aspectos econômicos

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algumas como a manga.1 . o mamão e a melancia têm apresentado resultados satisfatórios. o abacaxi e a castanha de caju. ao contrário do que ocorre com as culturas de sequeiro. Em 2001. beneficiam significativamente a fruticultura irrigada.3. vem modificando essa característica. 50 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . as exportações tiveram um crescimento de 20% em relação a 2000. aquela que depende de precipitações pluviométricas para a consolidação da produção. o setor vem aumentando gradativamente sua participação na economia estadual. Com a introdução de modernas tecnologias que refletem em ganhos de produtividade. As exportações desse produto totalizaram em 2001 US$ 26. com perspectivas de uma maior participação nesse ramo de atividade voltado para o mercado externo.1. sendo sua produção destinada quase que exclusivamente ao mercado internacional. As baixas precipitações ocorridas na região em períodos de seca. As demais culturas que utilizam a irrigação.5% em relação ao ano anterior e participando com 14% de todo o valor comercializado para o exterior durante o ano. as terras férteis localizadas nas regiões do Vale do Açu e Chapada do Apodi e a água abundante em pleno clima semi-árido colocam o Estado numa posição privilegiada para o desenvolvimento dessa atividade. representando um acréscimo de 26.1 .6 milhões.0 milhões. destacam-se a cana-de-açúcar. Dentro desse contexto. passando a ser produzida em áreas irrigadas e transformando-se no segundo produto em importância do pólo fruticultor do Estado. Na agricultura tradicional. Inicialmente tida como cultura de subsistência e voltada para o mercado interno. o melão é a cultura de maior expressão na economia regional. Outro produto que tem apresentado uma expansão significativa é a banana.FRUTICULTURA O Rio Grande do Norte dispõe de excelentes condições para a prática da fruticultura tropical irrigada. alcançando o montante de US$ 6. A elevada insolação.agropecuária e pesca 3.

Além da castanha. A cana-de-açúcar é uma cultura tradicional da economia norte-rio-grandense. etc.O abacaxi é cultivado tradicionalmente na zona do agreste do Estado. 10% de tudo o que o Estado destinou ao exterior. Beneficiada em anos anteriores com políticas de incentivo praticadas pelo Governo Federal. transformou-se numa fonte de renda familiar. De todas as culturas tradicionais do Estado. 51 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . etc. com o aumento da demanda por produtos orgânicos nos mercados nacional e internacional. O aquecimento do mercado interno e externo. verifica-se uma expansão da área cultivada em direção ao litoral norte. a atividade canavieira tem apresentado oscilações em decorrência de condições climáticas nem sempre favoráveis por um lado e. o milho e o feijão. através da fabricação artesanal de doces. quando a expansão do mercado de castanha de caju provocou a plantação do cajueiro em extensas áreas.0 milhões. fazendo uso de sistemas de irrigação como forma de enfrentar períodos de estiagem. fez surgir agroindústrias de beneficiamento de castanha espalhadas por diversas regiões do Estado. considerados produtos de subsistência. encontrado em regiões litorâneas e utilizado principalmente na indústria de produtos alimentícios para fabricação de leite. No ano de 2001. o comércio com o exterior gerou uma receita de US$ 19. gerando renda para a parcela de norte-rio-grandenses que vive em condições desfavoráveis nos diversos recantos do Estado. ração animal. entre os quais se inclui esse fruto. ou seja. destaca-se também o coco-dabaía. responsável por uma razoável absorção de mão-de-obra no período da colheita. antes desperdiçado ou servindo como alimento para animais. o pedúnculo. o cultivo de cajueiro é o mais representativo para a economia agrícola potiguar. Teve grande impulso há três décadas. geléias. desempenham relevante papel social. Dos produtos inseridos na atividade agrícola estadual. As demais culturas como a mandioca. de preços dos produtos derivados dessa cultura (açúcar e álcool) por outro. Nos últimos anos.

