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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

*estudar principalmente na LCp 101, os art. 1 a 23 e 48.

PLANEJAMENTO

Princípios do planejamento

RACIONALIDADE: busca de alternativas compatíveis com os recursos disponíveis.

PREVISÃO: análise, avaliação e seleção de possíveis oportunidades.

UNIVERSALIDADE: envolve todas as fases do processo, setores e níveis de administração.

UNIDADE: integração e coordenção dos planos.

CONTINUIDADE: constância em busca de racionalização.

ADERÊNCIA: comprometimento de TODOS os órgãos envolvidos.

AULA 1

ORÇAMENTO PÚBLICO CONCEITO(ITENS MAIS RELEVANTES)

Ato administrativo revestido de força legal. Estimando o montante das fontes de recursos. Fixando o montante dos recursos a serem aplicados na consecução dos programas de trabalho(Não há conceito definido em lei).

É instituido por Lei Ordinária. É vedado constitucionalmente o uso de MP( art.62, 1, I, d)

Características da LO do Orçamento Público:

Iniciativa privativa(não delegável) do Poder Executivo.

Em regra tem caráter autorizativo(não impositivo em sua maior parte).

Tem como objetivos:

1 Fixar as despesas(funciona como um teto). Isso é chamado de crédito.

2 Estimar as receitas(funciona como uma previsão).

ORÇAMENTO PÚBLICO CONCEITO LEI 4320/64 - ART. 2°

discriminação da receita e despesa.

evidenciar a política econômica financeira e programa de trabalho.

princípios(orçamentários de observância obrigatória): unidade, universalidade e anualidade.

PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS são premissas, linhas norteadoras a serem observadas na concepção e execução da lei orçamentária.

PRINCÍPIO ORÇAMENTÁRIO DA ANUALIDADE OU PERIODICIDADE Ver slide. O orçamento no Brasil tem vigência de 1 ano e coincide com o ano civil(01 de jan. a 31 de dez.). Ver Obs. no segundo slide.

PRINCÍPIO ORÇAMENTÁRIO DA UNIDADE

Ver slide 1 Slide 2. “ todas as receitas e despesas convergem para um fundo geral ( conta única)Este princípio não significa a existência de um único documento, mas a integração finalística e

a harmonização entre os diversos orçamentos.

PRINCÍPIO ORÇAMENTÁRIO DA UNIVERSALIDADE

O Orçamento deve conter todas as receitas e despesas dos Poderes da União, seus órgãos,

fundos e entidades da administração direta e indireta.

Ver slide. “

Uma ONG que receba recursos da AP não se encontra no Orçamento. Está como despesa ou repasse vinculado ao orgão ou Ministério a que se liga, mas o seu orçamento particular não faz parte do Orçamento Público. Os conselhos profissionais apesar de serem autarquias especiais, não constam no Orçamento Público.

receitas e despesas(da Administração Pública).

PRINCÍPIO DA UNIDADE DE TESOURARIA(OU DE CAIXA) Lei 4320/64: Art. 56. O recolhemento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio de unidade de tesouraria, vedada qualquer fragmentação para criação de caixas especiais. Ver também art. 164 da CF/88 e art.43 LRF.

PRINCÍPIO ORÇAMENTÁRIO DO ORÇAMENTO BRUTO-todas as parcelas de receita e

despesa devem aparecer no orçamento em seus valores brutos, sem qualquer tipo de dedução. Ver lei 4320/64 art. 6º. Ver slide 1 e 2 Exemplo: ICMS do Estado = R$1000 = receita 25% dos Munic. = R$ 250 = despesa

líquido).

Sobra Estado

= R$

750(este valor não aparece no orçamento pois é um valor

PRINCÍPIO ORÇAMENTÁRIO DA EXCLUSIVIDADE. ART. 165º 8º CF/88 Ver slide 1 e 2. Veda a inclusão de matéria estranha ao orçamento. Não se inclui a autorização para a abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que ARO. ***Previsão de receita não é criação de receita. Logo a LOA não pode por exemplo instituir tributo.

