Você está na página 1de 9

Doença de Chagas – Wikipédia, a enciclopédia livre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Doença_de_Chagas

Doença de Chagas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Doença de Chagas

Doença de Chagas Aviso médico Classificação e recursos externos Imagem microscópica do Trypanosoma cruzi , o

Aviso médico

Classificação e recursos externos

de Chagas Aviso médico Classificação e recursos externos Imagem microscópica do Trypanosoma cruzi , o agente

Imagem microscópica do Trypanosoma cruzi, o agente infeccioso da Doença de Chagas

CID-10

CID-9

B57. (http://www.who.int

/classifications/apps/icd/icd10online

/?gb50.htm+b57)

086 (http://www.icd9data.com

/getICD9Code.ashx?icd9=086)

MedlinePlus 001372 (http://www.nlm.nih.gov /medlineplus/ency/article

MeSH

/001372.htm)

D014355 (http://www.nlm.nih.gov

/cgi/mesh/2006/MB_cgi?field=uid&

term=D014355)

A doença de Chagas, mal de Chagas ou chaguismo, também chamada tripanossomíase americana, é uma

infecção causada pelo protozoário cinetoplástida

flagelado Trypanosoma cruzi

conhecidos no Brasil como barbeiros, ou ainda,

chupança, fincão, bicudo, chupão, procotó, (da família dos Reduvídeos (Reduviidae), pertencentes aos gêneros Triatoma, Rhodnius e Panstrongylus. Trypanosoma cruzi

é um membro do mesmo gênero do agente infeccioso

africano da doença do sono e da mesma ordem que o agente infeccioso da leishmaniose, mas as suas manifestações clínicas, distribuição geográfica, ciclo de vida e de insetos vetores são bastante diferentes.

[1]

, e transmitida por insetos,

Os sintomas da doença de Chagas podem variar durante o curso da infecção. Nos primeiros anos, na fase aguda, os sintomas são geralmente lentos, pouco mais do que inchaço nos locais de infecção. À medida que a doença progride, durante até cinquenta anos, os sintomas tornam-se crônicos e graves, tais como insuficiência

cardíaca e desordens do sistema digestivo. Se não tratada,

a doença crônica é muitas vezes fatal. Os tratamentos

medicamentosos atuais para esta doença são pouco satisfatórios. Os medicamentos tem efeitos colaterais significativos e são, muitas vezes, ineficazes, em especial na fase crônica da doença. Pacientes em estado grave são muitas vezes encaminhados ao transplante cardíaco, porém não há cura para a doença.

Índice

1 Sinais e sintomas

1 Sinais e sintomas

2 Transmissão

2 Transmissão

2.1 Percevejos

2.1 Percevejos

2.2 Transfusão de sangue

2.2 Transfusão de sangue

2.3 Transmissão vertical

2.3 Transmissão vertical

2.4 Açaí e cana de açucar

2.4 Açaí e cana de açucar

2.5 Relações sexuais

2.5 Relações sexuais

3 Diagnóstico

3 Diagnóstico

4 Prevenção

4 Prevenção

5 Tratamento

5 Tratamento

5.1 Medicamentos

5.1 Medicamentos

5.2 Complicações

5.2 Complicações

5.3 Tratamentos experimentais

5.3 Tratamentos experimentais

6 Epidemiologia

6 Epidemiologia

7 História

7 História

8 Referências

8 Referências

Doença de Chagas – Wikipédia, a enciclopédia livre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Doença_de_Chagas

9 BibliografiaLeituras Ligações externas 10 11

Leituras9 Bibliografia Ligações externas 10 11

Ligações externas9 Bibliografia Leituras 10 11

10

11

Sinais e sintomas

A doença tem uma fase aguda, de curta duração, que em alguns doentes

progride para uma fase crônica. Dentre os sintomas possíveis na fase

Criança com chagoma característico no olho direito e edema da pálpebra: o sinal de Romaña

Criança com chagoma característico no olho direito e edema da pálpebra: o sinal de Romaña

aguda estão

[2]

:

Febre;e edema da pálpebra: o sinal de Romaña aguda estão [2] : Mal-estar; inflamação e dor

Mal-estar;da pálpebra: o sinal de Romaña aguda estão [2] : Febre; inflamação e dor nos gânglios

inflamação e dor nos gânglios linfáticos;o sinal de Romaña aguda estão [2] : Febre; Mal-estar; Vermelhidão; Sinal de Romaña (inchaço nos

