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LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHOS DE MÓVEIS E ESQUADRIAS versão preliminar SENAI-RJ • Moveleira
LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHOS DE MÓVEIS E ESQUADRIAS versão preliminar SENAI-RJ • Moveleira
LEITURA E
INTERPRETAÇÃO
DE DESENHOS DE
MÓVEIS E
ESQUADRIAS
versão preliminar
SENAI-RJ • Moveleira

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHOS DE MÓVEIS E ESQUADRIAS

FIRJAN – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro EEduardoduardo EugenioEugenio GouvêaGouvêa VieiraVieira

Presidente

Diretoria Corporativa Operacional AAugustougusto CesarCesar FFrancoranco ddee AAlencarlencar

Diretor

SENAI – Rio de Janeiro FFernandoernando SSampaioampaio AAlveslves GGuimarãesuimarães

Diretor Regional

Diretoria de Educação AAndréandréa MarinhoMarinho ddee SSousaousa FFrancoranco

Diretora

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHOS DE MÓVEIS E ESQUADRIAS

SENAI-RJ

2003

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHOS DE MÓVEIS E ESQUADRIAS SENAI-RJ 2003

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias

2003

SENAI – Rio de Janeiro Diretoria de Educação

FFICHAICHA TTÉCNICAÉCNICA

Gerência de Educação Profissional Gerência de Produto Produção Editorial Pesquisa de Conteúdo e Redação

Revisão Pedagógica

Revisão Gramatical e Editorial Colaboração Projeto Gráfico Editoração Eletrônica

Luis Roberto Arruda Carlos Bernardo Ribeiro Schlaepfer Vera Regina Costa Abreu Luiz Paiva da Rocha Alda Maria da Glória Lessa Bastos Alexandre Rodrigues Alves Demetrius Vasques Cruz Artae Design & Criação g-dés

Edição revista do material Coleção Básica do SENAI de Marcenaria, SENAI-DN.

Material para fins didáticos Propriedade do SENAI-RJ Reprodução, total ou parcial, sob expressa autorização

SENAI-RJ GEP – Gerência de Educação Profissional

Rua Mariz e Barros, 678 – Tijuca 20270-903 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (0xx21) 2587-1116 Fax: (0xx21) 2254-2884 GEP@rj.senai.br

www.firjan.org.br

Sumário

APRESENTAÇÃO

11

UMA PALAVRA INICIAL

13

1 REPRESENTAÇÃO DE MATERIAIS

17

Representação em corte

19

Indicação de peças unidas

21

Representação de superfícies

22

Representação de cotagem

24

Proporções e dimensões

27

As linhas nos desenhos técnicos

32

Escala do desenho

33

Escala natural

34

Escala de redução

34

Escala de ampliação

34

2 CORTE E DETALHES

35

Meio corte e meia vista

37

Corte parcial

38

Corte total

38

Detalhes de construção

39

3 DESENHO DE CONJUNTO E DETALHES

43

Lista de peças

45

Exemplos de desenho de conjunto e seus detalhes

46

Conjunto cotado

55

Perspectiva cotada

56

4 ARMÁRIO EMBUTIDO E ESQUADRIAS

57

Armário embutido

59

Perspectiva mostrando nicho

59

Exemplo de armário embutido

60

Esquadrias

62

Representação de esquadrias

62

Prezado aluno,

Quando você resolveu fazer um curso em nossa instituição, talvez não soubesse que, desse momento em diante, estaria fazendo parte do maior sistema de educação profissional do país: o SENAI. Há mais de sessenta anos, estamos construindo uma história de educação voltada para o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira e da formação profissional de jovens e adultos.

Devido às mudanças ocorridas no modelo produtivo, o trabalhador não pode continuar com uma visão restrita dos postos de trabalho. Hoje, o mercado exigirá de você, além do domínio do conteúdo técnico de sua profissão, competências que lhe permitam decidir com autonomia, proatividade, capa- cidade de análise, solução de problemas, avaliação de resultados e propostas de mudanças no processo do trabalho. Você deverá estar preparado para o exercício de papéis flexíveis e polivalentes, assim como para a cooperação e a interação, o trabalho em equipe e o comprometimento com os resultados.

Soma-se, ainda, que a produção constante de novos conhecimentos e tecnologias exigirá de você a atualização continua de seus conhecimentos profissionais, evidenciando a necessidade de uma formação consistente que lhe proporcione maior adaptabilidade e instrumentos essenciais à auto- aprendizagem.

Essa nova dinâmica do mercado de trabalho vem requerendo que os sistemas de educação se organizem de forma flexível e ágil, motivos esses que levaram o SENAI a criar uma estrutura educa- cional, com o propósito de atender às novas necessidades da indústria, estabelecendo uma formação flexível e modularizada.

Essa formação flexível tornará possível a você, aluno do sistema, voltar e dar continuidade à sua educação, criando seu próprio percurso. Além de toda a infra-estrutura necessária ao seu desenvolvi- mento, você poderá contar com o apoio técnico-pedagógico da equipe de educação dessa escola do SENAI para orientá-lo em seu trajeto.

