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DEPENDÊNCIA QUÍMICA

ABUSO Uso em excesso de drogas lícitas ou ilícitas.

ALCOOLISMO Consumo frequente de bebida alcoólica ou condicionado por uma dependência psicofísica.

ALCOÓLATRA (ver em AlcoolistA).

ALCOÓLICO (ver em AlcoolistA).

ALCOOLISTA Aquele que é viciado em bebidas alcoó- licas. Também conhecido por alcoólatra ou alcoólico.

ALUCINAÇÃO Perturbação mental que se caracteriza pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, táteis, gustativas ou olfativas) atribuídas a objetos que não estão pre- sentes ou não existem.

ANESTÉSICO Substância (produto ou medicamento) que diminui ou elimina a sensibilidade. Algumas provocam perda de consciência; outras tornam insensíveis pequenas áre- as, por contato com suas fibras nervosas.

ANFETAMINA Conhecida popularmente por rebite (entre caminhoneiros) e bola ou boli- nha (entre estudantes), é um grupo de substâncias que estimula a atividade mental. Usados clinicamente, por muito

tempo, como moderadores de apetite e para combater a obesidade mórbida, os medicamentos anfetamínicos (fempro- porex, mazindol e anfepramona) tiveram seus registros cancelados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitá- ria) e foram proibidos, a partir de 4 de outubro de 2011, de serem produzidos, comercializados e manipulados. Podem provocar, entre outros: comportamento agressivo, paranoia, delírios persecutó- rios, alterações psíquicas, depressão, ideias de suicídio, danos cerebrais, der- rame, isquemia, infarto e morte.

ANOREXÍGENO Substância ou droga utilizada para pro- vocar a perda do apetite ou a anorexia (aversão ao alimento). É feito geralmen- te à base de anfetamina.

ANSIOLÍTICO Substância ou medicamento sedativo, também conhecido como tranquilizante ou calmante, usado para diminuir ou comba- ter a ansiedade. (ver em trAnquilizAntes).

ANTICOLINÉRGICOS Substâncias que podem ser naturais ou sintéticas e alterar funções psíquicas do corpo humano. As naturais são as plantas popularmente conhecidas: saia- -branca, lírio, trombeta, trombeteira, zabumba, cartucho e estramônio (seu comércio é controlado pelo Ministério da Saúde). Clinicamente são usadas para combater diarreias, dilatar a pupila e tratar a síndrome de Parkinson. Podem provocar: perda de reflexo, dificuldade

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respiratória, aceleração dos batimentos cardíacos, queda de pressão, alterações de comportamento, delírios persecu- tórios, alucinações, retenção da urina, aumento da temperatura corporal e convulsão, entre outros.

ANTIDOPING Exame ou teste em competições espor-

tivas para verificar se houve ocorrência do dope (se o atleta tomou substância química para melhorar sua resistência

e seu desempenho muscular).

AYAHUASCA Bebida preparada com um alcaloide alu- cinógeno, a banisterina, extraído do cau- le da planta caapi, misturado às folhas da planta chacrona. Os efeitos alucinó- genos, com ação intensa e prolongada, são provocados pela substância dimetil- triptamina (DMT), presente nas folhas da chacrona. Essa bebida é ingerida no ritual do Santo-Daime (uma manifesta- ção religiosa) e por várias outras seitas. Pode desencadear quadros psicóticos permanentes em pessoas predispostas

a essas doenças ou provocar crises em

portadores de doenças psiquiátricas (transtorno bipolar, esquizofrenia).

CAAPI Planta nativa do Brasil (AM), de pro- priedades adstrigentes, cultivada por tribos da Amazônia para extração da banisterina, um alcaloide alucinógeno usado na preparação da ayahuasca. (ver

em PlAntAs AlucinógenAs).

CALMANTES Medicamentos que agem sobre o sis- tema nervoso central e podem causar desde sonolência até inconsciência. Pertencem principalmente ao grupo dos Barbitúricos, que têm ação hipnótica e sedativa. Diminuem a ansiedade, o es- tresse, o nervosismo e dão sono. Subs- tâncias naturais, como os brometos, e

plantas, como maracujá e valeriana, têm efeitos similares. Alguns medicamentos

são usados para tratar tipos de epilep- sia (que causam convulsões). Podem provocar: sonolência e deficiência nas atividades de trabalho e na direção de veículos, dificuldades de movimentos, pressão baixa, sedação, depressão, con- fusão mental, coma, parada respiratória

e morte.