211 76.425.724 4.378.000 c ac hos 3.138 2.094 276. com a melhoria substancial na raça desses animais.292 4.1. na busca de alternativas alimentares.665 428. em decorrência do uso de tecnologias modernas. estimulado pelas ações do Governo Estadual através do programa do leite e pelas caprifeiras. melhorando geneticamente o rebanho com a introdução de matrizes e reprodutores de boa linhagem. Com o aumento do número de criadores a produção teve um incremento significativo.362 7.332 72.120 78.465 33.596.969 1997 54.075 108.2 . a caprinovinocultura tem atraído a atenção de empreendedores rurais que vem obtendo resultados promissores nos aspectos da produção.386 2.205 4.696 5.622 10.265 37.053 1. formação de banco protéico de leguminosas.232 6. Por ser resistente às adversidades climáticas.119 5.205 2.CAPRINOVINOCULTURA O ramo da pecuária voltado para a criação de caprinos e ovinos tem apresentado um desempenho bastante favorável nos últimos anos.233 2000 70.399 74.630 5.993 1.214 4.873 115.Tabela 8 RIO GRANDE DO NORTE Princ ipais C ult uras 1996-2000 Cultura Abacaxi (1) Banana (2) Cana-de-aç úcar Castanha de caju Coco.096 2.512 366. tem como objetivo reduzir custos para auferir maior rentabilidade.156 10.678 17.986 57.000 fruto s (2) em 1.935.990 10.333 93.206 42.144 88. O incremento desta atividade é comprovado pelos dados fornecidos pelo IBGE.170 Produção (t) 1998 49.573 1.546 87.466 71.898 88.902 10.272 30.096 3.254 425.564 (1) em 1.376.910 90. como a fenação. demonstrando a expansão dos rebanhos caprinos e ovinos.059 2.233 115.904 1. 52 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .633 16. O maior cuidado com a sanidade animal e o melhoramento do gerenciamento das unidades produtivas.517 43.013 85.941 42.892 92.da-baía (1) Feijão Mamão (1) Mandioca Manga (1) Me lanc ia ( 1) Melão (1) Milho Fonte: IBG E/IDEMA 1996 53.475 3.866 1999 47.164 406.443 70. silagem.417 63.

706 3. 53 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .000 litros/dia.000 50. suprir famílias carentes com a distribuição de milhares de litros de leite por dia. A oferta de leite caprino é da ordem de 11. São José do Sérido (2.3 .000 400.387 389.031 361. Itaú e Lajes.500 l) e Pau dos Ferros (1.749 391. que tem como objetivo principal amenizar o dilema do homem do campo e ao mesmo tempo. essa atividade vem passando por dificuldades apesar do incentivo do Governo com a criação do Programa do Leite.618 325.608 226.000 350.000 100.500 l).089 342.000 l).000 300.241 275.000 250.Para atender a expansão do mercado com oferta de produtos de melhor qualidade nos últimos anos foram instalados abatedouros para caprinos e ovinos nos municípios de Grossos. Afetada pelos períodos frequentes de estiagem.000 200.000 0 1996 Fonte: IBGE/IDEM A 1997 Caprino 1998 Ovino 1999 2000 231. Gráfico 13 RIO GRANDE DO NORTE Efetivo do Rebanho de Caprinos e O vinos 1996-2000 450.1.182 295.798 388.BOVINOCULTURA A pecuária voltada para a criação de bovino no Rio Grande do Norte tem apresentado um desempenho bastante instável ao longo dos últimos anos. sendo processados nas usinas de Angicos (7.000 150.

965 cabeças. produtores rurais têm encontrado saídas para manter essa atividade. ou o mantém a base de ração descapitalizando-se ou endividando-se através de financiamentos adquiridos em instituições de crédito. oferece condições excepcionais para a criação e produção de camarão em cativeiro: temperatura média anual de 27°C.1. 54 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .948 Produção de Leite (1. resultando em ganhos na produtividade.629 129. insolação elevada. salinidade adequada. vendendo a preços abaixo do praticado pelo mercado.965 803. Com a influência desses fatores o rebanho bovino do Estado.361 754. Tabela 9 RIO GRAND DO NORTE E Efetivo do Rebanho Bovino e Produção de Leite 1996-2000 Ano 1996 1997 1998 1999 2000 Fonte: IBGE/IDEM A Nº de Cabeças 934. A inseminação artificial vem sendo utilizada de forma mais acentuada no Estado.927 3.Com a ausência de chuvas.948 cabeças em 2000.048 793.4 .49%. que em 1999 era de 754. constituindo assim os principais fatores que têm impulsionado a carcinicultura da região. representando um acrescimo de 6.905 129.PESCA (CARCINICULTURA) O Nordeste. terras impermeáveis e planas e ventilação apropriada.740 941. o sertanejo tem somente duas alternativas para o rebanho: ou se desfaz do mesmo. Mesmo com toda essa adversidade. A introdução de reprodutores e matrizes selecionados proporcionam o melhoramento genético do rebanho.165 144. água rica em alimentos provenientes dos manguezais. A melhoria da qualidade do rebanho vem sendo perseguida por muitos pecuaristas da região.592 161.000 l) 159. em especial o Rio Grande do Norte. cresceu para 803.

