CARTA- PROGRAMA DA ASSEMBLEIA GERAL DE ESTUDANTES DA UFPEL AOS/AS CANDIDATOS À REITORIA.

Aquilo que julgamos imprescindível para uma UFPEL democrática e popular.

1. Infraestrutura (i) Ampliação da rota do transporte inter-campi, compromisso com a manutenção do serviço já existente. (ii) Centralização das bibliotecas, ampliação e melhoramento do sistema Sisbi. (iii) Criação de um Centro de Integração Estudantil, visando fomento nas relações acadêmicas e no acesso ao lazer. (iv) Aumento da estrutura das salas de aula. (v) Dinamismo na fiscalização dos serviços administrativos prestados à comunidade acadêmica, visando corrigir as desigualdades no atendimento prestado aos discentes e docentes, o qual é resultado da descentralização física da universidade. (vi) Amplo debate sobre o Hospital Universitário, sobretudo com os cursos das áreas da saúde, visando à construção de um hospital modelo, transdisciplinar. (vii) Valorização das estruturas já existentes da UFPEL, em especial do Campus Capão

do Leão, visando sua utilização no turno da noite através de melhorias estruturais, principalmente de transporte, alimentação, iluminação e segurança.

2. Ensino, Pesquisa e Extensão. (i) A extensão e a pesquisa devem estar voltadas ás demandas sociais coletivas. (ii) A pesquisa e a extensão devem ser públicas, nesse sentido somos contrários a manutenção dos incentivos privados para pesquisa e extensão voltadas aos interesses mercantis (vide Votorantim, Monsanto, Bunge...). (iii) Ampliação do corpo docente, priorizando os cursos das áreas de Ciências Humanas de forma a contemplar demandas de pesquisa e extensão, proporcionando uma formação mais íntegra.

3. Gestão e Administração (i) Transparência na gestão dos recursos da universidade. (ii) Criação de um Orçamento Participativo, onde as categorias poderão dialogar e definir as prioridades financeiras da universidade. (iii) Desburocratização dos órgãos de comunicação administração-estudante. (iv) Consulta prévia dos setores envolvidos nas demandas administrativas.

(v) Contrariedade as Fundações de Apoio. Plano de gestão que vise a diminuição das fundações na gerência universitária. (vi) Construção de uma estatuinte da UFPEL, envolvendo os três segmentos visando a renovação do estatuto da universidade. 4. Acesso e Assistência Estudantil (i) Consolidação do debate de ações afirmativas na UFPEL, através de fóruns que envolvam não só a comunidade acadêmica, mas também a sociedade civil e os movimentos sociais. (ii) Diminuição dos valores do Restaurante Escola e construção de um restaurante universitário. (iii) Compromisso com a pauta de moradia, em especial com as demandas da Casa do Estudante que não pode ser fechada de maneira autoritária e sem amplo debate com os discentes que a tem por residência. (iv) Ampliação da Assistência Estudantil (v) Ampliação do PROASA e criação de um ambulatório para atendimento aos docentes, servidores técnicos-administrativos e estudantes. (vi) Criação da creche universitária. (vii) Ampliação dos direitos estudantis das universitárias gestantes e mães.

Chapa 1
AOS ESTUDANTES DA UFPel, EM RESPOSTA AO DOCUMENTO INTITULADO “CARTA-PROGRAMA DOS/AS ESTUDANTES DA UFPEL AOS/AS CANDIDATOS À REITORIA”, a Chapa 1 – Manoel e Márcia encaminha as seguintes manifestações, que vão expostas em meio às propostas constantes na “Carta-Programa”: 1. Infraestrutura

