Presidência da República Secretaria-Geral Secretaria Nacional de Juventude Coordenação Nacional do ProJovem Urbano

Coleção Projovem Urbano Arco Ocupacional

Construção e Reparos I

Guia de Estudo

Programa Nacional de Inclusão de Jovens

2008

PROGRAMA NACIONAL DE INCLUSÃO DE JOVENS (ProJovem Urbano) Construção e Reparos I : guia de estudo / coordenação, Laboratório Trabalho & Formação / COPPE - UFRJ / elaboração, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - Departamento de Engenharia de Construção Civil. Reimpressão. Brasília : Ministério do Trabalho e Emprego, 2008. 200p.:il. — (Coleção ProJovem – Arco Ocupacional) ISBN 85-285-0079-9 1. Ensino de tecnologia. 2. Reconversão do trabalho. 3. Qualificação para o trabalho. I. Ministério do Trabalho e Emprego. II . Série. CDD - 607 T675 Ficha Catalográfica

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20/10/2008, 15:08

Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Vice-Presidente da República José Alencar Gomes da Silva Secretaria-Geral da Presidência da República Luiz Soares Dulci Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias Ministério da Educação Fernando Haddad Ministério do Trabalho e Emprego Carlos Lupi

Secretaria-Geral da Presidência da República Ministro de Estado Chefe Luiz Soares Dulci Secretaria-Executiva Secretário-Executivo Antonio Roberto Lambertucci Secretaria Nacional de Juventude Secretário Luiz Roberto de Souza Cury Coordenação Nacional do Programa Nacional de Inclusão de Jovens – ProJovem Urbano Coordenadora Nacional Maria José Vieira Féres

Coleção ProJovem Urbano
Coordenação Nacional do ProJovem Urbano – Assessoria Pedagógica Maria Adélia Nunes Figueiredo Cláudia Veloso Torres Guimarães Luana Pimenta de Andrada Jazon Macêdo Ministério do Trabalho e Emprego Ezequiel Sousa do Nascimento Marcelo Aguiar dos Santos Sá Edimar Sena Oliveira Júnior Revisores de Conteúdo/Pedagogia Leila Cristini Ribeiro Cavalcanti (Coppetec) Marilene Xavier dos Santos (Coppetec) Arco Ocupacional Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia – COPPE Programa de Engenharia de Produção – PEP Laboratório Trabalho & Formação – LT&F Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia de Construção Civil Coordenação dos Arcos Ocupacionais Fabio Luiz Zamberlan Sandro Rogério do Nascimento AUTORES Elaboração Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia de Construção Civil Coordenação e Elaboração Luiz Reynaldo de Azevedo Cardoso Pesquisa e Elaboração Luiz Reynaldo de Azevedo Cardoso Mário H. A. Cardoso Jupira dos Santos Heitor César Riogi Haga Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica (miolo/capa) Lúcia Lopes Ilustração Pedro Toste Auxilar de Ilustração Cavi Buck Ilustração “Anita” Página 5 Fernanda Fiani Foto de Abertura (Página 19) Rogério Cassimiro / Folha Imagem Montagem Foto Capa Eduardo Ribeiro Lopes

Caros participantes do ProJovem!
Caro(a) Estudante,

Chegamos ao fim da primeira etapa deste processo de Qualificação para o
Você está iniciandomeses passados, vocês tomaramE como você sabe, a qualifi-aspectos Trabalho. Nos o curso do ProJovem Urbano. conhecimento e debateram cação profissional compreende,presentescomplementar, articulada e integrada, o dedo trabalho que estão de forma em quase todas as ocupações, dentro da Formação senvolvimento daGeral (FTG). Estudaram conceitos,do Arco Ocupacional (AO). Técnica Formação Técnica Geral (FTG) e conteúdos e técnicas relacionadas aos

temas: Mobilidade Trabalho; Atividades Econômicas na Cidade; Organização Na FTG que se encontraenos Guias de Estudo das Unidades Formativas I a IV,
você vai do Trabalho, Comunicação, Tecnologia e trabalho que estão presentes tomar conhecimento e debater aspectos do Trabalho; Gestão e Planejamento; em todasOrganização da Produção; Outras Possibilidades de Trabalho. as ocupações. Estudará conceitos, conteúdos e técnicas relacionadas aos temas: Mobilidade e Trabalho; Atividades Econômicas naatividades, na escola e fora dela. Enfatizamos sua participação em muitas Cidade; Organização do Trabalho, Comunicação, resolverame as coisas no papel, mas também exercitaram os Vocês não só Tecnologia Trabalho; Gestão e Planejamento; Organiza-

conhecimentos, movimentaram-se na cidade, buscaram informações, fizeram ção da Produção; Outras Possibilidades de Trabalho. contatos e conversaram vai acrescentar conhecimentos que fortalecerão No Arco Ocupacional, você sobre o que estudaram. Teoria e prática andaram juntas. Parabéns pelos estudos que concluíram! sua formação para o mundo do trabalho, quando serão tratados os temas específicos
desenvolvidos Após terem feito integrante do referido arco. a hora de acrescentarmos em cada ocupação essa travessia, é chegada

conhecimentos que os de sua participação em para as atividades, na esEnfatizamos a importância fortaleçam na formaçãotodas o mundo do trabalho. Agora, tem início uma nova resolverá as coisas para o Trabalho, na qual serão tratados os cola e fora dela. Você não só fase da Qualificaçãono papel, mas também exercitará temas específicos dos Arcos Ocupacionais. os conhecimentos, buscará informações, realizará visitas, fará contatos e conversará
sobre o que está estudando. Cada Arco Ocupacional é composto por quatro ocupações e foi construído

com Ocupacional é composto por quatro ocupações e foi construído com profissional, Cada Arcoconteúdos que possibilitarão a vocês diversificada iniciação conabrindo espaço vocês diversificada iniciação profissional, abrinteúdos que possibilitarão a de atuação nessas ocupações. Esta formação não os tornarão um especialista em cada uma delas, mas do espaço de atuação nessas ocupações. Esta formação não os tornarão vocês conhecerão muito mais amplamente muito mais um especialista em cada uma delas, mas vocês conhecerãoo trabalho desenvolvido no conjunto das ocupações. amplamente o trabalho desenvolvido no conjunto das ocupações. Por exemplo, você escolheu e Reparos I, e Reparos Por exemplo, você escolheu Construção Construção vai iniciarI, vai iniciar-se em Ladrilheiro, Pintor, Gesseiro e se em Ladrilheiro, Pintor, Gesseiro e Reparador (revestimento). Essa
variedadeReparador (revestimento). Essa as possibilidades de ocupações certamente aumentará variedade de

ocupações certamente aumentará as possibilidades de obtenção de trabalho e emprego. de obtenção de trabalho e nesta fase Desejamos a vocês bom trabalhoemprego. de seus estudos. Desejamos Abraços e boa sorte a todos!a vocês bom trabalho nesta fase de seus estudos. Abraços e boa sorte a todos! Anita Anita

Sumário
Introdução ....................................................................................................... 9 A construção civil no Brasil ........................................................................10 A construção civil como solução para o problema habitacional ...........12 Os problemas da prática da construção civil no país ..............................16

Œ ATIVIDADES BÁSICAS DA CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS ....................................................... 1 9
Introdução .....................................................................................................21 Os equipamentos de proteção e as ferramentas do pedreiro .................25 O que é concreto? .........................................................................................29 Alvenaria ........................................................................................................52 Revestimentos ...............................................................................................72

 LADRILHEIRO ....................................................... 8 1 Introdução .....................................................................................................83
O que é o revestimento cerâmico ...............................................................88 Os materiais do revestimento cerâmico ....................................................92 A execução dos revestimentos cerâmicos .................................................99

19 Ž GESSEIRO ........................................................... 1 121 Introdução ..................................................................................................
O gesso para construção........................................................................... 123 Revestimentos de paredes e tetos em gesso ........................................... 125 Placas pré-fabricadas de gesso ................................................................. 130 Paredes de gesso acartonado.................................................................... 135

41  PINTOR ............................................................... 1 143 Introdução ..................................................................................................
As tintas, suas funções e componentes .................................................... 144 Segurança no trabalho de pintura ............................................................ 152 As ferramentas para pintura ..................................................................... 155 A execução da pintura ............................................................................... 159

REPARADOR 63  REPARADOR ...................................................... 1 165 Introdução ..................................................................................................

A patologia das construções .................................................................... 166 Trincas em alvenarias ................................................................................. 176 Fissuras em revestimentos de parede ...................................................... 181 Descolamento de revestimentos cerâmicos ........................................... 183 Principais problemas de pintura e suas correções ................................. 186

ENCERRAMENTO................................................................ 189 BIBLIOGRAFIA .................................................................... 191

com quem passou a aprender o que é a construção civil e as ocupações que serão objeto do nosso curso: atividades básicas da construção de edifícios . 9 . Veio com seus pais para o Nordeste. em Rondônia. Pedrito é um jovem que nasceu perto de Guajará-Mirim. Uma é a Paulina. você terá a companhia de dois personagens. numa aldeia ao pé da Chapada dos Parecis. Para conduzi-lo através desse mundo. morou em Recife e depois foi para a região metropolitana do Rio de Janeiro.Introdução Seja bem vindo ao mundo da construção civil. ladrilheiro. Lá encontrou Paulina. na fronteira com a Bolívia. É filho de índios. O outro é o Pedrito. Nessa introdução será dada uma visão geral da construção civil no Brasil e será chamada a atenção para alguns problemas da prática da construção que poderão ocorrer na vida profissional daqueles que a ela se dedicarem. Paulina trabalha na equipe da Anita e é especializada em construção civil. gesseiro. pintor e reparador.

É tão grande que é chamado de “macro-complexo da construção”.A Construção Civil no Brasil A construção civil é um setor da economia formado por uma enorme quantidade de atividades. 10 .

Atualmente. etc. tijolos.Repare nas atividades que fazem parte da construção civil: produção e comercialização de materiais de construção..) quanto de obras de infra-estrutura (pontes. Em geração de empregos a construção civil é a atividade mais importante do país.. equipamentos e serviços) utilizados na construção são importados. apenas 2% do total dos insumos (materiais. a construção civil funciona como um importante “motor” econômico. 11 . PIB (Produto Interno Bruto): soma de toda a riqueza produzida no país. mesmo sem estar funcionando a pleno vapor. a construção em si. etc. Por ser composta de inúmeras e variadas atividades em todo o país. tintas. aço. ferragens. por exemplo: cimento.). com grande capacidade de movimentar a economia. como por exemplo: a elaboração de projetos de arquitetura e engenharia. entre outras). guindastes. responde por aproximadamente 3. hospitais. estradas. os serviços vinculados à construção. carrinho de mão. Outra vantagem da construção civil é o fato de ser um setor econômico praticamente nacionalizado. louças. tanto de edifícios (casas. gerar riquezas e empregos. ou 6% do total. escolas.5 milhões de empregos no país. aeroportos. etc. e as atividades imobiliárias (compra. venda e locação de imóveis. basta dizer que ela representa aproximadamente 16% do PIB brasileiro. portos. etc. É o segundo maior setor econômico do país. Para se ter uma idéia do tamanho da construção civil em termos econômicos. como por exemplo: betoneiras. Isso significa que a construção civil pode se desenvolver sem depender da situação da economia mundial. isto é. e também que seu crescimento não vai acarretar aumento de gastos com importações para o país. A primeira é a agroindústria. equipamentos para construção.

com condições mínimas de segurança. salubridade. principalmente para a população de baixa renda. pois 80% da carência habitacional está concentrada nas famílias com renda de até três salários mínimos. As conseqüências disso são duramente sentidas na qualidade de vida das famílias e das cidades.A construção civil como solução para o problema habitacional Um dos principais problemas sociais do país é a carência de habitações. 12 . tanto em quantidade quanto em qualidade. durabilidade e conforto. isto é.

ATIVIDADE 1 . Pesquise experiências na sua cidade ou na sua comunidade que poderiam ser consideradas boas nessa área. de modo que seu grupo dê pelo menos uma idéia para resolvê-lo.Estima-se que para resolver o problema habitacional do país seria necessário construir cerca de 6 milhões de novas habitações. Por outro lado. o problema da habitação. e reformar. você já pensou quantos benefícios poderiam ser gerados se isso fosse feito para valer? Resolveria um grave problema social e seria ao mesmo tempo super benéfico para a economia do país. empregos e renda durante um longo período de tempo. por exemplo) em mais de 10 milhões de habitações existentes. em grupos orientados pelo professor. Isso é algo impossível de ser feito em curto prazo. gerando enorme quantidade de atividades. ampliar ou implantar infra-estrutura (água e esgoto. pois envolve uma quantidade muito grande de recursos. 13 .PESQUISAR Discuta com seus colegas. Exige um esforço planejado e de longo prazo.

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Falta de treinamento e orientação: O pessoal de obra não é treinado e nem orientado no canteiro. quebram-se serviços já feitos para executar ou modificar outros que deveriam ter sido feitos corretamente na etapa anterior. isto é. e agora você quer fazer diferente? “. além da falta de orientação aos trabalhadores. Paredes fora de prumo ou esquadro. DESPERDÍCIOS. É comum ainda. e mesmo quando há o conhecimento. etc. Essas práticas. Ocorre ainda a desorganização no sentido inverso. fora das normas e sem a qualidade mínima exigida. tanto por descaso das empresas. além do desrespeito às normas de segurança e higiene do trabalho. Assim. É o caso das instalações. que Pedrito deve ter ouvido bastante: “É assim mesmo. por exemplo. muitos erros e retrabalhos (ter que fazer de novo a mesma coisa). “Sempre fiz assim a vida inteira. para embutir ou modificar instalações. Falta de segurança e de condições adequadas de trabalho: A segurança é negligenciada. sem que se tenha pensado e resolvido antes os problemas que podem surgir. ou seja. Poderíamos resumi-los nos seguintes: Falta de planejamento e de organização do trabalho: É comum dar início aos trabalhos. Esta atitude resulta em elevado número de acidentes de trabalho. além de erradas. não há o compromisso em obedecê-las. Não aprende a fazer corretamente o serviço e não tem a quem perguntar em caso de dúvida.Os problemas da prática da construção civil A prática da construção civil no Brasil sofre graves problemas. tendo em vista a falta de organização dos trabalhadores da construção civil. Tolerância a erros e desperdícios: É comum que erros feitos numa etapa da obra sejam encobertos na etapa seguinte. todo mundo faz assim”. CONSTRUIR ASSIM ESTÁ ERRADO E ISSO NÃO PODE SER ACEITO! 16 Ainda são comuns. Muitos deles foram vivenciados pelo Pedrito. Mesmo o projeto. boa parte das coisas é resolvida de forma improvisada no canteiro. pois depois serão revestidas. na prática tem que ser diferente”. OBRA DESORGANIZADA E MAL FEITA NÃO É NORMAL: CAUSA ACIDENTES. o que se reflete na má qualidade do produto final. muitas vezes são admitidas. em que se quebram várias vezes paredes já prontas. “Isso é teoria. num canteiro de obras. perda de tempo. como você viu. É comum o uso de materiais não conformes. quanto por ignorância e até mesmo por machismo. aumentando-se a espessura do revestimento para encobrir o erro (mais à frente você verá em detalhes a execução de paredes e revestimentos e poderá entender melhor essa questão). o não cumprimento da legislação trabalhista e a precarização das condições de trabalho. Desrespeito às normas técnicas: É comum o desconhecimento das normas técnicas. geram desperdício e aumento de custos. A conseqüência é uma grande dispersão de esforços. PRODUTOS MAIS CAROS E SEM QUALIDADE. muitas vezes é deficiente. frases como estas. .

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Caso você tenha achado alguma coisa negativa. caso você tenha achado alguma).ESCREVER Discuta em grupos. pense e escreva como poderia ser diferente. por que razões a construção civil tem essas práticas erradas. 18 .ATIVIDADE 2 . comentando pelo menos duas coisas (uma positiva e uma negativa. Faça um relato da visita. para melhor. orientados pelo seu professor. Será feita uma visita técnica a um canteiro de obras com o seu professor. relacionadas a práticas da construção civil que discutimos nessa introdução.

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se for uma ponte). mas precisa prestar atenção para entender. e ter que ser feito no local onde ficará para sempre. por ser um produto de grandes dimensões. aquilo que a construção civil produz.. ou seja. cada parte vai sendo feita uma após a outra. como se diz na engenharia.Introdução Vamos iniciar essa parte.. Paulina: Sim. isto é. não dá para construir a obra num local para depois transportá-la a outro. O produto da construção civil. Por isso ela é também única. precisa ser construído sobre um terreno (ou sobre um rio ou mar. Há várias formas de dividir um edifício: uma é por sub-sistemas. pois ainda que a parte aparente da obra (a que fica sobre o terreno) possa ser repetida em outro lugar. Pedrito: Ôpa. Além disso. é necessário dividi-lo em partes para que possa ser construído. uma ponte ou uma estrada. único. Pedrito: Lá vem palavra complicada de novo. Dessa forma. Em qualquer desses casos. haverá sempre diferenças entre os terrenos em que serão construídas e isso fará com que não sejam idênticas. 21 . está ligado a um local. isto é. Assim. definitivamente. seja um edifício. COMO DIVIDIR A OBRA Vamos usar como exemplo a construção de edifícios. é sempre de grandes dimensões. falando sobre o nosso produto. não existem duas obras iguais. Mas agora não vou ficar estressado por que sei que será explicado o que é. Ela é construída no local onde permanecerá para sempre. vamos nessa.

Assim como o coração bombeia e as artérias transmitem o sangue através do corpo. os revestimentos e acabamentos são sub-sistemas. o sistema de abastecimento de água de um edifício possui bombas e tubulações que levam a água a todas as partes em que precisa ser utilizada.Subsistema é uma parte do edifício que tem uma função. assim como o edifício. composta por ossos duros. é um sistema composto por subsistemas. por exemplo. as instalações. Por exemplo: as fundações e a estrutura. As instalações hidráulicas de um edifício podem ser comparadas ao sistema circulatório. cada um com uma função. isto é. composto por nosso coração. 22 . A estrutura de um edifício. O corpo. artérias e veias. garantindo que este possa se erguer e permanecer em pé sem cair no chão. Pedrito: Estou prestando atenção. as vedações. ou seja. uma utilidade muito importante. Para entendermos melhor o que são os subsistemas do edifício e suas funções. podemos fazer uma comparação com o corpo humano. mas ainda não entendi nada. que dá sustentação ao corpo. uma parte rígida. firmes. Pode-se dizer que a estrutura é o “esqueleto” do edifício. pode ser comparada ao esqueleto humano.

ou todos os subsistemas. transmitindo-as para as fundações. todo o corpo se ressente. que suporta todas as cargas que atuam no edifício (seu próprio peso. são importantes. como se fossem as raízes de uma árvore. pois são camadas finas que envolvem e protegem todo o edifício.. Paulina: Entendeu. Quando um não funciona bem. assim como a pele protege o corpo. fazendo com que o edifício fique bem plantado no terreno. assim como no corpo humano. Fundações: têm a função de transmitir as cargas da estrutura do edifício para o terreno. faz ser um corpo inteiro. Vedações: são as paredes e a cobertura. o peso dos móveis. isto é. todas as partes.. E repare que. entre outros). Pedrito? Pedrito: Não só entendi como achei muito legal essa comparação com o corpo humano. sólido. 23 .Os revestimentos e acabamentos do edifício podem ser comparados à pele humana.é isso mesmo. Podemos agora resumir os principais subsistemas do edifício e suas funções: Estrutura: garante a integridade física do edifício. Pedrito!. que além de dividir e definir espaços também determinam uma função de abrigo. o peso das pessoas que utilizam o edifício. o vento. É como se o edifício ganhasse vida! Paulina: Que bela imagem você fez.

dependendo do tipo de edifício. * Participa das instalações.. embutindo e revestindo tubulações. Veremos agora quais são as ferramentas do pedreiro e. alvenaria.Revestimentos e acabamentos: são as camadas que envolvem as vedações e o edifício. protegendo-o. * Participa dos revestimentos. Pedrito: quer dizer que o pedreiro participa de toda a construção do edifício? Paulina: Sim. Concluindo. sua duração (tempo de vida) e também uma aparência agradável. o transporte de pessoas dentro do edifico (elevadores) e outras. fogões e aquecedores. em seguida. os principais materiais e técnicas relacionadas às atividades básicas da construção. aplicando as argamassas. aparelhos elétricos. que é a técnica mais utilizada para a construção dessa parte do edifício. construindo paredes em alvenaria. o abastecimento de energia para iluminação. PEDREIRO: OCUPAÇÃO BASE Pedrito: Você disse que veríamos uma ocupação-base. 24 . o pedreiro é o profissional responsável pelas atividades básicas da construção e por isso foi chamado neste texto de ocupação-base. Pedrito: E como se faz concreto. pois veja: * Participa das fundações e estrutura. * Participa das vedações. a coleta e eliminação de esgotos. fazendo e aplicando o concreto. que é comemorado em 13 de Dezembro. garantindo sua saúde (sem umidade ou mofo por exemplo). Onde ele entra nisso tudo? Paulina: O pedreiro participa da construção de praticamente todos os subsistemas do edifício. argamassa. Instalações: permitem o abastecimento de água.. a alvenaria e os revestimentos. Há até o Dia do pedreiro. que compõem os revestimentos mais utilizados. que são: o concreto. Por isso ele é tão importante. que é o pedreiro. O pedreiro é o profissional mais empregado na construção. que é o material do qual são feitas estas partes do edifício. Paulina: É o que será visto a seguir.

Os equipamentos de proteção e as ferramentas do pedreiro 25 .

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que como já vimos. isto é. que puderam projetar e construir obras incríveis. O concreto no seu estado fresco. areia. lastro para pisos. como se fosse uma massa para fazer um bolo. feito a partir da mistura de outros materiais: cimento. O concreto não estrutural. logo após ser produzido. O estrutural é o usado na estrutura. que só foram possíveis com o uso do concreto. é muito resistente. É um material composto. é uma massa que pode ser moldada. também chamado concreto magro. Neste momento a fôrma é retirada e o “bolo fica pronto”. num molde. super arrojadas e bonitas. como se fosse a fôrma do bolo. é a parte da construção com resistência suficiente para segurá-la de pé. diferentes. Isto fez com que o concreto se tornasse um dos materiais preferidos dos arquitetos e engenheiros. geralmente de madeira. Segundo. tem resistência menor e é utilizado em partes não estruturais do edifício como por exemplo. Primeiro. O concreto é então colocado numa fôrma. BRASÍLIA HIDROELÉTRICA DE ITAIPU 29 . já dá para perceber as grandes vantagens do concreto como material estrutural. pode ser moldado nas mais diferentes formas. Só com essa rápida apresentação. pedra (ou brita) e água. o concreto fica endurecido. o concreto fica com a forma desejada. isto é. isto é. Existem dois tipos de concreto: o estrutural e o não estrutural. Veja alguns exemplos famosos de obras brasileiras. adquirindo resistência. e porque é tão utilizado. Depois de um determinado tempo.O que é o concreto ? O concreto não existe pronto na natureza.

o cimento não se decompõe mais. Na fase de moagem adiciona-se gesso para regular o que se chama tempo de pega do cimento. cimento “molhado”. como pontes e hidroelétricas. Tanto o calcário quanto a argila existem em abundância no Brasil. Há também barras de aço. ATIVIDADE 3 . O cimento é fabricado a partir de dois ingredientes que existem na natureza: o calcário. na sua cidade. Passaremos agora a definir os materiais do concreto e suas funções. O cimento endurece após misturado com a água. É o cimento que faz do concreto um material estrutural.IDENTIFICAR Identifique. que é uma rocha.Na verdade. que são a areia e a pedra. que ficam no interior do concreto. Portanto. OS 1) Cimento: MATERIAIS DO CONCRETO É um pó fino acinzentado com propriedades aglomerantes. nas estruturas das obras que vimos não há só concreto. Depois de resfriado o clinquer é moído resultando num pó. que é um tipo de solo (no ladrilheiro explicaremos melhor o que é a argila). Depois de endurecido. Isto traz outra grande vantagem para o uso do concreto. pelo menos uma obra feita de concreto armado. Veja na figura a seguir um esquema do processo de fabricação do cimento. por exemplo. Eles são misturados e colocados num forno. torna todo o conjunto resistente. pois é um material excelente para obras executadas sob a água. quando misturado com água vira uma pasta que funciona como “cola”. a uma temperatura muito alta (aproximadamente 15000 C). Por isso é o mais importante e o mais caro dos ingredientes do concreto. é de concreto + aço (concreto armado) que são feitas as estruturas. isto é. que você tenha achado interessante ou bonita. mesmo que seja novamente submetido à ação da água. o que se chama hidratação. que é o cimento. envolvendo os outros materiais do concreto. O produto que sai do forno chama-se clinquer e tem a aparência de pedras escurecidas. e a argila. Cimento hidratado é portanto. que é o concreto. O aço é o outro material estrutural utilizado juntamente com o concreto. 30 . Depois de endurecido. Mais adiante veremos porque as estruturas precisam ser feitas de concreto armado e não só de concreto.

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restando somente o cimento Portland. O cimento pode ser comercializado em sacos de 50 kg. como o sobrenome das pessoas. conforme exige a norma brasileira. o tipo de cimento. O cimento foi inventado na Inglaterra. daí o nome com que foi patenteado. cimento Portland. Verificar se não há sacos rasgados. furados. Todos os tipos de cimento comercializados no Brasil devem obedecer a norma brasileira e serem certificados (aprovados) pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland). Veja a borda. Conferir a procedência (a marca do fabricante). todos os outros tipos foram sendo abandonados. molhados e se o cimento não está empedrado. Os mais utilizados no Brasil são: o cimento portland comum (denominado pela norma brasileira CP I) e o cimento portland composto. o número da norma técnica correspondente e a data de ensacamento. para grandes consumidores.O cimento fabricado assim tem um sobrenome: é Portland. O sobrenome também servia para diferenciá-lo de outros tipos de cimento. em 1824. Com o tempo. fabricados de formas diferentes. como será visto no ladrilheiro. o que pode ser importante dependendo do tipo de obra. Todas estas informações devem estar na embalagem. que é a forma mais comum e também a granel. e era parecido com as pedras que existiam na ilha de Portland. que foi adotado como o único em todo o mundo. Isso faz aumentar a durabilidade do cimento. que fica naquele país. Praticamente não há importação. Outro tipo de cimento é o cimento branco (chamado pela norma CP B) que é utilizado para rejunte de azulejos. No caso de uso do cimento ensacado. embora não seja exportador. para recebimento e armazenamento. Há porém vários tipos de cimento Portland. Por exemplo: há um tipo de cimento chamado cimento de alto forno (denominado pela norma brasileira CP III) que é um cimento fabricado com clinquer mais escória de alto forno. O Brasil tem capacidade para produzir mais do que consome. denominado pela norma brasileira CP II. devem ser adotados os procedimentos a seguir. Curiosidade De onde vem o sobrenome do cimento? O sobrenome Portland vem da sua origem. que é um resíduo siderúrgico que vem da produção do aço. 32 . A importação é permitida desde que o cimento seja certificado. A diferença entre os diversos tipos é a colocação de produtos que alteram algumas propriedades do cimento.

Faça esse trabalho em equipe e apresente o resultado para a classe. O estoque em obra deve ser planejado para ser consumido em no máximo 15 dias. afastado do piso e das paredes pelo menos 20 cm. O prazo total de validade do cimento é de 3 meses. na sua comunidade.Atenção: é proibido o uso de cimento empedrado. sobre estrado de madeira. protegido da umidade. deve ser devolvido. ATIVIDADE 4 . como podem ser reaproveitados os sacos das embalagens de cimento. por exemplo. Pesquise também. Armazenar em local fechado. Caso seja entregue cimento nestas condições. em restos de concreto ou argamassa. Pesquise. Normalmente em entulho de obra há uma grande quantidade de cimento endurecido. com a orientação do seu professor.PESQUISAR Vimos que o cimento é um material caro. Usar sempre o cimento mais antigo primeiro. 33 . formas de reaproveitar entulho de obra. O empilhamento máximo deve ser de 10 sacos.

Fazer diminuir as variações de volume do concreto durante sua cura. ou processo de endurecimento. 34 . e são mais baratos que o cimento. Daí o nome de britas. que será visto adiante. isto é. As funções dos agregados (areia e brita) no concreto são: Reduzir o custo do concreto. não reagem com os outros materiais com que estão misturados. Os agregados podem ser obtidos diretamente da natureza. as areias. conforme será visto a seguir. para caracterizar as pedras que são usadas no concreto. de acordo com a norma brasileira. Agregados são materiais granulares – utilizados sob a forma de grãos ou partículas . que são as pedras ou britas. em leitos de rio. como por exemplo. Ajudar a aumentar ou diminuir a densidade. com grãos maiores. ou o peso do concreto. uma vez que os agregados aumentam o volume da massa de concreto. Aumentar a resistência da superfície do concreto quanto ao desgaste e intempéries (chuva e sol por exemplo). Os agregados são classificados de acordo com o tamanho dos grãos: podem ser agregados miúdos (grãos pequenos). As mais utilizadas em concreto são as britas 1 e 2. Observe que no caso das britas. em situações em que isso se faz necessário. e os graúdos. Os graúdos.e são inertes. que são as pedras. Dentro desses dois tipos há ainda uma classificação mais detalhada de acordo com o tamanho. quanto maior é seu número. Nas tabelas a seguir são apresentados os tipos de agregado. maior o seu tamanho. classificados pelo seu tamanho. são obtidos normalmente pela quebra de rochas. como as areias.2) Areia e pedra: São chamados agregados do concreto. que se chama britagem. sem perda de resistência.

