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Curso Técnico em Edificações Módulo I DESENHO ARQUITETÔNICO I Educação Profissional

Curso Técnico em Edificações

Módulo I

DESENHO ARQUITETÔNICO I

Educação Profissional

SUMÁRIO

 

1.1 - Prancheta

2

1.2 –

Régua Paralela

2

1.3 – Esquadros

2

1.4 – Escalímetros

3

1.5 – Lapiseiras

4

1.6 – Compasso

4

1.7 – Papel

4

1.7.1

- Dobramento

5

2

– Caligrafia Técnica

7

3

- Linhas

8

4

– Projeções Ortogonal

9

5

-

Escala

10

6 - Cotação

 

11

 

6.1 - Elementos Básicos

11

6.2 – Regras

12

6.2.1 – Portas e Vãos

13

6.2.2 – Janelas

13

 

6.2.3 – Pisos

14

7 – Linguagem Gráfica

14

8 – Projeto Arquitetônico

14

9 - Plantas

 

16

 

9.1 – Planta Baixa

16

9.2 – Planta Situação

16

9.3 – Planta Cobertura

17

10 - Corte

 

17

 

10.

1 - Marcadores

18

11 - Fachada

 

18

1. – Equipamentos

1.1 - Prancheta

A prancheta deve ser mantida limpa e encapada para garantir a limpeza e apresentação final do desenho. Procure manter a coluna o mais firme possível durante a confecção de seus trabalhos. O desenhista passa horas nesta atividade e uma postura ruim pode gerar problemas de saúde futuros.

1.2 – Régua Paralela

Usada no traçado de linhas horizontais e no apoio para esquadros e gabaritos. Não deve ser usada como guia para cortes, já que esta operação pode danificar o equipamento.

já que esta operação pode danificar o equipamento. 1.3 – Esquadros São triângulos retângulos (com um

1.3 – Esquadros

São triângulos retângulos (com um dos ângulos igual a 90°) usados para o traçado de linhas inclinadas, apoiando-se na régua paralela ou entre si. O n° dos esquadros é definido pelo ângulo comum entre os dois. Evite limpar os esquadros com álcool e utilizar para apoio de cortes para não danificá-los.

comum entre os dois. Evite limpar os es quadros com álcool e utilizar para apoio de
Alguns ângulos fornecidos pelos esquadros (referência leste) 1.4 – Escalímetros Usado para fazer as medições

Alguns ângulos fornecidos pelos esquadros (referência leste)

ângulos fornecidos pelos esquadros (referência leste) 1.4 – Escalímetros Usado para fazer as medições

1.4 – Escalímetros

Usado para fazer as medições necessárias na execução dos desenhos, o escalímetro não deve ser utilizado para o traçado de linhas. A marcação da distância deve ser feita com uma linha ou ponto bem fraco. O escalímetro traz a escala natural e as escalas mais usadas. Em geral 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100 e 1:125.

1.5 – Lapiseiras

1.5 – Lapiseiras Ferramentas usadas para o traçado das linhas, são especificadas pela espessuras de seu

Ferramentas usadas para o traçado das linhas, são especificadas pela espessuras de seu traço. A lapiseira mais indicada é a de ponta metálica cônica. A queda inutiliza a lapiseira.

Os grafites são compostos minerais formados por um arranjo de carbono. Em estado natural possui dureza muito baixa. Após passar por um tratamento industrial o grafite é moldado em bitolas.

O grafite possui uma escala de dureza que vai do H (duro) para o B (macio). Quanto mas macio mais grafite se desprende no traçado. Um número acompanha a letra em uma escala que vai até 6, assim o 6B é o grafite mais macio e o 6H o mais duro.

1.6 – Compasso

Instrumento utilizado par traçado de circunferências e seus arcos. Possui a cabeça, duas pernas, uma ponta seca (eixo de rotação) e uma grafitada.

pernas, uma ponta seca (eixo de rotação) e uma grafitada. 1.7 – Papel Utilizaremos para os

1.7 – Papel

Utilizaremos para os desenhos de nosso curso o papel Sulfite ou Apergaminhado, lisos. As dimensões e sua margens são padronizados pela ABNT. Os padrões da séria A estão mostrados abaixo.

Formato

Dimensões (mm)

Margens (mm)

Esquerda

Dir., Sup. e Inf.

A0

1189 x 841

 

15

A1

841

x 594

10

A2

594

x 420

25

10

A3

420

x 297

10

A4

297

x 210

5

As margens definem a área que será desenhada do papel e nunca devem ser tocadas. Funcionam como uma moldura.

