INTRODUÇÃO O trabalho a seguir tem por objetivo o estudo da viscosidade em Fluidos Newtonianos e não Newtonianos.

Abordaremos conceitos e características acerca dos principais óleos lubrificantes e viscosímetros. Analisaremos a prática no laboratório e seus resultados, descrevendo a experiência detalhadamente, esta realizada no dia 28 de março de 2012 no Laboratório de Engenharia Mecânica da Universidade Gama Filho. 1. VISCOSIDADE 1.1. Conceito Viscosidade é a propriedade associada à resistência que o fluido oferece a deformação por cisalhamento. De outra maneira pode-se dizer que a viscosidade corresponde ao atrito interno nos fluidos devido basicamente a interações intermoleculares, sendo em geral função da temperatura. É comumente percebida como a "grossura" ou resistência ao despejamento. Viscosidade descreve a resistência interna de um fluido para fluir e deve ser pensada como a medida de atrito do fluido. A viscosidade desempenha nos fluidos o mesmo papel que o atrito nos sólidos. 1.1.1. Unidades No SI, a viscosidade absoluta tem como unidade Pa.s (N.s/m²). Essa unidade é normalmente expressa em mPa.s devido a sua magnitude. No sistema CGS, a unidade utilizada é o Poise, sendo um Poise igual a 0,1 Pa.s ou seja, um centipoise (cP) é igual a 1 mPa.s. No SI, a unidade da viscosidade cinemática ν é m²/s. No sistema CGS é utilizada a unidade Stokes (St), sendo um Stokes igual a 10−4 m²/s e devido a magnitude do seu valor é preferível utilizar a forma centistokes. Unidade Viscosidade dinâmica Viscosidade cinemática Unidade SI Pa.s ou N.s/m2 m2/s Unidade CGS poise equivale a 10−1 N.s/m2 stoke (St) equivale a 10-4 m2/s

As unidades do Sistema Internacional (SI) para ambos os tipos de viscosidade podem ser deduzidas por simples análise dimensional. 1.2. Relação entre a viscosidade e a temperatura nos gases e nos líquidos A viscosidade dos líquidos vem do atrito interno, isto é, das forças de coesão entre moléculas relativamente juntas. Desta maneira, enquanto a viscosidade dos gases cresce com o aumento da temperatura, nos líquidos ocorre o oposto.

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como o causado pelo aumento da temperatura. esta se transforma novamente em liquido. Se o movimento que se lhe imprime for rápido esta mistura torna-se um solido e assim que se cessa o movimento. distribuído através do fluido por colisões moleculares. 1. Fluido Newtoniano Lei de Newton da viscosidade: “A tensão de cisalhamento é diretamente proporcional à variação da velocidade ao longo da direção normal às placas” Nos fluidos Newtonianos. VISCOSÍMETROS Um viscosímetro. A viscosidade do gás não vem do atrito interno.As moléculas dos líquidos estão muito próximas e estão ligadas entre si com forças de atração elevadas. Quanto mais forte for o movimento aleatório. Quando há um movimento de escoamento do volume. Exemplos: Águas.1. óleos. a energia cinética das moléculas é elevada e as moléculas de um gás percorrem grandes distâncias entre colisões. Tipos de Viscosímetros Existem quatro tipos básicos de viscosímetros: 2 . etc. aumenta a energia cinética média das moléculas. depois. Com o aumento da temperatura.4. elas têm baixa energia cinética e a distância percorrida por uma molécula de água entre colisões é pequena. 1. Nos gases as moléculas estão relativamente afastadas e as forças atrativas são fracas.3. As análises teóricas baseadas nessas considerações simples preveem que a Viscosidade do Gás é proporcional à raiz quadrada da Temperatura Absoluta do gás. ele é sobreposto por movimentos aleatórios e. também designado por viscômetro. menos efetivas se tornam as forças intermoleculares e menor é a viscosidade. mais forte será a resistência ao movimento de escoamento do volume. Para exemplo temos a mistura de farinha com água que dependendo da energia cinética que recebe pode ser um sólido ou um liquido. mas da transferência de momentum (quantidade de movimento) entre camadas adjacentes que se movem com velocidade relativa não nula. a viscosidade independe do grau de cisalhamento. Todas as moléculas de gás estão em um movimento aleatório contínuo. Fluido não-Newtoniano O fluido não Newtoniano é um fluido cuja sua viscosidade varia proporcionalmente com a energia cinética que se imprime a esse mesmo fluido. respondendo de forma quase instantânea. O fenômeno da transferência de impulso por colisões de moléculas de líquidos parece ofuscado pelos efeitos dos campos de força interagentes entre as moléculas de líquidos estreitamente agrupadas. 2. consiste num instrumento usado para medição da viscosidade de um fluído. 2. diminui o intervalo de tempo que as moléculas passam umas junto das outras.

