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Pré-História

Durante o Paleolítico o clima do Egipto sofreu uma alteração, passando de um clima úmido e equatorial para um clima seco. O processo de desertificação da região que é hoje o Saara, concentrou no vale do rio Nilo as populações circundantes.

No quinto milénio a.C , o vale do Nilo, já com as características climáticas actuais, conheceu uma série de culturas neolíticas (Faium, Tasa, Merimde). Os habitantes do Egipto domesticaram animais como o porco, o boi e cabra e cultivaram o trigo, cevada e o linho.

O quarto milénio a.C. corresponde àquilo que a historiografia designa como o

período pré-dinástico (ou proto-dinástico). Nele surge o cobre e na região do Alto Egipto surgem sucessivamente três civilizações: a badariense, a amratiense e gerzeense. Esta última civilização acabaria por se difundir por

todo o território do Egipto.

Antigo Egito

O

Antigo Egito é a civilização que se desenvolveu no vale inferior e no delta do

rio

Nilo entre 3100 a.C. e 30

a.C

Entre 3200 a.C. e 2800 a.C. ocorreu a

unificação dos reinos do Alto Egito e do Baixo Egipto por um soberano de

nome Menés.

O estudo da civilização do Antigo Egipto formou-se como disciplina própria no

século XIX com o nascimento da Egiptologia. Esta disciplina dividiu a história

do Antigo Egipto em várias etapas. Assim, as duas primeiras dinastias egípcias

correspondem à Época Tinita ou Arcaica. Neste período as formas culturais, artísticas, governamentais e religiosas do Antigo Egipto, que se mantiveram

pouco alteradas até ao fim da sua história, já se encontravam definidas.

A Época Tinita foi seguida pelo Império Antigo, época marcada pela construção

de

pirâmides, onde as mais conhecidas são as pirâmides de Gizé do tempo da

IV

dinastia. O Império Antigo começou a cair no reinado de Pepi II, tendo o

Egito entrado no Primeiro Período Intermediário.

O Egipto ptolemaico

Em 333 a.C., Alexandre Magno derrotou os Persas na Batalha de Issus, e, no Outono do ano seguinte, ocupou o Egipto, onde foi recebido como libertador pelo povo. Antes de partir para novas campanhas militares no oriente, Alexandre fundou na região ocidental do delta do Nilo a cidade de Alexandria, que seria nos séculos seguintes a metrópole cultural e económica do Mediterrâneo e capital da dinastia.

Alexandre morreu em 323 a.C., mas sua sucessão não ficou assegurada. Nos anos seguintes os seus generais dividiram entre si o império criado por ele. Um destes generais, Ptolemeu, que já estava instalado como governador do

Egipto, pegou em 305 a.C. o título de basileus (rei), fundando a dinastia ptolemaica que governou o Egipto até 30 a.C

A última representante da dinastia ptolemaica foi a famosa rainha Cleópatra,

que tentou recuperar a glória do reino anterior, tornando-se aliada dos romanos Júlio César e Marco António. Os seus esforços mostraram-se inúteis, sendo

vencida pelas forças romanas de Octaviano na Batalha de Ácio.

O Egipto romano e bizantino

Após a derrota de Cleópatra, o Egipto é agregado no Império Romano como uma província administrada por um prefeito de origem da cavalaria que era diretamente responsável pelo imperador. Augusto decretou o fechamento da entrada de senadores ou de cônsules no território, já que tinha medo que eles tomassem posse do local. O primeiro prefeito que o Egipto conheceu foi Caio Cornélio Galo, que acabaria caindo em desgraça.

De acordo com a tradição, o cristianismo teria sido introduzido no Egipto por São Marcos, mas esta afirmação não é sustentada pelas fontes históricas. No final do século III, o Egito já tinha se cristianizado. Em 325 o Concílio de Niceia institui o Patriarcado de Alexandria, que era o segundo mais importante após o Patriarcado de Roma, exercendo a sua autoridade sobre o Egito e a Líbia. Em 451 o Concílio de Calcedónia condenaria a doutrina do monofisismo (segundo

a qual Jesus depois da encarnação tinha apenas uma natureza, a humana),

gerando a dúvida que separou a cristianidade egípcia (adepta do monofisismo)

dos outros cristãos da época.

Em 395 o Império Romano dividiu-se em duas partes, ficando o Egito inserido no Império Romano do Oriente, que mais tarde se chamaria Império Bizantino.