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ANAIS Resumos dos trabalhos aprovados - 2011 ISSN: 2237-7123 Belém – Pará Novembro de 2011

ANAIS

Resumos dos trabalhos aprovados - 2011

ISSN: 2237-7123

Belém Pará Novembro de 2011

1

FICHA CATALOGRÁFICA

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP), Biblioteca do Centro de Ciências Naturais e Tecnologia, UEPA, Belém - PA.

S612 a

Simpósio de Pesquisa Interdisciplinar da Amazônia Legal (1. :

2011: Belém)

Anais do I Simpósio de Pesquisa Interdisciplinar da Amazônia Legal: Diálogos Interdisciplinares em Busca da Integração Regional / Universidade do Estado do Pará, Centro de Ciências Naturais e Tecnologia. Belém, 2011. 176 p.

1. Simpósio de Pós-Graduação.

2. Amazônia Legal. 3.

Ciências Ambientais. 4. Diálogos. I. Título.

CDD 378.1553

2

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ

MARILIA BRASIL XAVIER Reitora da Universidade do Estado do Pará

MARIA DAS GRAÇAS DA SILVA Vice- Reitora da UEPA

JOFRE JACOB DA SILVA FREITAS Pró- Reitora de Pesquisa e Pós Graduação PROPESP

MANOEL MAXIMIANO JUNIOR Pró Reitor de Gestão e Planejamento PROGESP

MARIANE CORDEIRO ALVES FRANCO Pró-Reitoria de Extensão PROEX

IONARA ANTUNES TERRA Pró- Reitor de Graduação PROGRAD

ELIANE DE CASTRO COUTINHO Diretor do Centro de Ciências Naturais e Tecnologia CCNT

3

REALIZAÇÃO

Programa de Mestrado em Ciências Ambientais Centro de Ciências Naturais e Tecnologia Universidade do Estado do Pará

COORDENAÇÃO DO SIMPÓSIO

Naturais e Tecnologia Universidade do Estado do Pará COORDENAÇÃO DO SIMPÓSIO Prof. Dr. Altem Nascimento Pontes

Prof. Dr. Altem Nascimento Pontes

Naturais e Tecnologia Universidade do Estado do Pará COORDENAÇÃO DO SIMPÓSIO Prof. Dr. Altem Nascimento Pontes

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Naturais e Tecnologia Universidade do Estado do Pará COORDENAÇÃO DO SIMPÓSIO Prof. Dr. Altem Nascimento Pontes

COMISSÃO ORGANIZADORA DOCENTE

Altem Nascimento Pontes altempontes@hotmail.com UEPA

Andreia Brasil Santos brasiland@ufam.edu.br UFAM

Daguinete Maria Chaves Brito dagnete@uol.com.brUNIFAP

Edinéia Aparecida dos Santos Galvanin galvanin@gmail.com UNEMAT

Elineide Eugênio Marques eemarques@hotmail.com UFT

Francisco Carlos da Silveira Cavalcanti fcscarlito@uol.com.br UFAC

Ricardo Barbieri limnobarbi@yahoo.com.br UFMA

5

COMISSÃO ORGANIZADORA DISCENTE

Caio Renan Goes Serrão caioserrao@yahoo.com.br UEPA

Patrícia Homobono Brito de Moura patricia.homobono@gmail.com UEPA

Ricardo Fonseca Guimarães rfg_bio@hotmail.com UFMA

Rafael Diego Barbosa Soares rafaeldiegobarbosa@hotmail.com UFMA

Leidimara da Silva Santos leidi_tga@hotmail.com UNEMAT

Jaqueline Aguilla Pizzato japizzato@gmail.com UNEMAT

Acelmo de Jesus Brito capemba@hotmail.com UFMT

Jeferson Alberto de Lima jefersonlima_ro@yahoo.com.br UFMT

Valeria Mourão de Moura valeriavras@hotmail.com UFOPA

Marcos do Prado Sotero marcossotero@gmail.com UFOPA

Davi Silva Dalberto davi_dalberto@hotmail.com UNEMAT (Cáceres)

Joari Costa de Arruda arrudajcbio@gmail.com UNEMAT (Cáceres)

Dallyla Tais A. Milhomem Ferreira dallylatais@hotmail.com UFT

Gleicielly Lima do Prado gleiciellylima@yahoo.com.br UFT

6

COMISSÃO CIENTÍFICA

Prof. Dr. Altem Nascimento Pontes (Coordenador)

Profa. Dra. Flávia Cristina Araújo Lucas

Profa. Dra. Ana Lúcia Nunes Gutjahr

Profa. Dra. Hebe Morganne Campos Ribeiro

Profa. Dra. Cléa Nazaré Carneiro Bichara

Profa. Dra. Suezilde da Conceição Amaral Ribeiro

Profa. Dra. Lucietta Guerreiro Martorano

EDITORAÇÃO

Caio Renan Goes Serrão Karan Valente

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SUMÁRIO

Área de Secretariado Executivo na Amazônia Legal: Reflexões Interdisciplinares Raul Vítor Oliveira PAES

A

25

UEPA

Abordagem do Ensino de Física Através de Temas Regionais da Amazônia.

Taynná Nayara Barreiros ARRAIS; Larissa Maciel do NASCIMENTO; Altem Nascimento PONTES UEPA

26

Abordagem dos Conceitos de Eletrodinâmica dos Alunos de Ensino Médio da Região Metropolitana de Belém Pa. Aplicado em seu Cotidiano. Taynná Nayara Barreiros ARRAIS; Larissa Maciel do NASCIMENTO; Altem Nascimento PONTES UEPA

27

Experiência das Mulheres Extrativistas do Assentamento Margarida Alves-Mirassol D’oeste/MT, Brasil. Maurício Ferreira MENDES; Seyla Poliana Miranda PESSOA; Sandra Mara Alves da Silva NEVES; Edinéia Aparecida dos Santos GALVANIN; Ronaldo José NEVES. UNEMAT

A

28

A

Experimentação Através da Utilização de Materiais Alternativos como Agente Motivador no Ensino de

Química. Maria Bruna Martins CARVALHO; Samuel Castro de JESUS UEPA

29

Gestão da Segurança e Saúde do Trabalhador na Produção do Alumínio no Pará Laura Soares Martins NOGUEIRA FUNDACENTRO

A

30

A

História da Modelagem na Ecologia

Ana Carolina Batista MAFRA; Antônio GALVÃO

UEPA

31

A Importância do Conhecimento para Lidar Adequadamente com Resíduos Agroquímicos Maria Bruna Martins CARVALHO; Samuel Castro de JESUS UEPA

32

A

Indústria Cultural como Disseminadora da Teoria da Evolução Biológica

Gabriel de Lima NUNES UEPA

33

A

Inteligência Emocional e o Vestibular

Bruno Calzavara FLORES; Girena Fernandes RAMALHO

IFPA

34

A Luta por Reconhecimento das Populações Tradicionais e Movimentos Sociais na Amazônia: Um Esboço Conceitual sobre a Teoria de Axel Honneth

8

Janine de Kássia Rocha BARGAS; Luís Fernando Cardoso e CARDOSO UFPA

35

Análise da Eficiência Econômico-Financeira das Cooperativas de Crédito Filiadas à Central Sicoob- Amazônia Através da Análise Envoltória de Dados Rosinele da Silva de OLIVEIRA; Sérgio Castro GOMES; Renan Alves BRANDÃO; Dorival Pereira TANGERINO NETO; Eugênia Rosa CABRAL UNAMA

36

Análise da Evolução do Desmatamento na Região de Santarém, de 1997 A 2009 Benedito Evandro Barros da SILVA; Adilson Wagner GANDU UFPA

37

Análise da Pesca Profissional no Estado do Tocantins: Diferentes Olhares Dallyla Tais Assunção Milhomem FERREIRA; Elineide Eugênio MARQUES UFT

38

Análise de Macronutrientes para Avaliar o Grau de Evolução do Substrato Terra Preta Nova em Comparação com Solos de Terra Preta Arqueológica Paulo Alexandre Panarra Ferreira Gomes das NEVES; Cristine Bastos do AMARANTE; Maria de Lourdes Pinheiro RUIVO; Dirse Clara KERN; Jorge Luiz PICCININ; Nildineide Lima SOARES UEPA

39

Análise Ergonômica de Posto de Trabalho de uma Agência Bancária Bruno da Costa FEITOSA; Dorival Pereira TANGERINO NETO UNAMA

40

Análise Espaço-Temporal do uso e Ocupação de Áreas de Mata Ciliar do Rio Paraguai no Município de Barra do Bugres MT. Seyla Poliana Miranda PESSOA; Jesã Pereira KREITLOW; Maurício Ferreira MENDES; Edinéia Aparecida dos Santos GALVANIN; Sandra Mara Alves da Silva NEVES; Rivanildo DALLACORT UNEMAT

41

Análise Temporal da Cobertura Vegetal e Evidências dos Avanços de Áreas Antrópicas no Município de Garrafão do Norte, Pará Leila Sheila LISBOA; Lucieta Guerreiro MARTORANO; Silvio BRIENZA JUNIOR ESALQ

42

A Nova Economia Institucional e a Teoria da Regulação: Uma Reflexão do Macroambiente Institucional do Setor Madeireiro no Estado do Pará Dorival Pereira TANGERINO NETO; Bruno da costa FEITOSA UNAMA

43

A Paisagem do Ambiente Universitário: Algumas Possibilidades de Leitura sobre os Campi da UFT Adriano CASTORINO; Rinaldo Sérgio Vieira ARRUDA UFT

44

A Percepção Ambiental no Processo de Transição Agroecologica: Um Estudo de Caso na Resex Maracanã Regiara Croelhas MODESTO

9

EMATER

45

Aplicação da Lista de Verificações de Boas Práticas em Estabelecimentos Comercializadores de Hortifrutis no Município De Cametá-Pa. Paula Ondina Martins SOUZA; Silas Rafael Figueiredo de ARAÚJO; Beatriz Nunes e SILVA; Tatiane Lopes de BARROS; Luana Carolina Pinheiro da SILVA; Eliane do Socorro Dornelas do CARMO UEPA

46

A

Prática e a Experimentação na Construção do Conhecimento Científico

Gabriel de Lima NUNES UEPA

47

Aproveitamento da Casca do Maracujá Amarelo na Produção de Farinha: Composição Centesimal e Alternativas para Aplicação em Alimentos Suellen Suzyanne Oliveira de SANTANA; Illana de Araujo RIBEIRO; Fagner Freires de SOUSA; Layane Sarges SIQUEIRA; Suezilde da Conceição Amaral RIBEIRO UEPA

48

Áreas Desflorestadas Associadas ao Rebanho Bovino e Cultivo de Soja no Estado do Pará José Reinaldo da Silva Cabral de MORAES; Lucieta Guerreiro MARTORANO; Afonso Henrique Moraes OLIVEIRA; Siglea Sanna de Freitas CHAVES; Rodrigo Figueiredo ALMEIDA UFRA

49

As Pichações na Fortaleza de São José de Macapá: Mecanismos de Proteção Edinaldo Pinheiro NUNES FILHO; Maik Roberto Balacó SANTOS UNIFAP

50

Tradição Indígena Karipuna: Um Estudo da Conservação do Meio Ambiente Natural, na Aldeia Manga, no Município do Oiapoque

A

Jussara de Pinho Barreiros UNIFAP

51

Atuação do Enfermeiro na Assistência do Paciente Queimado Laís Soares LIMA; Marco Aurélio Gomes de OLIVEIRA UEPA

52

A

Universidade e a Emergência da Crise Ambiental

Adriano CASTORINO; Rinaldo Sérgio Vieira ARRUDA UFT

53

Avaliação da Qualidade de Água do Igarapé Eidai, Distrito de Icoaraci, Belém, Pará Alba Rocio Aguilar PIRATOBA; Alex Corrêa da SILVA; Caio Renan Goes SERRÃO; Patrícia Homobono Brito de MOURA UEPA

54

Avaliação da Qualidade Higiênico-Sanitária e Agroindustrial, com Vistas a Composição Nutricional, Microbiológica e Colorimetrica da Polpa de Açaí (Euterpe Oleracea Mart) Aline Kazumi Nakata da SILVA; Marcos Rafael da Silva JORGE; Wilton Pontes da SILVA; Bianca Barbosa MUNIZ; Orquídea Vasconcelos dos SANTOS UEPA

55

10

Avaliação das Boas Práticas de Fabricação Aplicada em uma Agroindústria de Beneficiamento de Açai (Euterpe Oleracea Mart.) Luana Carolina Pinheiro da SILVA; Suame dos Passos LEAL; Silas Rafael Figueiredo de ARAÚJO; Eliane do Socorro Dornelas do CARMO; Tatiane Lopes de BARROS5; Paula Ondina Martins SOUZA UEPA

56

Avaliação da Viabilidade da Legislação Ambiental para o Pequeno Produtor Rural no Estado do Pará Helen Theyla Costa da CUNHA; Oriana Trindade de ALMEIDA UFPA

57

Avaliação do Código Florestal no Estado do Pará Oriana ALMEIDA; Sérgio RIVERO; Naíla Arraes de ARAUJO; Luciene COSTA, Cleide SOUZA, Thiago CASTELO UFPA

58

Avaliação do Desempenho de Força de Soldados em Protocolo Militar com Alternância de Sono e Vigília Marco Aurélio Gomes de OLIVEIRA; André Luiz WALSH-MONTEIRO; Olavo Raimundo ROCHA JUNIOR; Cláudio Joaquim Borba PINHEIRO UEPA

59

Avaliação do Potencial Anti-Inflamatório de Extratos Vegetais em Edema de Pata em Ratos Induzido pela Peçonha de Bothrops Atrox da Região de Santarém Pa. Valéria Mourão MOURA; Elenn Suzany Pereira ARANHA; Joanderson de Sousa MARTINS; Joacir Stolarz de OLIVEIRA; Ana Maria Moura da SILVA; Rosa Helena Veras MOURÃO UFOPA

60

Avaliação do Potencial de Expansão do Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta na Recomposição de Paisagens Sustentáveis em Paragominas, Pa. Siglea Sanna de Freitas CHAVES; Lucieta Guerreiro MARTORANO; Paulo Campos Christo FERNANDES; Daiana Carolina Antunes MONTEIRO; Rodrigo Figueiredo ALMEIDA; Jamil Chaar EL HUSNY ESALQ

61

Avaliação do Processo de Suprimento de Materiais de Expediente em um Banco Múltiplo Bruno da Costa FEITOSA; Dorival Pereira TANGERINO NETO UNAMA

62

Avaliação do Referencial Teórico da Edudação Ambiental e Sustentabilidade nos Cursos de Pedagogia e Engenharia Sanitária e Ambiental da UFPA Deyved Leonam Guimarães do NASCIMENTO; Érika Maia SANTOS; Priscila da Silva BATISTA; Altem Nascimento PONTES; UEPA

63

Avaliação Sócio-Econômica da Pesca Artesanal e do Potencial Aquícola na Região Lacustre De Penalva - Apa da Baixada Maranhense. Naíla Arraes de ARAUJO; Claudio Urbano Bittencourt PINHEIRO UFPA

64

11

Avaliação Temporal da Precipitação Pluvial Diária em Áreas Cultivadas com Palma de Óleo e Possíveis Efeitos em Anos de Ocorrência do Amarelecimento Fatal (Af) no Estado do Pará Lucieta Guerreiro MARTORANO; José Reinaldo da Silva Cabral de MORAES; Alailson Venceslau SANTIAGO; Alessandra de Jesus BOARI EMBRAPA

65

Avanços do Desflorestamento e Ameaças Decorrentes da Expansão da Fronteira Agropecuária na Mesoregião do Baixo Amazonas, Pará Afonso Henrique Moraes OLIVEIRA, Lucieta Guerreiro MARTORANO, José Reinaldo da Silva Cabral de MORAES UFRA

66

Capacidade de Enraizamento de dois Híbridos de Eucalyptus Urograndis Leidimara da Silva SANTOS; Silva do NASCIMENTO; Tadeu Miranda de QUEIROZ; Dionei José da SILVA UNEMAT

67

Capital Social e Redes Socias em Comunidades Agroextrativistas no Sul do Amapá Adalberto Carvalho RIBEIRO UNIFAP

68

Caracterização Agroambiental da Produção do Milho em Quatro Propriedades da Região Sudoeste de Mato Grosso Benhur da Silva Oliveira; Leidimara da Silva Santos; Mauricio Ferreira Mendes; Mônica Josene Barbosa Pereira; Dejânia Vieira de Araújo; Marco A. C. de Carvalho UNEMAT

69

Caracterização Ecológica da Comunidade Fitoplanctônica na Zona Costeira do Porto do Itaqui, São Luís Ma. Ana Karoline, DUARTE-DOS-SANTOS; Mariana Ribeiro UTTA PINTO; Débora Carolina, COSTA PRIVADO; Marco Valério Jansen, CUTRIM; Francinara SANTOS FERREIRA UFMA

70

Censo da Avifauna em Remanescentes Florestais no Município de Tangará da Serra-MT. Seyla Poliana Miranda PESSOA; Rafael Willian WOLF; Bruno Wagner ZAGO; Josué Ribeiro da Silva NUNES; Edinéia Aparecida dos Santos GALVANIN UNEMAT

71

Censo da Avifauna na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Campus de Tangara da Serra Bruno Wagner ZAGO; Gizele Regina ADAMI; Seyla Poliana Miranda PESSOA; Cleonir Andrade FARIA JÚNIOR; Edinéia Aparecida do Santos GALVANIN; Josué Ribeiro da Silva NUNES UNEMAT

72

Coleta e Tratamento de Resíduos Sólidos na Vila de Maiauatá/Pa. Sinvaldo Amaral PANTOJA; Kátia Cilene Pureza GONÇALVES; David da Costa PANTOJA; Carla Castro de MORAES; Marcilene da Silva MENDES; Adriane da Costa GONÇALVES UEPA

73

12

Composição Fitoplanctônica e Caracterização Hidrológica na Laguna da Jansen, São Luís-Ma. Francinara Santos FERREIRA; Ana Karoline Duarte dos SANTOS; Bethânia de Oliveira ARAÚJO; Lisana Furtado CAVALCANTI; Marco Valério Jansen CUTRIM; Andrea Christina Gomes de Azevedo CUTRIM UFMA

74

Compostagem como Forma de Reaproveitamento de Resíduos Sólidos Orgânicos Gerados na Escola Mayara Suellen Costa BESSA; Fabiana BASSANI; Ana Emília Silva CARVALHO ;Maxwel Lima SANTOS; Fernando Leite da SILVA IFPA-CA

75

Comunidade Cuiabá Mirim - Pantanal de Barão de Melgaço/Mt: Rede Social e o Conhecimento Tradicional sobre Plantas Rosilainy Surubi FERNANDES; Sandra Mara Alves da Silva Neves; Ronaldo José Neves; Carolina Joana da Silva; Renato Fonseca de Arruda UNEMAT

76

Condições Higiênico-Sanitárias da Comercialização de Pescado na Feira Municipal de Santa Izabel do Pará-Pa. Suenne Taynah ABE SATO; Aline Kazumi Nakata da SILVA; Suezilde da Conceição Amaral RIBEIRO; Marcos Rafael da Silva JORGE; Michel Keisuke SATO; Letícia Cunha da HUNGRIA UEPA

77

Conflitos Socioambientais Daguinete Maria Chaves BRITO; Cecília Maria Chaves Brito BASTOS; Rosana Torrinha Silva de FARIAS Daímio Chaves BRITO; Gabriel Augusto de Castro DIAS UNIFAP

78

Cultura e Meio Ambiente no Contexto Indígena Xerente: Um Estudo de Caso sobre A Tinguizada Maria do Carmo Pereira dos Santos TITO; Odair GIRALDIN UFT

79

Currículo como Mediador da Prática Docente: A Experiência dos Professores das Ilhas da Região Metropolitana de Belém Danielly coelho Gomes LEITE; Eleanor Gomes da Silva PALHANO; Jair de Oliveira SILVA UEPA

80

Desenvolvimento de Um Modelo de Gestão Socioambiental Colaborativa em Programas de Pagamento por Serviços Ambientais no Estado do Mato Grosso Rosane Duarte Rosa SELUCHINESK, Robert BUSCHBACHER, Simone Ferreira de ATHAYDE, Wendy-Lin BARTELS, Adriano CASTORINO UNEMAT

81

Determinação de Proteínas Totais em Castanha-do-Brasil (Bertholletia Excelsa) por Espectrofotometria Uv-Vis Manoel Cristino do RÊGO; Sandra Maria de Souza Simões COSTA; Waléria Pereira MONTEIRO; Marcelo Valdez Nunes dos Santos LOPES; Cristine Bastos do AMARANTE UEPA

82

13

Diagnóstico do Sistema de Preparo do Solo e Adubação da Cultura do Algodão em Quatro Propriedades da Região do Médio Norte de Mato Grosso Jaqueline Aguilla PIZZATO; Seyla Poliana Miranda PESSOA; Valvenarg Pereira da SILVA; Dejânia Vieira de ARAÚJO; Mônica Josene Barbosa P.EREIRA UNEMAT

83

Diminuição do Impacto Ambiental Através da Elaboração de Fermentado Acético de Manipueira em uma Comunidade do Apl de Mandioca do Baixo Tocantins em Moju-Pa. Aline Kazumi Nakata da SILVA; Érika Alinne Campos VELOSO; Paula Isabelle Oliveira MOREIRA; Carolina Borges ANDRADE; Christine da Silva MACEDO; Verônica de Menezes Nascimento NAGATA UEPA

84

Dinâmica Capitalista e Modelos de Desenvolvimento para a Amazônia Welbson do Vale MADEIRA UFPA

85

Dinâmica do Mercado de Gemas e Jóias no Sudeste Paraense: Arranjo Produtivo Local, Economia Solidária ou Mercado Oligopolista? Alex Conceição dos SANTOS; Farid EID UFPA

86

Direito Ambiental e Teorias Curriculares: Relações Epistemológicas Fundamentais no Campo dos Novos Paradigmas Sirliane da Costa VIANA; Adalberto Carvalho RIBEIRO UNIFAP

87

Disposição a Pagar de Uma População Urbana de São Luis (Ma.) por Serviço Ambiental Fornecido pelo Parque Estadual do Mirador Ricardo Madeira TANNÚS; Cruline Silva LAGO; Dhulia de Carvalho BITTENCOURT; Edivan Silva ALMEIDA JUNIOR; Fabiana Pereira CORREIA; Bruno GUEIROS UFMA

88

Dos Riscos de Dano ao Patrimônio Cultural Submerso Decorrente da Lei 10.166/00 Larissa Ferreira Teixeira GAZEL UNIFAP

89

Ecologia Simbólica e Pac (Programa de Aceleração do Crescimento): Desafios para a Construção de Uma Comunidade de Comunicação entre Perspectivas Indígenas e Não- Indígenas sobre o Meio Ambiente no Brasil Odair Giraldin UFT

90

Educação Ambiental a Distância em Estados da Amazonia Legal: Estudo sobre o Processo Formativo em Escolas Sustentáveis e Com-Vidas nos Estados do Acre, Amapá e Pará Dulce Maria PEREIRA; Jorge Luiz Murta BRESCIA; Anselmo Rogério Lage dos SANTOS; Janaina Pizatti SOARES UFOP

91

14

Educação Ambiental como Política Social: Uma Estratégia de Desenvolvimento Local na Amazônia Adirleide Greice Carmo de SOUZA; Adelma das Neves Nunes Barros MENDES UNIFAP

92

Educação Ambiental: Com-Vidas Agenda 21 e Escolas Sustentáveis na Rede Estadual de Ensino do Pará Maria do Perpétuo Socorro Lopes de OLIVEIRA SEDUC-PA

93

Educação Ambiental: Direito Fundamental da Pessoa Humana Francisca Marli Rodrigues de ANDRADE; José Antonio CARIDE GOMÉZ UNIVERSIDADE DE SANTIAGO DE COMPOSTELA

94

Educação Ambiental na Amazônia: Multiplicidade de Identidades Francisca Marli Rodrigues de ANDRADE; José Antonio CARIDE GOMÉZ UNIVERSIDADE DE SANTIAGO DE COMPOSTELA

95

Educação Continuada em Segurança e Saúde do Trabalhador em Belém/Pará Doracy Moraes de SOUZA FUNDACENTRO

96

Efeito do Substrato sobre a Germinação de Sementes de Camapú Bruno Calzavara FLORES; Abelardo de Kássio Lobato CORDEIRO; Maria Suellem da Conceição SILVA; Marcos Rafael Souza da COSTA UFRA

97

Efeitos sobre a Duração Pupal de Spodoptera Frugiperda (J. E. Smith, 1797) (Lepidoptera:Noctuidae) do Extrato Bruto Metanólico de Anemopaegma Arvense (Vell) Stellfeld Ex de Souza Arno RIEDER; Rosilainy Surubi FERNANDES UNEMAT

98

Eleições Municipais de 2004 em Belém: Estratégias de Captura do Eleitor no Confronto de Ana Júlia e Duciomar Jefferson Wagner e Silva Galvão UFPA

99

Estimativa do Valor Monetário para o Parque Estadual do Mirador Ma., com Base na Disposição por Trabalho Voluntário (DATV) Indicado por uma População Urbana de São Luis Ma. Ricardo Madeira TANNÚS; Fabrícia de Lima BRITO; James Werllen de Jesus AZEVEDO; Jaqueline dos Santos DAVID; Odgley Quixaba VIEIRA; Rafael Ferreira MACIEL UFMA

100

Estudo do Modelo Open Archives Initiative e Acessibilidade Web para Implementação de Repositórios Digitais no MPEG Igo Paixão de MEDEIROS; Vitor Pinheiro ALVES; Marcos Paulo Alves de SOUSA; Maria Emília Cruz SALES MPEG

101

15

Estudo Etnobiológico das Comunidades Assentadas nas Microbacias do Município de Codó-Ma. Francisca Inalda Oliveira SANTOS; Mariano Oscar Aníbal Ibañez ROJAS; Claudio Urbano Bittencourt PINHEIRO UFMA

102

Estudo Fitoquímico Biomonitorado de Frações Obtidas do Extrato Diclorometânico das Folhas de Montrichardia Linifera (Arruda) Schott Cristine Bastos do AMARANTE; Patrícia Homobono Brito de MOURA MPEG

104

Estudos de Caso: Propostas de Pesquisa e Governamentais para a Alimentação Sustentável na Amazônia Alba Rocio Piratoba-AGUILAR; Diana Nathaly Monroy-PIRATOBA UEPA