Cada grupo trará num vidro. Essas amostras podem ser obtidas em pedreiras.LABORATÓRIO Sua classe vai organizar. com a orientação do professor. de fábricas ou de outros usos). devem ser feitas análises em laboratórios apropriados para saber se pode ou não ser utilizada para o concreto. ou até na sua comunidade (sobra de obras). galhos. Havendo dúvidas sobre a qualidade da água. como as relacionadas. folhas e raízes. O uso de águas impuras ou agressivas. um mostruário (uma vitrine) de agregados. ATENÇÃO Nunca usar: águas servidas (de esgoto humano ou animal. Pode-se até dizer que água boa para o concreto é água de beber. obras. A água fornecida pela rede pública por exemplo (água de torneira) pode ser usada com toda a segurança. águas salobras ou barrentas. 3) Água: A água a ser utilizada no concreto deve ser limpa – sem barro. Relacione o que você encontrar. água salgada como a água de mar. Isso será feito em grupos. podendo causar até o seu desabamento. óleo. uma amostra (pequena quantidade) de um tipo de agregado. depósitos. 35 . podem comprometer seriamente a qualidade do concreto e a segurança da obra. ATIVIDADE 5 . de cozinha.Pedrito: em que situações é necessário aumentar ou diminuir o peso do concreto? Paulina: pergunte ao seu professor.

critério . Pode também fazer testes para saber se o concreto está bom para ser utilizado. Deve ser usada somente em obras pequenas e mesmo assim por decisão e responsabilidade do mestre de obras ou responsável técnico (engenheiro ou arquiteto). que é feito por profissionais e empresas especializadas. 36 . é definido pelo mestre de obras ou profissional responsável pela obra (engenheiro ou arquiteto). areia. Os critérios podem ser resumidos em três: Resistência Trabalhabilidade Diâmetro máximo do agregado 1o. Existem duas maneiras de se definir a dosagem. Uma é a empírica. ou seja. Para isso são usados critérios tecnológicos e o traço é determinado em laboratório. Compressão é um esforço que a estrutura da obra deve suportar. que foi dito que as estruturas são feitas de concreto armado (concreto + aço) e não só de concreto? É esta a razão. e é esta sua função na estrutura. chamada traço do concreto. Seu objetivo é encontrar a quantidade mais econômica de materiais. é importante conhecer os critérios (as regras) para a dosagem do concreto.Resistência: É a resistência à compressão que o concreto deve ter. Essa quantidade é normalmente expressa através de proporção dos materiais em massa ou volume. as quantidades de cimento. ou traço do concreto. e também sua verificação e a sua aplicação. em que o traço é definido com base na prática. Por isso esse é o critério de resistência usado na sua dosagem. O concreto é um material que suporta muito bem esforços de compressão. O outro método é o racional ou experimental. para se fazer determinado volume de concreto. Isso é definido no projeto da estrutura da obra. logo no início do concreto. O pedreiro participa da fabricação e principalmente da aplicação do concreto.A DOSAGEM DO CONCRETO Dosagem é o procedimento para determinar a quantidade de cada material na composição do concreto. ou o traço do concreto. Veja na figura a seguir quais são os outros. para se fazer um concreto adequado para a obra em que será utilizado. Adiante. para entender e fazer bem feito o concreto. Lembra-se. Assim. veremos exemplos práticos disso. britas e água. Para suportar os outros esforços é usado o aço. que é um material que resiste tanto a esforços de compressão quanto de tração. A dosagem.

5) Cisalhamento: esforço que “corta” a peça. 3) Flexão: esforço que ao mesmo tempo comprime e traciona: comprime as fibras superiores e traciona as fibras inferiores da peça. torção e cisalhamento. Quando comprimimos uma pilha de livros. 37 . Existem 5 tipos de esforços: tração. Quando dependuramos num galho de árvore e ele quebra com nosso peso. Quando penduramos numa corda. É como se o galho fosse serrado. flexão. 2) Compressão: esforço que comprime a peça. 4) Torção: esforço que torce a peça. compressão. Quando torcemos uma borracha. Quando fletimos uma régua.ESFORÇOS Esforços são solicitações a que os corpos estão sujeitos quando sofrem ações. Veja a figura: 4 5 1 2 3 1) Tração: esforço que estica a peça.

quanto mais água tem o concreto. 2o. Assim. mais caro será o concreto. Quanto mais mole. Pedrito. é aquele que permite encher a fôrma completamente. Critério . é necessário um concreto mais mole para poder preencher a fôrma. quanto mais água tem o concreto.ESCREVER Paulina: Sente-se nessa cadeira. por exemplo (veja na foto). Por outro lado. mas suficiente para garantir a trabalhabilidade do concreto. com o menor esforço possível. sem ser muito caro. ou seja. em que o concreto deve ter uma boa trabalhabilidade. ou concreto bom de trabalhar. Pedrito: Ôpa. 38 Pilar Forma de sapata . Um concreto com boa trabalhabilidade. mais fácil de trabalhar. Se vamos concretar um pilar estreito. Esse ponto de equilíbrio depende do tipo de estrutura que será concretada. portanto. Veja na foto abaixo. maior deve ser a quantidade de cimento para se ter a resistência necessária e. Paulina: Agora me diga quais são os esforços que atuam no assento e nas pernas da cadeira. podemos usar um concreto mais seco.Trabalhabilidade: É o que faz o concreto ser capaz de preencher a fôrma. devemos achar um traço com a menor quantidade de água possível. que é bem larga. devemos buscar um ponto de equilíbrio. Em outras palavras. Mas se vamos concretar uma sapata.ATIVIDADE 6 . gostei dessa aula prática. um meio-termo.

aplicamos 25 golpes com um bastão de aço. O “bolo” de concreto sofrerá um abatimento. SLUMP-TEST OU TESTE DE ABATIMENTO Com o concreto a ser ensaiado.2003). suspendemos lentamente o mesmo. Em cada uma das camadas. Essa medida é feita em centímetros e representa o slump do concreto. e Paulina faz a medida do abatimento. chamado slump-test ou teste de abatimento. Utilizando uma régua e tendo-se como referência o próprio cone. Pedrito: Esse resultado é bom ou ruim? Paulina: Vamos consultar a tabela para saber. O enchimento deve ser feito em três camadas de igual volume. Paulina: Deu 6 cm. ou seja. que o pedreiro deve aprender a fazer. desmanchará parcialmente. quanto o bolo de concreto abateu. enche-se um tronco do cone (um funil vazado dos dois lados). de diâmetro variável de 10 cm a 20 cm e altura de 30cm. ou seja. Terminado o preenchimento do tronco. 39 . para adensá-la.Para se determinar a trabalhabilidade do concreto a norma brasileira define um ensaio (um teste). 1 2 3 4 Pedrito faz um slump-test. Observe as fotos (Fonte: PCC/EPUSP . medimos o abatimento. Acompanhe como é feito.

3o. ou seja. usando o concreto com a menor quantidade de água possível. Então o slump está bom.Diâmetro máximo do agregado: É o tamanho máximo do agregado que pode ser utilizado. Critério . senão o concreto não passa pela armadura. Quanto mais estreita é a peça e maior é a densidade de aço.A tabela a seguir mostra a relação entre o tipo de peça a ser concretada e o slump. Paulina: Isso significa que com esse slump nós conseguiremos preencher bem a fôrma da sapata. 40 Fonte: adaptado de HELENE e TERZIAN (1992) . Fonte: adaptado de HELENE e TERZIAN (1992) Paulina: Qual a peça que será concretada? Pedrito: Sapata. da quantidade de aço que existe dentro da fôrma. menor deve ser o tamanho máximo do agregado. Na tabela a seguir é dada a relação entre o tamanho máximo do agregado (chamado diâmetro máximo do agregado) e o tipo de peça a ser concretada. Também depende da estrutura que será concretada e da densidade da armadura.

Caso não atenda. alisar a superfície com a colher de pedreiro e protegê-la com uma chapa de material não absorvente. Pedrito: Falta só uma coisa: como medir a resistência do concreto? Paulina: Através de outro ensaio que o pedreiro também faz. determinando-se sua resistência. Com estes dados e o diâmetro máximo do agregado define-se a proporção de agregados em relação ao cimento e à água. em quatro camadas sucessivas. altera-se o traço e se refaz todo o processo até chegar ao traço final. aproximadamente de mesma altura. Os golpes devem ser distribuídos de maneira uniforme na camada. mede-se o slump. Após a compactação da última camada. Prensa No laboratório os corpos de prova são curados (veremos o que é cura mais adiante) e levados a uma prensa.Assim. ENSAIO DE RESISTÊNCIA DO CONCRETO Os corpos de prova. Acompanhe. O cilindro deve ser preenchido com o concreto. como pode ser visto nas fotos acima. a partir dos critérios de resistência e trabalhabilidade. Durante o tempo em que permanecer na obra. ou amostras de concreto. sem atingir a inferior. define-se a proporção de cimento e água. chegando-se ao traço. Cada amostra deve ser identificada e encaminhada o mais rápido possível para o laboratório. os corpos de prova devem ser conservados em areia úmida. onde são rompidos. são moldados em cilindros metálicos de 15 cm de diâmetro e 30 cm de altura. serragem úmida ou envolvidos em sacos molhados. Fonte: ABESC (2000) 41 . Cada camada deve receber 30 golpes com uma haste metálica. Fabrica-se em laboratório o traço calculado. Após 24 h é feita a desforma e a retirada dos corpos de prova dos moldes. a resistência e verifica-se se o concreto atende aos critérios.

Juntam-se as britas e prossegue-se com a mistura até ficar bem homogênea. Em seguida adiciona-se o cimento e mistura-se bem. tomando o cuidado de não perder água. numa camada de aproximadamente 15 cm. Há duas formas de se fazer a mistura: a manual e a mecânica. ATENÇÃO A norma brasileira estabelece que o volume a ser preparado por vez não ultrapasse o correspondente a 100 kg de cimento. limpa e impermeável (pode ser um piso de chapa de madeira ou cimentado). usando enxadas e pás. ATIVIDADE 7 . isto é. Primeiro coloca-se a areia.LABORATÓRIO Você assistirá em uma aula. MISTURA OU PREPARO DO CONCRETO O concreto deve ser preparado de uma maneira que garanta a homogeneidade da mistura dos componentes. A mistura de cimento e areia deve ser feita até apresentar cor homogênea. seja feita para um traço correspondente a um saco de cimento. ou em concretagens de pequenos volumes. O concreto está pronto. A camada deve apresentar agora uma altura de aproximadamente 20 cm. sua mistura. Abre-se um buraco no meio da camada e adiciona-se a água aos poucos. realização de ensaio de abatimento. . ou cada mistura de concreto. Mistura Manual: Pode ser utilizada para pequenas obras. misturando-a. a preparação de um traço de concreto. dada em laboratório. moldagem de corpo de prova e ensaio de resistência à compressão. Pedrito e Paulina ficam sabendo o resultado e comparam com a resistência de dosagem prevista no projeto.No final. 42 Seqüência da mistura – O concreto deve ser preparado sobre uma superfície rígida. que corresponde a dois sacos. Recomenda-se que cada “massada”. os materiais devem estar bem distribuídos em toda a massa de concreto. com rompimento de corpo de prova de concreto em prensa. Mistura-se bem até obter uma massa plástica (moldável) e homogênea.

Existem betoneiras de vários tipos e capacidades. em que o carregamento é feito de um lado e a descarga por outro. que gira em torno de um eixo. exige instalação adequada na obra e treinamento para sua operação. com paletas internas. como é um equipamento eletro-mecânico. Entretanto. BETONEIRA SEM ENGRENAGENS BETONEIRA COM ENGRENAGENS 43 . basculando-se (inclinando-se) o tambor por meio de uma alavanca. O tipo mais comum é o de eixo inclinado basculante. Há betoneiras mais complicadas e de maior porte. Repare que nesse tipo de betoneira o carregamento do material e a descarga do concreto são feitos pela mesma boca. que aparece no desenho a seguir. A betoneira consiste num tambor.Fonte: ABCP (2006) Mistura Mecânica: É feita em equipamentos chamados betoneiras. Nesses casos obtém-se uma mistura mais homogênea e uma maior produção do que no processo manual. O giro do tambor com as paletas proporciona a mistura dos materiais que encontram-se no seu interior. Veja os desenhos.

para misturar bem? Paulina: Não. misturando-se por um minuto. como dizia a minha avó. não vira bolo. Pedrito: Parece receita de bolo. Isso é feito para “lavar” a betoneira. É como se o concreto “desandasse”. por fim. Se os ingredientes forem colocados na ordem errada ou ficar muito tempo batendo. a areia e o restante da água. Fonte: Adaptado de ABCP (2006) Pedrito: Só isso? Não é melhor deixar o concreto um tempão na betoneira. pois se o tempo de mistura for excessivo. O tempo total de mistura deve ser de 3 a 4 minutos. é necessário saber a ordem de colocá-los e como fazer a mistura. 44 . pois seus pesos são diferentes. vira gororoba. Paulina: Mas é isso mesmo.. colocam-se inicialmente as pedras e metade da água.Seqüência da mistura Com a betoneira já funcionando. Pedrito.. seus componentes começam a se separar. isto é. Para se fazer um bolo. além de se ter os ingredientes na quantidade certa. Com o concreto é a mesma coisa. o concreto pode desagregar. Adiciona-se o cimento e.

areia. pois sua dosagem é feita pelo método racional. Concreto usinado ou pré-misturado Concreto usinado ou pré-misturado é um concreto pronto. também chamadas centrais ou usinas de concreto. planejando as tarefas que precisam ser realizadas. A atividade será feita em grupos e será orientada pelo seu professor. que você já conhece. deixando-se para completá-la na obra. faça um roteiro. Pode-se lançar parte da água no caminhão. em canteiro. Deve ser lembrado que o concreto usinado tem mais controle e oferece maior segurança do que o feito na obra. Veja as fotos a seguir. fazendo o concreto magro do lastro manualmente e o concreto estrutural em betoneira. Depois que seu professor orientá-lo sobre como será feita. se for necessária. 45 . A usina define o traço de acordo com a solicitação da obra e lança no caminhão-betoneira os materiais: cimento. daí o nome concreto usinado. britas e água. O pedido do concreto usinado deve conter: a resistência .ATIVIDADE 8 .definida no projeto da estrutura .o slump e o diâmetro máximo do agregado e outra especificação. Este tipo de concreto é indicado nos casos em que o volume é maior ou não há espaço ou pessoal suficiente para fazer o concreto na obra.LABORATÓRIO Você executará. as fundações de um trecho de parede. que pode ser comprado ao invés de ser feito na obra. É fornecido por empresas especializadas.

O caminhão-betoneira parte para a obra misturando lentamente os materiais na caçamba. A mistura é lenta somente para não deixar os materiais depositarem no fundo da caçamba. A usina deve ser próxima da obra, pois o tempo de viagem entre a usina e a obra mais o tempo de concretagem, somados, não podem ultrapassar duas horas, pois este é o tempo de pega do concreto. Nós já vimos o que significa tempo de pega, quando falamos do cimento, lembra? É o tempo para iniciar o endurecimento do concreto, a partir do qual ele começa a endurecer e não pode mais ser utilizado. Por isso, deve haver um planejamento, isto é: além de se ter a previsão do tempo de percurso, a obra tem que estar preparada para utilizar o concreto assim que o caminhão chegar, e o tempo de concretagem deve estar também previamente definido.

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ATENÇÃO:

O tempo máximo entre o início da mistura e a descarga do concreto é de duas horas. Depois disso o concreto não pode mais ser utilizado.
Ilustração fonte: ABESC

Chegando na obra, é feita a mistura final, rotacionando a betoneira em maior velocidade, durante 5 a 10 minutos. Se na usina não foi colocada toda a água, adiciona-se a água restante antes da mistura, o que deve ser feito pelo técnico responsável da usina.
ATENÇÃO:

A obra não pode autorizar a colocação de água no concreto. Somente a usina pode fazê-lo, através de seus técnicos autorizados.

ATIVIDADE 9 - PESQUISAR

Suponhamos que vai ser feita uma concretagem na sua comunidade. Faça um levantamento das usinas de concreto que existem na região. Faça também uma pesquisa de preços de concreto, orientada pelo seu professor, e escolha a usina que lhe pareça a mais indicada para fornecer o concreto. Essa atividade será feita em grupos. Seu professor programará também uma visita a uma usina de concreto.

Pedrito: Finalmente, vai começar a concretagem. Paulina: Ainda não, Pedrito. O que está faltando ainda? Pedrito: Não faço idéia... Paulina: Verificar o slump e a resistência né, Pedrito?. Como eu vou saber se o concreto que foi entregue é o que eu pedi... Pedrito: Putz, é mesmo.... Paulina: E agora você é que vai fazer . Pedrito: Nossa, que responsa... Pedrito: Pronto, fiz o teste do slump e moldei os corpos de prova para o ensaio de resistência.

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Pedrito: Mas, Paulina, e se o slump não desse bom? Por exemplo, se eu pedi slump 8 e deu 6, o que eu faria? Paulina: Eu que pergunto, o que você faria? Pedrito: Eu me lembro que às vezes o pessoal na obra em que eu trabalhei mandava botar água no caminhão para o concreto ficar mais fácil de trabalhar. Mas agora já aprendi que isso nós não podemos fazer. Paulina: Então... Pedrito: Já sei, devolve o concreto. Paulina: Demorou um pouco mas acertou. É isso aí.

ATENÇÃO

Slump fora do solicitado (para mais ou para menos) significa concreto errado para o uso e deve ser devolvido. Os erros e suas consequências deverão ser assumidos pela usina que forneceu o concreto.

Pedrito: Paulina, e se a resistência do concreto não der a pedida, o que fazer? Paulina: Ah, aí é mais complicado. Vamos perguntar ao professor.

PREPARAÇÃO

DA CONCRETAGEM

Para o lançamento do concreto, as fôrmas devem estar limpas, sem restos de madeira, serragem, pontas de ferro, etc. Para a limpeza pode-se utilizar jato de ar, por exemplo. Após a limpeza, as fôrmas devem ser bem molhadas, para impedir que a madeira absorva água do concreto. O mestre de obra e os carpinteiros deverão também verificar, antes da concretagem, se as peças de madeira da fôrma estão bem unidas (sem frestas, para evitar escorrimento de nata do concreto) e também se estão bem travadas e escoradas. Agora podemos iniciar a concretagem.

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TRANSPORTE

E LANÇAMENTO DO CONCRETO

O transporte horizontal do concreto pode ser feito por carrinhos manuais ou gericas, recomendando-se os com pneus de borracha, pois os de rodas de aço trepidam muito e podem segregar o concreto. O transporte vertical pode ser feito com guinchos (elevadores de carga) ou gruas (guindastes de carga). É utilizado também, em edifícios altos, o transporte por bomba. Nesse caso, o concreto deve ter traço especial.

Grúas

O lançamento é a colocação do concreto nas fôrmas. O principal cuidado é em relação à altura de lançamento, que não deve exceder 2,0 metros, para não causar desagregação do concreto. Isto pode acontecer nos casos de concretagem de pilares, que são altos, geralmente em torno de 3,0 m. Pedrito: Como fazer para não acontecer isto? Paulina: Pergunte ao seu professor.

ADENSAMENTO
O adensamento, ou vibração, é a compactação do concreto, de modo a eliminar o ar do seu interior e rearranjar os agregados, tornando-o mais compacto e fazendo com que ele preencha completamente as fôrmas. A falta ou o adensamento mal feito pode causar graves falhas nas concretagens, como a formação de buracos nas estruturas, conhecidos como “bicheiras”, que podem levar até ao desabamento do edifício.

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Uma boa cura evita também a formação de fissuras (pequenas trincas) na superfície do concreto. A cura resume-se em manter a superfície do concreto úmida. Numa concretagem de estrutura. sombreada e protegida. feito por meio de equipamentos chamados vibradores. por exemplo. CURA É o nome das atividades feitas após a concretagem. O adensamento deve ser feito em camadas. O vibrador não deve encostar nas paredes da fôrma e não deve vibrar a armadura. podendo ser estendido a até 14 dias. que além de causarem má aparência. ATENÇÃO Excesso de vibração pode causar segregação do concreto e é tão danosa quanto a falta de adensamento. para adensar o concreto nos ensaios do slump e para moldar os corpos de prova para ensaios de resistência. este meio não é o ideal.O adensamento pode ser feito por meios manuais ou mecânicos. ou batidas no concreto. para evitar a evaporação da água do concreto (pela ação do sol e dos ventos) e permitir a completa hidratação do cimento. Nesses casos o adensamento usual é o mecânico. podem comprometer sua durabilidade. durante um período que a norma brasileira recomenda como sendo de pelo menos 7 dias. 50 Para isso são utilizados os seguintes procedimentos: . O manual consiste na aplicação de golpes. sendo que a altura de cada camada não deve exceder ¾ do comprimento da agulha do vibrador. sem garantia de bom adensamento. dependendo das condições locais. Não vibrar em excesso. por ser muito rudimentar e exigir muito esforço. Acompanhe a figura e os procedimentos para o adensamento. a vibração deve cessar quando desaparecem as bolhas de ar da superfície e a umidade da mesma fica uniforme. com soquetes ou barras de aço. com volumes maiores de concreto. tal como se faz.

Na verdade... é que a parte que vimos até agora. um aprendiz de pedreiro. como atividade prática. Paulina: Não se preocupe tanto com aquilo que você achou difícil.. nenhuma construção que tenha fins estruturais ou que exija conteúdos e procedimentos não abordados e recomendados neste Guia de Estudo e no Manual do Educador. é a mais difícil mesmo. Ele entra na obra como “meio-oficial”. ADVERTÊNCIA Todas as atividades práticas de construção propostas referem-se à execução de uma parede-protótipo de alvenaria de 2. a do concreto. sendo que as orientações mais detalhadas para estas atividades constam no Manual do Educador. sem função esturtural.Irrigar periodicamente a superfície com água. também.LABORATÓRIO Você executará a concretagem das fundações de um trecho de parede. serragem molhada. ou seja . que impedem a evaporação. o pedreiro não inicia fazendo logo tudo isso que nós vimos. O que precisa é aprender certo. né? Outra notícia boa. pode até cair o prédio! Paulina: Pode mesmo. a ser construída para fins exclusivamente didáticos. em canteiro de obras. Pedrito: E achei meio difícil. A atividade será feita em grupos e será orientada pelo seu professor. Pedrito: Puxa. e de tanta responsabilidade. Pedrito.. Daqui para frente os assuntos serão mais fáceis e muitas das coisas que serão ditas você já aprendeu. ATIVIDADE 10 . Cobrir a superfície com areia molhada.se ele fizer errado. VAMOS PARA A ALVENARIA! 51 . Paulina.0 m de altura. Os autores não autorizam. Trabalhará durante um tempo aprendendo e treinando com o mestre de obras e outros profissionais mais experientes. ou estopas ou mantas úmidas. não imaginava que o trabalho do pedreiro fosse tão importante.. Recobrir a superfície com papéis ou lonas plásticas impermeáveis.

Itália (no passado) 52 .Faraós Keops. normalmente unidos por argamassa. narrada na Bíblia. como as pirâmides do Egito. são exemplos de construções milenares. Eram os construtores da antiguidade. Grandes obras feitas na época antiga. algumas existentes até hoje. Daí a origem do nome pedreiro. ou blocos superpostos (colocados uns sobre os outros). vidro e muitos outros.Alvenaria INTRODUÇÃO Alvenarias são construções feitas de tijolos. o Coliseu de Roma. As mais importantes obras da Antiguidade foram feitas em alvenaria de pedra. que designava os trabalhadores que sabiam construir com pedras. pedras. a muralha da China. é descrita como uma construção em alvenaria de tijolos. feitas em alvenaria. 2003). Veja as fotos.Itália (no presente) Coliseu . formando um conjunto rígido e coeso (PCC/EPUSP. A torre de Babel. Pirâmides de Gizeh . Kefrén e Mikerinos . As alvenarias podem ser feitas de diversos materiais como tijolos e blocos de cerâmica ou concreto.Egito Muralha da China Coliseu . A alvenaria é provavelmente a mais antiga técnica de construção inventada pelo homem.

feitos inteiramente em alvenaria. As vedações também fazem as divisões internas dos edifícios. chuva. internamente. isto é. estanqueidade. As funções da alvenaria As alvenarias são usadas para construção de paredes. elas devem possuir: resistência. mesmo com temperaturas externas muito quentes ou muito frias. Já vimos no início do livro o que são vedações. 53 . fazer com que. fazendo com que os ambientes do edifício sejam protegidos do excesso de ruídos externos e internos e tenham privacidade. e houve um grande avanço na tecnologia dos materiais utilizados. sol. proteger o edifício e seus ambientes da entrada de água. etc. para suportar pelo menos seu próprio peso e poder resistir a choques. isolamento térmico. vedações verticais dos edifícios. Para que as paredes de alvenaria possam cumprir bem essa função. Essa função é garantida pela alvenaria junto com seu revestimento. dando a eles sua função de abrigo. isolamento acústico. definindo seus ambientes. facilidade de execução. ventos. São as partes dos edifícios que os fecham. o edifício mantenha uma temperatura minimamente confortável. Isto permite a construção. ou seja. nos tempos atuais. de edifícios grandes e sofisticados. isto é. uma vez que serão construídas na obra e seus componentes (os tijolos e blocos) são assentados manualmente. tanto externas quanto internas. como se pode ver nas fotos a seguir.A alvenaria continua sendo até hoje a técnica mais usada para construção de paredes de edifícios.

O tijolo maciço (também chamado tijolo comum) é compacto. O tijolo é caracterizado também por ser de dimensões pequenas e de peso reduzido. como mostra a tabela a seguir. juntamente com seus colegas também organizados em grupos. quebras. em grupo. ATIVIDADE 11 . e com orientação do seu professor. sem furos. apresentando normalmente um rebaixo em uma de suas faces. . Tijolos Tijolo é um componente para alvenaria em formato de paralelepípedo.OS MATERIAIS DA ALVENARIA Como vimos. como é visto no desenho. como você pode ver no desenho ao lado. apresentando coloração avermelhada. como será visto em seguida. É sobre estes que falaremos a seguir. Há dois tipos de tijolos: o maciço e o furado. podendo ser seguro e elevado com apenas uma das mãos. um mostruário de componentes para alvenaria: tijolos e blocos de diversos tipos. 54 Visualmente não devem apresentar trincas. dividindo-os em três categorias. deformações e irregularidades na superfície. As fábricas onde os tijolos são produzidos são chamadas olarias. e como é o processo de fabricação dos produtos cerâmicos para construção. são muitos os materiais de que podem ser feitas as alvenarias. as olarias normalmente fabricam e comercializam tijolos com dimensões variando em torno de 5 x 19 x 9 cm. são necessárias as duas mãos para levantá-lo. que serão denominados a partir de agora de componentes da alvenaria. A norma estabelece também resistências mínimas que os tijolos maciços devem ter. feito com argila e queimado em forno. No tópico do livro referente ao ladrilheiro são dadas mais explicações sobre o que é a argila. Os mais comuns e mais utilizados são os tijolos e blocos cerâmicos e de concreto. Entretanto.LABORATÓRIO Organize. Já para o bloco. e devem ter cor uniforme. como pode ser visto na tabela a seguir. A norma brasileira recomenda dois padrões de dimensões.

Na tabela que mostra a resistência. O nome “tijolo furado” é um nome que vem da prática e serve para designar blocos cerâmicos de pequenas dimensões. como pode ser visto no desenho a seguir. a especificação do tipo de bloco a ser usado e de sua resistência têm que estar definidos no projeto. que será vista a seguir. os blocos correspondentes à classe 10 (resistência até 1. podendo ser manuseados com apenas uma das mãos. Blocos cerâmicos Os blocos cerâmicos. são também fabricados de argila e queimados em forno. possuindo furos perpendiculares a uma de suas faces. São também de dimensões e pesos relativamente pequenos. assim como os tijolos furados.0 Mpa) são os correspondentes aos tijolos furados. Os estruturais são mais resistentes e podem ser utilizados em alvenaria estrutural. As tabelas a seguir mostram as classificações e tipos de blocos cerâmicos quanto à resistência e quanto às dimensões. Podem ser de dois tipos: de vedação (que devem ser assentados com os furos na horizontal) e estruturais (assentados com os furos na vertical). de uso mais comum. Importante Quando a alvenaria é estrutural. que é a dos blocos cerâmicos. 55 . feito por empresas ou profissionais especializados. A norma brasileira inclui os tijolos furados dentro de uma denominação mais geral.O tijolo furado possui furos perpendiculares a uma de suas faces.

DIMENSÕES DOS BLOCOS CERÂMICOS Os blocos visualmente não devem apresentar defeitos tais como trincas. principalmente a resistência. sendo que sua resistência mínima à compressão deve ser de 2. cidade de sua fabricação e as dimensões em centímetros. empenamentos ou furos. para os blocos. as britas são menores (usa-se pedrisco. conforme a norma brasileira. e areias mais finas). Blocos de concreto São blocos feitos de concreto. Os blocos de concreto são em geral mais resistentes que os blocos cerâmicos. Devem constar também na superfície do bloco: nome do fabricante.0 Mpa. adequadamente adensados e curados. 56 . que você já viu no tópico referente aos agregados do concreto. quebras. normalmente moldados em fôrmas metálicas. para garantir sua forma e suas propriedades. A diferença entre o concreto usado para os blocos e o usado para estrutura dos edifícios é que.

glasser. São produzidos e comercializados em diversos tamanhos e tipos. 57 .br).com. conforme mostra a tabela a seguir (fonte: www. Podem ser de vedação e estrutural.Os blocos de concreto são vazados. possuem furos. devendo ser assentados com os furos na vertical. isto é.

ou seja. pois a cal retém muita água e acaba funcionando como um lubrificante. são feitas da mistura de outros materiais: cimento ou cal ou ambos + areia. semelhantes ao concreto. coloca-se o cimento. para que a parede possa ser erguida em algumas horas e possa permanecer de pé. que em poucas horas começa a endurecer. Pedrito: Mas então por que usar cal na argamassa? Paulina: É para dar trabalhabilidade. A diferença com o cimento é que a reação química que faz a cal endurecer é muito mais lenta. Para isso a argamassa deve ter as seguintes características: deve ser fácil de aplicar. ao endurecer. A cal é um aglomerante. sendo que as juntas entre eles devem ficar bem preenchidas. portanto. como a cal também contribui para a resistência ao longo do tempo. pois é a argamassa que liga os tijolos ou blocos. com cimento e cal. Uma argamassa só com cimento e areia seria muito resistente mas não teria trabalhabilidade para ser usada em alvenaria. Misturada com água forma uma pasta que endurece depois de um certo tempo. isto é. barateando seu custo. Como a alvenaria precisa ter resistência rapidamente. manualmente. a quantidade de cimento na argamassa pode ser reduzida. Além disso. Sua função na alvenaria é muito importante. deve ter resistência e durabilidade suficientes para suportar os esforços que atuarão na parede ao longo da vida útil do edifício. funcionando como cola e garantindo a resistência e as demais propriedades do conjunto. A palavra “traço”. assim como o cimento. mais a areia. o que pode demorar vários dias.A argamassa As argamassas são materiais compostos. É a cal que faz com que a argamassa possa ser manuseada e aplicada. 58 . uma vez que cada tijolo ou bloco é assentado um por um. pois acontece entre a cal e o gás carbônico da atmosfera. funcionando como cola entre os componentes envolvidos por ela. É em função dessas características que deve ser determinado o traço da argamassa. sem cair ou entortar. para se completar. designa a proporção entre os materiais que comporão a argamassa. deve adquirir alguma resistência rapidamente. assim como para o concreto. A função de cada material será explicada a seguir. Deve ter. trabalhabilidade. Normalmente se utiliza a argamassa chamada “mista”. ou mesmo meses.