Mais do que formar um profissional, estamos buscando formar cidadãos.

Seja bem-vindo!

Andréa Marinho de Souza Franco Diretora de Educação

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Apresentação

de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Apresentação Apresentação A dinâmica social dos tempos de

Apresentação

A dinâmica social dos tempos de globalização exige dos profissionais atualização constante. Mesmo as áreas tecnológicas de ponta ficam obsoletas em ciclos cada vez mais curtos, trazendo desafios renovados a cada dia e tendo como conseqüência para a educação a necessidade de encontrar novas e rápidas respostas.

Nesse cenário, impõe-se a educação continuada, exigindo que os profissionais busquem atualização constante durante toda a vida; e os docentes e alunos do SENAI-RJ incluem-se nessas novas demandas sociais.

É preciso, pois, promover, tanto para os docentes como para os alunos da educação profissional, as condições que propiciem o desenvolvimento de novas formas de ensinar e de aprender, favorecendo o trabalho de equipe, a pesquisa, a iniciativa e a criatividade, entre outros, ampliando suas possibilidades de atuar com autonomia, de forma competente.

Foram exatamente esses propósitos que nos serviram de base para organizar o curso Leitura e Interpretação de Desenho de Móveis e Esquadrias, escolhido por você. E este material didático, cuja leitura está agora iniciando, vai lhe acompanhar daqui para a frente, porque seu principal objetivo é o de orientar seus estudos.

Nele, você vai encontrar conteúdos importantes para a construção e interpretação do desenho técnico, distribuídos em partes. A primeira aborda as principais normas ou convenções adotadas para

a representação de materiais empregados em marcenaria, especialmente no que diz respeito ao

corte, à proporção, à dimensão etc., além do uso da escala. A parte seguinte apresenta diversos

recursos para registrar, no desenho, os detalhes de construção de móveis e esquadrias. E as duas últimas estão repletas de exemplos de desenho de conjunto e seus detalhes, para sua leitura

e interpretação.

Enfim, todos esses assuntos e muitos outros, que provavelmente virão à tona durante o desenvolvimento do curso, estão à sua espera. Seja bem-vindo, e receba nossos votos de sucesso no estudo e êxito na profissão.

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Uma Palavra Inicial

de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Uma Palavra Inicial Uma palavra inicial Meio ambiente Saúde

Uma palavra inicial

Meio ambiente

Saúde e segurança no trabalho

O que é que nós temos a ver com isso?

Antes de iniciarmos o estudo deste material, há dois pontos que merecem destaque: a relação entre o processo produtivo e o meio ambiente; e a questão da saúde e segurança no trabalho.

As indústrias e os negócios são a base da economia moderna. Produzem os bens e serviços necessários, e dão acesso a emprego e renda; mas, para atender a essas necessidades, precisam usar recursos e matérias-primas. Os impactos no meio ambiente muito freqüentemente decorrem do tipo de indústria existente no local, do que ela produz e, principalmente, de como produz.

É preciso entender que todas as atividades humanas transformam o ambiente. Estamos sempre

retirando materiais da natureza, transformando-os e depois jogando o que “sobra” de volta ao ambiente natural. Ao retirar do meio ambiente os materiais necessários para produzir bens, altera-se o equilíbrio dos ecossistemas e arrisca-se ao esgotamento de diversos recursos naturais que não são renováveis ou, quando o são, têm sua renovação prejudicada pela velocidade da extração, superior à capacidade da natureza para se recompor. É necessário fazer planos de curto e longo prazo, para diminuir os impactos que o processo produtivo causa na natureza. Além disso, as indústrias precisam se preocupar com a recomposição da paisagem e ter em mente a saúde dos seus trabalhadores e da população que vive ao redor delas.

Com o crescimento da industrialização e a sua concentração em determinadas áreas, o problema da poluição aumentou e se intensificou. A questão da poluição do ar e da água é bastante complexa, pois as emissões poluentes se espalham de um ponto fixo para uma grande região, dependendo dos ventos, do curso da água e das demais condições ambientais, tornando difícil localizar, com precisão, a origem do problema. No entanto, é importante repetir que, quando as indústrias depositam no solo os resíduos, quando lançam efluentes sem tratamento em rios, lagoas e demais corpos hídricos, causam danos ao meio ambiente.

O uso indiscriminado dos recursos naturais e a contínua acumulação de lixo mostram a falha básica

de nosso sistema produtivo: ele opera em linha reta. Extraem-se as matérias-primas através de processos

de produção desperdiçadores e que produzem subprodutos tóxicos. Fabricam-se produtos de utilidade

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Uma Palavra Inicial limitada que,

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Uma Palavra Inicial

limitada que, finalmente, viram lixo, o qual se acumula nos aterros. Produzir, consumir e dispensar bens desta forma, obviamente, não é sustentável.

