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CURSO ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS – CÂMARA DOS DEPUTADOS PROFESSOR: ROBERTO TRONCOSO

AULA 01

1 Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988:

princípios fundamentais. 2 Aplicabilidade das normas constitucionais: normas de eficácia plena, contida e limitada; normas programáticas.

I. INTRODUÇÃO ------------------------------------------------------------------------------------------------------7

II. ORIGEM E CONTEÚDO DO DIREITO CONSTITUCIONAL -----------------------------8

III. EFICÁCIA E APLICABILIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS -----------9

IV. ENTRADA EM VIGOR DE UMA NOVA CONSTITUIÇÃO ------------------------------- 17

V. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS------------------------------------------------------------------------ 21

VI. QUESTÕES DA AULA----------------------------------------------------------------------------------------- 31

VII. GABARITO ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- 40

VIII.BIBLIOGRAFIA CONSULTADA------------------------------------------------------------------------ 41

Olá futuros Analistas da Câmara dos Deputados!

Prontos para o SEU salário de R$ 11.914,88?

Primeiramente, vou me apresentar para que vocês me conheçam um pouco melhor. Meu nome é Roberto Troncoso, sou Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União aprovado no concurso de 2007 e pós- graduado em Auditoria e Controle da Gestão Governamental. No Tribunal, exerço a função de Pregoeiro Oficial e Gerente de Processos. Antes de trabalhar na Corte de Contas, fui Agente da Polícia Federal e Técnico Judiciário do TJDFT.

Durante essa caminhada pelo mundo dos concursos, também fui aprovado dentro das vagas para outros cargos, porém, sem assumi-los: Agente de Polícia Federal Regional – 2004, Agente de Polícia Civil do DF – 2004, Ministério das Relações Exteriores – Oficial de Chancelaria – 2004 e Escriturário do BRB – 2001.

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O PROCESSO DE ESTUDO PARA CONCURSOS

Uma vez apresentados, gostaria de dizer para vocês que o processo de estudo para concursos públicos pode ser dividido em três etapas: aprendizado do conteúdo, revisão da matéria por meio de esquemas e mapas mentais e, por fim, a aplicação do conhecimento e mensuração do nível de aprendizagem por meio de resolução de exercícios e provas anteriores.

Nosso curso se dedica ao terceiro passo: Mais de 800 exercícios da sua e das mais variadas bancas resolvidos e comentados!

COMO FAZER EXERCÍCIOS?

1- Faça as questões uma a uma e confira o gabarito IMEDIATAMENTE. Caso tenha alguma dúvida, procure saná-la de pronto. Evite fazer um bloco inteiro para somente depois conferir. Você acaba sem sanar todas as suas dúvidas e perdendo informações valiosas.

2- Ao terminar a bateria, calcule quantos itens você acertou, quantos errou e qual foi sua porcentagem de acertos (uma errada anula uma certa, estilo Cespe, ok?, ainda que a prova seja de outra banca). Mas por que, Roberto? Resposta: para saber a efetividade do seu estudo e para ter um parâmetro de autoavaliação.

3- Quando atingir entre 80% e 90%, PARABÉNS! E VÁ ESTUDAR OUTRA MATÉRIA! Não tente chegar aos 100%, pois o custo benefício desse conhecimento é baixo. Lembre-se: seu objetivo é passar na prova e não virar doutor em Direito Constitucional.

COMO TORNAR SEU ESTUDO MAIS EFICIENTE

Muitas pessoas estudam para concursos públicos por dois, três, quatro anos e não passam. Você sabe por quê? Será que essas pessoas não são inteligentes?

Eu garanto que elas são inteligentes sim! E muito! Mas talvez método de estudo dessas pessoas não esteja sendo tão eficiente quanto poderia. Vou dar

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algumas dicas para melhorar a qualidade do seu estudo. Esse método de estudo funcionou até agora para mim e para TODOS os meus alunos que estudaram dessa forma, sem exceções. Espero que ajude você também.

1. Coloque todo o seu conhecimento em apenas um lugar: no seu caderno (ou mapa mental).

Tudo o que você aprender nas aulas presenciais, coloque no caderno. Tudo o que você ler nos livros e for importante, coloque no caderno. Todos os exercícios que você fizer e que a informação não esteja no caderno, coloque lá. Até mesmo as aulas online, coloque tudo no seu caderno (ou mapa mental).

Com o tempo, seu caderno vai ficar bastante completo e a informação estará do seu jeito, com as suas palavras e com a sua cara.

2. Se for estudar pelo livro, leia-o apenas UMA vez informação no seu caderno.

e coloque a

É muito pouco produtivo ficar lendo ou revisando em livros. 100 páginas de livro correspondem, em média a 10 de caderno. E é muito mais rápido ler 10 páginas escritas do seu jeito do que 100 páginas de linguagem rebuscada.

3. REVISE todo o seu caderno periodicamente (no mínimo três vezes por mês, ou seja, a cada 10 dias).

O conhecimento é como um objeto colocado na superfície da água: ele vai caindo devagar em direção ao fundo. Se aprendermos alguma coisa nova e nunca mais usarmos esse conhecimento, nosso cérebro entende que aquilo não é importante e descarta a informação. Dessa forma, devemos então mesclar o estudo de novas matérias com as revisões do que já foi estudado de forma a sempre deixar nosso conhecimento na superfície e não deixarmos que ele afunde.

Por isso, a revisão periódica é FUNDAMENTAL! É aqui que você realmente aprende e fortalece sua rede neural, fixando o conhecimento no cérebro. Se você deixar para revisar na última hora, não vai adiantar nada.

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É exatamente assim que eu estudo: Aprendendo coisas novas, fazendo muitos

exercícios e SEMPRE revisando o que eu já aprendi. E, para que o estudo

seja eficiente, devemos ter uma forma ágil de resgatar e revisar a informação:

o caderno ou o mapa mental.

Revisar a matéria direto nos livros, mesmo com o realce / marca-texto / sublinhados etc. não é a forma mais eficiente de resgatar a informação.

METODOLOGIA

Meu caro aluno e futuro Analista da Câmara dos Deputados, no desenvolvimento desse material, para que você entenda melhor os conceitos, utilizarei a linguagem mais fácil e acessível possível, sem me prender ao “juridiquês”. No entanto, tenha em mente que a linguagem jurídica é muito importante e é ela que provavelmente cairá em sua prova.

Nosso curso consiste em resolver MUITOS exercícios, que serão comentados sempre de maneira breve. A ideia de um curso de exercícios é uma grande revisão. Assim, os comentários serão sempre curtos e diretos, combinado?

Observe que o CESPE (sua banca examinadora) usa somente questões de Certo ou Errado. Assim, treinaremos, na maioria das vezes, dessa forma. Até mesmo porque, quando estamos fazendo exercícios de múltipla escolha, ao marcarmos uma assertiva que temos certeza de estar certa, tendemos a descartar automaticamente os demais itens da questão, ou, no mínimo, analisamo-los de forma tendenciosa. Dessa forma, não fazemos o juízo de valor mais adequado e, consequentemente, aprendemos menos.

No decorrer do curso, serão usadas questões do CESPE e também de outras bancas. Isso ocorrerá por três motivos: primeiro, porque conseguiremos fazer um número muito maior de exercícios. Fazer exercícios é FUNDAMENTAL e fazer muitos é melhor ainda.

Segundo, para que consigamos enxergar a matéria de diferentes formas, tendo, como consequência, um maior aprendizado. Se fizermos exercícios onde

a mesma matéria é cobrada de formas diferentes, aprendemos muito mais e

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começamos a ter uma visão mais ampla do conteúdo ao invés daqueles "decorebinhas" de cada banca.

Terceiro, para os alunos não "viciarem na banca" e se aterem ao conteúdo. Você já reparou que tem gente que não gosta da FCC, do CESPE, ou da ESAF ou da banca xyz? Na minha opinião, isso é bobagem, pois o conteúdo é um só. Imagine se a banca do concurso for justamente a que você não gosta.

