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Modelo da camada OSI O modelo OSI

Redes de Computadores

Quando as redes de computadores surgiram, as soluções eram, na maioria das vezes, proprietárias, isto é, uma determinada tecnologia só era suportada por seu fabricante. Não havia a possibilidade de se misturar soluções de fabricantes diferentes. Dessa forma, um mesmo fabricante era responsável por construir praticamente tudo na rede.

Para facilitar a interconexão de sistemas de computadores, a ISO (International Standards Organization) desenvolveu um modelo de referência chamado OSI (Open Systems Interconnection), para que os fabricantes pudessem criar os protocolos a partir desse modelo.

Interessante notar que a maioria dos protocolos existentes – como o TCP/IP, o IPX/SPX e o NetBEUI – não segue esse modelo de referência ao pé da letra (como veremos, esses protocolos só correspondem a partes do padrão OSI). Todavia, o estudo deste modelo é extremamente didático, pois através dele há como entender como deveria ser um “protocolo ideal”, bem como facilita enormemente a comparação do funcionamento de protocolos criados por diferentes fabricantes.

O modelo de

protocolos OSI é um modelo de sete camadas,

apresentadas na figura abaixo:

7

Aplicação

6

Apresentação

5

Sessão

4

Transporte

3

Rede

2

Link de Dados

1

Física

Modelo OSI de protocolos

Na transmissão de um dado, cada camada pega as informações passadas pela camada superior, acrescenta informações pelas quais ela seja responsável e passa os dados para a camada imediatamente inferior. Esse processo é conhecido como encapsulamento. Na camada 4, Transporte, o dado enviado pelo aplicativo é dividido em pacotes. Na

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camada 2, Link de Dados, o pacote é dividido em vários quadros. Na recepção de um dado, o processo é o inverso.

Um usuário que pede para o seu programa de e-mail baixar os seus e-mails, na verdade está fazendo com que o seu programa de e- mail inicie uma transmissão de dados com a camada 7 – Aplicação – do protocolo usado, pedindo para baixar os e-mails do servidor de e-mails. Essa camada processa esse pedido, acrescenta informações de sua competência, e passa os dados para a camada imediatamente inferior, a camada 6 (Apresentação). Esse processo continua até a camada 1 (Física) enviar o quadro de dados para o cabeamento da rede, quando, então atingirá o dispositivo receptor, que fará o processo inverso, até a sua aplicação – no nosso exemplo, um programa servidor de e-mail.

As camadas do modelo OSI podem ser divididas em três grupos:

aplicação, transporte e rede, apresentadas na figura abaixo. As camadas de rede se preocupam com a transmissão e recepção dos dados através da rede e, portanto, são camadas de baixo nível. A camada de transporte é responsável por pegar os dados recebidos pela rede e

repassá-los para as camadas de aplicação

compreensível, isto é, ela pega os pacotes de dados e transforma-os em dados quase prontos para serem usados pela aplicação. As camadas de aplicação, que são camadas de alto nível, colocam o dado recebido em um padrão que seja compreensível pelo programa (aplicação) que fará uso desse dado.

de

uma

forma

7

Aplicação

6

Apresentação

5

Sessão

4

Transporte

3

Rede

2

Link de Dados

1

Física

Aplicação4 Transporte 3 Rede 2 Link de Dados 1 Física Transporte Rede Grupos das camadas do

Transporte

RedeTransporte 3 Rede 2 Link de Dados 1 Física Aplicação Transporte Grupos das camadas do modelo

Grupos das camadas do modelo OSI

2

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Até então estávamos usando os termos pacotes e quadros como sinônimos, mas estes termos se referem a duas coisas distintas. Um quadro é um conjunto de dados enviado através da rede, de forma mais “bruta” ou, melhor dizendo, de mais baixo nível. Dentro de um quadro encontramos informações de endereçamento físico, como, por exemplo, o endereço real de uma placa de rede. Logo, um quadro está associado às camadas mais baixas (1 e 2) do modelo OSI.

dados se refere a um conjunto de dados

manipulados nas camadas 3

informações de endereçamento virtual. Por exemplo, a camada 4 cria um pacote de dados para ser enviado pela rede e a camada 2 divide esse pacote em vários quadros que serão efetivamente enviados através do cabo da rede. Um pacote, portanto, contém a informação proveniente de vários quadros.

Um

pacote

de

e

4

do

modelo

OSI.