Enquanto os resíduos naturais (que não podem, propriamente, ser chamados de “lixo”) são absorvidos e reaproveitados pela natureza, a maioria dos resíduos deixados pelas indústrias não tem aproveitamento para qualquer espécie de organismo vivo e, para alguns, pode até ser fatal. O meio ambiente pode absorver resíduos, redistribuí-los e transformá-los. Mas, da mesma forma que a Terra possui uma capacidade limitada de produzir recursos renováveis, sua capacidade de receber resíduos também é restrita, e a de receber resíduos tóxicos praticamente não existe.

Ganha força, atualmente, a idéia de que as empresas devem ter procedimentos éticos que considerem

a preservação do ambiente como uma parte de sua missão. Isto quer dizer que se devem adotar práticas

que incluam tal preocupação, introduzindo processos que reduzam o uso de matérias-primas e energia,

diminuam os resíduos e impeçam a poluição.

Cada indústria tem suas próprias características. Mas já sabemos que a conservação de recursos

é importante. Deve haver crescente preocupação com a qualidade, durabilidade, possibilidade de conserto e vida útil dos produtos.

As empresas precisam não só continuar reduzindo a poluição como também buscar novas formas de economizar energia, melhorar os efluentes, reduzir a poluição, o lixo, o uso de matérias-primas. Reciclar

e conservar energia são atitudes essenciais no mundo contemporâneo.

É difícil ter uma visão única que seja útil para todas as empresas. Cada uma enfrenta desafios

diferentes e pode se beneficiar de sua própria visão de futuro. Ao olhar para o futuro, nós (o público, as empresas, as cidades e as nações) podemos decidir quais alternativas são mais desejáveis e

trabalhar com elas.

Infelizmente, tanto os indivíduos quanto as instituições só mudarão as suas práticas quando acreditarem que seu novo comportamento lhes trará benefícios - sejam estes financeiros, para sua reputação ou para sua segurança.

A mudança nos hábitos não é uma coisa que possa ser imposta. Deve ser uma escolha de pessoas bem-informadas a favor de bens e serviços sustentáveis. A tarefa é criar condições que melhorem a capacidade de as pessoas escolherem, usarem e disporem de bens e serviços de forma sustentável.

Além dos impactos causados na natureza, diversos são os malefícios à saúde humana provocados pela poluição do ar, dos rios e mares, assim como são inerentes aos processos produtivos alguns riscos

à saúde e segurança do trabalhador. Atualmente, acidente do trabalho é uma questão que preocupa os empregadores, empregados e governantes, e as conseqüências acabam afetando a todos.

De um lado, é necessário que os trabalhadores adotem um comportamento seguro no trabalho,

usando os equipamentos de proteção individual e coletiva; de outro, cabe aos empregadores prover

a empresa com esses equipamentos, orientar quanto ao seu uso, fiscalizar as condições da cadeia produtiva e a adequação dos equipamentos de proteção.

A redução do número de acidentes só será possível à medida que cada um - trabalhador, patrão e governo

- assuma, em todas as situações, atitudes preventivas, capazes de resguardar a segurança de todos.

14 – SENAI-RJ

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Uma Palavra Inicial

de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Uma Palavra Inicial Deve-se considerar, também, que cada indústria

Deve-se considerar, também, que cada indústria possui um sistema produtivo próprio, e, portanto,

é necessário analisá-lo em sua especificidade, para determinar seu impacto sobre o meio ambiente,

sobre a saúde e os riscos que o sistema oferece à segurança dos trabalhadores, propondo alternativas que possam levar à melhoria de condições de vida para todos.

Da conscientização, partimos para a ação: cresce, cada vez mais, o número de países, empresas

e indivíduos que, já estando conscientizados acerca dessas questões, vêm desenvolvendo ações que contribuem para proteger o meio ambiente e cuidar da nossa saúde. Mas isso ainda não é

faz-se preciso ampliar tais ações, e a educação é um valioso recurso que pode e deve

ser usado em tal direção.

suficiente

Assim, iniciamos este material conversando com você sobre o meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, lembrando que, no seu exercício profissional diário, você deve agir de forma harmoniosa com

o ambiente, zelando também pela segurança e saúde de todos no trabalho.

Tente responder à pergunta que inicia este texto: meio ambiente, a saúde e a segurança no trabalho - o que é que eu tenho a ver com isso? Depois, é partir para a ação. Cada um de nós é responsável. Vamos fazer a nossa parte?

