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e q uipad a co m um enrol a - I do 20 · do e i xo da bobi n a . ) um t o rque co nt í nuo , un i -

4

Motores de Indução Trifásicos

U m a característica q u e d ist in gue os motores de indução é que ele s são m á quinas com e x citação

L .

única . E m bora t a i s má quin as sejam eq uip a d as t a nto com um enrola m ento de campo como com um en -

ro l a m e n to d e a r mad ur a , em condições n or m a i s de utilização a fonte de energ i a é conecta da a um único enrola m ento , o enrolamento de camp o . As correntes circulam no enrolamento de armadura por indução,

o q u e cria uma distribuição arnp ê re - cond u tor que i nterage com a di s tribuição de campo para pr o duzir

um t o r que l í quid o unidirecion al. A freqüência da corrente indu zida no condutor é ditada pela v elocida -

de do rotor na qual e s tá co l ocada ; contud o , a relaç ã o entre a velocidade do rotor e a freqü ê n c i a d a cor - rente de armadu ra é ta l que dá um a di stribui ç ã o a mp ê re - condutor r e s ultante que é e s tacion á r ia e m r ela- ção à distribui ção do campo . Como r es u l tado , a máquina de indução com e x citaçã o úni ca é c apaz de produzir torque a qu a lquer veloci da de a b a i xo da v elocidad e s in c rona' , Por e ss a razão , a m á quina de indução é class i f icada como uma m á quina ass ín c r o na . Em contraste , máquin as s in c ron as s ão di s posi -

ti v os e l etromec â nico s de con v ersão de energia no s qu a i s o torque l í quido pode s er produzido em apenas

uma ' v e l oci d a de do rotor . A c a racterística q u e distin g ue a máquina sín c rona é que ela é um d i s positivo com excitação dupla , exce t o quando está sendo usada comó um motor de relutância. Os aspectos mais importante s de construção dos motores de indução trifá sico s e s t ã o de s critos na

Seç ã o 3 - 3 . Sen d o o motor de indução um a m á qu i na com excitação única , é nece ss ário que tanto a cor - rente de magneti z ação como a component e de pot ê ncia da corrent e circulem n a mes ma r ede . A lém dis -

s o , de v ido à pre s ença de um entr ef erro no circuito magnétic o da máquin a d e induç ão , um v al o r a prec i á -

ve l de corrente de magnetiza ç ão é ne c e ssári o pa ra e s tabelecer o f luxo p or p ó l o s olici tado p e l a ten s ão

apl i cada . Norm a lmente , o va l o r da corrente de m a gnetiza ç ão par a os motore s d e i ndu ç ão t rif á s ic o s f i ca

' A ve l oc idade s ín c r o n a é d e t e rminad a

pr o j e t ad a . E s t a s g r a nd e z a s es t ã o rel a c i o n a da s

p e l a f r e qü ê n cia d a f o n te ap li ca d a ao e nrolamen t o

p e l a Eq. (3 · 33 ) . D est a f o rm a ,

d e ca mpo e p e l o n úm e r o d e pólo s pa ra o qu a l a m á q ui na é

v

el oc id a d e s ín c r o na = 120jlp = " ,

" T eo ri ca m e nt e , ex i s t em dua s v elo c id a d e s do ro t or n a s qu ais u m t o r que líqui d o di fere nt e d e ze ro p o de e x i stir . m a s n a seg un da v e l o c id a d e u m a co r -

r e nte e n o rm e ci r cu l a , o q u e t o m a a o p e r ação

in v i áv el .

136

Moto r es de I ndução Trifásicos C a pítul o 4

entre 25% e 40% da corrente nominal . Conseqüentemente, o motor de indução opera com baixo f ator de potência para cargas l ev e s e com fator d e potência menor que a unidade , na v izinhança da potência nominal . Vamos nos ocupar, neste c a pítulo , c om a descrição da teoria de operação e as caracterí s ticas de desempenho do motor de indução trifásico . Nosso estudo começa com uma e x plicação de como um campo magnético girante é obtido com um enrola mento trifás ico . Afinal, é este campo que é a forç a motriz por trás dos motores de indução .

4 - 1 O CAMPO MAGNÉTICO GIRANTE

A aplicação d e uma tensão trifásic a ao enrolamento tri f ás i c o do e s t a tor d o motor de i ndução cria um campo m a gnétic o girante que, por efeito de transformador , indu z uma f em de t rabalho no enrola - mento do rotor . A fem induzi da no roto r é chamada de fem de tra b a lh o p o rque fa z uma c orrente cir cular atravé s dos condutores d o enrolamento d e armadura . Est a s e a ss oc ia com a o nd a de densid a de de flux o girante para p r oduzir torque , de aco r do com a Eq . (3-27 ) . Con s eqü e ntem e nte, podemos con s i d erar o campo girante como a chave para a opera çã o do motor de indu çã o . O campo magnético girante é produzido por contribuiç õe s de enrola mento s de fase de s locados no espa ç o conduzind o c orrente s apropri ada s de s locada s no tempo. Par a c ompreender e s t a a f i rm açã o , v a-

mos dirigir nossa aten ç ão à s Figs. 4 - 1 e 4 - 2 . Na Fig . 4-1 aparecem a s c orrentes trifá s ica s, que s ã o s upos-

que estas correntes estão de s locada s no

tempo pelo equi v a lente a 1 20 gr a u s elétrico s . Na Fig. 4-2 estão representados a estrutura do estator e o enrolamento trif ásico . Observe-se que cada fase (normalmente distribuída a cada 60 graus elétricos) está repres entada , por conveniência , por um a única bobina. Desta forma , a bobina a-a' representa o enrola- mento completo da fa s e a , tendo s eu eixo do fluxo dirigido ao longo da v ertical. Isso s ignifica que s em- pre que a fase a conduz uma corrente , ela produz um campo de fluxo direcionado ao longo do eixo v er-

tical- para cima ou para baixo. A regra d a mão direita prontamente verifica es s a a f irmati va. De modo

similar , o eixo do fluxo da fa s e b está de s locado de 120 graus elé tricos da fase a e o da fase c es tá des -

l ocado de 120 graus elétricos da fase b . As letras s em a notação primo se referem ao terminal inicial de

cada fase. Vamos estudar a determinação do módulo e do sentido do campo de fluxo re su lta nte correspon- dente ao instante de tempo t i da Fig. 4 -1 . Ne s te in s tante , a corrente na fase a está n o s eu valor positivo máximo , enquant o a s correntes d a s f as es b e c e s tão na metade do seu va lor negati v o máximo. Na Fig . 4-2 é suposto arbitrariamente que , quand o a corrente numa determinada f ase é positiv a , ela circula para fora do papel , com relação ao s condutore s s em primo . Desta forma , v isto qu e , no tempo t i ' ia é positi v a , um ponto é u s ado no condutor a. ( Ver Fig. 4 -2 (a ) . ) Evidentemente , uma cruz é u s ada para a' , porqu e ela representa a conexão de reto r no . Então , pela regra da mão direita , segue-s e que a fa s e a produz uma contribuiç ã o de fluxo dir e cionada p a ra cima , ao longo da vertical. Além di ss o , o módulo dest a contri - buição é o v alor máximo , porque a corrente e s tá no máximo . Portanto , <p = <I>, onde <I > é o fluxo má - ximo por pólo da fa s e a . É importante entender que a fase a produz na ~e a lid~de um ~ ~mpo de fluxo

tas como c irculando nas fase s a , b e c, respectivamente . Note-se

\

\

\

.

X

r >.

