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Manejo de Intoxicações Exógenas

Enviado por

Amanda Aparecida
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© © All Rights Reserved
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Manejo Inicial das Intoxicações

Exógenas —------------------------
Ana Karolina MED L

→ 2 milhões/ano expostos a alguma


substância (FDA).
1 → Avaliação e estabilização dos sinais
vitais
VIAS DE EXPOSIÇÃO

2 → Formulação da hipótese
1.​ Oral
diagnóstica
2.​ Cutânea
3.​ Inalatória
3 → Tratamento adequado
4.​ Intravenosa
5.​ Mucosas

AVALIAÇÃO E ESTABILIZAÇÃO
DOS SINAIS VITAIS (ABCDE)

→ Via aérea e ventilação:


-​ Permeabilidade, proteção,
secreções, necessidade de O2 e
via aérea definitiva.

TRÍADE DE AVALIAÇÃO DOS


PACIENTES

→ Estado hemodinâmico:
-​ Expansão volêmica, necessidade FORMULAÇÃO DA HIPÓTESE
de vasopressores. DIAGNÓSTICA

1. Substância
2. Dose
3. Duração da exposição
4. Tempo decorrido

- Nível de consciência
→ Nível de consciência:
- Colaboração do paciente
-​ Pupilas, rebaixamento com
- Recusa
necessidade de via aérea
- Distúrbio psiquiátrico
definitiva.

Acompanhantes ou familiares

TRATAMENTO ADEQUADO

→ Medidas de descontaminação e
eliminação:

→ Exposição completa: Descontaminação


-​ Marcas, perfurações, lesões. ⬇
cutânea
ocular
gástrica

Lavagem gástrica
Carvão ativado

Eliminação

Alcalinização da urina -​ Histórico de cirurgia abdominal
Hemodiálise recente.
-​ Agentes não adsorvidos pelo
DESCONTAMINAÇÃO carvão ativado.

1.​ LAVAGEM GÁSTRICA Principais substâncias não


adsorvidas pelo carvão ativado:
→ Indicações:
-​ Contaminação por via oral até 1
hora.
-​ Pacientes que consigam Exemplos de drogas que podemos
proteger a via aérea. utilizar o carvão ativado:

→ Contraindicações:
-​ Cáusticos, solventes,
sangramentos, via aérea não
ELIMINAÇÃO
protegida, instabilidade
hemodinâmica.
Alcalinização da Urina (infusão de
bicarbonato IV) e Hemodiálise
2.​ CARVÃO ATIVADO

→ Indicações:
→ Indicações:
-​ Contaminação por via oral com
-​ Contaminação por via oral até 1
mais de 2 horas ou tempo de
hora.
exposição incerto.
-​ Pacientes que consigam
-​ Contraindicação às medidas de
proteger as vias aéreas.
descontaminação gástrica.

→ Contraindicações:
1.​ ALCALINIZAÇÃO DA
-​ Tempo de ingestão da
URINA (bicarbonato IV)
substância (que varia, de acordo
com o protocolo que está sendo
→ Intoxicação moderada a grave por:
aplicado.
-​ Vias aéreas não protegidas.
→ O que evitar?
-​ Haloperidol, Clorpromazina,
2.​ HEMODIÁLISE: B-bloqueadores (exacerba
alfa-adrenérgicos)

* Observações:
Cuidado com Diazepam IV, que deve
→ Substâncias em que não há benefício
ser feito lentamente → risco de
com medidas de descontaminação e
depressão respiratória.
que produzem sérios agravos ao
organismo com mais rapidez que sua
2.​ ETANOL:
própria eliminação.

ABORDAGEM ESPECÍFICA

1.​ COCAÍNA E CRACK:

→ Possui antídoto?
-​ Não

→ Possui antídoto?
→ O que fazer? -​ Não
-​ Benzodiazepínicos (Diazepam
ou Midazolam) + suporte → O que fazer?
-​ Desidratação: expansão
volêmica com SFO, 9%.
-​ Hipoglicemia (glicemia capilar <
70 mg/dL): reposição com
glicose hipertônica 50%.
-​ Convulsões: Diazepam IV
-​ Profilaxia de Encefalopatia de
Wernicke: Tiamina IV

→ Efeitos tóxicos:
* Observações:
-​ Acidose metabólica
Risco de hipoglicemia e cuidado com
-​ Lesões do nervo óptico e SNC
pancreatite aguda.

