aspectos econômicos

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1 .3. Em 2001. sendo sua produção destinada quase que exclusivamente ao mercado internacional. o abacaxi e a castanha de caju. representando um acréscimo de 26. alcançando o montante de US$ 6. ao contrário do que ocorre com as culturas de sequeiro.1 . beneficiam significativamente a fruticultura irrigada.FRUTICULTURA O Rio Grande do Norte dispõe de excelentes condições para a prática da fruticultura tropical irrigada. As exportações desse produto totalizaram em 2001 US$ 26. 50 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . as terras férteis localizadas nas regiões do Vale do Açu e Chapada do Apodi e a água abundante em pleno clima semi-árido colocam o Estado numa posição privilegiada para o desenvolvimento dessa atividade. A elevada insolação.6 milhões. vem modificando essa característica.agropecuária e pesca 3. passando a ser produzida em áreas irrigadas e transformando-se no segundo produto em importância do pólo fruticultor do Estado. com perspectivas de uma maior participação nesse ramo de atividade voltado para o mercado externo. As demais culturas que utilizam a irrigação. destacam-se a cana-de-açúcar. Inicialmente tida como cultura de subsistência e voltada para o mercado interno. As baixas precipitações ocorridas na região em períodos de seca. o mamão e a melancia têm apresentado resultados satisfatórios. Dentro desse contexto. aquela que depende de precipitações pluviométricas para a consolidação da produção. Na agricultura tradicional. Outro produto que tem apresentado uma expansão significativa é a banana.1.5% em relação ao ano anterior e participando com 14% de todo o valor comercializado para o exterior durante o ano. o melão é a cultura de maior expressão na economia regional. o setor vem aumentando gradativamente sua participação na economia estadual.0 milhões. as exportações tiveram um crescimento de 20% em relação a 2000. Com a introdução de modernas tecnologias que refletem em ganhos de produtividade. algumas como a manga.

Teve grande impulso há três décadas. Nos últimos anos. gerando renda para a parcela de norte-rio-grandenses que vive em condições desfavoráveis nos diversos recantos do Estado. a atividade canavieira tem apresentado oscilações em decorrência de condições climáticas nem sempre favoráveis por um lado e.0 milhões. o cultivo de cajueiro é o mais representativo para a economia agrícola potiguar. fazendo uso de sistemas de irrigação como forma de enfrentar períodos de estiagem. etc. responsável por uma razoável absorção de mão-de-obra no período da colheita. Beneficiada em anos anteriores com políticas de incentivo praticadas pelo Governo Federal. etc. quando a expansão do mercado de castanha de caju provocou a plantação do cajueiro em extensas áreas. encontrado em regiões litorâneas e utilizado principalmente na indústria de produtos alimentícios para fabricação de leite.O abacaxi é cultivado tradicionalmente na zona do agreste do Estado. com o aumento da demanda por produtos orgânicos nos mercados nacional e internacional. No ano de 2001. geléias. o milho e o feijão. 51 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . desempenham relevante papel social. 10% de tudo o que o Estado destinou ao exterior. entre os quais se inclui esse fruto. fez surgir agroindústrias de beneficiamento de castanha espalhadas por diversas regiões do Estado. antes desperdiçado ou servindo como alimento para animais. Além da castanha. As demais culturas como a mandioca. A cana-de-açúcar é uma cultura tradicional da economia norte-rio-grandense. o pedúnculo. De todas as culturas tradicionais do Estado. considerados produtos de subsistência. de preços dos produtos derivados dessa cultura (açúcar e álcool) por outro. verifica-se uma expansão da área cultivada em direção ao litoral norte. Dos produtos inseridos na atividade agrícola estadual. ração animal. ou seja. transformou-se numa fonte de renda familiar. destaca-se também o coco-dabaía. O aquecimento do mercado interno e externo. através da fabricação artesanal de doces. o comércio com o exterior gerou uma receita de US$ 19.

