Código da Sisa

CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 1.º O imposto sobre as sucessões e doações, e a sisa sobre as transmissões de imobiliários por título oneroso, incidem sobre todos os actos que importam transmissão perpétua ou temporária de propriedade de qualquer valor, espécie e natureza, qualquer que seja a denominação ou forma do título. § 1.º - A sisa só é devida pelas transmissões de propriedade imobiliária, salvo disposto no Artigo 2.º, n.º 2.º e Artigo 50.º, § 14.º deste Regulamento. § 2.º - O imposto sobre as sucessões e doações é devido tanto pelas transmissões de propriedade imobiliária, como pelas de propriedade mobiliária. CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 2.º Da incidência do imposto Compreendem-se na disposição do Artigo antecedente: 1 - Os contratos de compra e venda, escambo ou troca, constituição de enfiteuse e censo consignativo; e, bem as alienações perpétuas, ou temporárias, quer de terrenos para a construção de jazigos nos cemitérios, quer dos próprios jazigos. 2 - As transmissões de propriedade perpétua ou temporária, por título oneroso, das concessões feitas pelo Governo para a exploração de empresas industriais de qualquer natureza que sejam, tenha ou não principiado a exploração. Não tendo havido princípio de exploração, a sisa recai sobre o valor que for recebido pela transmissão, quer seja em moeda da nova companhia, ou qualquer títulos de dívida. Se, além da concessão, for transmitido o material de exploração da empresa, o seu valor entra também no cálculo para o pagamento da sisa. Quando estas transmissões se verificarem por título gratuito, o imposto recai sobre o capital subscrito e realizado, e bem assim sobre o valor do material de exploração, quando nele se não ache compreendido. CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 3.º Da incidência da sisa Em virtude da disposição do Artigo 1.º consideram-se sujeitos a sisa: 1 - As sub-rogações de bens dotais, excepto quando sejam por bens próprios da mulher. 2 - Os actos que importam transmissão de benfeitorias em prédios rústicos ou urbanos. 3 - A remissão de bens nas execuções judiciais, excepto quando feita pelo próprio executado. 4 - A adjudicação de bens imobiliários, separados para pagamento de dívidas; e bem assim a transmissão, igualmente de bens imobiliários, por qualquer outra forma operada em partilhas, com a obrigação do adquirente pagar todo ou parte do passivo, recaindo a sisa sobre a diferença existente entre a cota que ao adquirente tocar legalmente, como devedor, nas dívidas cuja solvência ficar a seu cargo, e a importância total destas. 5 - As entregas de bens feitas directamente aos credores, foi a outrem, com obrigação de lhes pagar. 6 - A cedência ou trespasse de propriedade, feita depois de assinado o termo, ou auto de arrematação, ou de conciliação, ou de publicada a sentença de adjudicação; 7 - A remissão de foros, pensões e censos. 8 - Os contratos celebrados entre herdeiros ou entre estes e terceiros, antes de feitas as partilhas, quer os bens sejam pagos a dinheiro, quer por outros de fora da herança. 9 - Os contratos de compra e venda, renúncia ou cedência do direito e acção à herança ilíquida ou indivisa. 10 - A transmissão de propriedade imobiliária em acto de divisão e partilhas por meio de arrematação, licitação, acordo, transacções, ou encabeçamento por sorteio, em tudo o que exceder o valor da cota parte que ao adquirente pertencer nos bens imobiliários. 11 - Os arrendamentos a longo prazo, considerando-se como tais os que forem feitos por vinte ou mais anos, ou que devam findar vinte ou mais anos depois da celebração dos respectivos contratos. Se, depois de convencionado qualquer arrendamento durante a sua vigência, ou

dentro de cinco anos depois de findo, se fizer qualquer contrato que importe a prorrogação ou renovação do mesmo arrendamento, e a soma dos anos convencionados em todos os respectivos títulos for igual ou superior a vinte, é devida também a sisa. 12 - As sublocações de arrendamento a longo prazo, considerando-se como tais as que forem feitas por vinte ou mais anos. 13 - Os contratos de consignação de rendimento a longo prazo, na conformidade do n.º 11.º deste Artigo. 14 - A venda ou cedência onerosa do direito a determinadas águas. 15 - A venda ou autorização onerosa para minar ou explorar águas em terreno alheio. 16 - Os contratos de servidão perpétua ou temporária, assim como os de quinhão e compáscuo. 17 - As reduções de foros, censos ou pensões, que serão consideradas como remissão parcial. 18 - O aumento do foro pelo incómodo da cobrança dividida, nos termos do Artigo 1662.º, § 6.º, do Código Civil. 19 - Os bens imobiliários com que os sócios entrarem para o capital social das sociedades comerciais e das sociedades civis sob forma comercial, recaído a sisa, por inteiro, sobre o valor total desses bens. § 1 - Dissolvida a sociedade, o indivíduo ou indivíduos para quem passar o domínio dos referidos bens, pagarão da mesma forma a sisa ainda que a sociedade tenha sido constituída anteriormente à publicação deste Regulamento. § 2 - Na constituição de quaisquer outras sociedades civis em que algum dos sócios entrar para o capital social com bens imobiliários, a sisa recai somente na parte em que os outros sócios adquirem comunhão, ou qualquer outro direito, nesses imobiliários, procedendo-se correspondentemente quando da dissolução das mesmas. CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 4.º Da incidência do imposto sobre as sucessões e doações São sujeitos a imposto sobre as sucessões e doações: 1 - As transmissões por título gratuito de bens mobiliários ou imobiliários, de qualquer espécie ou natureza, de valor excedente a Ags. 100,00 compreendendo dinheiro, títulos de dívida pública, acções e obrigações de bancos, companhias ou sociedades anónimas. Se os bens imobiliários forem licitados, e algum co-herdeiro receber por virtude da licitação ou encabeçamento, dinheiro para complemento ou em substituição da sua cota hereditária deve pagar imposto sobre as sucessões e doações pelo que assim receber. 2 - O direito de habitação, por ser equiparado ao usufruto. 3 - A transmissão por título gratuito do direito a determinadas águas, ou a autorização para mimar e explorá-las em terreno alheio. 4 - A transmissão causa-mortis de títulos de dívida estrangeira, de qualquer natureza, do Estado ou corporações administrativas, letras de câmbio e acções ou obrigações de companhias ou associações igualmente estrangeiras, quando essa transmissão se efectuar por virtude de sucessão, regida, liquidada ou inventariada segundo as leis vigentes na Colónia. 5 - A transmissão inter-vivos dos mesmos títulos em favor de cidadãos portugueses ou de estrangeiros, quando se operar na Colónia. 6 - A transmissão causa-mortis dos mesmos títulos, quando se efectuar por sucessão de um estrangeiro domiciliado na Colónia. 7 - Os legados deixados a testamenteiros. 8 - O distrate, renúncia, desistência ou revogação de doações inter-vivos. 9 - Os contratos gratuitos de constituição de servidão perpétua ou temporária. 10 - As reduções gratuitas de foros, censos ou pensões. CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 5.º Da incidência simultânea da sisa e imposto sucessório É sujeita a imposto sobre as sucessões e doações e à sisa, a transmissão de bens imobiliários: 1 - Por meio de doações com entradas ou pensões; 2 - Por meio de doações, testamento ou sucessão legítima, com o encargo de pagamento de dívidas ou pensões. CAPÍTULO I Disposições fundamentais

Artigo 6.º Da situação dos bens Para que os actos que operam transmissão de propriedade sejam sujeitos ao imposto sobre as sucessões e doações e à sisa, é necessário que essa propriedade exista ou seja situada em território do Estado, ou a transmissão se verifique entre súbditos portugueses ou estrangeiros, ou entre uns e outros, salvo o disposto nos n.ºs 4, 5 e 6 do Artigo 4.º. CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 7.º Das isenções Não ficam sujeitos ao imposto sobre as sucessões e doações nem à sisa pela transmissão de imobiliários por título oneroso: 1 - A Fazenda Nacional por todas as aquisições que fizer, a qualquer título, desde que autorizadas por lei ou contrato ou aceites em forma legal, incluindo as trocas de bens imóveis que lhes pertençam por outros particulares, na arte que lhe caiba no pagamento do imposto. 2 - Os corpos administrativos pelas aquisições ou trocas realizadas para fins de beneficência, higiene, alinhamentos, arruamentos e construções destinadas a serviços municipais. 3 - As corporações administrativas pelas aquisições realizadas para fins de beneficência. 4 - As heranças, legados, donativos e aquisições com destino a museus, bibliotecas, escolas, institutos e mais serviços de ensino, caridade e beneficência que, pelos diplomas legais da sua fundação, venham a pertencer ao Estado. 5 - As transmissões de bens mobiliários e imobiliários que as associações de socorros mútuos adquirirem, por qualquer título, com prévia autorização do Governo. 6 - As pensões pagas pelos montepios, cofres de previdência, associações de socorros mútuos e quaisquer estabelecimentos de beneficência. 7 - A remissão de bens nas execuções judiciais, nos termos do Artigo 889.º do Código do Processo Civil. 8 - Os arrendamentos feitos em virtude do disposto do n.º 3 do Artigo 874.º do Código Civil. 9 - A redução do foro, ou a encampação, dado o caso previsto no Artigo 1688.º do Código Civil. 10 - As concessões de terrenos do Estado, bem como a sua primeira transmissão depois da concessão, nos termos do Artigo 30.º do Decreto n.º 5.847-C, de 31 Março de 1919. 11 - Os actos de transmissão de propriedade literária ou artística. § Único - Ficam abolidas todas as isenções não compreendidas neste Artigo. 12 - A aquisição de habitação para sua residência por subscritores do Cofre de Previdência dos Funcionários Públicos do Estado de Angola, quando a alienação seja feita por esta instituição em regime resolúvel, nos termos do seu Regulamento de Aplicação de Fundos. CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 8.º Da taxa de sisa É fixada em 10% a taxa da sisa sobre as transmissões de imobiliários por títulos onerosos. § 1 - Nos contratos de permuta tomar-se-á por base da liquidação o total dos valores dos bens permutados pagando cada um dos permutantes metade da sisa liquidada, com observância do disposto no § 6.º do Artigo 11.º. § 2 - Sobre a taxa marcada neste Artigo não incide imposto algum, adicional ou complementar. § 3 - Os conhecimentos de cobrança ficam sujeitos ao imposto de selo que estiver estabelecido nas tabelas respectivas, para os demais conhecimentos de contribuições e impostos. CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 9.º Das taxas do imposto sobre as sucessões e doações As taxas do imposto sobre as sucessões e doações aplicáveis as transmissões de bens, serão as seguintes: CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 10.º Sobre as taxas marcadas no Artigo anterior não incidem impostos alguns, adicionais ou complementares, ficando os conhecimentos de cobrança apenas sujeitos ao imposto de selo que estiver fixado nas tabelas respectivas.

§ 3 .º e 5. por tantas vezes o rendimento quantos os anos por que haja de ser gozado. ou de subrogação de bens imobiliários dotais. § 7 . § 9 .º.º. sem abatimento do usufruto. § 4 .Quando a transmissão se efectuar por meio de renúncia ou cedência a contribuição será calculada sobre o preço relativo a bens imobiliários. será esta calculada sobre o preço dos bens transmitidos.Quando a transmissão se efectuar por meio de censo consignativo. sendo temporário. ou sub-rogação por inscrições ou outros títulos de dívida pública. acrescido do valor do laudémio. Qualquer que seja a forma e o título porque se opera a transmissão de domínios directos constituídos por emprazamentos de pretérito. o pagamento será realizado em tantas anuidades sucessivas quantas vezes haja de contar-se o rendimento para o cálculo da contribuição. a contribuição será calculada sobre o valor dos mesmos domínios. § 5 . §§ 3. a contribuição será calculada sobre o preço da consignação. quando o sufruto é vitalício.Quando a transmissão se efectuar por meio de arrematação judicial ou administrativa. qualquer que seja o título. 4. a sisa será calculada sobre a importância da dívida que for paga com bens transmitidos. ainda que seja inferior ao produto do rendimento colectável multiplicado por vinte (por quinze). quando este for igual ou superior aos valores que resultarem do rendimento colectável inscrito nas matrizes prediais. pagando cada permutante metade da sisa liquidada. calculado segundo o disposto no Artigo 1693. porém. liquidado nos termos do Artigo 56. § 2 . havendo-a.º. que for pago ao renunciante ou cedente ou sobre o valor do objecto que qualquer deles receber cedência ou renúncia.º deste Artigo.Com relação à Propriedade: Se a transmissão for por título oneroso. antes de celebrado o contrato. ainda que o usufruto não dure o prazo ajustado.º O imposto sobre as sucessões e doações e a sisa sobre as transmissões de imobiliários por título oneroso. serão lançados sobre o valor de bens transmitidos. sem direito a restituição alguma. o seu direito antes da consolidação.Quando a propriedade for transmitida separada do usufruto será observado o seguinte: 1 . e. ou subrogados. a sisa será calculada sobre o valor total dos bens permutados. Nesta disposição compreende-se as vendas em praça pública ordenadas por despacho do juiz.Com relação ao usufruto: A liquidação efectuar-se-á sempre ao tempo da sua transmissão.Quando a transmissão se operar por meio de compra e venda. por título oneroso. 2 .Quando a transmissão for do domínio directo ou do útil. a contribuição será calculada sobre o preço da arrematação ou valor da adjudicação.Quando a transmissão se efectuar por meio de constituição de enfiteuse. contanto que aqueles valores não sejam inferiores aos que resultarem do rendimento colectável inscrito nas matrizes prediais.º do Código Civil. e quer a mesma se efectue por título oneroso. quer por título gratuito. ao tempo da transmissão. a liquidação e o pagamento serão feitos pelo valor que os bens tiverem quando o adquirente efectuar a consolidação da propriedade com o usufruto. Se porém. liquidado pelo valor que os bens tiverem ao tempo dessa alienação. . arrematação extrajudicialmente efectuada. salvo o disposto no 10. pelo valor de vinte vezes o rendimento.CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 11. acções de bancos e companhias ou sociedades. só o poderá fazer pagando previamente o imposto sobre as sucessões e doações. Se a transmissão for por título gratuito. § 6 . será a contribuição liquidada e paga conforme o valor dos bens. por ambas as partes contratantes. caducando. ou adjudicação judicial. o proprietário quiser alienar. se houver excesso no valor deles. Se a transmissão for por título oneroso será feito de pronto. não podendo este valor ser inferior a vinte foros.Quando a transmissão se efectuar por meio de doação de bens em pagamento de alguma dívida. nos termos dos parágrafos seguintes: § 1 .Quando a transmissão se efectuar por meio de permutação de quaisquer bens. Sendo a transmissão por título gratuito. § 8 . a contribuição recai sempre sobre o produto do foro por vinte pensões. conforme for elas declarado. as anuidades que não estiverem vencidas no caso do usufruto cessar antes de completo esse tempo. de quaisquer bens sujeitos à sisa. nas quais forem observadas as disposições do Código do Processo Civil relativas às execuções. e da diferença paga a dinheiro. a contribuição será calculada sobre o valor do prédio aforado.