4. 3. Pedrito. Atenção Se a alvenaria for estrutural. em pó. 2.. A cal de que estamos falando aqui é a cal hidratada. aquela que é vendida ensacada. isto é.. ou seja. que significa: uma parte de cimento. em volume. Paulina: Boa. normalmente. Colocar primeiro a areia. antes.. o traço da argamassa deve estar especificado no projeto. Sobre essa camada coloque o cimento e a cal. que significa: uma parte de cimento. uma mistura perfeita! Dá até fome. aquelas que não têm função estrutural: 1:2:9 ou 1:2/9. ARGAMASSA MISTURADA A MÃO Fonte: ABCP(2006) 1.. uma parte de (cimento + cal) e mais 3 partes de areia. faça um monte com um buraco no meio (coroa). utiliza-se uma proporção entre aglomerantes (cimento + cal) e areia de 1:3. Assim. 1:3:12 ou 1:3/12. formando uma camada de aproximadamente 15 cm de altura. e ambos os processos são semelhantes ao do concreto. A água deve ser colocada meio “a gosto”. essa foi uma grande sacada.. Acompanhe nos desenhos.. uma parte de cimento para duas de cal. ou seja. Adicione e misture a água aos poucos. também já estou com fome! Mas. pronta para ser utilizada. vamos acabar de ver como se faz o traço da argamassa? Para argamassa de alvenaria.Pedrito: É igual feijão com arroz. Misturar bem até a cor ficar bem uniforme. 59 . para alvenarias de vedação. e uma ótima idéia. A proporção entre cimento e cal pode ser de 1:2. ou seja. A argamassa pode ser feita à mão ou na betoneira. duas de cal e nove de areia em volume. Depois. tentando chegar numa quantidade certa para dar a melhor trabalhabilidade possível. podem ser utilizados os seguintes traços. tomando cuidado para não escorrer. três de cal e doze de areia em volume.

sempre no mesmo local. e se há uso de argamassas industrializadas. pois a camada que fica em contato com o solo é perdida. Tem crescido também o uso de argamassas industrializadas. se há uso de materiais locais ou diferentes do que você aprendeu aqui.PESQUISAR Pesquise na sua cidade. pois ao mesmo tempo em que deve ser acessível para a descarga (pois a areia chegará à obra em caminhão basculante) deve também facilitar o transporte para onde será fabricada a argamassa. Mantendo-se a areia sempre na mesma área. que é um tipo de solo. Os mesmos cuidados deverão ser observados com a cal e com argamassas industrializadas. em que se usa o saibro. de preferência. isto é. Para isso o local de estoque de areia deve ser planejado. Adicionar metade da água 3. na argamassa. em forma de pó. Identifique qual é a função de cada material na argamassa local. nesse tópico sobre a argamassa. Adicionar o restante da água Argamassas com materiais alternativos e argamassas industrializadas É possível também usar materiais locais alternativos na argamassa. dependendo da região. 60 . para serem utilizadas na obra. Há lugares. ATIVIDADE 12 . como se fosse cimento. Se houver. devendo somente ser adicionada a elas a água. Colocar primeiro a areia na betoneira 2. com orientação do seu professor. cal e areia que você aprendeu a fazer.ARGAMASSA MISTURADA EM BETONEIRA Fonte: ABCP(2006) 1. argamassas que já vêm prontas e ensacadas. A areia deve ser estocada. faça uma comparação da argamassa local com a de cimento. e quais são suas vantagens ou desvantagens em relação às da que você aprendeu. Estocagem dos materiais Já vimos como estocar o cimento. será perdida somente uma primeira camada. Colocar o cimento e a cal 4. por exemplo.

* Conferindo a modulação: Modulação é a compatibilidade (casamento) entre as dimensões da parede que vai ser construída com as dimensões do componente (tijolo ou bloco). Depois disso serão dadas as orientações para os detalhes construtivos. Se for uma obra de maior porte. Pedrito: E se a modulação não der certo? Paulina: Aí terá que ser tomada uma decisão: ou faz-se um enchimento para se completar a dimensão da parede. As características do projeto e da obra é que vão determinar o que é melhor. antes da execução. para evitar que fiquem excessivamente úmidos. isto é. isto é. no caso dos blocos. um bloco com metade do comprimento do bloco inteiro. com juntas (espaços entre eles) de aproximadamente 1 cm. como mostra o desenho. a elevação e o encunhamento.Os tijolos e blocos devem ser estocados o mais próximo possível das paredes que serão executadas. devem ser cobertos com lona plástica ou outro material similar impermeável. o mestre de obras. Primeira etapa: Marcação É a execução da primeira fiada da alvenaria. o meio-bloco.80 m de altura. 61 . Para isso. e muitas vezes nem é possível. ajustando-a às dimensões do componente. Lembre-se que os componentes são comercializados em diversas dimensões e também existe. acomodandoos no trecho de parede que será executada. Paulina: O melhor mesmo é que a modulação seja resolvida no projeto. A EXECUÇÃO DA ALVENARIA A construção da parede de alvenaria é feita em três etapas. É desejável que o componente caiba na dimensão da parede sem necessidade de quebras ou enchimentos. Se for época de chuvas. é que devem decidir e orientar na execução. são recomendados os passos a seguir. Para fazer essa verificação devem-se enfileirar os componentes no piso. em pilhas de no máximo 1. Mas essa última solução não é muito comum. o que pode prejudicar o assentamento. exatamente para evitar esse tipo de problema na obra. que serão apresentadas a seguir: a marcação. sem argamassa. juntamente com o responsável técnico. Isto é feito exatamente para facilitar a modulação. ou pode-se também alterar o projeto. o que é mais comum. modificar as dimensões da parede.

em que cada fiada fica defasada meio comprimento do tijolo ou bloco em relação à fiada de baixo. no entanto. pois causa um travamento dos componentes. sendo necessário. TIPOS DE JUNTAS Fonte: Tauil e Racca (1981) 62 . o que favorece muito o aumento da resistência da parede. É possível ainda usar diversos outros tipos com diferentes efeitos. em que todas as juntas ficam alinhadas (veja o desenho a seguir). Pode-se usar a chamada “junta amarrada”. quando a alvenaria fica aparente e pretende-se conseguir um efeito visual. como mostra o desenho a seguir.* Definindo as juntas Outra coisa importante na modulação das alvenarias é a definição do tipo de junta entre as fiadas e os componentes. A junta a prumo é usada em condições especiais. ou a “junta a prumo”. A primeira é a mais comum e é recomendada. alguns reforços. para evitar trincas nas juntas.

Os tijolos ou blocos devem ser também previamente molhados (não encharcados). A espessura dessa camada normalmente é maior que as das demais (mais de 1 centímetro). pouco antes do assentamento. inicia-se o assentamento da primeira fiada. para acertar o nível da primeira fiada. nível e prumo conferidos. O ajuste do bloco na posição correta é feito com pequenas batidas com o cabo da colher de pedreiro. O local deve estar completamente limpo (muito bem varrido) e molhado. O assentamento deve ser iniciado pelos cantos. Para isso devem ser usados a régua e o nível de bolha (veja no desenho e. quais são as ferramentas do pedreiro). pois o piso sempre tem alguma irregularidade. espalhando-se uma camada de argamassa no piso com a colher de pedreiro.* Assentando a primeira fiada: Depois de verificada a modulação. para já se saber de antemão qual será a espessura aproximada da camada. deve ter seu alinhamento. 63 . Veja os desenhos (adaptado de MEDEIROS-1993). Cada bloco. depois de assentado. Para isso é conveniente verificar o nivelamento do piso. com a mangueira de nível. no final.

do nível e do prumo. cal e areia. ou uma altura entre 1. como se observa nos desenhos. como mostram os desenhos. Recomenda-se a elevação máxima. podem-se usar argamassas industrializadas e. como mostram os desenhos. executando-se primeiramente o início e o fim de algumas fiadas. a cada 3 ou 4 fiadas. em 3 ou 4 posições ao longo da parede. como você aprendeu. Para o alinhamento das fiadas usa-se uma linha-guia. 64 . A quantidade de argamassa deve ser suficiente para que um excesso seja expelido quando o bloco for pressionado para ficar na posição correta. preenche-se o interior das paredes. num dia. Esse excesso deve ser raspado e pode ser reutilizado. A argamassa deve ser estendida sobre a superfície da fiada anterior e na face lateral do bloco ou tijolo que será assentado. feita na obra com cimento. deve ser escolhido o lado externo.50 m aproximadamente. o nível e o prumo de cada bloco assentado. A técnica vista é a utilizada para o assentamento com argamassa convencional. onde são previamente marcadas as alturas das fiadas. Como já foi dito anteriormente. Ainda que as linhas-guia facilitem bastante o controle do alinhamento. sendo que se a parede for externa. Para o controle das alturas das fiadas do “castelo” deve ser usado o “escantilhão”. Para a conferência escolhe-se um dos lados da parede. O prumo agora deve ser conferido com o fio de prumo. Depois de executados os castelos. de meio pé-direito. fiada por fiada. presa em pequenos pregos fixados nas extremidades de cada fiada. no máximo. nos castelos. que é uma haste de madeira. apoiada no piso. nesse caso.Segunda etapa: elevação Inicia-se pelos cantos. o que se chama “castelo”. ou haste metálica. As fiadas dos castelos servirão de base para o alinhamento das fiadas da parede. deve ser conferida a planeza. A elevação do castelo deve ser feita observando-se a planeza da face da parede (com a régua). o nível e o prumo da parede.20 e 1.

a técnica em que se utilizam bisnagas.as técnicas de assentamento podem ser diferentes. mas seu professor poderá dar mais explicações sobre estas técnicas. 65 . como por exemplo. entre outras. Isso não será abordado nesse curso.

dependendo das dimensões dos ambientes e dos componentes. Há duas formas de se fazer isso. embora bastante eficiente do ponto de vista da rigidez da ligação. feita com produtos elásticos. como mostra o desenho. mais prática e hoje mais utilizada. Essa técnica. pois caso contrário poderá ocorrer uma trinca entre as duas. podem ser adotadas outras técnicas que substituem o encunhamento. o encunhamento deve ser feito somente depois de executada a elevação do último pavimento. ou então uma argamassa com expansor. Dependendo também das definições adotadas no projeto estrutural do edifício. como a fixação (feita somente com argamassa) e a ligação flexível. como pode ser visto no desenho. a cada duas . assentados inclinados e pressionados entre a última fiada e a viga ou laje superior. Para evitar esforços não previstos nas alvenarias. iniciando o encunhamento por este último andar e descendo-se na direção do térreo. Deve ser observado o que está definido no projeto sobre este assunto. é fazer as paredes sem amarração dos componentes (uma encosta simplesmente na outra) e. 66 A outra forma. Detalhes construtivos Ligação entre paredes e entre paredes e pilares: quando há um encontro entre duas paredes de alvenaria deve haver uma ligação entre elas. principalmente em edifícios altos. A primeira é “amarrando” ou cruzando os blocos das duas paredes. que ocorre em paredes de vedações de edifícios de mais de um pavimento que são feitos em estruturas de concreto armado. dificulta a modulação. Podem ser utilizadas também cunhas pré-moldadas de concreto.Terceira etapa: encunhamento O encunhamento é a ligação entre o topo da parede de alvenaria e a viga ou laje de concreto armado que se situam acima. A técnica mais comum é o encunhamento com tijolos comuns.

como se vê nos desenhos.ou três fiadas são inseridas pequenas barras de aço nas juntas. Veja os desenhos. a fim de evitar uma trinca ou fissura entre os dois. dentro da camada de argamassa. ligando as duas paredes. Essa ligação pode ser feita também através de tela metálica. 67 . Também nesse caso costuma-se usar pequenas barras de aço inseridas no pilar e na junta da alvenaria (chamadas também de “ferros-cabelo”). ou a mesma tela metálica citada no item anterior. parafusada no pilar. A ligação também precisa ser feita quando a parede encosta num pilar.

e ter pelo menos duas barras de aço de diâmetro de 5 mm. como é mostrado nos desenhos. Devem avançar no mínimo 20 cm de cada lado do vão. para evitar trincas nos cantos desses vãos. que devem ser feitas em cima e em baixo das aberturas da alvenaria. como vãos de portas e janelas. A altura pode ser de 5 cm. ou mais alta. ou podem ser pré-moldadas na própria obra. As vergas e contravergas podem ser feitas também usando-se o próprio componente da alvenaria (blocos canaletas preenchidos com concreto e com barras de aço no seu interior).Vergas e contra-vergas São pequenas vigas de concreto armado. Fonte: Adaptado de IPT(1998) 68 Fonte: Adaptado de ABCI(1990) . para combinar com a modulação dos componentes.

Usa-se também. Para janelas ou portas de alumínio. a cada 80 cm de altura. no traço 1:3. Janelas e portas de ferro normalmente são fixadas através do chumbamento de grapas do tipo “rabo de andorinha”. aproximadamente. preenchendo-o depois com argamassa de cimento e areia. A fixação das esquadrias é feita parafusando-se os batentes das portas e janelas nestes tacos (veja os desenhos). Neste caso abre-se um pequeno buraco no vão onde será colocada a grapa. atualmente. que já vêm soldadas nas esquadrias. a técnica mais comum é a utilização de tacos de madeira embutidos na alvenaria. Veja os desenhos.Fixação de esquadrias Para a fixação de esquadrias (portas e janelas) de madeira nos vãos da alvenaria. a fixação é feita através de chumbamento ou aparafusamento de marcos na alvenaria e nestes marcos são parafusadas as esquadrias. 69 . a fixação de batentes de madeira com preenchimento do vão entre o batente e a parede com espumas expansoras. e coloca-se a esquadria com a grapa dentro do buraco.

isto pode ser feito sem nenhuma dificuldade. que concentram tubulações hidráulicas.Embutimento de instalações A forma mais tradicional de se embutir as instalações em alvenarias de vedação é através do corte da parede. passando as tubulações na medida em que a parede vai sendo elevada. demarcando-se com precisão os cortes e fazendo-os com disco de serra diamantado. Para evitar desperdícios e perda de resistência da parede é necessário atender às recomendações que se seguem. Basta que o eletricista acompanhe a execução da alvenaria. com posterior preenchimento com argamassa. 70 Fonte: ABCI (1990) . por exemplo. É recomendável também riscar previamente a parede. devem-se usar tijolos comuns em paredes ou trechos de paredes onde serão embutidas as tubulações de maior diâmetro. Veja o desenho. causando grandes rombos na parede. Por isso. que são de pequeno diâmetro e existem em todas as paredes. O chumbamento de caixas para interruptores e tomadas também pode ser feito previamente nos blocos. como mostram os desenhos. por exemplo. Para as instalações elétricas. ao passo que os furados são mais frágeis e costumam estilhaçar. Os tijolos comuns resistem melhor aos cortes. como as de banheiros. Outra solução bastante interessante e que deve ser utilizada é passar as tubulações nos furos dos blocos. como o uso de folgas nas alvenarias. Podem-se também usar alternativas onde se evita o corte das paredes. Assim. os blocos previamente preparados são colocados na alvenaria nas posições correspondentes às caixas de tomadas e interruptores.

ATIVIDADE 13 . no canteiro de obras. a passagem de tubos deve ser feita obrigatoriamente por dentro dos blocos. 71 . uma parede de alvenaria. Anote suas observações. e isto deve estar definido no projeto. Nesses casos.Atenção Em alvenarias estruturais não podem ser feitos cortes para embutimento de instalações.CANTEIRO Você executará em equipe. com a orientação do seu professor.

Além disso. com consistência quase líquida) e que é aplicada na parede de alvenaria ou concreto. como as cerâmicas. Também auxiliam as vedações nas suas funções. em movimentos vigorosos. usados como base para acabamentos de pisos. Serão vistos os revestimentos em três camadas (chapisco. 72 . com o objetivo de protegê-las (garantindo sua vida útil e a do edifício). funcionando como pele.0 metro. emboço e reboco) e em camada única. Antes da aplicação do chapisco Fonte: FILHO. e os contrapisos. REVESTIMENTO EM TRÊS CAMADAS: CHAPISCO. Por isso contribuem também de forma muito importante para as funções do acabamento do edifício. feitas de cimento. Podem ser também internos (de áreas secas e de áreas molhadas) e podem ser externos. utilizados em paredes e tetos. com espessura aproximada de 5 mm e textura bem áspera. com a finalidade de melhorar a aderência (facilidade de colagem) da parede com a camada de revestimento que será feita sobre ela. A B. Os revestimentos podem ser de vedações verticais (paredes) ou horizontais (pisos e tetos). et al (2001) deve-se molhar a superfície da parede. como já foi visto na introdução do livro. a uma distância de aproximadamente 1. aspergindo água com uma brocha. A argamassa do chapisco é colocada na desempenadeira e lançada contra a parede com a colher de pedreiro. que tanto podem ser a base para a pintura ou para aplicação de componentes colados. Nesse tópico serão tratados os revestimentos de paredes e pisos em argamassas convencionais. fazendo-a grudar na parede. são camadas que cobrem as vedações. entre elas a sua aparência final. A aplicação do chapisco deve resultar numa camada fina e uniforme sobre toda a parede. traço 1:3 (uma parte de cimento e três de areia em volume. Os revestimentos podem ser também feitos por argamassas de diversos tipos. cal e areia. os revestimentos também são acabamentos ou parte do acabamento final das vedações. por componentes colados nas vedações (como as cerâmicas) ou por componentes fixados através de outros meios. isto é. EMBOÇO E REBOCO Chapisco É uma argamassa feita de cimento e areia grossa.Revestimentos Revestimentos.A.

isto é. Observe. 73 . as irregularidades são maiores. Para paredes externas pode ter espessuras maiores. garantindo sua durabilidade e estanqueidade. cuidados especiais devem ser tomados. É o emboço também que tem a função de proteger a vedação. como as paredes são mais altas. A espessura do emboço é da ordem de 1 a 2 cm. O emboço é chamado também de “massa grossa”. pois nesses casos. Faça depois da visita um relatório sobre essas diferenças. para paredes e tetos internos. quais são os procedimentos que devem ser tomados para execução desses serviços e no que se diferenciam dos usados para os revestimentos internos. perguntando e esclarecendo com seu professor. O emboço é também a base para assentamento do revestimento cerâmico. conforme será visto na atividade a seguir. outra ocupação deste livro. funcionando como uma capa. que é o trabalho do ladrilheiro. Para isso.Emboço É a camada do revestimento que tem a função de regularizar a parede.ESCREVER Você com sua turma visitará uma obra onde estará sendo executado o revestimento da fachada. tornar sua superfície plana e vertical. que será tratada depois do pedreiro. ATIVIDADE 14 .

com a colher de pedreiro. com distancia máxima entre elas de 2. de forma semelhante ao feito para o chapisco. comprime-se a argamassa na parede com a colher de pedreiro. como será visto mais adiante. vigorosamente. Apesar de mais caras. podendo ser utilizado traço 1:1:6 ou 1:2:9.50 a 2. em movimentos de zigue-zague. todas as taliscas estarão com suas faces aprumadas. que já vem prontas para uso. Após o lançamento.0 m. ou “chapando a massa” Depois de feitas as guias. as taliscas devem ser retiradas. Taliscamento Consiste na fixação de taliscas (pequenas placas de madeira ou cerâmica de aproximadamente 1 cm de espessura) com argamassa nos cantos superiores da parede a ser revestida. Deve ser feita com cimento.0 m entre elas. com distância entre sua superfície e a parede de aproximadamente 1. 74 . cal hidratada e areia. Faz-se o mesmo taliscamento no outro canto da parede. fixam-se outras taliscas abaixo da primeira. que servirão de base para o preenchimento do emboço. Com isso formam-se guias ou mestras verticais em toda a parede. bastando adicionar água na obra. Emboçamento.O emboço deve ser aplicado no mínimo 24 horas depois do chapisco. pois podem ser aplicadas em camada única. Em seguida. vem crescendo o uso dessas argamassas. Sarrafeamento Após o preenchimento de uma pequena área entre duas guias. isto é. Execução das guias ou mestras Depois do taliscamento. A seguir. retirando-se o excesso de argamassa e fazendo com que toda a área fique com a superfície plana e aprumada. com auxílio do fio de prumo. com auxílio de uma linha.5 cm. sem necessidade do reboco. fixam-se taliscas intermediárias entre as das extremidades já feitas. na direção vertical. Assim. O emboço também pode ser feito com argamassas industrializadas. A aplicação do emboço deve ser feita obedecendo os passos a seguir. a uma distância de aproximadamente 80 cm. para melhor fixá-la na parede e retirar bolhas de ar arrastadas no lançamento. no mesmo plano vertical. com distâncias de 1. preenche-se a área entre duas guias lançando-se a argamassa na parede. apóia-se uma régua nas mesmas e raspa-se a superfície preenchida de baixo para cima. preenchem-se com argamassa no sentido vertical os espaços entre as taliscas. A superfície deverá apresentar acabamento áspero. A composição da argamassa do emboço é semelhante à da alvenaria. A argamassa deve ser aplicada comprimindo-a contra a parede com a colher de pedreiro. como mostra a figura. Com a parede previamente molhada. de baixo para cima (essa operação é chamada também de “chapar a massa”). Fixa-se primeiro a talisca superior.

que é uma argamassa industrializada já pronta. completando-se a espessura do reboco. não será feito reboco. com uma segunda camada de argamassa. de baixo para cima. o revestimento normalmente é cerâmico. emboço e reboco) mais a pintura. O reboco deve ser aplicado no mínimo 7 dias após o emboço. conforme mostra o desenho. 75 . camurçado (com desempenadeira revestida com feltro ou esponja). Normalmente aplica-se uma primeira camada. Em áreas molhadas (cozinha. ou raspado. de 2 ou 3 mm. e nesse caso. O acabamento final pode ser liso (feito com desempenadeira de aço). como já foi dito. A argamassa do reboco pode ser feita na obra. formando desenhos e texturas. também chamado “massa fina”. onde a superfície é raspada com pente de aço. Em áreas secas (salas e quartos) usa-se o revestimento em três camadas (chapisco. que é de 5 mm aproximadamente. à qual adiciona-se água na obra. pois a cerâmica será assentada sobre o emboço.Reboco É a camada final do revestimento (também chamada “massa fina”) e tem a função de tornar a superfície sobre o emboço mais lisa. Sobre a superfície do emboço previamente molhada aplica-se a argamassa do reboco com desempenadeira. traço 1:2. Atualmente é comum o uso de reboco “pronto”. banheiro e área de serviço). com cal hidratada e areia fina (areia peneirada). para receber a pintura.

com a orientação do seu professor. Quando se usa o emboço único é provável também que se “gaste mais” com a pintura.ATIVIDADE 15 . Por isso este sistema é utilizado nos casos em que a maior aspereza do revestimento não é tão importante (muros ou paredes de áreas de serviço externas. isto é. emboço e reboco em uma parede de alvenaria. Nesse caso. eliminando-se o reboco e deixando-se a superfície do emboço mais lisa para receber a pintura. é feito somente com chapisco e emboço. para encobrir a maior aspereza da sua superfície. também chamado “emboço único” ou “emboço paulista”. podendo ficar com acabamento liso (alisado com desempenadeira de aço) ou camurçado (alisado com desempenadeira com feltro ou esponja). Para ambientes internos 76 . A aparência final ficará mais grosseira do que quando se usa o reboco porque o emboço possui areia média na sua composição. ou ainda “massa única”. no canteiro de obras. o emboço é desempenado. ao passo que o reboco é feito com areia peneirada. como no caso das fachadas.CANTEIRO Você executará em equipe. REVESTIMENTO EM CAMADA ÚNICA Esse revestimento. por exemplo) ou tão percebida. alisado com desempenadeira. o revestimento com chapisco.

O emboço único também pode ser vantajoso quando é feito com argamassas industrializadas. o contrapiso é necessário nas áreas molhadas (banheiros. com consistência de “farofa”. que pode ser a laje de um pavimento ou um lastro de concreto. ou seja. principalmente no aumento da resistência do conjunto contrapiso + piso.onde a aparência e a lisura das paredes são importantes (salas. aperta-se um punhado de argamassa na mão. como mostra o desenho a seguir. áreas de serviço) onde é preciso dar caimento. Preparação da argamassa A argamassa do contrapiso deve ter traço de 1:3. A argamassa deverá formar um “bolo” sem escapar pelos dedos. além de colaborar nas funções que o piso final deverá cumprir. Sua função é regularizar a superfície para receber o piso de acabamento final. ambientes sociais internos) é mais conveniente usar o revestimento em três camadas. Veja o desenho. Isso faz com que águas lançadas nos pisos desses ambientes sejam direcionadas aos ralos. função semelhante à do emboço para o acabamento da parede. quartos. Para saber se a consistência está adequada. Além disso. uma inclinação no nível do piso. para o acabamento do piso. se for sobre o solo. A espessura média do contrapiso é de cerca de 3 cm. Esses caimentos são dados no contrapiso e são acompanhados pelo revestimento cerâmico aplicado sobre ele. CONTRAPISO O contrapiso é uma camada de argamassa executada sobre uma base. pois elas têm na sua composição areias de granulometria mais fina e dão um acabamento final que é equivalente ao do reboco convencional. 77 . O contrapiso tem. cozinha. de cimento e areia média em volume e deve ser seca.

50 e 2. na quantidade de 0. Polvilhamento com cimento: antes de preencher as guias. Mas atenção: não deve ser feito novo polvilhamento. Taliscamento: fixar taliscas nos cantos do ambiente. deixando as guias com o mesmo nível das taliscas. para depois fazer as guias. Polvilhamento e desempeno: polvilhar a superfície com cimento na mesma quantidade usada para a base (0. que é o modo deixado pela desempenadeira de madeira. com distâncias entre 1. usando para isso a mangueira ou o aparelho de nível. Para isso.5 kg de cimento por m2. de forma semelhante ao feito para o emboço. espalhar a argamassa na área entre duas guias e em seguida compactá-la. deve ser feito um último alisamento da sua superfície com desempenadeira de aço.ARGAMASSA FAROFA Não pode “escapar pelos vãos dos dedos”. (Fonte: BARROS. o acabamento do contrapiso deve ser áspero. compactar as guias com compactador de madeira. deixando o piso com o mesmo nível das guias. com espessura entre sua superfície e a base de aproximadamente 2. Em seguida. fixar taliscas intermediárias. Após o preenchimento. Se o revestimento final for cerâmico. Após a compactação sarrafear a área com régua. devendo ser removidos todos os restos e crostas de argamassa ou concreto eventualmente existentes. se necessário. deixando-as niveladas.5 cm no ponto mais baixo. Se o revestimento final for do tipo carpete. 1995) Execução do contrapiso Limpeza: A base deve estar completamente limpa e lavada. Execução das guias: preencher com argamassa o espaço entre duas ou mais taliscas que estiverem na mesma direção. polvilhar a base com cimento. pode ser necessária uma superfície mais lisa do contrapiso. 78 . Enchimento do piso: após a execução das guias.5 kg/m2) e alisá-la com a desempenadeira de madeira. usando ponteiro e marreta.00 m entre elas.

DESENHOS DA SEQUÊNCIA DA EXECUÇÃO DO CONTRAPISO (Fonte: Adaptado de BARROS. 1995) 79 .

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82 .

2001).. derivado do substantivo kéramos. Mas para chegar lá é preciso trabalhar e aprender bastante. ou retangulares. O ladrilheiro entra na etapa do revestimento que. 2000). e tem o mesmo significado de ladrilho. ou azulejos. quanto também tijolo (Rosa e Guimarães.que significa isso? Paulina: Exímio significa alguém que é craque num certo assunto: um exímio ladrilheiro é alguém que entende bastante desse ofício de assentar ladrilhos. o Ronaldinho não pode ficar só jogando bola não. Pedrito: É como se ele fosse um Ronaldinho do ladrilho? Paulina: É isso mesmo.. pelo menos... Você vê. O termo azulejo também vem do espanhol azulejo. Pedrito: Exímio assentador. Ladrilheiro. corresponde ao azulejista. como já vimos. Azulejo foi o nome pelo qual foram chamadas as primeiras placas cerâmicas.. O adjetivo cerâmico vem do grego keramikós.. Ele entra na fase do Revestimento. a palavra cerâmica vem do grego kerameía. Portanto. ladrilhador ou azulejista é quem assenta ladrilhos. O ladrilheiro é visto também como um pedreiro qualificado. 83 .Introdução A palavra ladrilheiro vem provavelmente do espanhol ladrillo (fala-se ladrilho). E a técnica da produção cerâmica vem também da expressão grega tekné keramikós (Murachco. Talvez ele não precise ser um exímio assentador de tijolos. mas ele deve saber. em português. ou o lugar de cada profissional na construção. Isso significa que o ladrilheiro deve saber um mínimo de coisas essenciais que envolvem o mundo do pedreiro. feitas de cerâmica cozida... ladrilheiro. derivado do árabe. em algumas regiões. qual é a atribuição. Vamos ver primeiro onde entra o ladrilheiro na obra. lembra? Pedrito: Lembro sim. para ser um dos melhores jogadores de futebol do mundo. que significa tanto o nosso ladrilho. que significava vaso de barro cozido usado à mesa Depois veremos isso. Pedrito: Cerâmica cozida? Paulina: Sim.... o Revestimento é a pele da construção. é uma (ou mais de uma) camada executada sobre as vedações (paredes e pisos). ou azulejos. que são essas peças geralmente quadradas.