105

Etnobotânica, Potencial Anti-Candida e Toxicicidade de Plantas Medicinais da Comunidade Cucurunã - Santarém, Pa. Ana Paula Ferreira de ASSUNÇÃO; Luana Travassos BATISTA; Sandra Layse Ferreira SARRAZIN; Valéria Mourão de MOURA; Ricardo Bezerra de OLIVEIRA; Rosa Helena Veras MOURÃO UFOPA

106

Fator Socioeconômico: Causa Determinante para a Proliferação da Dengue no Município de Paragominas-Pa. Odineia Barrozo TEIXEIRA; Lilian Natalia Ferreira de LIMA, Maria Aparecida de Melo COSTA; Tiego dos Santos SILVA UEPA

107

Força Muscular e Composição Corporal de Atletas Escolares de Voleibol Feminino Submetidas a um Programa de Treinamento Funcional Diogo Alves de OLIVEIRA; Cláudio Joaquim Borba PINHEIRO; Olavo Raimundo de Macêdo Barreto da ROCHA JÚNIOR UEPA

108

Funcionalidade da Paisagem Urbana: Estudo de Caso no Município de Vila Bela da Santíssima Trindade/Mt. Laís Fernandes de Souza NEVES; Marcela de Almeida SILVA; Jesã Pereira KREITLOW; Rosália CASARIN; Sandra Mara Alves da Silva NEVES UNEMAT

109

Gemas e Jóias no Sudeste do Pará: Possibilidades do Turismo Gemológico no Município de Parauapebas Alex Conceição dos SANTOS; Maria Gabriella Vilhena MONTEIRO; Ariani Rodrigues CORDEIRO UFPA

110

Gênero e Trabalho entre as Mulheres da Vila da Barca, Belém, Pará Lana Claudia Macedo da SILVA; Suzana Cristina Rodrigues TRINDADE; Flávia Alves de MACEDO; Raphaela Trindade GUIMARÃES UEPA

111

16

Germinação de Sementes de Crambe com e sem Pericarpo Cleonir Andrade FARIA JÚNIOR; Rivanildo DALLACORT; Jaqueline Aguilla PIZZATO; Dejânia Vieira de ARAÚJO; Bruno Wagner ZAGO UNEMAT

112

Gestão Colaborativa de Sistemas Sócio-Ecológicos Complexos na Amazônia Brasileira SELUCHINESK, Rosane Duarte Rosa; BUSCHBACHER, Robert; ATHAYDE Simone Ferreira de; BARTELS, Wendy-Lin; CASTORINO, Adriano UNEMAT

113

Gestão dos Resíduos de Serviços de Saúde (Rss) em Macapá/Ap: Uma Análise a Luz da Legislação Gláucia Regina MADERS UNIFAP

114

Gramática Contextualizada: Uma Alternativa na Valorização do Conhecimento Cotidiano e Motivação no Ensino de Língua Portuguesa Karine Nafaeli Sousa LIMA UEPA

115

Hipotensão Arterial Pós-Exercício: O Processo de Redução dos Níveis Pressóricos em Hipertensos Marco Aurélio Gomes de OLIVEIRA; André WALSH-MONTEIRO; Cláudio Joaquim Borba PINHEIRO UEPA

116

História da Educação: A Escola Normal Paraense e o Ensino das Ciências no Século XIX (1871 1899) Simone Karla Camelo de LIMA; Priscila Fernandes OLIVEIRA UEPA

117

Identificação dos Pontos Críticos de Controle no Processamento de Polpa de Frutas em uma Agroindústria de Pequeno Porte Localizada na Vila de Jambuaçu Município de São Francisco do Pará Paula Ondina Martins SOUZA; Pedro Soares de AMORIM JR; Silas Rafael Figueiredo de ARAÚJO; Lyliane Rodrigues de AMORIM; Tatiane Lopes de BARROS; Beatriz Nunes e SILVA UEPA

118

Impactos Ambientais em Ecossistema de Manguezais da Ilha do Maranhão Decorrentes de Grandes Empreendimentos: O Caso da Laguna da Jansen Bianca dos Santos FERNANDES; Nathalia Cristina DUTRA; José Ronilmar ANDRADE UFMA

119

Incidência e Altas de Casos Notificados de Hanseníase nos Anos de 2009 e 2010 no Munícipio de Tucuruí-Pa. Ana Caroline Araujo CAMPOS; Juma Albuquerque Rocha de SOUSA; Juliana De Oliveira BEZERRA; Edilaine Lélis LIMA; Cristiane Cardoso SANTOS; Marcelle Patrícia Oliveira PINTO UEPA

120

Inclusão de Alunos Surdos: A Contribuição do Intérprete de Língua de Sinais no Ensino Superior Mayara Lopes da Costa FONSECA; Wendell Marim TADAIESKY UNAMA

121

17

Indicadores de Desenvolvimento Sustentável para o Município de Paragominas-Pa: Uma Análise Exploratória Rosinele da Silva de OLIVEIRA; Sérgio Castro GOMES; Renan Alves BRANDÃO; Dorival Pereira TANGERINO NETO; Eugênia Rosa CABRAL UNAMA

122

Instituições e Avaliação dos Grupos de Interesse em Relação à Gestão Ambiental no Estado do Pará Thiago CASTELO; Oriana ALMEIDA; Sergio RIVERO; Luciene COSTA; Rômulo RAVENA, Alana FONTENELLE UFPA

123

Juventude, Sexualidade e Hiv/Aids: Um Desafio ao Ensino Público em Belém do Pará Jair de Oliveira SILVA; Eleanor G. S. PALHANO; Danielly C. G. LEITE UEPA

124

Levantamento Fitossociológico em Fragmentos de Cerrado no Município Tangará da Serra/Mt. Bruno Wagner ZAGO; Benhur da Silva OLIVEIRA; Cleonir Andrade FARIA JÚNIOR; Josué Ribeiro da Silva NUNES; Marco Antonio Camillo de CARVALHO; Rivanildo DALLACORT UNEMAT

125

Licenciamento Ambiental: Análise Técnica dos Estudos de Impactos Ambientais do Amapá e a Não Consideração dos Critérios Socioambientais Adirleide Greice Carmo de SOUZA UNIFAP

126

Livro Didático Amapaense de Língua Portuguesa: Uma Realidade Possível Benedito De Queiroz ALCANTARA; Carla Patrícia Ribeiro NOBRE, Helen Costa COELHO UNIFAP

127

Meio Ambiente Urbano e Cultura: da Produção do Lixo à Banalização do Abandono Ana Maria DENARDI; Odair GIRALDIN UFT

130

Modelagem Propositiva de Dados Agrometeorológicos para Facilitar a Interoperabilidade entre Bases Ambientais no Bioma Amazônia Robson Breno Mamede de LIMA; Lucieta Guerreiro MARTORANO; Silvio Roberto Medeiros EVANGELISTA; Carla Geovana do Nascimento MACÁRIO CESUPA

131

Negociação de Conflitos Socioambientais na Rebio do Lago Piratuba/Ap. Daguinete Maria Chaves BRITO, Wilson José BARP, Ana Rosa Baganha BARP UNIFAP

132

O Avanço do Capital na Produção Camponesa do Território Amazônico: Estudo em Algumas Comunidades na Microrregião de Tomé-Açu Laís Rodrigues CAMPOS UEPA

133

O Banco Mundial e sua Influência na Educação Brasileira Eliton Janio Araújo FERREIRA; Kelrya Camila da Conceição ALVES

18

UEPA

134

O Choque e a Resistência da Classe Trabalhadora no Setor de Eletricidade Pós- Privatização: O Caso

dos Trabalhadores da Celpa Jefferson Wagner e Silva Galvão

 

UFPA

135

Ocorrências de Louro-Prata (Ocotea Guianensis Aublet) e Evidências do Potencial de Inclusão em Rearranjos Agroflorestais na Amazônia Rodrigo Figueiredo ALMEIDA; Lucieta Guerreiro MARTORANO; Maria do Socorro Gonçalves FERREIRA; Daiana Carolina Antunes MONTEIRO; Leila Sheila LISBOA UFRA

136

O

Desafio da Logística Reversa como Ferramenta de Sustentabilidade no Setor de Bebidas no Municipio

de Belém/Pa: Uma Discussão Descritivo-Bibliográfica Márcio Martins RIBEIRO; Sarah Barradas MARINHO UEPA

137

O

Discurso Ambiental na Poesia da Amazônia

Carla Patrícia Ribeiro NOBRE

 
 

UNIFAP

140

O

Ensino das Figuras de Linguagem Através do Jogo de Tabuleiro

Karine Nafaeli Sousa LIMA UEPA

142

O

Ensino de Ciências Através da Temática Ambiental

Larissa Maciel do NASCIMENTO; Taynná Nayara Barreiros ARRAIS UEPA

143

O

Ensino de Ciências e Matemática para Alunos com Necessidades Especiais

Larissa Maciel do NASCIMENTO; Taynná Nayara Barreiros ARRAIS; Flávia Pereira da ROCHA; Andrey Gomes MARTINS UEPA

144

O

Museu da Imagem e do Som como Instrumento de Preservação do Meio Ambiente Cultural no Amapá

Edinaldo Pinheiro Nunes FILHO; Jaciléia Rocha de VILHENA UNIFAP

145

Os Impactos Socioambientais Causados pelo uso de Agrotóxicos na Comunidade Nossa Senhora Aparecida Concórdia do Pará Antonio Denilson Leandro da SILVA UEPA

146

O

Trabalho de Artesãos Ceramistas em Icoaraci (Belém/Pa) na Dinâmica da Amazônia Brasileira

Doracy Moraes de SOUZA FUNDACENTRO

147

O Trabalho Docente em Questão: Ações, Práticas e Desafios em Educação Sexual

Jair de Oliveira SILVA; Eleanor G. S. PALHANO; Danielly C. G. LEITE

19

UEPA

148

O Uso do Lodo de Esgoto na Agricultura Renan Antônio Maia BARBOSA; Altem Nascimento PONTES UFPA

149

Percepção de Donas de Casa Quanto aos Riscos Provenientes da Manipulação de Alimentos Inadequada - Importância na Prevenção de Toxinfecções Alimentares Suenne Taynah ABE SATO; Evelyn Azevedo PACHECO; Lilaine de Sousa NERES; Ranna Catarine da Rocha MONTEIRO; Luciane do Socorro Nunes dos Santos BRASIL; Michel Keisuke SATO UEPA

150

Perfil Microbiologico da Farinha de Tapioca Produzida na Zona Rural do Municipio de Santa Izabel do Pará Silas Rafael Figueiredo de ARAÚJO; Eliane do Socorro Dornelas do CARMO; Paula Ondina Martins SOUZA; Tatiane Lopes de BARROS; Luana Carolina Pinheiro da SILVA; Pedro Soares de Amorim JUNIOR UFC

151

Plano de Combate a Dengue no Município de Paragominas-Pa. Tiego dos Santos SILVA; Odineia Barrozo TEIXEIRA; Lilian Natalia Ferreira de LIMA; Maria Aparecida de Melo COSTA UEPA

152

Políticas Públicas, Eventos Climáticos E Impactos Socioambientais: O Caso Das Enchentes Em Laranjal Do Jari-Ap. Alzira Marques OLIVEIRA; Alan Cavalcanti da CUNHA IPCT-AP

153

Posição da Malária na Área Indígena: Um Estudo a partir dos Casos no Município do Oiapoque-Amapá Paulo Roberto Rodrigues VIEIRA; Rosemary Ferreira de ANDRADE UNIFAP

154

Princípios do Direito Ambiental e a Pecuária Bovina Extensiva na Amazônia Rodrigo Sousa dos SANTOS UFPA

155

Processo Participativo como Ferramenta para Elaboração de Metodologia de Cálculo de Vazões Ecológicas como Subsídio a Outorga de Uso das Águas para Construção de Hidrelétricas na Amazônia Alzira Marques OLIVEIRA; Paula Verônica Campos Jorge SANTOS; Alan Cavalcanti da CUNHA IPCT-AP

156

Processos da Assistência de Enfermagem a um Portador de Hanseníase Acometido por Sequelas Ana Caroline Araujo CAMPOS; Juliana De Oliveira BEZERRA; Edilaine Lélis LIMA; Juma Albuquerque Rocha de SOUSA; Cristiane Cardoso SANTOS; Marcelle Patrícia Oliveira PINTO UEPA

157

20

Projeto Música e Cidadania: A Música como Instrumento de Inclusão Social das Pessoas com Necessidades Especiais Ciro Cesar da Silva LOPES FIC

158

Qualidade Físico-Química e Microbiológica de Leite de Búfalas “Cru” na Amazônia Oriental Suely Cristina Gomes de LIMA; Lilaine de Sousa NERES; José de Brito LOURENÇO JÚNIOR; Luciane do Socorro Nunes dos Santos BRASIL; Benjamim de Souza NAHÚM; Alexandre Rossetto GARCIA IFPA

159

Quantificação de Proteínas Totais em Folhas de Mangifera Indica pelo Método do Biureto Alessandra Balbina de ALMEIDA; Marcelle Fernanda Santos CORRÊA; Daniel da Silva FERREIRA; André Matsumura SILVA; Cristine Bastos do AMARANTE UEPA

160

Quelônios Amazônicos: Algumas Ameaças à Conservação de Podocnemis expansa e Podocnemis unifilis Adriana MALVASIO; Adson Gomes ATAÍDES UFT

161

Química Verde e Biocatálise − Desenvolvimento de Tecnologias Limpas Krisnna Mariana Aranda ALVES; Suanne Elen Lobo MONTEIRO; Luana Cristina Silva OLIVEIRA; Meriam Miranda Mescouto FILHO; Marineth da Conceição Silgueira MELO; Genilza Feliz MACIEL UFPA

162

Relação das Taxas Anuais de Desmatamento com a Produção de Soja no Estado de Mato Grosso Silva do NASCIMENTO; Micheli Silva GONÇALVES; Valvenarg Pereira da SILVA; Leidimara da Silva SANTOS; Dionei José da SILVA UNEMAT

163

Relações Ecológicas entre a Fauna Ictiológica e a Vegetação Ciliar da Região Lacustre do Baixo Pindaré na Baixada Maranhense e suas Implicações na Sustentabilidade da Pesca Regional Naíla Arraes de ARAUJO; Claudio Urbano Bittencourt PINHEIRO UFPA

164

Religiosidade Tembé: Transformação Cultural e o que isto Significa para a Educação das Novas Gerações Plumma Samanta Anhelo CORÊCHA UEPA

165

Respostas Dendrométricas Associadas a Variáveis Climáticas para Subsidiar Estratégias de Manejo Silvicultural em Plantios de Paricá no Município de Dom Eliseu, Pará Daiana Carolina Antunes MONTEIRO; Lucieta Guerreiro MARTORANO; Carlos Alberto VETTORAZZI; Silvio BRIENZA JUNIOR; Leila Sheila LISBOA; Milena Borges Santa BRÍGIDA ESALQ

166

Saberes da Amazônia: Cultura, Identidade e Educação na Escola do Campo João Braga de Cristo- Nordeste Paraense Laís Rodrigues CAMPOS

21

UEPA

167

Sistema de Informação da Coleção Etnográfica do Museu Paraense Emílio Goeldi Elcio Hiroyuki KADOSAKI; Marcos Paulo Alves de SOUSA; Alegria BENCHIMOL MPEG

168

Sociedade, Natureza e Paisagem em Estudos Interdisciplinares na Costa Amazônica Cristina do Socorro Fernandes de SENNA; Adalberto Paula da SILVA; João Silva BARBOSA Jr; Stephanie Corrêa HOLANDA; Benedito de Souza RIBEIRO NETO MPEG

169

Subproduto do Murumuru (Astrocaryum murumuru Vr. murumuru Mart.) na Alimentação de Ruminantes na Amazônia Oriental Bruno Peres de MENEZES; Laurena Silva RODRIGUES; José de Brito LOURENÇO JUNIOR; André Guimarães Maciel e SILVA; Stéfano Juliano Tavares de ANDRADE; Alexandre Rossetto GARCIA UFPA

170

Tecnologias Ambientais nos Estados do Acre, Amapá e Pará Desenvolvidas em Escolas a Partir do Ensino a Distância Dulce Maria PEREIRA; Jorge Luíz Murta BRESCIA; Anselmo Rogério Lage dos SANTOS; Janaina Pizatti SOARES; Caroline SOARES UFOP

171

Uma Experiência Interdisciplinar na Formação de Professores Indígenas Maria Aparecida da Rocha MEDINA UFT

172

Um Estudo da Evasão na Pós-Graduação Brasileira por Meio da Correlação de Pearson:O Caso da Região Norte Ananda Maira Ferreira do NASCIMENTO; Altem Nascimento PONTES UEPA

173

Um Olhar sobre a Construção da Territorialidade Rural: Imagens e Poesia do Cotidiano Benedito de Queiroz ALCANTARA UNIFAP

174

Uso de SIG Para Mapear Equipamentos Turísticos na Área Rural do Município de Cáceres/MT., Brasil Marcela de Almeida SILVA; Laís Fernandes de Souza NEVES; Ronaldo José NEVES; Rosália CASARIN; Sandra Mara Alves da Silva NEVES UNEMAT

175

Utilização do Subproduto do Cupuaçu (Theobroma Grandiflorum) na Alimentação Animal na Amazônia Oriental Laurena Silva RODRIGUES; Bruno Peres de MENEZES; José de Brito LOURENÇO JUNIOR; André Guimarães Maciel e SILVA; Stéfano Juliano Tavares de ANDRADE; Célia Maria Costa GUIMARÁES UFPA

176

22

APRESENTAÇÃO

Nos dias 9 e 10 de maio de 2011 realizou-se na cidade de Belém (PA), o I Encontro de

Coordenadores de Programas de Pós-Graduação Interdisciplinares da Amazônia Legal, que

tinha como tema “Integração Regional: uma Alternativa para o Fortalecimento da Pós-

Graduação na Amazônia Legal”. Neste evento, diversas deliberações foram tomadas dentre

elas a criação de um evento regional e bianual que integrasse todos os programas de nossa

região da área Interdisciplinar.

Para fazer frente a esta demanda realizamos o I Simpósio de Pesquisa

Interdisciplinar da Amazônia Legal, que ocorreu no período de 20 a 22 de novembro de

2011, na Universidade do Estado do Pará (UEPA), na cidade de Belém (PA). Na programação

deste evento constaram palestras, mesas-redondas, apresentação de trabalhos, entre outros.

O Simpósio teve como tema “Diálogos Interdisciplinares em Busca da Integração

Regional” e objetivou promover a integração entre pesquisadores, docentes e discentes dos

diferentes programas de pós-graduação dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão,

Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, que desenvolvem estudos na área

Interdisciplinar e agora também na recém criada área de Ciências Ambientais. Além disso, o

evento esteve aberto a estudantes de graduação e profissionais de outras áreas que têm

interesse nessa temática.

Portanto, expresso meus agradecimentos a todos aqueles que têm contribuído para a

ampliação de estudos e pesquisas no contexto Interdisciplinar e de Ciências Ambientais e que

se dispuseram a socializar seus saberes com a comunidade científica e acadêmica da

Amazônia Legal. Reforço ainda os meus sinceros agradecimentos aos que fizeram do nosso

evento o grande sucesso que foi.

Prof. Dr. Altem Nascimento Pontes Coordenador do Simpósio

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RESUMOS 24

RESUMOS

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A ÁREA DE SECRETARIADO EXECUTIVO NA AMAZÔNIA LEGAL:

REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES

Raul Vítor Oliveira PAES 1 (rauloliverpaes@gmail.com)

1 Universidade do Estado do Pará, Centro de Ciências Sociais e Educação Belém, PA.

Diante das perspectivas de estudos e campos interdisciplinares que estão abarcando e colaborando para a progressão e alavancagem de diversas áreas do conhecimento na Amazônia Legal; uma área de conhecimento surge para agregação de conteúdo e de problemáticas para diálogos transversais com outros campos: o Secretariado Executivo. Este campo, recente no Brasil, que, aliás, é pioneiro em estudos da área no mundo, tem um passado recente na sua constituição enquanto saber acadêmico, com 42 anos de existência no território nacional; sendo que na Amazônia Legal, o primeiro curso de Secretariado enquanto graduação iniciou suas atividades em 1991, na Universidade Federal do Amapá; para um conhecimento histórico da evolução acadêmica da área na região. O presente resumo vem apresentar as contribuições da área de Secretariado Executivo para as pesquisas interdisciplinares na Amazônia Legal, bem como a apresentação de perspectivas dos estudos secretariais para a região, sob um caráter exploratório para a promoção e o desenvolvimento de conhecimentos para a área, assim como a colaboração de conhecimentos secretariais em áreas transversais para a compreensão da realidade regional. O trabalho está estruturado nas considerações introdutórias sobre os temas em questão, seguindo da apresentação da metodologia da pesquisa, baseando-se na pesquisa bibliográfica para o aporte teórico. Posteriormente, há abordagem dos tópicos da Interdisciplinaridade, de Secretariado Executivo, com a apresentação das reflexões interdisciplinares em Secretariado Executivo e suas contribuições para a Amazônia Legal, para um real conhecimento sobre a área, assim como a contribuição dos estudos interdisciplinares a partir de um dos vieses apresentados durante os escritos em andamento.

Palavras-chaves: Secretariado Executivo, Interdisciplinaridade, Contexto Regional.

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ABORDAGEM DO ENSINO DE FÍSICA ATRAVÉS DE TEMAS REGIONAIS DA AMAZONIA

Taynná Nayara Barreiros ARRAIS 1 (taynnastg@yahoo.com.br), Larissa Maciel do NASCIMENTO 2 , Altem Nascimento PONTES 3

1,2,3 Universidade do Estado do Pará/Departamento de Ciências Naturais

Há cerca de 10 anos os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) surgiram como meio oficial de induzir e orientar mudanças na educação básica no Brasil. Nos PCN foram estabelecidas algumas competências e habilidades importantes para o educando como: Representação e comunicação, Investigação e compreensão e Contextualização sócio-cultural. Que podem ser alcançadas por meio dos Temas Estruturadores, ou seja, de uma organização capaz de dar conta ao mesmo tempo de tópicos disciplinares e do desenvolvimento de competências, habilidades, valores e atitudes. Os PCN indicam exemplos de Temas Estruturadores para cada disciplina (PCN+, 2002). Desse modo, há uma inversão na estruturação: os conteúdos científicos passam a ser subordinados aos temas, enquanto que na prática dita tradicional os conteúdos antecedem qualquer outro componente. Na estratégia temática, é a partir dos temas propostos que os conceitos surgem, numa relação dialógica em que permeiam tanto o conhecimento dos estudantes quanto do educador, com temas que provocam situações-problema (Carvalho e Gil-Pérez, 2003) do interesse dos sujeitos, portanto relevantes para eles. A partir da escolha de um tema significativo da vida dos sujeitos, os conceitos e teorias vão aparecer como pontos de chegada do processo de ensino-aprendizagem. Analisamos uma proposta de Ensino Através de Temas Regionais, onde encontramos tais métodos em realidade das universidades públicas de Belém - Pa .A pesquisa foi realizada em uma amostra de 86 alunos de distintas escolas publicas da região metropolitana onde lançamos questionários com questões objetivas e empregando os temas. No questionário a primeira questão relatava a procissão do Círio de Nazaré realizado sempre em Outubro e levava-se em questão a velocidade do percurso comparando-o com velocidade de algum animal e 23,3 % dos alunos conseguiram identificar corretamente a resposta. A segunda questão debatia a questão relacionando a iluminação pública da cidade de Belém - Pa tratava da troca de lâmpadas de vapor de mercúrio pela vapor de sódio e existia três afirmativas onde explicavam fenômenos possíveis que aconteciam e 27,9 % dos alunos conseguiram visualizar os fenômenos e marcaram a questão correta. A terceira questão mostra realidade de ribeirinhos no Pará, relacionando ao meio de transporte que seria as canoas para ir a escola. E envolvia propagação da onda e 19,7 % conseguiram identificar de maneira correta a questão e podemos observar também que 29,1 % dos alunos não conseguiram responder ao questionário. Nessa pesquisa consistiu em analisar a realidade do aluno dificuldades de grande parte dos alunos por não ter contato em sua escola e metodologias de ensino que empregasse tal realidade. A metodologia temática tem conquistado muitos educadores, como meio para superar as tendências mais tradicionais de ensino. Neste tipo de metodologia é importante além do produto o processo de construção do conhecimento. Por meio do contexto do estudante, ou seja, dado um tema, este já traz uma contextualização como objeto de conhecimento. Isto transforma a „aprendizagem mais significativa‟ que ``ocorre quando a nova informação ancora-se em conceitos relevantes preexistentes na estrutura cognitiva de quem aprende" (Moreira, 1982).

Palavras-chave: Temas Estruturadores, contextualização, temática.

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ABORDAGEM DOS CONCEITOS DE ELETRODINÂMICA DOS ALUNOS DE ENSINO MÉDIO DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM - PA APLICADO EM SEU COTIDIANO

Taynná Nayara Barreiros ARRAIS 1 (taynnastg@yahoo.com.br), Larissa Maciel do NASCIMENTO 2 , Altem Nascimento PONTES 3

1,2,3 Universidade do Estado do Pará/Departamento de Ciências Naturais

As dificuldades de alunos no Ensino Médio no aprendizado da física se deve ao distanciamento que se estabelece entre os conceitos abstratos e as experiências diárias do aluno. No entanto, nosso cotidiano se encontra repleto de equipamentos cujos princípios de funcionamento se baseiam em conceitos físicos. É imprescindível considerar o mundo em que o aluno vive, assim como problemas e as indagações que movem sua curiosidade. Dentro desse contexto destacaremos no trabalho a problemática existente no ensino de física com especificidade em eletrodinâmica e suas dificuldades. Neste trabalho os conhecimentos prévios dos alunos relativos ao tema eletrodinâmica, foram pesquisados e avaliados através de um questionário que foi aplicado em um projeto existente na Universidade Estadual do Pará chamado ``Cursinho Alternativo da Uepa" onde encontra-se alunos de ensino médio que almejam uma universidade. Para analisar conceitos prévios dos alunos a partir de aulas que eles obtém de suas instituições de ensino que são variadas na cidade de Belém inicialmente foi aplicado um questionário para 80 alunos matriculados no cursinho pré-vestibular da Uepa que estão fazendo 3° ano do ensino médio e outros que já concluíram.A primeira questão destaca o conceito prévio em relação a energia elétrica e 35 %\dos alunos destacaram que significa "energia consumida" , 13,8 % destacaram que seria " movimento dos elétrons" ,26,2 % indicaram que seria fonte de energia e outros 25 % não souberam identificar . A segunda questão tratava do que seria corrente elétrica e 43,5 % identificaram que "seria movimento ordenado dos elétrons", 25 % "forma de condução de eletricidade", 31,5 % também não souberam identificar.Podemos observar dificuldades em conceituar questões simples e os alunos destacaram por ser assunto "complicado, com pouca informação" As questões elaboradas enfocam os fenômenos físicos através de situações cotidianas onde os conceitos físicos sobre eletrodinâmica se encontram presentes. Elas foram elaboradas a partir de questões propostas em livros textos amplamente utilizados no Ensino Médio. Uma das deficiências no processo ensino-aprendizagem que enfocamos neste trabalho, é a dificuldade do aluno em lidar com os conceitos de física, devido à abstração neles envolvida. Um pressuposto dessa abordagem é que utilizando-se os conhecimentos prévios dos aprendizes, consegue-se introduzir de maneira mais eficiente novos conceitos. O trabalho apresenta uma proposta de ensinar alguns conceitos físicos utilizando os conhecimentos prévios dos alunos. Um pressuposto dessa abordagem é que utilizando-se os conhecimentos prévios dos aprendizes, consegue-se introduzir de maneira diferente.