No

pacote há

Para dar um exemplo real e elucidar de uma vez essa diferença, em uma rede usando o protocolo TCP/IP, a camada IP adiciona

informações de endereçamento de um pacote (número do endereço IP da máquina de destino), que é um endereçamento virtual. Já a camada Controle de Acesso ao Meio (MAC) – que corresponde à camada 2 do

modelo OSI -

esses quadros terão o endereço da placa de rede de destino (endereço real, físico) que corresponda ao número IP fornecido.

transformará esse pacote em um ou mais quadros e

Camada 7 – Aplicação

A

camada de

aplicação faz a interface

entre o protocolo de

comunicação e o aplicativo que pediu ou receberá a informação através da rede. Por exemplo, se você quiser baixar o seu e-mail com seu aplicativo de e-mail, ele entrará em contato com a camada de Aplicação do protocolo de rede efetuando este pedido.

Camada 6 – Apresentação

A camada de Apresentação, também chamada camada de Tradução, converte o formato do dado recebido pela camada de Aplicação em um formato comum a ser usado na transmissão desse dado, ou seja, um formato entendido pelo protocolo usado. Um exemplo comum é a conversão do padrão de caracteres (código de página) quando, por exemplo, o dispositivo transmissor usa um padrão diferente

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do ASCII, por exemplo. Por ter outros usos, como compressão de dados

e

criptografia.

A compressão de dados pega os dados recebidos da camada sete

e

os comprime (como se fosse um compactador comumente encontrado

em PCs, como o Zip ou o Arj) e a camada 6 do dispositivo receptor fica

responsável por descompactar esses dados. A transmissão dos dados torna-se mais rápida, já que haverá menos dados a serem transmitidos:

os dados recebidos da camada 7 foram “encolhidos” e enviados à camada 5.

Para aumentar a segurança, pode-se usar algum esquema de criptografia neste nível, sendo que os dados só serão decodificados na camada 6 do dispositivo receptor.

Camada 5 – Sessão

A

camada

de

sessão

permite

que

duas

aplicações

em

computadores diferentes estabeleçam uma sessão de comunicação. Nesta sessão, essas aplicações definem como será feita a transmissão de dados e coloca marcações nos dados que estão sendo transmitidos. Se porventura a rede falhar, os computadores reiniciam a transmissão dos dados a partir da última marcação recebida pelo computador receptor.

Por exemplo, você está baixando e-mails de um servidor de e- mails e a rede falha. Quando a rede voltar a estar operacional, a sua tarefa continuará do ponto em que parou, não sendo necessário reiniciá- la.

Camada 4 – Transporte

A camada de Transporte

é responsável por pegar os dados

enviados pela camada de Sessão e dividi-los em pacotes que serão transmitidos pela rede, ou, melhor dizendo, repassados para a camada de Rede. No receptor, a camada de Transporte é reponsável por pegar os pacotes recebidos da camada de Rede e remontar o dado original para enviá-lo à camada de Sessão. Isso inclui controle de fluxo (colocar os pacotes recebidos em ordem, caso eles tenham chegado fora de ordem) e correção de erros, tipicamente enviando para o transmissor uma informação de reconhecimento (acknowledge), informando que o pacote foi recebido com sucesso.

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A camada de Transporte separa as camadas de nível de aplicação

(camadas 5 a 7) das camadas de nível físico (camadas de 1 a 3). Como você pode facilmente perceber, as camadas de 1 a 3 estão preocupadas com a maneira com que os dados serão transmitidos e recebidos pela rede, mais especificamente com os quadros transmitidos pela rede. Já as camadas de 5 a 7 estão preocupadas com os dados contidos nos pacotes de dados, para serem enviados ou recebidos para a aplicação responsável pelos dados. A camada 4, Transporte, faz a ligação entre esses dois gurpos.

Camada 3 – Rede

A camada de Rede é responsável pelo endereçamento dos pacotes, convertendo endereços lógicos em endereços físicos, de forma que os pacotes consigam chegar corretamente ao destino. Essa camada também determina a rota que os pacotes irão seguir para atingir o destino, baseada em fatores como condições de tráfego da rede e prioridades.

Como você pode ter percebido, falamos em rota. Essa camada é, portanto, usada quando a rede possui mais de um segmento e, com isso, há mais de um caminho para um pacote de dados trafegar da origem até o destino.