<;»

/

\ \

\

Fig. 4-1 . Corrente s trifásicas alternadas equilibradas

t rifásico total é obtida oresso algebricamente,

[

- 120 ° )

- 2 40 ° )]

( 4 - 5)

( 4 - 6)

) ]

( 4-7)

r

c I á r o que o s e gundo ,

n

v a l or l íq uido igual a

( 4-8 )

r r espond ê n cia co m o s c a m p o s a l t er na do s dá

f as e. I s so é con s istente

l e y e r n os ag or a mo s trar

ia a = 30 ° e in v estigar

a ra a = 30 ° , obtemos :

,

Seção 4 - 2 Escorr ega m e n t o do M o t o r de Induç ã o

141

• ••• •_

a , ângulo no es p aço / I / I / I I I
a , ângulo no es p aço
/
I
/
I
/
I
I
I
,-
/
I
••
tII

Fig. 4 - 4. Demo n stração gráf i ca

d e que a Eq . (4 - 8) é a expre s são de uma ond a trafegante .

por 90 ° , para a posição 3. Por conseguinte , a Eq . ( 4 - 8 ) repre s enta efeti vamente a equação de uma onda trafegante, envo l vendo uma f u nção trigonomét r ica . O mesmo raciocínio empregado anteriormente pode ser emprega d o para ilustrar que uma onda trafegante de forma trigonométrica , trafegando na direção negati va de a , le v a a forma co s ( w t + a ) , onde , como ante s , t é a v ariáv el n o t e mpo e a é a v ariável no espaço .

4-2 ESCORREGAMENTO DO MOTOR DE INDUÇÃO

O motor de i ndução trifásico p o de ser c o mparado com o tran s f o rmado r , porque é um di s positivo com uma únic a f onte de energia , que en v ol v e e nlace s de flu x o va riá veis co m r es pe i to a o s e nrolamentos do estator e do rotor . Neste s entido , considere que o rotor é do tipo e nrolado e conectado em Y , como ilustrado na Fig. 4 - 5. Com o enrolamento do r otor em aber t o , nenhum torque pode ser de s envolvido. Portanto , a aplicação de uma ten sã o trifási c a a o enrolamen t o trifá sico do es tat o r d á origem a um campo magnético girante , que corta tanto o enrolamento do estatar como o do rotor n a freqüência da rede.j . O valor eficaz da fem induzida por fa s e do enrolamento do rotor é dada pela Eq. ( 3 - 2 1) c omo

(4-9)

onde o s ubíndice 2 repre s enta a s g randezas d o enr o lamento do r o tor. Ob se r ve que a f reqüênci a do e s t a - tor fi é usada aqui porque o r o to r es t á par a do. Portanto , E 2 é um a fem d e f reqü ê n c i a da r ede . E v idente- mente , o fluxo <I> é o flu x o por pólo, que é comum ao s enrola mento s do e s tat o r e do r o tor . Uma expressã o s imilar d es cre ve o s va lores e f ica zes da fem induzid a p or fa se q u e oc o rre no en r o - lamento do e s t a tor . Desta forma ,

e co n s ta n te de v e tomar d i d a qu e o t emp o pa ssa e nas d es t a f o rm a pode ante, c omo p edido pela r v ê um v a l o r ze ro para I direção po s iti v a de a,

Tensâo

t ri fás i ca ap l icada

E nro l amento do estator

Enr o l amento do roto r

( 4 - 10 )

F ig. 4 -5 . Repr e s en t a ç ão es qu e m á t ica d e u m m o -

tor d e indução trifá s ic o , de r o to r e n r o l a d o . A s

l i nh a s tr ac ejad as indi c a m l ig a çõ e s em c ur to - cir -

c uit o par a o p e r açã o no r m al.

166

Motores d e In du ção Tri fá si cos

Ca p í tu l o 4

Finalmente , o r e s i s t or d e per d as n o núc l eo é deter m in a d o , ca l c ul a nd o - s e primeir a m e nte o va l or d as p e rd as no núcleo de

p

c

= p

O

+

e , e nt ão , o b s er va nd o - se que

F' fw

- 3 [ 2 r

O la c

2

= 75 4-328- 3 ( 5 8 )( 07 ) = 355 4W

",

Po r t a nto , o va lo r d o re s ~ to r d e p er da s n o núcleo é

4-8 CONTROLE DA VElOC I DADE

N a maiori a da s ap l i cações i ndu s t ria is, a caract erís tica d e v e locid a de essenc ia lm e n te cons t a n te d o

mot or d e indução é de s e jáve l . Co ntudo , ex i s tem alguma s ap l icaç õe s ( p o r e xe mpl o , tra n s p orta d oras ,

g uind ast es e ele v ad ores) o nd e a possib ili da de de co nt ro lar a ve l ocid a d e é um fa t or ext r aor d inário. P or

co n seg uin t e , n esta s e ção , inves t i ga r e m o s a t é onde o m otor d e in du ção se p r esta a aj u s te s d e velocidad e ,

s

ob di v er s as c ondiç õe s d e carga .

O

motor d e indu ção com rotor d e gaio l a é es tud a d o p rimei ramente por ser mai s s imp l es , d ev id o à

c

o n s trução fec h ada do s eu en r ol a mento do r o tor, qu e e limin a t o d a a possi b ilida d e de control e a pa rtir

de s t e p o nto. Qualque r co nt ro le q u e seja po ss ível deve s er exercid o a t ra v és do es t a t or. A q ui existe m três

pos s ibilidades , d u a s da s qu a i s são ev id e n tes a partir da Eq . ( 4 - 12 ) . A primeira é alt e r ar af r eqüê n c ia da

red e. À m ed ida q u e a f reqü ê n c ia d a rede é ele v a d a ou reduzid a, a v elo cidade síncrona também a umenta

o

u diminui , o que prop orcio n a u m co ntro l e s a t isfatório. Contud o, o sério d efeito de s te procediment o é

q

~ uma fonte de freqüên c ia v ariáv el não e s tá normalme nt e dispo n ível . A lém di s so , s e tal fonte e xi st i r

no 10Ca1., é n ecessário u m gr u po motor - gerad or , c o m os c o n t ro l es a propria d os e p ot ência n om i n al com -

p a t íve l co m a do mo tor de i n du ç ã o que ele de ve con t rolar. O u trossim , se um a de ns id a de máxima d o

flu xo n o fer r o não de v e s e r excedida à m edida que a f r e qü ê n c i a se r edu z, uma r eduç ã o co r r e s p o nden te na t e n são apl ic ada deve s er efetu a d a. Um seg u ndo m é todo de c o ntro l e é mudar o númer o de pólos. Lem br e - s e de q u e o núm ero d e pól os

é dete r min a d o pelo arra n jo fís i co do enr o lamento. É po s síve l a grupar o enrolamento em seções e mp a r e -

lh a d as aprop r iad as p ara cad a f a se. Quando a s duas s e ç õe s, por exemp lo, es t ão con ecta d as d e for m a a

ass egur a r o r ienta çõ e s simétrica s d a circ ulação de c orrente , r e su lta um a máquin a de qu atro p ó l os . Co n-

t ud o , s e a corr ent e d a seg un da s eção for colo cad a circ ul a nd o n a direção o po s ta po r meio d e um a c h ave ,

o resultado é um a m á qu i n a de doi s pó l os. C o nseqüen t emente , a ve l ocid a d e sín c ro na po d e ser a lter ada

p or um fator 2 . T al m á quin a é c h a m ada de motor d e di v e r sa s velo c i dades. O moto r po d e oper a r e m u m a

de d u as ve locidade s, mas , i n fe lizmente , um a v ez qu e uma d eter m i n ada v e l oc id a d e s eja esco lhid a , não há m a i s nenhum co nt ro le a dicional disp o ní v e l . O contro l e de v elocidade , ne ste caso, ocorre de m odo discr e t o . Para um a f r e q üência d a rede de 60 Hz , tal máqui n a permite a o p er a ção p ara v elocidade s pró-

xi m a s de 3 6 0 0 ou 1 8 0 0 r pm . Se o co n t r ole da v elocid ade for de s eja d o entre 1800 e 3600 rp r n , n ão po de

s e r o b t id o com o mo to r d e i n dução d e roto r de g a i ola d e d i v er s as v e l o c id a de s .