. Então para ser bom numa coisa só tem de ser bom em muitas outras coisas ao mesmo tempo? Paulina: Tem. Pois se todos os jogadores e o técnico não estiverem falando uma língua mais ou menos comum. onde cada peça sabe a hora de entrar no jogo. também. Mas se o pedreiro não for caprichoso.. E nesse caso do Ronaldinho. quando ele foi jogar no Japão. E então o Ronaldinho está ajudando também nisso... Pedrito: Embaixador é quem sabe fazer mais de cem embaixadas.. Ser embaixador significa. que é a Organização das Nações Unidas.. o ladrilheiro deve ser alguém que se preocupe bastante com a limpeza e os detalhes. recentemente. E como você sabe.. uma atrás da outra? Paulina: Não é só isso. um quebra-cabeças. ser um representante.. para que eles façam da melhor forma possível as suas próprias funções. ele compartilha os recursos comuns e ajuda todos os outros. Ou seja. a situação mais grave da fome e da miséria no mundo se encontra na África. que joga na Alemanha. Pedrito: Então o pedreiro pode ser menos caprichoso do que o ladrilheiro? Paulina: De jeito nenhum! Isso significa apenas que o trabalho do ladrilheiro vai aparecer bastante para o usuário. como todos devem ser.Pedrito: Não?!. A construção é como um jogo. o Ronaldinho precisa saber falar muito bem o espanhol. Pedrito: Puxa.. E em vez de atrapalhar as jogadas dos outros colegas da sua equipe. É um trabalho mais de superfície. uma espécie de embaixador da ONU. Pedrito: Caprichoso?. Paulina: Não. o resultado do trabalho do ladrilheiro é um daqueles que aparecem mais.. Para poder jogar bem na Espanha. sim.. quando a obra acaba. Mas ela esconde toda uma série de vários trabalhos anteriores. ou ficam mais à vista. ele é um representante da ONU para atuar em eventos e acontecimentos ligados à resolução do problema da fome no mundo. não. é um exímio falador de alemão.. Outra característica importante do ladrilheiro é que ele entra na etapa final. E o Zé Carlos. ou o cliente. os defeitos do seu trabalho vão dificultar o 84 . de acabamento da obra. Isso significa que o ladrilheiro deve ser alguém muito caprichoso.. o jogo não vai começar bem. Paulina: É. O Zico teve que aprender a falar japonês. O próprio Ronaldinho se tornou.. que é uma língua bastante difícil.

né?. 85 . Patologia é um termo médico que significa o estudo das causas das doenças. ele precisa saber quais são as causas dos problemas. Em qual etapa da obra entra o trabalho do ladrilheiro? 2. para corrigi-los corretamente. Porém. Pedrito: Manutenção. O ladrilheiro que conhece apenas o seu trabalho é um bom ladrilheiro? Explique por quê. Assim.. entendeu? Pedrito: Acho que sim. E na ocupação Reparador serão tratados os assuntos relacionados com a patologia das construções.. Paulina: O ladrilheiro tem também um papel ativo na execução e na manutenção da obra. o ladrilheiro trabalha para fazer uma obra nova e também para consertar ou reparar alguma coisa relacionada a revestimentos cerâmicos que se encontra defeituosa. manutenção é o reparo. Este campo de conhecimentos chama-se patologia das construções.ESCREVER Responda às seguintes perguntas: 1. patologia das construções significa o estudo das “doenças” ou problemas que podem afetar os edifícios. para poder fazer bem a sua parte..trabalho do ladrilheiro. Paulina: É isso aí. para fazer isso. Na ocupação do ladrilheiro serão tratadas as atividades relacionadas com a execução dos revestimentos cerâmicos.. Assim. ATIVIDADE 16 . e como podem ser tratadas. já sei. Então o ladrilheiro deve saber como receber o trabalho do pedreiro.

comprimento. 18 centímetros. Metro articulado de 2 metros. Esquadro. Durante a Preparação e a Aplicação da Argamassa Colante Colher de pedreiro de 9 polegadas.RELAÇÃO DE EQUIPAMENTOS USADOS PELO LADRILHEIRO Durante a Verificação e a Preparação da Camada de Regularização Prumo. largura. Caixa para a preparação da argamassa colante com as seguintes dimensões: profundidade. Régua de alumínio de comprimento de 70 a 80 centímetros. 55 centímetros. Trena de 5 metros. Mangueira de nível. 86 . 70 centímetros. ela deve estar apoiada sobre pés de 70 centímetros de altura. Régua de alumínio 15 centímetros menor do que o pé direito do pavimento.

devidamente afiada. Desempenadeira de aço dentada. sem o arremate de ferro na ponta do cabo. Cortador mecânico de vídea. com dimensões dos dentes de 8x8 milímetros. Colher de pedreiro pequena. Torquês pequena. 87 . Lima triangular de 30 a 40 centímetros.5 milímetros). com o cabo fechado de ambos os lados. de 35 centímetros por 80 centímetros de comprimento.Balde para o transporte da água para o amassamento. Rodo pequeno para aplicar o rejunte. Pano para limpeza. Furadeira e serra-copo. Torquês média. com o cabo fechado de ambos os lados. afastados um do outro em 6 milímetros (para produzir camadas de fixação com espessura de até 2. Desempenadeira de aço dentada. Serra elétrica com disco diamantado.5 milímetros). Placa de madeira compensada. Durante a Preparação e a Aplicação dos Revestimentos Cerâmicos Riscador com broca de vídea de ¼ de polegada. Espátula de uma polegada. afastados um do outro em 8 milímetros (para produzir camadas de fixação com espessura de até 3. com dimensões dos dentes de 6x6 milímetros.

88 .O que é o revestimento cerâmico Os revestimentos cerâmicos são compostos por uma camada de regularização (chamada base). Este conjunto é executado sobre uma parede de alvenaria ou concreto (chamado substrato). quando o pavimento é térreo. a camada de regularização é chamada de contrapiso. No caso do revestimento de pisos. como pode ser visto na figura a seguir (EPUSP). uma camada de acabamento (formada pelas placas cerâmicas) e as juntas. uma camada de fixação. e o substrato é uma laje de concreto ou um lastro de concreto executado sobre o solo.

as placas (cerâmicas) e o substrato (alvenaria e concreto). Outra função importante da base é servir de “amortecedor” entre as diferenças de movimentação entre o substrato e o revestimento cerâmico.. Ainda que a parede tenha sido bem feita. mantendo a integridade do conjunto. que dificultam a fixação das cerâmicas diretamente na mesma.A Camada de Regularização.veja a explicação no box. aguenta os esforços decorrentes dessa diferença. que hoje em dia é a forma recomendada e mais utilizada. sempre há irregularidades ou imperfeições na sua superfície. Os edifícios se movimentam e uma das causas disso é a variação de temperatura (dilatam ou “espicham” quando está calor e contraem ou “encurtam”. A camada de regularização compõe-se de chapisco e emboço. Caso assentássemos a cerâmica diretamente no substrato. ou base: é executada sobre o substrato (parede de alvenaria/concreto ou laje/lastro) e tem como função tornar a superfície regular. aprumada e nivelada. ela absorve. É a mesma coisa? Paulina: Mais ou menos. a base é necessária. função que somente a cerâmica não consegue cumprir. Pedrito: Já ouvi falar de amortecedor em carro. Como a base fica entre as duas. Falaremos mais sobre ela daqui a pouco. Portanto. que é uma atribuição do pedreiro. se movimentam de forma diferente entre si. quando faz frio). 89 . no caso do revestimento cerâmico. As ações e esforços também causam movimentações. como já foi visto nas atividades básicas) ou pode ser feita com argamassas colantes. né? Paulina: Não. ou seja. o ladrilheiro vai entrar após o pedreiro ter terminado este trabalho. Pedrito. como já foi visto. E mesmo que a parede estivesse praticamente perfeita. Pode ser feita com argamassas convencionais (feitas na obra. ou seja. pois contribui para proteger o substrato (não deixando passar água por exemplo). Pois bem. Pedrito: Isso só quando a parede está mal feita. ela poderia se soltar com o tempo. e é somente sobre o trabalho do ladrilheiro que falaremos aqui. por serem de materiais e espessuras diferentes.. Camada de fixação: é composta de uma argamassa que tem a função de fixar a placa cerâmica sobre a base.

essas juntas devem ser mantidas. devem ser executadas e preenchidas com material apropriado. e a durabilidade. a elevada resistência superficial. e é o espaço que é deixado entre as placas cerâmicas. uma teoria sobre os objetos belos feitos pelos homens. acomodar a movimentação entre as placas cerâmicas e entre estas e a base. A aisthesys. que pode ser traduzido como Sensibilidade. até significar apenas uma Teoria da Arte. A partir do Século 20 verificamos um forte movimento cultural no Ocidente. tornando-o mais bonito e agradável de se ver. agradável de se ver. torná-los mais bonitos. Apresentam-se também em grande diversidade de cores e desenhos. As juntas estruturais e de controle são feitas respectivamente na estrutura e na base. na Alemanha. chuva. ou seja. era a capacidade de perceber tudo aquilo que fosse. A junta de assentamento é específica do revestimento cerâmico. As juntas de assentamento ajudam a compor o desenho do revestimento cerâmico. Belo e Verdadeiro. Depois disso o sentido da palavra foi se restringindo mais ainda. etc. com uma aparência mais vistosa. permitir desenhos que valorizem esteticamente o revestimento. Estética é uma palavra derivada do grego aisthesys. pois para os gregos essas três coisas eram inseparáveis. como por exemplo: paredes de banheiros que recebem umidade. A partir do Século 18. Os revestimentos cerâmicos têm como principais vantagens a impermeabilidade e a facilidade de manutenção e limpeza. Existem três tipos de juntas: a junta estrutural. Na execução do revestimento cerâmico. a junta de controle e a junta de assentamento. a palavra estética passou a significar uma Teoria do Gosto. conservando a sua aparência mesmo em duras condições de exposição. ou seja. de cozinhas que recebem gordura. 90 . paredes de fachadas de prédios. ao mesmo tempo. As juntas de assentamento são necessárias para: acomodar as variações de dimensões entre as placas cerâmicas e permitir o alinhamento entre juntas verticais e horizontais. para os gregos. uma teoria sobre as coisas belas que somos capazes de perceber na Natureza e nos objetos feitos pelos homens. Bom. normalmente de alguns milímetros. isto é. isto é. como veremos mais adiante. Juntas: as juntas são divisões do edifício e da camada do revestimento. que recebem sol. no sentido de se resgatar o antigo significado grego desta palavra.Camada de acabamento com placas cerâmicas: têm a função de impermeabilizar e proteger as vedações das ações internas e externas. como será visto a seguir. contribuindo para valorizar esteticamente os edifícios.

ATIVIDADE 17 .ESCREVER Responda à seguinte pergunta: Quais são os componentes de um revestimento cerâmico? 91 .

isto é. enquanto o termo ladrilho é mais empregado para pisos. ou vidrada. de espessura relativamente fina. Quando secos apresentam coesão.Os materiais do revestimento cerâmico AS PLACAS CERÂMICAS As placas cerâmicas são os principais componentes do revestimento cerâmico. inorgânicos (sem presença de material de origem animal ou vegetal). que apresentam boa plasticidade quando úmidos. isto é. que além de ter função decorativa. as placas cerâmicas são peças quadradas ou retangulares. Hoje em dia essa nomenclatura está sendo superada. podem ser moldados em diferentes formas. como será visto a seguir. Placas são peças planas em que as dimensões de largura e altura predominam sobre a espessura. funciona como impermeabilizante. 92 . os torrões feitos de argila dificilmente podem ser moídos por pressão dos dedos. cujos grãos máximos são inferiores a 0. Apresentam normalmente uma face esmaltada. Assim. 1998). a altas temperaturas. tanto para paredes quanto para pisos. No Brasil chamam-se tradicionalmente de azulejos as placas cerâmicas para paredes. Argilas são tipos de solo natural (solo natural é o que chamamos comumente de terra). e passam por um processo de cozimento em forno. Suas propriedades devemse basicamente ao pequeno tamanho de suas partículas. chamado sinterização. São feitas de argila com adição de outras matérias-primas. bem lisa.005 mm (PETRUCCI. que lhes confere as propriedades que as tornam excelentes materiais de acabamento.

Há mais de dois mil anos foram empregadas em revestimentos de piscinas e paredes de banhos romanos. A função das folhas é facilitar o manuseio e o assentamento das placas. Os portugueses. dividida em grupos. principalmente a elevação da sua resistência e da sua impermeabilidade. PEQUENA HISTÓRIA DOS REVESTIMENTOS CERÂMICOS As excelentes propriedades dos materiais cerâmicos para revestimento foram descobertas há milênios. As pastilhas podem ser de porcelana ou de vidro. com origem provável no Oriente Médio. podendo ou não ser esmaltadas. Egito e China. vai organizar um mostruário de placas cerâmicas.LABORATÓRIO Sua classe.Sinterização é o processo químico pelo qual as partículas sólidas de um material se juntam. fizeram muitas construções no Brasil usando azulejos para compor desenhos em fachadas de edifícios administrativos e religiosos. Cada grupo trará amostras de placas de um determinado tipo. ainda que inferior à de fusão. pelo efeito do aquecimento a uma temperatura bastante elevada. difundindo-os no mundo inteiro. existindo registros anteriores também na Grécia. As pastilhas são placas cerâmicas de pequenas dimensões — normalmente até 50x75 mm — e são agrupadas e coladas em folhas de papel impermeabilizado ou telas. 1999). ATIVIDADE 18 . Isto acarreta uma grande alteração nas propriedades do material.MA 93 . tendo em vista seu tamanho reduzido. Fachadas em azulejo português (cidade do Porto) em São Luís do Maranhão . (MEDEIROS. Os países ibéricos (Portugal e Espanha) foram grandes impulsionadores do uso dos revestimentos cerâmicos. pois são utilizados há pelo menos três mil anos. na época da colônia. conforme a orientação do professor.

Assim. é a capacidade de absorção de água. melhor é a sua qualidade. Ocupa atualmente o quarto lugar em produção. etc. Os processos de produção e os produtos finais. manilhas (tubos). As normas brasileiras utilizam o termo revestimento cerâmico para designar todos os produtos feitos de argila e outras matérias-primas inorgânicas. 1998 . quanto menor é a absorção de água. são mais simples. A partir daí. resultando normalmente em produtos de melhor qualidade. 94 A tabela a seguir apresenta a classificação das cerâmicas para revestimento de acordo com essa propriedade. que dá a coloração avermelhada. tem crescido continuamente a produção e o uso dos revestimentos cerâmicos em todo o mundo. telhas. com os avanços tecnológicos que têm ocorrido nesse campo. por exemplo. Os de cerâmica vermelha são assim chamados por terem como matéria-prima a argila com óxido de ferro. pois. que era artesanal. quanto menos porosa é a cerâmica. São exemplos de materiais desse tipo os tijolos. a propriedade mais utilizada atualmente para classificar as cerâmicas. em geral. que dominam mais de 80% do mercado mundial. passou a ser feita em escala industrial. não se deve mais fazer essas distinções entre cerâmica vermelha ou branca. Em exportação os países líderes são Itália e Espanha. lajotas cerâmicas. Suas cores não dependem da matéria prima utilizada. e seus processos de fabricação são mais avançados. também pertencem a este grupo. conforme definido na normalização brasileira. quando a produção.Mas o uso da cerâmica como revestimento adquiriu importância em escala mundial a partir do final do século passado. e entre ladrilho e azulejo. Os tradicionais ladrilhos cerâmicos. isto é. liderança essa conquistada pelo domínio da mais avançada tecnologia atualmente existente nessa área. Tem também crescido nos últimos anos a participação do Brasil como exportador A maior parte das indústrias brasileiras de cerâmicas para revestimentos encontra-se no Estado de Santa Catarina. CLASSIFICAÇÃO DAS PLACAS CERÂMICAS Costuma-se classificar tradicionalmente os materiais cerâmicos na construção civil em dois tipos: os de cerâmica vermelha e os de cerâmica branca. que é o maior produtor do país. SANTOS. as louças sanitárias e os azulejos (PETRUCCI. pois podem ser definidas por adição de corantes. a princípio. Neste grupo estão incluídas. 1975). Apesar desta classificação tradicional ainda ser usada. tanto para paredes quanto para pisos. de cor avermelhada. . Os de cerâmica branca utilizam misturas de argilas com outras matérias primas. O Brasil vem se destacando mundialmente como país produtor de cerâmicas para revestimento. Itália e Espanha. ficando atrás apenas da China (maior produtor mundial).

Resistência ao manchamento: indica a facilidade de remoção de manchas. ou sem necessidade de lavagens freqüentes (paredes de banheiros residenciais sem chuveiros. Para fachadas. ou média são recomendados para pisos ou para paredes que recebem muita umidade. por exemplo). 2003 Em geral os produtos com absorção quase nula. são recomendados produtos com absorção de água máxima de 6 %. podem ser utilizados os produtos de absorção mais alta. como por exemplo em laboratórios químicos. cal hidratada e areia. conforme a tabela seguinte: Nota: a norma brasileira define os ensaios (testes) que devem ser feitos para se definir a classe da cerâmica. pois nesses casos o critério que acaba pesando mais é a estética.Fonte: PCC/EPUSP. Prensada ou extrudada: diz respeito à forma como são conformadas (moldadas) no processo de produção industrial. baixa. 2003 As classes com maior facilidade de remoção de manchas devem ser preferidas em ambientes onde há possibilidade de contato com produtos que podem manchar o revestimento. isto é. de cimento. por exemplo. A Argamassa de Fixação A argamassa de fixação das placas cerâmicas pode ser: tradicional. As outras classificações que também são feitas para designar as placas cerâmicas são: Esmaltadas e não esmaltadas: referem-se à presença ou não da superfície vidrada na face exposta. seme- 95 . feita na obra. Fontes: NBR 13817 e PCC/EPUSP. Já para paredes de ambientes internos sujeitos a pouca umidade.

Quanto maior o número. Os tipos I. já é comprada pronta. 96 . em forma de pó. agregados finos (tipos de areias bem finas) e aditivos químicos. ACII. o método de aplicação é muito mais fácil e limpo do que o tradicional. É sobre esse material que falaremos a seguir. não provoca tensões de retração. tornando o assentamento mais rápido e de melhor qualidade. COMPOSIÇÃO E TIPOS DE ARGAMASSAS COLANTES As argamassas colantes compõe-se de uma mistura de cimento portland. III e III-E são definidos em função das condições da obra. melhor a qualidade (melhor aderência. ensacada. do tipo argamassa colante. II. Estes aditivos são em geral resinas orgânicas (colas).lhante à utilizada para execução do emboço. 2003): proporciona melhor aderência (a cerâmica fica mais bem “colada”) do que as argamassas convencionais. A norma brasileira define quatro tipos de argamassas colantes: AC I. e isto decorre das seguintes vantagens que apresenta em relação à argamassa tradicional (PCC/EPUSP. AC é a abreviação de argamassa colante. Tensões de retração são esforços causados pela diminuição de volume da argamassa de fixação quando endurece. também chamada de cimento colante. Quando a retração da argamassa é muito elevada. Este é o material atualmente mais utilizado no Brasil para fixação de placas cerâmicas. por exemplo). como é mostrado na tabela abaixo. bastando ser misturada com água na obra para ser utilizada. como já foi visto no pedreiro. quando empregada com as espessuras recomendadas. ACIII e AC III-E. que hoje em dia é o tipo mais utilizado e recomendado. A Argamassa Colante A argamassa colante. é um produto industrializado composto por uma argamassa pré-dosada isto é. O tipo de resina orgânica define o tipo de argamassa colante e determina a qualidade da argamassa colante. pode ocorrer o trincamento e/ou descolamento das placas cerâmicas.

principalmente a qualidade e a uniformidade das dimensões. Lembre-se que esses critérios devem ser usados conjuntamente com os outros. as juntas em diagonal e em amarração estão voltando ao uso. No item seguinte – execução dos revestimentos cerâmicos – será explicado como é feito o assentamento com a argamassa colante. Tipos de Arranjos de Juntas: em Diagonal. em função do tamanho da placa cerâmica. após a aplicação da argamassa sobre a base. são apresentadas na tabela a seguir as espessuras de juntas recomendadas. Outro critério importante é o tamanho da placa cerâmica. quanto melhor a qualidade da cerâmica. menor pode ser a espessura da junta. A título de sugestão. As juntas a prumo são as mais utilizadas.pdf A espessura das juntas deve ser definida em função do tipo de placa cerâmica utilizada. quanto maior a sua dimensão.br/alunos/material/MilitoC013/Revestimentos. Em geral. Fonte: PCC/EPUSP. que trata da execução do revestimento e da aplicação da argamassa. Isto será melhor explicado no próximo tópico. AS JUNTAS DE ASSENTAMENTO Já vimos no início o que são as juntas de assentamento e para que servem. 2003 97 . pois dão menos cortes. a Prumo e em Amarração http://www. sendo usuais os arranjos: em diagonal.facens. O desenho das juntas pode ser definido de várias maneiras. por serem de mais fácil execução e acarretarem menor perda de materiais. Entretanto. a prumo. maior deve ser a junta.O tempo em aberto é o tempo máximo em que a as placas cerâmicas devem ser assentadas. Em geral. e em amarração. em função da valorização estética que podem propiciar.

suportando melhor as movimentações do revestimento cerâmico. Explicaremos como aplicar o rejunte quando tratarmos dos procedimentos de execução dos revestimentos cerâmicos.Para garantir a uniformidade da espessura das juntas é recomendado o uso de espaçadores. feito à base de cimento branco. o rejunte flexível é mais impermeável. que o torna mais elástico. Ambos podem ser feitos na obra ou comprados prontos. resultando em maior proteção do revestimento e maior resistência à criação de fungos (bolor). bastando ser misturado com água para ser utilizado. sob a forma de pó. como será visto no tópico referente à execução. pela disponibilidade que existe no mercado de produtos deste tipo. e não a argamassa feita na obra? 98 . O rejunte pode ser de dois tipos: rígido ou flexível. O rígido é o tradicional. material usado para vedar as juntas de assentamento. Para fachadas. é mais recomendado o uso do rejunte pronto. Atualmente. O flexível possui produtos químicos (resinas) na sua composição. tem maior confiabilidade quanto ao seu desempenho. Além disso. pois além da facilidade de aplicação. ATIVIDADE 19 . por exemplo. O rejunte. são recomendados os rejuntes flexíveis. Pode ser fabricado na própria obra ou pode ser adquirido pronto. consiste numa pasta ou argamassa à base de cimento branco.ESCREVER Responda à seguinte pergunta: Quais são as vantagens de usarmos a argamassa colante industrial.

Numa obra grande. sobre uma superfície plana. é importante conhecer alguns dos critérios que elas utilizam. o material é sempre recebido pelo almoxarifado. pois a data de fabricação e o lote devem constar da embalagem.A execução dos revestimentos cerâmicos A COMPRA. Elas devem ser protegidas da umidade e do sol. o papel do almoxarife. As caixas destes produtos devem ser empilhadas até uma altura máxima de um metro e meio. Em segundo lugar. no caso das argamassas. isto deve ser feito por profissionais e empresas especializadas. na obra. de acordo com a norma brasileira. Em obras menores não existe essa figura do almoxarife. tamanho das peças. muitas vezes estes materiais podem ser estocados nos próprios ambientes próximos daqueles que serão revestidos. buracos e outros. e longe de tetos e paredes. Receber um material é receber. Embora o ladrilheiro não participe diretamente desse processo nestas empresas. Devem ficar em local fresco e seco. com as informações que ele encontra nas embalagens dos produtos. E como o serviço do ladrilheiro quase sempre acontece na fase final da obra. ou outras). É o almoxarife o profissional que confere as especificações do projeto. que podem servir como orientação geral. Essas compras são chamadas compras técnicas. se as datas de vencimento estão compatíveis com os prazos de execução dos serviços. pois seguem procedimentos que visam garantir a qualidade dos materiais adquiridos. Em primeiro lugar. etc. pois é muito fácil furtar este tipo de material. obrigatoriamente.. como o modelo e as cores. o material que compramos. obedecendo às especificações definidas no projeto. as quantidades e lotes. como trincas. é muito importante a escolha de fabricantes considerados idôneos e que seguem processos e controles de qualidade que eliminam pelo menos os defeitos grosseiros de fabricação. No caso das peças cerâmicas e da argamassa colante. O RECEBIMENTO E O ESTOQUE DOS MATERIAIS A compra dos revestimentos cerâmicos nas obras que são feitas por empresas construtoras é feita pelos seus departamentos de compras. Devemos ter uma precaução quanto à segurança. Então o ladrilheiro precisa fazer também. ambientes agressivos. não devemos deixá-las no tempo. é importante garantir a especificação correta dos materiais a serem comprados. É importante ainda garantir que todas as placas cerâmicas a serem utilizadas sejam provenientes do mesmo lote (ou da mesma “fornada”) pois isso garante a uniformidade nas cores e dimensões. Principalmente em situações onde os revestimentos serão mais exigidos (como fachadas. podendo seguir estas mesmas orientações. além do seu próprio papel de ladrilheiro. Estocar ou guardar o material recebido também é uma atribuição do almoxarife. Ele verifica também. 99 . Esse controle pode ser feito no recebimento.

a gente não pode nem querer iniciar o serviço.. agora que nós já temos aqui todos os materiais.. já pensou se chega a hora de um deles entrar em cena. mas só podem ser usados para edifícios baixos. Embora sejam os mais utilizados. num tá vendo? O leitor também já deve ter visto. Paulina: Viu. ó... Pedrito: É verdade. Pedrito: Até agora eu não vi aqui nenhum equipamento. e através de um sistema de catracas estas plataformas. botas de borracha. Eles estão todos aqui. que pode ser usado em edifícios altos.. né? Os primeiros equipamentos com os quais o ladrilheiro deve se preocupar são os seus equipamentos de proteção individual (EPI’s): luvas de borracha. suportando os trabalhadores. embora venha crescendo seu uso. capacete de plástico e óculos. geralmente montadas na própria obra.. Os equipamentos para trabalhos em fachadas Para se revestir as fachadas das construções mais altas são usados andaimes chamados balancins. Os balancins são espécies de plataformas suspensas. sim. e também todos os equipamentos. 100 .. sobem ou descem conforme se enrolam ou desenrolam os cabos presos na plataforma.. é ainda uma novidade no Brasil. vai atrasar e bagunçar toda a obra. pois se nós não tivermos todos os materiais e todos os equipamentos necessários. que são apoiados no solo.. Mas nós vamos agora apresentá-los na medida em que nós formos precisando deles. são mais seguros e permitem maior mobilidade.. podem ser considerados equipamentos rudimentares. Os andaimes chamados de fachadeiros. Por isso apareceram para o leitor logo no início da ocupação.OS EQUIPAMENTOS Paulina: Bom.. e ele ainda nem chegou no estúdio de filmagem? Paulina: Pois é. se o diretor do filme não contar com a presença de todos os atores. O andaime fachadeiro móvel. São suspensas por cabos presos em vigas instaladas no topo do edifício. antes de começar o filme.. ou na medida em que eles forem entrando em cena como se eles fossem os atores de um filme. antes.

. Paulina: Pedrito... Por quê nós não devemos estocar os ladrilhos e a argamassa colante em locais úmidos. hein?. Então os procedimentos iniciais de limpeza da base são os seguintes: 101 . acho que são umas pedrinhas. nos itens anteriores. que que é isso aqui. que nós vamos assentá-los sobre a camada de regularização. para garantir a aderência da camada de fixação... Pedrito: Isso?.. Esta base deverá estar completamente limpa. sei lá. quando for assentar uma cerâmica no piso ou na parede. Paulina: Mas... Pedrito. Quais são os equipamentos de proteção individual que o ladrilheiro deve usar? Descreva qual é a necessidade do uso de cada um deles. Já vimos. exigem uso de cinto de segurança. ou no sol? 2... seja qual for o tipo de andaime. ATIVIDADE 20 . aqui no chão. ou base.. A LIMPEZA INICIAL A Limpeza é a primeira coisa em que a gente deve prestar atenção.ESCREVER Responda às seguintes perguntas: 1..ATENÇÃO Trabalhos em fachadas. ou camada colante. assim a gente não pode nem começar o serviço.....

Eflorescências são certos tipos de sais que na presença da água são transportados até a superfície das placas cerâmicas, ou da camada de regularização, ou por ali afloram, deixando as superfícies esbranquiçadas e prejudicando a aparência do revestimento. Para remover partículas soltas e resíduos de argamassa nós usamos lixa, escova de piaçava ou de aço, ou ainda jato de água com pressão moderada. No caso de graxa ou óleo você pode usar uma solução diluída de soda cáustica, ou então um detergente adequado. Não se esqueça de lavar depois a superfície com bastante água. E aquelas partículas que estejam meio grudadas na base você pode ir raspando com a espátula ou a talhadeira. Manchas de bolor ou fungos podem ser removidas com uma solução de hipoclorito de sódio, ou água sanitária. Tudo isso deve ser feito com cuidado, para não estragar a base. Antes de aplicar um produto químico sobre a base, molhe-a bem, para evitar que a superfície absorva o produto, e assim fique danificada. Quando houver a lavagem da base esta deverá estar completamente seca, antes de ser aplicada a argamassa colante.

A VERIFICAÇÃO DA PLANEZA (OU PLANURA) E DA TEXTURA
DA CAMADA DE REGULARIZAÇÃO

Não deverá haver imperfeição na planeza da base que seja superior a um desnível de 3 milímetros, verificado com a passagem de uma régua de dois metros de comprimento em todas as direções do painel a ser revestido. Esta verificação também precisa ser feita usando-se o fio de prumo, no caso das paredes, e a mangueira de nível, no caso dos pisos. No caso dos pisos, é preciso verificar também o caimento das águas em direção aos ralos e coletores pluviais (que conduzem as águas de chuva), onde estes existirem. Apesar da execução da camada de regularização, ou da base, ser uma tarefa do pedreiro, e não, propriamente, do ladrilheiro, em casos de pequenas imperfeições o próprio ladrilheiro pode corrigir o defeito. Por exemplo: em situações localizadas onde o desnível não é muito superior a 3 milímetros, a correção pode ser feita aplicando-se uma fina camada da própria argamassa colante no local. Quando houver necessidade de alguma correção do emboço, ou do contrapiso, deve-se esperar pelo menos 14 dias, no caso das paredes e pisos externos, para uma cura completa desta camada, antes de se iniciar os serviços de assentamento das cerâmicas. Para paredes e pisos internos deve-se esperar no mínimo 7 dias. Isso é necessário para garantir a cura e também para acomodar eventuais movimentações entre o substrato [que é a parede de blocos ou tijolos ou o lastro de concreto ou a laje] e a camada de regularização.

