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07 de março, 2012 Reflexões/Artigos
Novos modelos de pregação
Detalhes Categoria: Reflexões

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para os Pastores Batistas do Amapá, novembro de 2009

INTRODUÇÃO As raízes históricas do púlpito bíblico estão em Esdras, em Neemias 8.4-12, cuja leitura faço agora: “Esdras, o escriba, ficava em pé sobre um estrado de madeira, que fizeram para esse fim e estavam em pé junto a ele, à sua direita, Matitias, Sema, Ananías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua esquerda, Pedaías, Misael, Malquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão. E Esdras abriu o livro à vista de todo o povo (pois estava acima de todo o povo); e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. Então Esdras bendisse ao Senhor, o grande Deus; e todo povo, levantando as mãos, respondeu: Amém! amém! E, inclinando-se, adoraram ao Senhor, com os rostos em terra. Também Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube; Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías e os levitas explicavam ao povo a lei; e o povo estava em pé no seu lugar. Assim leram no livro, na lei de Deus, distintamente; e deram o sentido, de modo que se entendesse a leitura. E Neemias, que era o governador, e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam o povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus; não pranteeis nem choreis. Pois todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei. Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força. Os levitas, pois, fizeram calar todo o povo, dizendo: Calaivos, porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais. Então todo o povo se foi para comer e beber, e para enviar porções, e para fazer grande regozijo, porque tinha entendido as palavras que lhe foram referidas”. Esta é a forma que púlpito deve ter: um homem ler a Palavra de Deus, esclarecer o que leu, o povo entender, ser impactado, e depois se alegrar pelos efeitos da Palavra. E como vemos no versículo 13, a pregação verdadeira ainda produz efeitos depois: “Ora, no dia seguinte ajuntaram-se os cabeças das casas paternas de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, na presença de Esdras, o escriba, para examinarem as palavras da lei”. O povo quis mais da Palavra. O povo de Deus que é sério se extasia diante da Palavra, e quando a ouve quer mais. Mas, infelizmente, aconteceu uma tragédia com a igreja contemporânea. Ela trocou o púlpito pela festa. O louvor atual, que muitas vezes mais parece com forró e desprogramação da personalidade através da música barulhenta, para efeitos de manipulação, tomou o lugar da proclamação bíblica. Temos muito culto, muito louvor e pouca santidade e afastamento do pecado. As pessoas não são impactadas pela Palavra de Deus. Éramos o povo da Bíblia e hoje somos o povo da caixa de som. E há mais. Não quero ser polêmico, mas minha alma de profeta não me permite calar. Muitos pastores darão contas a Deus porque substituíram a Palavra de Deus pela sua palavra pessoal, no púlpito. O pregador é servo da Palavra, e quando usa o púlpito isto deve ser visto em sua vida. Muitos usam o púlpito para projetos pessoais, desvestindo-o de sua grandeza e de sua santidade e transformando-o em tribuna de ganho pessoal. E há pregadores preguiçosos que ocultam sua pouca disposição de aprender com uma arrogância espiritual de quem tem uma linha vermelha com Deus e sabe de tudo. Parece que quando receberam a imposição de mãos, receberam um PhD em capacidade. Eugene Petersen faz esta observação, bem válida, em uma de suas obras: “Agostinho escreveu quinze comentários sobre o livro de Gênesis. Ele começou com as origens, porém jamais se contentou com o que realizara. Ele nunca acreditou que havia explorado profundamente o primeiro livro da Bíblia… Beethoven compôs dezesseis quartetos de cordas porque nunca estava satisfeito com o que havia composto antes” 1. Isto deve acontecer com o pregador. Nunca deve estar satisfeito com sua produção, mas procurar melhorar. Melhorar sua vida espiritual, seu conhecimento bíblico, sua dicção, seu português, seu sermão. Não deve pregar o mesmo sermão duas vezes. Mesmo que seja o mesmo sermão, este deve ser reestudado e aperfeiçoado. Neste sentido, fico feliz por abordar este tema. E vim falar de coração, não de cátedra. Eu melhorei, porque tive que estudar, tive que pensar e refazer o que tinha feito antes. A gente cresce quando age assim. Fiz esta introdução mais devocional, e entro em parte mais estrutural. Para tratar de novos modelos de pregação contemporânea, começarei pela área da interpretação. Pela exigüidade do tempo e pelo ambiente não posso apresentar um trabalho em nível de mestrado (não sei se conseguiria com mais tempo e em outro ambiente). É um desafio falar para pastores sobre pregação, mas desafios sempre são fascinantes. Espero ser útil. Foi nesta mentalidade que vi. Para ser útil. Vim como servo. Começo pela parte da interpretação, que denominei de “A interpretação do texto”. Começo aqui porque a exegese está em baixa em nosso meio e as coisas mais disparatadas são ditas, em nome de Deus. Uma coisa é o livre exame das Escrituras. Outra coisa é a livre interpretação das Escrituras. Elas não podem ser interpretadas a bel prazer, enxertando-se nelas o queremos, ou torcendo-as para apoiarem nossa posição. Há regras de interpretação da Bíblia, postas pelo bom senso, que devem ser consideradas.

O QUE É INTERPRETAÇÃO? Uma falsa hermenêutica, que não é hermenêutica, mas o desconstrucionismo literário de Derrida, diz que não se pode interpretar um texto, principalmente o bíblico, porque ninguém pode saber qual é a intenção do autor ao produzi-lo. Este é o discurso dos pseudos intelectuais.

que habita nele. BP. Quem não pode chamar a Deus de Tu e viver com o Tu. O suporte deste conceito de Lutero é o conceito de revelação progressiva. A interpretação bíblica correta só pode ser feita onde Deus é o Tu. Ora. A mais forte razão pela qual a igreja de hoje está confusa e fraca é por falta de ensino correto das Escrituras.Lembro. 3. Constantemente ouvimos os crentes e até pastores dizerem que somos salvos pela fé. Não somos salvos pela fé. a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus. mas do incompleto para o completo e do obscuro para o claro. E isto trouxe muitos problemas para a humanidade. mostrado no tipo de leitores e no ambiente que eles viviam. Cada igreja do Apocalipse tinha seu ambiente geográfico. Cremos que Deus se comunicou e se comunicou de forma inteligível. de Mateos e Camacho.4 – As condições geográficas. não a haverá na Bíblia. comparando coisas espirituais com espirituais. ele não se contradisse. o que mostra a possibilidade de se conhecer a Deus 2.12-14).3 – Recrie.3 – A ocasião e o propósito do autor.1 – Conheça o sentido das palavras.4 – Dê sua própria interpretação. a vivência daquela passagem. o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus. Por isso o método histórico e cultural tem valor. bem expresso em Mateus 17. Maria era noiva de José e é chamada de esposa. É preciso conhecer o texto e seu substrato histórico 1. definamos interpretação: “Interpretação é o esforço de uma mente em seguir os processos mentais de outra mente por meio de símbolos que chamamos linguagem” (Dana). Tiago e Paulo sobre Abraão. da Vida Nova. porque para ele são loucura. Há um pano de fundo em Hebreus. cultural e espiritual próprio que se refletiu no conteúdo da mensagem.2 – Conheça a relação entre as palavras.1 – Examine várias traduções portuguesas: VR.20? 2.1 – O autor e seu momento histórico e cultural. Eis alguns passos a seguir para uma boa interpretação do texto: 1.2 – Examine outras traduções: KJ. em Efésios 2. bem orientada pelo Espírito Santo de Deus. Se o Espírito é o autor das Escrituras. BJ. BV. Ele é o fio de prumo hermenêutico. presente na humanidade. Um Deus da ordem é necessariamente um Deus comunicável. E trazer os princípios do texto para o nosso tempo. Cremos que uma pessoa regenerada. antes e depois. Lembrando do texto de 1Coríntios 2. A boa exegese manda que se analise um pensamento completo. políticas. Um dos motivos deste sensus é o fato de que temos um universo organizado. Entendes o que lês?. E o homem pode refletir sobre este ordenamento. à luz de Romanos 1. Mas cuidemos da interpretação do texto.21 e 25)? 1. O contexto dos salmos 32. etc. Use dicionários e léxicos. 4. por exemplo. 4. um argumento de Calvino chamado de sensus divinitatis (“senso da divindade”). BL. por exemplo. 3. 46 e 51. e não pode entendê-las. É poesia? Linguagem figurada? Artigo de livro pré-milenista sobre a reconstrução de Babilônia e Isaías 13. É preciso conhecer o texto e seu contexto 2. é excelente para dar este embasamento. Precisamos interpretar bem a Bíblia e depois ensiná-la bem ao nosso povo. RAB. por exemplo. econômicas e sociais. porque ordem é uma comunicação e demanda comunicação 3. Partimos de um pressuposto: não somos os destinatários primeiros dos livros. mas num contexto histórico e cultural. Dito isto. KJ. A espiritualidade sadia é a primeira e maior ferramenta na interpretação do texto bíblico. Interpretar não é trazer o texto para o nosso tempo. mas sim o Espírito que provém de Deus. em Tiago 2.2 – Os destinatários e seu ambiente. como convém a um Deus da ordem. entende o que o Espírito revelou. Outro princípio inegociável: o pregador é uma pessoa regenerada pelo Espírito Santo. revelação proposicional. A obra de Fee & Stuart. e que pode levá-lo a entender as coisas do Espírito: “Ora. Conheça aquela cultura. O texto não foi escrito em tabula rasa. Há sentido nesta ordem e nas preposições. da Paulinas. Somos salvos pela graça. consideremos o versículo 15a: “Mas o que é espiritual discerne bem tudo”.5 e em Hebreus 1.8-9) e outro. 2. e não um caos. iluminada pelo Espírito. sobre o assunto. E uma das tarefas mais esperadas de um pastor é que ele interprete a Palavra de Deus para o seu rebanho. NVI. culturais. NTJ.12-14. Um defende a salvação pela fé (Paulo. mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo. por exemplo. O texto e seu estudo 4. Partimos de um pressuposto: o texto tem um background.18-30.8-9). tanto quanto o gramatical. O primeiro intérprete a chamar Deus de Ele foi a serpente (Gn 3.1-2. por meio da fé (Ef 2.3 – Lembre-se do princípio da revelação progressiva. 4. mas os segundos. O que significa amontoar brasas de fogo sobre a cabeça do inimigo. Reina-Vallera. É ir ao tempo do texto. as quais também falamos. NTLH. a respeito. em Romanos 12. um pano de fundo.19-22. Se há uma mensagem cognoscível na ordenação cósmica. Graça e fé. não pode falar de Deus como Ele. 1. É preciso conhecer o texto e saber analisá-lo 3.1). Outro muito útil é Evangelho – figuras & símbolos. CLASSIFICAÇÃO DOS SERMÕES QUANTO À ESTRUTURA . nós não temos recebido o espírito do mundo. de um Deus comunicante? Há um princípio hermenêutico inegociável: o autor último do texto bíblico é o Espírito Santo (2Pe 1. 4.1 – Conheça o contexto próximo: o imediato. Assim afirmo que o principal critério para a boa interpretação é vida espiritual. NIV.21). tanto quanto possível. 1. O que o todo bíblico diz sobre a parte? 2. porque elas se discernem espiritualmente” (1Co 2. Deve calar a boca. 3.3 – Examine o texto em grego ou hebraico. verbalizada.2 – Conheça o contexto remoto: o livro e a Bíblia. Não invente. não com palavras ensinadas pela sabedoria humana. a salvação pelas obras (Tiago. que serve de ferramenta hermenêutica. mas diga o que entendeu. Lembre-se do conceito de Lutero: “Cristo é o cânon dentro do cânon”. Que não é sair do erro para a verdade.

