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UNIVERSIDADE FERDERAL DO TOCANTINS UFT

PROGRAMA ESCOLA DE GESTORES

Curso de Pós-Graduação em Coordenação Pedagógica

O PROFESSOR E O DESAFIO DO LAPTOP EM SALA DE AULA

Maria Aparecida Rodrigues dos Santos*

* Graduada em Pedagogia pela Universidade do Tocantins-To

RESUMO

A pesquisa trata sobre a importância da criatividade do professor, aliada à consciência das funções dos componentes da aprendizagem e das características particulares dos diferentes recursos, é o elemento fundamental para que, cada vez mais, se torne eficaz a sua atuação no processo da aprendizagem. A experiência apresentada refere-se à coleta de dados de professores que utilizam o laptop educacional como ferramenta de aprendizagem com objetivo de desenvolver habilidades intelectuais e cognitivas, levando o educando a explorar suas potencialidades, criando autonomia na aprendizagem.

Palavra-chave: Laptop; Ação do Professor; Desafios e Expectativas

1. INTRODUÇÃO

Com a exigência de novos paradigmas educacionais, os governos da esfera municipal, estadual e federal têm feito grandes investimentos em equipamentos tecnológicos para as escolas, bem como a conexão banda larga a fim de melhorar a qualidade de ensino e possibilitar o ingresso dos alunos na cultura digital, preparando os cidadãos para melhores condições de inserção no mercado de trabalho. A pesquisa ora apresentada busca entender os princípios norteadores do Projeto UCA (Um computador por Aluno) que é um projeto de iniciativa do Governo Federal que tem em sua meta a disseminação de uso pedagógico da tecnologia digital. A experiência apresentada refere-se à coleta de dados de professores que fazem parte do corpo docente da Escola Municipal Professora Luzia Tavares, na tentativa de perceber as perspectivas e desafios enfrentados no que diz respeito à utilização do laptop na sala. Essas experiências tiveram início a partir do momento que a escola foi contemplada com o projeto. A visão de utilização dos recursos tecnológicos na sala de aula vai além de aspectos técnicos e fazem parte da perspectiva de formação humana dentro das especificidades da sociedade contemporânea, que exige um novo paradigma educacional mediado pelo computador. Nesse sentido a ação do professor na sala de aula com a utilização dos recursos interativos é de fundamental importância.

* Graduada em Pedagogia pela Universidade do Tocantins-To

O Projeto UCA traz uma nova forma de utilização das tecnologias digitais na escola, uma vez que proporciona a cada aluno um laptop com conexão a internet para realização de atividades pedagógicas em sala de aula. Durante a pesquisa foi buscado destacar as potencialidades dos recursos interativos na aprendizagem, para justificar que o laptop conectado nas mãos dos estudantes podem ser ferramentas importantes no processo de aprendizagem, sendo que o principal ponto está na ação do professor, na forma de como ele acolhe a ferramenta e planeja suas aulas, com objetivos claros daquilo que pretende desenvolver nos alunos, que é uma educação de qualidade. Pensando nisso a coordenação do Projeto ofereceu durante o ano de 2010/2011 uma formação continuada da equipe pedagógica.

A formação dos professores visa o desenvolvimento da aprendizagem significativa e contextualizada, permitindo aos aprendizes ativos o uso de habilidades, a expressão da criatividade e a capacidade da crítica. O laptop passa a ser um suporte para o desenvolvimento de habilidades e competências básicas previstas na formação do cidadão crítico e participativo.

Este artigo apresenta e discute os principais resultados de uma pesquisa quantitativa

realizada pelos coordenadores pedagógicos da Escola Municipal Professora Luzia Tavares, com

a participação dos professores que atuam na referida Unidade Escolar e investiga o uso do

laptop educacional e da internet como recurso pedagógico para utilização em sala de aula.

O artigo apresenta um breve referencial teórico que embasou a investigação e as análises,

a metodologia para elaboração e aplicação do instrumento de coletas de dados e a partir da

análise dos dados coletados, aponta alguns indícios e problemas, bem como apresenta sugestões de possíveis ações.

