aspectos econômicos

3

Dentro desse contexto. vem modificando essa característica. sendo sua produção destinada quase que exclusivamente ao mercado internacional. representando um acréscimo de 26. aquela que depende de precipitações pluviométricas para a consolidação da produção.5% em relação ao ano anterior e participando com 14% de todo o valor comercializado para o exterior durante o ano.agropecuária e pesca 3. As exportações desse produto totalizaram em 2001 US$ 26. A elevada insolação. com perspectivas de uma maior participação nesse ramo de atividade voltado para o mercado externo. destacam-se a cana-de-açúcar. alcançando o montante de US$ 6.3. Outro produto que tem apresentado uma expansão significativa é a banana.6 milhões. as terras férteis localizadas nas regiões do Vale do Açu e Chapada do Apodi e a água abundante em pleno clima semi-árido colocam o Estado numa posição privilegiada para o desenvolvimento dessa atividade.FRUTICULTURA O Rio Grande do Norte dispõe de excelentes condições para a prática da fruticultura tropical irrigada. as exportações tiveram um crescimento de 20% em relação a 2000. As baixas precipitações ocorridas na região em períodos de seca.0 milhões. ao contrário do que ocorre com as culturas de sequeiro. Na agricultura tradicional.1 .1.1 . Em 2001. passando a ser produzida em áreas irrigadas e transformando-se no segundo produto em importância do pólo fruticultor do Estado. As demais culturas que utilizam a irrigação. beneficiam significativamente a fruticultura irrigada. Inicialmente tida como cultura de subsistência e voltada para o mercado interno. Com a introdução de modernas tecnologias que refletem em ganhos de produtividade. algumas como a manga. 50 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . o melão é a cultura de maior expressão na economia regional. o mamão e a melancia têm apresentado resultados satisfatórios. o abacaxi e a castanha de caju. o setor vem aumentando gradativamente sua participação na economia estadual.

verifica-se uma expansão da área cultivada em direção ao litoral norte. etc. antes desperdiçado ou servindo como alimento para animais. o pedúnculo. etc. de preços dos produtos derivados dessa cultura (açúcar e álcool) por outro. encontrado em regiões litorâneas e utilizado principalmente na indústria de produtos alimentícios para fabricação de leite. com o aumento da demanda por produtos orgânicos nos mercados nacional e internacional.0 milhões. responsável por uma razoável absorção de mão-de-obra no período da colheita. entre os quais se inclui esse fruto. 10% de tudo o que o Estado destinou ao exterior. considerados produtos de subsistência. através da fabricação artesanal de doces. A cana-de-açúcar é uma cultura tradicional da economia norte-rio-grandense. gerando renda para a parcela de norte-rio-grandenses que vive em condições desfavoráveis nos diversos recantos do Estado. No ano de 2001. desempenham relevante papel social. De todas as culturas tradicionais do Estado. fazendo uso de sistemas de irrigação como forma de enfrentar períodos de estiagem. 51 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . Nos últimos anos. geléias. ou seja. Beneficiada em anos anteriores com políticas de incentivo praticadas pelo Governo Federal. transformou-se numa fonte de renda familiar. ração animal. a atividade canavieira tem apresentado oscilações em decorrência de condições climáticas nem sempre favoráveis por um lado e. O aquecimento do mercado interno e externo. o cultivo de cajueiro é o mais representativo para a economia agrícola potiguar. Teve grande impulso há três décadas. fez surgir agroindústrias de beneficiamento de castanha espalhadas por diversas regiões do Estado. destaca-se também o coco-dabaía. quando a expansão do mercado de castanha de caju provocou a plantação do cajueiro em extensas áreas. o milho e o feijão. As demais culturas como a mandioca.O abacaxi é cultivado tradicionalmente na zona do agreste do Estado. Dos produtos inseridos na atividade agrícola estadual. Além da castanha. o comércio com o exterior gerou uma receita de US$ 19.