i)Ampliação da rota do transporte inter-campi, compromisso com a manutenção do serviço já existente. - A Chapa 1 assume o compromisso de manter e ampliar o serviço de transporte entre os campi da Universidade; ii) Centralização das bibliotecas, ampliação e melhoramento do sistema Sisbi. - Não está muito claro na proposta, o que se pretenda, exatamente, por “centralização das bibliotecas”. Porém, a supor que se trate da reunião delas em um único lugar, a Chapa 1 não comunga de tal ideia. A proposta da Chapa 1 é a de que cada curso tenha a sua casa e, por isso, acredita-se que as bibliotecas devam estar próximas às Unidades a que respectivamente servem e dotadas de um sistema informatizado moderno e eficiente. Considerando a manutenção inevitável de diversas bibliotecas, também será inevitável e desejável a duplicação de acervo em alguns casos. iii) Criação de um Centro de Integração Estudantil, visando fomento nas relações acadêmicas e no acesso ao lazer. - É também compromisso da Chapa 1, a construção de Centros de Convivência, que terão, justamente, esse propósito. iv) Aumento da estrutura das salas de aula. - Trata-se de uma decorrência natural e inevitável da necessidade de qualificar e consolidar o crescimento da UFPel, compromisso primeiro da Chapa 1. v) Dinamismo na fiscalização dos serviços administrativos prestados à comunidade acadêmica, visando corrigir as desigualdades no atendimento prestado aos discentes e docentes, o qual é resultado da descentralização física da Universidade; - Efetivamente, o fato de que a UFPel, sobretudo pela dimensão que adquiriu nos últimos 4 anos, tem seus cursos funcionando em locais diversos, impõe redobrada atenção à eficiência dos serviços administrativos que presta à comunidade acadêmica. A Chapa 1 tem compromisso com o aprimoramento de tais serviços, com a introdução de tecnologias que para tanto contribuam e com a escolha de pessoas competentes para as funções que lhes incumbam. vi) Amplo debate sobre o Hospital Universitário, sobretudo com os cursos das áreas da saúde, visando à construção de um hospital modelo, transdisciplinar. - O Hospital-Escola por certo será tema de profundo debate já a partir de janeiro de 2013. Impõe-se realmente que se intensifique a transdisciplinariedade nas atividades do hospital, de modo que ele efetivamente sirva de instrumento da formação de todos os estudantes da área da saúde. vii) Valorização das estruturas já existentes da UFPEL, em especial do Campus Capão do Leão, visando sua utilização no turno da noite através de melhorias estruturais, principalmente de transporte, alimentação, iluminação e segurança. - Se o uso do Campus Capão do Leão à noite for, efetivamente, algo do interesse da comunidade que nele trabalha ou estuda, a Chapa 1, no exercício da reitoria, apoiará e desenvolverá iniciativas no sentido de dotar o campus da estrutura necessária para tanto. 2. i) Ensino, Pesquisa e Extensão A Extensão e a pesquisa devem estar voltadas às demandas sociais e coletivas. - É também a opinião da Chapa 1. ii) A pesquisa e a extensão devem ser públicas, nesse sentido somos contrários à manutenção dos incentivos privados para a pesquisa e extensão voltadas aos interesses mercantis (vide Votorantim, Monsanto, Bunge...) - A Chapa 1 não comunga do entendimento de que incentivos privados sejam, por si sós, nocivos ao desenvolvimento da pesquisa e da extensão da Universidade. É politica do Governo Federal o estímulo as PPP-Parcerias Público Privadas onde as partes que fazem parte da parceria colaboram de diferentes formas para que o resultado obtido seja frutífero para todos os envolvidos- iniciativa privada, IFES, pesquisador e discente. Como expressa este documento no item anterior, é certo que a extensão e a pesquisa devem estar voltadas às demandas sociais e coletivas. Sociais e coletivos, portanto, hão de ser os benefícios das atividades de pesquisa e de extensão desenvolvidas na Universidade. A Chapa 1 trabalhará pela ampliação dos recursos destinados à pesquisa e à extensão, sejam eles públicos ou privados, desde que o benefício delas resultante tenha repercussão social. iii) Ampliação do corpo docente, priorizando os cursos das áreas de Ciências Humanas de forma a contemplar demandas de pesquisa e extensão, proporcionando uma formação mais íntegra. - Sem prejuízo da busca pela ampliação do corpo docente, em todas as áreas em que isso for necessário, é importante, porém, não perder de vista que os principais esforços no momento devem concentrar-se na formação do quadro docente dos novos cursos e, de modo especial, no incremento do quadro de técnicos-administrativos, que, como é sabido por todos, não cresceu na mesma proporção em que aumentou a quantidade de alunos (cerca de 15.000 novos) e professores (cerca de 600 novos). 3. Gestão e Administração

i)