com US$ 28.000 toneladas de camarão.558. ocupando a 14ª posição na pauta de exportações do Estado. Mesmo com a evolução tecnológica.000. No ano de 2001 já eram utilizados 2.8 milhões. Estima-se que no ano 2005 esta área atingirá 10.832. As exportações. bem como da pecuária.000. os parâmetros de geração de emprego da carcinicultura (1 emprego/ha. que em 1999 atingiram US$ 1.000. milho e cana-de-açúcar.546 1. gerando uma receita em torno de US$ 250 milhões.000 Valores (Em US$ FOB) 20. A fruticultura.460.000 5.000 28. com 2 empregos/ha é a única atividade do setor primário que gera mais emprego que o cultivo de camarão. em 2001 alcançaram a 2ª posição.000 15.708 25. Gráfico 14 RIO GRANDE DO NORTE Exportação de Camarão Congelado 1998-2001 30.000.000.500 ha. Indústria e Com ércio Ex terior 13.000 10. em viveiro em operação) são bens superiores aos das culturas de algodão. As perspectivas para essa atividade são bastante promissoras.5 milhão.000 ha.O Estado desponta como principal produtor de camarão do Brasil.254 2000 2001 55 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . aproveitando extensas áreas litorâneas disponíveis para o cultivo. para a produção.698 137. com uma produção de 50.000.000 0 1998 1999 Ano Fonte: M inist ério do Desenvolvimento.

31 Fonte: DNPM/SIESAL/IDEMA (1) A produç ão do R io de Jane iro foi estimada em 100.808.371.378. utilizada no isolamento térmico e na fabricação de tintas e esmaltes. Entre estes. utilizadas no setor de joalheria.515 4. Dispõe ainda de reservas consideráveis de scheelita. na fabricação de ferramentas. do Norte (A) Bra sil (B) 4.000 5.000 t 56 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .435. destacam-se: o granito e o mármore. na indústria elétrica e eletrônica.528. a mica.166. cuja produção está praticamente paralisada em decorrência de fatores conjunturais adversos.69 95.515 4. e na agricultura como ração animal. a diatomita.108. o calcário. papel. o Estado destaca-se como o maior produtor nacional de sal marinho com mais de 90% do total extraído no Brasil. usado na indústria de barrilha. Além dessa extensa variedade.625. vidro.000 5. superáveis a médio prazo.000 4.353. mineral estratégico. borracha.Recursos minerais O Rio Grande do Norte produz uma considerável e diversificada quantidade de bens minerais. Um fator que deverá dar um novo impulso ao setor salineiro do Estado será a conclusão da fábrica de barrilha localizada no município de Macau. na indústria química para produção de cloro e derivados.143 (1) Ano 1997 1998 1999 2000 2001 Participação (%) (A/B) 94. e as gemas. sendo um produto largamente utilizado como complemento alimentar.94 96. cimento. o caulim para fabricação de cerâmica.000 4.2 .143 5. produtos farmacêuticos e petroquímicos.3.064.77 96.000 4. Tabela 10 RIO GRANDE DO NORTE Quant idade de S al Marinho Produzido 1997-2001 Quantidade Produzida (t) Rio G. a tantalita-columbita.89 95.000 4.