Mas mudar a ordem não significa ser infiel ao texto. 5-10) 4. Nem sempre nossa argumentação pode seguir a mesma ordem da argumentação do autor bíblico. As divisões derivam do tópico (ou tema). Lembre-se: o título do sermão deve ser relevante e contemporâneo. de White. É uma salvação garantida (“serás salvo”) 3. Como tratamos aqui de exegese. Os conceitos têm que estar respaldados no texto. Exemplo 2 – “O fantasma de Acã” (Atos 5. Seria correto se fosse pregado para carcereiros. Aqui. Pode ser literal. os nomes de pessoas e lugares devem ser deixados de lado. pois vivemos numa época de tantas esquisitices nas igrejas e de absoluta ignorância bíblica.Trata de um tópico e não de um texto bíblico em particular. quando as palavras do texto fornecem as idéias das divisões. Exemplo 1 – “O remédio para um mal incurável” (2 Reis 5.16) – IGCF 1. Sermão expositivo . O remédio necessário (v. 11-12) 5. A santidade que glorificou a igreja Normalmente. Fiquemos com os sermões textual e expositivo. Sermão tópico ou temático . citado em Predicación Expositiva. 2-4) 3. um ou dois versículos. não. 13-14). Sermão e texto caminham juntos. do maior para o menor. O remédio procurado (vv. etc. O pregador deduziu que a igreja conhece a história de Acã (tantas vezes contada em nosso meio) e deve tê-la utilizado na introdução. o trabalho foi facilitado porque a ordem dos argumentos está clara no texto. 140 1.Um sermão pertence a uma destas três categorias: tópico (ou temático). 1) 2. A severidade que salvou a igreja 3.1-11) Macaulay. O remédio recusado (vv. deixá-lo-ei de lado porque ele não lida com exegese. abençoar água por oração. principalmente nas cartas paulinas.1-14) – Hawkins 1. Porque isto remete o sermão ao passado e o confina lá. As divisões derivam do texto. Nossa argumentação é crescente. do menor para o maior. 3. O remédio conhecido (vv. sal grosso para descarrego.É aquele que faz a exposição completa de um texto bíblico. é necessário trabalhar com uma ordem diferente daquela em que os argumentos aparecem no texto bíblico.31) – Crabtree 1. Sermão textual – Trata do desenvolvimento de um texto bíblico. O título é inexpressivo. Estas práticas são tiradas de passagens bíblicas isoladas e de eventos acidentais. O remédio aceito (vv. O amor de Deus é o maior amor do mundo quanto à sua prodigalidade (“deu”) 3. e livres. Relacionou-o com a igreja e seguiu por uma brilhante linha de raciocínio. Muitas vezes. Exemplo 1 – “O maior amor do mundo” (João 3. abençoar fotografias. Há muito ensino fragmentário. O amor de Deus é o maior amor do mundo quanto aos seus efeitos (“não pereça… tenha a vida eterna”). Os orientais têm o estilo decrescente de escrever. O expositivo lida com um texto maior. p. É pela graça mediante a fé (“crê”) Respeitando a fantástica cultura de Crabtree em AT e Hebraico: este esboço tem um problema. É aquele em que as divisões correspondem às palavras do texto. mas nada diz ao ouvinte contemporâneo. Definamos cada um sinteticamente. Mas preste atenção: o texto não faz nenhuma referência a Acã. mas as divisões. O pecado que ameaçou a igreja 2. A diferença entre os dois é que o textual usa apenas um versículo. O amor de Deus é o maior amor do mundo quanto à sua extensão (“o mundo”) 2. Sua estrutura parece com a do textual. se as divisões são as palavras do texto. textual ou expositivo. 4. não sendo uma prática respaldada pelo ensino bíblico geral. nos títulos e divisões. As vantagens do sermão expositivo 1ª) Parece-me o mais necessário atualmente. sem base bíblica: amarrar Satanás. É aquele em que o tema deriva do texto. . O sermão expositivo faz teologia bíblica. São aleatórias. O Salvador é o Senhor Jesus (“crê no Senhor Jesus”) 2. Exemplo 2 – “A salvação do carcereiro” (Atos 16.

As partes não devem conflitar com o todo.8) – Hawkins 1. literalmente. o valor de sua morte. Estive com uma igreja em que os crentes reclamaram que por um bom tempo não ouviram pregação da Palavra. Uma condição simples (“crede na luz”) 3. 3ª) Importante: é necessário preservar os pensamentos. Sobre isto. tem que ser expressivo. Este é um cuidado a tomar na confecção do sermão: as divisões não podem ser repetitivas. 4. Há muito ensino humano no púlpito. Exemplo – “Cristo morreu por nós” (Romanos 5. Vimos exemplos de esboços e captamos sua estrutura. 3. Sermão textual literal Nele. Mas me parece que o sermão contém um erro de estrutura: as divisões 3 e 4 dizem a mesma coisa. mas apenas comentários sobre os livros de Alberto Cury. 5ª) Usando o modelo textual livre é possível apresentar um bom sermão neste texto. Na primeira divisão enfatizou-se a pessoa de Cristo como Salvador. O sermão vai depender da força do texto. De acordo com sua argumentação. o autor inverteu a ordem de aparecimento das expressões. Um esboço literal nos dará: “escapar”. e na quarta.36) – Crane 1. nas divisões do sermão. Dividindo o texto em idéias principais. 4ª) É necessário captar os sentidos das partes do texto. E nem mesmo em pensamento secular mais quem em conhecimento bíblico. Deve ser linear e crescente: uma linha para o alto.“Um texto cheio de luz” (João 12. com argumentos se repetindo. O pregador terá que ser muito cuidadoso para não repetir argumentos. Uma oferta gloriosa (“para que vos torneis filhos da luz”) 2. E. o sermão textual pode ser literal e livre. A lógica da argumentação deve prevalecer. Por 4. Sermão textual livre Nele. A relação com o texto O texto. “se”. O textual literal nem sempre permite o melhor esboço. “negligenciarmos”. O exemplo de Crane mostra isso muito bem. a ordem das divisões não é a mesma em que as expressões aparecem no texto bíblico. o fato de que ela é vicária. de acordo com o texto. Algumas observações necessárias 1ª) O textual literal pode ser tornado em textual livre. de John Macarthur Jr 4. “nós”. Considero-o indispensável a um intérprete cristão das Escrituras. O pastor deve ser uma autoridade em Bíblia e não em exotismos doutrinários.2ª) Dá cultura teológica e bíblica ao pregador. Como é elaborado? Como se faz? 1. Cristo 2. O sermão não pode ser cíclico. Mas o sermão é rigorosamente bíblico. 3ª) Está de acordo com a dignidade da pregação: ensinar a Bíblia. É bem diferente entrar numa igreja onde a Bíblia é exposta com seriedade e em outra onde a festa é elemento principal do culto. Não faz muito sentido. ou seja. Vejamos cada um deles. Lembre-se: nossa cultura e nosso estilo de raciocínio são diferentes do estilo e da cultura oriental. É daqui que vem sua classificação. “salvação tão grande”. A ESTRUTURA DO SERMÃO TEXTUAL Já vimos o que é um sermão textual. acaba dando-lhe cultura teológica. Na segunda. claro e forte. mas apreendendo as idéias. que é pessoal. quando não as próprias palavras do texto. Por dar conhecimento bíblico ao pregador. Nós Mas atenção: não é um mero esquartejar do texto. É o texto que comanda o desenvolvimento. O texto deve ter um pensamento completo. Morreu 3. vendo as idéias principais. necessariamente. 2. 2ª) Repito: a ordem do texto não é. as divisões são. Lembre-se que no sermão é o texto. e vice-versa. Na terceira. a ordem das divisões. pondo palavras aqui e acolá. as expressões contidas no texto. É o texto que está sendo analisado. Uma oportunidade fugaz (“enquanto tendes a luz”) Neste texto. acima de tudo. Exemplo . Usemos Hebreus 2. as divisões são formuladas livremente. Veja este esboço: . recomendo o livroPense biblicamente. Um esboço “impregável”.3: “Como escaparemos nós. as divisões devem estar em harmonia com o título. se negligenciarmos tão grande salvação?”. as divisões irão surgir. sem repetir as expressões contidas no texto.

