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Investigação de sintomas e sinais clínicos e de outras alterações

Sintomas – dispnéia e tosse crônica.


Sinais – alterações da parede torácica (hiperinsuflação no enfisema pulmonar,
cifoscoliose), cianose, baqueteamento digital, obesidade mórbida, alterações na
ausculta pulmonar (murmúrio vesicular diminuído, sibilos, crepitantes), hipertensão
arterial pulmonar e cor pulmonale crônico.
Outras alterações – hemograma (eritrocitose), gases arteriais (hipoxemia,
hipercapnia), RX e/ou TC de tórax (diversas).
Detecção precoce de doença
Quando ocorre exposição prolongada a fatores de risco.
Exemplos: tabagismo e queima de biomassa para DPOC / poeiras, isocianato e
outros para pneumopatias ocupacionais.
Diagnóstico
DPOC – constitui o padrão-ouro para este diagnóstico.
Hiperreatividade brônquica (HRB) / asma – inclui o teste de broncoprovocação.
Qualificação e quantificação de disfunção respiratória
Qualificação – conforme os algoritmos I a V nas Diretrizes da SBPT, 2002.
Quantificação – leve, moderada, severa.
Verificação de grau de reversibilidade
Conforme os algoritmos I e II da prova broncodilatadora nas Diretrizes da SBPT,
2002.
Monitoração e prognóstico
Importante - após os 35 anos de idade existe uma redução fisiológica de VEF1:
28mL/ano no homem e 21mL/ano na mulher.
Fumantes: 15 por cento apresentam redução anual acima do limite superior da
normalidade (50mL/ano), sendo considerados de risco especial para DPOC.
Usuários de insulina inalável: espirometrias inicial (de referência) e a cada seis
meses.
Resposta a tratamento e reabilitação
Exemplos: asma crônica e DPOC com componente reversível.
Protocolo: espirometria basal => prednisona via oral 0,5mg/kg/dia x 2 semanas =>
se ganho de VEF1 = 0,3L ou 10% VEF1 previsto => corticóide inalado.
Avaliação de incapacidade
Por anormalidade variável: asma.
Por anormalidade estável: DPOC, pneumoconiose e outras.
Quadro clínico + radiografia de tórax + espirometria constituem o nível básico da
avaliação.
Avaliação pré-operatória
Risco de complicação pulmonar pós-operatória.
Reserva funcional para cirurgia de ressecção pulmonar (mais importante).
Envolvimento pulmonar em outras doenças
Em colagenoses, doenças neuromusculares, insuficiência cardíaca congestiva etc.
Suspeição de obstruções respiratórias altas
Pelo aspecto da curva fluxo-volume e pela relação FEF50% / FIF 50%.
Saúde esportiva
Nesta aplicação é preferível o teste de exercício cardiopulmonar.