PRINCÍPIO ORÇAMENTÁRIO DO EQUILÍBRIO Estabelece que o montante da despesa autorizada não poderá ser superior ao montante da receita estimada para o período Ver slide. Visa evitar endividamentos e problemas financeiros futuros.

PRINCÍPIO ORÇAMENTÁRIO DA ESPECIFICAÇÃO OU ESPECIALIZAÇÃO (DISCRIMINAÇÃO) Ver slides 1 e 2

A LOA deve especificar/discriminar a origem e a aplicação dos recursos, ou seja, de onde

virão as receitas e onde ocorrerão os gastos. Objetiva facilitar o acompanhamento e controle do gasto público. Ver lei 4320/64, art. 5º *Pela LRF(art. 5, III) a LOA deve ter uma reserva de contingência (discriminado como um valor global).

PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DO ESTORNO Determina que o administrador público não pode traspor, remanejar ou transferir recursos sem autorização do Poder Legislativo. Art. 167, VI, CF/88.

PRINCÍPIO DA TRANSPARÊNCIA ORÇAMENTÁRIA Ver art. 165, 6º da CF/88 e art. 48 e 49 da LRF.

PRINCÍPIO ORÇAMENTÁRIO DA NÃO-AFETAÇÃO (VINCULAÇÃO) DA RECEITA (

IMPOSTOS

)

DE
DE

Pode haver vinculação de outros tributos que não sejam impostos. É também um principio tributário constitucional(art.167, IV).

Exceções( devem ser sempre explícitas na Constituição):

Repartição das receitas tributárias (FPM e FPE)

Saúde (E e Munic. = 15%)

Educação(U = 18%. Est e Mun. = 25%)

Administração Tributária

Prestação de garantia as operações de crédito ARO

Garantia, contragarantia à União e pagamento de débitos para com esta

PRINCÍPIO ORÇAMENTÁRIO DA LEGALIDADE

O orçamento deve ser instituído por lei. Ver art. 166, caput, CF/88.

PRINCÍPIO ORÇAMENTÁRIO DA PUBLICIDADE

A LOA produz efeitos externos, logo tem que ser dada publicidade(em veículo oficial- Diário

Oficial - e segundo a LCp 101, art. 48 - 49, na internet) a ela para que possa produzir os seus efeitos.

PRINCÍPIO DA PROGRAMAÇÃO O orçamento deve expressar as realizações e objetivos da forma programada, planejada. LRF art 1º, § 1 o e art. 8º

OUTROS PRINCÍPIOS(Menos importantes, mas as vezes cobrados) Ver slides.

INSTRUMENTOS ORÇAMENTÁRIOS (DE PLANEJAMENTO) (CONSTITUIÇÃO Art. 165) *Todos são de iniciativo do chefe do Poder Executivo.

Plano Plurianual (PPA). longo prazo (4 anos).

 Plano Plurianual (PPA) . longo prazo (4 anos). É considerado um planejamento estratégico , ou

É considerado um planejamento estratégico, ou seja, de

Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)

Lei Orçamentária Anual (LOA)*

Orçamentárias (LDO)  Lei Orçamentária Anual (LOA)* São considerados planejamentos operacionais (1 ano) * Os

São considerados planejamentos operacionais (1 ano)

*Os princípios orçamentários são aplicáveis totalmente apenas ao que de fato é considerado orçamento público/ Orçamento público propriamente dito. (apenas a LOA).

PLANO PLURIANUAL (PPA) CONTEÚDO CONSTITUCIONAL. Art.165, 1De forma Regionalizada:

Diretrizes

D iretrizes 1 Despesa de Capital(e outras delas decorentes-despesas correntes)

1 Despesa de Capital(e outras delas decorentes-despesas correntes)

Objetivos

da AP federal para:

Metas

2 Programas de duração continuada(em geral, superior a 1 ano)

*Nenhum investimento cuja a execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem a prévia inclusão no PPA, ou sei lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade.

