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ENCONTRO PRESENCIAL DE DIREITO IMOBILIÁRIO- EAD

NP2

*********************REGISTRO IMOBILIÁRIO***********************

1) TÍTULOS QUE PODEM SER APRESENTADOS PARA REGISTRO NO CRI

PARTICULARES ( CONVENÇÃO DE CONDOMINIO; INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA, CONTRATOS DO SFH, SFI E OS ORIUNDOS DA JUNTA COMERCIAL

)

PÚBLICOS OU ADMINISTRATIVOS (ESCRITURA PÚBLICA)

JUDICIAIS (MANDADO DE USUCAPIÃO; MANDADO DE CANCELAMENTO DE REGISTRO: SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO; FORMAL DE PARTILHA)

REQUISITOS COMUNS EXIGIDOS PARA O REGISTRO:

1)

TODOS SÃO SUBMETIDOS ÀS FASES DO REGISTRO.

2)

HÁ INDICAÇÃO DO TÍTULO SOBRE O QUAL SE FARÁ O REGISTRO

3)

TODOS PASSAM PELO EXAME DA LEGALIDADE

4)

TODOS DEVEM OBEDECER OS PRINCÍPIOS DO DIREITO IMOBILIÁRIO

A) INSTRUMENTOS PARTICULARES:

FIRMA RECONHECIDA

O DOCUMENTO ORIGINAL FICA ARQUIVADO NO CRI

AO ATRIBUIR PRESUNÇÃO RELATIVA DE VERDADE AOS REGISTROS PÚBLICOS, O LEGISLADOR POSSIBILITOU A ANULAÇÃO OU A RETIFICAÇÃO DO REGISTRO IMOBILIÁRIO.

2) FORMAS DE RETIFICAÇÃO DO REGISTRO:

A) ADMINISTRATIVA ART. 213, § 1º, LEI 6.015/73 – NO REGISTRO IMOBILIÁRIO

A retificação administrativa de registro configura um procedimento e não um processo, como

explicita o próprio texto legal. Desta afirmação, se infere que não se deve aplicar a este

procedimento, por analogia, normas próprias de processos judiciais, incursas no Código de Processo

Civil, pois a Lei de Registros Públicos - LRP estabelece expressamente que o procedimento é

administrativo, cujos requisitos são apenas aqueles expressamente previstos no artigo 213 da

Apresentada toda a documentação, o registrador efetuará o exame da legalidade ou qualificação do

título, ou seja, irá verificar o atendimento dos princípios que regem o Direito Imobiliário. Estando

apta, efetivará as notificações na forma que julgar conveniente e aguardará a manifestação dos

confrontantes. Os confrontantes deverão ser notificados nas retificações que resultem em inclusão

ou alteração das dimensões do imóvel, sempre que a planta não contiver suas assinaturas. Não

havendo impugnação por parte dos confrontantes, a retificação será realizada sem a

necessidade de instância judicial, o que torna bem mais célere tal procedimento, inserindo

rapidamente o bem no mercado imobiliário, gerando riquezas, fomentando, assim, a economia

pátria. Ao contrário do que acontecia outrora, quando empreendimentos imobiliários deixavam de

ser lançados no mercado, em virtude da precariedade do registro do imóvel, aguardando durante

anos pelo final de uma ação judicial.

B) JUDICIAL ART. 212. DA MESMA LEI – VARAS CÍVEIS HAVENDO CONTESTAÇÃO

3) CERTIDÕES EMITIDAS PELO OFICIAL DE REGISTRO DE IMÓVEIS ART 16 E SEGUINTES DA

LEI 6.015/73

As certidões emitidas pelas serventias de registro de imóveis são extraídas das informações

constantes nos livros do registro imobiliário como resultados das buscas, que podem ser entendidas

como sendo as consultas realizadas pelos registradores de imóveis e seus prepostos nos livros das

serventias, para fins de continuidade do serviço ou para fornecer informações solicitadas.

A certidão será lavrada independentemente de despacho judicial, devendo mencionar o

livro de registro ou o documento arquivado no cartório”, conforme prescrição constante na parte

final do Art. 18 da Lei nº 6.015/73. Alguns estados exigem a colocação de selos de autenticidade

nas certidões emitidas.