O terceiro métod o de c n t role d e ve lo c idad e e n vQ l~~ ç i i a t ensão red e aplicada . O p e -

ração a t e n s ões reduzid as s i gn i fica qu e os v alore s d a o rd e n a d a do torq u e num a c u rva d e torq u e - ve l oci -

nt e o v alor das perdas

w

en ia lmen te constant e do

rn p lo, tr ansportado r as ,

f aro r ex tr aordinário . Por

a aju s t e s d e v elocid a de,

e

e r ma i s s impl e s, devido à

de d e co nt r ole a partir

s ra to r . Aq u i exi s tem três é 'últerar a jreqüência da ri ro n a ta mb é m a u menta

o d este p ro cedimen t o é

di ss o , s e t al fonte e xistir

e po tênci a no m inal com -

Ia de ns ida d e má x ima do

r e d ução co rrespondente

Ie

q ue o nú mero de pólos

n to em s e ç õe s empare-

c o necta d as de forma a

o

na d e q ua tr o pól os . Con - . po r meio de u ma chav e ,

n

o r po de op e ra r em uma

d a de s eja e s co lhida , não .t e c as o, oco r r e de modo

- o para v e l oci dades p r ó -

0 0 e 3 600 rpm, não pode

r o na p ode s e r alterada

_~re""d;:.::qep lic ada . Ope- ur v a d e tor qu e - v eloci -

T

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E

o

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~ 250

l !

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.g 200

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- - ---------- ----- - ---- - - --~--

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~ 1 2SL------

~ 100' 1 -- ---

V z -0 , 707 V .

O

•.•.•----------

Ca r ga de to r que _---

v a ri ~eJ ---

/

J----

•• . ••c

5-1

n=O

Seção 4 - 8 Con t ro l e da V e l oc i dade

167

9=0

n= n.

F ig . 4-1 9. Il ustra como um

ce r to grau de controle d e v e-

l oc ida d e pode ser obtido pel a

red u ç ã o d a tensão aplicada .

I dade assumem n o vo s va l o r es de a c o rd o com o q u a dr a do da relaç ão d e re d u ção d a t e n s ão. Des t a fo r m a , se o motor de g ai o l a f o r ope ra d o a 70 . 7 % d a ten ão nomin al, t o do s o s p o n to s da n o v a c ur v a t orq u e -

velocidade t ê m m e t a d e do va lo r da c u r v a o r i g i n a l . O to r q ue máx i m o é red u z id o à m e t ade ; o t orque de

partida é t am b é m reduzid o à met a d e d o s e u va lo r orig i na l ; e assim p or d i a n te. A Fig. 4 - 19 rep r e s enta as

diferenç as a o lo ng o d e u ma f a i xa d e v e lo c i d a d e s co mpleta . T a mbém i ndicadas estão as c ur va s de tor - que - v e locidad e d e u m a car g a de torq ue c on s tante , caracter í stica de tra n s portado r a s, e de um a c a rga de

t or qu e v a r iá v e l , c a rac te r í s t i ca

n o m in al , o m oto r de indução entrega o torq ue nominal a cada tipo de carga. O ponto de operação é de -

s ig n a d o p or a, o nde o escorregamento está na vizinhança d e cerca de 5%. Uma redução de 30% na ten -

s ã o a plic a d a faz com que o po n t o de operaç ã o para a carga de torque constante se mova de a para b e de

a para c , no caso de carga de torque v a riá vel. O b s er v e- s e qu e e ste esq u ema pode p ermi tir q u e o escor-

regamento dobre ou até tripliqu e . Um p o u co de a tençã o mostr a que e ss e não é u m v alor consi d erável d e

controle da v e l oc idade -- e c e r t amente não pelo pre ç o p ago. O co ntrole d a v e loci da de pel o cont r ol e d a

t e nsã o te m de s vantage n s s é r i a s , o qu e exp lica s eu u so i n f reqüe nte, e s pec ialme n t e pa r a mo t ore s pol i fási- coso P rimeir o , é c a r o . Uma ten s ão v a r i áve l tri f ás i ca é ob tida ef i c i entemente atr a v és d o emp r ego de um

grupo m otor - g era d or o u u m v a r iac trifás i c o co m v alor e s no min a i s pe l o meno s iguais ao s do motor que

de v entiladores e outras cargas de tipo propulsor . É s uposto que na tensão

está s endo controlad o . Se gundo , quan d o o motor e s tá operando com t en s ão redu z ida, s ua ca pacidade

d e

re

serva é perigosamente r eduzida. Para a s ituação ilustrada na F ig . 4 - 1 9 , ob s e rv e - se

que a capac i dade

d e

r eserva par a a ca r ga de torque constante é 250 % do torque nominal a t en s ão plen a e apena s 125 % com

7 0 , 7 % da tensão nominal . Te r ceiro , s e f or feita uma tent a tiva de oper a r o moto r po r toda a fa ixa , na

tensã o reduz i da , o e x ame da Fig . 4 - 1 9 mostr a ria que apen as a carga de torque v ariável pode s e r as s i m ope rada. N a ten s ão reduz i da , o torque d e partid a do motor de 62 , 5 % é insufic iente p a ra m ov er a ca rg a

de to rque con s tante . Concluindo , portanto , pode s er di to que ajuste s de v elo c idade e m moto r e s de indução c om r ot or

d e gaiola s ão difí c ei s d e obter e , além di sso , são car os . E s te m o tor funcio n a melhor c om car g a s de ve lo -

c id ade constante. Controle da v elocidade é m a i s fácil de o bter n o motor de induçã o de roto r enrolado d o qu e no

m otor de gaiola , por c au s a d o ace ss o ao s termin a i s d o r o tor. E v identemente , o a ju s te da velocidad e pe -

los três método s já indicado s se aplic a c om igual v alidade a o mo t or de rotor enr ol a do. Três métodos adicion a i s p e l o s quais a v elocidade pode ser con t r o lad a in cluem os segu in t e s: a u - me n to d a r e at ância tot a l do rotor po r fase , x 2 '; a u m e nto da r es i stê nc ia t otal d o rotor por f ase , r 2 '; e i n j eção

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Mo t o r e s d e I n d u ç ão Tri fá s i c o s Capít ul o 4

rn

c

E

o

c

T

~ 200

.8 "

o

" O

E

O)

'"

~

c

'e"

D -

'"

5

n

= 1

= O

N en huma resistência

exte r na no rotor

9

n=n .