DIRETRIZES DA POLÍTICA FISCAL Lei 11.653/2008. Dispesas correntes primarias- despesa não financeira, despesa operacional(ex: pessoal) Resultado fiscal ou primário- superávit primário.

PPA VIGÊNCIA E PRAZO DA ELABORAÇÃO

A LCp ainda não foi editada.

Vigência 4 anos(do segundo exercício financeiro do mandato presidencial até o fim do

primeiro ano do mandato seguinte). ***O prazo é igual ao do mandato mas a vigência é

diferente. *cuidado com

I.

Prazo de elaboração: PE 31/08 22/12

essa

pegadinha.

PL

até

Ver

ADCT

,art.35,

2,

até

PE

LEI

DE

DIRETRIZES

ORÇAMENTÁRIAS(LDO)

Art.165,

2, CF/88 e Art. 4º, LRF

Faz a ligação entre o PPA e LOA.

LDO

CF/88 e Art. 4º, LRF Faz a ligação entre o PPA e LOA. LDO Metas e

Metas e Prioridades da AP Federal, incluindo despesas de capital Orientar a elaboração do Orçamento(LOA)

Outros pontos:

Legislação tributária. Dispor sobre alterações apenas como sinalizadora(não cria, nem extingue tributos.

Estabelece políticas de

Agências financeiras oficiais de fomento(BNDES, BB, Caixa, aplicação.

).

Despesa de pessoal. Autoriza aumento. art.169, 1, II ***Outras funções determinadas pela LRF(art. 4º )

DESPESA DE PESSOAL Só existe limite para pessoal ativo (LCp 101). Aumento de despesa com pessoal tem autorizaçào legal apenas através da LDO. A autorização do MPOG é apenas administrativa. EP e SEM não precisam de autorização.

LDO VIGÊNCIA E PRAZO DE ELABORAÇÃO. ***É a única lei que impede o encerramento da sessão legislativa sem a sua aprovação (art. 57 2º , CF/88). Vigência: Anual

Prazo de elaboração: PE

até

15/04

PL

até

17/07

PE

LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA). CONTEÚDO CONSTITUCIONAL (É o Orçamento Público propriamente dito). Ela tem caráter autorizativo. Possui 3 orçamentos.

Orçamento fiscal mais geral. Compreende toda a AP, direta ou indireta.

Orçamento de investimento das empresas controladas(SEM e EP) independentes.

Orçamento da Seguridade Social- está associado ao gasto(saúde, previdência e assistência social), não ao órgão. (art.165, 7) ***Apenas os orçamentos Fiscal e de Investimento têm como objetivo reduzir desigualdades regionais.***

LOA VIGÊNCIA E PRAZO Vigência: 1 ano

Prazo: PE

***Estados e municípios podem estabelecer prazos diferentes. Se o chefe do Executivo não enviar o projeto dentro do prazo incorrerá em crime de responsabilidade.

até_31/08

PL

até

22/12

PE

ELABORAÇÃO DA LOA. CASOS ESPECIAIS.

Não envio da proposta orçamentária pelo PE. O PL considerará como proposta a LOA vigente. Fica caracterizado crime de responsabilidade do Presidente.

Não devolução da Proposta Orçamentária pelo PL. Não há dispositivo legal regulando os procedimentos. *Caso não ocorra a aprovação da LOA, a LDO autoriza um percentual de gastos por mês(chamado de duodécimo), enquanto o orçamento não estiver aprovado.

AULA 2

CICLO (PROCESSO) ORÇAMENTÁRIO Processo contínuo, dinâmico e flexível, por meio do qual se

elabora, discute e aprova,

executa,

executa,

controla e avalia a programação de dispêndios do setor público.

 Elaboração. PE ( Presidente)  Discussão e aprovação. PL(Congresso Nacional)  Execução. AP(todos os
 Elaboração. PE ( Presidente)
 Discussão e aprovação. PL(Congresso Nacional)
 Execução. AP(todos os poderes)
 Controle e Avaliação. AP (todos os poderes. Controle externo, e interno de cada
poder).
PPA
LDO
LOA
REVISÃO
ANUAL DO PPA
Elaboração
Controle e
Discussão e
Avaliação
Aprovação
Execução

CONTROLE

Externo.(art. 71, CF) Poder Legislativo (com auxílio do Tribunal de Contas).