Palavras-chave: aprendizado, eletrodinâmica ,conceitos físicos.

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A EXPERIÊNCIA DAS MULHERES EXTRATIVISTAS DO ASSENTAMENTO MARGARIDA ALVES-MIRASSOL D’OESTE/MT, BRASIL

Maurício Ferreira MENDES 1 (mauricio.f3@hotmail.com); Seyla Poliana Miranda PESSOA 1 (seylapessoa@hotmail.com); Sandra Mara Alves da Silva NEVES 2 (ssneves@unemat.br) Edinéia Aparecida dos Santos GALVANIN 2 (galvanin@gmail.com); Ronaldo José NEVES 2 (rjneves_geo@hotmail.com)

1 Mestrandos em Ambiente e Sistemas de Produção Agrícola da UNEMAT 2 Docentes do Programa de Pós-graduação em Ambiente e Sistemas de Produção Agrícola da UNEMAT

As mulheres são responsáveis por 45% da produção de alimentos na América Latina, no entanto, compõem a maior parcela de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza, ou seja, muitas vezes em risco de insegurança alimentar. No Brasil, aproximadamente 15 milhões de mulheres do campo estão privadas do acesso à cidadania por não terem reconhecida a sua condição de agricultoras familiares, camponesas ou trabalhadoras rurais. Nesse sentido, este trabalho objetiva apresentar a experiência das mulheres extrativistas que trabalham coletivamente processando o coco do babaçu (Orbignya speciosa) no assentamento Margarida Alves no município de Mirassol D‟Oeste/MT. Para a realização deste trabalho, foi utilizado o procedimento técnico de Estudo de Caso para relatar a experiência das mulheres extrativistas matogrossenses. São produzidos anualmente em média 7 toneladas de alimentos do fruto (farinha, flocos, pão e bolacha) que contribuem para a diversificação da alimentação escolar de 1.115 alunos da escola do próprio assentamento Margarida Alves e escolas/creches no entorno da cidade de Mirassol D‟Oeste/MT, através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA-CONAB). O coco do babaçu não fazia parte da dieta alimentar das famílias no assentamento, mas com o trabalho das mulheres o extrativismo do babaçu se tornou uma importante fonte alimentar e de renda, e possibilitou o reconhecimento do trabalho dessas mulheres extrativistas. Entretanto, a produção ainda não é devidamente valorizada na região. Coma realização do trabalho pode-se concluir que os recursos obtidos pela atividade extrativista têm sido essenciais para as mulheres e suas famílias, gerando benefícios sociais e ambientais para a comunidade.

Palavras-chave: Extrativismo, Renda, Biodiversidade, Comunidade, Ambiente.

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A EXPERIMENTAÇÃO ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS ALTERNATIVOS COMO AGENTE MOTIVADOR NO ENSINO DE QUÍMICA

Maria Bruna Martins CARVALHO 1 (bruna.martins20@yahoo.com.br); Samuel Castro de JESUS 2 .

1,2 Universidade do Estado do Pará, Centro de Ciências Sociais e Educação São Miguel do Guamá, PA.

A ineficácia de metodologias tradicionais na educação já não é algo novo para qualquer profissional que se diga conhecedor, ou mesmo leigo no contexto educacional, a busca de alternativas para mudar a realidade atual, em que percebemos grande aversão à química, bem como às demais ciências exatas por parte dos alunos. Segundo Lima e Maciel (2011, p.19) no final do século XX e início do XXI, a educação em química no Brasil não está acontecendo de forma efetiva. Em uma visão otimista poderia dizer que o ensino que temos satisfaz os requisitos básicos, sendo que as causas desta situação se devem a políticas educacionais. A Experimentação neste contexto, sem dúvida, é algo promissor, pois traz aos alunos, uma visão de proximidade, ou seja, uma inter-relação entre a teoria e a prática; Lima e Maciem (2011, p.22) colocam ainda que os estudantes tendem a se envolverem com os projetos propostos pelo professor e buscar alternativas quanto a resolução de problemas interessantes desde que tragam algum tipo de satisfação; este recomenda ainda a execução de atividades que venham a ajudar na criatividade e desenvolvimento de habilidades possibilitando o crescimento em nível cognitivo. A necessidade da inter-relação em questão é nitidamente percebida na realização de uma pesquisa de campo com alunos de três turmas do primeiro ano do ensino médio da escola Maria do Socorro Oliveira Rocha, localizada no município de Ourém, PA. Onde se constatou que 100% dos alunos sentem necessidade de aulas práticas em laboratório. O grande entrave colocado pelos profissionais é a necessidade de uma estrutura que permita a realização das aulas práticas de química. Para esta situação, colocamos a utilização de materiais alternativos de fácil acesso que, além de mostrar o fenômeno a ser explicado, traz para a sala de aula algo que esteja diretamente presente no seu cotidiano.

Palavras-chave: Experimentação, inter-relação, Aulas práticas, materiais alternativos.

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A GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR NA PRODUÇÃO DO ALUMÍNIO NO PARÁ

Laura Soares Martins NOGUEIRA (laura.nogueira@fundacentro.gov.br / Centro Estadual do Pará- FUNDACENTRO e Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará- PDTU/NAEA/UFPA).

Os projetos mínero-metalúrgicos que se instalaram na Amazônia brasileira resultam de estratégias do Estado para o desenvolvimento deste território, calcadas no ideário da modernização e crescimento econômico para a região. Mudanças ocorreram no setor desde então, das quais ressaltamos o processo de reestruturação produtiva, que se por um lado implicou em melhorias tecnológicas e aumento da produção; por outro, fez diminuir os postos de trabalho, intensificando a terceirização, alterando condições e relações de trabalho. No bojo das mudanças, denúncias atinentes ao adoecimento de trabalhadores têm sido realizadas por ONG e sindicatos, porém negadas pela empresa. Frente a estes discursos contraditórios, o trabalho enfatiza o papel da Gestão da segurança/saúde dos trabalhadores na manutenção de condições e de organização do trabalho, capazes de gerar acidentes e adoecimento. Valendo-se do aporte teórico da Psicodinâmica do Trabalho, o presente estudo optou pela abordagem qualitativa em pesquisa o que permitiu a realização de 44 entrevistas com trabalhadores, familiares, representantes de trabalhadores, técnicos e gestores da empresa estudada. Observou-se que no processo de reestruturação produtiva, o paradigma da Saúde Ocupacional, norteador da formação dos profissionais da segurança no trabalho, coaduna-se ao discurso da gestão pela qualidade que, por sua vez, ao valorizar o engajamento do trabalhador em prol da produção, considera determinados comportamentos como riscos, contribuindo para a culpabilização do trabalhador pelo acidente/adoecimento. Sob essa ótica, segurança e saúde no trabalho dependem da conscientização e comprometimento do trabalhador com o tema, excluindo-se possibilidades de análise que considerem o nexo entre condições e a organização do trabalho e os riscos de acidentes e adoecimento enfrentados pelos trabalhadores. Conclui-se que o modo como se faz a Gestão da segurança e saúde do trabalhador na empresa em foco contribui para o sofrimento do trabalhador vítima de acidente de trabalho que está para além do sofrimento resultante do adoecimento.

Palavras-chave: Saúde do Trabalhador; Psicodinâmica do Trabalho, Reestruturação Produtiva e Subjetividade.

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A HISTÓRIA DA MODELAGEM NA ECOLOGIA

Ana Carolina Batista MAFRA 1 (ana.lina@hotmail.com); Antônio GALVÃO 1 .

1 Universidade do Estado do Pará, Centro de Ciências Sociais e Educação Belém, PA

Os níveis hierárquicos estudados para se determinar modelos usados na ecologia são: população, comunidade e ecossistema. Seguindo tal hierarquia a modelagem ecológica prosseguiu. Foi então que a Ecologia se utilizou primeiramente do modelo de Malthus que previa o crescimento populacional, também conhecida como equação do crescimento geométrico, onde a população humana cresceria de forma geométrica enquanto que os alimentos de forma aritmética. Em seguida, Verhulst modificou o modelo de Malthus, pois de acordo com as ideias de Charles Darwin, uma população não cresce indefinidamente devido a teoria de seleção natural. Outro modelo que ficou conhecido foi o chamado presa-predador definido por Lotka e Volterra que descreve as mudanças oscilatórias em duas populações que interagem. Esse modelo ficou conhecido na literatura o que fez subir o nível hierárquico da modelagem ecológica dando a possibilidade de estudos de comportamento de uma comunidade e não mais de uma população ou espécie. Porém sua validade não foi considerada em experimentos de laboratório, o que o fez obter críticas pelos estudiosos. Em grande parte dos estudos, os modelos matemáticos emprestados à ecologia foram vítimas de críticas, porém a ecologia se utilizava dos mesmos para lhe conferir um certo status e igual grau de exatidão das ciências físicas. Inicialmente o entusiasmo tomou conta dos estudiosos que tentavam aplicar os modelos à realidade. Problemas surgiram posteriormente com discussões de biólogos como Eric Ponder que dizia “um simples sistema de equações diferencias nunca descreveria problemas complexos e altamente desconhecidos” e continuou sua critica falando que no momento em que se encontravam precisavam “de mais medidas de campo e menos teorias, mais análises experimentais de fenômenos e menos integrações de equações”. Em seguida um cientista russo chamado Georgii F. Gause demonstrou que os modelos matemáticas não tinham a necessidade de prever fenômenos com precisão, que estes podem apenas construir princípios e teoria que serviram de base para certos tipos de pesquisas. Howard T. Odum utilizou de modelos de circuitos elétricos para pesquisar fenômenos ecológicos e analisar problemas sociais em modelos ecológicos na década de 60. Seus estudos feitos, hoje são base para moderna modelagem. A modelagem matemática tem sido aplicada em várias áreas de estudo, e com isso a modelagem ecológica também vem ganhando espaço devido à crescente necessidade de respostas imediatas frente aos problemas ambientais em nível global.

Palavras-chave: Ecologia, Modelagem, Cientistas.

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A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO PARA LIDAR ADEQUADAMENTE COM RESÍDUOS AGROQUÍMICOS

Maria Bruna Martins CARVALHO 1 (bruna.martins20@yahoo.com.br); Samuel Castro de JESUS 2 .

1,2 Universidade do Estado do Pará, Centro de Ciências Sociais e Educação São Miguel do Guamá, PA.

Com o aumento da população urbana a partir da industrialização, surgiu a necessidade de haver um aumento na produção de alimentos e algo que viabilizou a solução desta situação, foi o emprego de agroquímicos também chamados de agrotóxicos estes, segundo Houaiss (2004, p.23), são produtos químicos usados no combate às pragas e prevenção contra elas na lavoura. Tem-se, a curto prazo, a solução perfeita para o problema citado. Uma questão coerente, no entanto, é “o outro lado da moeda”, ou seja, as consequências trazidas pela utilização dos agroquímicos e principalmente, pela má utilização dos mesmos. Quando a produção de agroquímicos se dá por um princípio ativo químico, tem-se uma potencialidade tóxica maior que irá influenciar não só no produto onde é utilizada, mas em quem o manuseia e também em espécies animais, além do que, alguns agroquímicos têm um longo prazo de degradação; outra questão pertinente é o fato da aquisição de imunidade aos pesticidas desenvolvida pelos agentes nocivos a produção. Muitos agricultores com o objetivo de potencializar o efeito de pesticidas fazem o uso excessivo do produto, existem ainda outros casos como a utilização de pesticida impróprio, ou ainda a colheita em um prazo anterior ao adequado; um dado da ANVISA (2006) mostra que o Brasil ocupa a posição de segundo maior consumidor de agrotóxico do mundo; cabendo esta questão à preocupação dos órgãos federais com embasamento no Decreto (407/02) e na lei 7.802/89, que conferem essas responsabilidades aos órgãos federais voltados para os setores de saúde, meio ambiente e agricultura. Percebemos então como algo indispensável, a orientação de profissionais agrônomos e técnicos especializados, na intervenção do processo de produção de alimentos, bem como a grande necessidade de um programa rigoroso de monitoramento.

Palavras-chave: Agroquímicos, Preocupação dos órgãos federais, Consequências.

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A INDÚSTRIA CULTURAL COMO DISSEMINADORA DA TEORIA DA EVOLUÇÃO BIOLÓGICA

Gabriel de Lima NUNES (gnuneswolf@yahoo.com.br).

Universidade do Estado do Pará, Centro de Ciências Sociais e Educação São Miguel do Guamá, PA.

A teoria da evolução biológica devido a seu papel fundamental dentro da biologia, podendo ser utilizado como eixo-integrador, e sendo considerado pelos PCN+ como um dos temas estruturadores da biologia, acaba por ser um conhecimento de grande importância. No entanto, segundo diversos autores, ela não tem a devida atenção dentro das ciências da vida. Devido esta problemática foi que se fez necessário um estudo mais detalhado sobre o assunto, levando a necessidade de uma pesquisa mais aprofundada. O resultado apontou diversos problemas, mas um em especial que chamou a atenção é o conhecimento sobre o assunto que chega ao estudante previamente fazendo frente ao conteúdo escolar que chega posteriormente, ou seja, conhecimento prévio versus conhecimento cientifica. O que se busca, no entanto não é a substituição do conhecimento, mas a reconstrução do mesmo. Como podemos notar, o termo evolução é muito utilizado no dia a dia e chega ao nosso conhecimento de diversas maneiras, uma delas que podemos destacar é a televisiva, que utiliza esse termo cientifico não apenas em telejornais ou em reportagens e programas educativos, mas também subentendido em series, filmes e desenhos animados, levando a desenvolver uma idéia equivocada ou distorcida da teoria da evolução biológica, além da vulgarização do termo cientifico. Por considerar o poder que a mídia, que é controlada pela indústria cultural, exerce na formação e desenvolvimento do sujeito fazendo assim, portanto, parte importante e fundamental de sua bagagem intelectual, e também por conseguir muitas vezes, transpor a barreira da exclusão formando uma força de homogeneização de massas na sociedade, foi que se buscou desenvolver este trabalho com estudantes do ensino médio, procurando observa como se dava a disseminação deste conteúdo fora da sala de aula, e quais seus conceitos desenvolvidos, para se pode analisar esta problemática e encontrar formas eficientes de superação deste obstáculo epistemológico.

Palavras-chave:

disseminação.

Evolução

biológica,

conhecimento

33

prévio,

indústria

cultural,

sociedade,

A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E O VESTIBULAR

Bruno Calzavara FLORES 1 (bruno.calzavara@hotmail.com); Girena Fernandes RAMALHO 2 .

1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará Belém, PA. 2 Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências Biológicas Belém, PA.

A Inteligência Emocional é entendida como a capacidade individual de perceber, compreender e

demonstrar as emoções, aprendendo a administrá-las em si próprio, e nos outros, de forma a facilitar

os processos cognitivos e promover o crescimento pessoal e intelectual. O desenvolvimento dessa

habilidade em âmbito escolar, mas para além deste fundamenta a base sobre a qual a maturidade do educando será edificada, preparando-o para gerir sentimentos opostos e enfrentar situações limite, principalmente sob as mais diversas avaliações a que ele será submetido durante sua trajetória escolar, em especial nos momentos de transição de níveis educacionais. Partindo dessas premissas, o objetivo da pesquisa foi ajudar os alunos a desenvolver a sua inteligência emocional.

Para tanto, foi eleito um aluno, concluinte do ensino médio, considerado representativo por apresentar tensões típicas dos chamados “vestibulandos”, para representar o objeto de pesquisa do presente estudo de caso. As atividades iniciaram a partir da exibição de vídeos motivacionais, realização de exercícios e questionários avaliadores de IE, seguindo de atividades lúdicas, dinâmicas, jogos interativos e a evocação de conceitos multidisciplinares, a partir dos quais foi possível identificar características, tendências e sentimentos que alicerçaram reflexões sobre a necessidade da mudança. Nesse sentido, as observações realizadas apontaram que o desenvolvimento de competências da inteligência emocional, como autoconhecimento, autogestão, consciência social e administração de relacionamentos, que contribuíram positivamente na qualidade do processo de ensino-aprendizagem, na preparação para o exame vestibular e, possivelmente, no nível das relações que serão estabelecidas no âmbito acadêmico.

Palavras-chave: Inteligência Emocional, Vestibular, Educação.

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A LUTA POR RECONHECIMENTO DAS POPULAÇÕES TRADICIONAIS E MOVIMENTOS SOCIAIS NA AMAZÔNIA: UM ESBOÇO CONCEITUAL SOBRE A TEORIA DE AXEL HONNETH

Janine de Kássia Rocha BARGAS (ninebargas@gmail.com); Luís Fernando Cardoso e CARDOSO (luiscardt@gmail.com).

1 Universidade Federal do Pará, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Belém, PA. 2 Universidade Federal do Pará, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Belém, PA.

O que leva indivíduos a lutarem por reconhecimento? Alguns pensadores da chamada Teoria Crítica, como Jürgen Habermas e Axel Honneth se inquietaram com essa questão. E é no pensamento de Honneth, que a preocupação com os conflitos sociais ganharam novas proporções e redesenharam as formulações do pensamento crítico. A centralidade do conflito na obra de Honneth aponta para uma forma de organização da sociedade pautada na busca pelo reconhecimento e esta busca se dá a partir de uma situação de desrespeito. Assim podemos entender de maneira perspicaz e salutar as motivações das mobilizações de movimentos sociais de distintas naturezas, e, assim como aponta este ensaio, o caso das populações tradicionais e os movimentos sociais na Amazônia. A constituição do direito moderno pautado nos princípios de universalização propõe que o reconhecimento nesta sociedade se dá pela posição de cidadão de ser humano. Neste sentido, o ponto culminante que leva o sujeito ao conflito, a partir de uma conjuntura de desrespeito é a sua percepção sobre si mesmo no contexto social. É importante destacar, então, que o processo de re- existência protagonizado pelas populações tradicionais, pelos movimentos sociais e pelas novas formas de organização da identidade vai além de uma mera reação mecânica às políticas modernizadoras; ele se constitui num processo de percepção da importância da afirmação de um sentido coletivo, de uma busca por justiça a partir da existência, entre outros fatores, de um sentimento de solidariedade que contribui para a força de suas mobilizações políticas; importante não somente aos homens que o empreendem, mas também ao ambiente concreto em que estão inseridos, à sociedade como um todo, e, em particular aos centros de decisão do poder estatal.

Palavras-chave: Reconhecimento, Populações Tradicionais, Movimentos Sociais, Conflitos, Amazônia.

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ANÁLISE DA EFICIÊNCIA ECONÔMICO-FINANCEIRA DAS COOPERATIVAS DE CRÉDITO FILIADAS À CENTRAL SICOOB- AMAZÔNIA ATRAVÉS DA ANÁLISE ENVOLTÓRIA DE DADOS

Rosinele da Silva de OLIVEIRA¹ (rosyfap@yahoo.com.br); Sérgio Castro GOMES¹; Renan Alves BRANDÃO¹; Dorival Pereira TANGERINO NETO¹; Eugênia Rosa CABRAL¹ ¹Universidade da Amazônia Belém, PA

As cooperativas de crédito mútuo constituem uma alternativa de acesso ao crédito e serviços de natureza bancária que vem se expandindo ao longo dos anos no Brasil. O foco na ajuda mútua permite que o associado participe do gerenciamento de suas finanças e usufrua do resultado apurado no final do exercício. A utilização de referências de desempenho econômico-financeiro pode contribuir para a identificação das melhores práticas gerenciais e para o fortalecimento do sistema cooperativo. O objetivo do presente trabalho é o de mensurar a eficiência relativa em termos econômicos e financeiros das cooperativas de crédito mútuo do estado do Pará nos anos de 2005 e 2006. O cálculo da eficiência é realizado utilizando-se da Análise Envoltória de Dados (DEA) que se propõe analisar a relação recursos/produção, envolvidas na avaliação do desempenho de unidades organizacionais, indicando os fatores que interferem positiva ou negativamente na eficiência destas. O estudo realizado demonstrou que as cooperativas com elevado volume de recursos captados e não aplicados proporcionalmente em operações de crédito, que representam a sua atividade principal, não conseguiram obter desempenho superior. As correlações entre os indicadores utilizados ratificam a afirmativa acima, para os anos em estudo. Os resultados da aplicação do DEA mostram que duas cooperativas foram classificadas como ineficientes, em 2005, e quatro em 2006. Os resultados obtidos demonstram que a análise envoltória de dados pode ser uma interessante alternativa para a avaliação de desempenho das cooperativas de crédito mútuo.

Palavras-chave: Análise Envoltória de Dados; Eficiência; Cooperativa de Crédito.

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ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DO DESMATAMENTO NA REGIÃO DE SANTARÉM, DE 1997 A 2009

Benedito Evandro Barros da SILVA 1,2 (evandroourem@yahoo.com.br); Adilson Wagner GANDU 1,3

1 Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais UFPA Belém, PA. 2 Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará SEMA Belém, PA. 3 Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas USP São Paulo, SP.

O objetivo desse trabalho foi analisar a evolução do desmatamento na região de Santarém em diferentes anos das últimas décadas. O uso da terra na região de Santarém até a década de 1980 baseava-se na agricultura familiar, com a utilização de técnicas tradicionais de preparo e cultivo do solo e o extrativismo vegetal. A partir das décadas de 1980 e 1990 houve uma intensificação da atividade pecuária e da agricultura mecanizada o que provocou o desmatamento de grandes áreas, tanto de vegetação primária quanto secundária para a implantação de pastagens e nas áreas de agropecuária familiar. A área de estudo localiza-se na meso-região do baixo Amazonas e sudoeste Paraense, envolvendo as micro-região de Altamira, Almerim, Itaituba, Óbidos e Santarém. Engloba doze municípios, totalizando uma área de 264.476 Km2. Para a análise da evolução espacial e temporal do desmatamento na região de estudo foram utilizados dados vetoriais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), disponíveis pelo Projeto PRODES. O período analisado foi do ano de 1997 a 2009, trabalhadas no software Arc. Gis. 9.2. Os resultados mostram que o período de 2000 a 2003 foi o que contabilizou o maior desmatamento na região de Santarém, devido aos incentivos da agricultura mecanizada. Os Municípios de Uruará, Curuá e Placas foram os que mais desmataram no período de 2000 a 2009, quando se relaciona área desmatada em relação à área total do município. Este fato se deu devido à proximidade da BR-163 e dos Projetos de Desenvolvimento Sustentáveis (PDS), que facilitam o transporte de madeira e a produção da agricultura mecanizada. A região mais a leste da área de estudo sofreu maior modificação da superfície do solo, enquanto que a região mais a oeste sofreu menor desmatamento ao longo dos anos. Nota-se que até o ano de 2000 o desmatamento acumulou uma área de 17.263,0 Km2 correspondendo a 6,54% da área total dos municípios, enquanto que até o ano 2009 passa a acumular uma área de 22.677,8 Km2, representando 8.57%.

Palavras-chave: Desmatamento, Amazônia, Uso e ocupação do solo, Santarém.

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ANÁLISE DA PESCA PROFISSIONAL NO ESTADO DO TOCANTINS:

DIFERENTES OLHARES

Dallyla Tais Assunção Milhomem Ferreira 1 (dallylatais@hotmail.com); 2 Elineide Eugênio Marques

1 Mestranda do Curso de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente da Universidade Federal do Tocantins, UFT, Campus de Palmas, graduada em Ciências Biológicas pela mesma instituição 2 Profª. Drª. da Universidade Federal do Tocantins,UFT, Campus de Porto Nacional, Núcleo de Estudos Ambientais (Neamb)

Este trabalho teve por objetivo analisar os problemas encontrados na legislação relacionada à pesca profissional no estado do Tocantins a partir da análise comparativa da legislação pesqueira vigente em nível estadual e federal, além de entrevistas gravadas com os diversos representantes do setor pesqueiro tocantinense. A falta de uma política pesqueira que contemple a pesca profissional e de políticas públicas estaduais que considere os anseios dos pescadores locais faz com que a pesca profissional se torne fragilizada.

Palavras-chave: Pesca Profissional, Economia, Políticas Públicas, Lei

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ANÁLISE DE MACRONUTRIENTES PARA AVALIAR O GRAU DE EVOLUÇÃO DO SUBSTRATO TERRA PRETA NOVA EM COMPARAÇÃO COM SOLOS DE TERRA PRETA ARQUEOLÓGICA

Paulo Alexandre Panarra Ferreira Gomes das NEVES 1 (paulo.panarra@gmail.com); Cristine Bastos do AMARANTE 2 ; Maria de Lourdes Pinheiro RUIVO 2 ; Dirse Clara KERN 2 ; Jorge Luiz PICCININ 2 ; Nildineide Lima SOARES 1 .

1 Universidade do Estado do Pará, Departamento de Ciências Naturais Belém, PA. 2 Museu Paraense Emílio Goeldi, Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia Belém, PA.

