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1 Como a Revista Veja Retrata Hugo Chávez1 Mário Braga Magalhães Hubner Vieira2 Francisco José Paoliello Pimenta3

Universidade Federal de Juiz de Fora – Minas Gerais – Brasil Resumo O presente artigo tem como objeto de estudo três reportagens da revista Veja acerca do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. O objetivo é analisar os textos jornalísticos com base na semiótica de Charles Sanders Peirce, tomando sua concepção triádica da realidade e suas definições de signos. As reportagens serão analisadas separadamente e, por fim, será apresentada uma conclusão sintetizando a relação da análise com a teoria de Peirce e relacionando-a com a atividade jornalística. Palavras-chave Semiótica; Revista Veja; Hugo Chávez; INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por objetivo analisar, segundo a semiótica de Charles S. Peirce, três reportagens da revista Veja sobre o presidente da Venezuela Hugo Chávez. Serão tomadas como amostras as matérias publicadas nas edições 1747, 1903, e 1986. A primeira delas data de 17 de abril de 2002 e trata do golpe sofrido por Chávez naquele ano. As outras duas foram escolhidas porque renderam reportagens de capa e possuem uma quantidade significativa de elementos para serem analisados. As de 4 de maio de 2005 e 13 de dezembro de 2006 comparam Chávez a Fidel Castro. De acordo com Peirce, a realidade pode ser concebida em três esferas distintas, porém articuladas. A Primeiridade é aquela em que há predominância

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Trabalho apresentado no VI Encontro Regional de Comunicação, com o tema “Jornalismo”.

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Mário Braga Magalhães Hubner Vieira - graduando em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora e bolsista do Programa de Educação Tutorial (PET – MEC/SESu), e-mail: mario_bmhv@hotmail.com.
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Prof. Dr. Francisco J. Paoliello Pimenta - Professor Associado II Facom/UFJF e PPGCom/UFJF, e-mail: paoliello@acessa.com.

da indeterminação. se nessa esfera estão os signos que possuem relação existencial com o objeto. A 15 de abril. Por sua vez. o tirara da presidência apenas por pouco mais de dois dias.br/artigos /iq170420029. Já a Secundidade é marcada pela existência.86) É por isso que o mesmo excerto da reportagem será analisado em seus diferentes aspectos e será possível encontrar. é importante destacar que. a Terceiridade se dá na esfera do pensamento e tem como características o padrão. 1995: p. predominantemente. pode-se afirmar que tais trechos se encontram. as informações que retratam uma realidade específica podem ser classificadas como índices. (NÖTH. mas aspectos de signos. ANÁLISE DAS REPORTAGENS: “O FALASTRÃO CAIU” Sob essa ótica.htm . Chávez já reassumira a suprema magistratura. cobertura beócia”. os signos característicos da Secundidade. no âmbito da Secundidade. Tomando tais dados como verdadeiros e não entrando em méritos de acuidade da informação4. traços característicos das três esferas propostas por Peirce. Quanto à classificação peirciana dos signos.observatoriodaimprensa. Ora. Por isso. Na ocasião. pela particularidade. um mesmo signo pode ser considerado sobre vários aspectos e submetido a diversas classificações”. “o que Peirce descreveu não são classes aristotélicas de signos. tomaremos primeiramente a reportagem com data de capa de 17 de abril de 2002.com. em um só signo. Texto publicado pelo Observatório da Imprensa e disponível em http://www. Segundo 4 Este viés já foi tratado por Luiz Antonio Magalhães em “Revista falastrona.2 das possibilidades. a revista Veja anunciou em sua manchete que “o falastrão caiu”. ou deveriam se encontrar. como afirma Nöth. na realidade. A matéria traz diversas informações sobre a situação na Venezuela. A publicação se referia ao golpe aplicado contra Chávez e que. pelo concreto. as leis.