Agora o pior: imagine se o estilo da banca mudar justamente na sua prova!!! Esse movimento já vem sendo nitidamente percebido em bancas como a ESAF e a FCC, que estão adotando questões mais interpretativas. Igualmente, bancas como o CESPE, que tradicionalmente aplicam provas mais interpretativas, em algumas provas, vêm trazendo algumas questões com um estilo mais “decoreba”.

Dessa forma, resolver questões somente da banca não é a estratégia mais

adequada

Devemos estar preparados para qualquer tipo de prova!

FALANDO SOBRE A SUA PROVA

A matéria de Direito Constitucional é de importância fundamental para a

sua aprovação. Ela está na parte de conhecimentos básicos, tem peso um e

vale aproximadamente 20% dessa prova objetiva. Dessa forma, você deve dar muita atenção a essa disciplina!

O conteúdo do nosso curso se baseia no edital que está na praça. Se vocês já

tiveram a oportunidade de analisá-lo, verão que ele é bastante extenso, o que requer um esforço extra da nossa parte. Vejam só o seu edital, na ordem em

que será visto em nossas aulas:

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1

Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988: princípios

Aula 01

28/03

fundamentais. 2 Aplicabilidade das normas constitucionais: normas de

eficácia plena, contida e limitada; normas programáticas.

Aula 02

04/04

Direitos e garantias fundamentais: direitos e deveres individuais e coletivos

3

Aula 03

11/04

3 Direitos e garantias fundamentais: direitos sociais; direitos de nacionalidade; direitos políticos; partidos políticos.

Aula 04

18/04

3

Direitos e garantias fundamentais: Remédios constitucionais

Aula 05

25/04

Poder Executivo: atribuições e responsabilidades do presidente da Republica.

5

Aula 06

02/05

Poder Legislativo: estrutura, funcionamento e atribuições;fiscalização contábil, financeira e orçamentária; comissões parlamentares de inquérito.

6

Aula 07

09/05

Processo legislativo.

Aula 08

16/05

7

Poder Judiciário: disposições gerais.

A programação será seguida com a maior fidelidade possível ao calendário e ao conteúdo programático. No entanto, ela não será rígida e poderá haver alterações no decorrer do curso.

Não

trataremos

do

tema

4

Administração

publica:

disposições

gerais;

servidores

públicos,

uma

vez

que

ele

pertence

à

disciplina

“Direito

Administrativo.”

Faremos exercícios sobre os pontos mais importantes e que, a nosso ver, têm maior possibilidade de cair na sua prova.

Caso necessário, enviem suas dúvidas, sugestões, pedidos especiais, comentários sobre o material, erros de digitação etc. para o Fórum ou email robertoconstitucional@gmail.com.

Conheçam também meu blog, com questões comentadas e dicas de concursos:

http://robertoconstitucional.blogspot.com.

Finalizada a parte introdutória, vamos ao estudo!

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I.

INTRODUÇÃO

Para melhor entendermos o que estamos estudando, é necessário que coloquemos o conhecimento na “gaveta” correta do nosso cérebro. Assim, sempre que estiver estudando algum conteúdo, é necessário saber em qual parte do todo ele se encaixa. É como se, primeiramente, sobrevoássemos de avião para ver o terreno em que vamos pisar. Uma vez visto o terreno de cima, aí sim, pousamos e vamos ver as peculiaridades de cada pedacinho dele.

Essa é uma das possíveis estruturas do Direito Constitucional, observe-a bem e sempre a utilize para se orientar em seus estudos.

bem e sempre a utilize para se orientar em seus estudos. P r o f .

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II. ORIGEM E CONTEÚDO DO DIREITO CONSTITUCIONAL

1. (CESPE/Analista-SERPRO/2008) O conceito de Estado possui basicamente quatro elementos: nação, território, governo e soberania. Assim, não é possível que haja mais de uma nação em um determinado Estado, ou mais de um Estado para a mesma nação.

Errado. A nação é caracterizada pelo sentimento de união entre seus membros, ou seja, pela consciência nacional. Além disso, o conceito de nação não está ligado a um território. Podemos ter um Estado com mais de uma nação, por exemplo, a Rússia. Pode haver também, uma nação sem território, como os bascos.

2. (CESPE/Promotor MPE-AM/2008) A soberania do Estado, no plano interno, traduz-se no monopólio da edição do direito positivo pelo Estado e no monopólio da coação física legítima, para impor a efetividade das suas regulações e dos seus comandos.

Certo. A soberania é a capacidade do povo em tornar efetivas as suas decisões e a reger a sua vida interna sem a interferência de fatores externos. É o poder supremo que um Estado exerce dentro de seu território não reconhecendo qualquer outro equivalente ou superior. Assim, a soberania poderá ser exercida inclusive através da coação física legítima, como o poder de polícia.

Quando a questão fala em “monopólio do direito positivo” significa que somente o Estado pode criar as leis, que deverão ser obedecidas por todos.

3. (CESPE/Promotor MPE-AM/2008) Os tradicionais elementos apontados como constitutivos do Estado são: o povo, a uniformidade linguística e o governo.

Errado. Os elementos tradicionais constitutivos do Estado são: povo, território e soberania. Observe que até mesmo esses conceitos mais simples caem em prova!!! Essa prova era de Promotor! Uma prova com nível de dificuldade considerado elevado pode trazer uma questão exigindo os conceitos básicos! Assim, preste atenção a eles!

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III. EFICÁCIA E APLICABILIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS

4. (CESPE/Advogado - IBRAM-DF/2009) O preâmbulo, por estar na parte introdutória do texto constitucional e, portanto, possuir relevância jurídica, pode ser paradigma comparativo para a declaração de inconstitucionalidade de determinada norma infraconstitucional.

Errado. Segundo o STF, o preâmbulo não tem validade jurídica, apenas política. Dessa forma, não pode ser usado como parâmetro para controle de constitucionalidade.

5. (CESPE/TRE-MA/2009) O preceito constitucional que assegura a liberdade de exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais estabelecidas em lei, constitui norma de eficácia limitada.

Errado. Esse é o típico exemplo de uma norma de eficácia contida, onde o direito pode ser exercido em sua plenitude, até que lei posterior o restrinja.

6. (CESPE/Procurador-TCE-ES/2009) As normas constitucionais de eficácia limitada têm por fundamento o fato de que sua abrangência poder ser reduzida por norma infraconstitucional, restringindo sua eficácia e aplicabilidade.

Errado. Este é o conceito de normas de eficácia contida. As normas de eficácia limitada são aquelas que não possuem efeitos completos até que norma infraconstitucional posterior a regulamente.

7. (CESPE/Advogado-BRB/2010) No tocante à aplicabilidade, de acordo com a tradicional classificação das normas constitucionais, são de eficácia limitada aquelas em que o legislador constituinte regula suficientemente os interesses concernentes a determinada matéria, mas deixa margem à atuação restritiva por parte da competência discricionária do poder público, nos termos em que a lei estabelecer ou na forma dos conceitos gerais nela previstos.

Errado. Este é o conceito de normas de eficácia contida. As normas de eficácia limitada são aquelas que não possuem efeitos completos até que norma infraconstitucional posterior a regulamente.

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8. (FCC/Técnico-TRT 15ª/2009) Os chamados "remédios constitucionais" previstos no art. 5º, da C.F., constituem-se como normas de eficácia limitada, pois exigem normatividade processual que lhes desenvolva a aplicabilidade.

Errado. Apesar de haver doutrina contrária, o STF entende que os remédios constitucionais são normas de eficácia plena.

9. (FCC/Técnico Superior - PGE-RJ/2009) A norma do artigo 218, caput, da Constituição, segundo a qual "o Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa e a capacitação tecnológicas" deve ser classificada como de eficácia plena e aplicabilidade imediata.