Vermelhidão;Mal-estar; inflamação e dor nos gânglios linfáticos; Sinal de Romaña (inchaço nos olhos); aumento do fígado

Sinal de Romaña (inchaço nos olhos);inflamação e dor nos gânglios linfáticos; Vermelhidão; aumento do fígado e do baço e; Problemas cardíacos.

aumento do fígado e do baço e;Vermelhidão; Sinal de Romaña (inchaço nos olhos); Problemas cardíacos. Porém a fase aguda é frequentemente

Problemas cardíacos.(inchaço nos olhos); aumento do fígado e do baço e; Porém a fase aguda é frequentemente

Porém a fase aguda é frequentemente pouco sintomática, geralmente passando despercebida, motivo pelo qual é tão difícil fazer a prevenção adequada de Chagas. A incubação dura de uma semana a um mês após a picada. No local da picada pode-se desenvolver uma lesão volumosa, o chagoma, local eritematosa (vermelha), inflamação e dor nos gânglios e edematosa (inchada). Se a picada for perto do olho é frequente a conjuntivite com edema da pálpebra, também conhecido por sinal de Romaña. Raramente ocorre também infecção da meninge. Entre 20 a 60% dos casos agudos se transformam, em 2 a 3 meses, em portadores com parasitas sanguíneos continuamente, curando-se os restantes. No

entanto, em todos os casos param os sintomas após cerca de dois meses. Muitos, mas não todos, os portadores do parasita desenvolvem sintomas devido à doença crônica.

O caso crônico permanece assintomático durante cinco a trinta anos. No entanto neste período de bem-estar geral, o parasita está a reproduzir-se continuamente em baixos números, causando danos sérios a órgãos como baço, intestino, sistema nervoso, coração, e causa também pequenos danos no pulmão. O fígado também é afetado mas como é capaz de regeneração, os problemas são raros. O resultado é apenas aparente após uma ou duas décadas de progressão, com aparecimento gradual de demência (3% dos casos iniciais), cardiomiopatia (em 30% dos casos), ou dilatação do trato digestivo, conhecidas como megaesófago ou megacólon (6% dos casos iniciais), devido à destruição da inervação e das células musculares destes órgãos, responsável pelo seu tónus muscular. No cérebro há frequentemente formação de granulomas. Neste estágio a doença é frequentemente fatal, mesmo com tratamento, geralmente devido à cardiomiopatia (insuficiência cardíaca). No entanto o tratamento pode aumentar a esperança e qualidade de vida (ver mais abaixo secção sobre tratamento).

Há ainda infrequentemente casos de morte súbita, quer em doentes agudos quer em crónicos, devido à destruição pelo parasita do sistema condutor dos batimentos no coração ou danos cerebrais em áreas críticas.

Transmissão

Doença de Chagas – Wikipédia, a enciclopédia livre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Doença_de_Chagas

Ciclo do Trypanossoma cruzi
Ciclo do Trypanossoma cruzi
Triatoma infestans , um dos insectos barbeiros transmissores da doença de Chagas

Triatoma infestans, um dos insectos barbeiros transmissores da doença de Chagas

Percevejos

Os principais percevejos hematófagos (que se alimentam de sangue) da subfamília Triatominae (família Reduviidae) das espécies pertencentes aos gêneros Triatoma, Rhodnius e Panstrongylus, sendo os principais vetores o:

Triatoma infestans;Rhodnius e Panstrongylus, sendo os principais vetores o: Triatoma brasiliensis; Triatoma pseudomaculata; Triatoma

Triatoma brasiliensis;sendo os principais vetores o: Triatoma infestans; Triatoma pseudomaculata; Triatoma sordida e o; Panstrongylus

Triatoma pseudomaculata;vetores o: Triatoma infestans; Triatoma brasiliensis; Triatoma sordida e o; Panstrongylus megistus. O barbeiro é

Triatoma sordida e o;infestans; Triatoma brasiliensis; Triatoma pseudomaculata; Panstrongylus megistus. O barbeiro é o principal vetor da

Panstrongylus megistus.brasiliensis; Triatoma pseudomaculata; Triatoma sordida e o; O barbeiro é o principal vetor da doença, responsável

O barbeiro é o principal vetor da doença, responsável por mais de 50% dos casos, e habitando 11 estados

brasileiros. Se infecta ao sugar o sangue de um organismo infectado. No intestino do vetor, o tripomastigoto

se transforma em epimastigoto que então se reproduz. O tripomastigoto não se reproduz. O homem por sua

vez, é infectado pelas fezes ou urina contaminadas do Triatomíneo (barbeiro no Brasil) que, enquanto suga o sangue, defeca nesse mesmo local. O DDT ainda é usado no controle dos percevejos apesar de sua

toxicidade.