mas os secundários.por para fora. Definições 1ª) Sermão expositivo é aquele em que o pregador expõe certo trecho das Sagradas Escrituras. humildade e objetividade. gramático e real do texto. No item anterior. deixar claro. O Min. Assim se expressa sobre o grande compositor: “A perfeição era sua meta” 5. APÊNDICE SERMÃO EXPOSITIVO: COMO PREPARÁ-LO (Palestra apresentada em curso de aprofundamento pastoral e adaptada para esta apostila) . nos maços de cigarro. É uma busca para se saber o que é um princípio de valor eterno e o que é princípio de valor relativo. Explanação vem de ex planare. 6º) Não é dizer “este texto tem falado ao meu coração” e ficar embromando por meia hora. 4. Quanto à humildade. enfatizando a ruína. as idéias foram postas em ordem. Não se contente com o realizado. O que o sermão expositivo é É. Não somos os destinatários primeiros do texto. A pergunta é: “Qual o princípio que está sendo ensinado aqui? Ele tem validade hoje?”. para aqueles ouvintes?”. O QUE É 1. Elementos básicos do sermão expositivo 1º) O sermão expositivo procura explanar um texto bíblico. que é o que muitos pregadores fazem. Se há algo que se pode aprender da Publicidade é que nunca se explora um assunto pelo lado negativo. As perguntas aqui são: “Por que isto está sendo dito? Quais as circunstâncias em que isto foi dito?” 4º) O sermão expositivo procura descobrir as verdades universais e a verdade contemporânea dentro do seu contexto bíblico. analisando-o em seus detalhes mais importantes. principalmente. Na exposição. A exposição bíblica dá ao povo a exegese do texto. Deve ser usado com perícia e com misericórdia. Aqui entram o princípio da revelação progressiva e o conceito de Lutero de Cristo como o cânon dentro do cânon. A pergunta é: “Como colocar estas idéias numa ordem que meu auditório entenda e guarde?”. Quanto ao trabalho. Uma grande salvação 2. deixar claro. Veja e reveja. Exposição vem de ex poser. mesmo que boas? SERMÃO EXPOSITIVO: O QUE NÃO É. aplicando-o à vida dos ouvintes. por para fora o que a Bíblia está dizendo. ou simplesmente nada dizer. Ela extrai o sentido histórico. 4º) Não é fazer sugestões devocionais numa “corrida” versículo por versículo de um texto. o pregador dá ao povo as idéias do texto. Não é o que quer dizer para nós. É o oposto de eisegese. 2ª) Sermão expositivo é aquele que faz a exposição do conteúdo de um texto bíblico de extensão superior a um versículo. que fogem ao propósito do sermão. A exegese é “tirar idéias para fora” do texto. Você sempre pode melhorar e seu trabalho sempre pode ser aperfeiçoado. 2º) O sermão expositivo procura captar o sentido original da passagem. Quanto à objetividade: pergunte-se: “É isto mesmo?”. colocar suas idéias no texto. em que ele cita Beethoven. com o esboço pronto: Pergunta 1 – É isto. A Publicidade mostra imagens de prazer. lembre-se de Thomas Edson: “O gênio é mais trabalho que inteligência”. Lembre-se: nós não apenas pregamos a Bíblia.1. Esta é a maior dificuldade do pregador. 5º) Não é um comentário errante ou um tagarelar de improviso sobre um trecho bíblico. Nós pregamos a Bíblia para o povo. fazer plano. Volto à obra de Petersen. Não basta boa exegese. 7ª) Faça algumas perguntas. O sermão expositivo exige exegese e exposição. Um grande perigo 3. O que o sermão expositivo não é 1º) Não é um ligeiro comentário exegético sobre o conteúdo de um versículo ou capítulo. A pergunta mais importante é esta: “O que isto queria dizer. Qual dá mais certo? 6ª) Ponha as idéias em ordem. 2. Significar fazer um plano. A etimologia vai nos ajudar. Um destino inevitável Note que este esboço segue para uma linha negativa. É necessário fazer boa aplicação. 3º) O sermão expositivo procura relacionar o sentido original do texto ao contexto em que ele se acha inserido. Isto requer trabalho. Na exegese tiram-se idéias do texto. 2º) Não é tirar idéias de comentários bíblicos e citá-los eruditamente do púlpito. sem tema e sem objetivo. da Saúde mostra imagens horrorosas dos efeitos do fumo. sem falar nada além do que o texto diz. 3. exatamente. com outras palavras. 5º) O sermão expositivo procura organizar estas verdades ao redor de um tema central inerente ao texto e relevante ao auditório. Analise. uma explanação ou exposição da Bíblia. 3º) Não é uma exegese de uma coleção de versículos relacionados com um assunto. o que o texto diz ou é o que eu quero que o texto diga? Estou me sobrepondo ao texto ou o texto está se sobrepondo a mim? Pergunta 2 – As idéias estão na melhor ordem para o povo compreender? Pergunta 3 – Estou deixando brechas na minha apresentação? Há falhas? Pergunta 4 – Há idéias desnecessárias. naquela época. isto é. É ela que garante o bom sucesso do pregador. não pense de si e de seu trabalho como algo completo.

Em janeiro e fevereiro li todo o Novo Testamento Judaico. Por exemplo.É difícil pensar. Um tempo atrás. Mesmo que esteja sendo feito inconscientemente de ser um método. em 1985. Mas cada pregador que deseja crescer como expositor da Palavra precisa de ajuda específica para começar. mas posso fazer um sermão expositivo sobre a passagem. tive um problema: sabia como fazer. Tornar-se um expositor maduro da Bíblia é tarefa que demanda viver a vida toda com a Bíblia e com o povo. trabalhei escolhendo um livro da Bíblia e pregando nele. por anos. Alguns bons expositores da Bíblia dizem não ter método. Esta é a tarefa básica de qualquer pessoa que tenta ensinar preparação de sermões. Escolho um tópico. . Mas é mais difícil ainda falar sobre pensar em pensar. ou pelo menos. minha introdução é que desencadeia todo o sermão. simplesmente passava para a seguinte. tendo habilidade. com 40 e 50 anos. a idéia para o sermão me salta aos olhos. geralmente. por mais que me esforçasse. admirado. Ou seja. Quando tratamos dos estágios da preparação do sermão. No entanto. por exemplo. ou divórcio e então procurar uma passagem que se relacione com o tópico. Ditas estas coisas. e interrompo a leitura para confeccioná-lo. Ou é possível começar com um assunto ou problema como a doutrina da trindade. pela sua habilidade em pregar expondo a Bíblia de maneira que eu não sabia fazer. Na verdade. ou inspiração das Escrituras. porque ela passa a ter uma visão global de um livro da Bíblia. normalmente não têm examinado como eles fazem para preparar seu sermão. pregadores mais experientes. capítulo por capítulo. a repreensão feita por Natã (cap. é necessário basear o meu sermão em alguma unidade do pensamento bíblico. 2ª) Qualquer pessoa que deseja aprender como fazer uma coisa bem feita deve estudar os métodos das pessoas que fazem com consistência. lendo o texto. as ocasiões especiais ou necessidades especiais me ajudam a selecionar o meu texto. e não os métodos dos que fazem por acaso. Nos dias de natal ou semana santa. ESTÁGIO UM: ESCOLHER A PASSAGEM A SER PREGADA Uma antiga receita para coelho ao molho começa assim: “Primeiro você pega um coelho”. Nas cartas do Novo Testamento. Algumas vezes. se alguém pregar o adultério de Davi com Bate-Seba. Fui à Bíblia para procurar alguns textos dos quais eu poderia realizar estudos ou preparar sermões sobre a escolha e a função dos diáconos. e que conviveu com o povo por anos. De que serve o molho para coelho sem o coelho? O primeiro problema que o pregador expositivo enfrenta é este: “De qual passagem da Escritura devo tirar meu sermão?”. versículo por versículo. muitos sermões no Novo Testamento me vieram à mente. a receita se torna sem uso. como Salmos. vejamos os estágios necessários para a preparação de um sermão expositivo. o oposto do que os homiletas ensinam. Na primeira vez que lecionei Pregação Expositiva. a história seria fragmentada se este alguém pregasse um versículo de cada vez. os argumentos algumas vezes se misturam. ou preocupações pessoais como a culpa. o óbvio é escolher uma passagem que se relacione com o tema da época. mas seus sermões saem bem feitos. Para a igreja é muito bom. assim mesmo. Tendo pregado um sermão numa passagem. o melhor é trabalhar com unidade de história completa. Durante algum tempo. mas não sabia mostrar como fazia. É mais difícil pensar em pensar. mas não o explicitaram. ou o salmo inteiro ou versículos que contenham uma unidade de pensamento completa ou um resumo do salmo. pregando livro após livro. O mais importante é permitir que a passagem bíblica molde o que vai ser dito no sermão. O melhor é tomar todo o capítulo 11 de 2Samuel . Mas na quase totalidade das vezes. 12) e voltar ao capítulo 11 em estilo de flashback. Ultimamente. também. poucos pregadores expositivos. Tem me acontecido que muitas vezes. Há uma mensagem de Deus em cada passagem bíblica e fazendo assim. mas cada pregador tem um esquema mental e deve desenvolver seu modo de trabalho. não importando qual seja a sua idade. entretanto. ficando fora da ordem que nosso povo pode entender bem. são sem método. Quando a seção é narrativa. Ou. solidão. têm um método. Como jovem pastor eu ficava observando. minhas mensagens têm brotado de minhas leituras bíblicas diárias. estou declarando “todo o conselho de Deus”. essa ausência de método é o seu método. versículo após versículo. Penso que isso poderia ser chamado de “exposição em tópicos”. a igreja que eu pastoreava escolheu novos diáconos. geralmente uso as divisões em versículos ou em idéias. Devo dizer que não me considero um bom expositor da Bíblia. a disciplina foi uma espécie de oficina prática: fazia com os alunos e aprendíamos juntos. de forma tão madura e consciente. Sem um coelho. em vez de pregar somente nas minhas passagens e tópicos prediletos. Sabia de onde viria minha mensagem no domingo seguinte. Ou seja. Por exemplo: todo livro de Homilética vai dizer que o melhor momento para preparar a introdução é quando o esboço já está pronto. Neste caso. Com isso. Se pregar sobre literatura poética. Coloque as primeiras coisas em primeiro lugar. vou tentar. sua idéia geral está bem clara para nós. mas sobre estes homens que duas coisas devem ser ditas: 1ª) Muitos expositores que dizem não seguir nenhuma regra. Depois de algum tempo é que descobri que somente uma pessoa que estudou a Bíblia com seriedade. a passagem molda tudo o que eu digo. então não é sobre mim. Apesar da dificuldade. Eu ficava curioso para saber porque não pregava como uma pessoa assim. Saber como alguém mais experiente faz pode ajudar um pouco. Assim sendo. Há linhas gerais para a confecção de sermão. Isto me livrava da angústia de estar procurando o que pregar no domingo seguinte. eu tenho logo a idéia para a introdução e desenvolvo toda a argumentação a partir dela. em ordem. nos quais a passagem bíblica é pretexto para o que vou dizer. dos bons. de revisão. podia pregar assim. É bem diferente do assim chamado sermão em tópicos.