Errado. Esse é um típico exemplo de norma de eficácia limitada de conteúdo programático.

10. (FCC/Promotor-MPE-CE/2009) As normas constitucionais de aplicabilidade imediata e de eficácia contida são plenamente eficazes até a superveniência de lei regulamentar.

Certo. As normas de eficácia plena e contida possuem aplicabilidade imediata. No entanto, na última, pode haver lei posterior que limite o direito.

11. (CESPE/Advogado - IBRAM-DF/2009) O ADCT tem natureza jurídica de norma constitucional, semelhante às normas inseridas no bojo da CF, não havendo desníveis ou desigualdades entre as normas do ADCT e os preceitos constitucionais quanto à intensidade de sua eficácia ou a prevalência de sua autoridade.

Certo. Não existe diferença entre as normas da parte dogmática e da parte transitória da CF. Todas elas possuem o mesmo status constitucional e somente podem ser modificadas por Emenda Constitucional.

12. (CESPE/TRE-MA/2009) A competência da União para elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social constitui exemplo de norma constitucional programática.

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Certo. As normas programáticas possuem eficácia limitada e só possuirão efeitos completos após edição de norma infraconstitucional as regulamentando.

13. (ESAF/PFN/2006) Uma norma constitucional programática pode servir de paradigma para o exercício do controle abstrato de constitucionalidade.

Certo. Apesar das normas programáticas não possuírem aplicabilidade imediata, elas podem sim ser usadas como parâmetro para o controle de constitucionalidade, tanto concentrado como difuso. Daí que as normas de eficácia limitada possuem sim efeitos. No entanto, elas não possuem efeitos COMPLETOS.

14. (ESAF/Advogado-IRB/2006) Uma norma constitucional classificada quanto à sua aplicabilidade como uma norma constitucional de eficácia contida não possui como característica a aplicabilidade imediata.

Errado. As normas de eficácia contida, assim como as de eficácia plena, possuem aplicabilidade imediata. No entanto, pode haver norma infraconstitucional posterior que a restrinja.

15. (ESAF/AFRF/2003) Os princípios da Constituição que se classificam como cláusulas pétreas são hierarquicamente superiores às demais normas concebidas pelo poder constituinte originário.

Errado. Todas as normas constitucionais possuem o mesmo status, não havendo normas hierarquicamente superiores às outras.

16. (ESAF/AFRF/2003) As normas programáticas são, na sua maioria, normas autoaplicáveis.

Errado. As normas programáticas possuem eficácia limitada e só possuem efeitos completos após edição de norma infraconstitucional que as regulamente.

17. (ESAF/AFRF/2003) As normas que preveem direitos fundamentais de abstenção do Estado são, em sua maioria, normas não autoaplicáveis, dependendo de desenvolvimento legislativo para produzirem todos os seus efeitos.

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Errado. Os direitos fundamentais possuem aplicabilidade imediata segundo o art. 5 o , § 1º - “As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata”.

18. (ESAF/AFRF/2003) Todas as normas estabelecidas pelo poder constituinte originário no texto constitucional são formalmente constitucionais e se equivalem em nível hierárquico.

Certo. O STF entende que todas as normas constitucionais possuem o mesmo status, não havendo normas hierarquicamente superiores às outras.

19. (CESPE - 2010 - MS - Analista) Para que se possa identificar uma norma constitucional de eficácia limitada, é suficiente observar a expressão "nos termos da lei", prevista no texto constitucional.

Errado. De fato, expressões como “nos termos da lei”, “previsto em lei” etc. são indicativos das normas de eficácia limitada. No entanto, isso não é condição suficiente para que a norma seja de eficácia limitada.

Tomemos como exemplo o art. 5º, XV “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”. Essa é uma norma de eficácia contida e não limitada. Ou seja, ela pode ser livremente exercida até que lei posterior a limite.

Outro exemplo é a liberdade de profissão: “art. 5º, XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.” Essa também é uma norma de eficácia contida e não limitada.

20. (CESPE - 2011 - TJ-PB - Juiz) As normas constitucionais programáticas cingem-se a estipular princípios ou programas que devem ser perseguidos pelos poderes públicos, não possuindo eficácia vinculante nem sendo capazes de gerar direitos subjetivos na sua versão positiva ou negativa, embora impeçam a produção de normas que contrariem o direito nelas inserido.

Errado. As normas programáticas são espécies de normas de eficácia limitada e criam uma obrigação de resultado, uma vez que

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estabelecem o fim a ser atingido, as diretrizes que o Estado deve seguir. Ao contrário do que afirma a questão, as normas de eficácia limitada possuem sim efeitos, eles apenas não são completos! Dessa forma, essas normas possuem efeitos como servir de parâmetro para interpretação constitucional, condicionar legislação futura a se adequar a elas, servir de parâmetro para o controle de constitucionalidade e estabelecer um dever para o legislador ordinário.

em afirmar que tais normas não

possuem eficácia vinculante e não são capazes de gerar direitos subjetivos.

Assim, o

erro da questão está

21. (CESPE - 2011 - TJ-PB - Juiz) As normas institutivas, que traçam esquemas gerais de organização e estruturação de órgãos, entidades ou instituições do Estado, são dotadas de eficácia plena e aplicabilidade imediata, visto que possuem todos os elementos necessários à sua executoriedade direta e integral.

Errado. As normas de eficácia LIMITADA são divididas em normas Programáticas e de Princípio Institutivo (ou organizativo). As normas Programáticas são as que estabelecem princípios e programas a serem implementados pelo Estado. Já as de princípio institutivo (ou organizativas) são as que trazem esquemas gerais de estruturação de instituições e órgãos.

Assim, as normas institutivas são normas de eficácia limitada e não plena, como afirma a questão.

22. (CESPE - 2011 - EBC - Analista - Advocacia) As normas previstas no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias possuem natureza de norma constitucional.

Certo. Quando uma nova Constituição é criada, a transição entre a Constituição antiga e a nova é um verdadeiro caos. Assim, para regular essa transição e para garantir que ela seja menos tormentosa, existe o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. O ADCT possui eficácia jurídica e vale como qualquer outro artigo da CF88. Da mesma forma, seu texto somente pode ser alterado através da Emenda Constitucional.

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23. (CESPE - 2011 - EBC - Analista - Advocacia) O preâmbulo da Constituição Federal não faz parte do texto constitucional propriamente dito e não possui valor normativo.

Certo. O Preâmbulo é a parte logo no início da Constituição, que diz assim:

“Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.”

O Preâmbulo não possui relevância jurídica e não é norma de reprodução obrigatória nas Constituições Estaduais.

24. (CESPE - 2011 - TJ-PB - Juiz) É prevalecente, na doutrina constitucional brasileira, o entendimento de que as normas que consagram as cláusulas pétreas estão em nível hierárquico superior às demais normas constitucionais.

Errado. A CF88 é uma constituição do tipo formal, onde só é considerado “constituição” aquilo que está escrito em seu texto ou o que pode ser depreendido de sua leitura. Assim, todas as normas presentes na constituição possuem a mesma hierarquia e o mesmo status constitucional. Nem mesmo as cláusulas pétreas possuem hierarquia superior às demais normas.

No entanto, algumas normas possuem mais eficácia do que outras. ATENÇÃO: isso não significa que elas possuem hierarquia diferente, mas tão somente que possuem mais efeitos! Quanto à sua eficácia, as normas constitucionais podem ser classificadas em normas de eficácia plena, contida e limitada.

Todas as normas constitucionais possuem o mesmo status, não havendo normas hierarquicamente superiores às outras.

25. (CESPE - 2011 - TJ-PB - Juiz) Entre as modalidades de eficácia dos princípios constitucionais inclui-se a eficácia negativa, que implica a paralisação de qualquer norma ou ato jurídico que contrarie um princípio.