Interno. (art. 74, CF) PE(Controladoria Geral da União), PL, PJ (Orgão próprio, cada um em seu âmbito).

ELABORAÇÃO E DISCUSSÃO

Tem processo legislativo especial

a) Iniciativa privativa e vinculada

b) Discussão(nas Comissões CMO, composta de deputados e senadores, a qual precisa emitir parecer art.166, 1, I) e emendas, voto relator, redação final e votação em plenário. O PE pode propor modificações ao projeto, não emendas(art.166, 5).

c) Sanção ou Veto da mesma forma ordinária.

d) Promulgação e Publicação

PROCESSO LEGISLATIVO DA PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA Ver slides e CF.

***5

enquanto

não iniciada a votação, na Comissão mista

COMISSÃO MISTA DE ORÇAMENTO Ver art. 166, 1

EMENDAS Ver art. 166, 2a 4

CRÉDITOS ADICIONAIS(“NÃO FIXADOS NA LOA”) Lei 4320/64. Art.40 a 46 . CF art.166, 167 e 168

DESPESA
DESPESA
AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA CRÉDITO (Autorização de Despesa)
AUTORIZAÇÃO
LEGISLATIVA
CRÉDITO
(Autorização
de
Despesa)

Para realização

aprovação do orçamento autorizados por lei e abertos por decreto legislativo(suplementares(ver 165, 8) e especiais) abertos por decreto do PE com imediato conhecimento do PL (extraordinários-em casos de imprevisibilidade e urgência)

Inicial - constam da LOA Adicional art. 41, L4320 - (suplementares, especiais, extraordinários)

Formas de abertura dos créditos adicionais

Suplementar e Especial(depende de autorização legislativa Abertos por Decreto Executivo)

Extraordinário(serão abertos por Decreto Executivo independente de autorização legislativa. Ao PL será dada ciência posterior e imediatamente) União - MP Estados e Municípios Decreto do Poder Executivo.

Prazo de Vigência dos créditos adicionais. Art. 167, 2, CF. Lei 4320, art. 45

Suplementar até o fim do exercício.

Especial e extraordinário até o fim do exercício(Jan-Ago) - até o fim do exercício seguinte(Set Dez)

FONTES PARA ABERTURA DOS CRÉDITOS ADICIONAIS.

Superávit Financeiro do ano anterior(Comparável ao CCL na Contabilidade).

Excesso de arrecadação.

Anulação parcial ou total de dotações(Remanejamento).

Produto de operações de créditos.

Recursos do projeto de LO que ficaram sem destinação(Recursos Livres).CF, art. 166, 8, CF.

Reservas de Contingência.

ESTÁGIOS DA (EXECUÇÃO DA) RECEITA PÚBLICA. Ver CF art. 164

PREVISÃO

adequados(LRF). Ocorre na LOA. Pode ocorrer excesso(abre-se a possibilidade de abertura de créditos adicionais) ou insuficiência(gera a necessidade de limitação de emprenho) de arrecadação.

LANÇAMENTO DA RECEITA. Ver art.52, 53 Lei 4320. Lançamento Tributário. Ex.:

emissão do carnê do IPTU. O lançamento é o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível.

métodos

DA

RECEITA.

É

a

estimativa

de

arrecadação.

Utilizar

ARRECADAÇÃO. Pagamento pelo cidadão em banco(público ou privado) credenciado ou às repartições fiscais.

RECOLHIMENTO. CF, art. 164, 3, CF. A uma conta única (Tesouro Público) da União- obrigatoriamente no BACEN - ou de outro ente federativo - em Banco Público- Oficial(BB, Caixa, Bancos Estaduais). Principio da Unidade de Caixa ou de Tesouraria.

DISPONIBILIDADE DE CAIXA Ver slides