As informações contidas no projeto ficam anotadas na folha na Legenda(ou carimbo). Não possuem um padrão definido já que devem conter informações necessárias ao desenho em questão considerando suas especificidades.

Temos alguns exemplos:

co nsiderando suas especificidades. Temos alguns exemplos: 1.7.1 - Dobramento Dobrar um desenho é necessário para
co nsiderando suas especificidades. Temos alguns exemplos: 1.7.1 - Dobramento Dobrar um desenho é necessário para

1.7.1 - Dobramento

Dobrar um desenho é necessário para que ele seja armazenado em pastas ou caixas de arquivo, no fim do dobramento o desenho terá as dimensões do formato A4 (210x297 mm).

Todas as ilustrações estão em mm e sem escala.

6
2 – Caligrafia Técnica A caligrafia técnica surgiu com a necessidade da padronização da linguagem

2 – Caligrafia Técnica

A caligrafia técnica surgiu com a necessidade da padronização da linguagem escrita,

visando melhor comunicação e apresentação. Com fontes sóbrias e simples para que a comunicação seja clara e precisa. Com a chegada do computador alguns pensam que uma caligrafia legível é dispensável, o que é um erro. Uma letra ruim dificulta a comunicação, podendo gerar grande prejuízo financeiro e de segurança, por não compreensão das informações passadas.

O padrão no computador é o Romans.

das informações passadas. O padrão no computador é o Romans. No curso arbitraremos um padrão de

No curso arbitraremos um padrão de tamanhos.

Emprego

Altura(mm)

Títulos

5

Sub-Títulos

3

Cotas / Obs.

2

3 - Linhas

As linhas serão consideradas células do desenho, elas irão compor suas formas. As linhas podem ser classificadas segundo:

Forma

elas irão compor suas formas. As linhas podem ser classificadas segundo: Forma Posição relativa ao plano

Posição relativa ao plano horizontal

elas irão compor suas formas. As linhas podem ser classificadas segundo: Forma Posição relativa ao plano

Posição entre elas

Posição entre elas Aparência 4 – Projeções Ortogonal A projeção é uma representação em duas dimensões

Aparência

Posição entre elas Aparência 4 – Projeções Ortogonal A projeção é uma representação em duas dimensões

4 – Projeções Ortogonal

A projeção é uma representação em duas dimensões em duas dimensões, as faces dos objetos, sobre os planos de projeção, sob a condição de que as projetantes sejam paralelas entre si e perpendiculares a esses planos.

planos de projeção, sob a condição de que as projetantes sejam paralelas entre si e perpendiculares

Projeção Vertical (elevação)

É aquela cuja projeção se faz sobre um plano vertical. Esta projeção também é

conhecida como vista frontal, vista lateral, fachada, cortes, etc.

Projeção Horizontal (planta)

É aquela cuja projeção se faz sobre um plano horizontal. Esta projeção também é

conhecida como planta baixa, planta de locação, vista superior, etc.

como planta baixa, planta de locação, vista superior, etc. 5 - Escala A escala é um

5 - Escala

A escala é um valor que possibilita uma abstração da realidade. Imaginar que você

pode segurar um país e uma folha de livro mantendo sua proporção só possível utilizando uma razão matemática.

A escala é adimensional, ou seja, não possui unidade. Se um modelo de carro de

escala de redução 1:40 tem um palmo e meio, isso siguinifica que o carro real tem 60

palmos, considerando as imprecisões que uma medição usando as mãos pode ter.

Imagine que falta um dimensão em uma planta que está na escala de 1:50 e você só possui uma régua dividida em centímetros. Suponha que a distância que a distância medida com a régua foi de 5 centímetros, qual é o valor real.

A resposta da pergunta anterior é simples, basta saber que cada unidade da planta

vale 50 unidades no realidade, isto siguinifica que a distância em questão é de 2,5 metros (250 cm).

As escalas podem ser classificadas como:

Escala Natural ou Real (1/1): quando o desenho possui as mesmas dimensões do objeto que ele representa;

Escala de Redução: quando o desenho possui dimensão menor que o objeto real. O denominador da razão é maior que o numerador. É o caso mais comum em contrução civil;

Escala de Ampliação: Quando o desenho possui dimensões maiores que o objeto real. Nota: Como os escalímetros mis comercializados já trazem algumas escalas cravadas, é comum em projetos a adoção destas escalas. São elas 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100 e 1:125. Devemos usar estas ou seus múltiplos, ou seja 1:200, 1:500, etc.