Em florestas densas esses percevejos são controlados por seus predadores naturais (como sapos e lagartos), porém em áreas recém devastadas e rurais eles se reproduzem rapidamente sem a ameaça dos predadores. [3]

Doença de Chagas – Wikipédia, a enciclopédia livre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Doença_de_Chagas

Transfusão de sangue

A infecção também pode se dar por transfusão de sangue ou transplante de órgãos, ou por via placentária.

Diversos programas de saúde em países latino-americanos estão tentando controlar a incidência, dentre eles o Brasil. Desde então as de taxas de infecção natural de T. infestans foram reduzidas de 8,4% (1983) a 2,9%

(em 1997).

[4]

Segundo o Sinan, o número de casos e mortes segue caindo rapidamente, chegando a apenas

187 notificações de casos agudos no país inteiro e apenas 3 mortes em 2008.

[5]

Notícia de março de 2005 relatava uma forma alternativa, oral, de infecção, abre um campo de pesquisa ainda não explorado sobre novas formas de infestação. No entanto esta forma de transmissão é, quase certamente, rara. Embora exista uma descrição de megaesôfago por T. cruzi em Santa Catarina em 2003

, não há evidência de infestação oral. Em SC, o T. cruzi, apesar de encontrado na proporção de 21 a 45% em um de seus reservatórios naturais, o gambá (Didelphis marsupialis), existe nesta espécie sob uma forma menos infectante que a encontrada em Minas Gerais, onde a doença de Chagas é endêmica.

[6]

Transmissão vertical

O parasita pode ser transmitido tanto por via placentária quanto pelo leite materno.

representa cerca de 13% das mortes durante o parto em algumas partes do Brasil.

de 1% das grávidas tem chagas.

chega a 33%, enquanto em outros os casos são raros. A pasteurização do leite materno pode previnir a

transmissão da doença.

[7]

[8]

A transmissão Em Minas Gerais cerca

[9]

Em alguns municípios do Brasil o número de grávidas contaminadas

[10]

Não existem ainda medidas que evitem a transmissão vertical do parasita, logo a estratégia de controle da infecção congênita é centrada no diagnóstico precoce da infecção em recém-nascidos de mães infectadas e em tratamento específico imediato das crianças ao nascimento. Não se trata o Chagas durante a gravidez

pois é difícil acompanhar eficazmente as reações do feto no útero. Felizmente, crianças tratadas ao nascer

tem altos índices de cura.

[11]

Açaí e cana de açucar

Há ainda casos recentes no Pará que podem estar ligados ao consumo de açaí, estão sendo pesquisados para comprovar essa ligação, pois a fruta pode ser tirada junto com o inseto transmissor e o preparo do alimento

talvez não seja seguro

normalmente é feito nos produtos industrializados, porém não pelos vendedores de sucos artesanais. Em

2007 estimam que 37 contaminações por mal de Chagas ocorreram no Pará dessa forma.

[12]

. Para impedir a transmissão a cana e o açaí devem ser pasteurizados, como

[13]

Relações sexuais

A relação sexual é uma forma de transmissão nunca comprovada na espécie humana, porém já foram

encontrados tripomastigotas em menstruação de mulheres com chagas e no esperma de cobaias

infectadas.

[14]

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser:

1. Usando microscópio para buscar o parasita no sangue do paciente, o que é possível apenas na fase aguda após cerca de 2 semanas depois da picada. Detecta mais de 60% dos casos nesta fase.

2. Xenodiagnóstico, onde o paciente é intencionalmente picado por barbeiros não contaminados e, quatro semanas depois, seu intestino é examinado em busca de parasitas; ou pela inoculação de sangue do doente em animais de laboratório e verificação se desenvolvem a doença aguda.