596.986 57. melhorando geneticamente o rebanho com a introdução de matrizes e reprodutores de boa linhagem.013 85.564 (1) em 1.075 108. tem como objetivo reduzir custos para auferir maior rentabilidade.969 1997 54.941 42.665 428.206 42.094 276.399 74.376. O incremento desta atividade é comprovado pelos dados fornecidos pelo IBGE. demonstrando a expansão dos rebanhos caprinos e ovinos.898 88.902 10.292 4.696 5.265 37.873 115. Com o aumento do número de criadores a produção teve um incremento significativo.990 10. na busca de alternativas alimentares.272 30.333 93.096 3. com a melhoria substancial na raça desses animais.254 425.214 4.205 2.120 78.678 17.443 70.da-baía (1) Feijão Mamão (1) Mandioca Manga (1) Me lanc ia ( 1) Melão (1) Milho Fonte: IBG E/IDEMA 1996 53.053 1. como a fenação.CAPRINOVINOCULTURA O ramo da pecuária voltado para a criação de caprinos e ovinos tem apresentado um desempenho bastante favorável nos últimos anos. a caprinovinocultura tem atraído a atenção de empreendedores rurais que vem obtendo resultados promissores nos aspectos da produção.1.386 2. Por ser resistente às adversidades climáticas. O maior cuidado com a sanidade animal e o melhoramento do gerenciamento das unidades produtivas. silagem.232 6.Tabela 8 RIO GRANDE DO NORTE Princ ipais C ult uras 1996-2000 Cultura Abacaxi (1) Banana (2) Cana-de-aç úcar Castanha de caju Coco.096 2.475 3.993 1.170 Produção (t) 1998 49.935. formação de banco protéico de leguminosas. 52 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .362 7.910 90.724 4.546 87.138 2.866 1999 47.892 92.211 76.119 5.517 43.466 71.378.000 fruto s (2) em 1.205 4.332 72.417 63.573 1.144 88.000 c ac hos 3.233 2000 70.630 5.156 10. em decorrência do uso de tecnologias modernas.2 .059 2. estimulado pelas ações do Governo Estadual através do programa do leite e pelas caprifeiras.512 366.233 115.904 1.465 33.425.633 16.622 10.164 406.

000 300.000 200. 53 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .706 3.000 100.182 295. essa atividade vem passando por dificuldades apesar do incentivo do Governo com a criação do Programa do Leite.000 150. São José do Sérido (2. suprir famílias carentes com a distribuição de milhares de litros de leite por dia.BOVINOCULTURA A pecuária voltada para a criação de bovino no Rio Grande do Norte tem apresentado um desempenho bastante instável ao longo dos últimos anos.3 .000 l).Para atender a expansão do mercado com oferta de produtos de melhor qualidade nos últimos anos foram instalados abatedouros para caprinos e ovinos nos municípios de Grossos.618 325.000 litros/dia.000 250.089 342.749 391.387 389.500 l). sendo processados nas usinas de Angicos (7.798 388.000 400. Afetada pelos períodos frequentes de estiagem. que tem como objetivo principal amenizar o dilema do homem do campo e ao mesmo tempo.000 350. Itaú e Lajes.241 275.031 361.000 0 1996 Fonte: IBGE/IDEM A 1997 Caprino 1998 Ovino 1999 2000 231.500 l) e Pau dos Ferros (1.608 226.000 50. Gráfico 13 RIO GRANDE DO NORTE Efetivo do Rebanho de Caprinos e O vinos 1996-2000 450. A oferta de leite caprino é da ordem de 11.1.

165 144. representando um acrescimo de 6. vendendo a preços abaixo do praticado pelo mercado.965 803. resultando em ganhos na produtividade.905 129. água rica em alimentos provenientes dos manguezais.048 793. oferece condições excepcionais para a criação e produção de camarão em cativeiro: temperatura média anual de 27°C.948 cabeças em 2000. Tabela 9 RIO GRAND DO NORTE E Efetivo do Rebanho Bovino e Produção de Leite 1996-2000 Ano 1996 1997 1998 1999 2000 Fonte: IBGE/IDEM A Nº de Cabeças 934.948 Produção de Leite (1. em especial o Rio Grande do Norte.740 941. terras impermeáveis e planas e ventilação apropriada. o sertanejo tem somente duas alternativas para o rebanho: ou se desfaz do mesmo. Mesmo com toda essa adversidade. A inseminação artificial vem sendo utilizada de forma mais acentuada no Estado.Com a ausência de chuvas. que em 1999 era de 754. ou o mantém a base de ração descapitalizando-se ou endividando-se através de financiamentos adquiridos em instituições de crédito.1.965 cabeças.49%.000 l) 159. A introdução de reprodutores e matrizes selecionados proporcionam o melhoramento genético do rebanho.361 754. produtores rurais têm encontrado saídas para manter essa atividade.927 3. insolação elevada.PESCA (CARCINICULTURA) O Nordeste.629 129. Com a influência desses fatores o rebanho bovino do Estado. salinidade adequada. A melhoria da qualidade do rebanho vem sendo perseguida por muitos pecuaristas da região.592 161.4 . 54 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . constituindo assim os principais fatores que têm impulsionado a carcinicultura da região. cresceu para 803.