696 5.898 88.362 7. Por ser resistente às adversidades climáticas.866 1999 47. silagem. Com o aumento do número de criadores a produção teve um incremento significativo.573 1.211 76.170 Produção (t) 1998 49.265 37.596.2 .1.990 10.622 10.075 108. como a fenação.546 87.053 1.465 33.564 (1) em 1.Tabela 8 RIO GRANDE DO NORTE Princ ipais C ult uras 1996-2000 Cultura Abacaxi (1) Banana (2) Cana-de-aç úcar Castanha de caju Coco.332 72.254 425.399 74.910 90.378.164 406. na busca de alternativas alimentares.466 71.904 1. O incremento desta atividade é comprovado pelos dados fornecidos pelo IBGE.214 4.873 115.386 2.096 2.120 78.013 85.678 17.205 2. formação de banco protéico de leguminosas.333 93.892 92. a caprinovinocultura tem atraído a atenção de empreendedores rurais que vem obtendo resultados promissores nos aspectos da produção.512 366.232 6.156 10.206 42.094 276. em decorrência do uso de tecnologias modernas.417 63.da-baía (1) Feijão Mamão (1) Mandioca Manga (1) Me lanc ia ( 1) Melão (1) Milho Fonte: IBG E/IDEMA 1996 53.CAPRINOVINOCULTURA O ramo da pecuária voltado para a criação de caprinos e ovinos tem apresentado um desempenho bastante favorável nos últimos anos.233 2000 70. O maior cuidado com a sanidade animal e o melhoramento do gerenciamento das unidades produtivas.935.138 2. demonstrando a expansão dos rebanhos caprinos e ovinos.000 c ac hos 3.292 4. melhorando geneticamente o rebanho com a introdução de matrizes e reprodutores de boa linhagem.119 5.443 70.059 2. tem como objetivo reduzir custos para auferir maior rentabilidade.630 5.096 3.272 30.941 42.969 1997 54.902 10.205 4. estimulado pelas ações do Governo Estadual através do programa do leite e pelas caprifeiras.665 428.425. com a melhoria substancial na raça desses animais.376.993 1.144 88. 52 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .986 57.233 115.475 3.517 43.633 16.000 fruto s (2) em 1.724 4.

000 150. sendo processados nas usinas de Angicos (7. São José do Sérido (2.241 275. Afetada pelos períodos frequentes de estiagem.000 50. 53 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .031 361.000 0 1996 Fonte: IBGE/IDEM A 1997 Caprino 1998 Ovino 1999 2000 231.089 342. A oferta de leite caprino é da ordem de 11. Gráfico 13 RIO GRANDE DO NORTE Efetivo do Rebanho de Caprinos e O vinos 1996-2000 450.1.500 l).000 350.000 300.387 389. suprir famílias carentes com a distribuição de milhares de litros de leite por dia.608 226. que tem como objetivo principal amenizar o dilema do homem do campo e ao mesmo tempo.500 l) e Pau dos Ferros (1.618 325.000 100.000 l).3 .749 391. Itaú e Lajes.706 3. essa atividade vem passando por dificuldades apesar do incentivo do Governo com a criação do Programa do Leite.Para atender a expansão do mercado com oferta de produtos de melhor qualidade nos últimos anos foram instalados abatedouros para caprinos e ovinos nos municípios de Grossos.BOVINOCULTURA A pecuária voltada para a criação de bovino no Rio Grande do Norte tem apresentado um desempenho bastante instável ao longo dos últimos anos.000 litros/dia.000 400.182 295.000 250.798 388.000 200.

905 129.948 Produção de Leite (1. A melhoria da qualidade do rebanho vem sendo perseguida por muitos pecuaristas da região.1. A introdução de reprodutores e matrizes selecionados proporcionam o melhoramento genético do rebanho.PESCA (CARCINICULTURA) O Nordeste. terras impermeáveis e planas e ventilação apropriada.965 803.361 754. salinidade adequada.927 3. produtores rurais têm encontrado saídas para manter essa atividade. oferece condições excepcionais para a criação e produção de camarão em cativeiro: temperatura média anual de 27°C.629 129. o sertanejo tem somente duas alternativas para o rebanho: ou se desfaz do mesmo. que em 1999 era de 754. resultando em ganhos na produtividade.000 l) 159.592 161. Com a influência desses fatores o rebanho bovino do Estado. constituindo assim os principais fatores que têm impulsionado a carcinicultura da região. ou o mantém a base de ração descapitalizando-se ou endividando-se através de financiamentos adquiridos em instituições de crédito.4 .048 793.Com a ausência de chuvas. 54 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .948 cabeças em 2000. representando um acrescimo de 6.49%. Tabela 9 RIO GRAND DO NORTE E Efetivo do Rebanho Bovino e Produção de Leite 1996-2000 Ano 1996 1997 1998 1999 2000 Fonte: IBGE/IDEM A Nº de Cabeças 934.740 941. cresceu para 803. Mesmo com toda essa adversidade.165 144. água rica em alimentos provenientes dos manguezais.965 cabeças. em especial o Rio Grande do Norte. vendendo a preços abaixo do praticado pelo mercado. insolação elevada. A inseminação artificial vem sendo utilizada de forma mais acentuada no Estado.