Camada 2 – Link de Dados

A camada de Link de Dados (também chamada camada de Enlace)

pega os pacotes de dados recebidos da camada de Rede e os transforma em quadros que serão trafegados pela rede, adiconando informações como o endereço da placa de rede de origem, o endereço da placa de rede de destino, dados de controle, os dados em si e o CRC.

O quadro criado pela camada Link de Dados é enviado para a camada Física, que converte esse quadro em sinais elétricos para serem enviados através do cabo de rede.

Quando o receptor recebe um quadro, a sua camada Link de Dados confere se o dado chegou íntegro, refazendo o CRC. Se os dados estão o.k., ele envia uma confirmação de recebimento (chamada acknowledge ou simplesmente ack). Caso essa confirmação não seja recebida, a camada Link de Dados do transmissor reenvia o quadro, já

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que ele não chegou corrompidos.

Camada 1 – Física

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até o receptor ou então chegou com os dados

A camada Física pega os quadros enviados pela camada de Link de

Dados e os transforma em sinais compatíveis com o meio onde os dados deverão ser transmitidos. Se o meio for elétrico, essa camada converte os 0s e 1s dos quadros em sinais elétricos a serem transmitidos pelo cabo. Se o meio for óptico (uma fibra óptica), essa camada converte os 0s e 1s dos quadros em sinais luminosos e assim por diante, dependendo do meio de transmissão de dados.

A camada Física especifica, portanto, a maneira com que os 0s e

1s dos quadros serão enviados para a rede (ou recebidos da rede, no caso da recepção de dados). Ela não sabe o significado dos 0s e 1s que está recebendo ou transmitindo. Por exemplo, no caso da recepção de um quadro, a camada f’ísica converte os sinais do cabo 0s e 1s e envia essas informações para a camada de Link de Dados, que montará o quadro e verificará se ele foi recebido corretamente.

Como você pode facilmente perceber, o papel dessa camada e

efetuado pela placa de rede dos dispositivos conectados em rede. Note que a camada Física não inclui o meio onde os dados circulam, isto é, o cabo da rede. O máximo com que essa camada se preocupará é com o tipo de conector e o tipo de cabo usado para a transmissão e recepção dos dados, de forma que os 0s e 1s sejam convertidos corretamente no

tipo de sinal requerido pelo responsabilidade dessa camada.

cabo,

mas

o

cabo

em

si

não

é

Padrão IEEE 802

O IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers) criou uma série de padrões de protocolos. O mais importante foi a série 802, que é largamente usada e é um conjunto de protocolos usados no acesso à rede. Como pode observar na figura abaixo, os protocolos IEEE 802 possuem três camadas, que equivalem às camadas 1 e 2 do modelo OSI. A camada 2 do modelo OSI no modelo IEEE 802 é dividida em duas: Controle do Link Lógico (LLC, Logic Link Control) e Controle de Acesso ao Meio (MAC, Media Access Control).

6

2

Link de Dados

1

Física

OSI

2 Link de Dados 1 Física OSI Redes de Computadores Controle do Link Lógico (LLC) Controle
2 Link de Dados 1 Física OSI Redes de Computadores Controle do Link Lógico (LLC) Controle

Redes de Computadores

Controle do Link Lógico (LLC)

Controle de Acesso ao Meio (MAC)

Física

IEEE 802

Como a maioria das redes usa o padrão IEEE 802 para acessar a rede (isto é, o cabeamento), podemos dizer que o modelo de protocolo é mostrado na figura abaixo. As camadas 3 a 7 do modelo OSI serão preenchidas de acordo com os protocolos usados pela rede, que poderão equivaler a uma ou mais dessas camadas.

7

Aplicação

 

6

Apresentação

 

5

Sessão

4

Transporte

 

3

Rede

Controle

do

Link

Lógico

(LLC)

Controle de Acesso ao Meio (MAC)

Física

OSI

IEEE 802

Modelo de protocolo usado por dispositivos que usam o protocolo IEEE 802

Existem vários padrões IEEE 802, como IEEE 802.2, IEEE 802.3, etc. O padrão IEEE 802.2 especifica o funcionamento da camada de Controle do Link Lógico (LLC). Os demais padrões IEEE operam na camada de Controle de Acesso ao Meio (MAC) e na camada física, como mostra a figura.

7

2

1

Redes de Computadores

Padrão OSI

Padrão IEEE 802

 
 

Controle

do

Link

Lógico

802.2

 

(LLC)

Link de Dados

Controle de Acesso ao Meio (MAC)

802.

802.

802.