Ao implantar o Projeto Um Computador por aluno, surge-se a necessidade de a discussão sobre

a formação do professor, condição necessária e primordial para construção de um modelo

educacional com o professor como mediador do processo de aprendizagem e não somente como mero transmissor de informações. É uma situação onde o professor tem a oportunidade de estar refletindo sobre sua prática e também possa estar construindo novas formas de ação que possibilitem não só lidar com essa nova realidade, como também construí-la.

De acordo com Valente (1997b;1998), o computador é uma ferramenta que pode auxiliar o professor a promover aprendizagem, autonomia e criatividade do aluno. Porém, para que isso venha acontecer é preciso que o professor assuma o papel de mediador da interação entre aluno, conhecimento e computador, o que supõe formação para exercício deste papel.

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O foco do projeto não é só a inclusão digital dos alunos, mas a inclusão dos professores

e dos pais. Os alunos denominados “nativos digitais” não são a parte fundamental da formação para o uso do laptop, mas os professores, muitos deles com dificuldades na apropriação tecnologia do computador.

O processo de gestão de tecnologias que assinala Vieira (2007) trata da necessidade de se criar condições necessárias de uma cultura favorável à mudança, refere-se ao

desenvolvimento de uma estrutura organizacional adequada. Isso requer mudanças no ambiente escolar e no ambiente externo à escola, surge a demanda por um perfil de gestor escolar que seja capaz de gerenciar ambientes cada vez mais complexo, com manejos de tecnologias emergentes

e que tenha visão em longo prazo.

Segundo Valente (1997b),

A formação do professor deve lhe permitir condições para que ele construa conhecimento sobre as técnicas computacionais, entenda por que e como integrar o computador na sua prática pedagógica e seja capaz de superar de ordem administrativa e pedagógica. Essa prática possibilita a transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo e voltado para a resolução de problemas específicos de interesse de cada aluno. Finalmente, deve-se criar condições para que o professor saiba contextualizar o aprendizado e a experiência vivida durante a sua formação para a realidade de sala de aula compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir”.

Para D’Ambrósio (1999 p.5), educação é ação. Um princípio básico é que toda ação inteligente se realiza por meio de estratégias que são definidas a partir de informações da realidade. Portando, a prática educativa, como ação, também estará amparada em estratégias que permitem atingir as grandes metas da educação. As estratégias, todavia estão apoiados em ferramentas, recursos que viabilizam sua realização. Sabemos que agora mais do que nunca o professores estão recorrendo à tecnologia. Ao contrário de que muitos pensam de que a informática facilita o processo de ensino-aprendizagem, o computador dificulta o processo, podendo enriquecer ambientes de aprendizagem, onde o aluno, interagindo com os objetos desse ambiente, tem chance de construir o seu conhecimento. O conhecimento não é repassado para o aluno, ele não é mais instruído, ensinado, mas construtor de seu próprio conhecimento.

Conforme Valente (1998), o computador tem sido usado na educação como máquina de ensinar que consiste na informatização dos métodos de ensino tradicionais; o professor

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implementa no computador uma série de informação que devem ser passadas ao aluno, na forma tutorial, exercício e prática ou jogo. Desta forma o computador não contribui para a construção do conhecimento, pois a informação não é processada, mas simplesmente memorizada. A abordagem denominada por Papert de construtivismo permite que o aprendiz possa construir seu conhecimento através do computador.Segundo essa concepção, a construção só acontece quando o aluno constrói um objeto de se interesse, um texto, um programa, etc. Para Valente (1998), a diferença entre a teoria de Piaget e construtivismo de Papert é que o conhecimento é construído através do computador, o computador é utilizado como uma ferramenta de aprendizagem.

A introdução dos recursos tecnológicos na educação, segundo uma concepção construtivista, tem ocasionado o questionamento dos métodos e práticas educacionais uma vez que as mesmas devem ser utilizadas como catalisadores de uma mudança do paradigma educacional. Um paradigma que promova a aprendizagem ao invés do ensino, que coloque no centro do processo o aprendiz, que possibilite ao professor refletir sobre sua prática e compreender que a aprendizagem não é um processo de transferência de conhecimento, mas de construção do conhecimento, que se efetiva através do engajamento intelectual do aprendiz como um todo.