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Para verificar o prumo do emboço em fachadas ou paredes externas, mai-

or cuidado ainda deve ser tomado, pois em edifícios muito altos um desnível em alguns pavimentos pode comprometer as funções e a aparência de toda a fachada. Nestes casos devem ser descidos vários prumos para verificação, recomendando-se distância máxima de um metro e meio entre eles.
ATIVIDADE 21 - ESCREVER

Você, com sua classe, fará uma visita técnica a uma obra em fase de revestimento, acompanhado pelo seu professor. Observe como é feita a verificação do prumo da fachada e tire as dúvidas com seu professor. Faça um resumo da execução desse serviço e entregue-o ao professor para correção.

Definindo os Painéis do Revestimento Os painéis de revestimento são trechos contínuos de superfície a serem revestidos, também chamados panos. Para pisos internos, um banheiro, por exemplo, correspondem ao ambiente inteiro. Nas paredes internas estes painéis são definidos normalmente pelas quebras dos planos destas paredes (trechos entre quinas). Nas paredes externas, ou nas fachadas, os painéis são definidos pelas superfícies contínuas entre as juntas horizontais e verticais, ou, como no caso das paredes internas, pela quebra de continuidade da fachada, como quinas, vigas e pilares aparentes ou salientes, etc. Galgamento dos Painéis O galgamento é a marcação, no painel, de pontos de referência de prumo, nível e das linhas de assentamento das fiadas. Esse pontos são definidos tendo como base o início e final da 1a. fiada do painel, tomando-se o cuidado de observar os encontros com batentes e contra-marcos de janelas, que servem como referência de prumo. A marcação dos pontos pode ser feita riscando-os no emboço ou assentando-se placas cerâmicas nestes pontos. As linhas de referência para o assentamento das fiadas podem ser feitas riscando-as no emboço, ou através de linhas de nylon presas através de pregos ali fixados.

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Fazendo o galgamento, ou marcando no emboço as referências do painel
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Nas paredes de ambientes internos, precisamos saber se há forro falso, ou não. Quando não há, nós devemos considerar que a primeira fiada horizontal, junto ao teto, é composta de peças inteiras, e se houver algum arremate, ou uma última fiada horizontal de peças cortadas, esta fiada deve ser a que encontra com o piso, em baixo. Mas se houver forro falso, o que é mais comum, não é preciso cortar peças, pois o sentido deste caminhamento se inverte: a primeira fiada de peças inteiras deve ser a mais baixa, que encontra com a superfície do piso, e a última fiada, acima, ultrapassa um pouco a altura do forro, e parte desta fiada se esconde por trás do forro. Pedrito: Não entendi direito o que é o forro falso. Paulina: Procure no dicionário do Aurélio. Pedrito: Já procurei. Não tem. Paulina: Então procura no dicionário do Houaiss. Pedrito: Também não tem. Paulina: Não tem? Então procura aqui, ó... nesse Código de Obras aqui, da cidade de Florianópolis... Pedrito: Código de Obras?... o que é isso? Paulina: O Código de Obras de uma cidade é uma lei que nos dá o conjunto de procedimentos e regras que devem ser seguidas para que nós possamos construir, reformar, ampliar ou mesmo usar um imóvel, como uma casa ou um prédio. Pedrito: Hum... entendi... tá aqui, ó... Forro falso: forro removível, de material leve, geralmente suspenso de laje ou estrutura de telhado. Puxa... eu ia perguntar para o professor, mas agora não precisa mais... Paulina: Mas quando você procurar o significado de uma palavra, e não encontrar, você deve mesmo é perguntar para ele, viu?...

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No caso de fachadas externas o galgamento é feito através do assentamento de placas cerâmicas nos painéis, utilizando os fios de prumo e as juntas como referência. Definindo a Fiada Mestra Se nós já fizemos o galgamento, nós já marcamos toda a superfície a ser revestida. Isto quer dizer que nós já podemos distinguir, na parede ou no piso, marcas ou sinais, como pontos e linhas, que nos dizem exatamente onde e quais são as peças que ali irão ser assentadas. Precisamos agora definir a Fiada Mestra, que é a primeira fiada que será assentada. Se o projeto é bastante rigoroso, ele já indica, no desenho, qual é esta fiada. No entanto, no caso da superfície ser uma parede interna, e o ambiente ser pequeno, nós podemos definir esta Fiada Mestra de um jeito bem simples. O Ladrilheiro fica de cócoras, bem em frente à parede, e olha para a superfície. A altura da sua linha de visão, projetada na parede, deve então coincidir com uma das fiadas que já se tem marcada, ou locada, na parede (PCC/ EPUSP, 2003). Esta fiada horizontal é a fiada mestra. Sua altura corresponde, mais ou menos, a um terço da altura do painel, ou seja, para uma parede que tenha 2,5 metros de altura, a fiada mestra está a 80 ou 90 centímetros de altura a partir do piso. Para o caso de uma grande fachada externa, ou um edifício com vários pavimentos, nós devemos dividir o painel já galgado, em três partes, assinalando no alto do terço inferior a fiada que será a mestra. Cortando as Peças Cerâmicas Da mesma forma que nós, no galgamento, planejamos como assentar as peças (a ordem e a seqüência de colocação), devemos agora planejar, antes do assentamento, o corte das peças cerâmicas. Não devemos espalhar a argamassa colante de modo precipitado, deixando para fazer os cortes bem em cima da hora de assentar. Devemos sempre ter uma visão prévia do que vai acontecer, ou seja, devemos tentar imaginar o produto pronto. Isso não significa que nós seremos capazes de prever todos os detalhes mais insignificantes que irão aparecer. Se fôssemos capazes de prever tudo, nós possuiríamos a bola de cristal, né?... Ponha-se no lugar do ladrilheiro. Você tem, pela frente, uma parede, ou um piso, para revestir. Esta superfície pode ser bem pequena, como uma paredinha de um banheiro, ou então uma fachada muito grande de um arranha-céu. As condições são bem diferentes, mas em cada caso o planejamento é necessário. Você, para revestir este pequeno banheiro, calcula que uma caixa de massa é suficiente. Existe ali apenas uma pia e um vaso sanitário. Então a quantidade de placas a ser assentada é relativamente pequena. Nesse caso você pode cortar todas as peças antes de iniciar o serviço. Mas no caso de uma grande fachada exter-

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na.pt Os cortes nas peças cerâmicas. de um modo geral. como os azulejos simples. por exemplo. Produtividade e Rendimento sempre costumam andar juntas. a qualidade e a produtividade daquilo que você está fazendo. Marcando a peça para o corte http://mestremaco. Seja criativo. Vamos então falar um pouco mais de como os cortes devem ser feitos. cada vez mais. Para cortar peças mais resistentes usamos a serra elétrica portátil. E é assim também que nós iremos reduzindo o desperdício. Cortes retos com o riscador de ponta de vídea e com a serra elétrica http://mestremaco. É por isso que as palavras Projeto. ou com a mistura de uma caixa. Lembre-se de um dos nossos lemas. Planejamento. a fazer parte desse time de aperfeiçoadores técnicos. Terminada a massa da primeira caixa. que sempre corremos o risco de cometer. Para fazer isso nós falaremos dos equipamentos necessários. E assim por diante. Busque a melhoria contínua. também. você pode ir cortando as peças em etapas. Qualidade. Seja então um daqueles que se dedicam. E é com isso que nós vamos afastando os erros. A melhoria desse processo vai depender do seu interesse em aperfeiçoar. um dia. diminuindo os custos e aumentando os benefícios que todo o trabalho pode nos trazer. cortar um número de peças suficientes para serem assentadas com uma massada. Não se conforme com os erros. usamos o riscador com ponta de vídea de ¼” [ou um quarto de polegada]. Mesmo as técnicas mais bem elaboradas do mundo podem e precisam ainda ser aperfeiçoadas. ou de uma ampla parede ou piso interno. com disco de corte diamantado. elas se transformem em tecnologia. mesmo nesse caso simples nós já estamos planejando o nosso serviço. podem ser retos ou curvos.pt 106 . pois uma parte importante do nosso trabalho é usar a nossa criatividade para transformar todas as dificuldades que encontramos pela frente em coisas mais simples. você passa então a cortar as peças que serão assentadas com a segunda caixa de massa. Para fazer cortes retos em peças de pouca resistência mecânica. E talvez. Veja bem. ou tecnológicos. Você pode.

Use um torquês pequeno e um torquês médio. O torquês é indicado para os casos onde as irregularidades do corte vão ser escondidas pelas canoplas das torneiras. Pois nesses casos pode ser arriscado até mesmo começar a misturar a massa. 107 . ou pelos espelhos das caixas de luz. ele irá fazendo com que a água da argamassa colante se evapore. Calcule para que estas irregularidades não fiquem visíveis. ela irá lavando a camada de fixação. O Ladrilheiro deve então avaliar a estabilidade e a instabilidade destas condições. e a aderência das peças estará prejudicada. prejudicando também a aderência. Corte curvo usando a serra-copo http://mestremaco. que produz cortes muito irregulares. Para fazermos cortes curvos em peças mais resistentes. Para cortes curvos usamos também a furadeira de bancada com serra-copo diamantada.Para fazermos cortes curvos em peças menos resistentes usamos o torquês. se o dia estiver chuvoso ou com o sol muito quente. como se diz. como por exemplo se o tempo está virando. No caso do sol forte. e nos casos onde o corte precisa ficar mais perfeito. usamos a serra circular. No caso da chuva.pt As condições Ambientais Não se deve iniciar o assentamento das peças. se existe a possibilidade de vir a perdê-la em seguida. em lugares descobertos ou externos. e uma chuva pode chegar a cair de repente.

Ele agiu de modo correto? 2. Tente explicar o que é galgamento. Um Ladrilheiro ia começar o seu serviço. num dicionário. Procure. 108 . a palavra galgar. no seu caderno. às seguintes perguntas: 1. Quais são os equipamentos mais adequados para fazer esses cortes? Identifique. ele começou o seu serviço no dia seguinte.ATIVIDADE 22 . De um modo geral os cortes das peças cerâmicas são retos ou curvos. 3. Depois de corrigir as imperfeições. mas ele descobriu que o emboço da parede estava ligeiramente desnivelado. na bancada. e procure entender o seu significado junto com o seu professor. quais são eles.ESCREVER Responda.

pois este detalhe é muito importante. marcando nela o nível atingido pelo pó.. vem cá. quatro partes de argamassa para uma parte de água. consistente. A medida da mistura deve obedecer às instruções contidas na embalagem do cimento colante. Embora este equipamento seja mais caro do que a caixa feita na obra.. Pedrito: Bom. A massa deve ser misturada até que ela se torne homogênea. elas também são próprias de uma caixa que pode ser facilmente transportada e acomodada dentro de ambientes sanitários cujas portas são comumente de 60 centímetros de largura. sem grumos. à água.. 109 . A argamassadeira possui rodinhas que permitem transportá-la de um local para outro. então. mas. por exemplo. por exemplo). ou seja. ou seja. você tem que pôr o cimento antes da água... Existem equipamentos chamados argamassadeiras. deverá ser de um quarto desta medida de pó. com uma boa trabalhabilidade. As dimensões desta caixa são as seguintes: 18 centímetros de profundidade. que a deixarão numa posição tal que o seu fundo estará a uma altura de 70 centímetros. tô entendendo. A razão de ser destas medidas é que elas proporcionam maior conforto e produtividade ao azulejista. Se você for misturar essa massa com uma colher de pedreiro. colocarmos a quantidade de pó numa caixa pequena. bem limpa. a gente vai pôr esse cimento na caixa antes ou depois da água? Paulina: Boa pergunta. A quantidade de água a ser utilizada. Mas se você for usar um misturador elétrico. ou ladrilheiro. numa altura adequada. tipo batedeira de bolo.A PREPARAÇÃO E A APLICAÇÃO DA ARGAMASSA COLANTE Preparando a argamassa colante O pó da argamassa colante deverá ser misturado com água numa caixa de madeira ou de plástico apropriado. Em geral estas instruções recomendam juntar. livre de resíduos químicos ou traços de argamassas antigas que possam comprometer a nossa nova mistura. que trazem um misturador elétrico (parecido com uma batedeira de bolo) e a caixa metálica onde ficará a massa. em volume.. o cimento. você vai acrescentar a água ao pó. Isto significa. é vantajoso para obras maiores (um prédio de vários andares. de forma manual. você tem que despejar a água antes na caixa. 55 centímetros de largura e 70 centímetros de comprimento. E além destas dimensões levarem em conta a quantidade e o tempo do material trabalhável e o conteúdo das embalagens comerciais de cimento colante. e depois é que você acrescenta. Ela deverá ser apoiada sobre quatro pés.

quanto na massa sobre o tardoz. Esta face da peça cerâmica a ser colada é que nós chamamos de tardoz. Aplicando a Argamassa Colante Depois do descanso nós vamos mexer a massa de novo. ou seja. Nestes dois casos a trabalhabilidade da massa não é a ideal.. Por outro lado. em paredes. brilhantes. usando a desempenadeira dentada. depois de seca. cordões de assentamento. ou seja. tanto na massa sobre o emboço. desmoronarem ou achatarem-se. Mas nesse caso uma coisa é importante. Paulina: Para a argamassa a idéia é bem semelhante. No curso do pedreiro foi explicado o que é trabalhabilidade do concreto. Ah. Para assentamento. e nem se abaterem. Uma massa muito mole também perde a sua resistência final. ou seja. Este método é chamado de dupla colagem. Para isso tem que ter uma quantidade de água certa. devem estar bem firmes. Os cordões que se formam. de acordo com a peça que vai ser concretada. no emboço. O concreto com boa trabalhabilidade é aquele que pode ser moldado com o menor esforço possível. Trabalhabilidade da argamassa é a facilidade de se trabalhar com a mistura. não se fixando na colher de pedreiro e nem se amoldando às saliências a serem aderidas. aderidos e não podem fluir.. Uma massa com muita água se torna pastosa e mole. 1 metro de largura por 1 metro de altura. os laboratórios de pesquisa acham melhor que nós esperemos por meia hora. antes de começarmos a assentar os componentes cerâmicos com ela. de peças cerâmicas cujas áreas [de cada peça] sejam menores ou igual a 400 centímetros quadrados nós devemos espalhar a argamassa colante somente na base. ou escorrer. os riscos em relevo resultante na massa. Mas os cordões do emboço 110 . Devemos criar. escorrendo. uma massa com menos água do que é necessário se torna áspera e difícil de se trabalhar com ela. Esta área de espalhamento deve ser de no máximo 1 metro quadrado. ou seja.Pedrito: Trabalhabili. E então nós vamos começar a espalhá-la por uma área da superfície do painel a ser revestido. já lembrei. Apesar das embalagens indicarem cerca de 10 a 15 minutos para esse tempo de espera. Para obtermos a Trabalhabilidade Ideal nós aplicamos na base um pouco da massa. Agora a massa colante deve descansar dentro da caixa. Mas para peças cujas áreas sejam maiores do que 400 centímetros quadrados nós devemos aplicar a massa tanto no emboço quanto na face da peça a ser colada. e usando a desempenadeira dentada.

passamos então o lado dentado. quando esta for parede. pois ela proporciona maior segurança e energia na aplicação da argamassa colante. Mas se usarmos a desempenadeira com aberturas semi-circulares de raio de 10 milímetros. e fazendo isso de baixo para cima em relação à superfície. os cordões do emboço e do tardoz devem se dispor de maneira perpendicular. No caso dos pisos. Por falar em desempenadeira dentada. Ou seja.753. da área da superfície de cada peça cerâmica. cujas dimensões sejam de 8 milímetros por 8 milímetros por 8 milímetros [ou 8x8x8mm]. quando a peça for assentada. Para fazer estes cordões a desempenadeira deve estar inclinada. em relação à superfície a ser revestida. e é isso que produzirá estes vincos que chamamos de cordões. o tipo que devemos usar depende. de acordo com a norma NBR 13. Se nós usamos a desempenadeira com dentes quadrados. Recomenda-se sempre o uso da desempenadeira com o cabo fechado em ambos os lados. que é o da colagem simples. Observe a tabela seguinte. Para espalhar a argamassa devemos fazê-lo inicialmente usando o lado liso da desempenadeira dentada.e do tardoz devem ser feitos de tal forma que eles devem se cruzar. ou ortogonal. o emprego da dupla colagem ou da colagem simples depende do tipo de desempenadeira dentada que nós vamos usar. nós usamos o método convencional. em cerca de 60 graus. Estando a massa firmemente aderida ao emboço. Fazendo os cordões de argamassa http://mestremaco.pt 111 . nós usamos o método da dupla colagem.

das duas uma. ou a camada de regularização. para só assim aplicar uma nova camada de argamassa colante. ou de alguma outra sujeira. a desempenadeira deve ser substituída. ou seja. que é o emboço ou o contrapiso. Mas se a camada de fixação já estiver comprometida. Ah!. Outro ítem essencial diz respeito à espessura da camada de fixação. e estando ela então pronta para ser aplicada na base. então podemos iniciar o assentamento. em condições específicas onde o calor seja muito forte. limpando depois bem a base.. Todavia. que seja superior a um milímetro. a respeito destas desempenadeiras dentadas. E de uma coisa nós podemos estar certos: quando existe a necessidade de produzirmos uma camada de espessura maior do que 5 milímetros. e alguma porção dela cair no chão. Existem várias recomendações sobre isso. É o seguinte: sempre que houver um desgaste nestes dentes. Mas 112 . não é necessário molhar a base. é conveniente molhar um pouco essa base. nunca acrescente mais água à mistura. Assentando as Peças Como a argamassa colante comercial tem a propriedade de reter a água dentro de si mesmo. Se em alguns casos excepcionais a argamassa já foi espalhada e é possível protegê-la usando lonas plásticas.. ou mal nivelada.. mas com segurança nós podemos recomendar uma espessura mínima de 2 milímetros e uma espessura máxima de 5 milímetros. ou a qualidade das peças cerâmicas está deixando a desejar. e tem mais uma coisa. em contraste com uma argamassa de cimento. cal e areia que viesse a ser produzida no local do assentamento. e a umidade relativa do ar muito baixa. e nós já recomendamos o uso desta argamassa colante comercial. ou sob o sol incidindo diretamente sobre a superfície a ser revestida.Paulina: Só mais uma coisinha. da camada de argamassa colante que nós estamos espalhando pela superfície a ser revestida. Mas se você a estiver espalhando. se o dia estiver chuvoso ou com o sol muito quente. a fim de que possamos retirar completamente a camada de fixação imprestável. desde que ela esteja limpa de resíduos estranhos.. então só nos resta esperar a melhora das condições ambientais. não devemos iniciar o assentamento das peças em lugares descobertos. A COLOCAÇÃO E O AJUSTE DAS PEÇAS CERÂMICAS As Condições Ambientais Como nós já vimos antes de começar a misturar a massa. você poderá reutilizá-la. ou a base está mal acabada. Depois daquele descanso inicial da argamassa na caixa. ou estiver se danificando.

até atingirmos o piso. estas. é a primeira fiada que deve ser assentada. nós vamos ajustando-a até que ela chegue à sua posição final. nós já marcamos toda a superfície a ser revestida. assentando as fiadas de uma em uma na seqüência. Assentando as peças da Fiada Mestra http://mestremaco. Posicionamos a peça a cerca de 2 centímetros em relação às peças já assentadas. Depois de assentá-la vamos subindo.pt Para garantir a melhor aderência entre as peças cerâmicas e a camada de regularização o procedimento deve ser o seguinte. em hipótese alguma. até atingirmos o teto. e fazendo um movimento de vai-e-vem. usando o martelo de borracha.quanto às peças cerâmicas que irão ser assentadas. 113 .pt Assentando a Partir da Fiada Mestra No galgamento. como já vimos. agora descendo de uma em uma. e também já definimos. e pressionando-a contra a superfície. levemente. Pois esta. respeitando as distâncias reservadas para a execução das juntas de assentamento. E então nós retornamos à fiada mestra. batemos sobre a mesma. devem ser molhadas. Usando o martelo de borracha http://mestremaco. qual é a fiada mestra. Ajustada a peça no seu local. no caso desta ser uma parede.

pt Garantindo a Espessura das Juntas A definição da espessura das juntas de assentamento já foi vista no ítem inicial e deve constar do projeto do revestimento. Para quê e quando usamos os espaçadores? 114 . que são colocados entre as placas. a partir da Fiada Mestra http://mestremaco. Quando nós aplicamos a argamassa sobre o emboço e sobre a peça cerâmica. ATIVIDADE 23 . Qual é a área de espalhamento máximo na aplicação da argamassa colante? 2. Veja nas figuras. Para garantir sua espessura. devem ser usados espaçadores.Assentando a segunda fiada.ESCREVER Responda às seguintes perguntas: 1. que nome se dá a este tipo de colagem? 3.

depois de terem sido assentadas sobre a camada de fixação. pois então resíduos e sujeiras irão se acumular nas juntas abertas e isto irá prejudicar a aderência do rejuntamento. A Execução dos Rejuntes Existe uma diferença essencial entre o que é Junta e o que é Rejunte. Junta. para superfícies externas. e estas não estão ainda “travadas” pelo rejunte. ou tempo de assentamento. O Rejunte de Assentamento Recomenda-se iniciar os serviços de rejunte depois de 72 horas após o assentamento das peças. esse prazo de 72 horas não pode se alongar muito. sem que haja nenhuma aderência entre a camada de fixação e a peça. O tempo de ajuste. ou tempo de ajustamento. Nós vamos considerar aqui a execução do rejunte de assentamento. ou Rejuntamento. é o material com o qual preenchemos os espaços das juntas. depois dela ter sido misturada. e limpar cuidadosamente toda a superfície da base. No caso de percebermos a existência desta película esbranquiçada. Esse tempo geralmente é estimado em 10 minutos. que diz respeito às juntas de assentamento. ou tempo em aberto. sem que aconteçam perdas de aderência entre a peça e a camada. Se não obedecermos esse prazo. O tempo de abertura. para permitir a acomodação das placas cerâmicas durante a secagem da argamassa. nós devemos retirar toda a camada de fixação imprestável. Por outro lado. Este tempo de abertura não deve ser muito pequeno. ou tempo de uso da argamassa colante. entre os componentes cerâmicos. é uma divisão da camada de revestimento. podem aparecer depois fissuras e gretas no rejunte.OS TEMPOS DE VIDA. é o período de tempo durante o qual as peças cerâmicas podem ainda sofrer alteração na sua posição inicial. só ocorrerá um esmagamento dos cordões. podemos estimar esse tempo de vida em 3 horas. Um outro motivo para não estender muito esse prazo é que podem ocorrer acidentes ou choques nas peças. Rejunte. De um modo geral este tempo corresponde a 20 minutos para superfícies internas e 15 minutos. e nem muito grande. antes de aplicarmos uma nova camada de argamassa em condições aceitáveis. é o período de tempo máximo recomendado para o seu uso. por outro lado. podendo se soltar ou quebrar. A partir daí surge uma película esbranquiçada nos cordões da argamassa. Se nós assentamos a peça cerâmica sobre esta película. é o período de tempo compreendido entre o espalhamento da argamassa colante e o instante em que ela não apresenta mais a aderência suficiente. DE ABERTURA E DE AJUSTE O tempo de vida. como já vimos antes. ou desejável. 115 . pois sendo razoável ele será um fator de garantia do rendimento do serviço. Considerando aí o tempo que a argamassa deve ficar descansando.

Por isso é sempre necessário trabalhar com o máximo de precaução durante todas as etapas anteriores. a fim de que a peça porosa não absorva o material do rejunte e não se manche. 116 Para misturar a argamassa de rejunte nós usamos um recipiente metálico ou plástico limpo. para então ser a peça cerâmica assentada novamente. antes de fazermos o rejunte. a fim de evitarmos situações deste tipo. a peça deve ser removida. Quando usamos o rejunte industrializado. Note que esta peça reassentada já não apresentará a qualidade exigida em geral para o assentamento. que é o mais recomendado. ou paredes externas. através dos andaimes. às vezes. Nestes casos. Se algum deles emitir um som cavo. que possam prejudicar a aderência do material a ser aplicado. quando assentamos primeiro as peças cerâmicas ao longo de uma área extensa. Para efetuar esta verificação damos leves pancadas com os dedos sobre as superfícies das cerâmicas. Se a peça cerâmica possui uma superfície porosa. Assim eliminamos todos os resíduos. nós não precisamos molhar as juntas. o Ladrilheiro deve verificar se todas as peças cerâmicas do painel a ser rejuntado estão bem aderidas. Esta limpeza pode ser feita com uma escova ou uma vassoura de piaçava. e também é impossível realizar o movimento de vai-e-vem com a peça. recomenda-se a aplicação de uma camada de cera incolor sobre a mesma. é conveniente que se molhe as juntas. para só depois aplicar o rejunte de uma vez só. ou seja. Antes de iniciar o preparo da massa de rejunte. antes de aplicar ali o rejunte. ou retirada com a talhadeira. a camada colante que estava por baixo dela deve ser raspada. A Limpeza das Juntas de Assentamento Antes de preparar o rejunte de assentamento precisamos limpar as juntas que serão preenchidas com ele. como aquelas fabricadas na própria obra. como poeiras e restos de argamassa solta. Mas quando nós usamos outros tipos de argamassas de rejunte. é melhor que esta limpeza seja feita com água. uma nova camada de fixação. antes da aplicação do rejunte. Nas fachadas. Assim. A Mistura e a Aplicação do Rejunte As instruções se referem à aplicação do rejunte industrializado. obedecendo às recomendações do fabricante quanto à quantida- . precisamos despender o máximo de cuidado durante a limpeza prévia da superfície. como por exemplo no caso em que o clima esteja muito quente e seco. um barulho oco. e devemos aplicar ali. é melhor terminarmos todo o serviço de assentamento das peças primeiro. ou rejunte pronto. pois nestas condições é difícil espalhar e dentear a argamassa colante. para só então iniciarmos o serviço de rejunte.Em fachadas extensas às vezes é difícil fazer o rejunte num prazo muito próximo destas 72 horas. Isto é especialmente indicado quando o rejunte é colorido. devido às dificuldades de deslocamento do Ladrilheiro. antes de aplicar o rejunte. naquela região da camada de regularização.

Se demorarmos mais tempo do que isso para efetuar a limpeza. antes de começarmos a aplicá-la. Para o caso dos rejuntes industriais que contêm resinas. de modo que o rejunte penetre nas juntas uniformemente. frisar estas juntas com madeira ou um ferro redondo recurvado.pt Pode-se então. e em seguida. como devemos ter feito com a argamassa colante. a limpeza pode ser feita mais tarde. Depois do amassamento deixamos a argamassa em repouso por cerca de 15 minutos. Se a argamassa de rejunte não contém estas resinas. ou seja. que são os rejuntes flexíveis. Misturamos a massa até obtermos uma mistura homogênea. com movimentos alternados semelhantes aos de um limpador de pára-brisas. depois do espalhamento feito. espalhando-a com uma desempenadeira ou um rodo de borracha. Aplicação do Rejunte com o Rodo de Borracha http://mestremaco. misturamos novamente a argamassa. 117 . Esta limpeza costuma ser feita escovando-se o pó depositado e em seguida passando-se um pano úmido sobre as peças. a limpeza final da superfície deve ser feita dentro de 10 a 15 minutos após a aplicação do rejunte. Pastas de cimento podem ser limpas até o dia seguinte. estas resinas irão aderir à superfície das peças.de de água. O frisamento aumenta a resistência do rejunte e melhora sua estanqueidade. Aplicamos a argamassa por entre as juntas. segundo as especificações do projeto. melhora a resistência à penetração de água. e então será difícil removê-las.

Assim. ATIVIDADE 25 . E ATÉ A PRÓXIMA. às seguintes perguntas: 1. respingos de tinta e outros materiais. durante este período.ESCREVER Responda. O que é tempo de vida. durante os 7 dias seguintes ao término dos serviços de rejunte. No caso dos pisos externos esse cuidado deve ser maior. tempo de abertura e tempo de ajuste de uma argamassa colante? 2. em equipe e em canteiro de obras.ATIVIDADE 24 . Qual é a diferença entre junta e rejunte? A CURA Nós chamamos de Cura o período em que os materiais assentados ainda estão reagindo quimicamente.CANTEIRO Você revestirá. e depois seco. AVALIAÇÃO 118 . é recomendado esperar por cerca de 15 dias. no mínimo. MESTRE LADRILHEIRO! Antes. depois de uma Limpeza Final da superfície revestida com um pano primeiro úmido. a área só deve ser liberada depois de pelo menos duas semanas. pois há risco de queda de objetos. com a orientação de seu professor. e então. um trecho de parede com placas cerâmicas. Nesses casos é conveniente impedir o tráfego de pessoas na área revestida. teremos uma avaliação. no seu caderno. é preciso evitar o uso das áreas revestidas. Se houver tráfego de veículos.

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120 .

além de acabamentos e ornamentações. São também tecnologias mais modernas e industrializadas pois. Entretanto. até o acabamento final. como molduras e sancas. Numa obra feita com drywall o gesseiro entra na etapa de vedações. usam componentes pré-fabricados. seu uso vem crescendo bastante. pode se tornar um dos mais requisitados durante a construção. O gesso é ainda um material que se presta muito bem para fazer reparos. Pedrito: Engraçado. o que torna seu uso importante para manutenção e reparos de construções em geral. 121 . principalmente no interior dos estados. o gesseiro é um profissional importante e dependendo das tecnologias escolhidas para executar a obra. O futuro da construção civil aponta para o uso cada vez maior dessas tecnologias. Paulina: Veja Pedrito. permanecendo nas etapas seguintes. Com o gesso pode-se também construir paredes. As tecnologias que utilizam o gesso são ainda relativamente novas no país e não são muito comuns em algumas regiões. chamadas comumente de drywall. fabricados fora do canteiro e depois montados na obra. será abordado tanto o material gesso como também sua utilização em revestimentos e placas pré-fabricadas para forros e paredes. isto é. fazendo com que hoje seja necessário seu aprendizado. Assim. como fechamentos de furos e arremates de paredes e tetos internos. o gesseiro entra na obra normalmente na etapa de revestimentos e acabamentos. que podem substituir as paredes internas de alvenaria. material do qual podem ser feitos revestimentos e forros. nos lugares onde estive eu não lembro muito de ter visto gesseiro. o que deverá fazer com que cresça o mercado de trabalho para esse tipo de profissional. No texto que se segue. como será visto no texto desta ocupação. diferentemente das técnicas convencionais.Introdução Gesseiro é o profissional que trabalha com o gesso. sobre esta ocupação.