Viscosímetro rotativo. Utilização A escolha do tipo de viscosímetro a ser utilizado depende do propósito da medida e do tipo de líquido a ser investigado. O viscosímetro rotacional é o mais indicado para estudar líquidos nãoNewtonianos. Este tipo de viscosímetro é essencialmente um tubo em U.    Viscosímetro capilar. nas fábricas de tinta. A medida da viscosidade é o tempo que a superfície de líquido no reservatório demora a percorrer o espaço entre duas marcas gravadas sobre o mesmo.1. Esquema de funcionamento 2.3. a simplicidade e robustez do instrumento e a facilidade de operação são mais importantes que a precisão e a exatidão na medida. deixando-se escoar sob a ação da gravidade através do capilar. 2. mas é bom para líquidos newtonianos de baixa viscosidade. por exemplo. adesivos e óleos lubrificantes. O tubo é mantido na vertical e coloca-se uma quantidade conhecida de um líquido no reservatório.3. pois não permite variar a tensão de cisalhamento. Viscosímetro capilar ou viscosímetro de Ostwald O viscosímetro capilar ou de Ostwald. O viscosímetro de orifício é indicado nas situações onde a rapidez. é utilizado para líquidos e baseia-se na determinação de alguns dos parâmetros relacionados com a fricção desenvolvida por um líquido quando este escoa no interior de um capilar. 2. Viscosímetro de orifício. O viscosímetro capilar não é adequado para líquidos não newtonianos. Viscosímetro de esfera.2. 3 . sendo que um dos seus ramos é um tubo capilar fino ligado a um reservatório superior.

2. 4 .3. A viscosidade é medida pelo tempo que um volume fixo de líquido gasta para escoar através de um orifício existente no fundo de um recipiente. Viscosímetro de orifício. Um modelo de viscosímetro de orifício.Um modelo de viscosímetro capilar 2.

com uma bola de aço em cada um deles. Este tipo de viscosímetro é baseado na lei de Stokes. Nos viscosímetros de cone-placa. A viscosidade é medida pela velocidade angular de uma parte móvel separada de uma parte fixa pelo líquido. a parede do próprio recipiente cilíndrico onde está o líquido. Nos viscosímetros de cilindros concêntricos.4. Um modelo de viscosímetro rotativo. Viscosímetro rotativo O viscosímetro rotativo é o mais usado na indústria e mede a força de fricção de um motor que gira. 2. no seio de um fluído que se pretende estudar.3.2. um cone é girado sobre o líquido colocado entre o cone e uma placa fixa.3. 5 . cuja viscosidade se pretende determinar. Viscosímetro de esfera em queda ou viscosímetro de bola O viscosímetro de esfera em queda ou de bola possibilita a medição da velocidade de queda de uma esfera no seio de uma amostra de fluído. O tempo que a bola leva A descer o comprimento do tubo depende da viscosidade do líquido. devido a um sistema de pesos e roldanas. A parte móvel pode ser no formato de palhetas ou um cilindro. Este método consiste em diversos tubos contendo líquidos padrões de viscosidades conhecidas. a parte fixa é.3. enunciada pelo físico e matemático irlandês George Gabriel Stokes. em geral.

permitir a eliminação das impurezas. A diferença está no processo de obtenção dos óleos básicos. proteger as peças contra o desgaste e a corrosão. 3. Um modelo de viscosímetro de esfera. para manter a limpeza das peças do motor. garantindo a longevidade e a eficácia do motor. aumentando o rendimento do motor e diminuindo o consumo de combustível. pode determinar-se aproximadamente a sua viscosidade por comparação com os outros tubos. 6 . A estas funções juntam-se novas exigências:  Economia de combustível  Diminuição da emissão de poluentes. permitir a troca do calor. ÓLEOS LUBRIFICANTES (Tipos. Composição e funções) O lubrificante é composto por óleos básicos e aditivos.Colocando-se a amostra num tubo semelhante. O óleo lubrificante tem cinco funções principais:      permitir a redução dos atritos. reforçar a vedação. otimizando a sua potência. que assegura a taxa de compressão do motor. graças ao filtro de óleo e às trocas. prevenindo a deformação das peças.