aproveitando extensas áreas litorâneas disponíveis para o cultivo. gerando uma receita em torno de US$ 250 milhões.000 10.000 28.000 ha. milho e cana-de-açúcar. As exportações. em 2001 alcançaram a 2ª posição. para a produção.000 toneladas de camarão. com 2 empregos/ha é a única atividade do setor primário que gera mais emprego que o cultivo de camarão.000 0 1998 1999 Ano Fonte: M inist ério do Desenvolvimento.O Estado desponta como principal produtor de camarão do Brasil.708 25. Gráfico 14 RIO GRANDE DO NORTE Exportação de Camarão Congelado 1998-2001 30.000. Indústria e Com ércio Ex terior 13. os parâmetros de geração de emprego da carcinicultura (1 emprego/ha. bem como da pecuária. A fruticultura. em viveiro em operação) são bens superiores aos das culturas de algodão.000 15. com uma produção de 50.000. que em 1999 atingiram US$ 1.8 milhões.832.698 137.500 ha. com US$ 28.000.000 Valores (Em US$ FOB) 20.000.546 1. Mesmo com a evolução tecnológica.5 milhão.000. ocupando a 14ª posição na pauta de exportações do Estado. Estima-se que no ano 2005 esta área atingirá 10.000.254 2000 2001 55 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . No ano de 2001 já eram utilizados 2. As perspectivas para essa atividade são bastante promissoras.460.558.000 5.

o Estado destaca-se como o maior produtor nacional de sal marinho com mais de 90% do total extraído no Brasil.064. a mica. Dispõe ainda de reservas consideráveis de scheelita. produtos farmacêuticos e petroquímicos. destacam-se: o granito e o mármore. Tabela 10 RIO GRANDE DO NORTE Quant idade de S al Marinho Produzido 1997-2001 Quantidade Produzida (t) Rio G. o caulim para fabricação de cerâmica. usado na indústria de barrilha.89 95. o calcário.143 (1) Ano 1997 1998 1999 2000 2001 Participação (%) (A/B) 94.000 4.625.515 4.94 96.000 4.378. cimento.515 4. Além dessa extensa variedade. e na agricultura como ração animal. utilizada no isolamento térmico e na fabricação de tintas e esmaltes. e as gemas.000 t 56 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .353.143 5.435. Entre estes.000 5. do Norte (A) Bra sil (B) 4.808. superáveis a médio prazo.31 Fonte: DNPM/SIESAL/IDEMA (1) A produç ão do R io de Jane iro foi estimada em 100. borracha. cuja produção está praticamente paralisada em decorrência de fatores conjunturais adversos.77 96.2 . mineral estratégico.Recursos minerais O Rio Grande do Norte produz uma considerável e diversificada quantidade de bens minerais.000 5. Um fator que deverá dar um novo impulso ao setor salineiro do Estado será a conclusão da fábrica de barrilha localizada no município de Macau.371.528. vidro. a tantalita-columbita. na indústria química para produção de cloro e derivados. papel.108.000 4. na indústria elétrica e eletrônica. sendo um produto largamente utilizado como complemento alimentar.000 4. na fabricação de ferramentas. utilizadas no setor de joalheria. a diatomita.69 95.3.166.