FERRAMENTAS DO GESSEIRO 122 .

que são os Estados Unidos. dando ótimo acabamento. endurece depois de um certo tempo. a saber: Facilidade de moldagem. Canadá e União Européia. Ceará e Pernambuco. O Brasil possui grandes reservas de gipsita. isto é. mas a única mina de gesso em atividade encontra-se na Bacia do Araripe.O gesso para construção O gesso para construção é um material pulverulento (pó) branco. obtido pela calcinação de uma rocha chamada gipsita. O gesso tem também propriedades que o fazem ser bastante utilizado na construção. adquirindo características ligantes ( de “cola”) e resistência. na divisa entre os estados de Piauí. como se pode ver nas fotos a seguir. como molduras e sancas. Boa aparência: o gesso depois de endurecido apresenta superfície lisa e branca. que precisa ser aplicada nos revestimentos com argamassa convencional. após misturado com água. 123 . o gesso tem propriedades aglomerantes. A maior parte das reservas brasileiras encontra-se no Pará e em Pernambuco. Os revestimentos em gesso eliminam a necessidade de massa corrida na pintura. mas o aproveitamento ainda é muito pequeno. tanto em revestimentos de argamassa como em painéis ou adornos (veja as fotos a seguir). o que o faz um material excelente para fabricação de ornamentos utilizados como acabamentos e efeitos decorativos. comparado aos grandes países produtores de gesso. Assim como o cimento. principalmente França e Espanha.

Quando usado em revestimentos. Entretanto. Curiosidade Você sabia que o uso do gesso foi tornado obrigatório nas construções da França. ser usado em áreas internas úmidas. fazendo com que se possa iniciar a pintura mais cedo. em áreas de circulação de prédios comerciais ou industriais. por exemplo. 124 Veremos a seguir as principais aplicações do gesso na construção. o que faz com que não possa ser utilizado em áreas externas. . sua espessura deve ser pequena. Entretanto. O custo do revestimento em gesso é menor. passaram a ser revestidas com gesso. que limitam seu uso. Em contato com água pode se dissolver. depende de disponibilidade local de material e mão-de-obra. por causa do incêndio que destruiu Londres no ano anterior? A partir do decreto promulgado pelo rei francês. quando comparado às argamassas convencionais mais a massa corrida. que são em revestimentos de paredes e tetos e em placas pré-fabricadas para forros e paredes. O gesso tem também baixa resistência a choques. no início do Arco Ocupacional. como será visto adiante. desde que convenientemente protegido. pois espessuras elevadas fazem-no trincar. Isso exige que seja aplicado em paredes e tetos bem regulares quanto à sua planeza (já vimos o que é planeza no pedreiro-ocupação base.Boas propriedades térmicas e acústicas.5 cm). podendo ser utilizado como revestimento de paredes de alvenaria sem necessidade de aplicação de chapisco. o ideal é em torno de 0. sujeitas a chuvas. pelo Rei Luis XIV (conhecido como rei Sol) em 1667. exigindo paredes ou tetos regularizados. Pode. Boa aderência à alvenaria e concreto. sendo um excelente isolante contra propagação de fogo. que é necessário para as argamassas convencionais. como será visto adiante. fazendo com que seu uso não se torne vantajoso. Seu uso é indicado para áreas internas residenciais ou de escritórios. Produtividade elevada: a aplicação dos revestimentos em gesso é mais rápida e fácil do que a das argamassas convencionais e seu tempo de cura é menor. as estruturas das casas. porém. O gesso apresenta. entretanto. lembra-se? Se não lembrar. que na época eram normalmente feitas em madeira. algumas desvantagens. a espessura da camada de gesso deve ser pequena (embora possa atingir até 2 cm. procure no tópico sobre alvenaria). não devendo ser utilizado em áreas de tráfego intenso de pessoas ou cargas. Se a superfície da parede ou teto estiver muito irregular é necessária aplicação do emboço antes do gesso. como banheiros por exemplo. como acontece. para protegê-las do fogo.

corrigir com aplicação de argamassa convencional (chapisco + emboço). vigas e pilares) devem ser previamente chapiscadas para receber o gesso. desempenado e sarrafeado. O gesso sarrafeado pode ser feito em espessuras maiores. que possam prejudicar a aplicação do revestimento. O mais comumente usado e considerado vantajoso em termos de custo e rapidez na execução é o gesso liso. escondendo as irregularidades da parede ou teto e dando uma melhor qualidade do acabamento final. Coloca-se a água numa caixa e polvilha-se o gesso até que esteja completamente submerso. também chamado de gesso liso. Veremos a seguir como são feitos os revestimentos em gesso liso. o mesmo prazo deve ser obedecido. Mistura O gesso é normalmente fornecido em sacos de 40 kg. numa proporção de 36 a 40 litros de água para cada saco. incrustações. que deve ser misturado com água. APLICAÇÃO DE GESSO LISO EM REVESTIMENTO DE PAREDES E TETOS Preparação Deve ser deixado prazo de no mínimo 30 dias após a execução da parede ou teto para aplicar o revestimento de gesso. podendo resultar numa pior qualidade no acabamento. Há ainda o gesso projetado. O revestimento em gesso pode ser feito em pasta (gesso mais água). Quanto à forma de aplicação o gesso pode ser aplicado desempenado ou sarrafeado. pregos ou outros objetos eventualmente existentes. mas é de pouca utilização. embora mais fácil de executar. Se houver emboço aplicado.5 cm. Conferir o prumo e a planeza da parede. ou em argamassa (gesso + calcáreo em pó + cal e outros produtos químicos). As superfícies de concreto (lajes. 125 .Revestimentos de paredes e tetos em gesso Uma aplicação importante do gesso é no revestimento de paredes e tetos em alvenaria ou concreto. Lembre-se que o ideal para aplicação do gesso é uma espessura em torno de 0. Caso existam imperfeições ou irregularidades maiores. O gesso desempenado. É importante remover sujeiras. se a parede ou teto estiver muito irregular. Mistura-se bem para obter uma pasta homogênea e sem grumos (caroços). acompanha as irregularidades da parede ou do teto.

A espessura da camada deve ser de 1 a 3 mm e sua espessura deve ser controlada. Depois do teto aplica-se a pasta nas paredes (metade superior. Em seguida aplica-se uma última camada para corrigir falhas e atingir a espessura desejada. Aplica-se nova camada. faz-se a limpeza completa do local. Retira-se os excessos com uma régua de alumínio. aproveitando os andaimes) em movimentos de baixo para cima (veja as figuras a seguir). tirando-se todas as imperfeições. procurando tirar ondulações e falhas.Aplicação a) Gesso liso desempenado A área deve ser previamente molhada. Depois de terminado o teto e a metade superior da parede remove-se os andaimes e aplica-se o gesso na parte inferior da parede. Ao final. usando desempenadeira de aço. agora em sentido cruzado em relação à primeira. em movimentos de vai-e-vem. fazendo alguma pressão sobre a camada. Pode-se também usar pequenas taliscas de madeira para isso. aplicando-se a pasta com uma desempenadeira de PVC. principalmente os cantos. conferindo-se a espessura conforme as referências utilizadas Desempena-se bem. A aplicação deve ser iniciada pelo teto. devendo-se obter uma superfície lisa e regular. utilizando-se como referência as faces de batentes e contramarcos de janelas. Faz-se um último e cuidadoso desempeno final. 126 .

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Por fim faz-se o acabamento final de forma semelhante ao mostrado para o gesso liso desempenado. Faz-se o taliscamento e as mestras e preenche-se com a pasta de gesso o interior das mestras. 128 .b) Gesso liso sarrafeado O processo é o mesmo utilizado para o revestimento convencional com argamassa. tópico sobre revestimentos. (veja as fotos). conforme visto no pedreiro-ocupação base. retirando-se o excesso com régua de alumínio.

no canteiro de obras. Registre suas dúvidas. com a orientação do seu professor. um revestimento de parede em gesso liso.ATIVIDADE 26 . 129 .CANTEIRO Você executará em equipe.

Veja as figuras ao lado. A instalação dos forros em placas de gesso é feita da seguinte forma: fixam-se pinos de aço na laje. Há dois tipos de placas de gesso: as lisas e as de gesso acartonado. O uso das placas lisas em forros. após a colocação rejuntam-se as emendas das placas com massa de gesso. distanciados de 60 ou 65 cm conforme as dimensões das placas. através de pistolas. as placas são penduradas e encaixadas umas nas outras através de encaixes macho e fêmea. São feitas de pasta de gesso. que veremos a seguir. também já existentes nas mesmas. O processo de fabricação é simples e as placas são normalmente produzidas em pequenas indústrias.25 mm) nos pinos e em ganchos que já vêm colocados nas placas. a remoção e a recolocação do forro são consideradas tarefas simples. Para ambientes maiores devem ser usadas as placas de gesso acartonado. 130 . Placas de gesso acartonado A placa de gesso acartonado é feita de gesso endurecido revestido dos dois lados por papel cartão do tipo “kraft” (um tipo de papelão fino mais resistente á água). é para pequenos ambientes. Placas lisas de gesso São fabricadas em dimensões de 60x60 e 65x65 cm. mais resistentes e fixadas em estruturas metálicas auxiliares. em caso de necessidade de manutenção ou reparo das instalações. nos encontros entre o forro e a parede devem ser deixadas juntas para que o forro possa se movimentar sem trincar. Além disso. para esconder as tubulações hidráulicas que passam sob o teto. São utilizadas basicamente para construção de forros em residências e escritórios.Placas pré-fabricadas de gesso A aplicação do gesso em placas pré-fabricadas é das mais importantes atualmente na construção. Em edifícios de apartamentos são muito usadas em forros de banheiros. São de custo relativamente baixo e fáceis de instalar. como banheiros de apartamentos e escritórios. de forma que cada placa fique presa num pino. da forma mostrada. moldadas em fôrmas metálicas. como se fosse um “sanduíche”. apropriada para isso. 18 (espessura 1. Placas pré-fabricadas são produzidas fora da obra e posteriormente transportadas e montadas na construção. em seguida são amarrados fios de aço galvanizado n.

2001. L.PLACA LISA DE GESO Fonte: adaptado de PERES. PLACA PAREDE PERFIL DE ALUMÍNIO 131 . at al. 2001. L. 600mm 30 10 ENCAIXE FÊMEA ENCAIXE MACHO 12 COLOCAÇÃO DOS TIRANTES PARA FIXAÇÃO DAS PLACAS DETALHE DE JUNTA ENTRE O FORRO E A PAREDE Fonte: adaptado de PERES. at al.

que é hidrofugante (repelente à água). que é recoberta com outra folha do mesmo papel. dependendo dos tipos de placas a serem produzidas. em que há maiores exigências de proteção contra incêndios. depois de secas as placas são estocadas para serem comercializadas. A placa Resistente à Umidade (RU). É usada em construções comerciais ou industriais. O processo de fabricação das placas consiste nas seguintes etapas (veja a figura ao lado e acompanhe a descrição das etapas): extração e transporte da gipsita. A diferença entre esta e a standard é a adição de silicone ao gesso. Ao contrário das placas lisas. onde há um controle da umidade e da temperatura. Por serem produtos feitos por grandes fabricantes mundiais. As instalações industriais são modernas e são poucas empresas que dominam a tecnologia. sistema esse também conhecido como “drywall” (parede seca). utilizada em áreas úmidas. A tecnologia de construção que utiliza placas de gesso acartonado foi inventada nos Estados Unidos. vistas no tópico anterior. que é acondicionado em silos. de cor verde. até a secagem completa. matéria-prima do gesso. e a adição do papel cartão. 132 .5 mm. A placa Resistente ao Fogo (RF). há mais de 100 anos (1895) e seu uso é muito difundido naquele país e no mundo desenvolvido. peneirada e levada ao forno. tornando-a mais resistente à ação do fogo. a gipsita é esmagada. que é a usada mais comumente. que tem produtos químicos e fibra de vidro misturados ao gesso. a pasta resultante da mistura é espalhada sobre uma folha de papel cartão e vibrada para adensar o material. dos silos o gesso é transportado a caixas de pesagem. de onde sai o gesso. de cor branca ou marfim.Essas placas são utilizadas para construção de forros e paredes. os das placas de gesso acartonado são altamente mecanizados e sofisticados. Existem três tipos de placas: A placa padrão (standard ou ST). espessura 12. após o endurecimento do gesso as placas são cortadas e colocadas em túneis de secagem. principalmente na União Européia e no Japão. e o material é misturado mecanicamente. formando uma placa. até a fábrica. cujos processos de fabricação são simples e artesanais. especificações técnicas e qualidade. onde é feita a dosagem e a mistura com aditivos. como banheiros. No Brasil há atualmente três empresas multinacionais que fabricam placas de gesso acartonado. em seguida adiciona-se água. seguem padrões internacionais de dimensões. tornando-o mais resistente à água.

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comparado com outros países. até já vi isso em filme. principalmente para construção de paredes internas. No Brasil. como veremos neste livro. Pedrito: É mesmo. enquanto que nos EUA é superior a 10 m2 por habitante/ano. o consumo ainda é muito baixo. Nosso consumo de gesso acartonado não chega a 1 m2 por habitante/ano. França e Reino Unido é da ordem de 4 a 5 m2 por habitante/ano.Paulina: Em outros países. Prevê-se que também no Brasil o uso dessa tecnologia cresça muito no futuro. embora venha crescendo bastante o uso desse sistema nos últimos anos. principalmente nos Estados Unidos. 134 . em razão de uma série de vantagens que oferece. Mesmo países latino-americanos como Chile e Argentina utilizam bem mais o gesso acartonado do que o Brasil. No Japão. o uso do gesso acartonado é tão popularizado que as pessoas compram os produtos em lojas e elas mesmas fazem a construção e reparos de paredes e forros nas suas casas.

pois mesmo as placas resistentes à umidade precisam ser protegidas. bem como previsão para colocação de portas e janelas. Quando os ambientes são úmidos deve ser feita impermeabilização. 135 . As paredes de gesso acartonado podem ser feitas de diferentes tipos de placas. entre as placas. conforme as necessidades. à qual são parafusadas as placas de gesso acartonado. O isolamento acústico entre os ambientes pode ser aumentado colocando-se mantas de lã de vidro ou lã de rocha no interior das paredes. como se vê em seguida. com diferentes espessuras de paredes. entre as placas (veja nas fotos). As instalações hidráulicas e elétricas passam no interior das paredes. Há também previsão para reforços no interior das paredes para suportar bancadas de banheiros ou armários. gerando paredes com as superfícies prontas para receber o acabamento.Paredes de gesso acartonado São feitas através de uma estrutura metálica leve fixada no piso e no teto.

papel de parede ou outros revestimentos. Colocação dos montantes: em seguida são colocados os montantes metálicos verticais. Isto é feito através de um projeto. profissionais que fazem a montagem das paredes de gesso acartonado. semelhante à que já vimos para as placas lisas). fechando a parede. com parafusadeira. Depois disso são fixadas as chapas do outro lado. recomendando-se apenas uma fina camada de massa corrida com lixamento. com altura equivalente ao pé-direito. por empresas especializadas. 136 . ou com pistola e pino de aço. para eliminar imperfeições e deixar a emenda lisa. para permitir a aplicação da massa e da fita de colagem. Em seguida são colocadas as instalações hidráulicas e elétricas embutidas no interior da parede. Acompanhe a descrição e as figuras ao lado. normalmente dado pelas empresas que fazem o projeto e a colocação deste tipo de parede. que deverá ser seguido pelos montadores. pois as paredes já são lisas. Após a secagem da massa. Agora mostraremos os procedimentos para a montagem. somente para eliminar as diferenças de textura entre as placas e as emendas. Rejuntamento das emendas: é feita através da colagem de uma fita de papel. Montagem das paredes de gesso acartonado Marcação e fixação das guias: inicialmente marca-se no piso e no teto a posição das guias metálicas que definem a posição da parede. com espaçamento normalmente entre 40 e 60 cm. encaixados e parafusados dentro das guias. O acabamento final pode ser feito com pintura. com um ponto de fixação a cada 60 cm.Todas essas definições e detalhes precisam ser antecipadamente previstos para que as paredes possam ser corretamente executadas. Para isso as chapas são fabricadas com um rebaixo nas bordas. São fixadas primeiramente as chapas de um lado da parede. tomando-se o cuidado de marcar também os vãos das portas. Fixação das chapas de gesso: as chapas são parafusadas nos montantes. Para aplicação de revestimentos cerâmicos. como mostra a figura. Os montadores passam também por um aprendizado e treinamento. lixa-se sua superfície. previamente aplicada entre as chapas. as placas cerâmicas podem ser coladas diretamente nas paredes de gesso acartonado. Após a marcação colocam-se as guias metálicas no piso e no teto. A pintura fica facilitada. com espaçamento de 30 cm entre os parafusos. sobre uma massa de gesso (à base de gesso com produtos que aumentam a aderência e plasticidade. como os cerâmicos. A verticalidade das guias de piso e teto deve ser verificada com auxílio de um fio de prumo. bem como os isolamentos acústicos e reforços (se houver). Após a colocação da fita é aplicada nova camada de massa sobre a fita. fixando-as com parafuso e bucha.

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o uso de paredes de gesso acartonado pode trazer uma série de vantagens em relação às feitas em alvenaria revestidas com argamassa. Como conseqüência. como o emboço na alvenaria. as espessuras das paredes são menores. além disso. gerando economia na estrutura e nas fundações. os revestimentos e acabamentos ficam mais fáceis e baratos. pois a superfície das placas é lisa e plana. a perda de material e a produção de entulho é muito menor que nas paredes em alvenaria e revestimentos em argamassas convencionais. tais como: a execução é muito mais rápida e muito mais “limpa”. as paredes de gesso acartonado são bem mais leves que as de alvenaria. diminuindo as cargas (peso) dos edifícios. a seco. pois a montagem é feita por acoplamento mecânico. sem necessidade de argamassa e água (o que se chama de “construção seca”). 138 . e a obra pode ser feita em menor prazo.Vantagens das paredes de gesso acartonado e das tecnologias industrializadas de construção Como já devemos ter percebido. o canteiro fica mais limpo e organizado. levando a um maior aproveitamento dos espaços internos dos ambientes. não havendo necessidade de regularizações.

Não dá para ir aprendendo com a prática. no futuro. ainda que distante. Na forma tradicional. nos locais onde há empresas e mão-de-obra especializada. junto com a montagem das placas. Todas essas vantagens e características mostram uma outra forma de construir. tecnologias que são mais eficientes em rapidez e qualidade. como. O montador precisa aprender a tecnologia e ser treinado para bem aplicála. exigindo um profissional diferente. bem como o isolamento acústico. a menor resistência a esforços e à umidade. por sua vez. que vimos até aqui. Essas tecnologias exigem maior planejamento e precisão do que as técnicas convencionais. As paredes de gesso acartonado. em que as peças são fabricadas em indústrias de autopeças e a fábrica de carros compra as peças e monta os carros (por isso são também chamadas montadoras). Essas características definem o que se chama de “tecnologias industrializadas de construção”. com profissionais das ocupações tradicionais. um montador. tudo deve ser previsto e projetado. 139 . fazendo com que os canteiros de obra do futuro se tornem “fábricas montadoras de edifícios”. Lembrar que o gesso acartonado é usado somente para paredes internas. Assim. tudo é feito na obra através de técnicas construtivas artesanais. deverão ultrapassar em importância as técnicas convencionais. podem ser bem resolvidos com soluções de projeto. como a automobilística. isto é. seu uso vem aumentando cada vez mais e. como se faz comumente nas ocupações tradicionais. já é competitivo em relação às paredes de alvenaria revestidas. por exemplo. previstos na própria tecnologia. o custo final. como o pedreiro e outros. e tende a ser ainda mais. diferente da tradicional. aliás. e também mão-de-obra com maior qualificação. A remuneração em geral é maior do que nas ocupações tradicionais. Não há como improvisar soluções na obra. com o aumento da utilização da tecnologia. são feitas com placas pré-fabricadas em indústrias. Apesar de serem ainda pouco utilizadas na construção. pois as tubulações são instaladas no interior das paredes. já ocorre nos países desenvolvidos. com alvenaria e concreto. e na obra são apenas montadas. exigem mais organização e planejamento. As empresas que trabalham com esses profissionais exigem ensino fundamental e dão preferência para os que têm ensino secundário completo. a construção fica parecida com outros tipos de indústria. ou seja.não há necessidade de cortes e quebras de paredes para embutimento de instalações. A tendência na construção civil é usar cada vez mais este tipo de tecnologia.

na sua cidade. ou na obra visitada. uso de tecnologias que você considere mais industrializadas na construção.ATIVIDADE 27 . Faça uma descrição resumida dessas tecnologias e do porque poderem ser consideradas industrializadas.IDENTIFICAR Identifique. 140 .

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além de não proteger. E ainda. Além da pintura de obras novas. O pintor é em geral o profissional da última etapa da construção. pois propicia o acabamento final do edifício. aplicados adequadamente sobre superfícies. pois a pintura. isto é. 143 . os detalhes de acabamento e a limpeza final da obra. As tintas são materiais que. há também um campo de atuação muito importante para o pintor. Isso significa que é muito importante que ele conheça a situação da obra em que vai trabalhar. a pintura – que é a técnica de aplicação de tintas .protege as partes expostas dos edifícios. Em seguida serão abordadas a segurança do trabalho de pintura. O pintor. participam desse acabamento e devem se preocupar com a aparência. devendo o pintor conhecê-las para executá-las corretamente. madeiras e metais. mas não conserta erros de serviços anteriores. além de trabalhar frequentemente em escadas. É importante também o conhecimento das normas e recomendações de segurança do trabalho de pintura uma vez que o pintor manipulará produtos químicos tóxicos e inflamáveis. Outra conseqüência importante da pintura ser o último serviço é a necessidade de cuidado com tudo o que já está pronto. utilizadas em obras e reparos de edifícios. pois a pintura protege e decora. é aquele que trabalha com a aplicação de tintas. No texto dessa ocupação serão abordados os materiais de pintura. assim como o ladrilheiro e o gesseiro. A pintura tem uma importante função estética. formam uma película resistente sobre as mesmas. quase sempre se faz necessária a pintura para acabamento final dos consertos feitos. pode estragar o que já está feito. protegendo-as. que é o de manutenção e reparos. Há muitos tipos de tintas e de técnicas de aplicação. Isto porque a pintura tem uma vida útil relativamente pequena em relação à do edifício. tanto interna quanto externamente. havendo sempre necessidade de repinturas. quando executada de forma errada ou descuidada. que são as tintas chamadas imobiliárias.Introdução Pintor é o profissional encarregado de executar a pintura na construção. quando há reparos em quaisquer das partes dos edifícios. Assim. as ferramentas e as técnicas de pintura de edifícios em tetos e paredes em argamassa e concreto.

aumentando a lavabilidade (fazer com que a superfície possa ser lavada). aumentando a resistência ao calor e ao fogo. como por exemplo superfícies de paredes internas. por exemplo. aumentando a resistência à corrosão. evaporando-se após a aplicação da tinta. é que formam a película que fica aderida à superfície e que garante as funções da tinta. Para que todas essas funções possam ser cumpridas. ou de superfícies metálicas ou de madeiras (portas e janelas). a seguir. como no caso de paredes externas. O pigmento. como por exemplo. maior é a espessura da película. como no caso de superfícies metálicas (janelas e portas de ferro por exemplo). entretanto. Assim. como a água. Aditivos: produtos que proporcionam propriedades específicas (antimofo. Líquido: serve de meio para juntar o pigmento com o ligante e aplicar a tinta.As tintas. deixando a parede “respirar” e evitando que a umidade permaneça no seu interior. O líquido serve apenas de meio. em superfícies de estruturas metálicas. que são feitos de partículas sólidas. aumentando a reflexão da luz. há diversos tipos de tintas. que podem ser. são feitas de quatro tipos de componentes a saber: Pigmento: proporciona a cor. um pouco mais sobre cada um dos componentes. entre outras: aumentando a impermeabilidade e evitando a penetração de água. melhor é sua qualidade. Todas elas. como no caso de superfícies de paredes externas. para diminuir o aquecimento solar. suas funções e componentes Como vimos no início. quanto maior é o “teor de sólidos” (termo técnico para indicar a quantidade de sólidos na tinta). a pintura tem como funções proteger e decorar superfícies expostas dos edifícios. por exemplo). Podemos detalhar um pouco mais as formas como essas funções são exercidas. maior a proteção. aumentando a resistência contra micro-organismos (fungos em paredes e tetos) e ataque de insetos (cupins em madeira). Falaremos. o ligante e os aditivos. 144 . Ligante: mantém as partículas do pigmento unidas e proporciona adesão (cola). Quanto maior é a quantidade de sólidos na tinta (pigmento e ligante). portanto.

de todos os componentes da tinta. São três as mais comuns: as de PVA (poli-vinil-acetato). São também adicionados às tintas.O pigmento é um pó fino. 145 . materiais tais como argila. usadas nas tintas látex para interiores. isto é. As tintas brancas de alta qualidade. usadas para esmaltes. e é. usadas nas tintas látex para exteriores e as alquídicas. mais resistentes e mais caras. possuem quantidades relativamente altas de óxido de titânio. DADAS PELA PIGMENTAÇÃO DA TINTA Os ligantes são resinas. talco e outros (chamados de carga). Há também as resinas epóxi e poliuretano. sem aumentar demasiadamente seu custo. que é um mineral muito caro. obtido de derivados do petróleo). as acrílicas. EXEMPLOS DE TIPOS DE CORES. por exemplo. colas. normalmente sintéticas (produtos derivados de petróleo). usadas em ambientes mais agressivos. o mais caro. em geral um mineral (obtido de rochas) ou também sintético (artificial. que melhoram as propriedades dos pigmentos e das tintas. podendo ser considerados como pigmentos.

isto é. Como desvantagem. como óleos ou esmaltes. qualidade esta muito apreciada e até 146 . Como exemplo de propriedades especificas há os aditivos que tornam a tinta antimofo. não deixam a parede “respirar”. no caso de tintas óleo ou esmalte. Isso confere uma grande lisura à película. laboratórios. no caso de tintas látex. mamona. por exemplo. Os esmaltes utilizam como ligante as resinas alquídicas. isto é. girassol. as tintas látex são atualmente as mais vendidas e utilizadas para pintura de edifícios. Óleos e esmaltes Até uns 50 anos atrás eram os principais tipos de tinta utilizada para pintura de edifícios. melhorar a aderência.como indústrias. ambientes marinhos. com o surgimento das resinas e das tintas látex foram perdendo espaço. etc. feitas de uma combinação entre resinas sintéticas e óleos vegetais como linhaça. ou solvente do tipo aguarrás. e não são inflamáveis. Os aditivos são produtos que são adicionados às tintas para melhorar algumas propriedades ou adicionar funções específicas às tintas. De todos os tipos de tinta. tanto internas quanto externas. mas ainda hoje representam parcela importante do mercado. boa proteção e durabilidade. Em geral propiciam excelente cobertura. Não têm o odor forte das outras tintas. As razões disso devem-se ao fato de apresentarem várias vantagens. reduzir ou aumentar o brilho. são mais resistentes a alteração de cores e fungos e sua película mantém a plasticidade durante mais tempo. soja. diluídas em solventes. Depois. em geral óleos vegetais de linhaça. São usadas também como ligantes nas tintas a óleo. pode ser água. soja e outros. TIPOS DE TINTAS As tintas podem ser agrupadas conforme o tipo de componente utilizado e conforme as aplicações mais comuns. para afinar ou engrossar a tinta. Por serem diluídas em água. Os principais tipos de tintas são relacionados a seguir. apresentam pouca transpirabilidade. para tornar a tinta mais elástica ou flexível. São utilizadas para pintura de tetos e paredes. ou que as tornam mais resistentes ao calor e à ação do fogo. Em relação a outras tintas. etc. etc. por exemplo. resinas naturais. são fáceis de serem aplicadas e seu tempo de secagem é rápido. Podem ser. Em vernizes são usados também óleos vegetais como líquido. que serve de meio para juntar todos os componentes e aplicar a tinta. podendo seu utilizadas em ambientes secos ou úmidos. o que pode acarretar bolhas ou descolamentos se houver umidade no interior das paredes pintadas. Tintas látex Caracterizam-se por conterem como ligante as resinas sintéticas (principalmente PVA e acrílica) e a água como líquido. O líquido. por exemplo: plastificantes.

capacidade de aderência. contendo somente ligante. ao serem preparados. Os aditivos são usados para aumentar a resistência contra riscos e raios ultravioletas. Podem ser aplicados em portas. Os vernizes são usados principalmente para madeira natural ou tingida. 147 . em madeiras que mancham. Vernizes O verniz é uma tinta sem pigmento. Fundos e seladores São tintas utilizadas como preparação para a aplicação da pintura final. Têm a desvantagem de serem diluídas em solventes. por exemplo. Pedrito: Já sei. usados para móveis e aplicados por profissionais mais especializados. Paulina: Isso mesmo Pedrito! A relação é essa. protegendo-as e dando bom aspecto.necessária para superfícies lisas como madeiras e metais. As lacas são tipos de vernizes de secagem rápida. ou seja. o que faz com que apresentem odor mais forte. quando se quer deixá-la aparente. São produtos de odor mais forte e também mais inflamáveis. devem ser misturados cuidadosamente para não formar espuma. além de as tornar inflamáveis. Possuem também excelente adesão. Dentro desse grupo incluem-se também os óleos naturais a base de linhaça e outros. que podem estragar a pintura. o que poderia provocar buracos após a secagem. mogno e outras. janelas. Isto é importante. Você já está aprendendo a pensar como um profissional da construção! Os fundos servem também para evitar manchas causadas pelo sangramento de substâncias através da tinta. líquido e aditivos. diluídos em “thinner”. assoalhos e móveis. Os fundos são aplicados para melhorar a adesão do acabamento sobre a superfície. Seu tempo de secagem também é maior. São indicadas para superfícies metálicas e madeiras. pois penetram nas mesmas. Todos os vernizes. A película resultante de sua aplicação é transparente. Isto é feito para se obter um melhor resultado da pintura. que melhora a aderência da argamassa no revestimento. O líquido pode ser água ou solvente. Ao longo do tempo sua película pode endurecer e tornar-se quebradiça. é como o chapisco. Os fundos tornam a base mais uniforme. por causa da falta de pigmento. tanto internas quanto externas. como as metálicas. madeiras de forros e telhados. indicados para as madeiras. melhorando o acabamento final. os laqueadores. exigindo manutenções em períodos mais curtos de tempo. deixando visível o material envernizado. o que as torna indicadas para pintura de superfícies muito lisas. como cedro.

podem se tornar relativamente caros. Por isso são muito apreciadas e utilizadas quando se deseja um padrão mais fino de acabamento. Seus ligantes são os mesmos das tintas (resinas de diversos tipos e óleos) e os líquidos podem ser água ou solvente. para repintura de superfícies muito irregulares ou muito desgastadas. São indicados para: madeiras novas. Se nesses casos não se usar o selador. né. na pintura a esmalte. Isto é feito para melhorar o acabamento e para identificar as áreas onde já foi aplicado. Sua aplicação é feita depois do fundo ou selador. ligantes. pois como são ricos em ligantes. líquidos e aditivos. Apesar dos benefícios e até da sua necessidade. em cor branca clara. em função do aumento do custo. evitar entrada de ar e água e para preparar superfícies para a pintura. antes da pintura de acabamento final. São flexíveis. como se fossem da mesma família? Paulina: É isso aí! As massas são usadas. poderá haver uma menor proteção e também diferenças de tonalidade. para se melhorar o resultado final da pintura e pode ser feita também para melhorar o padrão de acabamento final. Tintas inorgânicas . por exemplo. Massas Massas são tintas de consistência muito grossa. há uma resistência no uso de fundos e seladores. Assim como as tintas. os ligantes dos seladores podem ser à base de resinas de látex ou óleo e resinas alquídicas. sua utilização pode ser necessária. Assim. pois podem eliminar toda a porosidade de superfícies ásperas. e também em madeiras. Assim como para as tintas. gesso novo ou outras superfícies que nunca tenham sido pintadas. Pedrito: Ah! Quer dizer que a massa precisa combinar com a tinta do fundo e do acabamento. São indicados para superfícies mais porosas e com diferenças de porosidade. podendo acompanhar a movimentação de estruturas. mas a maioria é pigmentada. Há fundos e seladores sem pigmentos. As massas são utilizadas para fechar fendas e fissuras. quase sólida. devendo ter composição compatível com essas outras tintas.caiação Tintas inorgânicas são as produzidas a partir de aglomerantes minerais.Os seladores têm a finalidade de evitar que a superfície absorva a tinta. como 148 . deixando-as completamente lisas. como será visto na última ocupação (reparador). Muitos defeitos de pintura são causados pela falta de aplicação de fundos e seladores. as massas também são compostas de pigmentos. como preparação de paredes e tetos na pintura a látex.