CHACRONA Pequena árvore nativa da Amazônia, de propriedades alucinógenas, cujas folhas são utilizadas na preparação da ayahuas-

ca. (ver em PlAntAs AlucinógenAs).

COCAÍNA

Substância extraída das folhas da coca (a planta Erythroxylon coca), que estimula

o sistema nervoso central. Chamada po-

pularmente de: coca, pó, branquinha, pó dourado, neve e senhora. Pode causar:

emagrecimento profundo, delírios perse- cutórios, depressão, alucinações, insônia, dores musculares, convulsão, infarto, parada respiratória e morte, entre outros.

CODEÍNA Alcaloide presente no ópio, preparado a partir da morfina. É usado em alguns me- dicamentos antitussígenos, analgésicos e anestésicos, e pode levar à dependência.

CODEPENDENTES Aqueles que estão ligados ao depen- dente de drogas, de alguma forma, por laços familiares, amizade ou proxi- midade, e vivem em função dele, sem limites, fazendo disso a razão de suas vidas. Normalmente são pessoas de baixa autoestima, com sentimento de culpa, que não conseguem se desligar emocionalmente do dependente.

COGUMELO Fungo nativo ou cultivado, que produz alucinações, formado por 90% de água

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e filamentos, cujas membranas contêm

a quitina (do reino animal) e a celulose

(do reino vegetal). Conhecido popu- larmente por: cogumelo alucinógeno, cogumelo psicodélico ou mágico. São quatro tipos: Psilocybe e Panaeolus subbalteatus (encontrados no Brasil), Copelandia e Amanita. Podem provocar:

dores estomacais, diarreia, descontrole de urina e fezes, vômitos, depressão, alucinações, delírios persecutórios, pânico, convulsões, parada cardíaca, coma e morte.

COLA Produto tóxico, com solventes em sua composição química, volátil, perten- cente ao grupo de drogas inalantes, de baixo custo e fácil acesso. É a “cola de sapateiro”. Pode provocar: alucinações, fotofobia, intoxicação, vômitos, depres- são, desorientação, falta de memória, confusão mental, perda de autocontrole, lesões cardíacas e pulmonares, compli- cações nos rins e no fígado, danos ao cérebro, insuficiência cardíaca e morte, entre outros.

CRACK Droga derivada da merla (variação da pasta de cocaína), acrescida de bi- carbonato de sódio ou amônia e água destilada, que produz pequenos grãos ou pedrasesbranquiçadas ou cor de canela pesando geralmente de 1 a 5 gramas. Também se encontram pedras com adição de querosene e solução de bateria de automóvel. O usuário que usa o crack no cachimbo, na lata, no copo ou garrafa é chamado de “sacizei-

ro” pelos outros (alusão ao Saci-Pererê do folclore brasileiro). O nome crack vem do som que a pedra faz quando

é aquecida no cachimbo. Pode causar:

emagrecimento exagerado, acidente vascular cerebral (AVC), destruição de neurônios, depressão, degeneração muscular, problemas cardíacos, infarto,

derrame, parada respiratória e cardía- ca, morte, entre outros.

CRISTAL Estimulante à base de metanfetamina, que estimula o sistema nervoso central. É uma droga sintética superdestrutiva, que tem como componentes substân- cias químicas industriais e produtos de limpeza. Conhecido também por metanfetamina, tina, MD, meth, ice, crystal, glass, crank e speed. Tem o formato parecido ao de uma pedra de cristal e pode ser moído até virar pó. Pode causar: problemas de saúde mental, pânico, alucinações, ideias de suicídio, abscessos na pele, corrosão de dentes e gengiva, envenenamento san- guíneo, problemas cardíacos, danos nos pulmões, convulsões, derrame, coma e morte, entre outros.

DEPENDÊNCIA FÍSICA Uma necessidade orgânica de receber doses de certas substâncias, às quais o organismo se adaptou, e cuja falta cau- sa distúrbios mais ou menos graves, de- nominados “síndrome de abstinência”.