3. Detecção do DNA do parasita por PCR (reação em cadeia da polimerase).

Doença de Chagas – Wikipédia, a enciclopédia livre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Doença_de_Chagas

4. Detecção de anticorpos específicos contra o parasita no sangue. É útil nos casos crónicos mas a distinção entre estes e as curas é difícil. Os testes sorológicos sendo os mais utilizados a imunofluorescência indireta (IFI), hemaglutinação (HAI) e

'enzyme-linked immunosorbent assay' (ELISA).

[15]

Testes de maiores complexidades como o teste molecular, utilizando 'Polymerase Chain Reaction' (PCR) acoplado à hibridização com sondas moleculares, e o Western blot (WB) têm apresentado resultados promissores e poderão ser utilizados como teste confirmatório tanto na fase aguda como nas formas crônicas da

doença (segundo Consenso do Ministério da Saúde em 2005).

Prevenção

[15]

'Trypanosoma cruzi' visto no plasma sanguíneo usando um microscópio.

'Trypanosoma cruzi' visto no plasma sanguíneo usando um microscópio.

Ainda não há vacina para a prevenção da doença

está centrada no combate ao vetor, o barbeiro, principalmente através da melhoria das moradias rurais a fim de impedir que lhe sirvam de abrigo. A melhoria das condições de higiene e a limpeza

frequente das palhas e roupas são eficazes. Uma forma possível de prevenir as complicações dessa doença é sendo um doador de sangue regular, pois nas áreas endêmicas fazem gratuitamente o exame para identificar Chagas em todas amostras coletadas e enviam uma carta

nominal com os resultados.

[16]

. A prevenção

O Rhodnius prolixus também é um perigoso vetor da doença, principalmente nas áreas próximas da

O Rhodnius prolixus também é um perigoso vetor da doença, principalmente nas áreas próximas da floresta Amazônica.

[17]

Basicamente, a prevenção se dá pela eliminação do vetor, o barbeiro, por meio de medidas que tornem menos propício o convívio deste próximo aos humanos, como a construção de melhores habitações, pois este inseto vive nas frestas das casas de pau-a-pique, ninhos de pássaros, tocas de animais, casca de troncos e sob pedras. Existem também bloqueadores para o parasita, ao ir a lugares que possam possuir o barbeiro, tome um banho de gelatina sem sabor ainda mole.

Isso impedirá o protozoário de entrar na corrente sanguínea, assim não contrairá a doença, ficado imune a

mesma durante um período de tempo razoável, cerca de 2 dias.

[carece de fontes?]

O uso do insecticida extremamente eficaz mas tóxico DDT está indicado em zonas endémicas, já que o perigo dos insectos transmissores é muito maior.

Tratamento

Medicamentos

Na fase inicial aguda, a administração de fármacos como nifurtimox, alopurinol e Benzonidazol curam completamente ou diminuem a probabilidade de cronicidade em mais de 80% dos casos.

A fase crônica é incurável, já que os danos em órgãos como o coração e o sistema nervoso são irreversíveis. Tratamento paliativo pode ser usado.

Segundo a DNDi, o mal de Chagas, juntamente com a doença do sono e a leishmaniose, está entre as doenças "extremamente negligenciadas", basicamente em razão da extrema pobreza dos pacientes - que, assim, estão fora do mercado da indústria farmacêutica.

Complicações

Doença de Chagas – Wikipédia, a enciclopédia livre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Doença_de_Chagas

A Cardiopatia chagásica crônica (CCC), é uma das principais complicações na doença de Chagas. Trata-se

de uma inflamação e destruição progressiva do tecido cardíaco, levando a alterações da condução dos impulsos elétricos no coração e arritmias. Paralelamente, ocorre um progressivo afinamento do músculo cardíaco, levando à dilatação das cavidades do coração, tendo como conseqüência a incapacidade de bombear adequadamente o sangue para o organismo, um quadro chamado de insuficiência cardíaca congestiva. Dessa forma, a CCC freqüentemente tem um curso fatal, uma vez que o tratamento é apenas sintomático e a possibilidade de realização de transplantes cardíacos é bem menor que a demanda. Em 1999 existiam cerca de 2 milhões de pacientes acometidos de CCC no Brasil. A CCC é a indicação mais comum para o implante de marca-passos cardíacos artificiais em nosso país. Nos pacientes com insuficiência

cardíaca refratária, o único caminho é o transplante cardíaco, um procedimento dispendioso e inacessível a

boa parte da população brasileira.