Física

 

3

4

5

Padrões IEEE

Comparando mais uma vez o padrão IEEE 802 com o modelo OSI, o padrão IEEE 802.2 equivale a parte da camada 2 (Link de Dados), enquanto que padrões como o 802.3, 802.4 e 802.5 equivalem a parte da camada 2 (Link de Dados) e à camada 1 (Física).

Entre os padrões 802 existentes, destacam-se:

¸ IEEE 802.3 (Ethernet): Usa o conceito de detecção de colisão, chamado CSMA/CD (Carrier Sense, ;Multiple Access With Collision Detection), onde todos os computadores da rede compartilham um mesmo cabo. Os computadores só podem enviar dados para a rede quando o cabo está livre. Caso dois computadores tentem enviar um dado ao mesmo tempo na rede, há uma colisão e as placas de rede esperam um período de tempo aleatório e tentam reenviar o pacote para o cabo de rede. Esse método é o mais usado na transmissão de dados em redes locais, tanto que as explicações dadas sobre o funcionamento de redes no início deste capítulo foram baseadas neste método. Tipicamente as transmissões de dados desse padrão são de 10 Mbps, embora já existam as revisões para suportar taxas de transmissão mais altas: 100 Mbps e 1 Gbps.

¸ IEEE 802.5 (Token Ring): Usado em redes com topologia em anel. Um pacote especial, chamado token (ficha) circula no anel passando de micro em micro. Somente o computador que detenha o token pode enviar dados, gravando o seu pacote de dados dentro do token. A ficha circula no anel até atingir o destino do dado, quando então será descarregada, ficando livre para receber um novo dado. Esse padrão de transmissão de dados não é tão comum como o Ethernet.

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Existem outros padrões, como o IEEE 802.4 (token passing), mas, por não serem tão comuns, deixaremos de comentá-los propositadamente.

Como dissemos, o padrão Ethernet (IEEE 802.3) é o protocolo mais comum para a transmissão de dados na rede. Em geral, quando usamos o termo protocolo de rede normalmente estamos nos referindo

a protocolos que trabalham nas camadas 3 e 4 do modelo OSI, como o TCP/IP, o IPS/SPX e o NetBEUI. O Ethernet e o Token Ring são protocolos que trabalham nas camadas 1 e 2 e, portanto, podem coexistir com outros protocolos comerciais.

Em outras palavras, o modelo OSI apresenta um modelo de sete

camadas que, em princípio, poderia usar até sete protocolos (um para cada camada) para fazer uma rede funcionar. Na prática, para que computadores consigam trabalhar em rede, uma série de protocolos são usados, em geral cada um equivalendo a uma ou mais camadas do modelo OSI. Os protocolos IEEE 802 trabalham nas camadas 1 e 2 e podem ser usados em conjunto com outros protocolos comerciais, como

o TCP/IP, o IPX/SPX e o NetBEUI, entre outros.

Camada Física

A

camada física pega os quadros enviados pela camada de

Controle de Acesso ao Meio e os envia para o meio físico (cabeamento).

A camada física do padrão IEEE 802 define também o tipo de topologia

usado pela rede e o tipo de conector usado pela placa de rede e,

consequentemente, o tipo de cabo que será usado.

Controle de Acesso ao Meio (MAC)

O controle de acesso ao meio define, entre outras coisas, o uso de endereço MAC em cada placa de rede. Quando falamos

um

anteriormente que cada placa de rede possui um endereço único gravado em hardware, na verdade estávamos nos referindo ao seu endereço MAC, já que o padrão IEEE 802 é o mais usado em redes.

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Cada placa de rede existente em um dispositivo conectado à rede

possui um endereço

teoricamente não há como ser alterado (isto é, a placa de rede vem de fábrica com esse endereço gravado). Esse endereço utiliza seis bytes, como, por exemplo, 02608C428197

MAC

único,

que

é

gravado em hardware e

Nota: Os endereços MAC são representados em números em hexadecimal. Cada algarismo em hexadecimal equivale a um número de quatro bits. Dessa forma, um

byte

hexadecimal e, com isso, o endereço MAC é sempre representado como um conjunto de 12 algarismos em hexadecimal.