Representação de materiais

Nesta Seção

Representação em corte Indicação de peças unidas Representação de superfícies Representação de cotagem
Representação em corte
Indicação de peças unidas
Representação de superfícies
Representação de cotagem
Proporções e dimensões
As linhas nos desenhos técnicos
Escala do desenho
Escala natural
Escala de redução
Escala de ampliação

1

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais Representação de materiais Desenho é a representação de

Representação de materiais

Desenho é a representação de formas sobre uma superfície por meio de linhas, pontos, detalhes etc. É assim que, desde criança, vamos reproduzindo em uma simples folha de papel, por exemplo, o que vemos ou apenas imaginamos. Portanto, desenhar é arte e também técnica. Em marcenaria, que

é o nosso caso, a representação dos materiais costuma ser feita através de uma série de

e escala

, conforme veremos a seguir.

escala – linha graduada, dividida em partes iguais, que indica a rela- ção das dimensões ou distâncias marcadas sobre um plano com as dimensões ou distâncias normais.

convenções – acordos deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou
convenções – acordos deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou

convenções – acordos deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou medida para realizar alguma coisa.

– acordos deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou medida para
deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou medida para realizar alguma
deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou medida para realizar alguma
deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou medida para realizar alguma
deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou medida para realizar alguma
convenções

convenções

deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou medida para realizar alguma
deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou medida para realizar alguma
deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou medida para realizar alguma
deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou medida para realizar alguma
deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou medida para realizar alguma
deter- minados sobre um assunto, fato, que se estabelece como base ou medida para realizar alguma

Representação em corte

As figuras de 1 a 11, apresentadas adiante, mostram diversos tipos de material empregados na construção de móveis e respectivas representações.

Representação convencional em corte dos materiais empregados na construção de móveis

• Madeira maciça em corte longitudinal (no sentido das fibras)

maciça em corte longitudinal (no sentido das fibras) Fig. 1 • Madeira maciça em corte longitudinal

Fig. 1

• Madeira maciça em corte longitudinal e transversal (no sentido das fibras e de topo)

Fig. 1 • Madeira maciça em corte longitudinal e transversal (no sentido das fibras e de

Fig. 2

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais • Compensado

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

• Compensado grosso

– Representação de Materiais • Compensado grosso Fig. 3 • Compensado com miolo Fig. 4 •

Fig. 3

• Compensado com miolo

• Compensado grosso Fig. 3 • Compensado com miolo Fig. 4 • Compensado grosso com encabeçamento

Fig. 4

• Compensado grosso com encabeçamento

com miolo Fig. 4 • Compensado grosso com encabeçamento Fig. 5 • Compensado fino (até 8mm)

Fig. 5

• Compensado fino (até 8mm)

com encabeçamento Fig. 5 • Compensado fino (até 8mm) Fig. 6 • Aglomerado grosso folheado Fig.

Fig. 6

• Aglomerado grosso folheado

fino (até 8mm) Fig. 6 • Aglomerado grosso folheado Fig. 7 • Aglomerado fino (até 8mm)

Fig. 7

• Aglomerado fino (até 8mm)

fino (até 8mm) Fig. 6 • Aglomerado grosso folheado Fig. 7 • Aglomerado fino (até 8mm)

Fig. 8

20 – SENAI-RJ

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais • Vidro, espelho, mármore, couro etc. com

• Vidro, espelho, mármore, couro etc. com especificação

Vidro, espelho, mármore, couro etc. com especificação Fig. 9 • Ferragem Fig. 10 • Tela Fig.

Fig. 9

• Ferragem

couro etc. com especificação Fig. 9 • Ferragem Fig. 10 • Tela Fig. 11 Na parte

Fig. 10

• Tela

com especificação Fig. 9 • Ferragem Fig. 10 • Tela Fig. 11 Na parte externa das

Fig. 11

Fig. 9 • Ferragem Fig. 10 • Tela Fig. 11 Na parte externa das madeiras não

Na parte externa das madeiras não devem ser indicados: veios, fibras, folhas, cernes etc.

Indicação de peças unidas

A representação de parafusos e pregos também é feita por meio das seguintes convenções (fig. 11 e 12).

a b
a
b

Fig. 11 – Peças unidas por parafusos

(a)

parafusos de cabeça chata

(b)

parafusos de cabeça redonda

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais Fig. 12

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais Fig. 12 - Peças unidas por pregos Representação

Fig. 12 - Peças unidas por pregos

Representação de superfícies

Para que o desenho de um móvel em

perspectiva

possa mostrar com maior clareza suas

superfícies, convencionou-se representá-las conforme os desenhos abaixo (fig. de 13 a 16).

perspectiva – representação de objetos sobre um plano, tais como se apresentam à vista.

