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PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICA REGISTRADO(A) SOB N°

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ACÓRDÃO

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*03190993*

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento n° 990.10.204625-7, da Comarca de Piracicaba, em que é agravante ROSEANE RODRIGUES DE CAMPOS sendo agravado JORGE EDUARDO DE OLIVEIRA. ACORDAM, em 3 a Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferir a seguinte

decisão: "NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO, REVOGADO O EFEITO SUSPENSIVO. V. U.", de conformidade com o voto do Relator, que integra este acórdão. O julgamento teve a participação dos

Desembargadores BERETTA DA SILVEIRA

(Presidente sem

voto), JESUS LOFRANO E DONEGÁ MORANDINI. São Paulo, 14 de setembro de 2010.

EGIDIO GIACOIA RELATOR

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravos de Instrumento n° 990. Decisão mantida. f/ . 51 que deferiu a antecipação dos efeitos da tutela para modificar provisoriamente o regime de visitas. foi processado também no efeito suspensivo para.Regulamentação de visitas.10. Modificação do regime anteriormente estabelecido . Pleiteia a concessão dos benefícios da Assistência Judiciária. decisão copiada a fls. Informações do MM. de C. 273). Trata-se de agravo de instrumento tirado contra a r. 69/71. e alega que esta não deseja ausentar-se do lar materno. de O. acusação de alienação parental (SAP) contra a guardiã. AGRAVO DE INSTRUMENTO . em síntese. Em apertada síntese. E. Juízo a quo a fls.Prevalência do superior interesse da menor Requisitos legais atendidos (CPC art. Agravados : J. R. Antecipação dos efeitos da tutela. até o julgamento deste recurso. é temerária a fixação de um regime de visitas que as restrinja ao lar da guardiã. podendo retirá-la do lar materno às 18h da sexta-feira e tornando-a a este às 18h do domingo. Recurso improvido. V O T O N° 9 . sustenta o agravado. 95/97). Intimado para resposta. 7 8 3 EMENTA. É o relatório. disposição que servirá apenas para prolongar o litígio .204625-7 Piracicaba . refutando as alegações de agressão contra a menor.3a Vara Cível 3a Câmara da Seção de Direito Privado Agravantes : R. Parecer da douta Procuradoria Geral de Justiça pelo improvimento do recurso (fls. restabelecer o regime de visitas anteriormente fixado (fls. Recurso tempestivo e sem preparo. 64). sustenta a agravante que a atual companheira do agravado e sua respectiva filha agridem a menor sob sua guarda.Quando a relação entre os genitores é de animosidade. autorizando que o agravado visite sua filha em finais de semana alternados.

2 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravos de Instrumento n° 990. Muito pelo contrário. na qual consta a remuneração de R$ 530. e a guarda desta foi atribuída à mãe (agravante). Entretanto. é um direito concebido essencialmente em função do superior interesse da criança ou adolescente. hoje com 08 anos de idade. Este verdadeiro estado de beligerância em que vive o casal não pode interferir na vida da menor.00. tratando-se de recurso de Agravo de Instrumento contra decisão proferida em sede de tutela de urgência (editada à base de cognição sumária). 58). Não se pode proceder a um exame aprofundado das teses suscitadas pelos litigantes sob pena tanto de pré-julgamento do mérito quanto de supressão de grau de jurisdição.todas despidas de provas . caput. acordando-se em relação ao pai (agravado) um regime de visitas livre. 227. concedo-lhe o benefício da Assistência Judiciária apenas no que tange ao recebimento deste recurso. de forma consensual. Em segundo lugar. os genitores da menor agora trocam sérias acusações . Tal disposição apenas servirá para acirrar os já exaltados ânimos das partes e prolongar o litígio. No caso dos autos. ao que consta. mas sendo vedada a retirada da menor do lar materno.204625-7 Piracicaba . Nestes termos. quando a relação entre os genitores é de animosidade é temerária a fixação de um regime de visitas que as restrinja ao lar da guardiã. mantendo um relacionamento tenso e atribulado. Data venia da agravante. ainda não foi analisada em primeiro grau de jurisdição.10. Primeiramente. os genitores da menor (nascida em 18/07/2002) separaram-se judicialmente em 2008. importante consignar que o direito de visitas não é concebido no interesse daquele ao qual não tenha sido atribuída a guarda do menor.3a Vara Cível Verificada a cópia da CTPS da agravante (fls.. pois a questão. não se tratando de criança de tenra idade. Essa a exegese da CR/88 art. . o entendimento monocrático não comporta modificação. a presente questão deve ficar circunscrita ao preenchimento de seus pressupostos legais.

fixando regime de visitas pelo qual o agravado poderá visitar a sua filha. tem-se presente a prova inequívoca a convencer este Juízo da verossimilhança das alegações (CPC art.3 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravos de Instrumento n° 990. porém. podendo retirá-la do lar materno às 18h da sexta-feira e tornando-a a este às 18h do domingo. sendo patente a hostilidade entre os genitores. não pode aguardar o final da demanda. a fundamental importância da realização dos estudos psicológico e social em relação à menor sob guarda. em finais de semana alternados. aos genitores e à companheira do agravado e sua respectiva filha para que. do que serão privados somente em casos excepcionais. (Enunciado n° 39 do I Encontro dos Juizes de Família do Interior de São Paulo) Destarte. Ante o exposto. pelo meu voto nego provimento ao recurso. estreitando-se os laços com ambos os genitores. seja possível decidir-se de forma segura acerca da modificação do regime de visitas. 273. mediante prova consistente da prejudicialidade ao seu bem estar físico e psicológico".10. 273). Anote-se.204625-7 Piracicaba . consigne-se: "Aos pais é assegurado o direito de visitar os filhos que estejam sob a guarda de outrem. correta a decisão do Juízo a quo ao antecipar os efeitos da tutela. Presente também o fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação (CPC art. . I) na medida em que o sadio desenvolvimento da menor.3a Vara Cível Ademais. apenas posteriormente. Logo. revogado o efeito suspensivo. A manutenção dessa proximidade é essencial ao desenvolvimento sadio das crianças e adolescentes.

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