Acrescenta-se ainda que as certidões poderão ser lavradas “em inteiro teor, em resumo, ou

em relatório, conforme quesitos, e devidamente autenticada pelo oficial ou seus substitutos legais,

não podendo ser retardada por mais de 5 (cinco) dias”, como estabelece o “caput” do Art. 19 da Lei

nº 6.015/73 . Já o parágrafo 1º do mesmo dispositivo legal dispõe que “a certidão, de inteiro teor,

poderá ser extraída por meio datilográfico ou reprográfico”. Por fim, o parágrafo 5º, também do

Art. 19 da mesma norma jurídica, fixa que “As certidões extraídas dos registros públicos

deverão ser fornecidas em papel e mediante escrita que permitam a sua reprodução por

fotocópia, ou outro processo equivalente.

*********************ESCRITURA PÚBLICA**************************

É A MATERIALIZAÇÃO DO NEGÓCIO JURÍDICO FIRMADO ENTRE AS PARTES, O QUAL ASSUME CARÁTER PÚBLICO POR TER SIDO LAVRADO PERANTE PESSOA INVESTIDA EM FUNÇÃO PÚBLICA, PORTANTO, DOTADO DE FÉ PÚBLICA.

1. EXIGIBILIDADE DE ESCRITURA PÚBLICA:

ART. 108. NÃO DISPONDO A LEI EM CONTRÁRIO, A ESCRITURA PÚBLICA É ESSENCIAL À

VALIDADE DOS negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.

Art. 109. No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento público, este é da substância do ato.

ONDE LAVRAR A ESCRITURA PÚBLICA? RESPOSTA: É LIVRE A ESCOLHA DO TABELIÃO DE NOTAS, INDEPENDENTE DO DOMICÍLIO DAS

PARTES OU DO LUGAR DE SITUAÇÃO DOS BENS (8º DA LEI 8.935/94)

2. EXCEÇÃO À EXIGIBILIDADE DE ESCRITURA PÚBLICA:

A) IMÓVEIS TRANSACIONADOS PELO SFH A LEI 4.380/64, ART 61 § 5º –, EQUIPAROU O

CONTRATO FIRMADO NO ÂMBITO DO SFH À ESCRITURA PÚBLICA.

B) IMÓVEIS TRANSACIONADOS PELO SFI (ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DO IMÓVEL) - LEI

9.514/97

(NESTES CASOS É DISPENSADO O RECONHECIMENTO DE FIRMA E A REPRESENTAÇÃO DE PESSOA JURÍDICA)

C) IMÓVEIS COM VALOR INFERIOR A 30SM FACULDADE DA PARTE INTERESSADA.

D) INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL SOCIAL O DOCUMENTO QUE FUNDAMENTA A

INCORPORAÇÃO DE BENS IMÓVEIS PARA FORMAÇÃO OU AUMENTO DE CAPITAL SOCIAL DE EMPRESAS (LEI 8934/94) CONSTITUI UMA EXCEÇÃO Á EXIGIBILIDADE DE LAVRATURA DE ESCRITURA PÚBLICA PREVISTO NO ART 108 CC.

3. VANTAGENS DA LAVRATURA DE ESCRITURA PÚBLICA:

SEGURANÇA DO NEGÓCIO JURÍDICO EM VIRTUDE DA OBSERVÂNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS PARA A VALIDADE DO ATO.

PUBLICIDADE DO NEGÓCIO REALIZADO, PERMITINDO A QUALQUER INTERESSADO SOLICITAR UM TRASLADO DA ESCRITURA (CERTIDÃO EXPEDIDA PELO TABELIÃO ORIUNDA DOS LIVROS DE ESCRITURA PÚBLICA SÓ QUEM ASSINA É O TABELIÃO).