Madeira maciça

um plano, tais como se apresentam à vista. Madeira maciça topo das madeiras maciças face principal
um plano, tais como se apresentam à vista. Madeira maciça topo das madeiras maciças face principal

topo das madeiras maciças

face principal das madeiras maciças

lado das madeiras maciças

Fig. 13

Compensado

maciças lado das madeiras maciças Fig. 13 Compensado topo do compensado face do compensado Fig. 14
maciças lado das madeiras maciças Fig. 13 Compensado topo do compensado face do compensado Fig. 14

topo do compensado

face do compensado

Fig. 14

22 – SENAI-RJ

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

Aglomerado

Vidro

Esquadrias – Representação de Materiais Aglomerado Vidro interno dos aglomerados face dos aglomerados Fig. 15 Fig.
Esquadrias – Representação de Materiais Aglomerado Vidro interno dos aglomerados face dos aglomerados Fig. 15 Fig.

interno dos aglomerados

face dos aglomerados

Fig. 15

Vidro interno dos aglomerados face dos aglomerados Fig. 15 Fig. 16 As representações de superfície costumam

Fig. 16

interno dos aglomerados face dos aglomerados Fig. 15 Fig. 16 As representações de superfície costumam ser
interno dos aglomerados face dos aglomerados Fig. 15 Fig. 16 As representações de superfície costumam ser

As representações de superfície costumam ser feitas em traços finos.

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais Representação de

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

Representação de cotagem

Para cada tipo de cotagem, também existem convenções específicas. Vejamos, a seguir, alguns exemplos.

Círculos grandes

Vejamos, a seguir, alguns exemplos. Círculos grandes Fig. 17 Círculos pequenos Fig. 18 Peças cilíndricas Fig.

Fig. 17

Círculos pequenos

exemplos. Círculos grandes Fig. 17 Círculos pequenos Fig. 18 Peças cilíndricas Fig. 19 Raios pequenos Fig.

Fig. 18

Peças cilíndricas

Círculos grandes Fig. 17 Círculos pequenos Fig. 18 Peças cilíndricas Fig. 19 Raios pequenos Fig. 20

Fig. 19

Raios pequenos

Círculos grandes Fig. 17 Círculos pequenos Fig. 18 Peças cilíndricas Fig. 19 Raios pequenos Fig. 20

Fig. 20

24 – SENAI-RJ

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

Raios médios Seção quadrada Fig. 22 Furo quadrado ∅10
Raios médios
Seção quadrada
Fig. 22
Furo quadrado
∅10

Fig. 23

Fig. 21
Fig. 21
de Materiais Raios médios Seção quadrada Fig. 22 Furo quadrado ∅10 Fig. 23 Fig. 21 SENAI-RJ
Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais Peças esféricas

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

Peças esféricas

Est ∅18 ∅8
Est ∅18
∅8

Est

de Materiais Peças esféricas Est ∅18 ∅8 Est ∅8 Fig. 24 Ângulos 90º 60º 30º 45º
∅8
∅8

Fig. 24

Ângulos 90º 60º 30º 45º 60º 75º
Ângulos
90º
60º
30º
45º
60º
75º

Fig. 25

Peças simétricas

325 325
325
325

Fig. 26

26 – SENAI-RJ

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

Espaços reduzidos

5 Fig. 27
5
Fig. 27

Peça com furos

2
2
de Materiais Espaços reduzidos 5 Fig. 27 Peça com furos 2 95 60 25 ∅10 15
95 60 25 ∅10 15
95
60
25
∅10
15

Fig. 28

Proporções e dimensões

É fundamental que um móvel ou qualquer outra peça a ser construída seja funcional, ofereça conforto e, sobretudo, atenda as finalidades a que se destina. Por isso, as informações do tipo “proporções” e “dimensões” são importantes e devem constar no desenho técnico, de acordo com as normas e convenções estabelecidas na área da marcenaria, conforme veremos nos exemplos a seguir.

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais Os móveis

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

Os móveis e o corpo humano: proporções

Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais Os móveis e o corpo humano: proporções 28 –

28 – SENAI-RJ

Fig. 29

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais Vestuário e colchões: dimensões (fi g. 30 e

Vestuário e colchões: dimensões (fig. 30 e 31)

– Representação de Materiais Vestuário e colchões: dimensões (fi g. 30 e 31) Fig. 30 Fig.

Fig. 30

– Representação de Materiais Vestuário e colchões: dimensões (fi g. 30 e 31) Fig. 30 Fig.

Fig. 31

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais Utensílios de

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

Utensílios de copa e cozinha: dimensões (fig. 32)

Esquadrias – Representação de Materiais Utensílios de copa e cozinha: dimensões (fi g. 32) 30 –

30 – SENAI-RJ

Fig. 32

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais Objetos para escritório: dimensões (fi g. 33) Fig.

Objetos para escritório: dimensões (fig. 33)

e Esquadrias – Representação de Materiais Objetos para escritório: dimensões (fi g. 33) Fig. 33 SENAI-RJ

Fig. 33

GROSSAMÉDIAFINA

GROSSA MÉDIA FINA Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

As linhas nos desenhos técnicos

Quando desenhamos apenas pela vontade ou pelo prazer de expressar o que estamos pensando ou sentindo, traços contínuos ou uma só dimensão e combinações de linhas estão sempre presentes. Nesse caso, elas são inteiramente livres, ou seja, costumam flutuar nas superfícies, porque são guiadas tão somente por nosso sentimento.

Na construção de desenho técnico, no entanto, essa liberdade é relativa, pois as linhas devem obedecer a normas e convenções, que determinam sua utilização em três espessuras: grossa, média e fina.