o imposto sobre as sucessões e doações e a sisa são sempre devidos ou não determinados os bens para pagamento das dívidas.º Da tributação quando se der o usufruto a favor de mais de uma pessoa Quando se der o usufruto em valor de mais de uma pessoa sucessivamente.º Da tributação havendo encargos Quando a transmissão se operar por título gratuito.º e seus parágrafos. sobre a importância da dívida que for paga com os bens transmitidos. com o encargo de pagamento de dívidas. sobre o excesso que houver entre valor dos ditos bens e a importância da dívida. A rescisão da promessa de venda. salvo o disposto no Artigo 20.Nas transmissões de bens imobiliários por meio de doação. quer as dívidas sejam do doador ou testador ao donatário.º do Código Civil. ou das pensões. a contribuição será paga tantas vezes quantas forem as pessoas que receberem o usufruto. salvo. CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 16. devendo estas incidir sobre o valor que os bens tiverem nessa data. o qual é sujeito à respectiva contribuição. para a liquidação da contribuição não se abate a importância das rendas que tiver pago adiantadamente. Nestes casos. a contribuição será calculada sobre o valor de vinte vezes a renda anual. e dos encargos impostos sobre as propriedades transmitidas. herdeiro ou legatário. a que ficar obrigada a pessoa para quem for feita a transmissão. Nesta disposição ficam compreendidos arrendamentos a longo prazo feitos administrativa ou judicialmente. verificada a tradição da coisa. título de partilhas ou inventário judicial forem adjudicados bens imóveis para pagamento de dívidas.º Da aplicação das taxas O imposto sobre as sucessões e doações regular-se-á pelas taxas em vigor à data em que se operar a transmissão. regulando-se a liquidação pelas taxas em vigor à data em que se opera a consolidação ou alienação. que exceder a sua cota das dívidas.Quando a transmissão se operar por meio de doação com entradas ou pensões. quando esta seja igual ou superior ao rendimento colectável inscrito na matriz predial. CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 15.As pensões e encargos a deduzir são só os que constituírem legado a favor de um terceiro. não dá direito a restituição paga por ela. mas os co-herdeiros só pagam sisa com referência ao valor dos bens. Fica declarado que nas transmissões sujeitas a qualquer condição suspensiva a liquidação do imposto deverá fazer-se pelas taxas em vigor à data em que se verifique essa condição e pelo que os bens tiverem nessa data. ou que este a esteja usufruindo. e por imposto sobre as sucessões e doações. CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 14. pagando-se por tais promessas a respectiva contribuição. porém as disposições do Artigo 11.Nos arrendamentos e nas sublocações a longo prazo. § 12 . § Único . nas circunstâncias previstas nos Artigos 1469. ao aceitante. com o encargo de pagarem a respectiva cota das dívidas. sobre o excesso que houver entre o valor dos bens doados e o das mesmas entradas.º Da responsabilidade pelo imposto de sisa .º e 1470. CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 13. e por imposto sobre as sucessões e doações. Se o arrendatário comprar o prédio. CAPÍTULO I Disposições fundamentais Artigo 12. a contribuição será calculada por sisa a importância dessas entradas. Nas sucessões legítimas observar-se-ão os mesmos preceitos quando em escritura.º deste regulamento. mas quando a propriedade se transmitir em separado do usufruto. para esse efeito adjudicados.§ 10 . objecto da estipulação. a liquidação ao proprietário efectuar-se-á somente quando este consolidar o usufruto com a propriedade ou quando pretenda salientar o seu direito. logo que este se verifique. ou de sucessão testamentária. a contribuição será calculada: por sisa. deduzir-se-á do valor liquidado a importância das dívidas passivas.º Tributação das promessas de venda Para os efeitos da sisa são consideradas as promessas de venda como vendas efectivas. expresso no respectivo testamento. com tradição ou posse. e ainda quando sejam distribuídos aos co-herdeiros todos os bens da herança. quer daquele a um terceiro. § 11 .

ainda os mais privilegiados. Nas permutações.Nas permutações de bens situados em diversos concelhos ou circunscrições civis. porém cada permutante paga metade. § 1 . ou indivisa.º Da liquidação da sisa nas arrematações judiciais Nas transmissões operadas por arrematação judicial ou administrativa. quando daqueles não constar o valor das propriedades transmitidas. por transacção ou partilha judicial.O imposto e a sisa. a liquidação. a sisa será paga sobre o valor que resultar da respectivo avaliação devidamente confirmada. será competente para proceder à liquidação da sisa o Secretário de Fazenda do concelho ou circunscrição civil onde estiver situada a maior parte desses bens. § Único . CAPÍTULO II Da liquidação da sisa sobre a transmissão de imobiliário por título oneroso Artigo 17. qualquer que seja o prazo decorrido. CAPÍTULO II Da liquidação da sisa sobre a transmissão de imobiliário por título oneroso Artigo 18. CAPÍTULO II Da liquidação da sisa sobre a transmissão de imobiliário por título oneroso Artigo 20. será feita em vista das certidões dos componentes autos e das declarações das partes. antes da praça. Se for igual este rendimento.Nesse caso. alguma condição em contrário. a sisa será paga segundo o valor declarado pelas partes. § Único . serão sempre pagos por inteiro por aqueles para quem passarem os bens.º Da liquidação da sisa havendo avaliação Quando os contratantes julgarem excessivo o valor que resultar do rendimento colectável inscrito nas matrizes prediais. abatidos os encargos perpétuos que onerarem as propriedades transmitidas. sempre que haja transmissão. contanto que esses valores não sejam inferiores a vinte (quinze) vezes o rendimento colectável inscrito nas matrizes prediais. entrará desde logo como depósito no cofre respectivo para ser entregue à Fazenda . requerendo se proceda à avaliação dos prédios que se pretende transmitir. e nas arrematações e adjudicações judiciais ou administrativas. posto que deva pagá-la por inteiro. o comprador ou cessionário obrigado ao pagamento da diferença da sisa que se liquidar relativamente ao valor dos imobiliários que receber na partilha da herança. por adjudicação. salvo se tiver sido estipulada e declarada.Sobre os bens transmitidos. nesta hipótese.Nas transmissões operadas por actos de conciliação. § Único . ou que forem declarados pelos contratantes.º A sisa será sempre liquidada em vista dos valores que constarem dos respectivos títulos. § Único . a sisa será calculada sobre o preço declarado. poderão contestá-lo. contanto que este valor seja igual ou superior a vinte (quinze) vezes o rendimento colectável inscrito nas matrizes. para ser integralmente paga do imposto sobre as sucessões e doações e sisa. em relação aos bens imobiliários. O conhecimento que for extraído por virtude desta segunda liquidação terá força de sentença. e a diferença entre essa importância e a que resultaria de ser paga segundo o rendimento colectável. podendo executar esses bens. com preferência a quaisquer créditos. quaisquer que sejam. metade do que houver pago. poderá fazer-se a liquidação em qualquer dos concelhos ou circunscrições civis à escolha dos permutantes. ficando.Nas vendas. CAPÍTULO II Da liquidação da sisa sobre a transmissão de imobiliário por título oneroso Artigo 19. depois de terem sido devidamente liquidados. tem todavia direito a receber do produto da execução. tem a Fazenda Nacional privilégio mobiliário ou imobiliário. embora tenham passado para poder de terceiro. salvo se os contribuintes tiverem urgência em lavrar o respectivo contrato porque. ou da herança. para ser cobrado por execução fiscal na falta de pagamento voluntário. sendo esta parte calculada pelo rendimento colectável inscrito nas matrizes. renúncias ou cedências de direito e acção à herança ilíquida. a liquidação será feita em vista da certidão do respectivo auto passado pelo escrivão do processo. porém. o arrematante ou adjudicatário.º O Secretário de Fazenda do concelho ou circunscrição civil onde estiverem situados os bens que fazem objecto da transmissão é o competente para proceder à liquidação da sisa.

º e 4.º do Artigo 20.º observar-se-ão as disposições dos Artigos 54. § 2 .º. salvo no caso do Artigo 24.º e seguintes do Regulamento Geral da Administração de Fazenda e da Contabilidade Pública.º 222.º O depósito de que trata a segunda parte do parágrafo do Artigo antecedente será feito por meio de guia passada aos interessados pelo respectivo Secretário de Fazenda.Se pela avaliação se verificar que o valor dos prédios é superior ao que foi indicado pelos reclamantes serão estes condenados nos selos e custas do processo. CAPÍTULO II Da liquidação da sisa sobre a transmissão de imobiliário por título oneroso Artigo 23. e o motivo que determina o depósito. na qual se declarará a importância da diferença que se vai depositar. tendo o respectivo conhecimento força de sentença para efeito de ser cobrado por execução fiscal.º.Se a avaliação se verificar que o valor dos prédios é superior a vinte (quinze) vezes o rendimento colectável inscrito nas matrizes. CAPÍTULO II Da liquidação da sisa sobre a transmissão de imobiliário por título oneroso Artigo 22. de 3 de Outubro de 1901. temporária ou permanentemente.º deste regulamento. CAPÍTULO II Da liquidação da sisa sobre a transmissão de imobiliário por título oneroso Artigo 24. figure sem rendimento colectável por estar. 139.º e 22. § Único . conforme dos respectivos processos de avaliação e liquidação se mostrar. à liquidação pelos valores declarados pelos contratantes. deverão fazer proceder à avaliação. 134.Se os contratantes ou Ministério Público não se conformarem com a avaliação de que trata o parágrafo antecedente. autos em que declarem todos os meios de prova da suposta simulação. § 3 . deve calcular-se a sisa sobre o valor que declarado pelas partes contratantes. A intimação para a nomeação dos louvados deve ser feita no prazo de dez dias. CAPÍTULO II Da liquidação da sisa sobre a transmissão de imobiliário por título oneroso Artigo 21. e processado de harmonia com as disposições dos Artigos 147. poderão usar dos recursos estabelecidos no Artigo 59. A restituição far-se-á por meio de precatório expedido pelo Secretário de Fazenda respectivo (depois de findo o processo).º.º e seu § e 142. nos termos deste Regulamento. já não pode ser feita nem levantada dúvida acerca do valor do prédio.º Quando houver suspeita de simulação Se houver fundamento para se suspeitar simulação de valor. ou. proceder-se-á nos termos dos 3. Findo este prazo.º e seguintes. § 1 .º Os secretários de Fazenda procederão. que será intimidado ao contribuinte para poder reclamar . § 4 . os secretários de Fazenda levantarão. sem prejuízo do andamento do processo da liquidação. contados da apresentação da declaração do contribuinte. § 2 .º Das avaliações dos prédios não inscritos na matriz ou inscritos sem rendimento Quando não possa ter-se em atenção o rendimento colectável inscrito na matriz predial por não estar nela compreendido o prédio sobre que versar o contrato.Nesta avaliação ter-se-á em vista que o rendimento colectável não pode ser inferior ao que corresponder ao preço do contrato.Nacional.º. isento de contribuição predial.º. estando. se forem iguais ou superiores aos que resultarem do rendimento colectável inscrito nas matrizes.º.º Nas avaliações a que houver de proceder-se em virtude dos Artigos 20. mas quando houver fundamento para supor-se que o valor declarado é inferior ao valor real dos prédios.Se pela avaliação se reconhecer que o valor dos prédios é superior ao declarado.º a 145.Da avaliação se lavrará termo. em regra. CAPÍTULO II Da liquidação da sisa sobre a transmissão de imobiliário por título oneroso Artigo 25. ou restituída aos contratantes. de 13 de Setembro de 1918. e proceder-se em seguida à avaliação do prédio nos termos dos Artigos 131.º do Regulamento da Contribuição Predial. 141. para promoverem a aplicação das penas legais. liquidar-se-á a sisa correspondente a esse excesso de valor. e os remeterão aos respectivos agentes do Ministério Público. ou designados nos títulos. 135. aprovado por Portaria Provincial n.

que ainda é devida sisa pelo contrato. depois de fixado definitivamente o rendimento colectável do prédio. em todos os demais casos. deverá. logo que disso tenha conhecimento. § 1 . salvo o caso previsto na parte final da alínea a) do único do Artigo 7. excepto se tivesse declarado perante Câmara Municipal que preferia alguma delas. e nos demais casos pela Fazenda Nacional. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO I Competência para a liquidação Artigo 28. para os efeitos do imposto.º O Secretário de Fazenda do concelho ou circunscrição civil onde o finado tivesse o seu domicílio ou onde se houver realizado o contrato de doação ou de qualquer outra natureza de que se dever imposto sobre as sucessões ou doações. far-se-á a liquidação no concelho ou circunscrição civil onde tivesse bens imobiliários. procedendo-se.As custas que forem devidas pelas avaliações referidas neste Artigo. designar . as custas e selos do processo serão pagas pelos contribuintes. proceder-se-á nos termos do 3. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO I Competência para a liquidação Artigo 29.nos termos prescritos no Artigo 59. será havido por domiciliado. § 3 . obrigatoriamente.º Da liquidação nas transmissões de terrenos Nas transmissões de terrenos de qualquer espécie ou natureza. § 3 . proceder-se-á à liquidação onde se achar a maior parte desses bens. à respectiva avaliação. ainda que a respeito do seu rendimento haja pendente alguma reclamação ou recurso. a liquidação da sisa é feita pelos valores declarados pelos contratantes.Concluídas estas diligências. será feita a liquidação no lugar da sua última residência na Colónia. CAPÍTULO II Da liquidação da sisa sobre a transmissão de imobiliário por título oneroso Artigo 26. juntamente com os títulos ou declarações a que se refere no Artigo 18.Na falta de domicílio do finado. na falta de pagamento voluntário. § 5 . § 2 . se o contrato já estiver perfeito segundo a lei civil. nos termos do presente regulamento. CAPÍTULO II Da liquidação da sisa sobre a transmissão de imobiliário por título oneroso Artigo 27. § 2 . será tido por domiciliado no lugar onde se achasse ao tempo da morte. oportunamente. por informação do mesmo funcionário ou por outro meio.º Certidão do Rendimento Colectável dos prédios situados noutros concelhos ou circunscrições civis.º do Regulamento da Contribuição Predial. depois.º Da liquidação da sisa quando os bens estão situados em mais de uma área fiscal Quando se houver de proceder à liquidação da sisa relativa a permutação de bens situados em diversos concelhos ou circunscrições civis.Na falta de domicílio e de bens imobiliários.º deste Regulamento. caso a omissas do prédio na matriz seja da sua responsabilidade.No caso previsto no parágrafo anterior. § 5 .No caso de se verificar. e. § 1 . fazer-se a sua inscrição na matriz predial. § 4 . pela Fazenda Nacional.Se pela avaliação se reconhecer que o valor dos terrenos é superior ao declarado. Este conhecimento tem força de sentença para ser cobrado por execução fiscal. Neste caso deverá o Director de Fazenda. naquela onde se achasse ao tempo da morte.º Impedimento do Secretário da Fazenda O Secretário de Fazenda não pode fazer a liquidação do imposto sobre as sucessões e doações quando nele for interessado. quando se trate de prédios omissos. § 4 . é o competente para proceder à liquidação deste imposto.Se o finado tivesse diversas residências onde vivesse alternadamente. vigente.Se tivesse bens imobiliários em diversos lugares.º do Artigo antecedente. a fim de servir de base à mesma liquidação. deverá extrair-se conhecimento pela importância que de menos tiver sido paga. serão pagas pelo contribuinte. sendo essa parte calculada pelo respectivo rendimento colectável inscrito na matriz.Se o finado não tivesse residência permanente. os permutantes apresentarão aos secretários de Fazenda.