Acredita-se que os solos altamente férteis e estáveis denominados de Terra Preta Arqueológica (TPA) têm sua origem não intencional a partir do depósito de material de origem vegetal e animal pelo homem pré-histórico (KERN; KÄMPF, 1989; KERN, 1996). A partir da compreensão do processo de formação e atributos dos solos TPA, estudos voltados para o desenvolvimento de tecnologias na replicação de Terra Preta Nova (TPN) estão em andamento no nordeste do Pará utilizando a adição ao solo de resíduos orgânicos encontrados em grande escala, como resíduos de serraria associados aos resíduos de abatedouros e carvão (MONTEIRO, 2004). O presente trabalho teve como objetivo conhecer o perfil químico das parcelas experimentais do projeto TPN em termos de macronutrientes (Ca, Mg, Na, K, C, P, N) e estabelecer comparações com os mesmos dados obtidos a partir das amostras de solo de Terra Preta Arqueológica (TPA).As amostras de TPN foram coletadas em uma área 4 ha cedida pela Empresa Tailâminas Plac, no município de Tailândia, o qual está situado cerca de 200 km de Belém, às margens da PA 150, no nordeste do Pará. No Experimento TPN foram inicialmente implantados 17 tratamentos com quatro repetições cada, totalizando 68 parcelas, medindo 3 m x 3 m. Antes da análise química as amostras foram submetidas a um pré-tratamento físico (secagem ao ar livre até peso constante e peneiramento em malha de 2mm). A metodologia utilizada para a digestão das amostras foi a proposta pelo Manual de Análise de Solos (SILVA, 2003).Dos elementos analisados apenas Na e N se aproximaram dos teores encontrados em solos TPA. Ca, Mg, K e P apresentaram concentrações bem inferiores aos solos TPA de referência. Em geral, na 13ª coleta, os resultados mostram que a aplicação individual dos substratos, assim como suas associações não influenciam em maior ou menor enriquecimento do solo com relação aos elementos estudados, com raras exceções, tais como: no tratamento que possui carvão para o elemento Mg, e nos tratamentos de associações de carvão e resíduos de lâmina triturada para o elemento Na.

Palavras-chave: Terra Preta Arqueológica, Terra Preta Nova, macronutrientes

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ANÁLISE ERGONÔMICA DE POSTO DE TRABALHO DE UMA AGÊNCIA BANCÁRIA

Bruno da Costa FEITOSA 1 (bcfeitosa@gmail.com); Dorival Pereira TANGERINO NETO 2 (tangerinoneto@yahoo.com.br)

1,2 Universidade da Amazônia, Programa de Pós-Graduação em Administração Belém, PA.

O presente artigo teve como objetivo analisar os aspectos ergonômicos do posto de trabalho

localizado em uma agência bancária, visando identificar fatores de risco no exercício da atividade profissional. Tal análise foi realizada na área de suporte operacional da agência, a partir de observações diárias, pesquisas bibliográficas e a utilização de questionário para coleta de dados, aplicado no posto de trabalho analisado. O questionário foi composto de 15 questões para quantidade de 9 respondentes, que exercem diferentes funções no local estudado. Como resultado

da pesquisa, verificou-se que o estresse, aliado aos movimentos e posturas realizados, constitui os

principais fatores de risco ao longo da jornada de trabalho. Desta forma, foi possível reafirmar a importância da ergonomia na preservação da saúde dos trabalhadores.

Palavras-chave: Ergonomia, Posto de trabalho, Serviços bancários.

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ANÁLISE ESPAÇO-TEMPORAL DO USO E OCUPAÇÃO DE ÁREAS DE MATA CILIAR DO RIO PARAGUAI NO MUNICÍPIO DE BARRA DO BUGRES - MT

Seyla Poliana Miranda PESSOA 1 (seylapessoa@gmail.com); Jesã Pereira KREITLOW 2 ; Maurício Ferreira MENDES 1 ; Edinéia Aparecida dos Santos GALVANIN 1,3 ; Sandra Mara Alves da Silva NEVES 1,2 ; Rivanildo DALLACORT 1 .

1 Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT, Mestrado em Ambiente e Sistemas de Produção Agrícola, Campus de Tangará da Serra. 2 UNEMAT, Departamento de Geografia, Campus de Cáceres. 3 UNEMAT, Departamento de Matemática, Campus de Barra do Bugres.

Atualmente um dos temas amplamente discutido é a ocupação irregular de áreas de mata ciliar. Nesse contexto, o uso de geotecnologias subsidiam a identificação e monitoramento desse tipo de ação antrópica. O objetivo deste trabalho foi realizar uma análise espaço-temporal do uso e ocupação de áreas de mata ciliar do rio Paraguai, no município de Barra do Bugres/MT-Brasil. A área de estudo totaliza 329 km 2 , demarcada entre o encontro do rio Paraguai com o Jauquara até o córrego Botucum. Foram adquiridas imagens do sensor TM (Thematic Mapper) do satélite Landsat- 5, com resolução espacial de 30 metros, órbita 227, ponto 70, bandas 3, 4 e 5, datadas de 20 de maio de 1984 e 10 de abril de 2010, solicitadas a partir do catálogo de imagens do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Estas imagens foram processadas nos SIGs SPRING 4.3.3 e Arcgis 9.2 para a geração de mapas temáticos. Foi possível identificar e classificar o uso e cobertura do solo em: agricultura, água, área úmida, área vegetada, pastagem, solo exposto e urbano. Houve mudança nos valores quantitativos das áreas de classes, evidenciando um aumento de 17,17% na agricultura e diminuição de 20,13% na área vegetada. Os mapas temáticos permitiram mensurar e monitorar a evolução do uso e ocupação de áreas de mata ciliar. Ressalta-se principalmente que as atividades agropecuárias promoveram os conflitos de uso. Este trabalho pode servir como subsíd io para o desenvolvimento de planos de manejo e conservação, tomada de decisões políticas/técnicas de caráter sócio ambiental, por parte dos poderes públicos e também da sociedade.

Palavra-chave: Geotecnologias, Biogeografia, Recursos hídricos.

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ANÁLISE TEMPORAL DA COBERTURA VEGETAL E EVIDÊNCIAS DOS AVANÇOS DE ÁREAS ANTRÓPICAS NO MUNICÍPIO DE GARRAFÃO DO NORTE, PARÁ

Leila Sheila LISBOA 1 (leilasheila@gmail.com); Lucieta Guerreiro MARTORANO 2 (martorano.lucietta@gmail.com); Silvio BRIENZA JUNIOR 2 (brienza@cpatu.embrapa.br)

1 Escola Superior de “Agricultura Luiz de Queiroz”- ESALQ-ENGENHARIA DE BIOSSISTEMAS/USP Engenharia de Sistemas Agrícolas Piracicaba, SP Belém, PA. 2 Embrapa Amazônia Oriental Belém, PA.

A inclusão de programas de governo como a “Operação Arco Verde‟ que seleciona municípios prioritários, com definições de áreas de interesses para fazer parte das avaliações de municípios sustentáveis, os quais se incluem no estado do Pará, dentro do Programa Municípios Verdes, reforça a responsabilidade da pesquisa em apontar indicadores que evidenciem municípios que sofreram fortes pressões nas áreas florestadas. Objetivou-se com este trabalho avaliar a dinâmica espaço-temporal da cobertura vegetal e da antropização no município de Garrafão do Norte. Utilizou-se dados do satélite Landsat, sensor TM-5, correspondente ao período de 1985 a 2010. As imagens foram tratadas no ENVI e os mapas foram confeccionados no ArcGis (Sistemas de Informação Geográfica) com Projeção UTM e Datum WGS-84. Os dados apontaram que em 1985 o município apresentava 49,5% da área com vegetação natural, 47,0% com área antorpizada, tendo 3,5% incluindo outras feições (por exemplo, corpos d‟água). Cinco anos mais tarde (1990), a área antropizada passou para 65,7% e a área com vegetação natural que se mantinha intacta, foi reduzida para 31,1% e incluído na classe outros com 1,2%. Em 1999, remanescentes da área intacta totalizavam 10,3% e 86,8% enquadravam-se na classe antropizada. Em 2010 os números reduziram para 4,7% da vegetação natural e a antropização totalizava os 94,2% do município, indicando a forte pressão antrópica que o município de Garrafão do Norte sofreu em 25 anos. Observando-se os eixos de antropização, nota-se que as forçantes foram no sentido Norte-Sul. O mapa do município que tem como característica um formato de um membro inferior humano, a parte que se assemelha ao pé humano, manteve-se intacto até 1990. Esse padrão de desflorestamento no município é preocupante, pois com base nesses resultados infere-se que em Garrafão do Norte a pressão antrópica promoveu perdas em serviços ecossistêmicos prestados pela vegetação natural, reduziu a biodiversidade, descumpriu leis ambientais vigentes no país, ameaçando a sustentabilidade econômica, social e ambiental desse município.

Palavras-chave:

Municípios Verdes

Indicadores,

Forçantes,

Impactos

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Ambientais,

Serviços

Ecossistêmicos,

A NOVA ECONOMIA INSTITUCIONAL E A TEORIA DA REGULAÇÃO:

UMA REFLEXÃO DO MACROAMBIENTE INSTITUCIONAL DO SETOR MADEIREIRO NO ESTADO DO PARÁ.

Dorival Pereira TANGERINO NETO 1 (tangerinoneto@yahoo.com.br); Bruno da costa FEITOSA² (bcfeitosa@gmail.com)

1,2 Universidade da Amazônia, Instituto de Ciências Sociais Aplicadas Belém, PA.

Este trabalho trás considerações sobre a Nova Economia Institucional (NEI) e a teoria da regulação diante o setor madeireiro no Estado do Pará. A NEI considera a firma como um conjunto complexo de contratos provenientes de inúmeras transações que geram custos para o seu funcionamento, existindo este de forma microanalítica e macroanalítica. A teoria da regulação se caracteriza pela intervenção do Estado na economia, impondo regras de condutas para as empresas, disciplinando assim o setor privado da economia. O objetivo principal deste estudo é analisar o Macroambiente Institucional do Setor Madeireiro no Estado do Pará, através da análise das variáveis pertencentes ao campo da política, do direito (legislação) e das instituições, com o foco essencial de estudar as regras do jogo. A pesquisa utilizou o método qualitativo, exploratório, observação simples e posteriormente seguiu na forma descritiva. Assim pode-se inferir que este estudo foi importante para o enriquecimento do conhecimento do setor madeireiro do Estado do Pará, contribuindo também para o avanço de posteriores pesquisas na área, no que se refere à Nova Economia Institucional e a Teoria da Regulação.

Palavras-chave: A Nova Economia Institucional, Setor Madeireiro, Teoria da Regulação.

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A PAISAGEM DO AMBIENTE UNIVERSITÁRIO: ALGUMAS POSSIBILIDADES DE LEITURA SOBRE OS CAMPI DA UFT

Adriano CASTORINO 1 (adrianocastorino@uft.edu.br), Rinaldo Sérgio Vieira ARRUDA 2 1 Universidade Federal do Tocantins/UFT e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/PUCSP 2 Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/PUC-SP

O texto que aqui se inicia tem como meta fazer uma narrativa sobre os aspectos físicos, simbólicos e humanos dos campi da Universidade Federal do Tocantins. Não será, portanto, minha meta, traçar um desenho ou me ater a cronologias. Por isso, esclareço ainda que mesmo tendo decidido separar minha análise em três aspectos, físicos, simbólicos e humanos, não vou, deliberadamente fazer um texto com três partes. Antes, vou considerar todos os aspectos entranhados entre si porque a universidade não os traz separados. Para começar trago aqui uma explicação de Enrique Leff (2007), em que o autor diz que “o ambiente não é o meio que circunda as espécies e as populações biológicas; é uma categoria sociológica (e não biológica), relativa a uma racionalidade social” (LEFF, 2007.p.160). A partir desse marco quero considerar o ambiente universitário como algo construído e percebido como tal por causa dos valores que nesse ambiente transitam.

Palavras-chave: paisagem como ambiente, ambiente universitário, espaço e lugar.

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A PERCEPÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO DE TRANSIÇÃO AGROECOLOGICA: UM ESTUDO DE CASO NA RESEX MARACANÃ

Regiara Croelhas MODESTO 1 (regiaracroelhas@yahoo.com.br)

1 Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará EMATER/PA

A percepção ambiental definida como o ato do homem perceber o ambiente em que está inserido, busca nos sentidos de audição e visão, nas imagens mentais sobre a realidade: memórias, experiências, valores, cultura, interpretações, e nas atitudes e expectativas do homem, maneiras de articular os conhecimentos científicos e saberes populares que venham a contribuir no processo de transição agroecológica. Este estudo foi desenvolvido na comunidade Pauxis, área da Reserva Extrativista Marinha Maracanã (RESEX), através da observação direta, interrogação e consulta documental ao Registro de Beneficiários do INCRA. A interrogação foi feita por questionário composto de perguntas abertas e fechadas, aplicados a seis famílias, com total de 15 entrevistados. Os resultados foram quantitativos e qualitativos, sendo reunidas algumas falas na apresentação dos resultados qualitativos. A percepção dos entrevistados em relação à RESEX foi sendo observada ao longo das entrevistas que identificaram os entrevistados que co/reconheciam sua condição de usuários da RESEX; os Usuários que co/reconheciam sua condição de Usuários Beneficiários; os que conheciam o Plano de Utilização da Resex; os principais problemas da comunidade e a importância de morar em uma área de reserva extrativista. A percepção dos moradores da comunidade em relação à RESEX está muito relacionada aos benefícios da construção das casas e ao fomento de embarcações e apetrechos de pesca. Existe a necessidade de desenvolver atividades educativas que esclareçam a importância da Reserva Extrativista Marinha Maracanã e do papel dos usuários/beneficiários na gestão desta unidade, para que assim eles possam contribuir na preservação do ambiente em que vivem.

Palavras-chave: Agroecologia, sustentabilidade, saberes.

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APLICAÇÃO DA LISTA DE VERIFICAÇÕES DE BOAS PRÁTICAS EM ESTABELECIMENTOS COMERCIALIZADORES DE HORTIFRUTIS NO MUNICÍPIO DE CAMETÁ-PA

Paula Ondina Martins SOUZA(pullhyk_21@hotmail.com) 1 ; Silas Rafael Figueiredo de ARAÚJO 2 ; Beatriz Nunes e SILVA 3 ; Tatiane Lopes de BARROS 4 ; Luana Carolina Pinheiro da SILVA 5 ; Eliane do Socorro Dornelas do CARMO 6 .

1,3,4,5,6 Universidade do Estado do Pará- Centro de Ciências Naturais e Tecnologia-Cameta-PA 2 Universidade Federal do Ceará- Departamento de Tecnologia de Alimentos- Fortaleza-CE

Os hortifrutis constituem uma das melhores formas de obtenção dos nutrientes, vitaminas e sais minerais, essenciais na manutenção da saúde do corpo humano. Os hortifrutis são constituídos de frutas, legumes e verduras (FLV). No entanto, para que o valor nutricional que estes oferecem seja válido é necessário que sejam aplicadas boas práticas higiênicas no armazenamento, na manipulação e na comercialização destes alimentos. Nesse sentido e partindo da observação dos estabelecimentos comercializadores de hortifrutis no município de Cametá, este trabalho teve por objetivo a aplicação da lista de verificação, adaptada da resolução RDC n° 275, de 21 de Outubro de 2002, buscando identificar as condições higiênico-sanitárias, verificando se os mesmos funcionam de acordo com as determinações da legislação vigente. E de acordo com os resultados obtidos, os estabelecimentos estão fora dos padrões exigidos pela resolução. Pois a maior média foi de 46,15 % no atendimento aos itens, resultado do estabelecimento E1, que o classifica no grupo 3, daqueles com menos de 50% de conformidade aos itens. Os estabelecimentos E2 e E3, também ficaram classificados no grupo 3, com 41,5% e 36,9%, de itens atendidos, respectivamente. Esses resultados confirmam que o setor de comercialização de hortifrutis no município de Cametá possui grande deficiência na oferta de alimentos seguros e com qualidade aos seus consumidores.

Palavras-chave: Hortifrúti, higiene, boas práticas de manipulação.

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A PRÁTICA E A EXPERIMENTAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Gabriel de Lima NUNES (gnuneswolf@yahoo.com.br).

Universidade do Estado do Pará, Centro de Ciências Sociais e Educação São Miguel do Guamá, PA.

Uma das características marcantes do conhecimento cientifico é seu caráter pratico e experimental, que permite a constatação e contestação de hipóteses fazendo do campo cientifico uma área de constantes descobertas e no qual, verdades e leis permanentes não existem, ou seja, não há conclusões definitivas. Logo seu saber teórico vem acompanhado de um poder pratico sobre o mundo em que vivemos. Justamente por isso, um fato alarmante que foi observado entre discentes de Ciências Naturais no Campus XI - Núcleo de São Miguel do Guamá, é que havia muitas reclamações pela falta de experimentação e pratica em laboratório no decorrer do curso. Esse problema pode propiciar uma lacuna no conhecimento cientifico do futuro docente, levando-o a ter dificuldade a desenvolver aulas de caráter experimental em laboratório em sua futura profissão. A fim de analisar e contribuir na solução deste problema, e se pensando na formação do professor, ofereceu-se aos alunos dos campos durante a VII semana acadêmica do Campus XI uma oficina de microbiologia e parasitologia humana, na qual o desenvolvimento teórico vinha acompanhado da pratica em laboratório e cuja qual seria submetida à avaliação por partes dos alunos. Da parte prática apresentada, podemos destacar a desinfecção e esterilização de matérias em laboratório, preparação de lâminas, manuseio e visualização ao microscópio e análise de amostras contaminadas de fezes através do método direto. Da avaliação da oficina foram feitas três perguntas subjetivas: 1) O que você achou da oficina? Por quê? 2) O que você acha que pode ser feito para melhorar? 3) O que você achou do espaço físico e como você o classificaria? O resultado se revelou promissor não só do ponto de vista da construção do conhecimento, mas também por revelar que a hipótese levantada sobre a carência de práticas e experimentação é uma realidade do ensino superior e que esta é uma dificuldade que pode e deve ser superada.

Palavras-chave: Conhecimento científico, Prática laboratorial, Experimentação e Formação do professor.

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APROVEITAMENTO DA CASCA DO MARACUJÁ AMARELO NA PRODUÇÃO DE FARINHA: COMPOSIÇÃO CENTESIMAL E ALTERNATIVAS PARA APLICAÇÃO EM ALIMENTOS

Suellen Suzyanne Oliveira de SANTANA 1 (suellenmna@hotmail.com); Illana de Araujo RIBEIRO 2 ; Fagner Freires de SOUSA 1 ; Layane Sarges SIQUEIRA 1 ; Suezilde da Conceição Amaral RIBEIRO 1

1 Universidade do Estado do Pará, Centro de Ciências Naturais e Tecnologia Belém, PA. 2 Universidade Federal Rural da Amazônia, Faculdade de Engenharia de Pesca Belém, PA.

O Brasil é o maior produtor mundial de maracujá, com destaque ao maracujá amarelo (Passiflora edulis Sims. f. flavocarpa Deg.), sendo responsável por mais de 95% da produção. Com acidez mais acentuada que as demais espécies apresenta grande importância econômica na indústria de sucos e néctares. A polpa pode ser utilizada na elaboração de sorvetes, licores e doces. A casca, que representa 40% a 50% do peso total da fruta, é considerada um resíduo industrial devido à grande quantidade de fibras solúveis, como a pectina, componente de interesse tecnológico. Desta forma, este trabalho visa a caracterização composicional centesimal da farinha de casca de maracujá amarelo, bem como avaliar alternativas para a utilização em alimentos. A farinha foi obtida por processo de secagem em estufa de circulação de ar, a 70ºC por cerca de 8 horas. Esta foi submetida às determinações de cinzas, protídeos, acidez titulável, acidez %, açúcares totais (LUTZ, 2008), umidade (AOAC, 1984) e lipídios (BLIGH & DYER apud CECCHI, 2003), todas realizadas em base seca e em triplicata. Os valores obtidos para o percentual centesimal determinados correspondem a parâmetros encontrados por outros autores e o valor de açúcares totais (1, 36%) encontra-se abaixo de 5%, o caracterizado como um produto de baixo teor de açúcar, conforme a Portaria nº 27/98 da legislação brasileira. Desta forma conclui-se que existe o potencial para utilização da farinha da casca do maracujá amarelo no enriquecimento de produtos como pães, biscoitos, bolos, empanados e macarrão, inclusive por pessoas com restrição a açúcares, além de ser uma alternativa para a diminuição de resíduos da agroindústria lançados ao meio ambiente.

Palavras-chave: Maracujá amarelo, alimentos, resíduos.

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ÁREAS DESFLORESTADAS ASSOCIADAS AO REBANHO BOVINO E CULTIVO DE SOJA NO ESTADO DO PARÁ

José Reinaldo da Silva Cabral de MORAES 1 (reinaldo1.9@hotmail.com); Lucieta Guerreiro MARTORANO 2 ;Afonso Henrique Moraes OLIVEIRA 1 ; Siglea Sanna de Freitas CHAVES 3 ;Rodrigo Figueiredo ALMEIDA 1

1 Universidade Federal Rural da Amazônia, Instituto de Ciências Agrárias Belém, PA. 2 Embrapa Amazônia OrientalBelém, PA. 3 Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo Piracicaba, SP.

As microrregiões do estado do Pará, principalmente de Santarém, Paragominas e Conceição do Araguaia destacam-se como maiores produtoras de soja (Glycine max L.), tanto em nível regional quanto em nível estadual, indicando possíveis respostas em rendimento, devido a fatores fitossanitários, manejo do solo e favorabilidade edafoclimática à sojicultura. No Pará, a pecuária bovina possui uma importante contribuição econômica, principalmente no sudeste e sudoeste paraense. A grande demanda por soja e carne bovina, aliada aos baixos valores das terras e facilidade de acesso com outros pólos de produção, condicionam ao Pará uma fronteira agrícola em expansão. Os dados de desflorestamentos em 2004 evidenciaram a vulnerabilidade do estado que atingiu cerca de 8.000 ha de perda da cobertura florestal, expressas também pelo elevado rebanho bovino que totalizou valores em torno de 12.milhões de cabeças gado. Visa com este trabalho avaliar possíveis relações de áreas desflorestadas com aquelas destinadas a produção agrícola no Pará. As microrregiões de Santarém e Paragominas, destacam-se por apresentarem as maiores áreas cultivadas com soja, atingindo cerca de 28.000 ha plantados em 2009. Nesse mesmo ano, o Pará teve uma perda de sua cobertura florestal de, aproximadamente, 5.000 ha. O maior efetivo de efetivo de bovinos, concentra-se na mesorregião do sudeste paraense, com mais de 11 milhões de animais. Entre 2000 a 2004, correlacionou-se áreas desflorestadas com áreas colhidas, obtendo-se um polinômio de segundo grau, indicando que 78% do desflorestamento é explicado pela avanço da soja, em Santarém. Recomenda-se práticas de manejo conservacionistas para mitigar o desflorestamento e manter os pressupostos de uma economia de baixo carbono no Pará.

Palavras-chave: Oeste paraense, Nordeste paraense, Desmatamento, Agropecuária

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AS PICHAÇÕES NA FORTALEZA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ:

MECANISMOS DE PROTEÇÃO

Edinaldo Pinheiro Nunes FILHO 1 (edinaldopnf@hotmail.com); Maik Roberto Balacó SANTOS 1 (maikbalaco@yahoo.com.br)

1 Universidade Federal do Amapá, Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental e Políticas Públicas Macapá, AP.

A Fortaleza de São José de Macapá é um importante monumento militar do século XVIII que

sintetiza os métodos e estratégias da Coroa Portuguesa na ocupação da Tucujulândia. Esse monumento está umbilicalmente ligado à própria história e origem da Vila de São José de Macapá, atual cidade de Macapá, capital do Estado do Amapá, possuindo valor fundamental para a compreensão da formação e identidade da população amapaense. Ocorre que atualmente sofre danos estéticos oriundos da prática de pichação. Diante dessa problemática o estudo em questão pretende abordar os mecanismos de proteção existentes para a promoção da preservação da Fortaleza de São José de Macapá. Trata-se de pesquisa descritiva, pois buscou relacionar esse dano

aos mecanismos de proteção, com suporte na pesquisa bibliográfica, utilizando-se como técnica de coleta de dados a observação do dano no local, registrando-o por meio de fotografias. Dividiram-se

os mecanismos de proteção em mecanismos jurídicos e extrajurídicos. A abordagem demonstrou

que o ordenamento jurídico pátrio, através da Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, da Constituição Federal de 1988, das Leis federais n.° 6.938/1981 e n.° 9.605/1998, do Decreto federal n.° 6.514/08 e da Lei estadual n.° 0886/2005, está munido para combater as infrações administrativas, apurar as responsabilidades civis e os crimes contra o patrimônio cultural. As medidas extrajurídicas analisadas foram a Fiscalização do Poder Público e a Educação Patrimonial. Os resultados da pesquisa demonstraram que as medidas jurídicas são suficientes ao passo que as extrajurídicas são incipientes para a proteção desse monumento contra

os danos da pichação.

Palavras Chave: Fortaleza de São José de Macapá. Patrimônio cultural. Mecanismos de preservação.