DEPENDÊNCIA PSÍQUICA Desejo psicológico de usar determina- da substância, pelo bem-estar que ela produz. O desejo, se não for satisfeito, pode se transformar em mal-estar in- tenso (fissura) e provocar alteração de comportamento no usuário da droga.

DEPENDÊNCIA QUÍMICA

(ver em DePenDênciA FísicA).

DROGA Qualquer substância psicoativa, lícita ou ilícita, que cause dependência quí- mica e/ou psíquica no usuário, como maconha, morfina, heroína, álcool, etc. +ilícitA: substância proibida de ser produzida, comercializada e consumida. Entra no país ilegalmente, ou seja, sem

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permissão das autoridades, por meio dos traficantes. Entre elas temos: maconha,

cocaína, crack, ecstasy, heroína, LSD 25 , merla, cristal, haxixe, etc. Pode provo- car: arritmia cardíaca, trombose, AVC, necrose cerebral, insuficiência renal e cardíaca, depressão, ansiedade, inquie- tude, alterações nas funções motoras, perda de memória, disfunções no sis- tema reprodutor e respiratório, câncer, convulsões, desidratação, intoxicação, náuseas, exaustão, desmaios, coma

e morte, entre outras coisas. +lícitA:

substância legalizada, com produção

e comercialização permitidas. É aceita

pela sociedade, como o álcool e o taba- co, embora produza efeitos danosos à saúde. Também vicia seus consumidores de maneira muito fácil e pode levar à intoxicação, ao coma e à morte.

DROGADITO

(ver em FArmAcoDePenDente).

ecstAsY Droga moderna sintética (a MDMA – meti- lenodioximetanfetamina), tem efeitos so- bre as atividades psíquicas ou mentais e o comportamento. Conhecida como “pílula do amor” , “droga de desenho” ou “droga de recreio”, é também chamada de pas- tilha, pepita, bola ou bolinha, balinha, redondo ou redondinho, helena e stacy. Outras drogas também são encontradas em sua composição, como a cocaína. É bastante falsificada por traficantes que vendem outras substâncias (anfetaminas, ketamina, PCP, cafeína, etc.) para enga- nar o usuário. Pode provocar: delírios, alucinações, descontrole de braços e pernas, desidratação, hipertermia, pa- ranoia, agressividade, depressão, lesões celulares irreversíveis, convulsão, morte súbita, entre outros.

ESTEROIDES ANABOLIZANTES Substâncias sintéticas fabricadas para substituírem o hormônio masculino

testosterona. Ajudam no crescimento dos músculos e no desenvolvimento de características sexuais masculinas (pelo, engrossamento da voz, etc.). Usados para aumentar a massa muscu- lar, retêm líquidos e provocam o inchaço dos músculos. Podem causar: câncer no fígado, na mama e na próstata, alteração do colesterol, diabetes, hiper- tensão, derrame cerebral, alucinações, depressão, ataque cardíaco, hemorragia do fígado e morte, entre outros.

FARMACODEPENDENTE Aquele que tem necessidade orgânica

de receber doses de certas substâncias, às quais o seu organismo se adaptou,

e cuja falta causa distúrbios mais ou menos graves, denominados “síndrome

de abstinência”. O dependente físico ou químico, também chamado de drogadito ou toxicômano, não consegue controlar

o uso dessas substâncias. (ver em De-

PenDênciA FísicA).

GOTAS PARA TOSSE Solução com água, álcool, acrescida de codeína. A codeína, um dos remédios mais ativos para combater a tosse, se encontra nos medicamentos: Bela- codid®, Belpar®, Codelasa®, Gotas Binelli®, Pambenyl®, Setux®, Tussa- veto®, etc. Se consumidos como droga, podem provocar: constipação, estado de torpor e sonolência, depressão das funções cerebrais, intoxicação, convul- são e morte, entre outros.

HAXIXE Substância proveniente do cânhamo (Cannabis sativa). São encontrados três tipos: a erva ou marijuana, que vem das folhas, do caule e das sementes secas da planta; a resina, extraída do líquido da planta e preparada em blocos, pelotas ou tabletes (com cor variável de castanho-escuro a preto); o óleo de haxixe, a forma mais potente dos três.