66) Tendo isso em mente. Veja afirma que. uma conexão de fato. Há entre ambos. pode-se extrair do texto diversos índices. “o índice.). esteve com Fidel em trajes de jogador de beisebol e ao lado do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein em um carro.) joga beisebol com Fidel Castro (acima. é um signo que como tal funciona porque indica uma outra coisa com a qual está factualmente ligado. em Caracas. de Fidel. pouco resultado” “Chávez (. elas se configuram como provas cabais das situações que retratam. a quem propôs aumentar o preço do petróleo (à esq. à dir. Em aberto desafio aos Estados Unidos.. As estatísticas referem-se às peculiaridades da situação venezuelana e reside exatamente nessa especificidade o principal traço de Secundidade. como seu próprio nome diz.3 Lúcia Santaella. Analisando as imagens apresentadas sob essa mesma ótica. há sete tópicos com dados numéricos acerca do desemprego e desvalorização do Bolívar. As fotos apresentam relação existencial com os objetos representados. Imagem 1 AP Imagem 2 Reuters Imagem 3 Reuters “Chávez joga a toalha: retórica em excesso. por exemplo.” (SANTAELLA. Nele. Chávez “copiou a mania de proferir discursos que se prolongavam por várias horas”.)” . o presidente visitou o ditador Saddam Hussein em Bagdá. Os supostos elementos da Secundidade também estão nitidamente presentes em um quadro que acompanha a matéria. Chávez chorou.. a revista informa que “oito de cada dez venezuelanos são oficialmente pobres” e que o “desemprego é de 15%”. Sobre o país. 1983: p.

mas a legenda que a acompanha influencia o interpretante5 a ser alcançado. As fotos utilizadas carregam forte valor simbólico.150) e as fotos acima são exemplos claros disso. “imagens se tornam símbolos quando o significado de seus elementos só pode ser entendido com a ajuda do código de uma convenção cultural” (SANTAELLA. sugestivos. ou lei. A primeira é a do presidente venezuelano enxugando as lágrimas. . Entendê-las requer conhecimentos prévios sobre os contextos políticos em que se inserem tais líderes e sobre o que implica aproximar-se deles no cenário global. Por exemplo. outros dois Chefes de Estado. Esses traços reforçam o aspecto de lei do signo da Terceiridade. É importante destacar que um símbolo bem construído tem fortes aspectos indiciais e também icônicos. Entenda-se por padrão. e. um processo semiótico gera um efeito na mente de quem tem acesso aos signos e é a esse efeito que ele dá o nome de interpretante. Segundo Peirce. portanto. àquela época. De acordo com Santaella. Pelé demonstrava grande habilidade e teve sua carreira marcada por lances bastante plásticos. As outras imagens permitem que se façam comparações simbólicas entre o presidente sul-americano e.1998: p. durante sua atuação nos gramados. Pelé é tido mundialmente como símbolo do bom futebol. uma relação que será decodificada da mesma forma pela grande maioria dos intérpretes. pode-se notar nelas elementos claros da Terceiridade. Essa lei pode ser uma convenção cultural.4 Tomando as mesmas imagens. os signos que constituem padrões em relação aos seus objetos são tidos como símbolos. Mostrar Chávez ao lado de Fidel Castro e de Saddam Hussein é associar sua imagem à de ditadores conhecidos 5 Para Peirce. Esse padrão só pôde ser construído acerca da imagem do jogador porque. A imagem pode gerar interpretações distintas.

suas políticas e atitudes) de maneira arbitrária. as que foram mencionadas anteriormente se destacam porque não estão sustentadas em aspectos indiciais suficientemente claros. “sopa de lugares-comuns esquerdistas” e “oportunismo populista”. É possível relacionar um signo (termos empregados) a um objeto (Chávez. os signos próprios da esfera da Terceiridade. O sentido pejorativo pretendido é facilmente captado. porque é uma forma convencionada de se expressar determinado sentido em um idioma. O texto da Veja. A ideologia e as atitudes do presidente também são classificadas de forma semelhante. Veja se refere a Chávez como “fanfarrão”. Por isso. Por outro lado. o presidente venezuelano é retratado como “falastrão”. a que a maioria das pessoas chega. Já os elementos da esfera da Primeiridade são meras possibilidades não realizadas. é que permite dizer que há uma lei entre o signo e o objeto. estariam na esfera da Secundidade. é possível . Todos os excertos supracitados são expressões convencionadas culturalmente e são capazes de gerar interpretantes bem próximos nas mentes interpretadoras. caso existissem. Apesar de toda palavra poder ser considerada um símbolo. o texto com a utilização dos símbolos. Na chamada de capa. nesses pontos. já que. utiliza-se de vários símbolos. “bufão”. editorializando. Nas páginas internas da revista da Abril. O ato arbitrário de demitir os gestores da estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) foi classificado como “travessura”. A “Revolução Bolivariana” é tida como “interminável retórica revolucionária”. A utilização de tais tipos de signos dessa maneira possibilita certo descolamento da realidade. Esse interpretante comum.5 mundialmente. “coronel”. não se pode explicitar da reportagem trechos que sejam predominantemente característicos da Primeiridade. assim.