= 0

Fig . 4 - 2 0. C ont r o l e da ve l o cidade por

r es i s t ê n c i a e x tern a a o rotor .

de tensõ e s adequada s nos t e rmin ais do rotor . O u so d e u m re ator trifá s ico ex ter n o, c o ne ct a d o aos t erm i -

nai s do rotor , r aramente é u sa do po r ca u s a de s e u efeito m ui t o ad v er s o

A l ém di s so, o tamanho do re a t o r de v e s e r grande , p o r causa do efeito d o termo do e sco r r e gam e n t o. O

método mai s empregado par a a ju s tar a v elocida d e de um motor de ind u ção t r ifás i co é , de longe, o em- prego de u m resi s t o r e x terno trifá s ico , conectado ao s termina i s do rotor . Q uanto maior o valor de s t a

resi s tência e x ter n a por fa se , m e n o r é a v elo cidade . O efeito está ilu s trado na F ig . 4 - 20. Le m bre - se, da Eq. ( 4 - 32 ) , de que , qu a ndo s e acr es c e nta re s istência ao enrola mento d o rotor , o e s corregame n to no q u al

no fa t or de potênc i a d a re d e .

o

torq u e má x imo é de s e n vol v ido aument a . Quando i ss o se combina com, digamo s , a caracterí s tica

de

to

r que con s t a nte da ca rg a , v emo s que o mesmo torqu e pode ser entregue numa f ai x a considerá v el de

v elocidade . É u s ual, com este m é todo, se obter contr ole da ve l ocidade a té v alore s de c e rc a de 50 % a b a i- xo da ve l o c idade s íncrona . Além de s te ponto, o rendimento se torna muit o baix o , menor q ue 50 %. Na

rea li dade , e sse é o preço pago p a r a s e ati n gir o controle d a velocidade. Quando o to r que nominal é en-

t r egue à carga co m um e s c o rregamento de 50 % a o in vé s dos 5 % u s uais , a potência entregue à carga é

reduzida em cerca de 45 % . E s ta d i feren ça de 45% d a p o t ên cia nominal é diss ipada como c a lor no s r esi s - tore s e x terno s e é , as s im, não - r ecuperá ve l . Da na t ure za da cur v a torque - v e l ocidade , sabemo s q u e , a um e s corregamento e s pecificado, s , cor -

responde um torque de s e n v ol v ido , T . Como dete r min a remos o v a lor d a re s i stência a ser a crescentad o ao enro l amento do rotor, por fa se , d e f orma a manter o mesmo torque , com o e s correg a mento a umentad o,

s"! Para mante r a corre s pondência

continuar com a condi çã o de carga q u e e xi ge um torque desenvolv ido con s tante . De vi do a que Tw, = Pg'

e é u m valor fi x o , s egue - s e que um torque c o n s tante de se nvolvido pelo moto r implica uma potência no

entreferro con s t a nte. Quand o n ã o s ã o u sa d os re s i s to r e s externo s a o rotor , a e x pre ssão pa ra a potênci a no entreferro é d a da pe l a E q. ( 4 - 22 ), r epetid a a qu i por conveniê n cia . De s ta form a ,

com a di s cu s são en v olvendo a s itua çã o ilu s trada n a F i g . 4-20 , va mo s

P

g

= q J 2

2

2

r 2

S

( 4 - 47 )

Se agora ass umim o s q ue u m re s i stor de v alor Ra !l/ f as e é a c re s ce n t ad o a c ada um d o s enrolamentos

tr if á s i cos do mo t or , entã o a Eq . ( 4 - 47 ) se torna

(4 - 48)

Se ç ão 4 - 9 M é t odo El e tr ô ni c o d e C o ntro l e da Veloc idade

1 7 3

4-9 MÉTODO

ElETRÔNICO DE CONTROLE DA VElOCIDADE

A r eferência à E q . ( 4 -1 2) torn a ev iden te qu e u m m é t o do a t r ae n t e d e c o ntrole da ve l oc id a d e é a

24 Y

, 4 ) ( 141 ) = 56 , 4 V

' d a s pe lo e s corr e ga rne n t o a necess ári a p a ra o bt er o

dispon i bi lidade de uma fon t e d e freqü ê n cia a ju s t áve l . F oi menci on ado n a s e ç ã o pre c ed e nt e que um m é t o do de se obter tal f o nte é pe l o e mpre go de um g ru po moto r cc - ge r a d or ca. Infe liz m e nte, essa s olu ção t e m

s eu s própri o defe it os, c omo a ne cessidade d e u ma fonte cc adequ a d a , a nece ss idade d a comp r a d e d ua s

m áquin a s adic i o na i s, um l i m i t e m a i s r es t r ito n a faixa d e contro l e d a ve locidade , assim c om o u m rendi-

ment o reduz i do. U m a s ol u ção melh o r é o u so d e um in verso r , u sa do pa r a t r a n s f o rmar um a font e cc em

u ma fo nte de f req ü ê nc i a va riáv el. Co m o a po t ê n c i a cc n ão es t á n or m a lme n t e di s p o ní v el , é ne c e ss á rio ger á - la a trav é s do u s o de c irc u itos elet r ô ni cos apro pria d os. Um diagra m a de b locos d es t e e s q uema e l e - tr õ nico de co ntro l e da vel oc id a d e de u m m otor de i ndu ção de rotor de ga i o l a e s tá in di ca d o na Fig. 4 - 23.

É i mpor tan t e o b ser v ar - se q u e es t e é um do s p oucos métodos q u e estão d i s p o n í v e i s p a r a s e obter o con -

tr o le da vel ocidade p ara o a ltament e r o bu s t o mo t or d e ind uçã o d e ga i o la.

O retificador tr i fá s ico da Fi g. 4 - 23 s er ve a o prop ós ito de co n ve r t er a t e n s ã o c a , n or m a lment e di s -

po níve l , em um a fonte c c. E m ger a l , a s aíd a d o retifi ca d o r c o ntém h a rmô nicas e levadas d a f reqü ê nci a

fu nd a menta l d a fo nte c a e es t as s ã o co n v enie nt eme nte e lim in a d as po r f i l t r os a p ro p riados . A F ig. 4-24 ( a )

il u st ra um reti f i ca d or tí p ico d e m eia on d a , trifás ico , c uj a t ensão d e s aíd a es t á d esen h a d a na F i g. 4 - 24( b ) .

Pa ssando est a forma d e o n da pelo filtr o I .C , a ten s ão d e sa ída torn a - s e es s enc i alm e nt e cc. To rn a - se e n-

ã o a f un ç ão d o i nve r sor gera r um a nova f onte de t e n s ã o t rifásica q u e , e m ger a l , poss ui as p ro pr ie d a de s de freqüênci a var i áv el , ten são aju stáve l e , m es m o , d e fa s e a ju s t ável. O aju ste s i m ultâneo da t e n s ã o de

t

saíd a do inver sor com a f r e qüência é ne ce ssár i o par a pr e v e n i r o p eraçã o e m va lores d e fl u xo po r pólo

q u e de sv iam a bruptam e nte do v alor n om inal do m o tor co n t rola d o . I s t o pod e se r o btid o pr o jetand o - se o

s i s t e ma de contr o l e da ve l o cidade de fo rma q u e e l e m a nt en ha a relação d a t e n são d e saída do i n vers or

p a r a a fre qü ê n c i a c on tro l a d a c om o uma co n sta n te. P ela Eq . ( 4 - 9 ) torna - se c l a r o , en tão , q u e p or m e i o

ro

duz a c o rre nt e d e 3 1 , I A

de

s t a t éc ni ca o fluxo p or pólo pode ser man t i d o a o l o n go da fa i xa de operação . Se esta preca u ção n ão for

 

ob

s er vada , e n tão , a b a i xa f r e qu ê n cia , u m a g r ande s atur ação d o c irc ui to magnético poder i a f aci l me nt e

9 4 V

ra tura co m o f asor do f lu x o .

e do e n ro l a m e nt o do rotor

re ultante pa r a o esco rreg a -

x luz, o mó du lo a gora nã o é

>e r s ão também d á um a c on -

a nte agora é cal c u lado c omo

2 4 V

l e ntes fasoriai s . Ob s e r ve - s e un ento , des t a fo rm a a sseg u -

n q u ad r a tura co m o fasar d e

caso, dese jamo s c o nt r o l e da

9 0 · e m at r a s o em re l a çã o ao ão todas co l ine a res e a r e la -

ocorr e r , a o pa sso que , p ara a ltas f re qu ê ncias , h a v eria um a red u ção da c a p a c id a d e d e re s erva do m ot or .

