódio dibásico hepta hidratado(Na2HPO4. f) Reagentes para determinação de OD. 200.5 g de fosfato de potássio monobásico (K2HPO4).5 g de MgSO4.7H2O em água destilada e diluir a um litro.Equipamento: • Garrafa especiais de incubação. 1. d) Solução de cloreto de cálcio: Dissolver 27.7 g de cloreto de amônio em cerca de 500 ml de água destilada e diluir a um litro. • Geladeiras (incubadoras) termostaticamente controladas a 20 oC ± 1 oC.75 g de fosfato de potássio dibásico (K2HPO4).300ml. em água destilada e diluir a um litro. Reagentes: a) Água destilada com alto índice de pureza: b) Solução tampão de fosfato: Dissolver 8. c) Solução de sulfato de magnésio: Dissolver 22. 33. e) Solução de cloreto férrico: Dissolver 0. anidro.

Anotar os resultados. • Determinar o OD inicial de um dos frascos preparados para “branco”. retirar um dos três frascos e determinar o OD inicial. evitando a formação de bolhas de ar. Diluições de 1 a 5 % são geralmente satisfatórias para esgoto bruto e decantado. utilizando ar comprimido filtrado. b) Técnica de diluição: • Fazer diluições da amostra a ser analisada. c)Determinação de OD: • Para cada diluição efetuada. utilizando-se do pistão. • Completar o volume com água de diluição. • Sifonar. de modo a obter a diluição desejada. enchendo dois frascos de DBO com água de diluição. . • Preparar o “branco”. sulfato de magnésio. Homogeneizar a mistura. de modo a obter depleções exigidas. cloreto férrico para cada litro de água. • Adicionar à água de diluição a quantidade conveniente da amostra. cuidadosamente. cloreto de cálcio.a) Preparação da água de diluição: • Saturar a água destilada com O2. a água de diluição para a proveta de litro. Anotar o resultado. • Juntar 1 ml de cada solução: tampão de fosfato. • Sifonar o conteúdo da proveta para três frascos de DBO.

que já são apropriadas para esse fim.1 . durante cinco dias. os dois frascos restantes. resultados. em bandeja contendo águas ou por adição às rolhas.2mg/l. Elas não devem ultrapassar 0. 15’após a preparação. D2= OD da amostra diluída após a incubação P= percentual utilizado na diluição .0. mas apenas para o controle da qualidade da água. • Incubar os frascos de DBO à temperatura de 20 oC. • Determinar o OD de cinco dias nas amostras e no “branco”. hermeticamente.• Fechar. Anotar os Cálculo: As depleções obtidas para o “branco” não devem ser utilizados no cálculo da DBO. mg/l DBO= D1-D2 P Onde: D1= OD da amostra diluída. Estes deverão ser “selados” por inversão. Tirar a média dos dois valores obtidos.

a glicose (C6H12O6) é biologicamente oxidável enquanto que a lignina (C10H13O3). O método determina somente a parte carbonária nos compostos nitrogenados. ambos os compostos são completamente oxidados durante a reação. O método. por outro lado. deixa de incluir alguns compostos orgânicos (como o ácido acético) que estão biologicamente disponíveis nos cursos d’água. são os únicos possíveis de serem empregados para determinar a carga orgânica. Por exemplo . temperatura e tempo. sob condições específicas de agente oxidante. No entanto.DEMANDA QUÍMICA DE OXIGÊNIO 1. entre as quais: rapidez analítica no controle de despejos industriais e estações de tratamento. condições de oxidação efetiva. Uma segunda limitação é a de não proporcionar a velocidade de estabilização do despejo tal como ocorreria na natureza. Introdução: A demanda química de oxigênio é definida como a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica presente em um despejo. é relativamente inerte. para certos despejos contendo substâncias tóxicas. não havendo redução do dicromato pela amônia. produto proveniente da madeira. através da oxidação de organismo. O método apresenta limitações que devem ser consideradas ao se interpretar um resultado analítico. . apresenta uma série de vantagens. O método. na ausência de catalisador. Este método ou método de carbono orgânico total.DQO . abrangendo um espectro maior de compostos químicos. Uma das principais limitações do teste da DQO é a oxidar a matéria orgânica de um despejo independentemente de sua degradabilidade biológica.

Uma vez oxidados. Nas águas naturais. Neste casa.Tabela Relação do teste da DQO com outras análises de oxidação Teste DBO DQO DIOD Infravermelho Demanda de Cloro Temp. o que significa que na natureza a oxidação enzimática reduzirá rapidamente os compostos biológicos existentes. o valor da DQO será maior que o da DBO. Dependendo do tipo de despejo. isto sucede m despejo de indústrias têxteis e de papel. Suscetibilidade da Catalizador amostra à oxidação Oxigênio dissolvido Inclui os compostos e a matéria oxidável Oxigênio Atmosférico O carbono detectado é comparável ao carbono teórico Solução HOCl Boa oxidação da amônia. A oxidação de outros compostos é variável Como ficou demostrado na Tabela acima. já que são compostos em etapa de estabilização . haja visto as condições diversas de cada um. pode haver predominância de uma maior quantidade de material que não é biologicamente degradado. K2Cr2O7. do teste Tempo de (ºC) reação 20 145 20 950 20 20 min 5 dias 2 horas 15 min Sistema de oxidação Enzimática Variabilidade do teste Tipos de compostos existentes no despejo 50% H2SO4. a DQO diminui mais rapidamente que DQO. pode-se concluir que é praticamente impossível se obter resultados idênticos entre o teste da DQO e os outros testes de oxidação. estes compostos possuem uma DBO baixa. ou em qualquer outro despejo que contenha altas concentrações de celulose.