além de 4 mil barris de óleo diesel.440%. passando de 3 milhões de metros cúbicos por dia. Em 2001 foram extraídos 4. representam a garantia ou expansão dos níveis atuais de produção. Em 2002.1 bilhões de m3 por ano. Uma unidade de processamento foi construída.8 milhões de m3 de óleo da bacia potiguar. O Rio Grande do Norte é o segundo maior produtor de petróleo do país. e o primeiro na produção em terra. Estima-se que. 480 mil metros cúbicos por dia em 2001. a PETROBRAS deverá implementar as obras da planta de querosene de aviação. somente no Estado. O pólo industrial localizado no município de Guamaré é fator de relevância para a economia estadual. sendo R$ 500 milhões para investimento em novos projetos e R$ 833 milhões para o custeio. dos quais sendo em 7 na plataforma marítima. dos quais 410 milhões são de petróleo e o restante de gás natural. 155 poços serão perfurados. A oferta de GLP (gás de cozinha) teve sua capacidade aumentada de 352 toneladas/dia em 2001 para 600 toneladas em 2002. As vendas de gás natural do Rio Grande do Norte. praticamente duplicando a capacidade. As reservas. A produção de gás natural também é expressiva. o mercado de gás natural no Estado cresceu 91% e do gás veicular 1. medidas em barris. atingiram 543 milhões de óleo.O carro chefe da indústria extrativa mineral é a produção de petróleo e gás natural. alcançando a marca de 2. No período de 1995 a 2001. que somados aos mais de 3 mil já existentes. Para o ano de 2002. Durante o ano de 2002.33 bilhões na unidade de negócios de exploração de produção do Rio Grande do Norte e Ceará. para 5. A unidade de diesel produziu. a previsão é de que esta produção alcance 600 mil metros cúbicos. Quando estiver concluída vai produzir 1600 barris de querosene de aviação por dia. da Paraíba e de Pernambuco totalizaram 1.5 milhões de metros cúbicos.44 milhão de metros cúbicos. a PETROBRAS deverá investir R$1. O setor petrolífero é de importância fundamental para a economia do Rio Grande do 57 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . em média. para os Estados do Ceará.

068 P e tr ó le o 1999 4. a PETROBRAS tem gastos expressivos na aquisição de material e em contratos com terceiros.960 512 5.543 4.011 509 5.841 1.406 803.472 G á s Na t u ra l 345.520 327.842 58 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .205.771 483 5. Além do pagamento de royalties ao Estado e municípios e a indenização aos proprietários de terras onde são perfurados poços.243 596 4.334 301. elevaria substancialmente a receita do Estado.137 1.103 671. em tramitação no Congresso Nacional.040.471 874.Norte.203 2000 4.406 2001 4.508 549.000m³) Especificação 1997 T erra Plataforma Cont.965 999. A cobrança do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por parte dos Estados produtores.935 1.273. Tabela 11 RIO GRANDE DO NORTE Produção de Pet róleo e Gás Natural 1997-2001 Quantidade Produzida (1.254 248. T o t al F o nt e : P E T R O B R A S /I D E M A 1998 5. T o t al T erra Plataforma Cont.362 694.839 402.343 631 4.974 398.

A indústria voltada para a produção de álcool e açúcar tem apresentado desempenho instável nas últimas safras. disponibilidade de mão-de-obra e matéria-prima. da Ciência e da Tecnologia. já são quatro os distritos implantados no Estado (Natal. Com a instalação do Centro Industrial Avançado (CIA). Na safra 2000/2001. Dispondo de infra-estrutura compatível com as necessidades empresariais para a locação de novas unidades fabris.3 . atraídos por incentivos governamentais. a de álcool hidratado.810 m3. localizado no município de Macaíba. Outro fator que vem contribuindo para o fortalecimento do setor industrial do Estado é o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (PROADI). Durante a vigência desse programa a atividade canavieira chegou a empregar cerca de 30 mil pessoas no corte da cana utilizada na indústria sucro-alcooleira. em decorrência das oscilações nos preços do açúcar. Parnamirim e Mossoró). A existência de gás natural abundante e barato. por outro. com destaque para a indústria têxtil e de alimentos. a produção de álcool anidro foi de 31. do Comércio. por um lado e da desativação do programa do álcool. o parque fabril vem se beneficiando com a reestruturação dessa atividade no país. além da posição geográfica privilegiada em relação a outros continentes. foram beneficiadas 84 empresas com o programa (entre implantadas e ampliadas).3. como o Nordeste. com a descentralização e conseqüente deslocamento de empresas localizadas no Sul/Sudeste para outras regiões. de atrativo para a instalação de novas fábricas em solo potiguar. esses distritos tendem a atrair um número significativo de novos empreendimentos de suma importância para a geração de emprego e renda no Estado. também. Segundo dados da Secretaria da Indústria. Capitaneada pela atividade têxtil de ampla tradição na economia estadual. no período de 1997 a 2001. tem servido.Indústria O setor industrial do Rio Grande do Norte vem passando por uma fase bastante promissora. 59 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .

000 m e a produção de açúcar totalizou 134. tem atraído outros segmentos para o mercado internacional. de confeitaria. que já mantém um forte relacionamento com o mercado externo. seguindo os passos da indústria têxtil. 3 Tabela 12 RIO GRANDE DO NORTE Número de Empresas Implantadas ou Ampliadas.642 6. A participação da indústria de transformação no produto interno bruto do Rio Grande do Norte representou 10.560 6. de produtos alimentares.790 toneladas. etc.62.89% em 1999. e Núm ero de Empregos Gerados com o PROADI 1997-2001 Anos 1997 1998 1999 2000 2001 TOTAL Fonte: SINTEC Nº de Empresas 10 21 13 24 16 84 Nº de Empregos 2. A posição privilegiada do Estado em relação ao resto do país.793 1.798 1.830 19.623 60 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ..

As camisetas t-shirts continuam ocupando a primeira colocação com US$ 29. com um acréscimo de 25. deixarão o Estado em excelente situação quanto às relações comerciais com o mercado internacional.20%.37%.28%). o camarão teve o melhor desempenho com taxa de crescimento de 114. Desses produtos. ocupando a 5º posição no ranking dos produtos exportados.20%). O saldo na balança comercial do Estado foi de US$ 98.COMÉRCIO EXTERIOR Em decorrência do fenômeno de transição econômica. manga (91.1 . a partir dos anos 80. a Holanda e o Reino Unido absorveram mais de 60% das exportações do Rio Grande do Norte no ano de 2001.8 milhões. lagosta (122.07%. Em 2001 as exportações do Rio Grande do Norte atingiram o montante de US$ 187.6 milhões. Os Estados Unidos. produtos de confeitaria. embora sem muita representatividade na pauta de exportação. Outros produtos tiveram crescimento significativo.4 .20%) e tecidos de algodão (80. Para os próximos anos.8 milhões e melão US$ 26.65%). da indústria têxtil e outras atividades voltadas para o comércio exterior.6% em relação ao ano anterior. 61 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . A produção de açúcar destinada ao exterior teve um incremento de 76. tais como: cera de carnaúba (129. O incremento da produção de frutas tropicais. e o surgimento de novos produtos como frutas tropicais. estima-se uma crescente participação de setores representativos da economia estadual nas exportações.comércio e serviços 3. seguido das camisetas t-shirts com 37.3 milhões seguido de camarão com US$ 28.0 milhões. produtos têxteis e camarão. do cultivo de camarão em cativeiro.4. equivalente a um incremento de 25% em relação ao ano 2000. verificouse mudanças na composição da pauta de exportação do Estado com a perda de posição relativa de produtos tradicionais como o sal e a lagosta.3.