nomeação ou legado.Se declarar que procede a inventário judicial. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO II Obrigações dos cidadãos Artigo 32. e sendo moradores no concelho ou circunscrição civil onde o contrato se celebrar ou o acto se praticar. § 2 . . com a declaração dos valores de todos os bens que a constituem. além disso. dentro deste prazo. não outorgando. e em geral qualquer contrato.º Aqueles em cuja casa falecer alguém. se procede ou não a inventario e partilha judicial e em que juízo. será obrigado a apresentar ao respectivo Secretário de Fazenda. os prazos só começam a contar-se depois que o participante teve conhecimento do óbito. nos prazos estabelecidos nos números seguintes: 1 .Dentro de trinta dias da data do contrato ou acto.Dentro de trinta dias da data do contrato ou acto. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO II Obrigações dos cidadãos Artigo 31. e o cabeça do casal nas heranças por sucessão legítima. testamenteiro ou um dos co-herdeiros incluir na participação todos os interessados. apresentará. § 1 .Dentro de trinta dias da data da abertura do testamento. não fizer esta declaração.º Aqueles em favor de quem se fizer doação. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO II Obrigações dos cidadãos Artigo 30. e proceder-se-á ao processo de liquidação nos termos deste regulamento. interpondo o seu parecer levará esta pretensão ao conhecimento do Director de Fazenda. dentro deste prazo. pagará a multa em que tiver incorrido. não pode ser imposta multa aos co-herdeiros que não apresentarem a sua participação. Se o autor da herança tiver falecido em país estrangeiro. 3 . ao menos. onde o testamento se abrir. de que se deva imposto. O Secretário de Fazenda. fica obrigado a fazer inventário judicial a requerimento do Ministério Público. 4 . instituição de herdeiro. § 2 . um balanço ou inventário da herança. não havendo testamento. que poderá conceder uma prorrogação até seis meses. dentro de trinta dias contados do falecimento. é obrigado a declarar ao Secretário de Fazenda do respectivo concelho ou circunscrição civil. dentro de trinta dias contados do falecimento.Não sendo moradores no concelho ou circunscrição civil mas tendo o seu domicílio na Colónia.º Aquele que ficar de posse de herança cujos interessados sejam todos maiores. § 1 . a parte que lhe tiver sido possível realizar. e de um ano nas outras colónias.Se. § 3 . e sessenta dias depois desta declaração ainda o não tiver começado. dentro do prazo de sessenta dias.um emprego para proceder à liquidação. declarando os motivos da impossibilidade. e. o prazo será de sessenta dias. cabeça de casal. ou acto judicial. e pedindo o tempo que lhe for ainda indispensável. sendo moradores no concelho ou circunscrição civil. são obrigados a declará-lo ao Secretário de Fazenda do respectivo concelho ou circunscrição civil.Quando o inventariante.Quando no prazo fixado no parágrafo antecedente lhe não seja possível concluir o dito balanço ou inventário. 2 . incluindo também todo o passivo da mesma herança.º e seu parágrafo. ou os seus representantes legais. e sendo moradores no concelho ou circunscrição civil onde ocorrer o óbito. ficará logo que ele finde. sujeitos a imposto sobre as sucessões e doações. são obrigados a declarálo ao Secretário de Fazenda do respectivo concelho ou circunscrição civil. Nas ilhas adjacentes e Metrópole será de três meses. § 4 .Se declarar que não procede a inventário e partilha judicial. quando outorguem pessoalmente ou por seus procuradores.Dentro de trinta dias contados do óbito. se souberem que o falecido deixa herdeiros ou legatários. ou da aceitação nas doações. incurso na pena estabelecida no Artigo 107.

º Até ao dia quinze de cada mês. a fim de fiscalizar o cumprimento do disposto neste Artigo. remeterão ao respectivo agente do Ministério Público uma declaração circunstanciada. contendo o número do conhecimento. com a especificação do seu valor. que entregará ao declarante.O agente do Ministério Público exigirá mensalmente aos escrivães do juízo uma nota dos inventários começados. e todas as mais indicações e substâncias dos contratos. e pela mesma forma. arrendatário e pelos permutantes.Estas participações serão feitas em duplicado e numeradas em ordem sucessiva. a importância total da sisa. na qual se declarem as datas das mesmas escrituras ou instrumentos.º Os escrivães dos inventários. 1 . os escrivães dos juízos remeterão ao Secretário de Fazenda do respectivo concelho ou circunscrição civil participações por escrito. o concelho ou circunscrição civil onde foi liquidada e a data. e promover. com relação aos autos conciliação. . que operem ou venham a operar transmissão de bens sujeita a imposto sobre as sucessões e doações. inventariantes. no mesmo prazo. serão escritas em duplicado e no caso de estarem conformes. as designadas do grau de parentesco em que se achava cada um com o finado. Estas declarações não estão sujeitas ao imposto de selo. os nomes e moradas das pessoas que nelas figuram. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO III Obrigações dos funcionários Artigo 34. pela qual os omissos sejam sujeitos a multa. a aplicação das respectivas multas. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO III Obrigações dos funcionários Artigo 36. no prazo de trinta dias contados da data das sentenças que julgarem as partilhas. e dos bens que lhe ficarem pertencendo. as declarações serão assinadas pelo comprador. § Único . em duplicado e numerada. que operem ou venham a operar transmissão de quaisquer valores pelo mesmo título.º Os tabeliães e notários são também obrigados a organizar mensalmente mapas em duplicadora sisa que tiver sido paga pelos actos exarados em suas notas no mês antecedente. arrendamentos ou permutação. em duplicado.No mesmo prazo. os tabeliães e notários que no mês antecedente tiverem lavrado instrumentos ou escrituras. em andamento e concluídos. ou termos de convenção. § Único .CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO II Obrigações dos cidadãos Artigo 33. legatários ou sucessores. sem franquia.Estes mapas serão enviados até ao dia quinze de cada mês ao Secretário de Fazenda que houver feito a liquidação. devendo ser enviadas pelo agente do Ministério Público ao secretário de Fazenda. uma participação por escrito. os nomes dos contratantes. em que mencionem os nomes do inventariado. fazendo reformar aqueles em que faltar alguma circunstância especial. Nos contratos de compra e venda. podendo os tabeliães e notários remetê-los pelo correio. o Secretário de Fazenda levará o respectivo auto. os duplicados serão enviados. no caso de infracção. estejam ou não sujeitos ao imposto. deverão remeter ao Secretário de Fazenda do concelho ou circunscrição civil em que tiver de se fazer a liquidação. legatários ou sucessões. herdeiros. ou transacto. às Direcções de Fazenda das áreas onde se efectuar o pagamento da sisa. com a única diferença de que no primeiro caso as declarações devem conter além dos nomes dos herdeiros. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO III Obrigações dos funcionários Artigo 35. § Único .Havendo qualquer falta na apresentação das ditas declarações. 2 . e o remeterá ao agente do Ministério Público a fim de ser imposta a multa devida.º As declarações de que tratam os Artigos antecedentes. passará o Secretário de Fazenda recibo em um dos exemplares. como correspondência oficial.

o Secretário de Fazenda do concelho ou circunscrição civil em que essa mudança se verificar sem que. aos respectivos secretários de Fazenda. ou provado por competente documento que se pagou ou que não devia por aquela mudança imposto algum. não o estando.º os secretários de Fazenda passarão recebido no duplicado.º a 37. declarando os seus nomes. quem sucedeu nos bens. por que título e qual o seu parentesco com os falecidos. ou se. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO III Obrigações dos funcionários Artigo 40. nem as declarações prescritas no Artigo 30. de todas as pessoas falecidas no mês anterior. serão autuadas.Se dentro deste prazo. serão juntas ao respectivo processo. único.º. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO III Obrigações dos funcionários Artigo 38. com a declaração de não ter havido óbitos. § 1 . ficando. nos inventários. para comprar as mesmas verbas. devendo preencher-se . as cópias dos testamentos das pessoas falecidas no mês antecedente.º. não se lhe tiver apresentado certidão de se terem feito onde se deviam fazer. no prazo de quinze dias.º e seguintes. e. deverão os referidos funcionários enviar ao Secretário de Fazenda do concelho ou circunscrição civil um exemplar do mesmo modelo 1. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO III Obrigações dos funcionários Artigo 39. se lhes tenham feito as participações ordenadas nos Artigos antecedentes. falecimento algum. da entrega será passado recibo pelo Secretário de Fazenda. 36. e à margem dos respectivos contratos. classificando-as por freguesias. § 3 . e ficam obrigados a apresentar ao Secretário de Fazenda ou ao empregado que o represente. e sujeita ao respectivo imposto. os livros de registo dos óbitos. até ao dia 8 de cada mês.As participações e cópias referidas nos Artigos 34. deste Regulamento. § 2 . os intimidados sujeitos às penas em que tiverem incorrido. se já estiver instaurado.º Todas as vezes que ocorrer mudança nos possuidores de bens. lhe apresentarem os títulos da sua posse. ou sentenças do julgamento de partilhas. incorrem nas multas estabelecidas no Artigo 106. que deverá ser liquidado sem que seja depois admitida prova em contrário. § 1 . quando assim lhes for exigido. § 2 . e convenientemente guardado. não forem apresentados.Os funcionários referidos neste Artigo que não cumprirem as citadas obrigações. idades.Se o inventário não tiver prosseguido e for arquivado antes da sua conclusão.º.No caso de não haver. conforme o modelo 1. será aquela aquisição considerada como proveniente de estranho. aos párocos e administradores. além disso.Serão fornecidos pelos secretários de Fazenda.º Os administradores dos concelhos ou circunscrições civis são obrigados a enviar até ao dia 8 de cada mês. que remeterão ao signatário delas.º e 38. que por motivos atendíveis o Secretário de Fazenda lhes poderá conceder. no caso de se não deverem fazer perante ele. ao Secretário de Fazenda.º Das participações a que se referem os Artigos 34.3 . dentro do prazo de trinta dias. no prazo de oito dias.º e 37. os impressos necessários à organização das relações a que se refere este Artigo.º as irão numerando por ordem cronológica e embarcando. intimará os novos possuidores para. será este facto comunicado pelo agente do Ministério Público. sendo por este averbado nos livros de notas ou de conciliações. durante o mês. § 3 .À proporção que os secretários de Fazenda forem recebendo as relações de que tratam os Artigos 35. uma relação numerada. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO III Obrigações dos funcionários Artigo 37. ou de outro igual. estado.º Os párocos e administradores de concelho ou circunscrição civil enviarão ao Secretário de Fazenda respectivo.

§ 2 . que numas se deve e noutras se não deve imposto. § Único . sem que fique arquivado na respectiva repartição de Fazenda um documento comprovativo da transmissão operada a favor do novo proprietário. declara. § 3 . lavrando disso o respectivo termo. ou que somente é devido em parte. contadas da data desse despacho. junto a este Regulamento.º. e cobrado o processo logo que finde esse prazo.º não cumprirem as obrigações que lhes são impostas. continuará. deste Regulamento.º O Secretário de Fazenda. vista do processo ao competente agente do Ministério Público para responder em vinte e quarto horas sobre esse ponto. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO IV Liquidação Artigo 41.º Se os funcionários a que se referem os Artigos 34. por despacho do Director de Fazenda. os termos da liquidação. dentro de quinze dias contados daquele em que receber o processo. 2.Quando o Secretário de Fazenda declarar que a liquidação não tem lugar. em relação ao domínio de qualquer prédio. salvo as disposições especiais expressas neste Regulamento. suspendendo-se todo o processo até se resolverem as dúvidas. salvo se da mesma transmissão tiver sido pago imposto sobre as sucessões e doações. que lhes será remetida no prazo de três dias. observar-se-ão a respeito das hipóteses em que houver dúvidas os termos prescritos neste Artigo. quando devido. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO IV Liquidação Artigo 42. no segundo. se o Secretário de Fazenda entender que não há imposto a liquidar. que procede logo à liquidação ou que esta não tem lugar.Não se achando ainda o testamento registado.º . o imposto no Artigo 89. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO IV Liquidação Artigo 44. e do pagamento do imposto ou sisa. sob pena de ficar sujeito à multa legal. ao Director de Fazenda respectivo. por se verificar algumas das hipóteses previstas no Artigo 7. contados da data dessa notícia. em conformidade com os Artigos anteriores. os secretários de Fazenda procederão os termos do Artigo 115. por seu despacho. contados da recepção do processo. o devolverá ao Secretário de Fazenda com desempenho em que confirme. remeterá o processo dentro de vinte e quatro horas. instaurará o processo para a competente liquidação dentro do prazo de três dias. o levar ao registo. ou sisa liquidado no concelho da situação do prédio a que disser respeito a alteração. dentro de três dias. e seguindo-se.A liquidação deve ser feita pelo valor que os bens tiverem ao tempo do óbito do autor da herança.º a 38.º Reunidas as participações e documentos necessários para se proceder à liquidação.º deste Regulamento.Quando no mesmo processo houver diferentes hipóteses e o Secretário de Fazenda entender. dentro de três dias depois da recepção do último desses esclarecimentos. a proporção que receber as participações correlativas as irá juntando ao mesmo processo.logo as quatro primeiras colunas do livro modelo 2. modifique ou revogue a sua decisão: arquivando-se o processo no primeiro caso.O Director de Fazenda.º e requisitarão do competente registo uma cópia do testamento quando houver.º. observando-se. dentro de outros três dias. § 4 . § 1 . CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO IV Liquidação Artigo 43. e prosseguindo a liquidação depois da resolução delas. § Único . para que este confirme ou revogue a sua decisão. e. porém.Não se efectuará alteração alguma nas matrizes prediais. tendo notícia de qualquer acontecimento que possa dar lugar a imposto sobre as sucessões e doações. o Secretário de Fazenda intimará a pessoa que o tiver para.

nos termos do Artigo 25. quanto a esses. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO IV Liquidação Artigo 45. e. herdeiro. Se. quando se trata dos actos inter-vivos a que se refere o Artigo 34. § 1 . porque neste caso será feita a liquidação em vista dos valores que os bens tiverem nestes documentos.º e 37. quando se não mostrar necessária a avaliação de alguns bens. atribuído aos prédios. a diferença do interessado que provar o seu grau de parentesco. cabeça de casal ou inventariante. nem superior a trinta.º O imposto sobre as sucessões e doações será liquidado em vista dos valores que constarem do balanço da herança a que se refere o Artigo 32.º e seguintes deste Regulamento.Os contribuintes ou o Ministério Público que não se conformarem. § 3. o Secretário de Fazenda lhe nomeará para esse fim um curador. porém. em vista dos esclarecimentos recebidos. acompanhadas de atestados das respectivas autoridades administrativas. para dentro de um prazo nunca inferior a oito dias. por não se verificar nenhuma das hipóteses no Artigo 7. será pelo Secretário de Fazenda intimado o donatário. dentro do prazo fixado. testamenteiro. que será feita nos termos estabelecidos no Artigo 54. § 1 .º e seus parágrafos. se conhecer que há prédios omissos. ser inferior ao que respectivamente estiver inscrito na matriz predial.º. contados daquele em que tiver recebido a última participação ou esclarecimento. O requerimento pedindo esta avaliação não pode ser admitido passados os três dias de vista. não forem apresentadas estas provas. o imposto será liquidado tomando-se por base o valor resultante da matriz. ao qual deferirá o competente compromisso de honra.º deste Regulamento. só serão admitidas certidões dos registos legais do estado civil.º. deverá o Secretário de Fazenda proceder à liquidação dentro de oito dias.º No caso de entender. dentro do prazo de três dias. pela comparação do balanço com a certidão da matriz.º Se dos esclarecimentos obtidos se conhecer que algum dos interessados é menor. e não a ele próprio ou a seu procurador que tenha poderes para recebê-la. que há direito a fazer-se a liquidação do imposto.º se não conhecer o grau de parentesco entre o donatário e legatário ou herdeiro. restituindo-se. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO IV Liquidação Artigo 46. a avaliação dos bens. ou de sentença. excepto se houver inventário ou existir qualquer outro título de partilhas. em vista das participações a que aludem os Artigos 36. § 2 . antes de proceder à liquidação. ou a requerer. proceder-seá à liquidação com intimação do seu legítimo representante. intimando o contribuinte a declarar. ou com os valores declarados ou com os que resultarem do rendimento inscrito na matriz.Para se fazerem estas provas. fixado pelo mesmo Secretário de Fazenda. e o doador ou autor da herança. § 2 . O Secretário de Fazenda juntará sempre ao processo a certidão do rendimento colectável dos prédios. o imposto será liquidado como a estranho. Neste caso suspenderse-á o seguimento do processo até se concluir a avaliação.º. porém. se a intimação tiver sido feita unicamente ao testamenteiro. ou título de partilhas. legatário. do valor declarado ou que constar do inventário.Se.Se. quando o não haja.Se pela avaliação requerida pelos contribuintes se verificar que o valor dos bens é superior . inventariante ou cabeça de casal. assim como procederá sempre à mesma intimação. § 3 . proceder-se-á. apresentar as provas legais do grau de parentesco. se se conforma com o valor fixado.No caso. em caso contrário. ou de justificação judicial sobre a identidade da pessoa. devem requerer que se proceda à avaliação de todos os bens transmitidos ou só de parte deles. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO IV Liquidação Artigo 47.

