DIREITO FALIMENTAR - (Lei 11.

101/2005)

LEI N 11.101, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2005. CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES – art 1 a 4 CAPÍTULO II - DISPOSIÇÕES COMUNS À RECUPERAÇÃO JUDICIAL E À FALÊNCIA Seção I - Disposições Gerais – art. 5 e 6 Seção II - Da Verificação e da Habilitação de Créditos – art. 7 a 20 Seção III - Do Administrador Judicial e do Comitê de Credores – art. 21 a 34 Seção IV - Da Assembléia-Geral de Credores – art. 35 a 46 CAPÍTULO III - DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL Seção I - Disposições Gerais – art. 47 a 50 Seção II - Do Pedido e do Processamento da Recuperação Judicial – art. 51 e 52 Seção III - Do Plano de Recuperação Judicial- art. 53 e 54 Seção IV - Do Procedimento de Recuperação Judicial – art. 55 a 69 Seção V - Do Plano de Recuperação Judicial para Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – art. 70 a 72 CAPÍTULO IV - DA CONVOLAÇÃO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL EM FALÊNCIA – art. 73 CAPÍTULO V - DA FALÊNCIA – art. 74 Seção I - Disposições Gerais – art. 75 a 82 Seção II - Da Classificação dos Créditos – art. 83 e 84 Seção III - Do Pedido de Restituição – art. 85 a 93 Seção IV - Do Procedimento para a Decretação da Falência – art.94 a 101 Seção V - Da Inabilitação Empresarial, dos Direitos e Deveres do Falido – art. 102 a 104 Seção VI - Da Falência Requerida pelo Próprio Devedor – art. 105 a 107 Seção VII - Da Arrecadação e da Custódia dos Bens – art. 108 a 114 Seção VIII - Dos Efeitos da Decretação da Falência sobre as Obrigações do Devedor – art. 115 a 128 Seção IX - Da Ineficácia e da Revogação de Atos Praticados antes da Falência – art. 129 a 138 Seção X - Da Realização do Ativo – art. 139 a 148 Seção XI - Do Pagamento aos Credores – art. 149 a 153 Seção XII - Do Encerramento da Falência e da Extinção das Obrigações do Falido – art. 154 a 160 CAPÍTULO VI - DA RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL – art. 161 a 167 CAPÍTULO VII - DISPOSIÇÕES PENAIS Seção I - Dos Crimes em Espécie - Fraude a Credores - Art. 168 a 178 Seção II - Disposições Comuns – Art. 179 a 182 Seção III - Do Procedimento Penal – Art. 183 a 188 CAPÍTULO VIII - DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS - Art. 189 a 201

o

1

DL-7661/45 deu lugar à Lei De Recuperação e Falência 11.101/2005 Terminologia 7.661 Concordata Terminologia 11.101 recuperação judicial e extrajudicial
(acordo homologado posteriormente pelo P.Jud. mas não passa pelo processo jud. da lei)

Síndico

Administrador Judicial Comitê de Credores

legitimados passivo (art.1º LRF)

Excluídos (art. 2º)..

FALÊNCIA – fallere - faltar com o prometido (apesar da origem da palavra, não está, necessariamente, ligada à fraude). Sob o aspecto técnico-jurídico exprime a impossibilidade de o devedor arcar com a satisfação de seus débitos, dado a impotência de seu patrimônio para geração dos recursos e meios necessários aos pagamentos devidos. P.ex. o art. 94 da LRF determina os motivos pelos quais a falência poderá ser decretada. Também se utiliza o termo “quebra”, utilizado no CCom. (“Das Quebras” – arts. 797 a 913), posteriormente revogado pelo DL 7661/45. Tinha o condão de ser meio coercitivo para a cobrança dos débitos em face do devedor, mas a nova feição atribuída ao regime falimentar ressalta a importância do instituto como meio apto a proporcionar não a liquidação apenas do ente devedor, mas, sim, a recuperação da Empresa. É portanto, um sistema dual: falência-liquidação e recuperação. A recuperação é instrumento apto para sanear o mercado, impossibilitando que empresas econômica e financeiramente insolventes permaneçam no mercado. A intenção é de preservar o mercado, impedindo que empresas insolventes possam desequilibrá-lo. A liquidação também tem o escopo de assegurar aos credores um tratamento paritário, isonômico (par conditio creditorium). Credores da mesma classe receberão seus créditos de forma proporcional (arts. 83, 84 e 149). A NATUREZA DA FALÊNCIA: Direito Material ou processual? Na verdade é de natureza híbrida, e não se restringe ao direito comercial, mas a vários ramos do direito, como o Dto. Pbco, internacional, penal, etc. Exemplo Dto. Material: arts. 117 e 118 – efeitos em relação aos contratos do falido. Arts. 97 e 98, processual: legitimados para requerer a falência e resposta do devedor. A FALÊNCIA COMO EXECUÇÃO CONCURSAL: de acordo com a sistemática nacional é uma execução coletiva por força de lei. Cada credor, de cada classe, recebe de forma proporcional a seu crédito. A decretação da falência atrai para o juízo único todos os credores e, em regra, interrompe a atividade empresarial do devedor. É um meio extraordinário de execução, englobando todo o patrimônio do devedor, em prol da totalidade de credores. Também chamada de execução extraordinária, concursal, coletiva ou universal. RECUPERAÇÃO JUDICIAL (art.47 Lei 11.101): somatório de providências de ordem econômico-financeiras, econômico-produtivas, organizacionais e jurídicas, por meio 2

que deverá ser apresentado aos credores e está sujeito à aprovação dos mesmos. “estão sujeitos à recuperação judicial todos os créditos existentes na data do pedido. É a massa de credores quem declara a vontade. em verdade. (arts. entidade de previdência complementar. doravante referidos simplesmente como devedor. da recuperação judicial. tem o escopo de viabilizar a superação de uma situação de crise. De tal forma. II – instituição financeira pública ou privada. de iniciativa do devedor. do emprego e a posição dos interesses dos credores (art. De acordo com o art. Art. Ressalta-se. alcançando uma rentabilidade auto-sustentável.das quais a capacidade produtiva de uma empresa possa. todos os credores são abrangidos pela recuperação e participam da aprovação do plano de recuperação. que eram a maioria dos credores. embora a decisão a tal conteúdo se vincule. consórcio. são contratos através dos quais o devedor se compromete com seus credores e tem o condão de sanar a empresa em dificuldades. Também no sistema antigo. deferir a recuperação judicial ou decretar a falência o juízo do local do principal estabelecimento do devedor ou da filial de empresa que tenha sede fora do Brasil o 3 . No regime antigo. sim. O juiz é o guardião da legalidade. a ação judicial. vigia o regime de concordatas. Se o devedor preenchesse os requisitos legais a ele era concedida a concordata. da melhor forma. CONCORDATA: No sistema anterior. como hoje ocorre no sistema de recuperação. mas. sociedade operadora de plano de assistência à saúde. Não participavam. Os credores não eram chamados a se manifestar. que a recuperação importa em novação. com isso. o sistema de recuperação judicial e extrajudicial. que o acordo não será firmado em face da unanimidade de credores e sim de uma maioria que irá submeter todos os demais ao plano então apresentado. a situação de crise econômico-financeira em que se encontra seu titular – o empresário -permitindo a manutenção da fonte produtora. participavam. Cabe observar que o fato de o plano de recuperação estar submetido a uma avaliação judicial não significa que perde ele o seu caráter contratual e elimina a vontade das partes (credores e devedor). somente os credores quirografários. RECUPERAÇÃO VS. 47). por sentença. No atual sistema. através de um órgão de deliberação: assembléia geral de credores. ser reestruturada e aproveitada. não tem qualquer repercussão sobre o conteúdo do plano estabelecido entre as partes interessadas. ainda que não vencidos”. a concordata era um “favor legal”. todos os créditos poderão sofrer alteração. Para a implementação do plano de recuperação. que podia ser a) preventiva (modalidade mantida na LRF) e b) suspensiva (suspendia o processo falimentar – já não existe mais pq dava margem a fraude contra credores). sociedade seguradora. que. A concessão. o Art. contudo. O atual sistema não recepcionou o sistema de concordatas. 61). 2 Esta Lei não se aplica a: I – empresa pública e sociedade de economia mista. a recuperação extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores. Sob a ótica processual. 49 da LRF. cooperativa de crédito. que será exercida até que não lhe seja decretada a falência e desde que não ultrapasse dois anos. 1 Esta Lei disciplina a recuperação judicial. 3 É competente para homologar o plano de recuperação extrajudicial. superando. o Art.