PERPÉTUO ARQUIVAMENTO DA DOCUMENTAÇÃO QUE EMBASOU O NEGÓCIO JURÍDICO

ATUA COMO FORMA DE PREVENÇÃO DE LITÍGIO DEVEM SER OBSERVADOS OS ASPECTOS LEGAIS VIGENTES (QUANDO DA EFETIVAÇÃO DO REGISTRO, LEVA-SE EM CONTA AS NORMAS DA ÉPOCA DO REGISTRO = ESCRITURAS LAVRADAS ANTES DA LEI 6.015/73 E SOMENTE LEVADAS A REGISTRO NO ADVENTO DAQUELA, GERALMENTE TRAZEM IMPERFEIÇÕES E OMISSÕES).

4. DESVANTAGENS DA LAVRATURA DE ESCRITURA PÚBLICA:

ONERA A NEGOCIAÇÃO

DEMORA NA FORMALIZAÇÃO DO ATO

OBS: EFEITOS

1) DA ESCRITURA PÚBLICA : INTER PARTES

2) DO REGISTO:

ERGA OMNES

5. VERIFICADA UMA IRREGULARIDADE NA ESCRITURA PÚBLICA, COMO

CORRIGIR?

UMA VEZ LAVRADA, NÃO PODE A ESCRITURA SER INUTILIZADA, DESTRUÍDA, POIS TRATA-SE DE DOC PÚBLICO.

A RETIFICAÇÃO DE UMA ESCRITURA PÚBLICA DEVERÁ SER FEITA POR OUTRA ESCRITURA:

A) ATRAVÉS DE UMA ESCRITURA DECLARATÓRIA OU DE ADITAMENTO

SERÁ LAVRADA PERANTE O MESMO TABELIÃO QUE LAVROU A ESCRITURA ANTERIOR

SÓ O TABELIÃO ASSINA

NÃO PODERÁ MODIFICAR A ESSÊNCIA DO ATO OU A VONTADE DAS PARTES

SEMPRE SERÁ AVERBADA NO CORPO DO REGISTRO, MESMO QUANDO APRESENTADA JUNTO COM A ORIGINAL NO CRI

B) ATRAVÉS DE UMA ESCRITURA PÚBLICA DE RE-RATIFICAÇÃO- RETIFICANDO O DEVE SER CORRIGIDO E ADITANDO OS REQUISITOS FALTOSOS NA ESCRITURA ANTERIOR

SERÁ LAVRADA PERANTE QUALQUER TABELIÃO

HÁ NECESSIDADE DA ASSINATURA DAS PARTES QUE ASSINARAM A ANTERIOR

PODE SER MUDADA A ESSÊNCIA DO ATO OU A VONTADE DAS OU PARTES

PODE SER LEVADA AO CRI JUNTA COM A ORIGINAL = O REGISTRO SERÁ FEITO CORRETAMENTE COM REFERÊNCIA ÀS DUAS ESCRITURAS.

PODE SER LEVADA AO CRI APÓS O REGISTRO DA ESCRITURA ANTERIOR = O REGISTRO SERÁ ADITADO

6) ESCRITURAS PÚBLICAS QUE NÃO SÃO LEVADAS REGISTRO IMOBILIÁRIO:

A) ESCRITURA DE CESSÃO DE

REQUERER ABERTURA DA

DIREITOS HEREDITÁRIOS -

SUCESSÃO.

HABILITA

O

CESSIONÁRIO

A

B)

ESCRITURA DE CESSÃO DE POSSE - MEIO DE PROVA EM AÇÃO DE USUCAPIÃO

C)

ESCRITURAS PÚBLICAS DE ENFITEUSE CUJO OBJETO SEJAM IMÓVEIS PARTICULARES- NCC

SÓ ADMITE A CONSTITUIÇÃO DE ENFITEUSE S/TERRENOS DE MARINHA, NÃO PODENDO MAIS

SEREM CONSTITUIDAS ENFITEUSES PARTICULAES.

D) ESCRITURA DE DIVÓRCIO NA QUAL NÃO HAJAM BENS A PARTILHAR SERÁ LEVADA PARA AVERBAÇÃO NO REGISTRO CIVIL (MUDANÇA DE ESTADO)

7) ESCRITURA DE PACTO ANTENUPCIAL (ART. 1640, PÚNICO, CCIVIL): EXIGIDA QUANDO O REGIME DE BENS ESCOLHIDO PELOS NUBENTES FOR DIFERENTE DO LEGAL (COMUNHÃO PARCIAL DE BENS).