§ Único . se fizer inventário.º sem a intervenção dos interessados.As dívidas e encargos de bens que não fossem declarados ao tempo da liquidação do imposto.As despesas de custas de inventário. ter-se-ão em vista na liquidação as .º Encargo a abater para efeito de liquidação Na liquidação só devem ser deduzidos os encargos legalmente comprovados. e quaisquer outras dívidas ou obrigações contraídas pelo doador depois de feita a doação inter-vivos. censos e pensões. devidamente escriturados e selados. 2 . CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO IV Liquidação Artigo 50. só podem ser provados por documentos conforme o Artigo 2420. as dívidas activas. legados e pensões.As letras aceitas ou garantidas. nas quais se incluirá o salário de todos os louvados.º. 3 . ou mesmo já concluída e pago o imposto.º Regras a observar nas liquidações Além das regras estabelecidas nos Artigos antecedentes. quando assim julgadas. e as que constam de contas correntes extraídas de livros comerciais. § 2 .Consideram-se suficientemente comprovadas as dívidas passivas que tiverem sido competentemente aprovadas em inventário judicial. impostos nas propriedades transmitidas. que terá força de sentença nos termos do Artigo 25. quer a transmissão se verifique para ele. sempre que julgar conveniente. e as letras vencidas e não protestadas à data da abertura da herança. ou qualquer outro título de partilha. § 5 . CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO IV Liquidação Artigo 48. quando se não conformar com a declaração do seu valor feita pelos contribuintes. exigir a apresentação daqueles livros. § 4 .Não são considerados encargos: 1 .As dívidas do testador comprovadas. a reserva de pensão a favor do doador e o direito de habitação. estando pendente a liquidação. 4 . contados do dia do recebimento sob pena de incorrer na multa do dobro do mesmo imposto.º Da prova documental dos encargos Os encargos de que trata o Artigo antecedente. § 1 .As verbas expressamente designadas pelo testador para demandas e contribuições vencidas. 5 . à data da morte da autor da herança. será liquidado o imposto sobre os bens omitidos ou sobre a diferença dos valores e extraído o respectivo conhecimento. a fim de serem examinados. Só podem ser consideradas litigiosas as dívidas contestadas em juízo.Consideram-se encargos: 1 . assinando o credor termo e que se obrigue a pagar o respectivo imposto dentro de três meses.As rendas pagas antecipadamente pelo arrendatário. de registo e de testamento.ao que por eles foi declarado. na presença dos interessados. quer para terceiro. falidas ou litigiosas. 3 .O valor do usufruto.Se. quando a propriedade se transmitir separada dele. de onde constem mais bens do que os indicados no balanço apresentado. parágrafo 3. 4 .º do Código Civil. podendo o Secretário de Fazenda. serão condenados nas custas do processo.O imposto sobre as sucessões e doações que o herdeiro tem de pagar pelos legados deixados livre dele. ou da feitura da doação. ou de quem legitimamente os representar. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO IV Liquidação Artigo 49. e os impostos e contribuições em dívida de qualquer natureza que sejam.O Ministério Público requererá ao Secretário de Fazenda nova avaliação dos bens móveis. restringindo-se o exame à parte relativa às mesmas dívidas.As esmolas. e as circunstâncias de que depender a liquidação. 2 . ou tendo valores superiores aos declarados no mesmo balance. que onerarem as heranças e os foros.

Se a transmissão do usufruto for feita. liquidadas ao vendedor. deve ser liquidado e pago o imposto respectivo. dando parte ao agente do Ministério Público da simulação para os efeitos competentes. o usufruto. mas ao proprietário somente quando consolidar o usufruto com a propriedade. § 12 . se em poder do proprietário. § 10 . ainda por vencer.º do Artigo 11. das resoluções dos secretários de Fazenda. § 6 . podendo o contribuinte recorrer nos termos do Capítulo IV deste Regulamento. § 3 .º em relação aos valores declarados ou constantes do respectivo título. o qual será pago pelo novo proprietário. antes da consolidação. seja qual for o grau de parentesco de uns para com o testador. será liquidado por esta nova transmissão do usufruto.Se.º do § 9. conforme for vitalício ou temporário.disposições seguintes: § 1 . será liquidado o imposto respectivo a esta transmissão sobre a propriedade. ou seu representante. em favor de um terceiro. quando se mostrar cumprida aquela obrigação. por parte da Fazenda. . § 7 . quando se mostrarem já constituídos e arbitrados os alimentos ao tempo da liquidação do imposto.Se o proprietário.Quando os secretários de Fazenda tiverem provas da simulação ou exagerado do encargo dos alimentos que não tiverem sido fixados por sentença. ou esta lhe for transmitida por título gratuito. o pagamento só pode ser exigido. § 9 .Depois de aceite a herança. antes da consolidação. Da mesma forma se procederá quando a doação for feita por ambos os cônjuges. Quando não for aceite o legado. deve a liquidação ser feita ao seu sucessor ou representante legal quando se verificar a consolidação. proceder-se-á nos termos do § 6.º 1. conforme a condição do alimento. e. § 5 . por título oneroso.O valor do encargo proveniente de alimentos só será deduzido dos bens transmitidos. será liquidado àqueles para quem os bens forem transmitidos. sem ter alienado o seu direito.º do Código Civil. Em qualquer das hipóteses deste parágrafo. por título gratuito. por falecimento do proprietário. continuando a ser pagas pelo doador as anuidades já liquidadas mas ainda não vencidas. § 8 .Se o usufrutuário alienar. ou por qualquer outro modo caducar. Se for por título oneroso. § 2 . será igualmente liquidada a sisa correspondente a esta transmissão. o seu direito em favor de um terceiro. chegasse a efectuar-se a consolidação. quando se efectuar a consolidação. e pela taxa que teria de ser paga pelo proprietário falecido. no caso de ser preciso. deverá fazer-se logo a liquidação ao usufrutuário. por título gratuito. suceder na propriedade o usufrutuário. reduzir a mesma dedução. sem se deduzir o usufruto.Se as pensões a deduzir constituírem legado em favor de um terceiro. sem abatimento de usufruto e sem prejuízo do imposto devido pelo proprietário quando consolidasse essa propriedade com o usufruto. interessado será sujeito ao respectivo imposto. conforme o valor que os bens tiverem a esse tempo. § 11 . § 4 . mas. a liquidação será feita ao herdeiro.Se antes da consolidação.No caso de repúdio de herança. será liquidado o imposto por esta transmissão nos termos da primeira parte do parágrafo antecedente. a propriedade se transmitir. deverão no primeiro caso. recusar a dedução. sem abatimento do usufruto. acrescendo à herança os bens legados. e no segundo caso. depois de findo o pleito e de efectuada a transmissão.º. deve ser calculado segundo o grau de parentesco em que estiver para com o testador o cônjuge que for seu parente mais próximo. deverá recorrer à avaliação. em relação ao valor da propriedade. § 13 . ou autor da herança ou legado. ficando prejudicada a liquidação que haveria de fazerse. ficando salvo o direito do interessado ao abatimento ou restituição. alienar. separada do usufruto. e se for título oneroso observar-se-á o disposto na segunda parte do mesmo parágrafo. ou por falta da aceitação. e. falecendo ele antes da consolidação. forem transmitidos os bens. por título oneroso. sem abatimento do usufruto e observando-se o disposto na alínea b) do n. alienar. a liquidação deverá ser feita àqueles para quem. a sisa será calculada em relação à mesma base devendo ser logo pagas as anuidades. ou aos que não receberem os legados por terem caducado. sem destinação.Se a propriedade se transmitir por título gratuito. por título gratuito o seu direito em favor de um terceiro. imposto igual ao que teria sido liquidado aos herdeiros repudiantes. far-se-á liquidação por esta nova transmissão. provado pelo termo de que trata o Artigo 2034. se estiver pendente litígio judicial acerca da qualidade de herdeiro. a favor do proprietário.Se o proprietário. para o usufrutuário. em virtude do mesmo repúdio. antes da consolidação.O imposto sobre bens transmitidos a cônjuges.

o Secretário de Fazenda cobrará o processo. ou negando a obrigação de pagar o imposto. se o entender conveniente.Dentro de três dias intimará a sua decisão ao Ministério Público. a fim de recorrer. depois de feitas as declarações. se estiver no concelho ou circunscrição onde a liquidação se fizer e não tiver procurador constituído no processo de liquidação. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO IV Liquidação Artigo 53. 2 .A liquidação definitiva. Os conhecimentos serão sempre extraídos pela totalidade do imposto. somente no caso deste ter feito alguma reclamação que tenha sido desatendida no todo ou parte. dentro de três dias. § 4 . no prazo e forma declarados no Artigo 60. e. transmitido com a respectiva concessão.º Em todas as repartições de fazenda dos concelhos ou circunscrições civis haverá um livro organizado segundo o modelo 2.No mencionado prazo serão também os contribuintes intimados da liquidação confirmada. tendo procurador.º Feita a liquidação provisoriamente.º e seguintes deste Regulamento. para promover o que se lhe oferecer sobre a mesma liquidação. no prazo de três dias contados da data da intimação.º deste Regulamento. no caso de não ter sido feita declaração alguma. declarar se querem pagar em prestações ou se preferem pagar de pronto.Dentro de três dias. Extraídos os conhecimentos.§ 14 . Se o contribuinte ou o seu procurador não residir no concelho ou circunscrição. confirmará a liquidação. extrair-se-ão os respectivos conhecimentos. § 3 . será feita pessoalmente. segue a condição dos imobiliários. ou reformará a mesma liquidação. ou terminado o prazo para o recurso sem ter sido interposto. Não se conformando com a liquidação. cabeça de casal. para os efeitos do Artigo antecedente. não havendo aí nenhuma dessas.Os secretários de Fazenda são incompetentes para conhecer da legalidade dos actos ou contratos que importam transmissão de propriedade. nos termos do Artigo 60. só pode ser alterada por meio de recurso para a instância superior. por um edital afixado na porta da secretaria da administração do concelho ou circunscrição. a intimação será feita na pessoa do inventariante.A intimação poderá ser feita pelo Secretário de Fazenda ou por qualquer empregado da sua dependência.Para o efeito da liquidação do imposto devido pela transmissão das concessões para exploração de empresas industriais. § 2 . testamenteiro. ou qualquer familiar do contribuinte. em conformidade das declarações dos contribuintes sobre a forma de pagamento. e. § 2 . será a este feita a intimação.O número do processo da liquidação do imposto. ou adicionada à que já estiver lançada como ilíquida ou de liquidação em parte ou de pronto. podem reclamar para a Junta Fiscal das Matrizes. depois de intimada nos termos deste Artigo.Findo esse prazo. se estiver nesse concelho ou circunscrição. ainda que os contribuintes tenham pedido o pagamento. § 15 . . CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO IV Liquidação Artigo 52. será o processo continuado com vista ao Ministério Público por três dias. no caso de ter o Ministério Público feito alguma reclamação justa. que deverá conter: 1 . será a competente verba da liquidação lançada no livro modelo 2.O nome das pessoas de quem proveio a transmissão. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO IV Liquidação Artigo 51. se o Ministério Público não tiver reclamado contra ela ou se julgar improcedente a sua reclamação. dentro de vinte e quatro horas. § 1 .º A intimação ao contribuinte. será extraído um só conhecimento para ser pago no prazo de oito dias. Se os contribuintes concordarem com a liquidação devem. o material da exploração das empresas. e publicado no Diário da República. para a Junta das Matrizes. conforme o disposto no Capítulo IV. § 1 . e nessa conformidade será feito o débito ao recebedor. e.