411/2011 – art 980a CC) Empresário Individual de responsabilidade limitada (EIRELI) b. a sociedade simples e o empresário. devidamente constituídas. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS 4 . Nova Lei (12. (art. Estatais: Empresa Pública e sociedade de economia mista. o art. De acordo com o art. 2º da LRF exclui as SEM do rol de legitimados passivos. ME e EPP: Considera-se ME e EPP. 3 da Lei Complementar n 123/2006 e na Resolução n 4 do Comitê Gestor do Simples Nacional. 200/67( DL900/69). a sociedade empresária. alguns requisitos são exigidos para que se possa pleitear a recuperação.00 • Empresa de Pequeno Porte (EPP): R$ 2.000. Tais sociedades são regidas pela seção V e. 235. XIX e XX da CF: autorizadas por lei. EMPRESÁRIO INDIVIDUAL E SOCIEDADE EMPRESÁRIA Obs. no momento do pedido da recuperação. que revogou o art. recebem tratamento favorecido. DL. As sociedades de economia mista. são sempre sociedades anônimas. 48 exige a comprovação. O segundo pelo tribunal de contas. o ato constitutivo atualizado e as atas de nomeação dos atuais administradores”. Ressalta-se. observados os limites de receita bruta anual e vedações previstos no Art. cumprindo o mandamento constitucional inscrito no art. portanto. No caso de serem insolventes.SUJEITO PASSIVO EXTRAJUDICIAL DA FALÊNCIA. que o art. por força de lei. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA E EMPRESA PÚBLICA Com a Lei 10. cabe ao estado dissolvê-las. O primeiro pelo executivo. mas estão sujeitas à disciplina da falência. também. 71 trata da micro empresa e empresa de pequeno porte. 242 da LSA. IX. destaca-se o comprovante de regularidade. Já o art. Controle interno e externo. as soc. DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL E a. 51 da LRF. c. sob a égide da Lei 6404/76. de ecom.00 (conferir isso) Empresário Individual – tem responsabilidade ilimitada e se suheita à lei 11. mista passaram a ser sujeito passivo de falência.101. Participação acionária do Estado. do exercício regular das atividades há mais de 2 anos. há menos de 5 anos concessão de recuperação. 170. Soc. Os limites máximos de receita bruta anual para enquadramento no Simples Nacional previstos na LC nº 123/2006 são os seguintes: • Microempresa (ME): R$ 240. em comum (de fato/irregulares) não podem requerer a recuperação. in verbis: “V – certidão de regularidade do devedor no Registro Público de Empresas.000. não ter obtido. Comentar o art.400. 173 da CF. No entanto. ou 8 anos para ME e EPP). LSA). dentre outros requisitos exigidos (não ser falido. Art. Dentre eles.303/2001. 37.

Tais instituições sujeitam-se. p. Assim. art. A intervenção se dá ex officio pelo BACEN (art.661 (agora 11.101). a extinção se realizará na forma de intervenção direta do executivo. 1º da Lei 6024/74. Já o art. d.. uma vez que a 6024/74 faz referencia ao DL 7661/45. OBS: o art. SUSEP promove a intervenção na companhia. as sociedades de financiamento. A lei 6024. segundo o qual não poderão requerer a concordata. 12 é claro ao dispor que o Bacen poderá autorizar o interventor a requerer a falência da instituição financeira. Dessa forma. SOCIEDADE OPERADORA DE PLANO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE: Sujeitam-se também ao DL 73/66. As sociedades seguradoras não poderão requerer concordata e não estão sujeitas à falência.190/2001.34 e 35 da Lei 6024/74. de acordo com o art.. outrossim. Regidos pelo DL 73/66. a LRF é aplicada em caráter subsidiário. que trata da intervenção e liquidação extrajudicial. metade) dos créditos quirografários (sem garantia alguma). ex. ou quando houver fundados indícios da ocorrência de crime falimentar”. neste último caso. que se sujeitam à lei falimentar. estão excluídas do rol de legitimados passivos. Determinação inclusive que consta do art. o ativo não for suficiente para o pagamento de pelo menos a metade dos credores quirografários. Mas não lhes é aplicável a recuperação judicial nem a extrajudicial. 5 . 34 da mesma lei determina que é aplicável o regime falimentar. alterado pela Lei 10. desta forma.101/05. no entanto. quando o seu ativo não puder cobrir pelo menos 50% (ou seja. as sociedades de leasing e as administradoras de consórcio. de sorte que não podem requer a recuperação e nem estão sujeitas à falência. O mesmo ocorre no caso das demais sociedades sujeitas ao regime da liquidação extrajudicial ou de intervenção. A intervenção será executada por um interventor.ex.101/2005. No entanto. 26 se sujeitam à falência no caso de insuficiência de ativo para pagamento de no mínimo 50% do valor dos créditos quirografários. Art 53 da Lei 6024 diz que inst fin não podem impetrar concordata e art. 26. 53 da Lei 6024/64.Gênero no qual se inserem os bancos comerciais e de investimentos. Também não incide a Lei 11. em alguns dispositivos determina que sejam aplicadas algumas normas da LF. DL 73/66: “Art. alínea d. de 2001) e. 198 da LRF.3º) e não poderá exceder o prazo de 6 meses prorrogáveis por mais 6 meses. 34 da mesma lei faz ref à Lei 7. p. salvo. de tal forma que sobre elas não incide a intervenção e a liquidação extrajudicial.190.4º). O art. (Redação dada pela Lei nº 10. realizada pelo Banco Central. Como. cabendo a ele a extinção. se decretada a liquidação extrajudicial. mas não podem se valer do instituto da recuperação. Ver art. exclui do rol as instituições financeiras federais. ou quando houver indício de prática de crime falimentar. uma única vez (art. não lhes sendo aplicada a lei 11. A interpretação deve ser agora em face da LRF. à Lei 6024/74. não lhes assiste a possibilidade de pedido de recuperação. SOCIEDADE SEGURADORA Também as seguradoras estão sujeitas a regime especial.

187 da referida lei. i. 3 É competente para homologar o plano de recuperação extrajudicial. unico do art.101/2005. sociedade simples Art. 1024. conforme verificado no art. por força do art. LRF: “Art. g. não podiam impetrar concordata (Art. CC: princípio da subsidiariedade) a) Ilimitada: sociedade em nome coletivo b) Limitada: sociedade limitada e sociedade anônima c) Mista: sociedade em comandita simples. h. 190. de competência de seu órgão fiscalizador. deferir a recuperação judicial ou decretar a falência o juízo do local do principal estabelecimento do devedor ou da filial de empresa que tenha sede fora do Brasil. 187. exceção à regra do art. Todas as vezes que esta Lei se referir a devedor ou falido. o 6 . 198 da LRF: (Art. SOCIEDADES QUE EXERCEM ATIVIDADE RURAL: Se registradas na Junta estão sujeitas sim a LRF. 971 do CC. Assim. e assim. – Substitui o Código Brasileiro do Ar). São regidas pela Lei 5764/71 e par. que a disposição também se aplica aos sócios ilimitadamente Responsabilidade dos sócios pelas dívidas sociais -(art. Os devedores proibidos de requerer concordata nos termos da legislação específica em vigor na data da publicação desta Lei ficam proibidos de requerer recuperação judicial ou extrajudicial nos termos desta Lei). tenham por objeto a exploração de serviços aéreos de qualquer natureza ou de infra-estrutura aeronáutica). não se sujeitam a lei 11. Obs: art. não possuem natureza de sociedade empresaria. 190. 199 da LRF. mas hoje. e de acordo com o art. TRANSPORTADOR AÉREO: Sujeitam-se a Lei 7565/86 (Código Brasileiro de Aeronáutica. a procedimentos especiais de intervenção e liquidação extrajudicial. Lembra-se que o empresário rural pode ou não ser registrado na junta. 198. compreender-se-á responsáveis”.f.982 do CC. podem requer a recuperação judicial. por seus atos constitutivos. Não podem impetrar concordata as empresas que. A ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR: Submetidas à LC 109/2001. SOCIEDADE COOPERATIVA: Apesar de inscritas na Junta Comercial.

os Estados. cf. RESUMÃO Empresária: constituída conforme tipos N. da Sociedade Simples: também constituída conforme tipos. 986 ao 990)  Aquela que ainda não possui registro perante o órgão competente. Dto.PESSOAS JURÍDICAS Art.  Os sócios são solidaria e ilimitadamente responsáveis pelas obrigações sociais. Dto. é sempre simples) Simples SA Tipo de sociedade LTDA Comandita Nome Coletivo SOCIEDADES NÃO PERSONIFICADAS (em comum e em cta de participação) a) Sociedade em comum (art. exceto S. (Coop. (Junta Comercial ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas ou se encontra irregular depois do registro). o DF e os territórios. Municípios. 40 do Código Civil: pessoas jurídicas são de direito público e de direito privado.  Pode ser demandada em juízo.41): a União. sociedades e as fundações.J. mas não pode demandar.  Não possui personalidade jurídica – Registro é ato constitutivo e não declaratório. 1024 do CC.  Considerada sociedade irregular ou sociedade de fato.A. As sociedades são regidas pelas determinações do Livro II da Parte Especial do Código Civil. (Parte que trata do direito de empresa – arts. 966 e ss). (bens dos sócios não podem ser executados antes dos bens sociais.  Aquele que contratar em nome da sociedade não pode aduzir o benefício de ordem exposto no art.  Aplicam-se os dispositivos das sociedades simples de forma subsidiária quando for possível. 7 . dispõe o art. Privado (art. 990 do CC). 44): associações.  Embora haja o reconhecimento de um patrimônio especial não recebe a mesma personalidade jurídica. as Autarquias. Público (art. e as demais entidades de caráter público criadas por lei.

