Você está na página 1de 1

Laboratório de Física Geral II

Exercício de construção de tabela, gráfico e análise de dados

Existem evidências muito fortes de que o processo de transição da mortalidade de altos para baixos níveis e o consequente aumento na esperança de vida ao nascer, parece ter sido um fenômeno praticamente generalizado, em escala mundial, particularmente a partir da Segunda Guerra. A revolução na saúde pública que se verificou após os anos 30, e principalmente após 1940, parecia fornecer a chave para a solução dos problemas da alta mortalidade nos países subdesenvolvidos, sem depender do desenvolvimento econômico e melhoria dos padrões de vida que acompanharam a transição demográfica nos países desenvolvidos. Visualizando as tendências da mortalidade infantil 1 entre as regiões brasileiras, podemos afirmar que as diferenças não eram muito acentuadas no passado, agravando-se os diferenciais à medida que se evolui ao longo do tempo. Há de se considerar que, entre 1965/70, a mortalidade infantil declinou proporcionalmente com menos intensidade, em todas as regiões brasileiras, observando-se, inclusive, estabilização nos níveis de mortalidade infantil.

A queda consistente da mortalidade que se observa, a partir da década de 70, parece estar fortemente dependente do modelo de intervenção na área das políticas públicas, então adotado principalmente no campo da medicina preventiva, curativa, de saneamento básico e, mais recentemente, na ampliação dos programas de saúde materno-infantil, sobretudo os voltados para o pré-natal, parto e puerpério; a ampliação da oferta de serviços médico-hospitalares em áreas do País, até então bastante carentes, as campanhas de vacinação, os programas de aleitamento materno e reidratação oral. Agreguem-se a estes fatores as grandes mudanças nos padrões reprodutivos, com quedas acentuadas nos níveis de fecundidade e teremos um quadro explicativo da evolução da queda da mortalidade, principalmente, a partir dos anos 80, até o presente momento. Os dados apresentados a seguir representam a taxa de mortalidade (TM) infantil no Brasil, definida como o número de óbitos de recém nascidos por cada 1000 nascimentos. Esses dados foram registrados a intervalos de 5 anos a partir de 1930 até 1990. O valor da TM caiu sempre ao longo desse intervalo de tempo.

Taxa de mortalidade infantil no Brasil 2

162 – 153 – 150 – 144 – 135 – 128 – 124 – 116 – 115 – 100 – 83 – 63 – 48

a) Monte a tabela que representa esses dados no intervalo de 1930-1990 e não esqueça de dar nomes às colunas.

b) Trace um gráfico da TM em função do ano respectivo. Dê nomes aos eixos.

Responda os itens a seguir:

1.

Compare o comportamento da TM nos intervalos.

a)

1930-1960

b)

1970-1990

c)

1965-1970

2.

Qual seria a leitura neste gráfico da TM em 2000?

3.

Por interpolação obtenha o valor da TM em 1968.

4.

Em que período os dados mostram que a taxa de mortalidade infantil está melhor? (resposta discursiva a partir

da leitura visual do gráfico)

1Mortalidade infantil consiste nas mortes de crianças durante o seu primeiro ano de vida é a base para calcular a taxa de mortalidade

infantil que consiste na mortalidade infantil observada durante um ano, referida ao número de nascidos vivos do mesmo período.

2 Evolução e perspectivas da mortalidade infantil no Brasil / IBGE, Departamento da População e Indicadores Sociais, - Rio de Janeiro : IBGE,

1999.