O quadro a seguir apresenta as situações em que se aplica cada uma dessas espessuras.

Tipo

Emprego

1 -

1 - Arestas e contornos visíveis

Arestas e contornos visíveis

2 -

2 - Linhas de corte

Linhas de corte

3 -

Arestas e contornos visíveis 2 - Linhas de corte 3 - Arestas e contornos não visíveis

Arestas e contornos não visíveis

4 -

Linhas de corte 3 - Arestas e contornos não visíveis 4 - Linhas de ruptura curtas

Linhas de ruptura curtas

5 -

e contornos não visíveis 4 - Linhas de ruptura curtas 5 - Linhas de cota e

Linhas de cota e de extensão

Hachuras

Linhas de chamada

6 -

Linhas de cota e de extensão Hachuras Linhas de chamada 6 - Linhas de simetria e

Linhas de simetria e linhas de centro

Posição extrema de peças móveis

7 -

- Linhas de simetria e linhas de centro Posição extrema de peças móveis 7 - Linhas

Linhas de ruptura longas

32 – SENAI-RJ

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais A fig. 34 mostra o uso dos diferentes

A fig. 34 mostra o uso dos diferentes tipos de linha apresentados no quadro, através de um desenho técnico de um móvel.

no quadro, através de um desenho técnico de um móvel. Fig. 34 Escala do desenho Sua

Fig. 34

Escala do desenho

Sua função é reduzir ou ampliar o dimensionamento do móvel, devendo ser indicada na legenda ou no detalhe, quando o último não for desenhado em escala natural.

Vejamos a seguir os tipos de escala utilizados e alguns exemplos de sua aplicação:

• Escala natural: 1:1

• Escala de redução: 1:2, 1:2,5, 1:5, 1:10, 1:20, 1:25, 1:50, 1:100

• Escala de ampliação: 2:1, 5:1, 10:11

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais Escala natural

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Representação de Materiais

Escala natural 1:1

FÓSFOROS
FÓSFOROS

Fig. 35

Escala de redução 1:2

FÓSFOROS
FÓSFOROS

Fig. 36

Escala de ampliação 2:1

FÓSFOROS
FÓSFOROS

34 – SENAI-RJ

Fig. 37

Cortes e detalhes

Nesta Seção

Meio corte e meia vista

Meio corte e meia vista

Corte parcial

Corte parcial

Corte total

Corte total

Detalhes de construção

Detalhes de construção

Rupturas

Rupturas

2

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Cortes e Detalhes

de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Cortes e Detalhes Cortes e detalhes No Desenho Técnico

Cortes e detalhes

No Desenho Técnico de Móveis e Esquadrias, os cortes são utilizados para esclarecer detalhes de construção sem os quais não seria possível construí-los.

As cores representadas nas vistas ou na perspectiva dos móveis permitem, por exemplo, que o marceneiro ou carpinteiro de esquadrias leia e interprete o desenho e execute a tarefa com correção.

Vejamos a seguir, os tipos de

cortes mais usuais.

Meio corte e meia vista

corte – um corte é a representação gráfica do perfil de um objeto em três dimensões.

Esse tipo de corte é peculiar a móveis simétricos e sua aplicação é mais empregada na “vista de frente”. Teoricamente apenas a metade do móvel é cortada, permanecendo a outra metade em vista externa (fig. 1).

apenas a metade do móvel é cortada, permanecendo a outra metade em vista externa (fig. 1).

Fig. 1

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Cortes e Detalhes Corte parcial

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Cortes e Detalhes

Corte parcial

É largamente empregado nas diferentes vistas das projeções, ou ainda na perspectiva dos móveis. A

linha de ruptura, já representada na primeira parte deste material, delimita a representação que indica

os detalhes internos de construção, sobre os quais voltaremos a conversar mais adiante.

Na fig. 2 você pode observar que na vista de rente do móvel desenhado aparecem dois cortes parciais mostrando os detalhes de construção das gavetas e caixa.

mostrando os detalhes de construção das gavetas e caixa. Corte total Fig. 2 É utilizado para

Corte total

Fig. 2

É utilizado para cortar imaginariamente a peça em toda a sua extensão. Pode ser obtido por um

plano de corte único ou em desvio, para atingir os detalhes que se necessita mostrar.

O plano de corte é indicado, no desenho, por uma linha grossa interrompida (traço e ponto) denominada linha de corte, conforme vimos na primeira parte deste material.

É importante ainda destacar que o corte é indicado numa vista e representado em outra. Entretanto,

havendo necessidade de registrar no desenho o sentido em que é observada a vista em corte, ele deve

ser indicado por setas nos extremos da respectiva linha.

Para identificar uma vista em corte e o respectivo plano, empregam-se letras maiúsculas, conforme indicado no exemplo a seguir (fig. 3).