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Certo. Nenhuma lei ou ato normativo pode ir contra a Constituição ou contra um princípio decorrente da CF. Em direito, tudo o que se refere à palavra “negativo” quer dizer uma omissão/não ação/não fazer. Assim, a eficácia negativa é a aptidão da norma para invalidar/paralisar outras normas incompatíveis com ela.

26. (CESPE - 2011 - DPE-MA - Defensor Público) O parágrafo único do art. 170 da CF, que assegura a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei, traduz norma de eficácia

a) contida.

b) limitada.

c) reduzida.

d) plena.

e) programática.

Gabarito: A. As Normas de Eficácia Contida ou Prospectiva são normas que possuem efeitos completos. No entanto, uma lei posterior pode limitar seus efeitos. Assim, um efeito que antes era amplo, torna-se mais limitado. Dessa forma, o direito do livre exercício de qualquer atividade econômica pode ser exercido amplamente, até que a lei o restrinja.

Vamos revisar alguns conceitos:

CF88 é formal e todas as normas possuem o mesmo status / hierarquia

o Porém, existem diferentes tipos de eficácia das normas constitucionais

Eficácia

- Plena - Contida - LTDA
- Plena
- Contida
- LTDA

- Normas de Conteúdo programático - Normas de princípio institutivo / organizativo / de conteúdo orgânico

OBS: Não há hierarquia entre elas. As diferenças se baseiam nos EFEITOS

a) Eficácia plena

Produzem todos os seus efeitos no momento em que a nova CF entra em vigor Não necessita de lei que a complete Ex: Homens e mulheres são iguais nos termos desta CF (art. 5 o , I)

b) Eficácia contida ou prospectiva

Produz todos os efeitos até que a norma infraconstitucional a restrinja

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Lei pode vir depois e restringir o que era amplo Ex: livre exercício de profissão, nos termos da lei (5º, XIII) Ex: entrada e saída de bens do território nacional, nos termos da lei (5º, XV)

c) Eficácia LTDA / Aplicabilidade mediata / reduzida / diferida

Não produz efeitos completos* até que norma infraconstitucional a regulamente o Produz alguns poucos efeitos
Não produz efeitos completos* até que norma infraconstitucional a regulamente
o
Produz alguns poucos
efeitos como
- Estabelecer um dever para o legislador ordinário
- Servir de parâmetro para interpretação
- Condicionar legislação futura a se adequar a elas
- Controle de constitucionalidade

c.1) Conteúdo programático: princípios e programas a serem implementados pelo Estado

c.2) Normas de princípio institutivo / organizativo / de conteúdo orgânico: esquemas gerais de estruturação de instituições e órgãos.

27.

(CESPE - 2011 - TCU - Auditor Federal de Controle Externo - Psicologia) O preâmbulo da CF é uma norma de reprodução obrigatória nas constituições estaduais.

Errado. O Preâmbulo não possui relevância jurídica e não é norma de reprodução obrigatória nas Constituições Estaduais.

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IV. ENTRADA EM VIGOR DE UMA NOVA CONSTITUIÇÃO

28. (CESPE/Procurador-TCE-ES/2009) No fenômeno da recepção, são analisadas as compatibilidades formais e materiais da lei em face da nova constituição.

Errado. No juízo de recepção, são analisados somente os aspectos

materiais da norma a ser recepcionada, ou seja, analisa-se somente se

o conteúdo da norma é compatível com a nova CF, independente da

forma.

29. (CESPE/TRT-17ª/2009) Segundo o princípio da unidade da constituição, cada país só pode ter uma constituição em vigor, de modo que a aprovação de nova constituição implica a automática revogação da anterior.

Errado. Realmente, quando da promulgação de uma nova constituição,

a Carta anterior é totalmente revogada, não havendo possibilidade de ser recebida, nem com status constitucional e nem com status infraconstitucional, salvo expressa disposição da nova CF.

No entanto, isso não tem nenhuma relação com o princípio da unidade da constituição, que diz que a CF é una, não havendo contradições em seu texto.

30. (CESPE - 2008 - TJ-DF - Analista Judiciário - Área Judiciária) A vigência e a eficácia de uma nova constituição implicam a supressão da existência, a perda de validade e a cessação de eficácia da anterior constituição por ela revogada, salvo das normas constantes do texto anterior que permaneçam materialmente harmônicas com a ordem constitucional superveniente. Nessa hipótese, ocorre o fenômeno da recepção.

Errado. Quando da promulgação de uma nova Constituição, em regra, a CF anterior é totalmente revogada, ainda que seja materialmente compatível com a nova CF. A única exceção é quando a nova CF estabelece expressamente o contrário.

31. (CESPE - 2011 - AL-ES – Procurador) De acordo com a doutrina, determinada lei que perdeu a vigência em face da instauração de nova ordem constitucional terá sua eficácia automaticamente restaurada pelo advento de outra

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constituição, desde que com ela compatível, por se tratar de hipótese em que se admite a repristinação.

Errado. A repristinação ocorre quando uma lei revogada volta a valer devido à revogação da lei que a revogou. Deu um nó? Hahahaha. Na prática é muito mais simples do que o conceito. Observe o raciocínio:

a) Imagine uma “lei A” em vigor.

Lei A

Lei A
Lei A
Lei A

b) Agora imagine que seja promulgada uma “lei B” que revogue a “lei A”.

Lei A Lei B Lei A Lei B Lei C Lei A Lei B Lei
Lei A
Lei B
Lei A
Lei B
Lei C
Lei A
Lei B
Lei C

c) Por fim, é promulgada uma “lei C” que revoga a “lei B”. Em regra, a lei A, que estava revogada, continua revogada e agora só vigora a “lei C”.

Única norma vigente

Repristinação: ocorre quanto é promulgada uma “lei C” que revoga a “lei B” e A “lei A”, que estava revogada pela “lei B”, volta a valer. Agora ficam vigentes as leis “A” e “C”.

Lei A volta a valer

Bem

repristinação tácita no Brasil. Ou seja, a regra, é que somente a “lei C”

existe

mais

fácil

com

o

desenho,

não

acha?

Saiba

que

não

fique vigente.

No

entanto,

excepcionalmente,

se

a

“lei

C”

trouxer

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expressamente em seu texto, poderá haver a repristinação da “lei A”. Assim, no Brasil, só existe a repristinação expressa.

Dessa forma, no caso descrito pela questão, para que a lei revogada volte a valer, deve haver determinação expressa.

32. (ESAF/PFN/2006)

Normas

não

consideradas,

superveniente.

ordinariamente,

recebidas

pela

como

sofrendo

nova

de

são

inconstitucionalidade

Constituição

Errado. O STF adota a teoria de que as normas não recebidas pela nova CF são revogadas, não adotando a tese da inconstitucionalidade superveniente.

33. (ESAF/PFN/2006) A Doutrina majoritária e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal convergem para afirmar que normas da Constituição anterior ao novo diploma constitucional, que com este não sejam materialmente incompatíveis, são recebidas como normas infraconstitucionais.

Errado. A constituição anterior, segundo o STF, é totalmente revogada com a promulgação de uma nova CF, não podendo ser recebida nem com status constitucional, nem infraconstitucional, salvo expressa disposição da nova CF.

34. (ESAF/PFN/2006) Uma lei que fere o processo legislativo previsto na Constituição sob cuja regência foi editada, mas que, até o advento da nova Constituição, nunca fora objeto de controle de constitucionalidade, não é considerada recebida por esta, mesmo que com ela guarde plena compatibilidade material e esteja de acordo com o novo processo legislativo.

Certo. Uma lei inconstitucional, ou seja, que não foi editada de acordo com a Constituição vigente à época de sua elaboração, jamais deveria ter entrado no ordenamento jurídico. Dessa forma, ela será inválida, ainda que seja compatível com a nova CF.