288 2001 187.000 40.655 4.558 24.281 28.509 137 19.000 80.000 100.740 1997 Exportação Importação 93.584 88.608 33.617 19.387 115.524 2.748 88.500 981 1.382 13.330 4.000 20.139 2.546 20.000 0 1997 1998 1999 2000 2001 2000 149.519 13.336 2.054 16.000 140.634 8.267 Fonte: SINTEC/IDEMA Export ação Importação 62 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .264 1998 101.584 Gráfi co 15 RIO GRANDE DO NORTE Balança Comercial 1997-2001 200.001 4.461 20.190 2.929 5.338 187.840 6.536 2.936 1.558 11.473 84.673 13.745 3.000 60.882 1.254 17.Tabela 13 RIO GRANDE DO NORTE Exportaç ão Segundo os Produtos 1997-2001 Exportaç ão (US$ 1.403 2.932 4.247 1.281 6.391 5.553 1.853 33.392 PRODUTOS T .756 101.000 120.286 10.230 4.303 4.264 9.528 1999 115.000) 1998 1999 2000 4.504 134.607 4.987 19.000 180.833 25.308 28.399 93.sh irt alg od ão Camarão Melão Castanha de caju A ç úc a r Sal Co nf eit aria Peixe Banana Tec ido de algodão Lagos ta Cera de carnaúba Outros Tot al Fonte: SI NTEC /IDEMA 1997 - 2001 29.861 6.765 7.360 8.473 21.301 5.392 70.460 9.885 2.056 3.358 15.398 25.000 160.509 10.504 27.097 149.

No acervo sócio-cultural destacam-se: a Fortaleza dos Reis Magos. No interior destacam-se: as águas termais. tem contribuído para o incremento do turismo. com 410 km de faixa litorânea.31%. onde se realizam os famosos passeios de buggy.353 leitos. de dunas. construída no século XVI. dando um grande impulso à rede hoteleira que conta atualmente com 450 meios de hospedagem. A ampliação e modernização do Aeroporto Internacional Augusto Severo. o Estado conta ainda com a riqueza dos manguezais. Enquanto em 1997.4 milhão de pessoas visitaram o Estado. disponibilizando 10. Beneficiado com a insolação durante 300 dias do ano. Outro destaque é o Parque Estadual Dunas do Natal Jornalista Luiz Maria Alves. as salinas e a região de mineração.082 unidades habitacionais e 26. a mata atlântica. somados à rica gastronomia. tem aumentado significativamente a participação do turista estrangeiro no fluxo total do Estado.4. se comparado com o ano de 1997.69%. antiga casa de detenção.172 ha. Todo esses atrativos. representando um crescimento de 8% em relação ao ano anterior e de 61. os campos petrolíferos. os sítios arqueológicos e o maior cajueiro do mundo.2 . o Centro de Turismo. essa participação era de 2. O fluxo turístico tem aumentado bastante nos últimos anos. em 2001 já atingia 9. onde despontam praias de rara beleza povoadas por mais de 2. segundo dados da Secretaria da Indústria.TURISMO O Rio Grande do Norte é um dos Estados do Nordeste que vem registrando maiores taxas de crescimento nas atividades voltadas para o turismo.000 ha. 1. primeira base de lançamentos de foguetes da América do Sul.) só ficando atrás da Floresta da Tijuca na cidade do Rio de Janeiro. principalmente vindos do exterior.9%.3. a Barreira do Inferno. localizado na praia de Pirangi do Norte. as lagoas. Comércio. cujas celas foram transformadas em lojas 63 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . Em 2001. sendo o segundo em área urbana (1. A maior freqüência de vôos. têm colocado o Estado numa posição de destaque no turismo nacional. Ciência e Tecnologia.

Tabela 14 RIO GRANDE DO NORTE Capac idade dos Meios de Hospedagem 1997-2001 Ano 1997 1998 1999 2000 2001 Fonte: SETUR/I DEMA * dados do interior foram re petidos por falta de informação .382.422 1.000 0 1997 Fonte: SINTEC/ IDEMA 1998 1999 2000 2001 64 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .353 Gráfico 16 RIO GRANDE DO NORTE Fluxo de Turistas 1997-2001 1.000 400.000 200.420 857.000 1..056 26.dados não disponíveis Meios de Hos pedagem * . constituindo-se o maior centro de incentivo à cultura potiguar.000..052..281 1.016 9. o Memorial Câmara Cascudo com um arcevo de centenas de livros e documentos do historiador e folclorista Câmara Cascudo.200.333 25..280. 397 422 404 450 Unidades Habitacionais 7.082 Leitos 19.906 1.963 9.142.000 600.469 1.000 1.684 22. e o Teatro Alberto Maranhão fundado em 1904.292 23.099 9.de artesanatos.400.000 800.561 10. .

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