No período de 1995 a 2001. Em 2002.5 milhões de metros cúbicos. 480 mil metros cúbicos por dia em 2001.44 milhão de metros cúbicos. 155 poços serão perfurados. e o primeiro na produção em terra. representam a garantia ou expansão dos níveis atuais de produção. a previsão é de que esta produção alcance 600 mil metros cúbicos. a PETROBRAS deverá investir R$1. alcançando a marca de 2. atingiram 543 milhões de óleo. para 5. Durante o ano de 2002. dos quais sendo em 7 na plataforma marítima. dos quais 410 milhões são de petróleo e o restante de gás natural. As vendas de gás natural do Rio Grande do Norte.440%.O carro chefe da indústria extrativa mineral é a produção de petróleo e gás natural. para os Estados do Ceará. Para o ano de 2002. Em 2001 foram extraídos 4. O setor petrolífero é de importância fundamental para a economia do Rio Grande do 57 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . o mercado de gás natural no Estado cresceu 91% e do gás veicular 1. O pólo industrial localizado no município de Guamaré é fator de relevância para a economia estadual.8 milhões de m3 de óleo da bacia potiguar. Estima-se que. O Rio Grande do Norte é o segundo maior produtor de petróleo do país. somente no Estado. a PETROBRAS deverá implementar as obras da planta de querosene de aviação. A oferta de GLP (gás de cozinha) teve sua capacidade aumentada de 352 toneladas/dia em 2001 para 600 toneladas em 2002. praticamente duplicando a capacidade. da Paraíba e de Pernambuco totalizaram 1. sendo R$ 500 milhões para investimento em novos projetos e R$ 833 milhões para o custeio. medidas em barris. Uma unidade de processamento foi construída. além de 4 mil barris de óleo diesel. passando de 3 milhões de metros cúbicos por dia.1 bilhões de m3 por ano. A produção de gás natural também é expressiva.33 bilhões na unidade de negócios de exploração de produção do Rio Grande do Norte e Ceará. A unidade de diesel produziu. que somados aos mais de 3 mil já existentes. As reservas. Quando estiver concluída vai produzir 1600 barris de querosene de aviação por dia. em média.

343 631 4.Norte.543 4.203 2000 4.520 327. a PETROBRAS tem gastos expressivos na aquisição de material e em contratos com terceiros.842 58 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .068 P e tr ó le o 1999 4. T o t al F o nt e : P E T R O B R A S /I D E M A 1998 5.508 549.471 874. em tramitação no Congresso Nacional.406 803.103 671.771 483 5.334 301. elevaria substancialmente a receita do Estado.254 248.362 694.935 1.011 509 5.839 402.137 1.965 999. Tabela 11 RIO GRANDE DO NORTE Produção de Pet róleo e Gás Natural 1997-2001 Quantidade Produzida (1.841 1.960 512 5.406 2001 4.472 G á s Na t u ra l 345.205. T o t al T erra Plataforma Cont. Além do pagamento de royalties ao Estado e municípios e a indenização aos proprietários de terras onde são perfurados poços.040.000m³) Especificação 1997 T erra Plataforma Cont. A cobrança do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por parte dos Estados produtores.273.974 398.243 596 4.

de atrativo para a instalação de novas fábricas em solo potiguar. por outro. em decorrência das oscilações nos preços do açúcar. Com a instalação do Centro Industrial Avançado (CIA). a produção de álcool anidro foi de 31. por um lado e da desativação do programa do álcool.810 m3. Durante a vigência desse programa a atividade canavieira chegou a empregar cerca de 30 mil pessoas no corte da cana utilizada na indústria sucro-alcooleira. da Ciência e da Tecnologia. Capitaneada pela atividade têxtil de ampla tradição na economia estadual. com destaque para a indústria têxtil e de alimentos. atraídos por incentivos governamentais. esses distritos tendem a atrair um número significativo de novos empreendimentos de suma importância para a geração de emprego e renda no Estado. 59 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . como o Nordeste. o parque fabril vem se beneficiando com a reestruturação dessa atividade no país. Outro fator que vem contribuindo para o fortalecimento do setor industrial do Estado é o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (PROADI). Na safra 2000/2001.Indústria O setor industrial do Rio Grande do Norte vem passando por uma fase bastante promissora. já são quatro os distritos implantados no Estado (Natal. do Comércio.3. localizado no município de Macaíba. Parnamirim e Mossoró).3 . no período de 1997 a 2001. tem servido. foram beneficiadas 84 empresas com o programa (entre implantadas e ampliadas). com a descentralização e conseqüente deslocamento de empresas localizadas no Sul/Sudeste para outras regiões. a de álcool hidratado. além da posição geográfica privilegiada em relação a outros continentes. também. A indústria voltada para a produção de álcool e açúcar tem apresentado desempenho instável nas últimas safras. A existência de gás natural abundante e barato. disponibilidade de mão-de-obra e matéria-prima. Dispondo de infra-estrutura compatível com as necessidades empresariais para a locação de novas unidades fabris. Segundo dados da Secretaria da Indústria.