Estudando o contexto. incidentes e descrições. Será um desastre pregar sobre uma passagem isolada de Eclesiastes. Ninguém precisa ser mestre nestas línguas para usálas com benefício. Por exemplo: 1Coríntios 13 é parte de uma unidade que trata dos dons espirituais (12 a 14). a mensagem vai tratar. Um jovem buscando por propósito Assim fazendo. A mensagem da Escritura pode ser compreendida perfeitamente de qualquer tradução. exatamente. Nesta passagem Paulo agradece a Deus pelos cristãos tessalonicenses por causa dos resultados que emanavam da sua fé. Um .ESTÁGIO DOIS: ESTUDAR A PASSAGEM E REUNIR AS NOTAS Enquanto estudo. por aquilo que eles fazem pela obra de Deus e por causa daquilo que Deus fez por eles. podem obter este benefício. lugares. O que queremos dizer? Muitas vezes o tema está claramente expresso na própria passagem. Se você não tem o domínio das línguas bíblicas. mas a cor acrescenta interesse e precisão que não possíveis na tevê em preto e branco. ao mesmo tempo.2-6. o que o autor queria dizer”. Como pregar em uma coisa que o próprio Deus diz que está errado? A importância de se conhecer o contexto imediato pode ser vista em Gálatas 5.4: “da graça tendes caído”. O maior obstáculo a superar é na ocasião de transferir do texto todos os nomes próprios. O mesmo pode ser dito de Jó. Uma pessoa preparou uma mensagem na parábola do filho pródigo desta maneira: Título: “Sua Procura“ 1. o pregador evitará erros similares. tanto o texto em si como seu contexto imediato. Fuja dos comentários açucarados que nada acrescentam. Tenho que trazer juntos o mundo antigo e o meu próprio mundo. por exemplo. conservo o texto na mente. mas do presente. esperança e amor e também pela evidência de que eles haviam sido escolhidos por Deus. Neste caso.3. Usado isoladamente. procurando pistas importantes. como um todo. Qual é o tema? Alguns pregadores fazem uma porção de considerações sobre o texto e acabam não dizendo nada. sem a noção do ensino global do livro. A pregação expositiva consiste em cavar idéias na Bíblia e relacioná-las com o cotidiano das pessoas. mas para contemporâneos. Lembre-se: o sermão trata de realidades presentes e não de coisas do passado.13). e quase todos os pregadores. mas todo o sistema do evangelho da salvação em Cristo. A televisão em preto e branco e a em cores captam a mesma imagem. quando o próprio Deus diz que o que foi dito pelos amigos de Jó não estava certo (Jó 42.7). mais pessoal. estou falando aos jovens de hoje e não ao pródigo de ontem. Para se pregar eficientemente não basta estudar a Bíblia. Vamos exemplificar. Mas no contexto de Gálatas se diz algo muito diferente. mas hebraico e grego acrescentam muito à compreensão. há bons comentários que fazem boas exegeses. Não falamos para falecidos. O que isto tem a ver com o meu auditório? A idéia tem que ser mais direta e pessoal: vou agradecer a Deus por outros cristãos. Ele procurou por liberdade 2. Ele procurou por propósito Seria uma excelente mensagem se fosse pregada ao filho pródigo. continuo estudando até estar bem consciente de que posso declarar o que o autor quis dizer. Estes capítulos devem ser considerados em contexto. o texto poderá apoiar aqueles que dizem que o homem pode perder sua salvação. Este passo é fundamental: “É isto. Paulo argumenta que aqueles que tentam se salvar pela guarda da lei estão cortados do sistema da graça. É isto que nos proporciona o conhecimento e o uso das línguas bíblicas. ESTÁGIO QUATRO: DETERMINAR O TEMA DA MENSAGEM É necessário decidir sobre o que. o que Deus disse no passado e o que quer dizer agora. Devemos deixar de lado qualquer detalhe que atraia a atenção mais para o então do texto do que para o agora do desafio de Deus na mensagem. mas que é inadequada para um auditório moderno. “graça” não é a experiência pessoal da salvação divina. Um jovem buscando por aceitação 3. Enquanto estudo. valendo-se de bons livros. exatamente. Depois disso. ESTÁGIO TRÊS: DECLARAR AS IDÉIAS EXEGÉTICAS EM FORMA HOMILÉTICA A exegese nunca é um fim em si mesma. Tomemos 1Tessalonicens 1. É necessário eliminar todos os nomes próprios (exceto o de Deus ou Jesus ou Espírito Santo) dos pontos principais da mensagem. como se segue: Título: “Um Jovem Buscando Satisfação” 1. mostrando os passos que Davi sabia que tinha que dar antes que pudesse pregar aos transgressores e ver pecadores voltando-se para Deus (Sl 51. para que interprete de maneira apropriada o contraste do amor com a arrogância e mau uso dos dons espirituais. O sermão não deve falar do passado. Não posso pregar um sermão dando graças a Deus pelos tessalonicenses. O pregador tem que ajudar a congregação moderna a ouvir Deus falando hoje de um texto tido como antigo. Um jovem buscando por liberdade 2. Seria muito melhor tornar a mensagem mais genérica e. O homem de Deus que seja sério e que leve a sério sua responsabilidade como pregador procurará ter toda a precisão possível na interpretação da Palavra de Deus. o conhecimento das línguas bíblicas se torna inestimável. Nunca buscará dizer qualquer coisa nem declarar em nome de Deus o que ele nunca disse. É necessário estudar também os ouvintes. No contexto. Cecil Taylor tem uma mensagem baseada no Salmo 51. eu examino os detalhes da passagem em vista. Ele procurou por aceitação 3.