tratamento com drogas anti-T. cruzi não parece evitar a progressão da cardiopatia. <ref) Teixeira, A.R.L. et al. J. Infect. Dis. 162:1420, 199</ref>

[18]

Estudos com animais experimentalmente infectados indicaram que o

Cerca de 5% a 8% dos infectados desenvolvem alterações no tubo digestivo (os chamados megaesôfago e megacólon, aparentemente por destruição dos neurônios que controlam sua motilidade, esses problemas digestivos dificilmente levam ao óbito. Felizmente o coeficiente de mortalidade específica para doença de Chagas caiu de 5,2/100.000 habitantes, em 1980, para 3,5/100.00,0 em 1997 e segue em queda a cada ano.

[4]

Tratamentos experimentais

Epidemiologia

A doença de Chagas afeta 8 a 10 milhões de pessoas que vivem nos

países latino-americanos endêmicos, e uma quantidade adicional de

300 a 400 mil indivíduos em países não endêmicos, como a Espanha e os Estados Unidos. Estima-se que 41.200 casos novos ocorram anualmente nos países endêmicos e que 14.400 crianças nasçam por ano com a doença de Chagas congênita. Cerca de 20.000 mortes são atribuídas à doença de Chagas a cada ano.

A doença de Chagas crônica é um problema epidemiológico apenas

em alguns países da América Latina, mas a migração crescente de populações aumentou o risco de transmissão por transfusão de sangue até mesmo nos EUA, e têm surgido casos da doença em animais silvestres até à Carolina do Norte.

Distribuída pelas Américas desde os EUA até a Argentina, atinge principalmente as populações rurais pobres. As casas pobres, com reboco defeituoso e sem forro, são habitat para o inseto barbeiro, que dorme de dia nas rachaduras das paredes e sai à noite para sugar o sangue da pessoas que dormem, geralmente no rosto ou onde a pele é mais fina. Os casos nos EUA de origem endémica (e não em imigrantes) são raríssimos, devido ao maior afastamento das casas dos animais e do menor número de locais dentro das casas onde os insectos possam se reproduzir.

A doença afecta muitos outros vertebrados além do Homem: cães,

gatos, roedores, tatus, e gambás podem ser infectados e servir de

reservatório do parasita.

História

Mapa da incidência da doença de Chagas

Mapa da incidência da doença de Chagas

Segundo a OMS, 90 milhões de pessoas estão expostas ao risco de que mais sofre

Segundo a OMS, 90 milhões de

pessoas estão expostas ao risco de

que mais sofre com a doença.

contaminação.

[18]

A Bolívia é o país

Doença de Chagas – Wikipédia, a enciclopédia livre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Doença_de_Chagas

A história da descoberta da doença de chagas tem início em 1902, quando o jovem estudante da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Carlos Chagas, foi interpelado por Miguel Couto a frequentar o órgão de

pesquisa Instituto Soroterápico, criado em 1900 pelo Barão de Pedro Afonso

[19]

.

No ano de 1907, Carlos Chagas, solicitado agora por Oswaldo Cruz, segue para Estrada de Ferro Central do Brasil, em um pequeno vilarejo chamado Lassance, localizado ao norte de Minas Gerais, para controlar o surto de malária entre operários. Em 1903, escolhera "These Inaugural", com o tema "Estudos hematológicos no impaludismo" e uma monografia, em 1906, "Prophylaxia do Impaludismo", em que já alertava a "destruição domiciliária dos culicídios alados" como medida para controlar a malária.

Descoberta em 1909 pelo médico brasileiro Carlos Chagas , a doença não foi vista como problema até à década de '60. Estudos desenvolvidos pelo Instituto Oswaldo Cruz no município de Bambuí, Minas Gerais, possibilitaram dimensionar a moléstia como problema de saúde pública. O nome de Tripanossoma cruzi ao agente causador foi dado por Chagas em homenagem ao epidemiologista Oswaldo Cruz.

Na Argentina, a doença é chamada oficialmente Mal de Chagas-Mazza, em homenagem ao médico argentino Salvador Mazza, que em 1926 começou a estudar a enfermidade e com os anos transformou-se no principal estudioso da doença naquele país.