OBS: QUANDO A SITUAÇÃO EXIGIR QUE O REGIME DE BENS SEJA SEPARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE BENS (ART. 1641, CC), NÃO HÁ NECESSIDADE DE ESCRITURA PÚBLICA POIS NÃO HÁ ESCOLHA DAS PARTES, MAS IMPOSIÇÃO LEGAL.

****************************UNIFICAÇÃO E FUSÃO*****************************

Unificação (art. 235, LRP): Podem ser unificados, com abertura de matrícula única (imóveis contíguos, pertencentes ao mesmo proprietário). I – imóveis constantes de transcrições anteriores a LRP II- dois ou mais imóveis, registrados por ambos os sistemas (transcrição + matrícula)

Fusão (art 234, LRP): Quando dois ou mais imóveis contíguos pertencentes ao mesmo proprietário, constarem de matrículas autônomas, pode ele requerer a fusão destas em uma só, de novo número, encerrando-se as primitivas.

************************PARCELAMENTO DO SOLO*****************************

O parcelamento do solo urbano poderá ser feito mediante loteamento ou desmembramento e está

regulado na Lei nº 6.766/79. Considera-se, portanto, como sendo loteamento dividir terrenos em

pequenas partes denominadas de lotes, que serão destinados à construção, ou seja, edificação. Tal

divisão dos terrenos ou glebas, provoca abertura de novas vias de circulação, ou seja ruas

(logradouros públicos), pode ainda, gerar prolongamento de vias públicas já existentes, e ainda,

modificação ou ampliação das vias anteriormente existentes.

Passando a tratar sobre desmembramento pode-se considerar como sendo o parcelamento de

terrenos ou glebas em lotes, também destinados à edificação, assim como no loteamento. Todavia,

tal subdivisão de terreno não implica em aparecimento de novas vias de circulação ou alteração das

já existentes, mas sim com aproveitamento do sistema viário já instalado na localidade onde o

desmembramento será realizado

Desmembramento: é a subdivisão de um imóvel pré-existente, requerida pelo interessado e com autorização do Poder Público municipal (art 235, P.único da LRP) Há o aproveitamento das vias existentes.

Loteamento: subdivisão do imóvel em lotes com autorização do Poder Público com abertura de vias de circulação com doação de áreas úteis à comunidade

Após aprovação do projeto de loteamento no órgão municipal competente, o loteador irá

submeter o projeto aprovado ao registro imobiliário para que seja feita a publicidade da

aprovação e toda a sociedade possa tomar conhecimento da regularidade do empreendimento

imobiliário.

A apresentação do projeto aprovado, ao serviço registral, deverá ser feita no prazo de 180 (cento e

oitenta) dias após a aprovação municipal. Não sendo feita a apresentação neste prazo, a aprovação

poderá caducar, ou seja, perder a validade.

O legislador da Lei de Loteamento não atribuiu responsabilidade só para o registrador de

imóveis, mas para toda pessoa que descumprir as prescrições da citada norma jurídica, a qual

está em vigor desde 1979 e até os dias atuais ainda se encontra espalhados por todo o país,

parcelamentos de solo irregulares. Em razão de tal ocorrência, o Art. 50 da dita Lei dispõe o

seguinte:

Art. 50. Constitui crime contra a Administração Pública:

I - dar início, de qualquer modo, ou efetuar loteamento ou desmembramento do solo

para fins urbanos, sem autorização do órgão público competente, ou em desacordo com

as disposições desta Lei ou das normas pertinentes do Distrito Federal, Estados e

Municípios; II - dar início, de qualquer modo, ou efetuar loteamento ou desmembramento do solo para

fins urbanos sem observância das determinações constantes do ato administrativo de licença;

III - fazer ou veicular em proposta, contrato, prospecto ou comunicação ao público ou a

interessados, afirmação falsa sobre a legalidade de loteamento ou desmembramento do solo

para fins urbanos, ou ocultar fraudulentamente fato a ele relativo.

A autorização do loteamento só será dada se o imóvel a ser loteado estiver em nome do Loteador.