que servirá para desempatar. § 5 .Referência ao documento por que foi conhecida a transmissão. e desses quatro se tirará um à sorte. pelo Secretário de Fazenda. § Único . ou negada.Pedida escusa por algum dos louvados nomeados. § 6 . forma de avaliação. um louvado para cada qualidade desses bens.3 . nomeará cada um o seu louvado.Nas avaliações. observar-se-á o que se acha determinado no Código do Processo Civil. § 1 . quando faltar ou não puder ser intimado qualquer dos louvados nomeados pelas partes.Os mesmos louvados podem avaliar diferentes espécies de bens.Nas Direcções Provinciais haverá um ou mais livros idênticos com referência aos respectivos concelhos ou circunscrições. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO V Avaliação Artigo 54. nomeará cada uma das partes. o Secretário de Fazenda procederá à nomeação de louvados por parte daquelas que forem revés.º Se for necessário proceder à avaliação de alguns bens. e em tudo que não estiver prejudicado pelas disposições contidas neste Regulamento.Em caso de revelia de todas ou algumas das partes. ou serem estes nomeados à sua revelia. sobre arbitramentos e avaliações.As avaliações em que no termo de nomeação de louvados faltar a de terceiro para desempatar. presidindo o Secretário de Fazenda à louvação no dia que por ele for fixado. será a avaliação reduzida a termo. ainda quando a outra nomear diferentes. 6 . será esta concedida. dentro de três dias.Data da autuação do processo. § 4 . o contribuinte e o agente do Ministério Público deverão escolher um terceiro louvado para desempatar quando seja necessário. por sua parte. escusas. contado do último dos três.Data em que foi efectuada a liquidação.Se não concordarem. empenhando a sua honra.º Os louvados farão a avaliação e em seguida certificarão o valor dos bens.O contribuinte. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO V Avaliação Artigo 55. descrevendo-os com as declarações necessárias para se conhecer a sua identidade. comparecerem perante ele para nomearem louvados.No mesmo acto. pela forma estabelecida no Artigo 52.º para. serão estes intimidados a afirmar. 8 . A fórmula desta afirmação será: . contados da data do acto que deu origem à avaliação. que cumprirão com fidelidade as funções que lhes são conferidas. Quando o mesmo louvado não for competente para a avaliação de todos os bens. o respectivo agente do Ministério Público e o contribuinte. e o agente do Ministério Público outros dois. 7 . § 2 . a substituição pertence ao Secretário de Fazenda. 4 . § 2 . o Secretário de Fazenda intimará. § 3 . por parte da Fazenda Nacional. quando seja necessário. que nunca excederá o oitavo. serão nulas e de nenhum efeito. 5 .Declaro pela minha honra que desempenharei fielmente a função que me é confiada. § 1 .O nome das pessoas para quem são transmitidos os bens.Nomeados os louvados.º Regras a observar na determinação dos valores dos bens a avaliar . e qualquer das partes pode conservar o mesmo louvado. e grau de parentesco. nos termos do Decreto de 18 de Outubro de 1910. Quando não souberem escrever. e o agente do Ministério Público.No que respeita a incompatibilidades. § 8 . § 7 .Declaração de estar ou não dependente de liquidação futura. que a pode efectuar no acto da avaliação ou antes. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO V Avaliação Artigo 56. no dia que lhes designar.Data do óbito ou da doação. o contribuinte nomeará dois louvados.

quando for devido. multiplicada por vinte. e. poderão reclamar em conformidade do Artigo 59. com o encargo de qualquer pensão vitalícia ou temporária. menos a soma de vinte foros. os registos das conservatórias. ou outros títulos de dívida pública. Se for deixado por tempo certo. sem dedução do usufruto.O valor do domínio útil dos bens enfitêuticos será produto do seu rendimento líquido multiplicado por vinte. Na encampação só é sujeito o valor do prédio na parte superior a vinte foros.º e seus números do Regulamento da Contribuição Predial em vigor. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO V Avaliação Artigo 57.Os secretários de Fazenda separarão na respectiva liquidação a importância que pertencer a imposto ou sisa da que provier destes juros com a seguinte designação: «Juros de mora». Na venda de prédios não se abate a importância do usufruto ou das pensões que sobre eles tenham sido estabelecidas. O direito de habitação será avaliado nas mesmas condições do usufruto. censo.O valor do domínio útil dos bens subenfitêuticos será o seu rendimento multiplicado por vinte. o valor do usufruto vitalício será o produto do rendimento líquido anual multiplicado por vinte. nem as reservas a favor do vendedor. para os efeitos da sisa. § 4 .º Concluída a avaliação.Quando a propriedade for transmitida por título gratuito. (quinze) sem dedução do usufruto. de acções ou obrigações de bancos. e todos os demais elementos. Quando o foro for aumentado por incómodo da cobrança dividida.º. proceder-se-á como vai estabelecido na segunda parte do § 6. se for devido. separado da propriedade. o seu valor será o produto do rendimento de um ano multiplicado por tantos anos quantos faltarem para completar o tempo do usufruto. quando a transmissão se operar por título gratuito. se for devido. se os contribuintes não concordarem com ela. e um laudémio.O valor da propriedade separada do usufruto. . será o produto do seu rendimento líquido anual multiplicado por vinte.Na determinação do valor dos bens observar-se-á o seguinte: § 1 . § 10 . companhias ou sociedades. ou pensão. passando este a terceira pessoa.O valor dos bens de raiz será determinado pela avaliação dos louvados tendo-se em vista os contratos anteriores. multiplicada por vinte. e um laudémio. será o produto do seu rendimento líquido anual multiplicado por vinte. e um laudémio.º e seguintes.O valor da propriedade sem usufruto. ou de outros de igual natureza. § 3 . Se for por tempo certo. § 5 .Para o efeito da liquidação da sisa.º. abatida a soma de vinte foros.O valor do domínio directo será o produto do foro multiplicado por vinte. o valor daquele será a importância da parte aumentada.º Se os contribuintes recorrerem.º. O valor do usufruto. Nas reduções de foro. sem que possa exceder a vinte anos. o seu valor será o do preço que tais títulos tiverem no mercado. vitalícia ou temporariamente. indicados no Artigo 43. será o produto do seu rendimento líquido anual multiplicado por vinte (quinze). Se o usufruto for de inscrições. quando a transmissão se operar por título gratuito. § 11 . os arrendamentos dos mesmos bens. o valor será determinado pela declaração dos interessados. a contribuição relativa à pensão será calculada segundo as regras estabelecidas para o usufruto no § 8. § 2 . multiplicado por tantos anos quantos forem aqueles por que for deixado o usufruto. será o produto do rendimento de um ano.As pensões vitalícias ou temporárias que forem vendidas ou doadas por título oneroso são avaliadas da mesma forma que se acha disposta para o usufruto no § 6. ou pelo que obtiverem em venda judicial. § Único . o seu valor será a importância da parte reduzida. CAPÍTULO III Da liquidação do imposto sobre as sucessões e doações SECÇÃO V Avaliação Artigo 58. se a ela se proceder. § 6 . que para esse fim serão examinados pelos respectivos secretários de Fazenda. § 9 . e não obtiverem provimento. § 7 . Na falta de cotação oficial.O valor dos bens livres será o produto do seu rendimento líquido multiplicado por vinte (quinze). pagarão o juro de mora legalmente estabelecido.

Se confirmar só em parte mandando reformar. calculados sobre a importância liquidada.º e seguintes são aplicáveis aos casos em que os contribuintes neguem absolutamente a obrigação do pagamento do imposto ou sisa. o que vai disposto nos Artigos seguintes. e dentro de quarenta e oito horas. dentro do prazo de cinco dias. § 5 . será condenado nos juros de mora legais. poderá reclamar.Recebido o requerimento. o contribuinte que se julgar lesado. CAPÍTULO IV Reclamações e recursos Artigo 62. o Secretário de Fazenda passará recibo em que declare o número e qualidades dos documentos entregues pelo recorrente. que se faça nova avaliação. perante o Secretário de Fazenda.º As disposições do Artigo 60. Das decisões do Secretário de Fazenda podem as partes recorrer para a Junta Fiscal das Matrizes. CAPÍTULO IV Reclamações e recursos Artigo 61. § 1 . querendo. para as instâncias superiores. se não for o Ministério Público. poderão reclamar contra ela. lavrando termo de apresentação. depois de declarar a data em que o recebeu. se este não for o reclamante. contados daquele em que for intimidada a liquidação. CAPÍTULO IV Reclamações e recursos Artigo 60. decidirá a reclamação dentro de cinco dias. será o processo entregue imediatamente por meio de termo ao Secretário de Fazenda. e juntos por termo ao respectivo processo.Havendo reclamação. por quarenta e oito horas. seguindo a forma estabelecida para a primeira avaliação. podem recorrer para a Junta Fiscal das Matrizes.No caso de negar-lhe provimento. dentro de vinte e quatro horas. nenhum outro recurso lhe é permitido.Da decisão do Secretário de Fazenda podem as partes recorrer para a Junta Fiscal das Matrizes dentro de vinte e quatro horas. além das custas e selos do processo. § 4 .º Se os contribuintes ou o agente do Ministério Público se não conformarem com a avaliação. no caso de ser procedido à avaliação. § 1 . ainda no tocante aos recursos. o recorrente. logo que receber o requerimento o continuará com vista ao Ministério Público. para o Secretário de Fazenda. ou necessário para decidir a reclamação. o Secretário de Fazenda.Depois de feita a liquidação da sisa.º Se os contribuintes ou o Ministério Público se não confirmarem com a liquidação do imposto sobre as sucessões ou doações ou da sisa. § 2 . além das custas e selos. o qual será decidido pela Junta dentro do prazo de cinco dias.Este recurso será feito dentro de cinco dias. das decisões respectivas. todo o processo do recurso. intimará a decisão aos recorrentes e ao Ministério Público.Se o Secretário de Fazenda julgar conveniente. Na falta de reclamação dentro deste prazo. em número dobrado.CAPÍTULO IV Reclamações e recursos Artigo 59. ou ao contribuinte. as custas por metade e os juros de mora somente sobre a parte do imposto ou sisa que for liquidada. em que deduzam as razões que têm contra essa avaliação. e cobrando o processo findas elas. dentro de cinco dias contados da data em que lhe for intimidada. para recorrerem. que. o Secretário de Fazenda condenará o reclamante. que será assinado por ele e pelo recorrente.Se a Junta confirmar a liquidação.Decidido o recurso. mandará proceder a ela por diferentes louvados. por meio de um requerimento. por erro de cálculo. devidamente contraminutado. dentro do prazo de cinco dias. quanto à outra serão liquidados os selos por completo. sendo aplicável a estes recursos. § 1 . . remeterá ao Presidente da Junta Fiscal das Matrizes. para o Tribunal Administrativo. § 3 . que aos recorrentes parecerem convenientes para justificação do seu direito. Fiscal e de Contas. § 2 . na parte correlativa. § 2 . instruído com todos os documentos. se não for o Ministério Público.º As reclamações e recursos de que tratam os Artigos antecedentes têm efeito suspensivo. nos juros de mora da importância da contribuição.

sendo-lhe acusada a sua recepção. aprovado por Decreto n. e fora dos prazos fixados neste Regulamento. que delas passará recibo e as remeterá informadas ao Presidente do Tribunal.º Além dos recursos estabelecidos.º Os recursos para o Tribunal Administrativo.º 17 759. por parte da Fazenda Nacional. assistirá às sessões do Tribunal Administrativo. § Único .CAPÍTULO IV Reclamações e recursos Artigo 63. Fiscal e de Contas têm efeito suspensivo e serão interpostos por meio de requerimento documentado e dirigido ao mesmo Tribunal.º Da decisão do Tribunal Administrativo.Estes recursos não têm efeito suspensivo. Fiscal e de Contas: . CAPÍTULO IV Reclamações e recursos Artigo 69. só poderão recorrer extraordinariamente e sem efeito suspensivo para o Tribunal Administrativo. CAPÍTULO IV Reclamações e recursos Artigo 68. CAPÍTULO IV Reclamações e recursos Artigo 64. de 14 de Dezembro de 1929. Fiscal e de Contas em que se tratar dos recursos a que se refere o Artigo 63. § Único . CAPÍTULO IV Reclamações e recursos Artigo 66. Fiscal e de Contas cabe recurso para o Conselho Superior das Colónias.Para este fim o Presidente do mesmo Tribunal lhe dará conhecimento do dia e hora em que o Tribunal se há-de reunir para resolver os referidos recursos. O Ministério Público interporá sempre recurso quando a decisão for contrária à Fazenda Nacional. CAPÍTULO IV Reclamações e recursos Artigo 67. Fiscal e de Contas resolverá os recursos dentro de quinze dias. salvo quando forem pedidas pelo Ministério Público ou pelos Directores de Fazenda.º deste Regulamento e dará as informações que julgar convenientes.Estes acórdãos serão intimados aos recorrentes nos termos e pela forma declarada na legislação vigente. § Único .º Dos processos de liquidação do imposto ou sisa passar-se-ão às partes todas as certidões que precisarem. pagando os emolumentos respectivos. § Único .º O Tribunal Administrativo. CAPÍTULO IV Reclamações e recursos Artigo 65.º O Director dos Serviços de Fazenda do Estado. são competentes.º Para a interposição dos recursos para o Concelho Superior das Colónias. § Único . dos quais aquele magistrado lhe dará também vista por vinte e quatro horas. como representante da Fazenda Nacional. comunicando a decisão ao Presidente da Junta Fiscal.As petições de recurso serão apresentadas ao Presidente da Junta Fiscal.Este recurso deverá ser interposto nos prazos e pela forma estabelecida no Regimento do Concelho Superior das Colónias. em cinco dias contados da data do acórdão. o Ministério Público e o Director dos Serviços de Fazenda do Estado.

mas o Secretário de Fazenda.Esta disposição não compreende as transmissões de propriedade operadas por escritos particulares. acompanhado dos respectivos documentos. nomeado. § 8 .Quando em recurso extraordinário for ordenada nova avaliação. e. intervieram. § 6 .Os empregados que intervierem na nova avaliação. será nomeado a escolha pelo Director de Fazenda respectivo. ou não serem sujeitos ao imposto que lhes é exigido.º O pagamento da sisa será feito. e de Contas. segue os mesmos trâmites marcados no § 2.º Todas as reclamações. CAPÍTULO IV Reclamações e recursos Artigo 70. estando sujeitos à contribuição. e nas arrematações e adjudicações judiciais e administrativas. actos de conciliação .1 . § 2 . § 3 . no processo da liquidação. expressa antes da praça ou contida na sentença.As despesas que derivam da execução dos §§ 6.O recurso extraordinário de ser interposto pelo contribuinte por meio de requerimento apresentado na Direcção de Fazenda competente.º. que tem de presidir aos actos da nova avaliação. em hasta pública ou por transacção ou adjudicação judicial. como indemnização. resolverá o recurso.A Fazenda Nacional. nos termos do Artigo 52. dentro de dois anos. 2 . e com ela se conformaram. recursos ou requerimentos sobre o serviço do imposto e sisa poderão ser apresentados nas repartições de Fazenda dos concelhos e circunscrições civis. CAPÍTULO V Forma de pagamento SECÇÃO I Sisa Artigo 72. depois de devidamente liquidada. será sempre paga por inteiro por aqueles para quem passaram os bens. aos respectivos Directores de Fazenda. § 5 . reclamações ou requerimentos. tendo direito a transporte adiantado pelo Estado. quando o excesso da segunda avaliação sobre a primeira for igual ou superior a um quarto desta última.O recurso extraordinário por parte da Fazenda Nacional só pode ser interposto pelo Director de Fazenda respectivo. § 1 . nesta segunda avaliação vencerão o salário legal.º deste Regulamento. § 4 . têm direito às cotas referidas no Artigo 125. § 1 . depois de ouvida a parte interessada. por despesas de deslocação. CAPÍTULO V Forma de pagamento SECÇÃO I Sisa Artigo 71. os secretários de Fazenda são obrigados a entregar aos apresentantes uma declaração do dia da apresentação dos mencionados recursos.O Secretário de Fazenda. e enviá-los-ão no prazo de quinze dias.Os colectados indevidamente por não serem contemplados na transmissão que motivou a liquidação.º A sisa. Fiscal. nas transmissões por título oneroso. nas permutações por ambos os permutantes.º serão contadas como custas ao contribuinte. devidamente informado. § Único . pelo executado e arrematante ou adjudicatário.Neste caso. se o houver.º e 7. que o enviará à Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado. salvo condição em contrário. observar-se-á o disposto para a primeira. devidamente informados. O Tribunal Administrativo. antes de celebrado o acto que as opera. que proceder à segunda avaliação e mais actos do processo. receberá. pelo Director de Fazenda. da segunda avaliação sobre a primeira.Não podem usar do recurso extraordinário os indivíduos que. contados da data da intimação da liquidação definitiva. § 7 . a ajuda de custo legal desde o começo do serviço até sua conclusão. e do seu despacho só compete recurso para o Conselho Superior das Colónias.Os louvados nomeados por parte da Fazenda Nacional. quando contemplados. que serão calculadas apenas sobre o excesso. ouvido o Director dos Serviços de Fazenda do Estado e o Secretário de Fazenda.º.