38 – SENAI-RJ

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Cortes e Detalhes

de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Cortes e Detalhes Fig. 3 Detalhes de construção Já
de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Cortes e Detalhes Fig. 3 Detalhes de construção Já

Fig. 3

Detalhes de construção

Já vimos anteriormente que nas vistas em cortes aparecem os detalhes internos de construção, mas quando a escala adotada é de redução, torna-se difícil interpretá-los. Nesse caso, desenham-se esses detalhes em escala natural ou de ampliação, próximo à vista onde eles foram assinalados, porém obedecendo ao mesmo posicionamento.

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Cortes e Detalhes No desenho

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Cortes e Detalhes

No desenho técnico, também há uma convenção para indicar esses detalhes, ou seja, você deve circunscrevê-lo com uma circunferência e assinalar com letra maiúscula, conforme o exemplo abaixo (fig. 4).

com letra maiúscula, conforme o exemplo abaixo (fig. 4). Fig. 4 Quando o detalhe a ser
com letra maiúscula, conforme o exemplo abaixo (fig. 4). Fig. 4 Quando o detalhe a ser

Fig. 4

Quando o detalhe a ser ampliado for relativamente grande, não é necessário colocá-lo em um círculo. Neste caso, basta indicar, no próprio detalhe, o nome da parte ampliada (fig 5).

no próprio detalhe, o nome da parte ampliada (fig 5). Observação O detalhe do lado deverá

Observação

Observação

O detalhe do lado deverá ser desenhado em escala natural.

Fig. 5

40 – SENAI-RJ

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Rupturas

de Móveis e Esquadrias – Cortes e Detalhes Rupturas Às vezes, são tantos os detalhes que

Às vezes, são tantos os detalhes que se torna impossível acomodar todos eles no desenho técnico. Nesse caso, costuma-se utilizar um recurso denominado “ruptura”. Isso significa que a representação do móvel ou peça será partida, ou seja, dividida em partes, para melhor aproveitamento de espaços no desenho.

Mas para fazer rupturas também há uma convenção, isto é, elas devem obedecer aos critérios adotados nos exemplos que se seguem (fig. 6).

critérios adotados nos exemplos que se seguem (fig. 6). Fig. 6 Os cotos devem obedecer ao
critérios adotados nos exemplos que se seguem (fig. 6). Fig. 6 Os cotos devem obedecer ao
critérios adotados nos exemplos que se seguem (fig. 6). Fig. 6 Os cotos devem obedecer ao

Fig. 6

adotados nos exemplos que se seguem (fig. 6). Fig. 6 Os cotos devem obedecer ao comprimento

Os cotos devem obedecer ao comprimento real da peça.

Desenho de conjunto e detalhes

Nesta Seção

Lista de peças

Lista de peças

Exemplos de desenho de conjuntos e seus detalhes

Exemplos de desenho de conjuntos e seus detalhes

Conjunto cotado

Conjunto cotado

Perspectiva cotada

Perspectiva cotada

3

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes Desenho de conjunto e detalhes A

Desenho de conjunto e detalhes

A representação de móveis e outras peças de marcenaria costuma ser feita através de três formas, ou seja, fazendo uso da lista de peças, do conjunto colado e da perspectiva cotada, que serão apresentadas a seguir, acompanhadas de vários exemplos, para que possa melhor visualizar os desenhos tanto em seu conjunto quanto em detalhes.

Listas de peças

Todos os desenhos de móveis ou esquadrias devem ter listas de peças, pois elas determinam as dimensões e características do material, conforme você pode observar no exemplo que se segue. Nele, o local reservado para a lista de peças é acima da legenda, e contém várias especificações. Confira!

da legenda, e contém várias especificações. Confira! Especifi cações utilizadas:   . . . .

Especificações utilizadas:

 

.

.

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Numeração das peças - deve ser em ordem crescente, e de baixo para cima.

Q .

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.

.

quantidade de peças.

Denominação .

nomenclatura das peças que compõem o móvel ou esquadria.

Comp.

.

.

.

.

comprimento total da peça em mm.

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.

.

.

largura total da peça em mm.

Esp.

.

.

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espessura total da peça em mm.

Material

 

.

.

material empregado na confecção da peça.

Espiga

.

.

.

.

comprimento da espiga na extremidade da peça, quando houver.

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes Anotações complementares, necessárias para a execução

Anotações complementares, necessárias para a execução da tarefa, devem ser registradas acima da lista de peças.

Exemplos de desenho de conjunto e seus detalhes

devem ser registradas acima da lista de peças. Exemplos de desenho de conjunto e seus detalhes

Fig. 1

46 – SENAI-RJ

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes
Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Fig. 2

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes 48

48 – SENAI-RJ

Fig. 3

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes Fig.
Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes Fig.

Fig. 4

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes 50

50 – SENAI-RJ

Fig. 5

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes Fig.
Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes Fig.

Fig. 6

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes 52

52 – SENAI-RJ

Fig. 7

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes Fig.
Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes Fig.