A simples utilização do computador por professores e alunos nem sempre garantem abordagens inovadoras no processo ensino-aprendizagem, pois o uso do computador e os recursos das TIC a ele associados podem acontecer de duas maneiras: 1º Para tornar mais fáceis as rotinas de ensinar e aprender, nesse caso o computador estaria sendo utilizado como máquina de ensinar e repetindo os mesmos esquemas do ensino tradicional; 2º Como organizador de ambientes de aprendizagem onde os alunos são encorajados a resolverem situações-problemas e

o professor capaz de identificar e acatar o estilo de pensamento de cada um.

Tereza Cristina Jordão em um artigo ao Programa Salto para o Futuro diz que:

“Os recursos digitais de aprendizagem, também chamados objetos de aprendizagem, são ótimos para apoiar a prática dos professores preocupados em motivar seus alunos para que participem, de forma efetiva, do processo de ensino e aprendizagem”.

Nesse sentido o professor deve mudar sua forma de pensar e agir na educação, pois existe uma grande tendência de repetição, em sala de aula, dos modelos que funcionaram na aprendizagem deste. O professor precisa ser um pesquisador permanente, que busca novas formas de ensinar e apoiar alunos em seu processo de aprendizagem.

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Muito tem se falado sobre a formação dos professores para a utilização de mídias na sala de aula, mas este não é o nosso objetivo neste trabalho, demandaria uma pesquisa diferente. No entanto, para utilizar os recursos digitais nas aulas, os professores precisam de uma formação pedagógica para tal, Pedro Demo diz que:

O professor precisa, com absoluta ênfase, de oportunidades de recuperar a competência, de preferência a cada semestre, através de cursos longos (pelo menos de 80 horas), nos quais se possa pesquisar controlar, elaborar, discutir de modo argumentado, (re) fazer propostas e contrapropostas, formular projeto pedagógico próprio, e assim por diante. (2002, p. 51).

Para que a tecnologia exerça seu real potencial na sala de aula, a ação do professor deve ser a de permanente estudo teórico e prático, caso contrário, corre-se o risco de fazer dos recursos tecnológicos as mesmas funções com as quais já é utilizado o quadro de giz.

Nesta perspectiva, ensinar por meio de tecnologias digitais deve ter como principal objetivo ajudar o aluno a entender melhor aquilo o professor não conseguirá apenas com a verbalização, assim, um dos grandes desafios para o educador é ajudar a tornar a informação significativa, a escolher as informações verdadeiramente importantes entre tantas possibilidades, a compreendê-las de forma cada vez mais abrangente e profunda. (Moran, 2009, p. 23)

2. O PROFESSOR E O DESAFIO DO LAPTOP EM SALA DE AULA

Esta seção apresenta a metodologia adotada para condução desta pesquisa que foi realizada de forma documental e de campo na escola Municipal Professora Luzia Tavares em Paraíso do Tocantins.

A escola Municipal Professora Luzia Tavares foi fundada em 1990, atende entre 300 a 400 alunos atualmente, sendo alunos do Ensino Fundamental de 9 anos , compreendido em 6º ao 9º ano. A história da escola encontra-se no blog criado recentemente para divulgar atividades relativas à implantação do Projeto UCA:

A Escola Municipal Professora Luzia Tavares foi criada em

outubro de 1990, através da lei de criação e denominação nº. 555/90 de 20 de dezembro de 1990. Reconhecida pela portaria seduc nº. 2.969 de 25 de maio de 2007. O nome da escola foi

em homenagem póstuma a professora Luzia Tavares da Silva.

A escola iniciou suas atividades acadêmicas em 1991.

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(Disponível

em:

Situada no Setor Pouso Alegre em Paraíso do Tocantins, atende uma clientela

de classe baixa e média baixa. São alunos, em sua maioria de famílias carentes de tudo.

Nesse sentido o projeto UCA vem oportunizar a esta clientela uma inclusão digital,

associando-se a uma proposta de educação de qualidade.

Em 2008 a escola foi contemplada com o Projeto UCA. A escola recebeu 365

laptops em julho de 2010. A partir da chegada dos laptop na Unidade Escolar, foi dado

início também uma formação para o aperfeiçoamento da equipe pedagógica, no que diz

respeito a utilização desse recurso.