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A TRADIÇÃO INDÍGENA KARIPUNA: UM ESTUDO DA CONSERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE NATURAL, NA ALDEIA MANGA, NO MUNICÍPIO DO OIAPOQUE

Jussara de Pinho Barreiros 1 (jussaraw-ap@ig.com.br)

1Universidade Federal do Amapá Macapá, AP

A escolha em investigar o projeto de pesquisa, com o título: A Tradição Indígena Karipuna: um estudo da conservação do meio ambiente natural, na aldeia Manga, no município do Oiapoque”, surgiu com tipo de estudos de caso etnográficos, de pesquisa de campo, com abordagem do método qualitativo, buscando o enfoque crítico-dialético, numa concepção, de compreender e desvendar numa visão dinâmica, heterogênea as práticas participativas de mudança social, cultural e ambiental, dos povos indígenas do Oiapoque, através das análises contextualizadas a partir de um breve referencial teórico, no campo do Direito Ambiental e Antropológico como docente e pesquisadora, pertencente ao Curso de Educação Indígena atuando na área de Arte, Cultura e Sociedade Indígena no Ensino Superior, a qual vem sendo desenvolvida desde 2004, através do Grupo de trabalho (GT) da Universidade Federal do Amapá UNIFAP. O lócus da pesquisa de campo, é a aldeia Manga, no município do Oiapoque, onde pretendemos investigar à questão étnica na conservação do meio ambiente natural, através do manejo dos recursos naturais para as atividades de caça, pesca, plantio e cultivo na região do Uaçá,que compreende uma área ocupadas por três Terras Indígenas (TI Uaçá, TI Juminã e TI Galibi do Oiapoque),onde historicamente os povos Karipuna habitam a aldeia Manga, localizada à margem do rio Curipi. As Terras Indígenas Uaçá (470.164 hectares) homologadas a partir de 1991 que, configuram uma grande área protegida, cortada a oeste pela BR- 156, que liga Macapá ao Oiapoque. A questão da conservação do meio ambiente, voltada para as práticas dos conhecimentos tradicionais, através de manejo dos recursos naturais, como alternativa de sustentabilidade econômica e ambiental, para os povos indígenas Karipuna da região do Uaçá. A relevância do objeto de investigação, objetiva discutir como está sendo desenvolvida a aplicabilidade dos projetos socioambientais sustentáveis, através das ações de políticas públicas, no uso adequado dos recursos naturais do meio ambiente natural e as práticas do saberes tradicionais, dos povos indígenas Karipuna, da aldeia Manga, no município do Oiapoque. A natureza jurídica do objeto de estudo, aborda os dispositivos fundamentais da Constituição Federal de 1988, na competência do Poder Público, para as questões do meio ambiente natural e a legislação indigenista nas Áreas Protegidas. A Constituição Federal, no seu art. 225 afirma: “Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. As áreas protegidas são importantes para a manutenção da qualidade de vida das pessoas e para a proteção dos animais e dos vegetais. É de responsabilidade do governo é criar áreas protegidas em todo o país. Conforme a CF 1988, no seu artigo 231 reconhece que os índios são brasileiros como todos nós e têm direitos sobre suas terras tradicionalmente ocupadas. Pretendemos neste projeto de pesquisa, investigar à questão étnica na conservação do meio ambiente natural Terras Indígenas, objetivando discutir e identificar as ações dos projetos socioambientais no uso dos recursos naturais de forma sustentável dos povos indígenas Karipuna como processo de identidade étnica e histórico de tradição deixada pelos seus ancestrais. Conforme os Dispositivos Fundamentais da Constituição Federal de 1988, os povos indígenas têm a posse permanente das terras: eles podem viver nelas e usá-las indefinidamente, mas não são proprietários. As terras indígenas são bens da União.

Palavras-chave: Tradição Indígena, Conservação, Sustentabilidade, Meio Ambiente.

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ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA DO PACIENTE QUEIMADO

Laís Soares LIMA¹(soareslima_lais@hotmail.com); Marco Aurélio Gomes DE OLIVEIRA¹

¹Univesidade do Estado do Pará, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde- Tucuruí,PA.

O tratamento de queimaduras sempre foi um desafio para os enfermeiros, tanto pela gravidade das lesões e complicações apresentadas pelos pacientes, como também pelo desgaste físico e psicológico que acometem os profissionais que atuam na área. Objetivo: Verificar a atuação do enfermeiro em centros de tratamento de queimados. Método: Estudo de revisão bibliográfica na base de dados Bireme, por meio da língua portuguesa, sem limites de datas. O estudo baseou-se nos seguintes termos de busca; enfermagem, queimados, queimaduras e cuidados. Sendo coletados apenas artigos originais, realizados em centros de tratamento de queimados. Resultados: Foram encontrados 14 artigos que correspondiam ao objetivo. Dentre esses, sete falam de diagnóstico de enfermagem; diagnóstico psiquiátrico( medo, ansiedade, tentativa de suicídio), diagnóstico real (dor, integridade física), diagnóstico de risco (infecção, desregulação da temperatura corporal e do ciclo sono/vigília); dois sobre falhas no processo de enfermagem; um sobre a necessidade de implementação de protocolos de atendimento e; três acerca do stress que acomete os profissionais, um sobre diagnóstico e necessidade de implementação de protocolo de atendimen Conclusão: Foi observado o uso do processo de enfermagem em centros de queimados, principalmente o de diagnóstico, mais especificamente o psiquiátrico, pois é comum o pensamento e tentativas de suicídios por parte do paciente. Apesar disso, ocorrem falhas no processo de enfermagem, no eixo diagnóstico/implementação, tendo a necessidade da aplicação de protocolos de atendimentos. Contudo, observa-se que o próprio profissional acaba sofrendo, devido o ambiente de trabalho ser estressante em decorrência aos graves casos que são tratados.

Palavras-chave: Enfermagem, Queimados, Queimaduras, Cuidados.

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A UNIVERSIDADE E A EMERGÊNCIA DA CRISE AMBIENTAL

Adriano CASTORINO 1 (adrianocastorino@uft.edu.br), Rinaldo Sérgio Vieira ARRUDA 2

1 Universidade Federal do Tocantins/UFT e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/PUC-SP 2 Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/PUC-SP

A minha proposta é partir da noção de Universidade no mundo europeu, daí discutir a formação dessas instituições, a noção de educação e ciência nelas expressa. Para isso, tomei como exemplo, 3 instituições que são consideradas as primeiras, Bologna, Oxford e Paris. Passando daí, teço um comentário breve sobre a universidade no Brasil. Nesse caso, quero relacionar a emergência da universidade no mundo europeu e os modelos implantados no Brasil. Depois de ter comentado esse quadro, passo a contrapor com outras possibilidades de existência dessa instituição, para isso, comento as universidades interculturais na América latina. Em seguida, entro na discussão da crise vivida hoje no mundo ocidental, relacionando essa crise, principalmente, ao modelo de desenvolvimento, de progresso e de ciência. Nesse sentido, enfatizo o caráter doutrinador da ciência positivista e cartesiana relacionando esse dado com o ideário liberal de progresso e mais recentemente com a cartilha neoliberal capitalista que impõe no mundo ocidental uma via única. Feita essa abordagem, retomo o viés entre a universidade e a construção do ideário exclusivista do mundo ocidental, em seguida faço essa ligação com a universidade brasileira, que em certa medida reproduz esse imaginário.

Palavras-chave: universidade, crise ambiental, interdisciplinaridade

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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE ÁGUA DO IGARAPÉ EIDAI, DISTRITO DE ICOARACI, BELÉM, PARÁ

Alba Rocio Aguilar PIRATOBA 1 ; Alex Corrêa da SILVA 1 ; Caio Renan Goes SERRÃO 1 (caioserrao@yahoo.com.br); Patrícia Homobono Brito de MOURA 1

1. Programa de Pós Graduação em Ciências Ambientais Mestrado

Universidade do Estado do Pará, Centro de Ciências Naturais e Tecnologia Belém, Pa.

A poluição de corpos hídricos revela o tipo de uso e ocupação de uma determinada área, e nesse contexto o monitoramento ambiental é importante, pois traz informação sobre a qualidade das águas de acordo com a legislação vigente. A cidade de Belém sofre com a ausência de tratamento de seus efluentes domésticos e industriais, o que reflete na qualidade ambiental da cidade como um todo. O distrito de Icoaraci se destaca pela grande quantidade de empreendimentos empresariais, dentre eles as indústrias de beneficiamento de couro, portanto há uma necessidade de monitoramento ambiental nestas áreas. Neste sentido, o presente estudo objetiva avaliar o perfil de qualidade de água do Igarapé EIDAI, braço do Rio Maguari, que banha o fragmento florestal pertencente à madeireira Eidai do Brasil no distrito de Icoaraci, Belém, PA. Foram determinados os parâmetros físico- químicos referentes à turbidez, condutividade (CD), cor, potencial hidrogeniônico (pH), oxigênio dissolvido (OD) e sólidos totais dissolvidos (STD) em cinco pontos eqüidistantes (transecto de 250 metros) ao longo do igarapé em dois períodos: enchente e vazante. Os parâmetros foram quantificados in loco, e foram utilizados seis aparelhos de medição, todos da marca Digimed. Os parâmetros de cor, OD, turbidez e pH, obedeceram os valores em média de 70,76 mg Pt/L, 6,7 mg/L, 28,84 UNT e 6,5, respectivamente, relacionando assim, esta água a classe 2, segundo a resolução 357/05 do CONAMA, porém os valores de CD em média de 1.085 µS/s ultrapassam em mais de dez vezes o limite máximo atribuído pela CETESB, logo, seria considerado um ambiente impactado. Porém as águas amazônicas são caracterizadas pelo maciço volume de sedimentos e conseqüentemente um alto teor de STD (585 mg/L), que influencia diretamente na alta condutividade, fato que nos permite sugerir a revisão das legislações para o enquadramento das águas amazônicas e novos estudos englobando o monitoramento de cursos de água.

Palavras-chave: Análise Físico Química, Água, Igarapé EIDAI, Distrito de Icoaraci.

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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE HIGIÊNICO-SANITÁRIA E AGROINDUSTRIAL, COM VISTAS A COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL, MICROBIOLÓGICA E COLORIMETRICA DA POLPA DE AÇAÍ (Euterpe oleracea Mart)

Aline Kazumi Nakata da SILVA 1 (aline.alimentos@hotmail.com); Marcos Rafael da Silva JORGE 1 ; Wilton Pontes da SILVA 1 ; Bianca Barbosa MUNIZ 1 ; Orquídea Vasconcelos dos SANTOS 1 .

1 Universidade do Estado do Pará, Centro de Ciências Naturais e Tecnologia Belém, PA.

Em meados dos anos 90, o açaí foi considerado um dos principais produtos que compunham a alimentação das populações ribeirinhas e das camadas de baixa renda dos centros urbanos da economia Amazônica. As áreas urbanas dos municípios produtores e a região metropolitana de Belém são definidas como o epicentro do mercado de açaí, tomando o estado do Pará como referência da economia do fruto, por concentrar a produção, o consumo e o domínio do mercado. Tempos atrás, o açaí era destinado exclusivamente ao consumo local, no entanto, a produção do açaí vem sendo intensificada devendo-se ao fato do fruto vir conquistando novos mercado e se transformando numa importante matéria-prima para indústrias de polpa. Esta pesquisa tem como intento maior avaliar o potencial agroindustrial tendo como base a composição nutricional, microbiológica e colorimétrica da polpa de açaí. Os dados foram avaliados seguindo as metodologias oficiais da Association Official Analytical Chemists (AOAC). Os resultados apresentados mostram um fruto com alto valor energético total médio de 92,09 kcal/100g de polpa, para a safra 2011, sendo a maior parte deste valor expressa na forma de lipídios com média de 6,25% e carboidratos 7,66%; com o teor em proteínas de 1,3% e fibras de 0,32%. A avaliação microbiológica mostrou resultados insatisfatórios para a polpa de açaí, coletada de um ponto comercial da grande Belém, para os níveis de Coliformes a 45 °C e Salmonella spp. A análise instrumental colorimétrica mostra a forte tendência ao negro, tal como visualizado sensorialmente. Com base nestes resultados é possível inferir a qualidade e possíveis alterações de valores nutricionais entre as safras deste produto, bem como seus fatores de risco microbiológico, quando da ausência das boas praticas fabricação.

Palavras-chave: Açaí, Euterpe oleracea Mart, Composição centesimal, Higiene, Colorimetria.

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AVALIAÇÃO DAS BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO APLICADA EM UMA AGROINDÚSTRIA DE BENEFICIAMENTO DE AÇAI (Euterpe oleracea Mart.)

Luana Carolina Pinheiro da SILVA 1 ; Suame dos Passos LEAL 2 ; Silas Rafael Figueiredo de ARAÚJO 3 ; Eliane do Socorro Dornelas do CARMO 4 ; Tatiane Lopes de BARROS 5 ; Paula Ondina Martins SOUZA 6 .

1,2,4,5,6 Universidade do Estado do Pará -Centro de Ciência Naturais e Tecnologia- Cametá PA 3 Universidade Federal do Ceará- Departamento de Tecnologia de Alimentos- Fortaleza-CE

Uma grande parcela da população realiza o consumo da polpa obtida da maceração da parte comestível do fruto do açaizeiro (Euterpe oleracea Mart.), fazendo com que este, seja considerado alimento de fundamental importância na dieta da população paraense. Contudo há uma grande preocupação com as condições tanto estruturais, quanto higiênico-sanitárias das agroindústrias aonde ocorre o beneficiamento deste produto e dos manipuladores, uma vez que a polpa do açaí apresenta alta suscetibilidade para contaminação microbiológica. Neste contexto, a pesquisa em foco aplicou a lista de verificação das boas práticas de fabricação em estabelecimentos produtores/Industrializadores de alimentos (check-list) adaptada pela resolução RDC n° 275, de 21 de outubro de 2002(BRASIL, 2002) em uma agroindústria de processamento do açaí fruto, localizada no município de Igarapé-Miri-PA, durante o período de dezembro de 2010 a fevereiro de 2011, para a caracterização das condições higiênico-sanitárias dos manipuladores, da estrutura física da indústria, dos utensílios e equipamentos, envolvidos no processo de beneficiamento da polpa de açaí. Com os resultados alcançados através dos dados obtidos pelo Check-list pode-se concluir que a agroindústria está classificada no grupo 3, o que revela índice insatisfatório, visto que o número de itens em conformidade com a legislação foi de apenas 36%. Ficando demonstrada a necessidade de fiscalizações mais rígidas pelos órgãos competentes.

Palavras-chave: Açaí, Boas Práticas de Fabricação, Check-list.

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AVALIAÇÃO DA VIABILIDADE DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL PARA O PEQUENO PRODUTOR RURAL NO ESTADO DO PARÁ

Helen Theyla Costa da CUNHA¹ (helentheyla@yahoo.com.br); Oriana Trindade de ALMEIDA²

1 Universidade Federal do Pará, Programa de Pós- Graduação em Ciências Ambientais Belém, PA. 2 Universidade Federal o do Pará, Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Belém, PA.

O presente trabalho tem como objetivo a avaliação da viabilidade da legislação ambiental para o pequeno produtor rural no Estado do Pará, tendo sido realizado nas comunidades do Uraim e Del Rei, com 56 e 43 pequenos produtores rurais, respectivamente. Foram aplicados 52 questionários com entrevistas estruturadas e semi-estruturadas sobre a legislação exigida para efetuar o Licenciamento Ambiental de pequenos produtores, a fim de traçar o perfil sócio-econômico, e entender a percepção dos mesmos em relação às leis necessárias para emissão do licenciamento ambiental. Foi observado que a maioria dos pequenos produtores entrevistados não sabe o que é o Cadastro Ambiental Rural (CAR) (71%) e menos da metade sabe quais são as instituições que implementam essa legislação. Somente uma minoria possui CAR (6%) ou Licença Ambiental (2%). Comparando uma comunidade mais antiga (Uraim) com uma mais nova (Del Rey) não há diferença nem no conhecimento nem na implementação entre os dois grupos. Portanto, produtores destas localidades encontram-se num processo lento em relação à adequação da legislação ambiental vigente.

Palavras-chave:

pequenos produtores.

Amazônia,

legislação

ambiental,

57

desmatamento,

manejo

florestal

para

AVALIAÇÃO DO CÓDIGO FLORESTAL NO ESTADO DO PARÁ

Oriana ALMEIDA 1 (oriana@ufpa.br); Sérgio RIVERO 1 ; Naíla Arraes de ARAUJO 1 ; Luciene COSTA 1 , Cleide SOUZA 2 , Thiago CASTELO 1 .

1 Universidade Federal do Pará, Belém, PA. 2 Universidade da Amazônia, Belém, PA.

O presente trabalho visa avaliar a legislação presente e a nova proposta do código florestal a partir da visão de técnicos e pesquisadores ligados ao setor florestal ou programas de manejo florestal e sustentabilidade ambiental do estado do Pará. A avaliação foi feita com base em 93 entrevistas semi estruturadas sobre a legislação ambiental em institutos de ensino e pesquisa de Belém do Pará e órgãos governamentais. A maior parte dos entrevistados acha que tem um bom conhecimento da legislação e uma parte menor, um médio conhecimento. Em relação ao tamanho da Reserva Legal e tamanho da propriedade, mais de um terço dos entrevistados afirmaram que o código florestal deveria definir a Reserva Legal em função do tamanho da propriedade, mas uma percentagem similar não concorda com essa afirmação. Mais da metade concorda com o tamanho da APP exigido por lei enquanto em torno de um terço, discorda. Em relação ao zoneamento estadual a maior parte não acha correto que o zoneamento possa modificar o tamanho da reserva legal, mas ainda assim, um grande número não acha que isso seja uma política correta. Os técnicos no geral acham que o código florestal atual limita o crescimento e a produtividade no setor agrícola. Os pesquisadores demonstram preocupação com a iminente alteração do código florestal que pode levar a aumento do desmatamento florestal. A partir de entrevistas feitas aos técnicos ligados ao setor florestal, agrícola e recursos naturais e aos pesquisadores, não há um consenso claro sobre reforma da legislação florestal. Sugestões para melhoria são muitas tais como fiscalização efetiva, treinamento dos técnicos e maior interação entre cientistas e produtores.

Palavras-chave: Legislação, Reserva Legal, APP, Pará, Amazônia.

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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE FORÇA DE SOLDADOS EM PROTOCOLO MILITAR COM ALTERNÂNCIA DE SONO E VIGÍLIA

Marco Aurélio Gomes DE OLIVEIRA 1,2 (oliveira_marcoaurelio@hotmail.com); André Luiz WALSH-MONTEIRO 2,3 ; Olavo Raimundo ROCHA-JUNIOR 1 ; Cláudio Joaquim BORBA- PINHEIRO 1,3,4

1 Universidade do Estado do Pará, Laboratório de Exercício Resistido com Ênfase na Saúde (LERES) - Tucuruí, PA. 2 Universidade do Estado do Pará, Laboratório de Biociências e Comportamento (LBC) - Tucuruí, PA 3 Instituto Federal do Pará, Núcleo de Pesquisa em Saúde e Meio Ambiente - Tucuruí, PA

4 Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Laboratório de Biociências da Motricidade Humana (LABIMH) - Rio de Janeiro, RJ

Introdução: Nas Forças Armadas, a realização de plantões é parte de uma realidade que envolve a segurança nacional. Entretanto, sabe-se que longas jornadas de trabalho afetam o ciclo de sono e vigília dos indivíduos, comprometendo assim atividades metabólicas. Objetivo: Verificar o desempenho de força de militares do Exército Brasileiro em plantões de 24h com alternância entre sono e vigílias. Métodos: Oito militares do sexo masculino com 21,37 + 1,30 anos de idade; 169.61±4.66cm de estatura e 68.37 ± 5.96kg de massa corporal foram submetidos a quatro testes de desempenho de força: preensão de mão, salto vertical, abdominal e barra vertical, antes e após um regime de plantão de 24h. O protocolo de plantão seguiu o preconizado pelo Exército em ciclos de 6h onde os indivíduos trabalhavam por 2h, sestavam 2h e permaneciam em sobreaviso (repouso ativo) por outras 2h. Foi utilizado o test t Student ou Wilcoxon. Resultados: Após o plantão, não foram encontradas diferenças ( p < 0,05) no desempenho de força nos testes de: preensão de mão %= +9,40%; p=0,1231), salto vertical %= -3,62%; p=0,0891) e abdominal %= -1,84%; p= 0,2102). O teste de barra vertical apresentou perda significativa %= -15,70%; p=0,0240) no desempenho de força dos indivíduos após o plantão. Conclusão: Embora os militares tenham mostrado perda de desempenho no teste de barra vertical, o protocolo de plantão militar com alternância entre sono e vigília mostra-se eficaz na preservação do desempenho de força dos indivíduos na maioria das variáveis estudadas.

Palavras-Chave: Sono, Privação de Sono, Força muscular, Militares.

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AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTI-INFLAMATÓRIO DE EXTRATOS VEGETAIS EM EDEMA DE PATA EM RATOS INDUZIDO PELA PEÇONHA DE Bothrops atrox DA REGIÃO DE SANTARÉM - PA

Valéria Mourão MOURA 1 (mouraovm@yahoo.com.br); Elenn Suzany Pereira ARANHA 2 ; Joanderson de Sousa MARTINS 2 ; Joacir Stolarz de OLIVEIRA 1 ; Ana Maria Moura da SILVA 3 ; Rosa Helena Veras MOURÃO 1 .

1 Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA, Programa de Pós Graduação em Recursos Naturais da Amazônia - PGRNA Santarém, PA.

2 Laboratório de Bioprospecção e Biologia Experimental/UFOPA Santarém, PA.

3 Instituto Butantan - IBU- São Paulo, SP.

Introdução: Muitas comunidades e grupos étnicos utilizam como único recurso terapêutico o tratamento com plantas medicinais. Bellucia dichotoma Cogn; Connarus favosus Planch; Aniba fragrans Ducke; Plathymenia reticulata Benth e Philodendron megalophyllum Schott, conhecidas pelos nomes populares de “Muúba”, “Verônica”, “Macacaporanga”, “Barbatimão” e “Cipó de tracuá” respectivamente, são bastante “indicadas” na medicina popular de Santarém-PA para o tratamento de envenenamentos ofídicos do gênero Bothrops. O tratamento preconizado pelo ministério da saúde para esse tipo de acidente é a aplicação de soro antiofídico. Muitas

comunidades da região norte as quais o acesso a soroterapia é difícil ou inexistente usam extratos de plantas como um substituto alternativo e/ou complementar a soroterapia. Baseado nessas informações, esse trabalho objetivou avaliar o efeito neutralizador de extratos vegetais frente a peçonha de B.atrox. Métodos: Os extratos aquosos foram preparados a partir do pó das cascas em água destilada, na proporção de 1:6 (p.v). Os animais utilizados foram ratos Wistar machos (N=5).

A peçonha de B.atrox foi cedida pelo Laboratório de Pesquisas Zoológicas da FIT, Santarém-PA. A

atividade edematogênica foi avaliada determinando-se a dose mínima edematogênica (DME) da peçonha em µg, capaz de induzir 50% de aumento máximo da espessura da pata experimental. As

espessuras dos coxins foram medidas com auxílio de um pletismografo nos intervalos de tempo:

30min, 1, 2, 4, 6 e 24h. Para o ensaio de neutralização foi usado uma relação peçonha:extrato de 1:5

e 1:10, com uma preincubação com 10µg (2DMH) de peçonha a 37°C por 30 min, injetadas no

coxim plantar dos ratos e medidas suas espessuras nos mesmos intervalos de tempo acima. Resultados/conclusão: A atividade edematogênica induzida pela peçonha de B.atrox foi inibida 100% pelos extratos aquosos de P. reticulata, B. dichotoma e C. favosus, sugerimos que seus inibidores naturais podem estar agindo contra as PLA 2 s presentes na peçonha. Os demais extratos p. megalophyllum e A. fragrans não obtiveram percentual de inibição significativo. Os resultados obtidos nesse trabalho demonstram que os extratos aquosos testados apresentam propriedade neutralizante da peçonha de serpentes. Entretanto, o mecanismo de ação do extrato ainda é desconhecido.

Palavras-chave: Ofidismo, Bothrops atrox, Plantas antiofídicas.

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AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE EXPANSÃO DO SISTEMA INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-FLORESTA NA RECOMPOSIÇÃO DE PAISAGENS SUSTENTÁVEIS EM PARAGOMINAS, PA

Siglea Sanna de Freitas CHAVES 1 ; Lucieta Guerreiro MARTORANO 2 ; Paulo Campos Christo FERNANDES 2 ; Daiana Carolina Antunes MONTEIRO 1 ; Rodrigo Figueiredo ALMEIDA 3 ; Jamil Chaar EL HUSNY 2

1 Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo Piracicaba, SP.

1 Embrapa Amazônia Oriental Belém, PA.

³ Universidade Federal Rural da Amazônia Belém, PA

No setor agrícola, novas tecnologias focadas no manejo conservacionista vêm sendo testadas no Brasil, visando reincorporar ao sistema produtivo áreas com baixa produtividade agropecuária. Na Amazônia, sistemas de manejo como o integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) vêm ganhando adeptos, por proporcionar diversificação na unidade produtiva. No Pará, existe cerca de 20% de áreas antropizadas, indicando alto potencial de consolidação de sistemas agroflorestais nas mesmas. Neste sentido, avaliou-se dados do censo agropecuário (IBGE), dados do PRODES (INPE) e dados climáticos visando identificar o potencial de expansão do sistema iLPF em Paragominas, PA. As altitudes no município predominam entre 100,1 a 200 m e a precipitação pluvial média anual varia entre 1.890,1 a 2.430,0 mm. No período menos chuvoso a deficiência hídrica atinge valores entre 240,1 a 360 mm (CAD = 300 mm). No censo agropecuário de 2006, o município apresentava 1.028 ha com iLPF passando para 5.000 ha em 2010, indicando a expansão do sistema e seu potencial de recomposição da cobertura vegetal. Avaliando os dados do PRODES, percebe-se que o desflorestamento reduziu nos últimos cinco anos. De 2004 a 2005 o incremento no desflorestamento ficou em torno de 2% e, de 2009 a 2010 as taxas foram de 0,35%, indicando reduções na pressão pelo desflorestamento. Também, detectou-se quedas no efetivo de rebanho que contava em 2004 com 510.807 e em 2010 com 335.180 animais, reforçando o potencial de expansão do sistema iLPF em Paragomina e a manutenção do título de município verde. Conclui-se que é possível manter áreas produzindo diferentes tipos de produtos (carne, grãos, madeira, leite e serviços ecossistemicos) com a consolidação de sistemas agropecuários sustentáveis na Amazônia.

Palavras-chave:

Nordeste Paraense

Manejo

conservacionista;

Sustentabilidade;

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Sistemas

Agroflorestais,

AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE SUPRIMENTO DE MATERIAIS DE EXPEDIENTE EM UM BANCO MÚLTIPLO

Bruno da Costa FEITOSA 1 (bcfeitosa@gmail.com); Dorival Pereira TANGERINO NETO 2 (tangerinoneto@yahoo.com.br)

1,2 Universidade da Amazônia, Programa de Pós-Graduação em Administração Belém, PA.

O gerenciamento do processo de suprimentos tem sido um dos pontos mais importantes na organização das atividades empresariais. Quando bem fundamentado origina diversos tipos de benefício aos negócios da empresa. O trabalho tem por objetivo identificar os principais fatores que levam à ruptura no suprimento de materiais de expediente nas agências de um banco múltiplo. Será utilizada para coleta de dados a técnica do questionário, a ser aplicada em agências bancárias do território nacional. O questionário foi composto de 8 questões para a quantidade de 50 respondentes de diferentes agências. Como resultado da pesquisa, espera-se a avaliação do processo de suprimentos de material de expediente nas agências do banco em estudo, assim como abrir caminho para orientações para melhorias neste processo.