a relação DQO/ DBO tende a aumentar com o tempo. aplicação a uma larga variedade de amostras e facilidade de manipulação. O uso de recipientes de plástico é permissível desde que o material não apresente contaminantes orgânicos. Seleção de Método: Princípio: O método de refluxo com dicromato foi selecionado como o método mais indicado para determinação da DQO. 2. O método se baseia na oxidação de substâncias orgânicas (e inorgânicas oxidáveis) pelo dicromato de potássio em solução de H2SO4. Amostragem: Amostras para análise de DQO podem ser coletadas em frascos de vidro ou polietileno. Amostras biologicamente ativas devem ser analisadas o mais rapidamente possível. O excesso de dicromato é titulado com sulfato ferroso amoniacal usando o complexo ferroso de ortofenantrolina (ferroin) como indicador. Isto significa que na natureza. 3. no entanto o valor da DQO ainda. O tempo máximo permissível para estocagem das amostras preservadas é de sete dias. A preservação deve ser feita com H2SO4 numa concentração de 2 ml de ácido para um litro de amostras.avançada. Apresenta vantagens sobre os outros quanto à capacidade de oxidação. A . amostras contendo material sedimentáveis devem ser bem agitadas para permitir a tomada de alíquotas representativas. 50%.

sulfâmico/ mg NO2-N. Este método pode ser empregado em amostras com valores de DQO superiores a 50mg/l. é proporcional ao dicromato de potássio consumido. embora com menor exatidão. medida como equivalente de oxigênio. mg/l. Os cloretos. mas o uso de catalisador não acelera a oxidação de hidrocarbonetos aromáticos.1 mg/mg N. Essa interferência é eliminada pela adição de sulfato mercúrio às amostra do refluxo. Interferências: a) Compostos alifáticos de cadeia linear. Compostos de cadeia linear são oxidados mais efetivamente usando sulfato de prata como catalisador. b) Certos íons inorgânicos podem ser oxidados pelo dicromato ocasionando resultados erroneamente altos.quantidade de matéria oxidável. c) O nitrito produz uma demanda química de 1. Com dicromato diluído. apresentam o problema mais sério. utilizando dicromato de concentrado. hidrocarbonetos aromáticos e piridina não são oxidados em grau apreciável. reduzindo assim a capacidade de reagir posteriormente. adicionar 10 mg de ácido Equipamento: . As concentrações de nitrito em águas poluídas raramente excedem 1 ou 2 Para eliminar interferências significativas de nitrito. devido à sua concentração relativamente alta em águas residuárias. O sulfato mercúrio complexa os íons Cl formando um composto solúvel de cloreto mercúrio. embora este método produza uma oxidação mais complexa que o método de permanganato. valores abaixo de 10mg/l podem ser determinados. o que torna desprezível essa interferência.

300 ml.• Chapa de aquecimento. . • Balão redondo de fundo chato. • Condensador.

d) Ferroin: Pesar 1.485 g de ortofenantrolina e 695mg de FeSO4.7H2O e diluir em água destilada.6H2O) em água destilada e juntar mais 50 ml de ácido sulfúrico concentrado e diluir a um litro. Solução de 0.25 N: Dissolver 100 g de Sulfato ferroso amoniacal (FeNH4)2(SO4)2.025N: Tomar 100 ml da solução 0. e) Solução de ácido sulfúrico com sulfato de prata: Pesar 9.25N: Diluir 12. b) Dicromato de potássio 0.25N e completar a um litro com água destilada.010N: Dissolver 4 g de sulfato ferroso amoniacal em água destilada e juntar 2 ml de ácido sulfúrico concentrado e diluir a um litro.Reagentes: a) Dicromato de potássio 0. c) Sulfato ferroso amoniacal 0.9 g de sulfato de prata para um litro de ácido sulfúrico concentrado. f) Sulfato de mercúrio (pó): Amostra: .259 g do dicromato de potássio seco a 103 oC por duas horas e diluir a um litro.

gasto b)Branco: . Procedimento: a) Normalidade: • Colocar em erlenmeyer de 250 ml: 100 ml de água destilada. • 10 ml de dicromato de potássio0. • pérola de vidro. • Esfriar e adicionar gotas de ferroin. • 0. • Titular com sulfato ferroso amoniacal.025 x 10 vol. Volume gasto = A.Colocar em balão de 300ml: • 20 ml da amostra. • 30 ml de ácido sulfúrico concentrado com sulfato de prata (cuidadosamente). • Agitar bem e levar a refluxo durante duas horas. • Esfriar e adicionar gotas de ferroin ( indicador).4g de sulfato de mercúrio.025N e 20 ml de ácido sulfúrico concentrado. Cálculo: N= 0. • Titular com sulfato ferroso amoniacal. 10 ml de dicromato de potássio 0.025 N.

• Agitar bem e levar a refluxo durante duas horas. Volume gasto = B. 10 ml de dicromato de potássio 0. Cálculo(mg/l): DQO= (B-A).4 g de sulfato mercúrio.• Colocar em balão de 300 ml: 20 ml de água destilada.N x 8000 ml de amostra . • Titular com sulfato ferroso amoniacal. pérolas de vidro 0. • Esfriar e adicionar gotas de ferroin.025N e 30 ml de solução de ácido sulfúrico concentrado mais sulfato de prata.

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