A caiação é indicada para pintura de paredes e tetos. pouca lavabilidade e poucas opções de cores. e até o Sec. XIX eram praticamente as únicas existentes para pintura de edifícios? Todas as pinturas famosas feitas em edifícios pelos mestres da época do Renascimento. de baixo custo. Sua aderência se dá por meio de reações químicas com a superfície. e é também mais resistente à formação de fungos. como o teto da Capela Sistina. ROMA A mais tradicional e ainda muito usada em regiões interioranas e também em algumas partes dos edifícios modernos. mesmo em paredes úmidas. não formando bolhas nem se descolando. foram desse tipo. misturada com água em proporções recomendadas. principalmente em ambientes onde há umidade e onde a aparência e 149 . por exemplo. o bom aspecto final (quando a cal é de boa qualidade e a base onde é aplicada também) e o baixo custo. é a tinta de cal (essa pintura é chamada caiação). Curiosidade: Você sabia que as primeiras tintas inventadas pelo homem eram inorgânicas. em Roma. A tinta para caiação é feita de cal hidratada (a mesma usada para argamassas. podendo ter ou não adição de corantes). mostrado na foto a seguir. o que propicia uma grande resistência e durabilidade ao longo do tempo. a cal deixa a parede “respirar”. como Michelangelo e outros. Além disso. Dentre as principais vantagens do uso da caiação estão a boa aderência com a base. internos e externos. TETO DA CAPELA SISTINA. As desvantagens são a baixa impermeabilidade.o cimento e a cal.

têm custo inferior em relação a outros revestimentos como cerâmicas e pedras. maior resistência em relação às tintas comuns. através da raspagem da tinta após sua aplicação. As texturas podem imitar acabamentos tradicionais feitos em argamassas. Podem também ser criadas texturas inovadoras. combinadas com os diversos tipos de texturas. Esta raspagem é que as deixa com aspecto texturizado (observe ao lado). Esses minerais podem ter função tanto de pigmento quanto de ligantes. Embora mais caras que as tintas látex. com técnicas artesanais bem mais trabalhosas. possibilitam acabamentos bonitos e variados. é muito usada para pintura de sub-solos e poços de elevadores. seus componentes e aplicações. portanto. devido aos riscos que os minerais fazem na película. A maior presença de minerais confere maior espessura à película. A seguir é apresentado um quadro-resumo dos tipos de tintas. São também mais respiráveis do que as tintas látex. tanto em quantidade quanto em tamanho das partículas. entre outras. tornando-se uma opção intermediária para pintura de paredes externas e internas. O maior tamanho das partículas permite “desenhar” a superfície. podendo valorizar a aparência do edifício sem aumentar excessivamente o custo. São fornecidas muitas opções de cores que. Tintas texturizadas São tintas em cuja composição nota-se maior presença de minerais. massa raspada. É utilizada em residências de regiões interioranas de padrão mais simples. Em edifícios modernos. como grafiato.a lavabilidade não são as necessidades mais importantes. 150 .

LABORATÓRIO Você organizará. em equipe. cada um com seus padrões de cores e acabamentos. com a orientação do seu professor e juntamente com o restante da classe. isto é.ATIVIDADE 28 . uma “catalogoteca” de tintas. 151 . uma coleção de catálogos com os diversos tipos de tintas.

olhos e pulmões. além de cuidados especiais no uso de solventes e equipamentos. Alguns tipos de solvente e produtos químicos podem atacar as luvas de borracha e por isso é importante ler com atenção as instruções de uso das luvas. roupas confortáveis e folgadas. quanto na sua remoção e também na limpeza de pincéis. CUIDADOS NO USO DE SOLVENTES 152 No uso de solventes (aguarrás. máscaras contra pó nas atividades de lixamento. devem ser obedecidas as seguintes recomendações: . thinner e qualquer outro) e na manipulação de tintas que têm solventes como componentes. fibras e partículas. além das precauções quanto ao equipamento de proteção individual. Os equipamentos de proteção individual recomendados são: luvas de borracha para trabalhar com solventes e removedores.Segurança no trabalho de pintura PROTEÇÃO INDIVIDUAL Tendo em vista que o pintor irá manusear componentes tóxicos e inflamáveis e estará em ambiente saturado de pó. tanto no preparo de tintas. sendo esses calçados obrigatórios quando se utilizam escadas ou andaimes. Veja a figura acima. lixar e pintar. alvejante ou outros produtos químicos agressivos. rolos e outros equipamentos. que serão vistos a seguir. Para as atividades de lixamento e pintura recomenda-se usar luvas leves de pano. óculos de segurança para atividades de escovar. raspar. sendo obrigatórios quando se trabalha com ácidos. é indispensável a proteção da pele. sapatos ou botas com sola de borracha ou outro material antiderrapante.

o corpo do pintor deve estar centralizado em relação à escada. a escada deve estar apoiada em local plano. como materiais de limpeza. 153 . usar escada maior. pode provocar reações químicas com efeitos indesejáveis. sendo portanto necessário observar recomendações de segurança quanto ao seu uso. conforme segue (SENAI/SP. thinners e removedores. para 3 metros de altura a base da escada deve estar afastada aproximadamente 1 m da parede). Caso não se tenha certeza de alcançar a altura desejada. além de não produzir nenhuma melhoria no produto final. verificar se a base de apoio da escada não está oleosa ou escorregadia. A mistura. subir e descer a escada. todas as fontes de fogo devem ser apagadas. escadas de extensão. 2004): a escada deve ter sempre quatro pontos de bom contato (os quatro no piso ou dois no piso e dois na parede) e o pintor deve ter sempre três pontos de bom apoio na escada. se ficar muito próxima pode tombar para trás e se ficar muito afastada pode deslizar. devem ficar 30 cm afastadas da parede para cada 90 cm de altura (por exemplo. incluindo cigarros e lâmpadas piloto de fogões e aparelhos elétricos. para maior segurança a escada pode ser amarrada a um ponto fixo firme e estacionário. ao trabalhar. trapos ou papéis usados para aplicar ou limpar solventes ou tintas a base de solventes podem pegar fogo espontaneamente se deixados num balde ou empilhados. por exemplo. usar por exemplo estrados de madeira bem apoiados para nivelar a base de apoio da escada. como um ponto da estrutura da casa. o armazenamento das tintas deve ser feito também em local ventilado. se o piso for irregular. Por isso devem ser espalhados para secar e depois colocados num recipiente à prova de fogo para serem depois descartados. como por exemplo emissão de vapores tóxicos ou outros.o local de trabalho deve estar ventilado. não subir mais do que o terceiro degrau de cima para baixo. ácidos. não puxar qualquer objeto quanto estiver sobre a escada. não usar escadas próximas de linhas elétricas. tanto interna quanto externamente. Use a regra do cinto: “nunca deixe a fivela do cinto ficar fora das colunas da escada”. não subir em escada com tempo chuvoso ou muito vento. TRABALHO EM ESCADAS Os trabalhos em pintura exigem freqüentemente o uso de escadas. nunca misturar materiais diferentes entre si. que ficam apoiadas na parede.

ATENÇÃO Observar as condições ambientais e evitar pintar com umidade excessiva do ar (acima de 80%). pois sempre vejo uma dessas coisas acontecendo e me dá um grande frio na barriga.Pedrito: Acho que ninguém sabe disso. temperaturas muito altas (acima de 35o ) ou muito baixas (abaixo de 10o ). 154 . muito vento e poeira.

As cerdas. As cerdas naturais são absorventes de água e incham. que são as ferramentas mais comuns utilizadas na pintura de edifícios.As ferramentas para pintura Há quatro tipos básicos de ferramentas de aplicação de pintura: pincéis. Os pincéis de cerdas naturais devem ser limpos apenas com solventes. ter pontas flexíveis e voltar facilmente à sua forma original. Podem ser de cerdas naturais ou sintéticas. se puxadas não devem ser removidas. como látex. mas devem ser verificadas as instruções do fabricante. num pincel de 50 mm. são confortáveis de segurar e fáceis de limpar. Por exemplo. pincéis pequenos e pulverizadores. tornando-se mais macias. Não deve haver também falhas. rolos. quando usados com tinta óleo ou esmalte. por exemplo. Serão abordados aqui os pincéis e os rolos. ter comprimento 50% maior do que a largura do pincel. 2004): ter pontas abertas. devem (SENAI/SP. fornecem acabamento uniforme. Os pincéis sintéticos funcionam bem com todos os tipos de tinta. ser mais curtas na parte externa e mais longas no centro. Os de cerdas naturais são preferidos para tintas a base de solventes (óleos e esmaltes). Podem ser limpos com água. econômicos no uso de tinta. PINCÉIS Também chamados trinchas ou brochas. quando usados com látex e devem ser limpos com aguarrás. embora não o sejam do ponto de vista do tempo gasto para pintar. que proporciona melhor controle onde a tinta está sendo aplicada. São versáteis. a não ser uma ou outra. para dar acabamento mais fino e uniforme. são os mais utilizados na pintura. 155 . Na compra de um pincel é importante verificar alguns indicadores de qualidade. Se cuidados adequadamente podem durar longo tempo. Por isso não são indicadas para tintas a base de água. as cerdas devem ter 75 mm.

2004): para grandes superfícies externas. pincel plano de 100 mm com largura de 20 a 25 mm. acabamentos nos cantos. pincel com bordas afuniladas. além de serem difíceis de usar em espaços estreitos. apenas algumas passadas por carga de tinta são suficientes. No uso de pincéis são recomendados: umedecer ligeiramente com água antes de aplicar tinta látex. Na pintura de madeiras. pincel com largura de 25 a 65 mm. 156 Assim como acontece com os pincéis. há rolos sintéticos. a aplicação da tinta deve ser feita com o pincel inclinado 45 graus com a superfície e a tinta deve ser aplicada em passadas verticais longas em paredes e forros. que devem . para paredes e forros interiores: largura de 75 mm. portas e janelas de madeira. deve ser seguida a direção das suas fibras. Num mesmo período de tempo podese aplicar três vezes mais tinta com um rolo do que com um pincel. pois isso evitará marcas e produzirá um aspecto liso e uniforme. como argamassa e concreto. Mergulhar apenas um terço ou a metade do comprimento das fibras e depois passar o pincel pelo lado da lata. os rolos gastam mais tinta tanto na pintura quanto na sua limpeza. mas não para tintas látex.O pincel deve ser equilibrado e confortável na mão e o cabo não deve deslizar nem ser muito áspero. Paulina: Passadas adicionais podem melhorar o acabamento para tintas óleo ou esmaltes. Para conseguir uma camada espessa e de boa cobertura para látex. devem ser seguidas as seguintes recomendações (SENAI/SP. Porém. Quanto ao tipo de pincel a ser utilizado. São recomendados para superfícies interiores grandes e superfícies exteriores ásperas. não carregar tinta demais no pincel. ROLOS São as ferramentas mais populares para pintar graças à facilidade e rapidez que proporcionam em relação aos pincéis. pintar sempre na direção do molhado para o seco e depois voltar à área recém pintada e não o contrário (do seco para o molhado) . principalmente brilhantes e semi-brilhantes.

encher a área com passadas paralelas. devem ser usados para tintas a óleo. 2004). excesso de líquido deve ser removido com uma toalha de papel. 157 . A pelagem do rolo. dependendo do efeito desejado. a tela deve ter a mesma largura do rolo. madeira ou metal). deve ser observado se não tem emenda (que pode riscar a pintura) e se. chamada napa. Na aplicação da pintura. Ao usar o rolo sobre paredes. começando com uma passada para cima para diminuir os respingos. depois. Alguns são feitos de espuma e cortados na largura dos pincéis. sem levantar o rolo da superfície.6 a 6 mm) para superfícies lisas (gesso. tem vários comprimentos. Se for usado óleo ou esmalte. para assegurar que o rolo esteja completa e uniformemente embebido com tinta.5 a 20 mm) para superfícies semi-ásperas.3 m2. como concreto. espalhar a tinta em zigue-zague ou “W”. ao ser comprimido. Porém. recomenda-se: colocar uma tela de metal ou plástico na bandeja. São fornecidos em diferentes texturas. o rolo deve ser umedecido antes do látex. PINCÉIS PEQUENOS Os pincéis pequenos são utilizados para área de difícil alcance com pincéis comuns e rolos. como concreto e argamassas lisas e as napas longas (mais de 20 mm) para superfícies mais ásperas. aplicar no rolo algum solvente antes da pintura. não retém tanta tinta. enquanto os de pelo natural (geralmente lã de carneiro). Para verificar a qualidade do rolo. Em qualquer caso. napas médias (9. tijolo e argamassas grossas (SENAI/SP. começar num canto próximo ao forro e descer ao longo da parede em áreas de 0. recomendando-se: napas curtas (1. nem são tão versáteis. conserva a forma original.ser usados para látex.

BANDEJAS OU CAÇAMBAS PARA PINTURA São recipientes onde se deposita a tinta durante sua aplicação. são diferentes dos pincéis ou rolos. facilitando o carregamento do pincel ou rolo com a tinta. Para manutenção e limpeza da espátula ou desempenadeira deve-se. LIXAS O lixamento tem a função de uniformizar a superfície e auxiliar a aderência da pintura. A tinta deve ser aplicada com passadas longas. Quanto menor é a grana. As lixas são classificadas de acordo com um número (grana) que indica sua aspereza. Podem ocorrer marcas com mais facilidade. Em seguida enxugar com um pano para não enferrujar.No uso. a lâmina da espátula e da desempenadeira pode se tornar cortante. É recomendável o uso de bandejas quando utilizá-los. cortadas. todas na mesma direção e não deve ser repassada sobre a tinta aplicada. ESPÁTULAS E DESEMPENADEIRAS DE AÇO As espátulas de aço são usadas para aplicação de massas em pequenas áreas e remoção de tinta. logo após o uso. São usados comumente os seguintes tipos de lixa (SENAI/SP. As desempenadeiras de aço são usadas para a aplicação de massa em grandes áreas. ATENÇÃO Após várias utilizações. 2004): Para argamassas: lixa 80 a 150 Para massas: 220 a 240 Para madeiras: 180 a 240 Para metais: 150 a 220 158 . mais grossa é a lixa. retirar o excesso de massa com outra espátula e lavar com água. É muito comum fazer a bandeja com latas de tinta de 18 litros.

Para casos de sujeira mais grossa. fissuras. a lavagem pode ser feita com mangueira de jardim.uniforme e bem desempenada. . em proporções indicadas pelo fabricante. buracos. Caso sejam feitos reparos. no caso de revestimentos em argamassa ou concreto. .remoção de mofo e fungos. Em seguida. Especial atenção deve ser dada à presença de umidade. adicionando-se água clorada à água da lavagem. reparar trincas. aguardar a cura.isenta de pinturas ou revestimentos soltos. . eflorescências (crostas brancas) e microorganismos (bolor e fungos). Havendo umidade. A superfície deverá estar: . sal ou em fachadas de prédios. . prumo e nível. é necessária lavagem com máquina de pressão. acompanhada de esfregação com vassoura ou escova. óleo ou gorduras. . devendo ser obedecido período mínimo de 30 dias para pintura. Para a limpeza devem ser feitas: .remoção de sujeira. através de raspagem com espátula ou escova de aço. no caso de superfícies já pintadas ou revestidas. enxaguar e aguardar a secagem. falhas ou material solto. graxa. poeira. irregularidades e falhas em geral.firme e coesa. . com escovação rigorosa e lavagem. . que pode ser causada por vazamentos de tubulações hidráulicas embutidas. isto é. como fuligem. sem trincas. Correções e preparação da superfície Após a lavagem deve ser examinada a integridade da superfície e. sujeira. com tinta látex Exame e limpeza da superfície. caso necessário. adicionando-se detergente à água de lavagem. A preparação da superfície deve ser feita com aplicação de fundos prepa- 159 .completamente curada. Em seguida.remoção de graxas e gorduras.lavagem: para paredes de residências não muito impregnadas.remoção de manchas de eflorescências.isenta de umidade. poeira e materiais soltos. devem ser identificadas e sanadas as causas. . em proporções indicadas pelo fabricante. com planeza. infiltrações por falhas de impermeabilizações e outras.A execução da pintura Pintura de paredes e tetos em argamassa ou concreto. enxaguar e aguardar a secagem.

radores de superfície e seladores. pode-se aplicar solvente na superfície. Devem ser dadas quantas demãos forem necessárias até se atingir o acabamento desejado. O solvente será absorvido e quando evaporar arrastará a resina para a superfície. em duas demãos. farpas. o que se nota pelo não aparecimento de manchas na superfície. com pano levemente umedecido. sem pigmento. ou tinta acrílica para áreas externas. mas. para paredes em condições normais. resíduos de serragem. Em caso de repintura. toda a pintura deverá estar pronta antes. fungos e bolor. Para áreas internas pode ser usada a massa corrida a base de PVA. em camadas finas. Emassamento e acabamento O emassamento (aplicação de massa) pode ser feito em pontos isolados somente para eliminação de irregularidades. 160 .e madeiras e metais. deve-se usar selador apropriado. Após a aplicação da massa e do lixamento deve ser feita a limpeza para remoção do pó. aguardando duas a três horas após a aplicação da massa para fazer o lixamento. proteger pisos .forrando-os com lonas . envolvendo-os com papéis (jornais. resinas na superfície. Se o acabamento for com esmalte deve ser usado selador pigmentado. Se estiver em mau estado deverá ser removida e deverá ser aplicado fundo. Após o emassamento aplicar o acabamento. graxas e gorduras. O processo deve ser repetido até que toda a resina interna seja removida. janelas e por último. fazer o lixamento e a limpeza do pó. em geral. Antes de iniciar a pintura de tetos e paredes. Seqüência da pintura e proteções Em ambientes internos. paredes. por exemplo). A aplicação da massa deve ser feita com espátula ou desempenadeira de aço. presos com fita crepe. portas. Para áreas externas deve ser usada a massa acrílica. No caso de verniz. Para remoção de resinas internas da madeira. com tinta látex a base de PVA para áreas internas. Após isso. Se for usado papel de parede como acabamento. rodapés. apropriados para pintura a látex. Pintura de madeiras com esmalte ou verniz A madeira deve estar seca e isenta de poeira. aplicar selador. a pintura deve ser feita na seguinte seqüência: tetos. se a existente estiver em bom estado. ou em toda a superfície. caso se deseje um melhor padrão de acabamento. e a superfície já estará pronta para receber a massa ou a pintura de acabamento. Em seguida. Após a limpeza fazer o lixamento no sentido das fibras da madeira e remover o pó. aguardar 6 a 8 horas para lixar. duas ou três demãos são suficientes. que provocam manchas que podem prejudicar a pintura.

Pedrito: E como fazer para consertar os defeitos de pintura? Paulina: É o que veremos na próxima ocupação. Após isso aplicar o esmalte de acabamento. com lixamento entre as demãos. eliminando quaisquer pontos de ferrugem. Legal! 161 . Até lá! Pedrito: Antes disso vamos pintar de verdade. Após o lixamento. deixar secar e aplicar o esmalte de acabamento. em duas ou três demãos. sendo mais comum o vermelho óxido ou laranja. a do Reparador. removê-la completamente e proceder como para aplicação de pintura nova. Para superfícies novas recomenda-se a aplicação de um removedor de primer (o primer é um fundo normalmente aplicado na serralheria). devem ser corrigidas as irregularidade e imperfeições com massa niveladora ou de enchimento apropriada e aguardar mais 6 a 8 horas para lixar. Fazer o lixamento da superfície. lixar e remover o pó com solvente tipo aguarrás. Para pintura anterior em mau estado. graxas e gorduras. podendo aplicar o acabamento sobre a pintura antiga. em duas ou três demãos. na próxima Atividade. aplicá-lo após o selador. Pintura de metais com esmalte A superfície deverá estar limpa e isenta de poeira. No caso de verniz. fazer a limpeza com solvente e esperar secar. remover com espátula e solvente os resíduos do removedor. Após isso. em duas demãos. Depois do preparo aplicar duas demãos de fundo apropriado. resíduos. com intervalo de 6 a 8 horas cada. Para pintura anterior em bom estado.Antes de aplicar o esmalte. fazer o lixamento e limpeza com escova e pano levemente umedecido. Após isso deixar secar entre 18 e 24 horas.

uma parede com tinta látex e óleo.CANTEIRO Você pintará. Escreva aqui suas dúvidas. 162 .ATIVIDADE 29 . com orientação do seu professor. em equipe.

163 .

164 .

fazê-los somente em casos simples. Para cada um desses tipos de patologias são vistas a sua descrição (sintomas). com os problemas da construção. onde terá treinamento apropriado. é fundamental para o reparador: adquirir primeiro a experiência com as ocupações tradicionais da construção. Outra possibilidade é trabalhar como profissional autônomo. Ao final é feito o encerramento do Arco Ocupacional. descolamentos de revestimentos cerâmicos e problemas de pintura. em caso de dúvida.Introdução O reparador é um profissional que executa atividades de manutenção e reparos nas edificações. em boa parte baseada em LICHTENSTEIN (1985). serão abordadas patologias importantes relacionadas aos assuntos que já foram vistos nas ocupações anteriores: trincas e fissuras em alvenarias e revestimentos. O reparador poderá ter como possibilidade de trabalho o emprego em empresas especializadas. e em crescimento. que é o da patologia das construções. recorrer a profissionais mais experientes ou especializados. ATENÇÃO A patologia é uma área de engenharia especializada. devendo aprender a conhecer suas causas. Assim. ladrilheiro. Em seguida. em pequenas construções. Esse profissional em geral tem formação e experiência básica como pedreiro. O reparador lida com as patologias. como corrigi-las adequadamente e como evitá-las em novas obras. e já é considerada uma ciência da construção. isto é. a explicação de suas causas possíveis (diagnóstico) e suas correções. quando começar a trabalhar com reparos. serão vistas noções básicas e importantes da patologia das construções. um primeiro aspecto importante dessa ocupação é que ela faz um resumo e um fechamento de tudo o que foi visto nas outras ocupações deste Arco. ladrilheiro e pintor). como as vistas neste Arco (principalmente pedreiro. 165 . Assim. Na atividade de reparos. ou também outras. acaba fazendo um pouco de tudo. daí a importância de conhecer pelo menos as ocupações que já foram estudadas até aqui. devese lembrar que serão vistas nesta ocupação somente algumas noções gerais sobre o assunto. Nesse caso. Essa área está hoje bastante desenvolvida. pintor. Mas essa ocupação traz também um assunto novo. nessa ocupação. que não envolvam problemas estruturais e sempre. Assim.

tinha um monte. Conforto acústico – garantir isolação contra ruídos externos excessivos e manter níveis adequados de ruídos internos. o reparo (conserto) de uma patologia tem como objetivo recuperar essa função. tinha também a das paredes que era não deixar passar barulho. pensando-as agora como funções do edifício como um todo. sol. Muitas já foram vistas nas ocupações anteriores. iluminação. Conforto ambiental – possuir ambientes. etc. tinha função estética no acabamento. me perdi. ventilação.. Diz-se que um edifício apresenta uma patologia quando não atende adequadamente uma ou mais das funções para as quais foi construído. Paulina: Você lembra. quais eram essas funções? Pedrito: Eu lembro que tinha a função da estrutura (deixar o prédio de pé. aparência e instalações adequadas às necessidades de uso. garantindo a privacidade. Segurança ao fogo . Paulina: Vamos então recapitular e organizar todas essas funções. chuva. Estanqueidade – não permitir entrada de água. Pedrito.. Assim. entrar chuva. Veja a seguir. calor e frio. relacionadas a partes do edifício. Conforto higrotérmico – manter umidade e temperaturas internas adequadas. Segurança estrutural – deve ser estável e resistir aos esforços a ele aplicados. Durabilidade – conservar suas propriedades e funções ao longo do tempo.A patologia das construções O QUE É PATOLOGIA O edifício deve exercer diversas funções para atender às necessidades humanas.garantir a segurança das pessoas que o utilizam em caso de incêndios. não cair). 166 . ventos. Economia – possibilitar custo de construção e manutenção compatíveis com a capacidade econômica dos seus usuários. dimensões. Segurança contra intrusão: garantir a segurança contra penetração de estranhos (ladrões).

de anormalidade. Pedrito. O termo patologia vem da medicina. e você vai ver como a analogia com a medicina aparecerá durante todo o assunto desta ocupação. tornando-a muito interessante. 167 . Pedrito: Quer dizer que o reparador é uma espécie de médico do edifício? Paulina: Isso mesmo. na medicina. assim como o tratamento na medicina. de falta de saúde. O reparo da patologia.. como se o edifício estivesse mesmo doente e sua doença precisasse ser diagnosticada e tratada.. A patologia das construções é o estudo de situações de ocorrências de problemas. Estado patológico. significa estado doentio. de falhas ou de defeitos que comprometem uma ou mais das funções do edifício.Pedrito: Mas por que esse nome patologia? Patologia não é estudo de pato?. visa recuperar as funções (ou a saúde) do edifício. ou todo seu conjunto. Na construção o sentido é o mesmo.

por exemplo. se não for reposta periodicamente. do qual é feita a estrutura. como vimos. que são esporádicos. Assim. enquanto que o reparo (conserto) é feito para restituir funções perdidas ou prejudicadas. ao contrário dos reparos. até um momento em que não atendem mais as suas funções e precisam ser repostos. torneiras. muitas vezes imprevisíveis e até emergenciais. tubos e aparelhos elétricos. durante esse tempo. A esses serviços damos o nome de manutenção (LICHTENSTEIN. tem como objetivo evitar problemas (evitar ficar doente) enquanto o reparo é uma atividade corretiva. o próprio concreto pode não durar os 50 anos que seria a sua vida útil normal.IDENTIFICAR Procure e fotografe. ou terapêutica (tratamento da doença). têm um período de vida útil. Outra diferença importante é que a manutenção tem uma finalidade preventiva. enquanto a pintura dura alguns anos. trocas de fechaduras. pode ser programada. como se faz nas revisões programadas de veículos. pode durar 50 anos ou mais. para que um edifício possa ter todas as suas funções prolongadas ao longo da sua vida útil. São exemplos de serviços de manutenção: repinturas. A manutenção é feita para que o edifício mantenha suas funções. entre muitos outros. isto é. REPARO E MANUTENÇÃO Já vimos em outras ocupações que os materiais de que são construídos os edifícios têm uma determinada durabilidade. isto é. seja feita uma série de serviços de verificações.ATIVIDADE 30 . exemplos de patologia para todas as funções dos edifícios. podem ser previstos e planejados. Vimos também que os materiais têm durabilidades diferentes. Por outro lado a pintura protege o concreto e. reposições e substituições. substituição de fios. Assim. 168 . com orientação do seu professor. A manutenção. 1985). é necessário que. ou peças internas desses componentes. Os serviços de manutenção são rotineiros e periódicos. O concreto. Note como a manutenção é diferente do reparo. ao longo da qual vão se deteriorando (perdendo suas propriedades originais).