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Droga também conhecida por: chocolate, tablete, merda, naco, xito e shit. Pode provocar: apatia, desinteresse por estu- do e trabalho, depressão, dificuldade de respiração, bronquite, asma, câncer de pulmão, redução da taxa de hormônios masculinos, alteração das funções hepá- ticas e mentais, entre outros.

HEROÍNA Droga derivada da morfina (que vem do

ópio extraído da papoula). Alcaloide de propriedades narcóticas e analgésicas,

é substância depressora do sistema

nervoso central. Mais viciante que a morfina, pode causar dependência em poucas semanas de uso. É também co-

nhecida por: castanha, poeira, açúcar castanho, veneno, bomba, brown sugar

e outros. Pode provocar: depressão,

emagrecimento extremo, infecções gas- trointestinais e bacteriana das válvulas do coração, abscessos e chagas pelo corpo, doenças do fígado e dos rins, tu- berculose, bronquite, AIDS, convulsão,

coma e morte, entre outros.

INALANTES Substâncias que podem ser inaladas pelo nariz e pela boca. Como exemplos temos: esmalte, cola de sapateiro, tinta,

gasolina, benzina, tíner, fluido de isquei- ro e outros. Também tem o conhecido cheirinho ou loló, à base de clorofórmio

e éter, fabricado ilegalmente. Podem

provocar: depressão, alucinações, pro- blemas de memória, lesões irreversíveis no cérebro, aceleração dos batimentos cardíacos, doenças renais e hepáticas, lesões da medula óssea, dos rins e do fígado, intoxicação, convulsão, coma e morte, entre outros.

JUREMA Planta brasileira (Mimosa hostilis), com propriedades psicoativas, usada no preparo do “vinho de jurema”. A dimetiltriptamina ou DMT, uma de suas

substâncias, é responsável pelos efeitos alucinógenos. A bebida é muito usada em rituais religiosos (por índios e cabo- clos) e de candomblé. (ver em PlAntAs

AlucinógenAs).

LANÇA-PERFUME Tipo de solvente inalante, também chamado popularmente de cheirinho da loló, à base de cloreto de etila, éter, clorofórmio e essência perfumada. Geralmente é embalado em tubos, na forma líquida, mediante alta pressão. Conforme a quantidade inalada, pode causar: perda de tato, formigamento das extremidades (mãos e pés) e da face, distúrbios auditivos e visuais, per- da de autocontrole, alucinações, dores de cabeça, mal-estar, náuseas, dores no estômago, depressão, inconsciência, perda de memória, aceleração da fre- quência cardíaca e coma profundo (se misturado à bebida alcoólica).

LSD Substância sintética, acrônimo de die- tlamida do ácido lisérgico, é uma droga muito potente, que atua diretamente sobre o sistema nervoso central. Produ- zida em laboratório, é também chamada de doce, papel, gota, ácido, micropon- to, cones, pills e trip. Pode provocar:

alucinações, delírios persecutórios, paranoias, descontrole emocional, per- turbações de memória, esquizofrenia, depressão e suicídio, entre outros.

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MACONHA Droga feita das flores e folhas secas da Cannabis sativa. Uma de suas substân- cias, o THC (tetra-hidrocanabinol) atua no sistema nervoso central e causa sonolên- cia, sedação, hipoglicemia, etc. É também conhecida por: baseado, fino, fininho, canudo, pacau, charão, erva, canudo, fumo. Pode provocar: apatia, distúrbios psicológicos, depressão, síndrome do pânico, incapacidade para determinadas

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tarefas, redução da memória recente, bronquite, sinusite, tosse crônica, enfi- sema, entre outros.

MERLA Droga sintética (subproduto da cocaína), preparada com as folhas da coca, às quais são acrescentados produtos químicos, como querosene, cal virgem, éter, ácido sulfúrico, gasolina, benzina e outros. Tem consistência pastosa e cor amarelada. Altamente perigosa, causa dependência

física e psíquica. Pode provocar: destrui- ção de neurônios, endurecimento pul- monar, depressão, alucinações, hepatite tóxica, parada cardíaca e respiratória, convulsão, perda da consciência, coma

e morte, entre outros.