35. (ESAF/PFN/2006) Para que a lei anterior à Constituição seja recebida pelo novo Texto Magno, é mister que seja compatível com este, tanto do ponto de vista da forma legislativa como do conteúdo dos seus preceitos.

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Errado. No juízo de recepção são avaliados exclusivamente os aspectos materiais, ou seja, em relação ao conteúdo da norma.

36. (ESAF/PFN/2006) Uma lei federal sobre assunto que a nova Constituição entrega à competência privativa dos Municípios fica imediatamente revogada com o advento da nova Carta.

Errado. Ela é recepcionada como lei municipal.

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V.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

37. (CESPE/PGE-AL/2008) O poder soberano é uno e indivisível e emana do povo. A separação dos poderes determina apenas a divisão de tarefas estatais, de atividades entre distintos órgãos autônomos. Essa divisão, contudo, não é estanque, pois há órgãos de determinado poder que executam atividades típicas de outro.

Certo. Cada poder realmente possui sua função típica. No entanto, todos eles possuem funções atípicas. Assim, o poder executivo, por exemplo, possui função típica de administrar e funções atípicas de julgar e legislar. Dessa forma, nenhuma função é exercida com exclusividade.

38. (CESPE/Analista-SERPRO/2008) A federação é uma forma de governo na qual há uma nítida separação de competências entre as esferas estaduais, dotadas de autonomia, e o poder público central, denominado União.

Errado. Realmente, a federação tem como características uma nítida separação de competências entre as esferas estaduais, dotadas de autonomia, e o poder público central, denominado União. No entanto, a Federação é uma Forma de Estado e não uma forma de Governo.

39. (CESPE/Promotor-MPE-RN/2009) A federação é o sistema de governo cujo objetivo é manter reunidas autonomias regionais.

Errado. Estão vendo como essa questão é recorrente? Por isso trouxe várias desse tipo para você fixar! Lembre-se:

Forma de Estado: FEDERAÇÃO

Forma de Governo: República

Sistema de Governo: Presidencialismo

Regime de Governo (ou Regime Político): Democracia.

40. (CESPE/Técnico-TCU/2009) Apesar de a CF estabelecer que todo o poder emana do povo, não há previsão, no texto constitucional, de seu exercício diretamente pelo povo, mas por meio de representantes eleitos.

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Errado. No artigo 1º, parágrafo único, a Constituição diz que todo poder pertence ao povo. Diz também que existem duas formas de exercício do poder pelo povo:

Indireta: quando o povo elege representantes e estes exercem o poder (sempre representando o povo).

Direta: quando o próprio povo exerce o poder sem intermediação de ninguém. Isso ocorre das seguintes formas: sufrágio universal, voto direto, secreto e igualitário, plebiscito, referendo e iniciativa popular de lei.

41. (ESAF/AFC-CGU/2006) Rege a República Federativa do Brasil, em suas relações internacionais, o princípio da livre iniciativa.

Errado. A livre iniciativa é um fundamento da República Federativa do Brasil (RFB) e não um princípio das relações internacionais. Lembre-se dos fundamentos da RFB:

Fundamentos

- - - -
-
-
-
-

- soberania;

cidadania

dignidade da pessoa humana;

valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

pluralismo político.

SO-CI-/ DI-VA-PLÚ

42. (ESAF/AFC-CGU/2006) O pluralismo político, embora desdobramento do princípio do estado Democrático de Direito, não é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil.

Errado. O Pluralismo Político está previsto expressamente como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil no art. 1º.

43. (ESAF/AFC-CGU/2006) É um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, expresso no texto constitucional, a garantia do desenvolvimento nacional e a busca da autossuficiência econômica.

Errado. Realmente, garantir o desenvolvimento nacional é um dos objetivos fundamentais elencados no art. 3º. No entanto, a busca da autossuficiência econômica não está prevista no mencionado dispositivo, estando aí o erro da questão.

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44. (CESPE/SECONT-ES/2009) O termo Estado republicano refere-se não apenas a organizações institucionais, mas a um compromisso social com a coisa pública, no exercício da tolerância, no respeito à identidade do homem, dentro do prisma individual (pluralismo) e cultural.

Certo. A República (ou res pública = coisa pública) é a forma de governo onde a vontade do Estado deve ser a vontade geral, de todos, buscando um bem comum.

45. (CESPE/Analista-TJ-RJ/2008) São poderes da União, dos estados e do DF, independentes e harmônicos, o Legislativo, o Judiciário e o Executivo.

Errado. A questão cobra a literalidade do art. 2º da Constituição: “Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Lembre-se: o DF não tem judiciário próprio, sendo o poder judiciário do DF organizado e mantido pela União.

46. (ESAF/MRE/2004) O exercício de uma das funções do poder político do Estado por um determinado órgão se dá sob a forma de exclusividade, com vistas à preservação do equilíbrio no exercício desse poder.

Errado. Cada poder realmente possui sua função típica. No entanto, todos eles possuem funções atípicas. Assim, por exemplo, o poder executivo possui função típica de administrar e funções atípicas de julgar e legislar. Dessa forma, nenhuma função é exercida com exclusividade, como afirma a questão.

47. (CESPE/Analista-TJ-RJ/2008) A expressão “Estado Democrático de Direito”, contida no art. 1.º da CF, representa a necessidade de se providenciar mecanismos de apuração e de efetivação da vontade do povo nas decisões políticas fundamentais do Estado, conciliando uma democracia representativa, pluralista e livre, com uma democracia participativa efetiva.

Certo. O “Estado Democrático de Direito” é o Estado que deve respeitar as leis e a Constituição (que emanam da vontade do povo). Assim, o Estado estará sempre obedecendo à vontade do povo em suas decisões políticas.

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48. (FCC/Defensor-DP-SP/2009) A teoria da 'tripartição de poderes' confirma o princípio da indelegabilidade de atribuições, por isso qualquer exceção, mesmo advinda do poder constitucional originário, deve ser considerada inconstitucional.

Errado. Realmente, cada poder possui sua função típica e essas, em regra, são indelegáveis. No entanto, todos eles possuem funções atípicas, podendo haver exceções. Assim, por exemplo, o poder executivo possui função típica de administrar e funções atípicas de julgar e legislar.

49. (CESPE/TRT-17ª/2009) Constitui princípio que rege a República Federativa do Brasil em suas relações internacionais a concessão de asilo político, vedada a extradição.

Errado. De fato, a concessão de asilo político é um princípio que rege o Brasil em suas relações internacionais. No entanto, a extradição de estrangeiros é permitida.

50. (CESPE/ABIN/2008) Constitui objetivo fundamental da República Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação. Dessa forma, contraria a CF a exigência, contida em editais de concursos públicos, sem o devido amparo legal, de limite de idade mínima ou máxima para inscrição.

Certo. Sem dúvida, é um dos objetivos da República Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação. No entanto, podem haver diferenciações, desde que obedecidos os princípios da razoabilidade e da legalidade. Assim, para que haja a exigência de limite de idade mínima ou máxima para inscrição em concurso público, devem ser obedecidos a razoabilidade e o princípio da legalidade.

51. (CESPE/Técnico - TRT 9ª/2007) Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa são fundamentos da República Federativa do Brasil.

Certo. Verdadeiramente, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa são fundamentos da RFB. Lembre-se:

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Fundamentos

- - - -
-
-
-
-

- soberania;

cidadania

dignidade da pessoa humana;

valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

pluralismo político.

SO-CI-/ DI-VA-PLÚ

52. (CESPE/SEJUS-ES/2009) A CF adota o presidencialismo como forma de Estado, já que reconhece a junção das funções de chefe de Estado e chefe de governo na figura do presidente da República.

Errado. A forma de Estado é a Federação. O presidencialismo é o sistema de governo. Lembre-se:

Forma de Estado: FEDERAÇÃO

Forma de Governo: República

Sistema de Governo: Presidencialismo

Regime de Governo (ou Regime Político): Democracia.