***************************INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA********************* (LEI Nº 4.591/64)

CONCEITO: ATIVIDADE EXERCIDA COM INTUITO DE REALIZAR CONSTRUÇÃO POR ALIENAÇÃO DE UNIDADES AUTÔNOMAS OU DE FRAÇÃO IDEAL, VINCULADA A UNIDADE HABITACIONAL - (VENDA NA PLANTA)

A requerimento do incorporador e mediante a apresentação da documentação, é feito o

registro da Incorporação (Documentação – art. 32 da Lei 4.591/64).

Se dentro de 180 dias do registro, não se iniciar o registro da vendas das frações ideais, o

incorporador terá que revalidar toda a documentação, para maior segurança do comprador.

FINALIDADE: Dar notícia de construção sobre referido imóvel > tornar público o projeto, dar

maior segurança ao comprador e garantir a caracterização física e jurídica do empreendimento.

REQUISITOS:

Que o terreno esteja apto a receber a construção

Que o terreno esteja registrado no nome do incorporador

Que os adquirentes possam, após a construção, registrar suas unidades.

VENDA DE IMÓVEL EM CONSTRUÇÃO SEM REGISTRO DA INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA:

Contravenção relativa à economia popular:

Art 66 da Lei 4.591: negociar o incorporador frações ideais de terreno, sem previamente

satisfazer às exigências constantes desta lei.

Pena: Multa de 5 a 20 vezes o maior salário-mínimo legal vigente no País.

Sobre o procedimento registral para publicitar a incorporação, cumpre destacar que toda a

documentação da incorporação é apresentada em duas vias, uma das quais ficará arquivada no

registro imobiliário. A outra, será devolvida ao incorporador que utilizará, normalmente, no stand

de vendas do empreendimento e reproduzirá alguns de seus elementos nos contratos de alienação

das frações ideais.

Apresentada a documentação, o registrador analisará se cumpre todos os requisitos legais. Não

cumprindo, indicará as exigências no prazo de 15 dias da apresentação da documentação. Neste

prazo, o registrador realizará o exame da legalidade do título, verificando a titularidade do terreno

onde será edificado o empreendimento projetado; a validade do alvará de construção; a validade das

certidões apresentadas; a uniformidade dos dados técnicos em todos os documentos. Lembrando-se que o registrador não tem nenhuma responsabilidade sobre a regularidade técnica da obra.

Estando toda a documentação regular, o registrador procederá a um ato de registro na matrícula do imóvel, mencionando que naquele terreno será edificada o empreendimento e descrevendo o empreendimento.

A partir do registro da incorporação, todas as vendas efetivadas das frações ideais que

corresponderão às unidades autônomas serão registradas na matrícula do imóvel de maneira sucessiva, conforme sejam apresentadas ao registro de imóveis. Sem o registro da incorporação, estas vendas ficam no limbo jurídico e geram apenas relações obrigacionais e não reais. Antes de expor as unidades autônomas a venda, deve o Corretor verificar se existe Incorporação Imobiliária registrada e se esta fora consolidada, caso não tenha sido conclidada, solicitar que o incorporadro atualize as certidões e revalide a incorporação.

PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO( ART. 31A, LEI Nº 4.591/64):

A Lei nº 10.931/2004 que dispõe sobre o Patrimônio de Afetação de Incorporações Imobiliárias, acrescentou à Lei 4.591/64, os art. 31 A ao 31F

O Patrimônio de Afetação vem a ser

EMPREENDIMENTO, que passará a ter a sua própria contabilidade,

incorporadora, o que confere segurança aos adquirentes quanto á disposição dos recursos aplicados

na obra.

separada das operações da

A ADOÇÃO DE UM PATRIMÔNIO PRÓPRIO PARA CADA

Com a nova regra, todas as dívidas, de natureza tributária, trabalhista e junto às instituições financeiras, ficam restritas ao empreendimento em construção, não tendo qualquer relação com os outros compromissos e dívidas assumidas pelo incorporador.

NA HIPÓTESE DE FALÊNCIA OU INSOLVÊNCIA CIVIL DO INCORPORADOR: os patrimônios de

afetação constituídos não são atingidos, não integrando a massa concursal - o terreno, as acessões e demais bens, direitos creditórios, obrigações e encargos objeto da incorporação.