1. arts. portanto.  O contrato social produz efeitos somente entre os sócios. no entanto.  O sócio ostensivo age como empresário individual.art 141 II foi considerado constitucional pelo STF 8 .b) Sociedade em conta de participação (991 e 996)  Não é considerada uma verdadeira sociedade porque lhe faltam alguns pressupostos. 914 a 919 do CPC)  Aplicam-se os dispositivos das sociedades simples de forma subsidiária quando for possível. e a eventual inscrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade jurídica à sociedade.  A contribuição dos participantes (sócio oculto e sócio ostensivo) formam um patrimônio especial. nos termos do contrato social. o sócio ostensivo não pode admitir novo sócio sem o consentimento expresso dos demais.também rege-se pela lei 6404/76. isso não faz com que a sociedade adquira personalidade jurídica. Lei das Sociedades Anônimas) f) Sociedade em comandita por ações (1090 ao 1092 . objeto da conta de participação relativa aos negócios sociais.  O sócio ostensivo (pode ser mais de um) obriga-se perante terceiros. sendo.  Se não houver disposição em contrário no contrato. na forma da lei processual (arts. participando os demais sócios dos resultados correspondentes. em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade. Os demais sócios participantes obrigam-se com o sócio ostensivo.  Independe de qualquer formalidade e pode ser provada por todos os meios de direito.1 SOCIEDADES PERSONIFICADAS a) Sociedade simples (997 e 1038) b) Sociedade em nome coletivo (1039 e 1044) c) Sociedade em comandita simples (1045 e 1051) d) Sociedade limitada (1052 e 1087) e) Sociedade anônima (1088 e 1089/ lei especial: lei 6404/76. Gerais: falência só ocorre quando esta é decretada débitos trabalhistas não são assumidos pela sucessora.  A liquidação da sociedade em conta de participação rege-se pelas normas de prestação de contas. 280 e ss) g) Sociedade cooperativa (1093 e pela lei especial: Lei 5764/71) Obs.  A atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo. considerada como contrato de participação/investimento.

O AJ também tem o dever de prestar contas. ADMINISTRADOR JUDICIAL (AJ) – art. JUIZ 2. da omissão. arrecadação. 21 a 34 De acordo com o art. administrador de empresas ou contador. segundo parâmetros estabelecidos na LRF. MINISTÉRIO PÚBLICO 3. 22. 21. §1º. mas diretamente daqueles que se utilizam dos seus serviços. para auxiliá-lo. prestação de contas e outros. mediante autorização do juiz. penhores e objetos retidos.. 60). Está relacionado a um vício de exercício. A natureza jurídica é híbrida (suporta tanto os credores como o P. quando da sua destituição ou quando da extinção da falência (art. muito embora ostentem a condição de agentes públicos. Parágrafo único. ao Estado. Deve prestar compromisso e assinar o respectivo termo. COMITÊ DE CREDORES ÓRGÃOS OBRIGATÓRIOS OU NECESSÁRIOS 1. cuja remuneração será fixada pelo juiz.§2º e art. 22 da LRF. inimigo ou dependente”. de sorte que não comporta a delegação. art. 30 da LRF). merecem ser destacados os relacionados às atividades administrativas e às judiciárias. art. “O administrador judicial será profissional idôneo. 33 desta Lei. controladores ou representantes legais ou deles for amigo. requerimento e venda antecipada de bens em face do juiz. Não recebem remuneração do poder público. ou pessoa jurídica especializada. negligência ou prática de ato lesivo ao devedor ou a terceiro. mas ele pode contratar outras pessoas. Se o administrador judicial nomeado for pessoa jurídica. AJ substitui a figura do síndico (DL 7661/45. Tal fato é decorrente do descumprimento de deveres. foi destituído. tiver relação de parentesco ou afinidade até o 3º (terceiro) grau com o devedor.ÓRGÃOS DA RECUPERAÇÃO E DA FALÊNCIA 1. seus administradores. escolha de auxiliares. O AJ poderá ser destituído no curso da falência. Por exemplo: “. também aplicáveis aos membros do Comitê de Credores (art. fornecimento de informação. Também poderá ser destituído se estiver incurso num dos impedimentos. no exercício do cargo de administrador judicial ou de membro do Comitê em falência ou recuperação judicial anterior. Na terceira tem função assemelhada à dos cartorários.. o nome de profissional responsável pela condução do processo de falência ou de recuperação judicial. Dentre tais deveres. A função exercida pelo AJ é personalíssima. deixou de prestar contas dentro dos prazos legais ou teve a prestação de contas desaprovada. O rol do art. O AJ é um particular que vai auxiliar o Poder Público no exercício de função pública sem que ostente a posição de funcionário público. solicitação de informações. representação da massa. realização de acordos. no termo de que trata o art. economista. 154). em ultima análise. chamamento de peritos e avaliadores. 22 é exemplificativo e estão relacionados à publicidade. Nas duas primeiras há um vínculo de representação. ASSEMBLÉIA DE CREDORES 5. Suas atividades são fiscalizadas pelo Comitê e pelo Juiz. preferencialmente advogado. declarar-se-á. imputáveis. mas pratica atos em nome próprio. verificação e preparo do quadro geral de credores. 31. que não poderá ser substituído sem autorização do juiz.Jud) e pode ser analisada sob vários aspectos: (i) representante dos credores. que era representante do maior credor – hj já não existe esta regra.(ii) como mandatário judicial dos credores ou (iii) como órgão auxiliar do Poder Judiciário. ADMINISTRADOR JUDICIAL 4.se nos últimos 5 (cinco) anos. Os deveres do AJ estão elencados no art. 9 . remissão. demais atos conservatórios ou de declaração de direitos.

É órgão colegiado. com 2 (dois) suplentes. e levará em conta a capacidade do devedor. da LRF. que poderá funcionar com número inferior ao previsto no caput deste artigo (art. adotar modalidades especiais de realização do ativo ou de manifestar-se em qualquer matéria que possa afetar os interesses dos credores. Pode existir tanto na recuperação quanto na falência. No entanto. mas poderão requerer reembolso das despesas que tiverem (art. 10 . por óbvio. já analisado. A responsabilização e a destituição seguem as mesma regras aplicáveis ao AJ (Arts. 21 a 34 A constituição do Comitê de credores depende da iniciativa de representantes de qualquer uma das classes de credores. a LRF estabelece que o valor não pode ser superior a 5% do valor devido aos credores na REJ ou dos bens vendidos na falência. ser responsabilizado civilmente pelos atos que cometer em desacordo com sua função. Art. 32 determina que “O administrador judicial e os membros do Comitê responderão pelos prejuízos causados à massa falida.33 e 34 – AJ e membros do Comitê têm que assinar termo de compromisso ref. averiguar as reclamações de interessados. desempenho do cargo e respectivas responsabilidades A remuneração do AJ será fixada pelo Juiz. requerer a convocação de AGC. qualquer credor. escolher seus membros e a substituição dos mesmos.O AJ pode. ASSEMBLÉIA GERAL DE CREDORES – art. Sua composição se dá em conformidade com o disposto no art. 35 da LRF. Os integrantes do Comitê não receberão remuneração. 56). Na lei antiga não havia assembléia de credores. O pagamento.26. 2. 31. “a falta de indicação de representante por quaisquer das classes não prejudicará a constituição do Comitê. está condicionado à aprovação de suas contas. trata dos impedimentos para atuar como membro do Comitê. 24. Poderá ser constituído tanto no processo de recuperação quanto no de falência. 32 e 33 da LRF). (ii) 1 (um) representante indicado pela classe de credores com direitos reais de garantia ou privilégios especiais. O Art. complexidade do trabalho e o valor de mercado. convocados em assembléia. Dentre elas destaca-se a de constituir o Comitê de credores. com 2 (dois) suplentes. O art. ou seja: (i) 1 (um) representante indicado pela classe de credores trabalhistas. No entanto. No entanto essa regra é excepcionada. §1º). devendo o dissidente em deliberação do Comitê consignar sua discordância em ata para eximir-se da responsabilidade”. 35 a 46 Isso é novo. COMITÊ DE CREDORES – art. Suas atribuições estão arroladas no art. zelar pela boa condução da falência. mas o art. No caso de não existir Comitê. 29 – ressarcimento de despesas do Comitê pelo devedor. ao devedor ou aos credores por dolo ou culpa. 26. Não é obrigatória. 27 trata do tema de maneira especifica. caberá ao AJ exercer as funções de sua competência. ainda. Art. A atuação do Comitê está prevista em vários arts. 30. cuidar dos interesses dos credores. o devedor ou o MP poderá requerer a sua destituição. §§ 1 e 2). 3.devendo ser ressaltado que as decisões serão tomadas por maioria. com 2 (dois) suplentes. Dentre suas competências destacam-se a de fiscalização das atividades do AJ. para a aprovação do plano de recuperação judicial sua constituição se torna obrigatória (art. Se mesmo assim for nomeado. 29). ou seja. e que 40% do montante devido para pagamento após a prestação final de contas (art. (iii) 1 (um) representante indicado pela classe de credores quirografários e com privilégios gerais.