A formação dos professores para atender ao Projeto UCA, vai além das

perspectivas de formação técnica de apropriação tecnológica do laptop, abrange a

perspectiva de formação humana para a criação de estratégias inovadoras que atenda aos

anseios da sociedade contemporânea mediada pelo computador. Isso porque a estrutura

educacional vigente ainda não se encontra preparada para mudanças estruturais de

funcionamento no que se refere a espaços e tempos escolares para atender as novas

demandas de práticas pedagógicas mediadas pelas tecnológicas emergentes.

Na Escola Municipal Professora Luzia Tavares, em Paraíso do Tocantins o

primeiro momento de implantação do Projeto UCA, trouxe expectativas e desafios para

todos os agentes escolares, desde a equipe de gestores ao corpo docente e discente da

Unidade Escolar. O corpo discente, o anseio de poder mexer no laptop, de manuseá-lo.

O corpo docente o desafio de aprender algo novo, de levar novas estratégias à sala de

aula. Aliado às reais expectativas dos professores encontra-se o desafio, o medo do

novo, o medo de não conseguir aprender o suficiente para sentir-se seguro para levar o

laptop para os alunos. Através dos depoimentos no dia-a-dia e durante as formações,

percebe-se que os professores estão abertos às novas aprendizagens e que entendem a

necessidade de novas práticas pedagógicas aliadas ao uso do computador na sala de

aula.

Nos primeiros contatos que os alunos tiveram com os laptops educacionais em sala de aula ouvimos da aluna Ana Lícia do 6º ano o seguinte relato:

Achei muito bom, nossa escola receber esse projeto, pois acredito que ao utilizar o computador também na escola poderei estar ampliando meu

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conhecimento, além de conhecer o programa instalado no Laptop que é o Metasys, que tem várias ferramentas interessantes.

O laptop Educacional é uma ferramenta de grande potencial na escola, desde que os professores e toda equipe estejam abertos a novas aprendizagens e a testar na prática a utilização deste recurso na aprendizagem, para que se possa assinalar através dos resultados finais de rendimento escolar a função que essa ferramenta poderá exercer no contexto escolar. Desde a implantação do Projeto na Escola essa ferramenta vem sendo utilizadas pela equipe docente, diante disto sentimos a necessidade de verificar os positivos e negativos quanto ao uso do computador em sala de aula. Dentre os pontos positivos podemos dizer que houve um maior entrosamento entre professores e alunos, a formação de alunos monitores que auxiliam nas tarefas, realização de projetos, envolvimento da comunidade e também ocorre o protagonismo científico do corpo docente e discente. Quanto aos pontos negativos observei que acontecem problemas em relação de conectividade com internet quando uma atividade foi planejada, falta suporte pedagógico para os professores, o tempo para o planejamento das aulas é insuficiente, os aspectos físicos da escola não são adequados. Durante a pesquisa a Coordenadora do Projeto UCA na escola levantou dados em relação aos quantitativos de utilização dos laptops por professores como recurso na sala de aula. Podemos analisar esse quantitativo observando os gráficos a seguir

3. GRÁFICO REFERENTE AO 1º BISMESTRE/2011

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Fonte: blog da escola, disponível em http://luziatavares.blogspot.com Fonte: blog da escola, disponível em

Fonte: blog da escola, disponível em http://luziatavares.blogspot.com

da escola, disponível em http://luziatavares.blogspot.com Fonte: blog da escola, disponível em

Fonte: blog da escola, disponível em http://luziatavares.blogspot.com

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Como podemos observar o uso do laptop no 1º bimestre de 2011, a disciplina que mais utilizou o recurso foi a de geografia e um pouco menos matemática, porém todas as disciplinas utilizaram o computador de alguma forma. No que se refere ao 2º bimestre/20011, vemos que a disciplina que mais utilizou foi Língua Portuguesa e Ciências, já na disciplina de arte não foi utilizado. Na utilização do computador como recurso pedagógico para repasse de conteúdos aos alunos o professor se depara com uma realidade diferente daquela que habitualmente está acostumado porque entre o aluno e o professor há a máquina. Dessa forma o professor passa a ser o facilitador do processo ensino-aprendizagem, ele irá coordenar o processo e os alunos irão interagir com a máquina para aquisição do conhecimento. O professor ao planejar uma aula utilizando os computadores, precisa estar seguro e dominar aquilo que vai trabalhar, pois sabemos que as máquinas podem falhar e ocasionar imprevistos havendo necessidade de mudança no planejamento. No início da implantação do Projeto, podemos ver por meio de depoimentos, que alguns professores no primeiro momento encontraram algumas dificuldades. A professora de Ciências das turmas do 6º ano e 7º ano acredita que no início da implantação do projeto, não ter encontrado muitas dificuldades, apesar de não saber manusear praticamente nada, nem o computador e nem os programas existentes. Mas sentiu que com o passa dos trabalhos e das aulas, essas dificuldades foram sendo diminuídas. Evangelista disse:

“Eu achei que mudou bastante a forma de fixação do conteúdo, pois em sala de aula, o aluno recorda-se, ainda, do que visualizou na tela. É bom ter esta nova opção de fixação e avaliação, pois o aluno já sai da sala com o valor obtido, além de ser menos trabalhoso para o professor”.

A professora de Língua Portuguesa desenvolveu o Projeto na turma do 9ª ano com o tema: “Leitura e Escrita para inserção social” fez questão de frisar o trabalho, por ela realizado, utilizando o computador.

Os alunos pesquisaram na internet e escolheram

uma poesia e copiaram no processador de texto, em seguida foi realizada uma leitura individualizada das poesias escolhidas por eles. Após a leitura foi feito uma produção de uma poesia coletiva, utilizando o processador e a projeção desta construção, fazendo as

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adequações necessárias de concordâncias com a turma. Ao terminar foi impresso esta poesia e entregue a cada um.”

Iolanda e Ana Maria, professoras de matemática do 6º ao 9º ano do ensino fundamental comentaram que os alunos fizeram várias aulas, realizando as seguintes atividades: desafios matemáticos e revisão de exercícios e, ainda trabalharam com outros softwares educativos de matemática. A professora Ana Maria disse:

A

professora

também

falou

expectativas quanto ao uso desse recurso:

A atividade que achei bastante interessante foi à

construção de gráficos e tabelas. Recursos usados para o fechamento de uma pesquisa na internet.”

sobre

as

dificuldades

encontradas

e

suas

“As dificuldades encontradas é somente, em relação ao uso da internet, pois tem dia que não se consegue a conexão e muitas vezes é muito lenta e as minhas perspectivas é que o uso dessa ferramenta facilite o trabalho e a aprendizagem e também que possamos alcançar com mais rapidez o índice alcançado.”

O uso de um laptop por aluno, para os alunos tem um efeito, para os professores outro. Para os últimos a prática pedagógica com a mídia digital contida nos laptops através da conexão com a internet e os softwares que estão no notebook, precisam ser objetos de aprendizagem. E para isso é necessário que o professor descubra possibilidades de inserção desses objetos nos conteúdos curriculares. E muito comum ouvir o aluno pedir para mexer no computador, para ele significa jogar, ouvir música, se conectar com sítios de relacionamentos e bate papo. Mas para o professor, cada uma dessas ferramentas constitui um espaço de estudo de como eles podem ser inseridos na prática da sala de aula. E isso é ainda um desafio da formação do professor para o uso pedagógico do laptop na sala de aula. Conforme o depoimento dos professores perante o questionário respondido durante a pesquisa em relação aos pontos negativos encontrados até o término da

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pesquisa, foi sugerido pelos professores algumas sugestões para que melhore o interesse

em utilizar o recurso em suas aulas:

Adequação do ambiente físico;

Aumentar à quantidade de megas do acesso a internet, para tornar o acesso mais

rápido;

Tempo maior para o planejamento das aulas em que serão utilizados os laptops.

4. CONCLUSÃO

A tecnologia digital invade a sociedade e a escola não poderá ficar imune.

Quando se fala em escola trata-se dos professores, dos alunos, dos pais e das equipes de

acompanhamento, portanto todas essas pessoas precisam acreditar em um projeto de

formação que atingirá o aluno na sociedade contemporânea, uma vez que os índices de

rendimento precisam avançar. E esse avanço depende entre outros aspectos da formação

dos professores.

A pesquisa aqui apresentada, com dados empíricos sobre a importância do

laptop educacional como recurso metodológico, defende a idéia de que para que o

projeto seja efetivado com melhores resultados, tanto na formação dos professores como

em atividades na sala de aula, carece de mudanças que podem ser desde a estrutura da

escola, quanto de ações estratégicas de estudo individuais e coletivas dos professores.