Nesse primeiro trecho. a formação de uma milícia civil. permitem também que sejam inferidos uma série de outros valores negativos que podem ser relacionados a elas. Dentre as infinitas interpretações possíveis. A imagem de Chávez chorando também carrega uma série de sugestões. além de suas alianças com outros grupos. Dessa forma.6 identificar palavras e expressões que. podem servir de exemplo nesse caso. Por terem sentido pejorativo. inclusive. a compra de armas e a aliança com a ditadura cubana de Fidel Castro. da PUC-SP. por exemplo. uma possibilidade interpretativa positiva: o choro reflete a sensibilidade de um homem. pode-se associá-la à expressão “homem não chora” ou mesmo dizer que ela representa o abalo da virilidade ou dor e tristeza. Há. esses valores são apenas possibilidades. o uso do petróleo para chantagear as repúblicas da América Central. As mesmas expressões citadas quando foi tratado o tema da Terceiridade. de quem está se tornando um clone malfeito e extemporâneo. “O CLONE DO TOTALITARISMO” A reportagem de 4 de maio de 2005 traz logo em seu lead uma série de informações. a publicação traz uma lista feita pelo cientista político mexicano Adrián Gurza Lavalle. Veja afirma que Chávez ameaça a estabilidade da América Latina com o financiamento e o apoio a grupos radicais de países vizinhos. sugerem uma série de outros sentidos. Não há como garantir que alguma mente interpretadora chegará a tais interpretantes. além de transmitir seu significado convencional. No decorrer da matéria. podem ser destacadas como índices as informações factuais relativas ao presidente venezuelano. de .

a inflação. outra lista é apresentada com cinco ações de Chávez para ampliar sua influência sobre a América Latina e. a renda per capta. pelos quais a Venezuela não pode ser considerada uma democracia.7 cinco motivos. Por fim. há um quadro intitulado “Governo mais rico. há uma grande parte dedicada à relação de Chávez com os Estados Unidos e aos reflexos gerados na política brasileira. Veja sai da esfera da Secundidade e adentra na Terceiridade utilizando adjetivos para qualificar as atitudes de Chávez. todos índices. posteriormente. No entanto. intimidação da imprensa. “Patético” é o termo escolhido para qualificar a tentativa de congelamento de preços na Venezuela. supostamente. a comparação com um “clone malfeito” mostra que o texto traz valores subjetivos. agregadas a essas informações. venezuelanos mais pobres”. Buscam denotar alguma situação particular e devem possuir relação existencial com os objetos que representam. que demonstra como fatores como o desemprego. Os dados presentes nos trechos citados acima são. o endividamento público e a pobreza variaram após Chávez assumir o poder. . Da mesma forma. Veja cita algumas características em comum entre Chávez e Fidel e compara também a Venezuela a Cuba. Essa comparação é baseada em dados empíricos e históricos que remetem a atual situação do país sul-americano ao que ocorreu na ilha caribenha após a Revolução de Fidel. Isso se repete quando a revista informa sobre a revogação da presunção de inocência. criminalização das críticas ao governo. também supostamente factuais. estão algumas expressões que denunciam o uso dos símbolos para gerar interpretantes que não são devidamente relacionados à realidade. Os itens são a supressão da autonomia de poderes. No lead apresentado. Na seqüência da reportagem. instabilidade do cenário político e desrespeito à propriedade privada.