os componentes da AGC são: (I) titulares de créditos trabalhistas (titulares de créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho). 37).39. Comitê de credores ou forma alternativa de realização do ativo. Cabe observar que em cada uma das assembléias será analisada a questão de voto pelos credores. a LRF determina que as deliberações não serão invalidadas em razão de posterior decisão judicial modificadora da condição de credor (art.A AGC será convocada pelo Juiz por edital. Além dos credores. em dada situação. art. O art. 41. sócio controlador. Como a relação de credores com direito a voto pode vir a ser alterada. a relação dos votantes pode ser diversa em cada uma das assembléias. 39 traz alguns parâmetros: (i) integrar o quadro geral de credores.A. controladas e controladoras do devedor. § 6º. quantificação ou classificação de créditos. INSTALAÇÃO DA AGC (art. na falta desta. tenha voz. (III) titulares de créditos quirografários. a lei estabelece no art. – art 39 par 2º De acordo com o art. Ou seja. a composição do Comitê de Credores ou forma alternativa de realização do ativo nos termos do art. caput). sociedades coligadas. administrador. que naquela assembléia específica o credor não terá direito de voto. ou. 35 desta Lei. a apresentada pelo falido. Objetivo é o de evitar impacto nas deliberações das Assembleias. Considerar-se-á aprovada a proposta que obtiver votos favoráveis de credores que representem mais da metade do valor total dos créditos presentes à assembléiageral. 46 que exige no mínimo 2/3 dos créditos presentes para aprovação de realização do ativo de forma diversa da apresentada. e. com privilégio especial. Mais da metade do passivo em cada classe 11 . ou a pedido de credores que representem no mínimo 25% do valor total dos créditos de uma determinada classe. poderão participar da AGC os sócios do devedor. por exemplo. membros do conselho consultivo e fiscal. 43. exceto nas deliberações sobre o plano de recuperação judicial nos termos da alínea a do inciso I do caput do art. em regra. alguns requisitos. (iii) os que tenham seus créditos habilitados. A regra geral é que a aprovação de propostas se dê por mais da metade do valor total dos créditos presentes. 37) – similar a regras de Assembleia das S.’s i) Primeira convocação: antecedência mínima de 15 dias. salvo no caso de deliberação sobre a recuperação judicial. cuja aprovação vem regulada de forma especial na lei. embora tenha direito de participar. votam com a classe II até o limite da garantia e com a classe III com o restante. (II) titulares de créditos com garantia real. admitida a representação por procurador. 42. 37. (ii) relação de credores apresentada pelo AJ. O art. No caso dos credores com garantia real.§2º). À semelhança das assembléias da sociedades. 145 desta Lei. para créditos trabalhistas. A AGC será presidida pelo AJ e secretariada por um credor (art. como. Art. será elaborada ata que conterá as deliberações e que será assinada por pelo menos dois representantes de cada classe votante. Instala-se em 1ª convocação com a presença de credores titulares de mais da metade dos créditos de cada classe. com privilégio geral ou subordinados. Os votos serão proporcionais ao valor do crédito. Notar que a classificação para votar em Assembleia não é a mesma da usada para recebimento do crédito falimentar. Somente após o julgamento do mérito é que o credor votará conforme a nova classe determinada pelo juiz. (art. Na hipótese de representação por sindicato. pelos sindicatos. 40 da LRF veda a possibilidade de deferimento de liminares para suspensão ou adiamento da AGC em razão de pendência quanto à existência. pois pode ocorrer. embora não tenham direito de voto e nem sejam computados para fins de quorum de instalação da AGC.

Classe trabalhadores: metade dos presentes (por cabeça). a aprovação deve obedecer a 2 requisitos: (i) aprovação pela maioria dos presentes.46) Já em relação a aprovação do Plano de recuperação judicial. atua de forma permanente e somente será dissolvido ao fim da Recuperação Judicial ou da Falência. pela maioria simples dos credores presentes. Nas deliberações sobre o plano de recuperação judicial. nessas classes. cumulativamente.145). o voto será computado por cabeça. ou seja. o § 3 O credor não terá direito a voto e não será considerado para fins de verificação de quorum de deliberação se o plano de recuperação judicial não alterar o valor ou as condições originais de pagamento de seu crédito. a deliberação se dará por maioria dos votos presentes de cada uma das classes (art. independentemente do valor de seu crédito. após ser constituído. independentemente do valor de seu crédito. todas as classes que integram a AGC deverão aprovar a proposta (art. cabe observar. dissolvendo-se após a conclusão dos atos que ensejaram a sua instalação. Art. por cabeça. DELIBERAÇÕES Art. 42 . considerado o voto por cabeça. escapam ao sistema ordinário (que leva em conta o universo de credores e não suas classes) as deliberações em relação (i) constituição e composição do Comitê de credores (art.ii) Segunda convocação: antecedência mínima de 5 dias da primeira convocação. a proposta deverá ser aprovada por credores que representem mais da metade do valor total dos créditos presentes à assembléia e. Plano tem que ser aprovado nas 3 classes para ser homologado pelo juiz mas juiz pode homologar conforme art 58 par 1º . Já o CC. No caso do Comitê de credores. 41 desta Lei. Art. 45. a deliberação se dará em face da aprovação de 2/3 dos créditos presentes à AGC (art. rejeição ou modificação do plano de recuperação judicial apresentado pelo devedor (art 45) (iii) a forma alternativa de realização do ativo na falência (art. todas as classes de credores referidas no art. as deliberações serão tomadas por maioria simples.41§ 2o : credor pode pertencer à classe dos q têm garantia (até montante garantido) e tb à classe dos q não têm garantia (montante não garantido) Diferença da AGC e do Comitê de Credores (CC) A AGC não é permanente. e será aprovada por maioria simples dos presentes. No entanto. 12 .Regra geral. o § 2 Na classe prevista no inciso I do art. a proposta deverá ser aprovada pela maioria simples dos credores presentes. Assim. Excepcionalmente será computado por cabeça (um credor/um voto). o § 1 Em cada uma das classes referidas nos incisos II e III do art. 41 desta Lei deverão aprovar a proposta. 41 desta Lei. cumulativamente. Qualquer número. que em relação aos credores trabalhistas.26). No caso de realização do ativo de forma alternativa. considerado o valor do crédito e (ii) a maioria dos presentes.44) (ii) aprovação. O voto de cada credor será correspondente ao valor de seu crédito. No entanto. Já nas demais classes a decisão deverá ser tomada por credores que representem mais da metade do valor total dos créditos presentes à votação e.41). pela maioria simples desses credores. A votação será realizada dentro de cada uma das classes. classe dos credores: metade dos créditos presentes – voto é ponderado pelo valor do crédito – combinado com metade dos credores presentes.