Palavras-chave: Processo de suprimentos, Materiais de expediente, Serviços bancários.

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AVALIAÇÃO DO REFERÊNCIAL TEÓRICO DA EDUDAÇÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE NOS CURSOS DE PEDAGOGIA E ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, UFPA

Deyved Leonam Guimarães do NASCIMENTO (deyvedleonam@yahoo.com.br); Érika Maia SANTOS; Priscila da Silva BATISTA; Altem Nascimento PONTES

A educação ambiental e a sustentabilidade são de grande importância para o estímulo da conscientização ecológica, desenvolvendo uma população que tenha conhecimentos e habilidades para exercerem atitudes que visem o desenvolvimento sustentável. O Brasil vem sofrendo um déficit qualitativo e quantitativo, seja no ensino fundamental, médio ou superior, uma vez que, profissionais estão sendo formados sem terem conhecimentos básicos na área que atuam. Visando analisar a qualidade da formação teórica referente à educação ambiental e a sustentabilidade, dos graduandos de Pedagogia e Engenharia Sanitária e Ambiental aplicou-se um formulário em três semestres de cada curso, onde o mesmo abordava assuntos indispensáveis para os estudantes. Após a análise das respostas presentes no formulário, observou-se que os participantes de Pedagogia não tiveram uma atuação satisfatória. Os participantes de Engenharia Sanitária e Ambiental apresentaram um desempenho positivo de 21,56% - a percentagem de acertos no questionário -, sendo que destes, 32.98%, 38.30% e 28.72% foram os desempenhos dos estudantes de 1º semestre, 5ª semestre e 8º semestre respectivamente. Mediante tais resultados, constatou-se que os estudantes apresentam uma deficiência teórica em assuntos primordiais que tangem a educação ambiental e a sustentabilidade.

Palavras

Sustentabilidade.

-

chaves:

Educação

Ambiental,

63

Ensino

Superior,

Referencial

Teórico,

AVALIAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA DA PESCA ARTESANAL E DO POTENCIAL AQUÍCOLA NA REGIÃO LACUSTRE DE PENALVA - APA DA BAIXADA MARANHENSE

Naíla Arraes de ARAUJO 1 (nana.arraes@bol.com.br); Claudio Urbano Bittencourt PINHEIRO 2 .

1 Universidade Federal do Pará, Núcleo de Altos Estudos Amazônicos Belém, PA.

2 Universidade Federal do Maranhão, Departamento de Oceanografia e Limnologia, São Luís MA.

A região lacustre de Penalva, na Baixada Maranhense, é um bom exemplo da riqueza pesqueira nas águas continentais do Maranhão. Apesar do grande volume de pescado na região, o sistema atual de produção é injusto na sua base: o pescador não melhora a sua condição sócio-econômica pela falta de apoio para a comercialização do que pesca diariamente. Este estudo pretendeu avaliar os aspectos sócio-econômicos e os potenciais da pesca na região lacustre de Penalva (lagos Cajari, da Lontra, Capivari e Formoso), caracterizando a cadeia produtiva da atividade, suas principais características, seus problemas e perspectivas. Para tal foi utilizada uma metodologia adaptada que incluiu a aplicação de questionários entre os pescadores da região e entre os gestores da atividade; acompanhamento sistemático e aferição do desembarque do pescado no porto de Penalva; e, determinação do destino do produto da pesca na região. Adicionalmente, foi feito um levantamento de áreas similares no Brasil onde existe o cultivo de organismos aquáticos, para avaliar o potencial da região de Penalva para esta atividade. Os resultados mostram que apesar da fartura de pescado na região, os pescadores beiram a pobreza absoluta. A produção de pescado nos lagos de Penalva é relevante do ponto de vista do volume produzido, mas carece de organização na sua comercialização. O pescador, na base da cadeia produtiva, embora tenha uma renda garantida com a pesca, é o que menos ganha e abaixo do que seria, no mínimo, o justo. Mesmo com esses limites, a produção pesqueira em Penalva movimenta um comércio que extrapola a cidade, alcança povoados do município e fora dele, produzindo proteína e gerando renda na cadeia de comercialização do peixe. A aquicultura pode ser uma alternativa de geração de renda para essas pessoas e de conservação ambiental, que pode contribuir para a redução da pressão sobre o estoque pesqueiro de Penalva. As condições sócio-econômicas e tecnológicas são, contudo, limitantes.

Palavras-chaves: Pesca Artesanal, Lagos, Aquicultura, Penalva, Maranhão.

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AVALIAÇÃO TEMPORAL DA PRECIPITAÇÃO PLUVIAL DIÁRIA EM ÁREAS CULTIVADAS COM PALMA DE ÓLEO E POSSÍVEIS EFEITOS EM ANOS DE OCORRÊNCIA DO AMARELECIMENTO FATAL (AF) NO ESTADO DO PARÁ

Lucieta Guerreiro MARTORANO 1 (luty@cpatu.embrapa.br), José Reinaldo da Silva Cabral de MORAES 2 , 'Alailson Venceslau SANTIAGO 1 ,Alessandra de Jesus BOARI 1

1 Embrapa Amazônia OrientalBelém, PA.

2 Universidade Federal Rural da Amazônia, Instituto de Ciências Agrárias Belém, PA.

Em regiões tropicais o elemento meteorológico de maior variabilidade é a precipitação pluvial, podendo comprometer safras agrícolas tanto por deficiência quanto por excessos hídricos. Com o lançamento do Programa Nacional de Palma de Óleo em 2009, tem aumentado o interesse de empreendedores agrícolas pela cultura de Palma, no Pará. No ano de lançamento do programa a área plantada totalizava cerca de 50.000 mil ha, mas esses dados vem aumentando a cada ano. Estimativas apontam que nos próximos dez anos haverá uma expansão em mais 400% em áreas antropizadas, muitas delas em vias de degradação, sendo incorporadas ao processo produtivo. Mas, existe uma enfermidade denominada de amarelecimento fatal (AF), que preocupa os pesquisadores e produtores da Palma de Óleo (Elaeis guineensis Jacq.), pois seu agente causal ainda é desconhecido. Avaliando-se as condições agrometeorológicas que podem estar associadas a doença, utilizou-se dados de ocorrência de AF (2005 a 2006), disponibilizados pela MARBORGES, além de dados diários de precipitação pluvial do período de 1993 a 2008, disponibilizados por instituições de monitoramento meteorológico em Moju, Cametá e Belém. Nesses municípios, no período de maior oferta pluvial (Janeiro a Junho), verificou-se entre março e abril dos 15 anos avaliados, que houve mais de 80% dos dias com chuva. Ao comparar com ocorrências de AF, notou-se um crescimento nesses meses, atingindo-se o valor máximo em maio. Nesse mês, em 2006 na MARBORGES registrou-se 1.440 plantas com AF, indicando possíveis efeitos da umidade do solo associadas à essa enfermidade. Conclui-se que no período de maior oferta pluvial os cultivos de Palma podem manifestar a doença e comprometer o sucesso de expansão da cultura em áreas climaticamente não recomendadas, no Pará.

Palavras-chave: Agrometeorologia, Chuvas, Dendeicultura

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AVANÇOS DO DESFLORESTAMENTO E AMEAÇAS DECORRENTE DA EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGROPECUÁRIA NA MESOREGIÃO DO BAIXO AMAZONAS, PARÁ

Afonso Henrique Moraes OLIVEIRA¹, (afonsoholiveira@gmail.com), Lucieta Guerreiro MARTORANO², José Reinaldo da Silva Cabral de MORAES¹

1 Universidade Federal Rural da Amazônia, Instituto de Ciências Agrárias Belém, PA.

2 Embrapa Amazônia Oriental Belém, PA.

A fronteira agropecuária brasileira vem avançando cada vez mais para o norte do país, impulsionada pela crescente demanda por alimentos. Entre as culturas anuais de grãos, a soja apresenta lugar de destaque, tendo nos Estados Unidos e no Brasil as maiores produções. Outra commodite agrícola importante é a carne bovina, que em 2010 contribuiu aos cofres brasileiros cerca de 1,0 bilhão de dólares, decorrente de negócios na cadeia produtiva de carne, com exportações em torno de 500 mil toneladas. De acordo com a FAO, é crescente a demanda mundial por alimentos com estimativas de atingir 465 milhões de toneladas em 2050. Esses valores reforçam a preocupação com o avanço da agropecuária em novas áreas da Floresta Amazônica. Objetivo-se avaliar avanços do desflorestamento decorrente da expansão da fronteira agropecuária na mesorregião do Baixo Amazonas, Pará. Foram avaliadas taxas de desflorestamento, bem como dados do efetivo de rebanho e da cadeia produtiva de soja, disponibilizados por órgãos municipais e estaduais. No Pará, o desflorestamento atingiu as maiores taxas em 2004, indicando avanços da fronteira agrícola no estado, nesse ano, em Santarém o rebanho bovino estava com 153.115 animais. Em 1974 Santarém possuía 62.660 e, em 2010 o plantel passou para 132.008 animais. Monte Alegre, Alenquer e Santarém são os maiores produtores de carne dos municípios do Baixo Amazonas, reforçando a preocupação se essas áreas adotam sistemas de produção tradicional como a pecuária extensiva. No cenário de grãos, a soja se destaca na mesorregião, pois Santarém e Belterra destinaram em 2005 mais de 51% de toda área plantada, que juntas atingiram cerca de 50% de toda a produção do Pará. Ameaças pela agropecuária tradicional, podem comprometer importantes serviços ecossistêmicos.

Palavras-Chave: Pecuária Extensiva, Desmatamento, Produção Agrícola.

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CAPACIDADE DE ENRAIZAMENTO DE DOIS HÍBRIDOS DE Eucalyptus urograndis

Leidimara da Silva Santos 1 (leidi_tga@hotmail.com); Silva do Nascimento 1 (silva_ziani@gmail.com); Tadeu Miranda de Queiroz 2 (tdmqueiroz@yahoo.com.br); Dionei José da Silva 3 (dioneijs@gmail.com)

1 Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) Tangará da Serra, MT. 2 Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) Barra do Bugres, MT. 3 Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) Cáceres, MT.

Entre os métodos convencionais de propagação vegetativa a estaquia é um dos mais recomendados para os eucaliptos. Portanto, o enraizamento de estacas no setor florestal é um fator limitante para a produção de mudas em larga escala. Nesse sentido, objetivou-se através desse estudo avaliar o enraizamento de dois híbridos de Eucalyptus urograndis após dois cortes da rebrota. O material rejuvenescido foi obtido a partir do corte de duas árvores, sendo uma do material genético R162 e outra do R256, no período de julho a outubro de 2011. Os materiais genéticos utilizados são provenientes de um plantio comercial (particular), localizado no município de Nova Mutum - MT. As árvores foram cortadas a 10 cm do solo e, após 30 dias, fez-se a primeira poda das brotações. Após 30 dias, as brotações foram cortadas novamente e acondicionadas em caixa de isopor sobre tecido úmido e levadas a um viveiro localizado em Tangará da Serra - MT. As brotações foram triadas e cortadas em mini estacas de 8 a 10 cm, posteriormente foram plantadas em tubetes de polietileno, previamente preenchidos com fibra de coco e palha de arroz carbonizada na proporção 1:1 e levadas à casa de vegetação. Sob nebulização intermitente permaneceram por 25 dias, quando, então, o enraizamento foi avaliado. Ao todo foram plantadas 876 mini estacas, sendo 338 do material genético R256 e 538 do R162, com enraizamento de 73% e 71% respectivamente. Os dois híbridos de E. urograndis analisados mostraram potencial de enraizamento tecnicamente igual.

Palavras-chave: Material, Genético, Rebrota.

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CAPITAL SOCIAL E REDES SOCIAS EM COMUNIDADES AGROEXTRATIVISTAS NO SUL DO AMAPÁ

Adalberto Carvalho RIBEIRO PPGADAPP/UNIFAP

O objetivo foi explicar como o capital social e a construção de redes sociais pode contribuir para as conquistas das organizações sociais agroextrativistas localizadas na região Sul do Estado do Amapá. O marco teórico é a discussão sobre capital social. Três autores se destacam: Bourdieu com seu foco político de capital social; Colemam com o foco utilitarista, e Ostrom que buscar avançar no conceito de capital social articulando-o com a categoria ação coletiva. As questões norteadoras são: 1) Por que em determinadas comunidades rurais ações coletivas alcançam seus objetivos e noutras fracassam? 2) Como se articulam as 4 organizações sociais ( 2 associações e 2 cooperativas) nas suas respectivas redes de relações. A unidade espacial de referencia são 3 áreas especialmente protegidas no Amapá: um assentamento agroextrativista, uma reserva extrativista e uma reserva de desenvolvimento sustentável. A metodologia utilizada foi a analise de redes sociais ARS com o soft UCINET, mas também foram aplicados questionários, por amostragem, juntos as famílias agroextrativista, adaptado dos instrumentos do Banco Mundial que tentam auferir capital social em comunidades pobres. Os resultados 1) as ações coletivas dependem da qualidade do capital social que circula nas redes, 2) o contexto cultural é influenciado por variáveis externas e internas, 3) ações coletivas complexas são de mais difícil alcance, 4) existe uma forte malha de ajuda mutua no plano comunitário dentro das comunidades, 5) as redes sociais no sul do Amapá mudou muito nos últimos vinte anos e ajudaram a reconfigurar os níveis de desenvolvimento local, em especial nas três áreas pesquisadas.

Palavras-chave: capital social, redes sociais, áreas protegidas.

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CARACTERIZAÇÃO AGROAMBIENTAL DA PRODUÇÃO DO MILHO EM QUATRO PROPRIEDADES DA REGIÃO SUDOESTE DE MATO GROSSO

Benhur da Silva Oliveira 1 (benhur_florestal@hotmail.com); Leidimara da Silva Santos 1 (leidi_tga@gmail.com); Mauricio Ferreira Mendes 1 (mauricio.f3@hotmail.com)Mônica Josene

Barbosa Pereira 2 (monica@unemat.br) Dejânia Vieira de Araújo 2 (dejania@unemat.br) Marco A.

C. de Carvalho 2 (marcocarvalho@unemat.br)

1 Discente do Mestrado Ambiente e Sistema de Produção Agrícola - Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) Tangará da Serra, MT. 2 Docente do Mestrado Ambiente e Sistema de Produção Agrícola - Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) Tangará da Serra, MT

A busca por um sistema de produção que atenda a demanda de alimentos e energia das atividades humanas sem que haja grande interferência ao meio ambiente, vem sendo discutido no mundo todo. Este trabalho teve por objetivo caracterizar o sistema de produção agrícola do cultivo do milho destacando o aspecto ambiental em quatro propriedades da região sudoeste do estado de Mato Grosso. As propriedades estão localizadas no município de Campo Novo dos Parecis (propriedade A), Sapezal (propriedade B) e Tangará da Serra (Propriedade C e D). Para coletar as informações necessárias foi utilizado um questionário pré-estruturado e observações in loco nas propriedades analisadas. Todas as propriedades possuem área de reserva e preservação permanente em conformidade com a legislação ambiental, e podem ser consultadas através do site da Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Com exceção da propriedade D, as demais reconhecem a importância quanto a melhoria da produção como uso de práticas conservacionista do solo, sendo destacada nas três primeiras propriedades o uso do plantio direto e realização de curvas de nível. Quanto à aplicação de agrotóxico e uso de adubação química foi informado que após o melhoramento genético do milho, obtendo-se inúmeras cultivares e híbridos altamente tecnificados, houve uma drástica redução na utilização desses produtos no controle de pragas e doenças, ressaltando ainda, que a propriedade C é a única que utiliza adubação orgânica. Nesta perspectiva, foi possível observar a evolução do sistema de produção agrícola do cultivo do milho, assim como o emprego de novas tecnologias que visam tanto o aumento da produtividade como a diminuição do impacto desta atividade ao meio ambiente.

Palavras-chave: Agronegócio, Tecnologia, Meio Ambiente.

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CARACTERIZAÇÃO ECOLÓGICA DA COMUNIDADE FITOPLANCTÔNICA NA ZONA COSTEIRA DO PORTO DO ITAQUI, SÃO LUÍS - MA

Ana Karoline, DUARTE-DOS-SANTOS 1 (karoldduarte@yahoo.com.br); Mariana Ribeiro UTTA PINTO 2 ; Débora Carolina, COSTA PRIVADO 3 ; Marco Valério Jansen, CUTRIM 4 ; Francinara SANTOS FERREIRA 5 .

1,5 Universidade Federal do Maranhão, Mestrado em Sustentabilidade de Ecossistemas São Luís, MA. 2,3 Universidade do Federal do Maranhão, Curso de Ciências Biológicas São Luís, MA. 4 Universidade do Federal do Maranhão, Prof. Departamento de Limnologia e Oceanografia São Luís, MA.

Os estuários são considerados os ecossistemas mais produtivos e complexos do planeta e vem sofrendo impactos diversos que precisam são avaliados e monitorados com intuito de almejar a sua sustentabilidade. Sobre essa visão, este trabalho teve como objetivo caracterizar a comunidade fitoplanctônica, próximo à construção do Pier IV no Porto do Itaqui - MA. Foram realizadas duas coletas em um ponto fixo (02°33‟03” W/44°23‟02”S) na preamar com rede de plâncton (45 µm), acondicionando e fixando as amostras a formalina 4% para identificação. Quanto às concentrações de clorofila a foram filtradas as amostras, com volume entre 50 e 100 ml, congelando os filtros resultantes e para a extração dos pigmentos seguiu-se a análise espectrofotométrica e em campo foram aferidos parâmetros hidrológicos. Quanto aos resultados, o sistema estuarino foi considerado eurialino com salinidade superior a 25,6, temperatura da água com média de 28,9°C e transparência da água de 17 cm, compondo um ambiente turvo. O pH oscilou entre 8,12 a 5,13 revelando um mecanismo ácido/básico de baixa saturação de oxigênio (54,4%) e oxigênio dissolvido entre 4,35 a 3,48 mg.L -1 . A comunidade fitoplanctônica esteve representada por 65 táxons, sendo para o primeiro mês 49 e para o segundo 47, dos quais 95,38% eram diatomáceas. Essas espécies estiveram enquadradas ecologicamente como planctônicas neríticas (27,69%) e oceânicas (18,46%), seguida das ticoplantônicas, estuarinas e dulcícolas. Quanto à abundância, nenhuma espécie foi considerada dominante, destacando-se Odontella regia com 26,26% em abril e em julho apenas 3,13% de representatividade. As concentrações de clorofila a permitem enquadrar o estuário do Porto do Itaqui como oligotrófico com variações entre 4,15 mg.mm-³ e 5,51 mg.mm-³.

Palavras-chave: Ecologia, Fitoplâncton, Zona Costeira

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CENSO DA AVIFAUNA EM REMANESCENTES FLORESTAIS NO MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA-MT

Seyla Poliana Miranda PESSOA 1 (seylapessoa@gmail.com); Rafael Willian WOLF 2 ; Bruno Wagner ZAGO 1 ; Josué Ribeiro da Silva NUNES 1,2 ; Edinéia Aparecida dos Santos GALVANIN 1,3 .

1 Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Mestrado Ambiente e Sistemas de Produção Agrícola, Campus de Tangará da Serra. 2 UNEMAT, Departamento de Ciências Biológicas, Campus de Tangará da Serra. 3 UNEMAT, Departamento de Matemática, Campus de Barra do Bugres.

A avifauna brasileira é uma das mais diversificadas do mundo, porém, poucos estudos do censo da avifauna no estado de Mato Grosso foram realizados. Este trabalho objetivou-se realizar um levantamento qualitativo da avifauna, em remanescentes florestais, presentes no Bosque Municipal e próximos à casa de eventos Flyer e Centro de Tradição Gaúcha-CTG, localizados no perímetro urbano do município de Tangará da Serra/MT, Brasil, a fim de verificar a diversidade de espécies sobre os distúrbios antrópicos. As amostragens ocorreram em março de 2011, os remanescente variam de 80.000m 2 a 150.000m 2 , com vegetação de Cerrado sensu strictu e mata ciliar. A metodologia de coleta foi realizada através de pontos fixos (100 m), na borda e centro de cada área, observando e identificando as aves, através da visualização e vocalização, por 20 minutos em cada ponto, anotando os dados em fichas de registro. Em aproximadamente 30 horas de esforço amostral, foram observadas 35 espécies de aves, distribuídas em 8 ordens e 18 famílias e 7 guildas tróficas. Tendo maior registro as ordens de Passeriformes (51%) e Psittaciformes (20%), as famílias Tyrannidae (17%) e Psittacidae (17%) e as guildas tróficas frugívora (31%) e insetívora (28%). As espécies mais representantes foram Brotogeris chiriri (Periquito-de-encontro-amarelo), Campylorhynchus turdinus (Catatau) e Philohydor lictor (Bentevizinho-do-Brejo). Foi observado a presença de Monasa morphoeus (Bico-de-brasa-de-testa-branca) uma espécie exótica e escassa que se apresentou apenas no centro do Bosque municipal. Contudo, evidenciaram-se apenas espécies generalistas, com maior diversidade nas bordas dos fragmentos da Flyer e CTG no período matutino, áreas menos urbanizadas, diferente do Bosque municipal, localizado no centro da cidade.

Palavra-chave: Aves, levantamento e fragmento.

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CENSO DA AVIFAUNA NA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO (UNEMAT), CAMPUS DE TANGARA DA SERRA.

Bruno Wagner ZAGO 1 (brunowzago@hotmail.com); Gizele Regina ADAMI 2 ; Seyla Poliana Miranda PESSOA 1 ; Cleonir Andrade FARIA JÚNIOR 1 ; Edinéia Aparecida do Santos GALVANIN 3 ; Josué Ribeiro da Silva NUNES 1 .

1 Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Mestrado Ambiente e Sistemas de Produção Agrícola - Tangará da Serra, MT. 2 Graduada em Ciências Biológicas pela UNEMAT - Tangará da Serra, MT. 3 UNEMAT, Departamento de Matemática - Barra do Bugres, MT. 4 UNEMAT, Departamento de Ciências Biológicas - Tangará da Serra, MT.

O Brasil possui uma rica diversidade de aves, sendo considerado o terceiro país do mundo em número de espécies, atualmente sendo listadas 1822. A grande riqueza de aves se deve pela elevada heterogeneidade de ambientes encontrada no país, entre eles o Cerrado que conta com 50% das espécies de brasileiras. Este trabalho teve como principal objetivo fazer um levantamento da avifauna do Campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) em Tangará da Serra - MT. As amostragens ocorreram entre outubro de 2007 e agosto de 2008 em cinco áreas, sendo elas: área 1 (Área edificada), área 2 (Área de lazer), área 3 (Córrego São José), área 4 (Pastagem) e área 5 (Fragmento florestal). Foram realizadas três visitas mensais das 7:00 as 11:00 horas e das 15:30 as 18:00 horas, sendo que uma das visitas foi realizada a partir das 04:00 horas, totalizando 253 horas de observação. A metodologia utilizada foi do tipo pontos fixos, observando-se por 20 minutos cada ponto para a identificação das aves através da visualização e vocalização, tendo os dados anotados em fichas de registro. Através do método utilizado foi registrado 106 espécies de aves, sendo as famílias mais representadas a Tyrannidae, Psittacidae e Ardeaidae com 12, 9 e 8 espécies respectivamente. A maior diversidades de aves foi encontrada na área 3 e 5 no período da cheia e seca, sendo que o maior registro efetuado foi das espécies residentes seguido das espécies visitantes e migratórias que possivelmente usam a área em função da variação na oferta de recursos alimentares, estrutura de habitats e as próprias condições climáticas. Desta forma podemos inferir que a avifauna do Campus da UNEMAT de Tangará da Serra consiste em uma rica diversidade de espécies das quais disponibilizam deste local para sua sobrevivência.

Palavras-Chave: Aves, Levantamento, Diversidade.

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COLETA E TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NA VILA DE MAIAUATÁ/PA

Sinvaldo Amaral PANTOJA (sinvaldopantoja@hotmail.com); Kátia Cilene Pureza GONÇALVES; David da Costa PANTOJA, Carla Castro de MORAES; Marcilene da Silva MENDES; Adriane da Costa GONÇALVES.

Universidade do Estado do Pará/UAB

A cultura de um povo ou comunidade caracteriza a forma de uso do ambiente, os costumes e os hábitos de consumo de produtos industrializados e da água. No ambiente urbano tais costumes e hábitos implicam na produção exacerbada de lixo e a forma com que esses resíduos são tratados ou dispostos no ambiente, gerando intensas agressões aos fragmentos do contexto urbano, além de afetar regiões não urbanas (MUCELIN, 2008). A quantidade de lixo produzido diariamente na Vila de Maiauatá, 2º distrito do Município de Igarapé-Miri, com população de 15.000 habitantes é de aproximadamente 15.000 kg/ semana. Esta pesquisa objetiva conhecer a situação ambiental da Vila de Maiauatá no que se refere á coleta e tratamento de lixo, identificar possíveis problemas que interferem na qualidade de vida da população e propor alternativas para minimizar os problemas identificados. Após pesquisa bibliográfica, realização de entrevistas, observações e coleta de dados em órgãos públicos, constatou-se que a coleta do lixo é feita por carrinhos de mão que trafegam pelas passarelas (pontes de concretos), e que o acúmulo destes resíduos vem ocasionando sérios problemas ambientais a esta comunidade. Assim foram propostas, ações em educação ambiental, a fim de contribuir para a formação da comunidade e melhoria da qualidade de vida.

Palavras-chave: Resíduos sólidos; qualidade de vida; educação ambiental.

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COMPOSIÇÃO FITOPLANCTÔNICA E CARACTERIZAÇÃO HIDROLÓGICA NA LAGUNA DA JANSEN, SÃO LUÍS MA

Francinara Santos FERREIRA 1 (cinarasf_bio@yahoo.com.br); Ana Karoline DUARTE-DOS- SANTOS 1 ; Bethânia de Oliveira ARAÚJO 1 ; Lisana Furtado CAVALCANTI 2 ; Marco Valério Jansen CUTRIM 1 ; Andrea Christina Gomes de AZEVEDO-CUTRIM 2 .

1 Universidade Federal do Maranhão, Departamento de Oceanografia e Limnologia São Luís, MA. 2 Universidade Estadual do Maranhão, Centro de Educação, Ciências Exatas e Naturais, São Luís, MA.