000. gerando uma receita em torno de US$ 250 milhões. para a produção.000 28.558.832. Gráfico 14 RIO GRANDE DO NORTE Exportação de Camarão Congelado 1998-2001 30.000 toneladas de camarão. aproveitando extensas áreas litorâneas disponíveis para o cultivo.546 1. com 2 empregos/ha é a única atividade do setor primário que gera mais emprego que o cultivo de camarão.000.500 ha.000. milho e cana-de-açúcar. com uma produção de 50.000 Valores (Em US$ FOB) 20.000 ha.O Estado desponta como principal produtor de camarão do Brasil. Estima-se que no ano 2005 esta área atingirá 10. Mesmo com a evolução tecnológica.000. os parâmetros de geração de emprego da carcinicultura (1 emprego/ha. Indústria e Com ércio Ex terior 13.000. em viveiro em operação) são bens superiores aos das culturas de algodão.000 10.000 0 1998 1999 Ano Fonte: M inist ério do Desenvolvimento.708 25.460. em 2001 alcançaram a 2ª posição.5 milhão. As exportações. No ano de 2001 já eram utilizados 2. A fruticultura.698 137. com US$ 28.000 5.000 15.8 milhões.254 2000 2001 55 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . ocupando a 14ª posição na pauta de exportações do Estado. As perspectivas para essa atividade são bastante promissoras.000. bem como da pecuária. que em 1999 atingiram US$ 1.

o calcário. destacam-se: o granito e o mármore. cimento. Além dessa extensa variedade.064. na fabricação de ferramentas. utilizadas no setor de joalheria. e na agricultura como ração animal.353.000 t 56 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . utilizada no isolamento térmico e na fabricação de tintas e esmaltes.Recursos minerais O Rio Grande do Norte produz uma considerável e diversificada quantidade de bens minerais.77 96.69 95.000 4.371.515 4.3.435.000 5.000 4. borracha. a diatomita.378. na indústria elétrica e eletrônica. do Norte (A) Bra sil (B) 4.143 5. a mica.515 4. sendo um produto largamente utilizado como complemento alimentar. mineral estratégico. o caulim para fabricação de cerâmica.143 (1) Ano 1997 1998 1999 2000 2001 Participação (%) (A/B) 94.000 4. Dispõe ainda de reservas consideráveis de scheelita.808.89 95.000 4. Entre estes. o Estado destaca-se como o maior produtor nacional de sal marinho com mais de 90% do total extraído no Brasil. Tabela 10 RIO GRANDE DO NORTE Quant idade de S al Marinho Produzido 1997-2001 Quantidade Produzida (t) Rio G. Um fator que deverá dar um novo impulso ao setor salineiro do Estado será a conclusão da fábrica de barrilha localizada no município de Macau. usado na indústria de barrilha.528.166. produtos farmacêuticos e petroquímicos. papel. na indústria química para produção de cloro e derivados. superáveis a médio prazo.000 5. e as gemas.625. a tantalita-columbita. vidro.94 96.108. cuja produção está praticamente paralisada em decorrência de fatores conjunturais adversos.2 .31 Fonte: DNPM/SIESAL/IDEMA (1) A produç ão do R io de Jane iro foi estimada em 100.