A idéia. Se o pregador não pode mostrar. Ser um bom pregador demanda trabalho e uma constante insatisfação com a qualidade de sua produção. não saberão do que trata. mas também com a experiência.12) e ajuntar alguma coisa. Se como pregador eu falhar em responder à pergunta “isto é verdade?”. Mas achadas as divisões. mas via de regra a introdução é a primeira coisa que faço no sermão. Leia-se o texto de 1Coríntios 9. Às vezes faço questão de repetir a idéia do autor com minhas palavras. Tenho que me antecipar às suas dúvidas e me preparar para responder tais perguntas em meu sermão. Mas se eu usar a expressão “batismo em um Espírito”. que é fazer o melhor. O apóstolo Paulo. um exercício prático.12). O tema passou a ser o sugerido pelo texto. o que está sendo dito.11). estarei falando somente para aqueles que já estão convencidos de que o que eu prego é verdadeiro.13). com o que se via no dia a dia. Para falar a todos os meus ouvintes. o que determinou como tema da mensagem. Todos os livros de Homilética dizem que a introdução deve ser preparada por último. Para ver frutos Preste atenção: Paulo e os romanos foram deixados de lado. pregadores. Pregamos para nossos contemporâneos. Para dar alguma coisa 2. a linha passou a ser essa: por que ir à igreja? Basta seguir nesta direção. Um bom padrão para estabelecer a conclusão é este: o que o pregador pensa que Deus espera que seja a reação dos ouvintes? Como as pessoas devem responder a Deus? Isto determinará o rumo da conclusão. tornando-se necessário comprovar a declaração. Sem estas duas características. E é autocondescendente: está satisfeito com o que fez e consigo mesmo.tema excelente para se pregar a evangelistas. através do raciocínio e de ilustrações. ESTÁGIO SEIS: PREPARAR A INTRODUÇÃO E A CONCLUSÃO A introdução é altamente relevante. Assim desenvolvi um sermão com o título “Por Que Ir à Igreja?”. Ele estava partindo de um pressuposto que eu não posso ter: seus ouvintes sabiam o que ele estava dizendo. Quando ele desejou provar à congregação dos coríntios que os ministros tinham o direito de serem pagos pelo seu ministério. fruto (1. eu preciso tratar honestamente desta pergunta ou questão. isto é. na conclusão. A aplicação responde à pergunta: “E daí. É necessário mostrar que o que foi dito faz diferença hoje. Que nunca sejamos irresponsáveis. o que pregou e o que espera que as pessoas façam. Agora. quer livres”. porque já tem o que dizer. Não que se esteja questionando qualquer parte da Bíblia (embora o auditório incrédulo possa assim fazer). trabalho e autocrítica. portanto. ele necessita trabalhar mais sua introdução. em sua introdução já preparada. As divisões ficaram: 1. convertidos em crescimento cristão. o pregador terá pouco sucesso em seu trabalho. como encorajamento (1. A redeclaração responde à pergunta: “Oque foi dito?”. respeitando a linha aqui mostrada. é necessário que haja a remoção do pecado (51. Se não fizermos assim. Por exemplo. deve trabalhar mais esta parte do sermão. Em outras ocasiões. construa um esboço de sermão. Para receber alguma coisa 3. provavelmente. tenho um problema aqui. CONCLUSÃO Dois dos adversários dos pregadores de hoje são a preguiça e a autocondescendência. não conseguirá atrair bem a atenção do povo para o que vai discutir. Se o pregador notar que.10). . sempre. em Romanos 1. para clareá-la ou para enfatizá-la. foi isto: para levar os perdidos ao Senhor. Era necessário provar. pelo senso comum e pela vida. ou seja. Nós não pregamos para defuntos dos tempos bíblicos. Resumindo: para rechear as divisões é necessário redeclarar.11) e restauração da alegria da salvação (51. mas o pregador estará sendo irresponsável. Um desejo de querer fazer o melhor. É fundamental que o pregador explique e argumente com a verdade da passagem e que não deixe NUNCA de relacionar a verdade com a vida dos seus ouvintes. o corpo do sermão. o tema é apenas sugerido pelo texto.11).7-12. A explicação responde à pergunta: “O que isto significa? Em 1Coríntios 12. pastores e seminaristas. A conclusão deve encerrar o sermão e levar a uma decisão. uma bênção (1. Deus pode abençoar. provar ou aplicar. mas os passos (vendo o v. exatamente. argumentou com as Escrituras. não haverá resultado nem sentido em nossa pregação. Muitas vezes mudo conceitos e dou nosso novo arranjo às frases. Ela necessita chamar a atenção e conduzir os ouvintes ao principal. Na realidade. o que diferença isto faz hoje?”. dos versículos anteriores. O sermão precisa chegar a este ponto: “Entenderam bem? É isso que vocês devem fazer!”. Paulo deu as razões pelas quais desejava estar junto com os cristãos de Roma. reconhecimento da obra do Espírito Santo (51. A prova responde à questão: “Isto é verdadeiro?”. Os exemplos anteriores mostraram isso. entendeu que a validade de sua argumentação não vinha apenas do Antigo Testamento. quer judeus. Antes que qualquer cristão possa ensinar aos transgressores os caminhos de Deus e vê-los convertidos. como rechear isso?”. explicar. por exemplo. Aqui estão algumas das razões que levam qualquer pessoa à igreja: dar alguma coisa.12) e “obter alguns frutos” no meio deles (1. Como desenvolver o esboço? Quatro coisas podem ser feitas para que desenvolver os pontos ou divisões: redeclarar. provar e aplicar. é necessário que cada divisão esteja calcada no texto bíblico. explicar. meu ouvintes. para que o povo saiba. Paulo queria ir à igreja de Roma. A redeclaração simplesmente apresenta a idéia do texto em outras palavras. “ser confortado juntamente com eles” (1. sempre. ESTÁGIO CINCO: COLOCAR CARNE NO ESQUELETO (RECHEAR AS DIVISÕES) Sendo o sermão expositivo. 13 como um clímax). quer gregos. Geralmente é a primeira parte que faço.13). Não busca a excelência. Ele queria “repartir com eles alguns dons espirituais” (1.11-13. Com as idéias de Cecil Taylor. É mais uma questão psicológica: nem sempre a aceitação vem pela simples citação das Escrituras. 13. O pregador faz um esboço e acha que já está bom. vem a pergunta: “E agora. Taylor tirou do v.13 Paulo declarou que “todos nós fomos batizados em um Espírito formando um corpo. O que ele quis dizer. então. renovação de um espírito reto (51. porque ela me direciona em toda a argumentação. o povo de Deus precisa por algumas coisas em ordem.1-9). receber alguma coisa.

Usei este ultimo numa série de sermões sobre os apóstolos. The Women of the Bible. postas em argumentação crescente até um clímax. A idéia era excelente. Debruça-se sobre o caráter de pessoas que fizeram coisas dignas de registro (boas ou más) e que podem nos transmitir lições. Até sobre a vida deVera Fisher… Quinto: Seu grande valor está em que lidam com vidas e não apenas com exposição de conceitos. Na realidade. É bom ver que grandes vultos do passado passaram por crises semelhantes às nossas e as venceram.) Os verbos estão no passado. 2ª. quando se deveria trazer a lição do texto para o hoje do ouvinte. Perdeu a contemporaneidade. É necessário analisar muito bem.) As divisões são típicas de uma análise histórica e trazem um defeito de formulação: a 1 e a 3 guardam semelhanças. de Baxter. tirando lições para nossa vida. Há séculos que a humanidade vivencia os mesmos problemas de relacionamentos. Pela sua natureza. As idéias devem ser atuais. Analisando o esboço. Nada diz sobre os ouvintes ou sobre nossos dias. De um só relance alisto os seguintes: All the Children of the Bible. Houve gente na Bíblia que passou pelo que o ouvinte passa? Como sobreviveu? Alguém tem um filho rebelde? Davi precisou fugir do filho Absalão. muito cotejo de textos e verificação de citações. que gostam de biografias. Mark These Men. mais que filósofos e sociólogos. Numa época de fast food. Infelizmente com certa dose de razão. 3ª. Terceiro: O ato de debruçar-se sobre personalidades exemplares (boas ou más) é fonte de crescimento. Não é contar a história de algum personagem bíblico. Esta é a possibilidade do sermão biográfico. observamos algumas coisas: 1ª. mas o sermão só serviu para cavadores de poços. 1. é bastante atraente. que poderia ter sido muito interessante. como sempre. Só serviria para alguém chamado Gideão. girgaseus. usando aquela para esclarecer e orientar estas. Um exemplo negativo de sermão biográfico Alguém preparou um sermão biográfico sobre Isaque. desemprego. dizem a mesma coisa com palavras diferentes. Um sermão sobre Gideão. O que enfrentamos que eles não enfrentaram? A Bíblia focalizou essas questões e as respondeu. Ele busca ligar uma vida do passado às vidas presentes. Segundo: Tornam-se motivo de aplicação mental. mesmo os seculares. O benefício da pregação biográfica Os sermões biográficos ajudam o pregador em cinco aspectos principais. Veja o volume de livros seculares sobre a vida de pessoas. Os livros que tratam desta área. como nós. e me foi muito proveitoso. Um pregador mais experiente modificou o esboço que ficou assim: Título: “Um Jovem a Serviço de Deus” 1. mostrando relevância para o auditório. doenças. com variações pequenas. A demora no estudo da Palavra é salutar. Para o pregador e para o povo. Muita pregação falha por isso. O sermão ficou no passado. acuidade mental. profissionais ou estudantis. o púlpito tornou-se emissor de banalidades. Trata de questões reais e de gente de carne e osso. Caracterizemos bem o sermão biográfico. Doze Cristãos Intrépidos. fracassou por completo. geografia da Palestina ou costumes de uma cultura distante no tempo e no espaço. Com inflação. Sexto: Há abundância de material sobre o assunto. All the Kings and the Queens of the Bible e All the Men of the Bible. O povo gosta de biografias. Um rapaz luta para se manter puro diante do assédio de uma mulher mais experiente? José passou por isso. etc. E é muito genérico. nada dizendo. Estos Vinieron a Jesus. Gosta também. Abordou a política de Isaque de abrir novos poços quando lhe tomavam um. raciocínio lógico. Cabem aqui as palavras de Billy Graham: “O homem é precisamente o que a Bíblia diz que ele é” 6. Gideão colocou a vida nas mãos de Deus 2. de saber das lutas e vitórias de outros crentes e como imitá-los. Gideão foi sincero para com Deus 3. remetendo o ouvinte ao ontem do texto. Quer conhecer bem o homem? Estude a Bíblia. É necessária muita leitura bíblica. Até mesmo a ordem em que os trechos surgem pode não ser a melhor. Um jovem a serviço de Deus precisa ser sincero . cananeus. Boa parte dos sermões nada acrescenta à vida do povo. biografia. Ou seja. emocionais. mais particularmente a adolescentes e jovens. de Coleman. há material farto e de boa qualidade para ajudar no estudo dos vultos bíblicos. mas não é um sermão. Quarto: Este tipo de sermão agrada às pessoas. Gente normal não perde sono com heteus. de Meyer. O pregador deve saudar com efusividade todo sermão que exija dele tempo com as Escrituras. As divisões foram: 1. mostram boa vendagem. de maneira admirável. de MacArthur Jr. 2. porque a ordem cronológica pode não ser a melhor para a apresentação das idéias. Gideão se dedicou por completo à obra de Deus. Um sermão carece de idéias concatenadas. e Doze Homens Comuns.O SERMÃO BIOGRÁFICO O sermão biográfico é aquele que aborda a vida de uma personagem bíblica. É irrelevante. O título foi “A Vida de Gideão”. Quantos personagens bíblicos há? Há muitos livros sobre o assunto. todos de Lockyer. alguém definiu um pastor tradicional como “Uma pessoa invisível durante a semana e irrelevante aos domingos”. Exige reflexão. traição de amigos. Isso pode até ser edificante. com os verbos ilustrando ação acontecida e trazendo o nome do personagem no título e nas divisões. Men Who Knew Christ. extraindo dela princípios para a nossa vida. pois Gideão não é muito conhecido de nossas igrejas.) O título é ruim. Foi assim nos tempos bíblicos. Perde o sono com problemas de relacionamentos domésticos. Primeiro: Levam-no ao estudo sério da Palavra de Deus. em que predominam a pressa e a superficialidade. de Lasor.