O estuário da Laguna da Jansen, localizado na área metropolitana da cidade de São Luís (MA), foi

analisado quanto a sua comunidade fitoplanctônica em setembro de 2011 durante a preamar no período de estiagem. As amostras foram coletadas em dois pontos fixos: P1e P2 na superfície da

água com rede de plâncton malha de 45 m e acondicionadas em frascos de 200 ml, contendo

formalina a 4%. Foram mensurados alguns parâmetros abióticos da água (pH, temperatura, salinidade, oxigênio dissolvido, oxigênio saturado e condutividade elétrica). No período analisado, os dados referentes à temperatura da água não apresentaram grandes diferenças espaciais mantendo-

se em 28º C, a salinidade mostrou-se constante com 23 configurando um ambiente de água salobra

e o pH com média de 8,5. Os teores de oxigênio dissolvido oscilaram de 2,87 mg.L a 3,84 mg.L. A saturação do oxigênio apontou que a Laguna da Jansen variou de zona semipoluída a de baixa saturação. Já a condutividade da água, apresentou uma média de 37620 μS.cm -1 . Foram identificadas 18 microalgas distribuídas em 4 divisões: Bacillariophyta (44,44%), Cianophyta (27,77%), Dinophyta (22,22%) e Chlorophyta (5,55%). As diatomáceas foram as algas que com 8 táxons, proporcionaram a riqueza florística do microfitoplâncton local. Estas contribuíram com 6 espécies muito freqüentes, dentre elas Amphiprora alata (Ehrenberg) Kutzing, contribuindo com 45,94% dos espécimes contabilizados em P2, sendo a espécie mais abundante. Ressaltando ainda, a presença marcante das cianobactérias da família Oscillatoriaceae representada por três espécies, sugerindo a necessidade de um estudo mais detalhado deste grupo na área já que podem causar sérios problemas ambientais. O que reflete a fragilidade desse ecossistema frente às ações antrópicas.

Palavras-chave: Comunidade Fitoplanctônica1, Estuário2, Laguna da Jansen3.

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COMPOSTAGEM COMO FORMA DE REAPROVEITAMENTO DE RESIDUOS SÓLIDOS ORGÂNICOS GERADOS NA ESCOLA

Mayara Suellen Costa BESSA¹ (mayarasusu@hotmail.com); Fabiana BASSANI¹; Ana Emília Silva CARVALHO¹ ; Maxwel Lima SANTOS¹; Fernando Leite da SILVA¹

¹Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia IFPA, Conceição do Araguaia, PA

Este trabalho tem como objetivo apresentar a reutilização dos resíduos sólidos orgânicos (restos de merenda escolar) que iriam para o lixão em uma composteira para constituição de húmus com fins de adubação do solo. O trabalho foi realizado na Escola Municipal Maria Aparecida Rosa do município de Conceição do Araguaia-Pará. Para isto, recolheram-se os restos de merenda escolar, composto por: arroz, restos de pão, mingau de milho, sobras de legumes, frutas e verduras, adicionou-se folhas de árvore trituradas e esterco bovino, levando em consideração a relação carbono/nitrogênio. Os parâmetros acompanhados foram: umidade, temperatura, pH e, conforme a demanda, a leira era revolvida para proporcionar oxigenação. Montou-se uma leira que recebeu resíduos por um período de 2 meses. Obtiveram-se resultados positivos, sendo que a temperatura

variou de 32 o C a 56 o C e a temperatura mais alta aferida foi nas primeiras semanas do experimento;

o pH ficou próximo da neutralidade: 8,0, o que é considerado pela literatura como ideal nessa faixa;

a umidade era realizada conforme a necessidade, buscando mantê-la próxima as 60%; a aeração era

realizada no intuito de proporcionar oxigenação, tendo em vista que consiste em um ambiente aeróbio de decomposição por microorganismos. A leira apresentou boa aparência, com cor escura e variação considerável dos parâmetros analisados, podendo ser passível a utilização do material final

como adubo. O reaproveitamento desses resíduos na escola ainda está sendo realizado em outra leira e visa minimização da problemática do elevado volume de resíduos lançados ao ambiente, poluindo o solo, ar e água, sendo que os mesmos são passíveis de reutilização.

Palavras-chaves: resíduos sólidos orgânicos, compostagem, merenda escolar.

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COMUNIDADE CUIABÁ MIRIM - PANTANAL DE BARÃO DE MELGAÇO/MT: REDE SOCIAL E O CONHECIMENTO TRADICIONALSOBRE PLANTAS

Rosilainy Surubi FERNANDES 1 (rosilainysfernandes@gmail.com); Sandra Mara Alves da Silva Neves 2; Ronaldo José Neves 3 ; Carolina Joana da Silva 4 ; Renato Fonseca de Arruda 5 1 Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT, Mestrado em Ciências Ambientais Cáceres, MT.

2-3 Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT, Mestrado em Ambiente e Sistema de Produção Agrícola - Tangará da Serra/MT e Departamento de Geografia/LabGeo Unemat - Cáceres/MT.

4 Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT, Mestrado em Ciências Ambientais Cáceres, MT.

5. Licenciado em História- UNEMAT- Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC), Cuiabá, MT.

A comunidade Cuiabá Mirim situada no Pantanal de Barão de Melgaço no estado de Mato Grosso

adquiriu conhecimentos sobre plantas através das informações repassadas de gerações em gerações

e via rede social. Este trabalho objetivou investigar o conhecimento dos moradores sobre as

plantas do espaço em que vivem que fossem utilizadas como alimento para peixes e como estes estão inseridos na rede social da comunidade. O grau de proximidade de uma rede é a capacidade de um nó (um ator - morador) de ligar a todos os demais atores da rede, calculando-se a distância geodésica de um ator para se ligar aos restantes. O delineamento deu-se a partir entrevistas semi- estruturadas aplicadas a onze atores da comunidade e utilizou-se ainda os seguintes procedimentos metodológicos: Bola de neve (Snowball Sampling), Listas Livres (Free Listing), transecto participativo e a elaboração do gráfico da rede social através do programa UCINET, versão 6.0. Dos onze atores da comunidade Cuiabá Mirim, um pertencia ao gênero feminino, indicando maior comunicação entre os homens sobre o conhecimento das plantas utilizadas como fonte de alimento para peixes; As plantas mais indicadas foram: marmelada (9) e Taiuiá (4), totalizando 31%; A rede social da comunidade apresentou baixa densidade, com 5,6%, caracterizando uma relação fraca; O ator que apresentou o maior grau de proximidade foi o codificado com o número 1 que apresentou um valor de 677.000, seguido dos atores 23 e 17, com 676.000 e 675.000, respectivamente; e Os menores percentuais apareceram entre os atores 26, 12 e 25, cada um com 586.000. Verificou-se

que o conhecimento tradicional de plantas que servem como alimento para peixes está presente na memória dos moradores da comunidade pantaneira de Cuiabá Mirim, principalmente nos informantes do gênero masculino. Apesar da rede social da comunidade se apresentar fraca os graus de centralidade e proximidade se apresentaram altos com relação aos atores estudados.

Palavras-chave:

Matogrossense.

Biogeografia,

Etnoconhecimento,

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Comunidades

tradicionais,

Pantanal

CONDIÇÕES HIGIÊNICO-SANITÁRIAS DA COMERCIALIZAÇÃO DE PESCADO NA FEIRA MUNICIPAL DE SANTA IZABEL DO PARÁ-PA

Suenne Taynah ABE SATO 1 (suennehungria@hotmail.com); Aline Kazumi Nakata da SILVA 1 ; Suezilde da Conceição Amaral RIBEIRO 2 ; Marcos Rafael da Silva JORGE 1 ; Michel Keisuke SATO 3 ; Letícia Cunha da HUNGRIA 3 .

1 Acadêmico do Curso de Tecnologia Agroindustrial/Alimentos da UEPA/CCNT - Belém, PA. 2 Professor Adjunto da UEPA/CCNT - Belém, PA. 3 Acadêmico do Curso de Agronomia da Universidade Federal Rural da Amazônia Belém, PA.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), no peixe se encontra uma das

principais fontes de proteína para o ser humano. Todavia, é também um dos alimentos mais suscetíveis à deterioração devido a seus fatores intrínsecos. Os manipuladores de alimentos por sua vez, têm um papel importante na segurança alimentar. As práticas de manejo inadequadas podem promover aumento no risco de toxinfecções alimentares. Esse estudo objetivou obter características relacionadas à higiene dos pontos de venda de pescado na Feira Municipal de Santa Izabel do Pará (PA), e traçar o perfil das pessoas envolvidas nessa atividade. Foram estudados oito pontos de venda de comercialização de pescados e treze manipuladores. Os pontos de venda foram avaliados através de análise visual e preenchimento de uma Lista de Verificação. Como resultados, observou- se que 100% dos manipuladores não estavam cientes das Boas Práticas de Fabricação, e o uso de EPI‟s não foi observado na maioria deles. Menos de 50% tinham boa aparência no que diz respeito

à higiene. Em 100% dos entrevistados foi detectada a manipulação de dinheiro concomitantemente

a manipulação dos pescados. Em geral, todos os pontos comerciais estavam em más condições de

higiene e os equipamentos e utensílios foram classificados como potenciais fontes de contaminação. Os peixes dispostos para comercialização apresentaram alterações na pele, olhos, guelras e

consistência. Sabe-se que uma adequada manipulação é imprescindível para manter as qualidades sensoriais e microbiológicas do pescado. Apesar disso, na feira estudada, ainda há muito que progredir para que os padrões de higiene sejam alcançados. Em decorrência do nível de escolaridade diminuído, o conhecimento sobre os riscos vinculados à contaminação pelos micro- organismos é baixo, o que pode contribuir para a incidência de doenças veiculadas por alimentos. Portanto, deveria haver mais interesse por parte dos órgãos competentes, a fim de orientar os manipuladores sobre higiene e riscos microbiológicos, bem como realizar inspeções periódicas no local.

Palavras-Chave: Segurança alimentar, boas práticas, capacitação.

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CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS

Daguinete Maria Chaves BRITO 1 (dagnete@uol.com.br Cecília Maria Chaves Brito BASTOS 2 , Rosana Torrinha Silva de FARIAS 3 , Daímio Chaves BRITO 4 , Gabriel Augusto de Castro DIAS 5

1 Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental e Políticas Públicas (PPGDAPP). 2 Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Doutoranda em Educação (UFU). 3 Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Especialista em gestão ambiental (UFPA). 4 Universidade Estadual do Amapá (UEAP) e Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical (PPGBio/UNIFAP) 5 Acadêmico do Curso de Ciências Ambientais (UNIFAP) e participante do Programa Voluntário de Iniciação Científica (PROVIC/UNIFAP).

Os conflitos sociais estão presentes e são inerentes as sociedades humanas, independente do contexto histórico e do espaço geográfico, estes nem sempre se mostram negativos e se tornam importantes para o crescimento e desenvolvimento das sociedades. No século XXI o conflito que se apresenta com maior evidência se relaciona ao uso e preservação (e ou conservação) dos recursos naturais, denominado conflitos socioambientais, são fundamentais por conter nas suas análises a discussão da permanência da humanidade no planeta. A natureza faz parte dos interesses difusos, isto é, cada indivíduo gostaria que os recursos naturais fossem preservados/conservados, porém, poucos adotam estas ações como preponderantes em suas atividades socioeconômicas, aumentando a pressão sobre a natureza e a escassez de bens naturais se torna iminente. Neste contexto é imprescindível avaliar a possibilidade de inversão deste processo e ponderar sobre a comunalização de alguns recursos naturais e isto significa transformar em bens comuns, recursos anteriormente privatizados, o que intensificará os conflitos relacionados à natureza. Objetivando avaliar a proposição de teorias, métodos e ferramentas para solucionar ou amenizar os conflitos envolvendo os recursos naturais, foi realizada pesquisa bibliográfica sobre os principais teóricos e teorias concernentes a avaliação e resolução de conflitos socioambientais em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Observando-se que em países como EUA, França, Holanda e Alemanha, os teóricos buscam desenvolver teorias, métodos e ferramentas no sentido de utilizar a conciliação e negociação para a solução dos conflitos socioambientais. Enquanto que, em países da América Latina, Ásia e África os teóricos estão iniciando e investigam apenas as causas das tensões e as tentativas de solução do problema, ainda, está baseada em decisões políticas, administrativas e judiciárias. Ou seja, em países como o Brasil, os conflitos socioambientais permanecem no contexto das análises, sem proposições negociadas de resoluções, o que os caracterizam como duradouros.

Palavras Chave: Conflitos socioambientais, recursos naturais, sustentabilidade, negociação.

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CULTURA E MEIO AMBIENTE NO CONTEXTO INDÍGENA XERENTE:

UM ESTUDO DE CASO SOBRE A TINGUIZADA

Maria do Carmo Pereira dos Santos TITO 1 (mariacptito@gmail.com); Odair GIRALDIN 2 .

1 Universidade Federal do Tocantins, mestranda em Ciências do ambiente UFT/TO. 2 Universidade Federal do Tocantins - UFT/TO.

O artigo compreende resultados preliminares da pesquisa em andamento no âmbito do Mestrado em Ciências do Ambiente da Universidade Federal do Tocantins, que tem como objeto a tinguizada, pesca tradicional realizada com vegetais Magonia pubescens, conhecida como tingui, ou com Mascagnia rigida, conhecida como timbó. Ambas as plantas tóxicas, nativas do Brasil, que contém substâncias, que em contato com a água provoca intoxicação nos peixes por falta de oxigênio, facilitando a sua captura. O estudo está sendo desenvolvido junto ao povo indígena Akwen Xerente, localizado na região central do Tocantins. O objetivo geral consiste em compreender a visão de mundo do povo indígena Xerente a respeito da relação meio ambiente e prática cultural. Entre os objetivos específicos destacam-se: a) identificar os referenciais utilizados pelos indígenas para a construção de suas concepções sobre a preservação do meio ambiente; b) analisar a tinguizada procurando compreender como esta se insere na discussão entre pesca predatória e prática cultural; c) fazer análise físico-química e toxicológica da água. Em termos metodológicos, a pesquisa tem caráter interdisciplinar e se estrutura a partir do método etnográfico, com a finalidade de conhecer melhor o estilo de vida ou cultura de determinados grupos. O grau de toxidade será determinado a partir da análise da água, por meio de amostras que serão tomadas em diferentes distâncias do local da tinguizada. Os resultados preliminares apontam para a necessidade de que a legislação pesqueira leve em consideração os componentes cosmológicos que envolvem a prática da tinguizada, uma vez que para o povo Akwe-Xerente a tinguizada extrapola o sentido contumaz da pesca, se estendendo ao universo do simbólico, o que lhe confere contornos culturais.

Palavras-chave: cultura, meio ambiente, Xerente, pesca, tinguizada.

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CURRÍCULO COMO MEDIADOR DA PRÁTICA DOCENTE: A EXPERIÊNCIA DOS PROFESSORES DAS ILHAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM

Danielly coelho Gomes LEITE¹ (laikadani@hotmail.com), Eleanor Gomes da Sila PALHANO¹²; Jair de Oliveira SILVA¹

¹ Universidade do Estado do Pará-Belém, Pa. ² Universidade Federal do Pará-Belém, Pa.

Este trabalho tem como objetivo refletir sobre as politicas públicas, presentes no projeto curricular nas escolas públicas do município de Belém, em especifico as escolas das ilhas do Combu, ilha Grande, ilha da Várzea e Mosqueiro. No entorno da cidade de Belém registra-se a presença de 43 ilhas, as quais compõem a bacia do Marajó e a do rio Maguari. As ilhas correspondem aproximadamente dois terço do território da região Metropolitano de Belém. O estudo realizado nas escolas das ilhas de Belém adotou como metodologias a pesquisa documental e histórica, realizaram-se contatos e reuniões com instituições como Secretarias Municipais de Educação e Aplicou-se um roteiro de entrevista e questionários com 10 professores e 30 alunos. O trabalho em pauta situa como as escolas das ilhas e seus professores articulam com o currículo escolar a educação ambiental objetivando a preservação da fauna e da flora existentes nas comunidades estudadas. As particularidades sociais e culturais da população das ilhas fazem parte do currículo escolar; assim como a educação ambiental. O currículo das escolas das ilhas prioriza o saber local e conteúdos necessários à formação integral dos sujeitos pesquisados. Os projetos realizados na sala de aula pelos professores com os alunos abordam temas relacionados ao cotidiano das comunidades amazônico e ribeirinho. Como considerações preliminares verificou-se que as escolas das ilhas, junto aos professores, contextualizam no currículo escolar os conhecimentos ribeirinhos como processo pedagógico para o ensino e aprendizagem dos alunos, além de pauta-se em uma concepção de educação que acentua o caráter sócio-ambiental e sustentável com ênfase ao contexto insular.

Palavras chave: Currículo; Escolas Ribeirinhas; Ilhas.

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DESENVOLVIMENTO DE UM MODELO DE GESTÃO SOCIOAMBIENTAL COLABORATIVA EM PROGRAMAS DE PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS NO ESTADO DO MATO GROSSO

1 Rosane Duarte Rosa SELUCHINESK (rosane.rosa@unemat.br) 2 , Robert BUSCHBACHER 2 Simone Ferreira de ATHAYDE, 2 Wendy-Lin BARTELS, 3 Adriano CASTORINO.

1 Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus Universitário de Alta Floresta- Departamento de Ciências Biológicas Alta Floresta, MT. 2 University of Florida, Amazon Conservation Leadership Initiative, Center for Latin American Studies - Gainesville (Flórida/USA). 3 Universidade Federal do Tocantins Tocantins, TO.

Desde a Convenção da Diversidade Biológica (1990), tem sido reconhecida a necessidade do diálogo e coordenação de ações e políticas entre diferentes áreas do conhecimento, atores sociais, instituições e setores produtivos no manejo ou gestão dos recursos naturais. Os estudos sobre gestão dos recursos naturais têm apontado para a necessidade de pensar e criar estratégias de valoração e conseqüentemente de pagamento de serviços ambientais. Esta pesquisa tem como objetivo desenvolver uma metodologia colaborativa e um modelo teórico para estudo, gestão e monitoramento de sistemas sócio-ecológicos complexos em áreas de fronteira na Amazônia, para informar processos de tomada de decisão em programas de pagamento por serviços ambientais, no município de Cotriguaçu - MT. A execução do projeto esta sendo realizada por uma equipe interdisciplinar e multiinstitucional de pesquisadores, professores, técnicos de instituições governamentais, ONGs, e alunos de pós-graduação de universidades amazônicas. Os dados coletados apontam que este cenário apesar de ser uma região voltada para a exploração do agronegócio, tendo como fonte principal de renda a pecuária, permanece com 70% da sua área de floresta preservada. Isso ocorre porque existem no município grandes áreas de manejo de madeira, unidades de conservação, RPPNs e terra indígena. Entretanto existe uma pressão sobre essas áreas pela pecuária de corte e leiteira, considerada a principal atividade econômica. O município conta também com um setor madeireiro bem estruturado, cuja meta é explorar toda a madeira, incluído as áreas protegidas e terras indígenas. Sobre esta tensão trabalha o poder público e instituições civis que defendem o direito ao crescimento econômico como condição de sobrevivência da população local. Durante a pesquisa o grupo percebeu a importância de contar com participação de uma equipe interdisciplinar, cujos trabalhos conjuntos vêm permitindo leituras diferenciadas e o respeito pela visão do outro que transcendeu o próprio grupo de pesquisa e chega até o posicionamento dos atores sociais locais.

Palavras-chave: Interdisciplinaridade, recursos naturais, valoração ambiental, atores sociais, cenários.

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DETERMINAÇÃO DE PROTEÍNAS TOTAIS EM CASTANHA-DO-BRASIL (Bertholletia excelsa) POR ESPECTROFOTOMETRIA UV-Vis

Manoel Cristino do RÊGO 1 (mc-rego@hotmail.com); Sandra Maria de Souza Simões COSTA 2 ; Waléria Pereira MONTEIRO 3 ; Marcelo Valdez Nunes dos Santos LOPES 4 ; Cristine Bastos do AMARANTE 5.

1 Mestrando em Ciências Ambientais pela Universidade do Estado do Pará/UEPA, Centro de Ciências Naturais e Tecnologia/CCNT Belém/PA 2 Aluna Especial do Curso de Mestrado em Ciências Ambientais da Universidade do Estado do Pará/UEPA 3 Aluna Especial do Curso de Mestrado em Ciências Ambientais da Universidade do Estado do Pará/UEPA 4 Aluno Especial do Curso de Mestrado em Ciências Ambientais da Universidade do Estado do Pará/UEPA 5 Doutora em Química, Pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi Belém/PA

O presente trabalho teve como objetivo a determinação quantitativa de proteínas totais em amostras de endospermas de sementes Bertholletia excelsa (castanha-do-brasil ou castanha-do-pará), pelo método do biureto por espectrofotometria na região do ultravioleta visível (UV-vis). Este método baseia-se na propriedade de íons Cu 2+ (presentes no reativo de biureto) em meio alcalino formarem um complexo de coloração violeta com as ligações peptídicas das proteínas. As amostras de castanha foram adquiridas em uma feira livre de Belém-PA e secas em estufa a 150 °C até peso constante. Massa de 2,000 g da amostra seca foram maceradas e tratadas com 1 mL de NaOH 0,5 N. Para a construção da curva analítica foram utilizadas concentrações crescentes da proteína soro albumina bovina (BSA) como padrão. O gráfico da curva padrão “absorbância (nm) x concentração do padrão de proteína (mg)” resultou na equação da reta y = 0,107x - 0,015 e apresentou boa linearidade (R² = 0,999) para o método proposto. A leitura das amostras foi feita em espectrofotômetro a λ = 545 nm. O teor de proteína obtido nas amostras foi de 50,66%, valor considerado elevado quando comparado aos da literatura (16 23%). Entretanto, este resultado pode ser atribuído à diferença de métodos utilizados. O método de Kjedahl (mais utilizado) fornece o teor de Nitrogênio total e, por estimativa, o teor de proteína, enquanto que o método do biureto é mais específico e seletivo por agir apenas nas ligações peptídicas. Outro fator é que, amostras ricas em lipídios, como é o caso da amostra em questão, podem interferir na leitura, sendo necessária uma etapa prévia de desengorduramento da amostra, o que não foi realizado neste trabalho. Nesse sentido, nosso grupo está realizando novos ensaios considerando este fator.

Palavras-chave: Proteínas totais, método do biureto, castanha-do-brasil.

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DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE PREPARO DO SOLO E ADUBAÇÃO DA CULTURA DO ALGODÃO EM QUATRO PROPRIEDADES DA REGIÃO DO MÉDIO NORTE DE MATO GROSSO

Jaqueline Aguilla PIZZATO¹ (japizzato@gmail.com); Seyla Poliana Miranda PESSOA¹; Valvenarg Pereira da SILVA¹; Dejânia Vieira de ARAÚJO; Mônica Josene Barbosa PEREIRA.

¹Universidade do Estado de Mato Grosso, Mestrado em Ambientes e Sistemas de Produção Agrícola Tangará da Serra, MT.

O preparo do solo consiste em uma das operações agrícolas na qual se procura alterar o estado físico, químico e biológico do solo, de forma a proporcionar melhores condições para o máximo desenvolvimento das plantas cultivadas, sendo este processo imprescindível para a cultura do algodão, que apresenta pouca tolerância a impedimentos físicos e químicos do mesmo. O objetivo do presente trabalho foi diagnosticar “in loco” o sistema de preparo do solo da cultura do algodão, safra 2010/2011, em quatro propriedades da região do Médio norte de Mato Grosso. A pesquisa foi realizada através de entrevistas semiestruturadas, no mês de maio de 2011, em quatro propriedades produtoras de algodão, sendo duas delas de médio porte e duas de grande porte, localizadas entre as coordenadas 14° 14' 35”S 57° 59' 43”W e 13º 56‟33,1”S e 57º14‟29,0” W na região do médio norte do estado Mato Grosso. Todas as propriedades realizam análise do solo anualmente, e a partir desta são realizadas as práticas de correção do solo em períodos de 1 a 4 anos, de acordo com a propriedade. O revolvimento do solo é realizado em média a cada três anos. O uso de plantas de cobertura como milheto (Pennicetum glaucum), crotalária (Crotalaria spectabillis) e capim braquiária (Brachiaria sp.) é uma prática comum em todas as propriedades pesquisadas. A maioria realiza adubação de NPK na base, de forma a parcelar nitrogênio e potássio que são aplicados também em cobertura, sendo que uma das propriedades realiza adubação a lanço de fósforo e potássio. Todas as propriedades fazem aplicação de micronutrientes. Desta forma, não houve muita diferença nas formas de preparo de solo e adubação adotadas pelas propriedades em relação as recomendações técnicas para a cultura.

Palavras-chave: Plantas de cobertura, Revolvimento, Macro e micronutrientes.

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DIMINUIÇÃO DO IMPACTO AMBIENTAL ATRAVÉS DA ELABORAÇÃO DE FERMENTADO ACÉTICO DE MANIPUEIRA EM UMA COMUNIDADE DO APL DE MANDIOCA DO BAIXO TOCANTINS EM MOJU-PA

Aline Kazumi Nakata da SILVA 1 (aline.alimentos@hotmail.com); Érika Alinne Campos VELOSO 1 ; Paula Isabelle Oliveira MOREIRA 1 ; Carolina Borges ANDRADE 1 ; Christine da Silva MACEDO 1 ; Verônica de Menezes Nascimento NAGATA 1 .

1 Universidade do Estado do Pará, Centro de Ciências Naturais e Tecnologia Belém, PA.

A produção de farinha de mandioca nas casas de farinha do Arranjo Produtivo Local (APL) do

Baixo Tocantins é uma atividade conduzida predominantemente pela agricultura familiar. Segundo dados do IBGE (2008), o município de Moju tem cerca de 2 mil hectares de área plantada de mandioca, demonstrando a imensa importância sócio-econômica desta cultura. O processamento da farinha envolve inúmeras operações unitárias que geram grandes quantitativos de resíduos, entre estes, a manipueira. A manipueira é um resíduo líquido extraído da prensagem da mandioca ralada,

o qual tem em sua composição um teor elevado de cianeto, uma substância tóxica e nociva ao

homem e ao meio ambiente. Em geral, este resíduo é descartado no solo dos arredores da casa de farinha, sendo um potencial poluidor para os igarapés próximos e pondo em risco a saúde da população que utiliza a água em suas atividades rotineiras. Neste sentido, o objetivo deste trabalho

foi elaborar um fermentado acético de manipueira a fim de minimizar os impactos gerados a partir do descarte inadequado da mesma no meio ambiente. O fermentado acético foi elaborado artesanalmente na comunidade Poacê localizada a 13 km do centro de Moju. Para tal, foi utilizado um decantador de PVC adicionado de manipueira e suco de abacaxi, exposto ao ar livre durante 15 dias. Obteve-se como produto final da fermentação alcoólica e acética promovida, respectivamente, por leveduras e acetobactérias naturalmente presentes no mosto, ácido acético e CO 2 . O líquido obtido foi pasteurizado a fim de paralisar o processo fermentativo. Os resultados das análises microbiológicas mostraram-se satisfatórios para os níveis de coliformes a 45ºC e Salmonella spp, indicando que o alimento está adequado ao consumo humano em relação à sua qualidade microbiológica.