de confeitaria.830 19. tem atraído outros segmentos para o mercado internacional.793 1.000 m e a produção de açúcar totalizou 134. de produtos alimentares. e Núm ero de Empregos Gerados com o PROADI 1997-2001 Anos 1997 1998 1999 2000 2001 TOTAL Fonte: SINTEC Nº de Empresas 10 21 13 24 16 84 Nº de Empregos 2. 3 Tabela 12 RIO GRANDE DO NORTE Número de Empresas Implantadas ou Ampliadas.798 1..62.623 60 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .560 6. etc.642 6. que já mantém um forte relacionamento com o mercado externo.790 toneladas. seguindo os passos da indústria têxtil.89% em 1999. A participação da indústria de transformação no produto interno bruto do Rio Grande do Norte representou 10. A posição privilegiada do Estado em relação ao resto do país.

produtos têxteis e camarão. seguido das camisetas t-shirts com 37. Em 2001 as exportações do Rio Grande do Norte atingiram o montante de US$ 187. Para os próximos anos. lagosta (122. Os Estados Unidos. deixarão o Estado em excelente situação quanto às relações comerciais com o mercado internacional.1 . embora sem muita representatividade na pauta de exportação.0 milhões.65%). O incremento da produção de frutas tropicais. As camisetas t-shirts continuam ocupando a primeira colocação com US$ 29.3 milhões seguido de camarão com US$ 28. Outros produtos tiveram crescimento significativo. o camarão teve o melhor desempenho com taxa de crescimento de 114. manga (91. da indústria têxtil e outras atividades voltadas para o comércio exterior.COMÉRCIO EXTERIOR Em decorrência do fenômeno de transição econômica. do cultivo de camarão em cativeiro. 61 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . a partir dos anos 80.8 milhões. estima-se uma crescente participação de setores representativos da economia estadual nas exportações.07%.3.6% em relação ao ano anterior.4 . tais como: cera de carnaúba (129. e o surgimento de novos produtos como frutas tropicais. equivalente a um incremento de 25% em relação ao ano 2000.20%).20%) e tecidos de algodão (80. A produção de açúcar destinada ao exterior teve um incremento de 76.20%.8 milhões e melão US$ 26. O saldo na balança comercial do Estado foi de US$ 98. verificouse mudanças na composição da pauta de exportação do Estado com a perda de posição relativa de produtos tradicionais como o sal e a lagosta. Desses produtos.28%). produtos de confeitaria.6 milhões. ocupando a 5º posição no ranking dos produtos exportados. a Holanda e o Reino Unido absorveram mais de 60% das exportações do Rio Grande do Norte no ano de 2001. com um acréscimo de 25.37%.4.comércio e serviços 3.