. A ilha era o terceiro em uma lista de onze países latino-americanos com o maior consumo de alimentos por habitante. caracterizadas principalmente pelas sugestões. A queda no consumo diário de alimentos. jogou Cuba para o último lugar na lista de onze países. por se referirem ao conteúdo e momento em que foram produzidas.. meras possibilidades não realizadas. Isso ocorre porque o processo semiótico leva em consideração o conhecimento prévio daquele que interpreta um signo. por outro lado. (. contra 25% na Costa Rica. Mais uma vez.8 definindo-a como “novidade escandalosa” no Código Penal. a renda per capita cubana é a 29ª da América Latina. as experiências de cada um interferem no efeito que um signo pode gerar e isso explica também. Os cubanos sabem ler e escrever.) Hoje. Veja também traz diversos índices no trecho em que compara a atual situação de Cuba à de quando Fidel assumiu o poder. mas são praticamente analfabetos digitais. porque há certos interpretantes que nunca serão atingidos por alguns. com média diária de 2. hoje em 2 417 calorias. Veja utiliza o termo “fanfarrão”. Dessa forma.730 calorias. são índices da Secundidade. Citações de falas de Chávez também são constantes e. “UM FIDEL COM PETRÓLEO” A reportagem de 2006 traz dados relacionados principalmente às situações cubana e venezuelana. . país cinco vezes mais populoso. podem ser apontadas nas expressões que geram os mais diversos interpretantes. Sua renda per capita era a quarta maior da América Latina e o país exportava em dólares o mesmo que o México. Novamente. Apenas 2% da população tem acesso (censurado) à internet.

Esses e outros dados similares estão em um quadro intitulado “Dois modelos fracassados”. Quando a revista se propõe a fazer um “balanço parcial” do que chama de “destruição causada por Chávez”. a publicação diz que “a experiência cubana. Veja afirma que “tanto em Cuba quanto na Venezuela” a construção do socialismo coincidiu com a destruição dos países e que “cubanos e venezuelanos são hoje povos com horizonte menor do que tinham antes de ser submetidos a ditaduras socialistas”. as informações acima têm forte aspecto indicial já que se referem a uma realidade específica e estão existencialmente conectadas a ela. O grande número de informações sobre a ilha caribenha se deve ao fato de haver uma constante comparação entre os países latino-americanos em . Como não traz dados empíricos que comprovem a suposta “destruição”. cria sete tópicos com informações factuais. queda de 86% do investimento direto externo e o aumento de 124% dos gastos públicos em 2006 em relação ao ano anterior. redução de 30% da classe média. Seguindo na mesma argumentação. fundamentados na Secundidade. ao longo da matéria. Apesar dos índices sócio-econômicos baixos. Entre os dados apresentados estão o aumento em 9% da mortalidade infantil.9 Há outra parte do texto em que os signos da Secundidade são amplamente utilizados. comprova que a ‘construção do socialismo’ é o caminho mais curto para a destruição de um país”. Ainda no primeiro parágrafo. esse tipo de informação pode ser questionado com outros argumentos. e agora a venezuelana. pode-se dizer que Cuba não está destruída já que é referência mundial nos esportes e em áreas da medicina. Tomando como verdadeiras. No entanto. há informações que não se apóiam tanto na esfera da Secundidade quanto as acima mencionadas.

o azul e o vermelho – as mesmas da bandeira nacional. as cores das colunas são o amarelo. As comparações não se restringem apenas ao ditador cubano. Além de estarem existencialmente relacionadas às bandeiras nacionais. No quadro “Dois modelos que fracassaram”. É importante destacar que cada um dos líderes citados é símbolo de toda uma ideologia e. Na porção que contém informações sobre a Venezuela. da mesma maneira que o verde e o amarelo são associados ao Brasil. há um quadro que destaca as similaridades entre eles em quatro aspectos distintos. por isso. A publicação também afirma que Evo Morales é seu “mais notório pupilo” e cita o caudilhismo populista latino-americano quando os perfis de Chávez e Fidel são descritos. do Instituto Hoover. . o texto afirma que “Chávez é um Domingos Perón com petróleo”. Na fala do norte-americano William Ratliff. Desde sua capa. Logo no princípio da matéria. Para entendê-las. Veja elenca os tópicos “meta de se perpetuar no poder”. Chávez “passa o tempo todo misturando Simon Bolívar com Mao Tse-tung”. deve-se saber o que foi convencionado e associado a cada um deles. A barra superior com o nome do país é vermelha e as colunas são brancas e azuis. tais cores já se tornaram símbolos dos países que representam. “narcisista e prolixo” e “invenção de um inimigo externo” para mostrar as similaridades entre os líderes esquerdistas. a revista insiste também na aproximação entre Chávez e Fidel. podemos classificar tais comparações como simbólicas. Nas palavras do ex-ministro de Relações Exteriores do México e estudioso da esquerda latino-americana. O mesmo acontece na parte que informa sobre Cuba. a escolha das cores não foi casual.10 questão. “desejo de exportar a revolução”. Jorge Castañeda.