2. têm assim uma viscosidade adotada à temperatura de funcionamento do motor. atingindo os principais pontos de lubrificação mesmo no inverno. que diminui o desgaste causado pelo atrito entre as peças. os óleos minerais podem provocar carbonização principalmente no cabeçote e nas sedes de válvula. parte do calor antes gerado pelo atrito com uso de óleos minerais é aproveitada como energia mecânica com o uso de sintéticos. ou seja.1. com o tempo. São os mais baratos e comuns no mercado. Com a maior lubrificação do motor. independente da temperatura de funcionamento do motor. Os Sintéticos Com a evolução e aparerecimento de motores cada vez mais potentes. embora seja bem mais caro. Um alerta. o que exigiu dos fabricantes de lubrificantes a criação de lubrificantes mais “poderosos”. garantindo lubrificação superior à dos minerais. criados em laboratório. Esses óleos possuem uma curva de viscosidade mais constante. evitando a carbonização do mesmo. Adequados para motores convencionais de qualquer cilindrada. Indicado principalmente em motores de alta performance. caso não sejam usados aditivos especiais para evitar o problema. Quando falamos em óleos minerais temos de distinguir três tipos:    Óleo mineral de base parafínico Óleo mineral de base naftênico Óleo mineral de base misto 3. Os Minerais Os óleos minerais são feitos diretamente a partir do refino do petróleo. os óleos lubrificantes minerais já não atendiam as exigências das montadoras quanto a viscosidade em altas temperaturas.3. o uso do sintético pode proporcionar aumento da vida útil do motor e maior desempenho. proporcionando assim maior economia de combustível também. quando há maior resistência ao escoamento do lubrificante pelas vias ou galerias de óleos existentes no motor. a partir de outros elementos químicos não presentes no petróleo. A extensão da vida útil do motor é explicada por essa maior lubricidade. Quando falamos em óleos sintéticos temos de distinguir cinco tipos diferentes:      Hidrocarbonetos sintéticos Poliolésteres Diésteres Óleos de silicone Poliésteres Perfluorados 7 .

15W.1. 50.3. Quanto maior este número. Óleos multiviscosos (inverno e verão): SAE 20W-40. 15W-50. que significa inverno. assim sucessivamente. Classificação SAE A Classificação SAE estabelecida pela Sociedade dos Engenheiros Automotivos dos Estados Unidos.4. que é indicada por um número. o SJ passa em todos os testes que o óleo SH passa. o que facilita a entrada e saída dos gases de admissão e escape. 30. 60. isto por terem menor quantidade de compostos de carbono mineral. Esses lubrificantes são recomendados para motores mais potentes que os motores que usam óleos minerais. classifica os óleos lubrificantes pela sua viscosidade. no tipo de serviço do qual a máquina estará sujeita. 3.3. 3.4.2. e que atingem um nível de rotação acima da média. isto é. sendo A para motores desenvolvidos até 1950 e L para modelos a partir de 2001. O nível de performance API é representado por um código de duas letras: a primeira designa o tipo de motor (S=gasolina. 20W-50. 5W. sendo as principais SAE e API. diminuindo o atrito entre as partes móveis durante o arranque. 25W. 10W. 40. isto é. Observação: a letra "W" vem do inglês "winter". 3. isto além de evitar problemas tipo “batida de pino” (ignição instantânea). Os Semi-Sintéticos Já o semi-sintético é uma mistura de lubrificante mineral com sintético. Outra característica deste tipo de óleo é formar uma película protetora nas paredes dos cilindros. com desempenho (e preço) intermediário entre um e outro. Classificação API A Classificação API foi desenvolvida pelo Instituto Americano do Petróleo e baseia-se em níveis de desempenho dos óleos lubrificantes. mais viscoso é o lubrificante e são divididos em três categorias:    Óleos de verão: SAE 20.4. e em outros que o SH não passa. 20W. O Óleo SH por sua vez é superior ao SG. provocando menos carbonização das câmaras de combustão. C = diesel). Os óleos lubrificantes para motores a gasolina e álcool e GNV (Gás natural veicular) de quatro tempos atualmente no mercado são os SM que surgiram em 8 . a segunda designa o nível de performance. O óleo SJ é superior ao SH. Óleos de inverno: SAE 0W. Sistema de Classificação: SAE e API Para facilitar a escolha do lubrificante correto para veículos automotivos são várias as classificações.