sobre prazos T15: 15 dias p/ apresentação ao AJ das habilitações ou divergências (art.9 T60: 45 dias p/ AJ publicar Edital c/ rel de credores (art 7 pg 2) T60: 60 dias p/ devedor apresentar plano (art. ativi//s  Intimação MP e comunic às Faz. Isto é. Antes de tratarmos especificamente do procedimento de verificação e habilitação de créditos é necessário que se ressalte que o referido procedimento possui duas fases bem distintas: (i) uma administrativa e (ii) outra contenciosa. Públicas  Edital c/ rol de credores e advert. A primeira fase será realizada sob o comando do administrador Judicial. A segunda é decorrente do processo de impugnações que se verificarão em decorrência da relação apresentada pelo administrador judicial.7 pg1) – regras art.51 T0: Deferimento do Processamento da Recuperação Judicial – Art. Falência pode ser pedida pelo próprio devedor ou pelo credor O tema é tratado na Lei 11. 58: Plano s/ objeção ou aprovado em AG (ou aceito pelo juiz cf pg1 art58) juiz concede recuperação judicial e empresa permanece neste estado até q se cumpram obrigações q se vençam em 2 anos (se não se cumprem => convolação em falência) VERIFICAÇÃO E HABILITAÇÃO DOS CRÉDITOS Obs. tem início com as impugnações e contestações 13 . 53) T70: 10 dias p/ apres. p/ exerc. 7º.101/2005 a partir do art.55) T150: 150 dias p/ realização da AG credores (art.Instrução da Petição Inicial – Art. impugnação (art 8) T90: 30 dias p/ objeção ao plano (art. Art.: só devedor pode pedir recuperação.52  Nomeação do AJ  Dispensa de certidão neg.56 pg1) Plano deve ser aprovado nas 3 classes de credores para que juiz conceda a recuperação – exceção nps par do art 58. Tanto na falência quanto na recuperação o procedimento de verificação e habilitação dos créditos é o mesmo.

cabe ao Administrador Judicial realizar a verificação dos créditos. Isso. art. o Administrador Judicial deverá apresentar no prazo de 45 dias nova relação de credores. art. Já no caso de não ocorrerem impugnações. para que o Comitê (se houver). de acordo com o art. 7º. II). além do endereço do credor.II). Na autofalência. a relação de credores deverá ser juntada pelo falido.13 a 15 da LRF. Deve ser observado que.apresentadas em relação aos créditos relacionados. Já no parágrafo único do mesmo artigo tem-se que: “Cada impugnação será autuada em separado. 7º. Cabe observar que na recuperação essa relação é apresentada pelo devedor junto com a petição inicial (art. dispensada a publicação de que trata o art. qualquer credor. tendo o Administrador Judicial a obrigação de apresentar o quadro geral de credores. caput. 18 desta Lei” (art. No caso de não ocorrer impugnações obviamente que não haverá fase contenciosa. Quando do deferimento do processamento da recuperação ou da decretação da quebra o juiz mandará publicar edital com a relação nominal dos credores.10 – credores podem habilitar-se tardiamente De acordo com o art. o devedor ou o Ministério Público apresentem impugnação perante o juiz em face da relação apresentada. 11. a relação é apresentada pelo devedor juntamente com o pedido de autofalência (art. mas terão uma só autuação as diversas impugnações versando sobre o mesmo crédito”. §1º).51. que prepara um primeiro edital. a relação dos credores constante do edital de que trata o art. Publicada a relação. como incidente processual. com os documentos a ela relativos. p. instruída com os documentos que tiver o impugnante. abre-se o prazo de 15 dias para que os credores se manifestem em relação às divergências quanto ao conteúdo do crédito e para requerer a habilitação de créditos não habilitados. § 2º.§1º. o administrador judicial fará publicar edital contendo a relação de credores. De acordo com o art. Passados os 15 dias. abre-se o prazo de 10 dias.. par. o qual indicará as provas consideradas necessárias. “A impugnação será dirigida ao juiz por meio de petição. 7º. de sorte a não prejudicar o andamento do processo (art. 11 e 12.único). contados da decretação da quebra. no prazo de 5 dias. O procedimento da verificação e habilitação dos créditos tem início com o deferimento do processamento da recuperação judicial ou com a decretação da quebra. Administrador judicial recebe rol dos credores do devedor. os credores cujos créditos forem impugnados serão intimados para contestar a impugnação. Feita a verificação. Art. A impugnação será processada nos termos dos arts. importância ou classificação do crédito. sob pena de desobediência (cf. Isso tudo se dará perante o administrador judicial (art. 14). “o juiz homologará. estabelece como o juiz deverá proceder após serem os autos a ele conclusos. A impugnação poderá ocorrer em face da legitimidade. a qual será decorrente da análise dos livros contábeis e dos documentos comerciais e fiscais do devedor e também com base nos demais documentos que lhe forem apresentados pelos credores. 15 há prescrições em relação aos procedimentos adotados pelo Juiz quando transcorrido os prazos previstos nos arts. III). a classificação e o valor.105.8 – prazo de 10 dias para impugnar. Nas demais situações de falência. pode ocorrer quando vários credores objetivam excluir determinado crédito da relação apresentada. desta Lei. como quadro-geral de credores. Com a publicação do edital. 52.ex. Cabe observar que a impugnação será autuada em separado. 8º.99. na qual deverá constar também a natureza do crédito. Ou seja. de tal sorte que haverá apenas a fase administrativa. III c/c art. Já se o impugnante for o próprio credor que não concorda com a classificação ou mesmo com o valor de seu 14 . 13. Já no art.

de 5 dias.16). o devedor e o Comitê (se houver). no valor constante da relação referida no § 2o do art. o agravo não impedirá a formação do quadro geral de credor e a realização de rateios entre os credores nele incluídos. se o Tribunal negar provimento ao recurso. Referido quadro geral deverá ser homologado pelo Juiz e assinado tanto pelo Juiz quanto pelo Admi nistrador Judicial (art. Contudo. II – o valor do crédito. designando audiência de instrução e julgamento. o credor será pago com base no valor incontroverso e a reserva recairá sobre a diferença. cabe ao Administrador Judicial a apresentação consolidada do quadro geral de credores. (iii) fixará. 7º § 1º. a não ser no caso referido. o credor também poderá agravar desta decisão. Julgadas as impugnações. 15 . nos seguintes termos: Art.único). par. para que o Administrador Judicial apresente parecer sobre a situação. A habilitação de crédito realizada pelo credor nos termos do art. 16. não tem efeito suspensivo. uma vez que o agravo. seguem os autos conclusos ao juiz. No entanto. mencionando. pois o juiz fará reserva do valor do crédito para satisfação do crédito impugnado (art. esta se dará em conformidade com o art. no caso de algum credor apresentar impugnação solicitando a inclusão de um crédito e o juiz julgar improcedente o pedido. Quando a habilitação do crédito for requerida pelo credor. par. (art.15.15. 9º. os aspectos controvertidos e decidirá as questões processuais pendentes (art. terão prazo de 5 dias para apresentar manifestação em relação ao incidente (impugnações). como mencionado. em cada uma das restantes impugnações. (Aí é que devem ser observados os preceitos do art. I). atualizado até a data da decretação da falência ou do pedido de recuperação judicial. conforme determina o art. Observa-se que deverá constar do quadro geral de credores a importância e a classificação de cada crédito na data do requerimento da recuperação judicial ou da decretação da falência e que referido quadro geral de credores será juntado aos autos e deverá ser publicado no órgão oficial. que o agravo terá efeito suspensivo apenas se este efeito for conferido pelo relator para o fim exclusivo de exercício de direito de voto em assembléia-geral de credores. Observa-se também que. desta Lei deverá conter: I – o nome. 7o desta Lei (art. abre-se novo prazo. No entanto. 9º.15. o endereço do credor e o endereço em que receberá comunicação de qualquer ato do processo. (ii) julgará as impugnações que entender suficientemente esclarecidas pelas alegações e provas apresentadas pelas partes. II). é o devedor e os demais credores. sua origem e classificação.crédito.único). III). (iV) determinará as provas a serem produzidas. 18. 18. III – os documentos comprobatórios do crédito e a indicação das demais provas a serem produzidas. Tomadas tais providências. o valor e a classificação (art. Deve ainda ser observado que da decisão judicial sobre a impugnação caberá agravo (art. Se a impugnação for parcial. no prazo de 5 dias. o credor não será prejudicado.17). se necessário. no prazo de 5 (cinco) dias. 15) O Juiz determinará (i) a inclusão no quadro-geral de credores das habilitações de créditos não impugnadas. Juntadas as contestações. o valor reservado será rateado posteriormente entre os demais credores. de cada crédito. quem deverá apresentar contestação. Após isso. contado da data da sentença que houver julgado as impugnações. E ainda.