Uma passagem do diário de Charles Darwin levou à suposição de que ele sofresse da doença de Chagas, em consequência da picada de um inseto, e esta seria a causa do declínio de sua saúde depois da viagem no Beagle. Testes feitos com técnicas PCR em seus restos mortais não foram conclusivos.

Um dos centros de excelência da pesquisa médica em doença de Chagas é a Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto, onde nos anos 50 o Dr. Fritz Köberle demonstrou que os amastigotos destroem os neurônios do sistema nervoso autônomo no intestino e no coração.

A doença foi nomeada em homenagem ao cientista brasileiro e

infectologista Carlos Chagas, que foi o primeiro a descrevê-la em

Carlos Chagas, em seu laboratório no Instituto Oswaldo Cruz.

Carlos Chagas, em seu laboratório no Instituto Oswaldo Cruz.

1909,

[20][21][22][23]

[24]

mas a enfermidade não foi vista como um

problema maior de saúde pública até a década de 1960 (a epidemia da doença de Chagas no Brasil na década de 1920 foi amplamente

ignorada

(atualmente Reduviidae: Triatominae) abrigava um protozoário flagelado, uma nova espécie do gênero Trypanosoma, e foi capaz de

provar experimentalmente que poderia ser transmitida a saguis do gênero Callithrix que haviam sido mordidos pelo inseto infectado. Estudos posteriores mostraram que o macaco-esquilo também era

vulnerável a infecção.

). Chagas descobriu que o intertino da Triatomidae

[25]

Chagas nomeou o parasita patogênico como Trypanosoma cruzi

posteriormente no mesmo ano como Schizotrypanum cruzi,

ambos homenageando o epidemiologista Oswaldo Cruz, que havia combatido com sucesso as epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica na cidade do Rio de Janeiro e outras cidades no início do século XX. O trabalho de Chagas permanece único na história da medicina por ter sido o único pesquisador a descrever por completo uma nova doença infecciosa, seu patógeno, vetor, hospedeiro, manifestações clínicas e epidemiologia.

[20]

e

[22]

Referências

1. ↑ Fundação Oswaldo Cruz (http://www.fiocruz.br/chagas/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=16) Acessado em 2 de maio de 2008

Doença de Chagas – Wikipédia, a enciclopédia livre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Doença_de_Chagas

2.

3.

4.

5.

6.

7.

8.

9.

10.

11.

12.

13.

14.

15.

16.

17.

18.

19.

20.

21.

22.

23.

24.

25.

↑ http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/239/doenca-de-chagas

↑ Teixeira AR, Monteiro PS, Rebelo JM (2001). "Emerging Chagas disease: trophic network and cycle of

transmission of Trypanosoma cruzi from palm trees in the Amazon". Emerging Infect Dis 7 (1): 100–12. doi:10.3201/eid0701.010115. PMC 2631687. PMID 11266300.

ab

Márcio C. Vinhaes, João Carlos Pinto Dias. Doença de Chagas no Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de

Janeiro, 16(Sup. 2):7-12, 200

↑ https://sites.google.com/site/tripacruzi/incidencia-e-prevalencia

↑ MAEGAWA, Felipe Antonio Boff et al. Autochthonous Chagas' disease in Santa Catarina State, Brazil: report

of the first case of digestive tract involvement. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. [online]. 2003, vol.36, n.5 [cited

2011-06-08], pp. 609-612 . Available from: [1] (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext& pid=S0037-86822003000500011&lng=en&nrm=iso) . ISSN 0037-8682. doi:

10.1590/S0037-86822003000500011.

↑ Santos Ferreira C, Amato Neto V, Gakiya E, Bezerra RC, Alarcón RS (2003). "Microwave treatment of

human milk to prevent transmission of Chagas disease". Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo 45 (1): 41–2. PMID 12751321.

↑ Hudson L, Turner MJ (November 1984). "Immunological consequences of infection and vaccination in South American trypanosomiasis [and discussion"]. Philos Trans R Soc Lond, B, Biol Sci 307 (1131): 51–61. doi:10.1098/rstb.1984.0108. PMID 6151688. Retrieved 22 February 2007 through JSTOR.

↑ Andrade GMQ, Gontijo ED. Diagnóstico e tratamento da Doença de Chagas Congênita. 2007 [online] Disponível: http://www.medicina.ufmg.br/edump/ped/chagas.htm [Acesso em 15 set. 2007].