é

representado

por

dois

algarismos

em

O IEEE padronizou os endereços MAC na forma mostrada na próxima figura. Os três primeiros bytes são o endereço OUI (Organizationally Unique Identifier), que indicam o fabricante da placa de rede. Os três últimos bytes são controlados pelo fabricante da placa de rede, e cada placa de rede produzida por cada fabricante recebe um número diferente. Assim, o fabricante que quiser produzir uma placa de rede deverá se cadastrar no IEEE para ganhar o seu número OUI. Cada fabricante é responsável por controlar a numeração MAC das placas de rede que produz.

Código OUI definido pelo IEEE (indica quem é o fabricante)

Código OUI definido pelo IEEE (indica quem é o fabricante) Definido pelo fabricante 1 byte 1

Definido pelo fabricante

IEEE (indica quem é o fabricante) Definido pelo fabricante 1 byte 1 byte 1 byte 1

1 byte

1 byte

1 byte

1 byte

1 byte

1 byte

Estrutura do endereço MAC

Controle do Link Lógico (LLC)

A camada de Controle do Link Lógico, que é regida pelo padrão IEEE 802.2, permite que mais de um protocolo seja usado acima dela

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(protocolos de camada 3, Rede, no modelo OSI). Para isso, essa camada define pontos de comunicação entre o transmissor e o receptor chamados SAP (Service Access Point, Ponto de Acesso a Serviços). Na figura abaixo, exemplificaremos três conexões entre os computadores A e B. Essas três conexões poderiam estar sendo efetuadas por três diferentes protocolos na camada superior da pilha de protocolos que esteja sendo usada nos computadores.

A

B

SAP 1

SAP 2

SAP 3

SAP 1

SAP 2

SAP 3

A B SAP 1 SAP 2 SAP 3 SAP 1 SAP 2 SAP 3 LLC LLC
A B SAP 1 SAP 2 SAP 3 SAP 1 SAP 2 SAP 3 LLC LLC
A B SAP 1 SAP 2 SAP 3 SAP 1 SAP 2 SAP 3 LLC LLC
A B SAP 1 SAP 2 SAP 3 SAP 1 SAP 2 SAP 3 LLC LLC
A B SAP 1 SAP 2 SAP 3 SAP 1 SAP 2 SAP 3 LLC LLC
A B SAP 1 SAP 2 SAP 3 SAP 1 SAP 2 SAP 3 LLC LLC

LLC

LLC

MAC

MAC

Física

Física

SAP 3 LLC LLC MAC MAC Física Física Funcionamento da camada Controle do Link Lógico (LLC)

Funcionamento da camada Controle do Link Lógico (LLC)

Dessa forma, o papel da camada de Controle do Link Lógico é

esta

informação (o protocolo responsável por ter passado essa informação) para que, no receptor, a camada de Controle do Link Lógico consiga entregar a informação ao protocolo de destino, que conseguirá ler a informação corretamente.

adicionar,

ao

lado

recebido,

informações

de

quem

enviou

NDIS

3Com, o NDIS (Network Driver

Interface Specification) é um driver instalado no sistema operacional

que permite que uma única placa de rede possa utilizar mais de um protocolo de rede ao mesmo tempo. A figura abaixo ilustra o exemplo prático de um micro com driver NDIS instalado, usando dois protocolos ao mesmo tempo.

Criado pela Microsoft e pela

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O driver NDIS possui duas partes, como você pode observar na figura abaixo. A primeira é chamada driver MAC NDIS, que é o driver da

placa de rede (que deve ser escrito usando o padrão NDIS) e que utiliza

o padrão IEEE 802.3, se a rede for Ethernet (o que ocorre na maioria

das vezes). A Segunda parte é chamada vector. Essa camada é que faz

a “mágica” de permiter que uma mesma placa de rede possa usar mais

de um protocolo, já que o driver da placa de rede (driver MAC NDIS) só permite uma única conexão.

Protocolo 1

Protocolo 2

Vector Driver MAC NDIS (Driver da Placa de Rede)
Vector
Driver MAC NDIS
(Driver da Placa de Rede)

Placa de Rede

Driver MAC NDIS (Driver da Placa de Rede) Placa de Rede NDIS Cabo da Rede Funcionamento

NDIS

Cabo da Rede

Funcionamento do NDIS

Quando um quadro é recebido pelo driver da placa de rede, ele o passa a camada vector, que o envia par ao primeiro protocolo, que poderá aceitar ou rejeitar o pacote. Caso o primeiro protocolo rejeite o quadro, a camada vector entrega o quadro ao segundo protocolo. Esse processo continua até que um dos protocolos instalados aceite o quadro ou então todos o tenham rejeitado.

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