O circuit o d a Fig . 4 - 24 (a) m ostra o u s o d e diodo s no cir c u i to de re tific ação . É útil o b se r v ar qu e t a is

diodo s são d i s poní v ei s par a ten s õe s n o minai s a t é 5 . 000 V e c orrente s nomin a i s de 7 . 500 A . A tensã o de

s

aíd a po d e s er to rn a da aju s t áv el trocan do - s e os dio do s p o r retificad ore s c on trol a d os de s i líc i o "S CR 's".*

Co

l oca nd o u m pul s o d e ten são ad eq ua d o n o t e r min a l da p orta d o S C R , o in sta n te d o d is p aro d a

s

e ç ã o do di odo po d e se r re t arda d o , red uzind o - s e , d esta fo rma , o v a l or d a saída retifi ca d a . Embo r a o s

va l ore s n o mi nai s de t en são d os SCR ' s seja m e q ui v a l e nt e s aos d o s dio d os d e potên c i a , a s co rr e n tes n o -

min a i s são , q u a n do mui to , cerca de meta d e .

U m diag ra m a esqu e m á tico de u m s i s t e m a e l e trô n i co t ípico de co ntro l e da ve lo cid ade qu e em pr e -

ga as noçõe s pr ece dent es es tá rep rese nt a d a na Fi g. 4 - 25 . Os c o mp o n en tes indicado s a qui são aqu e l es

ped i d os pelo d i ag ram a de bl o c os da Fig. 4 - 23 , m as m o di f ica do s p ara i n clui r o c i rc uito d e co ntr o l e p ar a

o s S C R ' s. A l ém disso , o s d eta lh e s do i nv er sor e s tão t amb é m i n di cados. A s c h a v es m a r cadas S I a té S6

R et i-

ficad o r tr i fásico

Filtro

Ydc

In v ers o r

F ig. 4 - 2 3 . Di ag r ama d e bl oco s pa r a i l u s tr a r o s equi p a mento s p r i ncipa i s n ecessá rio s n o c o n t ro le e l e tr ô n ico de v e lo -

c ida d e d e um m o t or t r i fásico d e ga i o l a .

• o t a d o Tra d ut or: d o in g l êsSil i c o n -C ontroile d R e c tif i e rs

180

Moto r es de I nd uç ã o Tri fás i cos Capítu l o 4

ou

_

koEs

f/J - { 3 ( 4, 4 4 ) NK J o

= ~ _E_s K i a

(

4 - 5 8)

ond e K = CV 3 ) 4 , 44 N K w ' que é um a c o n s t a nte. Mas a f r e qü ê ncia c o nt ro l a d a é e s tabe l ec id a p e l o osci -

l a dor de te n são c ont ro l ad a, de acord o co m a re l ação da Eq . ( 4 - 54 ) . In trod u z i n do e ssa express ã o pa r aj ~

n a E q . ( 4 - 58 ), res ul ta

kE

k

f/J = _ O _ s _ = _ 0 _ = um a co nstan t e

Kk2 E s

Kk 2

( 4 - 5 9)

Por con s e g uint e , o co n t r o l e da velocida d e ofe r ecid o pe l o s i s tem a eletr ô nico repre s enta d o n a F ig . 4 - 25 é

o bt i do d e um modo qu e asse g u r a a op e r ação co m u m f lu xo e ss en c i almente cons t a n t e .

4-1 O VALORES NOMI NAIS E APLICAÇÕES DE MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS

Agor a que a t eo ria d a o per ação , as ca r a cteríst i c as e o de s e m pen h o d o s motore s de indu ção tr ifá s i -

cos f o ram entend id o s , p o demos e s t ud a r se u s v a l ore s n o mina is pa d roniz a do s e a pl ica çõ e s típica s. E v i-

de n tem e n te , a n t e s d e ser p ossív el esp ec ific a r u m mo to r e m pa rti c ul ar p a r a uma da d a a pli ca ç ão , a s car ac -

terí s t i c as d a carg a d e v em se r con h ecid as . Es t as i nc lu em i t en s como e x ig ê nc i a d e pot ê nc i a, torque d e

p

a rtida, ca p aci d a de d e a c e leração , v ar i ação d e v e l oc id ad e, c i c lo de fu ncion a mento e o me i o on d e o motor

v

ai o p e r a r. U m a vez qu e e s t a info rmação es t e j a di s p o n í v el, é freqü e nt e m ente pos s ív e l s e l ecio n a r um

motor d e a pli c a ç ão ge r a l p a ra fazer o se r v i ço sa t i s fatoriamente . A T a b e l a 4 - 2 é u ma l i sta de t a is m oto -

r e s, qu e e s t ão d i s p on í v e i s e n o rma l iza d os , d e a co r d o c o m c r ité r i o s ger a lme n t e a ce ito s es t a b e lec id o s p e la Na t i on a l E l ec t r ic al M anu fa ctu r e r s Ass o c i a tio n ( N E MA ). A t a b e l a é essen c ialment e a u to - ex p l i cativ a.

U m a d e s c r ição s um ária d as ca r ac t e r ísticas m a i s imp ortante s d as c lass e s u s u a i s d e mo t o re s de in -

d u ção de ga i o l a v em a seg ui r. Es t as di s tin ções a p a r ece m d as d ifere n ças e m de t alh es d e co n s t r ução d as

r a nhur a s do m oto r qu e aco m o d a m o e nr o l a mento d e ga i o l a .

NE MA C l a sse A : O Mo t or de A p l i caçã o Ge r al

A esta m pag em do r o t or de s t a máqu i n a no rmalmente t e m ra n h u ra s se mifec h a d a s d e p r o fu nd idade méd i a , d e for m a a l i m ita r o e f e ito p e licula r . Ve r Fi g. 4 - 2 9 ( a ). A ga i o l a d e b a i x a re s i s t ê n ci a q u e é coloc a d a

ne s t as ranh u ra s co ndu z a um d e s e mp enh o ca r a cterizad o p o r a l t o r endimen to e a lto fa t o r d e p o t ê ncia , s ob

c on d içõe s de c~rga nom i n a l . A de sva n tag e m d esta con s tru ç ão é q u e , pa ra a ten são n o m ina l , o mo tor s o l ic i t a

d

a r ede de alimentação co r ren t es de par t ida eleva d as , numa r e l aç ã o d e c i nco a oi t o veze s a co rr en te n om i-

n

a l . As li mi ta ç õ es impo s t a s p e las co n c e s sio n ár i as d e e n e r gi a e l é tric a p a r a restri n gi r o va lor da co rr e n te d e

a rti da do mo t or freq ü e n temen t e s i g n ifi c a m qu e m o t o r es a c ima de 7 , 5 HP não pod e m par t i r dir e tam en t e liga do s às li nh a s de a lim e nt açã o . Ao i n v é s d iss o , es t es m otore s d ev em ser ene r g i za do s a tr a v é s d e um d i s p o -

p

si ti v o d e r e du ção da te n s ão , t a l c om o u m a u t o tra n sform a d or ( tam b ém c h a m a d o de c ompen s a dor d e p a rti-

da ) . Qu a nd o e s t e proc e d i m e nt o s e tomar n e ce ss á r io , tant o o to r q ue de p a r t i d a c o m o o torq u e d e a c e l e r a ç ã o

di s pon íve l para uma c a r g a co n e ctada a o eix o s erão re du z id o s . Le mb re - se de q u e o t orq u e de par tida é di re-

tamente p rop o r ciona l a o qu a d ra d o da t e n s ão ap licada. Porta nt o , u m a re du ç ã o de 2 0 % n a ten s ão a p l ic a d a no

m o t o r n a pa r ti d a dá u ma r e du ç ã o d e 36 % n o t o rq ue d e p a rtid a .

