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Direcção Regional de Educação do Alentejo

23/05/12 16:11

Direcção Regional de Educação do Alentejo 23/05/12 16:11

Ofício-Circular : 16/2008 Data : 26-03-2008 Processo : DSAPOE

Assunto

ORIENTAÇÕES CONSTANTES NO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO ENSINO SECUNDÁRIO.

SECRETARIA-GERAL DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

DIRECÇÃO GERAL DE FORMAÇÃO VOCACIONAL

DIRECÇÃO GERAL DE INOVAÇÃO E DE DESENVOLVIMENTO CURRICULAR

DIRECÇÃO GERAL DOS RECURSOS HUMANOS DA EDUCAÇÃO

GABINETE DE INFORMAÇÃO E AVALIAÇÃO DO SISTEMA EDUCATIVO

GABINETE DE GESTÃO FINANCEIRA

GABINETE DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL

GABINETE DE ASSUNTOS EUROPEUS E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

INSPECÇÃO-GERAL DE EDUCAÇÃO/DELEGAÇÕES REGIONAIS

EDITORIAL DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

DIRECÇÕES REGIONAIS DA EDUCAÇÃO

Enviado para:

COORDENADORES EDUCATIVOSAGRUPAMENTOS ESCOLARES VERTICAIS AGRUPAMENTOS ESCOLARES HORIZONTAIS SERVIÇOS DE EDUC. RECORRENTE SERVIÇOS DE EDUCAÇÃO

COORDENADORES EDUCATIVOS

AGRUPAMENTOS ESCOLARES VERTICAISCOORDENADORES EDUCATIVOS AGRUPAMENTOS ESCOLARES HORIZONTAIS SERVIÇOS DE EDUC. RECORRENTE SERVIÇOS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL

AGRUPAMENTOS ESCOLARES VERTICAIS

AGRUPAMENTOS ESCOLARES HORIZONTAISCOORDENADORES EDUCATIVOS AGRUPAMENTOS ESCOLARES VERTICAIS SERVIÇOS DE EDUC. RECORRENTE SERVIÇOS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL

AGRUPAMENTOS ESCOLARES HORIZONTAIS

SERVIÇOS DE EDUC. RECORRENTEESCOLARES VERTICAIS AGRUPAMENTOS ESCOLARES HORIZONTAIS SERVIÇOS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL ESCOLAS BÁSICAS 1º CICLO

SERVIÇOS DE EDUC. RECORRENTE

SERVIÇOS DE EDUCAÇÃO ESPECIALESCOLARES HORIZONTAIS SERVIÇOS DE EDUC. RECORRENTE ESCOLAS BÁSICAS 1º CICLO ESCOLAS BÁSICAS 2º E 3º CICLOS

SERVIÇOS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL

ESCOLAS BÁSICAS 1º CICLODE EDUC. RECORRENTE SERVIÇOS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL ESCOLAS BÁSICAS 2º E 3º CICLOS ESCOLAS C/ ENSINO

ESCOLAS BÁSICAS 1º CICLO

ESCOLAS BÁSICAS 2º E 3º CICLOSSERVIÇOS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL ESCOLAS BÁSICAS 1º CICLO ESCOLAS C/ ENSINO SECUNDÁRIO ESTAB. DE ENS. PART.

ESCOLAS BÁSICAS 2º E 3º CICLOS

ESCOLAS C/ ENSINO SECUNDÁRIOESCOLAS BÁSICAS 1º CICLO ESCOLAS BÁSICAS 2º E 3º CICLOS ESTAB. DE ENS. PART. E COOP

ESCOLAS C/ ENSINO SECUNDÁRIO

ESTAB. DE ENS. PART. E COOPBÁSICAS 2º E 3º CICLOS ESCOLAS C/ ENSINO SECUNDÁRIO ESCOLAS PROFISSIONAIS ESCOLAS DO ENSINO ARTÍSTICO

ESTAB. DE ENS. PART. E COOP

ESCOLAS PROFISSIONAISCICLOS ESCOLAS C/ ENSINO SECUNDÁRIO ESTAB. DE ENS. PART. E COOP ESCOLAS DO ENSINO ARTÍSTICO RESIDÊNCIA

ESCOLAS PROFISSIONAIS

ESCOLAS DO ENSINO ARTÍSTICO2º E 3º CICLOS ESCOLAS C/ ENSINO SECUNDÁRIO ESTAB. DE ENS. PART. E COOP ESCOLAS PROFISSIONAIS

ESCOLAS DO ENSINO ARTÍSTICO

RESIDÊNCIA DE ESTUDANTES

RESIDÊNCIA DE ESTUDANTES

De acordo com o solicitado pela Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, e para conhecimento de V. Exa.

e de toda a comunidade educativa, transcreve-se o teor do Ofício-Circular S-DGIDC/2008/638.