Usei a poesia de Mirtes Mathyas. A inocência da infância – uma promessa esperançosa 2. A pecaminosidade da maturidade – uma tragédia fatal. pois ele é um modelo de homem piedoso. adaptando-a para a seguinte forma: Título: “Uma Tardia Demonstração de Amor” 1. As tentações da mocidade – um perigo ameaçador 3. A tristeza de uma ação inútil (Jo 19. dizendo que o Senhor reinaria sobre o povo.45-52) 3. Apresento um esboço de estudo bíblico sobre Josafá. Na introdução fiz a ligação entre os conceitos “tardia” e “tristeza” para não trabalhar com conceitos diferentes. Algumas marcas de sua vida podem nos orientar. recebeu este nome e teve um caráter orientado pelo pai. É preciso trabalhar bem as idéias.38-40). A tristeza de perder oportunidades (Jo 3. Nesta nova estrutura. que apresentei em minha ex-igreja. Deu-lhe o título “O Homem que Veio a Jesus à Noite”. Concluiu dizendo que um jovem a serviço de Deus não deve deixar brechas. “Se podes dar-me uma flor. e usou o texto de Juízes 8. O exemplo é singular. Num sermão. O título é “A Fraqueza do Forte”.1. Ele veio a Cristo (Jo 3. Ajuda a memorizar o que se disse. Falei sobre Jeosafá e usei os verbos no pretérito. nas divisões. Vejamos com atenção. Como se vê. contemporaneidade.1-9) 2. o autor apresenta um esquema sobre a vida de Nicodemos.8. Gideão se recusou a ser rei. Um jovem a serviço de Deus precisa dar a glória a Deus. É preciso relevância. manter um número de palavras semelhantes nas divisões é bom. Ao invés de ler os três textos como base para o sermão.2) 2. As idéias para as divisões são: 1.7 TEXTO INICIAL: 1REIS 15. No livro de Lockyer. Ele falou por Cristo (Jo 7.23 como base para a divisão 3. o pregador juntou o que eram as divisões 1 e 3. com suas atitudes. Um jovem a serviço de Deus precisa ser consagrado 3. que empreendeu uma boa reforma. Se fosse apenas um esquema histórico. Um exemplo positivo de sermão biográfico Veja este sermão sobre Sansão. 3. Ele honrou a Cristo (Jo 19. o tom foi mais coloquial.24 Preparado pelo Pr. e não Jeosafá: IGREJA BATISTA DO CAMBUÍ PERSONAGENS DA BÍBLIA – JEOSAFÁ – Apresentado em 30.2. pois a cronologia vem em uma argumentação crescente. As divisões ficaram assim: 1. Utilizei a idéia de Lockyer (concedendo-lhe o devido crédito). A tristeza do medo do envolvimento (Jo 7. evitar-se a repetição de idéias e facilitar a assimilação por parte do auditório.27) que mais tarde levou o povo à idolatria. não basta ter um personagem nem esquematizar sua vida. que introduz Nicodemos na Bíblia e disse que usaria outros textos. no título e nas divisões. li apenas João 3. dá-me uma flor agora”. Isaltino Gomes Coelho Filho INTRODUÇÃO Jeosafá significa “Iaweh é juiz”. Para este último fim. . para que o nome de Deus seja desonrado. Um esboço deste tipo é acompanhado pelo povo com muito mais interesse. Note que é um estudo e não um sermão. apresentaria os conceitos. o pregador comentou que Gideão fez um éfode (Jz 8. All the Men of the Bible. Lockyer concluiu com uma bela frase: “É melhor dar flores para um vivo do que guardá-las para seu sepultamento”. Não haveria relação alguma entre o que estava sendo dito com a vida dos ouvintes. Na conclusão.38-40). Mas como sermão deixaria a desejar. boa parte das pessoas se desligaria do assunto. os participantes tinham a cópia e acompanhavam o desenrolar do estudo com ela e a Bíblia aberta. Filho do rei Asa.45-52) 3. Tomei liberdades estruturais que não tomaria num sermão.

3. Pode ser que seja alguém do Antigo Testamento com aspectos de sua vida esclarecidos no Novo Testamento. É um modelo pelo apoio dispensado aos novos crentes (At 11. Veja os princípios que podem ser aplicados à vida de hoje. rei de Israel. leia todos os textos que se relacionam com os eventos marcantes da vida do personagem ou até mesmo todos os textos que se relacionem com ele. Alistamos alguns deles.5-7. ELE TEVE UM PAI QUE O ORIENTOU BEM – 2Crônicas 14. . ELE DESENVOLVEU UM SISTEMA DE INSTRUÇÃO RELIGIOSA PARA O POVO – 2Crônicas 17. Cuidado com gente falsa e aduladora! CONCLUSÃO A biografia de Jeosafá se encerra em 2Crônicas 20.20-25) 3.17-18 e 20. Este é o ponto mais forte do sermão biográfico: mostrar ao povo que seus problemas são enfocados pela Palavra de Deus.) Deixe de lado aspectos do biografado que não sejam relevantes para o povo de hoje. O esboço de um sermão sobre Barnabé explicita bem estes dois pontos: Título: “Um Modelo de Vida” (IGCF) Texto: Atos 11.36-37) 2. moedas. 4º. 1º.8-10.22-24 1. é realmente convertida. indumentária. Leve o povo a ver que seus problemas e suas necessidades foram experienciados no passado e que há soluções mostradas na Bíblia.) Durante o seu estudo. seu pai comandou uma volta ao Senhor por parte do povo. idólatra e comandado por uma mulher sagaz e oportunista. 34. Palavras elogiosas. 5.) Leia sobre a vida do personagem em um dicionário bíblico. quando não dispensável. o que Gênesis 22 não mostra. Leia um texto que baseie sua linha de pensamento.11. E foi um exemplo para o filho.) Não conte história. Deve ser um texto que sirva de ponto de partida ou de alicerce para a argumentação. 6º.3-6. Veja-se a oração do seu pai em 2Crônicas 14. Na hora da crise mostramos a confiança que exibimos nos nossos cânticos ou nos descabelamos? É fácil ser firme na igreja e no louvor. É um modelo pela visão para compreender novos tempos (At 13.31-32. ELE LIDEROU UM DESPERTAMENTO RELIGIOSO E JURÍDICO Em 2Crônicas 14.1-4. somos abençoados. Hebreus 11 mostra que Abraão esperava que Deus ressuscitasse Isaque dos mortos. Centre-se no essencial. O que Jeosafá viu em Acabe? Ele não andou no caminho de Israel: 2Crônicas 17. isso é secundário. não se guie pela cronologia na sua estrutura. fiel e temente e Deus.1-5. Mas cuidado.7-9. A cronologia pode ajudá-lo na compreensão da vida das pessoas. que orientou os juízes para serem pessoas corretas: 2Crônicas 19. Nele você encontrará uma sistematização cronológica. 2º. Veja se os dois Testamentos dizem algo sobre a pessoa.46-52) 3º. mas nunca usa sua posição para levar outras pessoas ao conhecimento da verdade.) Outros textos que servem de base para as divisões e argumentação poderão ser lidos durante o sermão.) Escolha um texto que sirva de base para a linha a ser seguida no sermão. ELE CONFIOU EM DEUS NO MOMENTO DE CRISE Em 2Crônicas 20. não é necessário ler tudo para o público. 2.2) 4. com outras palavras. É um modelo pela sua firmeza na graça (At 15. Cuidados a tomar na confecção do sermão biográfico Este tipo de sermão é fácil de se construir. Jeosafá quis ensinar o povo.4. Que o versículo 32 seja o epitáfio de cada um de nós! 4. Costumes daquela época. Isso é tautologia. Como fiz no sermão sobre Nicodemos. Não usou nem torceu a justiça em seu benefício. mas podia servir de orientador aos juízes! E ainda orientou os sacerdotes: 2Crônicas 19. Em 1Reis 22.1. mas prejudicá-lo na exposição. Muita gente segue a Cristo. ELE COMETEU UM ERRO – AJUNTOU-SE COM QUEM NÃO PRESTAVA Fez aliança com Acabe.10. Jeosafá era rei de Judá. em argumentação. Pregue um sermão. 4. mas alguns cuidados devem ser tomados em sua confecção. Mas estudamos Jeosafá ou Asa? Estamos vendo como um pai pode influenciar seu filho no bom caminho. Mas Deus fez justiça: v. Nos versículos 5 e 6 se vê que os dois não falavam a mesma linguagem. Há muitos sermões tautológicos: lê-se algo e se repete o que se leu. Mas e na hora da crise? Jeosafá era fiel em qualquer momento.1-3 ele busca ao Senhor em hora de crise. Acabe ainda o traiu: 1Reis 22. É um modelo por ter o coração posto na obra (At 4. Jeosafá andou no bom caminho: 2Crônicas 17. Também não repita o texto com suas palavras. Se houver muito material sobre a vida da personagem.30-33. Guie-se sempre pela argumentação crescente. está o registro da aliança. geografia. Sua fé era muito firme: 2Crônicas 20. Veja o que o texto tem a dizer. Acabe era pusilânime. Busque o que interessa. Uma história cresce em cronologia e um sermão. Os filhos devem perseverar no bom caminho que os pais ensinam. 5º. 20-21. Quando testemunhamos. como Jeosafá o foi: 2Crônicas 17.4.