P a r a os ta m a nh os e n as c i rcu n stâ n c i as e m qu e a p ar t i d a d iretame n te da re d e é t o l er a da , co n t u d o ,

e s te m ot o r é o de me n or c u s to d o gr u po e tam bém o qu e r e que r m eno r m a nut e n ç ão.

A l é m d i ss o , o moto r

186

Mo tor es de In d u ção Tri fás i cos

Capít u lo 4

e nrol a m e nt o d o r ot or d o m ot o r d e r ot or en rola d o. Mate ria i s i s ol a ntes s e de teriora m r a pid a ment e s empr e

que a temper a tu ra m á xi m a p a r a a q ual foram pr o j e t a d os fo r exc ed i d a . Co n s e q ü e nt emen t e , a ca p a cid a d e

d e um m a ter i al iso lant e de sup o rta r g ra nd e s e levaçõ e s d e t e mp e r a tura de s emp e nh a um p a pe l c ru c ial n o estabe l ecimento das dimensõ es f í s ica s de um mo to r co m um a p o tênci a nomin a l espe c í fi ca . Qu a ndo u m motor for eq u ip a do com um m a ter i al iso lant e superi or , o tam an h o d o motor p o de ser menor , p a ra um a me s m a p o t ê nci a , p o rqu e é po ssíve l c olocar o m o t o r a trabalhar mais so lic itad o magn e t ica ment e , (isto é ,

o p e r a r co m den s i d a de s de flu xo ele v ad as no fe rro ) assim c omo e l etrica ment e ( i sto é , operar com den si - da de s de co rrent e m a i s ele v ada s nos c o nd u tores de c o bre ou a lumí n io ) . Ex i s tem três cl asse s d e mat eria i s i so l a n tes n a N EMA. O iso l ame nt o d a c lasse B é com po s t o de

mater iais c om mica, fi bra s d e vidro e a s be s to , de um m o do que permite um aume nt o má ximo de t em p e- rat ur a d e 8 0 °C, qua n do a operação oco rre so b refriger ação d e v entiladores. A c l asse F de isolame n to in c lui ele me n t o s s i m i l are s , além de a l g um a s s ub stâ n c i as sin téticas , to d as projeta d a s para s u portar uma

e l evação d e t emperatura de 100 ° C . A clas se H s e refer e a isolamentos t ip o silic one, que p e rmitem um a

ele v ação de t e mp e ratu ra mai or, d e 125 ° C .

S e um mot or elétric o for o per a do em sob r e ca r ga por um pe r íod o pr o l o n ga do de te m po , a v i da do

motor pode ser s ub s tancia lmente redu z ida. E ste fa t o es t á d emon s trad o g r af i ca mente n a Fig . 4 - 32 , para um m a te r ial isol a nte de c l as se B . O ex a me do g r á fico m ostra um a i n form a ç ão intere s s a nte : se u m motor

p r ojetado com e s ta i s olaç ão oper a conti nu a ment e numa c ondi ção de s obrec a r ga q u e ca u sa uma ele va -

çã o de temper a tu ra d e 8 a 10 ° C ac ima do v alor nomin a l d a i so laç ã o , a vida útil do mot or

é r eduzida ,

a

proxim a damente , à met a de. Al é m di sso, por c a u s a da c a racterís tica line a r d es t e g r áfico s emilog a r í tm i -

c

o , a ob s er v ação é v álid a par a ca d a aument o a d icion al n a temperatur a de op eração d e 10 ° C .

4-11 CONTROlADORES PARA MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS

A p ós o m o t o r c or r eto ter s i do selec ion a d o p ara uma d a d a a plicação , o próximo passo é se l e c ionar

um co n tro l a d or a p ro pr iad o p ara o moto r . A função p rin c ip a l de um contro l ador é fornecer parti d a , para- da e rever s ã o a pr opr i ado s , se m danos o u o u tros i n co n v en i e nt e s par a o motor , para outras carga s cone c - tadas o u p ar a o s i s tem a d e p o t ê n c i a . Co ntud o , o co ntrolad o r tem tam bém o ut ras fin a lidades ú t eis , espe-

cia l ment e a s s e g uinte s:

1 . Limita o torq u e de parti da. Algumas carga s conectadas ao e ix o podem s er dan i fic a d as s e um torq u e exce s sivo for apl i ca d o na pa r tid a. Por e x emplo , l âminas de v enti ladore s podem s er danifi c ada s o u

eng r e n ag e ns co m rea ç ão de r e t orno e x ces s i v a p od em ser espanada s . O contro l ador forne c e u m a ten -

s ão red u z i da n a par t ida e , à m e did a que a veloci d a d e a um e n ta, a t ensão é ele v ada em degra u s , até seu

v al or plen o .

2 . Limi ta a corre n te de pa r tid a. A maioria d o s moto r es acima de 7 , 5 HP não p ode partir diretamente d a

r e de trifá s i c a, dev i do à e x ce ss i v a c o rren t e de partida que c i rc ul a. Lembre - s e de que , par a um escor -

r eg amento un i tá ri o , a corren te é limitada apenas pela i mpedân c ia de d i s per s ão , que é normalmente um va lo r basta nt e baix o, es p ecialmente em moto r es g r a nd es . Uma gra nd e cor ren te de p artida pode ser i ndesejá vel po r qu e f az co m qu e as l uz es se r e du zam, e pod e in clu siv e faz e r com q u e outr o s mo - tore s c one ctados a mesma re d e p arem. A p a rtid a com ten são r e d uzid a elimin a pro n tame n te este s in -

co n ve nient es.

3. Pr o p or c i on a pro te ção de sobrecarg a . Todo s o s mo t ores de aplicaçã o geral s ão projetado s para entre-

ga r a po t ê n cia de plen a c arga conti n uame n te, sem s obre - a quecimento . Co n t ud o, se, po r alguma r a -

o , o mot or fo r solicit a do a en treg ar , d igamos, 1 5 0 % d e s u a saíd a nom in al co nt in u am ent e, e l e vai se

ac

o m o d a r à demanda e s e queim ar n o processo . A po t ên c ia n om in a l do m otor é b asea da na e l evação

de campo

e d e arm ad ur a . As p er d as p ro du zem c a lor, q u e e l e v a a tem peratura . E n quanto es t a s perda s não exce -

de t em per a tu ra pe r mitid a qu e pode ser to l erada p e l a iso l ação usada pa r a o s enro l amentos

n ra pid a mente s empre

t em ente, a capac i dade ia um pa pe l cr u c ia l n o specí fica. Q u a nd o um

~ er m enor, para um a gn etica mente , ( i sto é , ) é, operar c om den s i-

s e B é co mpo s t o d e

i to máximo de te rnp e -

l as se F ' de iso l a men to

ias para s u porta r u m a ie , q u e pe rm i t em um a

l o de te mpo , a v i da d o : nte n a Fig. 4 - 3 2 , pa ra

r essa n te: se um m o t o r

q

ue ca u sa uma e l eva -

do - motor é re du z ida ,

~ áfi c o se rn il og arí t r ni - ão de 10 ° C .