mais difícil de escorrer.5. 3. Este ponto é uma medida importante para a determinação das características de armazenagem e de transporte do combustível na instalação. para indicar o tipo de motor (2 ou 4 tempos) a que se destina o lubrificante. foram acrescentados números. Os óleos lubrificantes para motores a gasolina dois tempos. quanto mais viscoso for um lubrificante (mais grosso). sem que haja a combustão do combustível emitente. 3. 3. devido às evoluções que sofreu. A viscosidade dos lubrificantes não é constante. Não há uma relação direta entre o ponto de fluidez e a viscosidade do óleo combustível.5. portanto será maior a sua capacidade de manter-se entre duas peças móveis fazendo a lubrificação das mesmas. como os usados em moto serras. ela varia com a temperatura. 9 . quando submetido a diferentes valores de temperatura. Índice de Viscosidade A viscosidade mede a dificuldade com que o óleo escorre (escoa). Outro detalhe verificado é que.2. TB e TC. O Índice de Viscosidade (IV) mede a variação da viscosidade com a temperatura.1. A classificação API para motores diesel é mais complexa do que para motores a gasolina. Ponto de fulgor Ponto de fulgor ou ponto de inflamação é a menor temperatura na qual um combustível liberta vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável por uma fonte externa de calor. a queima abrupta do gás ou vapor). abrangem três níveis de desempenho: API TA. Ponto de fluidez Ponto de fluidez é a menor temperatura em que o combustível ainda escoa. melhor proteção contra formação de borra e melhor desempenho com o motor frio. menor será a variação de viscosidade do óleo lubrificante. para a obtenção do ponto de fulgor. Por mistura inflamável.2004. entenda-se a quantidade de gás ou vapor misturada com o ar atmosférico suficiente para iniciar uma inflamação em contacto com uma fonte de calor (isto é. O ponto de fulgor não é suficiente para que a combustão seja mantida. ao retirar-se a fonte de calor. com maior resistência a oxidação.5. acaba a inflamação (queima) da mistura. álcool e GNV. Quando esta aumenta a viscosidade diminui e o óleo escoa com mais facilidade. Quanto maior o IV.

ele é classificado como líquido combustível Classe I. Quando o líquido inflamável definido acima possui ponto de fulgor superior a 37. O ponto de fulgor não tem relação direta no desempenho do combustível. aos riscos de transporte. 10 .7°C. Outra definição para ponto de fulgor: O ponto de fulgor (com o seu teste realizado no aparelho de vaso fechado de Pensky-Martens) é a temperatura em que o óleo desprende vapores que.7°C e inferior a 70°C. 4. Equipamentos Utilizados:   Viscosímetro Saybolt (ASTM D-88).7°C. armazenagem e manuseamento.1.Trata-se de um dado importante para classificação dos produtos combustíveis. em contato com o oxigênio presente no ar. EXPERIÊNCIA LABORATORIAL 4.8 kg/cm2 absoluta a 37. O líquido combustível acima se classifica como líquido combustível Classe III  Líquido inflamável: todo aquele que possua ponto de fulgor inferior a 70°C e pressão de vapor que não exceda 2. de acordo com norma regulamentadora:  Líquido combustível: todo aquele que possua ponto de fulgor igual ou superior a 70°C e inferior a 93.3°C. em especial no que se refere à segurança.2. Descrição Sumária das Atividades: Data da experiência: 28/03/2012 Local: Laboratório de Engenharia Mecânica – Universidade Gama Filho Óleo Testado: Castrol MAGNATEC. ele é classificado como líquido combustível Classe II. Quando o líquido inflamável possui ponto de fulgor inferior a 37. mas um valor mínimo é estabelecido para garantir segurança no armazenamento e manuseio do produto. podem entrar em combustão momentânea. API SL Amostra: 60 ml do óleo 4. Através do ponto de fulgor distinguem-se os líquidos combustíveis e inflamáveis. na presença de uma fonte de calor. Termômetro. SAE 10W – 40.