“A disciplina de Educação Física assume particular relevância na formação integral dos alunos enquanto actividade física regular, ecléctica e inclusiva, que exerce influência directa sobre os factores primordiais da saúde, promovendo hábitos de vida saudável indispensáveis ao longo da vida. Contribui para o desenvolvimento de competências sociais próprias das matérias de grupo e promove aprendizagens específicas no domínio das actividades físicas, tendo por base um modelo pedagógico centrado nas experiências práticas dos alunos, numa abordagem das matérias em que impera o raciocínio, a cooperação e a resolução de problemas complexos.

O reconhecimento da sua importância no contexto educativo português traduz-se no facto de, a par com o Português, ser a

única disciplina obrigatória para todos os alunos desde o 1.º ao 12.º ano de escolaridade, e também no facto de a disciplina ser considerada como qualquer outra na avaliação do ensino básico e na classificação final do ensino secundário, com excepção de Educação Moral e Religiosa (EMR), por ser facultativa.

Sendo uma disciplina de tal relevo para a formação integral e equilibrada dos alunos e para o sucesso do seu processo de aprendizagem, não poderá ser desvalorizada em termos curriculares a sua avaliação.

/

/

Considerando as questões colocadas em diversas comunicações enviadas a esta Direcção-Geral no decorrer do ano lectivo de 2006/2007, e novamente em 2007/2008, por associações de pais, encarregados de educação e alunos, relativamente à disciplina de Educação Física no âmbito da implementação da Reforma do Ensino Secundário (Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, com as alterações introduzidas pelos Decretos-Leis n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro e n.º 272/2007, de 26 de Julho), vimos alertar para a necessidade de os professores da disciplina atentarem nas orientações constantes no Programa de Educação Física.

Assim salienta-se que o novo Programa de Educação Física, actualmente em vigor, apresenta um conjunto de orientações metodológicas e de avaliação no sentido de respeitar as diferentes aptidões físicas dos alunos, destacando-se que:

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O objecto da primeira etapa de trabalho com a turma, no começo do ano lectivo, é a avaliação inicial, cujo propósito

fundamental consiste em determinar as aptidões e dificuldades dos alunos nas diferentes matérias do respectivo ano de curso, procedendo simultaneamente à revisão/actualização dos resultados obtidos no ano anterior.

Para poder assumir as decisões de orientação e organização mais acertadas, o professor procurará, no contexto da aula de

Educação Física (

aperceber-se da forma como os alunos aprendem, do modo como se situam em relação ao programa

previsto para o ano de escolaridade, e das suas possibilidades de desenvolvimento.

) (

de organizar a sua intervenção e a actividade dos alunos. Identifica:

- os alunos que vão precisar de maior acompanhamento, que apresentam mais dificuldades;

- as matérias em que os alunos se encontram mais distantes do nível de objectivos do programa, e que deverão merecer

mais atenção (no tempo e tratamento a disponibilizar);

),

Em resumo, nesta etapa de trabalho o professor recolhe os dados que lhe permitem decidir sobre o modo mais eficaz

-

as capacidades motoras que merecem uma atenção especial (em alunos ou grupo de alunos);

-

os aspectos críticos no tratamento das matérias e na organização da turma, etc.

(

)

É conveniente que a etapa final do ano permita a revisão/consolidação das matérias no nível de tratamento atingido

pelo conjunto da turma, conciliando-se esta possibilidade com a apresentação de níveis mais avançados nessas matérias, ou em outras. Interessa também oferecer, nesta altura, oportunidades acrescentadas de recuperação aos alunos com dificuldades mais significativas, procurando-se tirar partido das adaptações/aperfeiçoamentos entretanto revelados por esses alunos (pp.31- 33 do Programa de Educação Física).