53. (CESPE/TRT-17ª/2009) De acordo com a Constituição Federal de 1988 (CF), todo o poder emana do povo, que o exerce exclusivamente por meio de representantes eleitos diretamente.

Errado. No artigo 1º, parágrafo único, a Constituição diz que todo poder pertence ao povo. Diz também que existem duas formas de exercício do poder pelo povo:

Indireta: quando o povo elege representantes e estes exercem o poder (sempre representando o povo).

Direta: quando o próprio povo exerce o poder sem intermediação de ninguém. Isso ocorre das seguintes formas: sufrágio universal, voto direto, secreto e igualitário, plebiscito, referendo e iniciativa popular de lei.

54. (CESPE/PGE-AL/2008) Para a moderna doutrina constitucional, cada um dos poderes constituídos exerce uma função típica e exclusiva, afastando o exercício por um poder de função típica de outro.

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Errado. Cada poder realmente possui sua função típica. No entanto, todos eles possuem funções atípicas. Assim, o poder executivo, por exemplo, possui função típica de administrar e funções atípicas de julgar e legislar. Dessa forma, nenhuma função é exercida com exclusividade, como afirma a questão.

55. (CESPE/Analista-TJ-RJ/2008) A República é uma forma de Estado.

Errado. Segundo a doutrina, a República é uma forma de governo.

56. (CESPE/Analista-TJ-RJ/2008) A federação é uma forma de governo.

Errado. A federação é uma forma de Estado.

57. (CESPE/PGE-AL/2008) A CF, atenta às discussões doutrinárias contemporâneas, não consigna que a divisão de atribuições estatais se faz em três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário.

Errado. O artigo 2º da Constituição estabelece o princípio da separação dos poderes: “Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.”

58. (CESPE/Analista de Infraestrutura/MPOG/2010) A dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, bem como a construção de sociedade livre, justa e solidária, figuram entre os fundamentos da República Federativa do Brasil.

Errado. A construção de sociedade livre, justa e solidária é um dos objetivos fundamentais e não um fundamento. Vamos revisar os objetivos da RFB:

Objetivos

fundamentais

- construir uma sociedade livre, justa e solidária;

- garantir o desenvolvimento nacional;

- erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

- promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

59. (CESPE/Analista de Infraestrutura/MPOG/2010) Em suas relações internacionais, a República Federativa do Brasil rege-se, entre outros

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princípios, pelo da igualdade entre os estados, da não intervenção e da vedação à concessão de asilo político.

Errado. A concessão de asilo político é também um dos princípios que regem a República Federativa do Brasil em suas relações internacionais (e não a vedação ao asilo político, como afirma a questão).

60. (CESPE/Assessor Técnico de Controle/TCE RN/2009) Entre os objetivos da República Federativa do Brasil, destaca-se a valorização social do trabalho e da livre iniciativa, pois, por meio do trabalho, o homem garante sua subsistência e o consequente crescimento do país.

Errado. Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa são FUNDAMENTOS da República Federativa do Brasil e não objetivos. Lembre-se:

Fundamentos

- - - -
-
-
-
-

- soberania;

cidadania

dignidade da pessoa humana;

valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

pluralismo político.

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61. (CESGRANRIO/Advogado - Petrobrás/2008) De acordo com a doutrina, os princípios constitucionais fundamentais estabelecidos no Título I da Constituição Federal de 1988 podem ser discriminados em princípios relativos (i) à existência, forma e tipo de Estado; (ii) à forma de governo; (iii) à organização dos Poderes; (iv) à organização da sociedade; (v) à vida política; (vi) ao regime democrático; (vii) à prestação positiva do Estado e (viii) à comunidade internacional. Adotando essa classificação, é exemplo típico de princípio fundamental relativo à forma de governo o princípio:

a) federalista.

b) republicano.

c) de soberania.

d) do pluralismo político.

e) do Estado Democrático de Direito.

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Gabarito: B. A questão, aparentemente bastante complicada, na verdade é muito simples. É só lembrar:

Forma de Estado: FEDERAÇÃO

Forma de Governo: República

Sistema de Governo: Presidencialismo

Regime de Governo (ou Regime Político): Democracia.

62. (CESPE/Analista Judiciário/Área Administrativa/TRT 17ª Região/2009) Segundo a CF, a República Federativa do Brasil deve buscar a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, com vistas à formação de uma comunidade latino-americana de nações.

Certo. É a cópia do art. 4º parágrafo único da CF: “A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.”

63. (CESPE/Assessor Técnico de Controle/TCE RN/2009) Constituem princípios que regem a República Federativa do Brasil em suas relações internacionais, entre outros, a prevalência dos direitos humanos, da garantia do desenvolvimento nacional e da autodeterminação dos povos.

Errado. Garantir o desenvolvimento nacional é um dos OBJETIVOS e não um dos princípios que regem a República Federativa do Brasil.

64. (CESPE/TRT-17ª/2009) A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos estados, dos municípios, do Distrito Federal e dos territórios.

Errado. Os territórios não são entes federados. A Constituição estabelece apenas a união entre os Estados, Municípios e o DF. Observe o art. 1º:

“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos (

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65. (CESPE/Técnico de Nível Superior/Relações Internacionais /MS/2008) É proibida a ingerência em assuntos internos de outros países, salvo em relação a questões que se desenrolem no âmbito do MERCOSUL.

Errado. São princípios que regem o Brasil nas relações internacionais a independência nacional, a não Intervenção e a autodeterminação dos povos, dentre outros. Assim, o Brasil não deve se intrometer em assuntos internos de outros países, sejam eles do MERCOSUL ou não. Vamos relembrar os princípios que regem o Brasil nas relações internacionais:

1 – Princípios ligados à independência nacional

1 – Princípios ligados à independência nacional - Independência nacional - Autodeterminação dos povos -

- Independência nacional

- Autodeterminação dos povos

- Não-Intervenção

- Igualdade entre os Estados

- Cooperação dos povos para o progresso da humanidade

2 – Princípios ligados à pessoa humana - Prevalência dos direitos humanos - Concessão de
2 – Princípios ligados
à pessoa humana
- Prevalência dos direitos humanos
- Concessão de asilo político
- Defesa da paz
3 – Princípios
ligados à paz
- Solução pacífica dos conflitos
- Repúdio ao terrorismo e ao racismo

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– CÂMARA DOS DEPUTADOS PROFESSOR: ROBERTO TRONCOSO Meus caros, chegamos ao final de nossa aula de

Meus caros, chegamos ao final de nossa aula de hoje. Continuem firmes e estudem de maneira simples, procurando entender o espírito das normas e não apenas decorando informações. Lembre-se que A SIMPLICIDADE É O GRAU MÁXIMO DA SOFISTICAÇÃO (Leonardo da Vinci).

Espero que todos vocês tenham muito SUCESSO nessa jornada, que é bastante trabalhosa, mas extremamente gratificante!

Abraços a todos e até a próxima aula.

RRoberto Troncoso

Se você acha que pode ou se você acha que não ppode, de qualquer maneira, você tem razão. (Henry Ford)

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VI.

QUESTÕES DA AULA

I. Origem e conteúdo do Direito Constitucional

1. (CESPE/Analista-SERPRO/2008) O conceito de Estado possui basicamente quatro elementos: nação, território, governo e soberania. Assim, não é possível que haja mais de uma nação em um determinado Estado, ou mais de um Estado para a mesma nação.

2. (CESPE/Promotor MPE-AM/2008) A soberania do Estado, no plano interno, traduz-se no monopólio da edição do direito positivo pelo Estado e no monopólio da coação física legítima, para impor a efetividade das suas regulações e dos seus comandos.