a IURD distribuiu espadas de plástico (custando R$ 1. gritaram: „À espada. Deve-se ir ao tempo do texto. como ponto de partida. Vou repartir o método.17-24. Orava pelas pessoas. na capela da FTBB. quando comecei a trabalhar as informações. mais do que mostrar um esboço que fiz. era esta: “como o rapaz vacilante rejeitado por Paulo tornou-se indispensável ao apóstolo. DEVE SER INTERCESSOR – Voltemos no tempo: 1Rs 17. Seu ministério e lições para nós. Isto não é uma exegese. no fim da vida”. Analisando as opiniões adversas 2. 1.12.20 (“As três companhias tocaram as trombetas e despedaçaram os jarros.00 nas lojas de Manaus. 8º. Não pedia notoriedade. PRECISA TER CORAGEM – Enfrentou Acabe sem medo: 1Rs 18. apresento um esboço de sermão que preguei num trabalho de jovens de uma igreja na região de Campinas. Mais de uma vez: 1Reis 21. A idéia inicial. pelo local. Tempos atrás. grande significado. o fulgor dos seus triunfos. Há hoje uma pregação maciça no Antigo Testamento. Sabendo refazer os caminhos.00) com que se podiam despedaçar as dificuldades da vida. Não se pode isolar o texto não apenas do seu contexto.17. Isto é diferente de fazer a aplicação homilética. súbitos e breves de Elias. É um uso absolutamente inadequado do texto bíblico. PORÉM ABENÇOADO. sem perdermos o senso de respeito pelo texto bíblico? Porque muitas vezes se desrespeita o texto. o Batista (Mt 17. sem poder centrar em uma passagem específica. Não o descobri em livros. Ministério: 1Rs 17-19 e 21. Mas deixe-o no passado. aqui. à classe religiosa que busca vantagens nas relações sociais e fez uma chamada ao povo para exercer a solidariedade. Lê-se o texto e se pergunta: “O que você acha?”.22-25. Enfrentou os 450 profetas de Baal. “Os aparecimentos raros. Símbolo dos profetas. Três apocalipses atribuídos. Veja aplicações para a nossa época. Mas: Tg 5.12-13). Devemos usar de atenção e cautela. sem medo. mas levando a vida da personagem responder a questões hodiernas.) Tenha bastante cuidado com a contextualização. o patético do seu desânimo. MODELO DE EXEGESE NUM TEXTO HISTÓRICO Um dos problemas para o pregador é preparar um sermão em um texto histórico. sua coragem indômita e seu zelo ardente. Quanto à contextualização esta deve ser feita sem forçar situações. Sintetizou a pregação de Amós e teve fartura de material para sustentar as idéias. e teve. mas que não violente a Bíblia. PORÉM ABENÇOADO INTRODUÇÃO Elias aguça a imaginação. hoje. Como fazer exegese em narrativa? Para discutir o processo de exegese em livros históricos. Orava .1-7 UM MINISTRO SOFRIDO. Após o esboço. Um pregador mais hábil fez Amós dirigir seu sermão aos políticos brasileiros.5). Muita confiança na direção de Deus. e 2Rs 1-2. PORÉM ABENÇOADO. Ele narra um momento histórico. 1REIS 17. Cálice de vinho sobre a mesa para ele.15-19. Como mudar? Como amadurecer? No geral. a prioridade: 1Rs 18. .7º. se não como fazer uma boa exegese. Foi um sermão pregado em Brasília. Empunhando as tochas com a mão esquerda e as trombetas com a direita. mostrarei como este foi montado. mas através do trabalho e da intuição. Lembramos coragem e lutas. Esteve na transfiguração. Lição: ousadia e confiança. Com base na citação de Juízes 7. pelo menos como fazer uma que seja razoável. ao empresariado. mas esta é feita desconsiderando-se o ensino cristão de que o Novo Testamento é o parâmetro que interpreta o Antigo Testamento. Como se pode fazer uma boa exegese de um texto histórico? E como tornar algo do passado em algo válido para nós. É: “O que o texto mostra que aconteceu?”. UM MINISTRO SOFRIDO. mas sim como podemos transformar um texto histórico em uma mensagem contemporânea sem forçar a situação. Intercessor. em solenidades judaicas. Já citamos o exemplo do sermão sobre Isaque. O título ficou sendo “É Possível Amadurecer” e contou com duas divisões: 1. Foi uma pena. O uso do texto histórico requer alguns cuidados na interpretação e na aplicação. Centre a argumentação nos princípios que funcionaram naquela época e que funcionam hoje. Repito: para entender o texto não se deve trazer o texto para o nosso tempo.17-21. 2. Não se pode tornar o texto contemporâneo. UM MINISTRO SOFRIDO. que não pode ser alegorizado. mas a glória de Deus: 1Rs 18. mas pelas quais se pedia a módica oferta de R$ 40. fazendo-se com que ele diga o que queremos e não mostrando o que ele está dizendo. Este tem sido usado sem exegese. apenas como suporte para práticas as mais esdrúxulas possíveis. o texto base. no tocante ao seu entendimento. Um exemplo está em um sermão sobre João Marcos. a glória do seu passamento e a tranqüila beleza de sua reaparição no Monte da Transfiguração. dando-lhes. Ministério não é para inseguros. pelo SENHOR e por Gideão!‟” – NVI). Vinda prometida precedendo o Messias (Ml 4. “Yah é El” (“Iahweh é Deus”). Não é esta a pergunta. mas da sua história e da sua cultura. A finalidade não é mostrar um sermão de minha autoria. designando outro grande vulto. Impressionou a mente dos judeus. Mas deixe o texto na sua época. a Universal lançou a campanha da “Espada de Gideão”. foi Atos 12. Tentaremos mostrar aqui. Em muitos círculos de estudos bíblicos vemos uma atitude estranha. Isto é diferente de ver aplicações para os nossos contemporâneos e de usar uma linguagem contemporânea. Houve mudança na vida de João Marcos. tornam-no um dos vultos mais grandiosos e românticos que Israel produziu” (Halley).36-39.) Esqueça o nome da personagem tanto no título quanto nas divisões. Procuro mostrar qual o processo que uso. Descobri isto agora.