passando de 3 milhões de metros cúbicos por dia. As reservas.440%. a previsão é de que esta produção alcance 600 mil metros cúbicos. Em 2001 foram extraídos 4. No período de 1995 a 2001.1 bilhões de m3 por ano. A oferta de GLP (gás de cozinha) teve sua capacidade aumentada de 352 toneladas/dia em 2001 para 600 toneladas em 2002. Estima-se que.44 milhão de metros cúbicos. medidas em barris. somente no Estado. O setor petrolífero é de importância fundamental para a economia do Rio Grande do 57 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . Para o ano de 2002. dos quais sendo em 7 na plataforma marítima. Em 2002. O pólo industrial localizado no município de Guamaré é fator de relevância para a economia estadual. em média. Uma unidade de processamento foi construída. a PETROBRAS deverá implementar as obras da planta de querosene de aviação. 480 mil metros cúbicos por dia em 2001. para 5. Durante o ano de 2002. que somados aos mais de 3 mil já existentes. A unidade de diesel produziu. As vendas de gás natural do Rio Grande do Norte. praticamente duplicando a capacidade. e o primeiro na produção em terra. o mercado de gás natural no Estado cresceu 91% e do gás veicular 1.5 milhões de metros cúbicos. a PETROBRAS deverá investir R$1. 155 poços serão perfurados.33 bilhões na unidade de negócios de exploração de produção do Rio Grande do Norte e Ceará. representam a garantia ou expansão dos níveis atuais de produção. da Paraíba e de Pernambuco totalizaram 1. alcançando a marca de 2. O Rio Grande do Norte é o segundo maior produtor de petróleo do país. A produção de gás natural também é expressiva. dos quais 410 milhões são de petróleo e o restante de gás natural.8 milhões de m3 de óleo da bacia potiguar. sendo R$ 500 milhões para investimento em novos projetos e R$ 833 milhões para o custeio. para os Estados do Ceará.O carro chefe da indústria extrativa mineral é a produção de petróleo e gás natural. atingiram 543 milhões de óleo. Quando estiver concluída vai produzir 1600 barris de querosene de aviação por dia. além de 4 mil barris de óleo diesel.

Tabela 11 RIO GRANDE DO NORTE Produção de Pet róleo e Gás Natural 1997-2001 Quantidade Produzida (1.965 999.520 327.103 671.960 512 5.068 P e tr ó le o 1999 4.000m³) Especificação 1997 T erra Plataforma Cont. A cobrança do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por parte dos Estados produtores.254 248.771 483 5.243 596 4.137 1.471 874.040.406 803.508 549.343 631 4.203 2000 4.334 301. elevaria substancialmente a receita do Estado. a PETROBRAS tem gastos expressivos na aquisição de material e em contratos com terceiros. Além do pagamento de royalties ao Estado e municípios e a indenização aos proprietários de terras onde são perfurados poços. T o t al F o nt e : P E T R O B R A S /I D E M A 1998 5.935 1.362 694. T o t al T erra Plataforma Cont.406 2001 4.839 402. em tramitação no Congresso Nacional.011 509 5.472 G á s Na t u ra l 345.974 398.842 58 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .205.841 1.543 4.Norte.273.

já são quatro os distritos implantados no Estado (Natal. Segundo dados da Secretaria da Indústria. Capitaneada pela atividade têxtil de ampla tradição na economia estadual. com destaque para a indústria têxtil e de alimentos. A indústria voltada para a produção de álcool e açúcar tem apresentado desempenho instável nas últimas safras.3. em decorrência das oscilações nos preços do açúcar. 59 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .3 . por um lado e da desativação do programa do álcool. a produção de álcool anidro foi de 31. tem servido. no período de 1997 a 2001. foram beneficiadas 84 empresas com o programa (entre implantadas e ampliadas). da Ciência e da Tecnologia. localizado no município de Macaíba. a de álcool hidratado. além da posição geográfica privilegiada em relação a outros continentes. disponibilidade de mão-de-obra e matéria-prima. Com a instalação do Centro Industrial Avançado (CIA). como o Nordeste. por outro. de atrativo para a instalação de novas fábricas em solo potiguar. A existência de gás natural abundante e barato. Na safra 2000/2001. esses distritos tendem a atrair um número significativo de novos empreendimentos de suma importância para a geração de emprego e renda no Estado. Dispondo de infra-estrutura compatível com as necessidades empresariais para a locação de novas unidades fabris. também. Durante a vigência desse programa a atividade canavieira chegou a empregar cerca de 30 mil pessoas no corte da cana utilizada na indústria sucro-alcooleira. o parque fabril vem se beneficiando com a reestruturação dessa atividade no país. Outro fator que vem contribuindo para o fortalecimento do setor industrial do Estado é o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (PROADI).Indústria O setor industrial do Rio Grande do Norte vem passando por uma fase bastante promissora. do Comércio.810 m3. atraídos por incentivos governamentais. Parnamirim e Mossoró). com a descentralização e conseqüente deslocamento de empresas localizadas no Sul/Sudeste para outras regiões.

