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A GLÓRIA DO SENHOR SERÁ REVELADA

No deserto: uma voz clama e um exército se levanta

Texto base: Is 40 / Ez 37,1-14 / Jo 11, 1-44 / Ml 4 / Jr 31 / Ap 21 e 221

(♪) “Os vales serão levantados, e os montes serão aplainados e


os terrenos acidentados serão nivelados... e a GLÓRIA DO SENHOR,
será revelada e todos a verão, pois é o Senhor quem fará2...”
Trecho de uma bela música inspirada em Isaías 40. Texto tão lido, por muitas
vezes discutido, mas o que há de novo nele? Para sabermos a amplitude desta glória que
será revelada, algo nos impulsiona à palavra proferida pela boca de nosso Deus, registrada
no livro do profeta Ezequiel:

“Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Eis


que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas
sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel”.
Ez 37, 12
Glória a Deus, aleluia! Tal glória que há de advir pelas mãos do próprio Senhor
está prometida ao longo da anunciação da voz que clama no deserto e também está na
surpreendente regeneração dos ossos secos. Em ambos a fragilidade do homem é exposta,
no primeiro, a criação é comparada à erva do campo:

“Toda a carne é erva e toda a sua beleza como a flor do campo.


Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do SENHOR. Na
verdade o povo é erva”.
Is 40, 6b-7
No outro texto profético, ao dizer, que nos tirará de nossos túmulos, o Senhor
nos expõe o estado de morbidez no qual nos encontramos. Nas duas passagens é mandado
que se diga tudo isso, diretamente ao povo de Israel. Em Ezequiel, o Senhor ainda lembra o
povo de seus próprios clamores:

“...os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança;


nós mesmos estamos cortados”.
Ez 37, 11b
A promessa de restauração de Deus, não satisfaz apenas as vontades pessoais
dos elementos fortalecidos. Ele levanta um exército a fim de que marchem. Não para
estarem ao seu bel-prazer, mas para produzirem frutos agradáveis a Deus. Quando o
Senhor nos sujeita à ação restauradora do Seu Espírito Santo, espera-se de nós
independência dos cárceres da emoção e alívio dos pesos das tendências carnais.
Passando a viver segundo o espírito, tal como advertiu o apóstolo Paulo:

“E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a


Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo
também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em
vós habita”.
Rm 8, 11
Pelo seu Espírito; se for em Deus que colocamos nossa confiança, então pela
certeza do seu agir, não devemos mais nada às coisas desse mundo. O Espírito transmite a
nós a vida do próprio Deus:
1
Use o texto bíblico como fonte primária da mensagem.
2
Trecho do refrão da música Isaías 40, da Igreja Batista da Lagoinha-MG. (grifo nosso)
(*) (*)

“Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem


nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços
certamente cairão; Mas os que esperam no SENHOR renovarão as
forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão;
caminharão, e não se fatigarão”.
Is 40, 29-31
Mas aqueles que se voltam para as coisas do mundo, andam, correm; contudo
permanecem no mesmo lugar. Suas forças inevitavelmente se esgotam. As tarefas
cotidianas e rotineiras tiram-nos a atenção devida a Deus. Passamos a de alguma forma
dever à carne e por dever a ela, precisamos sacrificar carne no altar. Bem, se os sacrifícios
de carne são realizados no átrio pelo sacerdote, o máximo que podemos fazer é ficar
ENTRE O PÓRTICO E O ALTAR. E quando passar o Domingo de Festa, esperar por outro
ansiosamente, sabendo, porém, que deverá oferecer novamente carne e derramar sangue.
A voz que clama no deserto, a qual não era a Luz, mas veio testemunhar da
Luz3; pregava o arrependimento. Escandalizante: sem queimar carne no Templo. Um grande
absurdo para a liderança religiosa dos judeus, João Batista convidava a um novo
procedimento perante a vida:

“E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos


céus”.
Mt 3, 2
Dizia ainda que todo homem veria a salvação de Deus. Mas como!? Se a
remissão dos pecados, o alívio do povo estava vinculado à entrada anual do sumo-
sacerdote no Lugar Santo-dos-Santos4. Todos a verão, porque um cometa rasgará os céus
de leste a oeste? Esta não é a postura do Deus-Salvador, mas a de um Deus-Julgador. A
glória da descida dos céus é esperada, novos céus e nova terra também são, mas cautela
nos é necessária: falsos cometas surgirão.
Se João nos faz tirar o foco do templo para as águas, que purificam o coração e
a mente. O Senhor nos faz tirar o foco do nosso derredor para nosso interior. O Deus-
Salvador surgi do meio de sua criação, com a morte de Jesus, Ele rasga a roupa da carne e
põe seu Espírito livre a agir por nós:

“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se


levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo
ainda em minha carne verei a Deus, vê-lo-ei, por mim mesmo, e os
meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se
consomem no meu interior”.
Jó 19, 25-27 (ACF)
Veja o versículo 26 em outra tradução:

“Por detrás da minha pele, que envolverá isso, na minha


própria carne, verei Deu...”
Jó 19, 26 (CBC)
Comovido até a alma, Jó confiava na salvação de Deus, mesmo quando tinha
todos os motivos para não mais acreditar. Era daquele próprio corpo objeto de rejeição,
mesmo em putrefação, dele viria, a salvação. Mas ora, não foi assim que se deu o mistério
da encarnação do salvador? Isaías e Davi profetizaram sobre o Messias:

3
Jo 1, 7-8
4
O Templo de Jerusalém possuía áreas destinadas a uma parcela específica do povo: Átrio Exterior: estrangeiros; Átrio
Interior: uma parte das mulheres, uma dos homens e a dos sacerdotes, onde estava o altar; Lugar Santo, área restrita dos
sacerdotes; Lugar Santíssimo, ou Santo-dos-Santos, local que contaria com a presença real do Senhor, onde estava a arca da
aliança.
(*) (*)

“Mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e


desprezado do povo. Todos os que me vêem zombam de mim, estendem
os lábios e meneiam a cabeça, dizendo: Confiou no SENHOR, que o livre;
livre-o, pois nele tem prazer”.
Sl 22, 6-8

“Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem


de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os
homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso
algum”.
Is 53, 3 (grifo nosso)

“E os que passavam blasfemavam dele, meneando as cabeças,


salvou os outros, e a si mesmo não pode salvar-se... Se é o Rei de Israel,
desça agora da cruz, e crê-lo-emos. Confiou em Deus; livre-o agora, se o
ama; porque disse: Sou Filho de Deus”.
Mt 27, 39; 42-43

E as profecias cumpriram-se em Jesus de Nazaré5. Se a gloria a ser revelada se


trata de algo tão espetacular quanto ressurgir dos mortos6, nada mais apropriado do que
ressaltar, quem é capaz de fazer o morto reviver. A partir da promessa do texto de Ezequiel,
observe como Deus faz para reanimar os corpos:

“E sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu abrir os vossos


sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu. E porei
em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis
que eu, o SENHOR, disse isto, e o fiz, diz o SENHOR”.
Ez 37, 13-14
Onde está Espírito do Senhor? Pairava sobre as águas naquele tempo em que
as trevas cobriam o abismo7. Mas Ele é vento e sopra onde quer, não sabemos de onde
vem nem para onde vai8. O Régio Dominador, sim, Ele pode conduzir o Espírito e fazê-lo
penetrar na coisa morta e fazê-la viver. Para o Rei-dos-Reis basta soprar:

“E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou


em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma
vivente”.
Gn 2, 7 (grifo nosso)
Somente o Senhor pode condensar a força de vida, que paira entre nós e
remetê-la ao barro-carne. E Ele tem poder para isso, mesmo, quando pensamos não haver
mais solução. Leia como o Senhor ordena o filho do homem 9 profetizar, observe a quem
Deus manda ele se dirigir e perceba também como o Filho do homem se impunha sobre a
morte:

“E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do


homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor DEUS: Vem dos
quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que
vivam. E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou
neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em
extremo”.
Ez 37, 9-10 (grifo nosso)
5
Jo 1, 45 e Mt 11, 13
6
Mt 27, 52-53: “E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; E, saindo dos
sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos”.
7
Gen 1, 2
8
Jo 3, 8
9
filho do homem: neste caso, o profeta; Filho do homem: o Messias.
(*) (*)

“Mas ele, pondo-os todos fora, e pegando-lhe na mão, clamou,


dizendo: Levanta-te, menina. E o seu espírito voltou, e ela logo se
levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer.”
Lc 8, 54-55 (grifo nosso)

“E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam


pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto
assentou-se, e começou a falar”.
Lc 7, 14 (grifo nosso)
Em uma certa oportunidade, deparar-se com a ação sufocante da morte sobre
os que ficam, comoveu profundamente Jesus, e então, ele chorou em Betânia, quando ia
seguir ao sepulcro de Lázaro, seu amigo. Lá, mandou retirar a pedra, que selava o túmulo.
Indagaram-lhe, dizendo já cheirar mal o cadáver de quatro dias. Tal como já escorria
secreção purulenta de Jó, tal como sua boca cheirava a podre. E Jesus anuncia a grandiosa
glória de seu Pai, glória esta, a ser vista por todos os olhos, ou melhor, ser sentida por todo
aquele que receber:

“Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória


de Deus?”
Jo 11, 40
Era um vale inteiro de ossos, esqueletos humanos ressecados e quebrados:

“E me disse: filho do homem, porventura viverão estes ossos? E


eu disse: Senhor DEUS, tu o sabes”.
Ez 37, 3
Era um cadáver já em estado de decomposição e Jesus, com obstinação, diz a
irmã de Lázaro:

“Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar.

Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do


último dia.10

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em


mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em
mim, nunca morrerá. Crês tu isto?”
Jo 11, 23-26
Não, não cremos, esperamos por outro Domingo, outro pregador, pela lua
11
nova , pelo sacrifício no templo, pela próxima Ceia... Nós somos os ossos secos. Somos,
nós, carentes do Espírito. Sem vida, jazemos. Nossos olhos estão vendados. O grande sol
nasceu, trazendo a salvação. O dia do Senhor veio a nós, mas não vimos um rei, não vimos
riqueza e fortuna, não vimos palácios, pusemos-nos a esperar um grande clarão.

“Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que


vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo
não o conheceu”.
Jo 1, 9-10
Mas aqueles que o receberam, crendo, viram sua glória e sentiram em si o
espírito que torna à vida:

10
Contraposição entre o Dia da Salvação e do Julgamento, a salvação deve ser buscada hoje, se esperarmos o julgamento,
mais nada poderá ser feito. Ler nota 18.
11
II Re 4, 23
(*) (*)

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua


glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”.
Jo 1, 14

“PORQUE eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos
os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e
o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de
sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo12.

Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da


justiça13, e cura trará nas suas asas14; e saireis e saltareis como
bezerros da estrebaria15. E pisareis os ímpios, porque se farão cinza
debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que estou preparando,
diz o SENHOR dos Exércitos. Lembrai-vos da lei de Moisés16, meu servo,
que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e
juízos.

Eis que eu vos enviarei o profeta Elias17, antes que venha o


grande e terrível dia do SENHOR18; e ele converterá o coração dos
pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não
venha, e fira a terra com maldição19”.
Ml 4 (grifo nosso)

Uns de nós, que viram, sabem. Se digo, não é porque tenha visto, nem que eu
saiba de mim mesmo, mas, da Palavra é revelado o poder de Deus. Sou um dos que como
Marta, queremos que Jesus faça algo por nós, pelas nossas vidas, pelos nossos entes
amados. A voz que clama no deserto pede a nós arrependimento e entrega.
Que deixemos o Senhor aplainar a terra. Que Ele nos faça de novo, que meta
mais uma vez o teu Espírito em nós. Porém, antes, Ele fará uma remodelagem no barro. Ele
surgirá das úlceras da nossa pele.
Se nos recusarmos; se vermos a mulher quebrar o vaso de alabastro e derramar
perfume; se virmos nossa irmã Maria se entregar aos pés de Jesus; e endurecermos os
nossos corações, então nossas chagas não serão curadas. Se não admitirmos nossa
fraqueza e nossa dependência de Deus, a brisa ainda que nos toque, não agirá em sua
plenitude de vida20.
Alguns não aceitarão, não receberão, eles cantarão, juntamente com os poetas
deles, invocando e aguardando:

(♪) “...Quando o segundo sol chegar, para realinhar as órbitas


dos planetas21...”

12
O grande nivelamento de Is 40.
13
Como em Lc 1, 78, e em outros textos proféticos, este sol é o Messias.
14
Mt 23, 37: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar
os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste”
15
A infusão do Espírito Santo faz mortos levantarem-se e vivos lutarem com desassombro.
16
Não obstante tenha o sistema levítico falhado em separar o homem do mal, Deus havia firmado pacto com o seu povo por
meio da lei de Moisés, e por ela estaria disposto a oferecer vida. Tendo vindo Jesus para oferecer conserto, não despreza a lei,
mas diz cumpri-la. Jer 31, 31-32 e Mt 5, 17
17
Elias, vindo na pessoa de João Batista, a voz que clama no deserto.
18
Há entendimento de ser o dia do Senhor os sábados e festas; o Dia do Senhor ser o juízo final; porém o grande e temível
Dia do Senhor, em Malaquias, é a primeira vinda do Messias.
19
Se não houvesse quem preparasse os corações, Jesus haveria lançado rosto a mais cidades do que em: Mt 11, 11-24
20
Lc 7, 36-50
21
Trecho do refrão da música interpretada por Cássia Eler, representando a esperança depositada em Meritreya, o Messias da
Nova Era. Contraposição entre a Era de Aquários e a Era de Peixe.
(*) (*)

Mas o apóstolo Pedro alerta: o Deus-Julgador fará incendiar os astros celestes.


E as promessas de liberdade, vivendo pela carne, são enganadoras e seu fascínio nos tira a
visão de Deus.22
Eles reativarão o Templo, queimarão carne novamente. Não irão permitir o
ingresso do povo aos lugares Santos, nem entenderão como ir ao lugar Santo-dos-Santos
sem sangue de animais, e sem subir a Jerusalém. Pois que o Espírito nos faz, a nós
mesmos, templo de adoração e louvor. E o sangue que usamos, para esse acesso, é o,
vertido por Cristo Jesus no calvário.

“De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o


SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de
animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de
cordeiros, nem de bodes”.
Is 1, 11

“ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que


apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a
Deus, que é o vosso culto racional”.
Rm 11, 1
A oblação, que o Senhor passa a aceitar são nossas vidas entregues a Ele, para
que seja feito o caminho reto:

“Uma voz exclama: ‘Abri no deserto um caminho para o Senhor,


traçai reta na estepe uma pista para nosso Deus. Que todo vale seja
aterrado, que toda montanha e colina sejam abaixadas: que os cimos
sejam aplainados, que as escarpas sejam niveladas!’”
Is 40, 3-4 (CBC)
A vida do Senhor surgirá em meio à sequidão dos ossos, do deserto e das
nossas almas. Antes que o espírito penetre, fará o Senhor unir os ossos, e surgir as carnes
e os tendões. Antes de abrir um caminho, serão nivelados todos os tipos de terrenos.
Os pontos mais altos de nossos egos serão derribados, o que mais confiamos,
fora de Deus, nos será tomando; soberba, orgulho, exaltação, honrarias serão todos
aplainados. A massa de barro será amassada, em muitos casos será sentido na carne
literalmente. Mas é a alma o principal alvo. Perante o Senhor seremos todos colocados em
uma mesma posição inicial.
A oportunidade de salvação é dada a todos. Aqueles sofredores, os quais não se
acham merecedores, sentem-se inferiores a tudo e a todos; aqueles abatidos, que chegam
ao limiar do estado depressivo; e os angustiados, emaranhados nas redes da vontade
suicida, terão sua estima revitalecida. Os vales sombrios do psíquico humano serão
levantados e a luz do dia voltará a aquecer a estepe.
Os corações inconstantes, daqueles que ora podem tudo e querem logo, ora
estão perdidos e frustrados, cheios de dúvidas, atribulados constantemente; deixarão de
subir e descer essa montanha-russa macabra, a qual oferece prazer fugaz logo convertido
em carência sem remédio.
Porque se estivermos falando deste céu, então os pássaros que voam, nos
teriam precedido à glória; se estivermos falando de algo oculto dentro de nossos corpos
físicos, então os microrganismos, causadores até mesmo de enfermidades, nos precederão
no conhecimento; se nos referenciamos a outros planetas e astros errantes, então não
estamos falando da glória de Deus, mas do mero alcance de nossas mãos. E se assim
fosse, teríamos o que há de melhor nesta geração, contudo presenciamos uma multidão de
ossos secos e almas aprisionadas.
22
II Pe 2, 18-19; 3, 7-13
(*) (*)

O vento soprará dos quatro cantos do Universo, uma tênue corrente de vida,
transporá os obstáculos, que limitam este mundo, através do caminho reto feito nos
tabuleiros de carne, os quais terão inscrições dos desejos de Deus:

“Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois


daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a
escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu
povo”.
Jr 31, 33

“Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo,


ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus
vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração”.
II Cor 3, 3
Alguns de nós, quando crianças, nos divertíamos com estórias de ficção, nelas
quando um ser necessitava atravessar de um mundo ao outro, utilizava portais
dimensionais. A glória do Senhor romperá a barreira dos mundos, através de algo que
também tenha a natureza daquele mundo espiritual. O sopro que o Senhor, expirou em nós
é a ligação. Se havia sido rompida, Jesus Cristo têm sido a fonte da restauração. Este é o
grande mistério do Deus Emmanuel: “Deus conosco”. Ao nosso lado? Em nosso meio? Não.
Dentro de nós. E se Ele é plenitude de graça, amor e luz, sua presença nos enche das
virtudes de seu Espírito, como águas, que correm do templo:

(♪) “Jesus, fonte de misericórdia que jorra do templo...23”

“DEPOIS disto me fez voltar à porta da casa, e eis que saíam


águas por debaixo do umbral da casa para o oriente; porque a face da
casa dava para o oriente, e as águas desciam de debaixo, desde o lado
direito da casa, ao sul do altar... E será que toda a criatura vivente que
passar por onde quer que entrarem estes rios viverá; e haverá
muitíssimo peixe, porque lá chegarão estas águas, e serão saudáveis, e
viverá tudo por onde quer que entrar este rio”.
Ez 47, 1; 9
O Senhor mostrou a Ezequiel o Templo de Deus, que provém de Deus, o mesmo
que serviu de referência a Moisés, o qual é o centro da cidade gloriosa, vista por João:

“Não vi nela, porém, templo algum, porque o Senhor Deus


Dominador é o seu templo, assim como o Cordeiro”.
Ap 22, 22

“E MOSTROU-ME o rio puro da água da vida, claro como cristal,


que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e
de um e de outro lado do rio, estava a ÁRVORE DA VIDA, que produz
doze frutos, dando seu fruto de mês em mês24; e as folhas da árvore são
para a SAÚDE DAS NAÇÕES”.
Ap 22, 1-2 (grifo nosso)
E aquele que é o desejado das nações, é fonte de água viva, e nos quer
transbordando vida, direito que Ele conquistou para nós:

“Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água


tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca
terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água
que salte para a vida eterna”.
Jo 4, 13-14
23
Trecho do refrão da música interpretada pela Comunidade Canção Nova-SP.
24
Há uma relação misteriosa de analogia com a concepção intra-uterina da mulher e seu ciclo menstrual.
(*) (*)

“E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e


clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê
em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre”.
Jo 7, 37-38

Os filhos da Luz se levantarão como um exército de pessoas curadas, pois


carregam a vida do próprio Deus, não mais mortos-vivos, nem zumbis do mundo da ilusão.
Serão uma raça forte, eleita, perpetuamente em louvor e adoração, religados25 ao seu
Criador, conscientes da sua missão em libertar os ainda cativos:

“E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, SAI PARA
FORA. E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e
o seu rosto envolto num lenço26. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e
deixai-o ir27”.
Jo 11, 43-44 (grifo nosso)
Sem carências, supridos de toda a sorte do que provém de Deus.
Superabundados de graça, pois:

“A cidade não necessita de sol nem de lua para iluminar, porque


a GLÓRIA DE DEUS a ilumina, e a sua luz é o Cordeiro”.
Ap 22, 23 (CBC – grifo nosso)

Texto de condução a leitura bíblica,


comentários de Wagner Soares de Lima, escrito em maio de 2007.

Todas as citações bíblicas foram extraídas da versão Almeida Corrigida e Fiel (ACF)
Exceção para as citações indicadas pela abreviação:
(CBC) – Centro Bíblico Católico – Tradução da versão dos monges de Maredsous
Os grifos são nossos, usados como recurso de ênfase.

(*)Yeshwa é um projeto de divulgação da palavra de Deus, utilizando vários tipos de mídias inclusive a Web:
(www.yeshwa.hpg.ig.com.br). Refletindo é um espaço aberto para se “porfiar pela porta estreita”.

Não desejamos, nem Deus procura uma alienação cega.


Quando éramos crianças pensávamos como criança,
agíamos como criança, agora que somos adultos,
busquemos a maturidade espiritual.

25
Religião é considerado um sistema de crenças e ritos que RELIGAM o homem a Deus. No texto, essa reaproximação é
feita pelo Messias, advindo do próprio Deus. Já que sistemas humanos não conseguem alcançar tal propósito.
26
Atado e vendado como símbolo de estar preso e cego.
27
Liberto da morte pela ação direta do Espírito e liberto das coisas desse mundo por pessoas dispostas a ajudar, ordenadas
pelo Senhor.

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