No que respeita aos critérios de avaliação da disciplina, realça-se também que:

A avaliação dos alunos em Educação Física realiza-se de maneira equivalente às restantes disciplinas da Formação Geral do

Ensino Secundário, aplicando-se as normas e princípios gerais que a regulam.

No que se refere à especificidade da disciplina, a avaliação decorre dos objectivos de ciclo e de ano (

os objectivos de ciclo constituem as principais referências no processo de avaliação dos alunos, incluindo o tipo de actividade em que devem ser desenvolvidos e demonstrados atitudes,

(

).

)

/

/

conhecimentos e capacidades, comuns às áreas e sub-áreas da Educação Física, e os que caracterizam cada uma delas. Considera-se que o reconhecimento do sucesso é representado pelo domínio/demonstração de um conjunto de competências que decorrem dos objectivos gerais.

O grau de sucesso ou desenvolvimento do aluno no curso da Educação Física corresponde à qualidade revelada na

interpretação prática dessas competências nas situações características (

).

Os critérios de avaliação estabelecidos pelo Departamento de Educação Física e pelo professor permitirão determinar

concretamente esse grau de sucesso. Os critérios de avaliação constituem, portanto, regras de qualificação da participação dos alunos nas actividades seleccionadas para a realização dos objectivos e do seu desempenho nas situações de prova, expressamente organizadas pelo professor para a demonstração das qualidades visadas.

) (

aprendizagem e, também, para apoiar o aluno na procura e alcance do sucesso em Educação Física no conjunto do currículo

escolar e noutras actividades e experiências, escolares e extra-escolares (

Os procedimentos aplicados devem assegurar a utilidade e a validade dessa apreciação, ajudando o aluno a formar uma imagem consistente das suas possibilidades, motivando o prosseguimento ou aperfeiçoamento do seu empenho nas actividades educativas e, também, apoiando a deliberação pedagógica (pp.34-35 do Programa).

os processos e os resultados da avaliação devem contribuir para o aperfeiçoamento do processo de ensino-

).

Ainda no que respeita aos critérios de avaliação, e segundo o n.º 1 do art.º 8.º do capítulo II da Portaria n.º 550- D/2004, de 21 de Maio, sublinha-se que estes são da responsabilidade do conselho pedagógico, sob proposta dos departamentos curriculares: “ Compete ao conselho pedagógico da escola, de acordo com as orientações do currículo nacional, definir, no

início do ano lectivo os critérios de avaliação para cada ano de escolaridade, disciplina e área não disciplinar, sob proposta

dos departamentos curriculares”. Esses critérios de avaliação “(

escola, sendo operacionalizados pelo conselho de turma” e são “Os órgãos de gestão da escola [que] asseguram a

divulgação dos critérios referidos (

)

constituem referenciais comuns no interior de cada

)

aos vários intervenientes, em especial, aos alunos e aos encarregados de educação”.

Por fim considerando que algumas das questões colocadas à DGIDC respeitam a situações especiais de alunos que apenas podem praticar exercício físico de forma moderada, reitera-se que, nesses casos, os critérios de avaliação devem ter em conta o estipulado no ofício –circular NES n.º 98, de 25/05/99, relativo a “Uniformização do tratamento a dar às situações de incapacidade para a prática das aulas de Educação Física”.

Com efeito, nos casos em questão, deve continuar a aplicar-se o estabelecido no ofício-circular acima referido, segundo o

qual “ (

Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de Agosto, que prevê a existência de um regime educativo especial, para alunos que apresentem necessidades educativas especiais (Art.º 1)”.

)

as situações de Atestado Médico em Educação Física [se] enquadram perfeitamente na letra e espírito do

/

/

Esses alunos podem beneficiar de”(

curriculares; condições especiais de matrícula, condições especiais de frequência; condições especiais de avaliação; adequação na organização de turma; apoio pedagógico acrescido; ensino especial (Art.º 2). Destas medidas deverão ser

adoptadas as mais integradoras e menos restritivas, procurando que as condições de frequência se assemelhem às do regime educativo comum (Art.º 3)” (sublinhado nosso)”

)

equipamentos especiais de compensação; adaptações materiais, adaptações

Direcção Regional de Educação do Alentejo

23/05/12 16:11

Com os melhores cumprimentos,

O DIRECTOR REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO ALENTEJO

(José Lopes Cortes Verdasca)

DE EDUCAÇÃO DO ALENTEJO (José Lopes Cortes Verdasca)