e o respectivo instrumento. Ressalta-se também que. o credor (declarante) estará obrigado. cheque). a declinar a origem do referido título. Deve ser também observado que. se houver. §§1º e 2º (ilíquidas ou trabalhistas). V – a especificação do objeto da garantia que estiver na posse do credor. erro essencial ou. reclassificar ou retificar qualquer crédito incluído no quadro geral de credores. não se computando os acessórios compreendidos entre o término do prazo e a data do pedido de habilitação (art. fraude. III. os créditos retardatários perdem direito a rateios eventualmente realizados e ficam sujeitos ao pagamento de custas. por qualquer credor ou pelo Ministério Público. Já em relação aos créditos não habilitados nos termos do art. simulação. Cabe observar que. essa habilitação deverá ser feita mediante ação própria. E ainda. visando à retificação do quadro geral de credores (art. nas hipótese previstas no art. A comprovação. Neste caso. o titular do 16 . 15. §1º e não o tendo sido feitos perante o juiz na forma de impugnação. 6º. até o encerramento da recuperação judicial ou da falência. ressalta-se que não há necessidade de advogado. nos termos do art. Ressaltando. Neste primeiro momento. uma vez que a habilitação se dará em instância administrativa e não judicial. embora o crédito esteja assentado em um título de crédito abstrato (letra de câmbio. 10. nota promissória. pois no caso de ocorrer rateios durante o período de julgamento e inclusão no quadro geral de credores o credor não será prejudicado. pelo rito ordinário previsto no CPC. Os títulos e documentos que legitimam os créditos deverão ser exibidos no original ou por cópias autenticadas se estiverem juntados em outro processo. entretanto. de habilitação. §3º). cabe ao credor solicitar ao juiz a reserva do valor correspondente ao seu crédito.IV – a indicação da garantia prestada pelo devedor. ainda. perante o juízo que tenha originariamente reconhecido o crédito. pelo Comitê. Já na recuperação judicial. entretanto. na FALÊNCIA. dolo. pois o que importa é a liquidez do título. No entanto. (ver habilitação retardatária – art. apenas se faz necessário que se declare a origem. Lembrando que os títulos de créditos são autônomos. 7º. a forma é livre. 9. mesmo após a publicação do quadro geral de credores.10) Com isso. poderá ser proposta ação que vise excluir. não se exigindo os requisitos das petições. só será exigida se houver impugnação do crédito. Já em relação ao pagamento. O efeito de uma habilitação retardatária é que ela impede o credor de votar em assembléia enquanto não incluída no quadro geral de credores. no caso de ter sido descoberta falsidade. Parágrafo único. que deverá ser proposta exclusivamente no juízo da recuperação judicial ou da falência ou. estes poderão ainda ser habilitados. aos quais a lei considera como créditos retardatários. Referida ação pode ser proposta pelo Administrador Judicial.19). exceto se o crédito for trabalhista. documentos ignorados na época do julgamento do crédito ou de sua inclusão no quadro geral de credores (art. §6º). os credores retardatários não possuem direito de voto.

que proceder a devida habilitação de seus créditos. Ressaltando que. também nela deverá ser dirimido. de tal sorte que seguem o seu curso normal no juízo competente. aos moldes do que trata o art. §2º). cabe à Fazenda Pública apenas comunicar ao juízo da falência o montante do seu crédito. no momento da arrecadação dos bens.crédito atingido pela ação. Dessa forma. 19. o dolo ou má-fé na constituição do crédito. CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS Os créditos tributários não se sujeitam ao crivo do juízo falimentar ou da recuperação judicial para sua verificação. na recuperação judicial. nas quais os sócios possuem responsabilidade ilimitada. recuperação judicial. terão. Na falência. diferentes massas serão formadas. Aliás. ao final. comandita simples e comandita por ações. ainda assim. Nas sociedades em nome coletivo. apurado o respectivo crédito e transitado em julgado a sentença é que será ela habilitada no juízo falimentar.152). 20. não se sujeitam à habilitação. então. sequer são incluídos no quadro geral de credores. os créditos tributários integram o quadro geral de credores. ou que sua exigibilidade esteja suspensa. poderá o juízo trabalhista determinar a reserva da importância que estimar como devida na recuperação ou na falência. e qualquer controvérsia em relação ao crédito.19. mas sujeitam-se a uma ordem de classificação. 191-A. “As habilitações dos credores particulares do sócio ilimitadamente responsável processar-se-ão de acordo com as disposições desta Seção”. CTN). Atenção especial deve ser dada ao art. acrescidos dos juros legais (art. ou ainda. concordata. De acordo com ele. dependendo do tipo de sociedade e da responsabilidade do sócio perante a sociedade. um dos requisitos para a concessão de recuperação judicial é justamente a comprovação de quitação dos débitos tributários. Comprovados. Diante disso. No entanto. caso não constem da relação apresentada pelo devedor. 17 . Porém. tem-se que. durante o processamento da ação. pois não se sujeitam aos efeitos da mesma. comunicando. 187 do CTN. para terem seus créditos satisfeitos. por outro lado. De acordo com o art. somente poderá ser realizado mediante a prestação de caução no mesmo valor do crédito questionado (art. Créditos fiscais vêm logo depois de trabalhista / acidente de trabalho CRÉDITOS TRABALHISTAS As ações trabalhistas devem correr no juízo próprio. No entanto. os bens particulares dos sócios também serão arrecadados e os credores de tais sócios. de tal forma que o patrimônio dos sócios também respondem pelas dívidas das sociedade. perante à Justiça do Trabalho. as execuções fiscais não se suspendem com a decretação da quebra. Cabe observar que. que sua cobrança executiva encontre-se garantida por penhora (art. “a cobrança judicial do crédito tributário não é sujeita a concurso de credores ou habilitação na falência. Isso significa que. cabe observar que ao devedor é assegurado o parcelamento dos débitos fiscais. ou seja. inventário ou arrolamento”. os valores recebidos devem ser restituídos em dobro.

6. quantias fornecidas à massa pelos credores. acarreta a suspensão de todas as ações ou execuções em face da massa falida ou do devedor. Dentre os créditos extraconcursais também há uma ordem a ser seguida: I. quando incorrer o empregador em dolo ou culpa (CF. No entanto. O art. as multas contratuais e as penas pecuniárias por infração das leis penais ou administrativas. Ressalta-se que tal medida poderá ser tomada ex officio ou por provocação do interessado. poderá o juízo requerer a reserva de valores correspondente ao montante que achar devido.83 e 84) De acordo com o art. administração. §3º). 5. 4. XXVIII). V. 52. créditos com privilégio geral. e 18 II. ou após a decretação da falência. Após isto é que será o crédito informado ao juízo da falência ou da recuperação pra que integre o quadro geral de credores. o juízo da falência (art. créditos trabalhistas ou decorrentes de acidente de trabalho. inclui fornecedores que permitiram manutenção do negócio durante período de recuperação). 7º. obrigações resultantes de atos jurídicos válidos praticados durante a recuperação judicial. devendo prosseguir com seu curso normal no juízo que lhe é competente até que se tornem líquidas. V e art. despesas com arrecadação. créditos com garantia real. e créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho relativos a serviços prestados após a decretação da falência. IV. art. bem como custas do processo de falência. a decretação de falência ou o deferimento do processamento da recuperação judicial. III. art. 83 há 8 classes. 99.para tanto. 6.6º. Do mesmo modo como ocorre com as ações trabalhista. aos moldes do que determina o art. créditos com privilégio especial. 67 desta Lei. realização do ativo e distribuição do seu produto. as ações que demandam quantia ilíquida não se sujeitam a tal mandamento. São os chamados créditos concursais e devem obedecer a seguinte ordem de pagamento. também no caso das ações ilíquidas. créditos subordinados. 2. . remunerações devidas ao administrador judicial e seus auxiliares. nos termos do art. 84 prevê a primazia para o pagamento dos créditos considerados extraconcursais (V. III. créditos quirografários. CLASSIFICAÇÃO DOS CRÉDITOS (ART. 3. 7. 8. inclusive as multas tributárias. caput. Nestas ações estão incluídas as ações de indenizações decorrentes de acidentes de trabalho. créditos tributários. custas judiciais relativas às ações e execuções em que a massa falida tenha sido vencida. 1. CRÉDITOS ILÍQUIDOS De acordo com a LRF.

com privilégio especial. Natureza contratual. do emprego dos trabalhadores e dos 19 . Atingia a todos. Preenchimento dos requisitos legais. b) DL 7661/45 – CONCORDATA. 2. Nos termos da Lei: “Art. a fim de permitir a manutenção da fonte produtora. tem por objetivo permitir que o devedor em crise possa superar a sua situação de desequilíbrio econômico-financeiro. Deferimento do pedido. titulares de créditos com garantia real. para que o devedor atinja seu objetivo de recuperação é necessário preencher certas condições pessoais e requisitos processuais.tributos relativos a fatos geradores ocorridos após a decretação da falência. pois a maioria vinculava à minoria. portanto. c) LEI 11101/2005 – retoma a natureza contratual com a participação dos credores. No entanto. A recuperação Judicial. Sua função é de guardião da legalidade. Na recuperação o Juiz não irá influenciar no plano de recuperação. A recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor. 3. Ou seja. É contrato judicial com feição de novação. é impedir que o acordo desrespeite ou ultrapasse as fronteiras da lei. RECUPERAÇÃO JUDICIAL Considerações a respeito da concordata. com privilégio geral ou subordinados. titulares de créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho. o devedor que se encontrar em dificuldades econômicofinanceiras poderá requerer ao Juiz o deferimento do processamento da recuperação Judicial. Classes de credores de acordo com o art. Favor concedido pelo Juiz. Dessa forma. Liberdade de contratar sui generis. de tal sorte que não poderá ser utilizada para suspender a falência. mas tão somente para evitá-la. Atingia os créditos quirografários. 47. Não havia a participação dos credores. Novamente há sujeição à vontade da maioria e não de todos. titulares de créditos quirografários. 83 desta Lei. a) LEI 2024/1908 – CONCORDATA.Componentes da AGC 1. PRESSUPOSTOS E PROCESSAMENTO Cabe ressaltar que a recuperação judicial é sempre um processo prévio à falência. respeitada a ordem estabelecida no art. 41. Acordo.