Em alguns casso as escalas seguem alguns padrões, por exemplo:

Planta Baixa: 1/50 ou 1/100;

Planta de Cobertura: 1/100;

Planta de Situação: 1/500;

Cortes e fachadas: 1:50.

6 - Cotação

Cotação é a ação de informar medidas aos desenhos. Deve ser feita em uma análise criteriosa para que seja concreta e precisa, não sedo toleráveis repetições desnecessárias. Informação em excesso é tão ruim quanto pouca informação, uma cotação confusa pode causar prejuízos financeiro e retrabalho.

6.1 - Elementos Básicos

Cota: é o texto, que traz o valor;

Linha de cota: Linha abaixo da cota;

Linha de chamada: Linha que mostra o local de origem da cota.

o valor; • Linha de cota: Linha abaixo da cota; • Linha de chamada: Linha que

6.2 – Regras

6.2 – Regras • A distância entre a linha de desenho e a linha de cota

A distância entre a linha de desenho e a linha de cota deve estar entre 7 e 10 mm, exceto caso em que outras linha de desenho atrapalhem, como o beiral, por exemplo;

As linhas de chamada devem distar do desenho de 1 a 3 mm e nunca devem tocar o desenho sob o risco de serem confundidas com linhas de desenho;

As linhas de chamada devem ultrapassar a linha de cota, um valor razoável é 3 mm;

A altura do texto de cota deve ser próximo a 2 mm;

As cotas não devem tocar as linhas de cota e sempre que possível devem estar centralizadas;

As cotas devem se posicionar acima da linha de cota quando as cotas são de elementos horizontais e a esquerda em cotas verticais, lendo de baixo pra cima;

Linhas de cotas não devem ser cruzar, a menos que seja imprescindível;

Uma boa cotação possui cotas parciais, sub-totais e totais, nessa ordem;

As cotas totais, sempre que possível, devem fiar no lado superior e esquerda.

As linhas de cota e linhas de chamada são finas.

Veja alguns exemplos:

de vem fiar no lado superior e esquerda. • As linhas de cota e linhas de
6.2.1 – Portas e Vãos • Por meio de frações: o numerador representa a largura

6.2.1 – Portas e Vãos

Por meio de frações: o numerador representa a largura e o denominador é a altura.

Exemplo: 2.10 .80

Por meio de códigos: Arbitramos que cada número acompanhado de letra P representa uma porta ou vão. Estas informações são passadas a uma tabela denominada quadro de esquadrias. Exemplo: P1 = .80x2.10

6.2.2 – Janelas

Por meio de frações: o numerador representa a largura e o denominador é a altura.

Exemplo:

2.00

1.40

Por meio de frações: o numerador representa a largura e a

denominador a altura de peitoril.

Exemplo:

2.00x1.40

1.00

altura

e

o

Por meio de códigos: Arbitramos que cada número acompanhado de letra J representa uma porta ou vão. Estas informações são passadas a uma tabela denominada quadro de esquadrias. Exemplo: J1 = 2.00x1.40

6.2.3 – Pisos

6.2.3 – Pisos As cotas de nível dependem de um referencial de nível (RN), em cômodos

As cotas de nível dependem de um referencial de nível (RN), em cômodos laváveis é comum a aplicação de um desnível de ± 0,02 m. Os desníveis para o esterior deerão ser maiores a depender das condições encontradas no terreno.

7 – Linguagem Gráfica

Em um projeto, seja ele de que natureza for, a diferenciação de linhas é usada para dar destaque ao projeto em questão e informações adicionais, como marcação de cortes. Com a chegada da tecnologia CAD (será vista no módulo II) a gama de espessuras está mais diversificada. Em nosso caso a diferenciação será dada pela espessura e dureza do grafite.

Seguiremos a seguinte convenção:

Lapiseira

Grafite

Espessura

Tonalidade

Representação

0.3

H

Fina

fraca

F.fr

0.3

F

Fina

forte

F.f

0.5

HB

Média

forte

M.f

0.7

B

Grossa

forte

G.f

0.9

2B

Super Grossa

forte

sG.f

8 – Projeto Arquitetônico

É o conjunto de desenhos elaborados após estudos preliminares em conjunto com o conhecimento técnico e criatividade de um profissional da área de construção.

O desenhos que compõem o projeto arquitetônico são gerados por projeções, são eles:

Plantas (projeção horizontal)

o

Baixa

o

Cobertura

o

Locação (pode ser dispensada caso o terreno e edificação tenham formato simples)

o

Situação

Elevações (projeção vertical)

o Cortes

o

Fachadas

O projeto arquitetônico deve ser apresentados na arte final em papel vegetal dentro dos formatos ABNT, plotado em tinta nanquim.