↑ http://www.webartigos.com/articles/14293/1/TRANSMISSAO-VERTICAL-DA-DOENCA-DE-CHAGAS-

EM-GESTANTES/pagina1.html#ixzz1OuwrHtWu

↑ Andrade GMQ, Gontijo ED. Diagnóstico e tratamento da Doença de Chagas Congênita. 2007 [online] Disponível: http://www.medicina.ufmg.br/edump/ped/chagas.htm [Acesso em 15 set. 2007].

↑ Jornal O Liberal 22.08.2007

↑ http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL95750-5598,00.html

↑ NEVES. David Pereira. Parasitologia Humana. São Paulo:Atheneu, 2000.

ab

↑ http://www.fiocruz.br/chagas/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=102

↑ Claudia Antonia Ussui, Rubens Antonio da Silva (2001). Doença de Chagas (http://www.sucen.sp.gov.br /doencas/chagas/texto_chagas.htm) . Página visitada em 2008-01-09.

↑ http://www.shdb.com.br/Exames.htm

↑ http://biotechnology.com.br/revista/bio09/bio_9.pdf#page=20

↑ NEVES, BRENER, Zigman. A descoberta (Homenagem aos 80 anos da descoberta da Doença de Chagas). Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, v.84, p.1-6, nov. 1989.

ab

↑ Chagas C (1909). "Neue Trypanosomen". Vorläufige Mitteilung Arch Schiff Tropenhyg 13: 120–2.

↑ Redhead SA, Cushion MT, Frenkel JK, Stringer JR (2006). "Pneumocystis and Trypanosoma cruzi:

nomenclature and typifications". J Eukaryot Microbiol 53 (1): 2–11. DOI:10.1111/j.1550-7408.2005.00072.x

(http://dx.doi.org/10.1111/j.1550-7408.2005.00072.x) . PMID 16441572.

ab

ab

Chagas C (1909). "Nova tripanozomiase humana: Estudos sobre a morfolojia e o ciclo evolutivo do

Schizotrypanum cruzi n. gen., n. sp., ajente etiolojico de nova entidade morbida do homem [New human

trypanosomiasis. Studies about the morphology and life-cycle of Schizotripanum cruzi, etiological agent of a new morbid entity of man]" (PDF). Mem Inst Oswaldo Cruz 1 (2): 159–218. DOI:10.1590/S0074-02761909000200008 (http://dx.doi.org/10.1590/S0074-02761909000200008) . ISSN 0074-0276 (http://worldcat.org/issn/0074-0276) . (in Portuguese with German full translation as "Ueber eine neue Trypanosomiasis des Menschen.")

↑ Kropf SP, Sá MR (2009 Jul). "The discovery of Trypanosoma cruzi and Chagas disease (1908–1909): tropical medicine in Brazil". Hist Cienc Saude Manguinhos 16 (Suppl 1): 13–34. PMID 20027916.

↑ Coutinho M (June 1999). "Review of Historical Aspects of American Trypanosomiasis (Chagas' Disease) by

Matthias Perleth" (fee required). Isis 90 (2): 397. DOI:10.1086/384393 (http://dx.doi.org/10.1086/384393) .

↑ Hulsebos LH, Choromanski L, Kuhn RE (1989). "The effect of interleukin-2 on parasitemia and myocarditis in experimental Chagas' disease". J Protozool 36 (3): 293–8. PMID 2499678.

Bibliografia

J Protozool 36 (3): 293–8. PMID 2499678. Bibliografia Autochthonous Chagas' disease in Santa Catarina State,

Autochthonous Chagas' disease in Santa Catarina State, Brazil: report of the first case of digestive tract involvement (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&

pid=S0037-86822003000500011&tlng=es&lng=en&nrm=iso)

Doença de Chagas – Wikipédia, a enciclopédia livre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Doença_de_Chagas

Doença de Chagas: 90 anos da descoberta (http://www.vertentes.com.br/chagas/)livre http://pt.wikipedia.org/wiki/Doença_de_Chagas Leituras Brener, Z., Andrade, Z. e M Barral-Neto (eds.).

Leituras

Brener, Z., Andrade, Z. e M Barral-Neto (eds.). Trypanosoma cruzi e doença de Chagas , 2.ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan Ed., Trypanosoma cruzi e doença de Chagas, 2.ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan Ed., 2000.