Quando o material estabiliza na temperatura exigida (25 a 170ºC. Exemplo de equipamento Saybolt-Furol de ensaio de viscosidade e esquema do interior do equipamento 4. no fundo do qual fica um orifício de diâmetro 3. o viscosímetro mais usado para os materiais asfálticos é o de Saybolt-Furol (Saybolt: o inventor.3. é colocado num recipiente com óleo (banho) com o orifício fechado. e Furol: Fuel Road Oil). a marca de 60 ml. O tubo. no frasco inferior.15 ± 0. basicamente. 11 . cheio de material a ensaiar. abre-se o orifício e inicia-se a contagem do tempo. No Brasil. de um tubo com formato e dimensões padronizadas. Principais Passos da Realização da Experiência    O viscosímetro foi ajustado para uma temperatura inicial de 66°C. O valor da viscosidade é reportado em segundos Saybolt-Furol. Desliga-se o cronômetro quando o líquido alcança. O aparelho consta. dependendo do material e 135ºC para os cimentos asfálticos). abreviado como SSF. a uma dada temperatura de ensaio. Cronômetro. Foi medido o tempo (em segundos) que a amostra do óleo levou para escoar através dos tubos capilares que compõem o viscosímetro com a temperatura escolhida e atingir o nível do recipiente colocado para aparar o óleo. Foi inserida a amostra de 60 ml de óleo no viscosímetro.02mm.

22 135 0. T > 100 segundos: A= 0. A experiência foi repetida para as temperaturas de 78°C e 90°C e os tempos foram cronometrados da mesma forma.226 195 0. Os resultados de tempos de escoamento transcorridos a cada temperatura testada estão apresentados na tabela abaixo: Resultados do Ensaio (Temperatura x Tempo) T(⁰C) 66 78 90 t(s) 104 75 64  5.35 11. No caso de nossa experiência utilizamos os parâmetros do Saybolt Universal.41713 V= Viscosidade (cst) T= Tempo (s) A e B= Parâmetros dependentes do tipo de viscosímetro.226 e B= 195 Podemos calcular o valor da viscosidade apartir da seguinte fórmula: 12 .1. GRÁFICO V x T (Viscosidade por Temperatura) 5.220 e B= 135 T ≤ 100 segundos: A= 0. Memória de Cálculo (Viscosidade x Temperatura) do Ensaio Laboratorial Parâmetros do viscosímetro A B 0.58192 14.226 195 t(⁰C) 66 78 90 T(s) 104 75 64 V(cst) 21.

nem pouco viscoso. temos as classificações SAE. Para a correta escolha devemos ficar atentos a especificação dos lubrificantes. Devido a isso foram criadas as classificações dos diversos óleos disponíveis para facilitar a escolha do consumidor final. Verificamos que é necessário um estudo profundo no campo da análise dos fluidos para a fabricação do melhor óleo lubrificante para cada caso. Para a escolha do fluido lubrificante ideal devem ser observadas as condições de operação do equipamento e as variações de temperatura. Constatamos através da experiência que a temperatura a que o óleo é exposto influi diretamente na sua viscosidade e isto é de suma importância nos motores atuais. 13 . e a API.5. porque a resistência mecânica se tornaria insuficiente.2. aumentando a capacidade do aluno absorver a informação. pois este não deve ser muito viscoso. seu funcionamento e utilização com os variados métodos de estudo. pois gera perdas por atrito. que leva em consideração a viscosidade e temperatura. Gráfico (Viscosidade x Temperatura) Viscosidade X Temperatura 25 20 15 Viscosidade 10 5 0 66 78 Temperatura 90 Viscosidade X Temperatura Resultado do Ensaio (Viscosidade x Temperatura) CONCLUSÃO A experimentação laboratorial solidifica o conhecimento adquirido em sala de aula. que tem como parâmetro os níveis de desempenho e tipo de serviço do equipamento em que este será utilizado. agregando prática a teoria. Esta pesquisa nos apresentou os diferentes tipos de viscosímetros. A elaboração deste relatório técnico da experimentação laboratorial é de primordial importância para a consolidação dos conhecimentos através da pesquisa e estudo das mais variadas referências bibliográficas.

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