A participação da indústria de transformação no produto interno bruto do Rio Grande do Norte representou 10.798 1. de produtos alimentares.830 19. seguindo os passos da indústria têxtil. que já mantém um forte relacionamento com o mercado externo. A posição privilegiada do Estado em relação ao resto do país. etc. 3 Tabela 12 RIO GRANDE DO NORTE Número de Empresas Implantadas ou Ampliadas. de confeitaria.89% em 1999. e Núm ero de Empregos Gerados com o PROADI 1997-2001 Anos 1997 1998 1999 2000 2001 TOTAL Fonte: SINTEC Nº de Empresas 10 21 13 24 16 84 Nº de Empregos 2. tem atraído outros segmentos para o mercado internacional.793 1.790 toneladas.62.560 6.642 6.623 60 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .000 m e a produção de açúcar totalizou 134..

20%) e tecidos de algodão (80. estima-se uma crescente participação de setores representativos da economia estadual nas exportações.4 .8 milhões.1 . embora sem muita representatividade na pauta de exportação. da indústria têxtil e outras atividades voltadas para o comércio exterior. Em 2001 as exportações do Rio Grande do Norte atingiram o montante de US$ 187.07%. a Holanda e o Reino Unido absorveram mais de 60% das exportações do Rio Grande do Norte no ano de 2001. O incremento da produção de frutas tropicais. tais como: cera de carnaúba (129.65%).0 milhões. As camisetas t-shirts continuam ocupando a primeira colocação com US$ 29.6% em relação ao ano anterior. do cultivo de camarão em cativeiro.3 milhões seguido de camarão com US$ 28.20%. a partir dos anos 80. Os Estados Unidos. Desses produtos. produtos têxteis e camarão. manga (91. deixarão o Estado em excelente situação quanto às relações comerciais com o mercado internacional. 61 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .6 milhões. O saldo na balança comercial do Estado foi de US$ 98. Outros produtos tiveram crescimento significativo.20%).3. o camarão teve o melhor desempenho com taxa de crescimento de 114.28%). Para os próximos anos.37%. verificouse mudanças na composição da pauta de exportação do Estado com a perda de posição relativa de produtos tradicionais como o sal e a lagosta.comércio e serviços 3.8 milhões e melão US$ 26. A produção de açúcar destinada ao exterior teve um incremento de 76. seguido das camisetas t-shirts com 37.4. produtos de confeitaria. lagosta (122. ocupando a 5º posição no ranking dos produtos exportados. com um acréscimo de 25. e o surgimento de novos produtos como frutas tropicais.COMÉRCIO EXTERIOR Em decorrência do fenômeno de transição econômica. equivalente a um incremento de 25% em relação ao ano 2000.