Dias, J.C.P. & Coura, J.R. (eds.). Clínica e Terapêutica da Doença de Chagas: um manual para o clínico geral . Rio Clínica e Terapêutica da Doença de Chagas: um manual para o clínico geral. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 1997.

Gontijo, E.D. e Rocha, M.°C. (eds.).Manejo clínico em doença de Chagas . Brasília: Fundação Nacional de Saúde, Ministério da Saúde, Manejo clínico em doença de Chagas. Brasília: Fundação Nacional de Saúde, Ministério da Saúde, 1998.

Storino, R. & Milei, J. (eds.).Enfermedad de Chagas . Buenos Aires: Doyma Argentina, 1994. Enfermedad de Chagas. Buenos Aires: Doyma Argentina, 1994.

Ligações externas

Médicos sem Fronteiras. A descoberta da doença de Chagas está fazendo 100 anos.. Buenos Aires: Doyma Argentina, 1994. Ligações externas (http://www.msf.org.br/chagas2009/informacoes/) Antimicrob.

(http://www.msf.org.br/chagas2009/informacoes/)

Antimicrob. Agents Chemother. 49: 1521-1528 (http://aac.asm.org/cgi/content/abstract/49/4/1521) Garcia, S., Ramos, C. O., Senra, J. F. V., Vilas-Boas, F., Rodrigues, M. M., Campos-de-Carvalho, A. C., Ribeiro-dos-Santos, R., Soares, M. B. P. (2005). Treatment with Benznidazole during the Chronic Phase of Experimental Chagas' Disease Decreases Cardiac Alterations.100 anos. (http://www.msf.org.br/chagas2009/informacoes/) Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 82(2):185-7, 2004.

Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 82(2):185-7, 2004. (http://publicacoes.cardiol.br/abc/2004 /8202/8202010i.pdf) Vilas-Boas F., Feitosa G.S., Soares M. B. P., Pinho Filho J.A., Almeida A., Mota A., Carvalho H. G., Oliveira A. D. D. Ribeiro-dos-Santos R. Bone marrow cell transplantation to the myocardium of a patient with heart failure due to Chagas cardiomyopathy. A case report.Chagas' Disease Decreases Cardiac Alterations. Programa Integrado da Doença de Chagas

Programa Integrado da Doença de Chagas (http://www.fiocruz.br/pidc/)heart failure due to Chagas cardiomyopathy. A case report. "Doença de Chagas" material do curso de

"Doença de Chagas" material do curso de Medicina da Universidade Federal FluminenseIntegrado da Doença de Chagas (http://www.fiocruz.br/pidc/)

(http://medmap.uff.br/index.php?option=com_content&task=view&id=348&Itemid=134)

Doença de Chagas é tão antiga nas Américas quanto a presença humana (http://noticias.uol.com.br /ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/07/10/ult4477u1855.jhtm) (em português) UOL, 10/07/2009 .Biblioteca Virtual Carlos Chagas. A doença de Chagas

Biblioteca Virtual Carlos Chagas. A doença de Chagas (http://carloschagas.ibict.br/doenca/sec/dc- cd-571/dc-cd-571-01.html) Acessado em 21 de outubro de 2009.(em português) UOL, 10/07/2009 . Exposição Virtual Carlos Chagas | A doença de Chagas

Exposição Virtual Carlos Chagas | A doença de Chagas (http://www.invivo.fiocruz.br/chagas /doenca_de_chagas.html)cd-571/dc-cd-571-01.html) Acessado em 21 de outubro de 2009. Portal da medicina Obtida de

(http://www.invivo.fiocruz.br/chagas /doenca_de_chagas.html) Portal da medicina Obtida de

Portal da medicina

Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_de_Chagas" Categorias: Doenças causadas por protozoários | Cardiologia | Gastroenterologia

Esta página foi modificada pela última vez à(s) 21h41min de 20 de setembro de 2011.causadas por protozoários | Cardiologia | Gastroenterologia Este texto é disponibilizado nos termos da licença

Este texto é disponibilizado nos termos da licença Atribuição - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada (CC BY-SA 3.0); pode estar sujeito a condições adicionais. Consulte as condições de uso para mais detalhes.Esta página foi modificada pela última vez à(s) 21h41min de 20 de setembro de 2011. 9