CAPÍTULO V Forma de pagamento SECÇÃO II Imposto sobre as doações e sucessões Artigo 75.As transmissões onerosas de bens imobiliários para pagamento de dívidas. serão logo enviados à Direcção dos Serviços de Fazenda.º Nas transmissões por título gratuito. CAPÍTULO V Forma de pagamento SECÇÃO II Imposto sobre as doações e sucessões Artigo 74. devidamente comprovado. o imposto só será pago quando a transmissão real e efectivamente se operar. § 4 . que pela mesma partilha pertencerem aos remissos. que.00.O herdeiro ou legatário de bens deixados com separação do usufruto. nas doações mortis-casa.00. 500.Se o requerimento for atendido. e pagando os contribuintes o juro da mora. porém.º deste Regulamento. § 5 .Os requerimentos poderão ser também apresentados nas repartições de Fazenda dos respectivos distritos ou concelhos. serão os interessados notificados. se o contribuinte tiver feito a declaração mencionada no § 3.º. não exceder Ags. 500. sem embargo de ter este de ser liquidado e calculado separadamente por título gratuito e oneroso. a competente guia. § 7 . pode antecipar o pagamento do imposto relativo à propriedade de parte ou de todos os bens.º o pagamento da contribuição poderá fazer-se ainda depois do prazo ali designado. nos próprios autos. enquanto não se verificar a morte do doador sem revogação da doação.Se a transmissão for de mobiliários e o imposto. § 3 . salvo o disposto no Artigo 79. ou em vista dos documentos que provem o alegado impedimento. a primeira será satisfeita no prazo de . § 2 . As transmissões operadas pela aludida partilha não poderão.º O pagamento será feito pela maneira seguinte: § 1 . § 2 . o juiz homologará a partilha e condenará os remissos na sisa em dobro. cuja contribuição será paga dentro de trinta dias contados da celebração dos contratos. contados da intimação definitiva do imposto. devidamente informados. § 6 . da sentença da adjudicação.º. CAPÍTULO V Forma de pagamento SECÇÃO I Sisa Artigo 73. Esta sisa. dentro do prazo de oito dias. Para tanto. § 2 . do auto de conciliação. Neste caso.º Os conhecimentos para pagamento da sisa serão feitos conforme o m/3.A sisa por tornas é devida de toda a importância que o co-herdeiro haja de voltar. com reserva do usufruto. será pago em duas prestações iguais.Excedendo a Ags. pela Direcção dos Serviços de Fazenda. para os efeitos do pagamento do imposto. sem se mostrar paga a sisa devida. e as alienações dos bens. promovendo o Ministério Público. são consideradas como transmissões por título. conforme o mapa de partilhas. sem este acabar.º do Artigo 51. licitação e tornas. § 1 . e nas doações inter-vivos.O pagamento da sisa devida por tornas em partilha judicial. não pode recair sobre quantia excedente ao valor total dos bens imóveis da herança. contudo. da sentença que autorizou a subrogação ou da que julgou as partilhas. da assinatura do termo de arrematação ou de transacção. contados do trânsito em julgado da sentença.ou subrogação de bens dotais. entregando-se-lhes no acto da notificação.Nas transmissões de que trata o § 1. e assim não será pago nas doações condicionais sem se verificar a condição. a execução pela sisa em dívida e juros de mora. passar-se-á portaria dispensado o lapso de temporal pelo qual se pagarão emolumentos. depois de obtidas as necessárias informações.º. não tendo havido reclamação nos termos do Artigo 51. deve ser efectuado dentro do prazo de dez dias e antes da sentença que homologar a partilha. Este pagamento não tem desconto pela antecipação. ser registadas na competente Conservatória. em duplicado. os submeterá a despacho. no caso de justo impedimento. será pago no prazo de oito dias. Para este fim dirigirão os interessados os seus requerimentos ao Ministério das Finanças.Não se efectuando o pagamento nas condições referidas no parágrafo anterior. ficam sujeitas ao disposto no § único do Artigo 16.

º.º. o imposto será pago de uma só vez. § 5 . deixando herdeiro o pensionista. § 8 .º e 10. em qualquer tempo a totalidade das anuidades em dívida. 2. cujo pagamento se quer antecipar.O proprietário será obrigado a pagar as anuidades em dívida e as que não estiverem vencidas à data da morte do pensionista. e quatro por conhecimentos cobráveis a seis. vinte e quatro e trinta meses.º e 5.A importância do imposto será dividida em vinte anuidades. e não exceder a Ags. o imposto relativo à pensão será pago pelo proprietário anualmente. cobrável a seis meses. se o contribuinte preferir satisfazer de pronto.000. dezoito. seja qual for o seu grau de parentesco com o testador ou autor da herança donde tenha provindo o usufruto. quando devida.00. direitos de habitação ou pensões.Será de Ags.000.00 será pago em seis prestações iguais. CAPÍTULO V Forma de pagamento SECÇÃO II Imposto sobre as doações e sucessões Artigo 77. doze e vinte e quatro meses. segundo a sua maior ou menor importância.000. contados da intimação da liquidação definitiva.º Quando a propriedade for transmitida com o encargo de qualquer pensão vitalícia ou temporária. em que é permitido pela legislação vigente o pagamento do imposto em anuidades.00 será pago em cinco prestações iguais: uma no referido prazo de oito dias. § 4 . que sejam renunciadas ou cedidas. 2.º tendo em atenção a importância do imposto liquidado. Os conhecimentos das anuidades serão sempre garantidos na forma do § 2. Em caso algum poderá exceder vinte anuidades.No usufruto temporário que não chegar a vinte anos. o imposto relativo àquele será pago segundo as disposições seguintes: § 1 . deduzindo este a sua importância ao do pagamento da pensão a que a propriedade estiver sujeita. O pagamento antecipado de uma só anuidade não dá direito a desconto. e a segunda por meio de um conhecimento garantido por pessoa de reconhecido crédito. 5. será o pagamento regulado pelas disposições do Artigo antecedente e seus parágrafos. em quatro.º Do pagamento quando o usufruto se transmite em separado da propriedade Quando o usufruto se transmitir em separado da propriedade.No caso de transmissão do usufruto.º do Código Civil. caducam e ficam nulas de pleno direito. e também por hipoteca voluntária. 10. § 3 . será pago o imposto segundo as regras estabelecidas nos parágrafos 3. § 6 . dividindo-se a contribuição. Todas as anuidades em dívida. 4. cessando com a morte do usufrutuário a obrigação do pagamento. será pago em quatro prestações iguais.00 até 10.Se o imposto exceder a Ags. com vencimento cada uma no 1. porém.Se a transmissão compreender bens mobiliários e imobiliários. doze e dezoito meses. e as outras por conhecimentos cobráveis a seis. não vencidas à morte do usufrutuário. contados do mesmo modo.º e 6. e o imposto for de bens imobiliários. § Único . que valham o dobro. uma no referido prazo de oito dias.º. Igualmente se procederá nos casos em que o usufruto cessar pelos outros motivos declarados no Artigo 2241. CAPÍTULO V Forma de pagamento SECÇÃO II Imposto sobre as doações e sucessões Artigo 76.º. § 7 . este tem obrigação de pagar todas as anuidades em dívida.000. se na transmissão se compreenderem bens mobiliários. salvo o disposto nos §§ 9.º deste Regulamento. não prestar fiança ou hipoteca.º. 4. 5.oito dias. § 4 . vencidas ou por vencer. doze. são garantidos sempre por privilégio declarado no parágrafo único do Artigo 16.Tanto no usufruto vitalício como no temporário sujeito à condição da vida.º. cinco ou seis prestações semestrais. § 3 . .Os conhecimentos de que tratam os parágrafos 3.º do Artigo 50. respeitantes a usufrutos. § 2 . Se o proprietário falecer. o desconto de 5% ao ano logo desde a primeira prestação. ou tendo-a feito. direito de habitação ou pensão cedida. e três por conhecimentos. será o imposto de tantas anuidades quantos os anos do usufruto. ou por vencer. § 5 .º de Janeiro dos anos por que durar o usufruto.º do Artigo 75. fazendo-se. serão pagas por quem aproveitar com a renúncia ou cessão. as anuidades de imposto.Se o imposto exceder de Ags.00 o mínimo das anuidades de que tratam os parágrafos antecedentes.Se o contribuinte não tiver declaração acerca do pagamento em prestações.Se o contribuinte tiver feito a dita declaração. uma no prazo indicado de oito dias. ou por hipoteca sobre bens livres de encargos. cobráveis a seis.

considerar-se-ão desde logo vencidas as que não o estiverem. desde o dia em que se efectuar o pagamento até ao do vencimento dos mesmos conhecimentos. 2/1⁄2 por cento. entregarão a respectiva importância líquida do desconto de 5 por cento ao ano.O Secretário de Fazenda fará a liquidação dos descontos nos processos. assinando-a juntamente com o respectivo recebedor. na que se vencer a doze meses. ou remir todas ou algumas das prestações antes do vencimento. far-se-lhes-á o desconto de 5% ao ano. § 1 . pela totalidade do imposto.A Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado fornecerá os impressos. lançado nos conhecimentos assim pagos. uma verba da qual conste a importância do desconto. e será organizada uma relação. para os efeitos da sisa e imposto sobre as sucessões e doações. daqueles devedores. calculado. quando houver. . em que se declare a falta de pagamento.º Se os contribuintes quiserem pagar logo ou parte do imposto devido pela propriedade. CAPÍTULO V Forma de pagamento SECÇÃO II Imposto sobre as doações e sucessões Artigo 79. No usufruto e direito de habitação ter-se-á em vista o § 5.Esta disposição não é aplicável às anuidades de que tratam ao Artigos 76. e assim por diante. CAPÍTULO V Forma de pagamento SECÇÃO II Imposto sobre as doações e sucessões Artigo 80. da conta daquele exactor. devendo.º do Artigo 76. quando esta tiver sido feita. a fim de ser autorizado o procedimento executivo. deduzindo na prestação que se vencer a seis meses.º Os contribuintes que pretenderem satisfazer de pronto ou remir os conhecimentos contra eles extraídos. e um recibo assinado pelos mesmos contribuintes a favor do recebedor de Fazenda pela quantia em que o mencionado desconto. CAPÍTULO VI Da cobrança Artigo 82. A primeira prestação que o contribuinte deve pagar de pronto não tem desconto algum. ou da sua declaração sobre a forma de pagamento.CAPÍTULO V Forma de pagamento SECÇÃO II Imposto sobre as doações e sucessões Artigo 78.º. CAPÍTULO VI Da cobrança Artigo 81. e extraídos contra os contribuintes e seus fiadores. livros e cadernetas conforme os M1 a 9 juntos a este Regulamento e que dele fazem parte. § 2 . proceder-se de conformidade com o que se acha determinado neste Capítulo.º e 77. em duplicado. quanto a cada uma destas. § Único . e proceder-seá nos termos dos Artigos antecedentes.º serão feitos segundo o modelo 4.º Os conhecimentos de que trata o Artigo 75. 7/1⁄2 por cento. que servirá de título para crédito nos livros modelos 19 e 48 do Regulamento de Fazenda de 3 de Outubro de 1901.º. 5 por cento. não sobre a soma total das prestações que se pretender remir.º Quando aqueles que tiverem preferido pagar em prestações não pagarem alguma no prazo do vencimento. na que se vencer a dezoito meses. mas sobre cada uma delas conforme o maior ou menor prazo do seu vencimento. CAPÍTULO VI Da cobrança Artigo 83.º Se os contribuintes que deverem pagar de pronto o imposto ou sisa não realizaram o pagamento dentro de oito dias contados da intimação da liquidação definitiva. será lançada nos respectivos conhecimentos uma verba assinada pelo Secretário de Fazenda e recebedor.º É aplicável às execuções de que trata o presente Regulamento o processo e demais disposições do Código das Execuções Fiscais em vigor.

ter sido pago ou devidamente garantido o imposto liquidado. dividendos. a todas as autoridades. CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO I Fiscalização geral Artigo 86. pelas quais se não tiver pago o imposto que for devido. sendo a ele sujeitos. § 2 . expressamente separada.Nenhum documento ou título comprovativo do pagamento de legado ou herança. se nos títulos comprovativos da transmissão. ou do cumprimento de doação. do imposto devido. os actos ou contratos pelos quais se não tiver pago a sisa ou imposto referido. para que o seu pagamento seja feito à ordem da Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado.As partilhas amigáveis de heranças. e. ou perante qualquer autoridade. corporação ou repartição pública. como prova desses contratos. § 3 . ou qualquer outro contrato pelo qual se deva imposto. .Os juros. sem que se mostre. § 3 . corporação ou repartição pública.º A fiscalização da sisa e imposto sobre as sucessões e doações pertence. e de acções ou obrigações de companhias. ou quaisquer associações. não estiver transcrito aquele conhecimento. e a recebedoria onde tiver sido paga a importância respectiva. sem que se mostre o pagamento efectivo. por qualquer forma.Aqueles que deixarem de cumprir as procedentes disposições deste Artigo ficam responsáveis pelo pagamento do imposto ou sisa. averbar títulos. não poderão igualmente ser atendidas em juízo. CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO I Fiscalização geral Artigo 85. A falta de observância deste preceito obriga pessoalmente os chefes de repartições públicas. que ficarem arquivados nas corporações e sociedades anónimas. sem que se mostre que esta foi paga.º Os testamenteiros. CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO I Fiscalização geral Artigo 87. sem que esse seja previamente pago. cabeças de casal. repartição. não poderão ser satisfeitos. e inventariantes não poderão fazer entrega de quaisquer legados ou quinhões de herança sem que esteja pago ou garantido o respectivo imposto. banco corporação ou sociedade de qualquer natureza ou denominação mandará entregar dinheiro que esteja em depósito. ou pagar letras de que se deva imposto ou sisa. acções.º Não poderão ser admitidos a juízo. por documento legal. excepto enquanto correr o inventário nos termos permitidos na lei civil. em especial.º Nenhuma autoridade. § 1 . autos de conciliação e formais de partilhas. corporações e repartições públicas. ou não se lhe fizer referência alguma. § 1 . São inexequíveis as sentenças. perante qualquer autoria de corporação ou repartição pública. ou eficazmente assegurado. § 2 . ou outro qualquer pagamento de títulos da dívida do Estado ou de corporações administrativas. partilhas de lucros e amortização. pelos quais se não pagou o respectivo imposto ou sisa. nem mesmo no prazo de trinta dias concedidos para pagamento da respectiva sisa.CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO I Fiscalização geral Artigo 84. à Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado. ou dos seus delegados. em geral.Nos livros de registo de acções e obrigações serão averbados ou mencionados o número e data do conhecimento do imposto ou sisa. será atendido em juízo ou perante qualquer autoridade. ou sem que fique em depósito a importância do mesmo imposto ou sisa. obrigações. transmitidas por herança ou legado. gerentes directores ou administradores de corporações administrativas e de companhias ou associações a indemnizarem a Fazenda dos prejuízos que lhe causarem.Os contratos de transmissão de propriedade celebrados por escritos particulares não poderão ser admitidos a registo predial ou produzidos em juízo.