52. o processo da recuperação judicial se divide em 3 fases: (i) Postulatória. * a mera distribuição do pedido de recuperação judicial produz o efeito de sustar a tramitação dos pedidos de falência aforados contra a devedora requerente. III) quando (i) o plano de recuperação for aprovado ou (ii) com o decurso do prazo de 180 dias (art. § 1º). sua função social e o estímulo à atividade econômica.52.51) fase postulatória fim: despacho que manda processar a recuperação judicial (art. Isto é.58. caput). assim.58.§4º).interesses dos credores. *cessa a suspensão das ações (art. e (iii) Execução. promovendo. Ou seja.6. tem início com o despacho que manda processar a recuperação e conclui-se com a decisão que concede a recuperação. com a aprovação do plano de recuperação em assembléia (art. * o despacho de processamento (art.52. FASE POSTULATÓRIA início: pedido – petição inicial (art. A fase deliberativa inicia-se com a verificação dos créditos e vai até a discussão do plano de recuperação apresentado pelo devedor. caput) não se confunde com a decisão concessiva da recuperação judicial (art. caput) fase deliberativa fim: decisão que concede a recuperação (art.” Conforme leciona Fábio Ulhoa Coelho. OBSERVAÇÕES: 20 .58. caput) OBSERVAÇÕES: * não tem participação do MP na fase postulatória.52. FASE DELIBERATIVA início: despacho que manda processar a recuperação judicial (art.45) ou conforme– art. (ii) Deliberativa. A fase de execução inicia-se com o deferimento da recuperação e termina com a sentença que encerra o processo de recuperação. fase postulatória fase deliberativa fase de execução A fase postulatória tem início com a petição inicial de recuperação judicial e se encerra com o despacho judicial que manda processar o pedido.caput). a preservação da empresa.

63. *a recuperação judicial acarreta a novação dos créditos anteriores ao pedido e obriga o devedor e todos os credores a ele sujeitos (art. *os credores sujeitos aos efeitos da recuperação judicial conservam intactos seus direitos contra coobrigados. mesmo contra à sua vontade. se o plano não vier a ser cumprido. sem efeito suspensivo. Ou seja. mas se não estiver somente poderá ocorrer com a devida autorização do Juiz e ouvido o Comitê. por exemplo.58. No entanto. nessa situação. *da decisão que concede a recuperação judicial cabe AGRAVO. há a substituição de uma garantia real por outra de menor valor. Continua existindo como sujeito de direito e obrigações. Dessa forma. desde que com a anuência da AGC. o sacrifício direto representado pela recuperação judicial do avalizado. 21 . toda e qualquer alteração e renegociação realizada no âmbito da recuperação judicial são eficazes apenas na hipótese do plano de recuperação ser implementado e ter sucesso.59. *ao seu nome será acrescida a expressão “em recuperação judicial” (art. o portador de nota promissória firmada pelo devedor em recuperação judicial pode executar o avalista como se não houvesse o benefício. a garantia que havia antes da recuperação retorna ao credor. terá ele de habilitar-se na recuperação ou sujeitar-se ao plano.61.59. Com a decretação da falência tudo corre como se não tivesse ocorrido a recuperação da devedora (art.59.*a decisão concessiva da recuperação judicial é título executivo extrajudicial (art. fiadores e obrigados de regresso. Também deverá ser comunicado à junta comercial. Cabe ao avalista suportar.§1º).§2º).§2º). Se.caput) fase de execução fim: com a sentença que encerra o recuperação (art. A omissão da expressão implica responsabilidade civil direta e pessoal do administrador que estiver representando a sociedade em recuperação judicial no ato em que ela se verificou.69). nem mesmo o mérito do plano de recuperação aprovado. FASE DE EXECUÇÃO início: deferimento da recuperação (art. caput) processo de *regra geral: plano é imutável. *a sociedade devedor não tem suprimida a sua personalidade jurídica. A única restrição diz respeito aos atos de alienação ou oneração de bens e direitos do ativo permanente que só podem ser praticados se forem úteis à recuperação. Nenhuma outra matéria pode ser questionada neste agravo. se houver (art. Deve ser previsto no plano. Legitimados para recorrer: credores e o MP (art. Conteúdo do agravo: só em relação ao desatendimento das normas legais sobre a convocação e instalação da assembléia ou quorum de deliberação.66). Ou seja. caput). o credor a ela está submetido. mas pode ser aditado.

herdeiros do devedor. ou seja. a administração. IX. O critério é o da maioria absoluta. 22 . no caso de ser uma (i) SA ou Comandita por Ações. e (ii) desistência do pedido da devedora beneficiada que poderá ser apresentado à qualquer tempo e desde que com a anuência da AGC (52. dependendo do tipo societário a figurar no pólo ativo da ação de recuperação a decisão de requer a recuperação judicial deverá observar os comandos legais. b) não ter. único). 122. 48) O Pedido de recuperação judicial deve ser feito nos termos do art.§4º). maioria dos presentes à assembléia. 51 da LRF. quem está devidamente autorizado a requerer a recuperação Judicial e em que termos isso deve ocorrer. requerer a recuperação (par. a autorização também deverá advir de assembléia ou reunião específica pra tal fim. Na SA é a AG que irá autorizar o órgão administrativo (administração) a requerer a recuperação. a autorização para requerer a recuperação deve advir da AG (art. se o foi. 1040 e 1046 do CCivil). Ou seja. a deliberação ocorrerá com a votação de representação de mais da metade do capital social (arts. 48) o devedor deve: 1. No entanto.único do art. inventariante ou sócio remanescente – par. Sujeito passivo: CREDORES REQUISITOS Para requerer a Recuperação Judicial (art. Aqui vale observar a legitimidade do requerente. Exercer regularmente suas atividades há mais de 2 (dois) anos e atender aos seguintes requisitos. 61). Vale dizer. por sentença transitada em julgado. obtido concessão de recuperação judicial. Já se o devedor for LTDA.*a fase de execução se encerra de duas maneiras: (i) cumprimento do plano de recuperação em até dois anos conforme determina a Lei (art. 1010. VIII e 1072 do CCivil). as responsabilidades daí decorrentes. mas isso só poderá ocorrer em casos de urgência. em casos extremos. Isto é. 1071. cumulativamente a) não ser falido e. alicerçada no poder de controle. LEGITIMAÇÃO ATIVA E PASSIVA Sujeito Ativo: DEVEDOR (a recuperação judicial também poderá ser requerida pelo cônjuge sobrevivente. há menos de 5 (cinco) anos. da LSA). Se for Sociedade em Comandita Simples e Em Nome Coletivo a autorização será por maioria absoluta dos votos (arts. Poderá. estejam declaradas extintas.