Isso porque a formação do professor precisa de espaço e tempo para acontecer

Outro fator que merece nossa atenção é a organização estrutural da escola.

Quando uma instituição abraça um projeto com este propósito a estrutura da escola

precisa de alguns ajustes. Seja no calendário, na carga horária de cada professor ou nas

estratégias de estudo coletivo e individual dos cursistas. A Secretaria não poderá olhar

da mesma forma todas as escolas, mesmo que elas sigam o mesmo sistema de ensino, o

mesmo currículo. E preciso que toda a equipe de acompanhamento da escola, bem como

da secretaria estejam voltados para o projeto.

Conclui-se que o laptop educacional conectado nas mãos dos alunos a partir de

um planejamento sistematizado do professor se configura em oportunidades impar no

contexto da sociedade contemporânea, além de vencer o desafio de elevar os índices de

desenvolvimento humano.

* Graduada em Pedagogia pela Universidade do Tocantins-To

5. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, M. Elizabeth. Informática e formação de professores. Ministério da Educação. Brasília, 2000 (Série de estudos/ Educação à Distância.).

BRASIL, Ministério da Educação. Cartilha do Projeto UCA. Brasília/Escola Superior RNP, 2010.

D’AMBRÓSIO, U. Educação para uma sociedade em transição. Campinas, SP:

Papirus, 1999.

MORAN José Manoel. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 16ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2009.

PARPET, Seymour. A Máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto Alegre: Artes médicas, 1994.

VALENTE, José Armando (et all.) Aprendizagens na era das tecnologias digitais. São Paulo: Cortez, 2007.

VALENTE, José Armando. Porquê o computador na Educação.In: Proinfo.

VALENTE,

Unicamp, 1993

José

Armando.

Computadores

e

conhecimento.

Campinas:

Gráfica

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ANEXOS

QUESTIONÁRIO 1

Prezados Professores, da Escola Municipal Professora Luzia Tavares

Com o objetivo de concluir um trabalho de Conclusão de curso da Especialização em Coordenação Pedagógica que tem como tema: O uso do laptop educacional como recurso metodológico,

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peço por gentileza que responda ao questionário ora apresentado para que possamos analisar o processo de utilização do laptop educacional como recurso metodológico na sala de aula.

1.

Série que leciona:

 

Disciplinas:

 

2.

Turno de trabalho:

 

(

) Matutino

(

) Vespertino

3.

Horas de trabalho semanal em sala de aula: (

)20 horas (

) 40 horas ( ) 60 horas

4.

Escolas em que trabalha: (

)Uma

(

) Duas

(

) três

(

) mais

5.

Tem acesso a computador em:

 

(

) Em casa (

) Na escola

6.

Tem acesso à internet. (

) Em casa (

) Na escola

 

7.

Dificuldades encontradas na Utilização dos Laptops em sala de aula.

8.

Qual a sua perspectiva em relação a esse recurso?

 

9.

O que você acha que precisa ser feito para um melhor desenvolvimento em relação a esses recursos

multimidiáticos?

10- Cite uma experiência vivenciada em sala de aula com o uso do laptop educacional, como recuso metodológico.

Obrigada por sua contribuição. Maria Aparecida R. Santos

QUESTIONÁRIO 2

* Graduada em Pedagogia pela Universidade do Tocantins-To

Pesquisa realizada para verificação do uso do laptop educacional classmate do Projeto UCA na Escola Municipal Professora Luzia Tavares pelos professores do Ensino Fundamental II.

Modalidades de utilização dos laptops pelos professores

Modalidade

sim

não

Processador de textos (kword)

Planílha eletrônica (kspread)

Pesquisa na internet

Processador gráfico (kshart)

Sites de jogos

Sites educacionais

Jogos do metasys

Tuxpaint

FOTOS

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Fonte: blog da escola, disponível em http://luziatavares.blogspot.com Fonte: blog da escola, disponível em

Fonte: blog da escola, disponível em http://luziatavares.blogspot.com

da escola, disponível em http://luziatavares.blogspot.com Fonte: blog da escola, disponível em

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