º e seus parágrafos do Código do Processo Civil. ou levantar auto. cumpre-lhe: 1 . as respectivas multas serão divididas.Na coluna das observações deverão declarar se o processo está definitivamente .Se as simulações ou sonegações forem julgadas procedentes e provadas. § Único . repartições públicas. § 1 .CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO I Fiscalização geral Artigo 88. § 2 . além de quaisquer outros de que julgue conveniente usar.º Os tabeliães privativos de notas. que enviarão ao Ministério Público a fim deste requerer o processo necessário para a imposição das penas. serão admitidas denúncias pela forma estabelecida no Artigo 386.Expedir as ordens necessárias para que sejam observadas as disposições legais que regulam a sisa e o referido imposto. os quais poderão examinar os arquivos de todos os cartórios. e propor as providências convenientes para corrigir os abusos e aperfeiçoar a fiscalização. CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO II Fiscalização especial Artigo 91.º No desempenho das atribuições. formulada segundo o modelo 5. mencionando nas escrituras o seu número. independentemente de autorização. que segundo o Artigo 84. de 14 de Maio de 1942. pertencem à Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado. da importância do imposto sobre as sucessões e doações que tiverem liquidado no mês antecedente. ordens. quanto às concessões de terrenos para jazigos. 3 .º 2389. confrarias. uma relação em duplicado. data e recebedoria onde foi paga. irmandades. remetendo-o ao agente do Ministério Público para imposição das penas legais. e transcreverão integralmente os mesmos conhecimentos nos traslados e certidões que dessas escrituras expedirem.º Os secretários de Fazenda remeterão até ao dia 15 de cada mês. a cargo das quais estiver a administração de cemitérios. nos casos em que a lei permita a sua realização por meio de acta ou de termo. § 3 .º do Diploma Legislativo n. ou fizerem contratos simulados para defraudar a Fazenda Nacional. Este auto dispensa a formação do corpo de delito. CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO I Fiscalização geral Artigo 89.Inspeccionar o serviço da sisa e imposto por meio dos empregados seus subordinados. como determina o Artigo 118.º. § Único . corporações e sociedades anónimas e lavrar auto de quaisquer infracções que descubram.Exercer a devida fiscalização sobre todo o serviço da sisa e imposto sobre as sucessões e doações pelos meios designados neste Regulamento.º Contra os que sonegarem bens. CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO II Fiscalização especial Artigo 92.º deste Regulamento.Os secretários de Fazenda e quaisquer outros empregados fiscais podem dar em juízo as denúncias. CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO I Fiscalização geral Artigo 90.A disposição deste Artigo é extensiva às juntas de paróquia. e quaisquer outras entidades.A parte das multas pertencente aos denunciantes ser-lhes-á entregue por ordem do respectivo juízo. os escrivães e tabeliães e os secretários das Câmaras Municipais arquivarão os conhecimentos da sisa. 2 .º(*) (*) Revogado pelo artigo 19. aos respectivos Directores de Fazenda.

CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO II Fiscalização especial Artigo 95. considerar-se-ão responsáveis pelas omissões ou abusos daqueles funcionários. participar essa falta ao respectivo Director para que este dê as providências que couberem nas suas atribuições. a fim de se providenciar como for justo. CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO II Fiscalização especial Artigo 96. no caso de infracção dos preceitos deste Regulamento. empregados e interessados cumprem as obrigações que lhes estão impostas neste Regulamento.concluído ou se fica pendente alguma liquidação futura. os Directores de Fazenda tiverem conhecimento de que as liquidações não foram feitas nos prazos legais. da Direcção de Fazenda. comparadas com a de igual mês do ano anterior. e no fim do ano serão encadernadas para formarem o registo das liquidações efectuadas.Remeter nos prazos estabelecidos as relações a que são obrigados por este Regulamento. 2 .º Os Directores de Fazenda devem dar conta à Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado. ou por qualquer outro meio. todos os elementos de serviço que as Direcções de Fazenda. CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO II Fiscalização especial Artigo 93. dos secretários de Fazenda e dos agentes do Ministério Público que se mostrarem menos zelosos no desempenho das suas obrigações.Fiscalizar se as autoridades.Além destas notas.º 2. os duplicados das relações do modelo 1. uma nota com os dizeres do modelo 2.º Aos secretários de Fazenda pertence: 1 . CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO II Fiscalização especial Artigo 97.Corresponder-se com todos os funcionários que lhes deverão prestar esclarecimentos e. ou a Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado. nomearão outro emprego fiscal para ultimar a liquidação. Por estas será escriturado o livro n. até ao dia 8 de cada mês. aos Directores de Fazenda.Levantar os competentes autos. dentro do mesmo prazo.º Quando. julguem essenciais para a boa fiscalização deste imposto. em vista das participações a que se referem os Artigos 34. e remetê-los aos respectivos agentes do Ministério Público. quando alguns lhos não prestarem em tempo razoável. recebidas dos secretários de Fazenda. CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO II Fiscalização especial Artigo 94.º. O duplicado será enviado para a Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado até ao dia 20 de cada mês. ou as peça à Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado. 3 . Estes autos dispensam a formação do corpo de delito.º Os secretários de Fazenda remeterão também. CAPÍTULO VII Fiscalização . § Único . Não o fazendo. 4 . os secretários de Fazenda são também obrigados a enviar.º a 38.º Nas repartições dos distritos serão classificadas por concelhos as relações modelo 5. finalmente. às Direcções de Fazenda. uma nota das anulações de imposto sobre as sucessões e doações. e outra nota dos abonos efectuados pelo pagamento antecipado do imposto sobre as sucessões e doações e. com relação ao serviço da sisa e imposto. a fim de serem impostas as multas legais. referente aos processos instaurados no mês anterior. outra nota da liquidação e cobrança da sisa e imposto.

sofrerá uma multa igual a metade do valor dos bens sonegados.º Nos inventários judiciais de herança. para o cálculo do imposto.Havendo oposição do Ministério Público. § 2 . sendo essa sisa ou imposto liquidado pelo rendimento colectável inscrito na respectiva matriz. São igualmente nulos os contratos simulados. podendo.º Os agentes do Ministério Público e todas as autoridades civis e militares auxiliarão os Directores.A simulação de valor nos actos ou contratos.º Os secretários de Fazenda e agentes do Ministério Público são sujeitos à multa de Agis. nos termos do Artigo 699. e opondo-se à aprovação de quaisquer verbas do passivo. quando não estejam provadas na forma legal.º As autoridades e empregados de administração e de justiça.Nos inventários orfanológicos o Ministério Público é representado pelo respectivo curador geral dos órfãos. também. será punida com multa igual à quarta parte do valor dissimulado. ou demissão. sujeita todo ou em parte a imposto sobre as sucessões e doações. não o tiverem pago. . sonegar bens em inventário judicial ou particular. CAPÍTULO VII Fiscalização SECÇÃO II Fiscalização especial Artigo 99. 200.00 até 1.Quando se prove ter havido dolo. tais como conferências e arrematações.00. para defraudar a Fazenda Pública. CAPÍTULO VIII Disposições penais Artigo 101. perderá para a mesma Fazenda metade da parte que lhe couber nos bens que sonegar. sendo a ele sujeitos nos termos da lei.º São nulos e nenhum efeito produzirão em juízo todos os actos ou contratos pelos quais se não tiver pago a sisa ou imposto sobre as sucessões e doações que for devido. requerendo neles quanto seja a bem da Fazenda Pública. incorrerão na multa de Ags. § 2 . e se neles não tiver parte alguma. incorrerão os contratantes em multa igual ao dobro da sisa ou imposto que haveriam de pagar se fosse válida a transmissão. de propriedade mobiliária ou imobiliária sujeita a sisa ou imposto. por despacho ex-ofício do juiz.SECÇÃO II Fiscalização especial Artigo 98. com dolo e má-fé. o qual assistirá a todos os termos. que operem transmissão por titulo gratuito ou oneroso. CAPÍTULO VIII Disposições penais Artigo 100.º Aquele que. que deixarem de cumprir as obrigações a que por este Regulamento ficam sujeitos. impugnar a legitimidade dos herdeiros. salvo o direito de cada uma delas exigir da outra a metade que por ela for paga. § Único . além da indemnização pelos prejuízos causados à Fazenda.º do Código do Processo Civil.Além da nulidade dos actos e contratos determinada. intervirá sempre. pelo qual respondem solidariamente ambas as partes. a pena será a suspensão de um a seis meses. § 1 . CAPÍTULO VIII Disposições penais Artigo 102. § 1 . devendo sisa ou imposto. as verbas arguidas não são descontadas como encargo da herança. Chefes de Repartição e secretários de Fazenda no que lhes requisitarem para cumprimento da lei.000. São inexequíveis as sentenças e autos de conciliação e formais de partilhas que. o representante do Ministério Público. CAPÍTULO VIII Disposições penais Artigo 103. celebrados em fraude das leis sobre a sisa ou imposto referido.

00.000. o que depois de feita a liquidação.000. ficam sujeitos às penas estabelecidas no Artigo 107.º Os tabeliães e os escrivães de direito que não cumprirem as obrigações que lhe são impostas neste regulamento. por terem sido indevidamente liquidadas e arrecadadas. dentro dos mesmos prazos.00 a 1. § Único . CAPÍTULO VIII Disposições penais Artigo 107.º e seguintes. não tiverem feito as participações a que são obrigados.º.000.00. além da perda das cotas.100. no dobro da multa. 50. bem como pelos prejuízos resultantes de não terem sido impostas as multas legais. além das multas em que incorrerem.º. e na do dobro no caso de reincidência. 1. incorrerão na multa de Ags. à multa de cinco por cento da mesma importância. na falta de cotação oficial dos títulos de dívida pública estrangeira. incorrerão na multa de Ags.º Os secretários de Fazenda que não tiverem feito a liquidação do imposto sobre as sucessões e doações.A disposição deste Artigo é aplicável aos agentes do Ministério Público que não tiverem respondido nos prazos legais. e no caso de reincidência. igualmente estrangeiras. CAPÍTULO VIII Disposições penais Artigo 108.º . e ao dobro do imposto. 100. cada um. cabeças de casal e inventariantes.º Os contribuintes que. § Único . 100. do Estado. incorrerão na multa de Ags. fizerem falsas declarações do preço dos mesmos títulos. além da indemnização pelos prejuízos causados à Fazenda Nacional.00 até 500. § Único . ficam sujeitos às penas aplicáveis aos que fizerem falsas declarações perante a autoridade pública. no dobro da multa e na demissão. são solidariamente responsáveis pela importância da contribuição e pessoalmente sujeitos. a multa será de Ags.00 pela primeira vez. Se deixarem de cumprir as outras obrigações que lhes são impostas pelo Artigo 30.º Os testamenteiros. ou de corporações administrativas.00.00 a 1. acções ou obrigações. por falta de levantamento dos competentes autos. deixarem de cumprir as obrigações que lhes são impostas pelo Artigo 30.00 pela primeira vez e no caso de reincidência.Os secretários de Fazenda são também responsáveis à Fazenda Pública pela importância das cotas e salários pagos pelas quantias que se mandarem restituir.º e seu parágrafo.Os párocos e administradores de concelho ou circunscrição civil que faltarem ao cumprimento das obrigações que lhes são impostas no Artigo 38. tantas vezes quantas forem as que deixarem de satisfazer às obrigações que por este Regulamento lhe são impostas.º Aqueles que.00 a 500. CAPÍTULO VIII Disposições penais Artigo 105. CAPÍTULO VIII Disposições penais Artigo 109. não tiverem extraído os respectivos conhecimentos nos prazos determinados neste Regulamento. não podendo. perderão o direito às respectivas cotas. e demais funcionários que.00 até 500. e acções ou obrigações de companhias ou associações. 200. cabeças de casal e inventariantes que não cumprirem as disposições do Artigo 87.00 pela primeira vez.º e seguintes. a multa exceder a Ags.Se os infractores forem herdeiros ou legatários. não sendo testamenteiros. § Único . CAPÍTULO VIII Disposições penais Artigo 106. CAPÍTULO VIII Disposições penais Artigo 104.

§ 1 . CAPÍTULO IX Processo para aplicação das penas Artigo 112. a contar da celebração do acto ou contrato em que for praticada a simulação. § 2 . na competente folha. será descontada a estes funcionários. intentadas pelos respectivos agentes do Ministério Público perante os competentes tribunais civis.º. § 3 . § Único . sendo mais do que uma. se não cumprirem rigorosamente as disposições deste Regulamento. 50. sendo imobiliários e situados numa só comarca.O direito à acção cível prescreve no prazo de cinco anos. ou em qualquer das comarcas onde forem situados.Quando a visita se realizar em virtude do Secretário de Fazenda ou do agente do Ministério Público não cumprirem as disposições deste Regulamento.º A pena aplicável à simulação do valor de que trata o § 1. para a Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado e desta para o Tribunal Administrativo. contados daquele em que o empregado tiver conhecimento do desconto.º. depois de instaurados os processos para a liquidação do imposto ou sisa.Intentada a acção cível por simulação de valor. e também à Procuradoria da República no caso de terem sido feitos aos agentes do Ministério Público. será imposta em acção cível intentada pelos agentes do Ministério Público segundo as prescrições do Artigo antecedente e independentemente da acção criminal que. a acção será intentada no foro do domicílio do réu. ou no de qualquer dos réus.º As penas de nulidade por falta de pagamento da sisa ou imposto sobre sucessões e doações. couber nos termos da lei comum. à Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado. porventura.º do Artigo 100.º Todas as infracções que não são especialmente prevenidas neste Regulamento serão punidas com a multa de Ags.O pedido da nulidade dos actos ou contratos será acumulado com o das multas estabelecidas no § 2. de que trata o Artigo 100. Se versar conjuntamente sobre os bens imobiliários e imobiliários.00 a 500. enquanto durar a visita. sob a epígrafe: «Indemnização à Fazenda». ou por simulação em fraude da Fazenda Pública.Este recurso será apresentado na Repartição de Fazenda do distrito dentro de oito dias. serão impostas em acção cível. Fiscal e de Contas. havendo mais do que um. CAPÍTULO VIII Disposições penais Artigo 110. ou por simulação de contrato. onde forem situados os bens transmitidos. Se a transmissão versar unicamente sobre direitos ou bens mobiliários. só depois da sua decisão ter passado . há recurso. CAPÍTULO VIII Disposições penais Artigo 111. e enviado com informação do respectivo Director de Fazenda. a ajuda de custo legal que será paga pelo empregado que tenha dado causa à sindicância. Este desconto será feito pelo Director de Fazenda.º. § Único . a quantia necessária para pagamento da gratificação ao empregado que fez a visita.A simulação pode ser provada por todos os meios admitidos em direito. As acções por falta de pagamento da sisa ou imposto nos contratos. nos seus vencimentos.00.O empregado nomeado vencerá. em coluna separada.º Da resolução do Director de Fazenda que mandar efectuar os descontos mencionados no Artigo antecedente.º do Artigo 100. o Director de Fazenda mandará por um empregado competente averiguar a quem cabe a responsabilidade das faltas cometidas. sem efeito suspensivo.Se. § 1 . § 2 . § 3 . CAPÍTULO IX Processo para aplicação das penas Artigo 113. serão intentadas na comarca.Estes descontos serão sempre comunicados à Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado. prevalecerá o foro respectivo aos primeiros.