MESCAL (ver em Peiote).

MORFINA Um dos mais importantes alcaloides do ópio, usado especialmente como analgésico e narcótico. (ver em óPio).

NARGUILÉ Cachimbo de água, em que se coloca

o tabaco aromatizado (com frutas, mel

e flores), acrescido de melaço, que é queimado com o uso do carvão e fuma- do. Segundo pesquisa da Universidade de Brasília, cada sessão de narguilé equivale ao mesmo que fumar 100 cigarros, pois a quantidade de fumaça

e substâncias tóxicas inaladas nos dois

casos é igual. O uso compartilhado pode transmitir infecções na boca, herpes, hepatite e tuberculose. Também pode provocar: câncer de pulmão, enfisema pulmonar e doenças cardíacas.

OPIÁCEOS Substâncias que contêm ópio e devem ser prescritas cuidadosamente, devido ao seu alto poder de gerar tolerância e dependência.

ÓPIO Líquido leitoso branco (semelhante a um suco) da planta Papaver somniferum, conhecida como papoula-do-oriente. Dele são extraídas substâncias, chama- das drogas opiáceas ou opiáceos, como a morfina e a codeína. Como medica- mento é usado como pré-anestésico,

para alívio da dor, das diarreias, tosses

e cólicas, com bastante restrição por

parte dos médicos. Como droga é con- sumido por quem quer ter novas sensa- ções e prazeres e “fugir dos problemas” causados por trabalhos estressantes. Pode causar sonolência e turvação dos processos sensoriais (sentidos) e mentais, hipotensão arterial severa, constipação, enfraquecimento dos den- tes e necrose das veias (se injetável), dificuldade de concentração, lapsos de memória, redução do desejo e das ativi- dades sexuais, amenorreia (ausência de menstruação), dificuldade de relaciona- mento com as pessoas, doenças como hepatite e AIDS, depressão respiratória

e cardíaca, perda de consciência, fraca

oxigenação no sangue, queda da pres- são arterial, parada cardiorrespiratória, coma e morte.

OVERDOSE Termo de língua inglesa, usado cientifi- camente para expressar superdose ou dose excessiva de qualquer tipo de dro- ga, o que pode levar ao coma e à morte.

OXI Droga feita com pasta de cocaína e ga- solina, querosene e cal virgem, bastante popular pelo seu baixo custo. Alguns também acrescentam diesel, ácido

sulfúrico, solventes, pó de cimento, cal

e outras impurezas em sua produção.

Bem parecido com o crack, com efeitos semelhantes, acaba enganando o consu- midor. Apresenta-se em forma de pedras brancas ou mais escuras (amareladas, arroxeadas ou pretas), dependendo da

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sua composição. Pode provocar: proble- mas psicológicos, tremores, problemas de fígado e estomacais, queimaduras (lábios, língua e rosto), diarreias cons- tantes, depressão, destruição de neurô- nios, perda de memória, câncer, AIDS, derrame, parada respiratória e cardíaca, infarto e morte, entre outros.

PEIOTE Cacto mexicano que produz uma subs- tância alucinógena, a mescalina. Seu nome, de origem asteca, significa “planta divina”. Também conhecido como mescal, é usado por índios nativos dos EUA e do México em rituais religiosos. Pode pro- vocar: sudorese, dilatação das pupilas, taquicardia, delírios, alucinações, entre outros. (ver em PlAntAs AlucinógenAs).

Provoca: ardência, dor e formigamento (pés, dedos das mãos e panturrilha) e cãibra nos membros inferiores.

PSICOATIVOS Substâncias químicas que provocam efei- tos sobre a atividade psíquica ou mental, ou sobre o comportamento. Agem prefe- rencialmente nos neurônios, afetando o sistema nervoso central (SNC).

PSICOTRÓPICOS Substâncias que atuam quimicamente sobre o psiquismo, a atividade mental, alterando o comportamento, a percepção, o humor, etc. Alguns têm efeito sedativo, calmante ou antidepressivo. Se usados como droga, podem causar perturbações psíquicas e levar à dependência.