mo passo é s el ecio na r

o rnecer par tida, p a r a-

a ' o utras cargas co n ec-

in alidades úte i s, es pe -

f

ii

ficada s se um tor q u e

e

m ser danifica d as o u

a

dor forne c e u ma te n -

d

a em degra u s, a t é se u

! partir dire t a me n te d a

e que , para u m es co r-

o, que é nor m al me nt e

r rente de part id a pod e

: r com que o ut ros mo -

p rontamen t e estes i n -

l

p rojetado s para e ntr e -

do, s e , por alg um a r a - iti nuamente , el e vai s e

é

baseada na e l evaç ão

ir

olamentos d e campo

es tas perdas n ão ex c e -

S

e ç ão 4- 1 1

C o n tro l a d o r es pa r a Mo t o r es d e I nd u ç ão T r if á si co s

M E le men to d e sobrecarga t érm i co

O~------~I~J V ----~

T e n s ã o

t rifás ic a

M

M

187

Sob r e c arg a

F i g . 4 - 33. Dis p os i ti v o d e p a r t i d a ma g n é t ica

co m te n são p l en a .

derem os v a l ores nomin ais , n ã o há p e rigo p a ra o moto r , mas, se se permite que elas se tornem exce s -

s i v a s, a lgum dano re sulta r á. Não há n a d a iner ente a o m o t o r que faça com q ue a ele vação de t e m pe -

r a tu ra sej a c olocada d e ntro d e limites s e g ur os. Con s eqü ente m en t e , é também f u nção d o con t rolador

s u pr i r esta pr ote ção . A pro t eção de s o br ecarga é ob tid a pe l o u so de um relé de tempo ap r opriado , que é s e n s ível ao ca l or prod u zid o pela s corrente s de l i n ha do motor .

4 . Fornece proteção p ara su bten s ã o. A o p eração a t en são reduzida pod e se r pr e judici a l ao mot o r , e s pe - cialme nt e q u a n do a carg a de m a nd a a potência n om i nal. Se a ten s ão d a rede cair a b ai x o de algum limite pree s tabel e c id o , o motor é a u tomatica m e n te de s ligado da rede trifás i ca de alimenta çã o pe l o

c o n tro l a d o r .

Controladores

para m o t o re s elétric o s s ão de doi s t i po s - manu a i s e magnéti c o s . Va mo s e s tud ar

a pen as o s m a gnét i co s , que têm muita s v a nt a gen s sobre o tipo manu a l . São m a i s f á ceis de o pe ra r , p ro - po r c ionam p ro teção d e s ubten são , p o dem s er o perado s remo t amen t e de um o u m a is l ocai s d ifer en te s .

A lém d is s o , o c ontr o l a dor m ag n é tico é auto mático e confiá v el, a o p as s o q u e o c ont ro l a d or ma nua l ne -

ce s s ita de u m operador t reina d o , e s p ecia lmente qua n do um a s eq ü ê ncia de o pera ç õ es é n e c e s s ár i a para

um a d a da a pl i c a ç ão. A úni c a d e sv a nt a gem é o custo in i cia l mai s e l e v a d o do tip o m ag n é t ico . Na Fig . 4 - 33 e s t á re p resenta d o o di a gr a ma e s que mát i co d e um di s p o s iti v o de p a rt ida m agnético de te n são plen a para u m m o t or d e i ndu ç ão tri f ás ico . A ope raç ã o é s i mples . Quando o b o t ão de p ar ti d a é

acio n a d o, a b obina M do re l é é ene r g i z a da. Isso mo v e a a rmad u ra d o r elé p a ra s u a po s i ç ã o f e c h a d a , de sta

fo r ma f e c h a n do os contat os pr i ncipai s, M, qu e , por s u a v e z , a pl ica m a t e n s ão plena no mot o r . Q u a nd o a

ar m a du ra do relé se mo ve p a r a a s u a po s i ç ão e nerg i zada , t a mbém f e c h a um con t ato a u x i lia r , Mo' que

~

R

õtb r eCa r ga

O~--------------·~~Fd~~--~-J~--~

Fi g . 4 - 3 4. Di s po s i t i v o de p artid a com t e n s ã o p l e-

n a , co m co n tro l e p a r a r e v er são.

1 88

Mot o r es d e In d u ção Tr i f ás i c o s

Cap í t ul o 4

er ve c om o um intertr ava ment o e l étr i c o , p e rmitindo ao oper a dor s oltar o botão de p a r t ida s e m de se ner - gizar o relé p ri n c i pal . Ev i de n tem e nte, os contato s M s ão muito maiores em tama n ho que Ma' O prime i ro

s

co

n junto de v e ter u m va l or n omina l d e c o rrente que po ss ibilit e lidar com a c orre nt e de p a rt i d a do m o tor .

O

último precisa a pe na s s up or t a r a cor rente de ex c ita ção da b o bin a d o r e l é. A Fig . 4 - 33 t amb é m mo s tr a

que a co rr ente d e l i nha p a ra o m o tor p assa a través d e d o i s e l e m e nto s d e s obr e c a r ga tér mico s . S e a e l ev a - ção da corren t e s e tor n ar e x c essiva, o elemento t é rmic o f a z co m que o contato d e s ob rec arg a no circuito de controle s eja a bert o . E m di a grama s d e c ontrol a d o re s , é imp o rtante lembr a r qu e todo s o s co ntato s s ão indicado s no s eu e s t a d o de s energizado. D e s ta fo rma , o sím bo l o - j I- s i g ni f i ca q ue os co n ta t os M estão

aberto s qu a ndo a b o bin a nã o es tá e n erg i za d a. D e m odo s i milar , o s ímbol o ~ s ignifica q u e es t e s co n -

ta t os e s tão f echado s n o e s tado de se n e rgiz a do . Pro t eção de s ubt e n s ão é iner e nte n o dispo s itiv o magn ético d e partid a da F i g . 4 - 33 . I sso acon t ece como con s eqüên c i a d o p ro jet o d a b o bin a M de fo r ma que, s e a ten são d a b o bin a ca i a b a ix o d e um m ín i - mo e s peci f ic a do , a a rm a dur a d o relé n ão pode ser m a ntida na po sição f echa d a.

U m di s po s iti v o d e partid a m ag n é t i c o com t e n s ã o pl e n a e quipa do co m u m c i r c uito d e c o ntrole qu e

per m ite r eversão e s tá ind i cado d e forma esq u emá t i c a n a Fi g. 4 - 34 . Um motor de induçã o t rifá s ico é

revertido cruzand o - s e d o i s d os trê s fio s de alimentaç ã o qu e vã o ao s termin ais d o m o t o r . Nes t a li gaç ã o,

obser v e - s e as linh as cru za da s de d oi s do s contato s R . C om primind o o b o t ão " p ara f r e nt e" , en er gi za - se a bobin a F , que , por s u a ve z , fe c ha os co nt a tos pr i ncip a i s , F , assim como o d e i nt ertr av am e n to F , ( I s t o

per mit e q ue o m otor atin j a s u a velocidade de operaç ão p a ra a frente . P a r a fazer a r ever s ão, o botã o " re -

versão " é apertado . Isso tem duas f u nçõe s : desenergizar a bobina F , desta f o rma abrindo o s contatos F ;

energizar a bobina do r elé R , de s t a fo rma f echando o s co nt a to s R , que a plic am um a se qü ê ncia d e f a s e re v er s a ao motor , fazen do c o m qu e o mesmo a ss uma v elocid a de plen a , n a direção c o ntrári a . Colocar a

c h ave reversão no c i rcuito de intertr av amen t o

sim u l t ânea do fe c ham e nto do s conta to s R e F .