§ 3 . que ficará responsável pela sua importância para com os interessados. com excepção daquelas a que se referem os dos Artigos antecedentes.º. e.º Em todo o estado do processo administrativo ou judicial para a imposição das multas poderá o responsável suspender e pôr fim à instância. a multa em que tiver incorrido. não for apresentado ao escrivão que as passou um dos duplicados com o competente recibo. estabelecidas por violação das leis e regulamentos sobre sisa e imposto sobre as sucessões e doações. por mandado da autoridade perante quem o processo estiver pendente. deverão os secretários de Fazenda lavrar os competentes autos que serão remetidos aos agentes do Ministério Público. na razão de Ags. CAPÍTULO IX Processo para aplicação das penas Artigo 114. deverá considerar-se imposta a que corresponder ao mínimo legal. porém. seguirá o processo os seus termos.º As multas que não puderem ser cobradas por falta de bens dos condenados serão substituídas por prisão por tantos quantos forem necessários para satisfação da multa. pagando as custas que dever.Se dentro de três dias contados daquele em que foram passadas as guias. § Único . serão impostas em processo de transgressões pelos juízos respectivos de direito.º As multas mencionadas neste regulamento.º A quarta das multas. entrando em receita a parte da Fazenda.Os agentes do Ministério Publico não têm parte na divisão das três quartas partes das multas por infracção das leis e regulamentos da sisa e imposto sobre as sucessões e doações. e cessando logo que o pagamento se faça. CAPÍTULO IX Processo para aplicação das penas Artigo 118. CAPÍTULO IX Processo para aplicação das penas Artigo 117. em poder do recebedor.00 cabe apelação à Relação do distrito. CAPÍTULO X Restituição da sisa e imposto Artigo 119. Estes autos dispensam a formação do corpo e delito. nos termos do disposto no Artigo 132. CAPÍTULO IX Processo para aplicação das penas Artigo 115. e ficando a parte da multa pertencente aos denunciantes. a prisão exceder a cem dias. para ser levantada à ordem do Director de Fazenda. devendo neste caso aplicar-se ao transgressor o máximo da multa. ou empregados fiscais que tiverem promovido a sua aplicação. § Único . § 2 . metade para a Fazenda e outra metade para os denunciantes ou empregados fiscais que promoverem a sua aplicadas. na respectiva recebedoria de Fazenda.º Para a imposição das multas de que trata o Artigo antecedente.No caso de não ser determinada a importância da multa.º . na competente recebedoria.em julgado poderá ser promovida a acção criminal. 10. por meio de guia passada pelo escrivão. por meio de guia em duplicado passada pelo respectivo Secretário de Fazenda. entrará na Tesouraria de Fazenda Provincial. e as outras três quartas partes serão divididas. § 1 .Da condenação em multa excedente a Ags. não podendo. 300.00 por dia.As guias de que trata este Artigo serão passadas pela importância total da multa. CAPÍTULO IX Processo para aplicação das penas Artigo 116. e se aquele processo estiver instaurado.

ainda que o acto ou contrato se desfaça. e a salários pertencentes aos louvados. e não quando for desfeita por acordo das partes. com recurso para o Conselho Ultramarino.º. pela Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado.º. e obrigações do seu pagamento prescreve pelo lapso de cinco anos contados da data da transgressão.º 2123. CAPÍTULO XI Prescrições Artigo 123. . logo que ela se tenha operado nos termos e com as formalidades da lei civil.A sisa e imposto.A prescrição desta acção não impede a exigência da sisa ou imposto devidos. secretários de Fazenda. CAPÍTULO XII Da remuneração aos interventores no serviço do imposto sobre as sucessões e doações e da sisa Artigo 128. CAPÍTULO XII Da remuneração aos interventores no serviço do imposto sobre as sucessões e doações e da sisa Artigo 126.º Prescreve igualmente por cinco anos de direito à acção cível para a aplicação da multa por simulação de valor.º(*) (*) Revogado pelo Artigo 25. CAPÍTULO X Restituição da sisa e imposto Artigo 120.º O imposto e a sisa pagos pela transmissão de qualquer propriedade.º A acção de nulidade dos actos ou contratos sujeitos à sisa ou imposto.º A rescisão só poderá ser ordenada por despacho do Ministério das Finanças. bem como as dívidas dela provenientes.º 2123. § Único . CAPÍTULO XII Da remuneração aos interventores no serviço do imposto sobre as sucessões e doações e da sisa Artigo 127. do Código Civil para as obrigações civis. Esta folha deverá ser feita conforme o modelo 6. CAPÍTULO XI Prescrições Artigo 124. prescreve também por lapso de cinco anos. junto a este Regulamento.º(*) (*) Revogado pelo Artigo 25. prescreve pelo lapso exigido pelo Artigo 535.º A acção criminal para a imposição das multas.º do Diploma Legislativo n.º do Diploma Legislativo n. somente serão restituídos pela Fazenda quando a mesma transmissão for nula e assim julgada por sentença. CAPÍTULO XI Prescrições Artigo 125. não podem ser restituídos sem prévio despacho do Ministério das Finanças. por simulação ou faltamento de pagamento da mesma sisa ou imposto. Nesta disposição estão compreendidos os contratos de venda por título particular. CAPÍTULO XI Prescrições Artigo 122. farão processar e remeter à Direcção de Fazenda do distrito a folha das cotas pertencentes aos agentes do Ministério Público.º A obrigação de pagar a sisa e o imposto. depois de terem dado entrada nos cofres da Fazenda. e párocos ou a administradores. ainda que a sua importância não tenha sido incluída em tabelas ao tempo em que for reclamada a restituição. quando seja a Fazenda que haja de lhos pagar.º Os secretários de Fazenda competentes para liquidação do imposto sobre as sucessões e doações. CAPÍTULO X Restituição da sisa e imposto Artigo 121. nos termos do Artigo 122.

Quando nas referidas delegações ocorra qualquer facto que dê lugar à liquidação e pagamento de sisa ou imposto sobre as sucessões e doações. reverterão em favor da Fazenda Pública. deverão exigir a remessa dos processos da liquidação.(*) (*) Revogado pelo Artigo 25.º As delegações de Fazenda. § 1 . CAPÍTULO XII Da remuneração aos interventores no serviço do imposto sobre as sucessões e doações e da sisa Artigo 132. que.º A quarta parte das multas que entra na Tesouraria de Fazenda. § 3 . é competente para a respectiva liquidação o Secretário de Fazenda ou delegado de Fazenda. quando do Quadro Privativo.Sempre que os directores de Fazenda o julgarem necessário.º e 93. em vista das relações de que tratam os Artigos 92. CAPÍTULO XIII Disposições especiais Artigo 134.º do Diploma Legislativo n. e distribuída por este funcionário como prémio aos secretários de Fazenda e agentes do Ministério Público que tenham sido mais zelosos no serviço da liquidação e cobrança do imposto. será levantada no fim económico por meio de requisição do Director de Fazenda respectiva. a pedido do Secretário de Fazenda.º do Decreto n. conforme determina o Artigo 118. CAPÍTULO XIII Disposições especiais Artigo 133. § Único .Se se verificar que foi excedido qualquer dos prazos legais nos processos de liquidação.º. que não foram excedidos os prazos legais. o respectivo administrador de concelho ou circunscrição civil nomeará.Se as cotas pertencerem aos secretários de Fazenda.º. atribuir-se-á a sua importância aos empregados pelos directores ou chefes de Repartições Distritais de Fazenda para os substituírem. a cargo do pessoal do Quadro Administrativo. § 2 .º Só haverá condenação em custas em processos de liquidação do imposto sobre as sucessões e doações no caso de negação de provimento de reclamações ou recursos e no de que trata o § 3. nos termos do § Único do Artigo 51.º Nos concelhos ou circunscrição civis.º Pela Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado se expedirão as necessárias ordens para habilitar os funcionários competentes a fazer com a devida regularidade os pagamentos das folhas de que trata o Artigo antecedente. CAPÍTULO XII Da remuneração aos interventores no serviço do imposto sobre as sucessões e doações e da sisa Artigo 130.º.º As folhas que trata o Artigo antecedente só serão aprovadas depois de se ter verificado. para cada processo. § Único. CAPÍTULO XII Da remuneração aos interventores no serviço do imposto sobre as sucessões e doações e da sisa Artigo 131. para os examinar antes da aprovação das folhas. . cuja sede não seja a de comarca judicial ou de julgado municipal.º 2123.CAPÍTULO XII Da remuneração aos interventores no serviço do imposto sobre as sucessões e doações e da sisa Artigo 129. um agente do Ministério Público ad-hoc. Se pertencerem a outros funcionários. serão aprovadas as folhas com a dedução das cotas pertencentes aos funcionários que tiverem deixado de observar as disposições deste Regulamento.º do Artigo 47. da localidade mais próxima da delegação referida neste Artigo. não têm competência para praticar quaisquer dos actos referidos neste Regulamento.º 3059. de 30 de Março de 1917.

o recibo de crédito do m/52 anexo também ao Regulamento de 3 de Outubro de 1901.Ultimados que sejam os autos de liquidação da sisa.Em troca da guia m/51 a que se refere o número antecedente.Aos emolumentos e custas contadas ao agente do Ministério Público nomeado nos termos deste Artigo. a Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado fará o necessário movimento com o Ministério do Ultramar. e nela desejam lavrar o contrato de transmissão. com excepção das consignadas no Capítulo IX.º Nos casos do Artigo 17. autuá-lo-ão para que prossiga seus termos a liquidação definitiva. às quais darão o devido destino depois de a elas juntarem os efeitos referidos m/3. § Único .º e seus §§ do Decreto de 21 de Novembro de 1908. CAPÍTULO XIII Disposições especiais Artigo 136. é permitido aos secretários de Fazenda dessa localidade liquidarem. receberá a repartição que fizer a remessa dela. sempre que os contratantes se encontrem em localidades diferentes onde forem situados os bens. na parte omissa neste Regulamento. logo depois de processados serão presentes ao recebedor que os assinará. serão processados os competentes recibos m/3. de 30 de Março de 1917.Os secretários de Fazenda passarão em acto contínuo as competentes guias do m/51 anexo ao mesmo Regulamento. CAPÍTULO XIII Disposições especiais Artigo 137. de 20 de Outubro de 1927. § 5 . incluindo as suas importâncias na Tabela de cobrança mensal anexa ao Regulamento da Administração de Fazenda e Contabilidade Pública. sempre pelas importâncias totais da sisa liquidada definitivamente.059. . § 2 .Para os efeitos do § 2. os secretários de Fazenda.º Da liquidação da sisa em localidade diferente da situação dos bens Não obstante o disposto no Artigo 17.Os recibos m/3 a que alude o parágrafo anterior. § 4 .º da Organização Judiciária das Colónias.º Quanto a termos e formas de processo observar-se-ão. logo que recebem da Direcção dos Serviços de Fazenda do Estado qualquer translado de escritura de compra e venda de propriedade situadas nas áreas da sua jurisdição e de que se tenha liquidado provisoriamente a sisa do Ministério do Ultramar. aprovada por Decreto n. § 3 . nos termos do Artigo 139.º do Decreto n.º do Artigo 17. para pagamento da diferença da sisa. os recursos das decisões dos secretários e delegados de Fazenda serão directamente interpostos para o Tribunal Administrativo. ao Secretário de Fazenda da área onde ficarem situados os bens uma cópia autêntica da declaração dos contribuintes e do recibo m/3. § 1 . os bens transmitidos pela sisa em dívida.º 14 453. CAPÍTULO XIV Disposições gerais Artigo 138. depois.º 3. enviando. a sisa devida. de 3 de Outubro de 1901. CAPÍTULO XIII Disposições especiais Artigo 135. Fiscal e de Contas. exercerá as funções que lhe são designadas neste Regulamento.º do citado Decreto de 21 de Novembro de 1908.º e seu § Único deste Regulamento.depois de prestar compromisso de honra no respectivo processo. § Único . a fim de se proceder à liquidação definitiva nos termos deste regulamento. em harmonia com o preceituado no presente Regulamento. tem força de sentença com trânsito em julgado.O conhecimento que haja de extrair-se em face do processo de liquidação. respondendo. não são aplicáveis as disposições do § Único do Artigo 196. para todos os efeitos. provisoriamente. nos termos do § Único do Artigo 16. é considerada em numerário. ficando desta forma feita a passagem de fundos que.º Nos concelhos ou circunscrição civis onde não haja juntas fiscais das matrizes.º deste Regulamento. para o efeito da cobrança coerciva da respectiva importância.

§ 2 . § 1 . a que se procederá previamente. enquanto não haja condenação. nos termos da Tabela que faz parte da lei vigente do selo.º Quaisquer dúvidas que se suscitarem sobre imposto ou sisa.Para se efectuar esta validação. declarações escritas.º Todas as peças dos processos de liquidação do imposto e sisa de que trata este Regulamento. CAPÍTULO XV Disposições transitórias Artigo 142. cumprindo-se ter-se em vista o disposto no Artigo 543. ou.º do Diploma Legislativo n. no caso dos bens sujeitos à sisa ou imposto. CAPÍTULO XV Disposições transitórias Artigo 143. pelas taxas constantes deste Regulamento. CAPÍTULO XIV Disposições gerais Artigo 139. assim o tenham entendido e cumpram. § 3 . CAPÍTULO XIV Disposições gerais Artigo 140. e mais esclarecimentos necessários à identificação dos bens e cálculo da sisa ou imposto.º do Código Civil. onde foi celebrado. salvo o disposto em contrário neste Regulamento.º 704. geral e especial e nomeadamente o Regulamento aprovado por Decreto de 4 de Dezembro de 1902 e a alínea c) do Artigo 2. não estarem descritos nas mesmas matrizes. ao que resultar da respectiva avaliação. são isentas de selo. . se contra eles não tiver sido julgada definitivamente a nulidade por esse motivo.as disposições aplicáveis do Código do Processo Civil e leis complementares. de 23 de Março de 1928.º Fica revogada a Legislação em contrário. CAPÍTULO XV Disposições transitórias Artigo 141.Serão adicionados os juros de mora legais à importância das taxas do imposto ou sisa. a quem o conhecimento e execução deste diploma competir. serão resolvidas pelo Director dos Serviços de Fazenda do Estado. contados da data em que ela era devida.º A liquidação do imposto ou sisa para validação dos actos ou contratos referidos nos Artigos anteriores não pode ser feita com base em valor inferior ao que resulta do rendimento actual descrito nas matrizes prediais.Estas disposições só têm aplicação aos actos ou contratos celebrados anteriormente à data da publicação deste Regulamento. os interessados apresentarão ao respectivo Secretário de Fazenda.º Até 31 de Dezembro de 1931. As autoridades e mais pessoas. precisando a data do acto ou contrato que se pretende validar. podem ser válidos os actos e contratos pelos quais se não tenha pago a devida sisa ou imposto.

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