→ Dose letal: 30-240 mL


Encefalopatia de Wernicke

→ Quadro inicial:
-​ Ataxia
-​ Desinibição e sedação
-​ Podendo acompanhar dor
abdominal, náusea, vômitos,
cefaléia, taquicardia e
hipotensão.

→ É uma condição neurológica aguda,


→ Após 12 a 24 horas:
classicamente associada a indivíduos
-​ Acidose metabólica, taquipneia,
com transtornos severos do uso de
hipotensão, taquicardia,
álcool, que tem relação etiológica com
arritmias, convulsões,
a deficiência da tiamina, representada
rebaixamento do nível de
pela vitamina B1, uma coenzima com
consciência e injúria aguda
papel central no metabolismo cerebral.
renal.

→ Alterações visuais:

3.​ METANOL:
-​ diplopia, visão borrada, -​ Flumazenil* (uso na reversão da
diminuição da acuidade visual e sedação em procedimentos e em
cegueira. PCR atribuída ao medicamento)

→ Possui antídoto? → O que fazer?


-​ sim -​ Monitorização, hidratação, O2,
correção de distúrbios
→ O que fazer? hidroeletrolíticos
-​ Fomepizol
-​ Etanol → O que evitar?
-​ Ácido fólico -​ Lavagem gástrica, devido risco
-​ Hemodiálise: acidose de broncoaspiração.
metabólica grave, alterações
visuais, injúria renal aguda, * Observações:
instabilidade hemodinâmica Rebaixamento do nível de consciência
refratária, distúrbios e depressão respiratória.
eletrolíticos refratários, nível
sérico de metanol maior que 50 5.​ OPIOIDES:
mg/dL.
→ Oxicodona, Morfina, Metadona,
4.​ BENZODIAZEPÍNICOS: Codeína e Tramadol.

→ Possui antídoto?
→ Possui antídoto?
-​ Atropina

→ O que fazer?
-​ Suporte + antídoto

* Observações:
Tentativa de suicído e não uso de EPIs

Síndrome Colinérgica
→ Possui antídoto?
-​ Naloxone
→ Sialorreia, lacrimejamento intenso,
miose, broncorreia.
→ O que fazer?
-​ Suporte + antídoto
7.​ RODENTICIDAS (raticidas)

* Observações:
Depressão do SNC e respiratória,
lentificação do esvaziamento do
esvaziamento do TGI, reduz a sensação
de dor.
→ Possui antídoto?
-​ Vitamina L (se RNI alargado)
6.​ ORGANOFOSFORADOS E
CARBAMATOS:
→ O que fazer?
-​ Suporte e se ingesta < 1h =
lavagem gástrica e carvão
ativado.

* Observações:
Cuidado com sangramentos na
ingestão de altas doses.
1- Monitorização e acesso venoso. → Entrar em contato com os Centros
de Informação e Assistência
2- Avaliação de vias aéreas e Toxicológica.
necessidade de oxigênio / via aérea
definitiva.

3- Avaliação e estabilização dos sinais


vitais:
-​ Expansão volêmica

4- Quais exames solicitar na admissão?


-​ ECG, Sangue: Hemograma, Ur,
Cr, Íons, TGO, TGP, CK, Urina
1, Gasometria, Glicemia

5- Medidas de descontaminação
gástrica:
-​ Passagem de sonda nasogástrica → Na alta, encaminhar para avaliação e
e lavagem gástrica com SF0,9% seguimento psiquiátrico.
-​ Carvão ativado por sonda
nasogástrica
TABELAS PARA LEITURA /
6- Medidas de eliminação quando ESTUDO COMPLEMENTAR
indicadas.

7- Avaliar disponibilidade de
ANTÍDOTO.

→ Maioria sem manifestações graves →


Observação por 6 horas.

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