PITILHO Mistura de pó, poeira e restos ou cabeças (flores e folhas secas) da maconha e de pó ou pedaços de crack. A associação do crack com a maconha é usada para atenuar os males do crack, principalmen- te a paranoia. É também chamado de:

píti (pitty ou pity), pitibull, au-au, jade e choquito. Pode provocar: insuficiência respiratória, pneumonia, tuberculose e danos neurológicos irreversíveis.

PLANTAS ALUCINÓGENAS Certos tipos de plantas que induzem a alucinações auditivas e visuais e delí- rios. Em culturas indígenas de vários países têm significado religioso. As mais conhecidas são: cogumelos, jurema, mescal ou peiote, caapi e chacrona. Seu consumo pode provocar também: dila- tação das pupilas, sudorese excessiva, taquicardia, náuseas e vômitos.

POLINEURITE ALCOÓLICA Processo inflamatório ou degenerativo dos nervos periféricos, observado em alcoólatras, por deficit de vitaminas do complexo B (principalmente a B12).

SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA Sensações de mal-estar e sofrimento nos usuários dependentes, causadas pela suspensão do uso de algum tipo de substância ou droga.

SKANK Droga psicoativa, também chamada skunk, extraída da planta Cannabis sativa e cultivada em laboratório, dentro de estufas com água (tecnolo- gia hidropônica), com índice de THC (tetra-hidrocanabinol) muito superior ao da maconha. Por isso é conhecida como supermaconha. Pode provocar:

lapsos de memória e de coordenação motora, depressão, problemas res- piratórios, alucinações, distúrbios de tempo e espaço, danos no cérebro, entre outros.

SKUNK (ver em skAnk).

SOLVENTES Substâncias voláteis, que dissolvem coisas e podem ser inaladas. Começa- ram a ser usados como drogas por volta

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de 1960, nos EUA. Hoje são típicos de países do chamado terceiro mundo. São inalados por vontade própria (como a cola de sapateiro, principalmente por meninos de rua) ou involuntariamente (casos de trabalhadores de fábricas de sapatos, por exemplo). Podem causar: destruição de neurônios com lesões irreversíveis no cérebro, aumento dos batimentos cardíacos, doenças renais e hepáticas, diminuição da produção de glóbulos bran- cos e vermelhos no organismo, síncope cardíaca e morte, entre outros.

TABACO Planta (Nicotiana tabacum) da qual é extraída uma substância de efeito esti- mulante chamada nicotina (psicoativa,

de produção e comércio lícitos). A fuma- ça provocada pela queima do tabaco é composta por aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas, como monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído

e partículas de nicotina e alcatrão (este com mais de 40 substâncias cance- rígenas, geradas pela combustão de derivados do tabaco, como: arsênio, níquel, benzopireno, cádmio,resíduos

de agrotóxicos, substâncias radioativas, como o polônio 210, acetona, naftalina

e até fósforo P4/P6, substâncias usadas

para veneno de rato). O uso do tabaco pode causar infartos, derrames, dia- betes e vários tipos de câncer, entre outros males.

TOXICOMANIA Consumo anormal e compulsivo de substâncias psicoativas ou drogas (mor-

fina, heroína, cocaína, álcool e outras).

É

um comportamento de dependência total a uma ou mais drogas.

TOXICÔMANO

(ver em FArmAcoDePenDente).

TRANQUILIZANTES Medicamentos para combater a ten- são, a ansiedade, o nervosismo e para tratar a insônia. Atualmente, prefere- -se chamar esses medicamentos de ansiolíticos. Os mais comuns são substâncias chamadas benzodiazepíni- cos, que aparecem em medicamentos como Valium®, Librium®, Lexotam®, Dormonid®, etc. Consumidos sem necessidade médica, ilegalmente, por pessoas que querem relaxar ou dor- mir, e principalmente por usuários de drogas estimulantes. Podem provocar:

confusão mental, sonolência, vertigem, desmaios, depressão, parada cardíaca

e morte, entre outros.

XAROPE

Formulações farmacêuticas com grande quantidade de açúcares, tornando o líquido meio grosso. A eles junta-se

o medicamento codeína (extraído do

ópio), e tem-se o xarope para tosse.

(ver em gotAs PArA tosse).

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