473 21.536 2.853 33.281 28.264 1998 101.473 84.840 6.387 115.765 7.558 11.509 137 19.399 93.929 5.054 16.097 149.584 Gráfi co 15 RIO GRANDE DO NORTE Balança Comercial 1997-2001 200.655 4.460 9.391 5.000) 1998 1999 2000 4.398 25.sh irt alg od ão Camarão Melão Castanha de caju A ç úc a r Sal Co nf eit aria Peixe Banana Tec ido de algodão Lagos ta Cera de carnaúba Outros Tot al Fonte: SI NTEC /IDEMA 1997 - 2001 29.338 187.528 1999 115.000 80.190 2.139 2.Tabela 13 RIO GRANDE DO NORTE Exportaç ão Segundo os Produtos 1997-2001 Exportaç ão (US$ 1.382 13.392 70.524 2.301 5.000 0 1997 1998 1999 2000 2001 2000 149.267 Fonte: SINTEC/IDEMA Export ação Importação 62 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .936 1.000 140.833 25.634 8.254 17.360 8.756 101.861 6.281 6.330 4.308 28.987 19.617 19.882 1.336 2.885 2.000 60.745 3.286 10.358 15.000 100.247 1.558 24.230 4.584 88.288 2001 187.607 4.001 4.403 2.000 160.461 20.504 27.392 PRODUTOS T .932 4.509 10.546 20.519 13.264 9.748 88.000 180.000 20.303 4.740 1997 Exportação Importação 93.553 1.500 981 1.056 3.673 13.000 40.504 134.608 33.000 120.

Beneficiado com a insolação durante 300 dias do ano.4. essa participação era de 2. a mata atlântica. No interior destacam-se: as águas termais. Em 2001. o Centro de Turismo. sendo o segundo em área urbana (1. dando um grande impulso à rede hoteleira que conta atualmente com 450 meios de hospedagem. disponibilizando 10.082 unidades habitacionais e 26.000 ha.4 milhão de pessoas visitaram o Estado. O fluxo turístico tem aumentado bastante nos últimos anos. A maior freqüência de vôos. cujas celas foram transformadas em lojas 63 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . Outro destaque é o Parque Estadual Dunas do Natal Jornalista Luiz Maria Alves. têm colocado o Estado numa posição de destaque no turismo nacional. os sítios arqueológicos e o maior cajueiro do mundo. Ciência e Tecnologia.TURISMO O Rio Grande do Norte é um dos Estados do Nordeste que vem registrando maiores taxas de crescimento nas atividades voltadas para o turismo. tem contribuído para o incremento do turismo. A ampliação e modernização do Aeroporto Internacional Augusto Severo. se comparado com o ano de 1997. principalmente vindos do exterior. Comércio. primeira base de lançamentos de foguetes da América do Sul. de dunas. No acervo sócio-cultural destacam-se: a Fortaleza dos Reis Magos. os campos petrolíferos. as salinas e a região de mineração.9%. Todo esses atrativos. onde se realizam os famosos passeios de buggy.31%.69%.353 leitos. localizado na praia de Pirangi do Norte. o Estado conta ainda com a riqueza dos manguezais.172 ha. onde despontam praias de rara beleza povoadas por mais de 2. 1. Enquanto em 1997.) só ficando atrás da Floresta da Tijuca na cidade do Rio de Janeiro. somados à rica gastronomia. antiga casa de detenção. as lagoas. construída no século XVI. representando um crescimento de 8% em relação ao ano anterior e de 61. segundo dados da Secretaria da Indústria.2 . em 2001 já atingia 9. com 410 km de faixa litorânea. tem aumentado significativamente a participação do turista estrangeiro no fluxo total do Estado. a Barreira do Inferno.3.

constituindo-se o maior centro de incentivo à cultura potiguar. Tabela 14 RIO GRANDE DO NORTE Capac idade dos Meios de Hospedagem 1997-2001 Ano 1997 1998 1999 2000 2001 Fonte: SETUR/I DEMA * dados do interior foram re petidos por falta de informação .000 1..353 Gráfico 16 RIO GRANDE DO NORTE Fluxo de Turistas 1997-2001 1.000 1.000 600.dados não disponíveis Meios de Hos pedagem * .082 Leitos 19.684 22.016 9. o Memorial Câmara Cascudo com um arcevo de centenas de livros e documentos do historiador e folclorista Câmara Cascudo.281 1. 397 422 404 450 Unidades Habitacionais 7..280.561 10.052..906 1.099 9.200. .382.056 26.000 0 1997 Fonte: SINTEC/ IDEMA 1998 1999 2000 2001 64 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .000 400.963 9..142.000.400.420 857.469 1.292 23.000 200.de artesanatos. e o Teatro Alberto Maranhão fundado em 1904.422 1.333 25.000 800.

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