3. (CESPE/Promotor MPE-AM/2008) Os tradicionais elementos apontados como constitutivos do Estado são: o povo, a uniformidade linguística e o governo.

II. Eficácia e aplicabilidade das normas constitucionais

4. (CESPE/Advogado - IBRAM-DF/2009) O preâmbulo, por estar na parte introdutória do texto constitucional e, portanto, possuir relevância jurídica, pode ser paradigma comparativo para a declaração de inconstitucionalidade de determinada norma infraconstitucional.

5. (CESPE/TRE-MA/2009) O preceito constitucional que assegura a liberdade de exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais estabelecidas em lei, constitui norma de eficácia limitada.

6. (CESPE/Procurador-TCE-ES/2009) As normas constitucionais de eficácia limitada têm por fundamento o fato de que sua abrangência poder ser reduzida por norma infraconstitucional, restringindo sua eficácia e aplicabilidade.

7. (CESPE/Advogado-BRB/2010) No tocante à aplicabilidade, de acordo com a tradicional classificação das normas constitucionais, são de eficácia limitada aquelas em que o legislador constituinte regula suficientemente os interesses concernentes a determinada matéria, mas deixa margem à atuação restritiva

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por parte da competência discricionária do poder público, nos termos em que a lei estabelecer ou na forma dos conceitos gerais nela previstos.

8. (FCC/Técnico-TRT 15ª/2009) Os chamados "remédios constitucionais" previstos no art. 5º, da C.F., constituem-se como normas de eficácia limitada, pois exigem normatividade processual que lhes desenvolva a aplicabilidade.

9. (FCC/Técnico Superior - PGE-RJ/2009) A norma do artigo 218, caput, da Constituição, segundo a qual "o Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa e a capacitação tecnológicas" deve ser classificada como de eficácia plena e aplicabilidade imediata.

10. (FCC/Promotor-MPE-CE/2009) As normas constitucionais de aplicabilidade imediata e de eficácia contida são plenamente eficazes até a superveniência de lei regulamentar.

11. (CESPE/Advogado - IBRAM-DF/2009) O ADCT tem natureza jurídica de norma constitucional, semelhante às normas inseridas no bojo da CF, não havendo desníveis ou desigualdades entre as normas do ADCT e os preceitos constitucionais quanto à intensidade de sua eficácia ou a prevalência de sua autoridade.

12. (CESPE/TRE-MA/2009) A competência da União para elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social constitui exemplo de norma constitucional programática.

13. (ESAF/PFN/2006) Uma norma constitucional programática pode servir de paradigma para o exercício do controle abstrato de constitucionalidade.

14. (ESAF/Advogado-IRB/2006) Uma norma constitucional classificada quanto à sua aplicabilidade como uma norma constitucional de eficácia contida não possui como característica a aplicabilidade imediata.

15. (ESAF/AFRF/2003) Os princípios da Constituição que se classificam como cláusulas pétreas são hierarquicamente superiores às demais normas concebidas pelo poder constituinte originário.

16. (ESAF/AFRF/2003) As normas programáticas são, na sua maioria, normas autoaplicáveis.

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17. (ESAF/AFRF/2003) As normas que preveem direitos fundamentais de abstenção do Estado são, em sua maioria, normas não autoaplicáveis, dependendo de desenvolvimento legislativo para produzirem todos os seus efeitos.

18. (ESAF/AFRF/2003) Todas as normas estabelecidas pelo poder constituinte originário no texto constitucional são formalmente constitucionais e se equivalem em nível hierárquico.

19. (CESPE - 2010 - MS - Analista) Para que se possa identificar uma norma constitucional de eficácia limitada, é suficiente observar a expressão "nos termos da lei", prevista no texto constitucional.

20. (CESPE - 2011 - TJ-PB - Juiz) As normas constitucionais programáticas cingem-se a estipular princípios ou programas que devem ser perseguidos pelos poderes públicos, não possuindo eficácia vinculante nem sendo capazes de gerar direitos subjetivos na sua versão positiva ou negativa, embora impeçam a produção de normas que contrariem o direito nelas inserido.

21. (CESPE - 2011 - TJ-PB - Juiz) As normas institutivas, que traçam esquemas gerais de organização e estruturação de órgãos, entidades ou instituições do Estado, são dotadas de eficácia plena e aplicabilidade imediata, visto que possuem todos os elementos necessários à sua executoriedade direta e integral.

22. (CESPE - 2011 - EBC - Analista - Advocacia) As normas previstas no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias possuem natureza de norma constitucional.

23. (CESPE - 2011 - EBC - Analista - Advocacia) O preâmbulo da Constituição Federal não faz parte do texto constitucional propriamente dito e não possui valor normativo.

24. (CESPE - 2011 - TJ-PB - Juiz) É prevalecente, na doutrina constitucional brasileira, o entendimento de que as normas que consagram as cláusulas pétreas estão em nível hierárquico superior às demais normas constitucionais.

25. (CESPE - 2011 - TJ-PB - Juiz) Entre as modalidades de eficácia dos princípios constitucionais inclui-se a eficácia negativa, que implica a paralisação de qualquer norma ou ato jurídico que contrarie um princípio.

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26. (CESPE - 2011 - DPE-MA - Defensor Público) O parágrafo único do art. 170 da CF, que assegura a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei, traduz norma de eficácia

a) contida.

b) limitada.

c) reduzida.

d) plena.

e) programática.

27. (CESPE - 2011 - TCU - Auditor Federal de Controle Externo - Psicologia) O preâmbulo da CF é uma norma de reprodução obrigatória nas constituições estaduais.

III. Entrada em vigor de uma nova Constituição

28. (CESPE/Procurador-TCE-ES/2009) No fenômeno da recepção, são analisadas as compatibilidades formais e materiais da lei em face da nova constituição.

29. (CESPE/TRT-17ª/2009) Segundo o princípio da unidade da constituição, cada país só pode ter uma constituição em vigor, de modo que a aprovação de nova constituição implica a automática revogação da anterior.

30. (CESPE - 2008 - TJ-DF - Analista Judiciário - Área Judiciária) A vigência e a eficácia de uma nova constituição implicam a supressão da existência, a perda de validade e a cessação de eficácia da anterior constituição por ela revogada, salvo das normas constantes do texto anterior que permaneçam materialmente harmônicas com a ordem constitucional superveniente. Nessa hipótese, ocorre o fenômeno da recepção.

31. (CESPE - 2011 - AL-ES – Procurador) De acordo com a doutrina, determinada lei que perdeu a vigência em face da instauração de nova ordem constitucional terá sua eficácia automaticamente restaurada pelo advento de outra constituição, desde que com ela compatível, por se tratar de hipótese em que se admite a repristinação.

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32. (ESAF/PFN/2006)

Normas

não

consideradas,

superveniente.

ordinariamente,

recebidas

pela

como

sofrendo

nova

de

são

inconstitucionalidade

Constituição

33. (ESAF/PFN/2006) A Doutrina majoritária e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal convergem para afirmar que normas da Constituição anterior ao novo diploma constitucional, que com este não sejam materialmente incompatíveis, são recebidas como normas infraconstitucionais.

34. (ESAF/PFN/2006) Uma lei que fere o processo legislativo previsto na Constituição sob cuja regência foi editada, mas que, até o advento da nova Constituição, nunca fora objeto de controle de constitucionalidade, não é considerada recebida por esta, mesmo que com ela guarde plena compatibilidade material e esteja de acordo com o novo processo legislativo.

35. (ESAF/PFN/2006) Para que a lei anterior à Constituição seja recebida pelo novo Texto Magno, é mister que seja compatível com este, tanto do ponto de vista da forma legislativa como do conteúdo dos seus preceitos.

36. (ESAF/PFN/2006) Uma lei federal sobre assunto que a nova Constituição entrega à competência privativa dos Municípios fica imediatamente revogada com o advento da nova Carta.