suas ideologias e atitudes. . Uma das expressões que se encontra predominantemente no âmbito da Primeiridade é a que chama o modelo de socialismo chavista de “mistura de clichês socialistas”. ou seja. já que um texto jornalístico deve se diferir de um relatório técnico. é essencial que a atividade se apóie em aspectos indiciais. No entanto. não estão sustentados em relações indiciais claras.11 De maneira geral. Como demonstrado. a reportagem deve se encontrar. Por exemplo. por exemplo. um marxista pensaria em coisas que um capitalista não pensaria e alguém que não tem conhecimento sobre as duas concorrentes dificilmente chegaria às mesmas conclusões de um estudioso do assunto. O termo “clichês socialistas” pode gerar interpretações completamente distintas. muitas vezes. permite que sejam expressas opiniões e que o texto editorializado direcione o interpretante do leitor. primordialmente. descolado da realidade. O emprego desse tipo de símbolo. Sendo o produto jornalístico o signo que tem como função representar um objeto (fato). nessa reportagem não foram empregados muitos termos que permitissem interpretações múltiplas como mostrado nas duas matérias analisadas anteriormente. na Secundidade. CONCLUSÃO Tendo em mente que a função do jornalismo é comunicar. primordialmente. De maneira geral. parece que a publicação da Abril tende a utilizar símbolos que. esses símbolos são adjetivos que são utilizados para classificar o presidente venezuelano Chávez. é evidente que as reportagens de Veja agregam informações factuais e que há trechos sustentados. Vale ressaltar que essa relação com a segunda esfera de Peirce não deve ser estrita. no âmbito da Secundidade para que se mantenha fiel ao acontecimento. tornar comum um fato.

Veja. Um Fidel com petróleo. SCHELP. Disponível <http://veja. 1998 SANTAELLA. Mídia. SANTAELLA. e de constantes comparações simbólicas entre o presidente venezuelano e outras figuras. Disponível em <http://veja. Veja. pode-se perceber a intenção de associar a imagem de Hugo Chávez à de outros ditadores e líderes de esquerda. Disponível em <http://veja. Imagem – Cognição. Winfried. é induzido a acreditar em uma versão tendenciosa dos acontecimentos.com.abril. A conclusão a que se chega é que a revista Veja parece querer gerar um interpretante comum em seus leitores devido à vasta utilização de símbolos. portanto. SCHELP. uma vez que os símbolos não são sustentados por aspectos indiciais suficientemente fortes. Dez. D. D. D.com. em NÖTH. Lucia.abril. . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS LORES.12 Ao longo das três reportagens. Mai. 2005.html> Acessado em 11 de junho de 2008. São Paulo: Iluminuras.. O leitor. 2006. 1983. Veja. Lucia & NÖTH. 1995.html> Acessado em 11 de junho de 2008.br/131206/p_076. J. principalmente Fidel Castro. O falastrão caiu.com.abril. Isso é feito através de imagens. & DWECK.br/170402/p_042. R. Abr. Semiótica.html> Acessado em 11 de junho de 2008. Winfried. São Paulo: Annablume. Todavia.br/040505/p_152. Panorama da Semiótica: de Platão a Peirce. O clone do totalitarismo. O que é semiótica? São Paulo: Brasiliense. como as fotos e o tratamento da capa da última edição analisada. 2002. não há uma preocupação no sentido desse interpretante ser o mais próximo possível do objeto que é representado na reportagem.