247 1.765 7.358 15.519 13.524 2.281 28.000 80.528 1999 115.617 19.509 137 19.460 9.558 24.267 Fonte: SINTEC/IDEMA Export ação Importação 62 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .673 13.001 4.330 4.230 4.461 20.740 1997 Exportação Importação 93.387 115.190 2.139 2.392 PRODUTOS T .000 120.336 2.254 17.607 4.504 134.392 70.932 4.000 180.558 11.853 33.861 6.399 93.054 16.360 8.745 3.546 20.473 84.885 2.000 100.403 2.833 25.000 0 1997 1998 1999 2000 2001 2000 149.509 10.500 981 1.000 60.308 28.281 6.584 88.056 3.303 4.000 140.097 149.936 1.929 5.Tabela 13 RIO GRANDE DO NORTE Exportaç ão Segundo os Produtos 1997-2001 Exportaç ão (US$ 1.000) 1998 1999 2000 4.840 6.398 25.608 33.584 Gráfi co 15 RIO GRANDE DO NORTE Balança Comercial 1997-2001 200.338 187.000 20.504 27.264 9.473 21.655 4.288 2001 187.sh irt alg od ão Camarão Melão Castanha de caju A ç úc a r Sal Co nf eit aria Peixe Banana Tec ido de algodão Lagos ta Cera de carnaúba Outros Tot al Fonte: SI NTEC /IDEMA 1997 - 2001 29.000 160.382 13.000 40.987 19.391 5.882 1.553 1.536 2.748 88.634 8.756 101.264 1998 101.286 10.301 5.

4 milhão de pessoas visitaram o Estado. Beneficiado com a insolação durante 300 dias do ano.TURISMO O Rio Grande do Norte é um dos Estados do Nordeste que vem registrando maiores taxas de crescimento nas atividades voltadas para o turismo. construída no século XVI. A maior freqüência de vôos. Comércio. tem aumentado significativamente a participação do turista estrangeiro no fluxo total do Estado. sendo o segundo em área urbana (1. se comparado com o ano de 1997. representando um crescimento de 8% em relação ao ano anterior e de 61. Todo esses atrativos. No acervo sócio-cultural destacam-se: a Fortaleza dos Reis Magos.) só ficando atrás da Floresta da Tijuca na cidade do Rio de Janeiro. antiga casa de detenção. somados à rica gastronomia.172 ha. com 410 km de faixa litorânea. onde despontam praias de rara beleza povoadas por mais de 2. onde se realizam os famosos passeios de buggy. cujas celas foram transformadas em lojas 63 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE . No interior destacam-se: as águas termais. Ciência e Tecnologia. A ampliação e modernização do Aeroporto Internacional Augusto Severo.9%. os sítios arqueológicos e o maior cajueiro do mundo.353 leitos.000 ha. disponibilizando 10. localizado na praia de Pirangi do Norte. segundo dados da Secretaria da Indústria. tem contribuído para o incremento do turismo.69%. principalmente vindos do exterior. Enquanto em 1997. essa participação era de 2. a Barreira do Inferno.31%. de dunas.4. primeira base de lançamentos de foguetes da América do Sul. 1.082 unidades habitacionais e 26. têm colocado o Estado numa posição de destaque no turismo nacional. os campos petrolíferos. Outro destaque é o Parque Estadual Dunas do Natal Jornalista Luiz Maria Alves. O fluxo turístico tem aumentado bastante nos últimos anos. Em 2001. as lagoas. a mata atlântica. em 2001 já atingia 9. o Estado conta ainda com a riqueza dos manguezais. as salinas e a região de mineração.3. dando um grande impulso à rede hoteleira que conta atualmente com 450 meios de hospedagem.2 . o Centro de Turismo.

561 10.333 25..000 600.052.000 400.056 26.142.963 9.382.082 Leitos 19.000 1.dados não disponíveis Meios de Hos pedagem * . constituindo-se o maior centro de incentivo à cultura potiguar.016 9.422 1.280. 397 422 404 450 Unidades Habitacionais 7.469 1.353 Gráfico 16 RIO GRANDE DO NORTE Fluxo de Turistas 1997-2001 1.281 1. .000 0 1997 Fonte: SINTEC/ IDEMA 1998 1999 2000 2001 64 PERFIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE .684 22.000 1.420 857. o Memorial Câmara Cascudo com um arcevo de centenas de livros e documentos do historiador e folclorista Câmara Cascudo.000.de artesanatos.099 9.292 23...000 200..400.200.000 800. e o Teatro Alberto Maranhão fundado em 1904. Tabela 14 RIO GRANDE DO NORTE Capac idade dos Meios de Hospedagem 1997-2001 Ano 1997 1998 1999 2000 2001 Fonte: SETUR/I DEMA * dados do interior foram re petidos por falta de informação .906 1.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful