3 PROF.

: EQUIPE HISTÓRIA
IMPACTO: A Certeza de Vencer!!! O IMPERIALISMO: A NOVA ORDEM MUNDIAL DO SÉCULO XIX. 1. A ERA DOS IMPÉRIOS.

O IMPERIALISMO
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
KL 300410 PROT: 3631

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maioria explorariam economicamente outros povos, por eles subjugados, onde os governantes engendrariam uma política de expansão econômica e territorial, sobretudo na África e na Ásia.

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O NEOCOLONIALISMO – assim, o modelo Imperialista articulou o neocolonialismo, como nova etapa de dominação de áreas, que representa um momento em que as burguesias das grandes potências ampliaram suas bases de investimentos, controlando as atividades econômicas dos países africanos e asiáticos, a partir de meados do século XIX. 3. AS ORIGENS DE UM CONTEXTO.
Essas transformações, em linhas gerais, podem ser caracterizadas da seguinte maneira: • Um acentuado progresso técnico-científico, entendido como resultado dos investimentos em pesquisas; da utilização do aço como material industrial básico; dos derivados do petróleo e da eletricidade como força motriz em escala cada vez maior; do surgimento do motor a combustão interna; do aperfeiçoamento do dínamo; do desenvolvimento das indústrias automobilísticas; da construção naval; petroquímica etc. • Desenvolvimento dos meios de transportes, o que é claramente perceptível a partir da notável expansão do sistema ferroviário e da construção de navios a vapor. • Expansão dos meios de comunicação, caracterizando uma verdadeira revolução também nesse campo. O aperfeiçoamento do telégrafo, o desenvolvimento da imprensa escrita e a invenção do telefone são apenas alguns dos setores que atestam o avanço técnico em fins do século XIX e início do século XX. • A concentração da produção e do capital, determinando uma verdadeira concentração econômica como resultado, em grande parte, das crises periódicas que o capitalismo vai conhecer a partir da segunda metade do século XIX, como a crise de 1873.

Originado a partir da II Revolução Industrial e seus novos adventos tecnológicos, a política expansionista do imperialismo capitalista será considerada a grande ordem política do século XIX. O imperialismo surge como solução para conter a crise da economia industrial, com o aparecimento da superprodução (1870), havendo a necessidade da busca por novos mercados consumidores e centros de matéria-prima, na chamada corrida imperialista ou neocolonial, onde as nações industriais irão rivalizar-se na disputa pela posse de novas terras (os continentes asiático e africano), gerando com isso a uma série de incidentes imperialistas, os quais formariam a base da política mundial de finais do séc. XIX e inícios do séc. XX.

4. A SUPER-PRODUÇÃO E A CRISE CAPITALISTA.
As novas necessidades do Capital – em função das crises, inúmeras empresas, incapazes de fazer frente à concorrência de empresas maiores, acabavam desaparecendo ou sendo absorvidas pelas empresas de maior porte, que passavam a exercer um verdadeiro monopólio, tanto da produção, como também do próprio mercado. Ao mesmo tempo, o avanço técnico aplicado à produção implicava em crescentes recursos de capitais, inviabilizando ainda mais as pequenas empresas. Por outro lado, a complexidade cada vez maior do processo produtivo fazia com que o setor industrial dependesse em escala crescente de inversões e empréstimos bancários.

2. O CENÁRIO DE UMA BELA ÉPOCA (1870/1914).
No século XIX ocorreu significativa expansão dos Estados capitalistas europeus, devido o forte surto da demanda industrializante. UMA EUFORIA CAPITALISTA – por volta de 1860/70, a economia capitalista ganha um novo impulso e um ritmo crescentemente acelerado, o que possibilita a progressiva superação do chamado capitalismo competitivo ou livre – concorrencial pelo capitalismo monopolista. Esse novo quadro está diretamente relacionado com o que alguns estudiosos denominaram de “Segunda Revolução Industrial”, momento em que significativos avanços no processo de industrialização (tanto a nível da produção como da circulação de mercadorias) possibilitaram profundas transformações na economia capitalista. Para dinamizar suas produções, as potências industriais iniciaram a uma política econômica de consolidação de impérios industriais: os estados ocidentais na sua grande

CONTEÚDO - 2011

OS BLOCOS DE MONOPÓLIOS – assim, a fusão do capital bancário com o capital industrial possibilitava o aparecimento do chamado capitalismo financeiro ou monopolista e a formação de empresas gigantescas (os Trustes). É também nessa época que desenvolvem-se associações (holdings) que detém o controle acionário de múltiplas empresas que passam a atuar de forma coordenada. Finalmente, os cartéis também entram em cena em fins do século XIX, podendo ser considerados como o resultado de acordos feitos entre empresas que, apesar de manterem plena autonomia na direção de seus negócios, definiam uma política comum a ser seguida por cada uma delas ao atuar no mercado, objetivando evitar os desgastes da concorrência, através da divisão do mercado e do ajustamento dos preços.

2011 . 4. Estas imensas extensões incultas.. embora tivesse se acelerado consideravelmente nas décadas centrais do século. Teorias pseudo– científicas de uma pretensa ‘superioridade racial’ do homem branco (conforme. 18-19. a figura de lideranças européias seriam consideradas como padrões a serem alcançados por outros povos de raça não branca como simbologia de civilização e evolução social. verifica-se o aparecimento de uma verdadeira oligarquia financeira nos países de economia capitalista altamente desenvolvida. Essa política anexionista. pode-se perceber no texto anterior).. (. A exportação de capitais. borracha etc. Haveria também a Doutrina da supremacia técnico– científica. em especial. ampliação dos domínios territoriais ao máximo. pois afirmava que ela possuía a missão de salvar as almas dos infiéis para o cristianismo. o que obrigou os governos a se preocuparem com as demarcações de fronteiras. açúcar e charutos. Paralelamente às transformações decorrentes do avanço da industrializarão e do desenvolvimento do chamado capitalismo monopolista. porque também ficaram presas na gaiola da especialização internacional.. pela qual o Imperialismo disseminou a ideologia da superioridade racial do branco. Rio de Janeiro. na África e na Ásia. encontrar alternativas para a competição entre os próprios países industrializados que passaram a erguer barreiras alfandegárias aos produtos estrangeiros. carne. Paz eTetra... Hobsbawm observou: “Então. aplicados na exploração de recursos minerais.como as ferrovias.). dirigida sobretudo para a África e para a Ásia. pois experimentavam um notável progresso científico. petróleo.) Esses fatos não mudaram a forma nem o caráter dos países industrializados ou em processo de industrialização. A DOUTRINA RACISTA. o clero transmitia aos povos desse continente os valores da civilização cristã ocidental.. Ásias tropicais. deslumbrados com os avanços nas ciências. Cuba. pp. XIX. Eric J. abandonadas à ignorância ou à incapacidade? (. estabelecendo pontos estratégicos. A DOUTRINA RELIGIOSA. Essa globalização da economia não era nova. UM CONJUNTO IDEOLÓGICO. Na verdade. ao mesmo tempo. como as companhias de petróleo. inclusive. o que significava a conquista direta de vastas áreas coloniais. A Malaia cada vez mais significava borracha e estanho. o Brasil. A respeito dessa questão Eric J.)” (SARRAUT. Por fim. na medida em que o tornaram um complexo de territórios coloniais e semi–coloniais que crescentemente evoluíam em produtores especializados de um ou dois produtos primários de exportação para o mercado mundial. Na sua cultura de valores para impor um projeto de dominação. tendo o controle exclusivo das atividades econômicas e financeiras passa a exercer uma influência direta ou indireta na direção política de seus respectivos Estados. A. até mesmo. com a unificação de seus territórios e com a extra territorialidade. uma rede cada vez mais densa de transações econômicas. mesmo as colônias de povoamento branco fracassaram em sua industrialização (nesta etapa). “Poder-se-ia acrescentar. deram início a uma vigorosa política anexionista que atingiu seu auge no período compreendido entre 1875 e 1914. o Imperialismo era justificado como uma espécie de ‘sacrifício’ a que o homem branco devia submeter-se para levar aos povos ‘incultos e atrasados’ noções de civilidade e a religião revelada”. café.. de onde poderiam ser tiradas tantas riquezas deveriam ser deixadas virgens. concentrou os mais vastos depósitos dessas matérias-primas nas Áfricas. dinheiro e pessoas ligando os países desenvolvidos entre si e ao mundo não desenvolvido (. acompanhadas pelos Estados Unidos e Japão. B) A busca crescente de novos mercados consumidores como mecanismo capaz de superar as crises de superprodução das economias capitalistas e. em relação ao africano. 1875-1914. definindo acordos de partilhas entre nações. Mas transformaram o resto do mundo. 1988. (. nitratos. para onde as necessidades de viver e de criar lançariam o elã dos países civilizados. o Uruguai. razões de ordem ideológica. o fato maior do século X1X é a criação de uma economia global única. as potências européias. D) A superação dos problemas decorrentes da falta de matérias-primas (minérios. onde os europeus. que atinge progressivamente as mais remotas paragens do mundo. consideravam-se superiores em relação aos demais povos. ético–religiosa e. embora tenham criado novos ramos de grandes negócios.). localizadas na América Latina (mesmo com seus governos teoricamente independentes).com. onde a Igreja Católica colaborou bastante com a dominação européia na África e na Ásia.br resultado das transformações decorrentes da chamada Segunda Revolução Industrial. estratégica. Paris. Dessa forma. C) Desenvolvimento do espírito nacionalista: a rivalidade entre as nações estimulou o espírito nacionalista. pp. AS TEORIAS DO RACISMO CIENTÍFICO DO SÉC.. Este restrito grupo. Esta riqueza é o tesouro comum da Humanidade.) A humanidade total deve poder usufruir da riqueza total espalhada pelo planeta. na Europa Ocidental. religiosas e técnico-científicas. autêntica plutocracia do mundo dos negócios. procuravam embasar o ‘direito à exploração’.OS ESTADOS E O CAPITAL: soma de interesses – ainda como NOSSO SITE: www. que terão o controle absoluto das chamadas economias periféricas. A Era dos Impérios. numa época em que a expansão industrial criava novas necessidades. por exemplo – facilitava o escoamento da produção primária das áreas coloniais e a penetração dos industrializados das potências capitalistas. é comumente conhecida pela expressão Imperialismo e teve como fundamentos e justificativas os seguintes fatores: A) A incorporação de áreas onde fosse possível a aplicação de excedentes de capitais gerados pelo processo de industrialização. A este respeito é interessante ouvir a opinião de um colonialista europeu que assim justificava os “direitos da civilização ocidental”: “(.A CERTEZA DE VENCER!!! CONTEÚDO . ELEMENTOS DA CORRIDA MUNDIAL. 1931. ou seja. nas quais propugnavam a superioridade européia.) 5. por fim. Oceanias equatoriais. Grandeur et Servitude Coloniales. Do ponto de vista ético–religioso. enquanto localizou o gênero inventivo das raças brancas e a ciência da utilização das riquezas naturais nesta extremidade continental que é a Europa. Estados Unidos e Japão. REVISÃO IMPACTO ..). A SOLUÇÃO É A CORRIDA COLONIALISTA.. De acordo com a imposição de valores pelo imperialismo. na melhoria dos meios de transporte .portalimpacto. de cujos caprichos eram totalmente dependentes.” (HOBSBAWM. a divisão do mundo em áreas capitalistas altamente desenvolvidas (as chamadas economias centrais) localizadas.. comunicações e movimentos de bens. à exceção dos EUA. coloniais ou semi–coloniais. as nações imperialistas que se expandiram no século XIX procuraram justificar esse processo desenvolvendo doutrinas racistas..) A natureza distribuiu desigualmente no planeta os depósitos e a abundância de suas matérias-primas. o Chile. o europeu. 95 e 98. cujos destinos ligavam-se intimamente aos de determinadas partes do planeta.

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