Transparência na gestão dos recursos da Universidade -Além de dever legal e moral, é compromisso fundamental da Chapa 1.

ii) Criação de um Orçamento Participativo, onde as categorias poderão dialogar e definir as prioridades financeiras da universidade. - Todo e qualquer espaço de diálogo e de debate sobre as prioridades da UFPel será benvindo. No que toca, entretanto, com a deliberação sobre as prioridades financeiras e a definição das estratégias fundamentais da Universidade, o compromisso da Chapa 1 é com o respeito e o prestígio ao Conselho Universitário, instância máxima da Universidade, em que todas as categorias estão representadas. iii) Desburocratização dos órgãos de comunicação administração-estudante. -A Chapa 1 compromete-se com a desburocratização de toda a gestão administrativa da Universidade, inclusive no tocante à comunicação administração-estudante. iv) Construção de uma estatuinte da UFPEL, envolvendo os três segmentos visando a renovação do estatuto da Universidade. - Mais que a renovação, o momento exige estatuto e regimento absolutamente novos. A Chapa 1, nos primeiros dias do novo mandato, porá este tema em pauta, por meio de um debate amplo com toda a comunidade acadêmica, de modo que a UFPel venha a reger-se por um ordenamento novo, que seja a pura expressão da vontade coletiva da Universidade. 4. Acesso e Assistência Estudantil

i) Consolidação do debate de ações afirmativas na UFPEL, através de fóruns que envolvam não só a comunidade acadêmica, mas também a sociedade civil e os movimentos sociais. -A Chapa 1 entende que é urgente trazer o tema das ações afirmativas e o da acessibilidade para a pauta da Universidade, e comunga da ideia de que é apropriado que o debate sobre isso envolva também a sociedade civil e os movimentos sociais. ii) Diminuição dos valores do Restaurante Escola e construção de um restaurante universitário. - A construção de um restaurante universitário é compromisso da Chapa 1, como são também compromissos seus a qualidade da alimentação fornecida nos restaurantes da Universidade, a qualidade de seus ambientes e a razoabilidade dos preços nele praticados, que os faça acessíveis a todos quantos deles precisam se valer. iii) Compromisso com a pauta de moradia, em especial com as demandas da Casa do Estudante, que não pode ser fechada de maneira autoritária e sem amplo debate com os discentes que a têm por residência. - Primeiramente, a Chapa 1 assegura que, em seu mandato, nenhuma decisão, seja sobre o que for, será tomada de maneira autoritária, sem ouvir os setores envolvidos e desacompanhada da fundamentação que a legitime. No que respeita especificamente à questão da moradia, o destino da atual da Casa do Estudante a construção da nova Casa do Estudante serão consequência de um amplo debate com os estudantes, sobretudo com aqueles que já moram na Casa do Estudante. Mas é compromisso da Chapa 1 a construção de uma Casa do Estudante nova, moderna, confortável e bem localizada. iv) Ampliação da Assistência Estudantil. - Em que pese a UFPel seja das instituições federais de ensino superior que, proporcionalmente ao seu orçamento, mais investe em assistência estudantil, a Chapa 1 compromete-se, sim, com a sua ampliação, seja na dimensão dos benefícios já concedidos, seja na concessão de benefícios novos. v) Ampliação do PROASA e criação de um ambulatório para atendimento aos docentes, servidores técnicos administrativos e estudantes. - A Chapa 1 .entende que o acesso a serviços de saúde, dentro de uma instituição que oferece ensino da melhor qualidade nesta área de conhecimento, pode vir a ser ofertada com o apoio e compromisso destas unidades e vai buscar este diálogo e a participação com o objetivo de ampliar a atenção hoje oferecida vi) Criação da creche universitária. - Em havendo possibilidade legal na sua criação, a Chapa 1 trabalhará para que ela se faça viável. No entanto, como não faz promessa demagógica, alerta para o fato de que, a princípio, o decreto nº 977/1993 proíbe a criação de novas creches nas universidades federais. vii) Ampliação dos direitos estudantis das universitárias gestantes e mães. - Afora as considerações feitas acima, relativamente à creche, a Chapa 1 trabalhará pela ampliação do auxílio financeiro concedido às estudantes gestantes e mães. Pelotas, 21 de maio de 2012 Manoel Luiz Brenner de Moraes Alexandre Gastal Márcia Bueno Pinto José Francisco Schild

Chapa 2 Da CHAPA 2 – JUNTOS PELA UFPEL

Ao Diretório Central dos Estudantes

Foi com grande satisfação que recebemos a correspondência do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPEL, datada do dia 15 de maio de 2012. É um prazer contar com um órgão representativo dos estudantes que apresenta as reivindicações coletivas da categoria. Em relação aos pontos elencados, tecemos as seguintes considerações:

1. Infraestrutura Estamos de acordo com todas as propostas apresentadas pelos alunos (i-vii), sendo que várias delas já fazem parte de nosso programa de gestão. Destacamos a necessidade de qualificação imediata do transporte intercampi, a melhoria da estrutura das salas de aula, a discussão coletiva sobre o Hospital Universitário e a valorização do Campus Capão do Leão, incluindo a possibilidade de utilização à noite. Uma Universidade do tamanho da UFPEL não pode se dar ao luxo de “inchar” da forma que “inchou” sem as mínimas melhorias necessárias de infraestrutura.

2. Ensino, Pesquisa e Extensão Estamos de acordo com o item “i” e isso é claramente identificado em nosso programa de gestão. Temos considerações a fazer sobre o item “ii”, pois não vemos qualquer problema de a Universidade trabalhar com a iniciativa privada. Vemos problema sim de a universidade trabalhar para a iniciativa privada, e isso será amplamente combatido durante nossa gestão. Em relação à ampliação do corpo docente (item “iii”), comprometemo-nos a criar uma matriz transparente de prioridades para alocação de vagas, mas deixamos claro que nesse momento nos parece que prioridade deve ser dada aos cursos novos, criados de forma abrupta, sem as condições necessárias de funcionamento.

3. Gestão e Administração Estamos de acordo com a maioria dos itens apresentados, com exceção do item “v”. Não vemos como necessária a redução da quantidade das fundações de apoio, mas sim a transparência das ações das mesmas, especialmente por meio de uma interação maior entre as fundações e a comunidade universitária, e não apenas seus dirigentes. Criaremos um serviço de ouvidoria, facilitando a comunicação entre todos na UFPEL e manteremos reuniões regulares com o DCE, órgão representativo dos estudantes, sendo a primeira já agendada para o dia 16 de janeiro de 2013.

4. Acesso e assistência estudantil Estamos plenamente de acordo com todos os itens listados. Nosso plano de gestão prevê a construção de duas ou mais casas do estudante próprias, com capacidade para abrigar pelo menos 1500 alunos, ou seja, mais de cinco vezes o número atendido atualmente. Também estamos comprometidos com a redução dos custos do restaurante escola e com a construção de um restaurante universitário. Inclusive temos a proposta imediata de instalação de um restaurante no Campus Anglo. Nossa chapa tem ampla experiência, especialmente do candidato a vice-reitor, a trabalhar com diversidade. Dessa forma, temos total compromisso com ações afirmativas. Aliás, nossa chapa se comprometeu publicamente em debate a criar uma Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil, destacando a importância das Ações Afirmativas para o futuro da Universidade. Em relação à creche universitária, estamos comprometidos a levar essa discussão aos órgãos federais, pressionando para que seja liberada novamente a construção de creches universitárias.

Odir Dellagostin, Alexandre Marques, Margarete Gonçalves, Aluísio Barros CHAPA 2 – JUNTOS PELA UFPEL

Chapa 3 Pelotas, 26 de maio de 2012

Aos Estudantes da UFPel DCE - UFPel

Caras (os) Estudantes,

Em resposta ao Programa apresentado pelos estudantes através do seu Diretório Central reafirmamos nossos compromissos assumidos durante todo este processo de consulta a comunidade da UFPel. Com relação a infraestrutura da universidade reafirmamos o compromisso da Chapa 3 com a ampliação do transporte intercampi, a criação de centro de convivência, a melhoria e adequação as necessidades das salas de aula, biblioteca onde a comunidade acadêmica possa interagir e os diversos saberes se encontrar, essas zonas de comunidade gerando um sentimento de pertencimento a universidade e não apenas a uma determinada unidade. É compromisso da Chapa 3 Universidade VIVA a revitalização do Campus Capão do Leão, com especial atenção a assistência estudantil em relação a alimentação, transporte, atendimento a saúde, água potável e melhorias estruturais como reformas, iluminação, segurança, equipamentos e recursos materiais. Umas das nossas prioridades da Chapa 3 é a construção do hospital universitário que atenda as necessidades de todas unidades envolvidas na utilização do mesmo, que atenda as necessidades acadêmicas, dos técnicos administrativos e da comunidade de forma ampla e com qualidade sempre em parceria com o controle social visando atender as necessidades do município e região. Um dos nossos eixos principais da Chapa 3 é a transparência. Comprometemo-nos em trabalhar com uma gestão a vista com clareza de critérios de seleção e distribuição de docentes investindo nas áreas e cursos com maior necessidade e capacitação de servidores para melhorar o atendimento ao público. Também consideramos fundamental o apoio a pesquisa no sentido de dar suporte a captação e execução de projetos a fim de qualificar os processos de gestão dos recursos e fomentar a pesquisa, a extensão valorizando a responsabilidade social da universidade pública. A Chapa 3 tem compromisso em desenvolver uma gestão a vista dando visibilidade aos dados institucionais, explicitando critérios, desburocartizando processos, criando ouvidorias, descentralizando o orçamento de modo a dar agilidade a solução dos problemas, auditando e monitorando as fundações de apoio de modo que haja total transparência nos seus atos, devendo no primeiro ano da gestão induzir processos de consulta a comunidade nas unidades acadêmicas que tem seus dirigentes indicados pro-tempore e instalar a estatuinte universitária a fim de discutir amplamente o estatuto e o regimento da universidade. Com relação ao acesso e assistência estudantil a Chapa 3 – Universidade Viva está comprometida com a ampliação do programa de atenção a saúde, o aumento na da oferta de auxílios estudantis como por exemplo, alimentação, moradia (reajuste do auxílio moradia), transporte (ampliação do transporte intercampi, interligando todas as unidades acadêmicas), pré-escolar e instrumental, entre outros que possam ser implantados. Visamos o progressivo rompimento comas práticas de alugueis principalmente da casa do estudante e o temos compromisso com a construção da Casa do Estudante de modo que comporte as necessidades atuais da universidade, em local adequado e de fácil acesso, rompendo também com as relações autoritárias de regramento da casa impostas atualmente pela administração, pois este consiste em espaço de residência e convivência para os estudantes. Reafirmamos nosso compromisso com o amplo debate visando a consolidação de

ações afirmativas, de inclusão social na universidade e ampliação de direitos dos estudantes. Também comprometemo-nos com a diminuição do valor da refeição no restaurante escola, investimento na implantação do restaurante universitário com valor único e acessível a todos os estudantes, eliminando práticas discriminatórias e tornando-o um espaço pedagógico onde os cursos afins interagir. Deste modo comprometemo-nos em desenvolver uma gestão transparente e com diálogo com os estudantes, assim como com os demais segmentos da universidade. Atenciosamente.

Chapa 3 – Universidade Viva Luciane Prado Kantorski (Reitora) Margarida Buss Raffi (Vice-Reitora)

Chapa 4

Chapa 5 CARTA- PROGRAMA DOS/AS ESTUDANTES DA UFPEL AOS/AS CANDIDATOS À REITORIA.

Aquilo que julgamos imprescindível para uma UFPEL democrática e popular. 1. Infraestrutura (i) Ampliação da rota do transporte inter-campi, compromisso com a manutenção do serviço já existente. Favoráveis. (ii) Centralização das bibliotecas, ampliação e melhoramento do sistema Sisbi. Valorização do setor de bibliotecas na estrutura administrativa da UFPel, expandindo acesso a acervo bibliográfico físico e a portais eletrônicos, com investimento próprio. Constante melhoria dos sistemas de consulta. Contrários a dispersão de acervos bibliográficos não catalogados no sistema. (iii) Criação de um Centro de Integração Estudantil, visando fomento nas relações acadêmicas e no acesso ao lazer. Uma boa ideia para incrementar a Assistência Estudantil, o que envolve preceitos previstos no PNAES. (iv) Aumento da estrutura das salas de aula. Necessária qualificação constante do espaço em que são desenvolvidas as atividades de ensino. (v) Dinamismo na fiscalização dos serviços administrativos prestados à comunidade acadêmica, visando corrigir as desigualdades no atendimento prestado aos discentes e docentes, o qual é resultado da descentralização física da universidade. Qualificação do serviço administrativo, por meio da consolidação do rito administrativo e concomitante valorização do STA. (vi) Amplo debate sobre o Hospital Universitário, sobretudo com os cursos das áreas da saúde, visando à construção de um hospital modelo, transdisciplinar. Amplamente favorável. (vii) Valorização das estruturas já existentes da UFPEL, em especial do Campus Capão do Leão, visando sua utilização no turno da noite através de melhorias estruturais, principalmente de transporte, alimentação, iluminação e segurança. Aspectos previstos no plano de revitalização do Campus Capão do Leão. 2. Ensino, Pesquisa e Extensão. (i) A extensão e a pesquisa devem estar voltadas ás demandas sociais coletivas. Há que se compreender a universalidade e diversidade das vocações, combinando de forma ponderada e equilibrada o perfil social, a inovação tecnológica, o empreendedorismo, o pensamento abstrato/puro e a manifestação artístico-cultural. É necessário o respeito às múltiplas vocações. Mesmo essencialmente comprometida com o desenvolvimento e justiça social, na universidade, o julgamento do coletivo não pode funcionar como pretexto para restringir a liberdade do pensamento e da pesquisa. (ii) A pesquisa e a extensão devem ser públicas, nesse sentido somos contrários a manutenção dos incentivos privados para pesquisa e extensão voltadas aos interesses mercantis (vide Votorantim, Monsanto, Bunge...). A pesquisa pode encontrar fontes variadas de financiamento (no setor público, no setor privado e no terceiro setor), contanto respeite o interesse acadêmico da pesquisa, o que se formaliza por meio de sua institucionalização: aprovação nas instâncias dos departamentos, conselhos departamentais e COCEPE; aprovação no comitê de ética; e conformidade às portarias e resoluções do COCEPE que regulam a realização de pesquisas financiadas por meio de convênios com entes privados. Devem-se implantar os comitês de ética para todas as áreas do conhecimento. Assim, editais locais, nacionais e internacionais, convênios com órgãos públicos e convênios com empresas podem ser importantes fontes de financiamento da pesquisa realizada nas universidades. (iii) Ampliação do corpo docente, priorizando os cursos das áreas de Ciências Humanas de forma a contemplar demandas de pesquisa e extensão, proporcionando uma formação mais íntegra. Sem dúvida a área de Humanas sofre de carência de docentes. No entanto, outras áreas emergentes também precisam ter seu corpo docente completado (Psicologia, Terapia Ocupacional, Hotelaria, Engenharias, etc.), de modo não somente a assegurar o reconhecimento dos cursos novos pelo MEC, mas a poderem avançar futuramente no sentido da verticalização do ensino superior, constituindo a pós-graduação. Todas as áreas devem proporcionar iguais oportunidades aos seus alunos para participarem de atividades de pesquisa e extensão. 3. Gestão e Administração (i) Transparência na gestão dos recursos da universidade. Favorável. É lei.