IV. Princípios Fundamentais

37. (CESPE/PGE-AL/2008) O poder soberano é uno e indivisível e emana do povo. A separação dos poderes determina apenas a divisão de tarefas estatais, de atividades entre distintos órgãos autônomos. Essa divisão, contudo, não é estanque, pois há órgãos de determinado poder que executam atividades típicas de outro.

38. (CESPE/Analista-SERPRO/2008) A federação é uma forma de governo na qual há uma nítida separação de competências entre as esferas estaduais, dotadas de autonomia, e o poder público central, denominado União.

39. (CESPE/Promotor-MPE-RN/2009) A federação é o sistema de governo cujo objetivo é manter reunidas autonomias regionais.

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40. (CESPE/Técnico-TCU/2009) Apesar de a CF estabelecer que todo o poder emana do povo, não há previsão, no texto constitucional, de seu exercício diretamente pelo povo, mas por meio de representantes eleitos.

41. (ESAF/AFC-CGU/2006) Rege a República Federativa do Brasil, em suas relações internacionais, o princípio da livre iniciativa.

42. (ESAF/AFC-CGU/2006) O pluralismo político, embora desdobramento do princípio do estado Democrático de Direito, não é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil.

43. (ESAF/AFC-CGU/2006) É um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, expresso no texto constitucional, a garantia do desenvolvimento nacional e a busca da autossuficiência econômica.

44. (CESPE/SECONT-ES/2009) O termo Estado republicano refere-se não apenas a organizações institucionais, mas a um compromisso social com a coisa pública, no exercício da tolerância, no respeito à identidade do homem, dentro do prisma individual (pluralismo) e cultural.

45. (CESPE/Analista-TJ-RJ/2008) São poderes da União, dos estados e do DF, independentes e harmônicos, o Legislativo, o Judiciário e o Executivo.

46. (ESAF/MRE/2004) O exercício de uma das funções do poder político do Estado por um determinado órgão se dá sob a forma de exclusividade, com vistas à preservação do equilíbrio no exercício desse poder.

47. (CESPE/Analista-TJ-RJ/2008) A expressão “Estado Democrático de Direito”, contida no art. 1.º da CF, representa a necessidade de se providenciar mecanismos de apuração e de efetivação da vontade do povo nas decisões políticas fundamentais do Estado, conciliando uma democracia representativa, pluralista e livre, com uma democracia participativa efetiva.

48. (FCC/Defensor-DP-SP/2009) A teoria da 'tripartição de poderes' confirma o princípio da indelegabilidade de atribuições, por isso qualquer exceção, mesmo advinda do poder constitucional originário, deve ser considerada inconstitucional.

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49. (CESPE/TRT-17ª/2009) Constitui princípio que rege a República Federativa do Brasil em suas relações internacionais a concessão de asilo político, vedada a extradição.

50. (CESPE/ABIN/2008) Constitui objetivo fundamental da República Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação. Dessa forma, contraria a CF a exigência, contida em editais de concursos públicos, sem o devido amparo legal, de limite de idade mínima ou máxima para inscrição.

51. (CESPE/Técnico - TRT 9ª/2007) Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa são fundamentos da República Federativa do Brasil.

52. (CESPE/SEJUS-ES/2009) A CF adota o presidencialismo como forma de Estado, já que reconhece a junção das funções de chefe de Estado e chefe de governo na figura do presidente da República.

53. (CESPE/TRT-17ª/2009) De acordo com a Constituição Federal de 1988 (CF), todo o poder emana do povo, que o exerce exclusivamente por meio de representantes eleitos diretamente.

54. (CESPE/PGE-AL/2008) Para a moderna doutrina constitucional, cada um dos poderes constituídos exerce uma função típica e exclusiva, afastando o exercício por um poder de função típica de outro.

55. (CESPE/Analista-TJ-RJ/2008) A República é uma forma de Estado.

56. (CESPE/Analista-TJ-RJ/2008) A federação é uma forma de governo.

57. (CESPE/PGE-AL/2008) A CF, atenta às discussões doutrinárias contemporâneas, não consigna que a divisão de atribuições estatais se faz em três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário.

58. (CESPE/Analista de Infraestrutura/MPOG/2010) A dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, bem como a construção de sociedade livre, justa e solidária, figuram entre os fundamentos da República Federativa do Brasil.

59. (CESPE/Analista de Infraestrutura/MPOG/2010) Em suas relações internacionais, a República Federativa do Brasil rege-se, entre outros

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princípios, pelo da igualdade entre os estados, da não intervenção e da vedação à concessão de asilo político.

60. (CESPE/Assessor Técnico de Controle/TCE RN/2009) Entre os objetivos da República Federativa do Brasil, destaca-se a valorização social do trabalho e da livre iniciativa, pois, por meio do trabalho, o homem garante sua subsistência e o consequente crescimento do país.

61. (CESGRANRIO/Advogado - Petrobrás/2008) De acordo com a doutrina, os princípios constitucionais fundamentais estabelecidos no Título I da Constituição Federal de 1988 podem ser discriminados em princípios relativos (i) à existência, forma e tipo de Estado; (ii) à forma de governo; (iii) à organização dos Poderes; (iv) à organização da sociedade; (v) à vida política; (vi) ao regime democrático; (vii) à prestação positiva do Estado e (viii) à comunidade internacional. Adotando essa classificação, é exemplo típico de princípio fundamental relativo à forma de governo o princípio:

a) federalista.

b) republicano.

c) de soberania.

d) do pluralismo político.

e) do Estado Democrático de Direito.

62. (CESPE/Analista Judiciário/Área Administrativa/TRT 17ª Região/2009) Segundo a CF, a República Federativa do Brasil deve buscar a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, com vistas à formação de uma comunidade latino-americana de nações.

63. (CESPE/Assessor Técnico de Controle/TCE RN/2009) Constituem princípios que regem a República Federativa do Brasil em suas relações internacionais, entre outros, a prevalência dos direitos humanos, da garantia do desenvolvimento nacional e da autodeterminação dos povos.

64. (CESPE/TRT-17ª/2009) A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos estados, dos municípios, do Distrito Federal e dos territórios.

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65. (CESPE/Técnico de Nível Superior/Relações Internacionais /MS/2008) É proibida a ingerência em assuntos internos de outros países, salvo em relação a questões que se desenrolem no âmbito do MERCOSUL.

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VII.

GABARITO

 

I.

Origem e conteúdo do Direito Constitucional

 

1.

E

2.

C

3.

E

             
 

II. Eficácia e aplicabilidade das normas constitucionais

 

4.

E

5.

E

6.

E

7.

E

8.

E

9.

E

10.C

11.C

12.C

13.C

14.E

15.E

16.E

17.E

18.C

19.E

20.E

21.E

22.C

23.C

24.E

25.C

26.A

27.E

           
 

III.Entrada em vigor de uma nova Constituição

 

28.E

29.E

30.E

31.E

32.E

33.E

34.C

35.E

36.E

 
 

IV. Princípios Fundamentais

 

37.C

38.E

39.E

40.E

41.E

42.E

43.E

44.C

45.E

46.E

47.C

48.E

49.E

50.C

51.C

52.E

53.E

54.E

55.E

56.E

57.E

58.E

59.E

60.E

61.B

62.C

63.E

64.E

65.E

 

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VIII.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

MENDES, Gilmar Ferreira e BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Saraiva

LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. São Paulo: Saraiva

MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. São Paulo: Ed. Átlas

PAULO, Vicente e ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional Descomplicado. Ed. Impetus

CRUZ, Vítor. 1001 questões Comentadas Direito Constitucional. Questões do Ponto (ebook)

www.stf.jus.br

www.cespe.unb.br

http://www.esaf.fazenda.gov.br/

http://www.fcc.org.br/institucional/

www.consulplan.net

http://www.concursosfmp.com.br

http://www.fujb.ufrj.br