falhos. subordinei à exegese a uma pergunta. Limite o texto. temporários. isto não é nem mesmo um princípio. Na divisão dois. Neste caso. e princípios de valor universal que transcendem tempos e épocas. desejo encontrar para ensinar ao povo?”. Não se deprima com fracassos. É preciso fazer a exegese limpa (sem direcionamento). Efetuar exegese por exegese. Deus veio e o recuperou. UM MINISTRO SOFRIDO. Mas serve como ilustração: é possível encontrar um princípio (ou material) que nada acrescente. o que. sempre vale a pena repetir. Mas lembre-se: nós não ensinamos curiosidades. minha atuação. Mas seremos honrados por Deus. podemos nos mirar nele. na substância do evento. Ministros humanos. havia um pensamento completo. Lido o texto várias vezes. mas em outras (talvez a maioria) são perda de tempo. além do que o texto ensina. CONCLUSÃO – A grande lição de Elias: Deus vê nossa fidelidade. Se o texto for muito longo. e até mesmo massacrante para o povo. TAMBÉM TEM FRACASSOS – Após vitórias. de propósitos geral e específico: o que queremos mostrar. Amar o rebanho e orar por ele. ao redor da qual toda a exegese orbite. sem busca de princípios para nossa vida. Isto foi um princípio relativo a uma época. que eu não posso usar: a ordem para matar os idólatras. os princípios. de nada vai adiantar o seu trabalho. O texto registra uma história. Mas triunfamos na dependência de Deus! OPBB – Bahia. sem a preocupação de ensinar. São categorias diferentes de palavras e categorias diferentes de valores. produto de observação. preste atenção em mudanças de atitudes. Não se trata de fazer o texto dizer o que queremos. 4. tem razão de ser e deve ser analisado.8-10. Jesus: “Roguei por ti…”. de cultura e explicações históricas que pouco acrescentarão. medo: 1Rs 19.13. Ensinamos a Bíblia e não curiosidades da Bíblia. Nós morreremos. mas vivencialidade para o povo de Deus. Isto é graça. Passei a orar pelo rebanho e me queixar menos dele. Ninguém é forte para prescindir dela. em atitudes mesmo.9-10. mas a questão é esta: “acrescentam alguma coisa à vida?”. jan/2008 OBSERVAÇÕES 1.11. Substantivos mostram conteúdo. dependentes da graça. mas de evitar detalhes desnecessários. mas auxiliar o povo a se apropriar das promessas e advertências da Palavra de Deus. PORÉM ABENÇOADO. Por exemplo: se eu me centrasse nas roupas de Elias e sua indumentária. Aprenda deles. É necessário torná-los contemporâneos aos ouvintes. de forma global. use-se uma passagem que possa ser empregada como central ou como referencial. A observação foi esta: Elias foi um ministro de Deus fiel e bem sucedido no trabalho. Isto é fundamental. Podemos achar que certos detalhes são curiosos. São a oportunidade de Deus. se tivermos uma vida de serviço: Ap 14. Paulo: 2Co 12. mas apaixonados pelo Senhor. Nós não devemos estudar o texto para pregar aquela história. não havendo possibilidade de delimitá-lo. Algumas vezes esses detalhes enriquecem e elucidam. preste atenção naquilo que está sendo dito. No caso texto em tela. trará confusão. isto nada traria para meu auditório. Há uma ação sendo desenvolvida. Eles. 6. exatamente. Outra questão: não basta achar os princípios. cansativa.17 foi utilizado para mostrar que Elias não foi um super-homem. Atenção: numa exegese encontramos princípios de valor relativo. Atenção: estas atitudes foram encontradas prestando atenção nas ações. mas não pode ser a dos meus ouvintes. mas entende que os primeiros nada acrescentam à vida das pessoas. a mensagem central que aparece aqui? É o que. de geografia. nosso serviço. Muitas circunstâncias de sua vida tinham lugar no estudo.10. Novamente um princípio de exegese que temos enfatizado: preste atenção nas ações. Não . Até mesmo a exegese para uso pessoal. Por isto. Consagrados estressam. Um cuidado que se deve tomar na pregação é não priorizar o circunstancial sobre o essencial. Lembre-se: verbos mostram ação. devem ser relevantes. Evite ficar desorientado. mas quando ligada à confecção de uma mensagem. A linha de pensamento se manifestou numa pergunta: “Como ser um ministro assim?”. Seja atento! Há muita exegese inútil. Todos têm seu lugar e devem receber atenção. a linha exegética foi esta: como um obreiro pode ser um ministro fiel? O texto de Tiago 5. Vale a pena ser fiel a Deus. Deus o poupou e o levou para junto de si. mas um homem como nós. a exegese foi elaborada em termos de procurar princípios de valor universal para aplicar hoje. 2. que lhe permita envolver e desenvolver as demais. Especificamente aqui. Sua história pode se estender por muitos capítulos. deve seguir uma linha que não pode ser ignorada: Qual é. Quando lidar com os adjetivos procure ver o que as pessoas estavam sentindo ou atribuindo valor (ou Deus estava sentindo ou atribuindo valor). mas também fazer uma exegese prática (o que observamos que será útil para o povo). “Oro por eles…”.1. chamamos. naquilo que os verbos estão mostrando. Os princípios que servem para hoje foram encontrados e forneceram as três divisões do sermão. Adjetivos mostram emoções. Mas eram circunstanciais. É HONRADO POR DEUS – 2Rs 2. Nem falha tão feio que deixa de recebê-la. Mas eis um princípio cultural e limitado historicamente. centrei-me em eventos na vida de Elias que serviam para meu auditório. Podem ser até atraentes. Nossa preocupação não de ser a de mostrar erudição ou exibir nossas pesquisas. nos socorre em nossas fraquezas e nos galardoa. em Homilética. Por isso muita gente acha que exegese é cansativa e que sermão expositivo é algo pesado. falhos. É óbvio que.1-4.pelo meu ministério. se está na Bíblia. é desperdício de tempo. no sermão. mas desviar a atenção do auditório para o secundário. definir exatamente qual o trecho da história do personagem que vamos utilizar para subsidiar nossa mensagem. nos verbos. A exegese sempre obedece a um critério hermenêutico. se for feita num texto muito amplo. Se o exegeta falhar nisto. 5. 3. Na realidade. A pergunta é esta: “No caso da exegese. E evite desorientar o povo com uma leitura extensa. Humanos. Teremos galardão: 2Co 5. 13-14. 8. 7. UM MINISTRO SOFRIDO. É necessário determinar que parte empregar. A primeira coisa a se fazer na exegese de um texto histórico é delimitá-lo. preste atenção no que está sendo feito. PORÉM ABENÇOADO. Ensinará curiosidade e não vivencialidade. 4. a menos que Cristo volte em nossa vida. a de Elias. Queixou de Deus: 1Rs 19. Quando se centrar nos substantivos. O bom exegeta sabe ver os dois tipos. Isto é. Estão dizendo alguma coisa. Não se podem ler dois ou três capítulos para uma mensagem. Não somos semidivinos. 3. portanto. Só ele e Enoque tiveram a glória: não morrer. Está lá como atitude de Elias. Obviamente deve ser uma parte significativa. Quando analisar verbos. Isto é fundamental: a utilidade da exegese num texto histórico vai depender da capacidade do exegeta de mostrar princípios de vida daquela história que servem para a história das pessoas hoje.

cristocêntrico. Paulo: Hagnos. p. sem dubiedade. que é a forma. S. Elabore atitudes de vida. de que nos vale orar? É preciso saber se o que está sendo dito é uma verdade linear. 107. cremos nisto. Neste segundo aspecto. Nem sempre o que o personagem está dizendo é a palavra de Deus. Deus os censurou: “Depois que o SENHOR disse essas palavras a Jó. não faça teologia em eventos históricos. Tenha sempre em mente que um texto histórico não é teologia. Billy. Rio de Janeiro: Record. . Não elabore preceitos teológicos em textos históricos. Mundo em chamas. A pregação é a mais sublime tarefa que podemos desempenhar. veja a obra de Francis Schaeffer. É preciso distinguir entre a verdade em si e o que a verdade ensina. etc. 6 GRAHAM. ou uma teologia sadia. principalmente o tópico “A apologética é baseada na capacidade de Deus comunicar sobre si mesmo em linguagem humana”. Podemos ver as lições teológicas. 2ª. Toda a Bíblia é a Palavra de Deus. Evite a visão linear.John. O comodismo é incompatível com o caráter do pregador do evangelho e com a dignidade da pregação. Um exemplo. Alguém pode pegar um texto deles e pregar. pois vocês não falaram o que é certo a meu respeito. ou se traz algo oculto em si. He is there and He is not silent. 4 MACARTHUR JR. ed. UMA PALAVRA FINAL O que vale a pena ser feito vale a pena ser bem feito. 3 Sobre isto. 9. para seus ouvintes. O exegeta pode estar trabalhando um texto que não expresse um bom ensino sobre Deus. Mas corre um risco.. NVI). Se a pessoa tinha credencial para dizer o que disse. há outro ensino a recolher: é preciso prestar atenção no que o personagem está dizendo. Toda a glória deve ser de Deus. Outro exemplo: “sabemos que Deus não ouve a pecadores”. Deve ser muito bem feita.7. 1965. 15. Eugene. então? Se não ouve a pecadores. a quem ouve. O Espírito Santo aplica as verdades da Palavra aos pecadores. mas narrativa. como fez meu servo Jó” (42. Entre a simples presença. Se Deus não ouve a pecadores. pregar bem deve ser um desafio para nós. bem preparado e sério. O lema de cada pregador sério deve ser o do Batista: “Que ele cresça e eu diminua”. o chamado “intelectual de Oxford”. simplista. 1 PETERSEN. clara e objetiva. Para isto devemos estudar sempre e buscar melhorar... 107. E se cremos que pregar o evangelho é glorificar a Deus. 2008. É a interpretação da história pelos autores bíblicos. Nós pregamos os valores daquela história e sua aplicabilidade ao nosso auditório. disse o ex-cego de nascença (João 9. Editora Logoi. de Alister McGrath. mas fazer teologia é outra coisa. Ânimo – o antídoto bíblico contra o tédio e a mediocridade. O livro é da Editora Vida. p. recomendo a leitura de Apologética cristã no século XXI. 5 PETERSEN.pregamos Elias. Se o termo tem o significado a que estamos acostumados. p.31). Em outras palavras. a partir da página 31. Mas o exegeta tem uma função e deve cumpri-la bem: ele cava verdades nas Escrituras e as torna claras. devemos fugir do estrelismo. e não um tratado teológico. disse também a Elifaz. op. Seja assim conosco. principalmente num texto histórico. buscamos os princípios na narrativa e os aplicamos à vida dos ouvintes. Se cremos mesmo que a Bíblia é a Palavra de Deus e cremos mesmo que recebemos uma chamada de Deus para pregá-la aos homens. Como exegetas e ensinadores da Bíblia. 2005. 2 Aos interessados. de Temã: “Estou indignado com você e com os seus dois amigos. cit. fora deste texto: os amigos de Jó deixaram vários discursos ao longo do livro de Jó. Pense biblicamente: recuperando a visão cristã de mundo. Paulo: Mundo Cristão. mas os personagens podem estar expressando opinião pessoal. Não podemos deixar dúvidas na mente do povo. Miami. Uma exegese aqui tem que ser bem criteriosa. e o conteúdo que é o que está sendo mostrado. S. E voltemos ao nosso tema: o púlpito contemporâneo deve ser bíblico.

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