21 desta Lei. no mesmo ato. 49 desta Lei. 5. deferirá o processamento da recuperação judicial. 6º desta Lei. para que se possa garantir um tratamento isonômico.(ME e EPP) d) não ter sido condenado ou não ter. 6º desta Lei e as relativas a créditos excetuados na forma dos §§ 3º e 4º do art. 4. o devedor deverá: 1. ordenará a intimação do Ministério Público e a comunicação por carta às Fazendas Públicas Federal e de todos os Estados e Municípios em que o devedor tiver estabelecimento. O juízo da recuperação/falência segue a regra de um juízo universal. pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos nesta Lei. permanecendo os respectivos autos no juízo onde se processam. e 3. Torna-se prevento o juízo da distribuição (art 6º. Explicar a situação econômica. 23 . nomeará o administrador judicial. como administrador ou sócio controlador. de acordo com o art.51. o Juiz. a competência territorial é a do principal estabelecimento (centro de decisões). 51 determina que a petição deverá ser fundamentada. O art. Ou seja. há menos de 8 (oito) anos. Preenchidos os requisitos do art. 3. Ressalta-se que também neste momento. 69 desta Lei. cabe observar que. obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial de que trata a Seção V deste Capítulo.§8º da LRF). 2º e 7º do art. sob pena de destituição de seus administradores. 2. 2. 3º. (Obs: cabe ao devedor comunicar a suspensão aos juízos competentes – § 3º) determinará ao devedor a apresentação de contas demonstrativas mensais enquanto perdurar a recuperação judicial. determinará a dispensa da apresentação de certidões negativas para que o devedor exerça suas atividades. 52.c) não ter. ressalvadas as ações previstas nos §§ 1º. exceto para contratação com o Poder Público ou para recebimento de benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. todas as demandas nas quais há a participação do devedor e dizem respeito à sua atividade devem ser processadas em um único juízo. Em relação à Recuperação Judicial. ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o devedor. É um critério fático. na forma do art. Apresentar documentos (II e IX). o juiz: 1. isto é. conforme determina o art. Ou seja. observando o disposto no art. Justificar o pedido. observado o disposto no art.

52.69). EFEITOS EM RELAÇÃO AOS CREDORES Não são todos os créditos que se sujeitam á recuperação judicial. ou de proprietário em contrato de venda com reserva de domínio 24 . se o pedido de deferimento do processamento da recuperação judicial for negado. caput) não poderá o devedor dela desistir.52. Embora o art. Em todos os atos. (iii) a advertência acerca dos prazos para habilitação dos créditos. não cabe recurso sobre o ato que defere o pedido de processamento de recuperação judicial. (ii) a relação nominal de credores. em seus parágrafos é possível anotar algumas exceções. contratos e documentos firmados pelo devedor sujeito ao procedimento de recuperação judicial deverá ser acrescida. em moeda corrente nacional. 55. decorrente de adiantamento a contrato de câmbio para exportação (art. Ou seja. é irrecorrível. No entanto. O juiz também determinará ao Registro Público de Empresas a anotação da recuperação judicial no registro correspondente (art. (ii) Importância entregue ao devedor. deferido o processamento da recuperação judicial (art. seja ele com base na legitimidade da parte ou em relação aos documentos referidos no art. inclusive em incorporações imobiliárias. par.69. a menos que a desistência seja aprovada em assembléia geral de credores. a expressão "em Recuperação Judicial" (art. 7o. II) (iii) Créditos titularizados pelo proprietário fiduciário de bens móveis ou imóveis.O juiz também ordenará a expedição de edital. É medida que visa assegurar o movimento regular do processo. dele caberá APELAÇÃO. pelo proprietário ou promitente vendedor de imóvel cujos respectivos contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade.§4 e art. em que se discrimine o valor atualizado e a classificação de cada crédito. ainda que não vencidos”.único).86. portanto. 49 determine no caput que “Estão sujeitos à recuperação judicial todos os créditos existentes na data do pedido. e para que os credores apresentem objeção ao plano de recuperação judicial apresentado pelo devedor nos termos do art. que conterá: (i) o resumo do pedido do devedor e da decisão que defere o processamento da recuperação judicial. No entanto. Dessa forma. O ato que concede o deferimento do processamento da recuperação judicial é de natureza jurídica de despacho de mero expediente e. após o nome empresarial. antes do despacho que defere o processamento é lícito ao autor desistir do pedido (art. uma vez mais que. § 1o. na forma do art. escapam à recuperação judicial: (i) Os créditos tributários.§4º). para publicação no órgão oficial. Cabe observar. por exemplo. arrendador mercantil. 51. Também não poderá desistir após a sentença que concede a recuperação judicial.49.

cabendo ao devedor comunicar os respectivos juízos. Dessa forma.67). fica restabelecido o direito dos credores de iniciar ou prosseguir em suas ações e execuções. 83 desta Lei (art. respeitada. a ordem estabelecida no art. serão considerados extraconcursais. I e II. não pode o avalista do emitente de uma nota promissória alegar em defesa a recuperação judicial do sacador devedor. podendo o titular exercê-los em sua plenitude. salvo as custas judiciais decorrentes de litígio com o devedor.único). inclusive aqueles relativos a despesas com fornecedores de bens ou serviços e contratos de mútuo. não são exigíveis do devedor. que deve ser contado da publicação do edital anunciando o deferimento do processamento da recuperação (art. par. § 1º). no limite do valor dos bens ou serviços fornecidos durante o período da recuperação (art. EFEITOS EM RELAÇÃO AOS BENS E A PESSOA DO DEVEDOR O devedor. Deve ser observado ainda que os créditos decorrentes de obrigações contraídas pelo devedor durante a recuperação judicial. independentemente de qualquer pronunciamento judicial a respeito.67. 52. Na recuperação judicial o devedor: (i) Permanece na administração de seus bens. no que couber. não sofre as mesmas restrições que se manifestam em relação ao falido. na recuperação judicial ou na falência as obrigações a título gratuito e as despesas que os credores fizerem para tomar parte na recuperação judicial ou na falência. conforme art. fiadores. Dessa forma. A suspensão das ações e execuções se realiza pelo prazo de 180 dias. sendo seus atos fiscalizados pelo administrador judicial e do comitê (se houver). O despacho que defere o processamento da recuperação judicial ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o devedor. Pode ser também que o afastamento seja compulsório (art.Ressalta-se que a recuperação judicial não afeta os direitos creditórios detidos em face de coobrigados. Deve ser ainda observado que a lei também determina que certos valores e obrigações não podem ser exigidos do devedor na recuperação judicial.64). §4º c/c art. Os créditos quirografários sujeitos à recuperação judicial pertencentes a fornecedores de bens ou serviços que continuarem a provê-los normalmente após o pedido de recuperação judicial terão privilégio geral de recebimento em caso de decretação de falência. 6º. na recuperação judicial. 5. o plano de recuperação poderá prever o afastamento do devedor ou a substituição total ou parcial de seus administradores. Em nenhuma hipótese permite a lei seja ele excedido. e obrigados de regresso em geral. em caso de decretação de falência. No entanto. A lei prevê também a possibilidade de um GESTOR judicial. que somente atuará quando o administrador for alijado da condução de seu negócio. Ante a sua consumação. 25 .

Se não for apresentado no prazo de 60 dias o juiz deverá decretar a falência da devedora. excepcionados os que fizerem parte do plano de recuperação judicial. no que couber. se este não aceitar o encargo. Se o plano de recuperação não for cumprido o juiz deverá decretar a falência do devedor (art. §2º). Ao gestor judicial serão aplicáveis. no prazo de 72 horas.35. a) 2) não apresentação do plano pelo devedor no prazo de 60 dias contados do despacho que determina o processamento da recuperação (art. Nomeado o gestor. contados da recusa ou da declaração de impedimento nos autos. Em não havendo plano de recuperação a ser executado o Juiz deve decretar a falência (art.§1º). senão mediante autorização do juiz (art.61. Em assim ocorrendo há a resolução do plano de recuperação e tudo o que foi acordado no plano perde sua eficácia e retorna ao status quo ante. para decidir sobre um novo gestor. as normas referentes ao administrador judicial.53.66). 3) rejeição do plano pela AGC (pode ocorrer se o plano apresentado pelo devedor não for aprovado ou ainda quando planos alternativos forem apresentados e também não forem aprovados. Convolada a recuperação em falência. I. observada a determinação do art.seja ele empresário individual ou sociedade empresária (art. Se convolada a recuperação em falência tais atos são ineficazes. 26 . permanecendo o administrador judicial no desempenho da correspondente função. (ii) Exceção: após a distribuição do pedido de recuperação judicial não poderá alienar ou onerar bens ou direitos do seu ativo permanente. CONVOLAÇÃO DA RECUPERAÇÃO EM FALÊNCIA – Art. ao estado inicial que precedeu à recuperação (art.65).131.61.56. Não poderá haver prorrogação deste prazo. o juiz convocará nova assembléia.§4º) 4) descumprimento do plano de recuperação. pois sua alienação ou oneração faz parte do planejamento do saneamento da devedora. os credores posteriores à distribuição do pedido de recuperação serão reclassificados. 73 e 74 A convolação da recuperação em falência poderá ocorrer em 4 hipóteses: 1) deliberação dos credores (ainda na fase postulatória e deliberativa – a crise é gravíssima e não comporta reorganização – art. ou seja. caput).

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