Um e x emp l o de um control a d o r m ag n é t ico com ten s ã o reduzida u sa ndo re s i s tores limi ta d o r es no circuito da r e de e s tá indicado n a Fi g. 4 - 35. Es sa unidade é f r e qüent e ment e d en o min a d a um d is po s itivo

de p arti d a com ace l er a ção em t r ê s e s t á gio s, porque os re sisto r e s d a r ede sã o remov ido s em tr ês estágios .

A p er t a nd o o b otão d e p a r t i d a , energiz a - se a bobina M e fecha- s e os conta tos M , desta forma a pl i c a n do

um a tensão trifásica a o moto r , atr avé s d e to d o s o s re s istor es . Além do s co nt a t os M e M , a bobina M

dispõe também de um c o ntat o de tempo , T M . Este contato é pr o jetado de t al fo rma qu e não; e f echa a nte s

FlI é uma medida de s egur a nç a q u e previne a ocorrênci a

Sobreca r ga

O------~II~M~_1=t~~~1I-X0L

Tens ão

M

trif ásic a

Parad a

Fig . 4 - 35. Di s p os iti vo d e p a rti d a de t en s ã o r e du-

z i da em tr ês e s t á gios para u m motor de ind u ção

t r if ás ico .

ida s em de s ener-

q u e Ma' O p r imeiro

~ de pa r t i d a d o mo t o r .

- 33 t a m b ém m os t ra

ré rmic os. Se a elev a -

breca r ga n o ci rcuito

to dos o s c o nt atos s ão

o c o nt at os M e s tão

' fic a q u e es t e s co n -

.

-l-33·. Isso a co nt e c e

.

aba ix o de um míni -

u

ito de co ntr ol e que

e

i nduçã o t r i fás ico é

mo tor . Ne st a ligação ,

f re n t e" , e ner giza - s e a rtr ava me n to F . I s to

a

r ev e r s ão , o botão " r e-

 

r

i nd o os c o nt a tos F;

u

na s e q üê nci a de f a se

c

o ntrári a . Co locar a

e

p re v i ne a o c o r r ênc i a

i

t o re s ! im it a d ores no

n

i na da um dis p os it ivo

i

dos em três es t á gio s .

des t a fo r m a a plic a ndo

'M e Ma' a b o bin a M

q u e não se fe c ha a ntes

Capítu l o 4 Pr o b l emas

1 89

de um t em po pré - s el ecio n ado, ap ós o fec h a m e n to da a rmad ura d a b o bin a M. O a tra s o é u su a l mente o bt i d o

at r a v és de u m escapamento mecâni co d e a l gum a es p écie q u e é a cionado pela a rmadur a d o re lé . E v id e n - teme n te , o atr aso no temp o é n ecessá r i o par a permitir que o moto r ace lere a uma ve l o c i d ade c o rre s p o n - dente à ten s ã o redu z id a a plicad a . Após a p assage m d o t emp o p ré - s e lecionado , o s c o nt a t o s T ~1 e f ech a m . energ i z a ndo a bobin a IA, que , p or s u a v e z , fec h a os co n t a t os IA, c urto - circ u itando a p rime i r a p a rte d o re s i s tor em série. A bobina IA é t a mb é m e qu i p a da c om u m conta t o de tempo , TIA' que é pr oje ta d o p a r a permit i r ao moto r ace l er a r a u m a v elo cidad e m a ior, ante s de seu fec h ament o . Q u ando o s co nt a t o s IA s e

fec h am , a bobina 2A é energ i zad a. I ss o i mediatamente fec h a os con t a tos 2A , e lim in a n do a s e g u nd a se -

ção do res i s tor . En t ão , apó s um out ro períod o de tempo , o c ontat o T 2A s e fech a , a plicando uma t en são de

e x c i ta ç ão na b o bina 3 A . Com o f ec h a m e nt o dos conta t o s 3A , a ten são pl e n a d a rede é aplicada n o m o t or .

De s t e m o d o , o motor é l eva d o à sua v e locid ade de um m o d o " s u a v e " , contí n u o , s em s olicitar um a cor -

r e nte de p a rtid a e x ce ss i va o u de s en v o l v er um gra nde t or que de p a rtid a .

PROBLEMAS

4 - 1 . U m enr o l a m e nt o d e ar m a dur a t r i f ás i co e s t á ind i c a do n a F i g. P4 - 1 . Co r re nte s s e n o idai s c om um a a mp l itude de

100 A c i rcula m n a s tr ê s f as e s . C a da bobin a é c ons titu ída de t rês e s pir a s . E s b oce c u i d a d osa mente , em e sc al a ,

a d is t r i b ui ção da fmm r ea l ao l ong o do e ntr e fe rr o p ara um vã o d e doi s p ó l os , p a r a os in sta nt es d e tempo i ndi -

c a do s ( , e ( 2 '

F igura P4 - 1

4

- 2 . U m motor d e i n du ç ão po li fás i c o , 60 Hz , gir a numa v el o cid a de d e 8 7 3 rpm , a p l e n a carga . Q u al é a veloc i dade

s

í ncron a? Calcule a fr e qüênc i a d a s co r rente s do rotor .

4

-3. U m mo t o r d e ~ ndu ção p o l if á sic o , 5 0 H z , gir a num a ve l ocid a d e de 1 . 4 75 rpm , a p l ena carg a . Qu a l é a v e l o c id a d e ínc r o na d o m o t o r ? C o m qu a nt o s p ólo s foi es te m o t o r p r o je t a d o ?

4

- 4. R el a t e a s c on diçõe s g e rais s ob as qu a i s é p os s í v e l , p a r a 111 c a m p o s a l te rn a d os ( co m e i xos f i xos n o espa ço ) f o r - nece r um ca mpo g ir a nt e c o n s t a nt e em a mp li t ude e tr afeg a ndo com v eloc id a d e co n s t a nt e .

4-5. D e t er mine o mó dulo e a direç ão do ca mpo de f lu xo re s u l t a nte na co n fig u raç ã o d a m á quin a d a Fig . 4 - 2 , c orre s -

e p a rtida de te n sã o red u-

r a u m mo tor de indução

p o nd e n d o a os in s tant es de tem po t 2 e 1 4 d a F i g . 4 - 1 .

4

4

- 6 . N a v ar i a ção n o t empo das co rr ent e s de fase rep rese n tad a s na F ig . 4 - 1 , con s id ere que a amp li t u de da corr e n te d a

f ase b é m eta de da das fases a e c , mas cad a fase e s t á defa s a da de 120 ' e m r e l açã o às dem a i s . C a lcul e o m ó -

d ul o e a di r e ção d o f l ux o resultant e , para os in s t a nt es d e te m p o Ti' t j e t 5 , e comp a r e c om o s re s ultad o s in d i c a - dos n a F i g. 4 - 2 .

- 7. Uma fmm t ri fás ic a de s equ ilibrad a c ir c ula at ravés d e trê s bob ina s qu e e s t ã o de s lo ca da s n o e s p aç o de 12 0 ' . con -

fo rm e i n di cad o n a F i g . 4 - 2 . A n a ture z a do de s equilíbri o é tal que a fase b e s t á a tr as ad a e m r e l a ção à fa s e a por

90 ' , ao i n vé s de 1 20 ' . Co ntud o, c ada fase tem a mesm a amplitu d e . In v est i gue a form a d o c a mp o d o f l uxo

res ult a n te , cor r e s p o nd e ndo a vá rio s ins t antes de t empo .