Fig. 8

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes 54

54 – SENAI-RJ

Fig. 9

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de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes Conjunto cotado É uma outra forma

Conjunto cotado

É uma outra forma de representar móveis e outras peças de marcenaria com alguns detalhes, conforme pode-se observar na fig. 10.

e outras peças de marcenaria com alguns detalhes, conforme pode-se observar na fig. 10. Fig. 10

Fig. 10

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Desenho de Conjunto e Detalhes

As representações simplificadas, como tampos de mesas, assentos de cadeira etc., são desenhadas com linha tracejada média.

Perspectiva cotada

Em algumas marcenarias encontra-se também o móvel representado em perspectiva cotada, conforme ilustra a fig. 11.

encontra-se também o móvel representado em perspectiva cotada, conforme ilustra a fig. 11. 56 – SENAI-RJ

56 – SENAI-RJ

Fig. 11

Armário embutido e esquadrias

Nesta Seção

Armário embutido

Armário embutido

Perspectiva mostrando nicho

Perspectiva mostrando nicho

Exemplo de armário embutido

Exemplo de armário embutido

Esquadrias

Esquadrias

Representação de esquadrias

Representação de esquadrias

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Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias

de Móveis e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias Armário embutido e esquadrias Os marceneiros, em

Armário embutido e esquadrias

Os marceneiros, em geral, costumam ser chamados pelos clientes para construir ou reformar peças desses tipos. Elas são essenciais no dia-a-dia, seja em residências, seja em locais de trabalho. Por isso, foram escolhidas para encerrar nosso estudo sobre leitura e interpretação de desenho técnico.

Armário embutido

O armário embutido é usado principalmente em residências, por ser prático, bonito e economizar espaço. Ele pode ser usado no quarto como guarda-roupa, na cozinha como guarda-louça, no banheiro e para vários fins.

Essa peça, como diz o próprio nome, geralmente é embutida em um nicho de alvenaria. Quando feita na cozinha ou no banheiro, por exemplo, deve ser revestida com laminado plástico, para facilitar sua conservação.

Perspectiva mostrando nicho

facilitar sua conservação. Perspectiva mostrando nicho Comprimento = 3.000 Altura = 2.600 Profundidade = 600 F

Comprimento = 3.000 Altura = 2.600 Profundidade = 600

Fig. 1

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias Exemplo

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias

Exemplo de armário embutido (fig. 2 e 3)

e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias Exemplo de armário embutido (fi g. 2 e 3)

60 – SENAI-RJ

Fig. 2

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias Fig. 3
Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias Fig. 3

Fig. 3

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias Esquadrias

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias

Esquadrias

No desenho de esquadrias de madeira, devido às particularidades das portas, janelas, lambris, painéis etc., convencionou-se representá-los como segue:

• Desenhar a vista de frente e vista posterior em escala reduzida (ex. 1:10);

• Marcar as linhas de corte na vista de frente;

• Desenhar, em escala ampliada, os detalhes em corte, como se estivessem projetados em planta ou laterais.

corte, como se estivessem projetados em planta ou laterais. As normas e convenções são as mesmas

As normas e convenções são as mesmas empregadas no desenho de móveis, assim como a lista de peças.

Representação de esquadrias

Fig. 5
Fig. 5

Fig. 4

62 – SENAI-RJ

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias

de Móveis e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias Na figura 4, encontra-se desenhada a vista

Na figura 4, encontra-se desenhada a vista de frente de uma porta, com o

marco e, na figura 5,

estão representadas a vista de frente e a vista posterior, nos respectivos planos de projeção.

marco – parte fixa das portas e janelas que guarnece o vão.

A figura 6 representa a vista de frente de uma janela com venezianas e marco, além das indica- ções dos diferentes cortes. A figura 7 representa a vista posterior da mesma janela, onde aparecem os quadros com vidros e o marco.

mesma janela, onde aparecem os quadros com vidros e o marco. Fig. 6 Fig. 7 Os

Fig. 6

onde aparecem os quadros com vidros e o marco. Fig. 6 Fig. 7 Os cortes indicados

Fig. 7

Os cortes indicados na figura 6 estão detalhados abaixo, em escala de ampliação, para melhor interpretação dos detalhes de construção (fig. 8).

em escala de ampliação, para melhor interpretação dos detalhes de construção (fig. 8). Fig. 8 SENAI-RJ

Fig. 8

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias A

Leitura e Interpretação de Desenhos de Móveis e Esquadrias – Armário Embutido e Esquadrias

A figura 9 representa, em vista de frente, uma veneziana, com os cortes necessários à compreensão dos detalhes de construção. Os cortes estão representados em escala ampliada e em vista lateral.

Observe que os detalhes se encontram hachurados e cotados, e todas as medidas são em milímetros, inclusive na lista de peças que completa o desenho.

e todas as medidas são em milímetros, inclusive na lista de peças que completa o desenho.

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Fig. 9

FIRJAN Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem

FIRJAN Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro

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