Palavras-chave: Fermentado acético, Manipueira, Poluição, Impacto ambiental.

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DINÂMICA CAPITALISTA E MODELOS DE DESENVOLVIMENTO PARA A AMAZÔNIA

Welbson do Vale MADEIRA 1 (welbsonmadeira@uol.com.br)

1 Universidade Federal do Pará, Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) Belém, PA.

Neste trabalho analisam-se relações entre a dinâmica do capitalismo mundial e da economia brasileira e modelos de desenvolvimento usados na Amazônia. Mostra-se que após o fim dos “anos dourados do capitalismo” e do “milagre econômico brasileiro” foi conveniente para o governo do Brasil e para determinados grupos econômicos aprofundar as intervenções estatais na região amazônica. Isso se manifestou por meio de programas vinculados ao II Plano Nacional de Desenvolvimento, ao II Plano de Desenvolvimento da Amazônia e ao Programa de Pólos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia (POLAMAZÔNIA), sendo estes dois últimos fundamentados no chamado Modelo Amazônico de Desenvolvimento. Este foi baseado, por sua vez, nas teorias de dinâmica regional, em particular na Teoria dos Pólos e na Teoria da Transmissão Interregional de Desenvolvimento. Por outro lado, com a mundialização do capital na década de 1990, consolidou-se a hegemonia de idéias neoliberais e apareceram novas referências de políticas de desenvolvimento em que o Estado deveria cumprir funções distintas das exercidas no modelo anterior. No Brasil isso se manifestou nos planos “Brasil em Ação” e “Avança Brasil”, do governo Fernando Henrique Cardoso. Estes planos tiveram por referência o dito Modelo de Inserção Competitiva, e como coluna vertebral a proposta de Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento. Argumenta-se, entretanto, que apesar de serem aparentemente conflitantes, os modelos de dinâmica regional e de inserção competitiva se manifestaram por meio de planos de desenvolvimento com fortes traços em comum, como, por exemplo, Grandes Projetos que mantém a economia amazônica voltada para fora e com limitadas perspectivas de atender aos interesses da maioria de sua população.

Palavras-chave: Capitalismo; Modelos de Desenvolvimento; Economia Brasileira; Amazônia;

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DINÂMICA DO MERCADO DE GEMAS E JÓIAS NO SUDESTE PARAENSE: ARRANJO PRODUTIVO LOCAL, ECONOMIA SOLIDÁRIA OU MERCADO OLIGOPOLISTA?

Alex Conceição dos SANTOS 1 (alexconcei129@yahoo.com.br); Farid EID 1

1 Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências Sociais Aplicadas Belém, PA.

Pretende-se contribuir com o debate sobre a crítica da teoria do crescimento econômico como base para o desenvolvimento. Apresentadas algumas contribuições teóricas relevantes de Furtado (1961), Tavares (2010), Singer (2004), que tratam desta temática, em seguida, analisar como que a economia paraense tem pautado por uma política de crescimento econômico baseada em exportação de produtos in natura e, em menor valor, alguns produtos pouco manufaturados (Carvalho, 2006). A partir deste, o trabalho centra-se numa base teórica com o intuito de discutir a realidade de uma das atividades extrativas do Estado, a cadeia produtiva de gemas e jóias. Na década de 80, diante do crescimento da precarização do trabalho e dos questionamentos teóricos sobre crescimento econômico com concentração de renda, será enfatizado que surge a preleção da importância do desenvolvimento econômico-social endógeno segundo princípios de uma economia emergente, a Economia Solidária centrada aqui na abordagem da organização de cadeias produtivas solidárias e inter-cooperação abordada em diversos autores (Eid, 2008). Ao mesmo tempo, se desenvolve outra teoria, centrada na análise sobre a organização de Arranjos Produtivos Locais, proposto pela Redesist da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Cassiolato, 2003). Uma terceira vertente aborda as estratégias de crescimento das firmas em mercados oligopolistas e mostra a relevância deste debate na atualidade, com destaque para o trabalho de Penrose (2006). Diante destas três vertentes pretende-se chegar à seguinte pergunta: estaria em processo de consolidação um APL ou a reprodução da dinâmica do mercado oligopolista controlado pelas firmas mineradoras ou a gênese de práticas de economia solidária no Sudeste Paraense através do segmento de gemas e jóias?

Palavras-chave: Desenvolvimento; APL; Economia solidária; Oligopólio; Gemas e jóias.

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DIREITO AMBIENTAL E TEORIAS CURRICULARES: RELAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS FUNDAMENTAIS NO CAMPO DOS NOVOS PARADIGMAS

Sirliane da Costa VIANA 1 (sirliane1@gmail.com); Adalberto Carvalho RIBEIRO 2 .

1 Universidade Federal do Amapá Mestranda, PPGDAPP/UNIFAP 2 Universidade do Estado do Amapá Docente, PPGADAPP/UNIFAP

O objetivo da pesquisa é explicar como se caracteriza a relação epistemológica entre o Direito

Ambiental e as Teorias Curriculares Pós-Críticas tendo como base a filosofia do emergente Paradigma Sistêmico. O marco teórico assinala que o paradigma cartesiano, construiu-se sobre o conceito de racionalidade (racionalidade instrumental, sobretudo), cujas características, dentre

outras, era a idéia de domínio da natureza, subjugando-a ao homem. Dentre tantas conseqüências desse pensamento fragmentado e desse sistema econômico enfatiza-se a questão da degradação

ambiental, a crise ecológica e o aprofundamento das desigualdades que engendraram uma das maiores crises da modernidade. Capra e Morin defendem a tese de um novo paradigma, já que novos tempos estariam se consolidando e, novas formas de sobreviver desafiam ao homem e esses aspectos põem em cheque a relevância do paradigma cartesiano diante da sociedade pós-moderna. São duas as questões: 1) Quais fundamentos epistemológicos explicam as relações entre o Direito Ambiental e as Teorias Curriculares Pós-criticas? Quanto a metodologia trata-se, quanto à natureza

de pesquisa básica. Quanto a abordagem do problema é qualitativa. A hipótese é de que o Direito

Ambiental tem como base a interdisciplinariedade. No entanto a natureza epistemológica dos

conteúdos da disciplina de Direito Ambiental é de uma proposta pautada na transdisciplinariedade.

A Teoria Curricular atual não tem como acontecer sem o diálogo interdisciplinar. A categoria

“complexidade”, de Morin, entre outras, pode explicar os vínculos epistemológicos entre esse dois

campos do saber. Os resultados parciais apontam no sentido da confirmação da hipótese.

Palavras-chave: paradigma, direito ambiental, teorias curriculares.

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DISPOSIÇÃO A PAGAR DE UMA POPULAÇÃO URBANA DE SÃO LUIS (MA) POR SERVIÇO AMBIENTAL FORNECIDO PELO PARQUE ESTADUAL DO MIRADOR

Ricardo Madeira Tannús 1 (ricktannus@yahoo.com.br); Caruline Silva Lago 1 ; Dhulia de Carvalho Bittencourt 1 ; Edivan Silva Almeida Junior 1 ; Fabiana Pereira Correia 1 ; Bruno Gueiros 2

1 Universidade Federal do Maranhão, Programa de Pós-graduação em Sustentabilidade e Ecossistemas PPGSE, São Luis-MA 2 Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

O processo histórico de uso e ocupação do solo brasileiro é marcado por degradação ambiental. A legislação ambiental prevê a criação de unidades de conservação como uma estratégia para evitar a completa destruição de seus biomas. No início as UC eram vistas como um pedaço da natureza intocado. Atualmente as UCs são vistas como áreas fornecedoras de serviços ambientais para a população humana. Parque Estadual do Mirador -PEM- localizado na bacia hidrográfica do Itapecuru, presta importante serviço para a população maranhense. Ele protege a nascente do rio Itapecuru, principal responsável pelo abastecimento de São Luís. O respectivo estudo pretende verificar a disposição a pagar de uma população urbana de São Luis pelo serviço ambiental

fornecido pelo Parque. Foi utilizado o Método de Valoração Contingente (MVC) que busca revelar as preferências dos indivíduos por um bem ou serviço ambiental; ou seja, busca captar a disposição

a pagar para garantir um beneficio ou a disposição a aceitar para incorrer em um malefício. As

entrevistas feitas nos meses de dezembro de 2010 e janeiro de 2011, no centro da cidade de São

Luís. O tamanho amostral foi definido pela técnica de Consenso de Informantes Entrevistados e chegou a 101 pessoas (58,4% mulheres). O nível de instrução predominante foi o ensino médio

completo (54,5%). O maior grupo de renda familiar foi de 1 a 2 salários e com relação à faixa etária, predominou a classe de 21 a 30 anos (33,7%). Uns 80% dos entrevistados estariam dispostos

à contribuir para a preservação do PEM, mas somente 35,8% estariam dispostos a pagar. Os valores domiantes foram de até R$ 5,00, (46,43%) seguido pela faixa de R$ 11,00 a 15,00 (17,86%). Os

não-dispostos alegaram “motivos econômicos” (40%), “responsabilidade do governo” (20%) e “corrupção” (15%) como principais motivos. Uma menor parcela dos entrevistados estaria disposta

a pagar pela conservação do Parque e contribuiriam com até 5 reais. Esse resultado pode estar associado com a baixa renda e ou com o grau de instrução.

Palavras chave: disposição a pagar; rio; itapecuru; bacia hidrográfica

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DOS RISCOS DE DANO AO PATRIMÔNIO CULTURAL SUBMERSO DECORRENTE DA LEI 10.166/00.

Larissa Ferreira Teixeira Gazel¹ (laragazel@gmail.com).

1 Universidade Federal do Amapá- UNIFAP, Programa de Pós Graduação em Direito Ambiental e Políticas Públicas- PPGDAP Macapá, AP.

O advento da lei supracitada estabeleceu a atribuição de valor econômico a bens submersos de valor histórico, artístico ou arqueológico, bem como o pagamento de recompensa ao concessionário em ate 40% do valor destes bens. Além de estar em desalinho com a Carta Magna, representa grande ameaça ao patrimônio ambiental cultural do país. Somente através do estudo hermenêutico da lei, consagrando a universalidade da universidade é que poderemos reunir as ciências a fim de buscar a efetivação do direito, como ciência social por excelência. Para a defesa do meio ambiente, precisamos buscar a multidisciplinaridade, através de métodos, técnicas e fundamentos que possam contribuir para a finalidade maior, que vem a ser a proteção, preservação e sustentabilidade do patrimônio cultural amazônico, cujo potencial é reconhecido internacionalmente. O ponto de partida é a revisão bibliográfica, a análise de direito comparado e posteriormente o estudo da legalidade e constitucionalidade da legislação. As atividades de campo também visam traçar o perfil socioeconômico das comunidades ao entorno de regiões com incidência de sítios submersos no Amapá, considerando assim a visão da lei a partir da sua ótica de impacto social. Preliminarmente consideramos que a legislação em comento, acaba por incentivar e legalizar a coleta desordenada e descomprometida com a preservação dos bens arqueológicos e como conseqüência a perda de conhecimento científico e histórico a respeito das nossas origens e da interpretação de nossa sociedade como um todo.

Palavras-chave: Legislação, Patrimônio, Submerso, Arqueológico e Perda.

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ECOLOGIA SIMBÓLICA E PAC (PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO): DESAFIOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA COMUNIDADE DE COMUNICAÇÃO ENTRE PERSPECTIVAS INDÍGENAS E NÃO-INDÍGENAS SOBRE O MEIO AMBIENTE NO BRASIL

Odair Giraldin 1 (odair.giraldin@pesquisador.cnpq.br)

1 Professor associado Universidade Federal do Tocantins, campus de Porto Nacional. Pesquisador e bolsista produtividade 2F do CNPq. Coordenador do Núcleo de Estudos e Assuntos Indígenas (NEAI) da UFT.

Os estudos realizados pela Antropologia sempre partiram do principio da relação dos povos entre natureza e cultura. Neste trabalho, parto das reflexões realizadas por Sahlins em Cultura e Razão Prática, por Descola nos textos La Selva Culta. Simbolismo y Praxis en la Ecologia de los Achuar e Constructing natures: Simbolic ecology and social practice, além das discussões sobre antropologia ecológica nos trópicos úmidos realizadas por diversos autores para entender a perspectiva indígena e antropológica do meio ambiente. Em seguida analiso as abordagens dos discursos sobre desenvolvimento e crescimento econômico, presentes criticamente na Antropologia do desenvolvimento, além de fazer uma leitura crítica do Plano de Aceleração do Crescimento. Concateno este debate com o atual discurso que sai da Economia Sustentável e parte para a formulação do discurso da Economia Verde. A partir destas leituras, elaboro uma reflexão baseada nas discussões de Roberto Cardoso de Oliveira sobre a possibilidade (ou não!) da formação de uma comunidade de comunicação e de argumentação entre as agências governamentais e os povos indígenas, refletindo também sobre os limites e as possibilidades da participação da Antropologia praticada no Brasil neste cenário.

Palavras-chave: Meio-Ambiente, Indígenas, Desenvolvimento, Amazônia

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EDUCAÇAO AMBIENTAL A DISTÂNCIA EM ESTADOS DA AMAZONIA LEGAL: ESTUDO SOBRE O PROCESSO FORMATIVO EM ESCOLAS SUSTENTÁVEIS E COM-VIDAS NOS ESTADOS DO ACRE , AMAPÁ E PARÁ

Dulce Maria PEREIRA 1 (dulcemariapereira@cead.ufop.br); Jorge Luíz Murta BRESCIA 2; Anselmo Rogério Lage dos SANTOS 3; Janaina Pizatti SOARES 4; Dary Jose FRANÇA 5; Diego ELIAS 6

1 Universidade Federal de Ouro Preto , Centro de Ensino a Distância Ouro Preto , MG. 2 Universidade Federal de Ouro Preto , Departamento de Engenharia de Produção Ouro Preto , MG. 3 Universidade Federal de Ouro Preto , Centro de Ensino a Distância, ES Ouro Preto , MG. 4 Universidade Federal de Ouro Preto , Centro de Ensino a Distância, ES Ouro Preto , MG. 5 Universidade Federal de Ouro Preto , Centro de Ensino a Distância Ouro Preto , MG. 6 Universidade Federal de Ouro Preto , Centro de Ensino a Distância, ES Ouro Preto , MG.

Resumo - Este trabalho apresenta um estudo sobre resultados do Processo Formativo em Educação Ambiental: Escolas Sustentáveis e COM-VIDA nos estados do Acre, Amapá e Pará. O curso de extensão , realizado de novembro de 2010 a setembro de 2011, foi concebido por três universidades para atender às demandas de formação continuada de professores do ensino médio, com execução interdisciplinar e interinstitucional. Trata-se de um processo formativo em educação ambiental por intermédio do Ensino a Distância que articula gestão, currículo e espaço construído , com a participação da comunidade escolar.Propõe o exercício do controle social e da educação ambiental, com foco nas questões socioambientais vivenciadas localmente, a partir da escola que assume sua função de espaço educador sustentável.Coube ao CEAD da Universidade Federal de Ouro Preto coordenar o processo em seis estados, três deles da Amazônia Legal: Acre, Amapá e Pará. O presente artigo é dividido nos seguintes sub-temas: Relevância da Educação Ambiental na Educação Ambiental ; as ferramentas de tecnologias da informação e da comunicação utilizadas, os desafios para sua utilização e resultados, incluindo avaliação dos objetivos e metas alcançadas; exemplos de processos de vivenciados no curso, a partir de trabalhos de professores cursistas dos três estados amazônicos; conclusão com ponderações sobre os procedimentos, processos e resultados do curso, reflexão sobre pesquisas e ponderações sobre a natureza das relações interinstitucionais e interdisciplinares que podem assegurar melhor resultado do curso Escolas Sustentáveis e COM-VIDApara as comunidades, como também práticas para a consolidação dos conceitos de educação ambiental na região.

Palavras-chave: Educação Ambiental, Ensino a Distância, Formação Continuada, Escolas Sustentáveis e Com-Vida , Ecotecnologias.

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO POLÍTICA SOCIAL: UMA ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO LOCAL NA AMAZÔNIA

Adirleide Greice Carmo de SOUZA 1 (greicedysouza@hotmail.com) Adelma das Neves Nunes Barros-MENDES 2 ;

1 Universidade Federal do Amapá, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental e Políticas Públicas, Bolsista da CAPES Macapá, AP. 2 Universidade Federal do Amapá, Docente do Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental e Políticas Públicas e Pró-Reitora de Graduação Macapá, AP.

O texto apresenta resultados parciais da pesquisa “A educação ambiental como política social: uma estratégia de reação social à pesca predatória e de desenvolvimento local do município de Pracuúba/Amapá”, a qual vem sendo desenvolvida desde 2010, tendo como objetivo aplicar e avaliar como a Educação ambiental, enquanto política social pode contribuir para reação social à pesca predatória e para o desenvolvimento local do município de Pracuúba, através do método etnográfico, pesquisa ação, e técnicas quantitativas e qualitativas de coleta de dados. O lócus da pesquisa é o município de Pracuúba, situado na região dos lagos no leste do Amapá na região amazônica. Os sujeitos envolvidos são pescadores cadastrados na Colônia de Pescadores do município. Como resultado preliminar constatou-se, que a pesca predatória é uma problemática da Costa Atlântica amapaense que abrange 10 municípios, onde a região mais afetada, segundo mapeamentos do IEPA (Instituto de Estudos e Pesquisa do Amapá) é a região dos lagos, da qual, o município estudado faz parte. No município a pesca predatória é agravada pela falta de fiscalização do poder público, e, além disso, também é agravada pela aceitação da comunidade, sobretudo, por falta de informação e saberes de como evitar (IEPA, 2010). Percebe-se a Educação Ambiental como uma alternativa de reação a pesca predatória, a qual, desde a Declaração de Estocolmo, 1972, vem sendo tratada como um desafio maior para se promover a sustentabilidade do desenvolvimento, e enquanto política social, que tem como premissa a formação de cidadãos conscientes e participativos, sobretudo, na gestão ambiental, efetivando a promoção da sustentabilidade na perspectiva do socioambientalismo e do desenvolvimento local, que requer qualidade de vida ao povo amazônico.

Palavras-chave: Educação ambiental, sustentabilidade, socioambientalismo.

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL: COM-VIDAS AGENDA 21 E ESCOLAS SUSTENTÁVEIS NA REDE ESTADUAL DE ENSINO DO PARÁ

Maria do Perpétuo Socorro Lopes de OLIVEIRA 1 (profasocorrolopes@gmail.com)

1 Secretaria de Estado de Educação EEEFM Regina Coeli Souza Silva Ananindeua, PA.

O presente trabalho tem como referência ações desenvolvidas pela Coordenadoria de Educação

Ambiental da Secretaria de Estado de Educação (CEAM/SEDUC-2007 a 2010). O objetivo é demonstrar o desempenho de uma das escolas participantes das formações. O trabalho expõe as atividades da Comissão de Meio Ambiente e qualidade de Vida (Com-Vida), da Escola Estadual Regina Coeli. Localizada no PAAR, em Ananindeua-Pará, participou do Processo Formativo Escolas Sustentáveis e Com-Vida, em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), através do Ensino a Distância (EaD). No Pará (2008), a formação de Com-Vida, passou a ser a principal estratégia de enraizamento da educação ambiental na escola, através do Projeto “Vamos Cuidar do Pará com as Escolas”. Segundo Morin (2011), são necessárias novas práticas pedagógicas para uma educação transformadora envolvendo as relações indivíduo-sociedade- natureza. A Agenda 21 da Escola Regina Coeli, se dá através do Projeto “Nossa Escola

Sustentável”, o plano apresenta ações articuladas com o Programa Mais Educação e Ensino Médio Inovador. Na proposta inclui-se ações que promovem a sustentabilidade da escola, formando um

tripé entre Currículo, Gestão e Edificação, as ações são implementadas na perspectiva pedagógica

de educação ambiental emancipatória e transformadora. A Com-Vida atua na gestão ambiental da

escola, para implantação de conceitos como sustentabilidade, sociodiversidade e o cuidado. O projeto visa adequação da escola em suas edificações e aplicação de ecotécnicas, conta com o apoio

técnico da UFOP e do Coletivo de Facilitadores de Educação Ambiental do Pará (CFEA). Boff (1999), diz: “O cuidado com o nicho ecológico só será efetivo se houver um processo coletivo de educação e que faça troca de saberes”. A “Nossa Escola Sustentável” materializa a educação ambiental no chão da escola, através do protagonismo juvenil com responsabilidade socioambiental para a promoção da qualidade de vida, da inclusão, e do respeito à diversidade da comunidade escolar.

Palavras-chave: Escola, Sustentabilidade, Com-Vida, Protagonismo juvenil.

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL: DIREITO FUNDAMENTAL DA PESSOA HUMANA

Francisca Marli Rodrigues de ANDRADE 1 (marlymali@yahoo.com.br); José Antonio CARIDE GOMÉZ 1 ;

1 Universidade de Santiago de Compostela, Facultade de Ciencias da Educación, Departamento de Teoría da Educación, História da Educación e Pedagoxía Social Grupo de Investigación en Pedagoxía Social e Educación Ambiental.

A percepção das consequências da crise socioambiental gerou a urgente necessidade de mudança nas relações constituídas no plano ambiental e social. Necessidade esta que foi o ponto de partida para o fomento de encontros, discussões e elaboração de documentos que tem como objetivo disseminar princípios norteadores de compromisso com o respeito e a melhoria da qualidade de vida, em todas as suas formas de existência. Alguns destes documentos propagam meio ambiente e educação como direito fundamental da pessoa humana. Nesse contexto a Educação Ambiental também está inserida, já que, conforme mencionado anteriormente, ela pode ser compreendida como o resultado da relação recíproca entre os conceitos de meio ambiente e educação. Com base nesse entendimento é indispensável o seu desenvolvimento em todas as modalidades de ensino formal e não-formal, como forma de legitimá-la enquanto direito, uma vez que seus reflexos podem ser traduzidos no processo de formação cidadã, pautado em valores éticos, na sua interpretação mais fiel respeito à dignidade da pessoa humana, bem como, das demais formas e manifestações de vida. Com base nesses argumentos, esta pesquisa se configura em um ensaio teórico, que tem como objetivo discutir os principais documentos nacionais e internacionais que propõem a institucionalização e legitimação da Educação Ambiental no cenário brasileiro, especialmente, no âmbito da educação formal, como modo de evidenciar a necessidade de garantir a promoção desse direito fundamental.

Palavras-chave: Educação Ambiental; direito fundamental; dignidade humana.

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA AMAZÔNIA: MULTIPLICADADE DE IDENTIDADES

Francisca Marli Rodrigues de ANDRADE 1 (marlymali@yahoo.com.br); José Antonio CARIDE GOMÉZ 1 ;

1 Universidade de Santiago de Compostela, Facultade de Ciencias da Educación, Departamento de Teoría da Educación, História da Educación e Pedagoxía Social Grupo de Investigación en Pedagoxía Social e Educación Ambiental.

Os diálogos sobre meio ambiente organizados nos últimos anos, evidenciaram a crise ambiental e seus reflexos no cenário ecológico, social, econômico, cultural entre outros. Logo, esses reflexos tendem a influenciar a abordagem da Educação Ambiental, seja ela formal ou informal, promovendo um eco de diferentes sons, mas que, ao final, exprimem o mesmo sentido: a democracia, a justiça, a igualdade, a dignidade, a cidadania, o direito a vida, a conservação e preservação da natureza, etc. Esse fenômeno - diga-se de re-conceituação - é utilizado como forma de ampliá-la ou torná-la mais enfática em determinados aspectos, o qual é chamado por alguns de adjetivação da Educação Ambiental, porém o Ministério do Meio Ambiente brasileiro preferiu chamá-lo de “Identidades da Educação Ambiental Brasileira”. A iniciativa desta publicação foi oportuna para mapear as principais características da Educação Ambiental em território brasileiro. Contudo, há que ponderar a necessidade de investigar, também, como esta vem se consolidando nas diversas regiões do país, especialmente na Amazônia, na qual a Educação apresenta peculiaridades e particularidades do próprio contexto socioambiental. Desse modo, esta investigação se configura em um ensaio teórico, cujos objetivos estão direcionados a identificar as identidades de Educação Ambiental desenvolvidas e consolidadas na Amazônia. Para tanto, recorre a diversos estudos, especialmente as pesquisas realizadas nesta região como meio para atingir tal objetivo, cujos principais resultados remete-nos a concluir que na Amazônia coexistem e coabitam uma diversidade de identidades de Educação Ambiental.

Palavras-chave: Educação Ambiental; Identidades; Amazônia.

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EDUCAÇÃO CONTINUADA EM SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR EM BELÉM/PARÁ

Doracy Moraes de SOUZA (doracy.souza@fundacentro.gov.br)

FUNDACENTRO- Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho

Belém/PA

O Programa Nacional de Educação em Segurança e Saúde do Trabalhador (PROEDUC) é

desenvolvido na FUNDACENTRO/PA, fundação pública do Ministério do Trabalho e Emprego, sediada em Belém do Pará, por meio do projeto de Educação Continuada em Segurança e Saúde do Trabalhador desde 2005. Este projeto concretiza-se por meio de ações educativas que articulam os eixos históricos, técnicos e práticos a fim de contribuir com a reflexão de questões na área de Segurança e Saúde dos Trabalhadores. Para tal, profissionais com diferentes formações acadêmicas

engenheiros, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, dentre outros- têm socializado estudos e experiências com o público que busca atualização profissional para compreender e propor melhorias nos ambientes de trabalho. Esta proposta metodológica identifica alternativas para minimizar ou superar as problemáticas elencadas para estudo por meio da elaboração de Projetos de Trabalho. As ações educativas são realizadas visando o aprofundamento