(ii) Criação de um Orçamento Participativo, onde as categorias poderão dialogar e definir as prioridades financeiras da universidade. Não são as categorias que definem as prioridades financeiras, uma vez que a distribuição orçamentária deve atender ao projeto político-pedagógico, construído nos cursos, cujas necessidades devem ser incorporadas ao Plano de Desenvolvimento Institucional, refeito a cada 3 anos, para guiar os investimentos da universidade conforme critérios institucionalizados. Ou seja, é dos cursos e das unidades acadêmicas, bem como das demandas administrativas, que emana o orçamento, e não da participação das categorias. (iii) Desburocratização dos órgãos de comunicação administração-estudante. Favorável, mas, mais que isso, suas dificuldades não se devem somente à burocratização, mas à falta de uma política institucional de comunicação. (iv) Consulta prévia dos setores envolvidos nas demandas administrativas. A administração, baseada no diálogo, deve atender as demandas das vocações acadêmicas. (v) Contrariedade as Fundações de Apoio. Plano de gestão que vise a diminuição das fundações na gerência universitária. As fundações de apoio são necessárias para gerir vários projetos e não se recomenda a sua concentração, uma vez que têm atuações específicas. Hoje, já há uma grande sobreposição de projetos geridos pela FAU, que fogem à sua natureza específica (projetos da área de saúde), causando grandes prejuízos a projetos não favorecidos por esta fundação. Exemplo: FAU trata de forma privilegiada a farmácia Stractus e prejudica radicalmente a Livraria, que precisaria ser atendida por outra fundação. (vi) Construção de uma estatuinte da UFPEL, envolvendo os três segmentos visando a renovação do estatuto da universidade. É necessário revisar o regimento da universidade, o que deverá ser feito por de dentro da estrutura administrativa 4. Acesso e Assistência Estudantil (i) Consolidação do debate de ações afirmativas na UFPEL, através de fóruns que envolvam não só a comunidade acadêmica, mas também a sociedade civil e os movimentos sociais. Favorável. Porém, não basta consolidar o debate, é necessário estabelecer um Plano de Metas de Inclusão Social, que delineia a política a ser adotada pela universidade. (ii) Diminuição dos valores do Restaurante Escola e construção de um restaurante universitário. Favorável. (iii) Compromisso com a pauta de moradia, em especial com as demandas da Casa do Estudante que não pode ser fechada de maneira autoritária e sem amplo debate com os discentes que a tem por residência. Favorável. (iv) Ampliação da Assistência Estudantil. Favorável, incorporando mecanismos complementares, como o sistema de bolsas de graduação. (v) Ampliação do PROASA e criação de um ambulatório para atendimento aos docentes, servidores técnicosadministrativos e estudantes. Demanda justa, histórica, mas é preciso avaliar de forma responsável a possibilidade de se atendê-la. (vi) Criação da creche universitária. Demanda necessária, para apoio aos STAs, discentes e docentes. Em vários cursos, temos casais que estudam na universidade e precisam da creche para deixar seus filhos e poderem estudar. É preciso montar uma equipe técnica para avançar nesta proposta, estudando as soluções implantadas em outras universidades. (vii) Ampliação dos direitos estudantis das universitárias gestantes e mães. Justo, favorável. É uma continuidade do ponto anterior.

Chapa 6

Em relação a "carta da assembleia geral", os tópicos levantados pela comunidade estudantil compõem a plataforma de gestão universitária proposta pela chapa 6 - UFPel plural e participativa. Temos ciência de que são reivindicações justas e necessárias para que se tenha uma instituição social publica com qualidade socialmente referendada para todos. Nossa programa pode ser acessado em nosso blog e facebook. Abraços, :

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