Deve ser disposto dentro deste formato, obedecendo sua projeções. As plantas ficam abaixo das elevações.

Quando todos os desenhos não cabem em um só formato ele será distribuído em mais folhas (“pranchas”) e a numeração de cada uma trará uma fração onde o numerador é o número da prancha e o denominador é o total de pranchas existentes. Exemplo: 2/10 (prancha n° 2 de um total de 10), 5/7 (prancha n° 5 de um total de 7).

Convenção para elementos cortados, adotado nas plantas e elevações:

de 10), 5/7 (prancha n° 5 de um total de 7). Convenção para elementos cortados, adotado
9 - Plantas 9.1 – Planta Baixa É a vista superior produzida por um corte

9 - Plantas

9.1 – Planta Baixa

É a vista superior produzida por um corte horizontal feito na edificação, em uma

altura média de 1,50 m. Feita a seção retira-se a parte superior e o resultado é a

planta baixa. Normalmente desenhada na escala 1:50.

é a planta baixa. Normalmente desenhada na escala 1:50. 9.2 – Planta Situação É a vista

9.2 – Planta Situação

É a vista superior da região onde a edificação será executada, contendo o terreno e

a projeção da edificação no mesmo, alguns lotes vizinhos, via frontal. Caso a

projeção da construção seja muito detalhada ou irregular devemos gerar uma Planta

de Locação, feita usualmente em 1/100.

Normalmente a planta de Situação está na Escala 1/500 e nela devem estr as seguintes informações:

Lotes numerados

Nomes das quadras

Nome da rua ou avenida

Nomes do bairro, município e estado

Indicação da direção do norte

Distância da esquina mais próxima

Dimensões do lote

Dimensão da rua ou avenida confrontante

Afastamentos

Percentual de ocupação

Nota: O percentual de ocupação é obtido dividindo a área da projeção da construção sobre a área do terreno. O valor e expresso em porcentagem.

9.3 – Planta Cobertura

É a vista superior do telhado da edificação, no qual são mostrados os sentidos de

quedas das águas, os beirais, as platibandas, a caixa d’água, alem do tipo de telha e

inclinação do telhado(expressa em porcentagem). Algumas coisas que sempre devem ser observadas em uma Planta de Cobertura:

Cotar os beirais (quando iguais basta cotar um só)

Cotar a cumeeira

Marcar o cortes

Quando projetar o telhado considerar a altura para o cobrimento (se for interesse do projeto) da caixa d’água mais espaço pra visita

Altura do fundo da caixa d’água até a laje deve ser de, no mínimo, 50 cm

Caso o telhado seja em varias águas o espessura do grafite deve ser alterada, utilizando maior espessura para as peças mais altas

10 - Corte

A função do corte é mostrar os elementos horizontais, como pés direito, vergas,

peitoril, espelho de escadas, lajes, revestimentos, bancadas, entre outros, imperceptíveis na Planta Baixa.

Normalmente o Corte e plotado na escala 1/50.

Devemos fazer no mínimo dois Cortes por projeto e o local deve ser demarcado anteriormente na Planta Baixa e de Cobertura em locais escolhidos após criteriosa escolha visando contemplar o maior número de Elementos Verticais.

Seção da Planta Seção de Corte Em um corte devem estar os seguintes elementos: •

Seção da Planta

Seção de Corte

Em um corte devem estar os seguintes elementos:

Pé direito (distância entre o piso e o teto)

Peitoril (distância entre o piso e a base da janela)

Verga (Elemento acima da janela)

Distância de verga (distância entre a parte superior da janela e o teto)

Nota:

Não devemos cotar elementos estruturais como lajes e vigas, para efeito de desenho utiliza 10 cm para lajes.

10. 1 - Marcadores

Para identificação dos corte lha daremos nomes com letras, que devem ser colocadas da esquerda para a direita dependendo da posição do observador.

para a direita dependendo da posição do observador. 11 - Fachada Tipo de elevação que mostra

11 - Fachada

Tipo de elevação que mostra a parte externa da edificação, geralmente na escala 1/50. As fachadas não são cotadas, e deve existir um desenho de fachada para frente de cada logradouro público, ou seja,uma edificação em que o lote é de esquina , obrigatoriamente devemos desenhar as duas fachadas de frente para as ruas, o que não impede de desenhar as demais.

A fachada de frente para o logradouro público será chamada de principal, as demais lateral esquerda, lateral direita e dos fundos.