Dessa forma, os compradores poderão dar continuidade à obra, contratando outra empresa no lugar

da falida, garantindo-se a entrega do imóvel comprado na planta.

Diante da importância do Instituto no resguardo ao direito do consumidor, deveria o legislador, ter imposto sua obrigatoriedade em todas as incorporações imobiliárias.

***********************ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE BEM IMÓVEL****************

LEI 9.514/97

ANTES DA LEI 9.514/97 A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA ERA APLICÁVEL SOMENTE AOS BENS MÓVEIS (DECRETO-LEI Nº 911/69) ADQUIRIDOS MEDIANTE FINANCIAMENTO, ADMITINDO-SE A TÉCNICA DA ALIENAÇÃO COMO GARANTIA AO PAGAMENTO DA DÍVIDA CONSTITUÍDA PARA A AQUISIÇÃO.

NATUREZA JURÍDICA: a ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA É INSTITUTO DE GARANTIA.

O CONTRATO DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA será sempre um contrato ACESSÓRIO e pressupõe a existência de um contrato PRINCIPAL, geralmente UM CONTRATO DE MÚTUO.

§ Para ter eficácia real e publicidade, este contrato deverá ser, necessariamente, levado à registro junto à Matrícula do Imóvel ( art 40, Lei 9514/97) – acrescentou ao art. 167, I da Lei 6.015/73, o inciso 35) da alienação fiduciária em garantia de coisa imóvel.

§ O instrumento contratual poderá ser PARTICULAR, e todos os contratos a ele vinculados, constituindo uma exceção ao art. 108 do Código Civil, somente quando o beneficiário final da operação for PESSOA FÍSICA -art. 38 da lei.

O artigo 22, da Lei 9.514/97 conceitua a alienação fiduciária (AF) de coisa imóvel como sendo

o “negócio jurídico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata

transferência ao credor, ou fiduciário da propriedade resolúvel de coisa imóvel” - trata de uma espécie de garantia, na qual o devedor transfere ao credor, a propriedade de um bem imóvel, como forma de assegurar o pagamento de uma dívida previamente determinada, sob a condição de que, após a sua liquidação, o bem retorne à propriedade do devedor.

Embora ocorra a transferência, ao credor fiduciário não é permitido dispor do imóvel, eis que se trata de propriedade resolúvel, protegida pelo pacto acessório de garantia. A propriedade será transferida em caráter provisório até que a dívida seja integralmente quitada.

Pessoas Envolvidas no Contrato

A partir do conceito legal, verifica-se que na alienação fiduciária são visualizadas duas pessoas

distintas, a saber: o fiduciante (devedor – adquirente do imóvel) e o fiduciário(credor – vendedor ou interveniente). Tais pessoas podem ser físicas ou jurídicas.

1. CONSEQUÊNCIA DO CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO – quando o DEVEDOR

FIDUCIANTE pagar a dívida, RESOLVE-SE A PROPRIEDADE FIDUCIÁRIA DO IMÓVEL,

passando aquele à qualidade de proprietário pleno. (Termo da quitação é averbado no Registro

Imobiliário). Extingue-se a propriedade resolúvel, restabelecendo-se a propriedade plena em

nome do fiduciante – devedor.

2. CONSEQUÊNCIA DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO PELO MESMO

DEVEDOR – tornando-se inadimplente o fiduciante, O CREDOR FIDUCIÁRIO – em expectativa real

de direito de propriedade – deverá requerer a notificação do devedor, para que pague o valor devido

em 15 dias ( Oficial de Registro), impondo a lei, por consequência imediata, a transferência da

propriedade em favor do fiduciário (titular do direito creditício e propriedade resolúvel) = A

POSSE INDIRETA DO FIDUCIÁRIO É TRANSFORMADA EM PROPRIEDADE PLENA.

NA PROVA NP2 – DIREITO IMOBILIÁRIO (H519) - SEGUINTE LEGISLAÇÃO:

1. LEI Nº 4.591/64

2. LEI Nº 6.015/73

3. LEI Nº 6.766/79

4. LEI Nº 9.514/97

O ALUNO PODERÁ CONSULTAR A