comprando materiais de maior durabilidade. os prazos. Essa “economia” pode se voltar contra o próprio usuário. Nem sempre o término da vida útil do edifício está ligado somente à sua deterioração física. acaba por ocorrer na prática. o que.É muito comum a falta de manutenção adequada dos edifícios. pois seus materiais podem ser reutilizados em outras construções. mas também o custo de manutenção. Uma das principais razões disso é o seu custo. de levar em conta não só o custo de aquisição. Esse término pode se dar por obsolescência. o edifício pode ser demolido ou pode ser reciclado. dificultando ou até mesmo impedindo os usuários de a executarem. passar por uma reforma que lhe possibilitará outro período de vida útil. pois como têm natureza diferentes. como se não fosse uma coisa importante. sua deterioração ocorrerá. quando da escolha dos materiais que serão utilizados no edifício. É importante lembrar que a reciclagem dos edifícios sempre ocorre. serão diferentes também os métodos de trabalho. Além disso o cliente ou usuário precisa ser esclarecido sobre o tipo de serviço que está contratando. de fato. Por isso muitas vezes essas atividades acabam se misturando e se confundindo. Daí a importância. e ter menos gasto com manutenção depois que a obra ficar pronta. etc. e isso é uma causa importante de patologias. mesmo quando são demolidos. É comum também deixar de fazer manutenção para fazer economia. O reparador é um profissional que pode realizar tanto as atividades de manutenção quanto as de reparos. pois poderá gerar patologias muito mais caras para serem reparadas. isto é.1985). Quando isso ocorre. encerrando o período que chamamos de vida útil do edifício. Muitas vezes pode ser mais vantajoso gastar mais na obra. o edifício 169 . O edifício “envelhece” e um dia deixará de cumprir as funções para as quais foi construído. Essa atitude está ligada muitas vezes ao desconhecimento e até ao descaso com a manutenção. pois é irreversível (LICHTENSTEIN . A VIDA ÚTIL DO EDIFÍCIO Ainda que a manutenção de um edifício seja muito bem feita. custos. É importante saber diferenciar as duas. isto é.

mas por uma série de razões não atende mais às necessidades para as quais foi construído. 4. e a parede ameaçar cair. pois o reparo restitui a função do edifício. A PATOLOGIA COMO CIÊNCIA DA CONSTRUÇÃO As construções feitas pelo homem ao longo da história têm apresentado muitos problemas.ainda está íntegro fisicamente. oferta de produtos mais modernos e atraentes no mercado. o filho do construtor deverá morrer. Veremos isso a seguir. Se causar morte de um escravo do dono da casa. Se a propriedade for destruída. o construtor devera dar ao dono da casa um escravo de igual valor. 2. relativos ao problema da segurança das obras. Se causar a morte do filho do dono da casa. o construtor deverá reconstruir a casa por sua própria conta. Se o construtor fizer uma casa para um homem e não fizer de acordo. isso não significa que sua vida útil chegou ao fim.1985): 1. prolongando sua vida útil.C. Este trecho corresponde aos artigos 229 e 230. É justamente aí que entra a importância da patologia como ciência da construção. para o reparador. expressos em cinco regras básicas (GIORDANI. que torna obsoletas as instalações de residências mais antigas). 3. 170 5. M. . o construtor deverá reforçá-la por sua conta. C. mudança de hábitos dos usuários (aumento do número de aparelhos elétricos. o construtor deverá morrer. O importante. reproduziremos abaixo um trecho do Código de Hamurabi. Se um construtor fizer uma casa que não seja firme e o seu colapso causar a morte do dono da casa. por exemplo. que data de 1700 A. apud LICHTENSTEIN . Entre as causas de obsolescência podem ser citadas: mudança no uso do solo urbano (fábricas antigas construídas em áreas que se tornaram residenciais). Para se ter uma idéia de como isso é antigo e grave. etc. é saber que se um edifício perdeu em um determinado momento uma ou mais de suas funções.

desenvolver tecnologias corretivas que consertem as falhas ocorridas e. e isso era aplicado. nos materiais empregados. Pedrito?!. Entretanto. em segundo lugar. apud LICHTENSTEIN . quando tomou posse como presidente do Instituto dos Engenheiros Civis da Grã-Bretanha.. Ainda bem que temos hoje regras diferentes para resolver estes conflitos. e já é possível ter uma idéia geral sobre causas de patologias. Essa postura e seu desdobramento através do tempo até os dias atuais acabaram tornando a patologia uma ciência da construção. Veja o que disse Robert Stephenson. Muitos estudos já foram realizados com esse objetivo.. na década de 70. mesmo?!. Mudou também a postura diante das falhas e erros ocorridos. Essa ciência busca estudar os problemas construtivos e entender as suas causas. A descrição exata destes acidentes. De qualquer modo a falta de inovação não era um problema para a época. pois as necessidades de construção podem ter sido bem diferentes das de hoje. Pesquisas feitas na Europa. em primeiro lugar. em terceiro. deve ter causado também um grande medo de inovar. AS CAUSAS DAS PATOLOGIAS Como vimos. que incorporem inovações e práticas preventivas na construção. em 1856: “Nada é tão instrutivo para jovens engenheiros como o estudo dos acidentes e dos meios empregados para o reparo das lesões. mostraram que a origem das falhas está. não. na má utilização dos edifícios pelos usuários. A inovação passou a ser aceita e até estimulada. A evolução humana fez com que essas necessidades fossem aumentando e também os conhecimentos sobre as técnicas de construção. Veja o gráfico a seguir: 171 . pois a inovação sempre traz algum risco (e se não der certo?).. por exemplo. B. Paulina: Que horror. no projeto deficiente.. principalmente. O código de Hamurabi certamente deve ter contribuído para resolver o problema da segurança das construções naquela época. e temos também outra atitude diante de falhas e erros cometidos nas construções.” (WHITE. o risco que ela traz. em falhas de execução. em quarto. Paulina!.1985). dentro de determinados limites. evitando a ocorrência de problemas e gerando edifícios cada vez mais seguros e melhores.. com o entendimento correto dos mecanismos de ocorrência.Pedrito: Nossa. Em outras palavras: aprende-se muito mais com os erros do que com os acertos.. é realmente mais valiosa que a descrição dos trabalhos bem sucedidos. a patologia da construção tem como preocupação fundamental o conhecimento das causas dos problemas e como evitá-los. assumindo-se.

conforme adaptado de LICHTENSTEIN (1985): a) Levantamento de informações: compreende o levantamento de dados e informações suficientes para o completo entendimento do problema. trincas e descolamento de revestimentos. visitando um total de quase 500 habitações. a maior parte dos problemas tem sua origem na deficiência de projetos ou na má execução das obras. pequenos detalhes construtivos. O MÉTODO DA PATOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES Há um método para se estudar e resolver uma patologia. que inclui a . entre casas e apartamentos.O Brasil ainda está atrasado no estudo das patologias. a maior parte refere-se a problemas de umidade. 172 b) Diagnóstico: é o entendimento completo do problema. havendo poucas pesquisas feitas nessa área em obras brasileiras. pioneiramente no país. Suas conclusões mostraram que: das três patologias pesquisadas. Entre os estudos existentes encontrase o do engenheiro YOSHIMOTO (1986) que. seguida igualmente por trincas e descolamento de revestimentos. se feitos adequadamente. e a execução de ensaios complementares. podem reduzir bastante o número de problemas. o levantamento do histórico do problema e do edifício. Este método pode ser dividido em três etapas. Nesse trabalho foram pesquisados patologias referentes a umidade. levantou problemas patológicos em 36 conjuntos habitacionais. em geral a presença de patologias nas casas térreas é maior do que em apartamentos. Normalmente as fontes para essas informações são: a vistoria do local e a identificação dos sintomas.

diário de obras. Os profissionais especializados em patologia levam também outros instrumentos. termômetro. temperatura. equipamentos e tecnologias. tais como: martelo pequeno (de aço e borracha). Caso isso não ocorra. dilatômetro. talhadeira. etc). e que você já conhece das outras ocupações. Isso é feito através de entrevistas com pessoas envolvidas com o problema e a construção. além das alternativas de intervenção. etc. incluindo a definição quanto aos meios: materiais. como prancheta para anotações e desenhos. 173 . especificações técnicas. picão. para servir de apoio à inspeção. Na inspeção direta são usados essencialmente os sentidos (visão e audição. dependendo do caso. e máquina fotográfica. contratos. Isso é feito através de inspeção direta. são: Nível d´água (mangueira e nível de mão) Prumo de face e de centro Régua. deformações. ensaios de materiais.identificação das causas e efeitos. Há instrumentos que devem ser levados à vistoria. Devem ser levados também instrumentos e equipamentos para registro de dados. e que possam ser colocados numa caixa de ferramentas e levada para a vistoria. obviamente). tais como: higrômetro. Normalmente o processo é iniciado a partir de uma reclamação do usuário. que é o levantamento de hipóteses relativas à evolução futura do problema. e de exame de documentos (projeto. O primeiro passo é a vistoria do local. Os mais comuns e imprescindíveis. gravadores e filmadoras. mão-de-obra. onde são examinados os sintomas. que procura um profissional para resolver o problema. que servem para medir umidade. chaves de fenda. que são as manifestações do problema. etc. c) Definição de conduta: significa definir a solução para o problema e os trabalhos que devem ser feitos para isso. entre outros. metro e trena Algumas ferramentas leves. notas fiscais. e. e a explicação dos fenômenos ocorridos. Nessa etapa é feito o prognóstico da situação. cada uma delas também com sua evolução prevista. O importante para o reparador é definir um conjunto mínimo de instrumentos. eventualmente com apoio de alguns instrumentos específicos. mas também o tato. espátula. o passo seguinte é o levantamento do histórico do problema. compatíveis com seu conhecimento e com o problema que será estudado. o olfato e até o paladar (evidentemente sem expor a própria saúde). como a maleta do médico. O diagnóstico significa conhecer os “porquês” e os “como” do problema. Muitas vezes só a vistoria já é suficiente para diagnosticar o problema.

Exames realizados no local: ensaio de aderência de revestimento cerâmico 174 Os ensaios de laboratório podem ser os mais diversos. para patologias de revestimentos cerâmicos. não metálico). a utilização de ensaios para determinar propriedades das cerâmicas. através de equipamento apropriado. Os exames feitos no local normalmente envolvem algum tipo de equipamento. é um exemplo desse tipo. por exemplo. significa que o revestimento naquele ponto está sem aderência com a parede e poderá se descolar. por exemplo. medindo-se a resistência obtida. pois dependem do problema. faz-se um arrancamento de uma pequena porção do revestimento. muito comum para patologias de revestimentos. já visto na ocupação-base pedreiro. que tecnicamente designa-se “som cavo”. É muito comum também. Esses exames podem ser feitos “in loco” (no próprio local) ou em laboratórios. . Um exemplo de exame simples feito no local. Consiste em bater com um martelo (normalmente de borracha) a superfície do revestimento. mesmo sendo. O ensaio de resistência do concreto. que pode ser simples ou complexo. como absorção de água. Um exemplo de exame mais complexo feito para revestimentos é o de aderência. Veja a foto a seguir. há necessidade de confirmação. Se a batida do martelo produzir um som “choco” (fofo. é o do “bate-choco”. onde.EXAMES COMPLEMENTARES Os exames são necessários quando a vistoria e o histórico não são suficientes para o diagnóstico ou.

Escolhe-se. 175 .Uma vez feito o diagnóstico. normalmente tem tecnologia dominada. faz-se o prognóstico e define-se a solução para o problema. entre as alternativas possíveis. O processo se encerra com a execução dos serviços prescritos. A intervenção. Existem situações em que não se dispõe de tecnologia. através de 4 pontos que você tenha considerado como os mais importantes. exigindo pesquisas para desenvolvê-la. aquela que melhor relação custo/benefício apresentar. ATIVIDADE 31 . ou terapia requerida.ESCREVER Faça um resumo do que foi visto até aqui sobre patologia das construções.

A diferença entre as duas é quase sempre de intensidade. por três motivos(THOMAZ. a uma distância de aproximadamente 1. que faz trincar as suas paredes. A título de exemplo. sendo que a trinca significa uma intensidade maior do fenômeno causador. 1989): podem ser um aviso sobre a possível ocorrência de problemas estruturais. Se as fissuras não são visíveis a essa distância.) e podem também causar grande desconforto psicológico para os usuários. mas estão provocando outros problemas (como penetração de umidade através da parede. COMO IDENTIFICAR A PATOLOGIA: OS SINTOMAS A primeira ação no estudo da patologia é identificá-la. e que sejam visíveis a olho nu. além de serem muito comuns. As causas dos recalques podem ser várias e constituem assunto de engenharia especializada. etc. O critério para caracterização de fissuras como patologias é que ocorram em número superior a dois ou três por metro quadrado. saber em que situação as ocorrências observadas devem ser caracterizadas como sintomas. pois tem maior dimensão (espessura e comprimento) que a fissura. também devem ser consideradas como patologias. podem ser visualmente imperceptíveis e já serem consideradas patológicas. podem acarretar problemas em várias funções do edifícios (provocar umidade. Isso é importante porque a fissuração de paredes sempre ocorrerá em algum grau. em toda sua extensão ou em parte dela. 176 . que não será abordado aqui. As trincas e fissuras são. como sinônimas. o que deve ocorrer para fissuras de aproximadamente 1. enquanto que a trinca tem um desenho mais definido e linear. são muito importantes do ponto de vista das funções de edifício e do usuário. muitas vezes. e nem sempre será considerada patológica. e podem até ser consideradas. Recalque de fundações: Recalque é um afundamento das fundações de um edifício. isto é. prejudicar a durabilidade das vedações. Veja a foto e o desenho a seguir. manifestações do mesmo fenômeno. Dependendo do fenômeno causador a fissuração pode apresentar-se dispersa e em formato de “mapa”. genericamente. uma causa possível é a alteração de umidade do solo sob um trecho da edificação. Por outro lado. o isolamento termo-acústico. CAUSAS POSSÍVEIS E DIAGNÓSTICO As principais causas possíveis da ocorrência de trincas e fissuras em paredes de alvenaria são mostradas a seguir. por exemplo).0 mm de largura. por exemplo.0 m da parede. provocada por raízes de vegetações próximas.Trincas em alvenarias Essas patologias.

devido à concentração de esforços nos cantos dos vãos. Trincas de cantos de vãos de alvenaria 177 .recalque Trincas devido a recalque de fundações Fonte: Thomaz (1990) Sobrecargas: Nesse caso as trincas são causadas por cargas (pesos) além do que a parede pode suportar. Uma fissura muito comum desse tipo é a que ocorre em paredes com aberturas (portas e janelas). aproximadamente. no ítem alvenaria). fazendo uma inclinação de 45o com a horizontal. e a ausência ou insuficiência de vergas e contravergas (reveja esse assunto na ocupação-base pedreiro. Nesse caso as trincas aparecem nos cantos.

no caso de construções térreas. Veja a foto e o desenho. podem ocasionar trincas nas paredes onde estão apoiadas. por exemplo.Trincas de cantos de vãos de alvenaria Movimentação térmica: Lajes de cobertura apoiadas em paredes de alvenaria. ao se deformarem por movimento de dilatação e contração. parede Trincas no topo da parede devido a movimentação térmica da laje de cobertura Fonte: Thomaz (1990) 178 .

Trincas devido a variação de umidade Fonte: Thomaz (1990) 179 . causando trincas. vistas na ocupação-base pedreiro) é causadora de trincas. indicando uma patologia estrutural.Movimentação da estrutura: A movimentação da estrutura em relação à alvenaria e a ausência ou insuficiência de elementos construtivos que possam suportá-las (como por exemplo as ligações entre pilares e alvenaria. Muitas vezes essas trincas são sintomas de outras patologias relacionadas a vazamentos e infiltrações (ver fotos). que ocorrem quando há maior exposição à umidade de alguns materiais em relação a outros. Nesse caso encontram-se também trincas que podem ser sintomas de deformação excessiva da estrutura. Isso acarreta variações de volume diferenciadas entre eles.. chamadas higroscópicas. (1990) Variações de umidade dos materiais: são variações. Trincas devido a movimentação da estrutura Fonte: AZEREDO JR.

Pode-se usar também tela eletrosoldada galvanizada apropriada para fechamento de trincas. dependendo do caso. que são disponíveis no mercado.EXAMES COMPLEMENTARES Deve ser verificado se as trincas estão estabilizadas ou se estão em movimento.. chapiscar a área a ser revestida. limpar a região com uma trincha. A tela deve transpassar a trinca aproximadamente 20 cm de cada lado e ser presa na alvenaria com pregos pequemos ou cravos metálicos. Se permanecerem fechadas é sinal de que estão estabilizadas e. Se as fissuras reabrirem é sinal de que o fenômeno causador está ativo. fixar uma tira de tela tipo “deployeé”. e há duas possibilidades para o que está ocorrendo: ou é uma trinca sazonal (que abre e fecha em função de variações climáticas) e para confirmação disso talvez as observações devam se estender por mais tempo. Para isso. 1990).. traço 1:2:9 em volume. conforme os procedimentos já vistos na ocupação-base pedreiro. pode-se fazer um exame complementar simples. indicadora de problemas estruturais ou de fundações e que podem exigir solução até urgente. no mínimo alguns dias. Nesses casos a situação exige um profissional especializado (AZEREDO JR. cal hidratada e areia. 180 . 1990). já podem ser diagnosticadas e tratadas (fechadas definitivamente). medianamente estendida. RECUPERAÇÃO Uma vez diagnosticada a patologia e concluído que a trinca pode ser fechada definitivamente. ou é uma trinca progressiva. reexecutar o revestimento com argamassa de cimento. Fecha-se a trinca com pasta de gesso (se for interna) e com pasta de cal e cimento (se for externa). no caso de paredes revestidas. os procedimentos recomendados são apresentados a seguir (adaptado de AZEREDO JR. Esses procedimentos podem ser feitos tanto para trincas existentes na alvenaria como para trincas entre alvenaria e peças estruturais (vigas ou pilares): remover o revestimento numa largura de aproximadamente 25 cm para cada lado da trinca. Observa-se durante algum tempo. removendo poeiras e materiais soltos.

Havendo dúvida sobre isso. Caso se note fissuração também na alvenaria. 181 . Nas áreas onde for obtido o som cavo o revestimento estará comprometido e precisará ser substituído. se a causa do problema é retração. Para se saber qual é a necessidade de remoção.Fissuras em revestimentos de parede Sintomas: Fissuras dispersas na superfície. expansão da argamassa de assentamento da alvenaria. cura incompleta do substrato (parede de alvenaria ou concreto) ou da camada anterior do revestimento. causada por retração Exames complementares Deve haver certeza sobre se a fissuração é só do revestimento e não da alvenaria. vistos no ítem anterior. causado por excesso de aglomerante (argamassa muito rica em cimento). causada por hidratação retardada da cal ou presença de argila na areia. Causas possíveis e diagnóstico: retração (encolhimento) do revestimento. deve-se buscar o diagnóstico nas causas possíveis de fissuração de alvenaria. Fissuração e descolamento de revestimento. já visto anteriormente. Pode ocorrer também. podendo apresentar-se em formato de “mapa” (veja a foto a seguir). que o revestimento esteja fissurado mas ainda aderido. deve-se fazer o teste do batechoco. deve-se remover um trecho do revestimento e verificar se a alvenaria também não está fissurada. não precisando ser todo removido.

ou em caso de dúvida. esse procedimento deverá ser estendido a toda a parede. Se a causa for cura incompleta ou expansão da argamassa de assentamento. fechando-se a fissuração e regularizando-se o revestimento. Para qualquer situação diferente desta.Recuperação Se a causa for retração de pequena intensidade e sem comprometimento do revestimento. porém aplicando-se massa corrida à base de resina acrílica. 182 . o procedimento é o seguinte (adaptado de AZEREDO JR. Caso a pintura original não tenha sido feita com massa corrida. para pequenas construções e que não envolvam problemas estruturais. 1990): paredes internas: aplicar camada de resina PVA (massa corrida). deverá ser aguardado tempo suficiente antes de se fazer a recuperação. paredes externas: procedimento igual ao da parede interna. conforme as orientações já vistas no tópico da ocupação-base pedreiro. deve-se recorrer a um profissional especializado. ATENÇÃO As orientações aqui dadas são restritas a patologias simples. para igualá-la. Depois disso aplicar pintura de acabamento. o procedimento recomendado é remover todo o revestimento e reexecutá-lo. para os demais casos e havendo comprometimento da aderência do revestimento..

183 . Descolamento revestimento cerâmico Causas possíveis e diagnóstico saturação. Sintomas descolamento e queda das placas cerâmicas da parede. isto é. não molhar antes do assentamento. deslocamento das placas em relação à posição original. estufamento. quando feito com argamassa tradicional. imersão das placas cerâmicas em água antes do assentamento. em caso de descolamento de revestimentos de fachadas. e é normalmente a mais grave. ou o oposto. no caso de serem assentadas com argamassa colante. Isto se deve não só à perda das funções do revestimento como também ao risco que pode trazer aos usuários. apresentando som cavo à percussão.Descolamento de revestimentos cerâmicos O descolamento é a patologia mais comum desse tipo de revestimento. perda de aderência sem a queda. podendo haver também descolamento do emboço junto com as placas.

especificação incorreta do rejunte. Recuperação Primeiramente devem ser sanadas outras patologias causadoras. entre outros). que podem exigir exames específicos. suja com óleos. sendo que as áreas que apresentarem som cavo estarão comprometidas. etc. Exames complementares Deve ser examinada a possibilidade de ocorrência de outras patologias. Nesses casos. técnica de assentamento incorreta. dependendo da ex- . e reassentá-lo. quando este se desprega junto com a cerâmica. como umidade provocada por vazamentos e infiltrações nas paredes onde estão assentadas as cerâmicas.especificação incorreta da placa cerâmica ou não obediência à especificação definida para a placa cerâmica. bolor. movimentação do substrato (estrutura e alvenaria). Em seguida deve-se remover o revestimento cerâmico comprometido. etc. etc. permanecendo outras aparentemente sãs. vazamentos. Para isso pode ser feito. como descrito anteriormente. para patologias graves de revestimentos de fachadas. removendo-se sujeiras. como umidade. substâncias gordurosas. presença de outras patologias. é recomendada a realização de ensaios de aderência com equipamento apropriado. graxas. deve ser consultado um profissional ou empresas especializadas. fuligens ou poeira. como vazamentos e umidade. principalmente em revestimentos de fachada. Nesses casos deve-se averiguar qual a dimensão total do problema e se a patologia poderá se estender a áreas ainda não afetadas. conforme o diagnóstico realizado. observando-se os seguintes procedimentos: 184 limpar bem a superfície. com bolor. pulvurulências. base (emboço) enfraquecida. falta de juntas de movimentação no revestimento. o teste do bate-choco pode não ser conclusivo sobre o prognóstico das áreas não afetadas. No caso de pisos o teste pode ser feito percutindo-o com um bastão de madeira. dosagem ou especificação incorreta da argamassa de assentamento. Para isso. numa primeira investigação. o teste do bate-choco. eflorescências. assentamento sobre base (emboço) não adequadamente preparada: cura incompleta. De qualquer forma. Dependendo do caso. as causas desse enfraquecimento podem ser várias (traço e execução incorreta. É comum ocorrer o descolamento somente em algumas áreas. fissuração e presença de umidade. tanto na sua superfície quanto na sua aderência ao substrato.

verificar o estado do emboço onde será reassentada a cerâmica. A espessura dessa camada de regularização não deve exceder a 10 mm. executá-las conforme os procedimentos já vistos no item anterior. deve-se recorrer a um profissional especializado. Se houver bolor deve-se fazer a lavagem com água sanitária na proporção indicada pelo fabricante. conforme os procedimentos já vistos na ocupação-base pedreiro. com um bastão de madeira. se houver necessidade de execução de juntas de movimentação (caso de fachadas) estas devem ser executadas conforme orientações específicas. escova de fio de aço. Para qualquer situação diferente desta. Se forem identificadas áreas com som cavo. reexecutar o emboço. se for em área de piso realizar o mesmo teste no contrapiso. se houver necessidade de tratamento de trincas de alvenaria.tensão da parede. escovar e remover a camada desagregada até encontrar material firme e coeso. a regularização do emboço ou contrapiso nos locais onde sua superfície foi parcialmente removida deve ser feita com argamassa colante (a mesma usada para assentamento da cerâmica). 185 . escovação seguida de lavagem com mangueira ou água pressurizada. conforme os procedimentos vistos no ladrilheiro. Caso esteja ocorrendo desagregação. nas áreas onde o emboço ou contrapiso estiver aderido. fazer o reassentamento das placas cerâmicas. para pequenas construções e que não envolvam problemas estruturais. previstas em projeto de recuperação. onde necessário. verificar o estado da sua superfície. fazendose o teste do bate-choco. Caso a espessura seja maior deve-se fazer o enchimento com as técnicas de execução do emboço e do contrapiso já vistas. ou contrapiso. pode-se utilizar broxa. friccionando-a com uma escova de fio de aço. remover o emboço nesses locais. seguida de enxágüe com água limpa. ou em caso de dúvida. ATENÇÃO As orientações aqui dadas são restritas a patologias simples.

aguardar a cura do revestimento. técnica errada de aplicação da pintura. ou usar tintas especiais para superfícies aquecidas. tinta não curada. falta de lixamento. . Enrugamento Causas possíveis: secagem superficial muito rápida. reações entre a tinta e a superfície. 186 Correções: usar solvente de evaporação mais lenta. Correções: remover a camada que apresenta as bolhas. procurar usar tinta com pigmentos ou resinas mais resistentes. corrigir a técnica de aplicação da pintura. fazer a correção da superfície se houver material solto ou desagregado. falta de cura do revestimento da base. se for o caso. se for o caso. Correções: deixar a pintura curar por pelo menos 30 dias. eliminar causas de aquecimento da superfície. Baixa resistência à lavabilidade (a tinta se desmancha quando a superfície é lavada ou deixa sinais da lavagem) Causas possíveis: tinta inadequada para as condições do ambiente ou da lavagem. existência de umidade na superfície. diminuir espessuras das camadas. melhorar a limpeza. pincel de cerdas muito duras.Principais problemas de pintura e suas correções Formação de bolhas Causas possíveis: acabamento aplicado sem limpeza da superfície ou com superfície oleosa. fazer a limpeza adequada da superfície. eliminar as causas de umidade. superfície aquecida. umidade na superfície. Marcas de pincel Causas possíveis: solvente de evaporação muito rápida. Correções: usar solvente menos volátil. fazer o lixamento e limpeza do pó e reaplicar o acabamento. com presença de gorduras ou material solto. utilizar pincel mais macio. Descascamento Causas possíveis: superfície mal preparada. camada de tinta muito espessa. Correções: remover a camada de pintura. removendo os contaminantes da superfície.

limpeza do pó e reaplicar a pintura de acabamento. aplicação de massa em pontos localizados (para reparos da parede. reaplicar a massa em toda a superfície ou aplicar a tinta de acabamento diluída com solvente somente nos pontos onde há massa (procedimento chamado de “queimar” a massa) e reaplicar o acabamento em toda a superfície. falta de aplicação de selador na superfície. isto é. Diferença de brilho Causas possíveis: tinta esmalte fosca ou acetinada sem a devida homogeneização da mistura na lata. Se a causa for a aplicação de massa em pontos isolados. falta de mistura da tinta na lata (o pigmento por ser mais denso tende a assentar no fundo). Escorrimento Causas possíveis: excesso de tinta ou de diluição da tinta.Formação de mofo Causas possíveis: umidade elevada no ambiente. muita agi- 187 . Fazer o lixamento. Correções: remover o acabamento. sem misturá-la com outras. com replicação de nova pintura de acabamento. procurando acertar a diluição da tinta e aplicar camadas mais finas. Se o ambiente for muito úmido e propenso a mofo utilizar tinta látex acrílica anti-mofo. a película ficou muito fina Causas possíveis: excesso de diluição da tinta. tinta muito diluída. Correções: fazer a limpeza com cloro ou água sanitária. umidade na superfície. mistura de tintas (fosca com acetinada ou com semibrilhante. sem diluição e tomando-se o cuidado de misturar bem a tinta na lata. por exemplo). diluída na proporção indicada pelo fabricante. Correções: lixamento e limpeza. Cobertura insuficiente. aplicá-lo e repintar. lixar e limpar o pó. por exemplo). reaplicar o acabamento. Se houve falta de selador deve-se remover o acabamento. superfícies muito absorventes não seladas. fazendo-se a mistura da tinta na lata. Verificar se há focos de umidade e eliminá-los. Correções: nos dois primeiros casos (problema na tinta) deve-se fazer o lixamento. na diluição normal. limpeza do pó e replicação da pintura de acabamento. procurar também aumentar a ventilação do ambiente. Espuma em madeira Causas possíveis: umidade na superfície. Em seguida limpar bem a superfície para remover todos os resíduos de cloro e deixar secar.

fundo e tinta apropriados. 188 . solvente inadequado. acertar a diluição da tinta e tomar cuidado para fazer a mistura sem agitação excessiva. Gretamento (“pele de jacaré”) Causas possíveis: pouca diluição da tinta. camada de tinta muito espessa. acertar o solvente e a diluição da tinta.tação na mistura da tinta. falta de compatibilidade entre o fundo e a tinta. Correções: utilizar solvente apropriado. Correções: certificar-se de que a madeira esteja seca para a pintura. secagem superficial muito rápida do solvente. diminuir espessura das camadas.

construindo uma “obra”. com a orientação do seu professor. colagens.Encerramento ATIVIDADE 32 . Procure registrar aquilo que lhe pareceu mais importante e marcante. desenhos.TRABALHO FINAL Organize. que será o conjunto de conhecimentos e experiências adquiridas durante o curso. recapitulando as etapas do nosso Arco. etc. ferramentas. objetos. uma exposição de fotos. Boa sorte e desejamos que essa obra se multiplique em muitas outras! 189 .

hein.Paulina: Quantas obras os alunos fizeram. O que faremos? Paulina: Vamos organizar uma festa de comemoração e confraternização do final do Arco. O que acha? AVALIAÇÃO FINAL 190 . Em obras que trabalhei havia “churrasco” . Pedrito? E veja como ficaram bonitas! Pedrito: Agora temos que comemorar o final da obra.

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